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TEORIA 
GERAL DA 
EMPRESA
Fernanda da Luz Ferrari
 
Elementos econômicos 
e elementos jurídicos
Objetivos de aprendizagem
Ao final deste texto, você deve apresentar os seguintes aprendizados:
  Identificar os elementos que compõem uma empresa.
  Definir os elementos jurídicos inerentes à empresa.
  Relacionar elementos econômicos e jurídicos no contexto empresarial.
Introdução
As empresas são instituições jurídicas despersonalizadas, caraterizadas 
pela prática de atividades econômicas que visam à circulação de bens, 
serviços ou produtos e à maximização de lucros com o auxílio de ferra-
mentas, processos e pessoas. 
Neste texto, você irá identificar quais são os elementos que compõem 
uma empresa, definir os elementos jurídicos inerentes à empresa e re-
lacionar os elementos econômicos e jurídicos no contexto empresarial.
Os elementos que compõem uma empresa
As empresas, sejam elas de pequeno, médio ou grande porte, voltadas à 
produção ou comercialização de produtos ou à prestação de serviços, são 
criadas e desenvolvidas, em geral, com a fi nalidade de obter lucros e satisfa-
zer necessidades específi cas do ser humano ou de uma sociedade. Algumas 
empresas, no entanto, existem sem ter como fi nalidade a obtenção de lucro, 
como as igrejas, os serviços públicos, o exército, as entidades fi lantrópicas e 
as organizações não governamentais.
Para identificarmos os elementos que compõem uma empresa, vamos 
começar pelo mais importante: as pessoas. As pessoas atuam nos mais va-
riados níveis e áreas de uma organização: recursos humanos, produção, áreas 
financeira e mercadológica, ou na administração geral.
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De acordo com Chiavenato (2009, p. 107):
A moderna gestão de pessoas trata as pessoas como tais, isto é, como indi-
víduos. Pessoas não são recursos, mas personalidades incríveis portadoras 
de diferenças individuais. No entanto, elas constituem importantes recursos 
para as organizações, e nem por isso podem ser tratadas meramente como 
meios de produção. Assim, pessoas como pessoas e não simplesmente 
pessoas como recurso ou insumos da organização que podem ser tratadas 
de maneira padronizada e uniforme. Até pouquíssimo tempo, elas eram 
tratadas como objetos e como recursos produtivos – quase da mesma forma 
que máquina ou equipamentos de trabalho, como meros agentes passivos 
da administração.
Assim, de acordo com o autor, as pessoas não devem ser consideradas 
como recursos que a organização consome, mas como profissionais que con-
tribuem ativamente para o sucesso da empresa, dotadas de personalidade, 
conhecimentos, habilidades e atitudes.
No mundo contemporâneo, onde o nível de competitividade é cada vez 
maior, não basta que as empresas tenham profissionais especialistas em suas 
áreas, que se destaquem somente por suas capacidades técnicas. É fundamental 
que os profissionais possuam habilidades interpessoais.
Segundo Robbins, Judge e Sobral (2011, p. 2): “A rentabilidade média das 
150 Melhores Empresas para Você Trabalhar do Guia Você S/A Exame foi 
consideravelmente superior à das 500 maiores empresas brasileiras”.
Acesse o link ou código a seguir para acessar a matéria 
publicada pela revista Exame sobre a cervejaria Ambev e 
saber mais sobre meritocracia.
https://goo.gl/hpYxzx 
Outro elemento importante na composição das organizações são os recursos 
materiais. Qualquer bem que a empresa deseja produzir passa pelo plane-
jamento e controle dos itens necessários para o processo, com o objetivo de 
reduzir custos e aumentar a margem de lucro da organização. A administração 
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https://goo.gl/hpYxzx
de materiais, por meio da seleção de fornecedores, do acompanhamento e 
recebimento de materiais e do gerenciamento de estoques, permite à empresa 
a melhor gestão de recursos.
A forma como a empresa gerencia seus recursos e sua cadeia de suprimentos 
pode tanto alavancar os negócios quanto encerrar suas atividades. Por meio 
de uma eficiente rede de instalações e de inteligentes estratégias logísticas e 
de produção, as empresas ganham mercado e se tornam competitivas. 
Uma boa gestão de recursos envolve também estratégias de preservação ambiental, 
visando o trabalho em prol da sociedade. A logística reversa torna isso possível por 
meio do recolhimento e do reaproveitamento ou descarte apropriado dos materiais 
produzidos pela empresa. Saiba mais sobre a importância da logística reversa acessando 
o relato da empresa O Boticário no link a seguir.
https://goo.gl/s28Bpi 
Com o avanço do capitalismo, surgem novos sistemas financeiros que 
exigem que as empresas passem por grandes reestruturações para se manter em 
funcionamento. Os gestores lidam diariamente com decisões de investimentos: 
quanto investir, o que investir, qual a duração do investimento, a escolha de 
utilizar capital próprio ou recorrer a um financiamento, etc.
Dessa forma, a tomada de decisões é um elemento fundamental para as 
organizações. Ela envolve altos valores relacionados a ativos reais – maqui-
naria, equipamentos de escritório, edificações, entre outros – e investimentos 
em ativos financeiros, como títulos e ações. Além dos profissionais da área 
financeira, os investidores também monitoram as empresas, na medida em 
que revisam as demonstrações financeiras de forma periódica. 
No setor financeiro, os gerentes financeiros são os responsáveis pelas 
decisões de como investir os fundos da empresa para capitalizar as potenciais 
oportunidades. Já o mercado financeiro atua como intermediário, à medida 
que facilita o fluxo dos fundos para as empresas ou governos. Por fim, temos 
os investidores, que financiam os investimentos realizados pelas empresas.
Porém, verifica-se que muitas vezes o sucesso financeiro da organização 
está relacionado com as atividades desenvolvidas pelo marketing; ou seja, as 
movimentações financeiras somente terão sentido se houver uma demanda de 
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https://goo.gl/s28Bpi
produtos ou serviços que seja suficiente para que a empresa obtenha lucro. Mas 
afinal, como podemos conceituar esse importante elemento nas organizações? 
De acordo com Kotler e Keller (2006), o marketing envolve a identificação e a 
satisfação das necessidades humanas e sociais. Para definir sua função de uma 
maneira bem simples, podemos dizer que o marketing “[...] supre necessidades 
lucrativamente” (KOTLER; KELLER, 2006, p. 4). 
Para a realização dessa atividade tão importante, os profissionais de marketing 
atuam com eventos, experiências, pessoas, lugares, bens e serviços. Veja alguns 
exemplos na lista a seguir.
  Eventos: jogos olímpicos, espetáculos artísticos, feiras setoriais, etc.
  Experiências: o Magic Kingdom da Walt Disney World representa 
muito bem o marketing de experiências, pois oferece ao público a opor-
tunidade de visitar cenários, conhecer personagens e viver experiências 
relacionadas aos filmes e animações da empresa.
  Pessoas: músicos, artistas e políticos, por exemplo, fazem uso do 
marketing pessoal para que possam se tornar uma “marca”.
  Lugares: entre os especialistas em divulgar determinados lugares estão 
os corretores imobiliários e as agências de viagens e de propagandas, 
com o objetivo de atrair turistas, compradores e até mesmo investidores 
para possíveis instalações comerciais e industriais. 
  Bens: bens tangíveis, como carros, refrigerantes, máquinas, celulares, 
etc., constituem a maior parte dos esforços de venda dos especialistas 
em marketing. 
  Serviços: aqui podemos considerar serviços oferecidos por companhias 
aéreas, locadoras, hotéis, salões de beleza, etc. 
Para estruturar todo esse conjunto de elementos e atividades necessários para o 
funcionamento de uma empresa – pessoas, recursos materiais, tomada dedecisões, 
investidores, gerentes financeiros, marketing, entre outros –, a administração, 
um elemento essencial para qualquer organização, busca a maximização de 
resultados organizacionais. De acordo com Chiavenato (2010), administração é o 
processo de planejar, dirigir e controlar a aplicação dos recursos organizacionais.
Para que as empresas obtenham lucros, o empresário ou empreendedor se 
utiliza de um conjunto de bens que visa a atrair e fidelizar os consumidores, ao qual 
dá-se o nome de estabelecimento empresarial. Segundo Coelho (2009, p. 96), 
[...] o estabelecimento empresarial é o conjunto de bens que o empresário 
reúne para exploração de sua atividade econômica. Compreende os bens 
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indispensáveis ao desenvolvimento da empresa, como mercadoria em estoque, 
máquinas, veículos, marca e outros sinais distintivos, tecnologia etc. Trata-se 
de elemento indissociável à empresa.
Da mesma forma, Fazzio Junior (2008, p. 64) define estabelecimento 
empresarial como “[...] o conjunto de bens (materiais e imateriais) e serviços, 
organizados pelo empresário, para a atividade da empresa. Ou melhor, é o 
complexo dos elementos que congrega e organiza, tendo em vista obter êxito 
em sua profissão”. Assim, podemos afirmar que o estabelecimento empresarial 
objetiva realizar atividades de forma organizada para conquistar e ampliar sua 
carteira de clientes, obtendo lucro e maximizando resultados.
Para que permaneça no mercado, uma empresa precisa ter lucro, sendo ele 
o resultado do investimento de recursos em um negócio. Para garantir este re-
sultado é fundamental que os fatores essenciais da empresa sejam monitorados 
continuamente. Dessa forma, o empresário não será surpreendido de forma 
negativa, o que favorecerá a agilidade na tomada de decisões para modificar 
processos, caso não estejam de acordo com a empresa. 
Alguns fatores contribuem para que a empresa maximize resultados; en-
tre eles, estão: preferência do consumidor pelos produtos da empresa, em 
detrimento dos demais produtos oferecidos no mercado; preços competitivos 
e inferiores em relação aos concorrentes; baixos índices de inadimplência; 
produtos ou serviços inovadores com baixa concorrência; e capacidade ad-
ministrativa para planejar, organizar, gerenciar e maximizar o patrimônio. 
Como patrimônio, podemos considerar o conjunto de bens e direitos de uma 
empresa, sejam eles tangíveis ou intangíveis, que a curto, médio ou longo 
prazo poderão ser transformados em recursos financeiros. 
Além de todos estes elementos, para o bom gerenciamento de uma empresa, o 
administrador deve desenvolver constantemente três habilidades, listadas abaixo.
  Habilidades específicas: é o conhecimento do profissional ao realizar 
suas atividades em áreas da empresa, por exemplo, na área contábil, 
financeira, estatística, de tecnologia, entre outras.
  Habilidades humanas: envolve a capacidade de trabalhar com pessoas, 
coordenar, liderar, motivar e resolver questões direcionadas ao relacio-
namento interpessoal. São aspectos típicos de habilidades humanas 
o trabalho em equipe e o envolvimento do profissional no sentido de 
desenvolver pessoas.
  Habilidades conceituais: facilidade de trabalhar com teorias, conceitos 
e abstrações e capacidade cognitiva mais sofisticada.
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Estas habilidades, aliadas à busca constante pelo conhecimento e pela 
informação e à capacidade de trabalhar com pessoas e de contribuir de forma 
efetiva com a organização, constituem um conjunto de competências essenciais 
para o bom administrador. 
Saiba mais sobre a Teoria Geral da Administração consultando o livro do conceituado 
autor Idalberto Chiavenato, Introdução à Teoria Geral da Administração (2014).
Elementos jurídicos inerentes à empresa
Com relação às empresas, os elementos jurídicos se referem à atividade eco-
nômica de produção de bens e serviços, à organização (a empresa, a atividade 
produtiva exercida pelo empresário) e ao profi ssionalismo no desempenho da 
atividade produtiva.
Ao nos referirmos aos elementos jurídicos que fazem parte dos estabele-
cimentos empresariais, podemos dividi-los da seguinte forma:
  Bens materiais: estoques, utensílio, maquinaria, veículos, mobiliários, 
entre outros.
  Bens imateriais: bens que são frutos do conhecimento humano, não 
suscetíveis de apropriação física.
Elementos corpóreos
Segundo Vasconcelos (2013, documento on-line), “[...] os elementos corpóreos 
representam todos os bens, tanto móveis como imóveis, que estão destinados 
para realização da atividade empresária, bem como ocupam lugar no espaço”. 
Conforme Martins (2006), os elementos corpóreos podem ser classifi cados 
como bens móveis e imóveis.
Todos os bens produzidos pelas empresas e que são oferecidos aos consumi-
dores são considerados mercadorias, ou seja, bens móveis. Também são bens 
móveis os acessórios utilizados pelas empresas com o objetivo de auxiliar na 
atividade administrativa, tais como mesas, cadeiras, estantes, tapetes, vitrines, 
armários, espelhos, utensílios, máquinas, etc.
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Para explicar e caracterizar os bens imóveis, Martins (2006, p. 449) nos 
orienta da seguinte maneira: 
Desde tempos passados que os imóveis não fazem parte da órbita do Direito 
Empresarial, muito embora possam ser adquiridos para revenda com fito de 
lucro. No entanto, quando os imóveis pertencem ao empresário, para o seu 
estabelecimento ou para um serviço necessário à empresa comercial – tais 
como armazéns para depósitos de mercadorias, prédios apropriados para 
instalação de usinas, estacionamentos para cargas etc. -, esses imóveis se 
incorporam ao fundo de comércio [Fran Martins utiliza a expressão “fundo 
de comércio” para se referir a figura do “estabelecimento empresarial”], na 
hipótese de ser vendido o estabelecimento comercial, figuram no mesmo, 
salvo se de modo diverso ficar estipulado pelos contratantes.
Elementos incorpóreos
Os elementos incorpóreos são representados por todos os bens não tangíveis 
que são utilizados na atividade empresarial.
Iniciaremos falando sobre o ponto empresarial, que não é representado 
apenas pelo local físico onde a empresa está instalada, ou seja, a sala comercial 
ou a loja, mas pelo local onde os consumidores estão buscando os produtos 
ou serviços oferecidos pelo empreendedor, podendo-se, então, considerar a 
internet como um ponto empresarial.
O ponto empresarial deve ser cuidadosamente planejado, principalmente 
se pensarmos em um comércio varejista, para o qual a localização torna-se 
fundamental. É preciso levar em conta o público que se quer atingir, a quanti-
dade de pessoas que circula pelo local diariamente, a concorrência e o acesso, 
tanto de carro quanto por meio de transportes públicos.
A organização deve criar a identificação, isto é, o nome da empresa, a 
fim de adquirir direitos e assumir obrigações, além de ser reconhecida pelos 
consumidores. No e-commerce, por exemplo, o nome de domínio designa 
uma página na rede mundial de computadores e seu título identifica o ponto 
empresarial, isto é, a empresa. 
Nos termos do art. 5º, XXXIX, da Constituição Federal, a partir do registro 
do nome empresarial, realizado na Junta Comercial, ele passará a ter proteção 
jurídica (BRASIL, 1988). Com o objetivo de evitar confusões, o sistema da 
veracidade procura evitar que mais de uma empresa seja registrada com o 
mesmo nome. É possível que o nome empresarial tenha elementos acessó-
rios, facilitando a identificação da empresa. Estes elementos são o título do 
estabelecimento e os sinais e expressões de propaganda (MARTINS, 2006).
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De acordo Martins (2006, p. 427), o título do estabelecimento é: 
[...] a designação por meio da qual [o empresário] se torna conhecido do público, 
constando a designação de um nome de fantasia (“Empório das Bonecas”, 
“A cachaça Mineira”, “Casa Oriente”), de um termo ou expressão relativa 
às atividades empresariais do estabelecimento (“ Informática Presidente”, 
“Relojoaria Suíça”, “Marcenaria Cometa”) ou mesmo da firma ou denomina-
ção do estabelecimento (“A. Pereira & Cia”, “Cia. Têxtil de Roupas”). Neste 
último caso o título do estabelecimento se confunde com o nome empresarial.
No que se refere à propriedade industrial, também conhecida como proprie-
dade intelectual, podemos defini-la como o conjunto de direitos que assegura 
os monopólios sobre determinadas invenções, desenhos industriais, marcas e 
modelos de utilidades, protegendo os direitos dos autores e os direitos conexos. 
Com relação à proteção dos direitos dos autores, o art. 5ª, XXVII, da 
Constituição Federal expressa que “[...] aos autores pertence o direito exclu-
sivo de utilização, publicação ou reprodução de suas obras, transmissível aos 
herdeiros pelo tempo que a lei fixar” (BRASIL, 1988, documento on-line). 
Conforme o inciso XXIX, 
[...] a lei assegura aos autores de inventos industriais privilégio temporário 
para sua utilização, bem como proteção às criações industriais, à propriedade 
das marcas, aos nomes de empresas e a outros signos distintivos, tendo em 
vista o interesse social e o desenvolvimento tecnológico e econômico do País 
(BRASIL, 1988, documento on-line). 
Assim, percebe-se que sem a utilização dos elementos jurídicos, que 
permitem ao empreendedor atrair clientes e obter lucro, seria impossível a 
realização das suas atividades.
Elementos econômicos e jurídicos 
no contexto empresarial
Considerada como uma organização dos fatores de produção – tradicionalmente 
a terra, o trabalho e o capital –, a empresa é um organismo econômico, funda-
mentado em leis econômicas e princípios técnicos, que combina elementos reais 
e pessoais. Por se estabelecer solidamente em leis econômicas, a economia de 
empresas é uma ferramenta importantíssima para analisar situações referentes 
ao negó cio. Empreendedores que não percebem a relevância dos elementos 
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econômicos na formação de preços e, principalmente, na tomada de decisões, 
acabam perdendo muito mercado.
Os elementos econômicos no contexto empresarial visam a direcionar 
recursos para atingir metas de forma mais eficiente. Para compreender e 
contextualizar os elementos econômicos é importante considerar o exemplo 
apresentado por Baye (2010, p. 4):
Para entender a natureza das decisões que confrontam os gerentes, imagine-
-se trabalhando em uma empresa da Fortune 500 que fabrica computadores. 
Você̂ deve tomar uma sé rie de decisões para ter sucesso como gerente: deve 
comprar componentes como drives de discos e chips de outros fabricantes 
ou produzi-los internamente? Deve se especializar em produzir um único 
tipo de computador ou diversos tipos diferentes? Quantos computadores 
deve produzir e a qual preç o deve vendê -los? Quantos funcioná rios deve 
contratar e como vai remunerá -los? Como pode se assegurar de que eles vão 
se dedicar e produzir produtos de qualidade? Como as ações de empresas 
rivais afetarão suas decisões?
Os objetivos dos gestores guiam as decisões empresariais e visam à ob-
tenção de resultados econômicos, por meio da combinação de elementos 
reais e pessoais, de oferta e de demanda. A oferta e a demanda são as forças 
que norteiam a economia, o mercado e as organizações. Por esse motivo, os 
gestores devem observar as tendências de mercado e as mudanças que poderão 
ocorrer no cenário econômico. 
A economia se baseia no uso de ferramentas que apresentam projeções, 
tendências e mudanças relacionadas a produtos, preços de insumos e mercados. 
Os economistas salientam a importância de se analisar outras variáveis além 
do preço de um produto no que tange ao deslocamento da demanda, uma vez 
que existem outros fatores que podem ser responsáveis pelo fenômeno, como 
propaganda, preferências, expectativas e renda do consumidor, preços de bens 
relacionados, ofertas de mercado, impostos, etc. 
A administração econômica deve considerar os seguintes elementos para 
que haja harmonia no sistema de gestão: 
  Elementos subjetivos: referem-se às pessoas, à administração e ao trabalho
  Elementos objetivos: referem-se aos bens, aos direitos, ao patrimônio 
e às obrigações
  Dinâmicos: referem-se à ação do homem sobre o patrimônio
  Econômicos ou sociais: referem-se ao lucro, aos serviços assistenciais 
e aos interesses
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Quando no âmbito jurídico, o conceito de empresa deve ter como base 
a análise dos elementos constitutivos da organização e o exame das regras 
aplicadas em seu interior, bem como a verificação da natureza jurídica. 
Existem várias espécies de natureza jurídica que são atribuídas às entidades 
empresariais, à administração pública, às pessoas físicas e às entidades sem 
fins lucrativos. 
No que se refere às entidades empresarias, podemos considerar as seguintes 
naturezas jurídicas:
  Sociedade por cotas de responsabilidade limitada: são as mais popu-
lares no Brasil, compostas por dois ou mais sócios, com o objetivo 
de explorar atividades voltadas para a produção ou circulação de 
bens e serviços. As Ltda. são regulamentadas por um contrato social 
que classifica os sócios, a forma de operação, o tipo de serviço e o 
capital investido.
  Sociedade Anônima S/A: as sociedades anônimas ou S/A são cons-
tituídas sob a forma da Lei nº 6.404, de 15 de dezembro de 1976. 
São sociedades cujo capital não é atribuído a uma pessoa específica, 
sendo, portanto, dividido em ações. A responsabilidade dos sócios 
ou acionistas será limitada ao preço da emissão das ações subscritas 
ou adquiridas. 
  Sociedade Simples S/S: as sociedades simples ou S/S exploram ativi-
dades de prestação de serviço resultantes de atividades intelectuais ou 
cooperativas, como aquelas prestadas por economistas, contadores, 
advogados, engenheiros, etc. 
Já no que se refere às empresas individuais, podemos considerar as seguintes 
naturezas jurídicas:
  Microempreendedor Individual – MEI: é uma classificação de 
natureza jurídica constituída pela Lei Complementar nº 128, de 19 
de dezembro de 2008, dando origem assim ao microempreendedor 
individual.
  Empresa Individual Limitada – EIRELI: autorizada pela Lei nº 12.441, 
de 11 de julho de 2011, a empresa individual de responsabilidade limitada 
é constituída por uma só pessoa. O capital pertence unicamente ao titular 
da empresa e deve ser obrigatoriamente integralizado, não podendo ser 
inferior a 100 vezes o salário mínimo vigente.
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BAYE, M. R. Economia de empresas e estratégias de negócios. 6. ed. Porto Alegre: McGraw-
-Hill, 2010. 
BERTOLDI, M. M. Curso avançado de direito comercial: teoria geral do direito comercial, 
direito societário. 2. ed. São Paulo: Revista dos Tribunais, 2003. v. 1.
BRASIL. Constituição (1988). Constituição da República Federativa do Brasil. Brasília, 
DF: Senado Federal, 1988. Disponível em: . Acesso em: 3 maio 2018.
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COELHO, F. U. Curso de direito comercial: direito de empresa. 13. ed. São Paulo: Saraiva, 
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FAZZIO JÚNIOR, W. Manual de direito comercial. 9 ed. São Paulo: Atlas, 2008.
KOTLER, P.; KELLER, K. L. Administração de marketing. 12. ed. São Paulo: Perason, 2006.
LÉLIS,E. C (Org.). Administração de materiais. São Paulo: Pearson, 2016.
MARTINS, F. Curso de direito comercial: empresa comercial, empresários individuais, 
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Forense, 2006.
ROBBINS, S. P.; JUDGE, T. A.; SOBRAL, F. Comportamento organizacional: teoria e prática 
no contexto brasileiro. 14. ed. São Paulo: Pearson, 2011.
VASCONCELOS, F. T. Os elementos do estabelecimento empresarial. Conteúdo Jurídico, fev. 
2013. Disponivel em: . 
Acesso em: 3 maio 2018.
Leitura recomendada
AQUINO, L. G. Curso de direito empresarial: teoria da empresa e direito societário. 
Brasília: Kiron, 2015.
CHIAVENATO, I. Introdução à teoria geral da administração. 9. ed. São Paulo: Manole, 2014.
O BOTICÁRIO. Logística reversa: reciclagem em todo país. [201-?]. Disponível em: 
. Acesso em: 3 maio 2018.
11Elementos econômicos e elementos jurídicos
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http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/
http://www.conteudojuridico.com.br/?artigos&ver=2.41938&seo=1
http://relatoweb.com.br/boticario/15/logistica-reversa.php
Encerra aqui o trecho do livro disponibilizado para 
esta Unidade de Aprendizagem. Na Biblioteca Virtual 
da Instituição, você encontra a obra na íntegra.
C01_Teoria_Geral_da_Empresa.indd 14 04/04/2018 11:18:08
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