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<p>AVALIAÇÃO 2 CURÍCULO E PLANO DE ENSINO</p><p>Como acontece em outros fenômenos psicológicos e sociais, é comum que haja um discurso cientificista sobre o ensinar, com a intenção de ser mais preciso e analítico. Esse cientificismo subdivide os problemas complexos, e, como consequência, oferece visões especializadas, mas que são parciais, e por isso, limitadas. Assim, perdem em muitos casos a visão unitária dos processos e das ações humanas. No caso do ensino, a educação precisa ser analisada como um todo, para ser entendida em sua totalidade. Baseando-se nessa ideia, a educação precisa ser entendida como</p><p>· A. atividade, como conteúdo e como os agentes que determinam atividades e conteúdo.</p><p>· B. atividade, como roteiro e como conteúdo.</p><p>· C. atividades de cuidado, de brincadeira e de educação.</p><p>· D. aprendizado, como atividades e como convivência.</p><p>· E. Estado, como família e como sociedade.</p><p>Em educação, como acontece no estudo de outros fenômenos psicológicos e sociais, isso costuma acontecer com frequência. E, no caso do ensino, aconteceu: a atividade, seus agentes e seu contexto desligaram-se em muitos casos dos conteúdos aos quais servem. A educação para ser compreendida exige ser entendida:</p><p>a) Como uma atividade que se expressa de formas distintas, que dispensa processos que têm certas consequências nos alunos/as, e, por isso, é preciso entender os diversos métodos de conduzi-la;</p><p>b) Como o conteúdo de um projeto de socialização e de formação: o que se transmite, o que se pretende, os efeitos que se obtêm;</p><p>c) Como os agentes e os elementos que determinam a atividade e o conteúdo: forças sociais, instituição escolar, ambiente e clima pedagógico, professores/as, materiais, entre outros.</p><p>O discurso pedagógico moderno produziu uma espécie de sentimento de culpa ao se tratar do tema "conteúdos" no ensino. Os movimentos progressistas, nas últimas décadas têm culpado a escola pelo seu academicismo e intelectualismo, que valoriza conteúdos pouco relevantes e atua como agência reprodutora da cultura dominante. No lugar desse academicismo o que passou a ser valorizado por esses movimentos?</p><p>· A. As relações mais tecnicistas.</p><p>· B. Relações mais humanistas</p><p>· C. Relações mais individualizadas</p><p>· D. Relações mais tradicionais</p><p>· E. Relações mais pragmáticas.</p><p>Os processos sociais de divisão de funções apresentam consequências também para o âmbito da educação. Esta divisão promove uma parcialização científica do objeto de ensino e as intenções do processo se perdem de vista. De acordo com o autor, qual tem sido a principal intenção no processo de ensino?</p><p>· A. O "como ensinar".</p><p>· B. O quando ensinar.</p><p>· C. O "para quem ensinar".</p><p>· D. O "o quê" ensinar</p><p>· E. O "onde ensinar".</p><p>Geralmente, os conteúdos, por vias diversas, são moldados, decididos, selecionados e ordenados fora da instituição escolar, das aulas, das escolas e à margem dos/as professores/as. [...] A consequência destes processos sociais de divisão de funções e dessa parcialização científica do objeto de ensino é que se perdem de vista as interações entre o que dentro e o que acontece fora, separa-se o contexto interno do externo, reforçam-se as fronteiras entre os conhecimentos e obscurece-se a compreensão global dos mesmos. Outros raciocínios e práticas virão justificar depois que as atividades dos/as professores/as referem-se basicamente aos aspectos metodológicos de como ensinar, enquanto que as decisões sobre os conteúdos - o que ensinar – serão vistas como algo como algo que pertence a outros: especialistas, administradores, políticos, editoras de livros-texto, etc. Uma análise mais cuidadosa nos fará compreender que nem o valor do que se decide fora da escola é independente de como se transforma depois dentro dela, nem que nada do que se produz em seu interior é totalmente alheio ao que acontece no exterior (GIMENO SACRISTÁN; GÓMEZ, 1998, p. 122).</p><p>O currículo tem sido tratado como o estudo do conteúdo de ensino. A discussão sobre o que ensinar centrou-se na tradição anglo-saxã, em torno do currículo, um conceito definido, primitivamente, nos fins e conteúdos do ensino, que mais tarde se ampliou. O pensamento pedagógico em torno do currículo tem se apresentado como:</p><p>· A. homogêneo e organizado.</p><p>· B. homogêneo e difuso.</p><p>· C. heterogêneo e disperso.</p><p>· D. heterogêneo e organizado.</p><p>· E. homogêneo e monofásico.</p><p>O sistema educativo em seus diferentes níveis e especialidades tem as decisões sobre o currículo tomadas por especialistas e implicam um problema de distribuição, ao ser este um mecanismo pelo qual o conhecimento se diversifica socialmente em função de critérios como são os de idade, sexo, raça, origem social etc. Na escolarização não se aprende tudo, nem todos aprendem o mesmo, daí surge um primeiro problema curricular. Que tipo de problema é esse?</p><p>Selecione a resposta:</p><p>· A. Um problema educacional e sociológico.</p><p>· B. Um problema antropológico e antroposófico.</p><p>· C. Um problema jurídico e legal.</p><p>· D. Um problema social e político.</p><p>· E. Um problema psicológico e psicossocial.</p><p>Na escolarização, em suma, não se aprende tudo, nem todos aprendem o mesmo, daí que o primeiro problema curricular tem um significado social e político.</p><p>image1.png</p>