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CENTRO DE CIÊNCIAS TECNOLÓGICAS – CCT DEPARTAMENTO DE ENGENHARIA CIVIL – DEC CURSO DE ENGENHARIA CIVIL AULA 4 CURVAS VERTICAIS Prof. Esp. Wanderson Moraes Soares PROJETO DE ESTRADAS REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS INTRODUÇÃO INTRODUÇÃO O projeto de uma estrada em perfil longitudinal é composto de greides retos concordados dois a dois por curvas verticais. Os greides retos são definidos pela sua declividade (tangente do ângulo em %. Greides ascendentes: (+ ) Greides descendentes: (- ) INTRODUÇÃO INTRODUÇÃO INTRODUÇÃO INTRODUÇÃO PONTOS NOTÁVEIS REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS CURVA VERTICAL CURVA VERTICAL As curvas mais usadas em todo o mundo são as seguintes: Parábola do 2º grau; Curva circular; Elipse; Parábola cúbica. O DNIT recomenda o uso da parábola do 2º grau, simétricas em relação ao PIV (ou seja, as distância de PIV a PCV e de PIV a PTV são iguais L/2) CURVA VERTICAL CURVA VERTICAL As parábolas do 2º grau são definidas pelo seu parâmetro K, que traduz a taxa de variação da declividade longitudinal em unidade de comprimento, estabelecida para cada velocidade. O valor de "K" representa o comprimento da curva no plano horizontal, em metros, para cada 1% de variação na declividade longitudinal. Mais informações: Manual de Projeto Geométrico DNIT (p. 124) CURVA VERTICAL Nos estudos de curvas verticais é muito utilizada a expressão abaixo, que é a variação total da declividade do greide. CURVA VERTICAL CURVA VERTICAL A parábola simples é uma curva muito próxima a uma circunferência; É usual referir-se ao valor do "raio" da curva vertical, entendido como o menor raio instantâneo da parábola, dado por: CURVA VERTICAL TIPOS DE CURVAS VERTICAIS CURVAS CONVEXAS CURVA VERTICAL TIPOS DE CURVAS VERTICAIS CURVAS CÔNCAVAS CURVA VERTICAL PROPRIEDADES DA PARÁBOLA DE 2º GRAU Parábola simétrica ao PIV: Em projeção horizontal, a distância entre o PCV e o PIV é igual à distância entre o PIV e o PTV; Ambas são iguais à metade do comprimento da curva (Lv). CURVA VERTICAL CÁLCULO DE COTAS E FLECHAS DA PARÁBOLA SIMPLES Na origem do sistema de eixos: x = 0 e y = 0 c = 0 CURVA VERTICAL CÁLCULO DE COTAS E FLECHAS DA PARÁBOLA SIMPLES Derivada da curva em PCV inclinação da reta tangente: CURVA VERTICAL CÁLCULO DE COTAS E FLECHAS DA PARÁBOLA SIMPLES Derivada da curva em PTV inclinação da reta tangente: CURVA VERTICAL CÁLCULO DE COTAS E FLECHAS DA PARÁBOLA SIMPLES EQUAÇÃO GERAL DA PARÁBOLA CURVA VERTICAL CÁLCULO DE COTAS E FLECHAS DA PARÁBOLA SIMPLES Flecha da parábola Flecha em um ponto qualquer Flecha máxima CURVA VERTICAL CÁLCULO DE COTAS E FLECHAS DA PARÁBOLA SIMPLES Ponto Máximo ou Mínimo da parábola CURVA VERTICAL PONTOS NOTÁVEIS DA CURVA VERTICAL CURVA VERTICAL COTAS CURVA CONVEXA CURVA VERTICAL COTAS CURVA CÔNCAVA REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS COMPRIMENTO MÍNIMO COMPRIMENTO MÍNIMO CURVAS CONVEXAS Função das condições de visibilidade para uma frenagem segura, caso exista um obstáculo na trajetória do motorista; Distância a se considerar: distância de visibilidade de parada; Adotando-se: Motorista a H = 1,10m acima do plano da pista; Obstáculo a h = 0,15m sobre a pista. COMPRIMENTO MÍNIMO CURVAS CONVEXAS em porcentagem COMPRIMENTO MÍNIMO CURVAS CÔNCAVAS Para o tráfego noturno, a pista deve ser iluminada a uma distância de visibilidade de parada pelo farol do veículo; Adota-se o facho luminoso a uma altura de 0,61m da pista e divergindo em 1º do eixo longitudinal. COMPRIMENTO MÍNIMO CURVAS CÔNCAVAS em porcentagem COMPRIMENTO MÍNIMO OBSERVAÇÃO Para ambos os casos, o motorista deve também ter no mínimo 2 segundos para perceber a alteração da declividade longitudinal: COMPRIMENTO MÍNIMO RAMPAS MÁXIMAS OBS. Os terrenos são classificados quanto ao relevo em: a) Terreno plano São os terrenos com declividade entre 0 e 8%; b) Terreno ondulado São os terrenos com declividade entre 8 e 20%; e c) Terreno montanhoso São os terrenos com declividade maior que 20%. REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS NOTA DE SERVIÇO DE TERRAPLENAGEM NOTA DE SERVIÇO A nota de serviço de terraplenagem é importante para construção da estrada, pois possui os elementos necessários para execução do greide da estrada no campo. NOTA DE SERVIÇO 1. Cálculo das cotas do greide reto: a partir de uma cota conhecida (do ponto PCV ou PIV), vão sendo calculadas as cotas dos diversos pontos dos greides retos, de acordo com a inclinação dos greides, e é preenchida a coluna greide reto na tabela.. NOTA DE SERVIÇO 2. Calcular o valor das flechas da parábola e inscrevê-las na coluna das flechas, ou na coluna das “ordenadas da parábola” da tabela da nota de serviço de terraplenagem. Obs.: Para parábola simples ou simétrica em relação ao PIV, calcula-se os valores das flechas para o primeiro ramo da parábola que vai de PCV a PIV; e depois repetem-se os valores em ordem inversa para o outro ramo da parábola NOTA DE SERVIÇO 3. Calculados os valores das flechas (f), soma-se ou subtrai-se os valores das flechas dos valores do greide reto. Deste modo, tem-se as cotas do greide de projeto. 4. Para se obter as cotas vermelhas, ou seja, as alturas de corte e aterro; Basta fazer a diferença entre as cotas do terreno natural e as cotas do greide de projeto. NOTA DE SERVIÇO EXEMPLO: NOTA DE SERVIÇO CONSIDERAÇÕES FINAIS a) Considerações quanto ao cálculo e a locação da curva vertical Para facilitar o cálculo e a locação das curvas verticais, os valores adotados para L (comprimento da curva vertical) são geralmente arredondados para múltiplos de 20m. b) Considerações gerais sobre o perfil longitudinal (ou greide) O perfil longitudinal da estrada, necessariamente precisa ser escolhido em harmonia com o traçado em planta, e nunca pode ser analisado isoladamente. NOTA DE SERVIÇO Tem-se os seguintes critérios básicos, que podem ajudar na escolha do perfil longitudinal mais adequado para um projeto: a) Compensar cortes e aterros visando menor movimentação de terra. b) Usar a rampa máxima ou próxima à máxima somente em casos extremos. c) Evitar a coincidência de rampa máxima com o raio mínimo de curva horizontal. d) Um bom perfil é composto por poucas curvas verticais de grandes raios. e) Evitar sucessão de curvas verticais. f) As curvas horizontais devem começar antes e terminarem depois das curvas verticais correspondentes. NOTA DE SERVIÇO g) Toda ilusão ótica que o traçado possa provocar deve ser evitada. O motorista nunca pode ter falsas impressões (ex. impressão de pista curta). OBS. Uma ilusão ótica ocorre quando o início de uma curva horizontal é escondido do motorista por causa de uma elevação intermediária, enquanto a continuação da curva é vista à distância. NOTA DE SERVIÇO Ilusão ótica no trecho de uma rodovia, onde se tem a impressão que a pista irá diminuir para apenas uma faixa NOTA DE SERVIÇO EXEMPLO 4.1: Calcular os elementos notáveis da curva abaixo e completar a nota de serviço a seguir. Dados: Rv = 3000m Dp = 98m Cotas VermelhasGreide Projeto Ordenada Parábola Cotas (m) Estaca Aterro (-)Corte (+)Greide retoTerreno 820,00 821,10 822,00 823,00 824,00 825,12 826,40PIV = E80 827,80 828,20 828,90 829,15 830,30 830,50 Cotas VermelhasGreide Projeto Ordenada Parábola Cotas (m) Estaca Aterro (-)Corte (+)Greide retoTerreno - 7,60827,600,00827,60820,00PCV = E74 - 6,83827,930,07828,00821,10E75 - 6,13828,130,27828,40822,00E76 - 5,20828,200,60828,80823,00E77 - 4,13828,131,07829,20824,00E78 - 2,81827,931,67829,60825,12E79 - 1,20827,602,40830,00826,40PIV = E80 0,67827,131,67828,80827,80E81 1,67826,531,07827,60828,20E82 3,10825,800,60826,40828,90E83 4,22824,930,27825,20829,15E84 6,37823,930,07824,00830,30E85 7,70822,800,00822,80830,50PTV = E86 NOTA DE SERVIÇO EXEMPLO 4.2: Calcular os elementos notáveis da curva vertical e confeccionara nota de serviço. Dados: Lv = L = 320m Cotas Vermelhas Greide de Projeto Ordenada da Parábola Cotas (m) Estaca Aterro (-)Corte (+)Greide RetoTerreno 558,50 557,90 558,00 559,00 561,00 562,27 563,42 552,20 553,10PIV = E76 556,00 554,85 556,87 557,00 558,40 558,90 558,27 560,00 Cotas Vermelhas Greide de Projeto Ordenada da Parábola Cotas (m) Estaca Aterro (-)Corte (+)Greide RetoTerreno 0,30558,200,00558,20558,50PCV = E68 0,06557,84-0,04557,80557,90E69 0,45557,55-0,15557,40558,00E70 1,66557,34-0,34557,00559,00E71 3,80557,20-0,60556,60561,00E72 5,13557,14-0,94556,20562,27E73 6,27557,15-1,35555,80563,42E74 - 5,04557,24-1,84555,40552,20E75 - 4,30557,40-2,40555,00553,10PIV = E76 - 1,64557,64-1,84555,80556,00E77 - 3,10557,95-1,35556,60554,85E78 - 1,47558,34-0,94557,40556,87E79 - 1,80558,80-0,60558,20557,00E80 - 0,94559,34-0,34559,00558,40E81 - 1,05559,95-0,15559,80558,90E82 - 2,37560,64-0,04560,60558,27E83 - 1,40561,400,00561,40560,00PTV = E84 Wanderson Moraes Obrigado! https://www.linkedin.com/in/wms-engenharia REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS DEPARTAMENTO NACIONAL DE ESTRADAS E RODAGEM. Manual de projeto geométrico de rodovias rurais. Rio de janeiro, 1999. PONTES FILHO, G. (1998) Estradas de rodagem projeto geométrico. [S.I.]: Bidim, 1998. 432p. (Bibliografia principal)