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PRINCÍPIOS PROCESSUAIS
- Essenciais para a compreensão do processo, para o direcionamento da atividade estatal.
- Existem em todo o âmbito jurídico, inclusive no âmbito processual.
- Três funções: a) INFORMATIVA;
 b) INTERPRETATIVA;
 c) NORMATIVA. 
- Princípios mais relevantes para a compreensão do processo democrático:
1) Devido processo legal;
2) Isonomia;
3) Ampla Defesa;
4) Contraditório;
5) Fundamentação das decisões.
* Estes cinco princípios formam “BLOCO AGLUTINANTE DE GARANTIAS FUNDAMENTAIS 
NO PROCESSO”.
* Alguns deles já constaram de Constituições anteriores, mas, a partir da CF/88, de sua estruturação, 
ganharam STATUS E COMPREENSÃO DIFERENCIADOS → processo na perspectiva democrática.
* Também constam da legislação infraconstitucional (Lei n. 13.105/2015-NCPC).
1- DEVIDO PROCESSO LEGAL
* Art. 5, LIV, CF/88.
* Conceito na perspectiva democrática – instituto democrático
 ● Devido processo legal = Estado Democrático de Direito → vinculação à lei e à participação e 
fiscalização do povo.
* Ele próprio é o “BLOCO AGLUTINANTE DE GARANTIAS FUNDAMENTAIS NO 
PROCESSO”.
* “COMPACTO BLOCO DE SALVAGUARDA DOS DIREITOS FUNDAMENTAIS”.
* Sem ele, não haverá processo democrático.
* Diversas garantias fundamentais decorrem dele e a ele estão vinculadas.
2- ISONOMIA
* Garantir às partes direito igual de participação.
* Perspectiva democrática.
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*Art. 5, caput, CF/88: “Todos são iguais perante a lei, sem distinção de qualquer natureza, garantindo-se 
aos brasileiros e aos estrangeiros residentes no País a inviolabilidade do direito à vida, à liberdade, à 
igualdade, à segurança e à propriedade, nos termos seguintes (...)”.
* Art. 7, Lei n. 13.105/2015: “É assegurada às partes paridade de tratamento em relação ao exercício de 
direitos e faculdades processuais, aos meios de defesa, aos ônus, aos deveres e à aplicação de sanções 
processuais, competindo ao juiz zelar pelo efetivo contraditório”.
3- AMPLA DEFESA: 
*Prevista na CF/88 e no CPC/2015.
*Textos constitucionais anteriores ou de outros países → direito de defesa.
* Legislador constituinte no Brasil (CF/88) foi além: relevância maior a esta garantia constitucional 
fundamental → AMPLA defesa.
*Defesa não é limitada.
*Parte tem direito de se defender de forma AMPLA.
*DEFESA → nem sempre se refere ao réu, mas, a AMBAS AS PARTES.
* CF/88: art. 5, LV → “Art. 5º Todos são iguais perante a lei, sem distinção de qualquer natureza, 
garantindo-se aos brasileiros e aos estrangeiros residentes no País a inviolabilidade do direito à vida, à 
liberdade, à igualdade, à segurança e à propriedade, nos termos seguintes: (...) LV - aos litigantes, em 
processo judicial ou administrativo, e aos acusados em geral são assegurados o contraditório e ampla 
defesa, com os meios e recursos a ela inerentes; (...)”.
 ● Extensão do direito de agir, que vai além do mero direito de defesa = meios de defesa e de 
provas de suas alegações + recursos.
* Muito se discute sobre celeridade processual - Argumento da celeridade cai por terra quando 
contraposto à ampla defesa.
 ● Princípio processual fundamental é a razoável duração do processo: art. 5°, LXXVIII CF/88.
* A partir do CPC/2015: rever-se atuação do magistrado em relação aos princípios processuais, o que já 
era necessário desde a CF/88, que alterou a perspectiva processual e atuação do Judiciário → Estado 
Democrático de Direito → democracia dentro do processo judicial.
*Princípios do texto do CPC/2015 já estavam previstos na CF/88.
*GRANDE DIFERENÇA: CPC/2015 esclarece COMO PRINCÍPIOS DEVEM SER APLICADOS, 
os DESDOBRAMENTOS de aplicação desses princípios e NÃO HAVERÁ DÚVIDAS OU 
ABERTURAS INTERPRETATIVAS PARA SUAS APLICAÇÕES.
4- CONTRADITÓRIO:
* É um dos principais ELEMENTOS CARACTERIZADORES DO PROCESSO.
* INICIALMENTE: contraditório era o direito de DIZER E DE CONTRADIZER; era o DIREITO 
DE MANIFESTAÇÃO DAS PARTES.
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*NOVA PERSPECTIVA DA TEORIA CONSTITUCIONALISTA DO PROCESSO, e a partir da 
TEORIA DO PROCESSO COMO PROCEDIMENTO EM CONTRADITÓRIO, 
CONTRADITÓRIO VAI ALÉM → É MAIS QUE O DIREITO DE MANIFESTAÇÃO, É O 
DIREITO DE INTERFERIR NA DECISÃO DO JUIZ. 
 ● CF/88: art. 5, LV → “Art. 5º Todos são iguais perante a lei, sem distinção de qualquer natureza, 
garantindo-se aos brasileiros e aos estrangeiros residentes no País a inviolabilidade do direito à vida, à 
liberdade, à igualdade, à segurança e à propriedade, nos termos seguintes: (...) LV - aos litigantes, em 
processo judicial ou administrativo, e aos acusados em geral são assegurados o contraditório e ampla 
defesa, com os meios e recursos a ela inerentes; (...)”.
 ● Lei 13.105/2015 (CPC): “Art. 9o Não se proferirá decisão contra uma das partes sem que ela seja 
previamente ouvida.” 
● Lei 13.105/2015 (CPC): “Art. 10. O juiz não pode decidir, em grau algum de jurisdição, com base em 
fundamento a respeito do qual não se tenha dado às partes oportunidade de se manifestar, ainda que se 
trate de matéria sobre a qual deva decidir de ofício.” → CONTINUIDADE DO PRINCÍPIO DO 
CONTRADITÓRIO 
 ● CPC/2015 traz MAIOR RELEVÂNCIA AO CONTRADITÓRIO.
 
5- FUNDAMENTAÇÃO DAS DECISÕES
* Relaciona-se ao contraditório.
*Art. 93, IX, CF/88: “Art. 93. Lei complementar, de iniciativa do Supremo Tribunal Federal, disporá 
sobre o Estatuto da Magistratura, observados os seguintes princípios: (...) IX todos os julgamentos dos 
órgãos do Poder Judiciário serão públicos, e fundamentadas todas as decisões, sob pena de nulidade, 
podendo a lei limitar a presença, em determinados atos, às próprias partes e a seus advogados, ou somente 
a estes, em casos nos quais a preservação do direito à intimidade do interessado no sigilo não prejudique o 
interesse público à informação; (Redação dada pela Emenda Constitucional nº 45, de 2004) (...)”.
* Juiz DEVE DECIDIR de acordo com o ALEGADO PELAS PARTES, INDEPENDENTEMENTE 
DE SUAS CONVICÇÕES PESSOAIS. 
* ANTES: JUIZ PODERIA DECIDIR SOB TODO E QUALQUER FUNDAMENTO, POIS, ERA O 
PROTAGONISTA. 
* Problema no art. 93, IX, CF/88.
 ● CPC/2015 RESOLVE O PROBLEMA NO ART. 489.
 √ Art. 489. São elementos essenciais da sentença:
I - o relatório, que conterá os nomes das partes, a identificação do caso, com a suma do pedido e da 
contestação, e o registro das principais ocorrências havidas no andamento do processo;
II - os fundamentos, em que o juiz analisará as questões de fato e de direito;
III - o dispositivo, em que o juiz resolverá as questões principais que as partes lhe submeterem.
§ 1o Não se considera fundamentada qualquer decisão judicial, seja ela interlocutória, sentença ou 
acórdão, que:
...
IV - não enfrentar todos os argumentos deduzidos no processo capazes de, em tese, infirmar a 
conclusão adotada pelo julgador;
V - se limitar a invocar precedente ou enunciado de súmula, sem identificar seus fundamentos 
determinantes nem demonstrar que o caso sob julgamento se ajusta àqueles fundamentos;
VI - deixar de seguir enunciado de súmula, jurisprudência ou precedente invocado pela parte, sem 
demonstrar a existência de distinção no caso em julgamento ou a superação do entendimento.
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/Constituicao/Emendas/Emc/emc45.htm
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 → NÃO SE CONSIDERA FUNDAMENTADA qualquer decisão judicial, seja ela interlocutória, 
sentença ou acórdão, que (...) NÃO ENFRENTAR TODOS OS ARGUMENTOS DEDUZIDOS NO 
PROCESSO capazes de, em tese, infirmar a conclusão adotada pelo julgador. (inciso IV do § 1° do art. 
489 CPC)
→ NÃO SE CONSIDERA FUNDAMENTADA qualquer decisão judicial, seja ela interlocutória, 
sentença ou acórdão, que (...) se LIMITAR A INVOCAR PRECEDENTE OU ENUNCIADO DE 
SÚMULA, SEM IDENTIFICAR SEUS FUNDAMENTOS DETERMINANTES NEM 
DEMONSTRAR QUE O CASO SOB JULGAMENTO SE AJUSTA ÀQUELES FUNDAMENTOS. 
(inciso V do § 1° do art. 489 CPC)
 √ APROXIMAÇÃO ENTRE CIVIL LAW E COMMON LAW → CPC/2015.
→ NÃO SE CONSIDERA FUNDAMENTADA qualquer decisão judicial, seja ela interlocutória, 
sentença ou acórdão,que (...) DEIXAR DE SEGUIR ENUNCIADO DE SÚMULA, 
JURISPRUDÊNCIA OU PRECEDENTE INVOCADO PELA PARTE, SEM DEMONSTRAR A 
EXISTÊNCIA DE DISTINÇÃO NO CASO EM JULGAMENTO OU A SUPERAÇÃO DO 
ENTENDIMENTO. (inciso VI do § 1° do art. 489 CPC)
* Princípios processuais são garantias fundamentais previstas na CF/88 (art. 5°). 
*Fundamentação: caráter democrático → relação com a ampla defesa e com o contraditório.
* Legítima decisão judicial → o CONVENCIMENTO É MOTIVADO, MAS, NÃO É LIVRE.
* Todos os PRINCÍPIOS ESTÃO ENGLOBADOS NO PRINCÍPIO DO DEVIDO PROCESSO 
LEGAL, DECORREM DESTE (BLOCO DE GARANTIAS, SUPER PRINCÍPIO que abrange 
isonomia, ampla defesa, contraditório e fundamentação das decisões).
*É da parte o protagonismo processual.
*§ 1°, art. 437, CPC/2015: “§ 1o Sempre que uma das partes requerer a juntada de documento aos autos, o 
juiz ouvirá, a seu respeito, a outra parte, que disporá do prazo de 15 (quinze) dias para adotar qualquer 
das posturas indicadas no art. 436.”.
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_ato2015-2018/2015/lei/L13105.htm

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