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Área de Treinamento
“O lucro do nosso estudo é tornarmo-nos melhores e mais sábios.”
(Michel de Montaigne)
Você encontrará, nos próximos capítulos, questões dos últimos 15 anos dos concursos de Residência Médica. As questões 
da década de 1990 serão utilizadas em um momento oportuno.
Leia cada questão com muita atenção e aproveite ao máximo os comentários. Se necessário, retorne ao texto de sua apostila.
Sugerimos que você utilize esta Área de Treinamento fazendo sua autoavaliação a cada 10 (dez) questões. Dessa forma, 
você poderá traçar um perfi l de rendimento ao fi nal de cada treinamento e obter um diagnóstico preciso de seu desempenho.
Estude! E deixe para responder as questões após 72 horas. Fazê-las imediatamente pode causar falsa impressão.
O aprendizado da Medicina exige entusiasmo, persistência e de-
dicação. Não há fórmula mágica. Renove suas energias e se mantenha 
cronicamente entusiasmado.
Boa sorte! Você será Residente em 2016!
Atenciosamente,
Dr. Gama
Coordenador Acadêmico
EST
IMULE AGORA
SEUS CONHECIMENTO
S
EST
IMULE AGORA
SEUS CONHECIMENTO
S
“Todos nós conhecemos pessoas que, em circunstâncias muito difíceis, 
como no caso de uma doença terminal ou grave incapacidade física, man-
têm uma força emocional admirável. Como sua integridade nos inspira! 
Nada causa impressão mais forte e duradoura no ser humano do que per-
ceber que alguém superou o sofrimento, transcendeu as circunstâncias 
e abriga e expressa valores que inspiram, enobrecem e dão mais sentido 
à vida.”
Os sete hábitos das pessoas altamente efi cazes
Stephen R. Covey
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Questões para treinamento
Cirurgia da cabeça e pescoço
SUS-RJ – Clínica Cirúrgica – 2014
1. Das características ultrassonográfi cas de um nódulo 
tireoidiano sólido solitário, uma considerada suspei-
ta de malignidade é a:
a) presença de halo
b) ausência de calcifi cação
c) hipervascularização periférica
d) hipoecogenicidade em relação ao parênquima
 ACERTEI  ERREI  DÚVIDA
IAMSPE – Clínica Cirúrgica – 2014
2. Sobre o carcinoma medular da tireoide, assinale a al-
ternativa correta.
a) são tumores exclusivamente familiares
b) seu tratamento sempre deve incluir o esvaziamento 
do nível VI
c) podem ser controlados com iodo radioativo
d) a radioterapia desempenha papel importante no seu 
tratamento
e) é mais frequente na sexta década de vida
 ACERTEI  ERREI  DÚVIDA
IAMSPE – Clínica Cirúrgica – 2014
3. É correto afi rmar que NÃO é inervado pelo nervo la-
ríngeo inferior o músculo:
a) tiroaritenóideo
b) cricoaritenóideo
c) cricotireóideo
d) vocal
e) tireo-hióideo
 ACERTEI  ERREI  DÚVIDA
SUS-SP – Clínica Cirúrgica – 2014
4. Uma paciente de 35 anos, com diagnóstico de car-
cinoma papilífero de tireoide de 4 cm, tem metás-
tases para linfonodos do nível VI. É correto afir-
mar que:
a) na ultrassonografi a de tireoide, é esperado que o nó-
dulo apresente microcalcifi cações
b) o prognóstico é reservado, pela presença de metásta-
ses e pela idade da paciente
c) pela extensão da doença, está indicada radioterapia 
pós-operatória
d) a probabilidade de disfunção tireoidiana na apresen-
tação clínica inicial é elevada, uma vez que um dos 
lobos tireoidianos está tomado pela doença
e) a punção aspirativa por agulha fi na (PAAF) tem sen-
sibilidade e especifi cidade baixas para o diagnóstico 
de carcinoma papilífero
 ACERTEI  ERREI  DÚVIDA
SUS-SP – Clínica Cirúrgica – 2014
5. Um senhor de 43 anos, advogado, tem elevação dis-
creta dos níveis do hormônio paratireoidiano (PTH). 
O cálcio sérico é normal. Diagnóstico mais provável e 
exame que deve ser solicitado inicialmente:
a) hiperparatireoidismo primário − cintilografi a de pa-
ratireoides
b) hiperparatireoidismo secundário − dosagem de Vi-
tamina D
c) hiperparatireoidismo primário − calciúria de 24 horas
d) hiperparatireoidismo secundário − densitometria óssea
e) hiperparatireoidismo primário − ultrassonografi a 
de paratireoides
 ACERTEI  ERREI  DÚVIDA
UERJ – Clínica Cirúrgica – 2014
6. Ao se efetuar a tireoidectomia total, durante a secção 
do ligamento de Berry, devemos estar atentos para 
evitar a lesão da seguinte estrutura:
a) nervo laríngeo inferior
b) nervo laríngeo superior
c) artéria tireoideana inferior
d) artéria tireoideana superior
 ACERTEI  ERREI  DÚVIDA
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Clínica cirúrgica | Cabeça e Pescoço | Questões para treinamento
SJT Residência Médica - 2015154
UERJ – Clínica Cirúrgica – 2014
7. Na abordagem cirúrgica de um bócio tireoidiano volu-
moso, o cirurgião pode lançar mão da secção da mus-
culatura pré-tireoideana. Neste caso, para evitar a sua 
desenervação a partir dos ramos da alça do hipoglosso 
(alça cervical), os músculos esterno-hióideo e esterno-
-tireóideo devem ser seccionados na sua porção:
a) lateral
b) medial
c) inferior
d) superior
 ACERTEI  ERREI  DÚVIDA
UFF-RJ – Clínica Cirúrgica – 2014
8. A tireoglobulina sérica pode ser utilizada no acompa-
nhamento pós-operatório de pacientes com:
a) neoplasia endócrina múltipla tipo I
b) neoplasia bem diferenciada de tireoide
c) tireoidite de Hashimoto
d) tireoidite granulomatosa
e) carcinoma de paratireoide
 ACERTEI  ERREI  DÚVIDA
UNICAMP – Clínica Cirúrgica – 2014
9. A única situação em que se aceita a tireoidectomia 
parcial no tratamento do carcinoma bem diferencia-
do da tireoide é no paciente com:
a) idade abaixo de 45 anos e tamanho do tumor até 4 cm
b) idade acima de 45 anos e tumor até 4 cm
c) idade abaixo de 45 anos e tumor até 1 cm
d) idade abaixo de 45 anos e tumor entre 1 e 4 cm
 ACERTEI  ERREI  DÚVIDA
USP-RP – Clínica Cirúrgica – 2014
10. Homem, 31 anos, branco, apresenta múltiplos nódu-
los cervicais de aspecto cístico (níveis IV e V, bilateral-
mente), principalmente do lado esquerdo do pescoço. 
A punção dos nódulos revelou citologia compatível 
com lesão cística cervical paucicelular. Dosagens de 
tireoglobulina nos lavados das agulhas demonstra-
ram níveis 10 a 15 vezes superiores ao nível sérico. 
A ultrassonografia da tireoide apresenta nódulos em 
ambos os lobos, sendo a esquerda com vasculariza-
ção central/periférica e microcalcificações, e à direita 
área de irregularidade glandular. Qual o diagnóstico 
mais provável para o caso descrito?
a) carcinoma medular de tireoide
b) bócio multinodular tóxico
c) tireoidite subaguda
d) carcinoma bem diferenciado de tireoide
 ACERTEI  ERREI  DÚVIDA
PUC-RS – Clínica Cirúrgica – 2014
11. Quais das alterações abaixo auxiliam no diagnóstico 
do hiperparatireoidismo primário?
a) hipocalcemia e calcificações distróficas
b) calcemia normal e osteoporose
c) hipercalcemia e insuficiência renal
d) insuficiência renal e tumores de células gigantes
e) hipercalcemia e calcificações metastáticas
 ACERTEI  ERREI  DÚVIDA
PUC-PR – Clínica Cirúrgica – 2014 
12. Paciente com 45 anos, secretária, queixa-se, princi-
palmente após o banho, de perceber “tumor” no pes-
coço, na região paramediana à direita, próximo aos 2º 
e 3º anéis traqueais. Você solicita ultrassom de pesco-
ço, que demonstra nódulo de tireoide. De acordo com 
o resultado, qual a melhor possibilidade?
a) nódulo misto ou imagem nodular sólida, isoecoica 
ou hiperecoica, acompanhada ou não de calcifica-
ções grosseiras, componente líquido e com o restan-
te do parênquima de textura heterogênea, deve ser 
um provável carcinoma de tireoide
b) nódulo sólido, hipoecoico, de contorno impreciso 
e com microcalcificações, sugestivo de neoplasia 
folicular
c) nódulo sólido, hipoecoico, de contorno impreciso e 
com microcalcificações, deve ser um provável bócio 
coloide adenomatoso
d) nódulo misto ou imagem nodular sólida, isoecoica 
ou hiperecoica, acompanhada ou não de calcifica-
ções grosseiras, componente líquido e com o restan-
te do parênquima de textura heterogênea, deve ser 
um provável bócio coloide adenomatosoSobre nódulo tireoidiano é FALSO afi rmar que:
a) a possibilidade de um nódulo tireoidiano ser câncer 
é maior em homens acima de 50 anos
b) múltiplos nódulos tireoidianos são mais frequente-
mente benignos
c) carcinoma papilífero pode se apresentar na forma de 
uma lesão cística
d) um nódulo sólido com calcifi cações é usualmente 
maligno
 ACERTEI  ERREI  DÚVIDA
AMP – 2009
131. Paciente do sexo masculino, 55 anos, tabagista, 
com massa em região cervical. Ao exame físico, 
presença de tumoração cervical de 4 cm de diâme-
tro, firme, de mobilidade reduzida em cadeia ju-
gulodigástrica esquerda. Qual o próximo passo na 
elucidação diagnóstica?
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Clínica cirúrgica | Cabeça e Pescoço | Questões para treinamento
SJT Residência Médica - 2015170
a) tomografia computadorizada de região cervical, es-
tudando da base do crânio à fúrcula esternal
b) biópsia excisional da massa cervical
c) exame acurado da cavidade oral, faringe e laringe
d) ultrassonografia da massa cervical, orientando pun-
ção aspirativa por agulha fina da mesma
e) ressonância magnética de crânio e pescoço para 
adequado estadiamento
 ACERTEI  ERREI  DÚVIDA
UFPR – 2009
132. Paciente de 65 anos, sexo masculino, lavrador, há 4 
meses apresenta lesão nódulo-ulcerada, com crosta 
hemática, medindo 0,8 cm de diâmetro no lábio in-
ferior. Tabagista (20 cigarros/dia). Sobre esse quadro 
clínico, assinale a alternativa INCORRETA:
a) presença de linfonodomegalia submandibular indi-
ca pior prognóstico
b) ceratoacantoma é um diagnóstico diferencial
c) o tratamento do carcinoma espinocelular deve ser 
baseado no tamanho, na localização e no grau de di-
ferenciação histológica
d) nesse caso, o tabagismo e a profissão podem ter con-
tribuído para o aparecimento da lesão
e) a melhor conduta é curetar a lesão e enviar para exa-
me anatomopatológico
 ACERTEI  ERREI  DÚVIDA
A partir do resumo clínico, responda às questões 133 
e 134.
 Mulher de 35 anos, viúva recente (marido falecido por 
assalto) com grande labilidade emocional (choro fácil), 
tremores finos de extremidade, perda de peso (5 quilos 
em 1 mês), pele úmida e quente, exoftalmia bilateral grau 
II, tireoide aumentada difusamente de volume 5 vezes, 
superfície regular, consistência firme, elástica, móvel à 
deglutição, indolor à palpação, ausência de hipertrofia 
ganglionar adjacente. PA 170x80 mmHg, FC 140 bpm, 
bulhas cardíacas hiperfonéticas e pulmões limpos.
UFRN – 2009
133. A hipótese diagnóstica mais provável é:
a) doença de Plummer 
b) bócio difuso tóxico 
c) tireoidite subaguda
d) sídrome climatérica
 ACERTEI  ERREI  DÚVIDA
UFRN – 2009
134. Devem ser solicitados os seguintes exames laboratoriais:
a) TSH e T4 livre
b) TSH e T3R
c) T4 livre, TSH e anticorpo antirreceptor do TSH
d) tireoglobulina e anticorpo antitireoperoxidase
 ACERTEI  ERREI  DÚVIDA
UFRN – R3 Clínica Médica – 2009
135. Em relação ao câncer de tireoide, é correto afirmar: 
a) o câncer de tireoide é bastante frequente e é um dos 
tumores malignos que apresenta melhor taxa de 
cura, independentemente do tipo histológico
b) o tratamento de câncer diferenciado da tireoide 
inclui, de modo geral, cirurgia, seguida de ablação 
dos remanescentes com 131I e terapia supressiva com 
hormônio tireoideano (T4)
c) o tipo histológico mais comum é o indiferenciado 
(anaplásico), e o menos comum é o papilífero, que é 
o de melhor prognóstico
d) é possível o diagnóstico diferencial entre adenoma folicu-
lar (benigno) e carcinoma folicular pela citologia (PAAF)
 ACERTEI  ERREI  DÚVIDA
INCA – Cancerologia Cirúrgica-Cabeça e Pescoço – 
2009
136. As células com alterações descritas como “olhos da 
órfã Annie” são observadas na doença denominada :
a) carcinoma papilífero de tireoide
b) carcinoma medular de tireoide
c) tireoidite de Hashimoto
d) tireoidite de Quervain
 ACERTEI  ERREI  DÚVIDA
HSPM – 2009
137. Mulher de 30 anos procura ambulatório de clínica 
geral referindo palpitação, nervosismo e insônia há 
2 semanas. Ao exame físico apresenta tremor fino de 
extremidades e pulso rítmico de 120 bpm. Os exames 
mostram TSH diminuído, VHS de 100 mm/h e capta-
ção de iodo radioativo em 24 horas de 2%. A melhor 
conduta terapêutica é prescrever:
a) metimazol e aspirina
b) propranolol e metimazol
c) propranolol e prednisona
d) propiltiouracil e prednisona
e) propiltiouracil e aspirina
 ACERTEI  ERREI  DÚVIDA
FESP – 2009
138. Frente ao espelho, enquanto se arrumava para o batiza-
do do neto, uma artesã de 54 anos não conseguiu colocar 
sua gargantilha predileta. Só então notou que o pescoço 
engrossara, mas ele não doía. A tireoide, de consistência 
firme, tinha aumento difuso e o laboratório registrou T4 
livre = 0,41 µg/dL, T3 total = 105 µg/dL e TSH = 11,7 
µU/mL, bem como anticorpos anti-TG e anti-TPO posi-
tivos. Tais evidências são próprias à tireoidite de:
a) Riedel
b) Plummer 
c) Hashimoto 
d) de Quervain
 ACERTEI  ERREI  DÚVIDA
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13 Cirurgia da cabeça e do pescoço
171
FESP – 2009
139. Na investigação dos nódulos da tireoide, a punção as-
pirativa com agulha fi na (PAAF) tem sido realizada 
em larga escala por ser um exame pouco invasivo e de 
alta sensibilidade e especifi cidade. Contudo, este mé-
todo diagnóstico não é capaz de fazer o diagnóstico 
pré-operatório em pacientes portadores de carcino-
ma do tipo:
a) folicular
b) medular
c) papilífero
d) anaplásico
 ACERTEI  ERREI  DÚVIDA
FESP – R3 Clínica Médica – 2009
140. Queixando-se de rouquidão, uma manicure de 62 
anos procurou atendimento ambulatorial. Sua glân-
dula tireoide tinha aumento assimétrico e consistên-
cia pétrea estando muito aderida aos tecidos adjacen-
tes. Tomografi a computadorizada de tórax mostrou 
fi brose mediastinal e o laboratório foi indicativo de 
hipotireoidismo, evidências adicionais em favor da 
tireoidite de:
a) de Quervain
b) Hashimoto
c) Plummer
d) Riedel
 ACERTEI  ERREI  DÚVIDA
FESP – R3 Clínica Médica – 2009
141. Um homem de 50 anos nota um pequeno aumento do 
volume do pescoço à direita. Ao examinar, você sus-
peita de nódulo de tireoide, o que é confi rmado por 
ultrassonografi a. Apropriadamente, você solicita do-
sagem de TSH, cujo resultado mostrou valor baixo. O 
próximo passo na investigação deverá ser: 
a) cintigrafi a da tireoide
b) dosagem de T3 e T4 livre
c) aspiração com agulha fi na
d) biópsia guiada por ultrssonografi a
 ACERTEI  ERREI  DÚVIDA
UERJ – 2009
142. Um paciente de 42 anos tem nódulo tireoideano de 4 
cm com linfadenomegalia regional. Dentre as opções 
abaixo, a que NÃO é considerada fator de alto risco 
para câncer de tireoide bem diferenciado é:
a) sexo
b) idade
c) extensão
d) tamanho do nódulo
 ACERTEI  ERREI  DÚVIDA
UERJ – Clínica Médica – 2009
143. Em relação à abordagem terapêutica de um nódulo 
tireoidiano hiperfuncionante, é correto afi rmar que:
a) ablação com radioiodo não está indicada
b) injeção de etanol guiada por USG á efi caz
c) ressecção cirúrgica é o tratamento de escolha
d) manutenção do eutireoidismo com propiltiouracil é 
frequentemente empregada
 ACERTEI  ERREI  DÚVIDA
SES-CE – 2009
144. Nos pacientes com câncer de tireoide, tratados com 
tireoidectomia “quase total”, qual o principal indica-
dor de recidiva do tumor?
a) aumento de TSH
b) redução de T3
c) redução de T4
d) aumento de tireoglobulina
e) aumento de iodo
 ACERTEI  ERREI  DÚVIDA
USP-RP – 2009
145. Mulher, 35 anos, com nódulo de tireoide à direita foi 
submetida à punção aspirativa por agulha fi na que 
revelou lesão com padrão folicular. Fez a hemitireoi-
dectomia à direita. O exame anatomopatológico da 
peça cirúrgica trata-se de carcinoma folicular. Nesse 
caso, a paciente:
a) deverá ser submetida à nova cirurgia para a retirada 
da outra metade da glândula
b) deverá ser submetida ao hipotireoidismo para ele-
var o TSH ao máximo e, após, iodo radioativopara 
complementação
c) deverá ser submetida a iodo radioativo imediatamente 
d) deverá evitar novas reintervenções precoces e fazer 
estadiamento tardio
 ACERTEI  ERREI  DÚVIDA
UFF – 2009 
146. O carcinoma das células de Hurthle é frequentemente 
considerado:
a) um subgrupo do estruma tireoideano de Ridel
b) um tumor neuroendócrino que se origina nas célu-
las C parafoliculares
c) uma variante do carcinoma medular da tireoide
d) um subgrupo do carcinoma folicular da tireoide
e) um subgrupo do carcinoma indiferenciado da tireoide
 ACERTEI  ERREI  DÚVIDA
UFPR – Pediatria – 2009
147. A síndrome MEN IIb se caracteriza por carcinoma 
medular de tireoide:
a) feocromocitoma e hiperparatireoidismo
b) em quatro membros da família
c) doença de Hirschprung e hiperparatireoidismo
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Clínica cirúrgica | Cabeça e Pescoço | Questões para treinamento
SJT Residência Médica - 2015172
d) hipertireoidismo e carcinoma de pâncreas
e) feocromocitoma, ganglioneuromas e hábitos marfa-
noides
 ACERTEI  ERREI  DÚVIDA
UNISA – 2009
148. Em relação ao nódulo solitário da tireoide, é correto 
afirmar que:
a) a frequência do aparecimento de um nódulo na ti-
reoide diminui com a idade
b) a possibilidade de um nódulo solitário ser benigno é 
maior em homens acima de 50 anos 
c) quando existir suspeita clínica de carcinoma medu-
lar da tireoide deverá ser dosado o nível de calcito-
nina no soro
d) a apresentação cística do carcinoma bem diferencia-
do da tireoide é rara
e) no diagnóstico do carcinoma folicular, a acurácia da 
biópsia por agulha fina por ultrassonografia da ti-
reoide é elevada
 ACERTEI  ERREI  DÚVIDA
PUC-PR – 2009 
149. Paciente feminina, de 28 anos, relata ter percebi-
do aparecimento de “nodulação no pescoço” há 4 
meses, de crescimento progressivo e indolor. Ao se 
proceder ao exame, delimita-se, pela palpação da 
tireoide, um nódulo firme, de 3 cm de diâmetro 
aproximadamente, indolor à palpação. Dado esse 
quadro, qual exame complementar você escolheria 
levando em consideração seu maior poder de eluci-
dação diagnóstica, sabendo que o TSH da paciente 
está normal?
a) cintilografia de tireoide
b) ultassonografia de tireoide
c) dosagem de calcitonina e tireoglobulina
d) dosagem de T3, T4 e TSH
e) punção aspirativa com agulha fina
 ACERTEI  ERREI  DÚVIDA
IJF – Prova A – 2008 
150. Paciente do sexo feminino, 30 anos, foi submetida a 
uma tireoidectomia total por carcinoma papílifero. 
Doze horas após a cirurgia, apresentou parestesias 
e espasmos musculares e, em seguida, convulsão. O 
mais provável diagnóstico é:
a) hipomagnesemia
b) hiponatremia severa
c) hipocalcemia
d) hipotireoidismo
 ACERTEI  ERREI  DÚVIDA
IJF – Prova A – 2008 
151. Dentre as neoplasias malignas da tireoide, qual a 
mais frequentemente encontrada?
a) carcinoma papilífero
b) carcinoma folicular
c) carcinoma medular
d) carcinoma indiferenciado
 ACERTEI  ERREI  DÚVIDA
IJF – Clínica Cirúrgica – 2008 
152. As lesões penetrantes de pescoço são mais graves, po-
dendo acarretar hemorragia ou comprometimento da 
via aérea. Sobre essas lesões é FALSO afirmar:
a) em uma base anatômica, o pescoço é dividido em 
triângulo anterior e posterior. As principais estru-
turas vasculares e aerodigestivas estão localizadas 
no triângulo anterior
b) feridas que não penetram o platisma podem ser consi-
deradas superficiais, não necessitando de investigação
c) analisando as feridas cervicais, baseado na locação 
craniocaudal, o pescoço é comumente dividido em 
3 zonas horizontais
d) feridas na Zona III apresentam o maior índice de 
mortalidade devido à presença de grandes vasos e à 
complexidade do acesso cirúrgico
 ACERTEI  ERREI  DÚVIDA
IJF – Clínica Cirúrgica – 2008 
153. Paciente de 25 anos, apresenta volumoso hematoma 
cervical por ferida penetrante. Após entubação oro-
traqueal em centro cirúrgico, foi realizado acesso 
cirúrgico através de uma incisão oblíqua na borda 
interna do esternocleidomastoideo esquerdo, sendo 
constatada lesão extensa de veia jugular interna, não 
sendo tecnicamente possível o reparo primário. Nessa 
situação, a conduta mais adequada é:
a) interposição de um enxerto autólogo, preferencial-
mente utilizando a veia safena
b) interposição de um enxerto autólogo, preferencial-
mente utilizando a veia jugular externa
c) ligadura de veia jugular interna
d) interposição de um enxerto sintético de PTFE
 ACERTEI  ERREI  DÚVIDA
IJF – Clínica Cirúrgica – 2008 
154. Paciente do sexo masculino, 55 anos, apresentando nó-
dulo sólido de 3 cm em lobo direito da tireoide. Foi re-
alizado punção com agulha fina guiada por ultrassom 
e o diagnóstico foi esfregaço contendo células folicula-
res. Assinale a conduta mais adequada para esse caso:
a) tratamento cirúrgico com lobectomia direita e ava-
liação histopatológica por congelação
b) reavaliação com 3 meses e nova punção com agulha fina
c) trata-se de uma doença benigna (adenoma folicular) e 
o tratamento é clínico através de supressão hormonal
d) enucleação do nódulo e avaliação histopatológica 
por congelação
 ACERTEI  ERREI  DÚVIDA
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13 Cirurgia da cabeça e do pescoço
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SES-RJ – 2008 
155. A tireoglobulina não é encontrada normalmente no 
soro, mas seu nível aumenta muito em determina-
das tireoidopatias. A elevação de seu nível é utilizada 
principalmente para diagnosticar:
a) tireoidites virais
b) doença de Graves
c) bócio multinodular tóxico
d) recidiva de câncer tireoideo
 ACERTEI  ERREI  DÚVIDA
SES-RJ – 2008 
156. O hiperparatireoidismo primário tem etiologia ainda 
desconhecida, com os pacientes sintomáticos tendo 
indicação precisa de cirurgia com fi ns curativos. No 
entanto, existem algumas indicações de procedimen-
to cirúrgico em pacientes assintomáticos, dentre elas:
a) idade superior a 50 anos
b) hipercalciúria importante (excreção nas 24 h > 400 mg)
c) redução de 20% do clearance da creatinina de pesso-
as de igual idade
d) hipercalcemia importante (calcemia = 0,5 mg/dL 
acima do limite superior normal)
 ACERTEI  ERREI  DÚVIDA
SES-RJ – Clínica Cirúrgica – 2008 
157. Na hiperfunção das glândulas paratireoides, observa-
da em pacientes com insufi ciência renal crônica, ou hi-
perparatireoidismo secundário, podemos afi rmar que:
a) os suplementos de vitamina D2 são efi cazes no con-
trole da fosfatemia nos renais crônicos
b) a calcifi cação da camada medial arterial sugere cal-
cifi laxia e indica a paratireoidectomia 
c) o controle clínico cuidadoso não consegue evitar a 
paratireoidectomia nos nefropatas crônicos
d) a localização prévia das paratireoides descarta a ne-
cessidade de exploração cervical bilateral das parati-
reoides
 ACERTEI  ERREI  DÚVIDA
SES-RJ – Clínica Cirúrgica – 2008 
158. Alguns tumores da tireoide devem ser tratados por 
tireoidectomia total porque seus resíduos não podem 
ser erradicados com radioiodo por ausência de capta-
ção. São eles:
a) medular e folicular
b) papilífero e folicular
c) papilífero e de células de Hurthle 
d) de células de Hurthle e medular
 ACERTEI  ERREI  DÚVIDA
UNITAU – R1 – 2008 
159. Quais são as neoplasias malignas e benignas mais fre-
quentes das glândulas salivares maiores, respectiva-
mente?
a) carcinoma epidermoide e adenoma folicular
b) carcinoma adenoide cístico e linfadenoma papilífero
c) carcinoma mucoepidermoide e adenoma pleomórfi co
d) ex-adenoma pleomórfi co e adenoma folicular
e) adenocarcinoma pouco diferenciado e adenoma 
pleomórfi co
 ACERTEI  ERREI  DÚVIDA
UNITAU – R1 – 2008 
160. Qual o principal gene relacionado com o carcinoma 
medular da tireoide?
a) APC
b) p53
c) p16
d) MRH1
e) RET
 ACERTEI  ERREI  DÚVIDA
PUC-PR – 2008
161. Consideramos conceitos corretos, em relação ao car-
cinoma indiferenciado da tireoide:
a) a cirurgia é o tratamento de escolha, resolvendo o 
problema da maioria dos casos
b) a cirurgiaé raramente indicada, estando, em maio-
ria, o tumor fora de possibilidades cirúrgicas
c) a traqueostomia é contraindicada e agrava a lesão
d) são tumores de crescimento lento, porém invadem 
estruturas vizinhas
e) o período de sobrevivência após o tratamento é de 
50% em 5 anos
 ACERTEI  ERREI  DÚVIDA
PUC-PR – Clínica Cirúrgica – 2008
162. Nos casos de tireotoxicose, quais são os grupos de sin-
tomas e sinais que aparecem em pelo menos 80% dos 
casos?
a) nervosismo, hiperidrose e taquicardia
b) palpitações, tremores e fi brilação atrial
c) perda de peso, aumento do apetite e diarreia
d) fadiga, hipersensibilidade ao calor e esplenomegalia
e) hipersensibilidade ao frio, fadiga e bradicardia
 ACERTEI  ERREI  DÚVIDA
UFF – 2008
163. Paciente traz para a consulta uma ultrassonografi a, 
solicitada por sua ginecologista, que mostra um nó-
dulo com 1,6 cm, sólido, hipoecoico, sem halo perifé-
rico, com microcalcifi cações e contorno irregular. Na 
palpação da região cervical, o nódulo não é percebi-
do. Nessa situação, deve-se adotar a seguinte conduta:
a) tratar com tiroxina em doses elevadas para suprimir o 
TSH e assim provocar uma involução do nódulo, que 
tem características de benignidade na ultrassonografi a
b) indicar tireoidectomia, pois o nódulo tem caracte-
rísticas de malignidade ao ultrassom
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SJT Residência Médica - 2015174
c) dosar TSH, T4-livre e realizar punção aspirativa por 
agulha fina (PAAF)
d) observar e fazer nova ultrassonografia de três em 
três meses
e) fazer punção aspirativa por agulha fina (PAAF) e ad-
ministrar em seguida 30 mCi de iodo radioativo
 ACERTEI  ERREI  DÚVIDA
UFF – Clínica Cirúrgica – 2008
164. O sinal de Chvostek e o de Trousseau fazem parte das 
manifestações clínicas da:
a) hipercalcemia
b) hipernatremia
c) hipopotassemia
d) hipocalcemia
e) hiperpotassemia
 ACERTEI  ERREI  DÚVIDA
UFF – Clínica Cirúrgica – 2008
165. O principal uso clínico da medida de tireoglobulina 
se dá no acompanhamento de pacientes com:
a) neoplasia endócrina múltipla tipo I
b) tireoidite de Hashimoto
c) tireoidite de Riedel
d) adenoma de paratireoide
e) câncer da tireoide bem diferenciado
 ACERTEI  ERREI  DÚVIDA
UFF – Clínica Cirúrgica – 2008
166. Tireoide exibindo, ao exame microscópico, extenso 
infiltrado inflamatório mononuclear, com linfócitos 
pequenos, plasmócitos e centros germinativos bem 
desenvolvidos, além de folículos tireoideanos reves-
tidos por células de Hurthle, constitui:
a) linfoma
b) tireoidite de Hashimoto
c) tireoidite linfocítica
d) carcinoma papilífero
e) doença de Graves
 ACERTEI  ERREI  DÚVIDA
UFRJ – Clínica Cirúrgica – 2008
167. Há indicação de paratireoidectomia em:
a) hiperparatireoidismo secundário com PTH (para-
tormônio) pouco elevado
b) hiperparatireoidismo primário em jovem e assinto-
mático
c) hiperparatireoidismo secundário com qualquer 
grau de lesão óssea
d) produção ectópica de PTH (paratormônio)
 ACERTEI  ERREI  DÚVIDA
HSPM – R3 Clínica Médica – 2008
168. Mulher de 25 anos, asmática, procura assistência mé-
dica devido ao atraso menstrual, nervosismo, palpi-
tações e insônia. O exame físico mostra bócio difuso 
e taquicardia. Laboratorialmente, detecta-se TSHé mais frequente em pacientes 
do sexo feminino
d) o bócio nodular tóxico é conhecido como doença de 
Plummer
 ACERTEI  ERREI  DÚVIDA
UEL – 2008 
177. Em relação às tireoidites, é correto afi rmar que:
a) a tireoidite silenciosa caracteriza-se pela elevação 
progressiva dos anticorpos antitireoidianos (antiti-
reoglobulina e antitireoperoxidase), evoluindo, na 
grande maioria das vezes, para hipotireoidismo de-
fi nitivo em 1 ano
b) na tireoidite subaguda, encontramos VHS elevada, 
TSH suprimido e cintilografi a tireoidiana com baixa 
captação de I
c) na tireoidite de Riedel, encontramos frequentemen-
te TSH suprimido, T3 e T4 elevados, associados a 
bócio doloroso
d) mesmo na vigência de alterações ultrassonográfi cas 
compatíveis, a ausência de anticorpos antitireoidia-
nos afasta o diagnóstico de tireoidite de Hashimoto
e) a tireoidite aguda é considerada uma exacerbação da 
tireoidite de Hashimoto
 ACERTEI  ERREI  DÚVIDA
UERJ – 2008 
178. Uma paciente de 40 anos apresenta nódulo tireoidia-
no de 2,5 cm de diâmetro. Na investigação diagnós-
tica, o resultado da análise citopatológica da punção 
com agulha fi na (PAAF) mostra células com citoplas-
ma pálido e microcalcifi cações. Estes achados são al-
tamente sugestivos da seguinte afecção:
a) bócio coloide
b) tumor folicular
c) carcinoma papilífero
d) tireoidite de Hashimoto
 ACERTEI  ERREI  DÚVIDA
SES-PE – 2007
179. Em um paciente com hipertireoidismo, devido a uma 
tireoidite subaguda, são esperados os resultados abai-
xo, exceto:
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SJT Residência Médica - 2015176
a) T3 elevado
b) níveis de T4 desproporcionalmente elevados em re-
lação ao T3
c) TSH baixo
d) velocidade de hemossedimentação elevada
e) captação aumentada do iodo radioativo pela tireoide
 ACERTEI  ERREI  DÚVIDA
UNITAU – R1 – 2008 
180. Paciente de 50 anos apresenta nódulo único no lobo 
direito da tireoide com 1 cm e punção aspirativa de 
carcinoma medular, sem linfoadenomegalia cervical. 
Qual o tratamento cirúrgico?
a) tireoidectomia total e esvaziamento cervical dos ní-
veis II a VII bilateral
b) tireoidectomia total
c) lobectomia direita e istimectomia
d) lobectomia direita, istimectomia e esvaziamento 
cervical dos níveis II e VII à direita
e) tireoidectomia subtotal
 ACERTEI  ERREI  DÚVIDA
UFRJ – R3 Clínica Médica – 2008
181. Sara, 49 anos, emagrecimento de 8 kg nas últimas 
semanas, insônia, tremores e labilidade emocional. 
Peso atual = 72 kg. Tireoide de tamanho normal, sem 
nódulos, móvel e de consistência fibroelástica. Exa-
mes laboratoriais: TSH 0,001 (referência 0,4-4 mUI/
mL) e T4L 1,60 (referência 0,8-1,9 ng/dL), ATPO po-
sitivo. Captação tireoidiana nas 24 horas (¹³¹I): 20%. 
A principal hipótese diagnóstica é:
a) tireoidite subaguda
b) tireotoxicose
c) doença de Graves
d) administração exógena de levotiroxina
 ACERTEI  ERREI  DÚVIDA
FESP – Clínica Cirúrgica – 2007 
182. O tratamento cirúrgico indicado para um paciente de 
30 anos, sexo masculino, com doença de Plummer, é:
a) tireoidectomia total
b) tireoidectomia subtotal bilateral
c) lobectomia quase total bilateral
d) lobectomia total ipsilateral e istimectomia
 ACERTEI  ERREI  DÚVIDA
FESP – Clínica Cirúrgica – 2007 
183. Os agentes etiológicos mais frequentemente encon-
trados em uma tireoidite aguda supurativa são:
a) Streptococus e anaeróbios
b) Escherichia coli e Coccidoiimycosis sp
c) Haemophilus sp e Corynebacterium sp
d) Pseudomonas aeruginosa e Staphylococcus sp
 ACERTEI  ERREI  DÚVIDA
UFC – Clínica Cirúrgica – 2007
184. Paciente de 1 ano com massa cervical cística congêni-
ta no triângulo posterior do pescoço, assinale a opção 
verdadeira.
a) mesmo na ausência de sintomas a cirurgia se impõe
b) a abordagem com solução esclerosante é o tratamen-
to de rotina
c) a ressonância magnética permite a melhor avaliação 
pré-operatória
d) trata-se de uma malformação do sistema venoso
e) acontece apenas na região cervical
 ACERTEI  ERREI  DÚVIDA
UFC – Clínica Cirúrgica – 2007
185. Em relação ao metabolismo do cálcio, é correto 
afirmar:
a) a calcitonina é normalmente um importante contro-
lador dos níveis de cálcio
b) o cálcio é normalmente absorvido no trato intestinal 
inferior
c) o cálcio excretado no rim é reabsorvido em menos 
de 50%
d) o cálcio apresenta variação inversa aos níveis séricos 
de fosfato
e) a vitamina D não altera o transporte de cálcio no in-
testino
 ACERTEI  ERREI  DÚVIDA
UFC – Clínica Cirúrgica – 2007
186. Nos pacientes com nódulos tireoidianos e com níveis 
hormonais normais: 
a) a cintilografia deve ser feita de rotina
b) a dosagem de calcitonina sérica deve ser realizada
c) a história pessoal e familiar nada acrescenta ao diag-
nóstico
d) a punção aspirativa com agulha fina é o método ini-
cial mais importante no diagnóstico
e) os nódulos múltiplos estão associados ao maior ris-
co de câncer
 ACERTEI  ERREI  DÚVIDA
UFC – Clínica Cirúrgica – 2007
187. Em relação às neoplasias de cabeça e pescoço, assinale 
a opção verdadeira. 
a) a associação do uso do álcool ao tabagismo apresen-
ta um risco aditivo
b) as leucoplasias de cavidade oral não aumentam o risco
c) o PETscan apresenta menor sensibilidade para a 
pesquisa de metástase que a tomografia 
d) metástase de carcinoma escamoso com PETscan po-
sitivo apresenta um melhor prognóstico
e) o carcinoma espinocelular do lábio superior é me-
nos frequente que o basocelular
 ACERTEI  ERREI  DÚVIDA
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13 Cirurgia da cabeça e do pescoço
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UFC – Clínica Cirúrgica – 2007
188. O nervo laríngeo recorrente é ramo do:
a) vago
b) frênico
c) acessório
d) facial
e) laríngeo superior
 ACERTEI  ERREI  DÚVIDA
UFC – Clínica Cirúrgica – 2007
189. Sobre o feocromocitoma, é correto afi rmar que:
a) são tumores produtores de catecolaminas derivados 
de células cromafi ns do córtex adrenal
b) são tumores malignos
c) são encontrados na neoplasia endócrina múltipla 
tipo I em 90% dos casos
d) ácido vanil mandélico é o teste menos específi co
e) feocromocitoma extra-adrenal usualmente secreta 
epinefrina e norepinefrina
 ACERTEI  ERREI  DÚVIDA
HMD – Clínica Cirúrgica – 2007
190. A realização de uma tireoidectomia total pode levar a 
um(a):
a) lesão do nervo facial
b) quadro de hipercalcemia transitória
c) quadro de rouquidão e cãibras
d) lesão do nervo mandibular
e) quadro de agitação e emagrecimento
 ACERTEI  ERREI  DÚVIDA
FESP – Clínica Cirúrgica – 2007
191. Os agentes etiológicos mais frequentemente encon-
trados em uma tireoidite aguda supurativa são:
a) Streptococcus e anaeróbios
b) Escherichia coli e Coccidioidomycosis sp
c) Haemophilus sp e Corynebacterium sp
d) Pseudomonas aeruginosa e Staphylococcus 
 ACERTEI  ERREI  DÚVIDA
FESP – Clínica Cirúrgica – 2007
192. Na tireoidite de Riedel, o fundamento para a indica-
ção de um procedimento cirúrgico é:
a) controle do hipotireoidismo subjacente
b) descompressão traqueal e diagnóstico histopatológico
c) inibição de TSH e do fator estimulador tireóideo de 
longa ação
d) liberação do nervo laríngeo superior e correção da 
hipocalcemia
 ACERTEI  ERREI  DÚVIDA
FESP – Clínica Cirúrgica – 2007
193. A síndrome de neoplasia endócrina múltipla tipo 2A 
é comumente composta por manifestações relaciona-
das a:
a) carcinoma medular da tireoide, feocromocitoma e 
hiperparatireoidismo primário
b) hiperparatireoidismo primário, neurofi bromatose e 
doença de Hirschprung
c) amiloidose, hábito marfanoide e carcinoma medular 
da tireoide
d) feocromocitoma, diverticulose colônica e colelitíase
 ACERTEI  ERREI  DÚVIDA
UFPE – Clínica Cirúrgica – 2007
194. Sobre a síndrome de neoplasia endócrina múltipla 
(NEM) tipo I, assinale a alternativa incorreta:
a) nos pacientes com gastrinoma, 25% têm a síndrome
b) é autossômica dominante
c) hipoparatireoidismoe hipocalcemia são as princi-
pais manifestações clínicas
d) tumor carcinoide gástrico ocorre em pacientes com 
gastrinoma associado a esta síndrome
 ACERTEI  ERREI  DÚVIDA
HSPM – Clínica Cirúrgica – 2007 
195. Em adultos jovens, o nódulo cervical anterior encon-
trado frequentemente na linha média entre o mento e 
a cartilagem tireoide é o:
a) cisto de ducto tireoglosso
b) cisto sebáceo
c) cisto dermoide
d) cisto branquial
e) linfoma
 ACERTEI  ERREI  DÚVIDA
HSPM – Clínica Cirúrgica – 2007 
196. Paciente do sexo feminino, de 19 anos, queixa-se de 
nervosismo, insônia e palpitações e apresenta ao exa-
me físico taquicardia (FC = 120 bpm), sudorese quen-
te, tremores fi nos nas mãos e tireoide difusamente au-
mentada. O quadro laboratorial mais provável dessa 
paciente é:
a) T3 aumentado, T4 aumentado, TSH aumentado, an-
ticorpos antitireoidianos (+)
b) T3 diminuído, T4 diminuído, TSH aumentado, anti-
corpos antitireoidianos (-)
c) T3 aumentado, T4 aumentado, TSH diminuído, an-
ticorpos antitireoidianos (+)
d) T3 aumentado, T4 diminuído, TSH diminuído, anti-
corpos antitireoidianos (+)
e) T3 diminuído, T4 aumentado, TSH diminuído, anti-
corpos antitireoidianos (-)
 ACERTEI  ERREI  DÚVIDA
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Clínica cirúrgica | Cabeça e Pescoço | Questões para treinamento
SJT Residência Médica - 2015178
HSPM – Clínica Cirúrgica – 2007
197. Paciente de 60 anos, do sexo masculino, fumante de 2 
maços de cigarro por dia há 40 anos, com quadro de 
linfonodo endurecido de 4 cm de diâmetro em cadeia 
júgulo-carotídea média e otalgia ipsilateral, sugere o 
diagnóstico de:
a) adenocarcinoma de hipofaringe
b) carcinoma espinocelular de glote
c) carcinoma espinocelular de língua
d) adenocarcinoma de laringe
e) carcinoma espinocelular de conduto auditivo
 ACERTEI  ERREI  DÚVIDA
HSPM – Clínica Cirúrgica – 2007
198. Indicação de biópsia em massa cervical:
a) em princípio, sempre
b) falta de regressão com antibióticos
c) fator de risco para doença maligna
d) infância
e) após exame cuidadoso de boca, laringe, esôfago e 
traqueia
 ACERTEI  ERREI  DÚVIDA
FESP – Clínica Cirúrgica – 2007
199. O percentual de ocorrência de câncer em um cisto ti-
reoglosso é, aproximadamente, de:
a) 1
b) 2,5 
c) 3,7 
d) 5
 ACERTEI  ERREI  DÚVIDA
UFPR – Clínica Cirúrgica – 2006
200. Uma mulher, de 35 anos, é encaminhada à cirurgia 
pelo endocrinologista após ter se evidenciado nódulo 
tireoidiano de 1,5 cm em polo inferior direito, cujo 
anatomopatológico de biópsia por agulha fina mos-
trou lesão folicular. Qual o planejamento cirúrgico 
adequado?
a) lobectomia total direita, sem dreno e sem congelação
b) nodulectomia, congelação e lobectomia total direita 
se positivo para malignidade
c) lobectomia total direita, congelação e tireoidectomia 
total se positivo para malignidade
d) nodulectomia, congelação e tireoidectomia total e 
esvaziamento ganglionar bilateral para malignidade
e) tireoidectomia quase total sem necessidade de con-
gelação
 ACERTEI  ERREI  DÚVIDA
SES-SC – R3 Clínica Médica – 2007 
201. Com relação às doenças tireoideanas, assinale a alter-
nativa INCORRETA:
a) as opções para a terapia do hipertireoidismo da 
doença de Graves não se alteraram nos últimos 50 
anos: usamos drogas antitireoideanas, iodo radioati-
vo ou cirurgia
b) o adenoma tóxico ou nódulo solitário autônomo, 
quando maior de 3 cm, é capaz de produzir um qua-
dro de hipertireoidismo
c) tipicamente, os pacientes com hipertireoidismo 
subclínico apresentam tireoide não palpável ou bó-
cio pequeno, com níveis de T3 e T4 livres normais e 
TSH abaixo do limite inferior da normalidade
d) a doença de Graves, em sua fase final, pode cursar 
com hipotireoidismo
e) no diagnóstico de bócio multinodular tóxico, temos 
captação de Iodo aumentado e o mapeamento da ti-
reoide apresenta focos de hipocaptação, com supres-
são do parênquima perinodular
 ACERTEI  ERREI  DÚVIDA
UFPE – 2007 
202. O hipertireoidismo na Doença de Graves é determi-
nado por:
a) produção excessiva do TSH por resistência periféri-
ca e hipotalâmica ao T3 e T4
b) estimulação dos receptores tireoideanos de TSH por 
imunoglobulinas produzidas pelos linfócitos B
c) estimulação tireoideana pela gonadotrofina coriôni-
ca humana (hCG)
d) estimulação excessiva dos tecidos periféricos pela 
rotura simultânea de folículos tireoideanos liberan-
do T3 e T4
 ACERTEI  ERREI  DÚVIDA
UFPR – R3 Clínica Médica – 2007
203. Paciente do sexo feminino, 34 anos, com queixas de 
palpitações e ansiedade. Durante o exame físico apre-
sentou PA = 120 x 80 mmHg, Pulso = 96, T = 36,2ºC, 
discreto tremor de extremidades, tireoide 30 gramas, 
fibroelástica. Exames laboratoriais: TSH = 0,01 mU/L 
(normal = 0,4 a 4); T4 livre = 0,4 ng/dL (normal = 0,89 
a 1,80); e T3 total = 300 ng/dL (normal = 70 a 200). 
De acordo com o quadro acima, assinale a alternativa 
correta.
a) o diagnóstico mais provável é de doença de Graves, 
e o TRAb (anticorpo antirreceptor de TSH) seria o 
melhor exame para definir o diagnóstico
b) a cintilografia de tireoide ajudaria na confirmação 
do diagnóstico de doença de Graves, estando indi-
cada apenas se esse for o diagnóstico mais provável
c) a tireotoxicose factícia, tireoidite silenciosa e tireoi-
dite de Quervain também devem ser investigadas, e 
nesses casos, a captação de radioiodo estará elevada
d) um diagnóstico provável é de tireotoxicose factícia, 
e nesse caso a captação com radioiodo e os níveis 
séricos de tireoglobulina estarão diminuídos
e) um diagnóstico provável é de tireoidite de Quervain, 
e nesse caso, a dor local e os níveis séricos reduzidos 
de tireoglobulina são patognomônicos
 ACERTEI  ERREI  DÚVIDA
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13 Cirurgia da cabeça e do pescoço
179
IAMPSE – 2006
204. Paciente procura pronto-socorro com queixa de ce-
faleia, palpitações e sudorese há 2 horas. Vem apre-
sentando este quadro nos últimos 6 meses. Está sem 
medicação. Ao exame físico, hipertensão e taquicar-
dia deitada, com hipotensão postural. À palpação ti-
reoidiana, nódulo de consistência fi rme. Os exames 
laboratoriais revelam hipercalcemia. A biópsia tireoi-
diana revelou, provavelmente:
a) bócio adenomatoso
b) carcinoma papilífero da tireoide
c) carcinoma folicular da tireoide
d) tireoidite de Hashimoto
e) carcinoma medular da tireoide
 ACERTEI  ERREI  DÚVIDA
SES-SC – R3 Clínica Médica – 2006
205. Com relação às doenças tireoidianas, assinale a alter-
nativa correta:
a) a tireoidite subaguda poderá ocasionar hipertireoidismo 
pela produção exagerada de hormônios tireoidianos
b) a tireotoxicose decorrente de tireoidite subaguda 
deve ser tratada com fármacos antitireoidianos
c) os fármacos antitireoidianos não ultrapassam a barrei-
ra placentária portanto, usamos o metimazol ou pro-
piltiouracil nas doses habituais durante toda a gestação
d) no primeiro trimestre de gestação, devemos au-
mentar a dose do antitireoidiano em pacientes com 
doença de Graves até a normalização dos níveis dos 
hormônios tireoidianos e do TSH
e) o adenoma tóxico e o bócio multinodular tóxico le-
vam ao hipertireoidismo independente da ação do 
anticorpo antirreceptor de TSH
 ACERTEI  ERREI  DÚVIDA
SES-SC – R3 Clínica Médica – 2006
206. Paciente com captação de iodo baixa na cintilografi a, 
TSH suprimido, T-4 e VHS elevados, sintomas de pal-
pitações, tremores e nervosismo. Assinale o diagnós-
tico provável:
a) hipotireoidismo primário
b) hipotireoidismo secundário
c) tireoidite subaguda de De Quervain
d) doença de Basedow Graves
e) tireoidite crônica
 ACERTEI  ERREI  DÚVIDA
SES-SC – R3 Clínica Médica – 2006
207. Com relação às doenças malignas da tireoide, uma 
das alternativas abaixo NÃO está correta. Assinale-a. 
a) biópsia aspirativa por agulha fi na (PAAF) serve para di-
ferenciar o carcinoma do adenoma folicular da tireoide
b) é raro o acometimento linfonodal cervical do carci-noma folicluar da tireoide
c) o carcinoma papilífero da tireoide é o mais frequente 
e associado a um melhor prognóstico
d) a dosagem sérica da calcitonina serve como marca-
dor biológico do carcinoma medular da tireoide
e) a malignidade das doenças tireoidianas quase nunca 
está associada com hiper ou hipofunção da glândula
 ACERTEI  ERREI  DÚVIDA
SES-SC – 2006
208. Paciente masculino de 72 anos, assintomático, procu-
ra o seu médico para uma consulta de rotina. Ao exa-
me físico é detectado nódulo único de tireoide. Qual 
a conduta mais adequada? Assinale-a.
a) encaminhar o paciente para tireoidectomia parcial, 
pois esses nódulos nessa faixa etária são geralmente 
benignos
b) encaminhar o paciente para tireoidectomia com bi-
ópsia por congelação
c) indicar tireoidectomia total após realização de USG 
de tireoide, pela alta probabilidade de adenocarcino-
ma, de acordo com a idade e sexo do paciente
d) solicitar acompanhamento semestral por ultrasso-
nografi a
e) encaminhar o paciente para punção biópsia por as-
piração por agulha, depois de solicitada a USG de 
tireoide
 ACERTEI  ERREI  DÚVIDA
UFRJ – 2005
209. Jorge, 49 anos, há 1 mês com febre vespertina (38ºC) 
associada a calafrios e sudorese. Notou, na mesma 
época, nódulo doloroso no pescoço, sem sinais fl o-
gísticos. Nega sintomas relacionados à disfunção ti-
reoidiana, odinofagia, disfagia ou dispneia. Ao exame 
físico apresenta tremor de extremidades, pele quente; 
FC = 118 bpm; T.ax = 38,5 °C; tireoide aumentada de 
volume cerca de 2 vezes, consistência aumentada, do-
lorosa à palpação, com nódulo de 2 cm em LD. TSH = 
0,04 uUl/mL, T4 livre = 4,3 ng/mL. Captação de iodo 
comum em mulheres 
jovens
c) o carcinoma anaplásico costuma ser fatal, sobretudo 
devido a metástases hepáticas e cerebrais
d) uma grande limitação da punção aspirativa por agu-
lha fi na (PAAF) é não distinguir bem as neoplasias 
foliculares benignas das malignas
e) metástases de carcinoma medular respondem ade-
quadamente à terapia com iodo
 ACERTEI  ERREI  DÚVIDA
UFF – 2003
226. Um paciente com 58 anos, há 2 meses, permaneceu 
intubado por 3 semanas. Admitido no serviço de 
emergência, apresenta cornagem, cianose, sudorese e 
agitação. Aponte a hipótese diagnóstica:
a) fístula traqueoesofágica
b) estenose de traqueia
c) infarto agudo do miocárdio
d) edema agudo de pulmão
e) paralisia unilateral de corda vocal
 ACERTEI  ERREI  DÚVIDA
IAMSPE – 2003
227. Paciente portadora de nódulo de tireoide foi submetida 
à PAAF que demonstrou a presença de substância ami-
loide no estroma. Qual o diagnóstico mais provável?
a) carcinoma medular
b) carcinoma papilífero
c) carcinoma anaplásico
d) linfoma e tireoidite de Hashimoto
 ACERTEI  ERREI  DÚVIDA
USP-SP – 2002
228. O carcinoma da região glótica apresenta mais preco-
cemente:
a) metástase cervical
b) dispneia
c) disfagia
d) disfonia
e) metástase a distância
 ACERTEI  ERREI  DÚVIDA
USP-SP – 2002
229. Papilomatose laríngea recorrente é causada pelo:
a) HTLV
b) HIV
c) HPV
d) vírus sincial respiratório
e) qualquer adenovírus
 ACERTEI  ERREI  DÚVIDA
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Clínica cirúrgica | Cabeça e Pescoço | Questões para treinamento
SJT Residência Médica - 2015182
USP-SP – 2002
230. O cisto branquial proveniente do segundo acordo 
branquial é encontrado em qual localização:
a) cervical alto, na borda anterior do músculo esterno-
cleidomastoideo
b) na região submetal
c) na região cervical anterior
d) na região parotídea
e) dentro do canal auditivo externo
 ACERTEI  ERREI  DÚVIDA
USP-SP – 2002
231. Em relação ao cisto tireoglosso, assinale a alternativa 
incorreta:
a) o tratamento é sempre cirúrgico
b) o trajeto do ducto é preferencialmente através do 
corpo do osso hioide
c) cerca de 90% ocorre na linha média
d) cistos intralinguais nunca ocorrem
e) a fistula pode ser secundária à infecção, trauma ou 
drenagem
 ACERTEI  ERREI  DÚVIDA
USP-SP – 2002
232. O tumor maligno da parótida que mesmo em ênfase 
avançada não paralisa o nervo facial é o:
a) sarcoma
b) linfoma
c) carcinoma epidermoide
d) carcinoma mucoepidermoide
e) carcinoma adenoide cístico
 ACERTEI  ERREI  DÚVIDA
IPSEMG – 2002
233. No carcinoma medular da tireoide, o tratamento ci-
rúrgico adequado é:
a) tireoidectomia total associada à linfadenectomia 
que varia em extensão com a presença ou não de lin-
fadenomegalias
b) tireoidectomia total associada a I
c) tireoidectomia parcial bilateral com I
d) lobectomia do lado da lesão com linfadenectomia 
homolateral
 ACERTEI  ERREI  DÚVIDA
IPSEMG – 2002
234. Sobre o carcinoma papilífero da tireoide, é correto 
afirmar, EXCETO:
a) é a neoplasia tireoidiana mais frequente
b) a lobectomia é curativa pelo crescimento lento do 
tumor e pela raridade das metástases
c) pode estar relacionada à irradiação cervical prévia
d) a cura ocorre em mais de 90% dos casos
 ACERTEI  ERREI  DÚVIDA
UERJ – 2002
235. Um paciente apresenta diagnóstico de carcinoma me-
dular da tireoide. O manejo desta situação inclui a 
dosagem laboratorial de:
a) ACTH no sangue
b) gastrina plasmática
c) ácido vanilmandélico na urina
d) ácido 5-hidroxi-indol-acético urinário
 ACERTEI  ERREI  DÚVIDA
UNICAMP – 2002
236. Mulher, 36 anos, assintomática, com nódulo palpável 
na topografia do lobo direito da tireoide:
a) trata-se de bócio, pois é a patologia mais encontrada 
na tireoide
b) deve ser seguida por 5 anos, pois a presença de nó-
dulo na tireoide é altamente sugestivo de câncer
c) deve ser submetida à investigação de alterações hor-
monais e de tumores primários de mama e abdome
d) deve ser realizada ultrassonografia de tireoide e bi-
ópsia para exame citológico da lesão
e) deve ser submetida imediatamente à tireoidectomia 
pois a presença de nódulo único em tireoide é alta-
mente sugestivo de câncer
 ACERTEI  ERREI  DÚVIDA
FESP – 2002
237. A causa mais comum de tireoidite crônica é:
a) tireoidite de Riedel
b) doença de Graves
c) tireoidite de Hashimoto
d) tireoidite de Quervain
 ACERTEI  ERREI  DÚVIDA
FESP – 2002
238. Homem de 45 anos foi submetido à tireoidectomia 
total por apresentar tumor de tireoide. Durante a ci-
rurgia optou-se pela retirada da paratireoide devido 
ao crescimento tumoral. Neste caso a complicação 
metabólica mais comum é:
a) hipercalcemia
b) hipocalcemia
c) hipofosfatemia
d) aumento do PTH
 ACERTEI  ERREI  DÚVIDA
UNIFESP – 2002
239. O carcinoma de tireoide de pior prognóstico é o:
a) de células de Hurthle
b) folicular
c) papilífero
d) medular
e) indiferenciado ou anaplásico
 ACERTEI  ERREI  DÚVIDA
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13 Cirurgia da cabeça e do pescoço
183
FESP – 2002
240. A invasão capsular e de vasos são importantes em que 
tipo de carcinoma?
a) medular
b) papilífero
c) anaplásico
d) folicular
e) misto
 ACERTEI  ERREI  DÚVIDA
Escola Paulista de Medicina – 2002
241. Assinale a alternativa correta:
a) o carcinoma medular da tireoide pode fazer parte 
da síndrome da neoplasia endócrina múltipla (2A 
ou 2B). Está relacionado com mutações do proto-
-oncogene RET
b) o carcinoma papilífero da tireoide frequentemente 
metastatiza para fígado e ossos, apresentando bom 
prognóstico
c) a calcitonina é um marcador tumoral produzido pe-
los tumores das células de Hurthle da tireoide
d) hiperplasia difusa da tireoide com aumento simétri-
co da glândula, associado a hipertireoidismo, carac-
terizam os bócios disormonogenéticos
e) carcinoma anaplásico da tireoide possui crescimen-
to lento, afetando crianças portadoras de cretinismo
 ACERTEI  ERREI  DÚVIDA
Escola Paulista de Medicina – 2002
242. Em paciente com tireoidite de Hashimoto apresen-
tando altos níveis de anticorpos antitireoglobulina e 
anticorpos antiperoxidase tireoidiana e níveis mode-
radamente elevados de tirotrofi na, o tratamento mais 
adequado é:
a) corticoide associado a L-tiroxina
b) imunossupressores
c) corticoides
d) L-tiroxina
e) administração de I
 ACERTEI  ERREI  DÚVIDA
Escola Paulista de Medicina – 2002
243. Em uma paciente de 38 anos, sexo feminino, apresen-
tando níveis elevados de tiroxina (T4 livre), níveis su-
primidos de TSH, captação de I de 1%, o diagnóstico 
mais provável é:
a) carcinoma de tireoide com hipertireoidismo
b) doença de Graves
c) tireotoxicose factícia, ou tireoidite subaguda
d) nódulo tireoidiano autônomo
e) hipotireoidismo secundário
 ACERTEI  ERREI  DÚVIDA
UFMG – 2002
244. Paciente do sexo feminino, com 30 anos, prole defi ni-
da, com história de sapingectomia bilateral, tabagista 
crônica com enfi sema importante, procura atendi-
mento médico com manifestações clínicas de taqui-
cardia, instabilidade emocional, emagrecimento e 
sudorese. Ao exame físico, observou-se aumento de 
volume do pescoço, identifi cando-se dois nódulos na 
topografi a da tireoide. A dosagem hormonal revelou 
aumento de T3 e T4, e a ultrassonografi a do pescoço 
revelou nódulo nos lobos direito e esquerdo e a capta-
ção de Iodo em 24 horas de 55%. O tratamento mais 
indicado é:
a) tireoidectomia subtotal bilateral
b) iodo radioativo
c) propiltiouracil ou tapazol
d) hormônio tireoidiano para supressão dos nódulos
e) medicação antitireoidiana e subsequente tireoidec-
tomia total
 ACERTEI  ERREI  DÚVIDA
UFRJ – 2001
245. Mulher branca, 52 anos, apresenta nódulo único de 
lobo direito da tireoide que aumentou de volume ra-
pidamente. Refere também dor e tumoração em om-
bro esquerdo cujas radiografi as mostram lesão oste-
olítica de cabeça de úmero. O diagnóstico provável é 
carcinoma:
a) papilífero
b) indiferenciadoc) folicular
d) medular
 ACERTEI  ERREI  DÚVIDA
UFRJ – 2001
246. O tratamento mais indicado para o caso é:
a) lobectomia direita + istmectomia + iodo radioativo
b) nodulectomia + iodo radioativo
c) tireoidectomia total + iodo radioativo
d) radioterapia
 ACERTEI  ERREI  DÚVIDA
UERJ – 2001
247. Mulher de 45 anos procura o médico com queixa de 
dor à deglutição após quadro gripal. O exame da oro-
faringe é normal e há intensa dor à palpação da região 
cervical anterior. Não se palpa adenomegalias. O he-
mograma é normal, apresentando VHS de 90 mm na 
1ª hora. Para corroborar o diagnóstico desta paciente, 
indica-se como mais adequado o seguinte exame:
a) TSH
b) T4 livre
c) captação I
d) tireoglobulina sérica
 ACERTEI  ERREI  DÚVIDA
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Clínica cirúrgica | Cabeça e Pescoço | Questões para treinamento
SJT Residência Médica - 2015184
Hospital da Força Aérea do Galeão – 2001
248. Todas as afirmativas abaixo sobre tireoidite de Hashi-
moto são verdadeiras, exceto:
a) é o tipo mais comum de tireoidite crônica
b) afeta as mulheres mais frequentemente que os homens
c) envolve mecanismos autoimunes 
d) a avaliação do estado da função tireoidiana é funda-
mental no diagnóstico
 ACERTEI  ERREI  DÚVIDA
FESP – 2001
249. Paciente de 59 anos, com história de exposição à irra-
diação, apresenta um nódulo de 2 cm no lobo supe-
rior direito. Neste caso, o diagnóstico mais provável é 
um carcinoma do tipo:
a) indiferenciado
b) papilar
c) medular
d) folicular
 ACERTEI  ERREI  DÚVIDA
UFRJ – 2000
250. Dentre as neoplasias benignas (adenomas) da glân-
dula tireoide, aquela que não mostra potencial de 
microinvasão e tranquiliza o cirurgião em termos de 
possível malignidade é a do tipo:
a) papilífero
b) embrionário
c) microfolicular
d) macrofolicular
e) de células de Hurthle
 ACERTEI  ERREI  DÚVIDA
USP-SP – 2000
251. Paciente com 57 anos, do sexo masculino, refere 
aparecimento de massa tumoral em região corres-
pondente à glândula parótida direita, há cerca de 
6 anos, tendo atualmente as seguintes dimensões 
6 x 5 x 3 cm, de consistência firme e ausência de 
linfonodos cervicais. Como achado de exame físi-
co, encontrou-se uma massa de 1,8 cm de diâmetro 
no polo inferior da glândula parótida esquerda. A 
punção-biópsia das duas lesões revelou provavel-
mente serem compatíveis com:
a) adenoma pleomórfico
b) carcinoma adenoide cístico à direita + tumor de 
Warthin à esquerda
c) tumor de Warthin
d) carcinoma adenoide cístico à direita + adenoma ple-
omórfico à esquerda
e) síndrome de Sjögren
 ACERTEI  ERREI  DÚVIDA
SES-DF – 2000
252. Dentre os fatores prognósticos do carcinoma de ti-
reoide, qual o mais importante:
a) sexo
b) idade
c) tamanho do tumor
d) invasão
e) todos
 ACERTEI  ERREI  DÚVIDA
FHDF – 2000
253. A pesquisa de um dos sinais citados nas opções abai-
xo tem importância no pós-operatório de cirurgia da 
glândula tireoide. Assinale a opção correspondente a 
esse sinal.
a) Rovsing
b) Cullen
c) Chvostek
d) Pringle
 ACERTEI  ERREI  DÚVIDA
ACERTEI ERREI DÚVIDA
Calcule a sua porcentagem:
% % %
Se você acertou 75% ou mais, parabéns. Se você acertou menos de 50%, retome o texto e reveja as questões. 
Caso persistam dúvidas, faça contato com o plantão de dúvidas em nosso site: www.sjtresidencia.com.br
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Gabarito comentado
Cirurgia da cabeça e pescoço
1. De acordo com a ecogenicidade, os nódulos sólidos podem 
ser classifi cados como isoecoicos (com amplitude de ecos igual 
à do parênquima tireoidiano normal), hipoecoicos (com ampli-
tude de ecos menor do que o parênquima tireoidiano normal) 
ou hiperecoicos (amplitude de ecos maior do que o parênqui-
ma tireoidiano normal). A baixa ecogenicidade isolada é uma 
característica ultrassonográfi ca importante, com valor predi-
tivo positivo para malignidade de 50 a 63%. Os nódulos sóli-
dos isoecoicos, que representam 3 a 25% dos nódulos sólidos 
hiperecoicos, que representam 20% das lesões nodulares, são 
malignos em 1,3 a 4% dos casos. Os carcinomas bem diferen-
ciados totalmente sólidos são hipoecoicos em 55 a 95% dos 
casos. A presença do artefato “cauda de cometa” (seta) indica 
benignidade para o nódulo. Vascularização periférica ao Dop-
pler é compativel com lesão benigna. Resposta d.
2. O carcinoma medular de tireoide (CMT), responsável por 3 
a 10% das neoplasias malignas da glândula, é um tumor neu-
roendócrino raro, originário das células C ou parafoliculares 
da tireoide, produtoras de calcitonina (CT). O CMT pode ser 
hereditário (25%), com herânça autossômica dominante, ou 
esporádico (75%). Na primeira situação o CMT manifesta-se, 
em 80 a 85% dos pacientes, associado a outras alterações en-
dócrinas, constituindo a neoplasia endócrina múltipla (MEN) 
tipos 2A e 2B, enquanto em 10 a 15% é transmitido de maneira 
isolada (carcinoma medular de tireoide familar [CMTF]). O 
CMT hereditário é causado por mutações no proto-oncogene 
RET (um acrônimo para Rearranged during Transfection). En-
tre os tipos familiares do CMT, a MEN-2A é a doença mais 
comum, sendo resultado de um traço dominante com 100% 
de penetrância para o CMT, 50% para feocromocitoma e 25% 
para hiperparatireoidismo primário (HPTP). A MEN-2B é 
uma condição menos frequente, na qual os pacientes têm um 
tipo mais agressivo e mais precoce de CMT. Outras manifes-
tações da MEN-2B são feocromocitoma, habitus marfanoide e 
neuromas múltiplo da língua, pálpebras e mucosa oral, acom-
panhados de ganglioneuromas espalhados pelo trato gastrin-
testinal. O CMT tem leve predominância no sexo feminino e 
pode ocorrer em qualquer faixa etária. O tipo esporádico tem 
pico de incidência durante a quinta e sexta décadas de vida. 
No familiar, o CMT tende a se manifestar de modo mais pre-
coce, com pico de incidência na terceira e quarta décadas de 
vida, em casos de MEN-2A e CMTF. Por sua vez, na MEN-2B, 
esse acometimento é ainda mais precoce e, em casos eventu-
ais, é possível fazer o diagnóstico durante os primeiros meses 
de vida. O CMT deve ser tratado com tireoidectomia total e 
esvaziamento seletivo do compartimento central, mesmo na 
ausência de linfonodos suspeitos. Nos casos de linfonodos 
cervicais metastáticos, esvaziamento cervical seletivo níveis II, 
III, IV, V, central (nível VI). No caso da pesquisa familiar po-
sitiva através da presença de mutação no proto-oncogene RET 
e evidência de aumento nos níveis de calcitonina sanguíneos, 
indica-se a tireoidectomia total profi lática antes dos 13 anos de 
idade e quando em idade superior, ou na presença de calcito-
nina alterada, deve-se acrescentar o esvaziamento cervical do 
compartimento central (nível VI), deixando-se o esvaziamen-
to dos demais níveis cervicais para ser realizado apenas na pre-
sença de metástases. Níveis de calcitonina elevados após o tra-
tamento cirúrgico devem alertar para pesquisa de metástases a 
distância ou doença recidivada devendo ser pesquisados focos 
abdominais e torácicos. Utiliza-se a radioterapia externa para 
tumores irressecáveis, na dose de 70 Gy para doença macros-
cópica, e no tratamento complementar das regiões cervical e 
mediastinal devendo a dose na medula espinhal ser limitada a 
45 Gy. Metástases a distância devem ser tratadas por radiote-
rapia externa, mesmo que na maioria dos casos o objetivo seja 
apenas paliativo.Resposta b.
3. Há dois nervos que, embora não inervando a glândula ti-
reoide, são extremamente importantes do ponto de vista ci-
rúrgico. O nervo laríngeo superior (NLS), originado do nervo 
vago, inerva por meio de seu ramo externo o músculo cricoti-
reoideo, o qual é tensor das cordas vocais. O NLS está intima-
mente relacionado com o pedículo vascular do pólo superior, 
local onde pode ser lesado durante a tireoidectomia. O nervo 
laríngeo inferior (NLI) é o ramo vagal e tem origem no me-
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Clínica cirúrgica| Cabeça e Pescoço | Gabarito comentado
SJT Residência Médica - 2015186
diastino. Contorna, à direita, a artéria subclávia e, à esquerda, 
o arco aórtico. O NLI está relacionado anatomicamente com 
três estruturas: o ângulo formado pela traqueia e esôfago; os 
ramos da artéria tireoideia inferior; e o ligamento de Berry. 
Em cerca de 0,5 a 1% dos casos o NLI não é recorrente, o que 
é muito mais frequente à direita. Resposta c.
4. O carcinoma papilífero representa cerca de 80% dos car-
cinomas tireoidianos. Ocorre em qualquer faixa etária, po-
rém predomina em indivíduos mais jovens (entre a tercei-
ra e a quinta década). Seu crescimento é lento na maioria 
dos casos e apresenta baixo grau de progressão, de modo 
que sua detecção leva um longo período. De maneira geral, 
o prognóstico é bom, pelo menos 80% dos pacientes per-
manecem vivos por cerca de 10 anos após o diagnóstico. 
A disseminação do CPT dá-se por meio dos linfáticos intra-
glandulares, evoluindo do foco incial para as outras partes 
da tireoide e para linfonodos cervicais. Dessa forma, lesões 
multicêntricas na tireoide são comuns e, por ocasião da apre-
sentação, 25% dos pacientes têm mestástases cervicais, 20% 
tem invasão extratireoidiana e 5% apresentam metástases a 
distância, especialmente para os pulmões. Curiosamente, 
por motivos não completamente esclarecidos, a presença 
de metástases em linfonodos cervicais não está relacionada 
com um pior prognóstico nos indivíduos jovens. A principal 
manifestação das patologias benignas e malignas da glândula 
tireoide é a doença nodular (isolada ou múltipla), que evolui, 
habitualmente, sem sinais ou sintomas expressivos. O diag-
nóstico de câncer é feito apenas em um percentual que varia 
de 5 a 15% dos nódulos tireoidianos, dependendo principal-
mente do gênero e da região geográfica habitada pelo pacien-
te.De acordo com o INCA a estratificação de risco dos CBDT 
é definido como:
Pacientes de baixo risco:
•	 Idade menor que 45 anos
•	 Carcinoma papilífero; carcinoma folicular que não de cé-
lulas de Hürthle
•	 Tamanho menor que 3cm
•	 Tumor intraglandular
•	 Ausência de metástases a distância
Pacientes de risco intermediário:
•	 Idade maior que 45 anos, porém
•	 Carcinoma papilífero; carcinoma folicular que não células 
de Hürthle
•	 Tumor menor que 3cm
•	 Tumor intraglandular
•	 Ausência de metástases a distância
Ou
•	 Idade menor que 45 anos, porém
•	 Carcinoma de células de Hürthle
•	 Tumor maior que 3 cm
•	 Tumor extraglandular
•	 Presença de metástases a distância
Pacientes de alto risco
•	 Idade maior que 45 anos
•	 Carcinoma de células de Hürthle
•	 Tumor maior que 3cm
•	 Tumor extraglandular
•	 Presença de metástase a distância.
Esta paciente preenche critérios para paciente de risco inter-
mediário, devendo ser tratada de acordo como as orientações 
para pacientes de alto risco (esta paciente se aproxima mais 
deste grupo no momento da decisão terapêutica):
Pacientes de alto risco:
•	 Tireoidectomia total
•	 Em casos de linfonodos cervicais metastáticos procede ao 
esvaziamento cervical seletivo níveis II, III, IV e V e dos 
linfonodos do compartimento central (nível VI)
•	 Alguns fatores defendem a adoção de esvaziamento cer-
vical profilático de rotina no compartimento central nos 
casos de alto risco ou em tumores T4.
•	 Complementação terapêutica com I
•	 Radioterapia externa para tumores não captantes de iodo, 
e o tratamento deve englobar as refiões cervical e medias-
tinal, sendo requerida dose de 70 Gy para controle local da 
doença microscópica. A dose na medula espinhal tem de 
ser liitada a 45 Gy.
•	 Metástases a distância: I em tumores captantes de iodo ou 
radioterapia externa em tumores não captantes.
Pacientes de risco intermediário:
•	 Abordagem terapêutica individualizada.
•	 Cada paciente deverá ser tratado de acordo com o grupo 
de risco a que mais se aproxime (baixo risco ou alto risco).
A PAAF é o padrão-ouro para o diagnóstico. O exame de 
ultrassonografia (USG), embora seja considerado exami-
nador-dependente, deve ser o primeiro exame de imagem 
solicitado na avaliação dos nódulos tireoidianos, sendo 
algumas vezes o nódulo descoberto a partir de uma USG 
de rotina. O maior emprego a USG nos últimos tem tido 
papel importante no aumento do diagnóstico das neopla-
sias tireoidianas. A presença do nódulo tireoidiano hipo-
ecogênico com característica sólida, halo periférico pouco 
nítido, contornos irregulares, presença de microcalcifica-
ções e vascularização predominante central ao estudo com 
Doppler são carcterísticas de maior suspeição para câncer. 
Resposta a.
5. A rotina diagnóstica do HPTP inclui a dosagem sérica 
do cálcio, fósforo, albumina, fosfatase alcalina, PTH intacto 
(de preferência, com ensaios multissítios por quimiolumi-
nescência ou imunorradiometria), 25 (OH) - vitamina D 
(25-OHD) e creatinina. Uma vez que as manifestações ósse-
as do HPTP são comuns em nosso meio, todos os pacientes 
devem ser submetidos a um inventário ósseo radiológico 
e a uma densitometria óssea em coluna, fêmur proximal e 
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14 Cirurgia da cabeça e do pescoço
187
rádio distal. Além disso, deve ser pesquisada a presença de 
litíase renal, de preferência por meio de ultrassonografi a 
(US). Bioquimicamente, o HPTP caracteriza-se pela asso-
ciação de hipercalcemia e elevação do PTH, enquanto nas 
outras condições de hipercalcemia há inibição das parati-
reoides, que se traduz por níveis séricos baixos do PTH. A 
maioria dos pacientes com HPTP têm níveis de PTH eleva-
dos, mas em até 20 a 25% dos casos, eles se encontram nor-
mais (em geral, no limite superior da normalidade). Utili-
zando o ensaio imunorradiométrico (Irma) para o PTH, em 
que a faixa normal é geralmente dada como 10-65 pg/mL, o 
limite superior da normalidade para o PTH, em indivídu-
os com idadedo pe-
dículo superior e da veia tireóidea média, remoção do ligamento de Berry 
e rebatimento ântero-medial do lobo tireóideo direto. Notam-se os cotos 
da veia tireóidea superior (1), a veia, jugular interna (2), os cotos da artéria 
tireóidea superior (3), a carótica comum (4), o nervo laríngeo superior (5), 
os cotos da veia tireóidea média (6), a artéria tireóidea inferior (7), o nervo 
laríngeo inferior (8), o tronco tireocervical (9), a cartilagem tireóide (10), 
o lobo tireóideo (11), as paratireóide (12), o esôfago (13) e a traquéia (14).
Resposta a.
7. Nos casos de bócios grandes, nos quais o simples afas-
tamento lateral dos músculos pré-tireoidianos não fornece 
bom campo cirúrgico, deve-se seccionar transversalmente 
os referidos músculos, entre pinças retas tipo Rochester, uni 
ou bilateralmente, para se ampliar o campo; a altura da sec-
ção muscular não deve coincidir com a incisão cutânea e 
nem ser muito inferior, para não lesar a inervação dos referi-
dos músculos (estes músculos devem ser seccionados na sua 
porção superior); é óbvio que ao fi nal da operação deve-se 
fazer a sutura dos músculos seccionados com pontos sepa-
rados. Resposta d.
8. A tireoglobulina (Tg) é uma glicoproteína de 660kD sin-
tetizada exclusivamente pelas células tireoidianas normais 
ou neoplásicas, ainda diferenciadas. Na ausência de células 
tireoidianas, o nível de Tg deve ser, portanto, indetectável. O 
ensaio para dosagem da Tg deve ser padronizado de acordo 
com a preparação de referência internacional CRM 457, com 
o objetivo de minimizar a variabilidade interensaio. Além 
disso, é preferível que a dosagem sequencial da Tg de um 
mesmo paciente seja feita pelo mesmo laboratório, evitando-
-se variações clinicamente irrelevantes. O laboratório esco-
lhido deve também ser capaz de estocar amostras de soro por 
um período não inferior a 6 meses. Em caso de dúvida isso 
facilita a redosagem da amostra atual e da estocada em um 
mesmo ensaio, eliminando erros interensaios e melhorando 
a sensibilidade clínica do exame. A dosagem da Tg deve ser 
sempre acompanhada pela dosagem dos TgAb. Essa neces-
sidade é explicada pelos TgAb interferirem no ensaio da Tg, 
determinando resultados falsamente elevados (radioimu-
noensaios) ou falsamente baixos (ensaios imunométricos). 
Pacientes TgAb-positivos são acompanhados com exames 
de imagem (US e cintilografi a de corpo inteiro) e com do-
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SJT Residência Médica - 2015188
sagem dos títulos de TgAb. Em pacientes TbAb-positivos, a 
dosagem dos títulos antes da ART e 6 a 12 meses após cor-
relaciona-se com o risco de recorrência. Entretanto, deve-se 
estar atento para o fato de que os ensaios para TgAb podem 
apresentar resultados falso-negativos. O nível de recuperação 
dado frequentemente fornecido pelos laboratórios, não é útil 
para o seguimento, sendo preferível a dosagem dos títulos 
de TgAb. A dosagem da Tg deve levar em consideração não 
apenas a presença ou a ausência de TgAb, mas também o 
nível do TSH. O TSH surpimido diminui a sensibilidade da 
Tg para a detecção da recidiva, e o TSH iatrogenicamente 
elevado aumenta a sua sensibilidade para a detecção do CDT 
metastásico ou recidivante. Resposta b.
9. Segundo a Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Meta-
bologia e a Sociedade Latino-Americana de Tireoide, o tra-
tamento de escolha em todos os pacientes com CDT é a ti-
reoidectomia total (TT). Essa conduta torna desnecessária a 
eventual reintervenção cirúrgica (para totalização) caso sejam 
identificados metástases de lindofonos ou tipos histológicos de 
comportamento mais agressivo. Além disso, a TT possibilita 
o seguimento do paciente por meio da dosagem sérica da Tg. 
Entretanto, outras sociedades aceitam lobectomia em casos de 
muito baixo risco: tumores papilíferose) imagem anecoica ou arredondada, compatível com 
carcinoma de tireoide
 ACERTEI  ERREI  DÚVIDA
PUC-PR – Clínica Cirúrgica – 2014 
13. O tratamento cirúrgico indicado para doença de Ba-
sedow-Graves consiste em:
a) tireoidectomia subtotal
b) lobectomia total no lado afetado
c) lobectomia subtotal no lado afetado
d) lobectomia total no lado afetado com istmectomia
e) tireoidectomia total
 ACERTEI  ERREI  DÚVIDA
UNIRIO – Clínica Cirúrgica – 2014
14. Paciente feminina de 38 anos refere aumento discreto 
da região cervical associado à perda peso, à insônia e 
à irritabilidade, de início há 30 dias. A melhor condu-
ta diagnóstica e terapêutica, neste caso, é:
a) solicitar TRAB, caso aumentado, realizar ultrasso-
nografia e cintilografia para decidir tratamento abla-
tivo ou não
b) solicitar anticorpos anti-tireoidianos e tratar sinto-
maticamente por 2 a 3 meses
c) solicitar TRAB, caso negativo, há a indicação de ra-
diodoterapia
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13 Cirurgia da cabeça e do pescoço
155
d) indicar a cirurgia após compensação do quadro clí-
nico por 2 a 3 meses
e) solicitar anti tireoperoxidase, caso aumentado, enca-
minhar para radioiodoterapia
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UNIRIO – Clínica Cirúrgica – 2014
15. Paciente masculino, 59 anos, portador de nódulo ti-
reoidiano localizado no polo superior do lobo direi-
to do mesmo lobo. Hipertenso controlado, porém, 
na indução anestésica, apresentou crise hipertensiva 
grave com arritimia cardíaca. Suspensa a cirurgia 
para melhor preparo do paciente. Se você suspeitas-
se de uma síndrome endócrina, solicitaria o seguinte 
exame e indicaria a seguinte cirurgia: 
a) aldosterona/ressecção de tumor na hipófi se
b) renina/suprarenalectomia unilateral
c) metanefrina urinária/ suprarenalectomia unilateral
d) noradrenalina/ressecção de tumor do glomo carotídeo
e) HOMA-IR/dilatação da artéria renal
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UNIRIO – Clínica Cirúrgica – 2014
16. Mulher de 70 anos, com 3 nódulos no lobo direito ti-
reoidiano, cujos achados compatíveis com carcinoma 
papilífero que indicariam uma cirurgia nesta pacien-
te seriam, à demonstração do ultrassom: 
a) a 3 lesões hiperecoicas, com citologia, apresentando 
coloide linfocitos e coloide
b) a um nódulo hipoecoico, os outros 2 isoecoicos. 
A citologia do nódulo sólido demonstrou coloide 
e o Doppler demonstrou vascularização periférica 
deste nódulo
c) os 3 nódulos são isoecoicos e Chamas 2
d) o paciente possui vários linfonodos cervicais que fo-
ram suspeitos de malignidade ao ultrassom e 1 dos 
nódulos possui calcifi cações de até 2 mm
e) ultrassonografi a com lesão anecoica que, à cintilo-
grafi a, demonstrou ser hipocaptante
 ACERTEI  ERREI  DÚVIDA
SUS-RJ – Clínica Cirúrgica – 2014
17. Um paciente de 42 anos apresenta tumor de tireoi-
de, limitado à glândula, e adenopatia cervical. Nes-
se caso, dos seguintes tipos histológicos, aquele que 
teria seu prognóstico piorado, quando se apresenta 
com metástase linfonodal, é:
a) folicular
b) papilífero
c) anaplásico
d) células de Hurthle
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SUS-RJ – Clínica Cirúrgica – 2014
18. Um paciente em pós-operatório, sem distúrbio eletro-
lítico no pré-operatório, está apresentando hipocalce-
mia. Dentre as várias etiologias que podem explicar o 
caso, está a:
a) tireotoxicose
b) pancreatite aguda
c) imobilização no leito
d) insufi ciência adrenal aguda
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19. De acordo com a classificação dos níveis de dre-
nagem linfática da região cervical, um linfonodo 
encontrado na região delimitada pelo músculo tra-
pézio, pela borda posterior do músculo esternoclei-
domastoideo, pela clavícula e pela base do crânio, 
está localizado no nível:
a) III
b) IV
c) V
d) VI
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SUS-RJ – Clínica Cirúrgica – 2014
20. Além do aumento do paratormônio, um padrão labo-
ratorial que geralmente está presente em um paciente 
portador de insufi ciência renal crônica com hiperpa-
ratireoidismo secundário é a presença de:
a) hipofosfatemia e hipocalcemia
b) hiperfosfatemia e hipercalcemia
c) hiperfosfatemia e hipocalcemia
d) hipofosfatemia e hipercalcemia
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SUS-RJ – Clínica Cirúrgica – 2014
21. A identifi cação da paratireoide doente é imperativa 
para os resultados do tratamento cirúrgico do hiper-
paratireoidismo. Dentre as técnicas existentes, uma 
que exemplifi ca um método de localização intraope-
ratória é a:
a) arteriografi a de paratireoide
b) captação do sestamibi por gama probe
c) amostragem arterial de PTH por punção
d) injeção de azul de metileno na veia tireoidiana inferior
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IAMSPE – Clínica Cirúrgica – 2014
22. Com relação aos carcinomas da cavidade oral, é cor-
reto afi rmar que:
a) aqueles localizados no andar inferior da cavidade 
oral tendem a metastatizar para os linfonodos cervi-
cais com maior frequência que os do andar superior
b) ocorrem com mais frequência no sexo feminino
c) a variante verrucosa é mais radiossensível
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SJT Residência Médica - 2015156
d) a quimioterapia isolada pode ser utilizada em todos 
os estágios
e) as faixas etárias mais acometidas são a terceira e 
quarta décadas
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IAMSPE – Clínica Cirúrgica – 2014
23. Sobre os carcinomas da nasofaringe, assinale a alter-
nativa correta.
a) podem ser tratados exclusivamente com cirurgia
b) tem forte correlação com a infecção pelo HPV
c) evoluem precocemente com metástases linfáticas 
cervicais bilaterais
d) são os tumores menos frequentes no sudeste asiático
e) respondem pouco à terapia combinada de radiação e 
quimioterápicos
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24. Nos casos em que é feito o diagnóstico de monocor-
dite (inflamação de uma prega vocal), a doença a ser 
considerada é:
a) o carcinoma verrucoso
b) a tuberculose
c) a leishmaniose
d) a paracoccidioidomicose
e) a sarcoidose
 ACERTEI  ERREI  DÚVIDA
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25. Sobre o carcinoma de hipofaringe, assinale a alterna-
tiva incorreta.
a) a possibilidade de metástase linfonodal é grande
b) a ingestão de álcool e consumo de tabaco são fatores 
importantes na promoção e indução da neoplasia
c) existe associação com hepatopatia e desnutrição
d) o sexo masculino e o mais acometido
e) nos países nórdicos as mulheres não apresentam le-
sões em área retrocricoidea
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26. A disfonia consequente de manipulação ou lesão do 
nervo laríngeo recorrente pode ser prevenida com as 
seguintes medidas, exceto:
a) identificação do nervo previamente às ligaduras vas-
culares
b) irrigação de soro fisiológico gelado durante o proce-
dimento
c) ligaduras vasculares junto a cápsula da tireoide
d) manobras delicadas durante a luxação do lobo ti-
reoidiano
e) uso racional dos equipamentos de energia (bisturi 
elétrico, harmônico etc.)
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27. A respeito do câncer da laringe, é correto afirmar:
a) a subglote é um sítio de origem frequente de tumores
b) os tumores da supraglote associam-se a baixos índi-
ces de disseminação metastática linfonodal
c) tumores da glote costumam apresentar altos níveis 
de disseminação metastática linfonodal
d) tumores da glote costumam apresentar sintomas 
precocemente, o que permite que seu diagnóstico 
frequentemente ocorra ainda em estágios iniciais
e) tumores da supraglote não costumam estender-se 
para hipofaringe
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28. Um senhor de 52 anos, tabagista de longa data, obser-
vou lesão em borda lateral esquerda da língua, ulcera-
da, há cerca de 1 mês. A úlcera tema presença de adenomegalia regional. A 
classificação proposta por Chammas et al. separa os nódulos em 
cinco padrões, de acordo com os achados do Doppler colorido: 
(1) ausência de vascularização (padrão I); (2) apenas vasculari-
zação periférica (padrão II); (3) vascularização periférica maior 
ou igual à central (padrão III); (4) vascularização central maior 
do que periférica (padrão IV); e (5) apenas vascularização cen-
tral (padrão V). Os padrões I e II são característicos das lesões 
benígnas, enquanto os padrões IV e V têm maior probabilidade 
de malignidade. Na série de Faria e Casulari, os padrões IV e V 
de Chammas mostraram sensibilidade de 16,7%, especificidade 
de 97,6% e acurácia de 92,1%. Resposta d.
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14 Cirurgia da cabeça e do pescoço
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13. Tireoidectomia subtotal é a operação mais comumente re-
alizada na glândula tireoide e consiste na ressecção da maior 
parte dos dois lobos, do istmo e do lobo piramidal. Ao fi nal 
da operação sobram dois pequenos cotos, um de cada lado da 
traquéia, cujos tamanhos devem ser tais que não condicionem 
recidiva da doença e nem causem hipotireoidismo; nos casos 
da doença de Graves-Basedow eles devem ter 2-4g cada um.
A tireoidectomia subtotal está indicada nos casos de bócios di-
fusos tóxicos ou doença de Graves-Basedow, nos bócios multi-
nodulares tóxicos, e nos bócios simples, difusos ou nodulares, 
quando atingem os dois lobos tireoidianos. Neste tipo de opera-
ção há necessidade de ligadura dos quatro pedículos vasculares 
e luxação dos dois lobos tireoidianos aumentando, portanto, as 
possibilidades de traumatismo e lesão dos nervos e da glândula 
paratireóides, uma vez que devem ser dissecados de ambos os 
lados. Além disso, quando a tireoidectomia subtotal é indicada 
para tratamento dos bócios tóxicos, há necessidade de um pre-
paro pré-operatório, para que os doentes sejam compensados 
do hipertireoidismo; isto é conseguido com o uso das drogas 
antitireoidianas, iodo, conforme esquemas clássicos. A reali-
zação de operação sem o preparo adequado pode levar a uma 
complicação grave e altamente letal, que é a crise tireotóxica. 
Ultimamente, além do uso de drogas antitireoidianas, tem-se 
acrescentado ao esquema de tratamento os betabloqueadores 
que abreviam o tempo de preparo pré-operatório. Resposta a.
14. O quadro é de tireotoxicose; a etiologia mais comum é 
doença de Basedow-Graves, que corresponde a 80% dos ca-
sos. O bócio multinodular tóxico (BMNT) e o adenoma tóxi-
co (AT) representam, depois da doença de Graves, as causas 
mais frequentes de hipotiroidismo. Em pacientes hiperti-
roideos, a presença dos anticorpos antirreceptores da TSH 
(TRAb) é específi ca para a DG, indicando doença ativa (em 
70 a 100% dos casos). A solicitação do TRAb não é rotineira 
e fi ca restrita a: (1) no diagnóstico da DG eutireoidea; (2) no 
diagnóstico do hipertireoidismo apatético; (3) na distinção 
entre DG e tireoide pós-parto ou tireoidite subaguda linfocí-
tica; (4) na avaliação do risco de recidiva do hipertireoidismo 
após a suspensão do tratamento com as tionamidas e (5) em 
gestantes com DG. TRAb em títulos elevados no fi nal da ges-
tação implica risco aumentado de hipertireoidismo neonatal. 
Em contrapartida, sua negativação favorece a interrupção do 
tratamento, visando a diminuir o risco de hipotireoidismo 
fetal. A RAIU/24 h encontra-se elevada em praticamente 
100% dos casos de DG, o que possibilita facilmente sua di-
ferenciação com os casos de tireotoxicose secundária à ti-
reoidite subaguda linfocítica e tireoidite pós-parto, situações 
em que a RAIU/24 h está caracteristicamente muito baixa ou 
ausente. Esse exame somente deve ser solicitado, portanto, 
quando houver dúvida diagnóstica entre a DG e as mencio-
nadas patologias. Uma alternativa menos acurada para fazer 
essa distinção é a determinação dos níveis dos TRAb. A ul-
trassonografi a tem por objetivo fornecer informações sobre 
a natureza do nódulo, norteando junto com a cintilografi a a 
orientação terapêutica. O adenoma tóxico por exemplo, após 
compensação do quadro é de indicação ablativa. Resposta a.
15. Crise hipertensiva desencadeada por indução anestésica 
com ou sem arritmia, deve levantar a suspeita de feocromo-
citoma. Neste contexto, o quadro associado ao nódulo de ti-
reoide, nos faz suspeitar que este é provavelmente carcinoma 
medular da tireoide. Diante de tudo que foi exposto a impres-
são diagnóstica fi nal é NEM2. 
NEM2A (S. de Sipple): hiperparatireoidismo primário, feo-
cromocitoma e carcinoma medular.
NEM2B (dos neuromas mucosos): neuromas mucosos, feo-
cromocitoma e carcinoma medular.
O teste de screening para o diagnóstico de feocromocitoma é 
a dosagem de metanefrinas urinárias. Na urgência de NEM2 
o primeiro tumor a ser tratado é o feocromocitoma após pré-
-operatório adequado e específi co por pelo menos duas sema-
nas. Como 90% dos feocromocitomas são únicos e se locali-
zam na adrenal, supõe-se na questão a recomendação para 
adrenalectomia unilateral videolaparoscópica. Resposta e.
16. Nódulos hipoecoicos (com amplitude de ecos menor que o 
parênquima tireoidiano normal) é uma característica ultrasso-
nográfi ca importante, com valor predito para malignidade de 
50 a 63%. Os carcinomas bem diferenciados totalmente sólidos 
são hipoecoicos em 55 a 95% dos casos. As microcalcifi cações 
são outros achados associados a maior risco de malignidade. 
A classifi cação de Chammas separa os nódulos em cinco pa-
drões, de acordo com os achados do Doppler colorido: (1) au-
sência de vascularização (padrão I); (2) apenas vascularização 
periférica (padrão II); (3) vascularização periférica maior ou 
igual à central (padrão III); (4) vascularização central maior do 
que periférica (padrão IV); e (5) apenas vascularização central 
(padrão V). Os padrões I e II são característicos das lesões be-
nígnas, enquanto os padrões IV e V têm maior probabilidade 
de malignidade. Na série de Faria e Casulari, os padrões IV e V 
de Chammas mostraram sensibilidade de 16,7%, especifi cida-
de de 97,6% e acurácia de 92,1%. Na cintilografi a os nódulos 
malígnos são hipocaptantes, no entanto a maioria dos nódulos 
são frios à cintilografi a e destes, só 15 a 20% são malígnos. O 
carcinoma papilífero, o mais comum dos cânceres de tireoide, 
por ocasião do diagnóstico, em 25% dos pacientes observa-se 
metástases cervicais ganglionares e curiosamente estas não se 
relacionam a um pior prognóstico. Resposta gabarito ofi cial C, 
no entanto não concordamos e o mais adequado seria tratar-se 
do gabarito D.
17. O carcinoma papilífero é o câncer mais comum de tireoi-
de (80% dos casos) e é o que comporta o prognóstico mais 
benevolente. Em pacientes jovens (metástases cutâneas, hepáticas, adrenais, renais, cardíacas 
ou para a região selar. Existem alguns relatos de casos de 
hipertireoidismo ocasionado por metástases funcionantes 
localizadas em pulmões, esqueleto e, mais raramente, fíga-
do ou glândulas adrenais.
O carcinoma de céluas de Hüthle é um subtipo de carci-
noma folicular que simula rigorosamente o CFT, tanto ao 
exame macroscópico quanto ao microscópico. O tumor 
encerra uma abundância de células oxifílicas, ou oncóci-
tos. Essas células são derivadas de células foliculares e têm 
abundante citoplasma acidófilo granuloso. Alguns estudos 
sugeriram que o carcinoma de células de Hüthle pode ter 
um prognóstico clínico pior do que o do CFT comum; en-
tretanto não existe acordo uniforme sobre esses achados. 
Ele aparece em uma faixa etária mais avançada e é muito 
incomum em crianças. Diferentemente dos carcinomas pa-
pilífero e folicular, a disseminação para linfonodos locais 
tem um prognóstico ruim, com consequente associação da 
mortalidade perto de 70%. O carcinoma anaplásico da ti-
reoide representa menos de 1% das doenças malignas des-
sa glândula. É a forma mais agressiva do câncer tireoideo. 
A apresentação característica ocorre em um paciente mais 
idoso que se queixa de disfagia, sensibilidade cervical e uma 
massa dolorosa de crescimento rápido no pescoço. A sín-
drome da veia cava superior pode também fazer parte dessa 
apresentação. A situação clínica se agrava rapidamente, sur-
gindo obstrução traqueal e rápida invasão local das estru-
turas circundantes. Os resultados de qualquer tratamento 
cirúrgico do carcinoma anaplásico da tireoide são modera-
dos pela evolução clínicamente progressiva. A maioria dos 
relatos com ressecção não é otimista. A BAF é precisa em 
90% dos casos, tornando, portanto, a biópsia aberta é uma 
opção cada vez menos necessária. Três tipos de população 
celular foram classificadas: célula fusiforme pequena, célula 
gigante e escamosa. Todas tem um prognóstico ruim. Muta-
ções no p53 são encontradas em 15% dos tumores, uma taxa 
bem maior do que ocorre em cânceres bem diferenciados. 
A radiação pós-operatória por feixe-externo ou a quimiote-
rapia acrescentam pouco ao prognóstico global. Parece que, 
quando o carcinoma anaplásico se apresenta inicialmente 
com massa ressecável, pode ser obtida alguma melhora dis-
creta na sobrevida. O achado de metástase à distância ou 
de invasão para estruturas não localmente ressecáveis, tais 
como a traqueia ou a vasculatura do mediastino anterior, 
deverá induzir a uma abordagem cirúrgica mais conserva-
dora, como a traqueostomia. Resposta d.
18. Pós-operatório do quê? Se pensarmos na causa da cirur-
gia poderíamos supor tireotoxicose, tireoidectomia e retirada 
inadvertida de paratireoides, culminando no pós-operatório 
com hipocalcemia, no entanto o gabarito oficial foi B, pan-
creatite aguda. A hipocalcemia é achado laboratorial na pan-
creatite grave, portanto um parâmetro de mau prognóstico.
19. De acordo com a figura abaixo fica claro tratar-se do nível V.
IA
IV V-B
VAIII
IB
IIA
IIB
Figura 18.1 Diagrama dos níveis I a V dos linfonodos cervicais. O nível II 
divide-se em regiões A e B pelo nervo espinhal acessório.
As bacias ganglionares linfáticas cervicais contêm entre 50 e 
70 linfonodos por lado e dividem-se em sete níveis.
1. O nível I está subdividido.
Nível IA, limitado pelo ventre anterior do músculo digástri-
co, o osso hioide e a linha média.
Nível IB, limitado pelos ventres anterior e posterior do mús-
culo digástrico e a borda inferior da mandíbula. O nível IB 
contém glândula submandibular.
2. O nível II é limitado superiormente pela base do crânio, an-
teriormente pelo músculo estilo-hioideo, inferiormente a partir 
do osso hioide e, posteriormente, pela borda posterior do mús-
culo esternocleidomastóideo. O nível II ainda se subdivide.
Nível IIA, que é anterior ao nervo acessório espinhal.
Nível IIB ou triângulo submuscular, que é posterior ao nervo.
3. O nível II começa na borda inferior do nível II e é limitado 
anteriormente pelos músculos pré-laríngeos, a borda pos-
terior do músculo esternocleidomastóideo posteriormente 
e por um plano horizontal que se estende posteriormente a 
partir da borda inferior da cartilagem cricoide.
4. O nível IV começa na borda inferior do nível III e é limi-
tado anteriormente por músculos pré-laríngeos, posterior-
mente pela borda posterior do músculo esternocleidomas-
toideo e inferior pela clavícula.
5. O nível V é posterior à borda posterior do músculo ester-
nocleidomastoideo, anterior ao músculo trapézio, superior à 
clavícula e inferior à base do crânio.
6. O nível VI é limitado pelo osso hioide superiormente, 
pelas artérias carótidas comuns lateralmente e pelo esterno 
inferiormente. Embora o nível VI tenha área grande, os pou-
cos linfonodos que contém, estão principalmente nas regiões 
paratraqueais, perto da glândula tireoide.
7. O nível VII (mediastino superior) situa-se entre as arté-
rias carótidas comuns e é superior ao arco aórtico e inferior à 
borda superior do esterno. Resposta c.
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20. Acredita-se, atualmente, que a patogênese do HPT se-
cundário tenha múltiplos fatores contribuintes, incluindo 
possíveis mutações genéticas, alteração do metabolismo e 
da resistência à vitamina D, comprometimento da resposta 
calcêmica ao PTH. Em todos os casos de HPT secundário, 
a insufi ciência renal torna o órgão incapaz de hidoxilar a vi-
tamina D2 para a vitamina D3 ativa (calcitriol). As vias que 
levam ao HPT secundário parecem ter diferentes fatores 
predominantes, dependendo da gravidade da insufi ciência 
renal. Na insufi ciência renal precoce, possíveis mutações em 
CaR e um defeito generalizado nos receptores de calcitriol 
podem levar ao HPT secundário incipiente. Alterações sutis 
nos níveis de calcitriol e nos níveis séricos de fosfato e a ação 
direta do fosfato sobre as paratireoides podem potencializar 
ainda mais o HPT. A alteração nos níveis de calcitriol e a li-
gação aos receptores parecem dar início a uma alteração da 
secreção de PTH. Na insufi ciência renal progressiva, a defi -
ciência de calcitriol torna-se mais relevante e a retenção de 
fosfato desempenha um papel importante no agravamento 
do HPT secundário. Alterações nos set points de cálcio, o au-
mento na resistência esquelética ao PTH e uma redução no 
clearance metabólico de PTH contribuem para a síndrome 
clínica de HPT secundário. Resposta c.
21. Várias modalidades de localização pré-operatória não 
invasiva estão disponíveis, incluindo a cintilografi a com tec-
nécio Tc sestamibi, a ultrassonografi a, a tomografi a computa-
dorizada (TC), a ressonância magnética (RM) e a cintilografi a 
por subtração digital com cloreto de tálio Tl 201 - tecnécio Tc 
pertecnetato. Mais recentemente, os estudos de fusão, como a 
TC tetradimentsional e a tomografi a por emissão de pósitrons 
(PET)-TC, também tem sido utilizados com sucesso para a lo-
calização das paratireoides. Existe um consenso geral de que o 
melhor método único para exame é a cintilografi a com sesta-
mibi, principalmente quando combinada com SPECT, e, atu-
almente, o exame de medicina nuclear é realizado ocm mais 
frequência. Uma meta-análise sobre a sensibilidade e a especi-
fi cidade do exame com sestamibi em 6.331 casos demonstrou 
valores de 91% e 99%, respectivamente, sugerindo que 87% 
dos pacientes com HPT primário esporádico sejam candida-
tos a exploração unilateral. O exame pré-operatório de rotina 
torna-se custo-efetivo quando mais de 51% dos pacientes são 
adequados à cirurgia unilateral. A sensibilidade do sestamibi é 
limitada na doença multiglandular. Em um outro estudo gran-
de, a cintilografi a localizou pelo menos uma glândula em todos 
os pacientes, mas somente 62% do número total de glândulas 
hiperplásicas. O SPECT, que permite a localização de estrutu-
ras no plano ântero-posterior, é especialmente útil na detecção 
de lesõesmenores e de adenomas localizados posteriormente 
à tireoide. A sensibilidade global para os adenomas localiza-
dos com menos de 500mg varia consideravelmente entre 53% 
e 92%. Uma limitação signifi cativa dos exames com sestamibi 
está relacionada com a coexistência de doença da tireoide ou 
de outros tecidos metabolicamente ativos (p. ex., linfonodos, 
hiperplasia difusa e câncer metastático de tireoide), pela pos-
sibilidade de mimetizar os adenomas das paratireoides, cau-
sando resultados falso-positivos a esse exame. Essa limitação 
pode ser superada em parte, pelo uso de técnica de subtração 
de sestamibi com duplo traçador, na qual tanto as anormalida-
des nodulares da tireoide quanto às das paratireoides podem 
ser diagnosticadas, simultaneamente ou em combinação com 
a ultrassonografi a cervical, para distinguir, no pré-operatório, 
as lesões da tireoide e os adenomas das paratireoides. Os exa-
mes com sestamibi atualmente são realizados simultaneamen-
te à TC, para permitir uma localização anatômica e funcional 
correlacionada. Resposta b.
22. O câncer de cavidade oral é mais prevalente no sexo mascu-
lino. Mais de 70% dos pacientes tem mais de 50 anos, e mais de 
95% tem mais de 40 anos. As metástases ganglionares se fazem 
de acordo com a topografi a do tumor. Aqueles localizados no 
andar inferior da cavidade oral tendem a metastatizar para os 
linfonodos cervicais enquanto os localizados no andar superior 
o fazem para a região superior e mandibular. São tumores ra-
diosenssíveis no entanto a variante verrucosa é mais resistente. 
A quimioterapia tem principalmente indicação para os estágios 
III e IV naqueles casos de falta de condições clínicas ou recusa 
do paciente à cirurgia, sempre aliada à radioterapia. Resposta a.
23. O carcinoma de nasofaringe (CNF) é uma neoplasia epi-
telial maligna que se desenvolve na porção da faringe situada 
entre a base do crânio e o palato mole. Sua localização prefe-
rencial é a fossa de Rosenmüller, ponto-chave onde o epitélio 
da mucosa repousa diretamente no tecido linfoide subjacente 
a 1-2 mm da carótida interna. A doença é prevalente entre as 
populações provenientes do sul da China e seus descenden-
tes que emigraram para as outras partes do mundo. Suas ca-
racterísticas epidemiológicas, origem, tipos histopatológicos, 
apresentação, tratamento e prognóstico diferem daqueles das 
neoplasias malignas que ocorrem em outros sítios do trato 
aerodigestório. Ao contrário dos outros carcinomas de célu-
las escamosas da cabeça e pescoço, recidiva local e metástases 
a distância são os responsáveis pela maior parte das falhas 
após tentativas terapêuticas. O CNF corresponde a 2% dos 
tumores de cabeça e pescoço e a 0,25% de todos os tumores, 
sendo rara em todo o mundo com exceção da China e região 
asiática. Nesses locais, a incidência é de 15-50 por 100.000 
habitante, sendo responsável por 18% de todos os tumores 
e correspondendo a 55% dos tumores de cabeça e pescoço.
Quanto ao sexo, a incidência é de 2,5 a 3 homens para 1 mu-
lher. Há dois picos de incidência, um entre indivíduos meno-
res de 30 anos, e outro entre os 40 e 60 anos de idade.
No Brasil é uma neoplasia rara, mesmo em descendentes de 
indivíduos oriundos de regiões de alta incidência. Uma das 
hipóteses para esta distribuição geográfi ca e demográfi ca tão 
específi ca seria uma suscetibilidade genética dessas popu-
lações à infecção pelo vírus Epstein-Barr (EBV) e a fatores 
ambientais (dietéticos e não dietéticos). A associação ao EBV 
foi primeiramente descrita em 1973. Entretanto, o papel do 
vírus na patogênese ainda é controversa. Estudos atuais mos-
tram que o vírus está fortemente associado aos CNF e não é 
encontrado em outros tumores de cabeça e pescoço, poden-
do ser usado com screening, principalmente nas populações 
de risco e nas metástases cervicais sem sítio primário conhe-
cido. A constante associação do EBV ao CNF, independente 
da etnia, indica a importância deste vírus como um oncoge-
ne relacionado com essa neoplasia. Outros fatores envolvi-
dos são: exposição ocupacional ao cigarro, fumaças e poeiras 
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químicas, exposição ao formoldeído e a irradiação. O carci-
noma de células escamosas compreende aproximadamente 
70 a 98% de todas as neoplasias malignas da nasofaringe. Os 
linfomas compõem cerca de 20% dos casos, e os restantes 
10% são causados por uma variedade de lesões, incluindo os 
adenocarcinomas, o carcinoma adenoide cístico, os rabdo-
miossarcomas etc.
O CNF geralmente se apresenta de forma assintomática por 
longos períodos, prejudicando o diagnóstico precoce. Na 
maior parte dos casos, o diagnóstico é feito quando a doença 
já se encontra em fase avançada, com o envolvimento de ner-
vos cranianos ou metástases cervicais linfonodais. É um dos 
tumores das vias aéreas superiores que mais produzem me-
tástases tanto regionais quanto a distância. A maioria (88,5%) 
dos pacientes do Instituto Nacional do Câncer (INCA-MS-
-RJ) foi classificada como tendo estágios III e IV da doença 
na primeira consulta, com metástases cervical nodal, como a 
forma mais comum de apresentação clínica (47,4%). Cinco 
por cento dos pacientes apresentam metástases a distância 
no momento do diagnóstico, sendo os ossos e o pulmão as 
localizações preferenciais.
As queixas são relacionadas com a localização do tumor 
primário, tamanho e velocidade do crescimento tumoral. 
O sintoma inicial mais comum é o aparecimento de massa 
cervical assintomática, localizada no ângulo da mandíbula 
ou inferior à ponta da mastoide. Setenta por cento dos pa-
cientes apresentam acometimento ganglionar no momento 
do diagnóstico. Além disso, os vasos linfáticos na nasofarin-
ge comunicam-se livremente pela linha média, e metástase 
cervical bilateral, principalmente no espaço retrofaríngeo, é 
frequente. Resposta c.
24. A monocordite como o próprio nome indica, representa a 
inflamação de uma única corda vocal. Na presença deste tipo 
de laringite, deveremos sempre suspeitar de tuberculose da 
laringe ou de monocordite puramente vasomotora. Hoje em 
dia, com os meios ópticos disponíveis descobrimos que mui-
tas monocordites podem ser na realidade o espelho de lesões 
tumorais unilaterais das cordas vocais. Resposta b.
25. Este tipo de câncer tem como principal fator etiológico o 
hábito crônico do tabagismo ou etilismo, sempre ressaltando 
a ação sinérgica destes dois fatores, podendo um indivíduo 
que diariamente fuma dois ou mais maços de cigarro e ingere 
mais de quatro doses de bebida alcoólica apresentar um risco 
relativo 35 vezes maior de desenvolver neoplasia de hipofa-
ringe, comparado à população não exposta a estes fatores. No 
Serviço de Oncologia do Hospital Universitário Santa Tere-
zinha (SOHUST), Joaçaba ¬– SC, todos os pacientes acome-
tidos por esta doença eram tabagistas, e em 51% dos casos 
também estavam expostos ao etilismo.
Mais recentemente a doença do refluxo gastroesofágico tam-
bém tem sido descrita como fator etiológico. A síndrome de 
Plummer-Vinson, assim como no esôfago, apresenta relação 
etiológica com câncer de hipofaringe, principalmente na su-
bregião da área pós-cricoide. A faixa etária mais acometida 
é a 7ª década de vida, apresentando os homens americanos 
uma média de idade de 65 anos e as mulheres de 68 anos, 
com uma proporção de 3,2 homens acometidos pela do-
ença para cada mulher. Apesar de o câncer da hipofaringe 
não estar entre os tumores mais frequentes, a importância 
no estudo desta entidade deve-se ao fato deste tumor apre-
sentar a maior mortalidade dos tumores da região da cabeça 
e pescoço, além de grande morbidade aos pacientes tratados 
desta doença. Tumores deste subsítio da faringe tipicamente 
permanecem silenciosos, até que a doença progrida a está-
gios avançados, causando obstrução do trato aerodigestivo 
superior ou sintomas decorrentes de invasão neural.
A maior partedos pacientes portadores de câncer de hipofa-
ringe apresenta como sintomas iniciais odinofagia, disfagia, 
otalgia, disfonia ou linfonodomegalia cervical. É comum a 
sensação de corpo estranho cervical, resultando na maioria 
das vezes com perda ponderal significativa. As metástases 
cervicais chegam a ser o primeiro sintoma em até 25% dos 
casos, no entanto, são diagnosticadas em 70% dos pacientes 
no exame físico inicial. No momento do diagnóstico, o com-
prometimento linfonodal ocorreu em 52,9% dos pacientes. 
Quanto ao estágio da doença, dos 34 pacientes, 23 (67,7%) 
apresentavam-se em estágio IV da doença, dos 8 (23,5%) 
em estágio III, e apenas 3 (8,8%) pacientes em estágio I ou 
II, mostrando as características de diagnóstico avançado do 
câncer da hipofaringe. Analisando as subregiões, o seio piri-
forme é o subsítio mais acometido, variando entre 65 a 85% 
dos casos, seguido da parede posterior com incidêncai entre 
10 e 20%, e da área pós-cricoide que é acometido em 5 a 15% 
dos pacientes. Resposta e.
26. A relação da tireoide com o nervo laríngeo recorrente, com 
o ramo externo do laríngeo superior e com o sistema simpáti-
co cervical é da maior importância cirúrgica. No lado direito, 
o nervo laríngeo recorrente deixa o vago quando este cruza a 
primeira porção da artéria subclávia, dá uma volta para cima e 
para dentro, com sentido ascendente, vai para o sulco existente 
entre a traqueia e o esôfago, sobe em direção ao lobo direito da 
tireoide inferior, ou então passa entre seus ramos. Ao alcançar 
a borda inferior do músculo constritor inferior, chega até os 
músculos laríngeos. Do lado esquerdo, o nervo laríngeo recor-
rente circunda o arco da aorta e penetra no pescoço, na maio-
ria das vezes, pelo sulco traqueosofágico. No nível da borda 
inferior do lobo da tireoide, o nervo laríngeo recorrente pode 
estar atrás, em frente ou entre os ramos terminais da artéria 
tireoidiana inferior. Em alguns pacientes, observa-se um ner-
vo laríngeo “não recorrente” no lado direito, originando-se do 
tronco cervical do vago no nível da cartilagem tireoide e pas-
sando diretamente para dentro da membrana cricotireoidea. 
O não conhecimento dessa anomalia pode resultar em lesão 
do nervo, quando da dissecção lateral e posterior da glândula 
tireoide. O nervo laríngeo recorrente inverva os músculos in-
trínsecos da laringe, exceto o cricotireoideo e é sensitivo para 
a membrana mucosa da laringe. Sua lesão unilateral produzirá 
paralisia da corda vocal do lado correspondente; o paciente 
será acometido de rouquidão. A lesão bilateral poderá exigir 
uma traqueostomia, por comprometer as vias aéreas. O nervo 
laríngeo recorrente inerva os músculos intrínsecos da laringe, 
exceto o cricotireoideo e é sensitivo para a membrana mucosa 
da laringe. Sua lesão unilateral produzirá paralisia da corda vo-
cal do lado correspondente; o paciente será acometido de rou-
quidão. A lesão bilateral poderá exigir uma traqueostomia, por 
comprometer as vias aéreas. O nervo laríngeo superior nasce 
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do gânglio nodoso do nervo vago perto de sua saída pelo fo-
râmen jugular do crânio. Divide-se na porção alta do pescoço 
em dois ramos, laríngeo interno e externo. O ramo externo do 
laríngeo superior desce por cima da fáscia dos músculos cons-
tritores inferiores e caminha por baixo da inserção oblíqua do 
músculo esternotireoideo sobre a cartilagem tireoidea, para 
invervar o músculo cricotireoideo. Relaciona-se intimamente 
com os vagos tireoidianos superiores no nível do pólo inferior 
da glândula, na maioria das vezes. A lesão unilateral do ramo 
externo do nervo laríngeo superior pode resultar em rouqui-
dão variável ou fraqueza da voz; a lesão bilateral pode ocasio-
nar diminuição da amplitude da voz, volume e tonalidade. A 
cadeia simpática cervical está em relação íntima com a artéria 
tireoidiana inferior, onde esta faz um arco ventral a partir do 
tronco tireocervical. Essa é a localização habitual do gânglio 
cervical médio. Sua lesão pode resultar em síndrome de Hor-
ner, embora isso seja extremamente raro. Portanto, respeitar 
os preceitos cirúrgicos aliados à boa técnica operatória é vital 
e não há irrigação de soro fi siológico gelado que previna dano 
neurológico. Resposta b. 
27. Em relação ao câncer de laringe: 40% dos cânceres são na 
supraglote, 1% na subglote e 59% na glote propriamente dita.
Os tumores supraglóticos são diagnosticados mais tardia-
mente, num estágio mais avançado da doença e têm geral-
mentelinfadenopatia cervical tumores glóticos geralmente 
são diagnosticados numa fase precoce e têm uma taxa de 
cura elevada. Nos tumores glóticos, a rouquidão é um sinto-
ma precoce e portanto diagnóstico mais precoce. Os tumores 
da supraglote em fase avançada podem se estender para a 
hipofaringe, evoluindo com a dinofagia rouquidão, disfagia, 
otalgia, disfonia e linfonodomegalia cervical. Resposta a.
28. A probabilidade de tratar-se de carcinoma de língua é ab-
soluta. O tipo histológico mais prevalente é CEC. Os maiores 
fatores de risco incluem o etilismo e o tabagismo, existindo 
uma associação causal estabelecida entre a exposição ao ál-
cool e ao fumo e o câncer de boca. Entretanto, uma série de 
possíveis outros fatores etiológicos são aventados, como hi-
giene oral ruim, irritação mecânica crônica por próteses mal 
adapatadas ou alterações nutricionais e infecção por HPV.
O exame físico deve ser metodizado para evitar falhas, tendo a 
seguinte sequência: inspeção geral, oroscopia, palpação intraoral, 
palpação do pescoço, endoscopia peroral (incluindo faringolarin-
goscopia para pesquisa de lesões sincrônicas) e biópsia de lesões 
ou áreas suspeitas. A oroscopia também deve ser sistematizada 
em uma sequência das sublocalizações anatômicas que impeçam 
o esquecimento da avaliação de algum dos subsítios. Uma dica 
prática é começar das regiões mais anteriores para as posteriores 
e em sentido horário de modo a examinar ordenadamente lábios, 
mucosa jugal bilateral, rebordos gengivoalveolares superiores, 
trígonos retromolare, rebordos gengivoalveolares inferiores, asso-
alho de boca, língua oral e palato duro.
Seguindo-se oroscopia, realizam-se as palpações manual e 
bidigital das estruturas intraorais, solicitando que o paciente 
execute movimentos linguais para facilitar a exposição das 
estruturas intrabucais e permitir avaliação de envolvimento 
da musculatura intrínseca e extrínseca da língua.
A palpação dos linfonodos cervicais, divididos em níveis de I a VI 
e de acordo com a localização topográfi ca, dando especial atenção 
às vias de drenagem preferenciais no carcinoma bucal, represen-
tadas pelos lintídeos superiores (nível II), além dos jugulocarotí-
deos médios (nível III) e inferioes (nível IV), espinhais (nível V) e 
aqueles situados no compartimento central (nível VI). 
O desenvolvimento de metástases cervicais está relacionado 
com a profundidade de invasão, a propagação perineural, 
o estádio T avançado e a diferenciação tumoral. Infi ltração 
profunda de mais de 4 a 5 mm na musculatura da língua au-
menta a incidência de metástases cervicais ocultas. As metás-
tases da língua anterior propagam-se, mais frequentemente, 
para as regiões submentual e submandibular. Os tumores 
mais posteriores costumam metastatizar para os níveis II e 
III. As indicações para radioterapia pós-operatória incluem 
evidências de propagação perineural ou angiolinfática, ou 
doença ganglionar positiva. Resposta e.
29. O aspecto ultrassonográfi co evidenciando um nódulo 
bocelado levanta suspeita para malignidade. Se houvesse dor 
relatada este dado não necessariamente afastaria a possibili-
dade de tratar-se de câncer, sendo assim a punção aspirativa 
por agulha fi na pode ser necessária para a determinação da 
natureza do nódulo. Resposta c. 
30. Sangramento signifi cativo pode ocorrer pela lesão das 
veias jugulares anteriores ou veias tireoideas. Durante o pro-
cedimento realizadosem situações de emergência deve-se 
estabelecer, prioritariamente, a via aérea pérvia e, só após, 
realizar a hemostasia. Lesões nas veias jugulares internas ou 
carótidas (principalmente à direita) são incomuns. O risco de 
grandes sangramentos é minimizado pelo emprego de inci-
sões verticais medianas.
O sangramento pós-operatório precoce usualmente é de menor 
intensidade que no tardio pois suas causas são principalmente 
decorrentes da lesão de pequenos vasos que sangram pelo au-
mento da pressão aérea pulmonar ou pela tosse. Defi ciência de 
fatores de coagulação deve ser considerada em pacientes com 
quadros sépticos. Medidas locais (curativos compressivos) po-
dem ser tentados antes da revisão cirúrgica. Sangramento tardio 
da traqueostomia pode ser causado por escarifi cação do tecido 
de granulação peritraqueostômico. Entretanto, sangramentos 
graves podem ocorrer pela erosão da artéria inominada, que é 
precedido de necrose da parede anterior da traquéia. A incidên-
cia dessa complicação é descrita com taxas variando de 0,4% a 
4,5%, com alta mortalidade. Na suspeita de necrose da traquéia 
e em qualquer sangramento exteriorizado pela traqueostomia, é 
imperativo que se realize investigação broncoscópica e preparo 
para exploração vascular do mediastino. O tratamento cirúrgico 
inclui a reparação da lesão da artéria inominada, que deve ser 
separada da traquéia por interposição de tecido viável, geral-
mente um retalho muscular pediculado. Uma alternativa é am-
pliar a incisão para efetuar compressão digital da artéria contra 
o manúbrio. Resposta c.
31. A descrição é compatível com cisto tireoglosso infectado e 
a conduta é cirúrgica e a operação de Sistrunk é o procedimen-
to de escolha. A secção do hioide faz parte do procedimento. 
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Vendo-se, constantemente, o ducto, procede-se à dissecção das 
margens superior e inferior do hioide, por secção da inserção 
dos músculo milo-hioide, gênio-hioideo e da membrana tireo-
-hioidea, numa extensão de 1,5 a 2cm. Prepara-se, assim, para 
a secção óssea a ser feita dos dois lados da passagem do ducto, 
o que é feito com tesoura forte ou pequena cisalha. Resposta d.
32. No tumor glótico a rouquidão é um sintoma precoce. Os 
tumores glóticos geralmente são diagnosticados numa fase 
precoce e têm uma taxa de cura elevada. Por outro lado, tu-
mores supraglóticos são diagnosticados mais tardiamente, 
num estágio mais avançado da doença e têm geralmente lin-
fadenopatia cervical. A lesão maligna mais comum da laringe 
é o CEC, muitas vezes classificado como CEC in situ, CEC 
microinvasivo ou CEC invasivo.O carcinoma invasivo de cé-
lulas fusiformes e o carcinoma basaloide de células escamo-
sas são raros e representam variantes mais agressivas de CEC. 
O carcinoma verrucoso é uma variante do CEC altamente di-
ferenciada que é localmente destrutiva, mas não metastatiza 
e normalmente responde à excisão cirúrgica completa. Logo, 
o mais racional é ficarmos com a conclusão de que trata-se 
de um carcinoma espinocelular que é a lesão maligna mais 
comum da laringe, classificado em in situ, microinvasivo ou 
invasivo. Resposta d. 
33. O higroma cístico ou linfangioma é uma malforma-
ção congênita rara do linfático diagnosticada em crian-
ças abaixo dos dois anos de idade, sendo 50% presentes 
ao nascimento. Localiza-se preferencialmente na região 
cervical (região posterior do pescoço) e na face, poden-
do acometer axila, região lateral do tórax e mediastino. 
Ocorre, provavelmente, devido a não formação da comu-
nicação entre o sistema linfático e a veia jugular no dé-
cimo quarto dia de gestação, levando à estase linfática e 
formação cística. É composto por cistos linfáticos revesti-
dos por endotélio. De acordo com linfáticos revestidos por 
endotélio. De acordo com seu tamanho, é classificado em 
macrocístico (higroma cístico), microcístico (cavernosos 
e capilares) e formas intermediárias. Resposta e.
34. A leitura do comentário da questão de número 26 deixa cla-
ro tratar-se de lesão do nervo laríngeo recorrente. Resposta a.
35. Infiltração profunda de mais de 4 a 5mm na musculatura 
da língua aumenta a incidência de metástases cervicais ocul-
tas. As metástases da língua anterior propagam-se, mais fre-
quentemente, para as regiões submentual e submandibular. 
Os tumores mais posteriores costumam metastatizar para os 
níveis II a III. As indicações para radioterapia pós-operatória 
incluem evidências de propagação perineural ou angiolinfá-
tica, ou doença ganglionar positiva. Gabarito oficial D.
36. Em comparação com os tumores glóticos, as lesões su-
praglóticas são relativamente indolentes, apresentando-se 
em um estádio mais avançado da doença. Os pacientes cos-
tumam queixar-se de irritação na garganta ou odinofagia. 
A otalgia referida é causada pelo nervo de Arnold, o ramo 
vagal que inerva parte da sensibilidade do ouvido. Tumores 
volumosos da epiglote costumam apresentar-se com uma 
qualidade de voz tipo batata quente ou abafada devido ao 
comprometimento das vias aéreas. A disfagia pode causar 
perda de peso e desnutrição. Os tumores subglóticos são 
raros e costumam associar-se a obstrução das vias respira-
tórias, imobilidade das pregas vocais ou dor. Resposta c.
37. A drenagem linfática da região glótica é muito pobre, qua-
se inexistente, diferindo-se das regiões supraglótica e infragló-
tica que possuem um grande número de vasos linfáticos que se 
dirigem, as cadeias cervicais laterais e paratraqueais. O câncer 
de laringe ocorre predominantemente em homens e é um dos 
mais comuns entre os que atingem a região da cabeça e pesco-
ço. Representa cerca de 25% dos tumores malignos que aco-
metem essa área, e 2% de todas as doenças malignas. A doença 
predomina em pacientes de 50 a 70 anos, embora em países 
em desenvolvimento muitos casos possam ser diagnosticados 
em indivíduos na quinta década de vida. Por outro lado, o 
número de casos abaixo de 40 anos é muito baixo. As desi-
gualdades socioeconômicas influenciam sobremaneira a mor-
talidade por câncer de laringe, tanto nos áíses desenvolvidos 
quanto naqueles em desenvolvimento. Nos Estados Unidos é 
mais comum nos afrodescendentes que na população branca, 
e neste grupo o prognóstico é pior. Na fase inicial os pacientes 
apresentam sintomas vagos e achados mínimos ao exame físi-
co. A apresentação do câncer de laringe varia conforme o sub-
sítio. Tumores glóticos geralmente são diagnosticados numa 
fase precoce e têm uma taxa de cura elevada. Esses pacientes 
apresentam-se com rouquidão persistente e, no estágio ava-
nãdo, com disponeia ocasional. Por outro lado, pacientes com 
tumores supraglóticos são diagnosticados mais tardiamente, 
num estágio mais avançado da doença e tem geralmente lin-
fadenopatia cervical. As características clínicas mais relacio-
nadas com neoplasia de laringe são rouquidão, odinofagia, 
otalgia reflexa, hemoptise, tosse, dispneia, linfadenomegalia 
cervical, também podem ser observados emagrecimento, hali-
tose, abafamento vocal. A rouquidão é observada em até 87% 
dos casos e se deve à perda da elasticidade da mucosa da prega 
vocal ou a sua má coaptação causada pela infiltração tumoral 
da submucosa ou da musculatura das pregas vocais e/ou das 
articulações cricoaritenoideas. A odinofagia encontra-se rela-
cionada com a invação da musculatura, dificultando a eleva-
ção da laringe durante a deglutição ou por infiltração neoplá-
sica nas membranas e cartilagens. Aproximadamente 2/3 dos 
tumores surgem na prega vocal verdadeira, localizada na glote, 
e 1/3 acomete a laringe supraglótica (acima das pregas vocais). 
Os tumores que acometem mais de um subsítio anatômico são 
ditos transglóticos. Os tumores supraglóticos quando iniciais 
costuma ser assintomáticos. Quando mais avançados podem 
causar odinofagia, rouquidão, diminuição da mobilidade da 
língua, quando invadem a bas da mesma, e,em consequencia, 
abafamento da voz. Quando do comprometimento da muscu-
latura intrínseca da laringe pode resultar em otalgia reflexa. 
As lesões uceradas podem levar à hemoptise e tosse. Nos caos 
mais avançados associa-se à linfadenopatia cervical. Nos tu-
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mores glóticos, a rouquidão é um isntoma precoce. Podem ser 
observados otalgia refl exa, odinofagia e dispneia nos tumores 
avançados. A dispneia por sua vez está associada ao estridor 
laríngeo que é um sinal tardio relacionado com a fi xação da 
laringe e comprometimento da hipofaringe. As lesões de infra-
glote são mais raras e apresentam sintomas vagos; geralmente 
dispneia é o sintoma mais precoce. Resposta e.
38. Ambos os nervos laríngeos recorrentes são encontra-
dos consistentemente dentro do sulco traqueoesofágico 
quando estão dentro de 2,5 cm da sua entrada na larin-
ge. Esses nervos passam inferior ou posteriormente a um 
ramo da artéria tireoide inferior e finalmente entram na 
laringe ao nível da articulação cricoaritenoidea, sobre a 
borda caudal do músculo cricotireoideo. A artéria tireoi-
dea superior é o primeiro ramo da carótida externa, desce 
para a extremidade superior da glândula, perfura a lâmina 
pré-traqueal da fáscia cervical e então se divide em dois 
ou três ramos.As veias tireoideas superiores e médias de-
sembocam nas veias jugulares internas. As veias tireoide-
as inferiores desembocam nas veias braquiocefálicas. Do 
ponto de vista da circulação arterial, um terceiro vaso, a 
artéria tireoidea ínfima (ou ímã) às vezes nutre a tireoide. 
Este pequeno ramo arterial origina-se do arco aórtico, do 
tronco braquiocefálico (mais comumente) ou da cefálica 
carótida comum esquerda. Resposta d.
39. A classifi cação Betheseda está disponível no capítulo 5 des-
ta apostila. A classe VI é citopatologia tireoidiana maligna (ris-
co de câncer 97-99%) e a conduta é tireoidectomia. Embora o 
gabarito ofi cial tenha sido B (lobectomia direita e istmectomia) 
atualmente, segundo a Sociedade Brasileira de Endocrinologia 
e Metabologia e a Sociedade Latino-Americana de Tireoide, 
o tratamento de escolha em todos os pacientes com CDT é a 
tireoidectomia total (TT). Essa conduta torna desnecessária a 
eventual reintervenção cirúrgica (para totalização) caso sejam 
identifi cados metástases de linfonodos ou tipos histológicos de 
comportamento mais agressivo. Além disso, a TT possibilita 
o seguimento do paciente por meio da dosagem sérica da Tg. 
Entretanto, outras sociedades aceitam lobectomia em casos de 
muito baixo risco: tumores papilíferos 98%)
Carcinoma medular da tireoide (100%)
Hábito marfanoide (>95%)
Feocromacitoma (50%)
Ausência de doença paratireoidea
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Componentes da MEN-2 (cont.)
Variantes da MEN-2A
Carcinoma medular da tireoide familiar
MEN-2A com líquen cutâneo amiloidótico
MEN-2A com doença de Hirschsprung
Hiperparatireoidismo primário é a manifestação mais comum da MEN-1, chegando a quase 100% de penetrância em torno dos 50 anos de idade. É conside-
rado o constituinte fundamental da síndrome. A manifestação clínica principal é hipercalcemia.
Resposta a.
41. Ora, mais uma vez estamos diante do mesmo conceito 
sindrômico, ou seja, síndrome de Werner (MEN I). A doença 
(melhor seria a síndrome) de Sipple corresponde a MEN2A 
(veja tabela do comentário da questão 3). Doença de Coon é 
hiperaldosteronismo primário. A síndrome de Meigs: tumor 
ovariano, ascite e derrame pleural. Síndrome de Garden, é 
polipose adenomatosa familiar. Resposta b.
42. A abordagem do nódulo de tireoide sempre encerra 
as mesmas questões: doença benigna ou maligna? Nódu-
lo funcionante ou não? A dosagem de TSH ultrassensível e 
de T4 livre é rotina. Caso o paciente apresente antecedentes 
familiares de carcinoma medular de tireoide, recomenda-
-se a dosagem de calcitonina, uma vez que a mensuração 
de rotina deste marcador em todos os pacientes com nódu-
los tireodianos não selecionados ainda é motivo de debate, 
principalmente devido à raridade do carcinoma medular da 
tireoide. A dosagem de tireoglobulina sérica não tem fins 
diagnóstico, é utilizada como marcador de acompanhamento 
pós-cirúrgico no câncer diferenciado da tireoide. A ultrasso-
nografia (US) da tireoide é o melhor exame de imagem para 
detecção de nódulos, com sensibilidade de aproximadamente 
95%, superior a outros métodos mais sofisticados, como TC 
e RNM. Além disso, não raramente, ela modifica a conduta 
clínica baseada no exame da palpação tireoidiana. De acordo 
com a ecogenicidade, os nódulos sólidos podem ser classifi-
cados como isoecoicos (com amplitude de ecos igual à do pa-
rênquima tireoidiano normal), hipoecoicos (com amplitude 
de ecos menor do que o parênquima tireoidiano normal) ou 
hiperecoicos (amplitude de ecos maior do que o parênquima 
tireoidiano normal). Os nódulos sólidos hiperecoicos, que 
representam 20% das lesões nodulares, são malignos em 1,3 
a 4% dos casos. Os carcinomas bem diferenciados totalmente 
sólidos são hipoecoicos em 55 a 95% dos casos. Resposta d. 
43. O câncer de tireoide é mais comum em crianças (10 a 
26% dos nódulos malignos) e pessoas idosas, mas a maioria 
das lesões nodulares nessa faixa etária é benigna. Nódulos 
em indivíduos com menos de 20 anos e acima de 60 anos de 
idade apresentam maior risco de serem malignos. 
Achados clínicos que indicam o diagnóstico de carcinoma 
tireoidiano em um paciente 
com um nódulo solitário, de acordo com o grau de suspeita
Alta suspeita
História familiar de carcinoma medular ou neoplasia endócrina 
múltipla
Prévia radioterapia de cabeça e pescoço
Crescimento rápido, especialmente durante a terapia supressiva 
com L-tiroxina
Nódulo muito firme ou endurecido
Fixação do nódulo às estruturas adjacentes
Paralisia das cordas vocais
Linfadenopatia satélite
Metástase a distância
Achados clínicos que indicam o diagnóstico de carcinoma 
tireoidiano em um paciente 
com um nódulo solitário, de acordo com o grau de suspeita 
(cont.)
Moderada suspeita
Idade 60 anos
Sexo masculino
História de radioterapia de cabeça ou pescoço
Nódulo > 4 cm ou parcialmente cístico
Presença de sintomas compressivos
Resposta d.
44. O CMT se caracteriza por níveis séricos elevados de calcitoni-
na (CT). Contudo, a calcitonina pode estar um pouco aumentada 
em outras condições, como tireoidite de Hashimoto, doença de 
Graves, insuficiência renal crônica,hipergastrinemia e mastocito-
se. O valor normal da CT em ensaio imunométrico é 100 
pg/mL, são compatíveis com o diagnóstico de CMT.
Na presença de linfonodos cervicais palpáveis ou CT > 400 
pg/mL, deve-se solicitar tomografia axial computadorizada 
(TAC) de tórax, pescoço e abdome, em função do alto risco 
para metástases. No pré-operatório, deve ser feita a dosagem 
de catecolaminas ou metanefrinas. Resposta c.
45. O NLS tem origem no nervo vago e se divide em ra-
mos interno e externo. O ramo interno é responsável pela 
inervação sensitiva da membrana mucosa da laringe e da 
epiglote. O ramo externo propicia a inervação motora do 
músculo constritor inferior da laringe e do músculo cri-
cotireoideo, sendo este último tensor das cordas -vocais. 
A lesão do ramo externo do NLS produz alterações da 
voz que podem passar despercebidas e que variam des-
de uma leve rouquidão até a incapacidade de emitir os 
sons agudos mais altos ou fácil fadiga ao falar alto. Por 
isso, a lesão do NLS assume grande importância quando 
o paciente utiliza muito a voz, como no caso de cantores, 
professores, comunicadores, camelôs etc. Quando a lesão 
é bilateral, esses sintomas são mais intensos. A lesão do 
ramo interno do NLS provoca, em casos raros, incapaci-
dade de a laringe detectar a entrada de corpos estranhos 
e sintomas de aspiração ao deglutir. Disso poderá resultar 
uma pneumonia por aspiração. A lesão do NLS ocorre 
principalmente quando os vasos do pedículo superior da 
glândula são ligados em bloco, longe do polo superior da 
glândula. Por isso, a prevenção dessa complicação é feita 
por meio da ligadura isolada de cada vaso do pedículo 
superior, bem junto ao polo glandular, e também pela 
identificação do nervo. Resposta b.
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46. A principal característica laboratorial da TH são os 
anticorpos anti-TPO, encontrados em títulos elevados 
em cerca de 80 a 99% dos pacientes. Anticorpos anti-Tg 
são detectados em até 60% dos casos. Enquanto 95% dos 
pacientes positivos para anti-Tg também o são para anti-
-TPO, cerca de 50 a 60% dos soropositivos para anti-TPO 
são negativos para anti-Tg. Em pacientes jovens com TH, 
os anti-TPO tendem a se apresentar com níveis séricos 
mais baixos e podem ser negativos. Resposta a.
47. Os tumores enteropancreáticos documentados como 
componentes da MEN-I (síndrome de Werner) fi cam as-
sim distribuídos: gastrinoma (40%); insulinoma (10%); 
TU não funcionantes, incluindo PPoma (20%); Outros: 
glucagonoma, VIPoma, somatostatinoma etc. (cada um 90%), porém não mais 
do que 15% dos nódulos “frios” são malignos. Em contra-
partida, é excepcional o achado de malignidade em nódu-
los “quentes” ou hipercaptantes (1 a 2%).
Devido a sua baixa especifi cidade, a cintilografi a deve ser 
reservada para algumas situações específi cas. A principal 
indicação seria a presença de patologia nodular associada 
ao hipertireoidismo, para um preciso diagnóstico do ade-
noma tóxico ou do bócio multinodular tóxico. Em caso de 
nódulo normo ou hipocaptante, deverá ser seguido o pro-
tocolo de investigação com PAAF, mesmo quando detecta-
do em pacientes com a doença de Graves. Nos casos com 
diagnóstico citológico de neoplasia folicular, a cintilografi a 
com radioiodo ou tecnécio poderá ser realizada na tentati-
va de se identifi car um adenoma hipercaptante autônomo. 
Deve-se também considerar a utilização da cintilografi a 
para descartar autonomia de nódulo(s) tireoidianos(s) em 
pacientes com TSH suprimido, bem como diante da sus-
peita de tecido tireoidiano ectópico ou bócio retroesternal.
Nódulo com TSH suprimido corresponde a nódulo fun-
cionante, logo a punção aspirativa por agulha fi na deve ser 
descartada já que pode desencadear crise tireotóxica. A 
PAAF-US é o padrão-ouro para o diagnóstico de nódulo 
tireoidiano. 
A PAAF tem como principal limitação diagnóstica a distin-
ção das neoplasias foliculares e as de células de Hürthle quan-
to a sua natureza benigna ou maligna. Essa limitação também 
ocorre com frequência pelo exame de congelação. Amostras 
compatíveis com tal diagnóstico representam a 30% dos re-
sultados das PAAF. Nesses casos, a cintilografi a com iodo 
radioativo ou tecnécio deve ser considerada. Caso não se do-
cumente um nódulo quente, a cirurgia deve ser cogitada. A 
caracterização como carcinomas no exame histopatológico 
ocorre em aproximadamente 20% dos casos. Resposta d.
50. Os carcinomas diferenciados da tireoide, que são a 
maioria absoluta dos derivados das células foliculares 
(mais de 90%) são subdivididos em dois grupos, os pa-
pilíferos e os foliculares. Neste grupo o carcinoma papi-
lífero representa 80% dos casos. Trata-se da forma mais 
benevolente entre as malignidades da tireoide, na maio-
ria dos casos de excelente prognóstico é tumor sensível 
ao radioiodo e o Consenso Brasileiro recomenda a ART 
(ablação do remanescente tireoidiano) em todos os pa-
cientes submetidos à TT, exceto nos casos de muito baixo 
risco (T1M0M0), com ressecção completa. Não há dúvi-
da quanto à necessidade de ART em casos com ressecção 
tumoral incompleta, metástases clinicamente detectáveis, 
ou com alto risco de recidiva. É aceitável que pacientes 
com tumores 200 mCi raramente são indicadas, 
exceto para pacientescom metástases a distância.
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Para uma ART eficaz, recomenda-se a doação de dieta 
pobre em iodo durante 7 a 14 dias, restringindo o consu-
mo de alimentos ricos em iodo (tais como sal de cozinha 
iodado, peixes marinhos, algas, crustáceos, frutos do mar 
em geral, lentilha, laticínios, ovos, pães preparados com 
iodato, aspargos, alho, cogumelos). Além disso, os níveis 
de TSH devem estar elevados acima de 30 mUI/L para que 
haja aumento da expressão da proteína NIS (simportador 
sódio-iodo) e, consequentemente, da captação de radio-
iodo. Tradicionalmente, a ART é realizada 4 a 6 semanas 
após a interrupção do hormônio tireoidiano (IHT), pro-
vocando hipertireoidismo iatrogênico no paciente.
O carcinoma anaplásico ou indiferenciado de tireoide 
(CAT) é uma doença rara e frequentemente letal, res-
pondendo por 1 a 2% de todas as neoplasias tireoidiana. 
Trata-se de um dos tumores malignos mais agressivos e é a 
forma mais indiferenciada das neoplasias tireoidianas. Os 
pacientes costumam ser idosos (a maioria, > 60 anos), e, 
ao diagnóstico, aproximadamente 40% já têm metástases a 
distância, em especial nos pulmões (80% dos casos).
O CAT é uma das neoplasias humanas mais letais e res-
ponsável por mais da metade das mortes atribuídas ao 
câncer de tireoide. Apesar de diferentes esquemas de tra-
tamento, o CAT cresce rapidamente, invade tecidos adja-
centes, e a maioria dos pacientes morre por invasão tumo-
ral não controlada e insuficiência respiratória, geralmente, 
no período de 6 a 12 meses. Tumores papilíferos 14 mg/dL e PTH > 
1.000 pg/Ml).
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Desmineralização craniana no HPTP, com o clássico aspecto de “sal e pi-
menta”. Importante observar também lesões ósseas líticas.
52. A Universidade do Centro Médico da Califórnia, em 
São Francisco, os achados morfológicos em mais de 1.000 
pacientes portadores de hiperparatireoidismo primário 
consistiram em adenoma solitário em 87% dos casos ( no 
nosso meio o adenoma único de paratireoide correspon-
de também à causa mais comum), adenomas múltiplos da 
paratireoides em 4%, hiperplasia primária da paratireoides 
em 8% e carcinoma da paratireoide em 1%. Os adenomas, 
que podem ser simples ou múltiplos, são sempre acompa-
nhados de uma ou mais glândulas paratireoides normal. 
Seu peso varia de 65 mg a mais de 35 g, e seu tamanho cos-
tuma ser proporcional ao grau de hipercalcemia. Microsco-
picamente, esses tumores podem ser de células principais e 
células claras ou, raramente, células oxífi las. 
A hiperplasia primária das paratireoides afeta todas as glân-
dulas paratireoides. Microscopicamente, são observados dois 
tipos: a hiperplasia de células principais e a hiperplasia de 
células claras. (wasserhelle). 
As glândulas hiperplásicas que sempre são maiores do que o 
normal (65 mg), mas, em qualquer paciente, podem exibir 
ampla variação de tamanho.
O carcinoma paratireoide é raro e nem sempre pode ser diag-
nosticado baseando-se nas suas características arquiteturais 
ou citológicas, uma vez que os achados histológicos podem 
ser idênticos àqueles observados nos tumores benignos das 
paratireoides. O câncer poder ser diagnosticado de modo 
mais acurado quando há evidências de invasão em tecidos 
adjacentes ou quando se demonstra a presença de metásta-
ses. Resposta a.
53. As complicações da traqueostomia podem ser divididas 
de forma temporal: complicações intraoperatórias: obstrução 
das vias aéreas, falso trajeto, hemorragia, incêndio das vias 
aéreas (bisturi elétrico).
Complicações pós-operatórias precoces; hemorragia; infec-
ções; enfi sema subcutâneo; pneumomediastino e pneumotó-
rax; obstrução e deslocamento da cânula.
Complicações pós-operatórias tardias: hemorragia, pneumo-
nia; estenose e fístula traqueoesofágica e fístulas traqueocu-
tâneas. Levando em consideração que a pergunta solicita as 
principais complicações, passamos a entender que se trata 
das mais relevantes ou mais graves, sendo assim concorda-
mos com o gabarito ofi cial que é a opção “c”.
54. O diagnóstico defi nitivo é feito por intermédio da endos-
copia respiratória. Esse exame deve ser realizado observan-
do muitos cuidados técnicos como: realizar o exame com a 
pessoa em respiração espontânea, solicitar (se for possível) 
durante o exame que a pessoa emita sons agudos e graves e 
que faça respiração forçada inspiratória e expiratória. O exa-
me deve ser realizado em toda a via aérea (laringe, traqueia 
e brônquios) e não somente na traqueia, pois o examinador 
deve ter uma visão total das vias aéreas. A investigação diag-
nóstica completa é a fase de maior importância para que o 
cirurgião consiga saber com extrema precisão que áreas estão 
comprometidas da traqueia e dessa maneira consiga instituir 
o melhor tratamento para cada pessoa.
O exame de tomografi a helicoidal com reconstrução em 3 D e 
o de ressonância magnética são utilizados como complemen-
tares ao exame de endoscopia, mas muitas vezes poderão não 
demonstrar as estenoses se não forem tomados alguns cui-
dados técnicos em sua execução. Câncer da traqueia é raro e 
representa aproximadamente 0,1% (1 em 1.000) de todos os 
cânceres. Os tipos mais comuns de câncer são carcinoma de 
células escamosas e carcinoma adenoide cístico.
As principais indicações da traqueotomia são:
– Obstrução de vias aéreas superiores
– Intubação orotraqueal prolongada (para reduzir risco de 
estenose subglótica).
– Edema devidoa queimaduras, infecções ou anafi laxia.
– Tempo prévio ou complementar a outras cirurgias bucofa-
ringolaringológicas.
– Facilitar aspiração de secreções de vias respiratórias baixas.
– SAHOS (síndrome de obstrução e apneia do sono).
– Reduzir o espaço morto durante a ventilação para facilitar 
desmame de ventilador.
Resposta b.
55. Esta questão só está neste módulo para excluir doença 
tireoidiana. Esta massa mediastinal com calcifi cações no in-
terior é compatível com teratoma (as massas de mediastino 
serão detalhadamente discutidas no módulo de cirurgia do 
tórax). O teratoma mediastinal deve ser lembrado no diag-
nóstico diferencial das massas mediastinais, principalmente 
do compartimento anterossuperior. Outras hipóteses seriam 
timoma (massa do mediastino anterior mais comum em 
adultos), linfoma (a mais comum em crianças) (Mullen & 
Richardson, 1986), bócios mergulhantes, tumores germina-
tivos pouco diferenciados (seminomas e não seminomas), 
aneurismas de aorta torácica, tumores neurogênicos (a de 
maior incidência, localiza-se em mediastino posterior), além 
de cistos mediastinais, entre outras. Geralmente o paciente 
apresenta-se assintomático, sem alterações ao exame físico. 
Ressaltamos a importância do exame físico completo, in-
cluindo a inspeção e palpação dos testículos nos pacientes 
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do sexo masculino, para excluirmos tumores testiculares pri-
mários. Um achado comum é a presença de diferentes den-
sidades à TC, incluindo desde densidades de líquido até cal-
cificações. Beta-HCG e alfa-fetoproteína devem sempre ser 
solicitados na avaliação de massas do mediastino anterossu-
perior, pois se encontram alteradas em seminomas e tumores 
de células germinativas não seminomatoso (Nichols, 1991; 
Kesler, 2008), sendo que essas duas condições necessitam 
terapêutica completamente diferente do tratamento do tera-
toma maduro. O tratamento de escolha é cirúrgico devido à 
possibilidade de malignização (teratoma imaturo) e invasão 
de órgãos adjacentes, como pericárdio (54%), pulmão (52%), 
vasos (30%) ou timo (23%). É descrita a fistulização para ár-
vore brônquica, quando se pode encontrar o sinal patogno-
mônico do teratoma maduro, que é a tricoptise (expectora-
ção de pelos) (Strollo, et al., 1997). A via de acesso cirúrgico 
é a esternotomia mediana, toracotomia póstero-lateral ou 
toracotomia anterior bilateral com esternotomia transversa 
(Clamshell), dependendo da projeção do tumor. Entretanto 
a esternotomia mediana é a melhor opção para a maioria dos 
casos (Weidner, 1999). A mortalidade e morbidade nos pa-
cientes submetidos a ressecção do teratoma maduro é baixa 
nas séries relatadas, devido à geralmente não haver invasão 
de estruturas nobres. Resposta d.
56. O cisto intracordal é uma alteração estrutural mínima 
de cobertura de prega vocal, de origem congênita e caráter 
benigno, que pode se manifestar em qualquer idade, princi-
palmente com o uso intenso e abusivo da voz. Considerado 
de incidência comum na faixa etária de dez a 80 anos, pre-
dominantemente no sexo feminino e, mais frequentemente 
associado à vasculodisgenesia. A sintomatologia é mais evi-
denciada na faixa de 31 a 40 anos, sendo mais observada em 
profissionais da voz, que pela demanda vocal, são suscetíveis 
a desenvolver alterações vocais e assim gerar disfonias. Seu 
diagnóstico muitas vezes é confundido com outras patolo-
gias, que em geral apresenta-se como um espessamento in-
flamatório da prega vocal, acompanhado de hiperemia de 
mucosa adjacente e de ectasia capilar. Quando não utilizados 
os meios específicos que permitam um diagnóstico correto, 
poderá levar a condutas não direcionadas, no que implica-
rá em resultados ineficientes ao quadro apresentado pelo 
paciente. Atualmente, já é possível contar com recursos que 
resultam em uma melhor precisão diagnóstica, como no caso 
do exame de videolaringoestroboscopia que detalha o movi-
mento vibratório das pregas vocaise, permite visualização de 
suas irregularidades vibratórias, sendo considerado o melhor 
método para identificação do cisto intracordal e, sua asso-
ciação com a fonação inspiratória, vem acrescentar valioso 
recurso no diagnóstico das lesões benignas de pregas vocais. 
Esta manobra permite a visualização do ligamento vocal pelo 
desprendimento da camada superficial, o que poderá revelar 
área de rigidez com diminuição ou ausência da onda mu-
cosa, que em presença de lesões mais rígidas não ocorre a 
expansão da camada superficial da lâmina própria, limitan-
do ou impedindo a visualização da linha do ligamento vocal 
e que possibilita, na maioria das vezes, definir, identificar e 
localizar as lesões de massa e suas características específi-
cas, principalmente na identificação dos cistos intracordais 
e, desse modo, contribui para um diagnóstico diferencial e 
consequentemente, leva à conduta direcionada com melhor 
qualidade e menor tempo de tratamento. Resposta b.
57. A possibilidade de desenvolvimento de segundos tumo-
res primários em períodos iguais ou distintos, também cha-
mados de sincrônicos e metacrônicos do trato aerodigestivo 
superior (boca, faringe, laringe, traqueia e esôfago cervicais) 
é estimada em 5 a 35%. Os fatores etiológicos são os mesmos 
descritos para o câncer laríngeo. O esôfago é o sítio mais fre-
quente de segundos tumores primários. Resposta a.
58. O higroma cístico constituiu malformação linfática de-
corrente de alterações no desenvolvimento da rede linfática 
de maneira localizada, não havendo, dessa forma, conexão 
ou drenagem para o sistema venoso. A maioria dos higromas 
císticos (75%) acomete os sacos linfáticos da região jugular 
e apresenta-se na região posterior do pescoço. Outros 20% 
ocorrem nas axilas, e o restante acomete qualquer região 
do corpo, incluindo retroperitônio, mediastino, e região in-
guinal. Aproximadamente 50 a 65% dos higromas já estão 
presentes ao nascimento, mas a maioria torna-se aparente no 
decorrer do segundo ano de vida.
Como os higromas são tumores císticos multiloculados re-
vestidos por células endoteliais, geralmente se apresentam 
como massas císticas que distorcem as estruturas anatô-
micas adjacentes. As indicações para o tratamento são es-
téticas, porém, o higroma pode aumentar e até comprimir 
as vias aéreas, resultando em obstrução aguda. O diagnós-
tico pré-natal de uma grande massa cística relaciona-se 
com significativo risco para as vias aéreas, maior associa-
ção com anomalias cromossômicas e elevação do índice 
de mortalidade. O aperfeiçoamento das modalidades de 
imagem fetal permite intervenções ao nascimento. Como 
princípio, a circulação placentárias é mantida até que haja 
a intubação endotraqueal. Essa técnica é conhecida como 
procedimento intraparto extraútero (EXIT, do inglês ex 
útero intrapartun therapy) e será discutida adiante, neste 
capítulo. Além de represar linfa, podem ocorrer infecção 
e hemorragia no interior da massa. Por isso, quando ocor-
rem mudanças bruscas do tamanho do higroma, poderá 
ser necessária a intervenção de urgência. O tratamento de 
escolha é a ressecção completa da massa. Entretanto, esta 
poderá ser impossível se o higroma apresentar infiltração 
das estruturas neurovasculares. É necessárias a avaliação 
pré-operatória com ressonância magnética (RM) para 
definir a extensão do higroma. O uso de lupa e do ele-
troestimulador pode ser útil durante a cirurgia. Como os 
higromas não são tumores malignos, não está indicada a 
ressecção radical, com remoção dos grandes vasos san-
guíneos e dos nervos. As complicações pós-operatórias 
incluem recidivas, coleções linfáticas, infecções e lesões 
neurovasculares. A injeção de agentes esclerosantes, como 
a bleomicina, ou de derivado do Streptococus pyogenes 
OK-432 tem sido descrita como alternativa eficaz ao tra-
tamento cirúrgico, ainda que a injeção de esclerosantes 
intracísticos pareça ser maiseficaz nos higromas macro-
císticos que nos microcísticos. Resposta c.
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59. O cisto do ducto tireoglosso é uma das lesões mais co-
muns da linha média do pescoço, acometendo, mais comu-
mente, crianças em idade pré-escolar. Os remanescentes do 
tireoglosso estão envolvidos na embriogênese da tireoide, da 
língua e do osso hioide e produzem massas na linha média 
que estendem desde a base da língua (forame cego) até o lobo 
piramidal da glândula tireoide. A falha na migração comple-
ta da tireoide resulta em tireoide em posição lingual. Por esse 
motivo, a ultrassonografi a e a cintilografi a poderão ser úteis 
para identifi car a tireoide normal no pescoço. Essa informa-
ção é fundamental para evitar a tireoidectomia inadvertida 
durante o tratamento de suposto cisto tireoglosso.
Os cistos do ducto tireoglosso situam-se na linha média 
do pescoço em qualquer ponto, desde a base da língua até 
a glândula tireoide. Entretanto, a maioria deles encontram 
próximo ao osso hioide ou logo abaixo dele. A cirurgia é in-
dicada, pois o cisto cresce, havendo risco de infecção ou ma-
lignização (carcinoma) de 1 a 2%. O tratamento clássico, des-
crito por Sistrunk, em 1928, consiste na ressecção completa 
de cisto em continuidade com seu trato, a porção central do 
osso hoide e o tecido adjacente ao osso, até a base da língua. 
A ressecção incompleta dessas estruturas leva a alto risco de 
recidiva, pois, na histologia, identifi cam-se múltiplos sinus 
tecidos. Resposta c.
60. O edema pré-tibial, a exoft almia pronunciada e a pele res-
secada são aspectos compatíveis com tireotoxicose, logo bócio 
tóxico. A causa mais comum de tireotoxicose é a doença de 
Graves (80% ou mais dos casos). A presença de hipotireoidis-
mo na DG é decorrente da destruição autoimune anos depois 
ou secundário ao uso de tionamidas e/ou tireoidectomia total.
O bócio subesternal é uma apresentação incomum da ex-
tensão intratorácica de uma tireoide aumentada, geralmente 
como resultado de bócio multinodular. A maioria dos bócios 
intratorácicos ou subesternais é designada como secundária, 
porque são aumentos ou extensões de bócios multinodulares 
baseados na vasculatura inferior da tireoide. Essas formações 
expandem-se para baixo e para dentro do mediastino ante-
rior. O extremamente raro (~1%) bócio subesternal primá-
rio origina-se como um tecido tireoideo anormal dentro do 
mediastino anterior ou posterior, é baseado na vasculatura 
intratorácica e não nutrido pela artéria tireoidea inferior. A 
tireodectomia subtotal é o tratamento de escolha do bócio de 
fuso tóxico (deixar o resíduo de 3-7 g de tecido tireoidiano) 
após a falha de tratamento clínico ou então naqueles com in-
dicação precisa de cirurgia. Resposta e.
61. Este nódulo que à ultrassonografi a se apresenta como le-
são hipoecoica (com amplitude de ecos menor do que o pa-
rênquima tireoidiano normal) é compatível com lesão sólida 
e, portanto, indicação precisa de PAAF. A probabilidade de 
tratar-se de um carcinoma diferenciado da tireoide é grande 
e o tipo mais provável deve ser papilífero. Resposta c.
62. A maioria dos casos de infecção das glândulas salivares 
acomete glândula parótida e em raros casos (neonatos prin-
cipalmente) acomete a submandibular. Essa diferença de sus-
cetibilidade ocorre devido ao menor poder bacteriostático da 
saliva da parótida. Nos EUA 30 a 40% dos casos de sialoa-
denite supurativa aguda são de pacientes em pós-operatório 
de cirurgias abdominais. A infecção purulenta das glândulas 
salivares é mais comum no diabete, na hipofunção renal, nos 
distúrbios eletrolíticos, na presença de má higiene bucal e cá-
ries dentárias e em pacientes convalescentes após cirurgia. 
A infecção do parênquima salivar dá-se geralmente pela mi-
gração retrógrada de bactérias provenientes da cavidade oral, 
através do ducto da glândula. Essas infecções acometem, 
com maior frequência, as glândulas salivares maiores, princi-
palmente a parótida, por produzir secreção com menor ativi-
dade bacteriostática em relação a submandibular. Verifi ca-se 
que 20% dos casos são bilaterais. Alguns fatores favorecem a 
migração de bactérias, como: estase do fl uxo salivar (cálcu-
los, estenose ductal, diminuição salivar), comprometimento 
da resistência do hospedeiro e má higiene oral (aumento do 
número de bactérias). Também contribuem para a estase sali-
var a desidratação, grandes perdas de sangue, diarreia, medi-
cação anticolinérgica ou diuréticos. Atualmente, a condição 
conhecida como parotidite pós-operatória, principalmente 
em cirurgias abdominais nos pacientes com dieta zero e de-
sidratação, tem sido menos frequente devido ao uso de anti-
bioticoterapia, reposição hidroeletrolítica e higiene bucal. O 
quadro clínico inicia-se tipicamente 3 a 5 dias após a cirur-
gia. Os sinais e sintomas principais das infecções bacterianas 
agudas são: aumento da glândula de consistência amolecida, 
pele avermelhada, fl utuações (sinal mais tardio, especialmen-
te quanto à parótida) e dor. O quadro pode ser acompanhado 
de febre, calafrios, prostração e leucocitose com neutrofi lia. 
Ao exame físico pode-se notar à palpação bimanual e expres-
são da glândula, saída de secreção purulenta pelo orifício 
do ducto. Essa secreção deve ser avaliada quanto a etiologia 
aeróbia e anaeróbia e antibiograma. O organismo mais co-
mumente encontrado em infecções bacterianas agudas de 
parótida é o Staphylococcus aureus (50 a 90%). Entretanto, 
nas outras glândulas salivares e mesmo na parótida, são fre-
quentemente isolados Streptococcus pyogenes, Streptococcus 
viridans, Streptococcus pneumoniae e Haemophylus infl uen-
zae. Os anaeróbios são encontrados em 43% das infecções e 
dentre eles os mais comuns são Bacterioides melaninogenicus, 
o Streptococcus micros e o Peptoestreptococos. Os Gram-nega-
tivos (E. coli, Klebsiella, Pseudomonas) são menos frequentes. 
O tratamento constitui-se de administração empírica de an-
tibióticos com espectro para germes Gram-positivos, princi-
palmente o Staphylococcus aureus. Pode-se optar por cefale-
xina ou clindamicina via oral e, nos casos mais graves, pela 
internação e administração de oxacilina endovenosa. Deve 
ser feita reposição hidroeletrolítica, expressão diária da glân-
dula e higiene oral. Pode-se usar corticoides para diminuir 
o processo infl amatório e melhorar a drenagem pelo ducto, 
entretanto devem ser mantidos por curto período. Calor lo-
cal e analgésicos devem ser utilizados para diminuir a dor. A 
melhora do quadro deve ocorrer em 24 a 48 horas, do contrá-
rio, deve-se pesquisar a presença de um abscesso. Ao exame 
físico, muitas vezes pode não haver pontos de fl utuação pela 
intensa fi brose da cápsula e o USG ou a CT são bastante úteis 
para o diagnóstico. A sialografi a na fase aguda pouco ajuda 
no diagnóstico, sendo ainda contraindicada por exacerbar o 
processo infl amatório. Em se diagnosticando o abscesso, sua 
drenagem é imperativa já que este pode se espalhar pelos es-
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Clínica cirúrgica | Cabeça e Pescoço | Gabarito comentado
SJT Residência Médica - 2015202
paços profundos do pescoço. Algumas vezes pode-se evitar 
a drenagem cirúrgica utilizando-se punção aspirativa guiada 
por USG ou CT. A drenagem do abscesso deve ser realizada 
através de incisão cutânea convencional para parotidectomia, 
faz-se múltiplas aberturas no parênquima glandular no mes-
mo sentido do nervo facial, retirando-se a secreção. Coloca-
-se um dreno e fecha-se a incisão. As principais complicações 
das sialoadenites envolvem pele da face, o CAE, a ATM, além 
de tromboflebite das veias facias e osteomielite mandibular. É 
conveniente ainda lembrar que os espaços submandibulares 
e parotídeo se comunicam com espaços profundos através do 
parafaríngeo. Diante de um quadro infeccioso grave pode ha-
ver disseminação por três vias: linfática, hematogênica e por 
continuidade e,cerca de 1,5 cm de 
diâmetro. A respeito desta lesão é correto afirmar:
a) devem ser investigadas doenças gástricas e feita 
orientação nutricional, já que deve tratar-se, mais 
provavelmente, de lesão aftoide
b) deve ser feita biópsia excisional, para definição diag-
nóstica
c) a disseminação metastática para os pulmões é um 
achado frequente nestes pacientes
d) trata-se mais provavelmente de adenocarcinoma de 
língua, fortemente relacionado ao tabagismo
e) um dos exames necessários durante a investigação é 
a laringoscopia, direta ou indireta
 ACERTEI  ERREI  DÚVIDA
SUS-SP – Clínica Cirúrgica – 2014
29. Um paciente de 27 anos tem nódulo em região pré-
-auricular esquerda, indolor, de cerca de 1 cm, há 6 
meses. A ultrassonografia mostrou nódulo bocelado, 
de limites regulares, a cerca de 8 mm de profundidade 
em relação à pele. É correto afirmar:
a) a incisão em fuso é a melhor opção de acesso
b) não está indicada qualquer forma de exérese cirúrgi-
ca, a menos que ocorra inflamação do nódulo
c) a punção aspirativa por agulha fina pode ser neces-
sária para a determinação da natureza do nódulo
d) neste caso, a dor seria um sinal de benignidade
e) a adição de vasoconstritor ao anestésico tópico ao re-
dor da lesão é recomendada, na ausência de contrain-
dicação por doenças de base, e facilita a exérese cirúr-
gica, já que a pele da face é ricamente vascularizada
 ACERTEI  ERREI  DÚVIDA
UERJ – Clínica Cirúrgica – 2014
30. Uma paciente internada no Centro de Terapia Inten-
siva apresenta sangramento vivo volumoso pela tra-
queostomia e pela boca há dez minutos. O plantonista 
refere que o procedimento fora realizado há 14 dias e 
que houve sangramento de pequeno volume ao redor 
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13 Cirurgia da cabeça e do pescoço
157
da cânula há 6 horas. A hiperinsufl ação do balão não 
obteve sucesso em conter a hemorragia. Diante desse 
quadro, o cirurgião deverá imediatamente:
a) realizar cervicotomia lateral esquerda para identifi -
car a lesão e realizar a sutura
b) recolocar o tubo orotraqueal e suturar a borda do 
orifício de inserção da cânula
c) ampliar a incisão para efetuar compressão digital da 
artéria contra o manúbrio
d) realizar um tampão com gaze ao redor da cânula de 
traqueostomia
 ACERTEI  ERREI  DÚVIDA
Santa Casa-SP – Clínica Cirúrgica – 2014
31. Criança com 11 anos apresenta, há 4 anos, tumor em 
região cervical anterior, que apresenta crescimento 
e vermelhidão associado a infecções de vias aéreas. 
Após o quadro viral, a lesão progressivamente dimi-
nui, porém, não desaparece, mantendo nódulo pouco 
doloroso. É correto afi rmar que: 
a) é um quadro de linfadenomegalia reacional, cujo 
diagnóstico é clínico e não há necessidade de trata-
mento ou observação 
b) é um linfangioma e a cirurgia recomendada é a de 
Sistrunk 
c) caso seja identifi cada lesão cística pela ultrassono-
grafi a, deve-se realizar punções seriadas aliviadoras 
e injeção de álcool 
d) trata-se de um cisto de ducto tireoglosso, cujo diag-
nóstico é clínico, o tratamento é cirúrgico e engloba 
a retirada da região mediana do osso hioide 
e) é uma sialoadenite de repetição, associada à troca 
dos últimos dentes decíduos 
 ACERTEI  ERREI  DÚVIDA
SURCE – Clínica Cirúrgica – 2014
32. Antônio Carlos, 74 anos, etilista e tabagista, observou 
que há uma semana iniciou quadro de disfonia asso-
ciada à microaspirações traqueais e a comprometi-
mento do refl exo da tosse. O paciente foi encaminha-
do ao serviço de otorrinolaringologia que realizou 
uma videolaringoscopia compatível com um tumor 
de laringe. A respeito do caso, pode-se assinalar o 
provável diagnóstico de:
a) um tumor glótico, pois é relativamente indolente e 
somente se apresenta em um estágio mais avançado 
da doença
b) um tumor supraglótico porque se apresenta com 
sintomas precoces causados pela invasão do nervo 
laríngeo recorrente 
c) um carcinoma verrucoso, que é uma variante do car-
cinoma de células fusiformes, altamente diferencia-
da, localmente destrutiva
d) um carcinoma espinocelular que é a lesão maligna 
mais comum da laringe, classifi cado em in situ, mi-
croinvasivo ou invasivo 
 ACERTEI  ERREI  DÚVIDA
UFF-RJ – Clínica Cirúrgica – 2014
33. Os higromas císticos localizam-se predominante-
mente em:
a) fúrcula esternal
b) mediastino posterior
c) pelve
d) canal inguinal
e) região posterior do pescoço
 ACERTEI  ERREI  DÚVIDA
UFF-RJ – Clínica Cirúrgica – 2014
34. Paciente de 62 anos é submetido à endarterecto-
mia de carótida direita. No pós-operatório ime-
diato, constata-se à laringoscopia paralisia ipsila-
teral da corda vocal. Tal complicação ocorre como 
resultado de:
a) lesão do nervo laríngeo recorrente
b) isquemia por clampeamento pré-operatório prolongado
c) compressão por edema cervical pós-operatório
d) lesão do nervo laríngeo interno sensorial
e) lesão do ramo externo do nervo laríngeo superior
 ACERTEI  ERREI  DÚVIDA
UNICAMP – Clínica Cirúrgica – 2014
35. Para pacientes com carcinoma espinocelular da lín-
gua oral T1 N0 M0, cujo tumor infi ltra 5 mm a mem-
brana basal, está indicada qual complementação ci-
rúrgica no pescoço?
a) nenhuma
b) esvaziamento níveis I a IV
c) esvaziamento níveis I a II
d) esvaziamento níveis I a III
 ACERTEI  ERREI  DÚVIDA
PUC-RS – Clínica Cirúrgica – 2014
36. Paciente apresenta odinofagia com sensação de cor-
po estranho unilateral, seguida de otalgia unilateral e 
disfagia. Qual o diagnóstico mais provável?
a) carcinoma epidermoide subglótico
b) adenocarcinoma subglótico
c) carcinoma epidermoide supraglótico
d) carcinoma adenoide cístico glótico
e) carcinoma epidermoide glótico
 ACERTEI  ERREI  DÚVIDA
PUC-RS – Clínica Cirúrgica – 2014
37. Com relação às neoplasias de orofaringe, são feitas as 
assertivas seguintes:
 O carcinoma
 I. subglótico manifesta-se com disfagia.
 II. glótico é uma neoplasia de bom prognóstico.
 III. supraglótico evolui muito lentamente e não cos-
tuma produzir metástases.
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Clínica cirúrgica | Cabeça e Pescoço | Questões para treinamento
SJT Residência Médica - 2015158
 Está/Estão correta(s) a(s) afirmativa(s):
a) I, apenas
b) II, apenas
c) I e III, apenas
d) II e III, apenas
e) I, II e III
 ACERTEI  ERREI  DÚVIDA
UFPE – Clínica Cirúrgica – 2013
38. A respeito da anatomia da glândula tireoide, é correto 
afirmar que:
a) o nervo laríngeo recorrente habitualmente cruza poste-
riormente com a artéria tireoidiana superior
b) a artéria tireoidiana superior usualmente origina-se 
da artéria carótida interna
c) as veias tireoidianas média e inferior normalmente 
drenam diretamente para a veia jugular interna
d) quando presente, a artéria ima tireoidiana usual-
mente origina-se diretamente da aorta ou da artéria 
inominada
 ACERTEI  ERREI  DÚVIDA
UNICAMP – Clínica Cirúrgica – 2013
39. Homem, 33 anos, apresenta nódulo de tireoide de 1,5 
cm de diâmetro no lobo direito cuja punção aspirati-
va revelou citologia compatível com Bethesda VI. A 
conduta é:
a) repetir a punção em 6 meses
b) lobectomia direita e istmectomia
c) nodulectomia diagnóstica
d) tireoidectomia total
 ACERTEI  ERREI  DÚVIDA
UFSC – Clínica Cirúrgica – 2013
40. Assinale a alternativa que completa corretamente a 
afirmativa abaixo. 
 
 A primeira anormalidade bioquímica detectada em 
pacientes com síndrome de MEN tipo I é:
a) hipercalcemia
b) hipergastrinemia
c) hipoglicemia
d) policitemia
e) hipercloremia
 ACERTEI  ERREI  DÚVIDA
UFSC – Clínica Cirúrgica – 2013
41. Assinale a alternativa que completa corretamente a 
afirmativa abaixo. 
 
 A doença que apresenta tumor de ilhota de pâncreas, 
adenoma hipofisário e hiperparatireoidismo é conhe-
cida pelo nome de:
a) doença de Sipple
b) doença de Werner
c) doença de Coon
d) síndrome de Meigs
e) síndrome de Garden
 ACERTEI  ERREI  DÚVIDA
Angelinanesse caso, a complicação mais temida é a 
mediastinite descendente necrótica cuja evolução é frequen-
temente fatal. Resposta e.
63. O tabagismo é fator de risco relevante para câncer de 
cabeça e pescoço. Nesta questão todas as opções definem o 
diagnóstico de câncer, apegue-se portanto aos dados clínicos. 
Os tumores glóticos costumam apresentar-se com disfonia 
precoce, já que a borda vibratória da prega vocal verdadeira 
é responsável pela qualidade de voz sensível até as pequenas 
lesões. Ocorrem sinais de comprometimento das vias aére-
as mais tarde na progressão da doença, quando um volume 
maior de tumor obstrui a abertura glótica. O comprometi-
mento do movimento da prega vocal pode causar disfonia, 
aspiração comprometimento da tosse ou sintomas obstru-
tivos. O comprometimento do movimento é causado pelo 
volume do tumor, invasão direta do músculo tiroaritenoide, 
invasão da articulação cricoaritenoide ou invasão do nervo 
recorrente. Ocorre hemoptise com lesões hemorrágicas. Em 
comparação com os tumores glóticos, as lesões supraglóti-
cas são respectivamente indolentes, apresentando-se em um 
estádio mais avançado da doença. Os pacientes costumam 
queixar-se de irritação na garganta ou odinofagia. A otalgia 
referida é causada pelo nervo de Arnold, o ramo vagal que 
inerva parte da sensibilidade do ouvido. Tumores volumosos 
da epligote costumam apresentar-se com uma qualidade de 
voz tipo batata quente ou abafada devido ao comprometi-
mento das vias aéreas. A disfagia pode causar perda de peso 
e desnutrição. Os tumores subglóticos são raros e costumam 
associar-se a obstrução das vias respiratórias, imobilidade 
das pregas vocais ou dor. Conduta: definir estadiamento e 
protocolar o melhor tratamento. Vamos à atualização:
As lesões iniciais (T1-T2) podem ser tratadas tanto por meio 
de radioterapia exclusiva ou cirurgia órgão-pre servadora (en-
doscópica ou aberta). Particularmente, para pacientes com 
tumores iniciais da glote ou da supraglote, tanto a cirurgia en-
doscópica com uso do laser de CO2 como a radioterapia ofere-
cem resultados funcionais e de controle da doença semelhan-
tes. Essas modalidades terapêuticas são as mais empregadas 
atualmente devido à superioridade dos resultados funcionais 
quando comparados com os obtidos com as técnicas clássicas 
de laringectomias parciais horizontais ou verticais. Pacientes 
com tumores T1 bem definidos, principalmente os localizados 
na epiglote ou terço médio da prega vocal, são os melhores 
candidatos à excisão endoscópica a laser. No entanto, quando 
as lesões são menos demarcadas ou bilaterais (T1b) e quando 
a exposição obtida para cirurgia endoscópica não for adequa-
da, deve-se preferir a radioterapia. Da mesma forma, pacien-
tes com tumores T2 superficiais e prega vocal de mobilidade 
preservada, podem ser submetidos à radioterapia ou cirurgia 
endoscópi ca, alcançando resultados oncológicos e funcionais 
satisfatórios. A laringectomia supracricoidea com crico-hio-
do-epiglotopexia é uma alternativa aceitável para pacientes 
com tumores T2 a T4 limitados, sem envolvimento de espaço 
interaritenoideo, sem com prometimento maior de subglote. 
Esse procedimento pode ser usado tanto para tratamento pri-
mário como de resgate pós-radioterapia. Pacientes com tumo-
res mais avançados e que se riam candidatos à laringectomia 
total são atualmente candidatos a tratamentos combinados 
com quimio e radioterapia, visando à preservação da laringe. 
No entanto, pacientes portadores de tumores mais avançados 
com invasão de subglote, destruição de cartilagem tireoide e 
invasão de partes moles, devem ser preferencialmente, subme-
tidos à laringectomia total, pois embora seja possível a obten-
ção de resposta terapêutica completa, nesses casos específicos, 
os resultados funcionais são insatisfatórios. Tendo por base 
evidência científica sólida, a radioterapia associada à quimio-
terapia baseada em platina, admi nistradas concomitantemen-
te, oferecem resultados funcionais e de sobrevida que justifi-
cam plenamente seu emprego, com finalidade de preservação 
da laringe nos pacientes selecionados, portadores de lesões 
avan çadas (T3 e alguns T4). Nos pacientes não candidatos à 
quimiorradioterapia, devido condições clínicas desfavoráveis, 
a radioterapia exclusiva (seguida de eventual cirurgia de resga-
te), apesar de associada a menor taxa de preservação do órgão, 
é uma opção a ser considerada. Atualmente, há um crescente 
inte resse pelo emprego da quimioterapia neoadjuvante para 
avaliação de resposta terapêutica. Pacientes respondedores são 
em seguida tratados por quimio e radioterapia, enquanto os 
não respondedores são tratados por laringectomia. Pacientes 
considerados candidatos a laringectomias primárias ou de res-
gate podem necessitar da realização de esvaziamento cervical 
simultâneo. Nos tumores glóticos puros não se indica esva-
ziamento cervical eletivo pela baixa frequência de metástases 
regio nais, sendo apenas realizado na eventualidade rara da 
presença de nódulos metastáticos. Esvaziamento cervical ele-
tivo é indicado para os casos que apresentem um risco de me-
tástases ocultas como os carcinomas primitivos da supraglote 
ou os transglóticos. Nesses casos, indica-se a dissecção uni ou 
bilateral dos lin fonodos jugulares (níveis II a IV). Para pacien-
tes com linfonodos clinicamente metastáticos, indica-se esva-
ziamento cervical dos níveis II a VII. O esvaziamento lateral 
(níveis II, III e IV) é o tratamento eletivo de eleição para ambos 
os lados do pescoço em pacientes portadores de tumores que 
comprometem a supraglo te. Tumores primitivos da subglote 
ou tumores que secundariamente comprometem essa região 
e casos previamente submetidos à traqueostomia devem ser 
rotineiramente submetidos a esvaziamento dos linfonodos pa-
ratraqueais. Resposta c.
64. Os tumores das glândulas salivares são relativamente raros, 
constituindo cerca de 3 a 4% de todos os tumores da região 
cervicofacial. A maioria destes tumores origina-se na glândula 
parótida (70%), seguida pela glândula submandibular (22%) e 
pelas glândulas salivares menores (8%). A glândula sublingual 
é apenas excepcionalmente acometida por doenças neoplási-
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14 Cirurgia da cabeça e do pescoço
203
cas. A relação entre homens e mulheres é de 1:1, observando-
-se, no entanto, variações importantes em relação aos diferen-
tes tipos histológicos. A idade média de aparecimento é de 45 
anos, com pico entre a 5a e a 6a década. Cerca de 75% dos tu-
mores das glândulas salivares são neoplasias benignas, sendo 
o adenoma pleomórfi co o tipo histológico mais comum. Os 
tumores malignos das glândulas submandibulares e glândulas 
salivares menores têm pior prognóstico quando comparado 
aos da glândula parótida. Existe ainda diferença na incidência 
do câncer em relação às diversas glândulas: apenas 25% dos 
tumores da parótida são malignos, enquanto na glândula sub-
mandibular este número sobe para 43%, chegando a 82% nas 
glândulas salivares menores. Resposta c.
65. Ora, esta paciente tem como diagnóstico mais provável 
câncer medular. O tratamento é tireoidectomia total e esva-
ziamento ganglionar do compartimento central. Você pode 
estar se perguntando, porque não PAAF, já que este é o pa-
drão-ouro para o diagnóstico, e também porque Hashimo-
to pode elevar calcitonina sérica? Qual o diagnóstico mais 
provável diante do que está exposto? Obviamente, carcinoma 
medular. Resposta b.
66. De acordo com o exposto e atento à tabela abaixo, fi ca 
claro que este paciente é TNM I. Uma vez que apresenta tu-
mor maior que 1 cm, a decisão de tireoidectomia total é con-
senso atual. 
Estadiamento TNM
Risco T N M Ressecção tumoral
Muito baixo T1a (≤ 1 cm) ou
T1b (1 a 2 cm), único
N0 (sem metástases 
em linfonodos)
M0 (sem metástases a 
distância)
Completa
Baixo T1 (≤ 2 cm) multifocal ou
T2 (2 a 4 cm)
N0 (sem metástases 
em linfonodos)
M0 (sem metástases a 
distância)
Completa
Alto T3 (> 4 cmlimitado à tireoi-
de ou com invasão extrati-
reoidiana mínima ou T4
(> cm com invasão extrati-
reoidiana signifi cativa)
N1 (com metástases 
em linfonodos)
M1 (com metástases a 
distância)
Incompleta
A decisão de exploração ganglionar homolateral ao tumor foi protocolada certamente por tratar-se de um homem jovem, já que em se tratando de carcino-
ma papilífero de muito baixo risco sem evidência de acometimento ganglionar na avaliação ultrassonográfi ca, não é rotina a exploração linfonodal. Um vez 
decidido pela exploração ganglionar é provável que a ART (ablação de remanescente tireoidiano) seja desnecessária. Resposta a.
67. Este paciente encontra-se em terapia supressiva com levoti-
roxina, logo não está programado a ablação de remanescentes 
tireoidianos para os próximos dias (tradicionalmente, a ablação 
com radioiodo é realizada de 4 a 6 semanas após a interrupção 
do hormônio tireoidiano, provocando hipotireoidismo iatro-
gênico no paciente), sendo assim a tireoglobulina solicitada é 
pré-ablação com radioiodo (ART), e sendo assim, temos duas 
possibilidades. Valores de Tg pré-ART estimulada por rh-TSH 
abaixo de 2 ng/mL apresentam valor preditivo negativo para do-
ença recorrente igual a 98,4%. Em outro estudo prospectivo, o 
ponto de corte igual a 10 ng/mL correlacionou-se com a inexis-
tência de metástases a distância. Gabarito ofi cial B. Resposta b.
68. Os sais de cálcio (carbonato ou acetato) são os quelante 
de fósforo mais utilizados. As indicações de paratiroidecto-
mia são a hipercalcemia e a elevação do produto cálcio x fós-
foro (maior que 55) persistentes, prurido intratável, calcifi -
cações ectópicas, dores ósseas intensas e constantes, fraturas 
e calcifi laxia. A paratiroidectomia pode ser subtotal, total ou 
total seguida de autoimplante. Na subtotal, são retiradas as 
maiores glândulas, conservando-se metade da glândula cujo 
aspecto macroscópico seja mais próximo do normal. No total 
são retiradas todas as glândulas, acreditando-se que a mani-
pulação cirúrgica propicie o implante de tecido paratireoi-
diano na região cervical, o que seria sufi ciente para a manu-
tenção de níveis adequados de PTH a longo prazo. No total, 
seguida de autoimplante, todas as glândulas são retiradas e 
fragmentos das mesmas são implantados no antebraço ou na 
região pré-esternal. Após a paratireoidectomia, os níveis de 
cálcio e fósforo devem ser rigorosamente monitorizados, pois 
o fenômeno de “fome óssea” (hipocalcemia acompanhada de 
hipofosfatemia) está, na maioria das vezes, presente, poden-
do persistir por várias semanas ou menos. A suplementação 
de cálcio através de infusões de gluconato de cálcio, associa-
das a altas doses de calcitriol, é muitas vezes necessária para 
evitar-se tetania e mesmo convulsões. Resposta c.
69. Carcinoma medular e carcinoma de células Hürthle não 
são sensíveis ao radioiodo, por tanto o tratamento de escolha 
é tireoidectomia total. Resposta c.
70. O diagnóstico de carcinoma folicular não pode ser con-
fi rmado pela PAAF, ou pelo exame intraoperatório de con-
gelação. Dessa forma o cirurgião é induzido a escolher o tra-
tamento mais efi caz de uma lesão folicular que, carecendo 
de óbvias características macroscópicas de malignidade e de 
carcinoma folicular amplamente invasivo, tem mais probabi-
lidade de ser uma lesão benigna. Como a lesão tem menos de 
2 cm e está bem contida no lobo da tireoide, isto pode cons-
tituir um argumento seguro para lobectomia e istmectomia. 
Caso a lesão fosse de maior tamanho seria mais prudente 
submeter o paciente a tireoidectomia total. Resposta a. 
71. Estamos diante de um diagnóstico de bócio multino-
dular tóxico (BMNT). O BMNT é uma complicação tardia 
comum do bócio multinodular atóxico, mas sua incidência 
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exata é desconhecida. Geralmente, ocorre após os 50 anos de 
idade, com predominância no sexo feminino, em pacientes 
que mantiveram um bócio multinodular atóxico, porém os 
mecanismos para o desenvolvimento de autonomia e conse-
quente hipertireoidismo ainda não estão bem esclarecidos. 
Mutações do receptor do TSH (TSHr) foram demonstradas 
porém diferem das encontradas no AT e não têm origem mo-
noclonal. No bócio multinodular tóxico, a cintilografia mos-
tra-se heterogênea, com hipercaptação no restante da glân-
dula. Para BMNT, a cirurgia propicia resolução do quadro de 
tireotoxicose em virtualmente todos os pacientes enquanto 
o iodo radioativo somente o faz em 46% dos casos. Uma vez 
optando-se pela terapia cirúrgica no BMNT, a tireoidectomia 
total ou quase total é a técnica de escolha. Resposta c.
72. O I131 está contraindicado para pacientes que estejam grá-
vidas ou amamentando. Costuma-se, tembém, recomendar 
que ele não seja administrado a homens e mulheres que es-
tejam planejando ter filhos dentro dos 4 a 6 meses seguintes. 
Entretanto, não foi evidenciado risco de teratogenicidade com 
o radioiodo. Por motivos de saúde pública, não é possível ad-
ministrar radioiodo a pessoas que tenham demência ou sejam 
impossibilitadas de tomar terapia oral sem cuspi-la. Outras 
contraindicações relativas incluem bócios muito volumosos, 
recusa do paciente e oftalmopatia infiltrativa grave. Alergia ao 
iodo não representa contraindicação para o I131. Resposta d.
73. A causa mais comum de hipercalcemia ambulatorial é hi-
perparatiroidismo primário (adenoma único de paratireoide 
é a etiologia mais comum). Diante dessa possibilidade o pró-
ximo passo é solicitar dosagem de PTH intacto. A sua eleva-
ção não só confirma o diagnóstico de hiperparatireoidismo 
primário como faz diagnóstico diferencial com a hipercalce-
mia induzida pelo tiazídico (esta droga aumenta a reabsorção 
tubular de cálcio). Outras alterações bioquímicas do HPTP, 
com menor valor diagnóstico, incluem hipofosfatemia (de-
tectada em aproximadamente 25% dos pacientes), hipercal-
ciúria (em cerca de 40% e em 100% quando há nefrolitíase), 
aumento da 1,25 (OH)2 vitamina D (em um terço dos casos), 
elevação do AMP cíclico urinário e, com menos frequência, 
acidose metabólica hiperclorêmica. Essa última é vista nos 
casos com níveis muito altos de PTH, com consequente ini-
bição da reabsorção tubular de fosfato. Portanto, hiperclore-
mia e diminuição do bicarbonato sérico são achados úteis na 
diferenciação entre HPTP e outras causas de hipercalcemia. 
No HPTP, os marcadores bioquímicos da formação óssea 
(exemplo: fosfatase alcalina e osteocalcina séricas) e reab-
sorção óssea, como o C-telopeptídio, com frequência estão 
aumentados. O tratamento definitivo do HPTP é a parati-
reoidectomia, que está indicada para todos os pacientes com 
nefrolitíase ou osteíte fibrosa cística. Resposta c.
74. Valores de calcemia maiores que 14 mg/dL ou iônico > 
7 mg/dL classificam o paciente como hipercalcemia grave, e 
que necessita de atendimento imediato e agressivo. O trata-
mento também é recomendado de urgência se houver calce-
mia maior que 12 mg/dL e presença de sintomas. O primeiro 
passo no manejo terapêutico desses pacientes é a hidratação 
vigorosa. A hipercalcemia predispõe à desidratação, e a repo-
sição com salina fisiológica é recomendada, sendo frequen-
temente necessários de quatro a seis litros nas primeiras 24 
horas de tratamento, dependentes do grau de desidratação e 
de comorbidades presentes, como insuficiência cardíaca. Um 
esquema recomendado é de 300 mL de salina fisiológica por 
hora, procurando manter débito urinário entre 100-150 mL/
hora. Em trabalho recentemente realizado, a reposição de sa-
lina com quatro litros ao dia diminuiu em média a calcemia 
em 2,4 mg/dL. Os diuréticos de alça devem ser prescritos 
após a hidratação e evitar a hiper-hidratação. A dose reco-
mendada é de 20-40 mg de furosemida de 6/6 a 12/12 horas. 
A terapia antirreabsortiva óssea é de extrema importância e 
os bifosforados representam agentes de escolha. Resposta d.
75. A maior limitaçãoda PAAF é não distinguir o adenoma 
do carcinoma folicular, já que para definir carcinoma folicu-
lar é necessária identificar invasão capsular. Para esta paciente 
a conduta correta seria tireoidectomia total e não lobectomia 
com istmectomia. Claro que diante de uma PAAF insatisfatória 
a recomendação é repetir o exame, e em geral se consegue um 
diagnóstico em 50% dos casos, mas em se tratando do câncer 
folicular vale a informação acima. A dosagem da Tg deve sem-
pre ser acompanhada pela dosagem dos TgAb. Essa necessidade 
é explicada pelos TgAb interferirem no ensaio da Tg, determi-
nando resultados falsamente elevados (radioimunoensaios) ou 
falsamente baixos (ensaios imunométricos). Pacientes TgAb-
-positivos são acompanhados com exames de imagem (US e 
cintilografia de corpo inteiro) e com a dosagem dos títulos de 
TgAb. Em pacientes TgAb-positivos, a dosagem dos títulos an-
tes da ART e 6 a 12 meses após correlaciona-se com o risco de 
recorrência. Entretanto, deve-se estar atento para o fato de que 
os ensaios para TgAb podem apresentar resultados falso-nega-
tivos. O nível de recuperação, dado frequentemente fornecido 
pelos laboratórios, não é útil para o seguimento, sendo prefe-
rível a dosagem dos títulos de TgAb. A dosagem da Tg deve 
levar em consideração não apenas a presença ou a ausência de 
TgAb, mas também o nível do TSH. O TSH suprimido dimi-
nui a sensibilidade da Tg para a detecção de recidiva, e o TSH 
iatrogenicamente elevado aumenta a sua sensibilidade para a 
detecção do CDT metastático ou recidivante. O tratamento 
inicial foi inadequado, certamente tem recorrência glandular e 
metástase óssea. Para a recorrência locarregional que deve ser 
identificada com exames de imagem, a conduta é cirúrgica e 
posteriormente radioiodo. Para a metástase óssea radioiodo; se 
esta não for captante de iodo, radioterapia externa. Resposta a.
76. O quadro é de hipertireoidismo. A etiologia mais co-
mum é Doença de Graves (em torno de 80%), no entanto 
TRAb normal torna este diagnóstico pouco provável. Anti-
corpos antitireoglobulina (anti-Tg) e, sobretudo, os antitire-
operoxidase (anti-TPO) são observados em muitos pacien-
tes com DG. Seus títulos geralmente são mais baixos de que 
na tireoidite de Hashimoto. Em pacientes hipertireóideos, a 
presença dos anticorpos antirreceptores do TSH (TRAb) é 
específico para a DG, indicando doença ativa (em 70 a 100% 
dos casos). A determinação dos TRAb está indicada apenas 
em algumas situações específicas, tais como: (1) no diagnós-
tico da DG eutireóidea; (2) no diagnóstico do hipertireoi-
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dismo apetético; (3) na distinção entre DG e tireoidite pós-
-parto ou tireoidite subaguda linfocítica; (4) na avaliação do 
risco de recidiva do hipertireoidismo após a suspensão do 
tratamento com as tionamidas e (5) em gestantes com DG. 
TRAb em títulos elevados no fi nal da gestação implica risco 
aumentado de hipertireoidismo neonatal. Em contrapartida, 
sua negativação favorece a interrupção do tratamento, vi-
sando a diminuir o risco de hipotireoidismo fetal. A segun-
da causa mais comum de tireotoxicose é o nódulo autônomo 
(doença de Plummer). A cintilografi a defi ne o nódulo quen-
te e a conduta inicial é tionamida para torná-lo eutireóidea e 
posteriormente ablação com radioiodo, ou injeção de etanol 
ou lobectomia. A técnica cirúrgica para o tratamento do AT 
geralmente limita-se à lobectomia ou istmectomia (quando 
localizado no istmo). As vantagens da cirurgia são a elimi-
nação completa do(s) nódulo(s), a obtenção mais rápida 
do eutireoidismo com maior rapidez e a retirada de áreas 
com malignidade associada (excepcionalmente vistas). As-
sim, a cirurgia está particularmente indicada para pacientes 
com bócios tóxicos volumosos ou quando há compressão 
de traqueia ou esôfago, principalmente nos mais jovens (60%, 15 min. após a excisão da glândula. 
Entre 143 pacientes, a medida intraoperatória do PTH teve sensibilidade e especifi cidade de 92 e 100%, respectivamente. Pode-
-se também lançar mão de uma pequena sonda (10 mm) de radiação gama para a localização perioperatória do adenoma (nesse 
caso, o Tc-sestamibi é injetado 2 h antes da cirurgia). Em alguns centros, a PMI é feita ambulatorialmente, por via endoscópica, 
sob anestesia local. Resposta b.
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79. O Adenoma pleomórfico é o neoplasma mais comum das 
glândulas salivares, devendo a denominação de tumor misto, 
pela qual também é conhecido, à ideia inicial de dualidade his-
togenética introduzida. O tumor é mais frequente no sexo fe-
minino, acima dos 50 anos de idade, apresentando usualmente 
a história de um nódulo de crescimento lento e indolor. Nas 
glândulas maiores, o tumor pode alcançar grandes dimensões, 
porém, nas menores, usualmente não ultrapassa 2 cm de diâ-
metro. Sua localização mais comum é no palato duro, próximo 
ao palato mole e no interior da glândula parótida. De evolução 
lenta, provocando nódulos firmes à palpação, é indolor e al-
gumas vezes autolimitado, principalmente quando se localiza 
na parótida. É importante salientar que este tumor na parótida 
é em geral unilateral, móvel, de crescimento uniforme e deli-
mitado. Para auxiliar o diagnóstico, utilizamos a tomografia 
computadorizada e a ultrassonografia. Todavia, a sialografia, 
no caso de tumores de grandes dimensões, é um auxiliar de 
grande valor, pois mostra uma imagem característica de “bola 
na mão”, ou seja, imagem de compressão do tumor na árvore 
ductal. A biópsia do nódulo na parótida é complexa à medida 
que se devem observar as estruturas que estão envolvidas na 
área, como, por exemplo, o nervo facial, que pode ser lesado 
em uma manobra “às cegas”, através de punção biópsia. Como 
o tratamento é cirúrgico, é importante a utilização na paró-
tida da biópsia por congelamento durante a cirurgia, após a 
remoção do nódulo. Caso a biópsia por congelamento indicar 
adenoma pleomórfico, a remoção do lobo envolvido encerra 
o tratamento; sinais histológicos de tumor maligno, necessita 
de remoção maior de tecido peritumoral para garantir mar-
gem de segurança. O prognóstico é bom com a perspectiva de 
paralisia do nervo facial. O Adenoma Pleomórfico localizado 
no palato é diferente da parótida, é um nódulo séssil, tem cres-
cimento exofílico, podendo se ulcerar. O tratamento também 
é cirúrgico, em geral tem bom plano para a remoção e o prog-
nóstico é bom, sendo rara a recidiva. Resposta a.
80. O esvaziamento cervical radical (ECR) foi descrito pela pri-
meira vez em1906 por Crile, sendo considerado o padrão-ouro 
para a remoção de metástases ganglionares e consiste na remo-
ção dos níveis ganglionares de I a V, o músculo esternocleido-
mastoideo, a veia jugular interna, o XI nervo craniano (acessó-
rio), o plexo cervical e a glândula submandibular. A preservação 
do músculo esternocleidomastoideo, da veia jugular interna ou 
do XI nervo craniano em qualquer combinação é denominado 
esvaziamento cervical radical modificado (ECRM), e as estru-
turas preservadas são especificadas para nomenclatura. Uma 
dissecção cervical modificada também pode ser denominada 
dissecção cervical Bocca, em homenagem ao cirurgião que de-
monstrou que não apenas o ECRM é igualmente eficaz no con-
trole de doença cervical com relação ao ECR quando são pre-
servados as estruturas não envolvidas diretamente com o tumor, 
mas que os resultados funcionais dos pacientes depois de ECRM 
são superiores aos ECR. A preservação de qualquer dos níveis I 
a V durante dissecção cervical é denominada esvaziamento cer-
vical seletivo (ECS). Resposta d.
81. O esvaziamento cervical é um procedimento de risco por 
ser realizado em uma região anatomicamente complexa, com 
múltiplas estruturas importantes envolvidas na dissecção lin-
fonodal, além da extensão do descolamento dos retalhos e a 
frequente combinação com cirurgias extensas para ressecção 
do tumor primário. As complicações podem ser menores, 
como deiscências da sutura do retalho cervical, até complica-
ções graves, como ruptura de grandes vasos. Tratamentos pré-
vios como radioterapia ou quimioterapia tendem a aumentar 
o risco de complicações locais relacionadas principalmente 
ao retalho cervical. O estado nutricional do paciente, diabete 
mellito, anemia e doenças cardiovasculares, juntamente com 
a extensão da ressecção,também se relacionam com as taxas e 
ocorrências de complicações. Deiscências e necroses parciais 
são as mais frequentes das complicações, advindas da isque-
mia de porções dos retalhos, geralmente na confluência das 
suturas e podem resultar em ocorrências mais graves, como 
a ruptura de grandes vasos. Outras complicações dos esva-
ziamentos cervicais são as retrações cicatriciais que podem 
proporcionar dor crônica e diminuição de movimentos de 
cintura escapular e do pescoço, interferindo com a capaci-
dade laborativa do paciente e, consequentemente, com sua 
qualidade de vida. Resposta b.
82. O diagnóstico é de abscesso cervical, e diante do quadro 
o tratamento deve ser o mais precoce possível, abrangendo 
a prescrição de ATB de amplo espectro e drenagem cirúrgi-
ca, já que o risco de progressão do quadro para mediastinite 
e óbito não é desprezível. Atualmente pelo uso mais liberal 
de ATB, esta etiologia (infecção de orofaringe) é menos fre-
quente, mas diante do que foi exposto no quadro clínico, a 
presença deste grande abscesso cervical e comprometimento 
do estado geral deste paciente, as medidas a serem tomadas 
devem ser urgentes e prioritariamente com as medidas acima 
descritas. Resposta c.
83. O padrão de crescimento indolente e uma propensão 
inexorável para invasão perineural caracterizam o carcinoma 
adenoide cístico. Este tumor corresponde a 10% de todas as 
neoplasias, sendo dois terços ocorrendo nas glândulas sali-
vares menores. Os tipos histológicos de carcinoma adenoide 
cístico são tubulares, cribiformes e sólidos, relacionados do 
melhor para o pior prognóstico. Vale lembrar que o carcino-
ma mucoepidermoide é o tumor maligno mais comum entre 
os tumores das glândulas salivares. Resposta a.
84. Atualmente um esquema de quimiorradioterapia fornece 
melhora significativa na sobrevida global nos pacientes com 
doença avançada. O esquema mais eficaz é a cisplatina, na 
dose de 100 mg/m² IV em bolus com 5-FU 1.000 mg/m² du-
rante cinco dias em infusão intravenosa, repetida a cada três 
ou quatro semanas. Recentemente, a adição de um taxano à 
indução por quimioterapia de cisplatina e 5-FU mostrou-se 
melhor que a cisplatina e 5-FU isolados. A dose de radiotera-
pia é de 7.000 cGy. Resposta d.
85. A etiologia mais comum de HPP é adenoma único de 
paratireoide (83% dos casos), e cerca de dois terços dos casos 
são diagnosticados em exames de rotina e são assintomáti-
cos. Um terço dos casos apresentam sinais e sintomas que 
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estão relacionados à hipercalcemia. Estas manifestações po-
dem se caracterizar como emergência “crise hipercalcêmica” 
e geralmente se apresenta na vigência de cálcio sérico igual 
ou maior que 15 mg/dL: fraqueza muscular intensa, náuseas, 
vômitos, letargia, confusão mental, dor abdominal, poliúria, 
insufi ciência renal aguda, hipocalemia e ECG com intervalo 
QT curto e ausência de segmento ST. Resposta c.
86. Higroma cístico ou linfangioma cervical corresponde a 
0,8% de todos os tumores benignos e 0,1% de todos os tu-
mores cervicofaciais. A região cervical abriga cerca de 70 a 
90% dos linfangiomas, e a região lateral é a mais comum, não 
havendo predomínio de nenhum dos lados. Resposta d.
87. Lesão folicular maior que 4 cm (o risco de câncer é de 
pelo menos 50%), deve levantar a suspeita de malignidade,particularmente em homens. Não há identifi cação de gân-
glios cervicais ao exame clínico e/ou ultrassonogafi a, dessa 
forma a conduta mais adequada para este paciente é tireoi-
dectomia total; a dissecção de gânglios cervicais na ausência 
de linfonodos palpáveis de nada acrescenta aos dados de so-
brevivência. Resposta b.
88. Há duas opções corretas: adenoma único de paratireoide 
é a etiologia mais comum de HPP e o acometimento se faz 
principalmente nas paratireoides inferiores. O melhor méto-
do para identifi car o adenoma é a cintilografi a com sestamibi 
e/ou sestamibi mais SPECT; a cirurgia deve ser sempre indi-
cada para pacientes que preencham os critérios do consenso 
NIH. Gabarito ofi cial D.
89. Carcinoma folicular é mais frequente em mulheres 
idosas, em áreas com deficiência de iodo, e como a maio-
ria das neoplasias malignas da tireoide a apresentação 
clínica é de um nódulo sólido solitário ao exame físico. 
Trata-se de câncer diferenciado cujo potencial de malig-
nidade é maior do que o papilífero, mas no momento do 
diagnóstico somente cerca de 30% dos casos apresentam 
metástases a distância (a via hematogênica é a mais co-
mum, e ossos e pulmões são sítios comuns de metástases; 
o acometimento de linfonodos cervicais são incomuns). O 
diagnóstico deste câncer pela PAAF nem sempre é possí-
vel (aliás é a grande restrição do método), já que torna-se 
necessário a identificação da invasão da cápsula ou dos 
vasos sanguíneos ou linfáticos. Adicionalmente, o corte de 
congelação intraoperatória tem sido notavelmente inefi-
caz para estabelecer o diagnóstico definitivo do carcinoma 
folicular. Resposta a.
90. O principal fator de risco para câncer de cavidade 
oral é o tabagismo. O abuso do tabaco aumenta a razão de 
chance do desenvolvimento de câncer laríngeo em 15,1, 
enquanto o abuso do álcool e tabaco traz uma razão de 
chance de 2,11. O abuso combinado de álcool e tabaco não 
é aditivo em termos de relação de diferença, mas é multi-
plicativo. Resposta e.
91. A descrição traz o diagnóstico de uma lesão suspeita 
de neoplasia. A melhor conduta neste momento é excluir 
hiperfunção (Plummer), portanto a cintilografi a é o próxi-
mo passo (defi nirá se nódulo quente ou frio), caso não seja 
quente a conduta é submetê-lo a procedimento cirúrgico, 
tireoidectomia parcial com biópsia de congelação intraope-
ratória é a melhor proposta. Não há indicação de esvazia-
mento cervical, não foi descrito a presença de gânglios cer-
vicais e também não estamos diante de carcinoma medular. 
Resposta a.
92. O sangramento observado com saída de pequena quanti-
dade de sangue, mas justifi cando aumento do volume do pes-
coço levanta a suspeita de hematoma. Este achado determina 
a indicação de exploração cirúrgica, mas como há cornagem 
e este sinal defi ne comprometimento de via aérea a conduta 
neste momento é intubação orotraqueal para manter pérvia 
a via aérea. Resposta b.
93. Claro que a punção aspirativa iria mostrar carcinoma papi-
lífero; a história epidemiológica é típica deste tumor. Esta pa-
ciente tem mais de 40 anos e com lesão de 2,1 cm, fatos que de-
terminam como melhor conduta a realização de tireoidectomia 
total. Como não há evidência de linfonodos cervicais torna-se 
desnecessário exploração cervical ganglionar. Resposta b.
94. Estamos diante de uma jovem com um diminuto nódulo de 
tireoide, sem fatores de risco para câncer papilífero, sem história 
familiar para câncer de tireoide e assintomática. A ultrassono-
grafi a não evidenciou critérios sugestivos de malignidade (veja 
tabela abaixo), e este nódulo foge daqueles com indicação pre-
cisa de PAAF (tamanho maior que 1 a 1,5 cm), sendo assim a 
melhor conduta para esta paciente é conduta conservadora com 
acompanhamento clínico: solicitar TSH e repetir o US após 6 
meses e depois anualmente, para detectar crescimento ou alte-
rações que indiquem necessidade de investigação.
Classifi cação de Chammas
I. Ausência de vascularização
II. Vascularização periférica
III. Vascularização periférica maior ou igual à central
IV. Vascularização central maior que a periférica
V. Vascularização apenas central
Obs.: os nódulos com maior risco de malignidade são os com 
padrão de vascularização Chammas IV/V.
Resposta e.
95. De fato a frequência de nódulos, palpáveis ou não, aumen-
ta com a idade e é cerca de quatro vezes mais comum no sexo 
feminino. A prevalência na população geral é de 4 a 7%, e cer-
tamente com aumento na população com mais de 60 anos. A 
grande maioria dos nódulos é benigna, entretanto a presen-
ça de câncer deve sempre ser pensada e descartada. A grande 
maioria dos nódulos é sólida, e quando eram submetidos de 
rotina à cintilografi a a maioria se mostrou nódulo frio, mas 
destes somente 10-15% se mostravam malignos. Resposta d.
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96. De fato mais de 90% dos casos das neoplasias malignas da 
tireoide são consideradas bem diferenciadas, e incluem carci-
noma papilífero, carcinoma folicular e variante de células de 
Hürthle. O carcinoma medular não é tumor bem diferencia-
do, trata-se de um tipo específico de câncer cuja origem se dá 
nas células C, células parafoliculares. O carcinoma de células 
de Hürthle corresponde a 3% e não faz parte das síndromes 
NEM, já que é o carcinoma medular que compõe parte des-
tas síndromes (NEM 2A:hiperparatireoidismo primário, car-
cinoma medular e feocromocitoma;NEM 2B:neuromas mu-
cosos, carcinoma medular e feocromocitoma). O carcinoma 
papilífero corresponde a 80% ou mais dos tumores da tireoi-
de, e de fato corresponde ao tumor de melhor prognóstico, 
mas em homens este tem um comportamento mais agressivo. 
Embora o carcinoma papilífero tenha prognóstico excelente, 
alguns subtipos tem comportamento mais agressivo e ten-
dem a ocorrer em pacientes mais idosos: carcinoma insular, 
de células altas e de células colunares. O carcinoma folicular 
é o segundo mais frequente e tem predileção por pacientes do 
sexo feminino com idade mais avançada e em áreas carentes 
de iodo. Seu potencial de agressividade é maior quando com-
parado com o papilífero. Resposta d.
97. Atualmente, a principal indicação de traqueostomia é no 
manejo de pacientes que necessitam de períodos prolonga-
dos de suporte ventilatório mecânico, portanto, uma indica-
ção eletiva naquele paciente em UTI que já está em ventila-
ção mecânica por período superior de 10 a 14 dias.
Indicações de traqueostomias
Eletivas (na ausência de dispneia ou na presença de dispneia 
leve)
– Entubação orotraqueal (ou nasotraqueal) prolongada
– Aspiração laringotraqueal
– Dificuldade de eliminação de secreções broncopulmonares
– Proteção das vias respiratórias nas operações de grande porte 
na face e/ou no pescoço
– Tumores da face e do pescoço (como procedimento isolado)
– Substituição de cricotireostomia
Urgentes (na vigência de dispneia com desconforto in-
tenso ou comprometedor)
– Trauma com lesões na face, no pescoço ou no tórax (ou associa-
ções destas)
– Tumores obstrutivos da face, do pescoço e do tórax
– Infecções do pescoço com formação de abcesso
– Hematomas cervicais
Desde a década de 1920, com a introdução de novas técnicas 
por Jackson, houve uma revolução com o procedimento de 
traqueostomia, com a metodização da técnica e redução da 
mortalidade operatória de 25% para 1%. Os trabalhos atuais 
mostram uma morbidade em torno de 6% e uma taxa de mor-
talidade menor do que 1%. Chegou-se a esses resultados com 
o seguimento de técnicas meticulosas, além da necessidade de 
ter um ambiente cirúrgico adequado, escolher corretamente 
as cânulas e tubos, e prover cuidados pós-operatórios adequa-
dos. As complicações da traqueostomia podem ser divididas 
em três categorias: intraoperatórias, complicações precoces e 
complicações tardias. Claro que as complicações são mais pre-
visíveis quando o procedimento é realizado na urgência.
Complicações da traqueostomiaIntraoperatória Pós-operatórias 
precoces
Tardias
Hemorragias Infecção Traqueomalácea
Embolia gasosa Traqueíte Granulomas
Pneumotórax: mais 
comum em crianças
Celulite cervical Estenose subgloti-
ca e traqueal
Pneumomediastino Mediastinite Fístula traqueocu-
tânea e traqueoe-
sofágica
Lesão de esôfago Pneumonia Aspiração
Lesão da parede 
posterior da tra-
queia
Abscesso pulmo-
nar
Obstrução da câ-
nula
Lesão do nervo re-
corrente
Colonização
bacteriana
Fistula
traqueoinomina
Falso trajeto da câ-
nula traqueal
Enfizema subcu-
tâneo
Edema falso de 
glote
Obstrução da câ-
nula por secreção 
espessa
Aspiração de corpo 
estranho
Edema agudo de 
pulmão
Lesão da glândula 
tireoide
Deslocamento da 
cânula; distúrbios 
de deglutição;
hematoma
Traqueotomia é diferente de traqueostomia. Traqueotomia 
implica na formação de uma abertura que se fechará espon-
taneamente, uma vez retirado o tubo (geralmente entre 5 a 7 
dias após retirada do tubo). Traqueostomia implica na for-
mação de uma abertura permanente que fica aberta após a 
remoção do tubo. Aproximadamente 25% dos pacientes que 
estão em VM necessitarão de traqueostomia, pois perma-
necerão com auxílio dos respirador por um longo período. 
Resposta d.
98. A abordagem cirúrgica do carcinoma medular compre-
ende, no mínimo, a tireoidectomia total, com ou sem dis-
secção dos linfonodos centrais. A tireoidectomia permite a 
completa remoção da glândula e a pesquisa quanto multi-
centricidade. No CMT esporádico, a lesão está normalmente 
localizada dentro de um lobo, enquanto na NEM 2 envolve a 
metade superior de ambos os lobos. O esvaziamento do com-
partimento central permite o estadiamento apropriado desse 
processo. Quaisquer linfonodos palpáveis nas áreas laterais 
requerem esvaziamento cervical modificado do pescoço.
Para os pacientes com massas menores e nos quais, depois 
da cirurgia, os níveis de calcitonina sejam indetectáveis, é 
previsto o sucesso da cirurgia, com bom prognóstico. Para 
a ablação de qualquer tecido residual da tireoide, pode ser 
usado o iodo radioativo. A literatura tem descrito alguns 
empregos dos testes de calcitonina basal e estimulados para 
acompanhar a recorrência, porque os valores da calcitoni-
na estimulada devem subir antes dos níveis da calcitonina 
basal. Entretanto, a documentação da recorrência do CMT 
pelos meios bioquímicos é, muitas vezes, associada à recor-
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rência não ressecável em localizações metastáticas a distân-
cia, incluindo pulmão e fi gado. A melhor chance de cura no 
MTC familiar está na resseção cirúrgica completa antes da 
transformação maligna ou antes de sua disseminação além 
da glândula tireoide. Dados do gnipo de estudo EUROMEN 
sugerem que a mutação no codon 634 (achada em 62,8% 
de 207 pacientes do estudo) está associada a um intervalo 
médio de 6,6 anos para progressão do tumor primário para 
metastases linfonodais. A tireoidectomia preventiva é a meta 
nos pacientes que são identifi cados por teste genético para 
MTC hereditário, mas que ainda não exibem evidência clíni-
ca de doença. A extensão e o momento da resseção cirúrgica 
podem ser guiados pelas correlações do genótipo-fenotipo. 
Pacientes com MEN 2B, que demonstram maior risco, de-
vem ser submetidos a tireoidectomia total executada o mais 
precocemente possível, antes dos 6 meses de idade e preferi-
velmente dentro dos primeiros meses de vida. Estes procedi-
mentos são mais bem executados por cirurgiões experientes 
em cirurgia tireoidea em crianças. Resposta d.
99. As traqueostomias convencionais, ou “abertas”, são as 
mais empregadas. Elas são realizadas sob anestesia local ou 
geral. A incisão cutânea deve ser transversa e é demarcada na 
linha média, na base do pescoço. A proeminência laríngea, a 
cartilagem cricoide e os anéis traqueais são palpados, o que 
permite que a incisão seja planejada no nível do segundo ou 
terceiro anel traqueal.
Abertos a pele e o tecido subcutâneo, os retalhos são elevados 
e os músculos pré-tireóideos (revestidos por fáscia e ladea-
dos medialmente pelas veias jugulares anteriores) são expos-
tos. A incisão longitudinal na linha média – entre as duas 
veias jugulares anteriores – permite a exposição da loja visce-
ral anterior do pescoço. O istmo da tireoide é identifi cado e 
pode ser seccionado, ligado e ressecado ou retraído superior-
mente, de modo que exponha os primeiros anéis da traqueia.
Exposta a face anterior da traqueia, procede-se à demarcação 
da incisão em sua parede anterior, após a injeção de aproxi-
madamente 1 mL de lidocaina a 2%. A demarcação da inci-
são pode ser feita de várias formas. Alguns autores preferem 
proceder a uma incisão em forma de “U”, outros em forma 
de “H”. Não é rara a preferência pela ressecção de um anel 
traqueal. Após a demarcação, a traqueia é aberta – entre o 
segundo e o terceiro anéis traqueais, por exemplo – com bis-
turi de lâmina, e as secreções são imediatamente aspiradas. 
Com a traqueia aberta, a cânula é locada distalmente na luz 
traqueal. A cânula orotraqueal ou nasotraqueal, se presente 
antes da traqueostomia, é removida de modo que permita a 
visualização da luz traqueal. A cânula a ser locada na luz tra-
queal é normalmente plástica e com balão. Uma pinça para 
a melhor exposição da luz traqueal pode ser usada quando 
necessário. Colocada a cânula na traqueia, procede-se à in-
sufl ação do balão (de baixa pressão), à fi xação da cânula com 
cadarço ou com pontos na pele, à revisão da hemostasia e ao 
curativo. Resposta e.
100. A estenose subglótica está associada a, aproximadamen-
te, 30% das estenoses traqueais localizadas no terço proximal 
da traqueia. A estenose subglótica deve ser corrigida ao mes-
mo tempo que a ressecção traqueal. No adulto, a técnica mais 
utilizada para corrigir a estenose subglótica é a ressecção 
parcial da cricoide (faces anterior e 2/3 das faces laterais) – 
técnica de Gerwat e Bryce (1974). A reconstrução se faz com 
uma anastomose laringotraqueal semelhante à anastomo-se 
cricotraqueal já descrita, com exceção da sutura posterior 
que geralmente é confeccionada com pontos separados (fi o 
de poligalactina 910). Nas crianças, há muitas técnicas para 
corrigir as estenoses subglófi cas e a escolha de uma delas 
dependerá do tipo e da complexidade da estenose subglóti-
ca. De maneira geral as técnicas para corrigir as estenoses 
subglóticas na criança são:
a) as que alargam a subglótica (com cartilagem costal ou tra-
queal) como Cotton, Rethi;
b) as que ressecam a cricoide parcialmente como Gerwat e 
Bryce (1974), Pearson e col. (1975) e Gálio (1982);
c) as que ressecam quase toda cricoide como Th omé (1972), 
Couraud e col. (1992) e Forte e col. (1995). Atualmente, para 
corrigir as estenose subglóticas, a técnica que mais utiliza-
mos isoladamente ou em associação a outras técnicas.
Na maioria das crianças a correção da estenose subglótica é 
mantida com um Tubo T por um período de três a 12 meses. 
O ramo superior do Tubo T fi ca acima das pregas vocais e 
aberto. O mais rápido possível, geralmente no primeiro p.o., 
o ramo externo do Tubo T deve ser fechado, o que se conse-
gue em quase todos os doentes. Fechando o ramo externo, o 
doente passa a respirar de forma natural, isto é, por meio do 
nariz. Com isto o ar é aquecido, umidifi cado, fi ltrado e a for-
mação de secreção diminui acentuadamente. Além disso, a 
secreções, por serem mais fl uidas, não aderem à parede inter-
na do Tubo T. Mesmo assim, os doentes com Tubo T devem 
ser vigiados constantemente, porque há risco de obstrução 
total do mesmo por uma rolha de secreção e, consequente-
mente, grave anoxia com a morte do doente. Resposta d.
101. Um fator importante na decisão terapêutica da estenose 
traqueal é o tipo da lesão que defi ne o estreitamento. A for-
ma mais simples é o granuloma, constituído por tecido gra-
nulomatoso na luz da traqueia. O segundo tipo de estenose 
traqueal é aquele secundárioà formação de uma membra-
na fi brosa que cresce, em toda circunferência do órgão, da 
parede para o centro da sua luz. Essas lesões são localizadas 
e a estrutura da traqueia não está alterada. O terceiro tipo 
caracteriza-se pela estenose chamada em “gargalo de garrafa”, 
devido ao colapso da parede da traqueia envolvendo um cur-
to segmento da mesma. A quarta forma de estenose é mais 
complexa e é defi nida pelo estreitamento da traqueia secun-
dário a uma associação dos três tipos já descritos. Na maio-
ria das vezes, essa última forma de estenose acomete longas 
extensões do órgão. Conhecidos os tipos de lesão, algumas 
observações merecem ser destacadas, mesmo que resumida-
mente, na discussão da terapia endoscópica:
1. a ressecção com laser deve ser complementar à dilatação 
traqueal, usando-se broncoscópios com diâmetros progressi-
vamente maiores. Somente as lesões fi bróticas e os granulo-
mas devem ser ressecados. Na presença da membrana fi brosa, 
o laser deve ser utilizado para realizar três ou quatro incisões 
radiais. Depois, rompe-se a membrana com o broncoscópio;
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2. em vez da traqueostomia, a ressecção com laser deve ser a 
primeira opção terapêutica das obstruções da traqueia que se 
acompanham por dispneia aguda;
3. a ressecção com laser e o tratamento cirúrgico não se ex-
cluem. Os pacientes com indicação cirúrgica podem se be-
neficiar com uma resseção endoscópica prévia, que costuma 
estabilizar o quadro clínico, facilitando a cirurgia em um se-
gundo tempo;
4. a colocação de próteses brônquicas tem muita utilidade na 
manutenção da permeabilidade da via respiratória após a di-
latação e a resseção com laser.)
A laringotraqueoscopia é realizada em todos os doentes para 
confirmar o diagnóstico e analisar as características da estenose.
1. Na laringe procuramos:
 � presença ou não de estenose supraglófica;
 � presença ou não de estenose glótica:
– paralisia neurogênica (sequela);
– fixação das pregas vocais geralmente localizada na comis-
sura posterior.
 � estenose na região subglótica:
– qual o aspecto da estenose: apenas aumento da mucosa e 
submucosa ou se fibrótica, rígida e com alteração da cartila-
gem cricoide;
– quando há estenose verificamos se a mesma é anterior, pos-
terior, laterolateral, anteroposterior ou em todas as faces da 
cricoide.
2. Na traqueia pesquisamos:
 � o local, o número, a extensão da estenose e a presença de 
traqueomalácia;
 � estenoses simultâneas (laringe ou brônquica) ou a pre-
sença de fistula traqueoesofágica.
3. Identificação das estenoses complexas – estenoses na larin-
ge, na traqueia e nos brônquios, ou estenoses associadas com 
malácia de extensões variáveis.
4. Finalmente, na laringe e na traqueia verificamos se a este-
nose está:
 � na fase aguda (edema e/ou úlcera(s) e/ou hiperemia e/ou 
sangramento fácil e/ou cartilagem exposta);
 � na fase crônica com tecido fibroso maduro e resistente 
recoberto parcial ou completamente por mucosa neofor-
mada.
Resposta d.
102. O diagnóstico é de hiperparatireoidismo terciário. O HPT 
terciário ocorre em duas condições. A primeira é em um subgru-
po de pacientes com HPT secundário nos quais as glândulas pa-
ratireoides tornam-se autônomas e ocorre o desenvolvimento de 
hipercalcemia. A segunda condição foi reconhecida primeiro por 
St. Goar, que descreveu como pode haver a persistência do HPT 
secundário, mesmo após o paciente ser submetido a um trans-
plante renal. O autor concluiu que as paratireoides tornam-se au-
tônomas. Em teoria, a reversão da hiperplasia das paratireoides 
deveria ser esperada após um transplante renal bem-sucedido. 
Contudo, os estudos demonstram que pode haver persistência 
de hipercalcemia em 8,5 a 53% nos receptores de transplantes. 
Desses, menos de 1% tem necessidade de paratireoidectomia por 
HPT terciário. Os pacientes submetidos a transplantes podem 
apresentar fatores adicionais que contribuam para o HPT terci-
ário persistente. Os glicocorticoides, a ciclosporina, os diuréticos 
tiazídicos e as alterações na taxa de filtração glomerular, como 
um resultado da lesão tubular ou por episódios de rejeição, são 
aspectos que podem influenciar na função das paratireoides e na 
resposta óssea. Assim, os pacientes com HPT secundário grave 
não deveriam ser submetidos a transplante renal até que seu HPT 
secundário tivesse sido tratado.
Sabe-se que a hipercalcemia grave pode afetar adversamente a 
função do enxerto renal. Portanto, níveis de cálcio superiores a 
11 mg/dL podem precisar ser abordados de maneira mais agres-
siva. Os pacientes com doença óssea sintomática ou com outras 
sequelas graves de HPT urêmico podem beneficiarse da cirurgia. 
Por outro lado, como a maioria dos casos de HPT irá resolver-se 
após o transplante, o tratamento clínico pode ser indicado. O tra-
tamento cirúrgico do HPT terciário após o transplante renal não 
é comum e deve ser reservado para pacientes sem resolução dos 
sintomas, pacientes com anormalidades hormonais ou bioquími-
cas, tais como aqueles que apresentam níveis elevados ou crescen-
tes de PTHi e um aumento nos níveis séricos de cálcio para mais 
de 12 mg/dL, que persistam por mais de 1 ano apõs o transplante, 
e para pacientes com hipercalcemia aguda (níveis de cálcio > 12,5 
mg/dL) em períodos de pós-transplante imediato. Resposta d.
103. Para avaliar o prognóstico clínico tem sido usado o es-
tudo ploidia do DNA. Admite-se que o aumento nuclear do 
DNA (aneuplodia) aumenta o risco de mortalidade, embora 
não haja consenso acerca desse conceito. O valor global da 
obtenção da informação da ploidia do DNA poderá ter algu-
ma implicação quanto ao prognóstico, porém não tem exer-
cido um definido impacto sobre as abordagens terapêuticas.
Classificação do risco prognóstico em pacientes com 
cânceres bem diferenciados 
da tireoide (AMES ou AGES)
Baixo risco Alto risco
Idade 40 anos
Sexo Feminino Masculino
Extensão
Sem extensão local, in-
tratireoide, sem invasão 
capsular
Invasão capsular, ex-
tensão extratireoide
Metástase Nenhuma Local ou distante
Tamanho 4 cm
Grau Bem diferenciado Pouco diferenciado
No caso em questão, o fator de maior relevância é a idade. 
Resposta a.
104. A abordagem cirúrgica do carcinoma medular com-
preende, no mínimo, a tireoidectomia total, com ou sem 
dissecção dos linfonodos centrais. A tireoidectomia per-
mite a completa remoção da glândula e a pesquisa quanto 
multicentricidade.
No CMT esporádico, a lesão está normalmente localizada 
dentro de um lobo, enquanto na NEM 2 envolve a metade su-
perior de ambos os lobos. O esvaziamento do compartimen-
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to central permite o estadiamento apropriado desse processo. 
Quaisquer linfonodos palpáveis nas áreas laterais requerem 
esvaziamento cervical modifi cado do pescoço.
Para os pacientes com massas menores e nos quais, depois 
da cirurgia, os níveis de calcitonina sejam indetectáveis, é 
previsto o sucesso da cirurgia, com bom prognóstico. Para 
a ablação de qualquer tecido residual da tireoide, pode ser 
usado o iodo radioativo. A literatura tem descrito alguns 
empregos dos testes de calcitonina basal e estimulados para 
acompanhar a recorrência, porque os valores da calcitonina 
estimulada devem subir antes dos níveis da calcitonina basal. 
Entretanto, a documentação da recorrência do CMT pelos 
meios bioquímicos é, muitas vezes, associada à recorrência 
não ressecável em localizações metastáticas a distância, in-
cluindo pulmão e fi gado. Resposta d.
105. Em adultos com carcinoma papilífero da tireoide com 1 
a 2 cm de diâmetro, há controvérsia sobre o uso da tireoidec-
tomia total versus a lobectomia com istmectomia. As vanta-
gens da tireoidectomia total incluem o uso efi ciente do tra-
tamento pós-operatório pelo radioiodo. Evidentemente, seexistir tireoide residual, a radioablação é muito menos efi caz 
e requer uma dosagem maior. As vantagens do menor proce-
dimento são o decréscimo da taxas de dano ao nervo larín-
geo recorrente e o hipoparatireoidismo. Um estudo recente 
avaliou microcarcinomas papiliferos de 5 mm a 1,5 cm de 
tamanho. Suas conclusões dão conta de que a tireoidectomia 
total deve ser considerada para essas lesões pela agressivida-
de local de depósitos tumorais multicêntricos residuais.
No entanto, outros estudos não mostraram nenhum aumen-
to nas taxas de mortalidade para pequenos achados aciden-
tais de carcinoma papilífero. Se o carcinoma papilifero se 
apresentar como uma lesão palpável com mais de 2 cm, deve 
ser considerada ressecção cirúrgica mais agressiva, incluindo 
tireoidectomia total. 
O tratamento com radioiodo (radioiodoterapia) não está 
indicado em pacientes de risco muito baixo ( 20% dos tumores
MEN 2A
Multifocal,
bilateral
Autossômico dominante
Feocromocitomas, hiperpa-
ratiroidismo
Mutações missense na linha 
germinativa dos códons de 
cisteína do RET
MEN 2B
Multifocal,
bilateral
Autossômico dominante
Feocromocitomas, neuro-
mas mucosos, megacólon, 
anormalidades esqueléticas
Mutações missense no domí-
nio tirosina cinase do RET
FMTC
Multifocal,
bilateral
Autossômico dominante Nenhuma
Mutações missense na linha 
germinativa dos códons extra 
ou intracelulares do RET
Tabela: FMTC: carcinoma medular tireoideo familiar na MEN; MEN: neoplasia endócrina múltipla; MTC: carcinoma medular tireóideo.
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A prioridade no tratamento deste paciente é primeiro o feo-
cromocitoma, evitando-se, dessa forma, intercorrências hiper-
tensivas e/ou cardiovasculares no manejo cirúrgico do CMT. 
O feocromocitoma ocorre de 40 a 50% dos pacienes MEN 2A.
É importante estabilizar clinicamente o paciente antes da ci-
rurgia a fim de evitar qualquer evento perioperatório devido 
à secreção excessiva de catecolaminas. O bloqueio alfa pré-
-operatório é alcançado por administração de fenoxibenza-
mina (40-200 mg/ dia) durante 5 dias a 2 semanas antes de 
cirurgia. A dose é titulada à mais baixa pressão sanguínea to-
lerada por estes pacientes sem hipotensão relativa sintomáti-
ca. Se taquicardia ou arritmia cardíaca resultar do tratamento 
com fenoxibenzamina, um betabloqueador é acrescentado ao 
regime de tratamento. Após a estabilização clínica, o pacien-
te é levado para cirurgia. Durante o procedimento, pode ser 
necessário controlar hipertensão paroxística intraoperatória 
com anti-hipertensivo de curta duração como nitropnissiato 
de sódio ou fentolamina.
Tradicionalmente, existe controvérsia se adrenalectomia 
unilateral ou bilateral deve ser executada para tumores uni-
laterais. Em uma série de nossa instituição, os resultados de 
adrenalectomias unilateral e bilateral foram comparados.
Quase um quarto dos pacientes submetidos a adrenalecto-
mia bilateral apresentou pelo menos um episódio de insu-
ficiência adrenal aguda e necessitou de hospitalização. Dois 
destes pacientes morreram de episódios de insuficiência 
adrenal. Dos pacientes que tiveram adrenalectomias unila-
terais, 52% desenvolveram feocromocitomas contralaterais 
depois de um intervalo médio de 12 anos. Em contrapartida, 
48% de pacientes permaneceram livre de doença por padrões 
bioquímicos e sintomáticos durante um intervalo médio de 
5 anos. Baseado nestes resultados, é nossa prática executar a 
resseção somente da adrenal envolvida e manter rastreamen-
to bioquímico anual depois disso.
Os pacientes com MEN 2A e MEN 2B são idealmente candi-
datos a adrenalectomia laparoscópica porque os feocromoci-
tomas que surgem nestas síndromes são raramente malignos 
e quase nunca extra-adrenais. Os feocromocitomas podem 
ser removidos com sucesso por adrenalectomia laparoscópi-
ca unilateral ou bilateral se pequenos, confinados à adrenal 
e corretamente localizados por TC ou RNM de alta resolu-
ção, e se o paciente está adequadamente preparado farma-
cologicamente. A adrenalectomia laparoscópica é associada 
à permanência hospitalar mais curta, dor pós-operatória di-
minuída e recuperação mais rápida quando comparada com 
a adrenalectomia aberta. Contraindicações à abordagem 
laparoscópica incluem tumores grandes (> 8 a 10 cm), feo-
cromoctomas malignos e contraindicações à laparoscopia já 
existentes. Resposta b.
107. O cisto do ducto tireoglosso é a mais comum massa 
cervical benigna, excetuando-se as adenopatias cervicais 
benignas. A maioria dos cistos apresenta-se antes de o pa-
ciente completar cinco anos, mas pode surgir em qualquer 
idade, tendo sido relatados inclusive aos oitenta anos de ida-
de. Apresenta-se como uma massa em linha média que se 
eleva à protrusão da língua e deglutição, sendo essa última 
sua mais constante característica.
Cisto tireoglosso: tumoração na linha média cervical que se 
eleva com a protusão da língua.
Resposta a.
108. Em 75% dos casos é possível a localização do adeno-
ma com ultrassonografia cervical e em 80% dos casos com 
a cintilografia com sestamibi.
A sestamibi é uma proteína de baixo peso molecular marcada 
com tecnécio-99. Após a adminstração via endovenosa, é cap-
tada somente pelo tecido da paratireoide hiperprodutora de 
PTH. Como as paratireoides normais estão suprimidas, elas 
não captam o radiofármaco. No caso de hiperparatireoidis-
mo secundário, que cursa com hiperplasia das glândulas, a 
ultrassonografia e a cintilografia com sestamibi identificamcorretamente as lesões em somente 35% dos casos. Já nos ca-
sos de hiperparatireoidismo primário, a associação dos dois 
métodos localiza corretamente o tumor em 95% dos casos. 
Nos pacientes que não foram submetidos a qualquer exame 
de imagem no pré-operatório, os tumores podem ser corre-
tamente identificados no per-operatório por um cirurgião 
experiente em até 95% dos casos. Os casos de insucesso na 
localização da lesão durante a cirurgia devem ser submeti-
dos à cateterização venosa seletiva com dosagem de PTH, o 
que localiza o tumor em até 80% dos casos. A tomografia e 
a ressonância nuclear magnética apresentam baixa sensibi-
lidade para localização do tumor. Podem ser utilizadas para 
localização de tumores ectópicos, como os localizados no 
mediastino. A biópsia com agulha fina pode ser útil para di-
ferenciação entre a glândula paratireoide e linfoadenopatia.
Observe a tabela 7.5 da sua apostila Cabeça e Pescoço, e faça 
uma avaliação do custo benefício de cada um dos exames 
de imagem. A instituição liberou como gabarito opção B, 
ficamos com a opção d, visto a afirmação sensibilidade, es-
pecificidade e baixo custo. O SPECT sestamibi, embora seja 
melhor do que a cintilografia com sestamibi, não tem baixo 
custo. Resposta d.
109. No hiperparatireoidismo secundário existe aumento da 
secreção de PTH em resposta ao nível sérico diminuído de 
cálcio secundário a doenças renais ou a doenças intestinais 
que cursam com malabsorção. Nessa situação ocorre hiper-
plasia reacional de todas as glândulas paratireoides em res-
posta ao baixo nível sérico de cálcio. As doenças renais estão 
associadas com anormalidades no metabolismo da vitamina 
D, especificamente a ausência de produção de 1,25 diidro-
xivitamina D3, a forma ativa da vitamina D, consequente à 
deficiência da enzima hidroxilase. Os portadores de insufi-
ciência renal crônica em regime de diálise apresentam ainda 
hiperfosfatemia, o que contribui com a diminuição do nível 
sérico de cálcio. O tratamento inicial do hiperparatireoidis-
mo secundário se dá pela administração de 1,25 diidroxivita-
mina D3, dieta pobre em fósforo e suplementação oral com 
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cálcio. A partireoidectomia está indicada nos pacientes que 
apresentam doença óssea severa, prurido refratário ao tra-
tamento clínico, nível de cálcio sérico maior do que 11 mg/
dL em associação à elevação no nível de PTH, calcifi cação de 
tecidos moles, calcifi laxia e calcinose tumoral.
Os resultados são satisfatórios em termos do controle da dor 
óssea e do prurido. Após a cirurgia obtém-se a reminerali-
zação óssea por meio da suplementação com vitamina D e 
cálcio. Estudo pré-operatório para a localização tumoral é 
desnecessário, porém pode detectar glândulas ectópicas.
Em termos técnicos realiza-se a exploração cervical bilate-
ral (opção A, correta!). Pode-se realizar paratireoidectomia 
subtotal ou paratireoidectomia total com autotransplante do 
tecido da paratireoide no antebraço ou no músculo esterno-
cleidomastoideo. Na paratireoidectomia subtotal deixa-se 
remanescente glandular bem vascularizado com 60 a 100 mg 
de peso. Resposta a.
110. Elementar. Mulher com massa de mediastino anterior 
com desvio traqueal para a esquerda tem como diagnósticos 
diferenciaisl mais prováveis, timoma, bócio mergulhante, te-
ratoma e linfoma. O bócio intratorácico corresponde a cerca 
de 20% dos bócios, geralmente para o mediastino anterior, à 
esquerda, mas podem apresentar crescimento retrotraqueal 
para o mediastino médio ou posterior. 
Timoma é o tumor mais comum do mediastino anterior, aco-
metendo em igual proporção homens e mulheres com mais de 
40 anos, geralmente assintomáticos. Podem ocorrer sintomas 
por compressão ou invasão das estruturas vizinhas pela massa. 
Os portadores de linfoma apresentam miastenia grave em cerca 
de: 30 a 50%, hipogamaglobulinemia em 10% e aplasia das célu-
las vermelhas em 5%. Por outro lado, somente cerca de 15% dos 
portadores de miastenia grave apresentam timoma, o que pode 
justifi car a pesquisa do tumor mesmo com exame radiográfi co 
normal. O timoma e uma massa arredondada ou lobulada, bem 
circunscrita, (pie tem origem em um dos lobos tímicos, apresen-
tando crescimento lateralizado, geralmente na porção superior 
do mediastino anterior, porém podendo ocorrer desde a base do 
pescoço ate o seio cardiofrênico. A massa pode variar de menos 
de 1 até 34 cm, mas geralmente varia de 5 a 10 cm de diâmetro. 
O timoma e uma massa capsulada, com contornos regular, li-
sos, as vezes bocelaclos, que apresentam plano de clivagem com 
as estruturas adjacentes. A variante maligna do timoma e mais 
bem denominada timoma invasivo. O diagnóstico e feito quan-
do existe invasão da cápsula que envolve o tumor. Pode ocorrer 
invasão regional de estruturas vizinhas.
Os teratomas maduros representam de 60 a 70% dos tumores 
de células germinativas mediastinais, não apresentam prefe-
rência por sexo e acometem predominantemente crianças e 
adultos jovens. Normalmente, os pacientes são assintomáti-
cos, mas tumores grandes podem causar sintomas de com-
pressão. Enzimas digestivas secretadas pela mucosa gástrica e 
pancreática contidas no tumor podem precipitar rotura para 
brônquio, pericárdio, pleura ou pulmão. O teratoma maduro 
e uma massa encapsulada caracterizada pela presença de áreas 
císticas e sólidas. O tumor pode tentar formar órgãos e con-
ter dente, pele e cabelo (derivados ectodérmicos), cartilagem 
e osso (derivados mesodérmicos) e/ou tecido brônquico, in-
testinal e pancreático (derivados endodérmicos). São massas 
arredondadas ou lobuladas bem-defi nidas, localizadas no me-
diastino anterior, que geralmente protraem para um dos lados 
do mediastino e podem apresentar grandes dimensões. Na 
radiografi a de tórax, cerca de 26% apresentam calcifi cações, 
mas raramente podem apresentar osso e dente reconhecíveis. 
Na TC, apresenta-se como massa cística multiloculada, com 
paredes com espessura variável. Massa de mediastino anterior 
que apresenta conteúdo com atenuação próxima a de líquido, 
tecido de partes moles, cálcio e/ou gordura e uma combinação 
altamente sugestiva para o diagnóstico de teratoma maduro. 
A presença de nível (ou níveis) líquido - gorduroso, produzi-
do pelo alto conteúdo de lipídios em cistos contento líquido e 
diagnóstico mas trata-se de um achado raro. 
Linfoma é um dos tumores mais comuns do mediastino e 
pode apresentar-se como lesão mediastinal primaria ou, 
com maior frequência, como doença generalizada. Doença 
de Hodgkin (DH) ou linfoma não Hodgkin (LNH) acome-
tem o mediastino, no entanto é comum estarem limitadas ao 
mediastino no momento do diagnóstico. A DH representa 
25 a 30% de todos os casos de linfoma; entretanto, de 50 a 
70% dos pacientes com linfoma periférico e acometimento 
do mediastino são portadores de DH, enquanto 15 a 25% 
têm LNH. Doença de Hodgkin é o linfoma mais comum de 
mediastino. Esclerose nodular é o subtipo mais comum de 
DH e apresenta grande predileção pelo mediastino anterior, 
especialmente nas mulheres jovens. Resposta e.
111. Temos uma paciente do sexo feminino com hipercalce-
mia leve e sintomática. A principal causa de hipercalcemia 
ambulatorial é hiperparatireoidismo primário, e a principal 
etiologia é adenoma único de paratireoide. Portanto o trata-
mento é cirúrgico.
O hiperparatireoidismo primário é tratado com parati-
reoidectomia. A maioria dos autores concorda com a indica-
ção de cirurgia nos pacientes sintomáticos ou nos pacientes 
com idade inferior a 50 anos. Existe controvérsia em relação 
aos assintomáticos, principalmente pela falta de consenso em 
relação a sua defi nição. O NIH (National Institutes of Health) 
defi ne como assintomática a ausência dos sinais e sintomas 
comuns do hiperparatireoidismo primário, incluindo dis-
túrbios renais, ósseos, intestinais e neuromusculares. Alguns 
autores demonstraram que pacientes assintomáticos perma-
neceram estáveisapós 10 anos de seguimento. No entanto, o 
consenso do NIH considerou alguns pacientes assintomáti-
cos como candidatos ao tratamento cirúrgico. Os pacientes 
não submetidos à cirurgia devem realizar seguimento com 
dosagem de cálcio sérico duas vezes ao ano e dosagem de 
creatinina e densitometria óssea uma vez ao ano. Resposta a.
112. O quadro é compatível com hematoma de loja ti-
reoidiana, que corresponde à principal causa de IRpa no 
pós-operatório imediato. Para minimizar a hemorragia 
operatória, o paciente é posicionado com a cabeça e o tórax 
levantados de 15o a 30°. A prevenção está na boa técnica de 
dissecção e hemostasia. Os vasos, mesmo minúsculos, devem 
ser ligados. Os vasos maiores serão ligados e transfi xados. A 
hemorragia pós-operatória normalmente se manifesta nas 
primeiras 16 horas. Se o paciente estiver drenado, haverá 
eliminação excessiva de secreção sanguinolenta. A distensão 
do pescoço é a regra. Cerca de 50 a 100 mL de sangue na 
região cervical são sufi cientes para causar edema da laringe 
e obstrução das vias aéreas, o que pode provocar o óbito. O 
tratamento consiste em descompressão imediata, soltando os 
pontos da pele, tela subcutânea e fáscia cervical superfi cial, 
no próprio leito. A traqueostomia encontra ampla indicação 
nessa complicação. A seguir o paciente deve ser levado ao 
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SJT Residência Médica - 2015214
centro cirúrgico e feita uma revisão completa da hemostasia, 
apesar de, muitas vezes, não ser possível identificar o vaso 
responsável pela hemorragia. Resposta b.
113. O quadro é compatível com hiperparatireoidismo primá-
rio (hipercalcemia, elevação do PTH e manifestação clínica com 
nefrolitíase), e o exame de imagem exposto em tela é cintigra-
fia com sestamib. Os métodos de imagem, que objetivam a lo-
calização da possível glândula anômala (na maioria das vezes 
adenoma único), não tem validade na definição diagnóstica. 
Podem ser extremamente úteis como complemento e facilitador 
do procedimento cirúrgico, em particular em casos de reopera-
ção e em pacientes com maior risco. Os métodos mais empre-
gados sdo o ultrassom (US), a ressonância magnética (RM) e o 
mapeamento com MIBI (2-metoxi-isobutil-isonitrila), marcado 
com tecnécio 99m (cintilografia com sestamibi). O US é o mais 
simples, de custo mais baixo, mas que apresenta menor especifi-
cidade, sendo muito dependente do operador e do equipamento 
disponível; já a RM e o MIBI apresentam performances equiva-
lentes. Uma vantagem do estudo com MIBI e sua característica 
funcional, que fica clara quando avaliamos a correlação entre a 
positividade do estudo e o grau de alteração metabólica. Este 
aspecto apenas reforça sua falta de indicação como método de 
confirmação diagnóstica, uma vez que os casos duvidosos, com 
alterações metabólicas limítrofes serão, em sua maioria, negati-
vos. Adicionalmente, e bom lembrar a existência de resultados 
falso-positivos, induzidos pela presença de nódulos tireoidianos 
ou de hiperparatireoidismo secundário. Resposta b.
114. A acurácia diagnóstica da biópsia aspirativa por agu-
lha fina é extremamente alta, com taxas de sensibilidade com 
cerca de 85 a 95%) e especificidade de 99%. Os problemas 
diagnósticos estão na diferenciação das tireoidites de linfo-
mas de baixo grau e, particularmente, adenomas de carcino-
mas foliculares (principal restrição), pela impossibilidade de 
caracterização de invasão capsular e/ou vascular que são a 
chave do diagnóstico diferencial. Resposta d.
115. A sua apostila lhe oferece as informações necessárias 
para que você atinja seu objetivo. Use-a com carinho. O car-
cinoma papilífero usualmente não é encapsulado e apresenta 
corpos de psamomas em 40% dos casos (calcificações pun-
tiformes com aspecto de grão de arroz). Os núcleos, geral-
mente, são grandes, irregulares, com inclusões intranucleares 
denominados sinal da “orphan Anne eye change”.
Carcinoma papilífero. Células arranjadas em padrão papilí-
fero bem delineado, notando-se uma célula gigante. Coloi-
de presente. Os núcleos geralmente são grandes, irregulares, 
com inclusões intranucleares “orphan Anne eye change”. Co-
loração de Leishman, x1900. 
Resposta b.
116. O exame relacionado na questão diz respeito à cintilo-
grafia com sestamibe, cuja finalidade é diagnosticar adenoma 
de paratireoide.
Uma vez confirmado o diagnóstico de hiperparatireoidis-
mo (PTH e cálcio), solicitam-se os exames de imagem para 
localização das para-tireoides patológicas que podem faci-
litar o trabalho do cirurgião. As técnicas não invasivas para 
a localização da paratireoide anormal incluem: ultrassono-
grafia cervical, cintilografia com tecnécio-99m Sestamibi, 
tomografia computadorizada e ressonância nuclear magné-
tica cervicais e/ou torácica. Esses exames são obrigatórios 
na reoperação dos casos de HPP recorrente ou persistente 
e úteis na identificação de paratireoides ectópicas na região 
cervical ou no mediastino.
Os exames para localização pré-operatória da para-ti-
reoide anormal são solicitados, atualmente, em todos os 
pacientes com diagnóstico de HPP, pois aproximadamen-
te 85% dos adenomas solitários da paratireoide podem 
ser localizados previamente à cirurgia, quando se associa 
o MIBI ao exame de ultrassonografia. A identificação da 
paratireoide anormal, previamente à cirurgia, permite a 
exploração cervical unilateral, conhecida como cirurgia 
minimamente invasiva. A exploração unilateral econo-
miza tempo de cirurgia, diminui a morbidade do pro-
cedimento, reduzindo as complicações potenciais, além 
de reduzir o tempo de recuperação pós-cirúrgica, com 
diminuição de custos.
Cintilografia de paratireoides com tecnécio-MIBI: imagens 
à esquerda obtidas após 15 minutos de captação com o ra-
diofármaco e, à direita, após 2 horas e 30 minutos; imagens 
superiores com destaque para a região cervical e inferiores 
incluindo região mediastinal. A seta aponta para captação 
em topografia de paratireoide inferior direita. Resposta a.
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14 Cirurgia da cabeça e do pescoço
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117. A experiência do cirurgião é o fator mais importante na 
determinação do sucesso operatório. A cirurgia recomenda-
da é denominada cirurgia convencional, compreendendo a 
exploração cervical bilateral sob anestesia geral, com identi-
fi cação de todas as glândulas. Essa sistemática permite índi-
ce de sucesso de 95%, dependendo da experiência da equipe 
cirúrgica. Entretanto, mesmo os cirurgiões mais experientes 
podem ter difi culdade em localizar uma paratireoide, espe-
cialmente quando há uma operação cervical anterior. Na re-
operação, o tecido cicatricial distorce os planos anatômicos, 
que aumentam o risco de complicações pós-operatórias. De-
ve-se enfatizar que são comuns as variações de topografi a das 
glândulas da paratireoide e também a presença das glândulas 
supranumerárias. Havendo certeza do diagnóstico e não se 
achando anormalidades nas paratireoides cervicais, está in-
dicada a pesquisa da glândula paratireoide no mediastino. A 
cirurgia consta da retirada do adenoma e, na hiperplasia as-
sociada à adenomatose endócrina múltipla, o procedimento 
é paratireoidectomia total seguida de implante de fragmentos 
de paratireoide para o antebraço a fi m de se evitar o hipopa-
ratireoidismo defi nitivo. Resposta c.
118. A parotidite pós-operatória aparece em pós-operatório 
tardio. Ocorre pela desidratação que leva ao acúmulo de se-
creções viscosas na boca e obstruem o ducto de Stenon. O 
germe mais implicado é o Staphilococcus aureus. Acomete 
principalmente indivíduos idosos, debilitados ou desnutri-
dos. O tratamento é iniciado com vancomicina e, em casos 
graves, deve ser realizada drenagem externa da glândula. 
Resposta a.
119. O sangramento é a maior causa de complicação no pe-
ríodo pós-operatório precoce. Normalmente, sangramentos 
pequenos podem ser controlados com a elevação daCaron – Clínica Cirúrgica – 2013
42. Sobre a investigação do nódulo de tireoide, assinale a 
alternativa INCORRETA: 
a) a dosagem de TSH sempre deve ser solicitada 
b) recomenda-se dosagem de calcitonina como método 
diagnóstico apenas nos pacientes com antecedentes 
familiares de carcinoma medular de tireoide 
c) o nódulo hiperfuncionante praticamente exclui ma-
lignidade 
d) a dosagem de tireoglobulina é recomendada como 
rotina 
e) a ultrassonografia de glândula tireoide não deve ser 
utilizada de rotina como exame de triagem 
 ACERTEI  ERREI  DÚVIDA
Angelina Caron – Clínica Cirúrgica – 2013
43. Nódulos tireoidianos mais suspeitos em crianças e 
adolescentes são compatíveis com: 
a) bócio simples atóxico 
b) bócio simples tóxico 
c) bócio mergulhante 
d) carcinoma 
e) nenhuma das alternativas anteriores está correta
 ACERTEI  ERREI  DÚVIDA
INCA-RJ – Clínica Cirúrgica – 2013 
44. A avaliação da calcitonina sérica pode ser utilizada no 
pós-operatório de tireoidectomia como marcador de 
doença recorrente no carcinoma da tireoide do tipo:
a) papilífero
b) folicular
c) medular
d) de células de Hurthle
 ACERTEI  ERREI  DÚVIDA
INCA-RJ – Clínica Cirúrgica – 2013 
45. Lesão do ramo externo do nervo laríngeo superior em 
paciente submetido à tireoidectomia acarreta:
a) insuficiência respiratória grave
b) incapacidade de tensionar a corda vocal
c) engasgos no pós-operatório imediato
d) paralisia da corda vocal
 ACERTEI  ERREI  DÚVIDA
INCA-RJ – Clínica Cirúrgica – 2013 
46. Os títulos de anticorpos antimicrossomiais e antitire-
oglobulina geralmente são positivos e podem ajudar 
a estabelecer o diagnóstico de tireoidite:
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13 Cirurgia da cabeça e do pescoço
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a) de Hashimoto
b) de Riedel
c) subaguda
d) de Quervain
 ACERTEI  ERREI  DÚVIDA
INCA-RJ – Clínica Cirúrgica – 2013 
47. Na neoplasia endócrina múltipla do tipo I, o tumor 
funcional pancreático mais frequente é o:
a) glucagonoma
b) somatostinoma
c) gastrinoma
d) insulinoma
 ACERTEI  ERREI  DÚVIDA
UFF-RJ – Clínica Cirúrgica – 2013 
48. A síndrome do enfermo eutireoidiano pode ser carac-
terizada por níveis de T3 totais:
a) elevados, com TSH suprimido
b) elevados, com TSH elevado
c) baixos, com TSH abaixo do normal
d) baixos, com TSH baixo
e) baixos, com TSH elevado
 ACERTEI  ERREI  DÚVIDA
UFF-RJ – Clínica Cirúrgica – 2013 
49. Na prática clínica, ao se detectar nódulo tireoidiano 
palpável, pode-se afi rmar que:
a) se o TSH estiver suprimido, está indicada a punção 
do nódulo por agulha fi na
b) ausência de microcalcifi cações à ultrassonografi a di-
minui a chance de malignidade do nódulo
c) a fotocintilografi a com iodo radioativo não deve ser 
utilizada para dar prosseguimento à investigação
d) a punção aspirativa por agulha fi na deve ser descar-
tada se os níveis de TSH estiverem suprimidos
e) punção por agulha fi na negativa afasta totalmente a 
possibilidade de neoplasia maligna
 ACERTEI  ERREI  DÚVIDA
UFF-RJ – Clínica Cirúrgica – 2013 
50. No que diz respeito às neoplasias tireoidianas, pode-
-se afi rmar que:
a) o carcinoma papilífero é responsável pela maioria 
das doenças malignas tireoidianas
b) o carcinoma papilífero responde mal a doses ablati-
vas com iodo radioativo
c) no câncer tireoidiano, antes de se submeter o pa-
ciente a dose ablativa de iodo radioativo, é requerida 
dieta rica em iodo
d) o carcinoma anaplásico responde mal a doses ablati-
vas com iodo radioativo, mas tem excelente resposta 
com a quimioterapia
e) o microcarcinoma papilífero, tumor muito agressi-
vo, deve ser tratado com tireoidectomia total e doses 
ablativas de iodo radioativo
 ACERTEI  ERREI  DÚVIDA
UNICAMP – Clínica Cirúrgica – 2013
51. Paciente renal crônico, dialítico há 8 anos por hiper-
tensão arterial sistêmica, queixa-se de dor óssea, pru-
rido e radiograma de úmero mostra lesão osteolítica. 
A hipótese diagnóstica é:
a) osteossarcoma de úmero
b) carcinoma renal com metástase óssea
c) sarcoidose renal
d) hiperparatireoidismo secundário
 ACERTEI  ERREI  DÚVIDA
INCA-RJ – Clínica Cirúrgica – 2013 
52. O aumento glandular em pacientes com hiperparati-
reoidismo primário ocorre principalmente sob a for-
ma de:
a) adenoma único
b) hiperplasia única
c) hiperplasia múltipla
d) adenoma múltiplo
 ACERTEI  ERREI  DÚVIDA
UFF-RJ – Clínica Cirúrgica – 2013 
53. As principais complicações relacionadas à introdução 
de uma cânula de traqueostomia são:
a) obstrução e hemorragia
b) fratura do anel traqueal e obstrução
c) falso trajeto e fratura do anel traqueal
d) estenose hemorragia
e) falso trajeto e estenose
 ACERTEI  ERREI  DÚVIDA
UNICAMP – Clínica Cirúrgica – 2013
54. Assinale a afi rmativa correta em relação à cirurgia da 
traqueia:
a) a traqueografi a é indispensável na avaliação da ex-
tensão da estenose
b) a dilatação traqueal é a medida mais recomendada nas 
estenoses infl amatórias em situações de urgência
c) na maioria dos casos a traqueostomia de urgência é 
a medida a ser adotada
d) o carcinoma de células pequenas é o tumor primário 
mais frequente da traqueia
 ACERTEI  ERREI  DÚVIDA
UNICAMP – Clínica Cirúrgica – 2013
55. Mulher, 60 anos, queixa-se de sensação de sufocação 
ao deitar e disfagia de longa duração. A tomografi a 
computadorizada de tórax mostra imagem de limites 
lisos, densidade heterogênea e com áreas de calcifi ca-
ção no estreito superior do tórax, com desvio da tra-
queia e do esôfago. Assinale a alternativa correta.
a) o timoma é o tumor mais provável
b) não havendo sinais de hipertireoidismo, a cirurgia 
está contraindicada
c) a punção com agulha fi na é mandatória
d) o tratamento cirúrgico é a primeira escolha
 ACERTEI  ERREI  DÚVIDA
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Clínica cirúrgica | Cabeça e Pescoço | Questões para treinamento
SJT Residência Médica - 2015160
UFPE – Clínica Cirúrgica – 2013
56. Dentre as alterações benignas da mucosa da laringe 
tratadas pela microcirurgia, assinale a que é conside-
rada de origem congênita. 
a) nódulo vocal
b) cistos intracordais
c) polipose difusa bilateral
d) granolomas
 ACERTEI  ERREI  DÚVIDA
UFSC – Clínica Cirúrgica – 2013
57. Assinale a alternativa que completa corretamente a 
afirmativa abaixo. 
 O sítio mais comum de tumor metacrônico de um pa-
ciente tratado com câncer de laringe é:
a) esôfago
b) assoalho de boca
c) língua
d) pulmão
e) hipofaringe
 ACERTEI  ERREI  DÚVIDA
INCA-RJ – Clínica Cirúrgica – 2013 
58. Os higromas císticos se localizam com maior frequ-
ência na região:
a) retroesternal
b) cervical medial à borda do músculo esternocleido-
mastoideo
c) cervical lateral
d) submentoniana
 ACERTEI  ERREI  DÚVIDA
INCA-RJ – Clínica Cirúrgica – 2013 
59. Assinale a alternativa correta sobre os cistos tireo-
glossos.
a) é muito rara a ocorrência de infecção nestes cistos, 
porque eles são ricamente vascularizados
b) geralmente estão associados às alterações imunoló-
gicas da tireoide e à hiperplasia das paratireoides
c) a excisão cirúrgica requer a remoção da porção cen-
tral do osso hioide, assim como do cisto e do trajeto 
do ducto tireoglosso
d) essas lesões têm alta incidência de degeneração ma-
ligna a partir dos 10 anos, principalmente quando 
compromete o lobo piramidal da tireoide
 ACERTEI  ERREI  DÚVIDA
PUC-PR – Clínica Cirúrgica – 2013 
60. A sra. Maria dos Remédios, 43 anos, ascensorista 
de elevador, foi avisada por um dos médicos que 
atendem no prédio em que ela trabalha que sua 
tireoide estava aumentada. Ela chega na consulta 
e disse que não se incomodava com o “papo” [sic] 
mas com o inchaço nos pés e pernas. No exame mé-
dico é possível observar exoftalmia pronunciada, 
membros inferiores e superiores com pele resseca-
da com edema pré-tibial.
 Sobre o bócio, analise as afirmações a seguir:
I. O diagnóstico mais provável no caso relatado é 
bócio difuso tóxico.
II. A doençacabe-
ceira do leito, troca dos curativos e compressão local. Mas 
sangramentos maiores devem ser tratados em ambiente ci-
rúrgico, para uma adequada revisão da hemostasia, com li-
gadura dos vasos sangrantes. O sangramento vultoso é raro, 
e geralmente é devido a uma lesão inadvertida da artéria ino-
minada. Técnicas para minimizar esta complicação incluem: 
manter sempre a dissecção na linha média; afastamento late-
ral dos tecidos por planos anatômicos e uso da ligadura, ao 
invés da cauterização dos vasos sanguíneos. Resposta b.
120. O cisto do ducto tireoglosso é a mais comum massa 
cervical benigna, excetuando-se as adenopatias cervicais be-
nignas. A maioria dos cistos apresenta-se antes de o paciente 
completar cinco anos, mas pode surgir em qualquer idade, 
tendo sido relatados inclusive aos oitenta anos de idade. 
Apresenta-se como uma massa em linha média que se eleva à 
protrusão da língua e deglutição, sendo essa última sua mais 
constante característica.
Uma alta taxa de incidência era inicialmente observada com 
a excisão isolada do cisto. Em 1920, Sistrunk recomendou 
a retirada de um bloco de tecido desde a base da língua en-
volvendo o ducto, o cisto e parte do osso hioide. Com essa 
técnica, a taxa de recidiva gira em torno de 3%.
Resposta b.
121. Adenoma pleomórfi co é considerado o tumor mais 
comum das glândulas salivares. Histopatologicamente, apre-
senta-se com um padrão altamente diversifi cado e é derivado 
de uma proliferação simultânea de elementos ductais e mio-
epiteliais. Dentre todas as glândulas salivares, a parótida é a 
mais acometida. Resposta b.
122. Os adenomas constituem a mais frequente causa de 
hiperparatireoidismo, sendo em sua maioria únicos. Alte-
rações genéticas nos cromossomos 1 e 11 (relocação e de-
leções) predispõem ao seu desenvolvimento. O aumento de 
todas as glândulas paratireoides (hiperplasia) é a segunda 
causa mais frequente e, quando este aumento é assimétrico, 
pode ser confundido com adenoma. Os carcinomas são ra-
ros e, apesar de indolentes e de evolução lenta, apresentam 
maior morbidade em decorrência da hipercalcemia severa 
que podem induzir (> 14 mg/dL); as metástases são linfáticas 
ou hematogênicas (fígado, osso, pulmão). Pacientes expostos 
à radiação do pescoço são mais predispostos a desenvolver 
hiperparatireoidismo. O hiperparatireoidismo pode também 
se apresentar fazendo parte da neoplasia endócrina múltipla 
tipo I (NEM I ou síndrome de Werner), quando se associa 
a tumores de hipófi se e/ou de pâncreas, ou NEM IIA (Sín-
drome Sipple), quando se associa a carcinoma medular e/ou 
feocromocitoma, além de poder se apresentar como forma 
familiar isolada. Resposta a.
123. PAAF + citologia da tireoide é a ferramenta mais efeti-
va para determinar natureza do nódulo tireoidiano. Quando 
guiada pela ultrassom tem sensibilidade de 97%. Para a amos-
tra ser adequada à análise citológica, um dos critérios mínimos 
é a presença de pelo menos 6 grupos de células foliculares, cada 
um contendo 10 a 15 células derivadas de pelo menos dois as-
pirados do nódulo. A análise citológica do nódulo vai gerar 
4 categorias de diagnóstico: maligno (5-10%), benigno (60-
70%), indeterminado ou suspeito (15-20%) e não diagnóstica 
(8-18%). A acurácia destes resultados depende do profi ssional 
que realiza esse procedimento e da experiência do citologista. 
As indicações de punção por agulha fi na da tireoide são:
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Clínica cirúrgica | Cabeça e Pescoço | Gabarito comentado
SJT Residência Médica - 2015216
1- Nódulos maiores que 1 cm 
2- Nódulos menores que 1 cm:
a) nódulos em pacientes com características clínicas para alta 
suspeição de malignidade (o caso em questão).
b) nódulos com hipoecogenicidade associada a uma das se-
guintes características:
1- microcalcificações
2- ausência de halo ou halo incompleto
3- margens irregulares
4- hipervascularização: aumento do fluxo sanguíneo intra-
nodular
Resposta a.
124. As formações nodulares do pescoço de origem congênita 
são divididas em 2 grandes grupos: as formações da linha mé-
dia e as formações laterais do pescoço. As formações laterais do 
pescoço são tipicamente o cisto branquial, adenomegalia cer-
vical, hemangioma, linfangioma ou higroma cístico, oliva do 
torcicolo congênito. Já na linha média identificam-se dois tipos 
de lesão: o cisto dermoide – formação subcutânea composta de 
dois folhetos embrionários – ectoderma e endoderma (apare-
ce na linha média, pois é justamente onde o ocorre a fusão do 
disco embrionário, e portanto a intersecção entre endo e ecto-
derma); TERATOMA: semelhante ao cisto dermoide, porém 
composto dos três folhetos (ecto, endo e mesoderma); e CISTO 
TIREOGLOSSO: formação cística mediana do pescoço, que na 
sua origem se caracteriza por persistência e resquícios do ducto 
de tireoglosso, que é o trajeto da migração da tireoide da base a 
língua para a região cervical anterior. Se não há involução deste 
trajeto, o mesmo permanece após o nascimento, surge o ducto e 
vai virar cisto pelo gripo do associado. Resposta d.
125. A tireoide é uma glândula muito vascularizada, com uma 
velocidade de fluxo de 5 mL/g de tecido por minuto, à custa 
das artérias tireoideas superior e inferior. A artéria tireoidea 
superior é o primeiro ramo da carótida externa e penetra no 
polo superior da glândula, estabelecendo íntima relação ana-
tômica com o ramo externo do nervo laríngeo superior (NLS). 
A artéria tireoidea inferior se origina do tronco tireocervical, 
este ramo da artéria subclávia. Antes de penetrar na parte mé-
dia do lobo, a artéria se divide em vários ramos e se relaciona 
anatomicamente com o NLI. A artéria tireoidea ima, ramo da 
artéria inominada ou do arco aórtico, é de presença incons-
tante — cerca de 5 a 10% dos casos — e irriga o istmo. Podem 
ocorrer anastomoses entre as duas artérias tireoideas superio-
res, formando a arcada supraístmica, frequente fonte de ramos 
arteriais para o lobo piramidal. Ramos anastomóticos unem 
as artérias tireoideas superior e inferior. As artérias tireoideas, 
principalmente as inferiores, são responsáveis pelo suprimen-
to sanguíneo das glândulas paratireoides. Resposta d.
126. As células de Hurthle são células epiteliais grandes pro-
dutoras de tireoglobulina que estão presentes tanto em lesões 
tireoideanas neoplásicas e não neoplásicas e englobam entida-
des patológicas desde nódulos hiperplásicos com metaplasia 
de células de Hurthle, adenomas de células de Hurthle (ACHs) 
até os carcinomas de células de Hurthle (CCHs), os quais repre-
sentam cerca de 3 a 10% das neoplasias malignas da tireoide. 
A NCH da tireoide foi primeiramente descrita por Ewing em 
1928 e é um tumor que consiste de pelo menos 75% de células 
de Hurthle e poucas células coloides. Um ACH não pode ser 
diferenciado de um CCH por análise citológica. O carcinoma 
de células de Hurthle só pode ser diagnosticado pela evidência 
patológica de invasão vascular, extensão tumoral extracapsular 
e/ou metástases linfonodais ou a distância. Cerca de 5 a 35% 
dos tumores tireoideanos diagnosticados como NCH através 
da punção aspirativa por agulha fina (PAAF) serão diagnos-
ticados como CCH ao final da análise patológica. Resposta a.
127. Existem 2 tipos de hiperparatireoidismo – primário 
(adenoma de paratireoide hiperfuncionante, onde quando 
a própria glândula, autonomamente começa a produzir hor-
mônio, sem qualquer interferência do meio externo); e se-
cundário (ocorre hipertrofia ou hiperplasia da paratireoide 
por conta de situação de falta de estímulos da mesma, por 
exemplo falência renal). Em ambos os casos o excesso da 
PTH sérico causa destruição óssea, com grandes riscos de 
incapacidade de help-gtrico. Resposta a.
128. O achado de um PTH intacto elevado na presença de 
hipercalcemia estabelece o diagnóstico. Como hipercalcemia 
pode resultar de uma simples oclusão venosa, ela deve ser 
confirmada com uma segunda coleta sem oclusão. Pacientes 
com hipoalbuminemia podemse apresentar com calcemia 
normal, devendo-se nestes casos solicitar o cálcio ionizado 
ou corrigir a calcemia de acordo com os níveis de albumina. 
O aumento na filtração renal de cálcio devido à hipercalce-
mia pode sobrepujar a ação do PTH a nível de túbulo distal 
(reabsorvendo o cálcio), levando a uma hipercalciúria em 
35-40% dos pacientes; logo, a calciúria pode ser alta, normal 
alta ou, nos casos associados com deficiência de vitamina D, 
baixa. Nefrocalcinose ou insuficiência renal podem se insta-
lar dependendo do grau e duração da hipercalcemia. 
A grande maioria dos pacientes tem níveis de PTH bastante 
elevados, mas 7-10% têm níveis pouco elevados ou normal, 
os quais, na presença de hipercalcemia, são considerados 
inapropriadamente altos.
O fósforo se encontra normal baixo ou baixo e fosfatase alca-
lina, elevada. A reabsorção tubular renal de magnésio é esti-
mulada pelo PTH, mas inibida pela hipercalcemia, de modo 
que alguns pacientes desenvolvem hipomagnesemia. Acido-
se metabólica hiperclorêmica é incomum, mas pode ocorrer 
se o PTH estiver muito elevado (inibe a reabsorção proximal 
de bicarbonato), de modo que hipercloremia e diminuição 
no bicarbonato sérico ajuda a diferenciar hiperparatireoidis-
mo de outras causas de hipercalcemia. 
Devido ao fato do PTH ter ação catabólica no esqueleto apen-
dicular (osso cortical, principalmente em terço distal do rá-
dio) e anabólica no esqueleto axial (vértebras), a densitometria 
revela uma diminuição da densidade em ossos corticais. Em 
mulheres pós-menopausa, pode haver uma proteção contra a 
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perda óssea trabecular (vértebras). Radiografi as simples não 
devem ser realizadas a menos que haja uma suspeita clínica de 
fratura vertebral. Porém, radiografi as de mão revelam erosões 
ósseas subperiosteais. Parece que a maior perda óssea ocorre 
no início do hiperparatireoidismo, seguindo-se um período 
estável, com pouca evolução da doença óssea. 
O diagnóstico diferencial deve ser feito com a hipercalcemia 
do câncer (o PTH geralmente é normal e o PTH-rP, elevado), 
hipercalcemia hipocalciúrica familiar (defeito do receptor do 
cálcio nas paratireoides e rins; o PTH é normal e geralmente 
há história familiar), uso de medicações (os tiazídicos redu-
zem a excreção urinária de cálcio e o lítio causa um aumento 
no PTH sérico e no volume das paratireoides e deve também 
reduzir a excreção renal de cálcio). Resposta b.
129. Seguem as determinações da Sociedade Brasileira de Ci-
rurgia de Cabeça e Pescoço:
“As opiniões convergiram para a identifi cação do método 
vídeoassistido como de escolha para adoção, em compara-
ção com o método puramente vídeo endoscópico. Ao con-
trario do método vide-endoscópico, a cirurgia vídeoassis-
tida dispensa treinamento prévio formal em cirurgia vídeo 
laparoscópica, podendo ser reproduzida por especialistas em 
cirurgia de cabeça e pescoço com resultados semelhantes aos 
descritos na literatura.
Os elevados custos associados ao método vídeoassistido, perti-
nentes ao uso de material de vídeo (ótica, vídeocamera, moni-
tor), material cirúrgico específi co (afastadores e descoladores) 
e, principalmente, do Bisturi Harmônico constituem impor-
tante obstáculo na utilização do método em larga escala.
Os resultados obtidos por cirurgiões Brasileiros parecem con-
cordar com os dados publicados na literatura (principalmente 
pelo autor do método) no que diz respeito aos benefícios estéti-
cos e de menor desconforto no pós-operatório desses pacientes.
A recomendação dessa técnica cirúrgica, assim como seus 
potenciais benefícios, somente poderão ser efetivados pela 
SBCCP após realização de estudo prospectivo e randomi-
zado comparando-a com o método convencional. Aspectos 
como: 1- custo fi nal do procedimento (incluindo tempo de 
realização do procedimento); 2- complicações associadas; 3- 
desconforto no pós-operatório imediato; 4- tempo de inter-
nação hospitalar; 5- aspecto estético fi nal da cicatriz, deverão 
estar incluídos entre os quesitos do estudo
Indicações: nodulectomias de tireoide, adenomas de parati-
reoide, tireoidectomias para tireoide de tamanho normal ou 
discretamente aumentadas”. Resposta d.
130. Várias características dos nódulos de tireoide são le-
vadas em consideração, para suspeitar ou considerar pior 
prognóstico. A presença de um nódulo único é de pior prog-
nóstico, quando maior de 2 cm, acima de 50 a 60 anos, sexo 
masculino também refl etem pior prognóstico. A calcifi cação 
pode ser característica de bócios antigos, em que o processo 
infl amatório crônico acaba levando à formação do bócio com 
calcifi cação. Porém em jovens, nódulos calcifi cados também 
são de pior prognóstico, pois tem a maior chance de se tratar 
de carcinoma papilfero. Resposta d.
131. Paciente com antecedentes mórbidos importantes 
para neoplasia do trato aéreo – digestivo-superior. Pele 
teoria do campo de cancerização, em que toda a mucosa 
exposta ao cigarro pode sofrer transformação neoplásica, 
faz-se necessário investigar imediatamente com endosco-
pias – cavidade oral, faringe, laringe à busca de primários 
neste território. Feito esta parte, o próximo passo seria 
a biópsia do tumor primário para confirmação histoló-
gica, seguida da tomografia computadorizada da região 
cervico-facial, RX tórax, endoscopia digestiva alta. Se por 
ventura, não se identificar lesão primária que explique a 
lesão cervical, será necessário a biópsia da massa, que deve 
ser feita através de PAAF, para confirmação histológica. 
Evita-se core-biópsia pelo risco de implantação das células 
tumorais no trajeto da biópsia. Resposta c.
132. É mandatório em primeiro lugar efetuar uma biópsia 
para confi rmação anatomopatológica da lesão. Em se con-
fi rmando tratar-se de Carcinoma Epidermoide, deve-se es-
tabelecer o tamanho exato da lesão, localização, presença de 
linfonodos cerviais para defi nição da conduta cirúrgica em 
relação ao pescoço. Resposta e.
133. O quadro descrito é compatível com hipertireoidismo 
decorrente de doença de Graves (hipertireoidismo, bócio di-
fuso e exoft almia), que responde por 80% ou mais dos casos 
de hiperfunção da tireoide.
Doença de Plummer não cursa com bócio difuso, trata-se de 
um nódulo autônomo, que responde por 6 a 12% dos casos 
de hipertireoidismo no Brasil, acometendo a maioria das ve-
zes indivíduos com idade > 60 anos, e quando nos deparamos 
com a pergunta, DG ou doença de Plummer, leve em conta 
as principais diferenças: oft almopatia e mixedema pré-tibial 
apenas presentes na DG; bócio difuso na DG e nodular na 
doença de Plummer; positividade para anticorpos amtipe-
roxidase, antitireoglobulina e antireceptor do TSH (TRAb) 
apenas na DG. Poucos casos de coexistência da DG com 
doença de Plummer foram descritos na literatura mundial, 
caracterizando a rara síndorme de Marine-Lenhart.
Tireoidite subaguda cursa com hipertireoidismo transitório 
de hormônios pré-fabricados, e pode se confundir com DG 
(exceto a tireoidite de De Quervein, que obrigatoriamente 
cursa com dor), mas não há exoft almia e as manifestações 
clínicas são mais brandas. Resposta b.
134. Diante desta situação clínica, o primeiro passo é confi r-
mar a hiperfunção solicitando TSH ultrassensível e T4 livre, 
que aliás bastaria para confi rmar o diagnóstico, já que o qua-
dro é muito típico. A pesquisa do anticorpo TRAb (anticorpo 
antireceptor do TSH) não é necessária para o diagnóstico, 
devendo ser reservada para as seguintes situações:
No diagnóstico da doença de Graves eutireoidea;
No diagnóstico do hipertireoidismo apatético (veja este tópi-
co na sua apostila);
Na distinção entre doença de Graves e tireoidite pós-parto;
Na avaliação do risco de recidiva do hipertireodismo após 
suspensão do tratamento com as tionamidas. Resposta c. 
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135.O câncer de tireoide é o câncer endócrino mais comum, 
mas corresponde somente a 1% de todas as malignidades, e 
no que diz respeito a taxa de cura, é verdade que o carcinoma 
papilífero, o mais comum entre os tumores da tireoide, res-
ponde pelas melhores taxas de cura, mas quando se trata de 
carcinoma medular, e particularmente do carcinoma anaplá-
sico, esta afirmação é falsa, uma vez que este último tem um 
curso clínico devastador.A orientação para o tratamento dos 
carcinomas diferenciados (carcinomas papilífero e folicular) 
consiste em cirurgia, que geralmente é tireoidectomia quase 
total ou total, ablação com I¹³¹, uma vez que estes tumores 
são sensíveis ao radioiodo, e terapia supressiva com hormô-
nio tireoidiano, já estes tumores são hormônio dependentes.
Embora a PAAF seja o padrão-ouro para o diagnóstico de cân-
cer de tireoide, sabe-se que este procedimento apresenta limita-
ção quanto ao diagnóstico diferencial entre adenoma folicular 
e carcinoma folicular. Diante desta limitação os recursos utili-
zados para definir o diagnóstico são repetir a PAAF, e mais re-
centemente a imuno-histoquímica para peroxidase tireoidiana 
com um anticorpo monoclonal (MoAb 47) parece promissora 
para melhorar a acurácia da PAAF nas lesões foliculares. A sen-
sibilidade deste método é de 100% e a especificidade de quase 
70%. Um outro marcador, menos acurado, na distinção das ne-
oplasias foliculares é a galectina-3 (Gal3). Resposta b.
136. As células tumorais do carcinoma papilífero apresentam 
núcleos geralmente grandes, irregulares com inclusões intra-
nucleares denominadas “orphan Anne eye change”.
O carcinoma medular apresenta como característica histoló-
gica a presença de depósito amiloide no estroma. A tireodite 
de De Quervein msotra um processo inflamatório granulo-
matoso, enquanto a tireoidite de Hashimoto se caracteriza 
por grupos de celulas foliculares pequenas, células histioci-
tárias gigantes, linfócitos e macrófagos, células epitelioides e 
a presença de células de Askanazy (células foliculares modi-
ficadas com atipias nucleares). Guarde todas estas informa-
ções, para o preceptor, tudo é possível na hora de elaborar 
perguntas de RM, supreenda-o acertando todas. Resposta a.
137. Estamos diante de uma paciente com quadro de tire-
otoxicose. Diante de uma situação como esta, a primeira 
impressão diagnóstica passa pela possibilidade de doença 
de Graves, sim, é verdade, mas cuidado, olhe os pequenos 
detalhes aqui relatados, esta paciente apresenta VHS muito 
elevada e RAIU suprimida, achados que não são pertinen-
tes a doença de Graves, mas sim a tireoidite subaguda de 
De Quervein. Lembre que esta tireoidite é a única forma 
de doença tireoidiana a cursar com tireotoxicose, VHS ele-
vada e RAIU suprimida, faltando neste caso o último dado 
relevante para esta situação clínica que é o bócio doloroso.
Feita estas considerações, vale destacar que nas tireoidites, 
o hipertireoidismo resulta da liberação de hormônios pré-
-fabricados (ruptura folicular), portanto não há indicação 
de suprimir a formação de novo pool de hormônios, pois 
ao reduzir a atividade inflamatória a disfunção hormonal 
regridirá, sendo assim basta freiar as manifestações adre-
nérgicas secundárias aos efeitos periféricos dos hormônios 
tireoidianos, e usar medicações com efeito anti-inflamató-
rio, no caso prednisona, numa dose de 40-60 mg/dia com 
redução gradual durante quatro a seis semanas. Poderia ser 
AINH, mas nas outras opções o que está inadequado é a 
prescrição de tionamidas (metimazol ou propiltiouracil). 
Este é um tema obrigatório para as provas de RM, portanto 
de vez em quando visite-o. Resposta c.
138. Aumento de tireoide sem dor não pode ser tireoidite 
de De Quervein, logo esta opção fica imediatamente des-
cartada. Estamos diante de uma mulher de meia-idade com 
bócio indolor, com avaliação hormonal que é compatível 
com hipotireoidismo subclínico (TSH acima de 10 uU/mL, 
T4 livre normal -0,9 a 2, T3 total normal-80 a 220 ng/dL). 
Além deste aspecto, vale ressaltar a positividade dos anti-
corpos que estão presentes com tireoidite de Hashimoto, a 
mais comum entre todas as tireoidites, e que no nosso meio 
corresponde à principal causa de hipotireoidismo. Este é o 
diagnóstico desta paciente.
Tireoidite de Riedel é uma forma rara de tireopatia, cuja ex-
pressão mais característica é de um bócio lenhoso, por vezes 
pétreo, com infiltração para as estruturas vizinhas, e que ne-
cessita de biópsia para excluir câncer de tireoide.
Doença de Plummer é classicamente nódulo funcionante, 
autônomo, e que portanto se expressa como hipertireoidis-
mo. Resposta c.
139. PAAF é o padrão-ouro para o diagnóstico de nódulo de 
tireoide, no entanto apresenta limitação quanto ao diagnóstico 
de carcinoma folicular e/ou de células de Hurthle, pois para 
que este método seja efetivo em definir esta malignidade torna-
-se necessário identificar invasão tumoral vascular ou capsular. 
Esta limitação também ocorre com frequência pelo exame de 
congelação. Com a repetição do exame, usualmente se conse-
gue um diagnóstico em 50% dos casos. A imuno-histoquímica 
para a peroxidase tireoidiana com um anticorpo monoclonal 
(MoAb 47) parece promissora para melhorar a acurácia da 
PAAF nas lesões foliculares. A sensibilidade é de 100% e es-
pecificidade de quase 70%, na experiência de alguns autores. 
Um outro marcador tumoral, menos acurado, na distinção das 
neoplasias foliculares é a galectina-3 (Gal3). Resposta a.
140. A única tireopatia que se expressa como doença fibro-
sante, dando ao exame clínico aumento tireoidiano seme-
lhante aos carcinomas, de bócio pétreo, infiltrativo, com-
prometendo estruturas vizinhas, é a tireoidite de Riedel, 
que corresponde a forma mais rara de tireoidite. Acomete 
usualmente indivíduos entre a quarta e a sexta década de 
vida, sendo duas vezes mais comum no sexo feminino. É 
também denominada tireoidite esclerosante, fibrótica, in-
vasiva, ou estruma de Riedel. A etiopatogenia da prolifera-
ção fibroblástica é desconhecida. Cerca de um terço dos ca-
sos desenvolve alguma forma de fibrose extracervical (por 
exemplo mediastinal, peritoneal ou colangite esclerosante). 
Os testes de função tireoidiana em geral encontram-se nor-
mais, exceto nos casos de comprometimento extenso da 
glândula, quando hipotireoidismo pode acontecer. Títulos 
elevados de anticorpos antitireoidianos são encontrados 
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em até 67% dos casos, entretanto, não está defi nido se esses 
anticorpos são uma causa ou a consequência da destruição 
fi brótica da tireoide.
Na maioria dos casos o diagnóstico é defi nido pela biópsia a 
céu aberto, pois a PAAF é de difícil realização, dada a rigidez do 
tecido. O exame histopatológico tem como característica uma 
fi brose intensa, comprometendo a glândula total ou parcialmen-
te e que se estende além da cápsula, podendo envolver nervos, 
vasos, tecido muscular, adiposo e até as paratireoides. O trata-
mento cirúrgico mais tradicional para esta doença é a istmecto-
mia descompressiva, mas atualmente o uso de tamoxifeno tem 
resultado em boa resposta para muitos casos. Resposta d.
141. Estamos diante de um homem de 50 anos de idade com 
um nódulo de tireoide confi rmado por exame ultrassonográ-
fi co. A avaliação laboratorial demonstra TSH baixo, o que é 
compatível com hiperfunção tireoidiana, dessa forma a hipó-
tese diagnóstica mais provável é adenoma funcionante, ou seja 
doença de Plummer, sendo assim o próximo exame é cintilo-
grafi a da tireoide para defi nir tratar-se de um nódulo quente. 
A PAAF que é o padrão-ouro para a grande maioria dos nódu-
los, não se aplica a este caso, uma vez que diante de um nódulo 
com hiperfunção, a cintilografi a é prioridade, pois demonstra-
rá uma área nodular de hipercaptação, e a PAAF pode ser fator 
desencadeante para tireotoxicose. Resposta a.
142. São fatores de risco para carcinoma de tireoide nos pa-
cientescom nódulo da tireoide:
Fatores de risco para o carcinoma de tireoide nos pacien-
tes com nódulo da tireoide
História de irradiação da cabeça e 
do pescoço
História familiar de câncer 
de tireoide ou NEM 2
Idade 45 anos
Paralisia das cordas vocais, 
voz rouca
Doença bilateral
Nódulo aderido às estrutu-
ras adjacentes
Tamanho do nódulo aumentado 
(> 4 cm)
Extensão extratireoidiana
Massa no pescoço nova ou em ex-
pansão
Suspeita de acometimento 
dos linfonodos
Sexo masculino
Defi ciência de iodo
(câncer folicular)
Diante do exposto, não temos resposta a esta questão, uma 
vez que todos são fatores de risco para câncer de tireoide. 
Gabarito ofi cial a.
143. Nódulo tireoidiano funcionante é sinônimo de doença 
de Plummer, ou seja, nódulo autônomo, que corresponde no 
nosso meio a 12% dos casos de hipertireoidismo. Sua preva-
lência é maior em áreas com defi ciência de iodo, atingindo 
uma população mais idosa, sendo as mulheres mais acome-
tidas, em uma proporção de até 15:1. A apresentação clíni-
ca como já dissemos é de hipertireoidismo, com supressão 
do TSH e elevações de T3 e T4. A confi rmação se dá pela 
comprovação de nódulo hipercaptante (quente) à cintilogra-
fi a com I¹³¹, com supressão total ou parcial da atividade do 
restante da glândula. 
Respondendo a pergunta, vamos discutir as propostas tera-
pêuticas:
1- Após estabelecer o estado eutireoideo, com a prescrição de 
tionamidas, a recomendação é a ablação do nódulo;
2- Cirurgia geralmente recomendada para nódulos com mais 
de 3 cm;
3- Ablação com iodo radioativo (I¹³¹), uma terapêutica bara-
ta e efi caz, e que é mais frequentemente reservada para pa-
cientes idosos, portadores de cardiopatias e nódulos 4 cm, histologia com células de Hurthle e a presença 
de acentuada invasão vascular. Resposta a.
146. Carcinoma de células de Hurthle corresponde a 3% dos 
casos de carcinoma de tireoide, trata-se de uma variante do 
carcinoma folicular, com comportamento agressivo, multifo-
cal e bilateral, ao contrário do folicular. Cerca de 90% de suas 
metástases não captam I¹³¹ (ao contrário do que se observa 
no carcinoma folicular), portanto não está associado a tireo-
toxicose. Resposta d.
147. Este é um assunto comum, recorrente nas provas de 
RM inclusive para o R3 de cirurgia, procure organizar suas 
informações de forma a não perder nenhuma questão sobre 
este assunto. Carcinoma medular da tireoide apresenta-se de 
duas formas, a esporádica que corresponde a 80% dos casos, 
e a forma familiar que corresponde a 20% dos casos, e que se 
associa portanto às MEN.
MEN 2A: carcinoma medular (100% de penetrância), feo-
cromocitoma (50%) e hiperparatireoidismo (25%).
MEN 2B: carcinoma medular, feocromocitoma, habitus mar-
fanoide e neuromas múltiplos da língua, pálpebras e mucosa 
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oral, acompanhados de ganglioneuromas espalhados pelo 
TGI, que provocam quadros clínicos que variam de megacólon 
a diverticulite. Esta forma de apresentação é menos comum, 
na qual os pacientes têm uma forma mais agressiva e mais 
precoce de carcinoma medular do que aquele observado na 
MEN-2A, e ao diagnóstico, frequentemente está associado à 
extensão extracapsular da glândula e à presença de metástases 
para linfonodos regionais e a distância. Poucos pacientes com 
MEN-2B sobrevivem além dos 20 anos de idade. Resposta e.
148. Nódulos tireoidianos são achados bastante comuns, 
presentes em 4 a 7% da população ao exame físico. Essa fre-
quência é ainda maior quando analisamos dados ultrassono-
gráficos e de autópsia, e excede 50% quando considerados 
indivíduos com mais de 60 anos, principalmente mulheres 
(opção A, errada!). 
Embora câncer de tireoide seja mais comum em mulheres, 
o risco de um nódulo solitário de tireoide ser maligno em 
homens é duas a três vezes maior (opção B, errada!).
Carcinoma medular da tireoide corresponde a 5 a 10% dos 
carcinomas de tireoide, podendo se apresentar de duas formas, 
esporádica (80% dos casos) ou familiar (20 a 25% dos casos, e 
correspondem as síndromes MEN 2A e MEN 2B, das quais 
nos ocuparemos em outro momento), esta última de transmis-
são autossômica dominante, com alta penetrância e expressão 
variável. Acomete ambos os sexos, em qualquer idade. Trata-
-se de tumor agressivo, cujo diagnóstico precoce é imperativo 
para o sucesso da cirurgia, que consiste sempre em tireodecto-
mia. O uso da dosagem da calcitonina basal ou pós-estímulo 
com pentagastrina ou cálcio permite diagnóstico e tratamento 
precoces do carcinoma medular de tireoide, com maior chance 
de cura e menor taxa de mortalidade (opção C, correta!).
Lesão cística é essencialmente benigna, lesões mistas podem 
ser compatíveis com malignidade (opção D, errada!).
PAAF é o padrão-ouro para o diagnóstico de nódulo de ti-
reoide, cuja finalidade é diferenciar lesões benignas das ma-
lignas, no entanto, este método apresenta limitações quando 
se trata de lesão folicular, não conseguindo em muitos casos 
diferenciar adenoma de carcinoma folicular (opção E, erra-
da!). Resposta c.
149. Pergunta simples e comum nas provas de RM. Nódu-
lo de tireoide, com TSH normal, a principal preocupação 
é sempre diferenciar adenoma de carcinoma. A PAAF é o 
padrão-ouro para esta situação clínica, lembrando mais uma 
vez que apesar de ser o exame ouro para diagnóstico de nó-
dulo tireoidiano, apresenta limitação quanto ao diagnóstico 
de lesão folicular, não sendo capaz de diferenciar adenoma 
de carcinoma folicular na maioria dos casos, e esta restrição 
se dá inclusive com a biópsia de congelação. Resposta e.
150. Sinais clássicos de hipocalcemia, em decorrência de hi-
poparatireoidismo transitório que ocorre pós-tireoidecomia 
total, em um faixa que varia de 2 – 3% dos casos. As manifes-
tações mais comuns são espasmos musculares e parestesias 
nos dígitos. A hipocalcemia grave pode apresentar outros 
sintomas, como espasmos da laringe ou da musculatura dos 
membros, broncoespasmo, convulsões e até parada respira-
tória. Os sinais semióticos clássicos são o de Chvostek (con-
tração facial com a percussão do nervo facial ipsilateral) e de 
Trousseau (espasmo carpal produzido pela oclusão da artéria 
braquial), porém ambos frequentemente estão ausentes em 
hipocalcemias leves ou moderadas.
Em casos de hipocalcemia sintomática, é segura a reposição 
de 1 a 3 g de gluconato de cálcio intravenoso em um perío-
do de 20 minutos, seguida de reposição lenta do restante do 
déficit. É necessário sempre tratar, quando presente, a hipo-
magnesemia. Resposta c.
151. Os carcinomas bem diferenciado respondem por mais de 
90% dos tumores de tireoide, a forma papilífera(ao redor de 
70%), é o tumor mais frequente de todos, seguido do folicular 
(14%), medular (10%) e o indiferenciado ( 70 ng/mL no pós-
-operatório - antes da dose terapêutica (DT) de I - indicava a 
presença de metástases em mais de 90% dos casos.
Causas de tiroglobulina (TG) elevada e PCI negativa
Contaminação com iodo
Níveis de TSH sufi cientes para induzir síntese de Tg, mas não 
sufi cientes para estimular captação I131 
Presença de tecido tireoidiano remanescente
Elevação falso-positiva da Tg (anticorpos, efeito hook)
Metástases difusas e muito pequenas para serem detectadas, 
porém capazes de produzir Tg
Transformação para uma forma mais indiferenciada de câncer, 
levando à menor captação do I131
Resposta d.
156. Observe a tabela abaixo:
Indicações Cirúrgicas para o 
Hiperparatireoidismo Primário
1. Nefrolitíase
2. Osteíte fi brosa cística
3. HPTP assintomático, associado a uma ou mais das seguin-
tes situações:
• Cálcio sérico 1 mg/dL acima do limite superior da normali-
dade
• Calciúria das 24 horas (> 400 mg)
• Redução ≥ 30% no clearance de creatina
• Escore “t”risco de hipercal-
cemia e/ou hiperfosfatemia, efeitos comumente observados 
quando a vitamina D é administrada diariamente. A dose de 
calcitriol semanal preconizada é dividida em três tomadas 
(dias alternados), sendo que nos pacientes hemodialisados 
é prescrita após sessões de hemodiálise. Nos graus leves de 
hiperparatireoidismo secundário, PTH entre 350 e 600 pg/
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mL, a dose semanal inicial é de 3 pg; nos casos moderados, 
PTH entre 600 1200 pg/mL, 6 μg/semana e, nos casos graves, 
PTH maior que 1.200 pg/mL, doses de até 12 pg/semana. A 
cada quatro semanas, a dose inicial pode ser incrementada 
de 1,5 a 3 pg/semana, caso o PTH não tenha atingido a faixa 
adequada para pacientes com IRC, ou seja, níveis em torno 
de 200 pg/mL. Atingido esse objetivo, a dose de manuten-
ção para qualquer grau de gravidade do hiperparatireoidis-
mo permanece normalmente em torno de 1,5 mg/semana. 
A dose da vitamina deve ser reduzida em 50%, nos casos de 
hipercalcemia e/ou fósforo maior que 6,5 mg/dL e/ou produ-
to cálcio x fósforo maior que 60. Os casos não responsivos à 
pulsoterapia devem ser encaminhados a paratireoidectomia. 
Após o tratamento cirúrgico, a redução abrupta dos níveis de 
PTH ocasiona fenômeno conhecido como “fome óssea”, no 
qual a necessidade diária de vitamina D pode ser extrema-
mente grande. Nesses casos, doses entre 1,5 a 4 μg/dia são 
utilizadas, comumente, na primeira semana pós-operatória, 
período em que os níveis séricos de cálcio iônico devem ser 
monitorados de três a quatro vezes por dia.
Diferentemente do hiperparatireoidismo secundário, no 
tratamento da osteomalacia não se utiliza pulsoterapia. Pelo 
contrário, a administração da vitamina D é feita diariamente, 
sendo a via oral preferida. A dose de calcitriol recomendada é 
de até 0,5 mg/dia nos pacientes na fase pré-dialítica e varia de 
0,5 a 1 μg/ dia nos pacientes em diálise. O controle do trata-
mento é feito por meio da observação da melhora clínica e da 
normalização dos níveis de fosfatase alcalina. A semelhança 
da pulso terapia, é primordial o monitoramento dos níveis de 
cálcio e fósforo durante o tratamento.
No hiperparatireoidismo secundário devido a insuficiência 
renal, níveis séricos altos de cálcio e fosfato podem causar 
calcificação disseminada na pele, nos tecidos moles e nas ar-
térias (calcifilaxia) isto pode resultar em necrose isquêmica 
dolorosa, aspectos este que requer indicação precisa de para-
tireoidectomia. Resposta b. 
158. Os carcinomas bem diferenciados da linhagem folicular 
são aqueles que precisamente cursam com boa captação de 
Iodo radioativo, no caso de metástases ou persistências tu-
morais, pois as células metastáticas são foliculares. Já no CA 
medular, são células parafoliculares, que não captam iodo, o 
mesmo com as células de Hurthle, que são mais indiferencia-
das, e por este motivo não se deve fazer seguimento destes 
casos com PCI pós-operatória. Resposta d.
159. Observe as informações abaixo:
Parótida Benignas 80% Malignas 20%
Adenoma 
pleomórfico – 80%
Câncer mucoepidermoide
Tumor de Warthin
Resposta c.
160. Mutações germinativas do oncogene RET causam pre-
disposição para todas as formas de carcinoma medular da 
tireoide familiar, seja quando estas fazem parte de MEN2, 
seja quando se apresentam como manifestação isolada. As 
diferentes formas clínicas de MEN2 estão associadas a mu-
tações distintas do RET que causam alteração de apenas um 
aminoácido. Todas essas mutações de ponto provocam um 
efeito de “ganho de função” que causam, por sua vez, uma 
ativação descontrolada da atividade tirosina-quinase (TK) 
do receptor. O mecanismo molecular dessas alterações é uma 
homodimerização constitutiva que afeta as cisteínas extra-
celulares; apesar de a estrutura tridimensional do domínio 
extracelular do RET ainda ser desconhecida, essas cisteínas 
formam, provavelmente, pontes dissulfeto no receptor muta-
do que resultam numa cisteína não pareada que forma uma 
ponte intermolecular ativadora. A explicação dos diferentes 
fenótipos encontrados na prática clínica é dada pelas inten-
sidades variadas de indução da dimerização observadas nas 
diversas mutações. Assim, mutações de RET associadas a 
FMTC apresentam uma dimerização possivelmente menor e 
isso explicaria porque suas atividades quinase e oncogênicas 
seriam menores do que as apresentadas pelos mutantes de 
MEN2A. Resposta e.
161. Câncer anaplásico não costuma responder à cirur-
gia, não responde à radioterapia, e também não responde 
à quimioterapia, por este motivo são considerados fora de 
possibilidade terapêutica de cura. A sobrevida situa-se em 
torno de 2 a 12 meses, com 90% dos pacientes vindo a fale-
cer dentro de 6 meses, são portanto tumores de crescimento 
rápido invasivo locoregional e a distância. A principal causa 
de óbito está relacionada a obstrução das vias aéreas supe-
riores. Resposta b.
162. Observe abaixo os principais sinais e sintomas do hiper-
tireoidismo:
Frequência dos sintomas da doença de Graves
Sintomas % Sintomas %
Nervosismo 99 Aumento do apetite 65
Sudorese excessiva 91 Queixas oculares 54
Intolerância ao calor 89 Edema de MMII 35
Palpitação 89 Hiperdefecação 33
Fadiga 88 Diarreia 23
Perda de peso 85 Distúrbios menstruais 20
Dispneia 75 Anorexia 9
Fraqueza 70 Ganho ponderal 2
Constipação 4
Resposta a. 
163. A conduta é verificar o status de função hormonal 
e já pedir a PAAF, pela presença de microcalcificações, 
que pode ser sugestivo de malignidade (lembre-se que 
o CA papilífero tem forte tropismo por cálcio, forman-
do as calcificações denominadas corpos psamomatosos). 
Resposta c.
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164. As manifestações mais comuns de hipocalcemia são, es-
pasmos musculares e parestesias nos dígitos. A hipocalcemia 
grave pode apresentar outros sintomas, como espasmos da 
laringe ou da musculatura dos membros, broncoespasmo, 
convulsões e até parada respiratória. Os sinais semióticos 
clássicos são o de Chvostek (contração facial com a percussão 
do nervo facial ipsilateral) e de Trousseau (espasmo carpal 
produzido pela oclusão da artéria braquial), porém ambos 
frequentemente estão ausentes em hipocalcemias leves ou 
moderadas. Resposta d. 
165. Como já dito em outro teste, a tireoglobulina é marca-
dor específi co para seguimento de CA bem diferenciado da 
tireoide (linhagem folicular – papilífero e folicular). No se-
guimento pós-operatório os níveis séricos desejáveis corres-
pondem a valores tão baixos quanto 400 mg)
• Redução ≥ 30% no clearance de creatina
• Escore “t”estejam relacionadas com hiperti-
reoidismo, a causa mais comum (70 a 80% dos casos) é do-
ença de Graves. Em pacientes hipertireoideos, a presença dos 
anticorpos antirreceptores do TSH (TRAb) é específi ca para 
a DG, indicando doença ativa (presente em 70 a 100% dos 
casos). A determinação dos TRAb está indicada apenas em 
algumas situações específi cas, tais como:
1- no diagnóstico da DG eutireoidea;
2- no diagnóstico do hipertireoidismo apatético;
3- na distinção entre doença de Graves e tireoidite pós-parto;
4- na avaliação do risco de recidiva do hipertireodismo após 
a suspensão do tratamento com as tionamidas;
Considerando que esta mulher jovem hipertireoidea com 
atraso menstrual e beta-HCG positivo está grávida, a melhor 
droga para conduzir o hipertireoidismo na gestação é PTU, 
embora estudos mais recentes não considerem mais con-
traindicação formal ao uso de metimazol. 
Tireotoxicose gestacional transitória é comum, e observa-
-se em 2 a 4% das gestações e não tem origem autoimune. É 
usualmente causada por níveis persistentemente elevados de 
hCG (> 100.000 UI/L) e ocorre durante o primeiro trimestre 
e parte do segundo, mas não se caracteriza pela exuberância 
do quadro descrito. Resposta b.
169. O objetivo da cirurgia no carcinoma papilífero de tireoi-
de é remover todo o tecido tumoral da região cervical. Se o 
tumor tiver um diâmetro maior do que 1 cm, a cirurgia de 
escolha é a tireoidectomia total (TT) ou quase total (TQT), 
com remoção da glândula com identifi cação cuidadosa das 
paratireoides e dos nervos recorrentes. Quando o cirurgião 
percebe algum risco na execução da TT, uma pequena par-
te da tireoide pode ser conservada, especialmente a cápsula 
posterior, do lado contralateral do tumor, realizando-se as-
sim a TQT. As principais justifi cativas para a retirada total 
da glândula são: (1) 20 a 80% dos tumores papilíferos são 
multicêntricos; (2) um terço é bilateral; (3) 10% dos doentes 
apresentam recorrência do tumor no lobo contralateral. Para 
pacientes com carcinoma papilífero de diâmetro inferior a 1 
cm, unifocal e interlobular pode ser a lobectomia do mesmo 
lado do tumor, associado a istmectomia (tireoidectomia sub-
total) ou a TQT. 
O tratamento pós-cirúrgico com radioiodo (I¹³¹) permite a 
ablação dos remanescentes tireoidianos, destrói focos mi-
croscópicos de câncer e trata as metástases quando utilizado 
em altas doses. Muito bem, depois dessas considerações per-
tinentes, fi ca claro dizer que a paciente da opção A não tem 
indicação de radioiodo, visto que a proposta terapêutica 
estabelecida para esta paciente foi incorreta.
Carcinoma folicular da tireoide é mais agressivo do que o pa-
pilífero, devendo ser tratado de forma mais agressiva. O pro-
cedimento cirúrgico de escolha é a TT ou a TQT. Mesmo na-
quelas ocasiões em que o diagnóstico é defi nido apenas pela 
parafi na, alguns dias depois da cirurgia indica-se a comple-
mentação da TT, caso essa não tenha sido realizada. No car-
cinoma folicular, a maioria dos autores recomenda a ablação 
actínica com I¹³¹ para destruição total da massa tireoidiana 
remanescente no leito cervical. Apesar do prognóstico pior 
nos doentes com metástases por ocasião do diagnóstico, o 
tratamento dessas lesões distantes (remoção cirúrgica quan-
do possível e posterior tratamento com doses altas de iodo 
radioativo) tem produzido bons resultados, com os indivídu-
os tratados tendo sobrevida maior. Da mesma maneira que o 
câncer papilífero, o tratamento com L-tiroxina nas mesmas 
bases descritas é essencial (afi rmação B, correta!).
O tratamento do hipertireoidismo com radioiodo tem as 
vantagens de propiciar resultados relativamente rápidos, 
geralmente dentro de quatro a seis semanas, é realizado 
ambulatorialmente e tem boa efi cácia e boa relação custo-
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-benefício. Os fatores mais importantes para a escolha desta 
opção terapêutica são: idade (em pacientes acima de 50 anos, 
a tendência é um tratamento ablativo com I¹³¹), pacientes 
com dificuldade de compensação clínica e de controle com 
tionamida, por má aderência ou reações colaterais, pacientes 
que não entraram em remissão após um período adequado 
de tratamento clínico, recorrências após tireoidectomia an-
terior e quando o hipertireoidismo está associado a outras 
doenças (cardiopatias, diabete, hipertensão), portanto opção 
C, correta!
Doença de Plummer (nódulo autônomo, nódulo funcio-
nante) é de tratamento ablativo, uma vez que a finalidade 
do tratamento é a retirada do tecido autônomo. Existem três 
modalidades terapêuticas após tornar o paciente eutireoideo: 
ablação com injeção percutânea com etanol, radioiodo e ci-
rurgia. O tratamento com I¹³¹ está mais indicado nos bócios 
menores, em pacientes acima de 50 anos e naqueles com 
maior risco cirúrgico. Como geralmente o nível de captação 
dessas glândulas não é muito elevado, podendo mesmo estar 
dentro de valores normais, o tratamento com radioiodo deve 
ser feito com doses altas, 20 a 30 mCi, para se conseguir a 
ablação do tecido autônomo. Mesmo com doses elevadas, a 
evolução para hipotireoidismo não é comum. É um método 
simples, econômico e efetivo de tratamento. Vê-se que a op-
ção d está correta! Resposta a.
170. O carcinoma medular da tireoide pode se apresentar de 
duas formas: esporádica (80% dos casos) ou familiar (20% 
dos casos transmitidos de modo autossômico dominante, 
com alta penetrância e expressão variável). Em 80 a 85% dos 
pacientes com carcinoma medular familiar, esse se apresen-
ta em associação com outras alterações endócrinas, cons-
tituindo a neoplasia endócrina múltipla tipo 2, por sua vez 
dividida em neoplasia endócrina múltipla 2A (MEN 2A) e 
neoplasia endócrina múltipla 2B (MEN 2B). Em 10 a 15%, o 
carcinoma medular é transmitido de forma isolada (carcino-
ma medular familiar, FMTC). Entre as formas familiares, a 
MEN 2A é a doença mais comum, sendo o resultado de um 
traço dominante que dá 100% de penetrância de carcinoma 
medular, 50% de feocromocitoma e 25% de hiperparatireoi-
dismo. A MEN 2B é uma doença menos frequente, na qual 
os pacientes têm uma forma mais agressiva e mais precoce de 
carcinoma medular.
Mutações germinativas do oncogene RET causam predispo-
sição para todas as formas de carcinoma medular da tireoi-
de familiar, seja quando estas fazem parte de MEN 2A, seja 
quando se apresentam como manifestação isolada (FMTC), 
portanto, opção A, errada! Carcinoma medular esporádico 
não tem mutação no RET proto-oncogene.
Não há sentido continuar a investigação em parentes de pa-
cientes com CMT familiar cuja mutação no RET foi negativa 
(opção B, errada!).
O diagnóstico de que um indivíduo é portador de mutações 
no RET é um dos poucos exemplos na prática clínica em que 
a realização de um teste genético pode definir uma interven-
ção clínica efetiva. Dessa forma, tem-se recomendado recen-
temente a indicação da tireoidectomia baseada no diagnós-
tico genético, pois o códon mutado do RET correlaciona-se 
com a variante do MEN 2A, incluindo-se a agressividade do 
CMT. As crianças com MEN 2B e/ou mutações no RET dos 
códons 883, 918 ou 922 são classificadas com nível 3 ou de 
altíssimo risco de forma agressiva de CMT e devem ser sub-
metidos a tireoidectomia total com dissecção central nos pri-
meiros seis meses de vida, preferencialmente dentro do pri-
meiro mês, pois o achado de CMT microscópico no primeiro 
ano de vida é comum; se as metástases forem identificadas 
à cirurgia, esta deve ser mais extensa. As crianças que apre-
sentam mutações nos códons 611, 618, 620 e 634 são classi-
ficadas como nível 2 ou risco elevado para CMT e devem ter 
sua tireoidectomia total com remoção da cápsula posterior 
realizada antes da idade de 5 anos. Crianças com mutações 
no RET nos códons 609, 768, 790, 791, 804 e 891 são classi-
ficados como nível 1 ou de risco menos elevado para CMT, e 
devem ser submetidasà tireoidectomia total por ocasião do 
primeiro teste da pentagastrina alterado. Opção C, correta!
Familiares de pacientes com CMT familiar, negativos para a 
mutação RET, não precisam ser acompanhados periodica-
mente com teste da pentagastrina para avaliação de calcitoni-
na sérica, pois estão fora do risco desta malignidade. Opção 
D, errada! Resposta c.
171. Vamos aproveitar esta questão para uma boa revisão 
sobre a importância da Tg nos carcinomas diferenciados da 
tireoide. 
Uma Tg sérica 70 ng/mL no pós-operatória, antes 
da dose terapêutica de I¹³¹, indicava a presença de metástases 
em mais de 90% dos casos. O melhor momento para uma do-
sagem subsequente da Tg, estimulada com o Rh TSH ou com 
a suspensão da L-T4, é 6 a 12 meses após tireoidectomia total 
e ablação de remanescentes tireoidianos com I¹³¹, em conjunto 
com uma ultrassonografia cervical. Nessas condições, pacien-
tes com uma Tg indetectável ( 80% dos pacientes) podem ser considerados curados, e a 
dose supressiva de L-T4 pode ser diminuída. Nesses pacientes, 
dosagens subsequentes de Tg devem ser realizadas a cada 12 
meses, e a Tg deve permanecer indetectável (ser uma forma subaguda da tireoidite de 
Hashimoto, uma vez que, do ponto de vista imunológico e his-
tológico, há muitas semelhanças. A positividade de anticorpo 
antiperoxidase (anti-TPO) é observada em até 60% dos casos 
e anticorpo antitireoglobulina em 24 a 100%. Hipotireoidismo 
crônico ocorre em 20% dos casos (opção A, errada!).
A tireoidte subaguda clássica (tireoidite subaguda de De 
Quervain, ou granulomatosa ou dolorosa) se caracteriza pela 
presença de hipertireoidismo transitório, um estado subse-
quente de eutireoidismo, posteriormente hipotireoidismo e 
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convalescença assintomática. Trata-se de um processo infla-
matório doloroso (é a causa mais comum de dor tireoidiana), 
com VHS elevada, a qual geralmente excede 50 mm na 1ª 
hora, da mesma forma que os níveis séricos da proteína C 
reativa estão igualmente elevados.
Na fase de hipertireoidismo, oberva-se elevação (geralmen-
te moderada) dos níveis séricos de tireoglobulina, T3 e T4, 
refletindo o extravasamento dessas substâncias para a cir-
culação, devido à ruptura dos folículos. Os níveis séricos de 
T4 são desproporcionalmente elevados em relação aos de T3 
(relação T3/T4que menos de 5% destes casos cursa com hiperfunção, 
e o RAIU mostra diminuição da captação (valores abaixo de 
20%). Este é um caso de hipertireoidismo subclínico (TSH 
suprimido e T4 livre ainda normal) que, diante de anti-TPO 
positivo e RAIU com captação de 20%, levanta a suspeita de 
doença de Graves, e para afastar qualquer dúvida quanto a 
este diagnóstico a melhor medida seria solicitar anticorpos 
TRAb. Por que não marcar tireotoxicose? Porque este é um 
termo genérico para expressar as manifestações clínicas de 
qualquer etiologia para hipertireoidismo. Por que não tireoi-
dite subaguda? Se falarmos da forma clássica, tireoidite de De 
Quervain, o quadro é de bócio doloroso, hipertireoidismo e 
RAIU suprimido ( 3 cm, a fi m de evitar complica-
ções cardíacas, especialmente em idosos. A ablação pode ser 
química (alcoolização percutânea), radioiodo e cirurgia. O 
tratamento cirúrgico para nódulo único geralmente limita-se 
à lobectomia total ipsilateral ou, mais raramente, à nodulec-
tomia. Quando a doença é multinodular (e neste caso não 
deve ser denominada doença de Plummer), a cirurgia consis-
te em tireoidectomia subtotal bilateral, com retirada de todos 
os nódulos visíveis. Resposta d.
183. A tireoidite aguda, também chamada de tireoidite su-
purativa aguda, tireoidite piogênica ou tireoidite bacteriana, 
é uma doença rara, em geral de origem bacteriana, e virtual-
mente qualquer bactéria pode infectar a tireoide. Os agentes 
etiológicos mais comuns são o Staphylococcus aureus, Strepto-
coccus pyognenes e Streptococcus pneumoniae. Outros menos 
frequentemente implicados incluem os anaeróbios, bacilos 
gram-negativos (Escherichia coli, Salmonella, Haemophilus 
infl uenzae) e meningococos. Tireoidite aguda por fungos é 
rara. Entre as opções, a melhor é A. Resposta a.
184. Esta tumoração cística congênita localizada no triângulo 
posterior do pescoço é certamente linfangioma ou higroma cís-
tico, tumor benigno infrequente, que se compõe de formações 
císticas desenvolvidas a partir do endotélio linfático e ilhas de 
linfa e sangue. Em crianças, essa malformação congênita pre-
domina em áreas cervicofaciais (a região cervical abriga cerca 
de 75% dos linfangiomas). O envolvimento das vias respirató-
rias e digestivas altas pode comprometer o prognóstico vital. O 
diagnóstico é puramente clínico: tumefação cervical indolor, 
da consistência de lipoma. A transluminação é patognomôni-
ca, mas sua ausência não permite descartar o diagnóstico. Os 
exames de imagem são necessários quando existe dúvida diag-
nóstica, quando precisamos avaliar a extensão e a profundidade 
da lesão e sua relação com estruturas anatômicas. A ressonância 
magnética é considerada técnica de escolha, e o higroma cístico 
apresenta um hipersinal característico em T2. O tratamento de 
escolha é a cirurgia, no entanto aspiração, injeções esclerosantes, 
radiação e observação são medidas alternativas. Resposta c.
185. A calcitonina atua nos osteoclastos, diminuindo sua 
atividade e, consequentemente, a reabsorção óssea. Sua se-
creção é relacionada com os níveis séricos de cálcio. Quando 
esses aumentam agudamente, observamos aumento pro-
porcional de sua secreção. Porém, quando em situação de 
hipocalcemia e hipercalcemia prolongadas, seus efeitos são 
confl itantes. Aparentemente em situações de hipercalcemia 
prolongada as células C da tireoide, responsáveis pela secre-
ção da calcitonina, não funciona adequadamente e passam a 
ter pouco controle na concentração sérica de cálcio.
A ingestão diária de cálcio é de cerca de 1 g dia, dos quais 
300 mg são absorvidos pelo intestino médio. Aproximada-
mente 125 mg de cálcio são secretados de volta para a luz 
intestinal. A absorção ocorre por mecanismo ativo através de 
metabólitos da vitamina D, principalmente a 1,25 hidroxi-
-D3 e absorção passiva por mecanismo paracelular através 
de ATPase cálcio-dependente. A ação da vitamina D nos rins 
é controversa, possivelmente envolvendo a reabsorção tubu-
lar de fósforo. No tecido ósseo estimula a diferenciação de 
osteoclastos, e nas paratireoides age diminuindo a secreção 
de PTH.
A excreção do cálcio é realizada pelos rins, e 98% do cálcio 
são reabsorvidos via renal; o PTH infl uencia bastante esse 
processo. Hiperfosfatemia pode induzir o paciente a hipocal-
cemia, uma vez que o cálcio sérico precipita com o excesso 
de fosfato, causando hipocalcemia e aumento da secreção de 
PTH. Resposta d.
186. Pergunta simples e comum. Diante de um nódulo de 
tireoide, a investigação tem por prioridade defi nir a natureza 
benigna ou maligna desse nódulo. A maioria dos nódulos de 
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tireoide são benignos. Na avaliação cintilográfica a maioria 
dos nódulos são frios, e somente 10 a 15% são malignos. Atu-
almente a cintilografia tem por objetivo definir se um nódulo 
é hiperfuncionante (nódulo tóxico da doença de Plummer), 
e sendo assim estará contraindicado a PAAF. 
Na investigação de um nódulo de tireoide é claro que a histó-
ria pessoal e familiar têm importância, particularmente a his-
tória familiar de câncer de tireoide (em particular: neoplasia 
endócrina múltipla – câncer medular).
A elevação da calcitonina é o achado mais característico do 
carcinoma medular da tireoide. Alguns serviços têm preco-
nizado sua dosagem em todo paciente com nódulo tireoidia-
no, para detecção mais precoce da doença, com maior pro-
babilidade de cura. Entretanto, como o câncer de tireoide é 
raro, a grande elevação do custo na investigação não justifica 
a dosagem de rotina de calcitonina.
Indiscutivelmente a PAAF é o melhor método para dife-
renciação entre lesões benignas e malignas da tireoide, 
sendo tecnicamente simples e de fácil execução ambu-
latorial. Apresenta sensibilidade e especificidade de 68 
a 98%, e 72 a 100% respectivamente. Este procedimento 
tem como principal limitação diagnóstica a distinção das 
neoplasias foliculares e as de células de Hurthle quanto a 
sua natureza benigna ou maligna. Bócio multinodular é 
geralmente benigno, e a incidência de malignidade neste 
grupo é menor de 1%. Resposta d.
187. O câncer de cabeça e pescoço representa 10% de todas as 
neoplasias diagnosticadas. O hábito de fumar e a ingestão de 
bebidas alcoólicas aumentam muito (até 19 vezes) a probabi-
lidade de um indivíduo desenvolver câncer na via aerodiges-
tiva superior, sem esquecer de fatores genéticos envolvidos. 
A cavidade oral é, de longe, a localização predominante dos 
tumores primários da região da cabeça e pescoço. A língua 
e o assoalho da boca são os locais mais comuns de origem 
dos carcinomas espinocelulares primários da cavidade orla 
no mundo ocidental, excluindo-se os tumores de lábio.
Pacientes com leucoplasia pilosa é reconhecidamente um 
fator de risco para câncer de língua, da mesma forma que 
o herpesvírus tipo 1, como os papilomavírus 16, 18 e 33, 
embora estas últimas associações ainda sejam motivos de 
discussão.
A PET scan tem indicação para rastrear recorrências de 
tumor, metástases, ou na pesquisa de tumor primário em 
local indeterminado, sendo superior a TC convencional, 
podendo dessa forma inferir melhor sobre o prognóstico 
desta população. Os carcinomas são responsáveis pro 90% 
das neoplasias malignas de cavidade oral,incluindo câncer 
de lábios, entre estes, o carcinomade Graves apresenta aumento difuso da 
tireoide e hipotireoidismo associado à oftalmo-
patia e à dermopatia.
III. O bócio é considerado mergulhante quando uma 
porção da tireoide tópica apresenta um aumento 
em direção ao mediastino e não é possível delimi-
tar na palpação seu limite inferior até a altura da 
fúrcula esternal. 
IV. A tireodectomia é o tratamento de escolha do bócio 
difuso tóxico, após a falha do tratamento clínico.
 É correto o que se afirma APENAS em:
a) I, II, III e IV
b) I e IV
c) II e III
d) II, III e IV
e) I, III e IV
 ACERTEI  ERREI  DÚVIDA
PUC-PR – Clínica Cirúrgica – 2013 
61. A Ssra. Maria Antonieta, 30 anos, em investigação 
diagnóstica de um nódulo cervical palpável, está as-
sintomática. Seu nódulo foi encontrado em uma con-
sulta de rotina. À ultrassonografia, o nódulo estava 
em polo superior do lobo tireoidiano direito, apre-
sentava 2 cm e era hipoecoico. As provas de função ti-
reoidiana estão normais e há ausência de adenopatia 
cervical suspeita. Nesse caso, qual é o próximo passo 
para o estabelecimento diagnóstico?
a) cintilografia tireoidiana
b) tomografia de região cervical
c) punção aspirativa por agulha fina do nódulo
d) loboistmectomia com congelação
e) observação do nódulo durante 90 dias sob uso de 
levotiroxina 25 mcg
 ACERTEI  ERREI  DÚVIDA
Santa Casa-SP – Clínica Cirúrgica – 2013 
62. Paciente de 46 anos apresentou na evolução de uma 
parotidite supurativa à direita, um grande abaula-
mento cervical mais evidente à D, com sinais flogís-
ticos locais e odinofagia. Procurou o pronto-socorro 
sendo internado com diagnóstico de abscesso cervi-
cal. Nesse caso é correto afirmar que: 
a) trata-se de uma infecção cervical cuja disseminação 
faz-se por via hematogênica o que justifica a agressi-
vidade e gravidade do processo, devendo ser tratada 
por cervicotomia associada à toracotomia
b) o tratamento é clínico, com antibioticoterapia de 
amplo espectro, pois se trata de uma infecção po-
limicrobiana, devendo ser instituída de imediato e 
mantida por três a quatro semanas
c) trata-se de um paciente imunocomprometido, prova-
velmente diabético, HIV positivo ou desnutrido grave 
para justificar essa evolução
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d) a parotidite supurativa é atualmente a etiologia mais 
frequente de abscesso cervical em adulto no nos-
so meio; enquanto a faringoamigdalite permanece 
como principal causa nas crianças 
e) a infecção é grave podendo disseminar-se por três 
vias: linfática, hematogênica e por continuidade e, 
nesse caso, a complicação mais temida é a mediasti-
nite descendente necrótica
 ACERTEI  ERREI  DÚVIDA
SURCE – Clínica Cirúrgica – 2013 
63. Paciente, masculino, tabagista, procurou pronto-so-
corro com a história de, há 3 meses, ter iniciado qua-
dro de disfonia que piorou de intensidade e se asso-
ciou a comprometimento da tosse, levando a engasgos 
frequentes e por último à dispneia leve. Paciente nega 
perda de peso no período ou aparecimento de massas 
cervicais. Provavelmente, diante do exposto,seria um 
caso de: 
a) tumor subglótico por papilomatose laríngea
b) tumor supraglótico por carcinoma verrucoso
c) tumor glótico por carcinoma espinocelular
d) tumor glótico por carcinoma de células fusiformes
e) tumor supraglótico por carcinoma basaloide de cé-
lulas escamosas
 ACERTEI  ERREI  DÚVIDA
INCA-RJ – Clínica Cirúrgica – 2013 
64. A lesão benigna mais comum das glândulas salivares 
principais é o:
a) cistoadenoma papilar
b) cisto epidermoide
c) adenoma pleomórfi co
d) hemangioma
 ACERTEI  ERREI  DÚVIDA
SURCE – Clínica Cirúrgica – 2013 
65. Paciente de 35 anos, sexo feminino, apresentou-se ao 
ambulatório com queixa de massa cervical palpável 
observada há 2 meses. Ao exame físico, apresentava-
-se normotensa, com massa paramediana cervical de 
consistência endurecida, de 2 x 1,5 cm, sem linfoa-
denopatias palpáveis. Portava uma ultrassonografi a 
cervical compatível com o exame físico, sem eviden-
ciar aumento das glândulas paratireoides. Os hormô-
nios tireoidianos estavam normais, mas a calcitonina 
estava elevada. De acordo com este caso, a melhor 
conduta a ser tomada é: 
a) nodulectomia
b) tireoidectomia total
c) biópsia por agulha fi na
d) tireoidectomia quase total
e) lobectomia com istimectomia
 ACERTEI  ERREI  DÚVIDA
UERJ – Clínica Cirúrgica – 2013 
66. Homem de 31 anos apresenta massa de 1 cm indolor, 
móvel à deglutição e de consistência fi rme anterior 
à borda do músculo esternocleidomastoideo direito. 
A ultrassonografi a cervical revela tireoide de tama-
nho normal com nódulo sólido de aproximadamen-
te 1,2 cm de diâmetro no polo inferior, cuja citologia 
do aspirado com agulha fi na revela um carcinoma 
papilífero. A investigação subsequente não encontra 
lesões sugestivas de metástases em outros órgãos. O 
tumor do paciente pela classifi cação TNM, encon-
tra-se no estágio:
a) I e merece tireoidectomia total com linfadenectomia 
homolateral ao tumor
b) II e merece uma tireoidectomia quase total com lin-
fadenectomia homolateral ao tumor
c) I e merece tireoidectomia total com dissecção radi-
cal modifi cada do pescoço no lado da lesão
d) II merece tireoidectomia quase total com dissecção 
radical modifi cada do pescoço no lado da lesão
 ACERTEI  ERREI  DÚVIDA
UERJ – Clínica Cirúrgica – 2013 
67. Uma paciente de 49 anos submetida à tireoidectomia 
total para carcinoma folicular na glândula e em uso 
de levotiroxina sódica, 125 mcg/dia, é acompanha-
da no pós-operatório para recidiva da doença pelos 
níveis de tiroglobulina (Tg) no sangue (valores de 
referência: 40 a 60 ng/mL). Nesse caso, a suspeita de 
recidiva da doença ou de metástase será forte quando 
for observado um nível de Tg, em ng/mL, a partir de:
a) 1,5
b) 3,0
c) 5,0
d) 10
 ACERTEI  ERREI  DÚVIDA
UERJ – Clínica Cirúrgica – 2013 
68. Em relação aos pacientes nefropatas crônicos com hi-
perfunção das glândulas paratireoides, ou hiperpara-
tireoidismo secundário, pode-se afi rmar que:
a) os suplementos de vitamina D2 controlam a fosfatemia
b) o controle clínico impede, defi nitivamente, a parati-
reoidectomia
c) a calcifi cação da camada medial arterial indica para-
tireoidectomia
d) localizar previamente as glândulas evita a explora-
ção cervical bilateral
 ACERTEI  ERREI  DÚVIDA
UERJ – Clínica Cirúrgica – 2013 
69. Determinados tumores da tireoide devem ser trata-
dos por tireoidectomia total meticulosa porque seus 
resíduos não podem ser erradicados efi cazmente com 
radioiodo por ausência ou por defi ciência de capta-
ção. São eles:
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SJT Residência Médica - 2015162
a) medular e folicular
b) papilífero e folicular
c) medular e de células de Hurthle
d) papilífero e de células de Hurthle
 ACERTEI  ERREI  DÚVIDA
UERJ – Clínica Cirúrgica – 2013 
70. O procedimento cirúrgico diagnóstico/terapêutico 
aceito para um nódulo tireóideo de 1,2 cm em seu 
maior diâmetro, cujo laudo citológico, na punção as-
pirativa com agulha fina, indica um tumor folicular 
em uma situação em que o cirurgião não dispõe do 
exame de congelação, consiste em:
a) lobectomia homolateral e istmectomia
b) nodulectomia e aguardar histopatologia
c) tireoidectomia total e ressecção de linfonodos
d) lobectomia parcial bilateral e ressecção de linfonodos
 ACERTEI  ERREI  DÚVIDA
UERJ – Clínica Cirúrgica – 2013 
71. Mulher de 50 anos refere início recente de ansiedade, 
sudorese, tremores nas mãos e está emagrecendo ape-
sar de alimentar-se como de hábito. Palpa-se massa 
cervical anterior multinodular de consistência elás-
tica, móvel à deglutição e indolor. Os exames labo-
ratoriais para avaliação da tireoide mostraram TSH 
suprimido e T4 e T3 livres em níveis acima do limite 
de referência laboratorial. A ultrassonografia revelou 
tireoide multinodular e ausênciaepidermoide ou de cé-
lulas escamosas é responsável por 80% dos mesmos, sendo 
os demais constituídos por carcinomas indiferenciados, 
pouco diferenciados ou adenocarcinomas de glândulas sa-
livares acessórias. Resposta e.
188. O nervo laríngeo recorrente é ramo do nervo vago, 
recurva-se por debaixo da artéria subclávia no lado direito 
e por debaixo do arco da aorta no lado esquerdo. Após re-
curvarem-se formando uma alça, ambos os nervos laríngeos 
recorrentes seguem para cima a fim de atingir a face póstero-
-medial da extremidade inferior da glândula tireoide, onde 
ascendem no sulco traqueoesofágico para suprir os músculos 
intrínsecos da laringe, exceto o cricotireoideo. Resposta a.
189. Esta pergunta foi inserida nesta apostila, pegando como 
gancho a necessidade de abordarmos as síndromes endócri-
nas múltiplas, que recentemente vem sendo abordada nas 
perguntas para o R3 de cirurgia, e como o carcinoma medu-
lar e hiperparatireoidismo fazem parte deste módulo, vamos 
aproveitar a questão.
Feocromocitoma é um apudoma produtor de catecolaminas, 
e que em 90% dos casos tem origem das células cromafins da 
medula adrenal; em 10% dos casos a origem é extramedu-
lar e são classificados como paragangliomas. Estes últimos 
respondem pela grande maioria das lesões no grupo etário 
abaixo dos 20 anos e são raros após os 60 anos. Cerca de 
90% dos feocromocitomas são tumores benignos (somen-
te 10% são malignos). Estes tumores podem ser familiares 
ou esporádicos (cerca de 90% dos casos). Nestes últimos, a 
causa do processo neoplásico permanece obscura. Entretan-
to, perda da heterozigosidase nos cromosssomos 1p, 3p, 17p 
e 22q sugere mutação por deleção em células somáticas de 
um alelo autossômico em loci supressores de tumor ainda 
não caracterizados. Feocromocitoma familiar ocorre com 
as síndromes de neoplasias endócrinas múltiplas tipo 2A 
(síndrome de Siplle): feocromocitoma, carcinoma medular 
e hiperparatireoidismo primário, e MEN 2B (síndromes dos 
neuromas mucosos): feocromocitoma, carcinoma medular 
e neuromas mucosos, e por vezes associação com a doença 
de von Hippel- Lindau (angiomatose cerebelar e retiniana) e 
neurofibromatose tipo 1. Carcinoma medular de tireoide é a 
manifestação mais característica da MEN 2A e está presente 
em aproximadamente 90% dos casos. Quase sempre é a ma-
nifestação inicial. Feocromocitomas são subsequentemente 
diagnosticados em 40 a 50% dos pacientes e anormalidade 
paratireoides em 10 a 35%. Os componentes principais da 
MEN-2B, por ordem decrescente de frequência, são os neu-
romas mucosos, carcinoma medular, hábito marfanoide e fe-
ocromocitoma. O ácido vanil mandélico é um exame simples 
e barato, porém pouco confiável devido à alta frequência de 
resultados falso-positivos e falso-negativos (especificidade 
de linfonodomega-
lias. O radiodo 131I foi captado por apenas um dos nó-
dulos no lobo direito.
 O ato cirúrgico de escolha, nesse caso, deve ser:
a) lobectomia direita
b) tireoidectomia total
c) tireoidectomia subtotal
d) ressecção do nódulo captante
 ACERTEI  ERREI  DÚVIDA
UERJ – Clínica Cirúrgica – 2013 
72. Um dos tratamentos do bócio difuso tóxico é a radio-
terapia com 131I (iodo radioativo). No entanto, há uma 
contraindicação relativa a este tipo de controle do bó-
cio e da síndrome por ele causada nos casos de:
a) mulher em período gestacional
b) mulher em período de lactação
c) nódulo suspeito de malignidade
d) homem com exoftalmia acentuada
 ACERTEI  ERREI  DÚVIDA
Unificado-MG – Clínica Cirúrgica – 2013 
73. SGP, 48 anos, sexo masculino, operário. Ao se subme-
ter ao exame periódico na firma apresentou elevação 
dos níveis séricos de cálcio. É praticamente assinto-
mático, fazendo uso somente de diurético tiazídico 
para controle de hipertensão arterial leve. Em relação 
a este caso assinale a afirmativa ERRADA: 
a) a origem mais provável desta hipercalcemia é ade-
noma único de paratireoide 
b) deve ser realizada a dosagem do PTH (hormônio 
paratireoidiano) para diferenciação de hipercalce-
mia induzida pelo tiazídico 
c) deve ser solicitada a dosagem de fosfato que, se eleva-
da (hiperfosfatemia), sela o diagnóstico de hiperpara-
tireoidismo primário 
d) se confirmado o hiperparatireoidismo primário, o 
único tratamento efetivo é a cirurgia
 ACERTEI  ERREI  DÚVIDA
FADESP – Clínica Cirúrgica – 2013 
74. A hipercalcemia de longa duração prejudica os meca-
nismos de concentração renais, resultando em poli-
úria, polidipsia e deposição metastática de cálcio, si-
tuação que pode provocar coma e morte. Deverão ser 
encarados como emergência clínica os pacientes que 
apresentarem concentração sérica de cálcio acima de:
a) 8 mg/dL
b) 10 mg/dL
c) 12 mg/dL
d) 14 mg/dL
 ACERTEI  ERREI  DÚVIDA
Unificado-MG – Clínica Cirúrgica – 2013 
75. GPD, 35 anos, sexo feminino, professora, foi à consulta 
porque notou alteração na região anterior do pescoço. 
O médico suspeitou de tumor e pediu uma PAAF. O re-
sultado foi “tumor folicular de tireoide”. À cirurgia, foi 
encontrado nódulo único no lobo direito, sendo optado 
por lobectomia direita e istmectomia. O exame anato-
mopatológico confirmou carcinoma folicular, sendo 
considerado tratamento definitivo. Cerca de 2 anos de-
pois foi detectada metástase óssea. Em relação a este 
caso assinale a afirmativa CORRETA: 
a) a diferenciação entre adenoma e carcinoma é pela 
presença de invasão capsular e /ou vascular 
b) como a PAAF foi inconclusiva, deveria ter sido repetida 
c) o teste de tireoglobulina sérica deveria ter sido utilizado 
para detecção precoce de recorrência e metástases 
d) tem indicação e condições ideais para tratamento 
com iodo radioativo 
 ACERTEI  ERREI  DÚVIDA
UNIRIO – Clínica Cirúrgica – 2013 
76. Paciente feminino, 38 anos, com queixa de insônia, ta-
quicardia leve, sem perda de peso. Procura clínico que 
diagnostica hipertireoidismo com TSH suprimido, T4 
livre aumentado, TRAb normal e anticorpos normais. 
O resultado esperado da ultrassonografia solicitada, e 
o tratamento de escolha são, respectivamente:
a) bócio multinodular. Tratamento com propiltiuracil
b) bócio difuso. Tireoidectomia total
c) tireoide normal. Tratamento com corticoide oral
d) bócio difuso volumoso. Radiodoterapia
e) bócio nodular no lobo direito. Lobectomia direita
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UNIRIO – Clínica Cirúrgica – 2013 
77. Mulher de 69 anos com nódulo tireoidiano no lobo 
direito ao ultrassom de 0,9 cm. O nódulo é sólido e o 
médico relata à paciente que há sinais de malignidade 
na lesão. Os sinais que o ultrassom mostrou são:
a) calcifi cação de 1 cm no lobo direito da glândula 
b) vascularização periférica e central do nódulo 
c) imagem anecoica do nódulo,sem vascularização
d) irregularidade e vascularização central do nódulo
e) vascularização periférica e hipercogenicidade do 
nódulo 
 ACERTEI  ERREI  DÚVIDA
UNIRIO – Clínica Cirúrgica – 2013 
78. Paciente com quadro de dores ósseas, principalmen-
te, em membros inferiores, cólicas nefréticas de repe-
tição. Endocrinologista solicita cálcio e PTH séricos, 
ambos, elevados. Ultrassonografi a cervical demons-
trou nódulo no lobo direito da tireoide no polo in-
ferior, em posição posterior, de difícil diferenciação 
da paratireoide inferior. O exame para confi rmação 
diagnóstica e o tratamento são, respectivamente:
a) cintilografi a com sestamibi; paratireoidectomia total 
com reimplante no antebraço não dominante de frag-
mento de glândula
b) cintilografi a com sestamibi; paratireoidectomia infe-
rior esquerda
c) cintilografi a com tecnécio; tireoidectomia parcial
d) Dopplerfl uxometria do nódulo; paratireoidectomia 
superior e inferior esquerdas
e) cintilografi a com tecnécio; lobectomia subtotal ti-
reoidiana esquerda
 ACERTEI  ERREI  DÚVIDA
SES-RJ – Clínica Cirúrgica – 2013 
79. O tumor da parótida mais comum é o:
a) adenoma pleomórfi co
b) hemangioma
c) tumor mucoepidermoide
d) tumor de Warthin
 ACERTEI  ERREI  DÚVIDA
USP-RP – Clínica Cirúrgica – 2012
80. O esvaziamento cervical radical clássico, indicado 
para tratar metástases linfáticas de carcinoma espi-
nocelular de trato aerodigestivo alto:
a) refere-se à retirada de linfonodos presentes nas ca-
deias que compõem os níveis I, II, III, IV e V do pes-
coço e deve ser realizado quando existe linfonodo 
palpável no pescoço
b) deve ser realizado na presença de linfonodo palpável 
no pescoço, maior que 1 cm
c) refere-se à retirada de linfonodos presentes nas ca-
deias que compõem os níveis I, II, III, IV e V do pes-
coço e pode incluir a veia jugular interna
d) inclui os linfonodos presentes nos níveis I, II, III, IV 
e V, a veia jugular interna, o músculo esternocleido-
mastoideo e o nervo acessório
 ACERTEI  ERREI  DÚVIDA
USP-RP – Clínica Cirúrgica – 2012
81 O esvaziamento cervical é um procedimento cirúrgico 
realizado em região anatomicamente complexa, por-
tanto, passível de complicações importantes, como: 
a) lesões nervosas, e a mais frequente é a do nervo vago, 
devido a manipulação, tração ou secção inadvertida
b) roturas de grandes vasos, como a carótida, que ocor-
rem tardiamente, relacionados a infecções ou fístulas 
oro ou faringocutâneas
c) fístula quilosa, que apesar de rara, é de fácil resolu-
ção e frequentemente ocorre em esvaziamentos cer-
vicais seletivos supraomo-hioideos
d) fístulas salivares associadas à remoção da glândula 
submandibular
 ACERTEI  ERREI  DÚVIDA
USP-RP – Clínica Cirúrgica – 2012
82. Homem, de 48 anos, há 4 dias com dor em orofaringe 
à direita, odinofagia e febre, fez uso de amoxicilina 
por conta própria durante 2 dias com discreta melho-
ra. Após, evoluiu com abaulamento em região cervi-
cal do mesmo lado, desde a borda inferior da man-
díbula até a altura do hioide, com dor local intensa, 
discreta hiperemia, queda do estado geral e trismo. O 
quadro clínico apresentado refere-se a:
a) neoplasia de orofaringe com metástase linfática, que 
originou trismo, e a punção aspirativa por agulha 
fi na é essencial para o diagnóstico
b) abscesso cervical que deve ser tratado com antibio-
ticoterapia cobrindo bactérias aeróbias e anaeróbias, 
Gram-positivas e negativas e aguardar sinais de fl u-
tuação para drenagem cirúrgica
c) abscesso cervical que deve ser tratado o mais rapi-
damente com antibioticoterapia de largo espectro e 
drenagem cirúrgica precoce, devido à possibilidade 
de complicações com signifi cativa morbimortalida-
de como a mediastinite
d) abscesso cervical, que provavelmente está restrito a 
região submandibular e tem baixa morbidade, de-
vendo-se adequar o uso da amoxicilina e aguardar a 
evolução para observar a necessidade de drenagem
 ACERTEI  ERREI DÚVIDA
UNICAMP – Clínica Cirúrgica – 2012
83. Homem, 52 aanos, notou nódulo endurecido na re-
gião submandibular direita há 2 anos. Refere pares-
tesia da borda lateral da língua há 6 meses, com piora 
progressiva. Este paciente é portador de: 
a) carcinoma adenoide cístico
b) adenoma pleomórfi co
c) adenocarcinoma
d) carcinoma mucoepidermoide
 ACERTEI  ERREI  DÚVIDA
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Clínica cirúrgica | Cabeça e Pescoço | Questões para treinamento
SJT Residência Médica - 2015164
UNICAMP – Clínica Cirúrgica – 2012
84. Paciente com carcinoma espinocelular de laringe gló-
tica, estádio III recusa-se tratamento cirúrgico pela 
possibilidade de laringectomia total. Optou-se, então, 
por preservação de órgãos com associação de quimio-
terapia e radioterapia. O esquema de melhor resposta 
para este tumor é: 
a) platina e Fluoracil de indução; radioterapia 6.600 cGy
b) platina e Fluoracil concomitantes; radioterapia 6.600 cGy
c) platina, Fluoracil e Taxano de indução; radioterapia 
7.000 cGy
d) platina, Fluoracil e Taxano concomitantes; radiote-
rapia 7.000 cGy
 ACERTEI  ERREI  DÚVIDA
UFPR – Clínica Cirúrgica – 2012
85. A(s) forma(s) de apresentação clínica mais frequente(s) 
do hiperparatireoidismo primário é (são):
a) poliúria, polidipsia e hipocalemia
b) parestesia e hiporreflexia generalizadas
c) assintomática
d) litíase renal, hipertensão arterial e nefrocalcinose
e) osteopenia, dor óssea e fraturas patológicas
 ACERTEI  ERREI  DÚVIDA
UFF-RJ – Clínica Cirúrgica – 2012
86. O local onde mais frequentemente são encontrados os 
higromas císticos se denomina:
a) mediastino posterior
b) canal inguinal
c) mediastino anterior
d) região cervical lateral
e) retroesternal, adjacente à fúrcula
 ACERTEI  ERREI  DÚVIDA
UFF-RJ – Clínica Cirúrgica – 2012
87. O tratamento mais apropriado para paciente do sexo 
masculino, 50 anos, portador de lesão folicular da ti-
reoide maior que 4 centímetros, porém, sem gânglios 
cervicais palpáveis ou identificados pela ultrassono-
grafia é:
a) tireoidectomia total, com linfadenectomia cervical
b) tireoidectomia total, sem linfadenectomia cervical
c) lobectomia ipsilateral ao nódulo, associada à ressec-
ção do istmo tireoidiano
d) tireoidectomia subtotal bilateral
e) acompanhamento clínico, realizando ultrassonogra-
fia anual
 ACERTEI  ERREI  DÚVIDA
UFF-RJ – Clínica Cirúrgica – 2012
88. Na forma adenomatosa do hiperparatireoidismo pri-
mário, pode-se afirmar que:
a) a palpação do pescoço é a melhor forma de identifi-
car um adenoma da paratireoide
b) o tratamento cirúrgico, em função do número de 
glândulas, é sempre duvidoso
c) a cirurgia deve ser sempre indicada para os idosos, 
por sua maior possibilidade de malignidade
d) o acometimento, na maioria dos casos, é de uma 
única glândula
e) as paratireoides inferiores são mais acometidas que 
as superiores
 ACERTEI  ERREI  DÚVIDA
UFF-RJ – Clínica Cirúrgica – 2012
89. Dentre as assertivas a seguir, aquela que está correta 
em relação ao carcinoma folicular da tireoide:
a) costuma ser mais frequente em pacientes de faixa 
etária mais avançada que apresentam nódulos sóli-
dos e solitários
b) caracteriza-se por apresentar metástases na maioria 
dos pacientes
c) é decisivo para seu diagnóstico o exame de congela-
ção intraoperatório
d) a cirurgia deve ser radical por serem tumores menos 
diferenciados
e) o exame citológico em amostras obtidas com a PAAF 
(punção aspirativa com agulha fina) confirma o diag-
nóstico se forem identificadas células foliculares
 ACERTEI  ERREI  DÚVIDA
UEL-PR – Clínica Cirúrgica – 2012
90. Segundo “Estimativa 2010” do INCA – Instituto Na-
cional do Câncer -, o câncer de cavidade oral é o quin-
to mais frequente no Brasil, com 10.330 casos novos 
em 2010. Assinale a alternativa que apresenta o prin-
cipal fator de risco para esta neoplasia no Brasil:
a) idade acima de 60 anos
b) imunossupressão
c) dieta
d) hereditariedade
e) tabagismo
 ACERTEI  ERREI  DÚVIDA
SUS-SP – Clínica Cirúrgica – 2012
91. Uma mulher de 39 anos foi encaminhada para avalia-
ção cirúrgica por nódulo tireoidiano em lobo direito, 
identificado pela ginecologista. É assintomática. Tem 
TSH normal e o ultrassom de tireoide mostra nódu-
lo > 1 cm, suspeito de neoplasia. A punção aspirativa 
por agulha fina (PAAF) foi inconclusiva, porém sus-
peita para neoplasia. Melhor sequência de investiga-
ção e tratamento desta paciente:
a) cintilografia; se o nódulo não for quente, indicar 
tireoidectomia parcial, com biópsia de congelação 
intraoperatória
b) PET-TC; tireoidectomia total e esvaziamento cervi-
cal do lado do nódulo
c) cintilografia; se o nódulo não for quente, indicar ti-
reoidectomia total, com esvaziamento cervical
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d) repetir a PAAF; se o achado se mantiver, indicar ti-
reoidectomia total com linfadenectomia
e) tomografi a cervical e novos exames de perfi l tireoidiano
 ACERTEI  ERREI  DÚVIDA
Santa Casa-SP – Clínica Cirúrgica – 2012
92. Homem de 50 anos, submetido à tireoidectomia há 6 
horas, apresenta sangramento discreto pelo dreno cer-
vical, aumento de volume do pescoço, saturação de O2 
85%, insufi ciência respiratória e cornagem. Após aber-
tura da cicatriz operatória e saída de 80 mL de líquido 
sanguinolento, houve melhora da insufi ciência respi-
ratória e diminuição do volume do pescoço. O sangra-
mento é mínimo, a saturação de O2 90%, permanecen-
do a cornagem. Qual a conduta mais adequada?
a) traqueostomia
b) intubação orotraqueal
c) máscara de O2 (12 L/min)
d) cricotireoidostomia
e) observação e infusão de corticosteroide
 ACERTEI  ERREI  DÚVIDA
PUC-PR – Clínica Cirúrgica – 2012
93. Mulher, 41 anos, técnica em radiologia, com exposi-
ção crônica à radiação ionizante, apresenta nódulo 
de 2,1 cm no lobo direito da tireoide, móvel. Não se 
evidencia punção de linfonodomegalia cervical. A 
punção aspirativa revelou carcinoma papilífero. O 
tratamento adequado para essa paciente é:
a) lobectomia ipsilateral e istmectomia
b) tireoidectomia total
c) tireoidectomia total e esvaziamento recorrencial ip-
silateral
d) tireoidectomia total e radioiodoterapia
e) corticoterapia
 ACERTEI  ERREI  DÚVIDA
UFU-MG – 2012
94. Carina, estudante universitária de 22 anos, procurou 
serviço médico por apresentar um nódulo na região 
cervical anterior. Após avaliação pelo especialista, foi 
solicitado um estudo ultrassonográfi co do pescoço, 
que evidenciou um nódulo tireoidiano de 0,4 x 0,3 x 
0,4 cm de característica sólida, sem microcalcifi ca-
ções com limites precisos e classifi cados ao Doppler 
com vascularização Chammas II.
 Paciente nega tratamento prévio de radioterapia e 
história familiar de câncer tireoidiano. Assinale a al-
ternativa correta em relação à conduta:
a) dosar a tireoglobulina sérica
b) cintilografi a da tireoide com I
c) biópsia com agulha fi na às cegas
d) biópsia com agulha fi na dirigida por USG
e) conduta conservadora com acompanhamento clínico
 ACERTEI  ERREI  DÚVIDA
ICC-CE – Clínica Cirúrgica – 2012
95. A glândula tireoide é sede potencial de várias pato-
logias benignas e malignas. O achado de nódulos na 
tireoide é cada vez mais frequente, em virtude, princi-
palmente, das maiores sofi sticação e disponibilidade 
dos métodos de imagem. Em relação à tireoide, é ver-
dadeiro afi rmar, EXCETO:
a) a frequência de nódulos, palpáveis ou não, aumenta 
com a idade e é cerca de 4 vezes mais comum no 
sexo feminino
b) a grande maioria dos nódulos é benigna, entretanto 
a presença de câncer deve sempre ser pensada e des-
cartada
c) a ocorrência de sinais como disfonia, crescimento 
rápido e dor são sugestivos, mas não conclusivos de 
malignidade
d) os grupos de maior risco para malignidade são as 
crianças, homens, mulheres entre 30 e 60 anos e 
aqueles expostos à radiação
e) a PAAF é um método muito útil na avaliação pré-
-operatóriade pacientes com nódulos na tireoide, 
entretanto tem algumas limitações, entre elas em re-
lação ao carcinoma folicular, que habitualmente não 
pode ser diagnosticado pela PAAF
 ACERTEI  ERREI  DÚVIDA
ICC-CE – Clínica Cirúrgica – 2012
96. O câncer de tireoide corresponde a cerca de 1% de to-
das as neoplasias e tem altas taxas de sucesso com o 
tratamento adequado. Em relação às neoplasias ma-
lignas da tireoide, é verdadeiro afi rmar:
a) mais de 90% das neoplasias malignas da tireoide são 
consideradas bem diferenciadas, o que inclui: car-
cinoma papilífero, carcinoma folicular e carcinoma 
medular da tireoide
b) a neoplasia de células de Hurthle compreende 6% 
dos tumores malignos da tireoide e pode estar asso-
ciado à síndrome NEM
c) o carcinoma papilífero é o mais comum entre os 
tumores malignos da tireoide, correspondendo de 
70% a 80% dos casos novos e tem excelente prognós-
tico especialmente entre homens acima de 40 anos
d) embora o carcinoma papilífero tenha prognóstico exce-
lente, alguns subtipos tem comportamento mais agressi-
vo e tendem a ocorrer em pacientes mais idosos: carci-
noma insular, de células altas e de células colunares
e) o carcinoma folicular é o segundo mais frequente e 
tem predileção por pacientes femininas abaixo dos 
30 anos
 ACERTEI  ERREI  DÚVIDA
PUC-PR – Clínica Cirúrgica – 2011
97. Em relação à traqueostomia cervical, podemos afi rmar:
a) a principal indicação, atualmente, é a traqueostomia 
de emergência
b) no adulto a taqueostomia está sempre indicada no 
enfi sema pulmonar
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SJT Residência Médica - 2015166
c) a traqueostomia de emergência não está associada a 
um maior índice de complicações da via aérea
d) a traqueostomia cervical é realizada em 24% dos pa-
cientes submetidos à ventilação mecânica
e) os termos ‘traqueotomia’ e ‘traqueostomia’ são sinô-
nimos
 ACERTEI  ERREI  DÚVIDA
PUC-PR – Clínica Cirúrgica – 2011
98. Parente de primeiro grau de um paciente com câncer 
medular de tireoide apresenta, ao exame, dosagem de 
tireocalcitonina = 36 pg/mL. O exame do pescoço está 
totalmente normal, apresentando-se assintomático. 
O tratamento seria: 
a) exames frequentes de acompanhamento para detec-
tar nódulos de tireoide
b) supressão tireoidiana com tireotoxina durante toda 
a vida
c) ablação da glândula tireoide durante toda a vida
d) tireoidectomia total
e) aspiração com agulha fina de cada lobo da tireoide
 ACERTEI  ERREI  DÚVIDA
PUC-PR – Clínica Cirúrgica – 2011
99. Em relação à traqueostomia cervical, podemos afir-
mar:
a) a traqueostomia cirúrgica deve ser feita sempre no 
centro cirúrgico
b) o cirurgião e o primeiro auxiliar são suficientes para 
a realização a traqueostomia; não havendo necessi-
dade de mais nenhum tipo de ajuda
c) a traqueostomia cervical é um procedimento muito 
simples. Qualquer médico sem treinamento especí-
fico pode realizá-la
d) a broncoscopia é perfeitamente dispensável para a 
realização da traqueostomia percutânea
e) a traqueostomia cervical aberta deve ser feita no se-
gunda ou terceiro anel traqueal
 ACERTEI  ERREI  DÚVIDA
PUC-PR – Clínica Cirúrgica – 2011
100. Na cirurgia da estenose subglótica:
a) é dispensável a laringoscopia prévia
b) a traqueostomia é a principal causa da estenose 
subglótica
c) sempre se faz necessária a complementação com es-
ternotomia mediana
d) quando a glote é comprometida, há necessidade de 
colocação de tubo em T
e) a lesão do nervo laríngico recorrente é rara
 ACERTEI  ERREI  DÚVIDA
PUC-PR – Clínica Cirúrgica – 2011
101. Em relação à cirurgia da estenose da traqueia:
a) a estenose do terço médio da traqueia sempre é rea-
lizada por esternotomia mediana
b) não é preciso cuidado com o nervo laríngico recor-
rente, pois ele passa distante do local de dissecção
c) podem-se fazer grandes dissecções laterais da tra-
queia sem prejuízo da circulação
d) a traqueobroncoscopia virtual pode auxiliar na ava-
liação da extensão da estenose
e) a dilatação prévia nunca é necessária
 ACERTEI  ERREI  DÚVIDA
UNICAMP – Clínica Cirúrgica – 2011
102. Mulher, 62 anos, renal crônica,transplantada há 6 
anos, apresenta função renal dentro da normalidade. 
Realizou hemodiálise por 9 anos. Apresenta queixa 
de dor óssea e prurido de difícil controle. Exames la-
boratoriais: dosagem de PTH (paratormônio) = 285 
ng/mL (VN = 25-65 ng/mL), cálcio sérico = 11,7 mg/
dL (VN = 8,5-10,4 mg/dL). A etiologia, rotina diag-
nóstica e tratamento são:
a) hiperparatireoidismo secundário; ultrassonografia 
cervical; paratireoidectomia ¾
b) hiperparatireoidismo terciário; ultrassonografia cer-
vical; paratireoidectomia total com autoimplante no 
antebraço
c) hiperparatireoidismo secundário; cintilografia (ses-
tamibi); paratireoidectomia total com autoimplante 
no antebraço
d) hiperparatireoidismo terciário; cintilografia (sesta-
mibi); paratireoidectomia total com autoimplante 
no deltoide
 ACERTEI  ERREI  DÚVIDA
UFRJ – Clínica Cirúrgica – 2011
103. Mulher, 65 anos, com nódulo tireoidiano de 3 cm de 
diâmetro em lobo direito. Ultrassonografia: vascula-
rização central no nódulo e presença de linfonodos 
aumentados de volume à direita. PAAF: carcino-
ma diferenciado da tireoide. O fator prognóstico de 
maior significância neste caso é:
a) idade
b) tamanho do nódulo
c) presença de linfadenomegalia ipsilateral
d) vascularização central na ultrassonografia
 ACERTEI  ERREI  DÚVIDA
UFRJ – Clínica Cirúrgica – 2011
104. Mulher, 40 anos, submetida à tireoidectomia total 
por carcinoma medular evolui com metástases linfo-
nodais. A melhor forma de tratamento neste caso é:
a) iodoradioterapia
b) supressão hormonal + radioterapia
c) radioterapia + quimioterapia
d) ressecção cirúrgica
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13 Cirurgia da cabeça e do pescoço
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UFRJ – Clínica Cirúrgica – 2011
105. Paciente submetida à tireoidectomia total por carci-
noma papilífero. Para realização de iodoradioterapia 
profi lática subsequente é necessário:
a) aguardar 4 semanas até supressão do TSH com Lt4
b) fazer dose de 200 mcu na segunda semana de pós-
-operatório
c) fazer lugol por 15 dias
d) aguardar 4 semanas sem reposição hormonal
 ACERTEI  ERREI  DÚVIDA
UFRJ – Clínica Cirúrgica – 2011
106. Paciente portador de síndrome endócrina múltipla, 
NEM IIA, é internado para tratamento. A prioridade 
cirúrgica deve ser o:
a) tumor hipofi sário
b) feocromocitoma
c) hiperparatireoidismo
d) carcinoma medular da tireoide
 ACERTEI  ERREI  DÚVIDA
FESP – Clínica Cirúrgica – 2010
107. Uma das lesões mais comuns observadas na linha mé-
dia do pescoço de crianças em idade pré-escolar é:
a) cisto tireoglosso
b) higroma cístico
c) cisto branquial
d) linfadenopatia
 ACERTEI  ERREI  DÚVIDA
FESP – Clínica Cirúrgica – 2010
108. A localização pré-operatória não invasiva de glându-
la paratireoide que determina hiperparatireoidismo 
primário permite uma cirurgia mais rápida, possibi-
lidade de menor permanência hospitalar e até mesmo 
utilização de anestesia regional. O estudo de imagem 
que apresenta maiores sensibilidade e especifi cidade 
e baixo custo a ser solicitado é:
a) ultrassonografi a
b) sestamibi SPECT
c) ressonância magnética
d) cintilografi a com sestamibi Tc-99
 ACERTEI  ERREI  DÚVIDA
FESP – Clínica Cirúrgica – 2010
109. No caso de hiperparatireioidismo secundário em ne-
fropatas, é correto dizer que:
a) a cirurgia cervical para identifi cação das glândulas é 
obrigatória
b) o autotransplante de fragmentos de uma das glându-
las é obrigatório
c) a paratireoidectomia subtotal torna desnecessário o 
tratamento renal
d) a paratireoidectomia subtotal é a cirurgia preferida 
em todos os doentes
 ACERTEI  ERREI  DÚVIDA
SES-SC – Clínica Cirúrgica – 2010
110. Uma paciente, 47 anos, não fumante e não etilista, 
procedentede Goiás, apresenta-se ao médico clínico 
com queixa de dispneia aos grandes esforços. O exa-
me físico é normal, salvo pela presença de circulação 
venosa cervical mais evidente. Radiografi a do tórax 
evidencia um alargamento do mediastino anterior e 
desvio traqueal para a esquerda. Está correto afi rmar 
que a suspeita diagnóstica é:
a) timoma
b) câncer de esôfago 
c) divertículo de Zenker 
d) aneurisma da crossa da aorta 
e) bócio intratorácico secundário, chamado de mergu-
lhante
 ACERTEI  ERREI  DÚVIDA
UFRJ – Clínica Cirúrgica – 2010 
111. Mulher, 40 anos, previamente hígida, apresenta fra-
queza muscular e mialgias. Tem cálcio sérico de 11 
mg% e fósforo de 2 mg%. O tratamento deve incluir:
a) ressecção de adenoma de paratireoide
b) paratireoidectomia total com implante muscular de 
um quarto de glândula
c) ressecção de carcinoma de paratireoide, com lobec-
tomia tireoidiana ipsilateral
d) paratireoidectomia com tireoidectomia e adrenalectomia
 ACERTEI  ERREI  DÚVIDA
UFRJ – Clínica Cirúrgica – 2010
112. Quatro horas após tireoidectomia total por carcino-
ma papilífero da tireoide, paciente de 50 anos evolui 
para insufi ciência respiratória aguda. Suspeita-se de:
a) lesão bilateral de nervos laríngeo recorrentes
b) hematoma de loja tireoidiana
c) traqueomalácia
d) broncoaspiração maciça
 ACERTEI  ERREI  DÚVIDA
UERJ – Clínica Cirúrgica – 2010
113. Um homem de 60 anos refere urolitíases de repetição 
há vários anos, já tendo realizado três litotripsias. Seu 
clínico solicitou cálcio sérico, que se encontrava em 
13 mg/dL. O PTH era de 250 pg/mL. Com base na 
imagem abaixo, o exame e o laudo apropriado para o 
caso, respectivamente, são:
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SJT Residência Médica - 2015168
a) cintigrafia tireoidiana, com hipercaptação de nódulos
b) cintigrafia com sestamibe, aumento de paratireoides
c) PET scan, aumento de glândulas submandibulares
d) radiografia cervical, com nódulos calcificados
 ACERTEI  ERREI  DÚVIDA
UERJ – Clínica Cirúrgica – 2010
114. A punção aspirativa dos nódulos tireoidianos com 
agulha fina tem como principal característica:
a) gerar dor local intensa
b) definir a histologia dos tumores foliculares
c) ter grande acurácia, quando o nódulo é maligno
d) definir, com sensibilidade de 95% os nódulos benignos
 ACERTEI  ERREI  DÚVIDA
UERJ – Clínica Cirúrgica – 2010
115. Na PAAF, o achado citológico conhecido como “olhos 
da órfã Annie” é encontrado no seguinte tipo de car-
cinoma:
a) folicular
b) papilífero
c) medular
d) anaplásico
 ACERTEI  ERREI  DÚVIDA
 Analise o caso e as imagens abaixo e responda às 
questões de números 116 e 117.
UERJ – 2010 
116. Paciente de 60 anos refere urolitíases de repetição há 
vários anos, tendo realizado três litotripsias extracor-
póreas. Seu clínico solicitou dosagem do cálcio sérico, 
que foi de 13 mg/dL. O PTH era de 250 pg/mL.
 Analisando as imagens acima, pode-se dizer que são 
características do seguinte tipo de exame e sugerem 
como diagnóstico, respectivamente:
a) cintilografia com sestamibi, aumento da paratireoi-
de inferior D
b) PET scan, aumento de glândulas submandibular
c) radiografia cervical com nódulo calcificado à D
d) cintilografia tireoideana com hipercaptação à D
 ACERTEI  ERREI  DÚVIDA
UERJ – 2010 
117. Diante desses achados, a melhor conduta no caso é:
a) lobectomia direita
b) biópsia de nódulo
c) paratireoidectomia
d) ressecção de glândula submandibular
 ACERTEI  ERREI  DÚVIDA
UFF – Clínica Cirúrgica – 2010
118. A parotidite pode ocorrer em pacientes cirúrgicos, 
principalmente em indivíduos idosos desidratados. 
O tratamento deve ser direcionado no sentido de rei-
dratação, estimulação da salivação e administração 
de antibióticos contra o agente etiológico mais co-
mum, conhecido como:
a) Staphylococcus aureus
b) Candida albicans
c) Streptococcus beta-hemolítico
d) Pseudomonas aeruginosa
e) Streptococcus alfa-hemolítico
 ACERTEI  ERREI  DÚVIDA
UFF – Clínica Cirúrgica – 2010
119. O sangramento tardio fulminante em paciente tra-
queostomizado é, geralmente, secundário à erosão 
traqueal e consequente lesão causada pelo tubo na 
artéria:
a) aorta
b) inominada
c) carótida primitiva
d) tireoidiana inferior
e) tireoidiana superior
 ACERTEI  ERREI  DÚVIDA
UFF – Clínica Cirúrgica – 2010
120. A cirurgia de Sistrunk é utilizada para o tratamento 
de uma das patologias abaixo. Assinale-a.
a) higroma cístico
b) cisto tireoglosso
c) hemangioma cavernoso
d) adenoma da paratireoide
e) nódulo tireoidiano único
 ACERTEI  ERREI  DÚVIDA
UFF – Clínica Cirúrgica – 2010
121. Assinale, dentre as alternativas abaixo, aquela em que 
se indica o tumor mais comum da parótida.
a) tumor de Whartin
b) adenoma pleomórfico
c) tumor epidermoide
d) cisto mucoepidermoide
e) cistoadenoma papilar linfoadenomatoso
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13 Cirurgia da cabeça e do pescoço
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UFF – Clínica Cirúrgica – 2010
122. A principal causa do hiperparatireoidismo primá-
rio é:
a) adenoma único
b) hiperplasia acometendo uma glândula
c) adenoma comprometendo, pelo menos, duas glândulas
d) hiperplasia comprometendo, pelo menos, duas glân-
dulas
e) adenocarcinoma de uma ou mais glândulas
 ACERTEI  ERREI  DÚVIDA
UFRJ – Clínica Cirúrgica – 2009 
123. Daniel, 11 anos, com nódulo solitário de tireoide. O 
diagnóstico deve ser feito por:
a) punção por agulha fi na
b) ultrassonografi a
c) cintigrafi a com 123I
d) cintigrafi a com 99Tc
 ACERTEI  ERREI  DÚVIDA
UFRJ – Clínica Cirúrgica – 2009 
124. Paulo, 4 anos apresenta tumoração na linha cervical 
média com evolução de 6 meses, móvel à deglutição, 
indolor, sem sinais infl amatório e de caráter cístico à 
ultrassonografi a. O diagnóstico mais provável é: 
a) cisto de duplicação esofágica
b) linfangioma
c) teratoma
d) cisto de tireoglosso
 ACERTEI  ERREI  DÚVIDA
FESP – Clínica Cirúrgica – 2009
125. O conhecimento adequado do suprimento arterial 
da glândula tireoide é fundamental para a realiza-
ção das tireoidectomias. Em cerca de 5% dos pa-
cientes, observa-se a presença da artéria tireóidea 
ima, que, usualmente, é um ramo proveniente do 
seguinte vaso:
a) artéria carótida externa
b) artéria carótida comum
c) tronco tireocervical 
d) tronco inominado
 ACERTEI  ERREI  DÚVIDA
FESP – Clínica Cirúrgica – 2009
126. Os carcinomas tireoideanos de células de Hurthle se 
caracterizam pela abundância de células oxilofílicas 
(oncócitos) e são considerados um subtipo do carci-
noma:
a) folicular
b) medular
c) papilífero
d) anaplásico
 ACERTEI  ERREI  DÚVIDA
 Leia o caso abaixo e responda às questões 127 e 128.
 
 Uma mulher de 47 anos procurou auxílio médico, 
queixando-se de fadiga, anorexia e dor óssea. Foi 
realizada ultrassonografi a abdominal, que revelou 
nefrolitíase, e radiografi a das mãos, que evidenciou 
reabsorção subperióstea nas falanges distais. 
FESP – Clínica Cirúrgica – 2009
127. Pelo fato da paciente apresentar função renal normal, 
a principal hipótese diagnóstica formulada pela equi-
pe médica foi de hiperparatireoidismo do tipo:
a) primário 
d) terciário
c) secundário
d) quaternário
 ACERTEI  ERREI  DÚVIDA
FESP – Clínica Cirúrgica – 2009
128. Para confi rmação diagnóstica, exames bioquímicos 
foram solicitados. Falando a favor do diagnóstico de 
hiperparatireoidismo, a paciente apresentava níveis 
elevados de cálcio e PTH e uma diminuição dos níveis 
séricos de:
a) cloro
b) fosfato
c) ácido úrico
d) fosfatase alcalina
 ACERTEI  ERREI  DÚVIDA
UERJ – 2009
129. A cirurgia endócrina videoassistida, defendida por 
Paolo Miccoli, tem sua indicação mais precisa em ca-
sos de:
a) hiperparatireoidismo secundário
b) carcinoma papilífero de tireoide 
c) doença de Basedow Graves
d) adenoma de paratireoide
 ACERTEI  ERREI  DÚVIDA
IJF – 2009
130.