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Manual para sites de
MÉDICOS E 
SERVIÇOS DE SAÚDE
Alice Selles e Bruno Garcia
Apresentação
• O que é um site?
• Um breve histórico
• Dias atuais
• Aparência profissional
• A compra de um domínio próprio
• Quero um site: e agora?
Etapa 01
• #1. Domínio
• #2. Hospedagem
• #3. A construção da página
• #4. O conteúdo
Etapa 02
• #1. SEO
• #2. Palavras-chave
• #3. Responsividade
• Da programação HTML à programação visual
Índice
5
7
8
9
11
13
16
17
17
18
19
20
22
22
24
25
26
• As plataformas prontas para publicação de sites
• E na prática, como fazer?
• Quanto custa tudo isso?
Outras soluções: redes sociais e canais de 
conteúdo multimídia
Dicas adicionais
Referências Bibliográficas
27
29 
30
33
35
37
Apresentação
Antes da popularização da internet, quando um médico ou um serviço de saúde 
queria divulgar seus serviços, era preciso desenvolver o material, imprimir e en-
viar ao público-alvo selecionado (isso se já havia um cadastro deles). Em alguns 
casos, quando se depende muito da indicação de médicos de outras especialidades, 
também era possível contratar um profissional de vendas para visitar esses pro-
fissionais. Além disso, podia-se investir no desenvolvimento de anúncios e na sua 
veiculação em revistas, jornais, rádios e TVs. Simples assim. Apenas assim. 
5
Todas essas ferramentas ainda estão disponíveis e, de acordo com o caso, são úteis 
e eficientes. Mas não é de hoje que a internet é o espaço mais democrático para 
que profissionais e empresas mostrem – e, em alguns casos, comercializem – seus 
produtos e serviços, com custos baixos e grande potencial de alcance. Isso é válido 
para empresas e serviços de toda natureza, inclusive médicos, é claro!
Uma das primeiras ferramentas em que se pensa quando um profissional pretende 
se tornar “encontrável” dentro da grande rede é o site (a outra é a presença nas redes 
sociais, mas ela não é objeto desta publicação). O site de um médico, de uma clínica 
ou de um hospital pode assumir o papel de uma apresentação digital ou ser um espa-
ço de interação com seus públicos, indo da educação de pacientes até o agendamento 
de consultas e outros procedimentos e a entrega de resultados de exames. 
Um dos principais pontos a considerar sobre a importância de ter um site é que 
esse é realmente o seu espaço na rede. Ele deve ser o endereço para onde o inter-
nauta que busca seu nome no Google tem de ser direcionado, pois é ali que todas 
as informações relevantes sobre seus serviços são apresentadas, em uma ordem de 
importância hierarquizada e determinada por você.
Há aplicativos que permitem ao médico montar seu site sozinho, no melhor estilo 
“faça você mesmo”, desde que exista alguma familiaridade com essa linguagem tec-
nológica, claro. Também é possível buscar auxílio profissional. O que é fundamen-
tal é entender que a montagem de um site não é o que há de mais básico dentro de 
um projeto de presença digital: é preciso analisar uma série de aspectos para fazer 
com que essa presença seja otimizada e efetiva, e não uma mera formalidade.
6
O que é um site?
Um site nada mais é que um endereço dentro da internet onde estão armazena-
dos arquivos (páginas) que podem ser lidos, ouvidos ou assistidos a partir de um 
computador, notebook, smartphone ou tablet. Esses arquivos ficam armazenados 
em um serviço de hospedagem e tornam-se visíveis quando um usuário digita o 
endereço (por exemplo: www.meusite.com.br). 
7
Um breve histórico
A origem da internet está na Arpa-
net, rede criada dos anos 1960 pelo 
Departamento de Defesa dos Esta-
dos Unidos em parceria com algu-
mas das principais universidades 
daquele país. Seu objetivo primário 
era criar um sistema de comunica-
ção descentralizado, que não esti-
vesse vulnerável a ataques caso um 
dos seus hubs fosse destruído ou 
desconectado. 
Mas foi somente em 1990 que surgiu a World Wide Web (www), sistema de organi-
zação da informação pensado por Tim Berners-Lee, na época um pesquisador do 
CERN - Organização Europeia para a Investigação Nuclear, localizada na Suíça. 
Com o advento da World Wide Web, torna-se muito mais fácil encontrar arquivos 
disponibilizados por outras pessoas (os chamados sites). A partir do protocolo www, 
começa a vigorar uma linguagem comum nos endereços da web, fazendo com que 
pessoas navegando em qualquer parte do mundo consigam encontrar aquilo que pro-
curam, desde que tenham o endereço em mãos.
8
E nos dias atuais...
Passadas três décadas da liberação do acesso à internet, hoje é impensável uma 
empresa ou negócio não ter o seu próprio endereço na esfera digital. Esse não é o 
único ponto de contato on-line, porém ainda pode ser considerado um dos prin-
cipais – redes sociais, plataformas específicas para profissionais liberais, endere-
ço de e-mail, aplicativos e estruturas para atendimento também representam tais 
pontos de contato, mas o site quase sempre é a primeira estrutura a ser localizada. 
É a referência que se destaca quando se digita um nome no Google ou em outros 
mecanismos de busca, por exemplo. 
Por isso, não ter um site, de certa forma, parece uma contradição um mundo cada 
vez mais conectado e visível digitalmente – embora não seja incomum encontrar 
pessoas que ainda resistam à ideia. 
9
Muitos profissionais e empresas, por exemplo, acabaram por adotar as plataformas 
sociais como “sites” improvisados. Então, ter uma página no Facebook, por exem-
plo, poderia ser uma alternativa ao site? Na verdade, não. As redes sociais como 
Facebook, Instagram, Twitter, LinkedIn e outras são importantes dentro de um 
projeto de presença digital. Contudo, essas plataformas são fechadas e próprias. 
Isso significa que elas não serão indexadas por mecanismos de busca abertos como 
Google, Yahoo e Bing. Da mesma forma, as plataformas não têm obrigação de man-
ter a sua página ou o conteúdo que já foi postado lá. Elas podem mudar as regras, 
dificultando o seu contato com o público que lhe segue. Sem falar que elas podem 
deixar de existir (lembra do Orkut?). Logo, a grande vantagem do site é que ele é 
seu, enquanto o espaço que está “emprestado” dentro de uma rede social pode não 
estar mais disponível no futuro.
10
Aparência profissional
Ter um site próprio também confere ao médico e ao seu consultório ou clínica 
uma apresentação bem mais profissional. Quando buscamos por informação na 
internet e descobrimos que o especialista tem um site com boa aparência e infor-
mações sobre sua atividade, isso causa de início uma impressão bastante positiva. 
Na situação contrária, não ter um site, ter uma estrutura montada de qualquer 
maneira ou, ainda, completamente desatualizado, acaba por gerar uma péssima 
impressão, mostrando amadorismo, despreparo e um certo desleixo. 
É claro que muitos profissionais da área médica passaram toda a sua carreira sem 
depender da internet. Mas não se trata, agora, de um vínculo de dependência, mas 
de uma necessidade imperativa para aqueles que buscam fortalecer sua imagem e/
ou se posicionar diante de potenciais pacientes e outros profissionais que possam 
indicar seus serviços. Vale lembrar que cresce a cada dia a quantidade de pessoas 
que usa a web como principal fonte de informação. Nesse sentido, embora não 
exista um vínculo de dependência exclusiva, é de bom tom ter essa presença oficial 
no mundo digital. Lembre-se que o seu site também será a sua casa no oceano de 
informação que é a web.
11
Um bom site precisa ter:
• Um endereço que seja associado ao nome do médico ou da clínica;
• Conteúdo interessante (sobre o profissional, sobre os serviços, sobre 
a especialidade);
• Navegação simples, intuitiva mesmo;
• Um design agradável.
Vamos falar um pouco sobre cada um desses pontos ao longo desta publicação.
12
Vamos por partes
A compra de um domínio próprio
Já explicamos que seu site é o endereço mais importante na internet. Para tê-lo, é 
preciso ter um domínio próprio. Mas o que vem a ser o domínio? Ele é o endereço 
que direciona o visitante às páginas do site. Os domíniosobedecem a um padrão 
internacional iniciado em 1990 com a criação da World Wide Web (www). 
Os mais comuns são os domínios comerciais. Exemplo:
MeuDomínio.com.br
MeuDomínio.com
Quando adquirimos um determinado domínio (ex: www.minhaclinica.com.br), o 
endereço passa a ser de uso exclusivo nosso. Existem entidades nacionais e inter-
nacionais que regulamentam e concedem os domínios de forma que, uma vez que 
você registre um endereço, ele não poderá mais ser usado por ninguém. A titulari-
dade do mesmo deve ser renovada anualmente para continuar usando o endereço.
13
Por exemplo: 
Se registro um endereço www.meuconsultório.com (domínio internacional), ele 
não poderá ser usado por mais ninguém em todo o mundo. Contudo, se meu do-
mínio é nacional (www.meuconsultorio.com.br), será possível que outras pessoas 
utilizem o mesmo endereço em seus territórios (www.meuconsultorio.com.jp – 
Japão) ou com a terminação genérica para domínios internacionais (apenas .com). 
Apesar das terminações .com.br ou apenas .com serem as mais populares, também 
existem terminações de domínios específicas para indicar a atividade principal do 
site. Veja alguns exemplos a seguir:
DOMÍNIOS GENÉRICOS
ART.BR - Artes: música, pintura, folclore
COM.BR - Atividades comerciais
ECO.BR - Atividades com foco ecoambiental
EMP.BR - Pequenas e microempresas
NET.BR - Atividades comerciais
PARA PESSOAS FÍSICAS
BLOG.BR - Web logs
FLOG.BR - Fotologs
NOM.BR - Pessoas físicas
VLOG.BR - Videologs
WIKI.BR - Páginas do tipo ‘wiki’
14
PARA PROFISSIONAIS 
LIBERAIS
ADM.BR - Administradores
ADV.BR - Advogados
ENG.BR - Engenheiros
MED.BR -Médicos
ODO.BR - Dentistas
VET.BR - Veterinários
Tanto em nível nacional quanto internacional, há outras subdivisões que indicam 
atividade, formação profissional, tipo de empresa, se é um órgão governamental ou 
não etc. Porém, é mais comum que pessoas e empresas de todas as áreas tenham 
preferência por contratar domínios com as terminações mais comuns (do tipo 
.com e .com.br), justamente por elas serem mais populares. Essa é uma maneira de 
facilitar que o seu site seja encontrado pelos internautas. 
No Brasil, a entidade que regula os domínios nacionais é o portal Registro.BR. Em 
nível internacional, os domínios e suas subdivisões são gerenciadas pela ICann 
(Internet Corporation for Assigned Names and Numbers – ou Corporação da In-
ternet para Atribuição de Nomes e Números). Como o próprio nome diz, a ICann 
é a organização responsável pelo gerenciamento da atribuição dos nomes e nú-
meros que serão identificados como endereços virtuais na internet. É justamente 
o trabalho realizado pela ICann e por outras entidades ao redor do mundo que 
15
garante que todos os computadores conectados em qualquer lugar do mundo se-
jam capazes de localizar o mesmo conteúdo quando um determinado endereço é 
digitado no seu navegador. 
Sem essa centralização, a internet seria um verdadeiro caos, possibilitando até 
mesmo que várias pessoas, de regiões diferentes do mundo, pudessem contratar o 
mesmo domínio. 
Agora que você já sabe um pouco mais sobre a internet e sobre como ela organiza 
as informações publicadas, vamos aos passos iniciais para a montagem do seu site. 
Quero um site: e agora?
Não se assuste! Todos esses termos ligados à tecnologia digital acabam por gerar 
um certo receio. Afinal, a maioria das pessoas percebe a internet sempre do ponto 
de vista do usuário, raramente envolvendo-se com criação e desenvolvimento de 
qualquer uma de suas plataformas. 
Mas isso não é motivo para você nunca ter o seu site. Então, vamos dividir este 
conteúdo etapa por etapa, dos primeiros passos até a publicação do site (quando os 
arquivos finalmente se tornam disponíveis para a visualização do usuário). 
16
Etapa 01
Domínio, hospedagem e conteúdo
#1. Domínio
No mundo ideal, cada um de nós poderia ter o seu nome ou o nome de sua clínica 
registrado como um domínio, mas infelizmente isso não é possível sempre. Como 
há muitos serviços médicos com nomes similares, a chance do nome que você 
quer atribuir ao seu site já estar registrado é enorme! Isso sem levar em conta que 
os nomes mais curtos são mais facilmente memorizados e digitados. Pensemos, 
por exemplo, em um serviço “Cardiologistas Associados”. O domínio em que se 
pensa primeiro é www.cardiologistasassociados.com.br, certo? Mas será que não 
há outro serviço em outra cidade com nome similar? 
Se o domínio desejado já estiver registrado, ao fazer a busca e tentar fazer seu 
registro no portal www.registro.br você receberá a informação de que o domínio 
desejado não está disponível, e precisará pensar em outras opções (no nosso exem-
plo, poderia buscar se www.cardiologistasassoc.com.br ou www.cardiologistasas-
sociados.com, ou ainda www.cardiologistasassociados.med.br estão disponíveis). 
Encontrado o nome para o domínio disponível, é preciso fazer o pagamento do 
registro e aguardar sua liberação.
17
#2. Hospedagem
Todo site é um conjunto de arquivos reunidos em um determinado endereço. 
Quando uma pessoa visita um site, na verdade ela está visualizando esses arquivos. 
Obviamente, eles precisam estar armazenados em algum lugar. Daí a necessidade 
de contratar algum serviço de hospedagem. Essas empresas possuem uma grande 
estrutura de servidores (computadores dedicados que ficam 100% do tempo co-
nectados à internet) nos quais estão armazenados os arquivos referentes a dezenas, 
centenas ou talvez milhares de sites diferentes. 
Portanto, além de contratar um domínio, que será o seu endereço na internet, é 
necessário estar associado a alguma plataforma de hospedagem. A maioria desses 
serviços é pago, mas os valores são baixos; existem também algumas possibilida-
des totalmente gratuitas, como o próprio WordPress, plataforma para construção e 
publicação de sites que possui diversos planos, entre eles um 100% free, mas com a 
contrapartida de exibir alguns anúncios na sua página enquanto o internauta na-
vega pelo seu conteúdo, o que é um impeditivo para um serviço médico (de acordo 
com o CFM, um médico não pode associar sua marca ou nome a um produto). 
Os serviços de hospedagem também auxiliam na compra do domínio, o que facili-
ta bastante para quem está montando um site pela primeira vez. Afinal, resolve-se 
tudo em um único local.
18
#3. A construção da página
Aqui a tarefa de criar um website começa a se tornar mais tortuosa. Montar as 
páginas de um site, apesar de todos os avanços, continua não sendo algo muito 
simples para um leigo. Então, é bem provável e mais recomendado que se busque 
uma empresa ou um profissional autônomo que fique responsável por isso. A ta-
refa pode ficar a cargo de um programador ou de um profissional de web design. 
Esse profissional vai pegar as suas ideias e transformar em algo que possa ser apre-
sentado no ambiente digital. 
É fundamental contar com a ajuda de alguém de fato competente, e não apenas um 
curioso, pois pior do que não ter um site é ter um site malfeito e que deponha contra 
o seu trabalho. Para evitar contratar profissionais e empresas duvidosas, busque re-
comendações com outros profissionais ou em veículos especializados. 
Um último conselho é sobre plataformas que prometem “facilitar” a construção 
de um site a partir de suas próprias ferramentas, como Locaweb, GoDaddy, Wix e 
o próprio WordPress: é verdade que elas oferecem ferramentas bem interessantes 
para que um leigo monte o seu próprio site, sim! Porém, na maior parte dos casos, 
a pessoa precisa ter algum conhecimento prévio para usar as ferramentas a ponto 
de ter um resultado final profissional. Ou seja, mesmo contratando tais serviços, 
acaba sendo imprescindível a ajuda de um profissional web para que o resultado 
seja de fato bom. Tais plataformas podem ser uma primeira experiência, mas, para 
quem quer montar um projeto de qualidade no mundo online, a ajuda de um es-
pecialista acaba sendo indispensável. 
19
Lembre-se que um site sempre oferece algum serviço (mesmo que esse serviço se 
restrinjaà informação), então é preciso pensar em uma estrutura que ofereça uma 
boa experiência ao internauta. Você pode agregar ao seu site serviços como agen-
damento on-line, orientações pré e pós-cirúrgicas ou mesmo atendimento virtual – 
quanto maior for a complexidade dos serviços e conteúdos disponibilizados, mais 
importante é a assessoria profissional.
#4. O conteúdo
Um bom domínio e um site bem construído sob o ponto de vista da navegação e do 
visual são aspectos muito importantes, mas o conteúdo será responsável não apenas 
por fazer com que seus visitantes voltem, como também influenciará os resultados 
de busca, ou seja, poderá facilitar a localização dele nas ferramentas de busca.
Se você deseja ter um site com seu perfil profissional, independentemente de quan-
tos locais atua (e até mesmo para divulgar isso), lembre-se que seu conteúdo pre-
cisa contemplar: 
• Os principais pontos de seu currículo (para que potenciais pacientes conhe-
çam e se sintam seguros com suas qualificações);
• Os procedimentos que são realizados;
• Formas de atendimento (se presencial, se por Telemedicina);
• Endereços, telefones e formas de agendamento.
20
Se você deseja ter um site para sua clínica, seu conteúdo precisa, minimamente, 
contemplar:
• A estrutura da clínica (boas fotos são importantes, pois ajudam os internau-
tas a criar uma imagem mental);
• O corpo clínico (nome, CRM e RQE, especialidade e, talvez, um pequeno 
currículo), assinalando quem é o responsável técnico;
• Serviços oferecidos;
• Credenciamentos (se for o caso);
• Endereço, telefone e outros canais de contato.
RQE e divulgação de especialidades médicas
A Resolução 1976/2011 do CFM, que trata da divulgação de serviços médicos, estabelece 
que nenhum médico pode se declarar especialista sem que seu título seja registrado junto 
ao Conselho Regional de Medicina. Esse registro, conhecido como RQE (Registro de Qua-
lificação de Especialidade) é exigido mesmo que o médico tenha feito residência médica 
ou conquistado o título de especialista. Qualquer divulgação – incluindo o site – em que o 
médico se declara especialista deve exibir, além de seu CRM, o RQE.
21
Etapa 02
Tornando o seu site “encontrável”
#1. SEO
A sigla SEO quer dizer Search Engine Optimization (otimização dos mecanismos 
de busca). As técnicas de SEO buscam garantir que o seu site seja mais “encontrá-
vel” que outros. Os especialistas em SEO buscam entender ao máximo os parâ-
metros estabelecidos pelas plataformas de busca (principalmente o Google, que 
hoje reúne mais de 95% do volume de buscas feitas em todo o mundo). Assim, 
eles preparam o seu conteúdo para se tornar mais visível e, assim, subir no ranking 
das páginas mais relevantes. É a partir dele que o Google determina quem aparece 
primeiro e quem aparece por último dentro do seu resultado de busca. 
A internet é gigante. Quase que infinita. Diariamente, milhares de novas páginas são 
disponibilizadas em todo o mundo. A consequência mais básica desse grande volu-
me de informação é que se torna cada vez mais difícil para um site “aparecer” e se 
destacar em relação aos demais. Portanto, nessa etapa, falaremos brevemente sobre 
acessibilidade, responsividade, palavras-chave, entre outros termos. Vamos a elas:
2222
Existe uma alternativa para ser um dos primeiros resultados a aparecer: pagar por 
essa posição. Muitas empresas pagam para que seus sites apareçam na primeira 
página do Google. Mas todo anúncio aparece identificado. E é muito importante 
que o seu site tenha uma boa posição no ranking independente de anúncios (o que 
os especialistas chamam de resultado orgânico). Estar bem posicionado de forma 
orgânica garante maior credibilidade para o seu trabalho. 
Exemplo de anúncio
E, nesse ponto, não tem jeito: SEO não é para amadores. Se o seu site tem um 
problema ligado à “encontrabilidade”, é fundamental buscar um profissional ou 
empresa certificada que possa fazer os ajustes necessários e melhorar a sua perfor-
mance dentro de mecanismos de busca. 
23
#2. Palavras-chave
Entre as ferramentas para facilitar o acesso ao seu site, as palavras-chave estão en-
tre as mais importantes. Elas são termos que remetem a sua atividade. Significa que 
é mais provável que as pessoas os utilizem para fazer uma busca no Google, por 
exemplo. Assim, é preciso ter conhecimento técnico para inserir palavras-chave 
em áreas estratégicas, facilitando que o mecanismo de busca te encontre quando 
alguém fizer uma pesquisa on-line. 
Você precisará da ajuda de um especialista nessa área. Porém, a tarefa de determi-
nar quais são as palavras-chave certamente passará por você. 
24
#3. Responsividade 
Outra dica fundamental: o seu site precisa ser responsivo! Mas o que isso significa? 
Atualmente, todos nós adoramos um certo dispositivo que não sai mais das nos-
sas mãos, certo? Pois é, os smartphones vieram para ficar. E, com eles, ganhamos o 
hábito de acessar a internet por meio de suas pequenas telas. Porém, os resultados 
não costumam ser muito bons quando os arquivos do site foram pensados para as 
telas maiores (os nossos monitores do dia a dia). 
Um site responsivo é aquele que tem a capacidade de adaptar o seu conteúdo de 
forma automática a telas de dispositivos móveis, como smartphones e tablets. Boa 
parte dos serviços atuais oferece modelos de sites que já são responsivos por natu-
reza. Porém, é sempre bom estar atento a isso na hora de contratar um site pron-
to em algum serviço de hospedagem ou quando for contratar um web designer. 
Quando um site não é responsivo, os prejuízos são enormes: lembre que um nú-
mero cada vez maior de pessoas só acessa a internet por meio de dispositivos mó-
veis. Quantos profissionais você conhece que deixaram de carregar um notebook 
para usar esses pequenos aparelhos no dia a dia? Não se pode ignorá-los. 
25
Tela com código HTML
Da programação HTML à programação visual
Os arquivos das páginas exibidas na web em geral estão em um formato conhecido 
como HTML. Esses arquivos podem agregar conteúdo em texto, imagens e outros 
recursos em um único documento, como se fosse produzido dentro de um pro-
cessador de texto como Word ou similares. Porém, sua estrutura base é um pou-
co mais complexa: originalmente, os arquivos HTML eram “programados”. Isso 
significa que, dentro deles, há uma série de linhas de comando que indica para o 
navegador (o programa que lê tais arquivos) como o conteúdo deve ser exibido, em 
todos os detalhes: formatação do texto, cores, design e tudo o mais que for exibido. 
No começo, todos os sites tinham que ser construídos via código HTML, o que 
tornava a tarefa bem mais complexa para leigos. Como ainda era um conhecimen-
to pouco difundido, a maioria não conhecia e sequer tinha acesso a esse conteúdo. 
Logo, ter um site no início da internet era tarefa para poucos: aqueles que tinham o 
conhecimento para programar um site ou aqueles que tinham dinheiro suficiente 
para contratar os poucos (e caros!) profissionais que existiam no mercado. 
26
Porém, não demorou para que novas soluções surgissem no sentido de facilitar a 
criação de arquivos HTML. Softwares como Frontpage, Dreamweaver e outros si-
milares tentavam tornar a tarefa de desenvolvimento de arquivos HTML em algo 
mais visual, dispensando os códigos. Assim, mesmo um leigo poderia montar um 
arquivo de página web mais ou menos da mesma forma que montaria um docu-
mento de texto ou uma apresentação de PowerPoint: inserindo o texto, as imagens, 
tabelas e arrastando-os de um lado para o outro. Tal possibilidade permitiu que 
mais e mais pessoas, principalmente fora do grupo das empresas de maior porte, 
pudessem ter a sua homepage publicada. Mas outras ferramentas ainda viriam para 
facilitar ainda mais o processo de produção.
As plataformas prontas para publicação de sites
Logo no início da internet comercial, surgiram serviços que buscavam facilitar 
a criação e hospedagem de sites. Muitos deles também disponibilizavam a hos-
pedagem gratuita e alguns modelos prontos paraque os usuários os aplicassem 
em seus próprios sites. Embora não representassem uma solução profissional, 
eram uma boa saída para quem desejava publicar conteúdo na web de maneira 
simples e barata. 
27
Alguns anos mais tarde, surgiram as primeiras plataformas de blogs, que represen-
taram mais uma evolução para as pessoas comuns que pretendiam ter o seu próprio 
espaço na web. As plataformas de blogs representam um verdadeiro divisor de águas 
na história da internet mundial. Em pouco tempo, milhares de páginas foram criadas, 
tanto que as pessoas que produziam tais conteúdos (os famosos “blogueiros”) começa-
ram a ganhar destaque na mídia. Alguns criaram uma base de leitores tão leais que se 
mantêm até hoje produzindo conteúdo para a web como blogueiros profissionais. Mas 
os blogs, em sua maioria, tinham uma estrutura bastante simples. 
A próxima etapa evolutiva tem um nome: WordPress. Lançado em 2003, a plata-
forma para blogs trazia uma série de recursos inovadores e logo se tornou uma 
febre mundial. Apesar de ter sua origem voltada para os diários virtuais, hoje ele 
possui uma quantidade tão grande de recursos que é possível desenvolver prati-
camente qualquer tipo de site dentro da sua plataforma: dos mais simples até lojas 
virtuais de grande porte. O sistema oferece centenas de templates prontos e um 
infindável número de plug-ins com as mais diversas finalidades. 
Por fim, nos últimos anos surgiram serviços exclusivos para a criação de sites. Em-
presas como Wix e GoDaddy oferecem recursos muito simples para o desenvol-
vimento de homepages de maneira rápida e intuitiva. Em muitas situações, eles 
conseguem ser ainda mais simples que o próprio WordPress, porém com algumas 
limitações para quem precisa de recursos mais avançados, além de serem conside-
ravelmente mais caros que os concorrentes.
28
E na prática, como fazer?
Quando se trata de um projeto pessoal, é plausível perder um pouco mais de tempo 
testando os recursos e analisando os resultados a cada mudança de visual. Porém, 
se estamos falando do site do seu consultório ou clínica, o acabamento profissional 
fará toda a diferença. Mesmo utilizando uma plataforma como o WordPress (onde, 
em tese, todos os recursos podem ser usados por um leigo), na prática, algumas 
ferramentas são bem complicadas. Então, fica a dica: na hora de montar o seu site 
profissional, busque o suporte de um especialista ou de uma agência de desenvol-
vimento. O preço será um pouco maior, mas os resultados serão bem melhores.
29
E quanto custa tudo isso?
Por fim, é importante listar os principais custos envolvidos na criação e publicação 
de um site. Alguns são incrivelmente baixos. Outros vão depender da envergadu-
ra do projeto e o céu será o limite. Lembrando que sites mais simples podem ser 
totalmente gratuitos (usando plataformas prontas, como algumas já citadas aqui; 
porém, eles terão alguns recursos limitados). 
Mas partindo do princípio de que pretendemos desenvolver um site para uso pro-
fissional e empresarial, temos os seguintes custos iniciais:
Domínio: anuidade (R$50 em média). Todos os anos é preciso renovar o registro. 
Se ele não for renovado, o endereço volta a ficar disponível para que outra pessoa 
ou empresa o registre para o seu próprio uso. Domínios internacionais (por exem-
plo: www.meuconsultorio.com) têm um custo muito próximo aos nacionais. Im-
portante lembrar que, para cada endereço registrado, será cobrada uma anuidade. 
Por exemplo:
www.meuconsultorio.com.br (um domínio com anuidade)
www.meuconsultorio.com (outro domínio com anuidade)
www.meuconsultorio.med (outro domínio com anuidade)
30
Hospedagem: para uma solução profissional, o melhor é pagar por um serviço 
de hospedagem. Tais serviços não são caros: podem custar a partir de R$ 9,90 por 
mês. Porém, esse custo pode aumentar consideravelmente por duas razões básicas: 
recursos dedicados (quando um site requer especificações mais robustas ou sim-
plesmente fora do padrão) e volume de tráfego (quando o volume de visitas ao seu 
site é alto demais, o que dificilmente se vê em um site médico). 
Programação/desenvolvimento: essa sempre é a parte mais onerosa do proces-
so. Como já foi dito, existem muitas soluções baratas, semiprontas e até gratuitas. 
Porém, no caso de um site profissional, é preciso tomar certos cuidados. O melhor 
conselho aqui é pesquisar e buscar indicações, além de conversar com especialis-
tas no assunto para entender um pouco mais e definir exatamente o que se quer. 
Como o mercado é muito amplo, também existem muitas possibilidades. Há pro-
fissionais especializados em programação dentro da plataforma WordPress, por 
exemplo. Outros que vão trabalhar mais o aspecto visual do seu site. E para neces-
sidades mais específicas, talvez seja necessário contratar um programador que faça 
tudo do zero. Por isso mesmo, é preciso avaliar caso a caso. 
Resumindo:
Quando pensamos em desenvolver um bom site, podemos considerar a avaliação 
do projeto a partir de um checklist:
31
Característica O que verificar no projeto Ação
Responsividade O Google prioriza a versão mo-
bile dos sites na hora de classi-
ficar os resultados de pesquisa.
Cobre do webdesigner que estiver 
desenvolvendo seu site que pense 
na versão mobile, e não faça apenas 
uma adaptação.
Usabilidade Se os campos estão organiza-
dos e há imagens claras, sem 
excesso de informações e sem 
dificuldades para localizar in-
formações relevantes
Avalie com cuidado e mostre o pro-
jeto do site para outras pessoas den-
tro do perfil de sua clientela para 
ver se encontram dificuldades ao 
navegar, como títulos confusos ou 
menus ocultos.
Acessibilidade Para garantir a inclusão e o 
acesso de pessoas com alguma 
deficiência, seu site deve ofere-
cer recursos como a leitura em 
alto contraste e a ampliação do 
corpo das letras.
Peça ao seu webdesigner para in-
cluir esses recursos. São simples de 
implementar e mostram sua preo-
cupação com a garantia de acesso.
Funcionalidade Se os formulários de contato 
(fale conosco) e demais meca-
nismos (como agendamento 
on-line) funcionam bem. Nin-
guém que utilizar um site que 
apresenta erros durante o uso.
Teste seu site antes de colocar defi-
nitivamente no ar. Peça que outras 
pessoas que usem outros navega-
dores diferentes do seu usem tam-
bém. Teste a versão desktop e a 
versão mobile também.
Navegabilidade Se os links são facilmente 
identificáveis pelo internauta. 
Ninguém deve ter que ficar pro-
curando onde clicar.
Teste e peça que outras pessoas tes-
tem também para ver se sentem al-
guma dúvida durante a navegação.
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Outras soluções: 
redes sociais e canais de conteúdo multimídia
Além do site propriamente dito, hoje a internet abriga plataformas que acabam 
sendo imprescindíveis para o trato com o público. Isso significa que, além da ho-
mepage da sua clínica, será necessário estar presente em algumas redes sociais e 
plataformas interativas. A necessidade tem uma explicação bem simples: o site ofi-
cial é a referência, o primeiro local que os usuários buscam quando querem encon-
trar informações fidedignas sobre quem você é e o que você faz. Porém, os sites não 
costumam ser as melhores plataformas para fazer relacionamento com o público, 
responder as dúvidas e disponibilizar conteúdo mais imediato. Por isso, a presença 
em algumas redes sociais acaba sendo algo obrigatório. Hoje, estão em evidência 
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plataformas como Facebook, Instagram, LinkedIn e Twitter. Mas lembre-se que, 
na internet, tudo muda o tempo todo. Também não é uma questão de estar em 
todos os lugares, mas se fazer presente nas plataformas que são frequentadas pelos 
seus clientes. Daí a necessidade de uma análise mais cuidadosa antes de sair crian-
do contas em todos os serviços disponíveis. Até mesmo porque eles consumirão 
tempo e recursos para serem atualizados o tempo todo. E, se pretende participar 
do diálogo nessas redes, é melhor participar de verdade, do contrário acaba sendo 
melhor não estar. 
Não podemos esquecer tambémde plataformas específicas para publicação de 
conteúdo multimídia, como o YouTube, para vídeos, e o SoundCloud, para arqui-
vos de áudio (podcasts), que se tornaram importantes referências. Muitos profis-
sionais usam o Youtube, por exemplo, para gravar vídeos educativos, dar dicas e 
orientações sobre temas pertinentes a sua área de atuação. Hoje, essas plataformas 
reúnem milhões de usuários no mundo todo (no caso do YouTube, mais de um 
bilhão de usuários). Dependendo do caso e do perfil do seu paciente, a ideia de 
ter um ou mais canais de conteúdo pode ser de grande importância para agregar 
maior valor ao seu serviço e construir uma presença digital mais forte.
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1. A página inicial é o que ditará o tempo de permanên-
cia do internauta em seu site. Por isso, ela precisa ser 
atraente e mostrar os conteúdos disponibilizados ali;
2. Fotos merecem atenção: ter uma boa câmera não 
transforma ninguém em fotógrafo. Invista em ter fo-
tos de qualidade, bem produzidas;
3. Cuidado com o uso de fotos de colaboradores: se 
a rotatividade da equipe for alta, isso é um problema. 
Certifique-se também de que pessoas que apareçam 
nas fotos tenham assinado um termo de consentimen-
to sobre o uso de suas imagens (e nada de usar pacien-
tes, pois isso viola as normas do CFM);
Dicas
adicionais
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4. Se você sabe que terá dificuldades para gerar con-
teúdo para atualizar seu site, considere duas alter-
nativas: não ter área para notícias, ou usar conteúdos 
desenvolvidos para as redes sociais na área de notícias 
de seu site;
5. Não faça ou deixe que façam plágios em seu site: 
além de ser um crime previsto na Lei Federal do 
Brasil 9.610 de 1998, o plágio, que é facilmente des-
coberto na internet, sugere falta de compromisso 
ético, algo que nenhum profissional quer ver as-
sociado ao seu nome. Se não tiver como elaborar 
textos próprios sobre doenças e tratamentos, por 
exemplo, use textos disponibilizados por sua socie-
dade de especialidade e cite-a como fonte.
6. Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD): se você 
utilizar em seu site qualquer formulário para preen-
chimento (mesmo o de um “fale conosco”), certifique-
-se de que os dados sensíveis de seus contatos estejam 
devidamente protegidos. Nos casos de agendamento 
de procedimentos, a segurança precisa ser ainda maior.
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Referências bibliográficas
• Silva LW. Internet foi criada em 1969 com o nome de “Arpanet” nos EUA 
[Internet]. Acessado em: 22 set 2020. Disponível em: .
• Wikipédia Brasil. World Wide Web [Internet]. Acessado em: 22 set 220. Disponí-
vel em: .
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• Barros T. Internet completa 44 anos; relembre a história da web [Internet]. Acessa-
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• Andrei L. Como criar um site - guia completo [Internet]. Acessado em: 
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• Krug S. Não me faça pensar: uma abordagem de bom senso à usabilidade na web. 
Rio de Janeiro: Alta Books; 2008.
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	Apresentação
	O que é um site?
	Um breve histórico
	E nos dias atuais
	Aparência profissional
	A compra de um domínio próprio
	Quero um site: e agora?
	Etapa1
	#1. Domínio
	#2. Hospedagem
	#3. A construção da página
	#4. O conteúdo
	Etapa2
	#1. SEO
	#2. Palavras-chave
	#3. Responsividade 
	Dicas
	Referencais
	Da programação HTML à programação visual
	As plataformas prontas para publicação de sites
	E na prática, como fazer?
	E quanto custa tudo isso?
	Outras soluções:
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