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Nutricao e ciclos da vida

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NUTRIÇÃO NOS
CICLOS DE VIDA
Maria clara da cruz carvalho
Nutricionista (UFRN) - CRN 31790
Mestre em ciências farmacêuticas - UFRN
Doutoranda em ciências da saúde - UFRN
Universidade Federal do Rio Grande do Norte
Centro de ciências da saúde
Departamento de Nutrição
NUTRIÇÃO NOS CICLOS DA VIDA
Desde o momento da concepção até a senescência, nossas necessidades nutricionais
mudam, refletindo as transformações que ocorrem em nosso corpo. É importante
compreender como a alimentação adequada influencia cada etapa do ciclo de vida — da
infância à velhice — e como adaptar as estratégias nutricionais para garantir um
desenvolvimento saudável e uma melhor qualidade de vida.
GESTAÇÃO
GESTAÇÃO:
“O período gestacional é constituído por 40
semanas, sendo heterogêneo em seus aspectos
fisiológicos, metabólicos e nutricionais.” 
(VITOLO, 2015) 
Gravidez ou gestação é todo o período de
crescimento e desenvolvimento do embrião
dentro da mulher.
1 mês 2 meses 3 meses 4 meses 5 meses 6 meses 7 meses 8 meses 9 meses
54321 109876 1514131211 2019181716 2524232221 3029282726 3534333231 4039383736
1º TRIMESTRE 2º TRIMESTRE 3º TRIMESTRE
Da concepção até 13ª semana 14ª â 27ª semana 26ª à 40ª semana
Período gestacional normal: 37 a 42 semanas
DESENVOLVIMENTO:
Intensa divisão celular
Alterações hormonais -> Náuseas,
vômitos, falta de apetite - privação
alimentar 
A saúde do embrião vai depender da
condição pré-gestacional da mãe, não
apenas quanto às suas reservas
energéticas, mas também de
vitaminas, minerais e oligoelementos.
1º TRIMESTRE
Intensa divisão celular
Alterações hormonais -> Náuseas,
vômitos, falta de apetite - privação
alimentar 
A saúde do embrião vai depender da
condição pré-gestacional da mãe, não
apenas quanto às suas reservas
energéticas, mas também de
vitaminas, minerais e oligoelementos.
Meio externo exerce influência direto
O ganho de peso adequado, a ingestão
de energia e nutrientes, o fator
emocional e o estilo de vida serão
determinantes para o crescimento e o
desenvolvimento normais do feto.
1º TRIMESTRE 2º E 3º TRIMESTRE
Intensa divisão celular
Alterações hormonais -> Náuseas,
vômitos, falta de apetite - privação
alimentar 
A saúde do embrião vai depender da
condição pré-gestacional da mãe, não
apenas quanto às suas reservas
energéticas, mas também de
vitaminas, minerais e oligoelementos.
Meio externo exerce influência direto
O ganho de peso adequado, a ingestão
de energia e nutrientes, o fator
emocional e o estilo de vida serão
determinantes para o crescimento e o
desenvolvimento normais do feto.
Maior interferência da alimentação!!
Ajustes no metabolismo de carboidratos,
proteínas e lipídios para assegurar que o feto
receba todos os suprimentos necessários ao
seu crescimento.
1º TRIMESTRE 2º E 3º TRIMESTRE
Intensa divisão celular
Alterações hormonais -> Náuseas,
vômitos, falta de apetite - privação
alimentar 
A saúde do embrião vai depender da
condição pré-gestacional da mãe, não
apenas quanto às suas reservas
energéticas, mas também de
vitaminas, minerais e oligoelementos.
Meio externo exerce influência direto
O ganho de peso adequado, a ingestão
de energia e nutrientes, o fator
emocional e o estilo de vida serão
determinantes para o crescimento e o
desenvolvimento normais do feto.
Aumento da TMB de 15 a 20%: 
a partir do terceiro mês - (custo energético
da gestação, para suprir as necessidades
fetais, ↑ função renal e cardíaca).
1º TRIMESTRE 2º E 3º TRIMESTRE
Gonadotrofina Coriônica Humana (hCG)
 Mantém o corpo lúteo ativo ⟶ Papel fundamental no início - dim. progesterona e estrógeno - Permite o diagnóstico hormonal da
gravidez (exame de sangue ou urina).
Impede a rejeição imunológica do embrião 
Estimula a produção de progesterona e relaxina pelo ovário 
*Relaxina: peptídeo que, juntamente com a progesterona, inibe a contratilidade espontânea do útero, sendo útil para a manutenção inicial
da gestação.
Progesterona
Produzido antes de 8 e 9 semanas de gestação, é indispensável para o êxito da implantação e da placentação,
Reduz a motilidade do TGI (maior tempo para absorção),
Favorece a deposição materna de gordura,
Aumenta a excreção renal de sódio (efeito natiurético),
Interfere no metabolismo de ácido fólico,
Estimula o apetite materno na 1ª metade da gestação 
Estrogênio
Reduz as proteínas séricas,
Aumenta propriedades hidroscópicas dos tecidos (favorecendo o crescimento uterino),
Afeta a função da tireoide,
Interfere no metabolismo do ácido fólico, causa hiperpigmentação cutânea, modificações no metabolismo glicídico,
Causa alterações no tecido conjuntivo e vascular,
Diminui o apetite na 2ª metade da gestação,
Promove o desenvolvimento do tecido glandular mamário, determinando a proliferação do sistema ductal e, em conjunto com a
progesterona, inibe a secreção de prolactina no eixo hipotálamo-hipofisário e, consequentemente, a secreção de leite durante a
gestação. 
Lactogênio Placentário Humano (hPL) ou Somatomamotrofina Humana (hCS)
Ação mamotrófica na gravidez (inicia o processo de produção de leite (lactogênese) nos alvéolos e glândulas mamárias), - preparação da
mama para receber o leite. Mas não está envolvido na produção láctea (só começa mesmo depois do parto),
Promove mobilização das reservas de glicogênio (glicogenólise), aumentando a glicemia materna, associada à resistência insulínica
Promove a lipólise e elevação dos níveis dos níveis sanguíneos de ácidos graxos livres. Assim, ficam bloqueadas a retirada da glicose
circulante pela célula e a gliconeogênese, favorecendo a captação de glicose e aminoácidos pelo feto.
Hormônio do Crescimento (hCT)
Eleva a glicemia - estimula a gliconeogênese e reduz a captação de glicose pelos tecidos, contribuindo para o aumento dos níveis de
glicose no sangue,
Estimula o crescimento dos ossos longos; 
Promove a retenção de nitrogênio - aumento na síntese proteica e redução do catabolismo, o que favorece o crescimento muscular e
manutenção de tecidos.
Tireoxina
Regula a velocidade da oxidação celular envolvidas na produção de energia (taxa metabólica basal) - por meio da aceleração das
reações de oxidação celular, que resultam em maior produção de energia (ATP e calor).
Conjuntamente, esses hormonios intermediam alterações fisiológicas que
repercutem na necessidade de suporte nutricional específico na gestação!
50% do volume plasmático20% no conteúdo de hemoglobina
Níveis elevados de estrogênio e progesterona
Aumenta a retenção de sódio e água, influenciando o volume sanguíneo.
Estimula a síntese de proteínas hepáticas, aumentando a necessidade de aminoácidos e micronutrientes como vitaminas do complexo B.
Pode afetar a mobilização e o armazenamento de gordura, influenciando a demanda por lipídios essenciais (como ácidos graxos ômega-3).
Reduz a motilidade gastrointestinal, o que pode levar a contipação e piorar a absorção de nutrientes.
Estimula o aumento do apetite e da lipogênese (formação de gordura), o que pode aumentar a ingestão calórica.
Exige um aumento na ingestão de fibras, água e minerais, especialmente ferro e cálcio, por causa do aumento da demanda fetal e das
mudanças na absorção.
O volume plasmático cresce significativamente para suprir as
necessidades do feto, da placenta e da mãe. Isso tem várias
repercussões:
Dilui os componentes do sangue, como hemoglobina, ferro,
vitaminas hidrossolúveis (B6, B12, ácido fólico) — levando à
chamada anemia fisiológica da gravidez.
Aumenta a necessidade de ferro para a formação de mais
hemoglobina e para o desenvolvimento fetal.
Exige mais proteínas (como a albumina) e água para manter a
expansão volêmica e a pressão osmótica adequada.
Apesar da diluição plasmática, o total de hemoglobina ainda
aumenta, pois há produção de mais glóbulos vermelhos para
transportar oxigênio ao feto e à placenta:
Isso demanda maior consumo de ferro, vitamina B12 e
ácido fólico, que são essenciais para a eritropoiese
(formação de glóbulos vermelhos).
A deficiência desses nutrientes pode causar anemia
ferroprivaou megaloblástica, prejudicando tanto a mãe
quanto o bebê.
Avaliação
nutricional de
gestantes
Sinais
clinicos
Weight
Management
Avaliação
sociocultural
Parâmetros
bioquímicos
Antropometria
Consumo
alimentar
DM pré gestacional HAS pré gestacional
É importante investigar a sua história clínica através da anamnese e da leitura do
prontuário, com fins de identificar situações de saúde que podem complicar a
gravidez, hábitos de vida e sintomas. 
HISTÓRIA CLÍNICA
Cardiopatias Distúrbios da tireóide
Infecções Álcool, dogras,
tabagismo DST’s Medicamentos
Identificar o nível educacional, o tipo de moradia, saneamento, renda familiar,
benefícios recebidos (por exemplo: Bolsa Família), atividades realizadas no trabalho
e exposições ambientais, tais como: demasiado esforço físico, estresse, jornada de
trabalho, exposição a agentes nocivos. Em relação à amamentação, procure
identificar os conhecimentos e as crenças que a gestante possui, se já vivenciou
alguma vez e como foi a experiência.
CONDIÇÕES SOCIOECONÔMICAS
Repercute diretamente
no estado nutricional e
nas escolhas alimentares!
Número de refeições, 
Composição das refeições,
Grupos de alimentos presentes,
R24h ou diário alimentar,
Investigar crenças/hábitos, preferências e aversões,
Alergias/intolerância,
Desejo e/ou ingestão de substâncias sem caráter
alimentar (barro, sabão, terra, tijolo, gelo, etc),
Consumo de refrigerantes, café, álcool, chás e etc.
IDADE 
GESTACIONAL
PESO PRÉ
GESTACIONAL
PESO ATUAL ESTATURA
ESTADO NUTRICIONAL
Obtida a partir da data do
primeiro dia da última
menstruação (DUM), ou
pelo exame de
ultrassonografia.
Medidas básicas, não
invasivas, utilizadas para
obter o IMC (Kg/m²)
ESTADO NUTRICIONAL
IMC (KG/M²)
Objetivo: realizar a programação de ganho de
peso, segundo o estado nutricional prévio.
O ideal é considerar no diagnóstico inicial: o
IMC calculado a partir dos dados obtidos até
a 13ª semana gestacional ou o IMC pré-
gestacional referido (limite máximo de 2
meses antes da concepção). Caso isso não
seja possível, calcule o IMC com os dados da
primeira consulta, mesmo que esta ocorra
após a 13ª semana gestacional.
ESTADO NUTRICIONAL
IMC (KG/M²)
Objetivo: realizar a programação de ganho de
peso, segundo o estado nutricional prévio.
O ideal é considerar no diagnóstico inicial: o
IMC calculado a partir dos dados obtidos até
a 13ª semana gestacional ou o IMC pré-
gestacional referido (limite máximo de 2
meses antes da concepção). Caso isso não
seja possível, calcule o IMC com os dados da
primeira consulta, mesmo que esta ocorra
após a 13ª semana gestacional.
ESTADO NUTRICIONAL
IMC (KG/M²)
Objetivo: realizar a programação de ganho de
peso, segundo o estado nutricional prévio.
O ideal é considerar no diagnóstico inicial: o
IMC calculado a partir dos dados obtidos até
a 13ª semana gestacional ou o IMC pré-
gestacional referido (limite máximo de 2
meses antes da concepção). Caso isso não
seja possível, calcule o IMC com os dados da
primeira consulta, mesmo que esta ocorra
após a 13ª semana gestacional.
Peso pré gestacional!!
GANHO DE PESO
1° trimestre: ganho de peso não é muito relevante
2° e 3° trimestre: o ganho de peso adequado vai depender do Estado Nutricional da gestante
o feto ainda é muito pequeno (no final do 1º trimestre, pesa cerca de 10-30g).
As necessidades energéticas aumentam muito pouco em comparação ao normal.
Muitas gestantes apresentam náuseas, vômitos e alterações no apetite, o que pode
dificultar o ganho de peso.
O foco principal deve ser a qualidade da alimentação, e não tanto a quantidade.
O ganho de peso esperado é pequeno, cerca de 0,5 a 2 kg no total.
A partir do 2º trimestre, o feto começa a crescer rapidamente, e as demandas
energéticas da gestante aumentam consideravelmente.
Além do crescimento fetal, há aumento do volume sanguíneo, líquido amniótico,
placenta, tecido mamário e reservas maternas.
PROGRAMAÇÃO DE GANHO DE PESO
Ganho de peso semanal e total para gestação não gemelar segundo IMC pré-gestacional
*Ganho de peso no primeiro trimestre: entre 0,5 e 2,0 kg. Fonte: IOM (2009).
PROGRAMAÇÃO DE GANHO DE PESO
Ganho de peso semanal e total para gestação gemelar segundo IMC pré-gestacional.
Fonte: IOM (2009). Luke et. al. (2003).
PROGRAMAÇÃO
DE GANHO DE
PESO
Gestante no 1º trimestre:
programação para as 13 semanas 
Gestante no 2º trimestre:
programação semanal 
ACOMPANHAMENTO DE
GANHO DE PESO
Traçado ASCENDENTE:
ganho de peso ideal
Traçado DESCENDENTE ou HORIZONTAL:
ganho de peso inadequado (gestante de risco)
 Fonte: Atalah e colaboradores (1997)
Baseada em população americana.
Não foi validada para Brasileiras! 
ACOMPANHAMENTO DE
GANHO DE PESO
Superestimando o ganho de peso,
aumento da retenção do peso pós-
parto, maior risco de crianças grande
para idade gestacional (GIG), risco de
prematuridade
Baseada em população americana.
Não foi validada para Brasileiras! 
ACOMPANHAMENTO DE
GANHO DE PESO
World Health Organization (1995)(7) e Carrilho et al. (2022)
Superestimando o ganho de peso,
aumento da retenção do peso pós-
parto, maior risco de crianças grande
para idade gestacional (GIG), risco de
prematuridade
GANHO DE PESO = PESO ATUAL (KG) - PESO PRÉ GESTACIONAL
GANHO DE PESO = PESO ATUAL (KG) - PESO PRÉ GESTACIONAL
GANHO DE PESO = PESO ATUAL (KG) - PESO PRÉ GESTACIONAL
Exemplo: Gestante com 20 semanas
gestacional, 80Kg atualmente. Peso
pré gestacional de 72Kg, e diagnóstico
pré gestacional de sobrepeso.
Ganho de peso: 80Kg - 72Kg = 8kg
GANHO DE PESO = PESO ATUAL (KG) - PESO PRÉ GESTACIONAL
Exemplo: Gestante com 20 semanas
gestacional, 80Kg atualmente. Peso
pré gestacional de 72Kg, e diagnóstico
pré gestacional de sobrepeso.
Ganho de peso: 80Kg - 72Kg = 8kg
A cada consulta, deve-se fazer essa
marcação para acompanhar a curva.
Essa curva não deve ser descendente,
mas deve ficar sempre no campo
mais ecuro, indicando um ganho
adequado.
CASO 1
Gestante de 32 anos, com 6 semanas de gestação que veio ao serviço para realizar
sua primeira consulta pré natal. Durante a anamnese ela refere não saber seu peso
anterior à gestação, e que sente náuseas, especialmente pela manhã. O peso e
altura da gestante aferidos durante a consulta formam: 50Kg e 1,65m. 
QUAL O DIAGNÓSTICO DO ESTADO NUTRICIONAL?
QUAL A RECOMENDAÇÃO DE GANHO DE PESO PARA ESSA GESTANTE ATÉ A
40ª SEMANA?
CASO 1
Gestante de 32 anos, com 6 semanas de gestação que veio ao serviço para realizar
sua primeira consulta pré natal. Durante a anamnese ela refere não saber seu peso
anterior à gestação, e que sente náuseas, especialmente pela manhã. O peso e
altura da gestante aferidos durante a consulta formam: 50Kg e 1,65m. 
QUAL O DIAGNÓSTICO DO ESTADO NUTRICIONAL?
QUAL A RECOMENDAÇÃO DE GANHO DE PESO PARA ESSA GESTANTE ATÉ A
40ª SEMANA?
IMC = Kg/m²
IMC = 50/1,65² 
IMC = 18,37 Kg/m²
CASO 1
Gestante de 32 anos, com 6 semanas de gestação que veio ao serviço para realizar
sua primeira consulta pré natal. Durante a anamnese ela refere não saber seu peso
anterior à gestação, e que sente náuseas, especialmente pela manhã. O peso e
altura da gestante aferidos durante a consulta formam: 50Kg e 1,65m. 
QUAL O DIAGNÓSTICO DO ESTADO NUTRICIONAL? BAIXO PESO
QUAL A RECOMENDAÇÃO DE GANHO DE PESO PARA ESSA GESTANTE ATÉ A 40ª
SEMANA? 12,5 A 18 KG
CASO 1
Gestante de 32 anos, com 6 semanas de gestação que veio ao serviço para realizar
sua primeira consulta pré natal. Durante a anamnese ela refere não saber seu peso
anterior à gestação, e que sente náuseas, especialmente pela manhã. O peso e
altura da gestante aferidos durante a consulta formam: 50Kg e 1,65m. 
QUAL O DIAGNÓSTICO DO ESTADO NUTRICIONAL? BAIXO PESO
QUAL A RECOMENDAÇÃO DE GANHO DE PESO PARA ESSA GESTANTE ATÉ A 40ª
SEMANA? 12,5 - 18 KG (IOM, 2009), OU 9,7 - 12,2 KG ( CARRILHO ET AL., 2022).
Qual das duas devo utilizar?
DEPENDE!
Qual das duas devo utilizar?
DEPENDE!
Concurso? utilizar a referência abordada na questão
Clínica? utilizar a mais atualizada (Carrilhoet al., 2022)
Gemelar (ou múltiplos)? IOM (2009) - ainda não temos BR.
NECESSIDADES
NUTRICIONAIS
NA GESTAÇÃO
ENERGIA FAO/WHO(2001)
Gasto Energético = Taxa metabólica basal (TMB) X Nível de atividade física (NAF)1
Gasto Energético Adicional2
Idade (anos)
18 a 30 
30 a 60
TMB (Kcal/dia)
(14,818 x peso) + 486,6
(8,126 x peso) + 845,6
Estilo de vida
Sedentário ou leve 
Ativo ou moderadamente ativo
NAF
1,53 (1,40 – 1,69)
1,76 (1,70 – 1,99) 
Vigoroso ou moderadamente vigoroso 2,25 (2,00 – 2,40)
Volume energético total (VET) = Gasto energético (GE) + Adicional energético
1° TRIMESTRE (à
situação do estado pré-gravídico (fenômenos
involutivos).
LACTAÇÃO
O aleitamento materno exclusivo é recomendado pela Organização Mundial de
Saúde até seis meses de idade devido aos inúmeros benefícios à saúde do bebê e
da mãe. A mulher que amamenta, denominada nutriz ou lactante, possui
necessidades nutricionais específicas decorrentes tanto da lactação quanto dos
efeitos em relação ao ganho de peso durante a gestação.
As contraindicações à amamentação são raras, mas algumas condições
garantem, pelo menos, uma interrupção temporária de qualquer alimentação
direta da mama ou a alimentação com leite materno.
Galactosemia (intolerância a lactose) – totalmente contraindicado. 
Fenilcetonúria (intolerância ao AA fenilalanina) – necessita de monitoramento – a
amamentação só é possível desde que se tenha condições de monitorar com frequência
os níveis séricos de fenilalanina. 
Síndrome da urina de xarope do bordo (leucinose) (intolerância a valina, leucina e
isoleucina) – necessita de monitoramento. 
Mães com tuberculose ativa não tratada, uso de drogas, em quimioterapia.
TERAPIA NUTRICIONAL
NA LACTAÇÃO
As necessidades nutricionais da nutriz
(lactante) são maiores do que as da
gestante, visando principalmente, à saúde
do binômio mãe-filho. Por isso, requerem
atenção espcial e individualizada!
Objetivos da TN
A retenção do peso ganho na gestação (retenção de peso pós-parto) é
um dos principais fatores de risco para a obesidade em mulheres, então,
juntamente com o fornecimento de nutrientes adequados para o bebê,
acaba sendo um dos principais objetivos nutricionais no pós parto.
A perda de peso é maior nos três primeiros meses pós-parto e para as
lactantes que amamentam exclusivamente. A recomendação da perda de
peso após o parto será de acordo com o estado nutricional da lactante.
As necessidades nutricionais da nutriz
(lactante) são maiores do que as da
gestante, visando principalmente, à saúde
do binômio mãe-filho. Por isso, requerem
atenção espcial e individualizada!
Alimentação
A orientação alimentar deve respeitar o hábito da nutriz sem negligenciar o aporte dos nutrientes
essenciais para a sua saúde. Não há contraindicações de alimentos, a não ser que haja comprovações
clínicas ou bioquímicas da necessidade de se excluírem determinados alimentos da dieta.
A ingestão de álcool não é recomendada durante a amamentação, pois foi observada mudança de
odor no leite materno, levando à recusa da criança e menor poder de sucção, o que diminui os
reflexos fisiológicos da lactação. A ingestão em ocasiões especiais, em quantidade pequena, desde
que seja ocasional, é permitida, mas a mãe deve ser orientada a não dar de mamar 2 horas depois de
ter ingerido a bebida alcoólica.
EER: TMB (já com NAF considerado) + Adicional energético - moblização de energia
ENERGIA
IOM (2023)
Promover perda de peso para chegar no valor de peso PRÉ GESTACIONAL,
fornecer energia e nutrientes adequados para o bebê! 
Perda de 0,5 a 1,0 kg por semana, Isso equivale a um déficit calórico diário
de cerca de 500 a 750 kcal/dia.
A IOM/NASEM recomenda que lactantes não consumam menos de 1800
kcal/dia, mesmo em planos de perda de peso.
Aumentar consumo de fibras: 29g por dia. 
ENERGIA IOM (2023)
A recomendação da IOM (Institute of Medicine) atualizada em 2023 para o cálculo da
necessidade energética de lactentes
Adicional energético
0 a 6 meses após o parto:
540 kcal/dia;
7 a 12 meses: 380 kcal/dia.
Mobilização de energia:
Estimada para mulheres em
amamentação exclusiva (dos
0 a 6 meses pós-parto), se dá
no valor de 140 kcal/d.
ENERGIA IOM (2023)
A recomendação da IOM (Institute of Medicine) atualizada em 2023 para o cálculo da
necessidade energética de lactentes
Adicional energético
0 a 6 meses após o parto:
540 kcal/dia;
7 a 12 meses: 380 kcal/dia.
Mobilização de energia:
Estimada para mulheres em
amamentação exclusiva (dos
0 a 6 meses pós-parto), se dá
no valor de 140 kcal/d.
RECÉM NASCIDOS
E CRIANÇAS
RECÉM-NASCIDOS (RN)
🍼 Período Neonatal
É o intervalo entre o nascimento e o 28º dia de vida do bebê.
Essa fase é crítica para o desenvolvimento e a adaptação do recém-nascido à vida
extrauterina.
📊 Estado Nutricional (EN)
O estado nutricional do recém-nascido nessa fase é reflexo de:
Como foi o ambiente intrauterino (ou seja, a nutrição e o crescimento dentro do útero).
E das perspectivas futuras de crescimento e desenvolvimento (CD) do bebê.
🔍 Vigilância Perinatal
O acompanhamento do crescimento e desenvolvimento fetal ainda durante a gestação
está se tornando cada vez mais uma preocupação em saúde pública, principalmente para
prevenir problemas futuros.
RECÉM-NASCIDOS (RN)
👶 Crescimento Fetal
Para crescer adequadamente, o feto precisa de:
Oxigênio (O₂) e nutrientes (vindos da placenta).
Esse crescimento depende de vários fatores:
Genéticos (DNA do bebê),
Hormonais (como insulina fetal e hormônios da mãe),
Ambientais (exposição a toxinas, drogas, etc.),
E da saúde materna (alimentação, doenças, estresse, etc.).
Perda de peso inicial Recuperação do peso de
nascimento e aumento do
comprimeiro 
Semana de nascimento Classificação
2003)
IDADE CORRIGIDA
(OMS, 2006)
 Idade corrigida = n° de semanas de vida - n°
de semanas que faltou para completar 40
sem. de gestação (a termo). 
Idade cronológica: IG ao nascer + nº
semanas de vida
Exemplo: bebê de 8 semanas que nasceu de uma gestação de 35 semanas.
 Idade corrigida = 8 semanas - 5 semanas (40 - 35) = 3 semanas
 Idade cronológica = 35 semanas + 8 semanas = 43 semanas
A idade corrigida é mais usada leva em consideração o tempo que o bebê passou no útero, o que é crucial para uma
avaliação mais precisa do desenvolvimento neurológico e motor. Bebês prematuros têm um ritmo de
desenvolvimento que pode ser mais lento nas primeiras semanas ou meses, então ajustar a idade com base no tempo
que faltava para ele atingir o termo (40 semanas) ajuda a evitar comparações injustas com bebês a termo.
Recomenda
da pelo
ministério
da saúde!
AVALIAÇÃO DA
CURVA DE CRESCIMENTO
IDADE CRONOLÓGICA
(FENTON, 2003)
IDADE CORRIGIDA
(OMS, 2006)
 Idade corrigida = n° de semanas de vida - n°
de semanas que faltou para completar 40
sem. de gestação (a termo). 
Idade cronológica: IG ao nascer + nº
semanas de vida
Exemplo: bebê de 8 semanas que nasceu de uma gestação de 35 semanas.
 Idade corrigida = 8 semanas - 5 semanas (40 - 35) = 3 semanas
 Idade cronológica = 35 semanas + 8 semanas = 43 semanas
A idade corrigida é mais usada leva em consideração o tempo que o bebê passou no útero, o que é crucial para uma
avaliação mais precisa do desenvolvimento neurológico e motor. Bebês prematuros têm um ritmo de
desenvolvimento que pode ser mais lento nas primeiras semanas ou meses, então ajustar a idade com base no tempo
que faltava para ele atingir o termo (40 semanas) ajuda a evitar comparações injustas com bebês a termo.
Peso ao nascer Comprimento
Perímetro cefálico
AVALIAÇÃO ANTROPOMÉTRICA
As medidas antropométricas mais utilizadas na avaliação nutricional dos recém
nascidos são:
Peso ao nascer
• Parâmetro mais utilizado; 
• Varia com a IG, EN e hidroeletrolítico materno e do RN;
 • Alteração evidencia distúrbios perinatais agudos e crônicos; 
• Reflete as condições de crescimento intra-uterino; 
• Edema → Mascarar o EN; 
• Deve ser realizado nas primeiras 6h de vida; 
• Mensuração realizada 1x/dia;
 • Crescimento de 20g a 40g/dia. 
Classificação do RN pelo peso ao nascer (PN):
PN ≥ 4.000 g: macrossomia;
PN ≥ 2.500 g: peso adequado;
PNEER (Kcal/dia)
A recomendação da IOM (Institute of Medicine) atualizada em 2023 para o cálculo da
necessidade energética de crianças
Masculino
sedentário
EER = -447.51 + (3.68 × idade) + (13.01 × altura) + (13.15 ×
peso) + 20/15/25
pouco ativo
EER = 19.12 + (3.68 × idade) + (8.62 × altura) + (20.28 ×
peso) + 20/15/25
ativo
EER = -388.19 + (3.68 × idade) + (12.66 × altura) + (20.46
× peso) + 20/15/25
muito ativo
EER = -671.75 + (3.68 × idade) + (15.38 × altura) + (23.25
× peso) + 20/15/25
o custo energético do crescimento para meninos varia entre
3 anos: 20 kcal/d
4 a 8 anos: 15 kcal/d;
9 a 13 anos: 25 kcal/d.
ENERGIA - CRIANÇAS IOM (2023)
Estágio NAF EER (Kcal/dia)
A recomendação da IOM (Institute of Medicine) atualizada em 2023 para o cálculo da
necessidade energética de crianças
Feminino
sedentário
EER = 55.59 – (22.25 × idade) + (8.43 × altura) + (17.07 ×
peso) + 15/30
pouco ativo
EER = -297.54 – (22.25 × idade) + (12.77 × altura) + (14.73
× peso) + 15/30
ativo
EER = -189.55 – (22.25 × idade) + (11.74 × altura) + (18.34
× peso) + 15/30
muito ativo
EER = -709.59 – (22.25 × idade) + (18.22 × altura) +
(14.25 × peso) + 15/30
o custo energético do crescimento para meninas varia entre
3 anos: 15 kcal/d;
4 a 8 anos: 15 kcal/d;
9 a 13 anos: 30 kcal/d.
MACRONUTRIENTES
PROTEÍNA
5 a 30% do VET (varia a depender da idade)
Requerimentos maiores que os adultos
Facilmente alcançado pela dieta Recomenda-
se que 2/3 sejam de Alto valor biológico 
PTN g/kg/dia 
1 ano → 1,14 
2 anos→ 0,97 
3 anos→ 0,90 
4 anos → 0,86
CARBOIDRATO
Sacarose menos de 10%
LIPÍDEO
menos de 10% de gordura saturada
colesterol inferior a 300mg/dia) 
ÁGUA
3L/dia (14 a 50 anos) – 2,3L na forma de líquidos
(DRI, 2006)
MICRONUTRIENTES
CÁLCIO
Recomendação IOM (2002): 1 a 3 anos:
700mg/dia 4 a 8 anos: 1000mg/dia 1 a 3
porções de produtos lácteos 
VITAMINA A
Importante para prevenir infecções,
xeroftalmia e anemia; Recomendação IOM
(2002): 1 a 3 anos: 300mcg/dia 4 a 10 anos:
400mcg/dia
FERRO
Prevalência de anemia ferropriva
Recomendação IOM (2002): 1 a 3 anos:
7mg/dia 4 a 10 anos: 10mg/dia SBPED
recomenda ferro profilático até 2 anos
(1mg/kg/dia)
ZINCO
Importante para cicatrização de feridas e
essencial para o crescimento Recomendação
IOM (2002): 1 a 3 anos: 3mg/dia 4 a 8 anos:
5mg/dia Suplemento: diarreia persistente e
tratamento para anemia
http://189.28.128.100/dab/do
cs/portaldab%20/publicacoes
/guia_da_crianca_2019.pdf
PDF DISPONÍVEL EM:
http://189.28.128.100/dab/docs/portaldab%20/publicacoes/guia_da_crianca_2019.pdf
http://189.28.128.100/dab/docs/portaldab%20/publicacoes/guia_da_crianca_2019.pdf
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ADOLESCENTES
ADOLESCENTES
“O período gestacional é constituído por 40
semanas, sendo heterogêneo em seus aspectos
fisiológicos, metabólicos e nutricionais.” 
(VITOLO, 2015) 
• Contínuo processo de transição entre a
infância e a vida adulta, com mudanças
somáticas, psicológicas, comportamentais e
sociais. 
• Aumento de quase todos os órgãos e
segmentos corporais; 
• Ganho de cerca de 20% total da estatura de
adulto; 
• Ganho de cerca de 50% do peso e massa
óssea de adulto
Adolescência é definida como o período de crescimento e
desenvolvimento humano que ocorre entre 10 e 19 anos, 11
meses e 29 dias de idade 
CRESCIMENTO E MATURAÇÃO SEXUAL
Puberdade: período de manifestações biológicas características da adolescência em resposta
a ação hormonal:
 • maturação sexual; 
• crescimento físico acelerado 
• estirão do crescimento.
• Desenvolvimento das gônadas (testículos e ovários) e órgãos reprodutores; 
• Surgimento de caracteres sexuais secundários (pêlos e mamas);
• Aceleração e posterior desaceleração do crescimento (estirão da puberdade) 
• Mudanças na composição corporal (quantidade e distribuição de gordura, crescimento
esquelético e ganho de massa muscular); 
• Desenvolvimento do sistema respiratório e circulatório → aumento da força e resistência 
FASE DE INÍCIO
Estirão de crescimento 
Meninas: Inicia-se entre os 10 a 13 anos
Meninos: entre 12 a 15 anos
FASE DE PICO
Máximo de Crescimento 
Com duração média de 24 a 36 meses, em
que o ganho de estatura chega a atingir: 
Meninas: 8 a 9 cm por ano
Meninos: 10 cm por ano.
FASE DE DESACELERAÇÃO DE
CRESCIMENTO
Pode ocorrer ainda um incremento de 5 a 8
cm na estatura até a parada total.
Estágio 1:
Pré-púbere ou púbere incial: características ainda infantis
MATURAÇÃO SEXUAL - TANNER (1962)
O Ministério da Saúde preconiza a avaliação da maturação sexual segundo os critérios
sugeridos por Tanner (1962), sendo composto por 5 estágios de maturação
Meninos
Genitais (G) e Pêlos (P)) 
Meninas
Mamas(M) e Pêlos (P)) 
Estágio 2-4
Púbere: desenvolvimento pubérito
Estágio 5
Pós - púbere: final da maturação sexual
MULHERES HOMENS
Summer McIntosh
14 anos e 1,73m
ADOLESCENTES
Idade cronológica x Idade biológica
(maturação sexual): 
• velocidade de crescimento tem
estreita relação com a maturação
sexual; 
•variação no início, duração,
magnitude e sequência de eventos da
puberdade; 
• indivíduos de mesma idade e sexo
podem se encontrar em diferentes
estágios de maturação sexual, logo de
ganho de peso e estatura. 
Flávia Saraiva
15 anos e 1,33m
Peso para idade
AVALIAÇÃO ANTROPOMÉTRICA DE CRIANÇAS
IMC para idade Estatura para idade
Peso para estatura
Desconsidera a relação com a maturação sexual e
desconsidera que o peso deve ser proporcional à
estatura e não à idade (adolescente em idades iguais
podem estar em diferentes estágios da maturação
sexual, que tem influencia sobre peso e estatura). 
Desconsidera que ganho ponderal varia também
em função do estágio de maturação sexual e
idade, e não apenas da estatura.
MAIS ADEQUADOS (MINISTÉRIO DA SAÚDE,2008)
NÃO RECOMENDADOS
NECESSIDADES
NUTRICIONAIS
ADOLESCENTES
ENERGIA (FAO, OMS, UNU, 2001)
ENERGIA IOM (2023)
Custo energético para meninos de 9 a 13 anos: 25 kcal/d.
Custo energético para meninas de 9 a 13 anos: 30 kcal/d.
ENERGIA IOM (2023)
MACRONUTRIENTES
PROTEÍNA
10% a 15% do VET
importante para a manutenção do crescimento
de novos tecidos, bem como para o aumento da
massa muscular.
CARBOIDRATO
55% a 75% do VET
Carboidratos simples de adição: não exceder
10% do VET
FIBRAS
31 g/dia para homens de 9 a 13 anos, 38 g/dia para
homens de 14 a 18 anos e 26 g/dia para mulheres
de 9 a 18 anos de idade
LIPÍDEO
15% a 30% do VET
• Gorduras saturadas:Metabolismo ósseo; 
Fisiologia bucal; 
Órgãos do sentido; 
Nutrientes no plasma; 
Secreção de hormônios.
FATORES INTERFERENTES NA AVALIAÇÃO ANTROPOMÉTRICA 
ALTERAÇÕES FÍSICAS E FUNCIONAIS
Encurtamento das vértebras; 
Perda muscular 
Flacidez da pele, interferindo na mensuração de dobras cutâneas; 
Maior compressão entre as camadas de gordura e muscular que podem subestimar a
gordura corporal; 
Mudança dos fluidos corporais como no edema, ascite, perda de peso e flacidez da pele. 
Alterações
fisiológicas
PALADAR E OLFATO
Disgeusia (paladar alterado), perda de paladar ou
hiposmia (redução do sentido do olfato)
AUDIÇÃO E VISÃO
Perda da audição, perda de elasticidade no cristalino,
que causa a incapacidade de obter um foco visual 
ORAL
A perda de dentes, o uso de dentaduras e a
xerostomia (boca seca) podem levar a dificuldades na
mastigação e na deglutição. As reduções na
sensibilidade gustativa e na produção de saliva
tornam a alimentação menos prazerosa e mais difícil. 
ALTERAÇÕES 
NO TGI
FUNÇÃO ESOFAGIANA E
DEGLUTIÇÃO
alterações, incluindo contrações desordenadas 
FUNÇÃO
GASTROINTESTINAL
Alterações na ingestão, digestão e absorção:
• Redução das secreções salivar, gástrica (HCl, enzimas
digestivas, fator intrínseco) 
• Hipocloridria: biodisponibilidade diminuída de
minerais, vitaminas e proteínas
• Absorção de nutrientes, principalmente vitamina B12 e
folato ligado às proteínas → anemia perniciosa. 
• Esvaziamento gástrico lento 
• Má-digestão: gases, azia, “empachamento”,
desconfortos, constipação e diarréia.
SARCOPENIA
A sarcopenia é caracterizada pela perda de massa muscular, força e função e pode estar
relacionada ao envelhecimento, desse modo, pode afetar significativamente a qualidade
de vida de um adulto idoso reduzindo a mobilidade, aumentando o risco para quedas e
alterando as taxas metabólicas
A obesidade sarcopênica é a perda de massa muscular magra em pessoas idosas
com excesso de tecido adiposo
Força de preensão palmar
Bom preditor da perda de função associada ao envelhecimento
Aparelho: Dinamômetro 
Medição: quilogramas (Kg)
Ponto de Corte de risco: 
1,0 obesidade androide e risco aumentado para DCV; 
MULHERES: > 0,85 risco elevado para desenvolvimento de doenças cardiovasculares (DCV)
PERÍMETRO ABDOMINAL OU PERÍMETRO DA CINTURA
AVALIAÇÃO ANTROPOMÉTRICA
Avaliação do padrão de distribuição da gordura corporal
PERÍMETRO BRAQUEAL (PB)
AVALIAÇÃO ANTROPOMÉTRICA
DOBRA CUTÂNEA TRICIPITAL (DCT)
PERÍMETRO MUSCULAR DO BRAÇO (PMB)
Pode ser usado para avaliar risco nutricional e
situações de depleção energética; 
Expressa gordura subcutânea e músculo; 
Parâmetro nutricional antropométrico
recomendado OMS.
Correlaciona-se com a gordura corporal
Forte associação com desnutrição e perda de
peso; 
Utilizado apesar de não levar em
consideração a irregularidade no formato dos
tecidos do braço. 
Juntamente com perda de peso é indicador
de alerta de desnutrição
Classificação: NHANES III
(1988-1994)
Circunferência do braço, prega cutânea tricipital e circunferência muscular do braço para homens de 60 anos
ou mais, avaliados no Third National Health and Nutrition Examination Survey
AVALIAÇÃO ANTROPOMÉTRICA Classificação: NHANES III (1988-1994)
Circunferência do braço, prega cutânea tricipital e circunferência muscular do braço para mulheres de 60 anos
ou mais, avaliados no Third National Health and Nutrition Examination Survey
AVALIAÇÃO ANTROPOMÉTRICA Classificação: NHANES III (1988-1994)
Classificação de adiposidade (DCT)
AVALIAÇÃO ANTROPOMÉTRICA
Classificação de reserva muscular (PB e PMB)
PERÍMETRO DA PANTURRILHA
AVALIAÇÃO ANTROPOMÉTRICA
Medida antropométrica mais sensível da massa muscular em idosos 
(marcador de desnutrição)
• Indica alterações na massa magra que ocorre com a idade e com decréscimo na
atividade; 
• Relacionando-se com o risco nutricional (COELHO et al, 2004); 
Classificação:
Valores abaixo de 31 cm são indicativos de perda de massa muscular (WHO,
1995) - Mais usado!
Valores abaixo de 34 cm para homens, e 33 cm para mulheres ão indicativos de
perda de massa muscular (BRASPEN, 2011)
Avaliação Subjetiva Global - ASG Mini Avaliação Nutricional -MAN
NECESSIDADES
NUTRICIONAIS
DA PESSOA IDOSA
MACRONUTRIENTES
PROTEÍNA
Geral: 1,0 a 1,2g/kg 
Idosos com doença aguda ou crônica:1,2 a 1,5
g/Kg/dia
 Doença grave com elevado catabolismo
proteico: 2,0 g/Kg/dia
CARBOIDRATO
Por diferença
100 – (% Proteínas + % Lipídeos)
Iingestão de carboidratos complexo Controlar
ingestão de carboidratos simples
FIBRAS
25g/dia
LIPÍDEO
 toxicidade e
danos hepáticos
VITAMINA C dim. níveis sanguíneos -> estresse, fumo ou medicações -> encorajar
consumo de alimentos ricos em vitamina C -> ação antioxidante.
20 mcg/dia 
M: 14-18 anos: 900 mcg/dia
F: 14-18 anos: 700 mcg/dia
M: 14-18 anos: 90 mg/dia
F: 14-18 anos: 75 mg/dia
Gastrite atrófica e crescimento bacteriano excessivo -> má absorção
A deficiência de vit. B12 afeta 10 a 15% dos idosos acima de 60 anos 2,4 mcgdia
VITAMINA B12
OBRIGADA
Dúvidas?
maria.claracc@hotmail.com
(84) 996188058

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