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LORRANE BRAGA RANGEL LXIX - UFG • Anda junto com a replicação • Em humanos existem mais de 130 genes que codificam proteínas envolvidas no reparo de DNA • O reparo é possível, em grande parte, porque a molécula do DNA consiste em duas fitas complementares. • Reparo de bases pareadas incorretamente (mismatch repair/correção de erro) • Reparo por excisão de bases ou de nucleotídeos • Reparo direto (ex: fotorreativação de dímeros de pirimidinas pela fotoliase, enzima ativada por luz visível) → exclusivo de bactérias • Os malpareamentos são quase sempre corrigidos para refletir a informação da fita molde, de modo que o sistema de reparo deve conseguir diferenciar a fita molde da recém sintetizada → marcação do DNA molde com grupos metil Dam metilase: reconhece sequências GATC e metila a fita nova recém sintetizada nessas posições → assim não é mais possível diferenciar qual foi a fita molde • Durante um pequeno momento após a passagem da forquilha de replicação, há um curto período durante o qual a fita recém sintetizada não está metilada → permite a diferenciação Como esse processo é dirigido? 1- Erro no pareamento 2- Proteínas MutS e MutL → formam um complexo que reconhece e se liga a todos os pares de bases mal pareados 3- Recrutamento de proteínas MutH → ela se liga às sequências GATC hemimetilada e ao complexo A mutH tem atividade endonuclease específica que é inativa até que o complexo encontre uma sequência GATC hemimetilada 4- o DNA de ambos os lados do mal pareamento é enroscado no complexo → cria uma volta de DNA até chegar em um ponto que a MutH encontra uma sequência GATC 5- A mutH catalisa a clivagem da fita não metilada no lado 5’ no GATC, o que marca a fita para reparo Pode ser reconhecido antes ou depois do local com erro Mal pareamento do lado 5’ do sítio de clivagem • A fita é desenrolada e degradada no sentido 3’ → 5’ • DNA-helicase, SSB, exonuclease I ou X (3’→5’) Reparo de mal pareamento LORRANE BRAGA RANGEL LXIX - UFG Mal pareamento do lado 3’ • Muda a exonuclease que é usada, pois precisa de uma que degrade a fita no sentido 5’→3’ 1- A ação combinada da DNA – helicase II, SSB e de diferentes exonucleases remove o segmento da nova fita entre o sítio de clivagem multH e um ponto logo adiante do mal pareamento 2- A exonuclease usada depende da localização do sítio de clivagem 3- O intervalo resultante é preenchido pela DNA polimerase III 4- A DNA-ligase sela o corte • DNA-glicosilases: reconhecem lesões particularmente comuns no DNA e removem a base afetada por meio da clivagem da ligação N-glicosil → cria um sítio apurínico (AP) • Primeiro é removido a base e depois que remove o que resta do nucleotídeo Uracila e bases alquiladas são reconhecidas pelas glicosilases e removidas diretamente do DNA → sítio apurínico A capacidade para distinguir a timina da uracila (produto da desaminação da citosina) pode ser a razão pelo qual o DNA evoluiu para conter só timina, ao invés da uracila • Células mutantes sem essa enzima apresentam uma taxa elevada de G=C para mutações A-T Como ocorre? 1- Base danificada 2- Quebra da ligação glicosídica por uma DNA- glicosilase→ sítio apurínico O reparo não é realizado pela simples inserção de uma nova base e reformação da ligação N-glicosil 3- Ação de uma AP nuclease que quebra a ligação fosfodiéster que o ex nucleotídeo fazia removendo-o 4- A dna polimerase I inicia a síntese de reparo a partir da hidroxila 3’ no corte, removendo (com sua atividade exonuclease 5’→3’) e substituindo a porção danificada 5- Dna ligase sela o corte remanescente Reparo de excisão de base LORRANE BRAGA RANGEL LXIX - UFG • Clivagem da ligação fosfodiéster e remoção de nucleotídeos em conjunto. Em quais casos? • Lesões no DNA que provocam grandes distorções na estrutura helicoidal do DNA • Dímeros de pirimidinas Como ocorre? 1- Uma enzima multisubunidades (excinuclease) hidrolisa duas ligações fosfodiésteres, uma de cada lado da distorção provocada pela lesão. 2- Os oligonucleotídios retirados são liberados do duplex quando a helicase rompe as ligações de hidrogênio 3- O espaço é preenchido por uma DNA- polimerase 4- A DNA-ligase fecha o corte Mutações em genes que estão envolvidos no reparo por excisão de nucleotídeos → Xeroderma pigmentosum • Alta susceptibilidade ao câncer de pele e extrema sensibilidade à luz solar • Gene POLH • Danos que são reparados sem a remoção de uma base ou nucleotídeo Ex: fotorreativação direta de dímeros de pirimidina → DNA-fotoliases • A fotoliase usa a energia proveniente da luz visível para reverter a lesão (dímeros de pirimidinas) • Não existe em humanos Reparo direto de bases alquiladas • Através de uma metil-transferase que transfere o metil da O6-metilguanina para um resíduo de cisteína da proteína Existem alquilações que não podem ser corrigidos pela metil-transferase • 1-metiladenina e 3-metilcitosina • Usa a AlkB Efeito de lesões sobre a replicação do DNA ✓ Quebras na fita dupla ✓ Ligações cruzadas na fita dupla ✓ Lesões em um DNA de fita simples ✓ Fita complementar é, ela mesma, danificada ou está ausente Surgem mais frequentemente quando a forquilha encontra lesões não reparadas no DNA • Lesões não reparadas → quando a maquinaria de síntese chega a esse ponto e não consegue prosseguir com a síntese → mecanismo diferente de reparo (não tem uma fita molde, pois a forquilha tá aberta) Na ausência de uma segunda fita, a informação necessária para um reparo preciso deve vir de um cromossomo separado e homólogo → recombinação genética de homólogos Reparo de excisão de nucleotídeo Reparo direto Lesões não reparadas LORRANE BRAGA RANGEL LXIX - UFG • Em algumas condições uma segunda via de reparo, a síntese de DNA translesão propensa a erro, se torna disponível