Prévia do material em texto
2025 NOME DO ALUNO UNIVERSIDADE PITÁGORAS UNOPAR ANHANGUERA ENGENHARIA MECÂNICA ROTEIRO DE AULA PRATICA TRANSFERÊNCIA DE CALOR E MASSA CATU/BA Adson dos Santos Souza 2025 ROTEIRO DE AULA PRATICA TRANSFERÊNCIA DE CALOR E MASSA Atividade Prática para o curso de Engenharia Mecânica, apresentado como requisito parcial para a obtenção de média na disciplina – Transferência de Calor e Massa NOME DO ALUNO Tutor(a) à Distância: Rafael Misael Vedovatte Catu/BA Adson dos Santos Souza SUMÁRIO 1 INTroduÇÃO ....................................................................................................... 3 2 DESENVOLVIMENTO ......................................................................................... 4 2.1 ROTEIRO 1 - EXPERIMENTOS DE CONDUÇÃO LINEAR ............................. 4 2.2 ROTEIRO 2 - EXPERIMENTOS DE CONVECÇÃO ....................................... 10 2.3 ROTEIRO 3 - EXPERIMENTOS EM TROCADORES DE CALOR ................. 15 3 CONSIDERAÇÕES FINAIS ............................................................................... 24 REFERÊNCIAS ......................................................................................................... 25 3 1 INTRODUÇÃO No contexto da engenharia, a compreensão dos mecanismos de transferência de calor e massa é de suma importância para o desenvolvimento e a otimização de sistemas industriais e de climatização. Este trabalho apresenta os resultados obtidos por meio de experimentos práticos realizados em laboratório virtual, os quais abordaram três importantes modalidades de transferência de energia: condução, convecção e troca térmica em trocadores de calor. Na etapa de condução, foram investigadas as condições estacionárias da transferência de calor em regime unidimensional, permitindo a determinação da distribuição de temperaturas e a avaliação da influência de parâmetros como a geometria dos corpos, o contato entre superfícies e a aplicação adequada de pasta térmica. Experimentos com diferentes materiais – alumínio, cobre e aço – possibilitaram a comparação das condutividades térmicas e evidenciaram como as propriedades intrínsecas dos materiais impactam a eficiência da transferência de calor. Posteriormente, os experimentos de convecção proporcionaram uma análise sobre o balanço de energia em fluidos, demonstrando a importância do ajuste dos parâmetros operacionais, como a potência do aquecedor e do exaustor, e a correta instalação dos sensores de temperatura. A visualização gráfica dos dados em tempo real e o registro por meio do datalogger foram fundamentais para compreender as dinâmicas envolvidas e para realizar as devidas correlações entre os parâmetros ajustados e o comportamento térmico observado. Por fim, os experimentos com trocadores de calor – envolvendo configurações de tubos concêntricos, casco-tubos e placas – possibilitaram a análise comparativa das eficiências térmicas em diferentes arranjos, levando em conta a variação da vazão e a direção dos fluxos. Tais experimentos enfatizam a importância do controle preciso dos dispositivos e da correta montagem dos sistemas, bem como a relevância das válvulas no gerenciamento do fluxo dos fluidos, essenciais para o desempenho e a segurança operacional dos equipamentos. 4 2 DESENVOLVIMENTO 2.1 ROTEIRO 1 - EXPERIMENTOS DE CONDUÇÃO LINEAR Primeiramente passou-se a pasta térmica no cilindro de alumínio e no cooler, e encaixou-se o cilindro e o cooler no aquecedor. Figura 1 – Cilindro de alumínio montado no sistema Fonte: Elaborado pelo autor, (2025) Conectou-se o cabo de alimentação 24 V do cooler na fonte de alimentação, bem como os terminais T2 e T3 dos sensores de temperatura do módulo de condução na unidade de aquisição de dados. 5 Figura 2 – Conecção dos cabos Fonte: Elaborado pelo autor, (2025) Ligou-se a fonte de alimentação, selecionou-se na tela do computador o material que está sendo usado no experimento e iniciou-se a aquisição de dados. Observou-se o comportamento da temperatura do cilindro com o passar do tempo. Explorou-se os efeitos de alterar a intensidade do aquecedor. Figura 3 – Aquisição de dados para o alumínio Fonte: Elaborado pelo autor, (2025) 6 Repetiu-se os procedimentos anteriores para realizar o ensaio com os cilindros de cobre e de aço. Figura 4 – Cilindro de cobre montado no sistema Fonte: Elaborado pelo autor, (2025) Figura 5 – Aquisição de dados para o cobre Fonte: Elaborado pelo autor, (2025) 7 Figura 6 – Cilindro de aço montado no sistema Fonte: Elaborado pelo autor, (2025) Figura 7 – Aquisição de dados para o aço Fonte: Elaborado pelo autor, (2025) 8 Resultados Com base no experimento realizado, responde-se: 1. Explique o papel da pasta térmica na transferência de calor em sistemas que utilizam componentes como coolers e aquecedores. Por que é importante aplicar a pasta de maneira adequada entre superfícies metálicas? A pasta térmica é importante na transferência de calor em sistemas com coolers e aquecedores, preenchendo as microscópicas imperfeições entre as superfícies metálicas dos componentes, como o processador e o dissipador de calor. O ar, um péssimo condutor térmico, fica preso nessas irregularidades, prejudicando a dissipação eficiente do calor. A pasta térmica, com sua alta condutividade térmica, substitui o ar, criando uma superfície de contato mais uniforme e otimizando a transferência de calor. A aplicação correta da pasta, em quantidade adequada e espalhada de maneira uniforme, garante que o calor gerado pelo componente seja transferido eficientemente para o dissipador, evitando o superaquecimento e garantindo o funcionamento estável do sistema. 2. Descreva como diferentes materiais (como alumínio, cobre e aço) afetam a eficiência da transferência de calor em um sistema de refrigeração ou aquecimento. Quais propriedades físicas desses materiais influenciam diretamente seu desempenho térmico? A eficiência da transferência de calor em um sistema de refrigeração ou aquecimento depende diretamente da condutividade térmica do material utilizado; o cobre, por exemplo, possui alta condutividade térmica (~400 W/m·K), permitindo uma rápida dissipação ou absorção de calor, sendo ideal para dissipadores de calor e trocadores térmicos. O alumínio, embora tenha condutividade menor (~200 W/m·K), é mais leve e resistente à corrosão, sendo amplamente utilizado onde o peso é uma preocupação. Já o aço tem condutividade térmica significativamente menor (~50 W/m·K), tornando-se menos eficiente para transferência de calor, mas sua resistência mecânica pode justificar seu uso em determinadas aplicações. 9 3. Analise a importância do controle de temperatura e a utilização de sensores em um experimento de transferência de calor. Como a posição dos sensores (superior e inferior) pode afetar a precisão dos dados coletados? O controle preciso da temperatura e o uso de sensores são fundamentais em experimentos de transferência de calor, pois permitem monitorar e quantificar o fluxo de calor através de um corpo. A posição dos sensores, especialmente em um corpo de prova cilíndrico, afeta diretamente a precisão dos dados: sensores posicionados em diferentes alturas capturam gradientes de temperatura distintos, refletindo a distribuição não uniforme do calor. Sensores superiores tendem a medir temperaturas mais baixas devido à perda de calor para o ambiente, enquanto sensores inferiores capturam temperaturas mais elevadas, próximas à fonte de calor. A coleta de dados de múltiplos sensores em diferentes posições permite uma análisemais completa e precisa do fluxo de calor no corpo de prova. 4. Discuta as principais diferenças entre condução, convecção e radiação na transferência de calor. Em qual desses mecanismos a utilização de materiais como alumínio e cobre desempenha um papel mais crítico? Justifique sua resposta. A condução ocorre pela transferência de calor através de um material sólido, onde a energia térmica é transmitida de molécula para molécula. A convecção envolve a transferência de calor por meio do movimento de fluidos (líquidos ou gases), onde o calor é transportado pelas correntes de convecção. Já a radiação é a transferência de calor por meio de ondas eletromagnéticas, que não necessitam de um meio material para se propagar. A utilização de materiais como alumínio e cobre desempenha um papel mais crítico na condução, devido à sua alta condutividade térmica, que facilita a transferência de calor através do material. 5. Avalie os fatores que devem ser considerados ao selecionar um material para sistemas de refrigeração industrial. Como as propriedades térmicas e mecânicas do material influenciam na escolha de componentes como cilindros e coolers? 10 A seleção de materiais para sistemas de refrigeração industrial exige um equilíbrio entre propriedades térmicas e mecânicas, com a condutividade térmica ditando a eficiência na dissipação de calor em coolers e trocadores, enquanto a resistência mecânica e à corrosão garantem a durabilidade de cilindros e tubulações sob pressão e em ambientes agressivos. Materiais como cobre e alumínio, com alta condutividade, são ideais para otimizar a transferência de calor, enquanto aços inoxidáveis e ligas especiais oferecem a resistência necessária para componentes estruturais, considerando também fatores como custo, disponibilidade e compatibilidade com fluidos refrigerantes. 2.2 ROTEIRO 2 - EXPERIMENTOS DE CONVECÇÃO Suspendeu-se a trava do suporte do aquecedor e acople-o no túnel de convecção e abaixou-se a trave do suporte do aquecedor. Figura 1 – Aquecedor instalado Fonte: Elaborado pelo autor, (2025) Conectou-se os sensores de temperatura 1 e 2, anemômetro e exaustor na patola. 11 Figura 2 – Sensores conectados Fonte: Elaborado pelo autor, (2025) Iniciou-se a aquisição de dados no notebook. Variou-se a potência do aquecedor e do exaustor, verificando como os outros parâmetros do sistema variam ao longo do tempo. Figura 3 – Aquisição de dados Fonte: Elaborado pelo autor, (2025) 12 Resultados 1. Explique a importância de suspender e abaixar a trava do suporte do aquecedor durante a configuração inicial do equipamento. Quais poderiam ser as consequências de não seguir esse procedimento corretamente? Suspender e travar corretamente o suporte do aquecedor no túnel de convecção garante o posicionamento adequado, a precisão das medições e a segurança do ensaio. Um ajuste incorreto pode causar leituras imprecisas, superaquecimento, danos ao equipamento e riscos de acidentes. 2. Descreva o processo de conexão dos sensores de temperatura ao sistema de aquisição de dados. Por que é essencial garantir que os sensores estejam corretamente conectados antes de iniciar a aquisição de dados? O processo de conexão dos sensores de temperatura ao sistema de aquisição de dados envolve a ligação dos sensores aos canais de entrada do sistema por meio de fios e conectores específicos. Cada sensor é posicionado nos locais adequados (base e topo do túnel de convecção, por exemplo) e conectado a entradas específicas no sistema de aquisição de dados. É essencial garantir que os sensores estejam corretamente conectados antes de iniciar a aquisição de dados, pois conexões inadequadas podem resultar em leituras incorretas, perda de dados ou falhas no sistema de monitoramento. Conexões mal feitas podem afetar a precisão das medições, levando a interpretações errôneas dos resultados e comprometendo a validade do experimento. Além disso, a falta de um bom contato pode causar interferências no sinal, gerando ruídos ou até danos permanentes aos sensores e ao sistema de aquisição. 3. Analise como a variação da potência do aquecedor e do exaustor pode afetar as leituras de temperatura e outros parâmetros do sistema. Quais fatores externos poderiam influenciar esses resultados? A variação da potência do aquecedor e do exaustor tem um impacto direto nas leituras de temperatura e outros parâmetros do sistema, como o fluxo de ar e a 13 distribuição térmica no túnel de convecção. Quando a potência do aquecedor é aumentada, há um aumento na quantidade de calor fornecido ao sistema, o que eleva a temperatura do ambiente ao redor dos sensores, principalmente o sensor do topo, visto que o ar quente tende a subir por ser menos denso, resultando em leituras de temperatura mais altas, mas também alterando o padrão de fluxo de ar, afetando a uniformidade da distribuição térmica e a precisão das medições. Por outro lado, a variação na potência do exaustor afeta a velocidade e a direção do fluxo de ar. Um exaustor mais potente pode acelerar a circulação do ar, ajudando a dissipar o calor mais rapidamente, o que resulta em uma diminuição da temperatura medida nos sensores, especialmente no topo do túnel. 4. Discuta a importância da visualização gráfica das temperaturas em função do tempo durante o processo de aquisição de dados. Como essa visualização pode auxiliar na tomada de decisões operacionais? A visualização gráfica das temperaturas em função do tempo durante o processo de aquisição de dados é fundamental para a análise dinâmica e em tempo real do comportamento térmico do sistema. Essa representação gráfica permite observar rapidamente as variações de temperatura ao longo do tempo, ajudando a identificar padrões, tendências e possíveis anomalias no desempenho do sistema. Através dos gráficos, é possível perceber de forma clara como a temperatura evolui em resposta às alterações na potência do aquecedor e do exaustor, o que facilita a compreensão da dinâmica do fluxo de calor e a eficácia do sistema de convecção. Essa visualização auxilia na tomada de decisões operacionais de várias formas. Por exemplo, se a temperatura estiver subindo mais rapidamente do que o esperado ou ultrapassando limites seguros, a visualização permite a identificação imediata do problema, possibilitando ajustes rápidos, como a redução da potência do aquecedor ou a aceleração do exaustor para dissipar o calor de forma mais eficiente. Da mesma forma, se o gráfico indicar uma temperatura muito baixa, pode ser necessário aumentar a potência do aquecedor ou ajustar o fluxo de ar. Além disso, gráficos de temperatura em função do tempo podem ajudar a identificar o tempo necessário para alcançar um estado térmico estável, o que é crucial para a calibração do sistema e a definição de parâmetros de operação mais eficientes. A visualização gráfica também facilita a comparação entre diferentes condições 14 experimentais e a detecção de desvios nos parâmetros operacionais, como uma falha em algum sensor ou uma alteração inesperada nas condições ambientais. Dessa forma, ela contribui para uma gestão mais eficiente do experimento, permitindo ajustes rápidos e informados, o que melhora a qualidade dos dados e a segurança do processo. 5. Explique o impacto do controle preciso de variáveis como potência do aquecedor e do exaustor em um sistema de convecção. Como esses controles podem ser otimizados para melhorar a eficiência energética do sistema? O controle preciso de variáveis como a potência do aquecedor e do exaustor tem um impacto significativo no desempenho de um sistema de convecção, pois essas variáveis determinam a temperatura e a circulação do ar, afetando diretamente a eficiência do processo térmico. O aquecedor é responsável porfornecer a energia necessária para aquecer o ar, enquanto o exaustor regula a circulação do ar, permitindo uma dissipação controlada do calor. Manter essas variáveis bem controladas é crucial para garantir uma distribuição térmica homogênea, evitando áreas de superaquecimento ou resfriamento excessivo que poderiam prejudicar o desempenho do sistema ou os resultados do experimento. Um controle impreciso da potência do aquecedor pode levar a um aumento excessivo de temperatura, desperdiçando energia e possivelmente danificando componentes sensíveis do sistema. Por outro lado, um controle inadequado da potência do exaustor pode resultar em uma circulação de ar insuficiente, o que comprometeria a dissipação do calor e levaria a uma ineficiência térmica, aumentando o consumo de energia e prolongando o tempo necessário para alcançar a temperatura desejada. A otimização do controle dessas variáveis pode melhorar significativamente a eficiência energética do sistema de convecção. Para otimizar o controle, é possível utilizar técnicas como o controle adaptativo, que ajustam dinamicamente a potência do aquecedor e do exaustor com base nas medições de temperatura em tempo real, mantendo as condições térmicas ideais com o menor consumo de energia possível. Além disso, a implementação de sensores de temperatura e fluxômetros em pontos estratégicos do sistema pode fornecer dados em tempo real para ajustes finos, permitindo uma regulação mais precisa e eficiente do fluxo de calor. 15 2.3 ROTEIRO 3 - EXPERIMENTOS EM TROCADORES DE CALOR Colocou-se o trocador tipo tubos concêntricos sobre a bancada, conectou-o aos canos e abriu-se as válvulas. Figura 1 – Trocador tipo tubos instalado Fonte: Elaborado pelo autor, (2025) Energizou-se o painel, aumentou-se a potência do aquecedor e ligou-o. Esperou-se a temperatura chegar a 60 ⁰C. 16 Figura 2 – Painel configurado Fonte: Elaborado pelo autor, (2025) Ligou-se a bomba um e ajustou-se sua vazão através do potenciômetro que se encontra no painel. Ligou-se a bomba dois e observou-se a variação de temperatura nos indicadores. Figura 3 – Indicadores Fonte: Elaborado pelo autor, (2025) 17 Figura 4 – Aquisição de dados para o trocador tipo tubos Fonte: Elaborado pelo autor, (2025) Coloque o trocador de calor tipo casca-tubo sobre a bancada, conecte-o aos canos com o fluido quente no casco e abra as válvulas. Figura 5 – Trocador de calor tipo casca-tubo com fluido quente no casco Fonte: Elaborado pelo autor, (2025) Energizou-se o painel, aumentou-se a potência do aquecedor e ligou-o. 18 Esperou-se a temperatura chegar a 60 ⁰C. Ligou-se a bomba um e ajustou-se sua vazão através do potenciômetro que se encontra no painel. Ligou-se a bomba dois e observou-se a variação de temperatura nos indicadores. Figura 6 – Aquisição de dados Fonte: Elaborado pelo autor, (2025) Alterou-se as conexões do trocador de calor tipo casca-tubo que está sobre a bancada para o fluido quente passar nos tubos. Figura 7 – Trocador de calor tipo casca-tubo com fluido quente nos tubos Fonte: Elaborado pelo autor, (2025) 19 Energizou-se o painel, aumentou-se a potência do aquecedor e ligou-o. Esperou-se a temperatura chegar a 60 ⁰C. Ligou-se a bomba um e ajustou-se sua vazão através do potenciômetro que se encontra no painel. Ligou-se a bomba dois e observou-se a variação de temperatura nos indicadores. Figura 8 – Aquisição de dados Fonte: Elaborado pelo autor, (2025) Colocou-se o trocador do tipo placas sobre a bancada, conectou-o aos canos com o fluxo em contracorrente e abriu-se as válvulas. Figura 9 – Trocador de calor tipo placas instalado (contracorrente) Fonte: Elaborado pelo autor, (2025) 20 Energizou-se o painel, aumentou-se a potência do aquecedor e ligou-o. Esperou-se a temperatura chegar a 60 ⁰C. Ligou-se a bomba um e ajustou-se sua vazão através do potenciômetro que se encontra no painel. Ligou-se a bomba dois e observou-se a variação de temperatura nos indicadores. Figura 10 – Aquisição de dados Fonte: Elaborado pelo autor, (2025) Alterou-se as conexões do trocador de calor do tipo placas que está sobre a bancada para corrente em paralelo. Figura 11 – Trocador de calor tipo placas instalado (em paralelo) Fonte: Elaborado pelo autor, (2025) 21 Energizou-se o painel, aumentou-se a potência do aquecedor e ligou-o. Esperou-se a temperatura chegar a 60 ⁰C. Ligou-se a bomba e ajustou-se sua vazão através do potenciômetro que se encontra no painel. Ligou-se a bomba dois e observou-se a variação de temperatura nos indicadores. Figura 12 – Aquisição de dados Fonte: Elaborado pelo autor, (2025) Resultados 1. Explique a importância de ajustar corretamente a potência do aquecedor e como isso influencia o desempenho dos trocadores de calor em diferentes configurações. Quais fatores devem ser considerados ao realizar esses ajustes? Ajustar corretamente a potência do aquecedor em um experimento com trocadores de calor é essencial para garantir um desempenho eficiente e resultados confiáveis. A potência influencia diretamente a taxa de transferência de calor, afetando a diferença de temperatura entre os fluidos e, consequentemente, a eficácia térmica 22 do sistema. Em diferentes configurações, como fluxo paralelo ou contracorrente, a distribuição de temperatura impacta a eficiência global do trocador. Para um ajuste adequado, devem ser considerados fatores como a capacidade térmica dos fluidos, a vazão, a resistência térmica dos materiais, as perdas de calor para o ambiente e os limites operacionais do trocador. Além disso, um controle preciso da potência evita superaquecimento, que pode comprometer a integridade do equipamento e gerar medições inconsistentes. 2. Descreva o processo de troca e encaixe de diferentes tipos de trocadores de calor (tubos concêntricos, casca-tubo e placas) e analise as possíveis aplicações práticas para cada tipo em sistemas industriais. O processo de troca e encaixe de trocadores de calor consiste em fechar al válvulas, encaixar as tubulações corretamente, de acordo com a configuração desejada, e na sequência abrir as válvulas novamente. Em um experimento com trocadores de calor, a troca térmica ocorre pela condução e convecção entre fluidos em diferentes geometrias. Os trocadores de tubos concêntricos, com um tubo dentro do outro, são simples e eficientes para fluidos com grandes diferenças de temperatura, ideais para aquecimento ou resfriamento de óleos e outros líquidos viscosos. Os trocadores de casca-tubo, com feixes de tubos dentro de um casco, oferecem maior área de troca e são amplamente utilizados em refinarias e indústrias químicas para aquecimento e condensação de gases e líquidos. Já os trocadores de placas, com placas corrugadas que criam canais para os fluidos, são compactos e eficientes para fluidos limpos, como água e soluções aquosas, sendo aplicados em sistemas de aquecimento e resfriamento de alimentos e bebidas, além de sistemas de climatização. 3. Discuta o papel das válvulas no controle dos fluidos durante a operação do trocador de calor. Como a abertura e o fechamento das válvulas afetam o desempenho do sistema? As válvulas são indispensáveis no controle de fluidos em trocadores de calor, regulando a vazão, temperatura e pressão, o que impacta diretamente na eficiência da troca térmica; válvulas totalmente abertas maximizam a vazão e a transferência de 23 calor, enquanto aberturas parciais ou fechadas permitem controle mais preciso da temperatura e pressão, prevenindo danos e otimizando o processo; além disso, válvulas de segurança protegem contra sobrepressão e válvulas de bloqueio facilitam a manutenção, garantindo a segurança e confiabilidade do sistema. 4. Analise como a variaçãoda vazão e a utilização de bombas diferentes podem impactar a eficiência de um sistema de trocadores de calor. Que situações operacionais podem requerer ajustes na vazão? A variação da vazão impacta diretamente a eficiência de trocadores de calor, pois o aumento da vazão geralmente eleva a taxa de transferência de calor devido à maior turbulência, mas também aumenta a perda de carga e o consumo de energia da bomba; inversamente, a diminuição da vazão reduz a transferência de calor, mas economiza energia. A escolha de bombas com diferentes curvas de desempenho (vazão x pressão) também influencia a eficiência, com bombas subdimensionadas resultando em baixa transferência de calor e bombas superdimensionadas em alto consumo energético. Ajustes na vazão são necessários em situações como variação da carga térmica, mudanças nas condições ambientais, controle preciso de temperatura, processos de limpeza e manutenção, e otimização do consumo de energia. 5. Explique como a visualização de gráficos de temperatura e a coleta de dados através do "Datalog" podem auxiliar na análise e otimização de sistemas de troca de calor. Qual é a importância de monitorar esses dados em tempo real? A visualização de gráficos de temperatura e a coleta de dados via "Datalog" são ferramentas cruciais para a análise e otimização de sistemas de troca de calor, permitindo identificar padrões, anomalias e tendências nas temperaturas dos fluidos ao longo do tempo. Os gráficos oferecem uma representação visual clara do comportamento térmico do sistema, facilitando a identificação de problemas como ineficiências na troca de calor, variações inesperadas de temperatura ou falhas no sistema. 24 3 CONSIDERAÇÕES FINAIS Os experimentos realizados permitiram uma compreensão prática e aprofundada dos mecanismos de transferência de calor e massa. Na etapa de condução, foi possível observar como a aplicação correta de pasta térmica e as propriedades dos materiais (alumínio, cobre e aço) influenciam diretamente a eficiência da transferência de energia. Essa análise mostrou que a geometria dos corpos e o contato entre superfícies são fatores determinantes para o desempenho térmico. No experimento de convecção, a variação dos parâmetros operacionais, como a potência do aquecedor e do exaustor, bem como a correta instalação dos sensores, revelou a importância do controle preciso das variáveis ambientais para se obter dados confiáveis. A visualização gráfica em tempo real e a coleta sistemática dos dados demonstraram a dinâmica da transferência de calor em fluidos, evidenciando como ajustes finos podem otimizar o desempenho do sistema. Os testes com trocadores de calor – envolvendo diferentes configurações, como tubos concêntricos, casco-tubos e placas – possibilitaram uma análise comparativa das eficiências térmicas sob variadas condições de vazão e direção dos fluxos. Estes experimentos ressaltaram a relevância da correta montagem, do controle das válvulas e da troca de conexões para garantir o funcionamento seguro e eficiente dos sistemas térmicos. Os resultados obtidos corroboram os conceitos teóricos da transferência de calor e massa, demonstrando a importância da aplicação prática desses conhecimentos para a otimização e segurança dos processos industriais. A experiência adquirida não só reforça a base técnica dos participantes, mas também os capacita a desenvolver soluções inovadoras para desafios reais na área de engenharia térmica. 25 REFERÊNCIAS ÇENGEL, D. A.; GHAJAR, A. J. Princípios de transferência de calor. 6. ed. São Paulo: McGraw-Hill, 2013. FERREIRA, A. S.; OLIVEIRA, J. R. Métodos experimentais em transferência de calor. São Paulo: Editora Ciência Moderna, 2012. INCROPERA, F. P.; DEWITT, D. P.; WANG, T. L.; KISSLING, M. Fundamentos de transferência de calor e massa. 6. ed. Rio de Janeiro: LTC, 2004. KAKAC, S.; KAYS, W. M. Heat exchangers: selection, rating and thermal design. 2. ed. New York: CRC Press, 1997. SANTOS, R. M.; SILVA, F. C. Análise experimental da transferência de calor em trocadores de calor. Revista Brasileira de Engenharia Térmica, São Paulo, v. 12, n. 2, p. 123-130, 2015. SUMÁRIO 1 INTroduÇÃO 2 DESENVOLVIMENTO 2.1 ROTEIRO 1 - EXPERIMENTOS DE CONDUÇÃO LINEAR 2.2 ROTEIRO 2 - EXPERIMENTOS DE CONVECÇÃO 2.3 ROTEIRO 3 - EXPERIMENTOS EM TROCADORES DE CALOR 3 CONSIDERAÇÕES FINAIS REFERÊNCIAS