Prévia do material em texto
1 FACULDADE CAPIXABA DA SERRA/EAD Credenciada pela portaria MEC nº 767, de 22/06/2017, Publicada no D.O.U em 23/06/2017 METODOLOGIA DE pEsquIsA SUMÁRIO METODOLOGIA DE PESQUISA 2 METODOLOGIA DE pEsquIsA FACULDADE CAPIXABA DA SERRA/EAD Credenciada pela portaria MEC nº 767, de 22/06/2017, Publicada no D.O.U em 23/06/2017SUMÁRIO A Faculdade Multivix está presente de norte a sul do Estado do Espírito Santo, com unidades em Cachoeiro de Itapemirim, Cariacica, Castelo, Nova Venécia, São Mateus, Serra, Vila Velha e Vitória. Desde 1999 atua no mercado capixaba, des- tacando-se pela oferta de cursos de gradua- ção, técnico, pós-graduação e extensão, com qualidade nas quatro áreas do conhecimen- to: Agrárias, Exatas, Humanas e Saúde, sem- pre primando pela qualidade de seu ensino e pela formação de profissionais com cons- ciência cidadã para o mercado de trabalho. Atualmente, a Multivix está entre o seleto grupo de Instituições de Ensino Superior que possuem conceito de excelência junto ao Ministério da Educação (MEC). Das 2109 institui- ções avaliadas no Brasil, apenas 15% conquistaram notas 4 e 5, que são consideradas conceitos de excelência em ensino. Estes resultados acadêmicos colocam todas as unidades da Multivix entre as melhores do Estado do Espírito Santo e entre as 50 melhores do país. MIssÃO Formar profissionais com consciência cida- dã para o mercado de trabalho, com ele- vado padrão de qualidade, sempre mantendo a credibilidade, segurança e modernidade, visando à satisfação dos clientes e colaboradores. VIsÃO Ser uma Instituição de Ensino Superior reconheci- da nacionalmente como referência em qualidade educacional. GRUPO MULTIVIX 3 FACULDADE CAPIXABA DA SERRA/EAD Credenciada pela portaria MEC nº 767, de 22/06/2017, Publicada no D.O.U em 23/06/2017 METODOLOGIA DE pEsquIsA SUMÁRIO BIBLIOTECA MuLTIVIX (Dados de publicação na fonte) As imagens e ilustrações utilizadas nesta apostila foram obtidas no site: http://br.freepik.com P468m Pertel, Josete. Metodologia científica / Josete Pertel. – Serra : Multivix, 2017. 152 f. : il. ; 30 cm Inclui referências. 1. Ciência e pesquisa 2. Pesquisa científica I. Faculdade Multivix –NeaD. II. Título. CDD: 001.42 EDITORIAL FACuLDADE CApIXABA DA sERRA • MuLTIVIX Catalogação: Biblioteca Central Anisio Teixeira – Multivix Serra 2017 • Proibida a reprodução total ou parcial. Os infratores serão processados na forma da lei. Diretor Executivo Tadeu Antônio de Oliveira Penina Diretora Acadêmica Eliene Maria Gava Ferrão Penina Diretor Administrativo Financeiro Fernando Bom Costalonga Diretor Geral Helber Barcellos da Costa Diretor da Educação a Distância Pedro Cunha Conselho Editorial Eliene Maria Gava Ferrão Penina (presidente doConselho Editorial) Kessya Penitente Fabiano Costalonga Carina Sabadim Veloso Patrícia de Oliveira Penina Roberta Caldas Simões Revisão de Língua Portuguesa Leandro Siqueira Lima Revisão Técnica Alexandra Oliveira Alessandro Ventorin Graziela Vieira Carneiro Design Editorial e Controle de Produção de Conteúdo Carina Sabadim Veloso Maico Pagani Roncatto Ednilson José Roncatto Aline Ximenes Fragoso Genivaldo Félix Soares Multivix Educação a Distância Gestão Acadêmica - Coord. Didático Pedagógico Gestão Acadêmica - Coord. Didático Semipresencial Gestão de Materiais Pedagógicos e Metodologia Direção EaD Coordenação Acadêmica EaD 4 METODOLOGIA DE pEsquIsA FACULDADE CAPIXABA DA SERRA/EAD Credenciada pela portaria MEC nº 767, de 22/06/2017, Publicada no D.O.U em 23/06/2017SUMÁRIO Aluno (a) Multivix, Estamos muito felizes por você agora fazer parte do maior grupo educacional de Ensino Superior do Espírito Santo e principalmente por ter escolhido a Multivix para fazer parte da sua trajetória profissional. A Faculdade Multivix possui unidades em Cachoei- ro de Itapemirim, Cariacica, Castelo, Nova Venécia, São Mateus, Serra, Vila Velha e Vitória. Desde 1999, no mercado capixaba, destaca-se pela oferta de cursos de graduação, pós-graduação e extensão de qualidade nas quatro áreas do conhecimento: Agrárias, Exatas, Humanas e Saúde, tanto na mo- dalidade presencial quanto a distância. Além da qualidade de ensino já comprova- da pelo MEC, que coloca todas as unidades do Grupo Multivix como parte do seleto grupo das Instituições de Ensino Superior de excelência no Brasil, contando com sete unidades do Grupo en- tre as 100 melhores do País, a Multivix preocupa- se bastante com o contexto da realidade local e com o desenvolvimento do país. E para isso, pro- cura fazer a sua parte, investindo em projetos so- ciais, ambientais e na promoção de oportunida- des para os que sonham em fazer uma faculdade de qualidade mas que precisam superar alguns obstáculos. Buscamos a cada dia cumprir nossa missão que é: “Formar profissionais com consciência cidadã para o mercado de trabalho, com elevado padrão de quali- dade, sempre mantendo a credibilidade, segurança e modernidade, visando à satisfação dos clientes e colaboradores.” Entendemos que a educação de qualidade sempre foi a melhor resposta para um país crescer. Para a Multivix, educar é mais que ensinar. É transformar o mundo à sua volta. Seja bem-vindo! APRESENTAÇÃO DA DIREÇÃO EXECUTIVA Prof. Tadeu Antônio de Oliveira Penina Diretor Executivo do Grupo Multivix 5 FACULDADE CAPIXABA DA SERRA/EAD Credenciada pela portaria MEC nº 767, de 22/06/2017, Publicada no D.O.U em 23/06/2017 METODOLOGIA DE pEsquIsA SUMÁRIO Bem-vindo(a) à disciplina de Metodologia da Pesquisa, na qual estudaremos, para aprofundar seus conhecimentos, iremos focar nos conceitos de pesquisa e tipos de pesquisa, abordaremos também sobre projetos de pesquisa e sua estruturação, e de- mais assuntos importantes relacionados a área de metodologia. Para que seu estudo se torne proveitoso e prazeroso, esta disciplina foi organizada em 06 (seis) unidades, com temas e subtemas que, por sua vez, podem ser subdivididos em seções (tópicos), atendendo aos objetivos do processo de ensino-aprendizagem. A disciplina de Meto- dologia da Pesquisa irá oferecer uma contribuição, não exclusiva, no planejamento e execução das pesquisas dos alunos durante a vida acadêmica. De modo geral essa disciplina tem como finalidade compreender os conceitos da área da pesquisa científica, além de motivar o aluno para a área da pesquisa e instru- mentalizar o aluno na realização de trabalhos acadêmicos e científicos, tanto ao nível de graduação como de pós-graduação. Tendo em vista que a pesquisa está associada ao ensino de maneira geral. Ao longo da disciplina destacaremos e promoveremos uma discussão partindo da contextualização dos principais conceitos de pesquisa e projetos de pesquisa, destacando os vários enfoques específicos de cada área para, assim, realizarmos um bom curso. Para tanto, fique atento(a) à leitura dos mais im- portantes conceitos da atualidade no que se refere à Metodologia da pesquisa dentro do contexto da pesquisa científica. Enfim, esperamos promover reflexões acerca do assunto e desejamos sucesso e bons estudos! 6 METODOLOGIA DE pEsquIsA FACULDADE CAPIXABA DA SERRA/EAD Credenciada pela portaria MEC nº 767, de 22/06/2017, Publicada no D.O.U em 23/06/2017SUMÁRIO suMÁRIO 2UNIDADE 1UNIDADE 1 pEsquIsA CIENTÍFICA: CONCEITOs E CLAssIFICAÇÃO 10 1.1 NOÇÕES GERAIS SOBRE PESQUISA 10 1.2 CONCEITO DE PESQUISA 12 1.3 TIPOS DE PESQUISA 16 1.3.1 FALA DO PROFESSOR 16 1.3.2 SUGESTÃO DE PESQUISA BIBLIOGRÁFICA 21 1.4 LINHAS DE PESQUISA 36 2 pROJETO DE pEsquIsA: EsTRuTuRA 44 2.1 PROJETO DE PESQUISA: ESTRUTURA 44 2.1.1 GÊNESE DA PESQUISA E ESCOLHA DO ASSUNTO 54 2.2 FORMULAÇÃO E DELIMITAÇÃO DO PROBLEMA DA PESQUISA 56 3 REFERENCIAL TEÓRICO 61 3.1 CITAÇÃO: COMO COPIAR UM TRECHO DE UM TEXTO PARA SER INSERIDO NUM TRABALHO ACADÊMICO OU CIENÍFICO? 61 3.2 REFERENCIAL TEÓRICO OU REVISÃO DE LITERATURAcomeça com um verbo de ação no infinitivo. Exemplos: analisar, discutir, comparar, investigar, identificar, verificar, inferir, demonstrar, examinar, descrever, mensurar, explicar, avaliar, averiguar, viabilizar, listar, classificar, elaborar, etc. 50 METODOLOGIA DE pEsquIsA FACULDADE CAPIXABA DA SERRA/EAD Credenciada pela portaria MEC nº 767, de 22/06/2017, Publicada no D.O.U em 23/06/2017SUMÁRIO OBJETIVO GERAL (Para que pesquisar?) Indique de forma genérica qual o objetivo a ser alcançado. aquilo que você colocou como objetivo geral do projeto será cobrado de você. È o produto final, a meta, onde você pretende chegar. Deve-se elaborar um e apenas um objetivo geral. OBJETIVOS ESPECÍFICOS Detalhe os objetivos específicos mostrando o que pretende alcançar com a pesqui- sa. Torne operacional indicando exatamente o que será realizado em sua pesquisa. Neste item deverá ser indicado claramente o que você deseja fazer, o que pretende alcançar. são as etapas necessárias para se alcançar o objetivo final. Em geral, temos um mínimo de dois e um máximo de quatro objetivos específicos. De maneira ge- ral, teremos um objetivo específico ligado ao referencial teórico, um ou dois objeti- vos específicos ligados à metodologia e um último ligado à conclusão (planejada) da pesquisa. As frases devem ser curtas, claras e precisas (ou seja, bem objetivas).: > Construção da(s) hipótese (s): é uma solução provisória que se propõe para o problema formulado. Sendo uma suposição que carece de confirmação, pode ser formulada tanto na forma afirmativa quanto na interrogativa. Não há uma norma ou regra fixa para a formulação de hipóteses, mas deve ser baseada no conhecimento do assunto e na literatura específica que foi le- vantada: lança-se uma afirmação a respeito do desconhecido com base no que se construiu e publicou sobre o tema. A formulação clara das hipóteses orienta o desenvolvimento da pesquisa. As hipóteses devem ser razoáveis e verificáveis. Em pesquisas exploratórias e descritivas não há necessidade de apresentar as hipóteses. PROCEDIMENTOS / METODOLOGIA/ MATERIAL E MÉTODOS: (como? onde? com que?) Esta parte do projeto identifica como será feita a pesquisa. Responde à pergunta acima: Como pesquisar? Deve-se lembrar que essa metodologia (do projeto) irá des- crever uma pesquisa que ainda irá acontecer, ou seja, os verbos devem aparecer no tempo futuro. Precisa informar no projeto de pesquisa se a pesquisa será exploratória, bibliográfica e experimental, etc, além de se constitui em um estudo de caso. E preci- sa explicar no caso da pesquisa exploratória, será empregada no estudo pois se trata de um assunto ainda pouco explorado. E será bibliográfica porque existem muitos autores que tratam do assunto de forma teórica. Finalmente, é um estudo de caso por se tratar de um estudo a um local específico, se for uma escola, empresa, ou em uma região específica de uma cidade específica, em um período específico. 51 FACULDADE CAPIXABA DA SERRA/EAD Credenciada pela portaria MEC nº 767, de 22/06/2017, Publicada no D.O.U em 23/06/2017 METODOLOGIA DE pEsquIsA SUMÁRIO Todas as etapas metodológicas anteriores devem ser fundamentadas com base em autores, justificando o porquê de sua investigação se encaixar em determinada abor- dagem de pesquisa. Recomenda-se também citar os instrumentos de pesquisa que serão utilizados (por exemplo, entrevistas, questionários, observação etc); Assim, pla- 52 METODOLOGIA DE pEsquIsA FACULDADE CAPIXABA DA SERRA/EAD Credenciada pela portaria MEC nº 767, de 22/06/2017, Publicada no D.O.U em 23/06/2017SUMÁRIO neja-se aqui, de forma concreta, a coleta de dados, que se iniciará ao final do projeto. A descrição dos procedimentos pode também ser enriquecida por detalhes práticos. Detalha-se o universo, a amostra, o tipo de tratamento que as informações receberão. > REVISÃO DE LITERATURA/REFERENCIAL TEÓRICO (O que já foi escrito sobre o tema? O que já é sabido sobre o assunto pesquisado?) Esse é o principal item do projeto de pesquisa. Pode ser chamado também de Marco Teórico ou Revisão de Literatura ou ainda de Estado da Arte. Quando se faz a justificativa de um projeto de pesquisa consegue-se ter uma idéia do trabalho que se terá para desenvolver. Nesse item desenvolve-se um amplo “diálogo” do pesquisador com diversos autores que já estudaram essa área do conhe- cimento, com o objetivo de se confirmar uma resposta provisória (hipótese) elaborada para tentar responder ao questionamento inicial. O texto deve ser desenvolvido numa linguagem formal, de forma coerente, consistente, obje- tiva e original. Embora ao se escolher um dado tema já seja conhecido algo sobre o mesmo, a releitura exploratória tem o mérito de aumentar a extensão e a profundidade dos conhecimentos conhecidos, ajudando a distinguir o secundário do essencial e facilitando a delimitação do conteúdo dos temas a investigar. Revisar a produção científica conhecida de forma mais comple- ta e atual possível, relatando as contribuições mais relevantes e pertinentes aos objetivos, hipótese científica, metodologia e resultados alcançados. É na pesquisa bibliográfica, que são verificados conceitos, teorias, idéias, opiniões e confronto de opiniões de autores. Nesse tópico faz-se um levantamento sobre quem já publicou sobre o assunto. > Cronograma de Execução (quando? em quanto tempo?). Definem-se nes- se item quando as etapas do projeto vão acontecer. O cronograma pode ser mensal, quinzenal ou semanal, e pode ser elaborado sob a forma de uma tabela. Um exemplo de um cronograma simples, totalizando um ano de pesquisa consiste em relacionar as atividades ao tempo disponível, ou seja, planejar o tempo em função das atividades previstas para a conclusão do trabalho proposto. > Recursos / Material Necessário/ Orçamento: Com que recursos pesqui- sar? (quanto vai custar?). Consiste na descrição quantitativa de tudo aquilo que se pretende utilizar no desenvolvimento do trabalho. Planejar os recur- sos é assegurar, com o maior detalhamento possível, a suficiência inicial dos itens necessários para a aquisição das informações desejadas. Toda pesqui- 53 FACULDADE CAPIXABA DA SERRA/EAD Credenciada pela portaria MEC nº 767, de 22/06/2017, Publicada no D.O.U em 23/06/2017 METODOLOGIA DE pEsquIsA SUMÁRIO sa tem um custo. Algumas demandam investimentos substanciais, sendo financiadas pelo governo, pelas empresas ou por órgãos de fomento e in- centivo à pesquisa. A pesquisa universitária que tem o objetivo de ensinar o aluno como elaborar um projeto e conduzir uma pesquisa não necessita deste item. Entretanto, torna-se um item obrigatório em pesquisas de maior porte. Quando este item for necessário, devem ser especificados os recursos humanos e materiais indispensáveis para a realização do projeto, com uma estimativa dos custos. > Referências bibliográficas: Esse item deve contemplar todas as fontes efeti- vamente lidas e utilizadas (citadas) ao longo da pesquisa. Não deve ser listada uma referência lida e não citada. O contrário é um caso ainda mais grave. Jamais se deve citar um autor sem que este apareça nas referências. Todas as referências devem ser elaboradas de acordo com as normas da ABNT. Segundo Severino (2002, p. 159), um projeto bem elabora do desempenha várias funções: 1. Define e planeja para o próprio orientando o caminho a ser seguido no desenvolvimento do trabalho de pesquisa e reflexão, explicitando as etapas, os instrumentos e estratégias a serem utilizados. Este planejamento possibi- litará ao pós-graduando / pesquisador impor-se uma disciplina de trabalho não só na ordem dos procedimentos lógicos mas também em termos de or- ganização do tempo, de seqüência de roteiros e cumprimentos de prazos. 2. Atende às exigências didáticas dos professores, tendo em vis- ta a discussão dos projetos de pesquisas e seminários, freqüen- tes sobretudo em cursos de doutorado.Cada colega subme- te sua proposta à apreciação dos colegas, com os quais a discute. 54 METODOLOGIA DE pEsquIsA FACULDADE CAPIXABA DA SERRA/EAD Credenciada pela portaria MEC nº 767, de 22/06/2017, Publicada no D.O.U em 23/06/2017SUMÁRIO 3. Permitem aos orientadores entender melhor o sentido geral do trabalho de pesquisa e seu desenvolvimento futuro, podendo discutir o início, com o orientando, suas possibilidades, perspectivas e eventuais desvios. 2.1.1 GÊNESE DA PESQUISA E ESCOLHA DO ASSUNTO Decidir sobre um tema de pesquisa é tarefa relativamente fácil para quem está envol- vido numa determinada área. Entretanto aquele que se inicia na vida científica tem de suportar o conflito entre a aquisição de novos conhecimentos e os prazos acadê- micos. Em muitos casos falta tempo e experiência para uma boa opção Antes deve-se pesquisar a acessibilidade a uma bibliografia sobre o assunto, pois todo trabalho ba- seia-se, principalmente, na pesquisa bibliográfica, a qual dá fundamentação teórica. Verificar a relevância, a possibilidade de desenvolver bem o assunto, dentro dos pra- zos estipulados. Escolhido o tema, faz necessário delimitá-lo, ou seja definir sua extensão e profundi- dade, o tipo de abordagem. Por exemplo: se escolhido o tema – “Evasão escolar” – tor- na-se necessário especificar: Onde? (Estado; determinada região; escola?) Em que nível? (na pré-escola? no 1º grau, etc...) Qual o enfoque? (psicológico; sociológico?...) Um bom tema deve possuir fontes para coleta de dados e consulta, portanto, ser viável. Além disso, deve ser relevante, original e oportuno. Vejamos o que se pode en- tender por esses predicados: a. Viabilidade - possibilidade de acesso a uma bibliografia, disponibilidade de tempo para a execução do trabalho, adaptabilidade ao nível do pesquisador e orientação de especialistas na área; b. Relevância - importância científica do tema e contribuição para o es- clarecimento ou enriquecimento de informações sobre o assunto; 55 FACULDADE CAPIXABA DA SERRA/EAD Credenciada pela portaria MEC nº 767, de 22/06/2017, Publicada no D.O.U em 23/06/2017 METODOLOGIA DE pEsquIsA SUMÁRIO c. Originalidade - quantidade e qualidade de estudos sobre o tema, pontos obs- curos a serem elucidados e existência de novos questionamentos; d. Oportunidade - contemporaneidade ou relevância atual, interesse histórico ou documental. A escolha de um tema de pesquisa depende dos valores do pesquisador, de sua rela- ção com o universo. Em qualquer nível, a pesquisa exige independência, criatividade e a integração do tema no dia a dia do pesquisador. Os guias para pesquisas auxiliam na parte formal. Entretanto não existe e é pouco provável que venha a existir um método que permita a reconstrução lógica de novas idéias. Assim, antes de qualquer coisa, torna-se necessário decidir sobre os problemas que devem ser pesquisados e é preciso observar que essa capacidade de discriminar entre o relevante e o irrelevante não nos vem da ciência. Esta só nos pode oferecer métodos para explorar, organizar, explicar e testar problemas previamente escolhidos. Mas ainda estamos contornando o problema, sem chegar à questão básica: como nasce o tema de pesquisa? Quando dissemos que tomávamos como pressuposto o envolvimento pessoal do pesquisador com sua pesquisa, tínhamos claro que acima de tudo é preciso gostar do que pesquisamos, já que durante longo tempo será nosso ser inteiro que irá se voltar para aquele objeto. Não existe ainda, e é pouco provável que venha a existir, um método que permita a reconstrução lógica do nascimento de novas idéias. Desta forma, o nascimento do tema de pesquisa é um trabalho artesanal de criação que exige do pesquisador a descoberta de seus valores pessoais, um posicionamento crítico e inquieto diante do Universo e uma disciplina de trabalho que permita equacionar valores pessoais com o objeto e o ato da pesquisa. (MILLS, 1980) É melhor começar, creio, lembrando aos principiantes que os pensadores mais admi- ráveis dentro da comunidade intelectual que escolheram não separam seu trabalho de suas vidas. Encaram a ambos demasiados sério para permitir tal dissociação e desejam usar cada uma dessas coisas para o enriquecimento da outra. A erudição é uma escolha de como viver e ao mesmo tempo uma escolha de carreira; quer o saiba ou não, o trabalhador intelectual forma seu próprio eu à medida que se aproxima da perfeição de seu ofício. 56 METODOLOGIA DE pEsquIsA FACULDADE CAPIXABA DA SERRA/EAD Credenciada pela portaria MEC nº 767, de 22/06/2017, Publicada no D.O.U em 23/06/2017SUMÁRIO 2.2 FORMULAÇÃO E DELIMITAÇÃO DO PROBLEMA DA PESQUISA Na verdade, a própria formulação do pro- blema de pesquisa pressupõe a leitura e o conhecimento prévios de algumas pesqui- sas chaves sobre o assunto. Quanto maior o número de pesquisas que lemos sobre um assunto, mais condições teremos de formular um problema de pesquisa inte- ressante, pertinente e original. Sabendo o que já foi feito e o que já se sabe sobre um assunto, temos mais condições de de- terminar qual o próximo passo a ser dado para aumentar este conhecimento. Escolha do problema de pesquisa • Porque pesquisar? Explicações, conhecimento mais profundo. • Qual a importância do fenômeno a ser pesquisado? • Que pessoas ou grupos se beneficiarão com os seus resultados? A relevância do problema – busca agregar valor, acrescentar conhecimento. Algumas regras para a adequada formulação do problema: 1. O problema deve ser formulado com uma pergunta; 2. Ele deve ser delimitado a uma dimensão viável, quanto mais focalizado o tema A escolha prévia do problema de- pende do pesquisador. É em fun- ção de seus valores, de sua relação com o universo que nascem seus temas de pesquisa. Isso é que faz do ato de pesquisa um ato político. 57 FACULDADE CAPIXABA DA SERRA/EAD Credenciada pela portaria MEC nº 767, de 22/06/2017, Publicada no D.O.U em 23/06/2017 METODOLOGIA DE pEsquIsA SUMÁRIO estiver será mais fácil pesquisar. Fazer o tema ficar mais específico.O objetivo não pode ser muito amplo para não fugir do tema; 3. Deve ter clareza; 4. Deve ser preciso; 5. Apresentar referências empíricas. LEITuRA RECOMENDADA: GIL, Antonio Carlos. Como elaborar projetos de pesquisa. São Paulo: Atlas, 2007. (Realizar uma leitura dos capítulos 2, 3, 15 e 16). FERRÃO, R.G. Metodologia científica para iniciantes em pesquisa. 3ª Ed. Revisada e Ampl. Vitória, ES: Incaper, 2008. (Realizar uma leitura do capítulo 11). 58 METODOLOGIA DE pEsquIsA FACULDADE CAPIXABA DA SERRA/EAD Credenciada pela portaria MEC nº 767, de 22/06/2017, Publicada no D.O.U em 23/06/2017SUMÁRIO suGEsTÕEs DE FILMEs Sugerem-se alguns filmes que podem ajudá-lo a entender melhor o sobre pesquisa. - Filme: Gattaca — Experiência Genética (Gattaca, EUA, 1997), de Andrew Niccol. - Filme: Erin Brockovick: Uma Mulher De Talento. Dirigido por Steven Soderbergh. EUA,: Universal Picture/Columbia Pictures, 2000. 131 min. O filme é baseado em uma história real. Erin Brockovich (Julia Roberts) é uma decidia e jovem que luta por justiça de todas as maneiras. Desesperada por um trabalho que sustente suas três crianças, ela convence o advogado Ed Marsy (Albert Finney) a contratá-la e descobre acidentalmente um caso legal contra uma grande corporação. Nesse filme, você observa os passos da pesquisa: o problema de pesquisa, a hipótese, os procedimentos metodológicos (a coleta de dados – questionário). Nele, podemos perceber como uma pessoa comum pode fazer pesquisa. Assista ao filme e reflita sobre o processo. 59 FACULDADE CAPIXABA DA SERRA/EAD Credenciada pela portaria MEC nº 767, de 22/06/2017, Publicada no D.O.U em 23/06/2017 METODOLOGIA DE pEsquIsA SUMÁRIO Chegou o momento de fazermos uma parada, para refletir. Você estudou sobre a estruturação do projeto de pesquisa, escolha do tema, de- finição do problema e o referencial teórico. Então, faça aauto-avaliação. ANOTAÇÕEs METODOLOGIA DE pEsquIsA OBJETIVO Ao final desta unidade, esperamos que possa: > Estudar os tipos de citação direta, indireta e citação de citação que podem ser empregadas. > Mostrar a importância da revisão de literatura ou Referencial teórico na elaboração de projeto de pesquisa. 61 FACULDADE CAPIXABA DA SERRA/EAD Credenciada pela portaria MEC nº 767, de 22/06/2017, Publicada no D.O.U em 23/06/2017 METODOLOGIA DE pEsquIsA SUMÁRIO 3 REFERENCIAL TEÓRICO Nesta unidade iremos focar na construção do referencial teórico também conhecido como Revisão de literatura. Importante conhecer toda a sua forma de construção tendo em vista que estará empregando em toda a sua vida acadêmica, e também profissional. Aproveitei para aprender sobre esse assunto. Antes de começarmos a falar de referencial teórico é importante estudarmos um pouco sobre citação. Já que a citação é empregada a todo momento num trabalho de pesquisa. Vale destacar que podemos empregar citação na introdução, justificati- va, na formulação do problema, na metodologia, no referencial teórico e na análise e discussão das informações do trabalho de pesquisa. Vamos entender então o que é citação e como fazer uma citação de forma correta. Tendo em vista que sempre que copiamos algo precisamos fazer uma citação. 3.1 CITAÇÃO: COMO COPIAR UM TRECHO DE UM TEXTO PARA SER INSERIDO NUM TRABALHO ACADÊMICO OU CIENÍFICO? Segundo a NBR 10520/2002 citação é a menção a um texto de um autor extraído de outra fonte. Ainda segundo a NBR, os tipos de citações que podem ser utilizados no texto são citação direta, citação indireta e citação de citação. 62 METODOLOGIA DE pEsquIsA FACULDADE CAPIXABA DA SERRA/EAD Credenciada pela portaria MEC nº 767, de 22/06/2017, Publicada no D.O.U em 23/06/2017SUMÁRIO Quando o nome do autor for citado dentro do texto, este deve ser apresentado so- mente a letra inicial maiúscula e o restante minúscula. Agora, se estiver entre parên- teses, deve-se apresentar em letra maiúscula. Em caso de dois ou três autores estes serão separados por ponto e vírgula quando vierem entre parênteses ou pela conjun- ção “e” quando estiverem incluso no texto. 63 FACULDADE CAPIXABA DA SERRA/EAD Credenciada pela portaria MEC nº 767, de 22/06/2017, Publicada no D.O.U em 23/06/2017 METODOLOGIA DE pEsquIsA SUMÁRIO Exemplos: > Citações Diretas, Literais ou Textuais: As citações diretas, literais ou textuais é uma transcrição textual de parte da obra do autor consultado. Nestes tipos de citações, além do SOBRENOME do autor, deve-se conter o ano e a página da qual foi retirada a citação. • Transcrição do texto de até 3 linhas, deve ser inserida no texto e conter aspas duplas. Caso o trecho transcrito já contenha expressões ou palavras entre as- pas, essas serão transformadas em aspas simples. Segundo Dalrymple e Parsons (2003, p. 107) a partir do momento que os gerentes de marketing tiverem conhecimento sobre as dimensões da personalidade da marca, estes poderão utilizá-la para moldarem imagens de marca que combinem com o público que deseja atingir. “Mercado é toda instituição social na qual bens e serviços, assim como os fatores produtivos, são trocados livremente” (TROSTER; MOCHÓN, 2002, p. 45). 64 METODOLOGIA DE pEsquIsA FACULDADE CAPIXABA DA SERRA/EAD Credenciada pela portaria MEC nº 767, de 22/06/2017, Publicada no D.O.U em 23/06/2017SUMÁRIO Exemplo: • Transcrição no texto com mais de três linhas, deve estar em parágrafo inde- pendente, com recuo de 4 cm da borda esquerda, digitados em espaço sim- ples, com tamanho 10 e sem aspas. Exemplos: Exemplos: Economicamente, Rosseti (2000, p. 439) define mercado como: Um centro de estimulação que leva à maior qualificação dos recursos e dos produtos. As exigências impostas pela competitividade são, de um lado, fa- tores de impulsão, das pessoas para investirem em si mesmas, aprimorando o capital humano; de outro lado, impulsionam a diversidade dos produtos e seus padrões de desempenho e qualidade. > Citações Indiretas ou Livres: Transcrição livre do texto do autor consultado. Não é necessário o uso das aspas. Nas citações indiretas a indicação das pági- nas consultadas é opcional. O grande desafio na atualidade é dotar as empresas de diferenciais compe- titivos que possibilitem ampla expansão de seus negócios através de pro- dutos globais e pela satisfação das necessidades de consumidores ávidos de produtos e serviços cada vez mais personalizados (COBRA, 1992, p. 25). Segundo Sandroni (2000, p. 311), o termo mercado “designa um grupo de compradores e vendedores que estão em contato suficientemente próximo para que as trocas entre eles afetem as condições de compra e venda dos demais”. 65 FACULDADE CAPIXABA DA SERRA/EAD Credenciada pela portaria MEC nº 767, de 22/06/2017, Publicada no D.O.U em 23/06/2017 METODOLOGIA DE pEsquIsA SUMÁRIO Exemplos: > Citações De Citações: Quando se faz uma citação a partir de outra fonte, a qual não se teve acesso, cita-se o autor original seguido da expressão “apud” (fonte Arial, sem negrito e minúscula) e da indicação do autor, ano de publi- cação e a página da obra citada. Exemplos: Segundo Ruiz (1986), as necessidades do ser humano são renovadas freqüentemente, com isso, novos produtos são lançados no mercado em todas as áreas, como: vestuário, eletrodomésticos, alimentação, transporte, moradia, etc. Para isso a industria é obrigada a se modernizar, trazendo novas tecnologias, oferecendo qualidade e ainda devendo enfrentar a concorrência. Nascimento (1996) fala da responsabilidade do profissional da informação, da importância dele estar habilitado para o acesso da informação em qualquer suporte. Para Vasconcellos (apud CURY, 2000, p. 99), “comunicação é o processo mediante o qual uma mensagem é enviada por um emissor, por meio de determinado canal, e entendida por um receptor”. 66 METODOLOGIA DE pEsquIsA FACULDADE CAPIXABA DA SERRA/EAD Credenciada pela portaria MEC nº 767, de 22/06/2017, Publicada no D.O.U em 23/06/2017SUMÁRIO Segundo Trujillo (apud BARROS; LEHFELD, 2000, p. 75), a pesquisa de campo propriamente dita não deve ser confundida com a sim- ples coleta de dados [...] é algo mais que isso, pois exige contar com controles adequados e com objetivos preestabelecidos que discriminam suficiente- mente o que deve ser coletado. 67 FACULDADE CAPIXABA DA SERRA/EAD Credenciada pela portaria MEC nº 767, de 22/06/2017, Publicada no D.O.U em 23/06/2017 METODOLOGIA DE pEsquIsA SUMÁRIO Bem agora que já explicamos o que é citação, os tipos de citação e como fazer uma citação, iremos estudar agora o Referencial teórico. Importante que 3.2 REFERENCIAL TEÓRICO OU REVISÃO DE LITERATURA Envolve a montagem do quadro referencial teórico, de abordagem clássica ou atual, ligado diretamente ao problema de pesquisa, que o aluno utilizará para obter subsí- dios, visando definir, com mais clareza, os diversos aspectos a serem objeto de levan- tamento de campo. É a construção de uma base conceptual organizada e sistemati- zada do conhecimento disponível pertinente a ser pesquisado. • Buscam-se teorias, abordagens e estudos que permitam compreender o fenô- meno de múltiplas perspectivas. • O papel do pesquisador é de promover um diálogo entre diferentes autores. A revisão de literatura resultará do processo de levantamento e análise do que já foi pu- blicado sobre o tema e o problema de pesquisa escolhidos. Permitirá um mapeamen- to de quem já escreveu e o que já foi escrito sobre o tema e/ou problema da pesquisa. 68 METODOLOGIA DE pEsquIsA FACULDADE CAPIXABA DA SERRA/EAD Credenciada pela portaria MEC nº 767, de 22/06/2017, Publicada no D.O.U em 23/06/2017SUMÁRIO A pesquisa bibliográfica é, como se vê, uma fase da revisão de literatura, assim como é fase inicial para diversos tipos de pesquisa. O ciclo começa com a determinação e delimitação do tema e segue com o levantamento e a pesquisabibliográfica. A partir desta é que se organiza a revisão que, conforme descrito anteriormente, requer pos- tura crítica, cotejo das diversas opiniões expressadas. O primeiro passo em direção a uma boa revisão de literatura é uma pesquisa biblio- gráfica o mais compreensiva possível. Por isso é imprescindível conhecer, nesta fase, as bibliotecas disponíveis, suas bases de dados e os serviços que oferecem (como empréstimo entre bibliotecas, bibliotecas digitais ou virtuais) e o pessoal que pode auxiliar. Também é necessário eliminar, na medida do possível, as barreiras lingüísti- cas, geográficas e de níveis de compreensão. A tendência do pesquisador com menos experiência é acumular livros, referências e cópias de artigos. O processo é conhecido: parte-se da impressão inicial de que não há nada para ler e, na medida em que as fontes são identificadas e localizadas, che- ga-se à conclusão apressada de que não há tempo hábil para ler tudo o que é neces- sário. Por esta razão é importante fazer pré-leituras ou leituras inspecionais antes de copiar e armazenar. Dentre outras utilidades a leitura inspecional pode revelar o grau de atenção que deverá ser dispensado para cada item. 69 FACULDADE CAPIXABA DA SERRA/EAD Credenciada pela portaria MEC nº 767, de 22/06/2017, Publicada no D.O.U em 23/06/2017 METODOLOGIA DE pEsquIsA SUMÁRIO Os trabalhos de revisão são definidos por Noronha e Ferreira (2000, p. 191) como: estudos que analisam a produção bibliográfica em determinada área temáti- ca, dentro de um recorte de tempo, fornecendo uma visão geral ou um relató- rio do estado-da-arte sobre um tópico específico, evidenciando novas idéias, métodos, subtemas que têm recebido maior ou menor ênfase na literatura selecionada. Ao fazermos a revisão da literatura sobre o problema que queremos investigar, de- vemos deixar claro como este problema se insere na área de conhecimento sobre o assunto e em que ponto se encontra o estado do conhecimento sobre aquele assun- to. Devemos explicitar, de um lado, o contexto teórico no qual o problema se insere, ou seja, quais os modelos teóricos que foram desenvolvidos para explicar o fenôme- no. Além disso,devemos explicitar o estado de conhecimento empírico e experimen- tal que foi acumulado até então sobre aquele problema, ou seja, o quanto e o que se sabe sobre o assunto.. Isto inclui tanto os conhecimentos já estabelecidos sobre aquele problema, quanto os aspectos que ainda não foram investigados, assim como as contradições que existem sobre os resultados obtidos e as dúvidas sobre sua expli- cação. Para isto, devemos descrever, na revisão de literatura, as principais pesquisas publicadas sobre o assunto e fazer uma análise crítica das mesmas. Primeiro, devemos comentar sobre as pesquisas que foram feitas sobre problemas similares ao que vamos estudar, seja sobre a mesma população de sujeitos ou então sobre a mesma intervenção que vamos utilizar. Por exemplo, se nosso problema de pesquisa se refere à avaliação de um treinamento da competência social de pacien- tes psicóticos, devemos comentar sobre as principais pesquisas que tratam da com- petência social e dos diferentes métodos de treinamento desta habilidade. Devemos ainda ler sobre pesquisas que tratam em geral de pacientes psicóticos, sele- cionando aspectos particulares à esta população que podem ser pertinentes à nossa pesquisa. Por exemplo, algumas pesquisas que tratam do processo de aprendizagem em psicóticos têm indicado que o procedimento mais eficaz para que estes pacien- tes aprendam melhor consiste na modelação e não apenas o reforçamento positivo. Informações deste tipo devem ser incluídas na revisão de literatura do exemplo aci- ma, embora não trate especificamente da competência social. Segundo, a revisão de literatura inclui ainda pesquisas sobre aspectos metodológicos pertinentes à nossa pesquisa. Por exemplo, no caso da pesquisa sobre a competência 70 METODOLOGIA DE pEsquIsA FACULDADE CAPIXABA DA SERRA/EAD Credenciada pela portaria MEC nº 767, de 22/06/2017, Publicada no D.O.U em 23/06/2017SUMÁRIO social, devemos citar trabalhos que encontrarmos na literatura que tratam dos méto- dos de medida mais adequados da competência social, ou então que tratam do grau de especificidade das situações sociais escolhidas para treinamento, ou ainda da eficá- cia dos recursos audio-visuais no treinamento da competência social. Ou seja, devemos incluir elementos metodológicos que sejam pertinentes para a nossa pesquisa. Ao redigirmos a revisão da literatura, devemos mostrar como as pesquisas que es- tamos citando e comentando contribuem para a compreensão do problema. Não se trata, portanto, de dar uma lista daquilo que lemos nem de apenas descrever as pesquisas, mas sim de fazer uma análise crítica das mesmas. É necessário ir mostran- do como as principais pesquisas que mencionamos deram sua contribuição para o avanço da ciência na compreensão do fenômeno em questão, mas também quais suas limitações e fraquezas. Fazemos também um resumo dos principais pontos que retivemos na nossa leitura e organizamos estes pontos para dar ao leitor um quadro completo sobre o que se sabe sobre o assunto que estamos pesquisando, as contra- dições, as dúvidas, as lacunas e também as certezas. A revisão bibliográfica inicial deve ser utilizada para situar o problema/assunto (ou o “estado da arte” do tema abordado). Os trabalhos (artigos, relatórios, teses etc.) con- sultados devem prover os referenciais teóricos que serão utilizados na descrição e análise do evento ou fenômeno, bem como na descrição dos métodos a serem utili- zados. A bibliografia a ser consultada deve se estender a todas as questões principais abordadas na pesquisa. Para Luna (1997), a revisão de literatura em um trabalho de pesquisa pode ser reali- zada com os seguintes objetivos: • determinação do “estado da arte”: o pesquisador procura mostrar através da literatura já publicada o que já sabe sobre o tema, quais as lacunas existentes e onde se encontram os principais entraves teóricos ou metodológicos; • revisão teórica: você insere o problema de pesquisa dentro de um quadro de referência teórica para explicá-lo. Geral-mente acontece quando o problema em estudo é gerado por uma teoria, ou quando não é gerado ou explicado por uma teoria particular, mas por várias; • revisão empírica: você procura explicar como o problema vem sendo pesqui- sado do ponto de vista metodológico procurando responder: quais os proce- 71 FACULDADE CAPIXABA DA SERRA/EAD Credenciada pela portaria MEC nº 767, de 22/06/2017, Publicada no D.O.U em 23/06/2017 METODOLOGIA DE pEsquIsA SUMÁRIO dimentos normalmente empregados no estudo desse problema? Que fatores vêm afetando os resultados? Que propostas têm sido feitas para explicá-los ou controlá-los? Que procedimentos vêm sendo empregados para analisar os re- sultados? Há relatos de manutenção e generalização dos resultados obtidos? Do que elas dependem? • revisão histórica: você busca recuperar a evolução de um conceito, tema, abordagem ou outros aspectos fazendo a inserção dessa evolução dentro de um quadro teórico de referência que explique os fatores determinantes e as implicações das mudanças. Para elaborar uma revisão de literatura é recomendável que você adote a metodo- logia de pesquisa bibliográfica. Pesquisa Bibliográfica é aquela baseada na análise da literatura já publicada em forma de livros, revistas, publicações avulsas, imprensa escrita e até eletronicamente, disponibilizada na Internet. A revisão de literatura/pesquisa bibliográfica contribuirá para: • obter informações sobre a situação atual do tema ou problema pesquisado; • conhecer publicações existentes sobre o tema e os aspectos que já foram abordados; 72 METODOLOGIA DE pEsquIsA FACULDADE CAPIXABA DA SERRA/EAD Credenciada pela portaria MEC nº 767, de 22/06/2017, Publicada no D.O.U em 23/06/2017SUMÁRIO• verificar as opiniões similares e diferentes a respeito do tema ou de aspectos relacionados ao tema ou ao problema de pesquisa. Para tornar o processo de revisão de literatura produtivo, você deverá seguir alguns passos básicos para sistematizar seu trabalho e canalizar seus esforços. Os passos su- geridos por Lakatos e Marconi (1991) são: ESCOLHA DO TEMA: O tema é o aspecto do assunto que você deseja abordar, provar ou desenvolver. A escolha do tema da revisão de literatura de fazer. A revisão de litera- tura deverá elucidar o tema, proporcionar melhor definição do problema de pesquisa e contribuir na análise e discussão dos resultados da pesquisa. Em função da explosão da informação, você deverá definir para onde ele irá dirigir e concentrar seus esforços na revisão de literatura, porque só assim não ficará perdido no emaranhado das publicações existentes. Pesquisadores experientes sabem que o risco de perder tempo e o rumo pode ser fatal neste processo. Além de atravancar todo o desenvolvimento das etapas da pesquisa, pode até impedir sua realização. ELABORAÇÃO DO PLANO DE TRABALHO: Para evitar dispersão e perda de tempo no processo de leitura de textos, é importante levantar os aspectos que serão aborda- dos sobre o tema. Para isso você deve elaborar um esquema provisório de sua revisão de literatura, onde serão listadas de forma lógica as abordagens que pretende fazer referentes ao tema ou problema de sua pesquisa. O esquema servirá de guia no pro- cesso de leitura e na coleta de informações nos textos. Veja o exemplo na pesquisa indicada abaixo: Exemplo: ROCHA, Simone Karla da. Qualidade de vida no trabalho: um es-tudo de caso no setor têxtil. 1998. Dissertação (Mestrado em Enge-nharia de Produção) - Programa de Pós-Graduação em Engenharia de Produção, UFSC, Florianópolis. Nesta pesquisa a autora escolheu para realização de sua revisão de literatura: TEMA Pressupostos básicos que permeiam a qualidade de vida no trabalho. 73 FACULDADE CAPIXABA DA SERRA/EAD Credenciada pela portaria MEC nº 767, de 22/06/2017, Publicada no D.O.U em 23/06/2017 METODOLOGIA DE pEsquIsA SUMÁRIO ESTRUTURA (esquema mostrando os tópicos que seriam abordados) EVOLUÇÃO DAS TEORIAS ADMINISTRATIVAS O ENFOQUE DA QUALIDADE DE VIDA NO TRABALHO A origem e a evolução dos estudos de qualidade de vida no trabalho Os conceitos de qualidade de vida no trabalho Os modelos para avaliação da qualidade de vida no trabalho: Modelos de Hackman e Oldham; Modelo de Westley; Modelo de Werther e Davis; Modelo de Walton. IDENTIFICAÇÃO: após a definição do que será abordado na revisão de literatura e a elaboração de um esquema com os aspectos a serem abordados que servirá de guia para organização do processo de leitura, você deve identificar o material. A identificação implica fazer um levantamento bibliográfico para recuperar as informa- ções sobre o que já foi publicado sobre o tema e os aspectos que constam no esquema/ sumário dos tópicos. Esse processo requer o uso de obras de referência para minimizar esforços e recuperar a maior quantidade de informação possível. Obras de referência, usadas para levantamento bibliográfico, são organizadas especialmente para facilitar a consulta de itens específicos de informação. Possuem geralmente, índices de autores e assuntos/palavras-chave que remetem às informações arranjadas em itens numerados para facilitar a recuperação: Bibliografias, Abstracts e Bases de Dados. Outra forma de fazer levantamento bibliográfico é usando as ferramentas de busca da Internet, as bibliotecas virtuais e os catálogos on-line de bibliotecas disponibiliza- dos na rede. Também não devem ser desprezadas as indicações bibliográficas feitas em artigos ou livros disponíveis e lidos sobre o tema da pesquisa. LOCALIZAÇÃO E COMPILAÇÃO: realizada a identificação (o levantamento bibliográ- fico), é necessário que você obtenha os materiais considerados úteis à realização da pesquisa. é preciso, então, localizá-los. Deve-se começar pela biblioteca que está mais próxima e, se essa não possuir, pode-se consultar outras no país ou no mundo. Veja como proceder para localização dos materiais nas Unidades 4 e 5. Para fazer a com- pilação, reunião sistemática dos materiais selecionados e localizados, os seguintes recursos: fotocópias, impressões e a própria aquisição, quando for indispensável. 74 METODOLOGIA DE pEsquIsA FACULDADE CAPIXABA DA SERRA/EAD Credenciada pela portaria MEC nº 767, de 22/06/2017, Publicada no D.O.U em 23/06/2017SUMÁRIO FICHAMENTO: os materiais selecionados para leitura serão analisados e fichados. O fichamento permite que você reúna as informações necessárias e úteis à elaboração do texto da revisão. podem ser elaborados diversos tipos de fichas, como: • bibliográfica: com dados gerais sobre a obra lida; • citações: com a reprodução literal entre aspas e a indicação da página da parte dos textos lidos de interesse específico para a redação dos tópicos e itens da revisão; • resumo: com um resumo indicativo do conteúdo do texto; • esboço: apresentando as principais idéias do autor lido de forma esquemati- zada com a indicação da página do documento lido; • comentário ou analítica: com a interpretação e a crítica pessoal do pesquisa- dor com referência às idéias expressas pelo autor do texto lido. O Fichamento irá permitir: identificação das obras lidas, análise de seu conteúdo, anotações de citações, elaboração de críticas e localização das informações lidas que foram consideradas importantes. ANÁLISE E INTERPRETAÇÃO: De posse dos Fichamentos você fará então, a classifica- ção, a análise, a interpretação e a crítica das informações coletadas. REDAÇÃO: Na redação do texto final você deve observar os seguintes critérios: objetivi- dade, clareza, precisão, consistência, linguagem impessoal e uso do vocabulário técnico. Recomendações importantes: • faça um texto introdutório explicando o objetivo da revisão de literatura; • revisão de literatura não é fazer colagem de citações bibliográficas; então: • faça uma abertura e um fecho para os tópicos tratados; • preencha as lacunas com considerações próprias; • crie elos entre as citações. 75 FACULDADE CAPIXABA DA SERRA/EAD Credenciada pela portaria MEC nº 767, de 22/06/2017, Publicada no D.O.U em 23/06/2017 METODOLOGIA DE pEsquIsA SUMÁRIO LEITuRA RECOMENDADA: FERRÃO, R.G. Metodologia científica para iniciantes em pesquisa. 3ª Ed. Revisada e Ampl. Vitória, ES: Incaper, 2008. (Realizar uma leitura dos capítulos 16 e 18). suGEsTÕEs DE FILMEs Sugerem-se alguns filmes que podem ajudá-lo a entender melhor o sobre pesquisa. OLÉO DE LORENZO. Dirigido por George Miller. EUA,: UniversalPicture/ Columbia Pictures, 1992. 129 min. Nick Nolte e Susan Sarandon protagonizam este drama baseado em história real. A dura notícia de que o filho de cinco anos, Lorenzo, tem uma doença terminal rara marca o início de uma missão extraordinária para Augusto e Michaela Odone (Note e Sarandon). A despeito do diagnóstico, os pais se lançam para salvar o filho, enfrentando médicos, cientistas e grupos de apoio que relutam em incentivar o casal na busca de uma cura. O esforço inesgotável dos dois testa a resistência de seus laços de união, a profundidade de suas crenças e os limites da medicina convencional. Assista ao filme e reflita sobre como a ciência é apresentada. 76 METODOLOGIA DE pEsquIsA FACULDADE CAPIXABA DA SERRA/EAD Credenciada pela portaria MEC nº 767, de 22/06/2017, Publicada no D.O.U em 23/06/2017SUMÁRIO Chegou o momento para refletir. Você estudou sobre a estrutura do referencial teórico e falamos também dos tipos de citação, como fazer para empregar cada uma ao copiar textos e não cometer o erro de plagiar. Importante exercitar bastante para não ficar dúvidas sobre esse assunto que será utilizado em toda a sua vida acadêmica e profissio- nal. Então, faça agora a auto-avaliação. “Quandorecebemos um ensinamento devemos receber como um valioso presente e não como uma dura tarefa. Eis aqui a diferença que transcende.” Albert Einstein ANOTAÇÕEs METODOLOGIA DE pEsquIsA OBJETIVO Ao final desta unidade, esperamos que possa: > Compreender a pesquisa bibliográfica; >Conhecer os sistemas de informações nacionais e internacionais; 78 METODOLOGIA DE pEsquIsA FACULDADE CAPIXABA DA SERRA/EAD Credenciada pela portaria MEC nº 767, de 22/06/2017, Publicada no D.O.U em 23/06/2017SUMÁRIO 4 PESQUISA BIBLIOGRÁFICA Vamos estudar agora nesta unidade os sistemas de informação tanto nacional como internacional que é muito empregado na pesquisa bibliográfica. Você conhecerá uma fonte rica de informações de toda a natureza, com dados recentes de pesquisa e demais estudos. Podendo fazer uso dessas fontes sempre que precisar. Compreende-se que ler, pesquisar e buscar informação científica são atividades funda- mentais para aquisição de conhecimento, incremento de competências e aprimora- mento de habilidades, para todos os profissionais independe de sua área de formação. Nesse cenário, todo profissional deve apropriar-se de métodos, técnicas e recursos tecnológicos, a fim de subsidiar sua inserção no universo da informação. Considerando-se a expansão da rede e a difusão das tecnologias digitais, facilitan- do a busca de documentos, esses profissionais necessitam capacitar-se e continuar estudando, sobretudo após sua formação universitária. Para tanto, faz-se necessário manter vínculos com instituições de ensino e pesquisa. Hoje, contudo, tal aproxima- ção pode ocorrer por meio virtual, considerando-se os benefícios da educação à dis- tância, principalmente para os que se encontram distantes e impossibilitados de se deslocar, em virtude da rotina profissional do dia a dia. Nessa unidade você terá a oportunidade de conhecer várias fontes ricas de informa- ções que poderá acessar via internet. 4.1 PESQUISA BIBLIOGRÁFICA: SISTEMAS DE INFORMAÇÃO NACIONAIS E INTERNACIONAIS Por que realizar as pesquisas bibliográficas? Na pesquisa técnica e científica existem várias alternativas, em geral complementares, para a obtenção de dados e informações requeridas; uma delas é a pesquisa bibliográfica. A pesquisa bibliográfica tem por finalidade conhecer as diferentes formas de contri- buição científica que se realizaram sobre determinado assunto ou fenômeno. Geral- 79 FACULDADE CAPIXABA DA SERRA/EAD Credenciada pela portaria MEC nº 767, de 22/06/2017, Publicada no D.O.U em 23/06/2017 METODOLOGIA DE pEsquIsA SUMÁRIO mente, o levantamento bibliográfico é feito em bibliotecas públicas, universidades e, especialmente, em acervos virtuais na internet. A busca de literatura relevante serve de alicerce à investigação. Fornece discussão sobre ideias, fundamentos, inferências e conclusões de autores selecionados, relacio- nando suas fontes, conforme normas e técnicas de referência bibliográfica. Permite conhecer as contribuições de outros pesquisadores. A revisão de literatura deve ser a mais completa, atualizada e oportuna possível. A tarefa de descobrir, obter, ler, selecionar e relacionar documentos de determinado assunto é facilitada pela moderna tecnologia dos sistemas de informação computa- dorizados, interligando centros de documentação que disponibilizam informações em todos os níveis de detalhamento, abrangência temporal e espacial ao alcance do pesquisador, em tempo hábil para a documentação e a complementação de sua investigação ou estudo. As fontes de informação podem ser informais ou formais (CUNHA, 2001). As fontes de informação informais compreendem: comunicações orais, contatos pes- soais, entre outras. Já as fontes de informação formais são representadas pelas fontes primárias, secundárias e terciárias. • Fontes primárias: congressos e conferências, legislações, periódicos, patentes, teses e dissertações, traduções, relatórios técnicos etc. • Fontes secundárias: Bases de Dados, biografias, catálogos, dicionários, livros, manuais, internet etc. • Fontes terciárias: bibliotecas, centros de informação etc. A menos que necessite encontrar dados regionais específicos, evite fazer busca ele- gendo somente uma fonte e, sobretudo, apenas em português. Lembre-se de que muitas informações científicas relevantes, incluindo publicações nacionais, podem ser encontradas em Bases de Dados e fontes internacionais. Caso não encontre um determinado artigo científico com texto integral gratuito, faça a busca pela revista na qual deseja obter esse artigo no site Periódicos CAPES . Esse portal per- mite acesso a várias revistas científicas nacionais e internacionais, teses e dissertações com texto integral gratuito. 80 METODOLOGIA DE pEsquIsA FACULDADE CAPIXABA DA SERRA/EAD Credenciada pela portaria MEC nº 767, de 22/06/2017, Publicada no D.O.U em 23/06/2017SUMÁRIO 4.1.1 FALA DO PROFESSOR: Como estamos falando de artigo científico você precisa saber o que é um artigo cientifico, qual a estrutura de um artigo científico. Vamos então estudar esse con- teúdo agora!. 4.2 ARTIGO CIENTÍFICO O artigo científico comunica ideias e informações de maneira clara e concisa. Sua característica principal é ser publicado em periódicos científicos. “Artigo científico é parte de uma publicação com autoria declarada, que apresenta e discute idéias, métodos, técnicas, processos e resultados nas diversas áreas do conhe- cimento” (ABNT. NBR 6022, 2003, p. 2). Para Lakatos e Marconi (1991) os artigos científicos têm as seguintes características: a. não se constituem em matéria de um livro; b. são publicados em revistas ou periódicos especializados; c. permitem ao leitor, por serem completos, repetir a experiência. 81 FACULDADE CAPIXABA DA SERRA/EAD Credenciada pela portaria MEC nº 767, de 22/06/2017, Publicada no D.O.U em 23/06/2017 METODOLOGIA DE pEsquIsA SUMÁRIO 4.2.1 O QUE É UM ARTIGO CIENTÍFICO Para Salvador (apud FERRÃO, 2008, p. 194), o artigo científico “são as partes principais que constituem uma revista científica. São trabalhos científicos completos, mas de dimensão reduzida, matéria insuficiente para composição de um livro, que apresen- ta o resultado de estudo e pesquisa, em geral são publicados em revistas, jornais ou outros periódicos especializados”. Objetivos do artigo científico são: • Divulgar resultados de uma pesquisa científica; • Abordar com inovações, uma questão antiga; • Descrever, desenvolver um conteúdo sob todos os ângulos e aspectos de um tema não explorado; • Expor, analisar, interpretar e discutir assuntos polêmicos. O artigo científico deve retratar: • Elevado conhecimento do assunto; • Respeito sobre o que está escrevendo; • Leitura adequada do material pesquisado; • Esmero (cuidado) científico. Tendo em vista que o artigo se caracteriza por ser um trabalho extremamente sucin- to, exige-se que tenha algumas qualidades: • Linguagem correta e precisa; • Coerência na argumentação; 82 METODOLOGIA DE pEsquIsA FACULDADE CAPIXABA DA SERRA/EAD Credenciada pela portaria MEC nº 767, de 22/06/2017, Publicada no D.O.U em 23/06/2017SUMÁRIO • Clareza na exposição de ideias; • Objetividade; • Concisão e fidelidade às fontes citadas. Entretanto, para que as qualidades (linguagem correta; coerência na argumentação; clareza na exposição de ideias; objetividade; qualidade e fidelidade às fontes men- cionadas) se manifestem é necessário, principalmente, que o autor tenha elevado conhecimento à respeito do que está escrevendo e tenha feito uma leitura adequada do material pesquisado. 4.2.2 ESTRUTURA DE UM ARTIGO CIENTÍFICO O artigo científico tem a mesma estrutura dos demais trabalhos científicos, não deven- do ultrapassar a 20 laudas: • Pré-textual • Textual • Pós-textual ELEMENTOS PRÉ-TEXTUAL a. o título e subtítulo (se houver) devem figurar na página de abertura do artigo,na língua do texto; b. a autoria: Nome completo do(s) autor(es) na forma direta, acompanhados de um breve currículo que o (s) qualifique na área do artigo, devendo o currículo ficar na nota de rodapé. c. resumo na língua do texto: O resumo deve apresentar de forma concisa, os ob- jetivos, a metodologia e os resultados alcançados, não ultrapassando 250 pala- vras. Não deve conter citações “deve ser constituído de uma seqüência de frases concisas e não de uma simples enumeração de tópicos. Deve-se usar o verbo na voz ativa e na terceira pessoa do singular” (ABNT. NBR-6028, 2003, p. 2); d. palavras-chave na língua do texto: elemento obrigatório, devem figurar abai- xo do resumo, antecedidas da expressão: Palavras-chave separadas entre si por ponto. (ABNT. NBR-6028, 2003, p. 2). 83 FACULDADE CAPIXABA DA SERRA/EAD Credenciada pela portaria MEC nº 767, de 22/06/2017, Publicada no D.O.U em 23/06/2017 METODOLOGIA DE pEsquIsA SUMÁRIO Fonte: Centro de Informações Nucleares - CIN ELEMENTOS TEXTUAIS INTRODUÇÃO A introdução (se couber deverá continuar na primeira página do artigo) deve-se expor a finalidade e os objetivos do trabalho de forma que o leitor tenha uma visão geral do tema abordado. De modo geral, a introdução deve apresentar: https://www.facebook.com/cnen.cin/ 84 METODOLOGIA DE pEsquIsA FACULDADE CAPIXABA DA SERRA/EAD Credenciada pela portaria MEC nº 767, de 22/06/2017, Publicada no D.O.U em 23/06/2017SUMÁRIO a. o assunto objeto de estudo; b. o ponto de vista sob o qual o assunto foi abordado; c. trabalhos anteriores que abordam o mesmo tema; d. as justificativas que levaram a escolha do tema, o problema de pesquisa, a hipótese de estudo, o objetivo pretendido, o método proposto, a razão de escolha do mé- todo e principais resultados. Caso queira podendo incluir a metodologia utilizada. DESENVOLVIMENTO Parte principal e mais extensa do trabalho, deve apresentar a metodologia, fundamen- tação teórica, os resultados e a discussão. Podendo dividir-se em seções e subseções. CONCLUSÃO a. as conclusões devem responder às questões da pesquisa, correspondentes aos objetivos e hipóteses; b. devem ser breve podendo apresentar recomendações e sugestões para traba- lhos futuros. ELEMENTOS PÓS-TEXTUAIS a. referências: Elemento obrigatório, constitui uma lista ordenada dos documen- tos efetivamente citados no texto. (NBR 6023, 2000); b. apêndices: Elemento opcional. “Texto ou documento elaborado pelo autor a fim de complementar o texto principal.” (NBR 14724, 2002, p. 2); c. anexos: Elemento opcional, “texto ou documento não elaborado pelo autor, que serve de fundamentação, comprovação e ilustração” (NBR 14724, 2002, p. 2). Quanto a LINGUAGEM UTILIZADA na redação do artigo científico esta deve ter: • Impessoalidade: redigir o trabalho na 3ª pessoa do singular; • Objetividade: a linguagem objetiva deve afastar as expressões: “eu penso”, “eu acho”, “parece-me” que dão margem a interpretações simplórias e sem valor científico; • Estilo científico: a linguagem científica é informativa, de ordem racional, fir- mada em dados concretos, onde pode-se apresentar argumentos de ordem subjetiva, porém dentro de um ponto de vista científico; 85 FACULDADE CAPIXABA DA SERRA/EAD Credenciada pela portaria MEC nº 767, de 22/06/2017, Publicada no D.O.U em 23/06/2017 METODOLOGIA DE pEsquIsA SUMÁRIO • Vocabulário técnico: a linguagem científica serve-se do vocabulário comum, utilizado com clareza e precisão. • A correção gramatical é indispensável, onde deve-se procurar relatar a pesqui- sa com frases curtas, evitando muitas orações subordinadas, intercaladas com parênteses, num único período. VOCÊ SABE O QUE SÃO AS BASES DE DADOS CIENTÍFICOS? Quando iniciamos um trabalho acadêmico, sempre recebemos a indicação de pes- quisarmos nas Bases de Dados. Contudo, ao longo de nossa formação universitária, pouco nos explicam sobre o que são Bases de Dados. A melhor forma de explicar o que são as Bases de Dados de artigos científicos é voltar no tempo e imaginar como era feita a pesquisa nas décadas de 1960 e 1970 (sem a ampla utilização da Internet). Para o pesquisador daquela época, a pesquisa bibliográfica consistia em ir a uma biblioteca, pegar a relação de revistas de uma determinada área e folhear página por página, volume por volume e título por título do acervo de revistas. A partir da década de 1990, com o avanço da informatização, as bases passaram a ser dispostas em CD-Rom e posteriormente na Internet. Surgiram, então, as primeiras revistas com conteúdo disponível na web, o que representou um avanço considerável na área da pesquisa científica, gerando economia de tempo. Se há anos, se levava horas para encontrar um artigo, atualmente é possível localizar, em poucos minutos, os artigos do assunto de interesse usando um buscador no site da revista. Quanto às revistas impressas importadas, ocorria uma demora de até seis meses para que a publicação chegasse no Brasil. Nos dias de hoje, através do uso da Internet, esse atraso foi eliminado. Contudo, a quantidade de publicações científicas aumentou consideravelmente nos últimos 20 anos. Se anteriormente o problema era o baixo número de publicações disponíveis, agora o problema é o contrário. Há um número infindável de publicações acadêmicas a cada dia, novas publicações são colocadas a disposição de todos. Atual- mente, é um desafio conseguir acessar todas as informações publicadas. 86 METODOLOGIA DE pEsquIsA FACULDADE CAPIXABA DA SERRA/EAD Credenciada pela portaria MEC nº 767, de 22/06/2017, Publicada no D.O.U em 23/06/2017SUMÁRIO E como pesquisar em todas essas revistas? Acessando site por site? É nesse ponto que surgem as Bases de Dados de Artigos Científicos. As Bases de Dados foram criadas com o propósito de disponibilizar, em um único site, centenas de revistas científicas, evitando o desperdício de tempo por parte do pesquisador. De maneira simplificada, podemos dizer que as Bases de Dados são um local onde encontramos centenas de revistas científicas e os seus respectivos artigos, sem a ne- cessidade de ficarmos navegando por diversos sites. É importante lembrar que todas as publicações disponíveis em Bases de Dados estão respaldadas por qualidade e originalidade, devido aos criteriosos processos de seleção. E o que diferencia uma base de dados para outra? Existem bases que oferecem o texto completo dos artigos e há Bases de Dados refe- renciais, ou seja, que indicam somente a existência do artigo, o seu resumo e em qual revista encontra-se este material. Bases de Dados: Definição As Bases de Dados Bibliográficas são conjuntos de dados que se relacionam entre si. Permitem a recuperação da informação memorizada em computador, além de reu- nir e organizar artigos de revistas, livros, teses, entre outros documentos. 87 FACULDADE CAPIXABA DA SERRA/EAD Credenciada pela portaria MEC nº 767, de 22/06/2017, Publicada no D.O.U em 23/06/2017 METODOLOGIA DE pEsquIsA SUMÁRIO Representam recursos ideais para conhecer as publicações da comunidade científi- ca, por meio de informação bibliográfica de vários tipos de documento provenientes de diversas editoras, em áreas distintas do conhecimento, sendo atualizadas com muita regularidade. Objetivo da Base de Dados Fornecer informação atualizada e confiável de acordo com a demanda desejada, isto é, oferecer a informação de que o usuário necessita. Conheça algumas das Bases de Dados mais relevantes. 4.3 TIPOLOGIAS DE BASES DE DADOS E PRINCIPAIS BASES DE DADOS POR ÁREA DE CONHECIMENTO NACIONAIS • portal CApEs: um portal brasileiro de informação científica desenvolvido pela Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (CAPES) do Ministério da Educação. Disponibiliza documentos nacionais e internacionais (periódicos científicos, teses etc.) de muitas áreas com acesso gratuito. Acesse: . • ACERVus: que divulgaa coleção das bibliotecas da UNICAMP – Universidade de Campinas. Disponível em: . • DEDALus: disponibiliza consulta no catálogo das 33 bibliotecas integrantes do Sistema de Bibliotecas da USP. Contém dados bibliográficos de livros, pe- riódicos, teses, materiais especiais e a produção científica da universidade. Dis- ponível em: . INTERNACIONAIS • Current Contents: divulga sumários de mais de 8 mil títulos de periódicos cor- rentes, de âmbito internacional, agrupados nas áreas: Life Science; Agriculture, Biology &Environmental Sciences; Clinical Practice, Arts & Humanities; Social & Behavioral Sciences; Engineering, Technology & Applied Sciences; Physical, 88 METODOLOGIA DE pEsquIsA FACULDADE CAPIXABA DA SERRA/EAD Credenciada pela portaria MEC nº 767, de 22/06/2017, Publicada no D.O.U em 23/06/2017SUMÁRIO Chemistry & Earth Science. Divulga sumários de livros e anais de eventos com as edições de: Index to Scientific Book Contents, Index to Scientific & Techni- cal Proceedings, Index to Social Science & Humanities Proceedings, Index to Scientific Reviews. Acesse: . • EMBAsE: base europeia produzida pela Elsevier Scientific Publications (Ams- terdam). Indexa artigos de cerca de 3.500 títulos de periódicos (27 são brasilei- ros), além de outros documentos produzidos internacionalmente (cobre 75% da literatura europeia). Tem como produto a revista Excerpta Medica, editada em cerca de 50 seções, cada uma delas dedicada a um ramo da medicina. Acesse: . • ERIC – Educational Resources Information Center: produzida pelo Education Department (EUA), divulga artigos de periódicos de âmbito internacional na área da educação. A revista Clearing house, especificamente voltada a assun- tos na área de ciência da informação mantida pela Syracuse University, está disponível on-line. Acesse: . • IsI – Institute of scientific Information: cuja Base de Dados é a Web of Know- ledge: responsável por indexar cerca de 16 mil itens entre periódicos e livros. Inclui sete periódicos brasileiros. Acesse: . • LEYEs – Legislação Básica de saúde da América Latina e Caribe: Base de Da- dos coordenada pelo Sistema de Documentação sobre Legislação Básica do Setor de Saúde na América Latina e Caribe – Desarrollo de Politicas de Salud (OPAS – Washington, EUA). Contém referências bibliográficas da legislação bá- sica em saúde vigente em mais de 30 países da América Latina e do Caribe. As informações são extraídas em sua maior parte dos registros do Índice Legisla- tivo Latino-Americano mantido pela Divisão de Direito Hispânico da Biblioteca do Congresso dos Estados Unidos, com exceção das disposições constitucio- nais e dos códigos de saúde/sanitários. Acesse: . • Lifescience Collection: compilada pela Cambridge Scientific Abstracts, contém re- ferências bibliográficas e resumos de artigos de periódicos de âmbito internacional sobre biologia, entomologia, ecologia etc. desde 1986. Acesse: . • Lilacs – Literatura Latino-Americana en Ciencias de la salud: produzida pela BIREME desde 1982, indexa artigos de 542 títulos de periódicos (180 brasilei- ros), livros, teses, trabalhos apresentados em eventos, relatórios científicos e 89 FACULDADE CAPIXABA DA SERRA/EAD Credenciada pela portaria MEC nº 767, de 22/06/2017, Publicada no D.O.U em 23/06/2017 METODOLOGIA DE pEsquIsA SUMÁRIO outros documentos não convencionais de 37 países da América Latina e do Caribe. Acesse: . • Medline – Literatura Internacional em Ciências da saúde: Base de Dados da literatura internacional da área médica e biomédica, produzida pela NLM (Na- tional Library of Medicine), que contém referências bibliográficas e resumos de mais de 4 mil títulos de revistas publicadas nos Estados Unidos e em outros 70 países. Possui aproximadamente 11 milhões de registros da literatura desde 1966 até o momento, que cobrem as áreas de medicina, biomedicina, enfer- magem, odontologia, veterinária, fisioterapia e ciências afins. A atualização da Base de Dados é mensal. Acesse: . • sciELO – scientific Electronic Library Online: modelo para a publicação ele- trônica cooperativa de periódicos científicos na internet. Desenvolvido para responder às necessidades da comunicação científica nos países em desenvol- vimento, particularmente na América Latina. Assegura visibilidade e acesso universal à literatura científica latino-americana, contribuindo para a supera- ção do fenômeno conhecido como “ciência perdida”. O Modelo SciELO con- tém procedimentos integrados para medir o uso e o impacto dos periódicos científicos. Acesse: . 90 METODOLOGIA DE pEsquIsA FACULDADE CAPIXABA DA SERRA/EAD Credenciada pela portaria MEC nº 767, de 22/06/2017, Publicada no D.O.U em 23/06/2017SUMÁRIO A fonte de leitura para se fazer uma revisão de literatura inclui principalmente arti- gos de relatos de pesquisa em revistas científicas. Algumas vezes, também incluímos teses de mestrado ou doutorado sobre o problema que queremos investigar. Mais raramente, também incluímos capítulos de livros na nossa lista de leitura. Porém, os artigos de pesquisa são privilegiados devido ao fato de conterem informações mais recentes sobre o que os pesquisadores descobriram sobre o fenômeno em questão, devido à maior rapidez da publicação de revistas do que de livros. Além disso, os ar- tigos de pesquisa são informações de primeira mão, contendo todos os detalhes da pesquisa, pelo próprio autor, enquanto que a leitura de livros nos fornece apenas um resumo pouco detalhado das principais pesquisas feitas na área, descritas por uma segunda pessoa. Artigos de pesquisa que ainda nem foram publicados também cir- culam entre os pesquisadores da área dando-lhes informações bastante novas sobre o assunto. Além destas fontes citadas acima, há ainda os documentos oficiais que al- gumas vezes são utilizados na revisão de literatura, dependendo do tipo de problema que estamos investigando. As Bases de Dados Bibliográficas são conjuntos de dados que se relacionam entre si. Permitem a recuperação da informação memorizada em computador, além de reu- nir e organizar artigos de revistas, livros, teses, entre outros documentos. Representam recursos ideais para conhecer as publicações da comunidade científi- ca, por meio de informação bibliográfica de vários tipos de documento provenientes de diversas editoras, em áreas distintas do conhecimento, sendo atualizadas com muita regularidade. Com o tema definido, deve-se procurar na biblioteca, uma bibliografia sobre o assun- to, que fornecerá os dados essenciais para a elaboração do trabalho. Selecionadas as obras que poderão ser úteis para o desenvolvimento do assunto, procede-se, em seguida a localização das informações necessárias. Como iniciar uma pesquisa pela Base de Dados? O primeiro passo para o sucesso da pesquisa é definir o assunto de interesse. As pes- quisas em Bases de Dados podem ser feitas a partir de quaisquer dados: autor, título, assunto, nome do periódico, etc,..Importante identificar as palavras- chave e usar as palavras-chave que identificam o assunto para agilizar na busca. 91 FACULDADE CAPIXABA DA SERRA/EAD Credenciada pela portaria MEC nº 767, de 22/06/2017, Publicada no D.O.U em 23/06/2017 METODOLOGIA DE pEsquIsA SUMÁRIO Importante na Localização das informações fazer: 1. Leitura prévia ou pré-leitura – procura-se no sumário os tópicos relevantes para o tema; 2. Leitura seletiva – objetiva selecionar as informações úteis para o desenvolvi- mento do trabalho; 3. Leitura crítica/analítica – é a leitura que objetiva a intelecção do texto, ou seja, a análise e interpretação. suGEsTÕEs DE FILMEs Sugerem-se alguns filmes que podem ajudá-lo a entendermelhor o sobre pesquisa. OLÉO DE LORENZO. Dirigido por George Miller. EUA,: UniversalPicture/ Columbia Pictures, 1992. 129 min. Nick Nolte e Susan Sarandon protagonizam este drama baseado em história real. A dura notícia de que o filho de cinco anos, Lorenzo, tem uma doença terminal rara marca o início de uma missão extraordinária para Augusto e Michaela Odone (Note e Sarandon). A despeito do diagnóstico, os pais se lançam para salvar o filho, enfrentando médicos, cientistas e grupos de apoio que relutam em incentivar o casal na busca de uma cura. O esforço inesgotável dos dois testa a resistência de seus laços de união, a profundidade de suas crenças e os limites da medicina convencional. Assista ao filme e reflita sobre como a ciência é apresentada. 92 METODOLOGIA DE pEsquIsA FACULDADE CAPIXABA DA SERRA/EAD Credenciada pela portaria MEC nº 767, de 22/06/2017, Publicada no D.O.U em 23/06/2017SUMÁRIO ANOTAÇÕEs Chegou o momento para refletir. Você estudou sobre a estrutura do referencial teórico e falamos também dos tipos de citação, como fazer para empregar cada uma ao copiar textos e não cometer o erro de plagiar. Importante exercitar bastante para não ficar dúvidas sobre esse assunto que será utilizado em toda a sua vida acadêmica e profissio- nal. Então, faça agora a auto-avaliação. “Quando recebemos um ensinamento devemos receber como um valioso presente e não como uma dura tarefa. Eis aqui a diferença que transcende.” Albert Einstein. METODOLOGIA DE pEsquIsA OBJETIVO Ao final desta unidade, esperamos que possa: > Conhecer as diferentes fontes de material bibliográfico disponível em cada área específica. 94 METODOLOGIA DE pEsquIsA FACULDADE CAPIXABA DA SERRA/EAD Credenciada pela portaria MEC nº 767, de 22/06/2017, Publicada no D.O.U em 23/06/2017SUMÁRIO 5 LEVANTAMENTO BIBLIOGRÁFICO POR ÁREA DE INTERESSE Caros alunos, nessa unidade iremos aprofundar mais ainda o estudo das fontes bi- bliográficas, iremos expor as fontes disponíveis por área específica. Não obstante as dificuldades operacionais para obtenção de conhecimento espe- cializado, as Bases de Dados Bibliográficas aproximam o profissional da informação. Fica evidente, portanto, que a obtenção de informação científica fidedigna, atualiza- da, de forma rápida e eficaz, é uma atividade imperativa para a prática profissional, bem como para tomadas de decisão competentes e conscientes. Aproveite o estudo dessa unidade se interando das fontes de pesquisa bibliográfica disponíveis para a sua área de formação. Acesse os sites, busque, pesquise, tenha um bom aproveitamento. 95 FACULDADE CAPIXABA DA SERRA/EAD Credenciada pela portaria MEC nº 767, de 22/06/2017, Publicada no D.O.U em 23/06/2017 METODOLOGIA DE pEsquIsA SUMÁRIO 5.1 LEVANTAMENTO BIBLIOGRÁFICO POR ÁREA DE INTERESSE Entende-se por pesquisa bibliográfica a revisão da literatura sobre as principais teorias que norteiam o trabalho científico. Essa revisão é o que chamamos de levantamento bibliográfico ou revisão bibliográfica, a qual pode ser realizada em livros, periódicos, artigo de jornais, sites da Internet entre outras fontes. Conforme esclarece Boccato (2006, p. 266), a pesquisa bibliográfica busca a resolução de um problema (hipótese) por meio de referenciais teóricos publicados, analisando e discutindo as várias contribuições científicas. Esse tipo de pesquisa trará subsídios para o conhe- cimento sobre o que foi pesquisado, como e sob que enfoque e/ou perspec- tivas foi tratado o assunto apresentado na literatura científica. Para tanto, é de suma importância que o pesquisador realize um planejamento sistemá- tico do processo de pesquisa, compreendendo desde a definição temática, passando pela construção lógica do trabalho até a decisão da sua forma de comunicação e divulgação. A revisão de literatura tem vários objetivos, entre os quais citamos: a. proporcionar um aprendizado sobre uma determinada área do conhecimento; b. facilitar a identificação e seleção dos métodos e técnicas a serem utilizados pelo pesquisador; c. oferecer subsídios para a redação da introdução e revisão da literatura e redação da discussão do trabalho científico Contudo, na procura do benefício que uma boa revisão bibliográfica possa conceder a um pesquisador, muitas vezes os atalhos tomados para nele chegar apresentam suas dificuldades. Por esse motivo, este artigo tem como objetivo desvendar os caminhos que os pesquisadores poderão percorrer na realização de uma pesquisa bibliográfica. Como a pesquisa bibliográfica é um trabalho investigativo minucioso em busca do conhecimento e base fundamental para o todo de uma pesquisa, a elaboração de nossa proposta de trabalho justifica-se, primeiramente, por elevar ao grau máximo de importância esse momento pré-redacional; como também justifica-se pela intenção de torná-la um objeto facilitador do trabalho daqueles que possivelmente tenham dificuldades na localização, identificação e manejo do grande número de bases de dados existentes por parte dos usuários. 96 METODOLOGIA DE pEsquIsA FACULDADE CAPIXABA DA SERRA/EAD Credenciada pela portaria MEC nº 767, de 22/06/2017, Publicada no D.O.U em 23/06/2017SUMÁRIO Realizar uma pesquisa bibliográfica faz parte do cotidiano de todos os estudantes e pesquisadores. É uma das tarefas que mais impulsionam nosso aprendizado e ama- durecimento na área de estudo. Atualmente, as bibliotecas digitais têm facilitado e simplificado muito essa tarefa, pois trazem recursos de busca e cruzamento de in- formações que facilita a vida de todos. Nesse artigo, o enfoque será em como utilizar bem os recursos amplamente disponíveis, de modo que o usuário encontre o apoio bibliográfico que necessita para realizar sua pesquisa, para compará-la com seus pa- res e buscar motivação para continuá-la. Antes de iniciar uma pesquisa bibliográfica, é preciso ter muito claro qual é o seu ob- jetivo. Assim, uma pesquisa bibliográfica pode ser feita em abrangência, ou em pro- fundidade. Mas o mais importante é que se defina, desde o início, o que se pretende com ela. As pesquisas são feitas segundo contextos específicos, ou seja: por assunto, autores, veículos, período de tempo, e por combinações entre eles. Por isso, embora a pesquisa seja feita usando ferramentas da Web, a busca por bibliografias em geral não usa ferramentas de busca genéricas, como Google ou Yahoo!, mas ferramentas específicas para busca bibliográfica, como descrito a seguir. Para fazer uma boa pes- quisa, comece criando listas de palavras-chave, uma para cada contexto: assunto, au- tores, veículos, nomes de técnicas, algoritmos e ferramentas, etc. Tendo uma lista de palavras-chave, uma pesquisa por abrangência é feita procurando por todas elas de uma vez, ou seja, executam-se diversas buscas, procurando por ar- tigos que tenham essas palavras, antes de analisar detalhadamente o conteúdo dos artigos. Quando estiver satisfeito, passe para o passo de análise, avaliando cada artigo obtido e fazendo novas listas de palavras para procurar. Quando acabar de analisar todos, se ainda precisar de mais material, repita o processo com as novas listas de palavras. Fazer uma busca em profundidade significa primeiro escolher uma pala- vra-chave, daí buscar o que puder com ela, estudar os artigos obtidos, e atualizar sua lista de palavras, recomeçando então o processo com a nova lista. É uma boa idéia sempre contar em quantos artigos cada palavra é mencionada: num artigo só, em poucos, ou em muitos. passos e Objetivos Em geral, a pesquisa bibliográfica tem como alvo apoiar a redação de um projeto, um artigo ou um relatório, mas para ser bem sucedido é importante ter bem claro seu objetivo. Neste texto, consideramos que a pesquisa pode ter até três objetivos, 97 FACULDADE CAPIXABA DA SERRA/EAD Credenciada pela portaria MEC nº 767, de 22/06/2017, Publicada no D.O.U em 23/06/2017 METODOLOGIA DE pEsquIsA SUMÁRIO independentede seu alvo, que aqui já apresentamos adaptados ao contexto da in- formática. A saber: 1. Identificar conceitos, técnicas e ferramentas que servem de base para o desen- volvimento de nosso trabalho. Chamaremos este objetivo de identificar concei- tos básicos; 2. Identificar técnicas, algoritmos, softwares e autores com trabalhos semelhantes ou precursores ao nosso. Chamaremos este objetivo de identificar parceiros; 3. Identificar necessidades, situações e resultados do mundo real, possivelmente fora do mundo da informática, que justifiquem nosso trabalho. Chamaremos este objetivo de identificar motivação. As ferramentas mais utilizadas para preparar uma pesquisa bibliográfica são as Bi- bliotecas Digitais (DLs) das sociedades científicas, tais como: ACM (Association for Computing Machinery), IEEE Computer Society, e SIAM (Society for Industrial and Applied Mathematics), que oferecem recursos para que sejam pesquisados artigos de veículos patrocinados por elas, e as bibliotecas das editoras de revistas técnicas, como a Elsevier, Springer, etc Para identificar conceitos básicos Se a pesquisa está sendo realizada para atender ao objetivo 1: identificar conceitos básicos e consolidados, é uma boa idéia colocar seu esforço de estudo nos trabalhos mais citados, desde que sejam citações positivas, que indiquem a importância do trabalho. O alvo aqui é realizar busca por abrangência por assuntos, usando termos já conhecidos do seu assunto de interesse. Procure por artigos tipo surveys, livros, ar- tigos de consolidação em periódicos e tutoriais em eventos. Compare as referências feitas pelos artigos retornados, e identifique aquelas que mais se repetem. Aprenda também os conceitos e técnicas que ocorrem com mais frequência. A partir daí, “fe- che” mais o assunto naquilo que lhe interessa, numa busca em profundidade. Cabe lembrar que o papel das revistas científicas é fundamentalmente a comunicação dos resultados dos trabalhos de pesquisa à comunidade científica e à própria socieda- de como um todo. Elas promovem normas de qualidade na condução da ciência e na sua comunicação. Consolidam critérios para a avaliação da qualidade da ciência e da 98 METODOLOGIA DE pEsquIsA FACULDADE CAPIXABA DA SERRA/EAD Credenciada pela portaria MEC nº 767, de 22/06/2017, Publicada no D.O.U em 23/06/2017SUMÁRIO produtividade dos indivíduos e instituições. Consolidam áreas e subáreas do conhe- cimento. Garantem a memória da ciência. Representam o mais importante meio de disseminação do conhecimento em escala. São instrumentos de grande importância na constituição e institucionalização de novas disciplinas e disposições específicas. Segue abaixo uma relação de revistas científicas de áreas em que o estudante pode tirar grande proveito para sua formação. Vale destacar que a lista apresentada não está completa, os quais estão disponíveis nas Bases de Dados nacionais e internacio- nais já mencionados anteriormente na Unidade 5. Estratégias de Busca para Recuperação da Informação Segundo Volpato (2010), a estratégia de busca é formada por um conjunto de pala- vras ou expressões, ligadas por operadores booleanos — palavras que informam ao sistema de busca como combinar os termos da pesquisa —, que permitem ampliar ou diminuir o escopo dos resultados. Também é possível utilizar sinais que represen- tem recursos disponíveis em diferentes bases de dados para melhorar os resultados da busca ou facilitar a operação. Para a realização do levantamento bibliográfico em bases de dados, são utilizados os operadores booleanos AND, OR e NOT e outras téc- nicas como a truncagem de palavras com a finalidade de facilitar o processo de busca e seleção da informação desejada. Conforme Andrade (1997) uma pesquisa bibliográfica pode ser desenvolvida como um trabalho em si mesmo ou constituir-se numa etapa de elaboração de monogra- fias, dissertações, etc. Enquanto trabalho autônomo, a pesquisa bibliográfica com- preende várias fases, que vão da escolha do tema à redação final. De modo geral, essas fases apresentam algumas semelhanças como as da elabora- ção dos trabalhos de graduação. Escolha e delimitação do tema A escolha do tema deve ser feita segundo alguns critérios. Antes de qualquer coi- sa pesquisar a acessibilidade a uma bibliografia sobre o assunto, pois todo trabalho universitário baseia-se, principalmente, na pesquisa bibliográfica. Outros requisitos importantes são: a relevância, a exeqüibilidade, isto é, a possibilidade de desenvolver bem o assunto, dentro dos prazos estipulados, e a adaptabilidade em relação aos conhecimentos do autor. 99 FACULDADE CAPIXABA DA SERRA/EAD Credenciada pela portaria MEC nº 767, de 22/06/2017, Publicada no D.O.U em 23/06/2017 METODOLOGIA DE pEsquIsA SUMÁRIO Escolhido o tema, faz-se necessário delimitá-lo, ou seja, definir sua extensão e profun- didade, o tipo de abordagem. É importante que os objetivos sejam claramente estabelecidos a fim de que as fases posteriores da pesquisa se processem de maneira satisfatória. Após essa definição, convém definir um plano de trabalho para orientar os procedimentos seguintes. Esse plano é provisório e passa por reformulações sucessivas. Deve ser razoavelmente ela- borado quando se iniciar o trabalho de confecção de fichas. A coleta de dados De posse do tema, deve-se procurar na biblioteca, através de fichários, catálogos, abs- tracts, uma bibliografia sobre o assunto, que fornecerá os dados essenciais para a ela- boração do trabalho. Selecionadas as obras que poderão ser úteis para o desenvolvi- mento do assunto, procede-se, em seguida, à localização das informações necessárias. Localização das informações Tendo em mãos uma lista de obras identificadas como fonte prováveis para determi- nado assunto, procura-se localizar as informações úteis, através das leituras: • Leitura prévia ou pré-leitura – procura-se o índice ou sumário, lê-se o prefácio, acontracapa, as orelhas do livro, os títulos e subtítulos, pesquisando-se a exis- tência das informações desejadas. Através dessa primeira leitura faz-se uma seleção das obras que serão examinadas mais detidamente; • Leitura seletiva – o objetivo desta leitura é verificar, mais atentamente, as obras que contêm informações úteis para o trabalho. Faz-se uma leitura mais detida dos títulos, subtítulos e do conteúdo das partes e capítulos, proceden- do-se, assim, a uma nova seleção • Leitura crítica/analítica – Leitura crítica/analítica: agora a leitura deve objeti- var a intelecção do texto, a apreensão do seu conteúdo, que será submetido à análise e à interpretação; - Leitura interpretativa - entendido e analisado o texto, procura-se estabelecer relações, confrontar idéias, refutar ou confirmar opiniões. • Leitura interpretativa - entendido e analisado o texto, procura-se estabelecer relações, confrontar idéias, refutar ou confirmar opiniões. 100 METODOLOGIA DE pEsquIsA FACULDADE CAPIXABA DA SERRA/EAD Credenciada pela portaria MEC nº 767, de 22/06/2017, Publicada no D.O.U em 23/06/2017SUMÁRIO Documentação dos dados: anotações e fichamento As leituras realizadas numa pesquisa bibliográfica devem ser registradas, documen- tadas, através de anotações. As anotações tornam-se mais acessíveis, funcionais, se forem feitas em fichas. Fichar é transcrever anotações em fichas, para fins de estudo ou pesquisa. A vantagem de se utilizar o método de fichamento para a documentação dos dados está na possibilidade de obter-se a informação exata, na hora necessária. Além disso, pela facilidade do manuseio, remoção, renovação ou acréscimo de informações, o uso de fichas é indispensável na tarefa de documentação bibliográfica. As fichas ocupam pouco espaço, podem ser facilmente transportadas, possibili- tam a ordenação do material relativo a um tema, facilitando o estudo e a elabo- ração de trabalhos. Elas se prestam a vários tipos de anotações: • fichas de indicação bibliográfica67 4 pEsquIsA BIBLIOGRÁFICA 78 4.1 PESQUISA BIBLIOGRÁFICA: SISTEMAS DE INFORMAÇÃO NACIONAIS E INTERNACIONAIS 78 4.1.1 FALA DO PROFESSOR: 80 4.2 ARTIGO CIENTÍFICO 80 4.2.1 O QUE É UM ARTIGO CIENTÍFICO 81 4.2.2 ESTRUTURA DE UM ARTIGO CIENTÍFICO 82 4.3 TIPOLOGIAS DE BASES DE DADOS E PRINCIPAIS BASES DE DADOS POR ÁREA DE CONHECIMENTO 87 5 LEVANTAMENTO BIBLIOGRÁFICO pOR ÁREA DE INTEREssE 94 5.1 LEVANTAMENTO BIBLIOGRÁFICO POR ÁREA DE INTERESSE 95 3UNIDADE 4UNIDADE 5UNIDADE 7 FACULDADE CAPIXABA DA SERRA/EAD Credenciada pela portaria MEC nº 767, de 22/06/2017, Publicada no D.O.U em 23/06/2017 METODOLOGIA DE pEsquIsA SUMÁRIO 6UNIDADE 6 COMuNICAÇÃO CIENTÍFICA E As DIRETRIZEs DE LEITuRA 117 6.1 DO QUE SE TRATA A COMUNICAÇÃO CIENTÍFICA? 117 6.2 RESUMO 125 6.3 PAPPERS 127 6.4 ARTIGO CIENTÍFICO 128 6.5 RESENHA 129 6.6 DIRETRIZES DA LEITURA 131 6.7 A IMPORTÂNCIA DA LEITURA 133 REFERÊNCIAs 139 8 METODOLOGIA DE pEsquIsA FACULDADE CAPIXABA DA SERRA/EAD Credenciada pela portaria MEC nº 767, de 22/06/2017, Publicada no D.O.U em 23/06/2017SUMÁRIO ICONOGRAFIA ATENÇÃO PARA SABER SAIBA MAIS ONDE PESQUISAR DICAS LEITURA COMPLEMENTAR GLOSSÁRIO ATIVIDADES DE APRENDIZAGEM CURIOSIDADES QUESTÕES ÁUDIOSMÍDIAS INTEGRADAS ANOTAÇÕES EXEMPLOS CITAÇÕES DOWNLOADS METODOLOGIA DE pEsquIsA OBJETIVO Ao final desta unidade, esperamos que possa: > Compreender de forma clara alguns conceitos importantes da área da pesquisa científica; > Distinguir os diferentes tipos de pesquisa e suas classificações; > Entender sobre Linhas de Pesquisa. UNIDADE 1 10 METODOLOGIA DE pEsquIsA FACULDADE CAPIXABA DA SERRA/EAD Credenciada pela portaria MEC nº 767, de 22/06/2017, Publicada no D.O.U em 23/06/2017SUMÁRIO 1 PESQUISA CIENTÍFICA: CONCEITOS E CLASSIFICAÇÃO 1.1 NOÇÕES GERAIS SOBRE PESQUISA A Metodologia Científica é o estudo dos métodos e das técnicas emprega- dos nas ciências para a realização de pesquisas. Constitui o alicerce da for- mação de um pesquisador ou profis- sional, em qualquer área da Ciência, e fornece subsídios para: utilização dos métodos e técnicas de pesquisa, ela- boração de projetos de pesquisa e pre- paração de relatórios acadêmicos ou técnicos. Somente quem entende as bases teóricas da pesquisa do processo científico está apto para a Redação Científica Segundo Demo (1996, p.5) [ ] a proposta atual da metodologia científica é de “intro- duzir na academia o gosto pela pesquisa”. A pesquisa cientifica objetiva fundamentalmente contribuir para a evolução do co- nhecimento humano em todos os setores, sendo sistematicamente planejada e executada segundo rigorosos critérios de processamento das informações. Será cha- A pesquisa é uma atividade volta- da para a solução de problemas teóricos ou práticos com o empre- go de processos científicos. A pes- quisa parte, pois, de uma dúvida ou problema e, com o uso do método científico, busca por uma resposta ou solução. 11 FACULDADE CAPIXABA DA SERRA/EAD Credenciada pela portaria MEC nº 767, de 22/06/2017, Publicada no D.O.U em 23/06/2017 METODOLOGIA DE pEsquIsA SUMÁRIO mada pesquisa científica se sua realização for objeto de investigação planejada, de- senvolvida e redigida conforme normas metodológicas consagradas pela ciência. Os trabalhos de graduação e de pós-graduação, para serem considerados pesquisas científicas, devem produzir ciência, ou dela derivar, ou acompanhar seu modelo de tratamento. A pesquisa é o único caminho para a efetiva criação do conhecimento. Todos neces- sitam da pesquisa: o professor para ensinar com eficiência; o aluno, para aprender significativamente; a comunidade, pela necessidade de resultados para superação de suas deficiências e exigências constantes em todos os setores; as universidades e ins- tituições, para serem reconhecidas, respeitadas e mantidas como órgãos geradores de educação e conhecimentos. A vida acadêmica e os trabalhos dos professores devem pautar fundamentalmente na atividade de pesquisa, pois atualmente há uma exigência cada vez maior, em todos os setores, pela produção e utilização adequada do conhecimento. Produzir, utilizar com rapidez e eficiência o conhecimento é fator diferencial entre alunos, pro- fessores, instituições e até entre nações. Pesquisar é uma questão educativa, que deve iniciar-se na pré-escola e nunca mais acabar. A disciplina Metodologia da Pesquisa visa motivar os alunos universitários e também professores a praticarem a investigação científica, buscando habilidades de observar, selecionar, organizar, sintetizar, interpretar, criticar os fatos, os conhecimen- tos geados e disponíveis. Para o estudante, pesquisar significa todas as atividades para obtenção de informa- ções para a realização de suas pesquisas acadêmicas, seminários, até a elaboração de monografias e artigos científicos. O estudante de hoje deve caminhar constantemente para a busca da sua ciência, do conhecimento verdadeiro, proveniente da pesquisa científica. Dentro desse mundo globalizado e moderno, surge um novo tipo de profissional. É aquele que primeiro deve ser ético, deve tomar decisão e deve estar sempre atua- lizado; em seguida, ser estrategista, tendo a capacidade de compreender, captar, analisar, sintetizar, interpretar, concluir e adaptar-se às mudanças provenientes do surgimento rápido das tecnologias e oferecer um atendimento rápido, eficiente e di- 12 METODOLOGIA DE pEsquIsA FACULDADE CAPIXABA DA SERRA/EAD Credenciada pela portaria MEC nº 767, de 22/06/2017, Publicada no D.O.U em 23/06/2017SUMÁRIO ferenciado aos seus clientes. Além dessas características, esse profissional precisa ter iniciativa, criatividade, capacidade de tomar decisão e saber defendê-la, aceitar críti- ca, ter capacidade de conviver com os estresses e trabalhar em equipe, ter sobretudo qualidade técnica. Assim, a leitura, as constantes atualizações através da participação em cursos e eventos, a realização de trabalhos de forma sistematizada, principalmen- te ligados à profissão, devem ser caminhos importantes a serem seguidos. A pesquisa científica vem sendo executada em todo o mundo, pelas diferentes instituições públicas, privadas e áreas do conhecimento, devido à existência de muitos problemas a serem resolvidos na humanidade, e o aumento acele- rado da população mundial, que por sua vez, vem exigindo melhor qualidade de vida. A maior prioridade tem sido dada pelos países desenvolvidos como: os Estados Unidos, a Alemanha, a Inglaterra, o Japão, a França, chegando a aplicar até 3% do PIB (Produto Interno Bruto) em pesquisa, principalmente, no setor privado; enquanto os países em desenvolvimento, incluindo o Brasil, e nos países subdesenvolvidos, os investimentos não ultrapassam 1,5% do PIB, priorizado pelo Governo (FERRÃO, 2008, p.30) A investigação é uma atividade mi- lenar, que, no passado, era realizada de forma empírica, intuitiva, sujeito a erros. A partir do Século XVIII com a organização das comunidades cientí- ficas, passou a ser mais científica, pro- gredindo para resultados mais rápi- dos e verdadeiros, ocasionando assim, grandes avanços nas diferentes áreas, principalmente na Física, na Matemá- tica, ma Química e na Biologia. 1.2 CONCEITO DE PESQUISA Pergunto a você, o que é pesquisa? Esta pergunta pode ser respondida de muitas formas. Pesquisa é o conjunto de procedimentos sistemati- zados, baseados em raciocínio lógico, na busca de soluções para os problemas nas diversas áreas, utili- zando a metodologia científica. Curiosidade, criatividade, disciplina e especialmente paixão são algu- mas exigências para o desenvolvi- mento de um trabalho criterioso, baseado no confronto permanente entre o desejo e a realidade. Mirian Goldenberg 13 FACULDADE CAPIXABA DA SERRA/EAD Credenciada pela portaria MEC nº 767, de 22/06/2017, Publicada no D.O.U em 23/06/2017 METODOLOGIA DE pEsquIsA SUMÁRIO Primeiramente buscamos alguns conceitos(autor, obra, assunto): seguem às normas da ABNT- o conjunto de elementos constantes da bibliografia como indicações bibliográficas, são as seguintes: autor, título, número da edição, local de publi- cação, editora, data de publicação. • de transcrições, para citações: trechos selecionados de autores que poderão ser usados como citações no trabalho ou servir para destacar idéias funda- mentais de determinados autores. • de apreciação: anotações a respeito das obras, no que se refere a seu conteú- do ou estabelecer comparações com outras da mesma área. Anotam-se críti- cas, comentários e opiniões sobre o que se leu. • de esquemas: podem referir-se a resumo de capítulos ou de obras, quanto a planos de trabalho. • de resumo: os resumos podem ser descritivos (aponta as partes principais) ou informativos (dispensa a leitura do texto original), dependendo da sua finalidade. • de idéias sugeridas pelas leituras etc.: idéias para a realização de trabalhos ou para complementar um tipo de raciocínio ou de exemplificação no trabalho. 101 FACULDADE CAPIXABA DA SERRA/EAD Credenciada pela portaria MEC nº 767, de 22/06/2017, Publicada no D.O.U em 23/06/2017 METODOLOGIA DE pEsquIsA SUMÁRIO Segue abaixo uma relação de áreas e os periódicos científicos disponíveis na “ Cole- ção da Biblioteca” (http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_subject&lng=pt) CIÊNCIAS AGRÁRIAS Títulos correntes • Acta Amazonica Acta Scientiarum. Agronomy • Acta Scientiarum. Animal Sciences • Anais da Academia Brasileira de Ciências • Arquivo Brasileiro de Medicina Veterinária e Zootecnia • Arquivos do Instituto Biológico • Bragantia • Brazilian Archives of Biology and Technology • Brazilian Journal of Food Technology • CERNE • Ciência Animal Brasileira • Ciência Rural • Ciência e Agrotecnologia • Crop Breeding and Applied Biotechnology • Engenharia Agrícola • Floresta e Ambiente • Food Science and Technology (Campinas) • Horticultura Brasileira • Journal of Seed Science • Journal of Venomous Animals and Toxins including Tropical Diseases • Pesquisa Agropecuária Brasileira • Pesquisa Agropecuária Tropical • Pesquisa Veterinária Brasileira • Planta Daninha 102 METODOLOGIA DE pEsquIsA FACULDADE CAPIXABA DA SERRA/EAD Credenciada pela portaria MEC nº 767, de 22/06/2017, Publicada no D.O.U em 23/06/2017SUMÁRIO • Revista Ambiente & Água • Revista Brasileira de Ciência Avícola • Revista Brasileira de Ciência do Solo • Revista Brasileira de Engenharia Agrícola e Ambiental • Revista Brasileira de Fruticultura • Revista Brasileira de Plantas Medicinais • Revista Brasileira de Saúde e Produção Animal • Revista Brasileira de Zootecnia • Revista Ceres • Revista Ciência Agronômica • Revista Árvore • Scientia Agricola • Summa Phytopathologica • Tropical Plant Pathology CIENCIAS BIOLOGICAS Títulos correntes • Acta Amazonica • Acta Botanica Brasilica • Acta Limnologica Brasiliensia • Ambiente & Sociedade • Anais da Academia Brasileira de Ciências • Biota Neotropica • Brazilian Archives of Biology and Technology • Brazilian Journal of Biology • Brazilian Journal of Infectious Diseases • Brazilian Journal of Medical and Biological Research • Brazilian Journal of Microbiology 103 FACULDADE CAPIXABA DA SERRA/EAD Credenciada pela portaria MEC nº 767, de 22/06/2017, Publicada no D.O.U em 23/06/2017 METODOLOGIA DE pEsquIsA SUMÁRIO • Brazilian Journal of Oceanography • Crop Breeding and Applied Biotechnology • Genetics and Molecular Biology • Hoehnea • Iheringia. Série Zoologia • Journal of Venomous Animals and Toxins including Tropical Diseases • Memórias do Instituto Oswaldo Cruz • Nauplius • Neotropical Ichthyology • Papéis Avulsos de Zoologia (São Paulo) • Revista Ambiente & Água • Revista Brasileira de Entomologia • Revista Brasileira de Parasitologia Veterinária • Revista Brasileira de Plantas Medicinais • Revista Ceres • Revista do Instituto de Medicina Tropical de São Paulo • Rodriguésia • Zoologia (Curitiba) CIENCIAs DA sAuDE Títulos correntes • ABCD. Arquivos Brasileiros de Cirurgia Digestiva (São Paulo) • Acta Amazonica • Acta Cirurgica Brasileira • Acta Ortopédica Brasileira • Acta Paulista de Enfermagem • Anais Brasileiros de Dermatologia • Anais da Academia Brasileira de Ciências 104 METODOLOGIA DE pEsquIsA FACULDADE CAPIXABA DA SERRA/EAD Credenciada pela portaria MEC nº 767, de 22/06/2017, Publicada no D.O.U em 23/06/2017SUMÁRIO • Arquivos Brasileiros de Cardiologia • Arquivos Brasileiros de Endocrinologia & Metabologia • Arquivos Brasileiros de Oftalmologia • Arquivos de Gastroenterologia • Arquivos de Neuro-Psiquiatria • Audiology - Communication Research • Brazilian Archives of Biology and Technology • Brazilian Dental Journal • Brazilian Journal of Infectious Diseases • Brazilian Journal of Medical and Biological Research • Brazilian Journal of Oral Sciences • Brazilian Journal of Otorhinolaryngology • Brazilian Journal of Pharmaceutical Sciences • Brazilian Journal of Physical Therapy • Brazilian Oral Research • Cadernos Saúde Coletiva • Cadernos de Saúde Pública • Ciência & Saúde Coletiva • Clinics • CoDAS • Coluna/Columna • Dental Press Journal of Orthodontics • Einstein (São Paulo) • Escola Anna Nery • Fisioterapia e Pesquisa • Fisioterapia em Movimento • História, Ciências, Saúde-Manguinhos • Interface - Comunicação, Saúde, Educação • International Archives of Otorhinolaryngology 105 FACULDADE CAPIXABA DA SERRA/EAD Credenciada pela portaria MEC nº 767, de 22/06/2017, Publicada no D.O.U em 23/06/2017 METODOLOGIA DE pEsquIsA SUMÁRIO • International braz j urol • Jornal Brasileiro de Nefrologia • Jornal Brasileiro de Patologia e Medicina Laboratorial • Jornal Brasileiro de Pneumologia • Jornal Brasileiro de Psiquiatria • Jornal Vascular Brasileiro • Jornal de Pediatria • Journal of Coloproctology (Rio de Janeiro) • Journal of Applied Oral Science • Journal of Venomous Animals and Toxins including Tropical Diseases • Memórias do Instituto Oswaldo Cruz • Motriz: Revista de Educação Física • Physis: Revista de Saúde Coletiva • Psychology & Neuroscience • Radiologia Brasileira • Revista Bioética • Revista Brasileira de Anestesiologia • Revista Brasileira de Cardiologia Invasiva • Revista Brasileira de Cineantropometria & Desempenho Humano • Revista Brasileira de Cirurgia Cardiovascular • Revista Brasileira de Cirurgia Plástica • Revista Brasileira de Ciências do Esporte • Revista Brasileira de Educação Física e Esporte • Revista Brasileira de Enfermagem • Revista Brasileira de Epidemiologia • Revista Brasileira de Farmacognosia • Revista Brasileira de Geriatria e Gerontologia • Revista Brasileira de Ginecologia e Obstetrícia • Revista Brasileira de Hematologia e Hemoterapia 106 METODOLOGIA DE pEsquIsA FACULDADE CAPIXABA DA SERRA/EAD Credenciada pela portaria MEC nº 767, de 22/06/2017, Publicada no D.O.U em 23/06/2017SUMÁRIO • Revista Brasileira de Medicina do Esporte • Revista Brasileira de Oftalmologia • Revista Brasileira de Ortopedia • Revista Brasileira de Psiquiatria • Revista Brasileira de Reumatologia • Revista Brasileira de Saúde Materno Infantil • Revista Brasileira de Saúde Ocupacional • Revista Brasileira de Terapia Intensiva • Revista CEFAC • Revista Dor • Revista Gaúcha de Enfermagem • Revista Latino-Americana de Enfermagem • Revista Paulista de Pediatria • Revista da Associação Médica Brasileira • Revista da Educação Física / UEM • Revista da Escola de Enfermagem da USP • Revista da Sociedade Brasileira de Medicina Tropical • Revista de Nutrição • Revista de Psiquiatria Clínica • Revista de Saúde Pública • Revista do Colégio Brasileiro de Cirurgiões • Revistado Instituto de Medicina Tropical de São Paulo • Sao Paulo Medical Journal • Saúde e Sociedade • Saúde em Debate • Texto & Contexto - Enfermagem • Trends in Psychiatry and Psychotherapy 107 FACULDADE CAPIXABA DA SERRA/EAD Credenciada pela portaria MEC nº 767, de 22/06/2017, Publicada no D.O.U em 23/06/2017 METODOLOGIA DE pEsquIsA SUMÁRIO CIENCIAs EXATAs E DA TERRA Títulos correntes • Acta Amazonica • Anais da Academia Brasileira de Ciências • Boletim de Ciências Geodésicas • Brazilian Journal of Oceanography • JISTEM - Journal of Information Systems and Technology Management • Journal of the Brazilian Chemical Society • Química Nova • Revista Ambiente & Água • Revista Brasileira de Meteorologia • TEMA (São Carlos) CIENCIAS HUMANAS Títulos correntes • Afro-Ásia • Ambiente & Sociedade • Anais da Academia Brasileira de Ciências • Anais do Museu Paulista: História e Cultura Material • Avaliação: Revista da Avaliação da Educação Superior (Campinas) • Boletim do Museu Paraense Emílio Goeldi. Ciências Humanas • Brazilian Political Science Review • Caderno CRH • Cadernos CEDES • Cadernos Nietzsche • Cadernos Pagu • Cadernos de Pesquisa 108 METODOLOGIA DE pEsquIsA FACULDADE CAPIXABA DA SERRA/EAD Credenciada pela portaria MEC nº 767, de 22/06/2017, Publicada no D.O.U em 23/06/2017SUMÁRIO • Ciência & Educação (Bauru) • Contexto Internacional • Dados - Revista de Ciências Sociais • Educar em Revista • Educação & Realidade • Educação & Sociedade • Educação e Pesquisa • Educação em Revista • Ensaio: Avaliação e Políticas Públicas em Educação • Estudos Avançados • Estudos Históricos (Rio de Janeiro) • Estudos de Psicologia (Campinas) • Estudos de Psicologia (Natal) • Fractal : Revista de Psicologia • História (São Paulo) • História da Educação • História, Ciências, Saúde-Manguinhos • Horizontes Antropológicos • Interações (Campo Grande) • Interface - Comunicação, Saúde, Educação • Kriterion: Revista de Filosofia • Lua Nova: Revista de Cultura e Política • Mana - Estudos de Antropologia Social • Manuscrito • Novos Estudos - CEBRAP • Opinião Pública • Paidéia (Ribeirão Preto) • Physis: Revista de Saúde Coletiva 109 FACULDADE CAPIXABA DA SERRA/EAD Credenciada pela portaria MEC nº 767, de 22/06/2017, Publicada no D.O.U em 23/06/2017 METODOLOGIA DE pEsquIsA SUMÁRIO • Pro-Posições • Psico-USF • Psicologia & Sociedade • Psicologia Clínica • Psicologia Escolar e Educacional • Psicologia USP • Psicologia em Estudo • Psicologia: Ciência e Profissão • Psicologia: Reflexão e Crítica • Psicologia: Teoria e Pesquisa • Psychology & Neuroscience • REMHU : Revista Interdisciplinar da Mobilidade Humana • Religião & Sociedade • Revista Ambiente & Água • Revista Bioética • Revista Brasileira de Ciência Política • Revista Brasileira de Ciências Sociais • Revista Brasileira de Educação Especial • Revista Brasileira de Educação Médica • Revista Brasileira de Educação • Revista Brasileira de Ensino de Física • Revista Brasileira de Estudos Pedagógicos • Revista Brasileira de Geriatria e Gerontologia • Revista Brasileira de História • Revista Brasileira de Política Internacional • Revista Estudos Feministas • Revista Latinoamericana de Psicopatologia Fundamental • Revista de Economia Política 110 METODOLOGIA DE pEsquIsA FACULDADE CAPIXABA DA SERRA/EAD Credenciada pela portaria MEC nº 767, de 22/06/2017, Publicada no D.O.U em 23/06/2017SUMÁRIO • Revista de Economia e Sociologia Rural • Revista de Sociologia e Política • Revista do Instituto de Estudos Brasileiros • Saúde e Sociedade • Scientiae Studia • Sexualidad, Salud y Sociedad (Rio de Janeiro) • Sociedade & Natureza • Sociologias • Tempo Social • Tempo • Trabalho, Educação e Saúde • Trans/Form/Ação - Revista de Filosofia • Varia Historia • Vibrant: Virtual Brazilian Anthropology • Ágora: Estudos em Teoria Psicanalítica • CIENCIAs sOCIAIs ApLICADAs Títulos correntes • Ambiente & Sociedade • Anais do Museu Paulista: História e Cultura Material • BAR - Brazilian Administration Review • Caderno CRH • Cadernos EBAPE.BR • Economia Aplicada • Economia e Sociedade • Estudos Econômicos (São Paulo) • Galáxia (São Paulo) 111 FACULDADE CAPIXABA DA SERRA/EAD Credenciada pela portaria MEC nº 767, de 22/06/2017, Publicada no D.O.U em 23/06/2017 METODOLOGIA DE pEsquIsA SUMÁRIO • Interações (Campo Grande) • Intercom: Revista Brasileira de Ciências da Comunicação • JISTEM - Journal of Information Systems and Technology Management • Nova Economia • Organizações & Sociedade • Perspectivas em Ciência da Informação • RAM. Revista de Administração Mackenzie • REAd. Revista Eletrônica de Administração (Porto Alegre) • REMHU : Revista Interdisciplinar da Mobilidade Humana • Revista Brasileira de Economia • Revista Brasileira de Estudos de População • Revista Contabilidade & Finanças • Revista Direito GV • Revista Katálysis • Revista de Administração (São Paulo) • Revista de Administração Contemporânea • Revista de Administração Pública • Revista de Administração de Empresas • Revista de Economia Contemporânea • Revista de Economia Política • Revista de Economia e Sociologia Rural • Sequência (Florianópolis) • Serviço Social & Sociedade • Sociedade e Estado • Transinformação 112 METODOLOGIA DE pEsquIsA FACULDADE CAPIXABA DA SERRA/EAD Credenciada pela portaria MEC nº 767, de 22/06/2017, Publicada no D.O.U em 23/06/2017SUMÁRIO ENGENHARIAS Títulos correntes Ambiente Construído • Anais da Academia Brasileira de Ciências • Brazilian Archives of Biology and Technology • Brazilian Journal of Chemical Engineering • Cerâmica • Engenharia Sanitaria e Ambiental • Gestão & Produção • Journal of Microwaves, Optoelectronics and Electromagnetic Applications • Journal of Transport Literature • Latin American Journal of Solids and Structures • Materials Research • Matéria (Rio de Janeiro) • Pesquisa Operacional • Polímeros - Ciência e Tecnologia • Production • Rem: Revista Escola de Minas • Revista Ambiente & Água • Revista Brasileira de Engenharia Biomédica • Revista IBRACON de Estruturas e Materiais • Soldagem & Inspeção LINGuIsTICA, LETRAs E ARTEs Títulos correntes • Alea : Estudos Neolatinos • Alfa : Revista de Linguística (São José do Rio Preto) 113 FACULDADE CAPIXABA DA SERRA/EAD Credenciada pela portaria MEC nº 767, de 22/06/2017, Publicada no D.O.U em 23/06/2017 METODOLOGIA DE pEsquIsA SUMÁRIO • Bakhtiniana: Revista de Estudos do Discurso • DELTA: Documentação de Estudos em Lingüística Teórica e Aplicada • Estudos de Literatura Brasileira Contemporânea • Linguagem em (Dis)curso • Machado de Assis em Linha • Pandaemonium Germanicum • Revista Brasileira de Linguística Aplicada • Trabalhos em Linguística Aplicada Demais fontes de dados importantes da área de pesquisa científica: Associação Brasileira de Normas Técnicas: www.abnt.org.br • Banco de Teses e Dissertações CAPES: capesdw.capes.gov.br/capesdw/ • Biblioteca Digital de Teses e Dissertações - textos integrais de parte das teses e dissertações apresentadas na USP: www.teses.usp.br • Biblioteca Nacional (Brasil) - o site é referência para todas as bibliotecas do país, com farta documentação e imagens digitalizadas, além de informações e serviços: www.bn.br • Bibliotecas virtuais do sistema MCT/CNPq/Ibict – grande referência na área de bibliotecas virtuais, é o site mais importante no Brasil de informação e comu- nicação sobre ciência e tecnologia: www.prossiga.br • Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico: www.cnpq.br • Diretórios de grupos de pesquisa no Brasil: www.cnpq.br/gpesqui3 • Financiadora de Estudos e Projetos: www.finep.gov.br • Instituto Brasileiro de Informação em Ciência e Tecnologia: www.ibict.br • Instituto de EstudosAvançados da Universidade de São Paulo: www.usp.br/iea • Ministério da Ciência e Tecnologia: www.mct.gov.br • O que é Qualis?: www.capes.gov.br/avaliacao/qualis • Portal de Periódicos da CAPES: www.periodicos.capes.gov.br/ • Revista de Divulgação Científica: www.uol.com.br/cienciahoje • SCIELO - biblioteca eletrônica com periódicos científicos brasileiros: 114 METODOLOGIA DE pEsquIsA FACULDADE CAPIXABA DA SERRA/EAD Credenciada pela portaria MEC nº 767, de 22/06/2017, Publicada no D.O.U em 23/06/2017SUMÁRIO www.scielo.br • Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência: www.sbpcnet.org.br • Universia Brasil - busca teses nas universidades públicas paulistas e na PUC- -PR: www.universiabrasil.net/busca_teses.jsp • WebQualis: www.qualis.capes.gov.br/webqualis pLÁGIO Segundo Moraes (2004), o plágio consiste na cópia fraudulenta de partes de uma obra (ou da obra completa) protegida pelos direitos autorais, ou seja, é quando al- guém se apropria do texto ou das ideias de outra pessoa sem dar os devidos créditos. “O direito autoral protege a ideia materializada, que adquire forma pelo traço carac- terístico do autor, pela sua feição pessoal.” (MORAES, 2004, p. 97). Diversas fontes de material bibliográfico disponível via internet. 115 FACULDADE CAPIXABA DA SERRA/EAD Credenciada pela portaria MEC nº 767, de 22/06/2017, Publicada no D.O.U em 23/06/2017 METODOLOGIA DE pEsquIsA SUMÁRIO suGEsTÕEs DE FILMEs UMA VIDA ILUMINADA. Dirigido por Liev Schreiber. EUA. 1992. 100 min. O personagem Jonathan (Elijah Wood) é um jovem judeu americano, que vai até a Ucrânia em busca da mulher que salvou a vida de seu avô na 2ª Guerra Mundial. Ele é auxiliado nessa viagem por Alex Perchov (Eugene Hutz), um precário tradutor que mais atrapalha do que ajuda, e pelo avô de Alex, um motorista mal-humorado que anda sempre acompanhado de seu fedido e desobediente cachorro, batizado de Sammy Davis Jr. Durante a jornada o inusitado quarteto descobre segredos sobre a ocupação nazista e a cumplicidade do governo ucraniano da época. Confira o filme e veja como se dá o processo de busca pelas respostas do personagem Jonathan. ANOTAÇÕEs METODOLOGIA DE pEsquIsA OBJETIVO Ao final desta unidade, esperamos que possa: > Conhecer os tipos de comunicação científica e a sua importância em todos os seus aspectos. > Perceber a importância da disciplina para a formação acadêmica; > Desenvolver o hábito pela leitura; > Conhecer as etapas para a realização da leitura 117 FACULDADE CAPIXABA DA SERRA/EAD Credenciada pela portaria MEC nº 767, de 22/06/2017, Publicada no D.O.U em 23/06/2017 METODOLOGIA DE pEsquIsA SUMÁRIO 6 COMUNICAÇÃO CIENTÍFICA E AS DIRETRIZES DE LEITURA Nessa unidade você irá estudar a comunicação científica, retratando a sua importância e conhecerá os tipos de comunicação científica que são empregadas no meio científico. 6.1 DO QUE SE TRATA A COMUNICAÇÃO CIENTÍFICA? Comunicação científica é a troca de informações entre membros da comunidade cientí- fica, incluindo atividades associadas à produção, disseminação e uso da informação, des- de o momento em que o cientista concebe uma ideia para pesquisar, até que os resul- tados de sua pesquisa sejam constituintes do conhecimento científico. (GARVEY, 1979). 118 METODOLOGIA DE pEsquIsA FACULDADE CAPIXABA DA SERRA/EAD Credenciada pela portaria MEC nº 767, de 22/06/2017, Publicada no D.O.U em 23/06/2017SUMÁRIO Pardinas (1977) entende por conhecimento científico, aquele voltado para a obtenção e comunicação de resultados desconhecidos até o momento da publicação do livro ou artigo, com fins de explicação e\ou predição posteriormente de certos fenômenos. Para Salvador (1980), um texto pertence a essa categoria quando traz informações cien- tíficas novas, mas não permite, devido à sua redação, que os leitores possam verificar informações: as notas simplesmente informam. Em virtude dos locais de sua realização, a comunicação científica é limitada em sua ex- tensão, ou seja, não pode ser muito longa. Geralmente estipula-se o tempo para o parti- cipante apresentar sua comunicação: dez a vinte minutos mais ou menos. Embora apre- sentada oralmente, a comunicação científica de ser escrita, principalmente se o autor tiver em mente sua publicação. Mas não pode prescindir-se de um plano. A atualização do tema ou problema é um dos fatores mais importantes da comunica- ção, pois representa valiosa contribuição ao desenvolvimento científico. Os relatos enco- mendados especialmente nos congressos científicos supõem um trabalho minucioso de atualização do tema em questão (ASTI VERA, 1979). A comunicação não necessita de abundância de aspectos analíticos; basta que a expe- riência, as idéias ou a teoria sejam bem fundamentadas. 119 FACULDADE CAPIXABA DA SERRA/EAD Credenciada pela portaria MEC nº 767, de 22/06/2017, Publicada no D.O.U em 23/06/2017 METODOLOGIA DE pEsquIsA SUMÁRIO O texto das comunicações, ao contrário das teses científicas, não permite ao leitor repro- duzir as experiências e obter os mesmos resultados, verificar os resultados da análise ou julgar as conclusões do autor, embora contribua com uma ou várias informações ou abordagens novas. A comunicação científica é vital para a ciência, devido à: • Divulgação dos resultados das pesquisas; • Proteção da propriedade intelectual; • Aceitação dos resultados pelos pares • Consolidação do conhecimento. “É a comunicação científica que favorece ao produto (produção científica) e aos produ- tores (pesquisadores) a necessária visibilidade e possível credibilidade no meio social em que produto e produtores se inserem.” (TARGINO, 2000, p. 54) 120 METODOLOGIA DE pEsquIsA FACULDADE CAPIXABA DA SERRA/EAD Credenciada pela portaria MEC nº 767, de 22/06/2017, Publicada no D.O.U em 23/06/2017SUMÁRIO De acordo com Marconi e Lakatos (2006, p. 80-81), estes autores afirmam que a comuni- cação científica deve levar em consideração os seguintes aspectos: a. Finalidade: Levar as pessoas a pensarem , fazendo-as perceber as coisas fami- liares de modo diferente, valendo-se de argumentos para influenciar as mentes dos ouvintes. b. Informações: Divulgação dos últimos resultados das pesquisas científicas, do desenvolvimento das ciências. Depende do que se quer comunica, para quem e onde. c. Estrutura: Os assuntos podem divergir quanto ao conteúdo, ao material, mas não em relação ao aspecto formal. Estrutura segue os padrões estabelecidos par os trabalhos científicos. A estrutura da comunicação abrange três partes: Intro- dução; Desenvolvimento; Conclusão 121 FACULDADE CAPIXABA DA SERRA/EAD Credenciada pela portaria MEC nº 767, de 22/06/2017, Publicada no D.O.U em 23/06/2017 METODOLOGIA DE pEsquIsA SUMÁRIO d. Linguagem: A comunicação, como outro qualquer trabalho científico, exige ri- gor no uso da linguagem. O processo de comunicação só é eficaz na medida em que ajuda o leitor ou ouvinte a entender o que leu ou ouviu, a compreender aquilo que se deseja transmitir. e. Abordagem: Maneira pela qual o estudioso interpreta uma situação. Posição tomada em face de determinada situação. Após realizado o seu trabalho de coleta, análise e interpretação dos dados, o pesqui- sador irá redigir o seu trabalho, escrevendo e defendendo a própria pesquisa. Diante do trabalho de redação final, ele deve não só despojar-se de preconceitos como ali- mentar-se de sentimentos de humildade e de amor à verdade, traduzidos concre- tamente no empenho pela objetividade. Não deve, pois, forçar sua pesquisa para que ela chegue a conclusões preconcebidas. O espírito científico se manifesta pelo respeitoso acolhimento das conclusões a que a pesquisa chega por si só, objetiva e documentadamente (RUIZ, 1986). A linguagem científica do pesquisador necessita ser objetiva, clara, precisa, isenta de qualquer ambigüidade. O caráter objetivo da linguagem que veicula conhecimentos científicosresulta da própria natureza da Ciência. Por isso, a linguagem impessoal objetiva deve afastar do campo científico pontos de vista pessoais, que deixam trans- parecer impressões subjetivas, não fundadas sobre dados concretos. As palavras deve ser o revestimento necessário das idéias. Para haver clareza de expres- são, é necessário que haja principalmente clareza de idéias: esta condiciona a precisão de expressão e é condição primeira e indispensável de uma redação científica. 122 METODOLOGIA DE pEsquIsA FACULDADE CAPIXABA DA SERRA/EAD Credenciada pela portaria MEC nº 767, de 22/06/2017, Publicada no D.O.U em 23/06/2017SUMÁRIO Numa redação científica, não se admite o uso de termos sentido figurado: devem ser empregados unicamente em sentido próprio, concreto e objetivo. O empregado adequado de uma terminologia técnica é de grande valia para a trans- missão de conhecimento entre os pesquisadores. O redator científico não pode ig- norá-lo, pois o seu uso pressupõe o pleno conhecimento da respectiva ciência ou especialidade. Não apenas a escolha esmerada do vocabulário, tanto o comum como o técnico é feita no sentido de obter clareza e precisão, mas a própria construção das frases deve submeter-se aos mesmos fins: elas devem ser simples, pois traduzem o desenvolvi- mento lógico do pensamento; convém, pois, que cada uma contenha apenas uma idéia, mas que a envolva completamente. A linguagem científica é informativa e técnica, de ordem científica e racional, firma- da em dados concretos, a partir dos quais analisa e sintetiza, argumenta e conclui. O pesquisador-redator não deve confundir a linguagem científica com a literatura: esta última deve impressionar, agradar pela elegância e pela evocação de valores estéti- cos, enquanto a primeira deve esclarecer pela força dos argumentos e tem por nota distintiva a objetividade (CERVO; BERVIAN, 1978). O pesquisador, isoladamente ou em grupo, investiga, experimenta e produz constan- temente conhecimentos em sua área de estudo e em outras áreas correlatas, buscan- do relações e comparações entre conceitos e teorias, corroborando-os ou não, colabo- 123 FACULDADE CAPIXABA DA SERRA/EAD Credenciada pela portaria MEC nº 767, de 22/06/2017, Publicada no D.O.U em 23/06/2017 METODOLOGIA DE pEsquIsA SUMÁRIO rando deste modo com o avanço da ciência que se viabiliza por meio de um processo de construção do conhecimento que flui através da comunicação. Garvey (1979) inclui no processo de comunicação científica as atividades associadas com a produção, dis- seminação e uso da informação, desde o momento em que o cientista teve a idéia da pesquisa até o momento em que os resultados de seu trabalho são aceitos como parte integrante do conhecimento científico. Isto pode dar-se de maneira informal, ou seja, através de contatos pessoais, correspondências, e-mail, palestras e assemelhados, ou de maneira formal dentro de um sistema de comunicação científica representado pela informação publicada em forma de artigos de periódicos, livros, comunicações escritas em encontros científicos etc. (SILVA; MENEZES, 2001). Entre os procedimentos formais mais eficazes e rápidos para a divulgação de novo conhecimentos dos resultados de uma pesquisa, para o debate acerca de uma teoria ou idéia científica, ou como meio para o pesquisador adquirir notoriedade e respei- to dentro da comunidade científica, a academia se utiliza principalmente do artigo científico, veiculado em publicações especializadas como revistas e jornais científicos, impressos ou eletrônicos, no mundo todo. Segundo a Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT, 1994, p.1) artigo cien- tífico é um “texto com autoria declarada que apresenta e discute idéias, métodos, processos, técnicas e resultados nas diversas áreas do conhecimento”. Os artigos pos- suem uma normatização formal definida pela Associação Brasileira de Normas Técni- cas (ABNT, 1994, p.1) por meio da NBR 6032 – Apresentação de Artigos de Periódicos 124 METODOLOGIA DE pEsquIsA FACULDADE CAPIXABA DA SERRA/EAD Credenciada pela portaria MEC nº 767, de 22/06/2017, Publicada no D.O.U em 23/06/2017SUMÁRIO – que fixa as condições exigíveis para a apresentação dos elementos que constituem o artigo e que é seguido por todas publicações. Artigos de periódicos são trabalhos técnico-científicos escritos por um ou mais autores, com a finalidade de divulgar a síntese analítica de estudos e resultados de pesquisas. 125 FACULDADE CAPIXABA DA SERRA/EAD Credenciada pela portaria MEC nº 767, de 22/06/2017, Publicada no D.O.U em 23/06/2017 METODOLOGIA DE pEsquIsA SUMÁRIO A principal razão que leva o pesquisador a escrever é a necessidade de expressar os resultados de pesquisas, reflexões e estudos que realizou, em determinado período, por solicitação dos professores ou espontaneamente, por isso deve pensar em co- municar de forma clara, precisa e objetiva. Mas, segundo Oliveira (2003, p. 97-111), também, é necessário identificar características específicas de cada tipo de trabalho científico acadêmico. Aqui, o autor destaca os principais trabalhos científicos acadêmicos. quais são os tipos de comunicação científica? 6.2 RESUMO O resumo é a condensação do texto, tendo o cuidado de manter a intenção do au- tor. Não cabem, no resumo, comentários ou avaliações do material que está sendo condensado. Resumir não é reproduzir frases do texto original, fazendo uma colagem de pedaços do texto; devemos exprimir, com as próprias palavras, as idéias do texto. Para isso, é necessário compreender, antecipadamente, o conteúdo de todo o mate- rial, assim, não é possível resumir à medida que vamos lendo pela primeira vez. Devemos proceder a primeira leitura de reconhecimento ininterrupta. Na segunda leitura, por meio de anotações, apontando idéias importantes e buscando no dicionário o sentido de palavras mais complexas, fazemos um esboço, elaborando, em seguida, o resumo. Salomon (2001, p. 114-115) e Medeiros (2004, p. 142-144) destacam itens importan- tes a serem observados, ao construirmos o conteúdo do resumo: 126 METODOLOGIA DE pEsquIsA FACULDADE CAPIXABA DA SERRA/EAD Credenciada pela portaria MEC nº 767, de 22/06/2017, Publicada no D.O.U em 23/06/2017SUMÁRIO • a primeira frase deve ser significativa, expondo a idéia principal, isto é, identifi- cando o objetivo do autor quando escreveu o texto; • a articulação das idéias deve seguir a lógica dada às idéias pelo autor, incluir todas as divisões importantes, dando igual proporção a cada uma delas e sem- pre observando o tema principal do documento; • as conclusões do autor do texto objeto do resumo; • dar preferência ao uso da terceira pessoa do singular e o verbo na voz ativa (descreve, aborda, estuda etc.); • evitar a repetição de frases inteiras do original; • respeitar a ordem em que as idéias ou fatos são apresentados; • não deve apresentar juízo valorativo ou crítico; • deve ser compreensível por si mesmo, dispensando a consulta ao original; • evitar o uso de parágrafos ou frases longas, citações e descrições ou explica- ções detalhadas, expressões como: o “autor trata”, no “texto do autor” o “artigo trata” e similares, figuras, tabelas, gráficos, fórmulas, equações e diagramas. Segundo Andrade (2001, p. 29-37) há três tipos de resumo: a. Resumo informativo: em que devemos obedecer aos seguintes passos: • resumimos a obra somente após a elaboração de um esquema; • apresentamos as principais idéias contidas no texto; • respeitamos as idéias do autor do texto que estamos resumindo; • redigimos de forma clara, fazendo parágrafo a cada idéia principal; • quando copiamos, colocamos entre aspas, e com a fonte citada; • relacionamos as referências. b. Resumo crítico: como a própria denominação estabelece, esse tipo de resu- mo, além de cumprir os passos do informativo, acrescenta a manifestação da opinião, ou implica perante o assunto estudado, por parte do autor do resumo.Desse modo, de acordo com Dmitruk (2004, p. 91),“[...] sempre, após o resumo, acrescentam-se opiniões e apreciações pessoais.” 127 FACULDADE CAPIXABA DA SERRA/EAD Credenciada pela portaria MEC nº 767, de 22/06/2017, Publicada no D.O.U em 23/06/2017 METODOLOGIA DE pEsquIsA SUMÁRIO c. Resumo acadêmico científico: • a leitura do resumo deve permitir determinar se é preciso ler o documento na íntegra; • o resumo é constituído de uma seqüência de frases concisas e objetivas; • a extensão recomendada, segundo a ABNT NBR 6028 (2003), para trabalhos como monografias e artigos, 250 palavras; relatórios, teses e dissertações não ultrapassar 500 palavras; os resumos para publicações podem variar de 150 a 300 palavras; • no caso de trabalhos com menor extensão, diminuímos o número de palavras, podendo chegar a, no máximo, 100 palavras; • ressaltamos, ainda, que o resumo deve ser seguido, das palavras representati- vas do conteúdo do trabalho, isto é, palavras-chave; • o resumo deve ser feito em um único parágrafo, utilizando espaço simples e letra dois números abaixo daquela que for usada no texto; 6.3 PAPPERS Segundo Ferrão (2008, p. 200) pappers são pequenos artigos científicos ou textos ela- borados, para comunicações em congressos ou simpósios, sobre determinado tema ou sobre os resultados de um projeto de pesquisa. Devem possuir a mesma estrutura de um artigo científico e composto de 2 a 10 páginas. O paper trata-se de um instrumento de contestação ou complementação de uma idéia ou obra, mediante julgamento próprio, avaliação e interpretação de fatos e in- formações que foram recolhidas. É baseado em pesquisa bibliográfica e em descobertas pessoais. Se apenas compilar informações, sem fazer avaliações ou interpretações sobre elas, o resultado será um relatório e não um paper. Neste, o pesquisador desenvolve seu ponto de vista sobre determinado tema, uma tomada de posição e a expressão dos pensamentos, de for- ma original. É impessoal e escrito com imparcialidade, não deixando transparecer as crenças e preferências do escritor. 128 METODOLOGIA DE pEsquIsA FACULDADE CAPIXABA DA SERRA/EAD Credenciada pela portaria MEC nº 767, de 22/06/2017, Publicada no D.O.U em 23/06/2017SUMÁRIO Segundo Ferrão (2008, p. 200) pappers: são pequenos artigos científicos ou textos elaborados, para comunicações em congressos ou simpósios, sobre determinado tema ou sobre os resultados de um projeto de pesquisa. Devem possuir a mesma estrutura de um artigo cien- tífico e composto de 2 a 10 páginas. Cinco passos são importantes na construção de um papper: • escolher o assunto; • reunir informações; • avaliar o material; • organizar as idéias; • redigir o paper. O tamanho do papper depende da complexidade do tema e da motivação do pesqui- sador para o trabalho. Sobre a sua estrutura, Prestes (2003, p. 35) assim escreve: “ É um artigo científico, embora não apresente subdivisões, constituindo em um texto unitário, ou seja, o texto apresenta uma introdução, um desenvolvimento e uma conclusão em texto corrido, sem divisões de seções. Deve conter também resumo e referências.” 6.4 ARTIGO CIENTÍFICO Resultado de um problema científico ou desenvolvimento de uma pesquisa, que po- derá ser publicado em revistas técnicas, jornais ou boletins. Estruturalmente, deve conter elementos pré-textuais (título, autoria, resumo e relação de palavras-chave), elementos textuais (a introdução, o desenvolvimento, a conclusão e os elementos de apoio) e os elementos pós-textuais (apêndice e anexos). Concordando com Oliveira (2003), Prestes (2003, p. 35) afirma que o artigo tem como objetivo publicar resultados de um estudo. Trata-se de um texto integral e completo, geralmente não ultrapassa 20 páginas, dependendo sempre da área. Como traba- lho acadêmico, deve conter introdução, desenvolvimento e conclusão e, no corpo do desenvolvimento, são feitas subdivisões. Existem também vários trabalhos científicos acadêmicos como: informe científico, relatórios de pesquisa, monografias entre ou- 129 FACULDADE CAPIXABA DA SERRA/EAD Credenciada pela portaria MEC nº 767, de 22/06/2017, Publicada no D.O.U em 23/06/2017 METODOLOGIA DE pEsquIsA SUMÁRIO tros. Mas, sobre estes, você estudará na disciplina de Metodologia da Pesquisa, que também faz parte do seu curso. 6.5 REsENHA A resenha é uma espécie de resumo crítico, constitui-se em um texto que estabelece comparação com mais obras da mesma área, permite comentários e juízo de valor e exige um profundo conhecimento do assunto, bem como capacidade crítica para discutir as idéias nele contidas. A estrutura da resenha descreve as propriedades da obra (descrição física da obra), relata credenciais do autor, resume a obra, apresenta ainda as conclusões e metodo- logia utilizada, expõe o quadro de referências em que o autor se baseou (narração), apresenta uma avaliação da obra e menciona a quem se destina (dissertação). A resenha pode ser descritiva, quando dispensa a apreciação daquele que a elabora, ou crítica, quando exige apreciação de forma justificada; a opinião pode ser concor- dante, convergente ou divergente, parcial ou totalmente. Como norma geral, a rese- nha não deve ultrapassar quatro folhas, em espaço duplo. 130 METODOLOGIA DE pEsquIsA FACULDADE CAPIXABA DA SERRA/EAD Credenciada pela portaria MEC nº 767, de 22/06/2017, Publicada no D.O.U em 23/06/2017SUMÁRIO Sobre a resenha, Nascimento e Póvoas (2002, p. 32-33) enfatizam que o resenhis- ta, além de incluir elementos informativos, acrescenta o julgamento, por isso deve conhecer com profundidade o tema da obra que está sendo analisada, bem como outras obras sobre o assunto. De acordo com Ferrão (2008, p. 200) “a resenha crítica é a análise de uma obra, através de leitura, resumo, síntese, comparação com outras obras, avaliação de relevância e interpretação, levando à formação de juízo crítico”. Salvador (1979) aponta os seguintes requisitos do resenhista, para a realização do trabalho: a. conhecimento completo da obra; b. competência na matéria c. independência de juízo d. capacidade de juízo crítico e. correção e urbanidade f. fidelidade ao pensamento do autor 131 FACULDADE CAPIXABA DA SERRA/EAD Credenciada pela portaria MEC nº 767, de 22/06/2017, Publicada no D.O.U em 23/06/2017 METODOLOGIA DE pEsquIsA SUMÁRIO 6.6 DIRETRIZES DA LEITURA Precisamos reservar tempo para a leitura, pois o ato de ler constitui-se numa atitude fun- damental para a formação, de maneira que, quando optamos por um curso superior, não podemos fugir do compromisso de ser leitores assíduos dos temas que são tratados na sala de aula e dos acontecimentos que envolvem a sociedade em que vivemos. Seu sucesso nos estudos e, conseqüentemente, profissional, depende apenas de você, da sua capacidade de ir em frente. Vale ressaltar que a compreensão de textos é essencial para que o pesquisador consi- ga efetivar a sua pesquisa. Observa-se que os maiores do estudo e da aprendizagem, está relacionado diretamente com a dificuldade que o estudante encontra na exata compreensão dos textos teóricos. 132 METODOLOGIA DE pEsquIsA FACULDADE CAPIXABA DA SERRA/EAD Credenciada pela portaria MEC nº 767, de 22/06/2017, Publicada no D.O.U em 23/06/2017SUMÁRIO Severino (2000, p. 48) afirma que: Na realidade, mesmo em se tratando de assuntos abstratos, para o leitor em condições de “seguir o fio da meada” a leitura torna-se fácil, agradável e, sobre- tudo, proveitosa. Por isso é preciso criar condições de abordagem e de inteli- gibilidade do texto, aplicando alguns recursos que, apesar de não substituí- rem a capacidade de intuição do leitor na apreensão da forma lógica dos raciocínios em jogo, ajudam muito na análise e interpretação dos textos. 133 FACULDADE CAPIXABA DA SERRA/EAD Credenciada pela portaria MEC nº 767, de 22/06/2017, Publicada no D.O.U em 23/06/2017 METODOLOGIA DE pEsquIsA SUMÁRIO Pode-se partir da consideração de quea comunicação se dá quando da transmissão de uma mensagem entre um emissor e um receptor. O emissor transmite uma mensa- gem que é captada pelo receptor. Este é um esquema geral apresentado pela teoria da comunicação. Ao escrever um texto, portanto, o autor (o emissor) codifica sua men- sagem que, por sua vez, já tinha sido pensada, concebida e o leitor (o receptor), ao ler um texto, decodifica a mensagem do autor, para então pensá-la, assimilá-la e persona- lizá-la, compreendendo-a: assim se completa a comunicação (SEVERINO, 2000). 6.7 A IMPORTÂNCIA DA LEITURA Quem não possui o hábito da leitura, precisa desenvolvê-lo, pois é difícil uma formação de qualidade sem muita leitura. O objetivo desta seção é apresentar algumas informa- ções que venham a despertar em você o gosto pela leitura e oportunizá-lo a fazer me- lhor proveito dela. 134 METODOLOGIA DE pEsquIsA FACULDADE CAPIXABA DA SERRA/EAD Credenciada pela portaria MEC nº 767, de 22/06/2017, Publicada no D.O.U em 23/06/2017SUMÁRIO Aproveitamento da leitura Com certeza, você já sabe que, mesmo com todo o avanço de tecnologias, a leitura é a melhor forma para a aquisição do conhecimento. Por intermédio da leitura, pode- mos ampliar e aprofundar conhecimento sobre determinado campo cultural ou científico, aumentar o vocabulário pessoal e, por conseqüência, comunicar as idéias, de forma mais eficiente. Como você costuma selecionar seu material de leitura? De acordo com Severino (2000), é necessário que se façam as dimensões de aná- lise a seguir: a. Delimitação da unidade de leitura: A primeira medida a ser tomada pelo leitor é o estabelecimento de uma unidade de leitura. Envolvendo a escolha, o esta- belecimento de limites pelo leitor, da unidade de estudo a ser analisada. b. Análise textual: É considerada a primeira abordagem do texto com vistas à pre- paração da leitura. Procede-se inicialmente a uma leitura seguida e completa da unidade do texto em estudo. Trata-se de fazer um levantamento dos concei- tos e dos termos que sejam fundamentais para a compreensão do texto ou que sejam desconhecidos do leitor. Em toda unidade de leitura há sempre alguns conceitos básicos que dão sentido à mensagem e, muitas vezes, seu significa- do não é muito claro ao leitor numa primeira abordagem. É preciso eliminar 135 FACULDADE CAPIXABA DA SERRA/EAD Credenciada pela portaria MEC nº 767, de 22/06/2017, Publicada no D.O.U em 23/06/2017 METODOLOGIA DE pEsquIsA SUMÁRIO todas as ambigüidades desses conceitos para que se possa entender univoca- mente o que se está lendo. Representa a forma como o texto se organiza – se é reportagem ou capítulo de livro, a paragrafação do texto, o gênero em que é escrito, as divisões em subitens. A análise textual pode ser encerrada com uma esquematização do texto cuja finalidade é apresentar uma visão de conjunto da unidade. O esquema organiza a estrutura redacional do texto que serve de suporte material ao raciocínio. A utilidade do esquema está no fato de permitir uma visualização global do texto. A melhor maneira de se proceder é dividir inicialmente a unidade nos três momentos redacionais: introdução, desenvolvi- mento e conclusão. Toda unidade completa comporta necessariamente esses três momentos. c. Análise temática: Procura ouvir o autor, apreender, sem intervir nele, o con- teúdo de sua mensagem. Praticamente, trata-se de fazer ao texto uma série de perguntas cujas respostas fornecem o conteúdo da mensagem. Tem como objetivo a compreensão da mensagem do autor. Nela, procura identificar qual a mensagem principal que foi deixada pelo autor. Pergunta-se, pois, ao texto em estudo: como o assunto está problematizado? Qual dificuldade deve ser resolvida? Qual o problema a ser solucionado? A formulação do problema nem sempre é clara e precisa no teto, em geral é implícita, cabendo ao leitor explici- tá-la. Captada a problemática, terceira questão surge espontaneamente: o que o autor fala sobre o tema ou seja, como responde à dificuldade, ao problema levantado? Que posição assume, que idéia defende, o que quer demonstrar? A resposta a esta questão revela a idéia central, proposição fundamental ou tese: trata-se sempre da idéia mestra, da idéia principal defendida pelo autor naquela unidade. Em geral, nos textos logicamente estruturados, cada unidade tem sempre uma única idéia central, todas as demais idéias estão vinculadas a ela ou são apenas paralelas ou complementares. Daí a percepção de que ela representa o núcleo essencial da mensagem do autor e a sua apreensão torna o texto inteligível. d. Análise interpretativa: refere-se a interpretação da mensagem passada pelo au- tor, a sua contextualização em um sentido amplo, o qual muitas vezes é prático e aplicado para a pesquisa intentada. Interpretar, em sentido restrito, é tomar uma posição própria a respeito das idéias enunciadas, é superar a estrita mensagem do texto, é ler nas entrelinhas, é forçar o autor a um diálogo, é explorar toda a fe- cundidade das idéias expostas, é cotejá-las com outras, enfim, é dialogar com o autor. Bem se vê que esta última etapa da leitura analítica é a mais difícil e delica- 136 METODOLOGIA DE pEsquIsA FACULDADE CAPIXABA DA SERRA/EAD Credenciada pela portaria MEC nº 767, de 22/06/2017, Publicada no D.O.U em 23/06/2017SUMÁRIO da, uma vez que os riscos de interferência da subjetividade do leitor são maiores, além de pressupor outros instrumentos culturais e formação específica. e. problematização: Diz respeito ao levantamento dos problemas para a discus- são, sobretudo quando o estudo é feito em grupo. Retoma-se todo o texto, ten- do em vista, o levantamento de problemas relevantes para a reflexão pessoal e principalmente para a discussão em grupo. A problematização é a parte que desperta a curiosidade do leitor, e levanta questões de ordem prática a cerca do tema pessoal. Geralmente, é expressa com perguntas que estabelecem correla- ção prática com o cotidiano do pesquisador e também do leitor. f. síntese pessoal: Trata-se de uma etapa ligada antes à construção lógica de uma redação do que à leitura como tal. De qualquer modo, a leitura bem feita deve possibilitar ao estudioso progredir no desenvolvimento das idéias do autor, bem como daqueles elementos relacionados com elas. É uma reflexão dialética, na qual o leitor\pesquisador elabora um pequeno texto sintético, ou seja, fruto do processo de construção de seu conhecimento, texto esse que não se distan- cia do original, porém a ele acrescenta opiniões pessoais.. Ademais, o trabalho de síntese pessoal é sempre exigido no contexto das atividades didáticas, quer como tarefa específica, quer como parte de relatórios ou de roteiros de seminá- rios. Irá de fato elaborar um novo texto, com redação própria, com discussão e reflexão pessoal. Significa também valioso exercício de raciocínio – garantia de amadurecimento intelectual. A leitura sistematizada permite ao leitor uma maior compreen- são, organização e capacidade de síntese. Segue abaixo um esquema de sistematização de leitura sobre o assunto que aca- bamos de ver. Como forma de registro da lei- tura os resumos têm sua utili- dade, claro, mas neste caso es- pecífico, os apontamentos, porque registram mais fielmen- te o percurso de leitura, são mais úteis, inclusive para orga- 137 FACULDADE CAPIXABA DA SERRA/EAD Credenciada pela portaria MEC nº 767, de 22/06/2017, Publicada no D.O.U em 23/06/2017 METODOLOGIA DE pEsquIsA SUMÁRIO nizar as idéias no texto. É preciso cuidar para diferenciar as idéias do revisor das idéias dos autores revisados. Uma boa maneira é dispor de um conjunto de perguntas es- pecíficas sobre o assunto em mente, para as quais se buscam as respostas. LEITuRA RECOMENDADA: FERRÃO, R.G. Metodologia científica para iniciantes em pesquisa. 3ª Ed. Revisada e Ampl. Vitória, ES: Incaper, 2008. (Realizar uma leitura dos capítulos 6 e 19). suGEsTÕEsDE FILMEs Sugerem-se alguns filmes que podem ajudá-lo a entender melhor o sobre pesquisa. 1492 - A CONQUISTA DO PARAÍSO. Dirigido por Ridley Scott. ESP/FRA/ING. 1992. 155 min. O filme trata da viagem de Cristovão Colombo. Vinte anos da vida de Colombo, desde quando se convenceu de que o mundo era redondo, passando pelo empenho em conseguir apoio financeiro da Coroa Espanhola para sua expedição, o descobrimento em si da América, o desastroso comportamento que os europeus tiveram com os habitantes do Novo Mundo e a luta de Colombo para colonizar um continente que ele descobriu por acaso, além de sua decadência na velhice. Assista ao filme e veja como se dá o processo de defesa da tese de Colombo sobre o Novo Mundo na universidade espanhola do século XV. 138 METODOLOGIA DE pEsquIsA FACULDADE CAPIXABA DA SERRA/EAD Credenciada pela portaria MEC nº 767, de 22/06/2017, Publicada no D.O.U em 23/06/2017SUMÁRIO ANOTAÇÕEs 139 FACULDADE CAPIXABA DA SERRA/EAD Credenciada pela portaria MEC nº 767, de 22/06/2017, Publicada no D.O.U em 23/06/2017 METODOLOGIA DE pEsquIsA SUMÁRIO REFERÊNCIAS 1. ALVES, R. Conversas com quem gosta de ensinar. 2. ed. São Paulo, Cortez, 1981. p. 69. 2. ANDRADE, M. M. pesquisa científica: noções introdutórias. In: ______. Introdução à me- todologia do trabalho científico: elaboração de trabalhos na graduação. 6. ed. São Paulo: Atlas, 2003. Cap. 10, p. 121-127. 3. ANDRADE, Maria Margarida de. Introdução à metodologia do trabalho científico. 5. ed. São Paulo: Atlas, 2001. 4. ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE NORMAS TÉCNICAS. NBR 10520: informação e docu- mentação: citações em documentos: apresentação. Rio de Janeiro, 2002. 5. ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE NORMAS TÉCNICAS. NBR 14724: informação e docu- mentação – Trabalhos acadêmicos: Apresentação. Rio de Janeiro. 2002. 6. ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE NORMAS TÉCNICAS. NBR 6022: informação e do- cumentação: artigo em publicação periódica científica impressa: apresentação. Rio de Janeiro, 2003. 7. ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE NORMAS TÉCNICAS. NBR 6023: informação e documen- tação: referências: elaboração. Rio de Janeiro, 2002 8. ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE NORMAS TÉCNICAS. NBR 6028: informação e documen- tação: resumo: apresentação. Rio de Janeiro, 2003. 9. ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE NORMAS TÉCNICAS. NBR 6032 Abreviação de títulos de periódicos e publicações seriadas: Rio de Janeiro, 1989. 10. ASTI VERA, Annando. Metodologia da pesquisa cientlfica. Porto Alegre: Globo. 11. BAUER, Martin W.; GASKELL, George. pesquisa com texto, imagem e som. 2. Ed. Pe- trópolis: Vozes, 2003. 12. BOCCATO, V. R. C. Metodologia da pesquisa bibliográfica na área odontológica e o ar- tigo científico como forma de comunicação. Rev. Odontol. univ. Cidade são paulo, São 140 METODOLOGIA DE pEsquIsA FACULDADE CAPIXABA DA SERRA/EAD Credenciada pela portaria MEC nº 767, de 22/06/2017, Publicada no D.O.U em 23/06/2017SUMÁRIO Paulo, v. 18, n. 3, p. 265-274, 2006. 13. BOENTE, Alfredo N. P; BRAGA, Glaucia. Metodologia científica contemporânea para universitários e pesquisadores. Rio de Janeiro: Brasport, 2004. 14. CAMPELLO, Bernadete Santos; CONDÓN, Beatriz Valadares; KREMER, Jeannette Mar- guerite (orgs.) Fontes de informação para pesquisadores e profissionais. Belo Horizonte: UFMG, 2000. 15. CERVO, Amado Luiz; BERVIAN, Pedro Alcino. Metodologia científica. 5. ed. São Paulo: Prentice Hall, 2002. 16. CERVO, Amado Luiz; BERVIAN, Pedro Alcino; DA SILVA, Roberto. Metodologia cientí- fica. 6. ed. São Paulo: Prentice Hall, 2007 17. COLLIS, Jill; HUSSEY, Roger. pesquisa em administração: um guia prático para alunos de graduação e pós-graduação. 2. ed.Porto Alegre: Bookman, 2005. 18. CUNHA, Murilo Bastos. para saber mais: fontes de informação em ciência e tecnolo- gia. Brasília: Briquet de Livros, 2001. 19. DENCKER, Ada de Freitas Maneti. Métodos e técnicas de pesquisa em turismo. 4. ed. São Paulo: Futura, 2000. ed. México: Siglo Veintiuno, 1977. 20. SALVADOR, ANGELO DOMINGOS. Métodos e Técnicas de pesquisa bibliográfica: Ela- boração de Trabalhos científicos. 8 Ed. Porto Alegre: Sulina, 1980. 21. FERRÃO, Romário Gava. Metodologia Cientifica: para iniciantes em pesquisa. Linha- res, ES: Incaper, 2008. 22. GARVEY, W. D. Communication: the essence of science; facilitating information among librarians, scientists, engineers and students. Oxford: Pergamon, 1979. 332 p 23. GIL, Antônio C. Métodos e Técnicas em pesquisa social. São Paulo: Atlas,1999. 24. ______. ______. 5. ed. São Paulo: Atlas, 2006. 25. GIL, Antonio Carlos. Como elaborar projetos de pesquisa. São Paulo: Atlas, 1991. 141 FACULDADE CAPIXABA DA SERRA/EAD Credenciada pela portaria MEC nº 767, de 22/06/2017, Publicada no D.O.U em 23/06/2017 METODOLOGIA DE pEsquIsA SUMÁRIO 26. ______. ______. 3. ed. São Paulo: Atlas, 1996. 27. ______. ______. 4. ed. São Paulo: Atlas, 2007. 28. GODOY. A. S. Pesquisa qualitativa: Tipos fundamentais. Revista de Administração de Empresas. São Paulo, v. 35, n.3, p, 20-29 Mai./Jun. 1995. Disponível em: http://www.scielo. br/pdf/rae/v35n3/a04v35n3. Acesso em: 20 out 2017. 29. GONÇALVES, Hortência de Abreu. Manual de metodologia da pesquisa. São Paulo: Avercamp, 2005. 30. GROSSI, Y. de S. Mina de Morro Velho: a extração do homem, uma história de expe- riência operária. São Paulo: Paz e Terra, 1981. 31. KÖCHE, JoséCarlos. Fundamentos de metodologia científica. 19ed. Petrópolis, RJ:Vozes, 1997. 32. LABES, Emerson Moisés. questionário: do planejamento à aplicação na pesquisa. Chapecó: Grifos, 1998. 33. LAKATOS, Eva Maria; MARCONI, Marina de Andrade. Fundamentos de metodologia científica. São Paulo: Atlas, 1991. 34. LUNA, Sergio V. de. planejamento de pesquisa: uma introdução. São Paulo: EDUC, 1999. 35. MARCONI, Marina de Andrade; LAKATOS, Eva Maria. Metodologia do trabalho cientí- fico. 6.ed. São Paulo: Atlas, 2001. 36. ______. Técnicas de pesquisa. São Paulo: Atlas, 2006. 37. MARTINS, Gilberto de Andrade. Manual para elaboração de monografias e dissertações. 2. ed. São Paulo: Atlas, 2000. 38. MILLS, W. A imaginação sociológica. Rio de Janeiro, Zahar. 1980. p. 211. 39. MORAES, Rodrigo. O plágio na pesquisa acadêmica: a proliferação da desonestidade intelectual. Diálogos Possíveis, Salvador, v. 3, n. 1, p. 91-109, jan./jun. 2004. http://www.scielo.br/pdf/rae/v35n3/a04v35n3 http://www.scielo.br/pdf/rae/v35n3/a04v35n3 142 METODOLOGIA DE pEsquIsA FACULDADE CAPIXABA DA SERRA/EAD Credenciada pela portaria MEC nº 767, de 22/06/2017, Publicada no D.O.U em 23/06/2017SUMÁRIO 40. NORONHA, Daisy Pires; FERREIRA, Sueli Mara S. P. Revisões de literatura. In: 41. OLIVEIRA, Antônio Benedito Silva (Coord.). Métodos e técnicas de pesquisa em con- tabilidade. São Paulo: Saraiva, 2003. 177 p. 42. OLIVEIRA, Silvio Luiz de. Tratado de metodologia científica: projetos de pesquisa, TGI, TCC, monografias, dissertações e teses. São Paulo: Pioneira Thomson Learning, 2002. 320 p. 43. PARDINAS, Felipe. Medología y técnicas de investigación em ciencias sociales. 1977. 44. PRESTES, Maria Luci de Mesquita. A pesquisa e a construção do conhecimento científico: do planejamento aos textos, da escola à academia. 2. ed. rev. atual. ampl. São Paulo: Rêspel, 2003. 256 p. 45. RAUEN, Fábio José. Roteiros de investigação científica. Tubarão: Unisul, 2002. 46. RICHARDSON, Roberto Jarry; e Colaboradores. pesquisa social: métodos e técnicas. 3. ed. São Paulo: Atlas, 1999. 47. RUIZ, João Álvaro. Metodologia científica. 3. ed. São Paulo: Atlas, 1996. 48. ______. Metodologia científica: guia para eficiência nos estudos. 2 ed. São Paulo: Atlas, 1986. 49. SALVADOR, A.D. Métodos e Técnicas de pesquisa bibliográfica: elaboração e relatório de estudos científicos. 2ª Ed.rev.amp. Porto Alegre: Sulina, 1971. 50. SANTOS, Antonio. R. dos. Metodologia Científica: a construção do conhecimento. Rio de Janeiro: DP & A editora, 1999. 51. SEVERINO, Antônio Joaquim. Metodologia do Trabalho Científico. 21 ed. rev.e ampl. São Paulo: Cortez, 2000. 52. ______. ______. 22 ed. rev.e ampl. De acordo com a ABNT São Paulo: Cortez, 2002. 53. TARGINO, M. G. Comunicação científica: uma revisão de seus elementos básicos. Revis- ta Informação & sociedade: Estudos. João Pessoa. 2000. 143 FACULDADE CAPIXABA DA SERRA/EAD Credenciada pela portaria MEC nº 767, de 22/06/2017, Publicada no D.O.U em 23/06/2017 METODOLOGIA DE pEsquIsA SUMÁRIO EAD.MULTIVIX.EDU.BR CONHEÇA TAMBÉM NOSSOS CURSOS DE PÓS-GRADUAÇÃO A DISTÂNCIA NAS ÁREAS DE: SAÚDE • EDUCAÇÃO • DIREITO • GESTÃO E NEGÓCIOS 1 PESQUISA CIENTÍFICA: CONCEITOS E CLASSIFICAÇÃO 1.1 NOÇÕES GERAIS SOBRE PESQUISA 1.2 CONCEITO DE PESQUISA 1.3 TIPOS DE PESQUISA 1.3.1 Fala do professor 1.3.2 SUGESTÃO DE PESQUISA BIBLIOGRÁFICA 1.4 LINHAS DE PESQUISA 2 PROJETO DE PESQUISA: ESTRUTURA 2.1 PROJETO DE PESQUISA: ESTRUTURA 2.1.1 Gênese da pesquisa e escolha do assunto 2.2 FORMULAÇÃO E DELIMITAÇÃO DO PROBLEMA DA PESQUISA 3 REFERENCIAL TEÓRICO 3.1 CITAÇÃO: COMO COPIAR UM TRECHO DE UM TEXTO PARA SER INSERIDO NUM TRABALHO ACADÊMICO OU CIENÍFICO? 3.2 REFERENCIAL TEÓRICO OU REVISÃO DE LITERATURA 4 PESQUISA BIBLIOGRÁFICA 4.1 PESQUISA BIBLIOGRÁFICA: SISTEMAS DE INFORMAÇÃO NACIONAIS E INTERNACIONAIS 4.1.1 Fala do professor: 4.2 ARTIGO CIENTÍFICO 4.2.1 O que é um artigo científico 4.2.2 Estrutura de um artigo científico 4.3 TIPOLOGIAS DE BASES DE DADOS E PRINCIPAIS BASES DE DADOS POR ÁREA DE CONHECIMENTO 5 LEVANTAMENTO BIBLIOGRÁFICO POR ÁREA DE INTERESSE 5.1 LEVANTAMENTO BIBLIOGRÁFICO POR ÁREA DE INTERESSE 6 COMUNICAÇÃO CIENTÍFICA E AS DIRETRIZES DE LEITURA 6.1 DO QUE SE TRATA A COMUNICAÇÃO CIENTÍFICA? 6.2 RESUMO 6.3 PAPPERS 6.4 ARTIGO CIENTÍFICO 6.5 RESENHA 6.6 DIRETRIZES DA LEITURA 6.7 A IMPORTÂNCIA DA LEITURAutilizados sobre o que vem a ser pesquisa. De acordo com o Dicionário Brasileiro o Globo, temos que pesquisa é: “Ato de pesqui- sar; indagação; inquirição; busca; exame de laboratório”. Científica, adjetivo “que diz respeito à ciência; que revela ciência; que tem o rigor da ciência; fundado na ciência”. Muitos são os conceitos, de acordo com Cervo e Bervian (2002) a pesquisa é definida como uma atividade voltada para a solução de problemas. Seu objetivo consiste em descobrir respostas para perguntas, através do emprego de processos científicos. Já Ruiz (1986) afirma que pesquisa é a realização concreta de uma investigação plane- jada, desenvolvida e redigida de acordo com as normas de metodologia consagradas pela ciência. Para Andrade (2003, p. 121) a “Pesquisa é o conjunto de procedimentos sistemáticos, baseado no raciocínio lógico, que tem por objetivo encontrar soluções para proble- mas propostos, mediante a utilização de métodos científicos”. De acordo com Gil (2002, p. 17) este autor afirma que a pesquisa pode ser definida como: [...] o procedimento racional e sistemático que tem colmo objetivo propor- cionar respostas aos problemas que são propostos. A pesquisa é requerida quando não se dispõe de informação suficiente para responder ao problema, ou então quando a informação disponível se encontra em tal estado de desor- dem que não pode ser adequadamente relacionada ao problema. Nesse caso, para conhecer a situação problema é necessário adotar métodos, técnicas e outros procedimentos para compreensão do problema com vistas à sua resolução. Segundo Köche (1997, p. 121) “pesquisar significa identificar uma dúvida que ne- cessita ser esclarecida, construir executar o processo que apresenta solução desta, quando não há teorias que a expliquem ou quando as teorias que existem não estão aptas para fazê-lo”. Ruiz (1996, p. 48) considera que “pesquisa científica é realização completa de uma investigação, desenvolvida e redigida de acordo com as normas de metodologia con- sagradas pela ciência”. Ainda, segundo Gil (2002) se pesquisa por duas razões fundamentais. Uma de ordem intelectual (conhecer pelo puro prazer de conhecer) e outra de ordem prática (para 14 METODOLOGIA DE pEsquIsA FACULDADE CAPIXABA DA SERRA/EAD Credenciada pela portaria MEC nº 767, de 22/06/2017, Publicada no D.O.U em 23/06/2017SUMÁRIO fazer algo de maneira mais eficiente e eficaz). Porém, sustentamos que a verdadeira razão de se apropriar dos processos científicos e de realizar pesquisa está no desafio de fazer o mundo um lugar mais digno de ser vivido apontando caminhos para a ver- dadeira satisfação das necessidades humanas em harmonia com a mãe terra. De acordo com Marconi e Lakatos (2001, p. 43) estes autores afirmam que a pesquisa: [...] pode ser considerada um procedimento formal de pensamento reflexivo que requer um tratamento científico e se constitui no caminho para se conhe- cer a realidade ou para descobrir verdades parciais. Significa muito mais do que apenas procurar a verdade: é encontrar respostas para questões propos- tas, utilizando métodos científicos. Verifica-se que a pesquisa visa responder uma pergunta, um questionamento, uma necessidade de conhecimento sobre algo. Vê-se, segundo essa definição, que a pesquisa social permite a ampliação dos conhecimentos no campo da realidade social, entendida aqui em seu sentido amplo, envolvendo todos os aspectos relativos ao homem em seus relaciona- mentos com outros homens e instituições sociais. Nesse sentido então, por um lado, pesquisar significa descobrir novos saberes científicos que possibili- tam o desenvolvimento da ciência. Por outro lado, a pesquisa permite a reso- lução de uma dificuldade que não se pode solucionar automaticamente, mas apenas por meio de estudo conceitual ou empírico, com base em fontes de informação (GONÇALVES, 2005, p. 47). As pesquisas geram as ciências, e por sua vez, as tecnologias. Abrangem todas as áreas onde atua o homem, desde a produção de utensílios domésticos, ferramentas e máquinas, passam pela produção industrial, armazenamentos, agricultura, transpor- te, telecomunicação, informática, atingem de forma até polêmica, a biotecnologia. Por meio dela, tem o homem explorando de forma mais rápida e eficiente o meio ambiente, o espaço, o combate as pragas e doenças das plantas, a melhoria do se- tor agropecuário, através do aumento da produtividade, e melhoria da qualidade do produto final com menor agressão ao meio ambiente, além de novas descobertas nas áreas médica, farmacêutica, comunicação e informática, entre outras. Collis e Hussey (2005, p. 16) ressaltam que o objetivo da pesquisa pode ser: • Revisar e sintetizar o conhecimento existente; • Investigar alguma situação ou problema existente; 15 FACULDADE CAPIXABA DA SERRA/EAD Credenciada pela portaria MEC nº 767, de 22/06/2017, Publicada no D.O.U em 23/06/2017 METODOLOGIA DE pEsquIsA SUMÁRIO • Fornecer soluções para um problema; • Explorar e analisar questões mais gerais; • Construir ou criar um novo procedimento ou sistema; • Explicar um novo fenômeno; • Gerar novo conhecimento; • Uma combinação de quaisquer dos itens acima. De forma bem simples e prática, pesquisar é realizar um conjunto de ações organiza- das, de modo a investigar e solucionar um problema proposto. Verifica-se a união de forças dos blocos econômicos e a grande competitividade ocasio- nada pela globalização em todos os setores, bem como as exigências e necessidades de novos conhecimentos e tecnologias. Assim, a pesquisa científica vem produzindo conhecimentos, ciências e tecnologias, através da geração de procedimentos, equipa- mentos, produtos, métodos, para proporcionar melhor qualidade de vida a todos. É praticamente impossível ilustrar todas as tecnologias, os produtos, os métodos, os protótipos, enfim, todos os conhecimentos gerados. Fazendo um exercício mental, verificamos que a maioria daquilo que era utilizado e consumido há dez anos, nas diferentes áreas, vem passando por modificações até os dias de hoje, como: infor- mática, telecomunicação, automobilismo, máquinas, eletrodomésticos, alimentos, empregos, construção civil, agricultura, ensino, medicina, gerenciamento de empre- sas, biotecnologia, entre outros exemplos. Percebem-se grandes mudanças que, com certeza, não aconteceram por acaso e sim, pela geração dos conhecimentos através das pesquisas. Assim, estamos em um mundo de transformações muito rápidas. No passado, as mu- danças ocorriam mais lentamente. Hoje, ocorre em média uma mudança significati- va por ano. Portanto, nesta era das tecnologias, as grades curriculares dos cursos nas instituições de ensino, devem ser constantemente atualizadas e o profissional deve estar sempre bem informado. As tecnologias desenvolvidas e colocadas às disposição das pessoas não representam o fim, apenas o meio, pois o dom mais completo colocado à disposição da humanidade até hoje, que pode ainda levar grandes descobertas, é o presente de “saber pensar”. 16 METODOLOGIA DE pEsquIsA FACULDADE CAPIXABA DA SERRA/EAD Credenciada pela portaria MEC nº 767, de 22/06/2017, Publicada no D.O.U em 23/06/2017SUMÁRIO A pesquisa é um trabalho em processo não totalmente controlável ou previsível. Ado- tar uma metodologia significa escolher um caminho, um percurso global do espírito. O percurso, muitas vezes, requer ser reinventado a cada etapa. Precisamos, então, não somente de regras e sim de muita criatividade e imaginação. 1.3 TIPOS DE PESQUISA 1.3.1 FALA DO PROFESSOR Você sabia que existem vários tipos de pesquisa? Há várias classificações quanto aos tipos de pesquisa. Vamos apresentar a seguir, alguns critérios que possam ser tomadas como base na realização dessa classificação, conforme retratada por alguns autores da área. LEITuRA RECOMENDADA: GIL, Antonio Carlos. Como elaborar projetos de pesquisa. São Paulo: Atlas, 2007. (Realizar uma leitura do capítulo 1).17 FACULDADE CAPIXABA DA SERRA/EAD Credenciada pela portaria MEC nº 767, de 22/06/2017, Publicada no D.O.U em 23/06/2017 METODOLOGIA DE pEsquIsA SUMÁRIO Vale ressaltar que existem várias classificações da pesquisa feita de forma diferente por alguns autores. Adotamos a classificação que iremos abordar abaixo apenas por consi- derarmos que a mesma atende-nos dentro da Disciplina Metodologia da Pesquisa. A forma clássicas de classificação da pesquisa a ser apresentada a seguir, está seguin- do o autor Gil (1991). a. Quanto à sua natureza, a pesquisa pode ser classificada como básica ou aplicada. É muito comum haver certa confusão ao aluno quanto ao entendimento da classificação da pesquisa quanto a suas particularidades. Portanto, vamos estudar cada um de forma que possa conseguir compreender de forma clara, sem haver erros de entendimento. 18 METODOLOGIA DE pEsquIsA FACULDADE CAPIXABA DA SERRA/EAD Credenciada pela portaria MEC nº 767, de 22/06/2017, Publicada no D.O.U em 23/06/2017SUMÁRIO > pesquisa Básica: objetiva gerar conhecimentos novos, úteis para o avanço da ciência sem aplicação prática prevista. Envolve verdades e interesses univer- sais. Está intimamente relacionada ao meio acadêmico. > pesquisa Aplicada: objetiva gerar conhecimentos para aplicação prática diri- gidos à solução de problemas específicos. Envolve verdades e interesses locais. Este tipo de pesquisa está especialmente relacionada ao desenvolvimento tecnológico e aos interesses econômicos, comerciais e sociais vigentes. b. Do ponto de vista da forma de abordagem do problema a pesquisa pode ser classificada em pesquisa quantitativa e qualitativa. > pesquisa quantitativa: Segundo Bauer e Gaskell (2003, p.22) a pesquisa quantitativa “lida com números, usa modelos estatísticos para explicar os da- dos e é considerada pesquisa hard”. Para Richardson (1999, p. 70), A abordagem quantitativa caracteriza-se pelo emprego da quantificação tan- to nas modalidades de coleta de informações, quanto no tratamento delas por meio de técnicas estatísticas, desde as mais simples como percentual, média, desvio-padrão, às mais complexas, como coeficiente de correlação, análise de regressão etc. > pesquisa qualitativa: Para Godoy (1995, p. 42), “considerando que a aborda- gem qualitativa, enquanto exercício de pesquisa, não se apresenta como uma Highlight Highlight Highlight Highlight Highlight Highlight Highlight Highlight Highlight Highlight Highlight Highlight Highlight 19 FACULDADE CAPIXABA DA SERRA/EAD Credenciada pela portaria MEC nº 767, de 22/06/2017, Publicada no D.O.U em 23/06/2017 METODOLOGIA DE pEsquIsA SUMÁRIO proposta rigidamente estruturada, ela permite que a imaginação e a criativida- de levem os investigadores a propor trabalhos que explorem novos enfoques”. Hoje em dia a pesquisa qualitativa ocupa um reconhecido lugar entre as vá- rias possibilidades de se estudar os fenômenos que envolvem os seres huma- nos e suas intrincadas relações sociais, estabelecidas em diversos ambientes. Algumas características básicas identificam os estudos denominados “quali- tativos”. Segundo esta perspectiva, um fenômeno pode ser melhor compre- endido no contexto em que ocorre e do qual é parte, devendo ser analisado numa perspectiva integrada. Para tanto, o pesquisador vai a campo buscando “captar” o fenômeno em estudo a partir da perspectiva das pessoas nele en- volvidas, considerando todos os pontos de vista relevantes. Vários tipos de da- dos são coletados e analisados para que se entenda a dinâmica do fenômeno. (GODOY, 1995, p. 21). Considerando que a abordagem qualitativa, enquanto exercício de pesquisa, não se apresenta como uma proposta rigidamente estruturada, ela permite que a imagina- ção e a criatividade levem os investigadores a propor trabalhos que explorem novos enfoques. (GODOY, 1995). c. Quanto aos objetivos a pesquisa pode ser classificada em: exploratória, descriti- va e explicativa. > pesquisa Exploratória: visa proporcionar maior familiaridade com o pro- blema, com vistas a torná-lo explícito ou a construir hipóteses. Envolve le- vantamento bibliográfico; entrevista com pessoas que tiveram experiências práticas com o problema pesquisado; análise de exemplos que estimulem a compreensão. (GIL, 2007). > pesquisa Descritiva: visa descrever as características de determinada popu- lação ou fenômeno o estabelecimento de relações entre variáveis. Requer o uso de técnicas padronizadas de coleta de dados: questionário e a observa- ção sistemática. (GIL, 2007). Cervo e Bervian (2002, p. 66-67) ressaltam que a pesquisa descritiva pode assumir diversas formas, entre as quais se destacam: a) Estudos descritivos: trata-se do estudo e da descrição das características, propriedades ou relações existentes na comunidade, grupo ou realidade pes- quisada. Comumente se incluem nesta modalidade os estudos que visam identificar as representações sociais e o perfil de indivíduos e grupos, como também os estudos que visam identificar estruturas, formas, funções e con- teúdos. 20 METODOLOGIA DE pEsquIsA FACULDADE CAPIXABA DA SERRA/EAD Credenciada pela portaria MEC nº 767, de 22/06/2017, Publicada no D.O.U em 23/06/2017SUMÁRIO b) Pesquisa de opinião: procura saber atitudes, pontos de vista e preferências que as pessoas têm a respeito de algum assunto, com o objetivo de tomar decisões. A pesquisa de opinião abrange uma faixa muito grande de inves- tigação que visam identificar falhas ou erros, descrever procedimentos, des- cobrir tendências, reconhecer interesses e outros comportamentos. Essa mo- dalidade de pesquisa é a mais divulgada pelos meios de comunicação, pois permite: tratar de temas do cotidiano, como intenções de votos, de compras e de consumo, verificar tendências da opinião pública e mesmo permitir que se crie, por meio da manipulação de dados, das opiniões contra ou a favor de temas polêmicos, como aborto, pena de morte, redução da idade penal,etc. c) Pesquisa de motivação: busca saber as razões inconscientes e ocultas que levam, por exemplo, o consumidor a utilizar determinado produto ou que de- terminam certos comportamentos ou atitudes. > pesquisa Explicativa: visa identificar os fatores que determinam ou contri- buem para a ocorrência dos fenômenos. Aprofunda o conhecimento da rea- lidade porque explica a razão, e o porquê das coisas. Quando realizada nas ciências naturais requer o uso de métodos experimental e nas ciência sociais, uso do método observacional. (GIL, 2007). d. Do ponto de vista dos procedimentos técnicos, a pesquisa pode ser classificada em: bibliográfica, documental, experimental, levantamento, estudo de caso, ex post-facto, pesquisa-ação e pesquisa participante. 21 FACULDADE CAPIXABA DA SERRA/EAD Credenciada pela portaria MEC nº 767, de 22/06/2017, Publicada no D.O.U em 23/06/2017 METODOLOGIA DE pEsquIsA SUMÁRIO > pesquisa Bibliográfica: Também denominada de revisão de literatura, é feita a partir de material científico publicado previamente por outros pesquisadores nos diversos meios de circula- ção científica (livros, artigos científicos de periódicos e congressos, dissertações de mestrado e tese de douto- rado). Utiliza-se de material já publicado e atualmente com informações disponibilizadas na internet. Quase todos os estudos fazem uso do levantamento bibliográfico e algumas pesquisas são desenvolvidas exclusivamente por fontes bibliográficas. Sua principal vantagem é possibilitar ao investigador a cobertura de uma gama de acontecimentos muito mais ampla do que aquela que poderia pesqui- sar diretamente. (GIL, 1999). A técnica bibliográfica visa encontrar as fonte primárias e secundárias e os materiais científicos e tecnológicos necessários para a realização do trabalho científico ou técnico-científico. Realizada em bibliotecas públicas, faculdades, universidades, e atualmente, os acervos que fazem parte de catálogos coletivos dasbibliotecas virtuais. (OLIVEIRA, 2002). 1.3.2 SUGESTÃO DE PESQUISA BIBLIOGRÁFICA 1.3.3 1.3.4 Highlight 22 METODOLOGIA DE pEsquIsA FACULDADE CAPIXABA DA SERRA/EAD Credenciada pela portaria MEC nº 767, de 22/06/2017, Publicada no D.O.U em 23/06/2017SUMÁRIO Cervo e Bervian (2002, p. 65) destacam ainda que a “pesquisa bibliográfica procura explicar um problema a partir de referências teóricas publicadas em documentos”. > pesquisa Documental: quando elaborada a partir de materiais que não rece- beram tratamento analítico, documentos de primeira mão, como documen- tos oficiais, reportagem de jornal, cartas, contratos, diários, filmes, fotografias, gravações, etc., ou ainda documentos de primeira mão, que de alguma forma Highlight 23 FACULDADE CAPIXABA DA SERRA/EAD Credenciada pela portaria MEC nº 767, de 22/06/2017, Publicada no D.O.U em 23/06/2017 METODOLOGIA DE pEsquIsA SUMÁRIO já foram analisados, tais como: relatórios de pesquisa, relatórios de empresa, tabelas estatísticas, etc. (GIL,1999); e os localizados no interior de órgãos pú- blicos ou privados, como: manuais, relatórios, balancetes, etc. 24 METODOLOGIA DE pEsquIsA FACULDADE CAPIXABA DA SERRA/EAD Credenciada pela portaria MEC nº 767, de 22/06/2017, Publicada no D.O.U em 23/06/2017SUMÁRIO > Pesquisa Experimental: Quando se determina um objeto de estudo, sele- cionam-se as variáveis que seriam capazes de influenciá-lo, definem-se as formas de controle da observação dos efeitos que a variável produz no objeto. A pesquisa experimental necessita de previsão de relações entre as variáveis a serem estudadas, como também o seu controle e por isso, na maioria das situações, é inviável quando se trata de objetos sociais. Esse tipo de pesquisa é geralmente utilizado nas ciências naturais. Exemplo: Analisar os efeitos co- laterais do uso de determinado medicamento em crianças de até oito anos de idade. Logo é empregada nessa pesquisa metodologia sistematizada e controlada. (GIL, 1996) Highlight Highlight Highlight Highlight Highlight Highlight 25 FACULDADE CAPIXABA DA SERRA/EAD Credenciada pela portaria MEC nº 767, de 22/06/2017, Publicada no D.O.U em 23/06/2017 METODOLOGIA DE pEsquIsA SUMÁRIO > Pesquisa-Levantamento: A pesquisa de levantamento ou “Survey” visa descrever a distribuição das características ou de fenômenos que ocorrem naturalmente em grupos da população. Por exemplo, quando queremos avaliar a opinião dos eleitores a 26 METODOLOGIA DE pEsquIsA FACULDADE CAPIXABA DA SERRA/EAD Credenciada pela portaria MEC nº 767, de 22/06/2017, Publicada no D.O.U em 23/06/2017SUMÁRIO respeito dos candidatos às próximas eleições. Ou quando queremos estimar a opinião de estudantes à respeito da pena de morte. Ou ainda quando quere- mos conhecer a distribuição de audiência da TV. E envolve a interrogação direta das pessoas cujo comportamento se deseja conhecer a cerca do pro- blema estudado para, em seguida, mediante análise quantitativa, chegar as conclusões correspondentes aos dados coletados. Exemplo: pesquisa sobre a usabilidade de um software, aplicada a um grupo específico de usuários e pesquisa de mercado em geral. O levantamento feito com informações de todos os integrantes do universo da pesquisa origina um censo. (GIL, 1999). O levantamento usa técnicas estatísticas, análise e quantitativa e permite a generalização das conclusões para o total da população e assim para o uni- verso pesquisado. Os dados são mais descritivos que explicativos. > Estudo de Caso: Envolve um estu- do profundo e exaustivo de um ou poucos objetos, de maneira que se permita o seu amplo e detalhado conhecimento (GIL, 1999). O estu- do caso pode abranger análise de exame de registros, observação de acontecimentos, entrevistas estru- turadas e não-estruturadas ou 27 FACULDADE CAPIXABA DA SERRA/EAD Credenciada pela portaria MEC nº 767, de 22/06/2017, Publicada no D.O.U em 23/06/2017 METODOLOGIA DE pEsquIsA SUMÁRIO qualquer outra técnica de pesquisa. Seu objeto pode ser um indivíduo, um grupo, uma organização, um conjunto de organizações, ou até mesmo uma situação (DENCKER, 2000). A maior utilidade do estudo de caso é verificada nas pesquisas exploratórias. Por sua flexibilidade, é sugerido nas fases iniciais da pesquisa de temas complexos, para construção de hipóteses ou reformu- lação do problema. É utilizado nas mais diversas áreas do conhecimento. A coleta dos dados geralmente é feita por mais de um procedimento, entre os mais usados estão: a observação, análise de documentos, a entrevista e histó- ria da vida. (GIL, 1999). 28 METODOLOGIA DE pEsquIsA FACULDADE CAPIXABA DA SERRA/EAD Credenciada pela portaria MEC nº 767, de 22/06/2017, Publicada no D.O.U em 23/06/2017SUMÁRIO > Pesquisa Ex-Post Facto: quando o “experimento” se realiza depois dos fatos. O pesquisador não tem controle das variáveis (GIL, 1999). É um tipo de pesquisa experimental, mas difere da experimental propriamente dita pelo fato de o fenômeno ocorrer naturalmente sem que o investigador tenha controle sobre ele, ou seja, nesse caso, o pesquisador passa a ser um mero observador do acontecimento. Por exemplo, a verificação do processo de erosão sofrido por uma rocha por influência do choque proveniente das ondas do mar (BOENTE, 2004). Esse tipo de pesquisa é geralmente utilizado nas ciências naturais > Pesquisa de campo: A pesquisa de campo é considerada por alguns auto- res como Ferrão (2008) uma técnica de pesquisa, que é utilizada para gerar co- nhecimentos relativos a um problema, testar hipótese, ou provocar novas des- cobertas em uma determinada área. 29 FACULDADE CAPIXABA DA SERRA/EAD Credenciada pela portaria MEC nº 767, de 22/06/2017, Publicada no D.O.U em 23/06/2017 METODOLOGIA DE pEsquIsA SUMÁRIO > Pesquisa-Ação: A pesquisa-ação é concebida e realizada em estreita associação com uma ação ou com a resolução de um problema coletivo. Os pesquisadores e participantes representativos da situação ou do problema estão envolvidos de modo cooperativo ou participativo (GIL, 1999). Objetiva definir o campo de investigação, as ex- pectativas dos interessa- dos, bem como o tipo de auxílio que estes pode- rão exercer ao longo do processo de pesquisa. Implica no contato direto com o campo de estudo envolvendo o reconheci- mento visual do local, consulta a documentos diversos, sobretudo, a discussão com representantes de categorias sociais envolvidas na pesquisa. É delimitado o universo da pesquisa, e recomenda- -se a seleção de uma amostra. O critério de representatividade dos grupos investigados na pesquisa-ação é mais qualitativo do que quantitativo. É importante a elaboração de um plano de ação, envolvendo os objetivos que se pretende atingir, a população a ser beneficiada, a definição de medidas, 30 METODOLOGIA DE pEsquIsA FACULDADE CAPIXABA DA SERRA/EAD Credenciada pela portaria MEC nº 767, de 22/06/2017, Publicada no D.O.U em 23/06/2017SUMÁRIO procedimentos e formas de controle do processo e de avaliação de seus resultados. (GIL, 1996). Não segue um plano rigoroso de pesquisa, pois o plano é readequado constantemente de acordo com a necessidade dos resultados e do andamento das pesquisas. O investigador se envolve no processo e sua intenção é agir sobre a realidade pesquisada. > Pesquisa Participante: > Pesquisa realizada através da integração do investigador que assume uma função no grupo a ser pesquisado, mas sem seguir uma proposta pré-defi- nida de ação. A intenção é adquirir conhecimento mais profundo do grupo. O grupo investigado tem ciência da finalidade, os objetivos da pesquisa e da identidade do pesquisador. Permite a observação das ações no próprio momento em que ocorrem. Esta pesquisa necessita de dados objetivos sobre a situação da população. Isso envolve a coleta de informações sócio- -econômicas e tecnológicas que são de natureza idêntica às adquiridasnos tradicionais estudos de comunidades. Esses dados podem ser agrupados por categorias, como: geográficas, demográficas, econômicas, habitacionais, educacionais, entre outros. (GIL,1996). 31 FACULDADE CAPIXABA DA SERRA/EAD Credenciada pela portaria MEC nº 767, de 22/06/2017, Publicada no D.O.U em 23/06/2017 METODOLOGIA DE pEsquIsA SUMÁRIO RESUMINDO....VAMOS RECORDAR???? As coletas de dados poderão ser advindas também dos seguintes instrumentos de coleta de dados: Observação, entrevista, questionário e formulário. Vamos falar um pouco sobre cada um deles para que você compreenda-os quando precisar de utilizá-los em suas pesquisas. > Observação: A observação constitui elemento fundamental para a pes- quisa. É utilizada de forma exclusiva ou conjugada a outras técnicas. Se- gundo os meios utilizados, a observação pode ser estruturada ou não-es- truturada. De acordo com o nível de participação do observador, pode ser participante ou não-participante. Gil (2006) afirma que a observação participante tende a utilizar formas não estruturadas, podendo ser adota- da a seguinte classificação, que combina os dois critérios considerados: observação simples, observação participante e observação sistemática. Na observação simples, o pesquisador permanece alheio à comunidade, grupo ou situação que pretende estudar e observa de maneira espontânea os fatos que ocor- rem. O pesquisador é muito mais um espectador que um ator. 32 METODOLOGIA DE pEsquIsA FACULDADE CAPIXABA DA SERRA/EAD Credenciada pela portaria MEC nº 767, de 22/06/2017, Publicada no D.O.U em 23/06/2017SUMÁRIO A observação participante ocorre por meio do contato direto do investigador com o fenômeno observado, para detectar as ações dos atores em seu contexto natural, considerando sua perspectiva e seus pontos de vista. O observador assume o papel de um membro do grupo. (GIL, 2006). > Entrevista: Entrevista é o encontro de duas pessoas com o objetivo de obter informa- ções a respeito de determinado assunto, mediante uma conversa natural ou programada de forma profissional. A conversa é efetuada frente a frente com entrevistado e entrevistador, de forma sistemática e metódica, possibi- litando assim, obter informações necessárias do entrevistado para realização do trabalho. Ferrão (2008, p.105), define entrevista: como um encontro entre duas pessoas, a fim de que uma delas obtenha in- formações a respeito de determinado assunto, mediante uma conversação de natureza profissional. É um procedimento utilizado na investigação social, para a coleta de dados ou para ajudar no diagnostico ou no tratamento de um problema social. A entrevista é uma comunicação verbal entre duas ou mais pessoas. Com uma estru- turação previamente determinada, a entrevista é realizada com a intenção de obter informações de pesquisa. É uma das técnicas de coleta de dados mais usadas nas ciências sociais. (GIL, 2006). O pesquisador deve planejar a entrevista delineando o objetivo a ser alcançado e cuidando de sua elaboração, desenvolvimento e aplicação. As entrevistas podem ser estruturadas (com perguntas (com perguntas definidas) ou semiestruturadas (permitindo maior liberdade ao pesquisador). QUESTIONÁRIO: Perguntas podem ser: Abertas – respondem com suas palavras. Fechadas – já contem as possíveis respostas. Duplas – já contem as possíveis respostas, podendo responder mais que uma. 33 FACULDADE CAPIXABA DA SERRA/EAD Credenciada pela portaria MEC nº 767, de 22/06/2017, Publicada no D.O.U em 23/06/2017 METODOLOGIA DE pEsquIsA SUMÁRIO A observação participante ocorre por meio do contato direto do investigador com o fenômeno observado, para detectar as ações dos atores em seu contexto natural, considerando sua perspectiva e seus pontos de vista. O observador assume o papel de um membro do grupo. (GIL, 2006). > Entrevista: Entrevista é o encontro de duas pessoas com o objetivo de obter informa- ções a respeito de determinado assunto, mediante uma conversa natural ou programada de forma profissional. A conversa é efetuada frente a frente com entrevistado e entrevistador, de forma sistemática e metódica, possibi- litando assim, obter informações necessárias do entrevistado para realização do trabalho. Ferrão (2008, p.105), define entrevista: como um encontro entre duas pessoas, a fim de que uma delas obtenha in- formações a respeito de determinado assunto, mediante uma conversação de natureza profissional. É um procedimento utilizado na investigação social, para a coleta de dados ou para ajudar no diagnostico ou no tratamento de um problema social. A entrevista é uma comunicação verbal entre duas ou mais pessoas. Com uma estru- turação previamente determinada, a entrevista é realizada com a intenção de obter informações de pesquisa. É uma das técnicas de coleta de dados mais usadas nas ciências sociais. (GIL, 2006). O pesquisador deve planejar a entrevista delineando o objetivo a ser alcançado e cuidando de sua elaboração, desenvolvimento e aplicação. As entrevistas podem ser estruturadas (com perguntas (com perguntas definidas) ou semiestruturadas (permitindo maior liberdade ao pesquisador). QUESTIONÁRIO: Perguntas podem ser: Abertas – respondem com suas palavras. Fechadas – já contem as possíveis respostas. Duplas – já contem as possíveis respostas, podendo responder mais que uma. De acordo com Gil (2006, p. 119): as entrevistas mais estruturadas são aquelas que predeterminam em maior grau as respostas a serem obtidas, [...] e as menos estruturadas são desen- volvidas de forma mais espontânea, sem que estejam sujeitas a um modelo pré-estabelecido de interrogação. > Questionários: O questionário é o que exige maior atenção do pesquisador por se tratar de um instrumento irreversível, ou seja, no caso de ocorrência de algum proble- ma que inviabilize a utilização desse instrumental, será preciso um novo 34 METODOLOGIA DE pEsquIsA FACULDADE CAPIXABA DA SERRA/EAD Credenciada pela portaria MEC nº 767, de 22/06/2017, Publicada no D.O.U em 23/06/2017SUMÁRIO levantamento. Por isso, exige maior planejamento. Essa técnica de investiga- ção, composta por questões apresentadas por escrito às pessoas, tem a intenção de identificar opiniões, crenças, sentimentos, interesses, expectati- vas, situações vivenciadas e outros. (GIL, 2006). As situações em que o questionário deve ser utilizado, segundo Labes (1998, p. 17) são: • Necessidade do registro de informações (comprovação/cientificidade); • Existência de dados padronizados para posterior mensuração; • Dispersão geográfica do público-alvo; • Amostra ou população numerosa; • Desconhecimento dos fatores quantitativos do problema (causa-efeito); • Grande número de variáveis intervenientes. Para elaborar um questionário, deve-se refletir sobre os objetivos da pesquisa e pas- sá-los para questões específicas. São as respostas que apresentarão as informações necessárias para testar as hipóteses ou esclarecer o problema da pesquisa. Segundo Labes (1998), as etapas do questionário podem ser: a. Pesquisa;Elaboração do questionário; b. Testagem ou pré-teste; c. Distribuição e aplicação; d. Tabulação dos dados; e. Análise e interpretação dos dados. 35 FACULDADE CAPIXABA DA SERRA/EAD Credenciada pela portaria MEC nº 767, de 22/06/2017, Publicada no D.O.U em 23/06/2017 METODOLOGIA DE pEsquIsA SUMÁRIO Gil (2006) cita três tipos de questões em relação à forma: questões fechadas, questões abertas e questões relacionadas. Na questão fechada, Dencker (2000) acrescenta per- guntas com escala. No questionário do tipo questões fechadas, apresenta-se ao respondente um con- junto de alternativas de resposta para que seja escolhida a que melhor representa sua situação ou ponto de vista. Segundo Ferrão (2008, p. 106), “Questionário é uma técnica de coleta de dados atra- vés de uma série ordenada de perguntas, que devem ser respondidas por escrito, sem a presença do entrevistador”.> Formulário: É uma lista informal, catálogo ou inventário, destinado à coleta d dados resultantes quer de observações quer de interrogações, e o seu preen- chimento é feito pelo próprio investigador. Entre as vantagens que o formulá- rio apresenta, podemos destacar a assistência direta do investigador, a possibi- lidade de comportar perguntas mais complexas e a garantia da uniformidade na interpretação dos dados e dos critérios pelos quais são fornecidos. O formu- lário pode ser aplicado a grupos heterogêneos, inclusive a analfabetos, o que não ocorre com o questionário (CERVO, BERVIAN; DA SILVA, 2007). Estimado aluno é importante que entenda que existem várias classificações da pes- quisa conforme apresentado nessa unidade. Toda essa classificação da pesquisa é importante uma vez que organizam os procedimentos a serem realizados durante uma pesquisa científica. Porém, observa-se que muitas vezes os alunos não mencio- nam as mesmas em seus trabalhos de pesquisa e quando fazem esta não se concre- tiza de forma efetiva nos seus trabalhos de pesquisa. Uma forma bem eficiente na 36 METODOLOGIA DE pEsquIsA FACULDADE CAPIXABA DA SERRA/EAD Credenciada pela portaria MEC nº 767, de 22/06/2017, Publicada no D.O.U em 23/06/2017SUMÁRIO pesquisa é empregar mais de um tipo de pesquisa e não apenas um especificamen- te. Dessa forma, aumentam as possibilidades de sucesso na obtenção de respostas aos problemas estudados. 1.4 LINHAS DE PESQUISA Vale ressaltar que esse assunto de Linhas de pes- quisa é muito utilizado em projetos de pesquisa como exigências do CNPQ (Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico) e no cadastramento do Currículo Lattes na Plataforma do CNPQ. Portanto, é nesse momento que iremos abordar de forma bem resumida sobre o assun- to, pois ainda existem muitas divergências sobre esse assunto. A razão mais forte para manter o foco do presente texto no nível conceitual, é o fato de que linha de pesquisa, apesar de sofrer sérios problemas de definição (ou de au- sência de definição), se transformou numa unidade de análise para a avaliação de cursos e de propostas de cursos: são comuns os cálculos de projetos por linhas, pes- 37 FACULDADE CAPIXABA DA SERRA/EAD Credenciada pela portaria MEC nº 767, de 22/06/2017, Publicada no D.O.U em 23/06/2017 METODOLOGIA DE pEsquIsA SUMÁRIO quisadores por linhas, alunos por linhas, publicações e dissertações por linhas, linhas por grupos, linhas por área de concentração, linhas por curso etc. Linha de pesquisa é o tema ou assunto pesquisado pelo grupo, de onde se originam projetos cujos resultados guardam afinidades entre si. Um mesmo grupo de pesquisa pode ter uma ou mais linhas de pesquisa. O grupo e as linhas de pesquisa são ditos “institucionais” quando oficialmente reconhecidos e aprovados pela instituição. Dessa forma para definir uma Linha de pesquisa, pode-se adotar o conceito de um traço imaginário que: • determina o rumo, ou o que será investigado num dado contexto ou realidade; • limita as fronteiras do campo específico do conhecimento em que deverá ser inserido o estudo; • oferece orientação teórica aos que farão a busca; • estabelece os procedimentos que serão considerados adequados nesse processo. As linhas de pesquisa são classificadas dentro de cada área específica. No texto pretende-se definir o conceito de linha de pesquisa. Para chegar a esta de- finição, é feita uma discussão a respeito dos seus elementos componentes, extraindo tais elementos de trechos de diálogos feitos com dois pesquisadores e um técnico com experiência nas áreas de gestão de ciência e tecnologia e de pós-graduação, e analisando significados descritos em dicionários. É proposta uma definição com característica metafórica, mas incluindo quatro elementos essenciais que permitem a sua operacionalização. Em seguida, o conceito é testado, sendo levado em conta o seu uso em programas de pós-graduação, em grupos de pesquisa e em curriculo vitae de pesquisadores, nos contextos do CNPq e da CAPES. Finalmente, o conceito de linha de pesquisa é comparado com os conceitos de área de concentração e pro- jeto de pesquisa, e é apresentado o argumento de que ele precisa ter uma natureza institucional e não individual. Decidi manter o foco do presente texto na questão que considero essencial, que é a de tentar definir o conceito de linha de pesquisa, embora essa expressão pareça ser bastante mencionada (mas pouco compreendida). É bastante provável, além disso, que tais linhas de pesquisa, numa quantidade bastante significativa de casos, nunca tenham passado por instâncias de discussão e aprovação institucionais. 38 METODOLOGIA DE pEsquIsA FACULDADE CAPIXABA DA SERRA/EAD Credenciada pela portaria MEC nº 767, de 22/06/2017, Publicada no D.O.U em 23/06/2017SUMÁRIO A falta de precisão na definição de conceito de linhas de pesquisa é provavelmente uma das causas dos problemas. A razão mais forte para manter o foco do presente texto no nível conceitual, é o fato de que linha de pesquisa, apesar de sofrer sérios problemas de definição (ou de au- sência de definição), se transformou numa unidade de análise para a avaliação de cursos e de propostas de cursos: são comuns os cálculos de projetos por linhas, pes- quisadores por linhas, alunos por linhas, publicações e dissertações por linhas, linhas por grupos, linhas por área de concentração, linhas por curso etc. É sabido que uma medida, antes de ser usada, necessita de cuidadosa definição operacional. Para tentar organizar algumas informações que possam ajudar um pouco a entender o que seja linha de pesquisa, decidi começar por uma revisão da literatura especializada e das definições que possam compor ou ser equivalentes ou estar nas vizinhanças ou próximas das fronteiras do conceito de linha de pesquisa. O termo LINHA DE PESQUISA usado no âmbito do DGPB (Diretório dos Grupos de Pesquisa no Brasil) é propositalmente ‘frouxo’ em sua formulação - pretende-se opor- tunizar ao líder do grupo um espaço genérico para apresentação da(s) linha(s) ge- ral(is) de trabalho do grupo - em tese um detalhamento do ‘objetivo geral’ do grupo. No entanto, uma ‘linha de pesquisa’ pode agregar diversos grupos - nestes casos, tra- ta-se de uma abordagem mais ‘aberta’ para a expressão ‘linha de pesquisa’, que pode corresponder até mesmo a um amplo projeto transinstitucional, e pode ser compar- tilhada por diversos grupos de pesquisa. Uma ‘linha de pesquisa’ pode fazer referência mais específica aos trabalhos do grupo - neste caso, limitada a um escopo bem mais restrito, com o objetivo de apresentar em maior grau de detalhe o trabalho desenvolvido, de forma que um único grupo de pesquisa pode ter várias ‘linhas de pesquisa’”. Nesta definição, é possível identificar três dos quatro elementos essenciais do concei- to de linha de pesquisa: objetivo, delimitação de escopo e referência a atividades de 39 FACULDADE CAPIXABA DA SERRA/EAD Credenciada pela portaria MEC nº 767, de 22/06/2017, Publicada no D.O.U em 23/06/2017 METODOLOGIA DE pEsquIsA SUMÁRIO trabalho. Não há menção à orientação teórica da linha de pesquisa; mas, por outro lado, inclui uma noção interessante que aproveitarei mais adiante: a de frouxidão terminológica. Na ajuda do programa Coleta Capes, que gera os relatórios dos Programas de Pós- -Graduação, uma linha de pesquisa é definida como “um domínio ou núcleo temáti- co da atividade de pesquisa do Programa, que encerra o desenvolvimento sistemáti- co de trabalhos com objetos ou metodologias comuns”. O problema desta definição é que ela permite a construção incompleta de uma linha de pesquisa: estabelece que um campo de atividade ou de trabalho deve ser delimi- tado; mas coloca como alternativas duas condições que deveriam estar necessaria- mente presentes: os objetos e as metodologias. O Coleta Capes também indica que a cada linha de pesquisa podem ser associadosvários projetos, e que linhas de pesquisa deveriam estar sob o domínio temático de uma área de concentração. Portanto, existiria uma espécie de hierarquia, que do ge- ral para o específico compreenderia: área de concentração, linha e projeto de pesqui- sa. Mas o que diferencia uma da outra? Sugiro que seja utilizado um continuum de frouxidão progressiva, sendo o nível inferior ou mais específico o de projeto, o mais bem definido. Comecemos pelo nível de área de concentração, o mais geral. Uma área é um espaço aberto ou campo, delimitado por algo maior que ele ou conti- do no interior de algo que tenha maior âmbito. Se essa área é de concentração, deve agrupar ações e fazê-las convergir para um centro, de modo a adensar, fortalecer ou tornar mais ativo determinado domínio de conhecimento. Assim, uma área de concentração deve compreender um campo bem delimitado de certo(s) ramo(s) de conhecimento(s), atividade(s) ou competência(s). No caso da pós-graduação, o que é maior do que uma área de concentração (ou que pode incluí-la), pode ser um Progra- ma, se este tem várias áreas de concentração, ou uma unidade organizacional como um departamento, instituto ou faculdade. Menor do que uma área de concentração seria uma linha de pesquisa. Mas o que diferencia as duas? Parece que o conceito de área de concentração admite parte das atribuições de linhas de pesquisa: sempre limita as fronteiras do espaço, mas nunca estabelece simultaneamente os rumos da pesquisa, a orientação teórica e os procedimentos. 40 METODOLOGIA DE pEsquIsA FACULDADE CAPIXABA DA SERRA/EAD Credenciada pela portaria MEC nº 767, de 22/06/2017, Publicada no D.O.U em 23/06/2017SUMÁRIO Assim, o conceito de área de concentração é mais frouxo do que o de linha de pesqui- sa. E como este se compara com o de projeto? Em primeiro lugar, este tem todas as características das linhas: rumo, orientação teórica, procedimentos e fronteiras. Além disso, projetos bem elaborados especificam cuidadosamente os recursos que serão usados para alcançar seus objetivos, tais como docentes, pesquisadores, alunos, téc- nicos, equipamento e financiamento. Linhas de pesquisa, neste sentido, especificam os projetos nelas contidos; mas a agregação ou combinação deles muito raramente permitiria a consecução dos objetivos e finalidades de uma linha de pesquisa, que são formulados em longo prazo, enquanto isto é geralmente uma premissa de pro- jetos bem elaborados. Devo lembrar, além disso, que projetos de pesquisa podem existir fora do âmbito de linhas de pesquisa. O próprio programa Coleta Capes sabia- mente prevê essa possibilidade. Pesquisadores com freqüência listam suas linhas de pesquisa, sem qualquer preo- cupação com fazê-las equivalentes às linhas de seus Programas de Pós-Graduação ou grupos de pesquisa. Na verdade, eles estão listando seus interesses pessoais de pesquisa. Contudo é bom lembrar o que está, neste caso, sendo efetivamente men- cionado, copiando o que existe na ajuda do programa do Curriculum Lattes: linhas de pesquisa representam temas aglutinadores de estudos técnico-científicos que se fundamentam em tradição investigativa, de onde se originam projetos cujos resulta- dos guardam relação entre si. Do ponto de vista do funcionamento do Programa, a definição de linhas de pesquisa não pode ter influência no sentido de cercear a liberdade criativa ou a experimen- tação de novos caminhos que se mostrarem promissores, até mesmo em virtude de identificação de expressiva demanda por uma especialidade não prevista na propos- ta original de criação do Programa. Exatamente por isso, a desativação de linhas de pesquisa e a criação de outras são procedimentos encarados com naturalidade, e ex- plicitamente previstos na burocracia da Capes. A especificação de linhas de pesquisa muito abrangentes também não vai alterar a natureza das atividades de pesquisa efetivamente desempenhadas pelos pesquisadores do Programa. Tal tipo de espe- cificação, portanto, não vai garantir maior coesão ou homogeneidade no Programa”. A organização do conhecimento humano e as estruturas das linhas de pesquisa e dos métodos educacionais definem, para a universidade, uma matriz de interdepen- dência entre as áreas básicas, comuns a grandes ramos do conhecimento e a todas as linhas de trabalho científico, e áreas profissionais. 41 FACULDADE CAPIXABA DA SERRA/EAD Credenciada pela portaria MEC nº 767, de 22/06/2017, Publicada no D.O.U em 23/06/2017 METODOLOGIA DE pEsquIsA SUMÁRIO A instituição que oferece o curso de mestrado e doutorado deve apresentar, por oca- sião dos contatos pessoais com os candidatos, as informações sobre suas linhas cur- riculares e projetos de pesquisa em andamento e em preparo; com isto é possível elaborar, em conjunto com os candidatos, planos de trabalho na forma de um com- promisso recíproco, flexível e responsável. LEITuRA RECOMENDADA: GIL, Antonio Carlos. Como elaborar projetos de pesquisa. São Paulo: Atlas, 2007. (Realizar uma leitura do capítulo 4). suGEsTÕEs DE FILMEs Sugerem-se alguns filmes que podem ajudá-lo a entender melhor o sobre pesquisa. Filme: CRIAÇÃO. Direção: Jon Amiel. Produção: Jeremy Thomas.Reino Unido: Han Way Film, 2009. 1 DVD (108 min). Trailer: http://www.youtube.com/watch?v=ZcRP822h22A Foco: Charles Darwin e a “Origem das Espécies”. 42 METODOLOGIA DE pEsquIsA FACULDADE CAPIXABA DA SERRA/EAD Credenciada pela portaria MEC nº 767, de 22/06/2017, Publicada no D.O.U em 23/06/2017SUMÁRIO Chegou o momento de fazermos uma parada, para refletir. Você entendeu a definição de pesquisa e a classificação dos diferentes tipos de pesquisa? Então, faça a auto-avaliação. ANOTAÇÕEs METODOLOGIA DE pEsquIsA OBJETIVO Ao final desta unidade, esperamos que possa: > Entender a estrutura de um Projeto de Pesquisa; > Distinguir os diferentes itens da construção de um projeto de Pesquisa; > Identificar as etapas fundamentais à elaboração do projeto de pesquisa. 44 METODOLOGIA DE pEsquIsA FACULDADE CAPIXABA DA SERRA/EAD Credenciada pela portaria MEC nº 767, de 22/06/2017, Publicada no D.O.U em 23/06/2017SUMÁRIO 2 PROJETO DE PESQUISA: ESTRUTURA Caro aluno, você sabe como é a elaboração de um projeto de Pesquisa? Ao pensar em pesquisa, devemos, antes de tudo, planejar as fases de investigação, de forma que seja garantida a viabilidade da pesquisa. Aproveite para aprender um assunto impor- tante para a sua área profissional. De acordo com Rauen (2002, p. 47): quando alguém quer construir uma casa, pode fazê-lo sem planejar? Não, primeiro terá de fazer uma planta, com um plano de como será a casa, um cronograma de tempo para construir, um orçamento que antecipa os gastos necessários para a construção. Para o desenvolvimento de uma pesquisa, não é muito diferente; devemos primei- ro fazer um projeto, que é uma seqüência de etapas metodológicas estabelecidas pelo pesquisador; essas etapas devem ser adequadas aos procedimentos da meto- dologia científica. Durante a sua vida acadêmica, você desenvolverá muitas pesquisas e precisará elaborar muitos projetos, necessitando aplicar os conhecimentos adquiridos nesta disciplina. 2.1 PROJETO DE PESQUISA: ESTRUTURA O pesquisador, uma vez definido o objeto da pesquisa, deve pesquisar buscando conhecimento para avaliar a questão em estudo. Deverá efetuar um levantamen- to bibliográfico e fazer uma análise do que já foi produzido sobre o assunto e tam- bém promover uma discussão do problema com outros profissionais, principalmente aqueles ligados à área, para amadurecimento, obtenção de novas interpretações e sugestões referentes à questão. Após cumpridas essas premissas básicas o pesquisa- dor está apto a elaborar uma proposta de projeto. 45 FACULDADE CAPIXABA DA SERRA/EAD Credenciada pela portaria MEC nº 767, de 22/06/2017, Publicada no D.O.U em 23/06/2017 METODOLOGIA DE pEsquIsA SUMÁRIO O primeiro passo a ser dado, por aquele que se propõe adesenvolver uma pesqui- sa, é a escolha do assunto; isso dá início ao planejamento. A escolha certa do assun- to tema é fundamental, segundo Martins (2000, p. 19), mas, selecionar um tema, não é tarefa tão fácil! O assunto de uma pesquisa deve tratar de um tema que ne- cessite de melhores definições, novos relacionamentos entre variáveis, maior preci- são, enfim, um tema que exija maior aprofundamento ou dilatação de suas fronteiras. Lembre que, em qualquer área, o campo para pesquisas é vasto e pode causar an- gústia durante o período que precede a opção por um assunto e não por inúmeros outros. Mesmo quando o próprio curso sugere a área, incumbirá sempre ao aluno delimitá-lo, circunscrevê-lo e determinar o aspecto sob o qual o focalizará. Na elaboração do projeto, o autor deve ter conhecimento profundo sobre a área que pretende pesquisar, precisa definir e delimitar o assunto que trabalhará, deve conhe- cer a hipótese que será testada no estudo. Os conhecimentos teóricos da área de “... o ponto inicial de uma pesquisa não pode e não deve ser a meto- dologia, mas antes a relevância do problema”. (ALVES, 1981) 46 METODOLOGIA DE pEsquIsA FACULDADE CAPIXABA DA SERRA/EAD Credenciada pela portaria MEC nº 767, de 22/06/2017, Publicada no D.O.U em 23/06/2017SUMÁRIO atuação são adquiridos através de muitas leituras, cursos, contatos com outros profis- sionais, visitas a outras instituições, enfim, através das experiências de toda uma vida profissional direcionada para os princípios científicos. O projeto é um documento técnico, científico e administrativo, através do qual o pes- quisador formaliza o compromisso de usar a sua inteligência e o seu talento, na busca de soluções científicas para o problema. Através dele, identificam-se as qualidades profissionais e de caráter como: espírito científico, inteligência, objetividade, intelec- tualidade, maturidade profissional, criatividade, originalidade, honestidade, zelo pro- fissional, humildade e organização (FERRÃO, 2008). Todo trabalho de pesquisa científica inicia-se pelo projeto, nele descreve-se e detalha- -se as fases da pesquisa, oferecendo subsídio para efetuar um bom planejamento refe- rente a pessoal, equipamentos, tempo, materiais de consumo, recursos financeiros, etc. Na elaboração de um projeto deve-se ter objetivos bem definidos, planos de coleta, e se necessário, de análise dos dados, precisão de tempo de execução e de recursos para sua viabilização. O projeto serve de ponto de partida para a elaboração de uma pesquisa, para o planejamento geral do trabalho, para a obtenção de bolsas de es- tudos, para o financiamento de pesquisas e para apresentar ao professor/orientador com intenção de elaboração de uma monografia, dissertação ou tese. 47 FACULDADE CAPIXABA DA SERRA/EAD Credenciada pela portaria MEC nº 767, de 22/06/2017, Publicada no D.O.U em 23/06/2017 METODOLOGIA DE pEsquIsA SUMÁRIO O planejamento da pesquisa científica se completa com a montagem do projeto de pesquisa, que traça o caminho intelectual inicial de todo o processo posterior. A cole- ta de dados e a redação final do trabalho são planejados aqui. São sugeridos como indispensáveis (devendo estar absolutamente claros para o pesquisador) o planeja- mento de sete itens: INTRODUÇÃO (O que se vai fazer? e “por quê”?). Neste item será apresentado o tema de pesquisa, o problema a ser pesquisado e a justificativa. Contextualize, abordando o tema de for- ma a identificar os motivos ou o contexto no qual o problema ou a(s) questão(ões) de pesquisa foram identificados. Permita que se tenha uma visualização si- tuacional do problema. Restrinja sua abor- dagem apresentando a(s) questão(ões) que fizeram você propor esta pesquisa. Na pesquisa, o tema é universal, mas não é possível, principalmente em trabalho acadêmicos, pesqui- sar algo muito amplo, até mesmo pela limitação de tempo que te- mos. Então, primeiramente, deve- mos analisar os aspectos direta- mente relacionados à questão e, em seguida, ir focando, até afunilar, ou delimitar o assunto. 48 METODOLOGIA DE pEsquIsA FACULDADE CAPIXABA DA SERRA/EAD Credenciada pela portaria MEC nº 767, de 22/06/2017, Publicada no D.O.U em 23/06/2017SUMÁRIO Indique as hipóteses ou os pressupostos que estão guiando a execução da pesquisa. Hipóteses ou pressupostos são respostas provisórias para as questões colocadas acima. Apresente os argumentos que indiquem que sua pesquisa é significativa, importante e/ou relevante. Indique os resultados esperados com a elaboração da pesquisa. Na escolha do tema e delimitação do tema: podem ser utilizados alguns critérios para ajudar na escolha do tema, como originalidade (mesmo que o trabalho não seja original deve apresentar alguma novidade, novo enfoque, novos argumentos ou pontos de vista), relevância (importância ou utilidade), viabilidade (econômica e de tempo), preparo técnico e existência de fontes; Segundo Andrade (2001, p. 24-25), na escolha do tema: você deve levar em conta a atualidade e relevância, seu conhecimento a res- peito, sua preferência e a aptidão pessoal para lidar com o assunto, o tem- po disponível e necessário para levar a bom termo a pesquisa (não podemos optar por um assunto que exija muito mais tempo de pesquisa do que dis- pomos) e o fator econômico para disponibilizar recursos materiais que serão utilizados na pesquisa, analisando se há possibilidade financeira para arcar com todos os custos orçados. JUSTIFICATIVA DO TEMA: consiste em apresentar motivos bons o bastante para o desenvolvimento da pesquisa. O que se pretende é que o leitor adquira convicção semelhante à do pesquisador: o tema é relevante e abrangente o bastante para me- recer uma investigação científica. Um tema pode ter importância social, científica ou acadêmica. O desenvolvimento dele pode trazer benefício direto para a sociedade em geral, ou para um grupo social específico, ao resolver ou encaminhar a solução para a necessidade ali instalada. Pode também beneficiar de imediato uma ciência contribuindo com informações para o avanço de determinado estudo científico. Pode ainda beneficiar o processo acadêmico, facilitando ou inovando o ensino-aprendiza- do de um assunto; > problematização (delimitação do problema): transformação de uma ne- cessidade humana em problema. O pesquisador deve ter idéia clara do pro- blema que pretende resolver, da dúvida a ser superada, caso contrário sua pesquisa correrá o risco da prolixidade, da falta de direção, da ausência de Highlight 49 FACULDADE CAPIXABA DA SERRA/EAD Credenciada pela portaria MEC nº 767, de 22/06/2017, Publicada no D.O.U em 23/06/2017 METODOLOGIA DE pEsquIsA SUMÁRIO algo para se resolver. Se o problema é estabelecido de forma clara, ele desen- cadeará a formulação da hipótese geral, que será comprovada no desenvolvi- mento do texto. Ao optar por uma solução que deseja demonstrar (ou seja, a hipótese, nascida do problema apontado), tem-se uma tese; > seleção /delimitação do assunto: deve-se escolher o “pedaço” do problema que se quer ou se precisa estudar para estudá-lo em profundidade. Mesmo que todos os aspectos sejam considerados importantes, devem ser tratados um por vez e, ao escolher um deles, abandonam-se ou outros. É uma impo- sição do método; OBJETIVOS (para quê?) Objetivos (geral e específicos): é a espinha dorsal do proje- to de pesquisa. Não é o que o pesquisador vai fazer (isto se prevê nos procedimentos), mas o que ele pretende conseguir como resultado intelectual final de sua investiga- ção. São eles que delimitam e dirigem os raciocínios a serem desenvolvidos. O obje- tivo geral será subdividido em tantos objetivos específicos quantos necessários para o estudo e solução satisfatória do problema contido no objetivo geral. Cada um dos objetivos específicos será uma parte distinta da futura redação (um capítulo, um seg- mento). Todo objetivo, seja geral ou específico,