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FACULDADE CAPIXABA DA SERRA/EAD
Credenciada pela portaria MEC nº 767, de 22/06/2017, Publicada no D.O.U em 23/06/2017
METODOLOGIA DE pEsquIsA
SUMÁRIO
METODOLOGIA DE 
PESQUISA
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METODOLOGIA DE pEsquIsA
FACULDADE CAPIXABA DA SERRA/EAD
Credenciada pela portaria MEC nº 767, de 22/06/2017, Publicada no D.O.U em 23/06/2017SUMÁRIO
A Faculdade Multivix está presente de norte a sul 
do Estado do Espírito Santo, com unidades em 
Cachoeiro de Itapemirim, Cariacica, Castelo, Nova 
Venécia, São Mateus, Serra, Vila Velha e Vitória. 
Desde 1999 atua no mercado capixaba, des-
tacando-se pela oferta de cursos de gradua-
ção, técnico, pós-graduação e extensão, com 
qualidade nas quatro áreas do conhecimen-
to: Agrárias, Exatas, Humanas e Saúde, sem-
pre primando pela qualidade de seu ensino 
e pela formação de profissionais com cons-
ciência cidadã para o mercado de trabalho.
Atualmente, a Multivix está entre o seleto 
grupo de Instituições de Ensino Superior que 
possuem conceito de excelência junto ao 
Ministério da Educação (MEC). Das 2109 institui-
ções avaliadas no Brasil, apenas 15% conquistaram 
notas 4 e 5, que são consideradas conceitos 
de excelência em ensino.
Estes resultados acadêmicos colocam 
todas as unidades da Multivix entre as 
melhores do Estado do Espírito Santo e 
entre as 50 melhores do país.
 
MIssÃO
Formar profissionais com consciência cida-
dã para o mercado de trabalho, com ele-
vado padrão de qualidade, sempre mantendo a 
credibilidade, segurança e modernidade, visando 
à satisfação dos clientes e colaboradores.
 
VIsÃO
Ser uma Instituição de Ensino Superior reconheci-
da nacionalmente como referência em qualidade 
educacional.
GRUPO
MULTIVIX
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METODOLOGIA DE pEsquIsA
SUMÁRIO
BIBLIOTECA MuLTIVIX (Dados de publicação na fonte)
As imagens e ilustrações utilizadas nesta apostila foram obtidas no site: http://br.freepik.com
P468m
Pertel, Josete.
 Metodologia científica / Josete Pertel. – Serra : Multivix, 2017.
 152 f. : il. ; 30 cm 
 Inclui referências.
 1. Ciência e pesquisa 2. Pesquisa científica I. Faculdade Multivix –NeaD. II. Título.
 CDD: 001.42
EDITORIAL
FACuLDADE CApIXABA DA sERRA • MuLTIVIX
Catalogação: Biblioteca Central Anisio Teixeira – Multivix Serra
2017 • Proibida a reprodução total ou parcial. Os infratores serão processados na forma da lei.
Diretor Executivo
Tadeu Antônio de Oliveira Penina
Diretora Acadêmica
Eliene Maria Gava Ferrão Penina
Diretor Administrativo Financeiro
Fernando Bom Costalonga
Diretor Geral
Helber Barcellos da Costa
Diretor da Educação a Distância
Pedro Cunha
Conselho Editorial
Eliene Maria Gava Ferrão Penina (presidente 
doConselho Editorial)
Kessya Penitente Fabiano Costalonga
Carina Sabadim Veloso
Patrícia de Oliveira Penina
Roberta Caldas Simões
Revisão de Língua Portuguesa
Leandro Siqueira Lima
Revisão Técnica
Alexandra Oliveira
Alessandro Ventorin
Graziela Vieira Carneiro
Design Editorial e Controle de Produção de Conteúdo
Carina Sabadim Veloso
Maico Pagani Roncatto
Ednilson José Roncatto
Aline Ximenes Fragoso
Genivaldo Félix Soares
Multivix Educação a Distância
Gestão Acadêmica - Coord. Didático Pedagógico
Gestão Acadêmica - Coord. Didático Semipresencial
Gestão de Materiais Pedagógicos e Metodologia
Direção EaD
Coordenação Acadêmica EaD
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METODOLOGIA DE pEsquIsA
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Aluno (a) Multivix,
Estamos muito felizes por você agora fazer parte 
do maior grupo educacional de Ensino Superior do 
Espírito Santo e principalmente por ter escolhido a 
Multivix para fazer parte da sua trajetória profissional.
A Faculdade Multivix possui unidades em Cachoei-
ro de Itapemirim, Cariacica, Castelo, Nova Venécia, 
São Mateus, Serra, Vila Velha e Vitória. Desde 1999, 
no mercado capixaba, destaca-se pela oferta de 
cursos de graduação, pós-graduação e extensão 
de qualidade nas quatro áreas do conhecimento: 
Agrárias, Exatas, Humanas e Saúde, tanto na mo-
dalidade presencial quanto a distância.
Além da qualidade de ensino já comprova-
da pelo MEC, que coloca todas as unidades do 
Grupo Multivix como parte do seleto grupo das 
Instituições de Ensino Superior de excelência no 
Brasil, contando com sete unidades do Grupo en-
tre as 100 melhores do País, a Multivix preocupa-
se bastante com o contexto da realidade local e 
com o desenvolvimento do país. E para isso, pro-
cura fazer a sua parte, investindo em projetos so-
ciais, ambientais e na promoção de oportunida-
des para os que sonham em fazer uma faculdade 
de qualidade mas que precisam superar alguns 
obstáculos. 
Buscamos a cada dia cumprir nossa missão que é: 
“Formar profissionais com consciência cidadã para o 
mercado de trabalho, com elevado padrão de quali-
dade, sempre mantendo a credibilidade, segurança 
e modernidade, visando à satisfação dos clientes e 
colaboradores.”
Entendemos que a educação de qualidade sempre 
foi a melhor resposta para um país crescer. Para a 
Multivix, educar é mais que ensinar. É transformar o 
mundo à sua volta.
Seja bem-vindo!
APRESENTAÇÃO 
DA DIREÇÃO 
EXECUTIVA
Prof. Tadeu Antônio de Oliveira Penina 
Diretor Executivo do Grupo Multivix
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METODOLOGIA DE pEsquIsA
SUMÁRIO
Bem-vindo(a) à disciplina de Metodologia da Pesquisa, na qual estudaremos, para 
aprofundar seus conhecimentos, iremos focar nos conceitos de pesquisa e tipos de 
pesquisa, abordaremos também sobre projetos de pesquisa e sua estruturação, e de-
mais assuntos importantes relacionados a área de metodologia. Para que seu estudo 
se torne proveitoso e prazeroso, esta disciplina foi organizada em 06 (seis) unidades, 
com temas e subtemas que, por sua vez, podem ser subdivididos em seções (tópicos), 
atendendo aos objetivos do processo de ensino-aprendizagem. A disciplina de Meto-
dologia da Pesquisa irá oferecer uma contribuição, não exclusiva, no planejamento e 
execução das pesquisas dos alunos durante a vida acadêmica.
De modo geral essa disciplina tem como finalidade compreender os conceitos da 
área da pesquisa científica, além de motivar o aluno para a área da pesquisa e instru-
mentalizar o aluno na realização de trabalhos acadêmicos e científicos, tanto ao nível 
de graduação como de pós-graduação. Tendo em vista que a pesquisa está associada 
ao ensino de maneira geral. Ao longo da disciplina destacaremos e promoveremos 
uma discussão partindo da contextualização dos principais conceitos de pesquisa e 
projetos de pesquisa, destacando os vários enfoques específicos de cada área para, 
assim, realizarmos um bom curso. Para tanto, fique atento(a) à leitura dos mais im-
portantes conceitos da atualidade no que se refere à Metodologia da pesquisa dentro 
do contexto da pesquisa científica.
Enfim, esperamos promover reflexões acerca do assunto e desejamos sucesso e bons 
estudos!
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METODOLOGIA DE pEsquIsA
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suMÁRIO
2UNIDADE
1UNIDADE
1 pEsquIsA CIENTÍFICA: CONCEITOs E CLAssIFICAÇÃO 10
1.1 NOÇÕES GERAIS SOBRE PESQUISA 10
1.2 CONCEITO DE PESQUISA 12
1.3 TIPOS DE PESQUISA 16
1.3.1 FALA DO PROFESSOR 16
1.3.2 SUGESTÃO DE PESQUISA BIBLIOGRÁFICA 21
1.4 LINHAS DE PESQUISA 36
2 pROJETO DE pEsquIsA: EsTRuTuRA 44
2.1 PROJETO DE PESQUISA: ESTRUTURA 44
2.1.1 GÊNESE DA PESQUISA E ESCOLHA DO ASSUNTO 54
2.2 FORMULAÇÃO E DELIMITAÇÃO DO PROBLEMA DA PESQUISA 56
3 REFERENCIAL TEÓRICO 61
3.1 CITAÇÃO: COMO COPIAR UM TRECHO DE UM TEXTO 
PARA SER INSERIDO NUM TRABALHO ACADÊMICO OU CIENÍFICO? 61
3.2 REFERENCIAL TEÓRICO OU REVISÃO DE LITERATURAcomeça com um verbo de ação no 
infinitivo. Exemplos: analisar, discutir, comparar, investigar, identificar, verificar, inferir, 
demonstrar, examinar, descrever, mensurar, explicar, avaliar, averiguar, viabilizar, listar, 
classificar, elaborar, etc.
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METODOLOGIA DE pEsquIsA
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OBJETIVO GERAL (Para que pesquisar?) 
Indique de forma genérica qual o objetivo a ser alcançado. aquilo que você colocou 
como objetivo geral do projeto será cobrado de você. È o produto final, a meta, onde 
você pretende chegar. Deve-se elaborar um e apenas um objetivo geral.
OBJETIVOS ESPECÍFICOS 
Detalhe os objetivos específicos mostrando o que pretende alcançar com a pesqui-
sa. Torne operacional indicando exatamente o que será realizado em sua pesquisa. 
Neste item deverá ser indicado claramente o que você deseja fazer, o que pretende 
alcançar. são as etapas necessárias para se alcançar o objetivo final. Em geral, temos 
um mínimo de dois e um máximo de quatro objetivos específicos. De maneira ge-
ral, teremos um objetivo específico ligado ao referencial teórico, um ou dois objeti-
vos específicos ligados à metodologia e um último ligado à conclusão (planejada) 
da pesquisa. As frases devem ser curtas, claras e precisas (ou seja, bem objetivas).:
 > Construção da(s) hipótese (s): é uma solução provisória que se propõe para 
o problema formulado. Sendo uma suposição que carece de confirmação, 
pode ser formulada tanto na forma afirmativa quanto na interrogativa. Não 
há uma norma ou regra fixa para a formulação de hipóteses, mas deve ser 
baseada no conhecimento do assunto e na literatura específica que foi le-
vantada: lança-se uma afirmação a respeito do desconhecido com base no 
que se construiu e publicou sobre o tema. A formulação clara das hipóteses 
orienta o desenvolvimento da pesquisa. As hipóteses devem ser razoáveis e 
verificáveis. Em pesquisas exploratórias e descritivas não há necessidade de 
apresentar as hipóteses.
PROCEDIMENTOS / METODOLOGIA/ MATERIAL E MÉTODOS: 
(como? onde? com que?)
Esta parte do projeto identifica como será feita a pesquisa. Responde à pergunta 
acima: Como pesquisar? Deve-se lembrar que essa metodologia (do projeto) irá des-
crever uma pesquisa que ainda irá acontecer, ou seja, os verbos devem aparecer no 
tempo futuro. Precisa informar no projeto de pesquisa se a pesquisa será exploratória, 
bibliográfica e experimental, etc, além de se constitui em um estudo de caso. E preci-
sa explicar no caso da pesquisa exploratória, será empregada no estudo pois se trata 
de um assunto ainda pouco explorado. E será bibliográfica porque existem muitos 
autores que tratam do assunto de forma teórica. Finalmente, é um estudo de caso 
por se tratar de um estudo a um local específico, se for uma escola, empresa, ou em 
uma região específica de uma cidade específica, em um período específico.
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METODOLOGIA DE pEsquIsA
SUMÁRIO
Todas as etapas metodológicas anteriores devem ser fundamentadas com base em 
autores, justificando o porquê de sua investigação se encaixar em determinada abor-
dagem de pesquisa. Recomenda-se também citar os instrumentos de pesquisa que 
serão utilizados (por exemplo, entrevistas, questionários, observação etc); Assim, pla-
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neja-se aqui, de forma concreta, a coleta de dados, que se iniciará ao final do projeto. 
A descrição dos procedimentos pode também ser enriquecida por detalhes práticos. 
Detalha-se o universo, a amostra, o tipo de tratamento que as informações receberão.
 > REVISÃO DE LITERATURA/REFERENCIAL TEÓRICO (O que já foi escrito 
sobre o tema? O que já é sabido sobre o assunto pesquisado?) Esse é o 
principal item do projeto de pesquisa. Pode ser chamado também de Marco 
Teórico ou Revisão de Literatura ou ainda de Estado da Arte. Quando se faz a 
justificativa de um projeto de pesquisa consegue-se ter uma idéia do trabalho 
que se terá para desenvolver. Nesse item desenvolve-se um amplo “diálogo” 
do pesquisador com diversos autores que já estudaram essa área do conhe-
cimento, com o objetivo de se confirmar uma resposta provisória (hipótese) 
elaborada para tentar responder ao questionamento inicial. O texto deve ser 
desenvolvido numa linguagem formal, de forma coerente, consistente, obje-
tiva e original. Embora ao se escolher um dado tema já seja conhecido algo 
sobre o mesmo, a releitura exploratória tem o mérito de aumentar a extensão 
e a profundidade dos conhecimentos conhecidos, ajudando a distinguir o 
secundário do essencial e facilitando a delimitação do conteúdo dos temas 
a investigar. Revisar a produção científica conhecida de forma mais comple-
ta e atual possível, relatando as contribuições mais relevantes e pertinentes 
aos objetivos, hipótese científica, metodologia e resultados alcançados. É na 
pesquisa bibliográfica, que são verificados conceitos, teorias, idéias, opiniões 
e confronto de opiniões de autores. Nesse tópico faz-se um levantamento 
sobre quem já publicou sobre o assunto.
 > Cronograma de Execução (quando? em quanto tempo?). Definem-se nes-
se item quando as etapas do projeto vão acontecer. O cronograma pode ser 
mensal, quinzenal ou semanal, e pode ser elaborado sob a forma de uma 
tabela. Um exemplo de um cronograma simples, totalizando um ano de 
pesquisa consiste em relacionar as atividades ao tempo disponível, ou seja, 
planejar o tempo em função das atividades previstas para a conclusão do 
trabalho proposto.
 > Recursos / Material Necessário/ Orçamento: Com que recursos pesqui-
sar? (quanto vai custar?). Consiste na descrição quantitativa de tudo aquilo 
que se pretende utilizar no desenvolvimento do trabalho. Planejar os recur-
sos é assegurar, com o maior detalhamento possível, a suficiência inicial dos 
itens necessários para a aquisição das informações desejadas. Toda pesqui-
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METODOLOGIA DE pEsquIsA
SUMÁRIO
sa tem um custo. Algumas demandam investimentos substanciais, sendo 
financiadas pelo governo, pelas empresas ou por órgãos de fomento e in-
centivo à pesquisa. A pesquisa universitária que tem o objetivo de ensinar 
o aluno como elaborar um projeto e conduzir uma pesquisa não necessita 
deste item. Entretanto, torna-se um item obrigatório em pesquisas de maior 
porte. Quando este item for necessário, devem ser especificados os recursos 
humanos e materiais indispensáveis para a realização do projeto, com uma 
estimativa dos custos.
 > Referências bibliográficas: Esse item deve contemplar todas as fontes efeti-
vamente lidas e utilizadas (citadas) ao longo da pesquisa. Não deve ser listada 
uma referência lida e não citada. O contrário é um caso ainda mais grave. 
Jamais se deve citar um autor sem que este apareça nas referências. Todas as 
referências devem ser elaboradas de acordo com as normas da ABNT. 
 
Segundo Severino (2002, p. 159), um projeto bem elabora do desempenha 
várias funções:
1. Define e planeja para o próprio orientando o caminho a ser seguido no 
desenvolvimento do trabalho de pesquisa e reflexão, explicitando as etapas, 
os instrumentos e estratégias a serem utilizados. Este planejamento possibi-
litará ao pós-graduando / pesquisador impor-se uma disciplina de trabalho 
não só na ordem dos procedimentos lógicos mas também em termos de or-
ganização do tempo, de seqüência de roteiros e cumprimentos de prazos. 
 
2. Atende às exigências didáticas dos professores, tendo em vis-
ta a discussão dos projetos de pesquisas e seminários, freqüen-
tes sobretudo em cursos de doutorado.Cada colega subme-
te sua proposta à apreciação dos colegas, com os quais a discute. 
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3. Permitem aos orientadores entender melhor o sentido geral do trabalho 
de pesquisa e seu desenvolvimento futuro, podendo discutir o início, com o 
orientando, suas possibilidades, perspectivas e eventuais desvios.
2.1.1 GÊNESE DA PESQUISA E ESCOLHA DO ASSUNTO
Decidir sobre um tema de pesquisa é tarefa relativamente fácil para quem está envol-
vido numa determinada área. Entretanto aquele que se inicia na vida científica tem 
de suportar o conflito entre a aquisição de novos conhecimentos e os prazos acadê-
micos. Em muitos casos falta tempo e experiência para uma boa opção Antes deve-se 
pesquisar a acessibilidade a uma bibliografia sobre o assunto, pois todo trabalho ba-
seia-se, principalmente, na pesquisa bibliográfica, a qual dá fundamentação teórica. 
Verificar a relevância, a possibilidade de desenvolver bem o assunto, dentro dos pra-
zos estipulados.
Escolhido o tema, faz necessário delimitá-lo, ou seja definir sua extensão e profundi-
dade, o tipo de abordagem. Por exemplo: se escolhido o tema – “Evasão escolar” – tor-
na-se necessário especificar:
Onde? (Estado; determinada região; escola?)
Em que nível? (na pré-escola? no 1º grau, etc...)
Qual o enfoque? (psicológico; sociológico?...)
Um bom tema deve possuir fontes para coleta de dados e consulta, portanto, ser 
viável. Além disso, deve ser relevante, original e oportuno. Vejamos o que se pode en-
tender por esses predicados:
a. Viabilidade - possibilidade de acesso a uma bibliografia, disponibilidade de 
tempo para a execução do trabalho, adaptabilidade ao nível do pesquisador e 
orientação de especialistas na área;
b. Relevância - importância científica do tema e contribuição para o es-
clarecimento ou enriquecimento de informações sobre o assunto; 
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METODOLOGIA DE pEsquIsA
SUMÁRIO
c. Originalidade - quantidade e qualidade de estudos sobre o tema, pontos obs-
curos a serem elucidados e existência de novos questionamentos; 
d. Oportunidade - contemporaneidade ou relevância atual, interesse histórico 
ou documental.
A escolha de um tema de pesquisa depende dos valores do pesquisador, de sua rela-
ção com o universo. Em qualquer nível, a pesquisa exige independência, criatividade 
e a integração do tema no dia a dia do pesquisador. Os guias para pesquisas auxiliam 
na parte formal. Entretanto não existe e é pouco provável que venha a existir um 
método que permita a reconstrução lógica de novas idéias. Assim, antes de qualquer 
coisa, torna-se necessário decidir sobre os problemas que devem ser pesquisados e é 
preciso observar que essa capacidade de discriminar entre o relevante e o irrelevante 
não nos vem da ciência. Esta só nos pode oferecer métodos para explorar, organizar, 
explicar e testar problemas previamente escolhidos. 
Mas ainda estamos contornando o problema, sem chegar à questão básica: como 
nasce o tema de pesquisa? Quando dissemos que tomávamos como pressuposto o 
envolvimento pessoal do pesquisador com sua pesquisa, tínhamos claro que acima 
de tudo é preciso gostar do que pesquisamos, já que durante longo tempo será nosso 
ser inteiro que irá se voltar para aquele objeto.
Não existe ainda, e é pouco provável que venha a existir, um método que permita a 
reconstrução lógica do nascimento de novas idéias. Desta forma, o nascimento do 
tema de pesquisa é um trabalho artesanal de criação que exige do pesquisador a 
descoberta de seus valores pessoais, um posicionamento crítico e inquieto diante do 
Universo e uma disciplina de trabalho que permita equacionar valores pessoais com 
o objeto e o ato da pesquisa. (MILLS, 1980)
É melhor começar, creio, lembrando aos principiantes que os pensadores mais admi-
ráveis dentro da comunidade intelectual que escolheram não separam seu trabalho 
de suas vidas. Encaram a ambos demasiados sério para permitir tal dissociação e 
desejam usar cada uma dessas coisas para o enriquecimento da outra. A erudição é 
uma escolha de como viver e ao mesmo tempo uma escolha de carreira; quer o saiba 
ou não, o trabalhador intelectual forma seu próprio eu à medida que se aproxima da 
perfeição de seu ofício.
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2.2 FORMULAÇÃO E DELIMITAÇÃO DO PROBLEMA 
DA PESQUISA
Na verdade, a própria formulação do pro-
blema de pesquisa pressupõe a leitura e o 
conhecimento prévios de algumas pesqui-
sas chaves sobre o assunto. Quanto maior 
o número de pesquisas que lemos sobre 
um assunto, mais condições teremos de 
formular um problema de pesquisa inte-
ressante, pertinente e original. Sabendo 
o que já foi feito e o que já se sabe sobre 
um assunto, temos mais condições de de-
terminar qual o próximo passo a ser dado 
para aumentar este conhecimento. 
Escolha do problema de pesquisa
• Porque pesquisar? Explicações, conhecimento mais profundo.
• Qual a importância do fenômeno a ser pesquisado?
• Que pessoas ou grupos se beneficiarão com os seus resultados?
A relevância do problema – busca agregar valor, acrescentar conhecimento.
Algumas regras para a adequada formulação do problema:
1. O problema deve ser formulado com uma pergunta;
2. Ele deve ser delimitado a uma dimensão viável, quanto mais focalizado o tema 
A escolha prévia do problema de-
pende do pesquisador. É em fun-
ção de seus valores, de sua relação 
com o universo que nascem seus 
temas de pesquisa. Isso é que faz 
do ato de pesquisa um ato político.
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METODOLOGIA DE pEsquIsA
SUMÁRIO
estiver será mais fácil pesquisar. Fazer o tema ficar mais específico.O objetivo 
não pode ser muito amplo para não fugir do tema;
3. Deve ter clareza;
4. Deve ser preciso;
5. Apresentar referências empíricas.
LEITuRA RECOMENDADA:
GIL, Antonio Carlos. Como elaborar projetos de pesquisa. São Paulo: Atlas, 
2007. (Realizar uma leitura dos capítulos 2, 3, 15 e 16). 
FERRÃO, R.G. Metodologia científica para iniciantes em pesquisa. 
3ª Ed. Revisada e Ampl. Vitória, ES: Incaper, 2008. (Realizar uma leitura 
do capítulo 11).
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suGEsTÕEs DE FILMEs 
Sugerem-se alguns filmes que podem ajudá-lo a entender melhor 
o sobre pesquisa.
- Filme: Gattaca — Experiência Genética (Gattaca, EUA, 1997), 
de Andrew Niccol. 
- Filme: Erin Brockovick: Uma Mulher De Talento. Dirigido por Steven 
Soderbergh. EUA,: Universal Picture/Columbia Pictures, 2000. 131 min. O filme 
é baseado em uma história real. Erin Brockovich (Julia Roberts) é uma decidia 
e jovem que luta por justiça de todas as maneiras. Desesperada por um 
trabalho que sustente suas três crianças, ela convence o advogado Ed Marsy 
(Albert Finney) a contratá-la e descobre acidentalmente um caso legal contra 
uma grande corporação. Nesse filme, você observa os passos da pesquisa: o 
problema de pesquisa, a hipótese, os procedimentos metodológicos (a coleta 
de dados – questionário). Nele, podemos perceber como uma pessoa comum 
pode fazer pesquisa. Assista ao filme e reflita sobre o processo.
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METODOLOGIA DE pEsquIsA
SUMÁRIO
Chegou o momento de fazermos uma parada, para refletir.
Você estudou sobre a estruturação do projeto de pesquisa, escolha do tema, de-
finição do problema e o referencial teórico. Então, faça aauto-avaliação.
ANOTAÇÕEs
METODOLOGIA DE pEsquIsA
OBJETIVO 
Ao final desta 
unidade, 
esperamos 
que possa:
> Estudar os tipos 
de citação direta, 
indireta e citação de 
citação que podem 
ser empregadas. 
> Mostrar a 
importância 
da revisão de 
literatura ou 
Referencial teórico 
na elaboração de 
projeto de pesquisa. 
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METODOLOGIA DE pEsquIsA
SUMÁRIO
3 REFERENCIAL TEÓRICO
Nesta unidade iremos focar na construção do referencial teórico também conhecido 
como Revisão de literatura. Importante conhecer toda a sua forma de construção tendo 
em vista que estará empregando em toda a sua vida acadêmica, e também profissional. 
Aproveitei para aprender sobre esse assunto. 
Antes de começarmos a falar de referencial teórico é importante estudarmos um 
pouco sobre citação. Já que a citação é empregada a todo momento num trabalho 
de pesquisa. Vale destacar que podemos empregar citação na introdução, justificati-
va, na formulação do problema, na metodologia, no referencial teórico e na análise e 
discussão das informações do trabalho de pesquisa. Vamos entender então o que é 
citação e como fazer uma citação de forma correta. Tendo em vista que sempre que 
copiamos algo precisamos fazer uma citação. 
3.1 CITAÇÃO: COMO COPIAR UM TRECHO DE UM 
TEXTO PARA SER INSERIDO NUM TRABALHO 
ACADÊMICO OU CIENÍFICO?
Segundo a NBR 10520/2002 citação é a menção a um texto de um autor extraído de 
outra fonte. Ainda segundo a NBR, os tipos de citações que podem ser utilizados no 
texto são citação direta, citação indireta e citação de citação.
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Quando o nome do autor for citado dentro do texto, este deve ser apresentado so-
mente a letra inicial maiúscula e o restante minúscula. Agora, se estiver entre parên-
teses, deve-se apresentar em letra maiúscula. Em caso de dois ou três autores estes 
serão separados por ponto e vírgula quando vierem entre parênteses ou pela conjun-
ção “e” quando estiverem incluso no texto.
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METODOLOGIA DE pEsquIsA
SUMÁRIO
Exemplos:
 > Citações Diretas, Literais ou Textuais: As citações diretas, literais ou textuais 
é uma transcrição textual de parte da obra do autor consultado. Nestes tipos 
de citações, além do SOBRENOME do autor, deve-se conter o ano e a página 
da qual foi retirada a citação.
• Transcrição do texto de até 3 linhas, deve ser inserida no texto e conter aspas 
duplas. Caso o trecho transcrito já contenha expressões ou palavras entre as-
pas, essas serão transformadas em aspas simples.
Segundo Dalrymple e Parsons (2003, p. 107) a partir do momento que 
os gerentes de marketing tiverem conhecimento sobre as dimensões da 
personalidade da marca, estes poderão utilizá-la para moldarem imagens de 
marca que combinem com o público que deseja atingir.
“Mercado é toda instituição social na qual bens e serviços, assim como os 
fatores produtivos, são trocados livremente” (TROSTER; MOCHÓN, 2002, p. 45).
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Exemplo:
• Transcrição no texto com mais de três linhas, deve estar em parágrafo inde-
pendente, com recuo de 4 cm da borda esquerda, digitados em espaço sim-
ples, com tamanho 10 e sem aspas.
Exemplos:
Exemplos: 
Economicamente, Rosseti (2000, p. 439) define mercado como:
Um centro de estimulação que leva à maior qualificação dos recursos e dos 
produtos. As exigências impostas pela competitividade são, de um lado, fa-
tores de impulsão, das pessoas para investirem em si mesmas, aprimorando 
o capital humano; de outro lado, impulsionam a diversidade dos produtos e 
seus padrões de desempenho e qualidade.
 > Citações Indiretas ou Livres: Transcrição livre do texto do autor consultado. 
Não é necessário o uso das aspas. Nas citações indiretas a indicação das pági-
nas consultadas é opcional.
O grande desafio na atualidade é dotar as empresas de diferenciais compe-
titivos que possibilitem ampla expansão de seus negócios através de pro-
dutos globais e pela satisfação das necessidades de consumidores ávidos 
de produtos e serviços cada vez mais personalizados (COBRA, 1992, p. 25).
Segundo Sandroni (2000, p. 311), o termo mercado “designa um grupo de 
compradores e vendedores que estão em contato suficientemente próximo para 
que as trocas entre eles afetem as condições de compra e venda dos demais”. 
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SUMÁRIO
Exemplos: 
 > Citações De Citações: Quando se faz uma citação a partir de outra fonte, a 
qual não se teve acesso, cita-se o autor original seguido da expressão “apud” 
(fonte Arial, sem negrito e minúscula) e da indicação do autor, ano de publi-
cação e a página da obra citada.
Exemplos:
Segundo Ruiz (1986), as necessidades do ser humano são renovadas 
freqüentemente, com isso, novos produtos são lançados no mercado em 
todas as áreas, como: vestuário, eletrodomésticos, alimentação, transporte, 
moradia, etc. Para isso a industria é obrigada a se modernizar, trazendo novas 
tecnologias, oferecendo qualidade e ainda devendo enfrentar a concorrência.
Nascimento (1996) fala da responsabilidade do profissional da informação, 
da importância dele estar habilitado para o acesso da informação em 
qualquer suporte.
Para Vasconcellos (apud CURY, 2000, p. 99), “comunicação é o processo 
mediante o qual uma mensagem é enviada por um emissor, por meio de 
determinado canal, e entendida por um receptor”.
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Segundo Trujillo (apud BARROS; LEHFELD, 2000, p. 75), 
a pesquisa de campo propriamente dita não deve ser confundida com a sim-
ples coleta de dados [...] é algo mais que isso, pois exige contar com controles 
adequados e com objetivos preestabelecidos que discriminam suficiente-
mente o que deve ser coletado.
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SUMÁRIO
Bem agora que já explicamos o que é citação, os tipos de citação e como fazer uma 
citação, iremos estudar agora o Referencial teórico. Importante que
3.2 REFERENCIAL TEÓRICO OU REVISÃO 
DE LITERATURA
Envolve a montagem do quadro referencial teórico, de abordagem clássica ou atual, 
ligado diretamente ao problema de pesquisa, que o aluno utilizará para obter subsí-
dios, visando definir, com mais clareza, os diversos aspectos a serem objeto de levan-
tamento de campo. É a construção de uma base conceptual organizada e sistemati-
zada do conhecimento disponível pertinente a ser pesquisado.
• Buscam-se teorias, abordagens e estudos que permitam compreender o fenô-
meno de múltiplas perspectivas. 
• O papel do pesquisador é de promover um diálogo entre diferentes autores.
A revisão de literatura resultará do processo de levantamento e análise do que já foi pu-
blicado sobre o tema e o problema de pesquisa escolhidos. Permitirá um mapeamen-
to de quem já escreveu e o que já foi escrito sobre o tema e/ou problema da pesquisa.
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A pesquisa bibliográfica é, como se vê, uma fase da revisão de literatura, assim como 
é fase inicial para diversos tipos de pesquisa. O ciclo começa com a determinação e 
delimitação do tema e segue com o levantamento e a pesquisabibliográfica. A partir 
desta é que se organiza a revisão que, conforme descrito anteriormente, requer pos-
tura crítica, cotejo das diversas opiniões expressadas.
O primeiro passo em direção a uma boa revisão de literatura é uma pesquisa biblio-
gráfica o mais compreensiva possível. Por isso é imprescindível conhecer, nesta fase, 
as bibliotecas disponíveis, suas bases de dados e os serviços que oferecem (como 
empréstimo entre bibliotecas, bibliotecas digitais ou virtuais) e o pessoal que pode 
auxiliar. Também é necessário eliminar, na medida do possível, as barreiras lingüísti-
cas, geográficas e de níveis de compreensão.
A tendência do pesquisador com menos experiência é acumular livros, referências e 
cópias de artigos. O processo é conhecido: parte-se da impressão inicial de que não 
há nada para ler e, na medida em que as fontes são identificadas e localizadas, che-
ga-se à conclusão apressada de que não há tempo hábil para ler tudo o que é neces-
sário. Por esta razão é importante fazer pré-leituras ou leituras inspecionais antes de 
copiar e armazenar. Dentre outras utilidades a leitura inspecional pode revelar o grau 
de atenção que deverá ser dispensado para cada item. 
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SUMÁRIO
Os trabalhos de revisão são definidos por Noronha e Ferreira (2000, p. 191) como:
estudos que analisam a produção bibliográfica em determinada área temáti-
ca, dentro de um recorte de tempo, fornecendo uma visão geral ou um relató-
rio do estado-da-arte sobre um tópico específico, evidenciando novas idéias, 
métodos, subtemas que têm recebido maior ou menor ênfase na literatura 
selecionada.
Ao fazermos a revisão da literatura sobre o problema que queremos investigar, de-
vemos deixar claro como este problema se insere na área de conhecimento sobre o 
assunto e em que ponto se encontra o estado do conhecimento sobre aquele assun-
to. Devemos explicitar, de um lado, o contexto teórico no qual o problema se insere, 
ou seja, quais os modelos teóricos que foram desenvolvidos para explicar o fenôme-
no. Além disso,devemos explicitar o estado de conhecimento empírico e experimen-
tal que foi acumulado até então sobre aquele problema, ou seja, o quanto e o que 
se sabe sobre o assunto.. Isto inclui tanto os conhecimentos já estabelecidos sobre 
aquele problema, quanto os aspectos que ainda não foram investigados, assim como 
as contradições que existem sobre os resultados obtidos e as dúvidas sobre sua expli-
cação. Para isto, devemos descrever, na revisão de literatura, as principais pesquisas 
publicadas sobre o assunto e fazer uma análise crítica das mesmas. 
Primeiro, devemos comentar sobre as pesquisas que foram feitas sobre problemas 
similares ao que vamos estudar, seja sobre a mesma população de sujeitos ou então 
sobre a mesma intervenção que vamos utilizar. Por exemplo, se nosso problema de 
pesquisa se refere à avaliação de um treinamento da competência social de pacien-
tes psicóticos, devemos comentar sobre as principais pesquisas que tratam da com-
petência social e dos diferentes métodos de treinamento desta habilidade. 
Devemos ainda ler sobre pesquisas que tratam em geral de pacientes psicóticos, sele-
cionando aspectos particulares à esta população que podem ser pertinentes à nossa 
pesquisa. Por exemplo, algumas pesquisas que tratam do processo de aprendizagem 
em psicóticos têm indicado que o procedimento mais eficaz para que estes pacien-
tes aprendam melhor consiste na modelação e não apenas o reforçamento positivo. 
Informações deste tipo devem ser incluídas na revisão de literatura do exemplo aci-
ma, embora não trate especificamente da competência social. 
Segundo, a revisão de literatura inclui ainda pesquisas sobre aspectos metodológicos 
pertinentes à nossa pesquisa. Por exemplo, no caso da pesquisa sobre a competência 
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social, devemos citar trabalhos que encontrarmos na literatura que tratam dos méto-
dos de medida mais adequados da competência social, ou então que tratam do grau 
de especificidade das situações sociais escolhidas para treinamento, ou ainda da eficá-
cia dos recursos audio-visuais no treinamento da competência social. Ou seja, devemos 
incluir elementos metodológicos que sejam pertinentes para a nossa pesquisa. 
Ao redigirmos a revisão da literatura, devemos mostrar como as pesquisas que es-
tamos citando e comentando contribuem para a compreensão do problema. Não 
se trata, portanto, de dar uma lista daquilo que lemos nem de apenas descrever as 
pesquisas, mas sim de fazer uma análise crítica das mesmas. É necessário ir mostran-
do como as principais pesquisas que mencionamos deram sua contribuição para o 
avanço da ciência na compreensão do fenômeno em questão, mas também quais 
suas limitações e fraquezas. Fazemos também um resumo dos principais pontos que 
retivemos na nossa leitura e organizamos estes pontos para dar ao leitor um quadro 
completo sobre o que se sabe sobre o assunto que estamos pesquisando, as contra-
dições, as dúvidas, as lacunas e também as certezas. 
A revisão bibliográfica inicial deve ser utilizada para situar o problema/assunto (ou o 
“estado da arte” do tema abordado). Os trabalhos (artigos, relatórios, teses etc.) con-
sultados devem prover os referenciais teóricos que serão utilizados na descrição e 
análise do evento ou fenômeno, bem como na descrição dos métodos a serem utili-
zados. A bibliografia a ser consultada deve se estender a todas as questões principais 
abordadas na pesquisa.
Para Luna (1997), a revisão de literatura em um trabalho de pesquisa pode ser reali-
zada com os seguintes objetivos: 
• determinação do “estado da arte”: o pesquisador procura mostrar através da 
literatura já publicada o que já sabe sobre o tema, quais as lacunas existentes 
e onde se encontram os principais entraves teóricos ou metodológicos; 
• revisão teórica: você insere o problema de pesquisa dentro de um quadro de 
referência teórica para explicá-lo. Geral-mente acontece quando o problema 
em estudo é gerado por uma teoria, ou quando não é gerado ou explicado por 
uma teoria particular, mas por várias; 
• revisão empírica: você procura explicar como o problema vem sendo pesqui-
sado do ponto de vista metodológico procurando responder: quais os proce-
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METODOLOGIA DE pEsquIsA
SUMÁRIO
dimentos normalmente empregados no estudo desse problema? Que fatores 
vêm afetando os resultados? Que propostas têm sido feitas para explicá-los ou 
controlá-los? Que procedimentos vêm sendo empregados para analisar os re-
sultados? Há relatos de manutenção e generalização dos resultados obtidos? 
Do que elas dependem?
• revisão histórica: você busca recuperar a evolução de um conceito, tema, 
abordagem ou outros aspectos fazendo a inserção dessa evolução dentro de 
um quadro teórico de referência que explique os fatores determinantes e as 
implicações das mudanças. 
Para elaborar uma revisão de literatura é recomendável que você adote a metodo-
logia de pesquisa bibliográfica. Pesquisa Bibliográfica é aquela baseada na análise 
da literatura já publicada em forma de livros, revistas, publicações avulsas, imprensa 
escrita e até eletronicamente, disponibilizada na Internet.
A revisão de literatura/pesquisa bibliográfica contribuirá para: 
• obter informações sobre a situação atual do tema ou problema pesquisado; 
• conhecer publicações existentes sobre o tema e os aspectos que já foram 
abordados; 
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Credenciada pela portaria MEC nº 767, de 22/06/2017, Publicada no D.O.U em 23/06/2017SUMÁRIO• verificar as opiniões similares e diferentes a respeito do tema ou de aspectos 
relacionados ao tema ou ao problema de pesquisa. 
Para tornar o processo de revisão de literatura produtivo, você deverá seguir alguns 
passos básicos para sistematizar seu trabalho e canalizar seus esforços. Os passos su-
geridos por Lakatos e Marconi (1991) são:
ESCOLHA DO TEMA: O tema é o aspecto do assunto que você deseja abordar, provar 
ou desenvolver. A escolha do tema da revisão de literatura de fazer. A revisão de litera-
tura deverá elucidar o tema, proporcionar melhor definição do problema de pesquisa 
e contribuir na análise e discussão dos resultados da pesquisa. 
Em função da explosão da informação, você deverá definir para onde ele irá dirigir e 
concentrar seus esforços na revisão de literatura, porque só assim não ficará perdido 
no emaranhado das publicações existentes. Pesquisadores experientes sabem que 
o risco de perder tempo e o rumo pode ser fatal neste processo. Além de atravancar 
todo o desenvolvimento das etapas da pesquisa, pode até impedir sua realização. 
ELABORAÇÃO DO PLANO DE TRABALHO: Para evitar dispersão e perda de tempo 
no processo de leitura de textos, é importante levantar os aspectos que serão aborda-
dos sobre o tema. Para isso você deve elaborar um esquema provisório de sua revisão 
de literatura, onde serão listadas de forma lógica as abordagens que pretende fazer 
referentes ao tema ou problema de sua pesquisa. O esquema servirá de guia no pro-
cesso de leitura e na coleta de informações nos textos. 
Veja o exemplo na pesquisa indicada abaixo: 
Exemplo:
ROCHA, Simone Karla da. Qualidade de vida no trabalho: um es-tudo de caso no 
setor têxtil. 1998. Dissertação (Mestrado em Enge-nharia de Produção) - Programa de 
Pós-Graduação em Engenharia de Produção, UFSC, Florianópolis. 
Nesta pesquisa a autora escolheu para realização de sua revisão de literatura: 
TEMA Pressupostos básicos que permeiam a qualidade de vida no trabalho.
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METODOLOGIA DE pEsquIsA
SUMÁRIO
ESTRUTURA (esquema mostrando os tópicos que seriam abordados) 
EVOLUÇÃO DAS TEORIAS ADMINISTRATIVAS 
O ENFOQUE DA QUALIDADE DE VIDA NO TRABALHO 
A origem e a evolução dos estudos de qualidade de vida no trabalho 
Os conceitos de qualidade de vida no trabalho 
Os modelos para avaliação da qualidade de vida no trabalho: 
Modelos de Hackman e Oldham; 
Modelo de Westley; 
Modelo de Werther e Davis; 
Modelo de Walton.
IDENTIFICAÇÃO: após a definição do que será abordado na revisão de literatura e a 
elaboração de um esquema com os aspectos a serem abordados que servirá de guia 
para organização do processo de leitura, você deve identificar o material.
A identificação implica fazer um levantamento bibliográfico para recuperar as informa-
ções sobre o que já foi publicado sobre o tema e os aspectos que constam no esquema/
sumário dos tópicos. Esse processo requer o uso de obras de referência para minimizar 
esforços e recuperar a maior quantidade de informação possível. Obras de referência, 
usadas para levantamento bibliográfico, são organizadas especialmente para facilitar a 
consulta de itens específicos de informação. Possuem geralmente, índices de autores e 
assuntos/palavras-chave que remetem às informações arranjadas em itens numerados 
para facilitar a recuperação: Bibliografias, Abstracts e Bases de Dados.
Outra forma de fazer levantamento bibliográfico é usando as ferramentas de busca 
da Internet, as bibliotecas virtuais e os catálogos on-line de bibliotecas disponibiliza-
dos na rede. 
Também não devem ser desprezadas as indicações bibliográficas feitas em artigos ou 
livros disponíveis e lidos sobre o tema da pesquisa. 
LOCALIZAÇÃO E COMPILAÇÃO: realizada a identificação (o levantamento bibliográ-
fico), é necessário que você obtenha os materiais considerados úteis à realização da 
pesquisa. é preciso, então, localizá-los. Deve-se começar pela biblioteca que está mais 
próxima e, se essa não possuir, pode-se consultar outras no país ou no mundo. Veja 
como proceder para localização dos materiais nas Unidades 4 e 5. Para fazer a com-
pilação, reunião sistemática dos materiais selecionados e localizados, os seguintes 
recursos: fotocópias, impressões e a própria aquisição, quando for indispensável.
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FICHAMENTO: os materiais selecionados para leitura serão analisados e fichados. O 
fichamento permite que você reúna as informações necessárias e úteis à elaboração 
do texto da revisão. podem ser elaborados diversos tipos de fichas, como:
• bibliográfica: com dados gerais sobre a obra lida; 
• citações: com a reprodução literal entre aspas e a indicação da página da 
parte dos textos lidos de interesse específico para a redação dos tópicos e itens 
da revisão; 
• resumo: com um resumo indicativo do conteúdo do texto; 
• esboço: apresentando as principais idéias do autor lido de forma esquemati-
zada com a indicação da página do documento lido; 
• comentário ou analítica: com a interpretação e a crítica pessoal do pesquisa-
dor com referência às idéias expressas pelo autor do texto lido.
O Fichamento irá permitir: identificação das obras lidas, análise de seu conteúdo, 
anotações de citações, elaboração de críticas e localização das informações lidas que 
foram consideradas importantes. 
ANÁLISE E INTERPRETAÇÃO: De posse dos Fichamentos você fará então, a classifica-
ção, a análise, a interpretação e a crítica das informações coletadas.
REDAÇÃO: Na redação do texto final você deve observar os seguintes critérios: objetivi-
dade, clareza, precisão, consistência, linguagem impessoal e uso do vocabulário técnico. 
Recomendações importantes: 
• faça um texto introdutório explicando o objetivo da revisão de literatura; 
• revisão de literatura não é fazer colagem de citações bibliográficas; então: 
• faça uma abertura e um fecho para os tópicos tratados; 
• preencha as lacunas com considerações próprias; 
• crie elos entre as citações. 
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METODOLOGIA DE pEsquIsA
SUMÁRIO
LEITuRA RECOMENDADA:
FERRÃO, R.G. Metodologia científica para iniciantes em pesquisa. 3ª Ed. Revisada 
e Ampl. Vitória, ES: Incaper, 2008. (Realizar uma leitura dos capítulos 16 e 18).
suGEsTÕEs DE FILMEs 
Sugerem-se alguns filmes que podem ajudá-lo a entender melhor o sobre 
pesquisa.
OLÉO DE LORENZO. Dirigido por George Miller. EUA,: UniversalPicture/
Columbia Pictures, 1992. 129 min. Nick Nolte e Susan Sarandon protagonizam 
este drama baseado em história real. A dura notícia de que o filho de cinco 
anos, Lorenzo, tem uma doença terminal rara marca o início de uma missão 
extraordinária para Augusto e Michaela Odone (Note e Sarandon). A despeito 
do diagnóstico, os pais se lançam para salvar o filho, enfrentando médicos, 
cientistas e grupos de apoio que relutam em incentivar o casal na busca de 
uma cura. O esforço inesgotável dos dois testa a resistência de seus laços de 
união, a profundidade de suas crenças e os limites da medicina convencional. 
Assista ao filme e reflita sobre como a ciência é apresentada. 
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Chegou o momento para refletir.
Você estudou sobre a estrutura do referencial teórico e falamos também dos 
tipos de citação, como fazer para empregar cada uma ao copiar textos e não 
cometer o erro de plagiar. Importante exercitar bastante para não ficar dúvidas 
sobre esse assunto que será utilizado em toda a sua vida acadêmica e profissio-
nal. Então, faça agora a auto-avaliação.
 “Quandorecebemos um ensinamento devemos receber como um valioso presente 
e não como uma dura tarefa. Eis aqui a diferença que transcende.” Albert Einstein
ANOTAÇÕEs
METODOLOGIA DE pEsquIsA
OBJETIVO 
Ao final desta 
unidade, 
esperamos 
que possa:
> Compreender 
a pesquisa 
bibliográfica; 
>Conhecer os 
sistemas de 
informações 
nacionais e 
internacionais;
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4 PESQUISA BIBLIOGRÁFICA
Vamos estudar agora nesta unidade os sistemas de informação tanto nacional como 
internacional que é muito empregado na pesquisa bibliográfica. Você conhecerá 
uma fonte rica de informações de toda a natureza, com dados recentes de pesquisa 
e demais estudos. Podendo fazer uso dessas fontes sempre que precisar. 
Compreende-se que ler, pesquisar e buscar informação científica são atividades funda-
mentais para aquisição de conhecimento, incremento de competências e aprimora-
mento de habilidades, para todos os profissionais independe de sua área de formação. 
Nesse cenário, todo profissional deve apropriar-se de métodos, técnicas e recursos 
tecnológicos, a fim de subsidiar sua inserção no universo da informação. 
Considerando-se a expansão da rede e a difusão das tecnologias digitais, facilitan-
do a busca de documentos, esses profissionais necessitam capacitar-se e continuar 
estudando, sobretudo após sua formação universitária. Para tanto, faz-se necessário 
manter vínculos com instituições de ensino e pesquisa. Hoje, contudo, tal aproxima-
ção pode ocorrer por meio virtual, considerando-se os benefícios da educação à dis-
tância, principalmente para os que se encontram distantes e impossibilitados de se 
deslocar, em virtude da rotina profissional do dia a dia.
Nessa unidade você terá a oportunidade de conhecer várias fontes ricas de informa-
ções que poderá acessar via internet. 
4.1 PESQUISA BIBLIOGRÁFICA: SISTEMAS DE 
INFORMAÇÃO NACIONAIS E INTERNACIONAIS
Por que realizar as pesquisas bibliográficas?
Na pesquisa técnica e científica existem várias alternativas, em geral complementares, 
para a obtenção de dados e informações requeridas; uma delas é a pesquisa bibliográfica. 
A pesquisa bibliográfica tem por finalidade conhecer as diferentes formas de contri-
buição científica que se realizaram sobre determinado assunto ou fenômeno. Geral-
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SUMÁRIO
mente, o levantamento bibliográfico é feito em bibliotecas públicas, universidades e, 
especialmente, em acervos virtuais na internet. 
A busca de literatura relevante serve de alicerce à investigação. Fornece discussão 
sobre ideias, fundamentos, inferências e conclusões de autores selecionados, relacio-
nando suas fontes, conforme normas e técnicas de referência bibliográfica. Permite 
conhecer as contribuições de outros pesquisadores. A revisão de literatura deve ser a 
mais completa, atualizada e oportuna possível. 
A tarefa de descobrir, obter, ler, selecionar e relacionar documentos de determinado 
assunto é facilitada pela moderna tecnologia dos sistemas de informação computa-
dorizados, interligando centros de documentação que disponibilizam informações 
em todos os níveis de detalhamento, abrangência temporal e espacial ao alcance 
do pesquisador, em tempo hábil para a documentação e a complementação de sua 
investigação ou estudo.
As fontes de informação podem ser informais ou formais (CUNHA, 2001). 
As fontes de informação informais compreendem: comunicações orais, contatos pes-
soais, entre outras. Já as fontes de informação formais são representadas pelas fontes 
primárias, secundárias e terciárias. 
• Fontes primárias: congressos e conferências, legislações, periódicos, patentes, 
teses e dissertações, traduções, relatórios técnicos etc. 
• Fontes secundárias: Bases de Dados, biografias, catálogos, dicionários, livros, 
manuais, internet etc. 
• Fontes terciárias: bibliotecas, centros de informação etc.
A menos que necessite encontrar dados regionais específicos, evite fazer busca ele-
gendo somente uma fonte e, sobretudo, apenas em português. Lembre-se de que 
muitas informações científicas relevantes, incluindo publicações nacionais, podem 
ser encontradas em Bases de Dados e fontes internacionais.
Caso não encontre um determinado artigo científico com texto integral gratuito, 
faça a busca pela revista na qual deseja obter esse artigo no site Periódicos CAPES 
. Esse portal per-
mite acesso a várias revistas científicas nacionais e internacionais, teses e dissertações 
com texto integral gratuito. 
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4.1.1 FALA DO PROFESSOR:
Como estamos falando de artigo científico você precisa saber o que é um artigo 
cientifico, qual a estrutura de um artigo científico. Vamos então estudar esse con-
teúdo agora!.
4.2 ARTIGO CIENTÍFICO
O artigo científico comunica ideias e informações de maneira clara e concisa. Sua 
característica principal é ser publicado em periódicos científicos. 
“Artigo científico é parte de uma publicação com autoria declarada, que apresenta e 
discute idéias, métodos, técnicas, processos e resultados nas diversas áreas do conhe-
cimento” (ABNT. NBR 6022, 2003, p. 2).
Para Lakatos e Marconi (1991) os artigos científicos têm as seguintes características: 
a. não se constituem em matéria de um livro;
b. são publicados em revistas ou periódicos especializados;
c. permitem ao leitor, por serem completos, repetir a experiência.
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4.2.1 O QUE É UM ARTIGO CIENTÍFICO
Para Salvador (apud FERRÃO, 2008, p. 194), o artigo científico “são as partes principais 
que constituem uma revista científica. São trabalhos científicos completos, mas de 
dimensão reduzida, matéria insuficiente para composição de um livro, que apresen-
ta o resultado de estudo e pesquisa, em geral são publicados em revistas, jornais ou 
outros periódicos especializados”.
Objetivos do artigo científico são:
• Divulgar resultados de uma pesquisa científica;
• Abordar com inovações, uma questão antiga;
• Descrever, desenvolver um conteúdo sob todos os ângulos e aspectos de um 
tema não explorado;
• Expor, analisar, interpretar e discutir assuntos polêmicos.
O artigo científico deve retratar:
• Elevado conhecimento do assunto; 
• Respeito sobre o que está escrevendo; 
• Leitura adequada do material pesquisado; 
• Esmero (cuidado) científico. 
Tendo em vista que o artigo se caracteriza por ser um trabalho extremamente sucin-
to, exige-se que tenha algumas qualidades: 
• Linguagem correta e precisa; 
• Coerência na argumentação; 
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• Clareza na exposição de ideias; 
• Objetividade;
• Concisão e fidelidade às fontes citadas. 
Entretanto, para que as qualidades (linguagem correta; coerência na argumentação; 
clareza na exposição de ideias; objetividade; qualidade e fidelidade às fontes men-
cionadas) se manifestem é necessário, principalmente, que o autor tenha elevado 
conhecimento à respeito do que está escrevendo e tenha feito uma leitura adequada 
do material pesquisado.
4.2.2 ESTRUTURA DE UM ARTIGO CIENTÍFICO
O artigo científico tem a mesma estrutura 
dos demais trabalhos científicos, não deven-
do ultrapassar a 20 laudas:
• Pré-textual 
• Textual 
• Pós-textual 
ELEMENTOS PRÉ-TEXTUAL
a. o título e subtítulo (se houver) devem figurar na página de abertura do artigo,na língua do texto;
b. a autoria: Nome completo do(s) autor(es) na forma direta, acompanhados de 
um breve currículo que o (s) qualifique na área do artigo, devendo o currículo 
ficar na nota de rodapé. 
c. resumo na língua do texto: O resumo deve apresentar de forma concisa, os ob-
jetivos, a metodologia e os resultados alcançados, não ultrapassando 250 pala-
vras. Não deve conter citações “deve ser constituído de uma seqüência de frases 
concisas e não de uma simples enumeração de tópicos. Deve-se usar o verbo na 
voz ativa e na terceira pessoa do singular” (ABNT. NBR-6028, 2003, p. 2); 
d. palavras-chave na língua do texto: elemento obrigatório, devem figurar abai-
xo do resumo, antecedidas da expressão: Palavras-chave separadas entre si por 
ponto. (ABNT. NBR-6028, 2003, p. 2). 
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METODOLOGIA DE pEsquIsA
SUMÁRIO
Fonte: Centro de Informações Nucleares - CIN
ELEMENTOS TEXTUAIS
INTRODUÇÃO
A introdução (se couber deverá continuar na primeira página do artigo) deve-se expor 
a finalidade e os objetivos do trabalho de forma que o leitor tenha uma visão geral do 
tema abordado. De modo geral, a introdução deve apresentar: 
https://www.facebook.com/cnen.cin/
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a. o assunto objeto de estudo; 
b. o ponto de vista sob o qual o assunto foi abordado; 
c. trabalhos anteriores que abordam o mesmo tema; 
d. as justificativas que levaram a escolha do tema, o problema de pesquisa, a hipótese 
de estudo, o objetivo pretendido, o método proposto, a razão de escolha do mé-
todo e principais resultados. Caso queira podendo incluir a metodologia utilizada.
DESENVOLVIMENTO
Parte principal e mais extensa do trabalho, deve apresentar a metodologia, fundamen-
tação teórica, os resultados e a discussão. Podendo dividir-se em seções e subseções.
CONCLUSÃO
a. as conclusões devem responder às questões da pesquisa, correspondentes aos 
objetivos e hipóteses; 
b. devem ser breve podendo apresentar recomendações e sugestões para traba-
lhos futuros. 
ELEMENTOS PÓS-TEXTUAIS
a. referências: Elemento obrigatório, constitui uma lista ordenada dos documen-
tos efetivamente citados no texto. (NBR 6023, 2000); 
b. apêndices: Elemento opcional. “Texto ou documento elaborado pelo autor a fim 
de complementar o texto principal.” (NBR 14724, 2002, p. 2);
c. anexos: Elemento opcional, “texto ou documento não elaborado pelo autor, que 
serve de fundamentação, comprovação e ilustração” (NBR 14724, 2002, p. 2).
Quanto a LINGUAGEM UTILIZADA na redação do artigo científico esta deve ter:
• Impessoalidade: redigir o trabalho na 3ª pessoa do singular; 
• Objetividade: a linguagem objetiva deve afastar as expressões: “eu penso”, 
“eu acho”, “parece-me” que dão margem a interpretações simplórias e sem 
valor científico; 
• Estilo científico: a linguagem científica é informativa, de ordem racional, fir-
mada em dados concretos, onde pode-se apresentar argumentos de ordem 
subjetiva, porém dentro de um ponto de vista científico; 
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METODOLOGIA DE pEsquIsA
SUMÁRIO
• Vocabulário técnico: a linguagem científica serve-se do vocabulário comum, 
utilizado com clareza e precisão. 
• A correção gramatical é indispensável, onde deve-se procurar relatar a pesqui-
sa com frases curtas, evitando muitas orações subordinadas, intercaladas com 
parênteses, num único período.
VOCÊ SABE O QUE SÃO AS BASES DE DADOS CIENTÍFICOS?
Quando iniciamos um trabalho acadêmico, sempre recebemos a indicação de pes-
quisarmos nas Bases de Dados. Contudo, ao longo de nossa formação universitária, 
pouco nos explicam sobre o que são Bases de Dados.
A melhor forma de explicar o que são as Bases de Dados de artigos científicos é voltar 
no tempo e imaginar como era feita a pesquisa nas décadas de 1960 e 1970 (sem a 
ampla utilização da Internet).
Para o pesquisador daquela época, a pesquisa bibliográfica consistia em ir a uma 
biblioteca, pegar a relação de revistas de uma determinada área e folhear página por 
página, volume por volume e título por título do acervo de revistas.
A partir da década de 1990, com o avanço da informatização, as bases passaram a 
ser dispostas em CD-Rom e posteriormente na Internet. Surgiram, então, as primeiras 
revistas com conteúdo disponível na web, o que representou um avanço considerável 
na área da pesquisa científica, gerando economia de tempo. Se há anos, se levava 
horas para encontrar um artigo, atualmente é possível localizar, em poucos minutos, 
os artigos do assunto de interesse usando um buscador no site da revista.
Quanto às revistas impressas importadas, ocorria uma demora de até seis meses para 
que a publicação chegasse no Brasil. Nos dias de hoje, através do uso da Internet, esse 
atraso foi eliminado.
Contudo, a quantidade de publicações científicas aumentou consideravelmente nos 
últimos 20 anos. Se anteriormente o problema era o baixo número de publicações 
disponíveis, agora o problema é o contrário. Há um número infindável de publicações 
acadêmicas a cada dia, novas publicações são colocadas a disposição de todos. Atual-
mente, é um desafio conseguir acessar todas as informações publicadas.
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E como pesquisar em todas essas revistas? Acessando site por site?
É nesse ponto que surgem as Bases de Dados de Artigos Científicos.
As Bases de Dados foram criadas com o propósito de disponibilizar, em um único 
site, centenas de revistas científicas, evitando o desperdício de tempo por parte do 
pesquisador.
De maneira simplificada, podemos dizer que as Bases de Dados são um local onde 
encontramos centenas de revistas científicas e os seus respectivos artigos, sem a ne-
cessidade de ficarmos navegando por diversos sites. É importante lembrar que todas 
as publicações disponíveis em Bases de Dados estão respaldadas por qualidade e 
originalidade, devido aos criteriosos processos de seleção.
E o que diferencia uma base de dados para outra?
Existem bases que oferecem o texto completo dos artigos e há Bases de Dados refe-
renciais, ou seja, que indicam somente a existência do artigo, o seu resumo e em qual 
revista encontra-se este material.
Bases de Dados: Definição 
As Bases de Dados Bibliográficas são conjuntos de dados que se relacionam entre si. 
Permitem a recuperação da informação memorizada em computador, além de reu-
nir e organizar artigos de revistas, livros, teses, entre outros documentos. 
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METODOLOGIA DE pEsquIsA
SUMÁRIO
Representam recursos ideais para conhecer as publicações da comunidade científi-
ca, por meio de informação bibliográfica de vários tipos de documento provenientes 
de diversas editoras, em áreas distintas do conhecimento, sendo atualizadas com 
muita regularidade.
Objetivo da Base de Dados
Fornecer informação atualizada e confiável de acordo com a demanda desejada, isto 
é, oferecer a informação de que o usuário necessita.
Conheça algumas das Bases de Dados mais relevantes.
4.3 TIPOLOGIAS DE BASES DE DADOS E 
PRINCIPAIS BASES DE DADOS POR ÁREA DE 
CONHECIMENTO
NACIONAIS 
• portal CApEs: um portal brasileiro de informação científica desenvolvido pela 
Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (CAPES) do 
Ministério da Educação. Disponibiliza documentos nacionais e internacionais 
(periódicos científicos, teses etc.) de muitas áreas com acesso gratuito. Acesse: 
.
• ACERVus: que divulgaa coleção das bibliotecas da UNICAMP – Universidade 
de Campinas. Disponível em: . 
• DEDALus: disponibiliza consulta no catálogo das 33 bibliotecas integrantes 
do Sistema de Bibliotecas da USP. Contém dados bibliográficos de livros, pe-
riódicos, teses, materiais especiais e a produção científica da universidade. Dis-
ponível em: .
INTERNACIONAIS
• Current Contents: divulga sumários de mais de 8 mil títulos de periódicos cor-
rentes, de âmbito internacional, agrupados nas áreas: Life Science; Agriculture, 
Biology &Environmental Sciences; Clinical Practice, Arts & Humanities; Social 
& Behavioral Sciences; Engineering, Technology & Applied Sciences; Physical, 
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Chemistry & Earth Science. Divulga sumários de livros e anais de eventos com 
as edições de: Index to Scientific Book Contents, Index to Scientific & Techni-
cal Proceedings, Index to Social Science & Humanities Proceedings, Index to 
Scientific Reviews. Acesse: . 
• EMBAsE: base europeia produzida pela Elsevier Scientific Publications (Ams-
terdam). Indexa artigos de cerca de 3.500 títulos de periódicos (27 são brasilei-
ros), além de outros documentos produzidos internacionalmente (cobre 75% 
da literatura europeia). Tem como produto a revista Excerpta Medica, editada 
em cerca de 50 seções, cada uma delas dedicada a um ramo da medicina. 
Acesse: . 
• ERIC – Educational Resources Information Center: produzida pelo Education 
Department (EUA), divulga artigos de periódicos de âmbito internacional na 
área da educação. A revista Clearing house, especificamente voltada a assun-
tos na área de ciência da informação mantida pela Syracuse University, está 
disponível on-line. Acesse: . 
• IsI – Institute of scientific Information: cuja Base de Dados é a Web of Know-
ledge: responsável por indexar cerca de 16 mil itens entre periódicos e livros. 
Inclui sete periódicos brasileiros. Acesse: . 
• LEYEs – Legislação Básica de saúde da América Latina e Caribe: Base de Da-
dos coordenada pelo Sistema de Documentação sobre Legislação Básica do 
Setor de Saúde na América Latina e Caribe – Desarrollo de Politicas de Salud 
(OPAS – Washington, EUA). Contém referências bibliográficas da legislação bá-
sica em saúde vigente em mais de 30 países da América Latina e do Caribe. As 
informações são extraídas em sua maior parte dos registros do Índice Legisla-
tivo Latino-Americano mantido pela Divisão de Direito Hispânico da Biblioteca 
do Congresso dos Estados Unidos, com exceção das disposições constitucio-
nais e dos códigos de saúde/sanitários. Acesse: . 
• Lifescience Collection: compilada pela Cambridge Scientific Abstracts, contém re-
ferências bibliográficas e resumos de artigos de periódicos de âmbito internacional 
sobre biologia, entomologia, ecologia etc. desde 1986. Acesse: . 
• Lilacs – Literatura Latino-Americana en Ciencias de la salud: produzida pela 
BIREME desde 1982, indexa artigos de 542 títulos de periódicos (180 brasilei-
ros), livros, teses, trabalhos apresentados em eventos, relatórios científicos e 
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METODOLOGIA DE pEsquIsA
SUMÁRIO
outros documentos não convencionais de 37 países da América Latina e do 
Caribe. Acesse: . 
• Medline – Literatura Internacional em Ciências da saúde: Base de Dados da 
literatura internacional da área médica e biomédica, produzida pela NLM (Na-
tional Library of Medicine), que contém referências bibliográficas e resumos de 
mais de 4 mil títulos de revistas publicadas nos Estados Unidos e em outros 70 
países. Possui aproximadamente 11 milhões de registros da literatura desde 
1966 até o momento, que cobrem as áreas de medicina, biomedicina, enfer-
magem, odontologia, veterinária, fisioterapia e ciências afins. A atualização da 
Base de Dados é mensal. Acesse: .
• sciELO – scientific Electronic Library Online: modelo para a publicação ele-
trônica cooperativa de periódicos científicos na internet. Desenvolvido para 
responder às necessidades da comunicação científica nos países em desenvol-
vimento, particularmente na América Latina. Assegura visibilidade e acesso 
universal à literatura científica latino-americana, contribuindo para a supera-
ção do fenômeno conhecido como “ciência perdida”. O Modelo SciELO con-
tém procedimentos integrados para medir o uso e o impacto dos periódicos 
científicos. Acesse: .
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A fonte de leitura para se fazer uma revisão de literatura inclui principalmente arti-
gos de relatos de pesquisa em revistas científicas. Algumas vezes, também incluímos 
teses de mestrado ou doutorado sobre o problema que queremos investigar. Mais 
raramente, também incluímos capítulos de livros na nossa lista de leitura. Porém, os 
artigos de pesquisa são privilegiados devido ao fato de conterem informações mais 
recentes sobre o que os pesquisadores descobriram sobre o fenômeno em questão, 
devido à maior rapidez da publicação de revistas do que de livros. Além disso, os ar-
tigos de pesquisa são informações de primeira mão, contendo todos os detalhes da 
pesquisa, pelo próprio autor, enquanto que a leitura de livros nos fornece apenas um 
resumo pouco detalhado das principais pesquisas feitas na área, descritas por uma 
segunda pessoa. Artigos de pesquisa que ainda nem foram publicados também cir-
culam entre os pesquisadores da área dando-lhes informações bastante novas sobre 
o assunto. Além destas fontes citadas acima, há ainda os documentos oficiais que al-
gumas vezes são utilizados na revisão de literatura, dependendo do tipo de problema 
que estamos investigando. 
As Bases de Dados Bibliográficas são conjuntos de dados que se relacionam entre si. 
Permitem a recuperação da informação memorizada em computador, além de reu-
nir e organizar artigos de revistas, livros, teses, entre outros documentos. 
Representam recursos ideais para conhecer as publicações da comunidade científi-
ca, por meio de informação bibliográfica de vários tipos de documento provenientes 
de diversas editoras, em áreas distintas do conhecimento, sendo atualizadas com 
muita regularidade.
Com o tema definido, deve-se procurar na biblioteca, uma bibliografia sobre o assun-
to, que fornecerá os dados essenciais para a elaboração do trabalho. Selecionadas 
as obras que poderão ser úteis para o desenvolvimento do assunto, procede-se, em 
seguida a localização das informações necessárias.
Como iniciar uma pesquisa pela Base de Dados?
O primeiro passo para o sucesso da pesquisa é definir o assunto de interesse. As pes-
quisas em Bases de Dados podem ser feitas a partir de quaisquer dados: autor, título, 
assunto, nome do periódico, etc,..Importante identificar as palavras- chave e usar as 
palavras-chave que identificam o assunto para agilizar na busca. 
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METODOLOGIA DE pEsquIsA
SUMÁRIO
Importante na Localização das informações fazer: 
1. Leitura prévia ou pré-leitura – procura-se no sumário os tópicos relevantes 
para o tema;
2. Leitura seletiva – objetiva selecionar as informações úteis para o desenvolvi-
mento do trabalho;
3. Leitura crítica/analítica – é a leitura que objetiva a intelecção do texto, ou seja, 
a análise e interpretação.
suGEsTÕEs DE FILMEs 
Sugerem-se alguns filmes que podem ajudá-lo a entendermelhor o sobre 
pesquisa.
OLÉO DE LORENZO. Dirigido por George Miller. EUA,: UniversalPicture/
Columbia Pictures, 1992. 129 min. Nick Nolte e Susan Sarandon protagonizam 
este drama baseado em história real. A dura notícia de que o filho de cinco 
anos, Lorenzo, tem uma doença terminal rara marca o início de uma missão 
extraordinária para Augusto e Michaela Odone (Note e Sarandon). A despeito 
do diagnóstico, os pais se lançam para salvar o filho, enfrentando médicos, 
cientistas e grupos de apoio que relutam em incentivar o casal na busca de 
uma cura. O esforço inesgotável dos dois testa a resistência de seus laços de 
união, a profundidade de suas crenças e os limites da medicina convencional. 
Assista ao filme e reflita sobre como a ciência é apresentada. 
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ANOTAÇÕEs
Chegou o momento para refletir.
Você estudou sobre a estrutura do referencial teórico e falamos também dos 
tipos de citação, como fazer para empregar cada uma ao copiar textos e não 
cometer o erro de plagiar. Importante exercitar bastante para não ficar dúvidas 
sobre esse assunto que será utilizado em toda a sua vida acadêmica e profissio-
nal. Então, faça agora a auto-avaliação.
 “Quando recebemos um ensinamento devemos receber como um valioso presente 
e não como uma dura tarefa. Eis aqui a diferença que transcende.” Albert Einstein.
METODOLOGIA DE pEsquIsA
OBJETIVO 
Ao final desta 
unidade, 
esperamos 
que possa:
> Conhecer as 
diferentes fontes 
de material 
bibliográfico 
disponível em cada 
área específica.
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5 LEVANTAMENTO 
BIBLIOGRÁFICO POR ÁREA 
DE INTERESSE
Caros alunos, nessa unidade iremos aprofundar mais ainda o estudo das fontes bi-
bliográficas, iremos expor as fontes disponíveis por área específica.
Não obstante as dificuldades operacionais para obtenção de conhecimento espe-
cializado, as Bases de Dados Bibliográficas aproximam o profissional da informação. 
Fica evidente, portanto, que a obtenção de informação científica fidedigna, atualiza-
da, de forma rápida e eficaz, é uma atividade imperativa para a prática profissional, 
bem como para tomadas de decisão competentes e conscientes.
Aproveite o estudo dessa unidade se interando das fontes de pesquisa bibliográfica 
disponíveis para a sua área de formação. Acesse os sites, busque, pesquise, tenha um 
bom aproveitamento. 
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METODOLOGIA DE pEsquIsA
SUMÁRIO
5.1 LEVANTAMENTO BIBLIOGRÁFICO POR ÁREA DE 
INTERESSE
Entende-se por pesquisa bibliográfica a revisão da literatura sobre as principais teorias 
que norteiam o trabalho científico. Essa revisão é o que chamamos de levantamento 
bibliográfico ou revisão bibliográfica, a qual pode ser realizada em livros, periódicos, 
artigo de jornais, sites da Internet entre outras fontes. 
Conforme esclarece Boccato (2006, p. 266),
a pesquisa bibliográfica busca a resolução de um problema (hipótese) por 
meio de referenciais teóricos publicados, analisando e discutindo as várias 
contribuições científicas. Esse tipo de pesquisa trará subsídios para o conhe-
cimento sobre o que foi pesquisado, como e sob que enfoque e/ou perspec-
tivas foi tratado o assunto apresentado na literatura científica. Para tanto, é 
de suma importância que o pesquisador realize um planejamento sistemá-
tico do processo de pesquisa, compreendendo desde a definição temática, 
passando pela construção lógica do trabalho até a decisão da sua forma de 
comunicação e divulgação. 
A revisão de literatura tem vários objetivos, entre os quais citamos:
a. proporcionar um aprendizado sobre uma determinada área do conhecimento;
b. facilitar a identificação e seleção dos métodos e técnicas a serem utilizados 
pelo pesquisador; 
c. oferecer subsídios para a redação da introdução e revisão da literatura e redação 
da discussão do trabalho científico
Contudo, na procura do benefício que uma boa revisão bibliográfica possa conceder a 
um pesquisador, muitas vezes os atalhos tomados para nele chegar apresentam suas 
dificuldades. Por esse motivo, este artigo tem como objetivo desvendar os caminhos 
que os pesquisadores poderão percorrer na realização de uma pesquisa bibliográfica. 
Como a pesquisa bibliográfica é um trabalho investigativo minucioso em busca do 
conhecimento e base fundamental para o todo de uma pesquisa, a elaboração de 
nossa proposta de trabalho justifica-se, primeiramente, por elevar ao grau máximo de 
importância esse momento pré-redacional; como também justifica-se pela intenção 
de torná-la um objeto facilitador do trabalho daqueles que possivelmente tenham 
dificuldades na localização, identificação e manejo do grande número de bases de 
dados existentes por parte dos usuários.
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Realizar uma pesquisa bibliográfica faz parte do cotidiano de todos os estudantes e 
pesquisadores. É uma das tarefas que mais impulsionam nosso aprendizado e ama-
durecimento na área de estudo. Atualmente, as bibliotecas digitais têm facilitado e 
simplificado muito essa tarefa, pois trazem recursos de busca e cruzamento de in-
formações que facilita a vida de todos. Nesse artigo, o enfoque será em como utilizar 
bem os recursos amplamente disponíveis, de modo que o usuário encontre o apoio 
bibliográfico que necessita para realizar sua pesquisa, para compará-la com seus pa-
res e buscar motivação para continuá-la.
Antes de iniciar uma pesquisa bibliográfica, é preciso ter muito claro qual é o seu ob-
jetivo. Assim, uma pesquisa bibliográfica pode ser feita em abrangência, ou em pro-
fundidade. Mas o mais importante é que se defina, desde o início, o que se pretende 
com ela. As pesquisas são feitas segundo contextos específicos, ou seja: por assunto, 
autores, veículos, período de tempo, e por combinações entre eles. Por isso, embora 
a pesquisa seja feita usando ferramentas da Web, a busca por bibliografias em geral 
não usa ferramentas de busca genéricas, como Google ou Yahoo!, mas ferramentas 
específicas para busca bibliográfica, como descrito a seguir. Para fazer uma boa pes-
quisa, comece criando listas de palavras-chave, uma para cada contexto: assunto, au-
tores, veículos, nomes de técnicas, algoritmos e ferramentas, etc.
Tendo uma lista de palavras-chave, uma pesquisa por abrangência é feita procurando 
por todas elas de uma vez, ou seja, executam-se diversas buscas, procurando por ar-
tigos que tenham essas palavras, antes de analisar detalhadamente o conteúdo dos 
artigos. Quando estiver satisfeito, passe para o passo de análise, avaliando cada artigo 
obtido e fazendo novas listas de palavras para procurar. Quando acabar de analisar 
todos, se ainda precisar de mais material, repita o processo com as novas listas de 
palavras. Fazer uma busca em profundidade significa primeiro escolher uma pala-
vra-chave, daí buscar o que puder com ela, estudar os artigos obtidos, e atualizar sua 
lista de palavras, recomeçando então o processo com a nova lista. É uma boa idéia 
sempre contar em quantos artigos cada palavra é mencionada: num artigo só, em 
poucos, ou em muitos.
passos e Objetivos 
Em geral, a pesquisa bibliográfica tem como alvo apoiar a redação de um projeto, 
um artigo ou um relatório, mas para ser bem sucedido é importante ter bem claro 
seu objetivo. Neste texto, consideramos que a pesquisa pode ter até três objetivos, 
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METODOLOGIA DE pEsquIsA
SUMÁRIO
independentede seu alvo, que aqui já apresentamos adaptados ao contexto da in-
formática. 
A saber: 
1. Identificar conceitos, técnicas e ferramentas que servem de base para o desen-
volvimento de nosso trabalho. Chamaremos este objetivo de identificar concei-
tos básicos; 
2. Identificar técnicas, algoritmos, softwares e autores com trabalhos semelhantes 
ou precursores ao nosso. Chamaremos este objetivo de identificar parceiros; 
3. Identificar necessidades, situações e resultados do mundo real, possivelmente 
fora do mundo da informática, que justifiquem nosso trabalho. Chamaremos 
este objetivo de identificar motivação. 
As ferramentas mais utilizadas para preparar uma pesquisa bibliográfica são as Bi-
bliotecas Digitais (DLs) das sociedades científicas, tais como: ACM (Association for 
Computing Machinery), IEEE Computer Society, e SIAM (Society for Industrial and 
Applied Mathematics), que oferecem recursos para que sejam pesquisados artigos 
de veículos patrocinados por elas, e as bibliotecas das editoras de revistas técnicas, 
como a Elsevier, Springer, etc
Para identificar conceitos básicos 
Se a pesquisa está sendo realizada para atender ao objetivo 1: identificar conceitos 
básicos e consolidados, é uma boa idéia colocar seu esforço de estudo nos trabalhos 
mais citados, desde que sejam citações positivas, que indiquem a importância do 
trabalho. O alvo aqui é realizar busca por abrangência por assuntos, usando termos 
já conhecidos do seu assunto de interesse. Procure por artigos tipo surveys, livros, ar-
tigos de consolidação em periódicos e tutoriais em eventos. Compare as referências 
feitas pelos artigos retornados, e identifique aquelas que mais se repetem. Aprenda 
também os conceitos e técnicas que ocorrem com mais frequência. A partir daí, “fe-
che” mais o assunto naquilo que lhe interessa, numa busca em profundidade.
Cabe lembrar que o papel das revistas científicas é fundamentalmente a comunicação 
dos resultados dos trabalhos de pesquisa à comunidade científica e à própria socieda-
de como um todo. Elas promovem normas de qualidade na condução da ciência e na 
sua comunicação. Consolidam critérios para a avaliação da qualidade da ciência e da 
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produtividade dos indivíduos e instituições. Consolidam áreas e subáreas do conhe-
cimento. Garantem a memória da ciência. Representam o mais importante meio de 
disseminação do conhecimento em escala. São instrumentos de grande importância 
na constituição e institucionalização de novas disciplinas e disposições específicas.
Segue abaixo uma relação de revistas científicas de áreas em que o estudante pode 
tirar grande proveito para sua formação. Vale destacar que a lista apresentada não 
está completa, os quais estão disponíveis nas Bases de Dados nacionais e internacio-
nais já mencionados anteriormente na Unidade 5.
Estratégias de Busca para Recuperação da Informação
Segundo Volpato (2010), a estratégia de busca é formada por um conjunto de pala-
vras ou expressões, ligadas por operadores booleanos — palavras que informam ao 
sistema de busca como combinar os termos da pesquisa —, que permitem ampliar 
ou diminuir o escopo dos resultados. Também é possível utilizar sinais que represen-
tem recursos disponíveis em diferentes bases de dados para melhorar os resultados 
da busca ou facilitar a operação. Para a realização do levantamento bibliográfico em 
bases de dados, são utilizados os operadores booleanos AND, OR e NOT e outras téc-
nicas como a truncagem de palavras com a finalidade de facilitar o processo de busca 
e seleção da informação desejada. 
Conforme Andrade (1997) uma pesquisa bibliográfica pode ser desenvolvida como 
um trabalho em si mesmo ou constituir-se numa etapa de elaboração de monogra-
fias, dissertações, etc. Enquanto trabalho autônomo, a pesquisa bibliográfica com-
preende várias fases, que vão da escolha do tema à redação final.
De modo geral, essas fases apresentam algumas semelhanças como as da elabora-
ção dos trabalhos de graduação. 
Escolha e delimitação do tema
A escolha do tema deve ser feita segundo alguns critérios. Antes de qualquer coi-
sa pesquisar a acessibilidade a uma bibliografia sobre o assunto, pois todo trabalho 
universitário baseia-se, principalmente, na pesquisa bibliográfica. Outros requisitos 
importantes são: a relevância, a exeqüibilidade, isto é, a possibilidade de desenvolver 
bem o assunto, dentro dos prazos estipulados, e a adaptabilidade em relação aos 
conhecimentos do autor. 
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METODOLOGIA DE pEsquIsA
SUMÁRIO
Escolhido o tema, faz-se necessário delimitá-lo, ou seja, definir sua extensão e profun-
didade, o tipo de abordagem. 
É importante que os objetivos sejam claramente estabelecidos a fim de que as fases 
posteriores da pesquisa se processem de maneira satisfatória. Após essa definição, 
convém definir um plano de trabalho para orientar os procedimentos seguintes. Esse 
plano é provisório e passa por reformulações sucessivas. Deve ser razoavelmente ela-
borado quando se iniciar o trabalho de confecção de fichas.
A coleta de dados
De posse do tema, deve-se procurar na biblioteca, através de fichários, catálogos, abs-
tracts, uma bibliografia sobre o assunto, que fornecerá os dados essenciais para a ela-
boração do trabalho. Selecionadas as obras que poderão ser úteis para o desenvolvi-
mento do assunto, procede-se, em seguida, à localização das informações necessárias. 
Localização das informações
Tendo em mãos uma lista de obras identificadas como fonte prováveis para determi-
nado assunto, procura-se localizar as informações úteis, através das leituras:
• Leitura prévia ou pré-leitura – procura-se o índice ou sumário, lê-se o prefácio, 
acontracapa, as orelhas do livro, os títulos e subtítulos, pesquisando-se a exis-
tência das informações desejadas. Através dessa primeira leitura faz-se uma 
seleção das obras que serão examinadas mais detidamente; 
• Leitura seletiva – o objetivo desta leitura é verificar, mais atentamente, as 
obras que contêm informações úteis para o trabalho. Faz-se uma leitura mais 
detida dos títulos, subtítulos e do conteúdo das partes e capítulos, proceden-
do-se, assim, a uma nova seleção
• Leitura crítica/analítica – Leitura crítica/analítica: agora a leitura deve objeti-
var a intelecção do texto, a apreensão do seu conteúdo, que será submetido 
à análise e à interpretação; - Leitura interpretativa - entendido e analisado o 
texto, procura-se estabelecer relações, confrontar idéias, refutar ou confirmar 
opiniões.
• Leitura interpretativa - entendido e analisado o texto, procura-se estabelecer 
relações, confrontar idéias, refutar ou confirmar opiniões.
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Documentação dos dados: anotações e fichamento
As leituras realizadas numa pesquisa bibliográfica devem ser registradas, documen-
tadas, através de anotações. As anotações tornam-se mais acessíveis, funcionais, se 
forem feitas em fichas.
Fichar é transcrever anotações em fichas, para fins de estudo ou pesquisa. 
A vantagem de se utilizar o método de fichamento para a documentação dos dados 
está na possibilidade de obter-se a informação exata, na hora necessária. Além disso, 
pela facilidade do manuseio, remoção, renovação ou acréscimo de informações, o 
uso de fichas é indispensável na tarefa de documentação bibliográfica.
As fichas ocupam pouco espaço, podem ser facilmente transportadas, possibili-
tam a ordenação do material relativo a um tema, facilitando o estudo e a elabo-
ração de trabalhos.
Elas se prestam a vários tipos de anotações:
• fichas de indicação bibliográfica67
4 pEsquIsA BIBLIOGRÁFICA 78
4.1 PESQUISA BIBLIOGRÁFICA: SISTEMAS DE INFORMAÇÃO 
NACIONAIS E INTERNACIONAIS 78
4.1.1 FALA DO PROFESSOR: 80
4.2 ARTIGO CIENTÍFICO 80
4.2.1 O QUE É UM ARTIGO CIENTÍFICO 81
4.2.2 ESTRUTURA DE UM ARTIGO CIENTÍFICO 82
4.3 TIPOLOGIAS DE BASES DE DADOS E PRINCIPAIS BASES 
DE DADOS POR ÁREA DE CONHECIMENTO 87
5 LEVANTAMENTO BIBLIOGRÁFICO pOR ÁREA DE INTEREssE 94
5.1 LEVANTAMENTO BIBLIOGRÁFICO POR ÁREA DE INTERESSE 95
3UNIDADE
4UNIDADE
5UNIDADE
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METODOLOGIA DE pEsquIsA
SUMÁRIO
6UNIDADE 6 COMuNICAÇÃO CIENTÍFICA E As DIRETRIZEs DE LEITuRA 117
6.1 DO QUE SE TRATA A COMUNICAÇÃO CIENTÍFICA? 117
6.2 RESUMO 125
6.3 PAPPERS 127
6.4 ARTIGO CIENTÍFICO 128
6.5 RESENHA 129
6.6 DIRETRIZES DA LEITURA 131
6.7 A IMPORTÂNCIA DA LEITURA 133
REFERÊNCIAs 139
8
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ICONOGRAFIA
ATENÇÃO 
PARA SABER
SAIBA MAIS
ONDE PESQUISAR
DICAS
LEITURA COMPLEMENTAR
GLOSSÁRIO
ATIVIDADES DE
APRENDIZAGEM
CURIOSIDADES
QUESTÕES
ÁUDIOSMÍDIAS
INTEGRADAS
ANOTAÇÕES
EXEMPLOS
CITAÇÕES
DOWNLOADS
METODOLOGIA DE pEsquIsA
OBJETIVO 
Ao final desta 
unidade, 
esperamos 
que possa:
> Compreender 
de forma clara 
alguns conceitos 
importantes da 
área da pesquisa 
científica;
> Distinguir os 
diferentes tipos de 
pesquisa e suas 
classificações;
> Entender sobre 
Linhas de Pesquisa.
UNIDADE 1
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1 PESQUISA CIENTÍFICA: 
CONCEITOS E 
CLASSIFICAÇÃO
1.1 NOÇÕES GERAIS SOBRE PESQUISA
A Metodologia Científica é o estudo 
dos métodos e das técnicas emprega-
dos nas ciências para a realização de 
pesquisas. Constitui o alicerce da for-
mação de um pesquisador ou profis-
sional, em qualquer área da Ciência, e 
fornece subsídios para: utilização dos 
métodos e técnicas de pesquisa, ela-
boração de projetos de pesquisa e pre-
paração de relatórios acadêmicos ou 
técnicos. Somente quem entende as 
bases teóricas da pesquisa do processo científico está apto para a Redação Científica 
Segundo Demo (1996, p.5) [ ] a proposta atual da metodologia científica é de “intro-
duzir na academia o gosto pela pesquisa”.
A pesquisa cientifica objetiva fundamentalmente contribuir para a evolução do co-
nhecimento humano em todos os setores, sendo sistematicamente planejada e 
executada segundo rigorosos critérios de processamento das informações. Será cha-
A pesquisa é uma atividade volta-
da para a solução de problemas 
teóricos ou práticos com o empre-
go de processos científicos. A pes-
quisa parte, pois, de uma dúvida ou 
problema e, com o uso do método 
científico, busca por uma resposta 
ou solução.
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METODOLOGIA DE pEsquIsA
SUMÁRIO
mada pesquisa científica se sua realização for objeto de investigação planejada, de-
senvolvida e redigida conforme normas metodológicas consagradas pela ciência. 
Os trabalhos de graduação e de pós-graduação, para serem considerados pesquisas 
científicas, devem produzir ciência, ou dela derivar, ou acompanhar seu modelo de 
tratamento. 
A pesquisa é o único caminho para a efetiva criação do conhecimento. Todos neces-
sitam da pesquisa: o professor para ensinar com eficiência; o aluno, para aprender 
significativamente; a comunidade, pela necessidade de resultados para superação de 
suas deficiências e exigências constantes em todos os setores; as universidades e ins-
tituições, para serem reconhecidas, respeitadas e mantidas como órgãos geradores 
de educação e conhecimentos. 
A vida acadêmica e os trabalhos dos professores devem pautar fundamentalmente 
na atividade de pesquisa, pois atualmente há uma exigência cada vez maior, em 
todos os setores, pela produção e utilização adequada do conhecimento. Produzir, 
utilizar com rapidez e eficiência o conhecimento é fator diferencial entre alunos, pro-
fessores, instituições e até entre nações. 
Pesquisar é uma questão educativa, que deve iniciar-se na pré-escola e nunca mais 
acabar. A disciplina Metodologia da Pesquisa visa motivar os alunos universitários e 
também professores a praticarem a investigação científica, buscando habilidades de 
observar, selecionar, organizar, sintetizar, interpretar, criticar os fatos, os conhecimen-
tos geados e disponíveis.
Para o estudante, pesquisar significa todas as atividades para obtenção de informa-
ções para a realização de suas pesquisas acadêmicas, seminários, até a elaboração de 
monografias e artigos científicos.
O estudante de hoje deve caminhar constantemente para a busca da sua ciência, do 
conhecimento verdadeiro, proveniente da pesquisa científica. 
Dentro desse mundo globalizado e moderno, surge um novo tipo de profissional. É 
aquele que primeiro deve ser ético, deve tomar decisão e deve estar sempre atua-
lizado; em seguida, ser estrategista, tendo a capacidade de compreender, captar, 
analisar, sintetizar, interpretar, concluir e adaptar-se às mudanças provenientes do 
surgimento rápido das tecnologias e oferecer um atendimento rápido, eficiente e di-
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ferenciado aos seus clientes. Além dessas características, esse profissional precisa ter 
iniciativa, criatividade, capacidade de tomar decisão e saber defendê-la, aceitar críti-
ca, ter capacidade de conviver com os estresses e trabalhar em equipe, ter sobretudo 
qualidade técnica. Assim, a leitura, as constantes atualizações através da participação 
em cursos e eventos, a realização de trabalhos de forma sistematizada, principalmen-
te ligados à profissão, devem ser caminhos importantes a serem seguidos.
A pesquisa científica vem sendo executada em todo o mundo, pelas diferentes 
instituições públicas, privadas e áreas do conhecimento, devido à existência 
de muitos problemas a serem resolvidos na humanidade, e o aumento acele-
rado da população mundial, que por sua vez, vem exigindo melhor qualidade 
de vida. A maior prioridade tem sido dada pelos países desenvolvidos como: 
os Estados Unidos, a Alemanha, a Inglaterra, o Japão, a França, chegando a 
aplicar até 3% do PIB (Produto Interno Bruto) em pesquisa, principalmente, 
no setor privado; enquanto os países em desenvolvimento, incluindo o Brasil, 
e nos países subdesenvolvidos, os investimentos não ultrapassam 1,5% do PIB, 
priorizado pelo Governo (FERRÃO, 2008, p.30)
A investigação é uma atividade mi-
lenar, que, no passado, era realizada 
de forma empírica, intuitiva, sujeito a 
erros. A partir do Século XVIII com a 
organização das comunidades cientí-
ficas, passou a ser mais científica, pro-
gredindo para resultados mais rápi-
dos e verdadeiros, ocasionando assim, 
grandes avanços nas diferentes áreas, 
principalmente na Física, na Matemá-
tica, ma Química e na Biologia.
1.2 CONCEITO DE PESQUISA
Pergunto a você, o que é pesquisa? Esta pergunta 
pode ser respondida de muitas formas.
Pesquisa é o conjunto de procedimentos sistemati-
zados, baseados em raciocínio lógico, na busca de 
soluções para os problemas nas diversas áreas, utili-
zando a metodologia científica. 
Curiosidade, criatividade, disciplina 
e especialmente paixão são algu-
mas exigências para o desenvolvi-
mento de um trabalho criterioso, 
baseado no confronto permanente 
entre o desejo e a realidade.
Mirian Goldenberg
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SUMÁRIO
Primeiramente buscamos alguns conceitos(autor, obra, assunto): seguem às normas da 
ABNT- o conjunto de elementos constantes da bibliografia como indicações 
bibliográficas, são as seguintes: autor, título, número da edição, local de publi-
cação, editora, data de publicação.
• de transcrições, para citações: trechos selecionados de autores que poderão 
ser usados como citações no trabalho ou servir para destacar idéias funda-
mentais de determinados autores. 
• de apreciação: anotações a respeito das obras, no que se refere a seu conteú-
do ou estabelecer comparações com outras da mesma área. Anotam-se críti-
cas, comentários e opiniões sobre o que se leu.
• de esquemas: podem referir-se a resumo de capítulos ou de obras, quanto a 
planos de trabalho.
• de resumo: os resumos podem ser descritivos (aponta as partes principais) ou 
informativos (dispensa a leitura do texto original), dependendo da sua finalidade. 
• de idéias sugeridas pelas leituras etc.: idéias para a realização de trabalhos ou 
para complementar um tipo de raciocínio ou de exemplificação no trabalho. 
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SUMÁRIO
Segue abaixo uma relação de áreas e os periódicos científicos disponíveis na “ Cole-
ção da Biblioteca” (http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_subject&lng=pt)
CIÊNCIAS AGRÁRIAS
Títulos correntes
• Acta Amazonica Acta Scientiarum. Agronomy 
• Acta Scientiarum. Animal Sciences 
• Anais da Academia Brasileira de Ciências 
• Arquivo Brasileiro de Medicina Veterinária e Zootecnia 
• Arquivos do Instituto Biológico 
• Bragantia 
• Brazilian Archives of Biology and Technology 
• Brazilian Journal of Food Technology 
• CERNE 
• Ciência Animal Brasileira 
• Ciência Rural 
• Ciência e Agrotecnologia 
• Crop Breeding and Applied Biotechnology 
• Engenharia Agrícola 
• Floresta e Ambiente 
• Food Science and Technology (Campinas) 
• Horticultura Brasileira 
• Journal of Seed Science 
• Journal of Venomous Animals and Toxins including Tropical Diseases 
• Pesquisa Agropecuária Brasileira 
• Pesquisa Agropecuária Tropical 
• Pesquisa Veterinária Brasileira 
• Planta Daninha 
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• Revista Ambiente & Água 
• Revista Brasileira de Ciência Avícola 
• Revista Brasileira de Ciência do Solo 
• Revista Brasileira de Engenharia Agrícola e Ambiental 
• Revista Brasileira de Fruticultura 
• Revista Brasileira de Plantas Medicinais 
• Revista Brasileira de Saúde e Produção Animal 
• Revista Brasileira de Zootecnia 
• Revista Ceres 
• Revista Ciência Agronômica 
• Revista Árvore 
• Scientia Agricola 
• Summa Phytopathologica 
• Tropical Plant Pathology 
CIENCIAS BIOLOGICAS
Títulos correntes
• Acta Amazonica 
• Acta Botanica Brasilica 
• Acta Limnologica Brasiliensia 
• Ambiente & Sociedade 
• Anais da Academia Brasileira de Ciências 
• Biota Neotropica 
• Brazilian Archives of Biology and Technology 
• Brazilian Journal of Biology 
• Brazilian Journal of Infectious Diseases 
• Brazilian Journal of Medical and Biological Research 
• Brazilian Journal of Microbiology 
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SUMÁRIO
• Brazilian Journal of Oceanography 
• Crop Breeding and Applied Biotechnology 
• Genetics and Molecular Biology 
• Hoehnea 
• Iheringia. Série Zoologia 
• Journal of Venomous Animals and Toxins including Tropical Diseases 
• Memórias do Instituto Oswaldo Cruz 
• Nauplius 
• Neotropical Ichthyology 
• Papéis Avulsos de Zoologia (São Paulo) 
• Revista Ambiente & Água 
• Revista Brasileira de Entomologia 
• Revista Brasileira de Parasitologia Veterinária 
• Revista Brasileira de Plantas Medicinais 
• Revista Ceres 
• Revista do Instituto de Medicina Tropical de São Paulo 
• Rodriguésia 
• Zoologia (Curitiba) 
CIENCIAs DA sAuDE
Títulos correntes
• ABCD. Arquivos Brasileiros de Cirurgia Digestiva (São Paulo) 
• Acta Amazonica 
• Acta Cirurgica Brasileira 
• Acta Ortopédica Brasileira 
• Acta Paulista de Enfermagem 
• Anais Brasileiros de Dermatologia 
• Anais da Academia Brasileira de Ciências 
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• Arquivos Brasileiros de Cardiologia 
• Arquivos Brasileiros de Endocrinologia & Metabologia 
• Arquivos Brasileiros de Oftalmologia 
• Arquivos de Gastroenterologia 
• Arquivos de Neuro-Psiquiatria 
• Audiology - Communication Research 
• Brazilian Archives of Biology and Technology 
• Brazilian Dental Journal 
• Brazilian Journal of Infectious Diseases 
• Brazilian Journal of Medical and Biological Research 
• Brazilian Journal of Oral Sciences 
• Brazilian Journal of Otorhinolaryngology 
• Brazilian Journal of Pharmaceutical Sciences 
• Brazilian Journal of Physical Therapy 
• Brazilian Oral Research 
• Cadernos Saúde Coletiva 
• Cadernos de Saúde Pública 
• Ciência & Saúde Coletiva 
• Clinics 
• CoDAS 
• Coluna/Columna 
• Dental Press Journal of Orthodontics 
• Einstein (São Paulo) 
• Escola Anna Nery 
• Fisioterapia e Pesquisa 
• Fisioterapia em Movimento 
• História, Ciências, Saúde-Manguinhos 
• Interface - Comunicação, Saúde, Educação 
• International Archives of Otorhinolaryngology 
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SUMÁRIO
• International braz j urol 
• Jornal Brasileiro de Nefrologia 
• Jornal Brasileiro de Patologia e Medicina Laboratorial 
• Jornal Brasileiro de Pneumologia 
• Jornal Brasileiro de Psiquiatria 
• Jornal Vascular Brasileiro 
• Jornal de Pediatria 
• Journal of Coloproctology (Rio de Janeiro) 
• Journal of Applied Oral Science 
• Journal of Venomous Animals and Toxins including Tropical Diseases 
• Memórias do Instituto Oswaldo Cruz 
• Motriz: Revista de Educação Física 
• Physis: Revista de Saúde Coletiva 
• Psychology & Neuroscience 
• Radiologia Brasileira 
• Revista Bioética 
• Revista Brasileira de Anestesiologia 
• Revista Brasileira de Cardiologia Invasiva 
• Revista Brasileira de Cineantropometria & Desempenho Humano 
• Revista Brasileira de Cirurgia Cardiovascular 
• Revista Brasileira de Cirurgia Plástica 
• Revista Brasileira de Ciências do Esporte 
• Revista Brasileira de Educação Física e Esporte 
• Revista Brasileira de Enfermagem 
• Revista Brasileira de Epidemiologia 
• Revista Brasileira de Farmacognosia 
• Revista Brasileira de Geriatria e Gerontologia 
• Revista Brasileira de Ginecologia e Obstetrícia 
• Revista Brasileira de Hematologia e Hemoterapia 
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• Revista Brasileira de Medicina do Esporte 
• Revista Brasileira de Oftalmologia 
• Revista Brasileira de Ortopedia 
• Revista Brasileira de Psiquiatria 
• Revista Brasileira de Reumatologia 
• Revista Brasileira de Saúde Materno Infantil 
• Revista Brasileira de Saúde Ocupacional 
• Revista Brasileira de Terapia Intensiva 
• Revista CEFAC 
• Revista Dor 
• Revista Gaúcha de Enfermagem 
• Revista Latino-Americana de Enfermagem 
• Revista Paulista de Pediatria 
• Revista da Associação Médica Brasileira 
• Revista da Educação Física / UEM 
• Revista da Escola de Enfermagem da USP 
• Revista da Sociedade Brasileira de Medicina Tropical
• Revista de Nutrição
• Revista de Psiquiatria Clínica 
• Revista de Saúde Pública 
• Revista do Colégio Brasileiro de Cirurgiões 
• Revistado Instituto de Medicina Tropical de São Paulo 
• Sao Paulo Medical Journal 
• Saúde e Sociedade 
• Saúde em Debate 
• Texto & Contexto - Enfermagem 
• Trends in Psychiatry and Psychotherapy 
 
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METODOLOGIA DE pEsquIsA
SUMÁRIO
CIENCIAs EXATAs E DA TERRA
Títulos correntes
• Acta Amazonica 
• Anais da Academia Brasileira de Ciências 
• Boletim de Ciências Geodésicas 
• Brazilian Journal of Oceanography 
• JISTEM - Journal of Information Systems and Technology Management 
• Journal of the Brazilian Chemical Society 
• Química Nova 
• Revista Ambiente & Água 
• Revista Brasileira de Meteorologia 
• TEMA (São Carlos) 
CIENCIAS HUMANAS
Títulos correntes
• Afro-Ásia 
• Ambiente & Sociedade 
• Anais da Academia Brasileira de Ciências 
• Anais do Museu Paulista: História e Cultura Material 
• Avaliação: Revista da Avaliação da Educação Superior (Campinas) 
• Boletim do Museu Paraense Emílio Goeldi. Ciências Humanas 
• Brazilian Political Science Review 
• Caderno CRH 
• Cadernos CEDES 
• Cadernos Nietzsche 
• Cadernos Pagu 
• Cadernos de Pesquisa 
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FACULDADE CAPIXABA DA SERRA/EAD
Credenciada pela portaria MEC nº 767, de 22/06/2017, Publicada no D.O.U em 23/06/2017SUMÁRIO
• Ciência & Educação (Bauru) 
• Contexto Internacional 
• Dados - Revista de Ciências Sociais 
• Educar em Revista 
• Educação & Realidade 
• Educação & Sociedade 
• Educação e Pesquisa 
• Educação em Revista 
• Ensaio: Avaliação e Políticas Públicas em Educação 
• Estudos Avançados 
• Estudos Históricos (Rio de Janeiro) 
• Estudos de Psicologia (Campinas) 
• Estudos de Psicologia (Natal) 
• Fractal : Revista de Psicologia 
• História (São Paulo) 
• História da Educação 
• História, Ciências, Saúde-Manguinhos 
• Horizontes Antropológicos 
• Interações (Campo Grande) 
• Interface - Comunicação, Saúde, Educação 
• Kriterion: Revista de Filosofia 
• Lua Nova: Revista de Cultura e Política 
• Mana - Estudos de Antropologia Social 
• Manuscrito 
• Novos Estudos - CEBRAP 
• Opinião Pública 
• Paidéia (Ribeirão Preto) 
• Physis: Revista de Saúde Coletiva 
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METODOLOGIA DE pEsquIsA
SUMÁRIO
• Pro-Posições 
• Psico-USF 
• Psicologia & Sociedade 
• Psicologia Clínica 
• Psicologia Escolar e Educacional 
• Psicologia USP 
• Psicologia em Estudo 
• Psicologia: Ciência e Profissão 
• Psicologia: Reflexão e Crítica 
• Psicologia: Teoria e Pesquisa 
• Psychology & Neuroscience 
• REMHU : Revista Interdisciplinar da Mobilidade Humana 
• Religião & Sociedade 
• Revista Ambiente & Água 
• Revista Bioética 
• Revista Brasileira de Ciência Política 
• Revista Brasileira de Ciências Sociais 
• Revista Brasileira de Educação Especial 
• Revista Brasileira de Educação Médica 
• Revista Brasileira de Educação 
• Revista Brasileira de Ensino de Física 
• Revista Brasileira de Estudos Pedagógicos 
• Revista Brasileira de Geriatria e Gerontologia 
• Revista Brasileira de História 
• Revista Brasileira de Política Internacional 
• Revista Estudos Feministas 
• Revista Latinoamericana de Psicopatologia Fundamental 
• Revista de Economia Política 
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• Revista de Economia e Sociologia Rural 
• Revista de Sociologia e Política 
• Revista do Instituto de Estudos Brasileiros 
• Saúde e Sociedade 
• Scientiae Studia 
• Sexualidad, Salud y Sociedad (Rio de Janeiro) 
• Sociedade & Natureza 
• Sociologias 
• Tempo Social 
• Tempo 
• Trabalho, Educação e Saúde 
• Trans/Form/Ação - Revista de Filosofia 
• Varia Historia 
• Vibrant: Virtual Brazilian Anthropology 
• Ágora: Estudos em Teoria Psicanalítica 
• 
CIENCIAs sOCIAIs ApLICADAs
Títulos correntes
• Ambiente & Sociedade 
• Anais do Museu Paulista: História e Cultura Material 
• BAR - Brazilian Administration Review 
• Caderno CRH 
• Cadernos EBAPE.BR 
• Economia Aplicada 
• Economia e Sociedade 
• Estudos Econômicos (São Paulo)
• Galáxia (São Paulo) 
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METODOLOGIA DE pEsquIsA
SUMÁRIO
• Interações (Campo Grande) 
• Intercom: Revista Brasileira de Ciências da Comunicação 
• JISTEM - Journal of Information Systems and Technology Management 
• Nova Economia 
• Organizações & Sociedade 
• Perspectivas em Ciência da Informação 
• RAM. Revista de Administração Mackenzie 
• REAd. Revista Eletrônica de Administração (Porto Alegre) 
• REMHU : Revista Interdisciplinar da Mobilidade Humana 
• Revista Brasileira de Economia 
• Revista Brasileira de Estudos de População 
• Revista Contabilidade & Finanças 
• Revista Direito GV 
• Revista Katálysis 
• Revista de Administração (São Paulo) 
• Revista de Administração Contemporânea 
• Revista de Administração Pública 
• Revista de Administração de Empresas 
• Revista de Economia Contemporânea 
• Revista de Economia Política 
• Revista de Economia e Sociologia Rural 
• Sequência (Florianópolis) 
• Serviço Social & Sociedade 
• Sociedade e Estado 
• Transinformação 
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ENGENHARIAS
Títulos correntes
Ambiente Construído 
• Anais da Academia Brasileira de Ciências 
• Brazilian Archives of Biology and Technology 
• Brazilian Journal of Chemical Engineering 
• Cerâmica 
• Engenharia Sanitaria e Ambiental 
• Gestão & Produção 
• Journal of Microwaves, Optoelectronics and Electromagnetic Applications 
• Journal of Transport Literature 
• Latin American Journal of Solids and Structures 
• Materials Research 
• Matéria (Rio de Janeiro) 
• Pesquisa Operacional 
• Polímeros - Ciência e Tecnologia 
• Production 
• Rem: Revista Escola de Minas 
• Revista Ambiente & Água 
• Revista Brasileira de Engenharia Biomédica 
• Revista IBRACON de Estruturas e Materiais 
• Soldagem & Inspeção 
LINGuIsTICA, LETRAs E ARTEs
Títulos correntes
• Alea : Estudos Neolatinos 
• Alfa : Revista de Linguística (São José do Rio Preto) 
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SUMÁRIO
• Bakhtiniana: Revista de Estudos do Discurso 
• DELTA: Documentação de Estudos em Lingüística Teórica e Aplicada 
• Estudos de Literatura Brasileira Contemporânea 
• Linguagem em (Dis)curso 
• Machado de Assis em Linha 
• Pandaemonium Germanicum 
• Revista Brasileira de Linguística Aplicada 
• Trabalhos em Linguística Aplicada 
Demais fontes de dados importantes da área de pesquisa científica:
Associação Brasileira de Normas Técnicas: www.abnt.org.br
• Banco de Teses e Dissertações CAPES: capesdw.capes.gov.br/capesdw/
• Biblioteca Digital de Teses e Dissertações - textos integrais de parte das teses e 
dissertações apresentadas na USP: www.teses.usp.br
• Biblioteca Nacional (Brasil) - o site é referência para todas as bibliotecas do 
país, com farta documentação e imagens digitalizadas, além de informações 
e serviços: www.bn.br
• Bibliotecas virtuais do sistema MCT/CNPq/Ibict – grande referência na área de 
bibliotecas virtuais, é o site mais importante no Brasil de informação e comu-
nicação sobre ciência e tecnologia: www.prossiga.br
• Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico: www.cnpq.br
• Diretórios de grupos de pesquisa no Brasil: www.cnpq.br/gpesqui3
• Financiadora de Estudos e Projetos: www.finep.gov.br
• Instituto Brasileiro de Informação em Ciência e Tecnologia: www.ibict.br
• Instituto de EstudosAvançados da Universidade de São Paulo: www.usp.br/iea
• Ministério da Ciência e Tecnologia: www.mct.gov.br
• O que é Qualis?: www.capes.gov.br/avaliacao/qualis
• Portal de Periódicos da CAPES: www.periodicos.capes.gov.br/
• Revista de Divulgação Científica: www.uol.com.br/cienciahoje
• SCIELO - biblioteca eletrônica com periódicos científicos brasileiros: 
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www.scielo.br
• Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência: www.sbpcnet.org.br
• Universia Brasil - busca teses nas universidades públicas paulistas e na PUC-
-PR: www.universiabrasil.net/busca_teses.jsp
• WebQualis: www.qualis.capes.gov.br/webqualis
pLÁGIO
Segundo Moraes (2004), o plágio consiste na cópia fraudulenta de partes de uma 
obra (ou da obra completa) protegida pelos direitos autorais, ou seja, é quando al-
guém se apropria do texto ou das ideias de outra pessoa sem dar os devidos créditos. 
“O direito autoral protege a ideia materializada, que adquire forma pelo traço carac-
terístico do autor, pela sua feição pessoal.” (MORAES, 2004, p. 97).
Diversas fontes de material bibliográfico disponível via internet.
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SUMÁRIO
suGEsTÕEs DE FILMEs 
UMA VIDA ILUMINADA. Dirigido por Liev Schreiber. EUA. 1992. 100 min. 
O personagem Jonathan (Elijah Wood) é um jovem judeu americano, que 
vai até a Ucrânia em busca da mulher que salvou a vida de seu avô na 2ª 
Guerra Mundial. Ele é auxiliado nessa viagem por Alex Perchov (Eugene 
Hutz), um precário tradutor que mais atrapalha do que ajuda, e pelo avô 
de Alex, um motorista mal-humorado que anda sempre acompanhado de 
seu fedido e desobediente cachorro, batizado de Sammy Davis Jr. Durante a 
jornada o inusitado quarteto descobre segredos sobre a ocupação nazista e a 
cumplicidade do governo ucraniano da época. Confira o filme e veja como se 
dá o processo de busca pelas respostas do personagem Jonathan.
ANOTAÇÕEs
METODOLOGIA DE pEsquIsA
OBJETIVO 
Ao final desta 
unidade, 
esperamos 
que possa:
> Conhecer os tipos 
de comunicação 
científica e a sua 
importância em 
todos os seus 
aspectos.
> Perceber a 
importância 
da disciplina 
para a formação 
acadêmica;
> Desenvolver o 
hábito pela leitura;
> Conhecer as etapas 
para a realização 
da leitura
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SUMÁRIO
6 COMUNICAÇÃO CIENTÍFICA 
E AS DIRETRIZES DE LEITURA
Nessa unidade você irá estudar a comunicação científica, retratando a sua importância 
e conhecerá os tipos de comunicação científica que são empregadas no meio científico.
6.1 DO QUE SE TRATA A COMUNICAÇÃO 
CIENTÍFICA?
Comunicação científica é a troca de informações entre membros da comunidade cientí-
fica, incluindo atividades associadas à produção, disseminação e uso da informação, des-
de o momento em que o cientista concebe uma ideia para pesquisar, até que os resul-
tados de sua pesquisa sejam constituintes do conhecimento científico. (GARVEY, 1979).
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Pardinas (1977) entende por conhecimento científico, aquele voltado para a obtenção 
e comunicação de resultados desconhecidos até o momento da publicação do livro ou 
artigo, com fins de explicação e\ou predição posteriormente de certos fenômenos. 
Para Salvador (1980), um texto pertence a essa categoria quando traz informações cien-
tíficas novas, mas não permite, devido à sua redação, que os leitores possam verificar 
informações: as notas simplesmente informam. 
Em virtude dos locais de sua realização, a comunicação científica é limitada em sua ex-
tensão, ou seja, não pode ser muito longa. Geralmente estipula-se o tempo para o parti-
cipante apresentar sua comunicação: dez a vinte minutos mais ou menos. Embora apre-
sentada oralmente, a comunicação científica de ser escrita, principalmente se o autor 
tiver em mente sua publicação. Mas não pode prescindir-se de um plano. 
A atualização do tema ou problema é um dos fatores mais importantes da comunica-
ção, pois representa valiosa contribuição ao desenvolvimento científico. Os relatos enco-
mendados especialmente nos congressos científicos supõem um trabalho minucioso 
de atualização do tema em questão (ASTI VERA, 1979). 
A comunicação não necessita de abundância de aspectos analíticos; basta que a expe-
riência, as idéias ou a teoria sejam bem fundamentadas. 
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SUMÁRIO
O texto das comunicações, ao contrário das teses científicas, não permite ao leitor repro-
duzir as experiências e obter os mesmos resultados, verificar os resultados da análise ou 
julgar as conclusões do autor, embora contribua com uma ou várias informações ou 
abordagens novas.
A comunicação científica é vital para a ciência, devido à:
• Divulgação dos resultados das pesquisas;
• Proteção da propriedade intelectual;
• Aceitação dos resultados pelos pares 
• Consolidação do conhecimento.
“É a comunicação científica que favorece ao produto (produção científica) e aos produ-
tores (pesquisadores) a necessária visibilidade e possível credibilidade no meio social em 
que produto e produtores se inserem.” (TARGINO, 2000, p. 54)
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De acordo com Marconi e Lakatos (2006, p. 80-81), estes autores afirmam que a comuni-
cação científica deve levar em consideração os seguintes aspectos: 
a. Finalidade: Levar as pessoas a pensarem , fazendo-as perceber as coisas fami-
liares de modo diferente, valendo-se de argumentos para influenciar as mentes 
dos ouvintes. 
b. Informações: Divulgação dos últimos resultados das pesquisas científicas, do 
desenvolvimento das ciências. Depende do que se quer comunica, para quem 
e onde. 
c. Estrutura: Os assuntos podem divergir quanto ao conteúdo, ao material, mas 
não em relação ao aspecto formal. Estrutura segue os padrões estabelecidos par 
os trabalhos científicos. A estrutura da comunicação abrange três partes: Intro-
dução; Desenvolvimento; Conclusão
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SUMÁRIO
d. Linguagem: A comunicação, como outro qualquer trabalho científico, exige ri-
gor no uso da linguagem. O processo de comunicação só é eficaz na medida 
em que ajuda o leitor ou ouvinte a entender o que leu ou ouviu, a compreender 
aquilo que se deseja transmitir.
e. Abordagem: Maneira pela qual o estudioso interpreta uma situação. Posição 
tomada em face de determinada situação.
Após realizado o seu trabalho de coleta, análise e interpretação dos dados, o pesqui-
sador irá redigir o seu trabalho, escrevendo e defendendo a própria pesquisa. Diante 
do trabalho de redação final, ele deve não só despojar-se de preconceitos como ali-
mentar-se de sentimentos de humildade e de amor à verdade, traduzidos concre-
tamente no empenho pela objetividade. Não deve, pois, forçar sua pesquisa para 
que ela chegue a conclusões preconcebidas. O espírito científico se manifesta pelo 
respeitoso acolhimento das conclusões a que a pesquisa chega por si só, objetiva e 
documentadamente (RUIZ, 1986).
A linguagem científica do pesquisador necessita ser objetiva, clara, precisa, isenta de 
qualquer ambigüidade. O caráter objetivo da linguagem que veicula conhecimentos 
científicosresulta da própria natureza da Ciência. Por isso, a linguagem impessoal 
objetiva deve afastar do campo científico pontos de vista pessoais, que deixam trans-
parecer impressões subjetivas, não fundadas sobre dados concretos.
As palavras deve ser o revestimento necessário das idéias. Para haver clareza de expres-
são, é necessário que haja principalmente clareza de idéias: esta condiciona a precisão 
de expressão e é condição primeira e indispensável de uma redação científica. 
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Numa redação científica, não se admite o uso de termos sentido figurado: devem ser 
empregados unicamente em sentido próprio, concreto e objetivo. 
O empregado adequado de uma terminologia técnica é de grande valia para a trans-
missão de conhecimento entre os pesquisadores. O redator científico não pode ig-
norá-lo, pois o seu uso pressupõe o pleno conhecimento da respectiva ciência ou 
especialidade. 
Não apenas a escolha esmerada do vocabulário, tanto o comum como o técnico é 
feita no sentido de obter clareza e precisão, mas a própria construção das frases deve 
submeter-se aos mesmos fins: elas devem ser simples, pois traduzem o desenvolvi-
mento lógico do pensamento; convém, pois, que cada uma contenha apenas uma 
idéia, mas que a envolva completamente.
A linguagem científica é informativa e técnica, de ordem científica e racional, firma-
da em dados concretos, a partir dos quais analisa e sintetiza, argumenta e conclui. O 
pesquisador-redator não deve confundir a linguagem científica com a literatura: esta 
última deve impressionar, agradar pela elegância e pela evocação de valores estéti-
cos, enquanto a primeira deve esclarecer pela força dos argumentos e tem por nota 
distintiva a objetividade (CERVO; BERVIAN, 1978).
O pesquisador, isoladamente ou em grupo, investiga, experimenta e produz constan-
temente conhecimentos em sua área de estudo e em outras áreas correlatas, buscan-
do relações e comparações entre conceitos e teorias, corroborando-os ou não, colabo-
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SUMÁRIO
rando deste modo com o avanço da ciência que se viabiliza por meio de um processo 
de construção do conhecimento que flui através da comunicação. Garvey (1979) inclui 
no processo de comunicação científica as atividades associadas com a produção, dis-
seminação e uso da informação, desde o momento em que o cientista teve a idéia da 
pesquisa até o momento em que os resultados de seu trabalho são aceitos como parte 
integrante do conhecimento científico. Isto pode dar-se de maneira informal, ou seja, 
através de contatos pessoais, correspondências, e-mail, palestras e assemelhados, ou 
de maneira formal dentro de um sistema de comunicação científica representado pela 
informação publicada em forma de artigos de periódicos, livros, comunicações escritas 
em encontros científicos etc. (SILVA; MENEZES, 2001). 
Entre os procedimentos formais mais eficazes e rápidos para a divulgação de novo 
conhecimentos dos resultados de uma pesquisa, para o debate acerca de uma teoria 
ou idéia científica, ou como meio para o pesquisador adquirir notoriedade e respei-
to dentro da comunidade científica, a academia se utiliza principalmente do artigo 
científico, veiculado em publicações especializadas como revistas e jornais científicos, 
impressos ou eletrônicos, no mundo todo.
Segundo a Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT, 1994, p.1) artigo cien-
tífico é um “texto com autoria declarada que apresenta e discute idéias, métodos, 
processos, técnicas e resultados nas diversas áreas do conhecimento”. Os artigos pos-
suem uma normatização formal definida pela Associação Brasileira de Normas Técni-
cas (ABNT, 1994, p.1) por meio da NBR 6032 – Apresentação de Artigos de Periódicos 
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– que fixa as condições exigíveis para a apresentação dos elementos que constituem 
o artigo e que é seguido por todas publicações. 
Artigos de periódicos são trabalhos técnico-científicos escritos por um ou mais autores, 
com a finalidade de divulgar a síntese analítica de estudos e resultados de pesquisas. 
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A principal razão que leva o pesquisador a escrever é a necessidade de expressar os 
resultados de pesquisas, reflexões e estudos que realizou, em determinado período, 
por solicitação dos professores ou espontaneamente, por isso deve pensar em co-
municar de forma clara, precisa e objetiva. Mas, segundo Oliveira (2003, p. 97-111), 
também, é necessário identificar características específicas de cada tipo de trabalho 
científico acadêmico. 
Aqui, o autor destaca os principais trabalhos científicos acadêmicos.
quais são os tipos de comunicação científica?
6.2 RESUMO 
O resumo é a condensação do texto, tendo o cuidado de manter a intenção do au-
tor. Não cabem, no resumo, comentários ou avaliações do material que está sendo 
condensado. Resumir não é reproduzir frases do texto original, fazendo uma colagem 
de pedaços do texto; devemos exprimir, com as próprias palavras, as idéias do texto. 
Para isso, é necessário compreender, antecipadamente, o conteúdo de todo o mate-
rial, assim, não é possível resumir à medida que vamos lendo pela primeira vez.
Devemos proceder a primeira leitura de reconhecimento ininterrupta. Na segunda leitura, 
por meio de anotações, apontando idéias importantes e buscando no dicionário o sentido 
de palavras mais complexas, fazemos um esboço, elaborando, em seguida, o resumo.
Salomon (2001, p. 114-115) e Medeiros (2004, p. 142-144) destacam itens importan-
tes a serem observados, ao construirmos o conteúdo do resumo: 
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• a primeira frase deve ser significativa, expondo a idéia principal, isto é, identifi-
cando o objetivo do autor quando escreveu o texto;
• a articulação das idéias deve seguir a lógica dada às idéias pelo autor, incluir 
todas as divisões importantes, dando igual proporção a cada uma delas e sem-
pre observando o tema principal do documento;
• as conclusões do autor do texto objeto do resumo; 
• dar preferência ao uso da terceira pessoa do singular e o verbo na voz ativa 
(descreve, aborda, estuda etc.);
• evitar a repetição de frases inteiras do original;
• respeitar a ordem em que as idéias ou fatos são apresentados;
• não deve apresentar juízo valorativo ou crítico;
• deve ser compreensível por si mesmo, dispensando a consulta ao original;
• evitar o uso de parágrafos ou frases longas, citações e descrições ou explica-
ções detalhadas, expressões como: o “autor trata”, no “texto do autor” o “artigo 
trata” e similares, figuras, tabelas, gráficos, fórmulas, equações e diagramas.
Segundo Andrade (2001, p. 29-37) há três tipos de resumo:
a. Resumo informativo: em que devemos obedecer aos seguintes passos: 
• resumimos a obra somente após a elaboração de um esquema;
• apresentamos as principais idéias contidas no texto;
• respeitamos as idéias do autor do texto que estamos resumindo;
• redigimos de forma clara, fazendo parágrafo a cada idéia principal;
• quando copiamos, colocamos entre aspas, e com a fonte citada;
• relacionamos as referências.
b. Resumo crítico: como a própria denominação estabelece, esse tipo de resu-
mo, além de cumprir os passos do informativo, acrescenta a manifestação da 
opinião, ou implica perante o assunto estudado, por parte do autor do resumo.Desse modo, de acordo com Dmitruk (2004, p. 91),“[...] sempre, após o resumo, 
acrescentam-se opiniões e apreciações pessoais.” 
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c. Resumo acadêmico científico:
• a leitura do resumo deve permitir determinar se é preciso ler o documento na 
íntegra;
• o resumo é constituído de uma seqüência de frases concisas e objetivas;
• a extensão recomendada, segundo a ABNT NBR 6028 (2003), para trabalhos 
como monografias e artigos, 250 palavras; relatórios, teses e dissertações não 
ultrapassar 500 palavras; os resumos para publicações podem variar de 150 a 
300 palavras;
• no caso de trabalhos com menor extensão, diminuímos o número de palavras, 
podendo chegar a, no máximo, 100 palavras;
• ressaltamos, ainda, que o resumo deve ser seguido, das palavras representati-
vas do conteúdo do trabalho, isto é, palavras-chave;
• o resumo deve ser feito em um único parágrafo, utilizando espaço simples e 
letra dois números abaixo daquela que for usada no texto;
6.3 PAPPERS
Segundo Ferrão (2008, p. 200) pappers são pequenos artigos científicos ou textos ela-
borados, para comunicações em congressos ou simpósios, sobre determinado tema 
ou sobre os resultados de um projeto de pesquisa. Devem possuir a mesma estrutura 
de um artigo científico e composto de 2 a 10 páginas. 
O paper trata-se de um instrumento de contestação ou complementação de uma 
idéia ou obra, mediante julgamento próprio, avaliação e interpretação de fatos e in-
formações que foram recolhidas.
É baseado em pesquisa bibliográfica e em descobertas pessoais. Se apenas compilar 
informações, sem fazer avaliações ou interpretações sobre elas, o resultado será um 
relatório e não um paper. Neste, o pesquisador desenvolve seu ponto de vista sobre 
determinado tema, uma tomada de posição e a expressão dos pensamentos, de for-
ma original. É impessoal e escrito com imparcialidade, não deixando transparecer as 
crenças e preferências do escritor.
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Segundo Ferrão (2008, p. 200) pappers:
são pequenos artigos científicos ou textos elaborados, para comunicações em 
congressos ou simpósios, sobre determinado tema ou sobre os resultados de 
um projeto de pesquisa. Devem possuir a mesma estrutura de um artigo cien-
tífico e composto de 2 a 10 páginas.
Cinco passos são importantes na construção de um papper:
• escolher o assunto;
• reunir informações;
• avaliar o material;
• organizar as idéias;
• redigir o paper.
O tamanho do papper depende da complexidade do tema e da motivação do pesqui-
sador para o trabalho. Sobre a sua estrutura, Prestes (2003, p. 35) assim escreve: “ É um 
artigo científico, embora não apresente subdivisões, constituindo em um texto unitário, 
ou seja, o texto apresenta uma introdução, um desenvolvimento e uma conclusão em 
texto corrido, sem divisões de seções. Deve conter também resumo e referências.”
6.4 ARTIGO CIENTÍFICO
Resultado de um problema científico ou desenvolvimento de uma pesquisa, que po-
derá ser publicado em revistas técnicas, jornais ou boletins. Estruturalmente, deve 
conter elementos pré-textuais (título, autoria, resumo e relação de palavras-chave), 
elementos textuais (a introdução, o desenvolvimento, a conclusão e os elementos de 
apoio) e os elementos pós-textuais (apêndice e anexos). 
Concordando com Oliveira (2003), Prestes (2003, p. 35) afirma que o artigo tem como 
objetivo publicar resultados de um estudo. Trata-se de um texto integral e completo, 
geralmente não ultrapassa 20 páginas, dependendo sempre da área. Como traba-
lho acadêmico, deve conter introdução, desenvolvimento e conclusão e, no corpo do 
desenvolvimento, são feitas subdivisões. Existem também vários trabalhos científicos 
acadêmicos como: informe científico, relatórios de pesquisa, monografias entre ou-
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tros. Mas, sobre estes, você estudará na disciplina de Metodologia da Pesquisa, que 
também faz parte do seu curso.
6.5 REsENHA
A resenha é uma espécie de resumo crítico, constitui-se em um texto que estabelece 
comparação com mais obras da mesma área, permite comentários e juízo de valor 
e exige um profundo conhecimento do assunto, bem como capacidade crítica para 
discutir as idéias nele contidas.
A estrutura da resenha descreve as propriedades da obra (descrição física da obra), 
relata credenciais do autor, resume a obra, apresenta ainda as conclusões e metodo-
logia utilizada, expõe o quadro de referências em que o autor se baseou (narração), 
apresenta uma avaliação da obra e menciona a quem se destina (dissertação).
A resenha pode ser descritiva, quando dispensa a apreciação daquele que a elabora, 
ou crítica, quando exige apreciação de forma justificada; a opinião pode ser concor-
dante, convergente ou divergente, parcial ou totalmente. Como norma geral, a rese-
nha não deve ultrapassar quatro folhas, em espaço duplo. 
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Sobre a resenha, Nascimento e Póvoas (2002, p. 32-33) enfatizam que o resenhis-
ta, além de incluir elementos informativos, acrescenta o julgamento, por isso deve 
conhecer com profundidade o tema da obra que está sendo analisada, bem como 
outras obras sobre o assunto.
De acordo com Ferrão (2008, p. 200) “a resenha crítica é a análise de uma obra, através 
de leitura, resumo, síntese, comparação com outras obras, avaliação de relevância e 
interpretação, levando à formação de juízo crítico”. 
Salvador (1979) aponta os seguintes requisitos do resenhista, para a realização do 
trabalho:
a. conhecimento completo da obra;
b. competência na matéria
c. independência de juízo
d. capacidade de juízo crítico
e. correção e urbanidade
f. fidelidade ao pensamento do autor
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6.6 DIRETRIZES DA LEITURA
Precisamos reservar tempo para a leitura, pois o ato de ler constitui-se numa atitude fun-
damental para a formação, de maneira que, quando optamos por um curso superior, 
não podemos fugir do compromisso de ser leitores assíduos dos temas que são tratados 
na sala de aula e dos acontecimentos que envolvem a sociedade em que vivemos.
Seu sucesso nos estudos e, conseqüentemente, profissional, depende apenas de 
você, da sua capacidade de ir em frente. 
Vale ressaltar que a compreensão de textos é essencial para que o pesquisador consi-
ga efetivar a sua pesquisa. Observa-se que os maiores do estudo e da aprendizagem, 
está relacionado diretamente com a dificuldade que o estudante encontra na exata 
compreensão dos textos teóricos. 
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Severino (2000, p. 48) afirma que:
Na realidade, mesmo em se tratando de assuntos abstratos, para o leitor em 
condições de “seguir o fio da meada” a leitura torna-se fácil, agradável e, sobre-
tudo, proveitosa. Por isso é preciso criar condições de abordagem e de inteli-
gibilidade do texto, aplicando alguns recursos que, apesar de não substituí-
rem a capacidade de intuição do leitor na apreensão da forma lógica dos 
raciocínios em jogo, ajudam muito na análise e interpretação dos textos.
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Pode-se partir da consideração de quea comunicação se dá quando da transmissão de 
uma mensagem entre um emissor e um receptor. O emissor transmite uma mensa-
gem que é captada pelo receptor. Este é um esquema geral apresentado pela teoria 
da comunicação. Ao escrever um texto, portanto, o autor (o emissor) codifica sua men-
sagem que, por sua vez, já tinha sido pensada, concebida e o leitor (o receptor), ao ler 
um texto, decodifica a mensagem do autor, para então pensá-la, assimilá-la e persona-
lizá-la, compreendendo-a: assim se completa a comunicação (SEVERINO, 2000).
6.7 A IMPORTÂNCIA DA LEITURA
Quem não possui o hábito da leitura, precisa desenvolvê-lo, pois é difícil uma formação 
de qualidade sem muita leitura. O objetivo desta seção é apresentar algumas informa-
ções que venham a despertar em você o gosto pela leitura e oportunizá-lo a fazer me-
lhor proveito dela.
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Aproveitamento da leitura
Com certeza, você já sabe que, mesmo com todo o avanço de tecnologias, a leitura é 
a melhor forma para a aquisição do conhecimento. Por intermédio da leitura, pode-
mos ampliar e aprofundar conhecimento sobre determinado campo cultural ou 
científico, aumentar o vocabulário pessoal e, por conseqüência, comunicar as idéias, 
de forma mais eficiente.
Como você costuma selecionar seu material de leitura?
De acordo com Severino (2000), é necessário que se façam as dimensões de aná-
lise a seguir:
a. Delimitação da unidade de leitura: A primeira medida a ser tomada pelo leitor 
é o estabelecimento de uma unidade de leitura. Envolvendo a escolha, o esta-
belecimento de limites pelo leitor, da unidade de estudo a ser analisada. 
b. Análise textual: É considerada a primeira abordagem do texto com vistas à pre-
paração da leitura. Procede-se inicialmente a uma leitura seguida e completa 
da unidade do texto em estudo. Trata-se de fazer um levantamento dos concei-
tos e dos termos que sejam fundamentais para a compreensão do texto ou que 
sejam desconhecidos do leitor. Em toda unidade de leitura há sempre alguns 
conceitos básicos que dão sentido à mensagem e, muitas vezes, seu significa-
do não é muito claro ao leitor numa primeira abordagem. É preciso eliminar 
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SUMÁRIO
todas as ambigüidades desses conceitos para que se possa entender univoca-
mente o que se está lendo. Representa a forma como o texto se organiza – se 
é reportagem ou capítulo de livro, a paragrafação do texto, o gênero em que é 
escrito, as divisões em subitens. A análise textual pode ser encerrada com uma 
esquematização do texto cuja finalidade é apresentar uma visão de conjunto 
da unidade. O esquema organiza a estrutura redacional do texto que serve de 
suporte material ao raciocínio. A utilidade do esquema está no fato de permitir 
uma visualização global do texto. A melhor maneira de se proceder é dividir 
inicialmente a unidade nos três momentos redacionais: introdução, desenvolvi-
mento e conclusão. Toda unidade completa comporta necessariamente esses 
três momentos. 
c. Análise temática: Procura ouvir o autor, apreender, sem intervir nele, o con-
teúdo de sua mensagem. Praticamente, trata-se de fazer ao texto uma série 
de perguntas cujas respostas fornecem o conteúdo da mensagem. Tem como 
objetivo a compreensão da mensagem do autor. Nela, procura identificar qual 
a mensagem principal que foi deixada pelo autor. Pergunta-se, pois, ao texto 
em estudo: como o assunto está problematizado? Qual dificuldade deve ser 
resolvida? Qual o problema a ser solucionado? A formulação do problema nem 
sempre é clara e precisa no teto, em geral é implícita, cabendo ao leitor explici-
tá-la. Captada a problemática, terceira questão surge espontaneamente: o que 
o autor fala sobre o tema ou seja, como responde à dificuldade, ao problema 
levantado? Que posição assume, que idéia defende, o que quer demonstrar? 
A resposta a esta questão revela a idéia central, proposição fundamental ou 
tese: trata-se sempre da idéia mestra, da idéia principal defendida pelo autor 
naquela unidade. Em geral, nos textos logicamente estruturados, cada unidade 
tem sempre uma única idéia central, todas as demais idéias estão vinculadas 
a ela ou são apenas paralelas ou complementares. Daí a percepção de que ela 
representa o núcleo essencial da mensagem do autor e a sua apreensão torna 
o texto inteligível. 
d. Análise interpretativa: refere-se a interpretação da mensagem passada pelo au-
tor, a sua contextualização em um sentido amplo, o qual muitas vezes é prático e 
aplicado para a pesquisa intentada. Interpretar, em sentido restrito, é tomar uma 
posição própria a respeito das idéias enunciadas, é superar a estrita mensagem 
do texto, é ler nas entrelinhas, é forçar o autor a um diálogo, é explorar toda a fe-
cundidade das idéias expostas, é cotejá-las com outras, enfim, é dialogar com o 
autor. Bem se vê que esta última etapa da leitura analítica é a mais difícil e delica-
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da, uma vez que os riscos de interferência da subjetividade do leitor são maiores, 
além de pressupor outros instrumentos culturais e formação específica. 
e. problematização: Diz respeito ao levantamento dos problemas para a discus-
são, sobretudo quando o estudo é feito em grupo. Retoma-se todo o texto, ten-
do em vista, o levantamento de problemas relevantes para a reflexão pessoal e 
principalmente para a discussão em grupo. A problematização é a parte que 
desperta a curiosidade do leitor, e levanta questões de ordem prática a cerca do 
tema pessoal. Geralmente, é expressa com perguntas que estabelecem correla-
ção prática com o cotidiano do pesquisador e também do leitor. 
f. síntese pessoal: Trata-se de uma etapa ligada antes à construção lógica de uma 
redação do que à leitura como tal. De qualquer modo, a leitura bem feita deve 
possibilitar ao estudioso progredir no desenvolvimento das idéias do autor, bem 
como daqueles elementos relacionados com elas. É uma reflexão dialética, na 
qual o leitor\pesquisador elabora um pequeno texto sintético, ou seja, fruto do 
processo de construção de seu conhecimento, texto esse que não se distan-
cia do original, porém a ele acrescenta opiniões pessoais.. Ademais, o trabalho 
de síntese pessoal é sempre exigido no contexto das atividades didáticas, quer 
como tarefa específica, quer como parte de relatórios ou de roteiros de seminá-
rios. Irá de fato elaborar um novo texto, com redação própria, com discussão e 
reflexão pessoal. Significa também valioso exercício de raciocínio – garantia de 
amadurecimento intelectual. 
A leitura sistematizada permite 
ao leitor uma maior compreen-
são, organização e capacidade 
de síntese. Segue abaixo um 
esquema de sistematização de 
leitura sobre o assunto que aca-
bamos de ver.
Como forma de registro da lei-
tura os resumos têm sua utili-
dade, claro, mas neste caso es-
pecífico, os apontamentos, 
porque registram mais fielmen-
te o percurso de leitura, são 
mais úteis, inclusive para orga-
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nizar as idéias no texto. É preciso cuidar para diferenciar as idéias do revisor das idéias 
dos autores revisados. Uma boa maneira é dispor de um conjunto de perguntas es-
pecíficas sobre o assunto em mente, para as quais se buscam as respostas.
LEITuRA RECOMENDADA:
FERRÃO, R.G. Metodologia científica para iniciantes em pesquisa. 3ª Ed. Revisada 
e Ampl. Vitória, ES: Incaper, 2008. (Realizar uma leitura dos capítulos 6 e 19).
suGEsTÕEsDE FILMEs 
Sugerem-se alguns filmes que podem ajudá-lo a entender melhor 
o sobre pesquisa.
1492 - A CONQUISTA DO PARAÍSO. Dirigido por Ridley Scott. ESP/FRA/ING. 
1992. 155 min. O filme trata da viagem de Cristovão Colombo. Vinte anos da 
vida de Colombo, desde quando se convenceu de que o mundo era redondo, 
passando pelo empenho em conseguir apoio financeiro da Coroa Espanhola 
para sua expedição, o descobrimento em si da América, o desastroso 
comportamento que os europeus tiveram com os habitantes do Novo Mundo 
e a luta de Colombo para colonizar um continente que ele descobriu por 
acaso, além de sua decadência na velhice. Assista ao filme e veja como se dá o 
processo de defesa da tese de Colombo sobre o Novo Mundo na universidade 
espanhola do século XV.
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ANOTAÇÕEs
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SUMÁRIO
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http://www.scielo.br/pdf/rae/v35n3/a04v35n3
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SUMÁRIO
EAD.MULTIVIX.EDU.BR
CONHEÇA TAMBÉM NOSSOS CURSOS DE PÓS-GRADUAÇÃO A DISTÂNCIA NAS ÁREAS DE:
SAÚDE • EDUCAÇÃO • DIREITO • GESTÃO E NEGÓCIOS
	1 PESQUISA CIENTÍFICA: CONCEITOS E CLASSIFICAÇÃO
	1.1 NOÇÕES GERAIS SOBRE PESQUISA
	1.2 CONCEITO DE PESQUISA
	1.3 TIPOS DE PESQUISA
	1.3.1 Fala do professor
	1.3.2 SUGESTÃO DE PESQUISA BIBLIOGRÁFICA
	1.4 LINHAS DE PESQUISA
	2 PROJETO DE PESQUISA: ESTRUTURA
	2.1 PROJETO DE PESQUISA: ESTRUTURA
	2.1.1 Gênese da pesquisa e escolha do assunto
	2.2 FORMULAÇÃO E DELIMITAÇÃO DO PROBLEMA DA PESQUISA
	3 REFERENCIAL TEÓRICO
	3.1 CITAÇÃO: COMO COPIAR UM TRECHO DE UM TEXTO PARA SER INSERIDO NUM TRABALHO ACADÊMICO OU CIENÍFICO?
	3.2 REFERENCIAL TEÓRICO OU REVISÃO 
DE LITERATURA
	4 PESQUISA BIBLIOGRÁFICA
	4.1 PESQUISA BIBLIOGRÁFICA: SISTEMAS DE INFORMAÇÃO NACIONAIS E INTERNACIONAIS
	4.1.1 Fala do professor:
	4.2 ARTIGO CIENTÍFICO
	4.2.1 O que é um artigo científico
	4.2.2 Estrutura de um artigo científico
	4.3 TIPOLOGIAS DE BASES DE DADOS E PRINCIPAIS BASES DE DADOS POR ÁREA DE CONHECIMENTO
	5 LEVANTAMENTO BIBLIOGRÁFICO POR ÁREA DE INTERESSE
	5.1 LEVANTAMENTO BIBLIOGRÁFICO POR ÁREA DE INTERESSE
	6 COMUNICAÇÃO CIENTÍFICA E AS DIRETRIZES DE LEITURA
	6.1 DO QUE SE TRATA A COMUNICAÇÃO CIENTÍFICA?
	6.2 RESUMO 
	6.3 PAPPERS
	6.4 ARTIGO CIENTÍFICO
	6.5 RESENHA
	6.6 DIRETRIZES DA LEITURA
	6.7 A IMPORTÂNCIA DA LEITURAutilizados sobre o que vem a ser pesquisa. 
De acordo com o Dicionário Brasileiro o Globo, temos que pesquisa é: “Ato de pesqui-
sar; indagação; inquirição; busca; exame de laboratório”. Científica, adjetivo “que diz 
respeito à ciência; que revela ciência; que tem o rigor da ciência; fundado na ciência”.
Muitos são os conceitos, de acordo com Cervo e Bervian (2002) a pesquisa é definida 
como uma atividade voltada para a solução de problemas. Seu objetivo consiste em 
descobrir respostas para perguntas, através do emprego de processos científicos. Já 
Ruiz (1986) afirma que pesquisa é a realização concreta de uma investigação plane-
jada, desenvolvida e redigida de acordo com as normas de metodologia consagradas 
pela ciência. 
Para Andrade (2003, p. 121) a “Pesquisa é o conjunto de procedimentos sistemáticos, 
baseado no raciocínio lógico, que tem por objetivo encontrar soluções para proble-
mas propostos, mediante a utilização de métodos científicos”. 
De acordo com Gil (2002, p. 17) este autor afirma que a pesquisa pode ser definida como:
[...] o procedimento racional e sistemático que tem colmo objetivo propor-
cionar respostas aos problemas que são propostos. A pesquisa é requerida 
quando não se dispõe de informação suficiente para responder ao problema, 
ou então quando a informação disponível se encontra em tal estado de desor-
dem que não pode ser adequadamente relacionada ao problema.
Nesse caso, para conhecer a situação problema é necessário adotar métodos, técnicas 
e outros procedimentos para compreensão do problema com vistas à sua resolução.
Segundo Köche (1997, p. 121) “pesquisar significa identificar uma dúvida que ne-
cessita ser esclarecida, construir executar o processo que apresenta solução desta, 
quando não há teorias que a expliquem ou quando as teorias que existem não estão 
aptas para fazê-lo”.
Ruiz (1996, p. 48) considera que “pesquisa científica é realização completa de uma 
investigação, desenvolvida e redigida de acordo com as normas de metodologia con-
sagradas pela ciência”. 
Ainda, segundo Gil (2002) se pesquisa por duas razões fundamentais. Uma de ordem 
intelectual (conhecer pelo puro prazer de conhecer) e outra de ordem prática (para 
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fazer algo de maneira mais eficiente e eficaz). Porém, sustentamos que a verdadeira 
razão de se apropriar dos processos científicos e de realizar pesquisa está no desafio 
de fazer o mundo um lugar mais digno de ser vivido apontando caminhos para a ver-
dadeira satisfação das necessidades humanas em harmonia com a mãe terra.
De acordo com Marconi e Lakatos (2001, p. 43) estes autores afirmam que a pesquisa:
[...] pode ser considerada um procedimento formal de pensamento reflexivo 
que requer um tratamento científico e se constitui no caminho para se conhe-
cer a realidade ou para descobrir verdades parciais. Significa muito mais do 
que apenas procurar a verdade: é encontrar respostas para questões propos-
tas, utilizando métodos científicos.
Verifica-se que a pesquisa visa responder uma pergunta, um questionamento, uma 
necessidade de conhecimento sobre algo.
Vê-se, segundo essa definição, que a pesquisa social permite a ampliação dos 
conhecimentos no campo da realidade social, entendida aqui em seu sentido 
amplo, envolvendo todos os aspectos relativos ao homem em seus relaciona-
mentos com outros homens e instituições sociais. Nesse sentido então, por 
um lado, pesquisar significa descobrir novos saberes científicos que possibili-
tam o desenvolvimento da ciência. Por outro lado, a pesquisa permite a reso-
lução de uma dificuldade que não se pode solucionar automaticamente, mas 
apenas por meio de estudo conceitual ou empírico, com base em fontes de 
informação (GONÇALVES, 2005, p. 47).
As pesquisas geram as ciências, e por sua vez, as tecnologias. Abrangem todas as 
áreas onde atua o homem, desde a produção de utensílios domésticos, ferramentas e 
máquinas, passam pela produção industrial, armazenamentos, agricultura, transpor-
te, telecomunicação, informática, atingem de forma até polêmica, a biotecnologia. 
Por meio dela, tem o homem explorando de forma mais rápida e eficiente o meio 
ambiente, o espaço, o combate as pragas e doenças das plantas, a melhoria do se-
tor agropecuário, através do aumento da produtividade, e melhoria da qualidade do 
produto final com menor agressão ao meio ambiente, além de novas descobertas 
nas áreas médica, farmacêutica, comunicação e informática, entre outras.
Collis e Hussey (2005, p. 16) ressaltam que o objetivo da pesquisa pode ser:
• Revisar e sintetizar o conhecimento existente;
• Investigar alguma situação ou problema existente;
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SUMÁRIO
• Fornecer soluções para um problema;
• Explorar e analisar questões mais gerais;
• Construir ou criar um novo procedimento ou sistema;
• Explicar um novo fenômeno;
• Gerar novo conhecimento;
• Uma combinação de quaisquer dos itens acima.
De forma bem simples e prática, pesquisar é realizar um conjunto de ações organiza-
das, de modo a investigar e solucionar um problema proposto. 
Verifica-se a união de forças dos blocos econômicos e a grande competitividade ocasio-
nada pela globalização em todos os setores, bem como as exigências e necessidades 
de novos conhecimentos e tecnologias. Assim, a pesquisa científica vem produzindo 
conhecimentos, ciências e tecnologias, através da geração de procedimentos, equipa-
mentos, produtos, métodos, para proporcionar melhor qualidade de vida a todos. 
É praticamente impossível ilustrar todas as tecnologias, os produtos, os métodos, os 
protótipos, enfim, todos os conhecimentos gerados. Fazendo um exercício mental, 
verificamos que a maioria daquilo que era utilizado e consumido há dez anos, nas 
diferentes áreas, vem passando por modificações até os dias de hoje, como: infor-
mática, telecomunicação, automobilismo, máquinas, eletrodomésticos, alimentos, 
empregos, construção civil, agricultura, ensino, medicina, gerenciamento de empre-
sas, biotecnologia, entre outros exemplos. Percebem-se grandes mudanças que, com 
certeza, não aconteceram por acaso e sim, pela geração dos conhecimentos através 
das pesquisas.
Assim, estamos em um mundo de transformações muito rápidas. No passado, as mu-
danças ocorriam mais lentamente. Hoje, ocorre em média uma mudança significati-
va por ano. Portanto, nesta era das tecnologias, as grades curriculares dos cursos nas 
instituições de ensino, devem ser constantemente atualizadas e o profissional deve 
estar sempre bem informado. 
As tecnologias desenvolvidas e colocadas às disposição das pessoas não representam o 
fim, apenas o meio, pois o dom mais completo colocado à disposição da humanidade 
até hoje, que pode ainda levar grandes descobertas, é o presente de “saber pensar”. 
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A pesquisa é um trabalho em processo não totalmente controlável ou previsível. Ado-
tar uma metodologia significa escolher um caminho, um percurso global do espírito. 
O percurso, muitas vezes, requer ser reinventado a cada etapa. Precisamos, então, 
não somente de regras e sim de muita criatividade e imaginação.
1.3 TIPOS DE PESQUISA
1.3.1 FALA DO PROFESSOR
Você sabia que existem vários tipos de pesquisa? Há várias classificações quanto 
aos tipos de pesquisa. Vamos apresentar a seguir, alguns critérios que possam ser 
tomadas como base na realização dessa classificação, conforme retratada por alguns 
autores da área. 
LEITuRA RECOMENDADA:
GIL, Antonio Carlos. Como elaborar projetos de pesquisa. São Paulo: Atlas, 
2007. (Realizar uma leitura do capítulo 1).17
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SUMÁRIO
Vale ressaltar que existem várias classificações da pesquisa feita de forma diferente por 
alguns autores. Adotamos a classificação que iremos abordar abaixo apenas por consi-
derarmos que a mesma atende-nos dentro da Disciplina Metodologia da Pesquisa. 
A forma clássicas de classificação da pesquisa a ser apresentada a seguir, está seguin-
do o autor Gil (1991).
a. Quanto à sua natureza, a pesquisa pode ser classificada como básica ou aplicada.
É muito comum haver certa confusão ao aluno quanto ao entendimento 
da classificação da pesquisa quanto a suas particularidades. Portanto, 
vamos estudar cada um de forma que possa conseguir compreender de 
forma clara, sem haver erros de entendimento. 
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 > pesquisa Básica: objetiva gerar conhecimentos novos, úteis para o avanço da 
ciência sem aplicação prática prevista. Envolve verdades e interesses univer-
sais. Está intimamente relacionada ao meio acadêmico.
 > pesquisa Aplicada: objetiva gerar conhecimentos para aplicação prática diri-
gidos à solução de problemas específicos. Envolve verdades e interesses locais. 
Este tipo de pesquisa está especialmente relacionada ao desenvolvimento 
tecnológico e aos interesses econômicos, comerciais e sociais vigentes.
b. Do ponto de vista da forma de abordagem do problema a pesquisa pode ser 
classificada em pesquisa quantitativa e qualitativa.
 > pesquisa quantitativa: Segundo Bauer e Gaskell (2003, p.22) a pesquisa 
quantitativa “lida com números, usa modelos estatísticos para explicar os da-
dos e é considerada pesquisa hard”. 
Para Richardson (1999, p. 70), 
A abordagem quantitativa caracteriza-se pelo emprego da quantificação tan-
to nas modalidades de coleta de informações, quanto no tratamento delas 
por meio de técnicas estatísticas, desde as mais simples como percentual, 
média, desvio-padrão, às mais complexas, como coeficiente de correlação, 
análise de regressão etc.
 > pesquisa qualitativa: Para Godoy (1995, p. 42), “considerando que a aborda-
gem qualitativa, enquanto exercício de pesquisa, não se apresenta como uma 
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SUMÁRIO
proposta rigidamente estruturada, ela permite que a imaginação e a criativida-
de levem os investigadores a propor trabalhos que explorem novos enfoques”. 
Hoje em dia a pesquisa qualitativa ocupa um reconhecido lugar entre as vá-
rias possibilidades de se estudar os fenômenos que envolvem os seres huma-
nos e suas intrincadas relações sociais, estabelecidas em diversos ambientes. 
Algumas características básicas identificam os estudos denominados “quali-
tativos”. Segundo esta perspectiva, um fenômeno pode ser melhor compre-
endido no contexto em que ocorre e do qual é parte, devendo ser analisado 
numa perspectiva integrada. Para tanto, o pesquisador vai a campo buscando 
“captar” o fenômeno em estudo a partir da perspectiva das pessoas nele en-
volvidas, considerando todos os pontos de vista relevantes. Vários tipos de da-
dos são coletados e analisados para que se entenda a dinâmica do fenômeno. 
(GODOY, 1995, p. 21).
Considerando que a abordagem qualitativa, enquanto exercício de pesquisa, não se 
apresenta como uma proposta rigidamente estruturada, ela permite que a imagina-
ção e a criatividade levem os investigadores a propor trabalhos que explorem novos 
enfoques. (GODOY, 1995). 
c. Quanto aos objetivos a pesquisa pode ser classificada em: exploratória, descriti-
va e explicativa.
 > pesquisa Exploratória: visa proporcionar maior familiaridade com o pro-
blema, com vistas a torná-lo explícito ou a construir hipóteses. Envolve le-
vantamento bibliográfico; entrevista com pessoas que tiveram experiências 
práticas com o problema pesquisado; análise de exemplos que estimulem a 
compreensão. (GIL, 2007).
 > pesquisa Descritiva: visa descrever as características de determinada popu-
lação ou fenômeno o estabelecimento de relações entre variáveis. Requer o 
uso de técnicas padronizadas de coleta de dados: questionário e a observa-
ção sistemática. (GIL, 2007).
Cervo e Bervian (2002, p. 66-67) ressaltam que a pesquisa descritiva pode assumir 
diversas formas, entre as quais se destacam:
a) Estudos descritivos: trata-se do estudo e da descrição das características, 
propriedades ou relações existentes na comunidade, grupo ou realidade pes-
quisada. Comumente se incluem nesta modalidade os estudos que visam 
identificar as representações sociais e o perfil de indivíduos e grupos, como 
também os estudos que visam identificar estruturas, formas, funções e con-
teúdos. 
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b) Pesquisa de opinião: procura saber atitudes, pontos de vista e preferências 
que as pessoas têm a respeito de algum assunto, com o objetivo de tomar 
decisões. A pesquisa de opinião abrange uma faixa muito grande de inves-
tigação que visam identificar falhas ou erros, descrever procedimentos, des-
cobrir tendências, reconhecer interesses e outros comportamentos. Essa mo-
dalidade de pesquisa é a mais divulgada pelos meios de comunicação, pois 
permite: tratar de temas do cotidiano, como intenções de votos, de compras 
e de consumo, verificar tendências da opinião pública e mesmo permitir que 
se crie, por meio da manipulação de dados, das opiniões contra ou a favor de 
temas polêmicos, como aborto, pena de morte, redução da idade penal,etc. 
 
c) Pesquisa de motivação: busca saber as razões inconscientes e ocultas que 
levam, por exemplo, o consumidor a utilizar determinado produto ou que de-
terminam certos comportamentos ou atitudes. 
 > pesquisa Explicativa: visa identificar os fatores que determinam ou contri-
buem para a ocorrência dos fenômenos. Aprofunda o conhecimento da rea-
lidade porque explica a razão, e o porquê das coisas. Quando realizada nas 
ciências naturais requer o uso de métodos experimental e nas ciência sociais, 
uso do método observacional. (GIL, 2007). 
d. Do ponto de vista dos procedimentos técnicos, a pesquisa pode ser classificada 
em: bibliográfica, documental, experimental, levantamento, estudo de caso, ex 
post-facto, pesquisa-ação e pesquisa participante. 
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SUMÁRIO
 > pesquisa Bibliográfica: 
Também denominada de 
revisão de literatura, é feita a 
partir de material científico 
publicado previamente por 
outros pesquisadores nos 
diversos meios de circula-
ção científica (livros, artigos 
científicos de periódicos e 
congressos, dissertações de 
mestrado e tese de douto-
rado). Utiliza-se de material 
já publicado e atualmente com informações disponibilizadas na internet. 
Quase todos os estudos fazem uso do levantamento bibliográfico e algumas 
pesquisas são desenvolvidas exclusivamente por fontes bibliográficas. Sua 
principal vantagem é possibilitar ao investigador a cobertura de uma gama 
de acontecimentos muito mais ampla do que aquela que poderia pesqui-
sar diretamente. (GIL, 1999). A técnica bibliográfica visa encontrar as fonte 
primárias e secundárias e os materiais científicos e tecnológicos necessários 
para a realização do trabalho científico ou técnico-científico. Realizada em 
bibliotecas públicas, faculdades, universidades, e atualmente, os acervos que 
fazem parte de catálogos coletivos dasbibliotecas virtuais. (OLIVEIRA, 2002).
1.3.2 SUGESTÃO DE PESQUISA BIBLIOGRÁFICA
1.3.3 
1.3.4 
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Cervo e Bervian (2002, p. 65) destacam ainda que a “pesquisa bibliográfica procura 
explicar um problema a partir de referências teóricas publicadas em documentos”. 
 > pesquisa Documental: quando elaborada a partir de materiais que não rece-
beram tratamento analítico, documentos de primeira mão, como documen-
tos oficiais, reportagem de jornal, cartas, contratos, diários, filmes, fotografias, 
gravações, etc., ou ainda documentos de primeira mão, que de alguma forma 
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SUMÁRIO
já foram analisados, tais como: relatórios de pesquisa, relatórios de empresa, 
tabelas estatísticas, etc. (GIL,1999); e os localizados no interior de órgãos pú-
blicos ou privados, como: manuais, relatórios, balancetes, etc.
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 > Pesquisa Experimental: Quando se determina um objeto de estudo, sele-
cionam-se as variáveis que seriam capazes de influenciá-lo, definem-se as 
formas de controle da observação dos efeitos que a variável produz no objeto. 
A pesquisa experimental necessita de previsão de relações entre as variáveis 
a serem estudadas, como também o seu controle e por isso, na maioria das 
situações, é inviável quando se trata de objetos sociais. Esse tipo de pesquisa 
é geralmente utilizado nas ciências naturais. Exemplo: Analisar os efeitos co-
laterais do uso de determinado medicamento em crianças de até oito anos 
de idade. Logo é empregada nessa pesquisa metodologia sistematizada e 
controlada. (GIL, 1996)
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SUMÁRIO
 > Pesquisa-Levantamento: 
 
A pesquisa de levantamento ou “Survey” visa descrever a distribuição das 
características ou de fenômenos que ocorrem naturalmente em grupos da 
população. Por exemplo, quando queremos avaliar a opinião dos eleitores a 
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respeito dos candidatos às próximas eleições. Ou quando queremos estimar a 
opinião de estudantes à respeito da pena de morte. Ou ainda quando quere-
mos conhecer a distribuição de audiência da TV. E envolve a interrogação 
direta das pessoas cujo comportamento se deseja conhecer a cerca do pro-
blema estudado para, em seguida, mediante análise quantitativa, chegar as 
conclusões correspondentes aos dados coletados. Exemplo: pesquisa sobre a 
usabilidade de um software, aplicada a um grupo específico de usuários e 
pesquisa de mercado em geral. O levantamento feito com informações de 
todos os integrantes do universo da pesquisa origina um censo. (GIL, 1999). O 
levantamento usa técnicas estatísticas, análise e quantitativa e permite a 
generalização das conclusões para o total da população e assim para o uni-
verso pesquisado. Os dados são mais descritivos que explicativos.
 > Estudo de Caso: Envolve um estu-
do profundo e exaustivo de um ou 
poucos objetos, de maneira que se 
permita o seu amplo e detalhado 
conhecimento (GIL, 1999). O estu-
do caso pode abranger análise de 
exame de registros, observação de 
acontecimentos, entrevistas estru-
turadas e não-estruturadas ou 
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SUMÁRIO
qualquer outra técnica de pesquisa. Seu objeto pode ser um indivíduo, um 
grupo, uma organização, um conjunto de organizações, ou até mesmo uma 
situação (DENCKER, 2000). A maior utilidade do estudo de caso é verificada 
nas pesquisas exploratórias. Por sua flexibilidade, é sugerido nas fases iniciais 
da pesquisa de temas complexos, para construção de hipóteses ou reformu-
lação do problema. É utilizado nas mais diversas áreas do conhecimento. A 
coleta dos dados geralmente é feita por mais de um procedimento, entre os 
mais usados estão: a observação, análise de documentos, a entrevista e histó-
ria da vida. (GIL, 1999).
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 > Pesquisa Ex-Post Facto: quando o “experimento” se realiza depois dos fatos. O 
pesquisador não tem controle das variáveis (GIL, 1999). É um tipo de pesquisa 
experimental, mas difere da experimental propriamente dita pelo fato de o 
fenômeno ocorrer naturalmente sem que o investigador tenha controle sobre 
ele, ou seja, nesse caso, o pesquisador passa a ser um mero observador do 
acontecimento. Por exemplo, a verificação do processo de erosão sofrido por 
uma rocha por influência do choque proveniente das ondas do mar (BOENTE, 
2004). Esse tipo de pesquisa é geralmente utilizado nas ciências naturais
 > Pesquisa de campo: A pesquisa de 
campo é considerada por alguns auto-
res como Ferrão (2008) uma técnica de 
pesquisa, que é utilizada para gerar co-
nhecimentos relativos a um problema, 
testar hipótese, ou provocar novas des-
cobertas em uma determinada área. 
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SUMÁRIO
 > Pesquisa-Ação: 
 
A pesquisa-ação é concebida e realizada em estreita associação com uma 
ação ou com a resolução de um problema coletivo. Os pesquisadores e 
participantes representativos da situação ou do problema estão envolvidos 
de modo cooperativo ou 
participativo (GIL, 1999). 
Objetiva definir o campo 
de investigação, as ex-
pectativas dos interessa-
dos, bem como o tipo de 
auxílio que estes pode-
rão exercer ao longo do 
processo de pesquisa. 
Implica no contato direto 
com o campo de estudo 
envolvendo o reconheci-
mento visual do local, 
consulta a documentos 
diversos, sobretudo, a discussão com representantes de categorias sociais 
envolvidas na pesquisa. É delimitado o universo da pesquisa, e recomenda-
-se a seleção de uma amostra. O critério de representatividade dos grupos 
investigados na pesquisa-ação é mais qualitativo do que quantitativo. É 
importante a elaboração de um plano de ação, envolvendo os objetivos que 
se pretende atingir, a população a ser beneficiada, a definição de medidas, 
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procedimentos e formas de controle do processo e de avaliação de seus 
resultados. (GIL, 1996). Não segue um plano rigoroso de pesquisa, pois o 
plano é readequado constantemente de acordo com a necessidade dos 
resultados e do andamento das pesquisas. O investigador se envolve no 
processo e sua intenção é agir sobre a realidade pesquisada.
 > Pesquisa Participante: 
 > Pesquisa realizada através da integração do investigador que assume uma 
função no grupo a ser pesquisado, mas sem seguir uma proposta pré-defi-
nida de ação. A intenção é adquirir conhecimento mais profundo do grupo. 
O grupo investigado tem ciência da finalidade, os objetivos da pesquisa e 
da identidade do pesquisador. Permite a observação das ações no próprio 
momento em que ocorrem. Esta pesquisa necessita de dados objetivos 
sobre a situação da população. Isso envolve a coleta de informações sócio-
-econômicas e tecnológicas que são de natureza idêntica às adquiridasnos 
tradicionais estudos de comunidades. Esses dados podem ser agrupados 
por categorias, como: geográficas, demográficas, econômicas, habitacionais, 
educacionais, entre outros. (GIL,1996).
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SUMÁRIO
RESUMINDO....VAMOS RECORDAR????
As coletas de dados poderão ser advindas também dos seguintes instrumentos 
de coleta de dados: Observação, entrevista, questionário e formulário.
Vamos falar um pouco sobre cada um deles para que você compreenda-os quando 
precisar de utilizá-los em suas pesquisas. 
 > Observação: A observação constitui elemento fundamental para a pes-
quisa. É utilizada de forma exclusiva ou conjugada a outras técnicas. Se-
gundo os meios utilizados, a observação pode ser estruturada ou não-es-
truturada. De acordo com o nível de participação do observador, pode 
ser participante ou não-participante. Gil (2006) afirma que a observação 
participante tende a utilizar formas não estruturadas, podendo ser adota-
da a seguinte classificação, que combina os dois critérios considerados: 
observação simples, observação participante e observação sistemática. 
Na observação simples, o pesquisador permanece alheio à comunidade, grupo ou 
situação que pretende estudar e observa de maneira espontânea os fatos que ocor-
rem. O pesquisador é muito mais um espectador que um ator.
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A observação participante ocorre por meio do contato direto do investigador com 
o fenômeno observado, para detectar as ações dos atores em seu contexto natural, 
considerando sua perspectiva e seus pontos de vista. O observador assume o papel 
de um membro do grupo. (GIL, 2006).
 > Entrevista: 
 
Entrevista é o encontro de duas pessoas com o objetivo de obter informa-
ções a respeito de determinado assunto, mediante uma conversa natural ou 
programada de forma profissional. A conversa é efetuada frente a frente 
com entrevistado e entrevistador, de forma sistemática e metódica, possibi-
litando assim, obter informações necessárias do entrevistado para realização 
do trabalho. 
Ferrão (2008, p.105), define entrevista:
como um encontro entre duas pessoas, a fim de que uma delas obtenha in-
formações a respeito de determinado assunto, mediante uma conversação 
de natureza profissional. É um procedimento utilizado na investigação social, 
para a coleta de dados ou para ajudar no diagnostico ou no tratamento de um 
problema social.
A entrevista é uma comunicação verbal entre duas ou mais pessoas. Com uma estru-
turação previamente determinada, a entrevista é realizada com a intenção de obter 
informações de pesquisa. É uma das técnicas de coleta de dados mais usadas nas 
ciências sociais. (GIL, 2006). O pesquisador deve planejar a entrevista delineando o 
objetivo a ser alcançado e cuidando de sua elaboração, desenvolvimento e aplicação. 
As entrevistas podem ser estruturadas (com perguntas (com perguntas definidas) ou 
semiestruturadas (permitindo maior liberdade ao pesquisador). 
QUESTIONÁRIO: 
Perguntas podem ser:
Abertas – respondem com suas palavras.
Fechadas – já contem as possíveis respostas.
Duplas – já contem as possíveis respostas, podendo responder mais que uma.
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SUMÁRIO
A observação participante ocorre por meio do contato direto do investigador com 
o fenômeno observado, para detectar as ações dos atores em seu contexto natural, 
considerando sua perspectiva e seus pontos de vista. O observador assume o papel 
de um membro do grupo. (GIL, 2006).
 > Entrevista: 
 
Entrevista é o encontro de duas pessoas com o objetivo de obter informa-
ções a respeito de determinado assunto, mediante uma conversa natural ou 
programada de forma profissional. A conversa é efetuada frente a frente 
com entrevistado e entrevistador, de forma sistemática e metódica, possibi-
litando assim, obter informações necessárias do entrevistado para realização 
do trabalho. 
Ferrão (2008, p.105), define entrevista:
como um encontro entre duas pessoas, a fim de que uma delas obtenha in-
formações a respeito de determinado assunto, mediante uma conversação 
de natureza profissional. É um procedimento utilizado na investigação social, 
para a coleta de dados ou para ajudar no diagnostico ou no tratamento de um 
problema social.
A entrevista é uma comunicação verbal entre duas ou mais pessoas. Com uma estru-
turação previamente determinada, a entrevista é realizada com a intenção de obter 
informações de pesquisa. É uma das técnicas de coleta de dados mais usadas nas 
ciências sociais. (GIL, 2006). O pesquisador deve planejar a entrevista delineando o 
objetivo a ser alcançado e cuidando de sua elaboração, desenvolvimento e aplicação. 
As entrevistas podem ser estruturadas (com perguntas (com perguntas definidas) ou 
semiestruturadas (permitindo maior liberdade ao pesquisador). 
QUESTIONÁRIO: 
Perguntas podem ser:
Abertas – respondem com suas palavras.
Fechadas – já contem as possíveis respostas.
Duplas – já contem as possíveis respostas, podendo responder mais que uma.
De acordo com Gil (2006, p. 119): 
as entrevistas mais estruturadas são aquelas que predeterminam em maior 
grau as respostas a serem obtidas, [...] e as menos estruturadas são desen-
volvidas de forma mais espontânea, sem que estejam sujeitas a um modelo 
pré-estabelecido de interrogação.
 > Questionários: 
O questionário é o que exige maior atenção do pesquisador por se tratar de 
um instrumento irreversível, ou seja, no caso de ocorrência de algum proble-
ma que inviabilize a utilização desse instrumental, será preciso um novo 
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levantamento. Por isso, exige maior planejamento. Essa técnica de investiga-
ção, composta por questões apresentadas por escrito às pessoas, tem a 
intenção de identificar opiniões, crenças, sentimentos, interesses, expectati-
vas, situações vivenciadas e outros. (GIL, 2006). 
As situações em que o questionário deve ser utilizado, segundo Labes (1998, p. 17) são:
• Necessidade do registro de informações (comprovação/cientificidade); 
• Existência de dados padronizados para posterior mensuração; 
• Dispersão geográfica do público-alvo; 
• Amostra ou população numerosa; 
• Desconhecimento dos fatores quantitativos do problema (causa-efeito); 
• Grande número de variáveis intervenientes.
Para elaborar um questionário, deve-se refletir sobre os objetivos da pesquisa e pas-
sá-los para questões específicas. São as respostas que apresentarão as informações 
necessárias para testar as hipóteses ou esclarecer o problema da pesquisa. Segundo 
Labes (1998), as etapas do questionário podem ser:
a. Pesquisa;Elaboração do questionário;
b. Testagem ou pré-teste;
c. Distribuição e aplicação;
d. Tabulação dos dados;
e. Análise e interpretação dos dados.
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SUMÁRIO
Gil (2006) cita três tipos de questões em relação à forma: questões fechadas, questões 
abertas e questões relacionadas. Na questão fechada, Dencker (2000) acrescenta per-
guntas com escala.
No questionário do tipo questões fechadas, apresenta-se ao respondente um con-
junto de alternativas de resposta para que seja escolhida a que melhor representa 
sua situação ou ponto de vista.
Segundo Ferrão (2008, p. 106), “Questionário é uma técnica de coleta de dados atra-
vés de uma série ordenada de perguntas, que devem ser respondidas por escrito, 
sem a presença do entrevistador”.> Formulário: É uma lista informal, catálogo ou inventário, destinado à coleta d 
dados resultantes quer de observações quer de interrogações, e o seu preen-
chimento é feito pelo próprio investigador. Entre as vantagens que o formulá-
rio apresenta, podemos destacar a assistência direta do investigador, a possibi-
lidade de comportar perguntas mais complexas e a garantia da uniformidade 
na interpretação dos dados e dos critérios pelos quais são fornecidos. O formu-
lário pode ser aplicado a grupos heterogêneos, inclusive a analfabetos, o que 
não ocorre com o questionário (CERVO, BERVIAN; DA SILVA, 2007).
Estimado aluno é importante que entenda que existem várias classificações da pes-
quisa conforme apresentado nessa unidade. Toda essa classificação da pesquisa é 
importante uma vez que organizam os procedimentos a serem realizados durante 
uma pesquisa científica. Porém, observa-se que muitas vezes os alunos não mencio-
nam as mesmas em seus trabalhos de pesquisa e quando fazem esta não se concre-
tiza de forma efetiva nos seus trabalhos de pesquisa. Uma forma bem eficiente na 
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pesquisa é empregar mais de um tipo de pesquisa e não apenas um especificamen-
te. Dessa forma, aumentam as possibilidades de sucesso na obtenção de respostas 
aos problemas estudados.
1.4 LINHAS DE PESQUISA
Vale ressaltar que esse assunto de Linhas de pes-
quisa é muito utilizado em projetos de pesquisa 
como exigências do CNPQ (Conselho Nacional de 
Desenvolvimento Científico e Tecnológico) e no 
cadastramento do Currículo Lattes na Plataforma 
do CNPQ. Portanto, é nesse momento que iremos 
abordar de forma bem resumida sobre o assun-
to, pois ainda existem muitas divergências sobre 
esse assunto. 
A razão mais forte para manter o foco do presente texto no nível conceitual, é o fato 
de que linha de pesquisa, apesar de sofrer sérios problemas de definição (ou de au-
sência de definição), se transformou numa unidade de análise para a avaliação de 
cursos e de propostas de cursos: são comuns os cálculos de projetos por linhas, pes-
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SUMÁRIO
quisadores por linhas, alunos por linhas, publicações e dissertações por linhas, linhas 
por grupos, linhas por área de concentração, linhas por curso etc. 
Linha de pesquisa é o tema ou assunto pesquisado pelo grupo, de onde se originam 
projetos cujos resultados guardam afinidades entre si. Um mesmo grupo de pesquisa 
pode ter uma ou mais linhas de pesquisa. O grupo e as linhas de pesquisa são ditos 
“institucionais” quando oficialmente reconhecidos e aprovados pela instituição.
Dessa forma para definir uma Linha de pesquisa, pode-se adotar o conceito de um 
traço imaginário que: 
• determina o rumo, ou o que será investigado num dado contexto ou realidade;
• limita as fronteiras do campo específico do conhecimento em que deverá ser 
inserido o estudo;
• oferece orientação teórica aos que farão a busca;
• estabelece os procedimentos que serão considerados adequados nesse processo.
As linhas de pesquisa são classificadas dentro de cada área específica. 
No texto pretende-se definir o conceito de linha de pesquisa. Para chegar a esta de-
finição, é feita uma discussão a respeito dos seus elementos componentes, extraindo 
tais elementos de trechos de diálogos feitos com dois pesquisadores e um técnico 
com experiência nas áreas de gestão de ciência e tecnologia e de pós-graduação, 
e analisando significados descritos em dicionários. É proposta uma definição com 
característica metafórica, mas incluindo quatro elementos essenciais que permitem 
a sua operacionalização. Em seguida, o conceito é testado, sendo levado em conta 
o seu uso em programas de pós-graduação, em grupos de pesquisa e em curriculo 
vitae de pesquisadores, nos contextos do CNPq e da CAPES. Finalmente, o conceito 
de linha de pesquisa é comparado com os conceitos de área de concentração e pro-
jeto de pesquisa, e é apresentado o argumento de que ele precisa ter uma natureza 
institucional e não individual.
Decidi manter o foco do presente texto na questão que considero essencial, que é a 
de tentar definir o conceito de linha de pesquisa, embora essa expressão pareça ser 
bastante mencionada (mas pouco compreendida). É bastante provável, além disso, 
que tais linhas de pesquisa, numa quantidade bastante significativa de casos, nunca 
tenham passado por instâncias de discussão e aprovação institucionais.
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A falta de precisão na definição de conceito de linhas de pesquisa é provavelmente 
uma das causas dos problemas. 
A razão mais forte para manter o foco do presente texto no nível conceitual, é o fato 
de que linha de pesquisa, apesar de sofrer sérios problemas de definição (ou de au-
sência de definição), se transformou numa unidade de análise para a avaliação de 
cursos e de propostas de cursos: são comuns os cálculos de projetos por linhas, pes-
quisadores por linhas, alunos por linhas, publicações e dissertações por linhas, linhas 
por grupos, linhas por área de concentração, linhas por curso etc. É sabido que uma 
medida, antes de ser usada, necessita de cuidadosa definição operacional.
Para tentar organizar algumas informações 
que possam ajudar um pouco a entender o 
que seja linha de pesquisa, decidi começar 
por uma revisão da literatura especializada 
e das definições que possam compor ou 
ser equivalentes ou estar nas vizinhanças 
ou próximas das fronteiras do conceito de 
linha de pesquisa.
O termo LINHA DE PESQUISA usado no 
âmbito do DGPB (Diretório dos Grupos de 
Pesquisa no Brasil) é propositalmente ‘frouxo’ em sua formulação - pretende-se opor-
tunizar ao líder do grupo um espaço genérico para apresentação da(s) linha(s) ge-
ral(is) de trabalho do grupo - em tese um detalhamento do ‘objetivo geral’ do grupo.
No entanto, uma ‘linha de pesquisa’ pode agregar diversos grupos - nestes casos, tra-
ta-se de uma abordagem mais ‘aberta’ para a expressão ‘linha de pesquisa’, que pode 
corresponder até mesmo a um amplo projeto transinstitucional, e pode ser compar-
tilhada por diversos grupos de pesquisa.
Uma ‘linha de pesquisa’ pode fazer referência mais específica aos trabalhos do grupo 
- neste caso, limitada a um escopo bem mais restrito, com o objetivo de apresentar 
em maior grau de detalhe o trabalho desenvolvido, de forma que um único grupo de 
pesquisa pode ter várias ‘linhas de pesquisa’”.
Nesta definição, é possível identificar três dos quatro elementos essenciais do concei-
to de linha de pesquisa: objetivo, delimitação de escopo e referência a atividades de 
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SUMÁRIO
trabalho. Não há menção à orientação teórica da linha de pesquisa; mas, por outro 
lado, inclui uma noção interessante que aproveitarei mais adiante: a de frouxidão 
terminológica.
Na ajuda do programa Coleta Capes, que gera os relatórios dos Programas de Pós-
-Graduação, uma linha de pesquisa é definida como “um domínio ou núcleo temáti-
co da atividade de pesquisa do Programa, que encerra o desenvolvimento sistemáti-
co de trabalhos com objetos ou metodologias comuns”.
O problema desta definição é que ela permite a construção incompleta de uma linha 
de pesquisa: estabelece que um campo de atividade ou de trabalho deve ser delimi-
tado; mas coloca como alternativas duas condições que deveriam estar necessaria-
mente presentes: os objetos e as metodologias.
O Coleta Capes também indica que a cada linha de pesquisa podem ser associadosvários projetos, e que linhas de pesquisa deveriam estar sob o domínio temático de 
uma área de concentração. Portanto, existiria uma espécie de hierarquia, que do ge-
ral para o específico compreenderia: área de concentração, linha e projeto de pesqui-
sa. Mas o que diferencia uma da outra? Sugiro que seja utilizado um continuum de 
frouxidão progressiva, sendo o nível inferior ou mais específico o de projeto, o mais 
bem definido. Comecemos pelo nível de área de concentração, o mais geral. 
Uma área é um espaço aberto ou campo, delimitado por algo maior que ele ou conti-
do no interior de algo que tenha maior âmbito. Se essa área é de concentração, deve 
agrupar ações e fazê-las convergir para um centro, de modo a adensar, fortalecer 
ou tornar mais ativo determinado domínio de conhecimento. Assim, uma área de 
concentração deve compreender um campo bem delimitado de certo(s) ramo(s) de 
conhecimento(s), atividade(s) ou competência(s). No caso da pós-graduação, o que é 
maior do que uma área de concentração (ou que pode incluí-la), pode ser um Progra-
ma, se este tem várias áreas de concentração, ou uma unidade organizacional como 
um departamento, instituto ou faculdade. Menor do que uma área de concentração 
seria uma linha de pesquisa. Mas o que diferencia as duas? Parece que o conceito de 
área de concentração admite parte das atribuições de linhas de pesquisa: sempre 
limita as fronteiras do espaço, mas nunca estabelece simultaneamente os rumos da 
pesquisa, a orientação teórica e os procedimentos.
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Assim, o conceito de área de concentração é mais frouxo do que o de linha de pesqui-
sa. E como este se compara com o de projeto? Em primeiro lugar, este tem todas as 
características das linhas: rumo, orientação teórica, procedimentos e fronteiras. Além 
disso, projetos bem elaborados especificam cuidadosamente os recursos que serão 
usados para alcançar seus objetivos, tais como docentes, pesquisadores, alunos, téc-
nicos, equipamento e financiamento. Linhas de pesquisa, neste sentido, especificam 
os projetos nelas contidos; mas a agregação ou combinação deles muito raramente 
permitiria a consecução dos objetivos e finalidades de uma linha de pesquisa, que 
são formulados em longo prazo, enquanto isto é geralmente uma premissa de pro-
jetos bem elaborados. Devo lembrar, além disso, que projetos de pesquisa podem 
existir fora do âmbito de linhas de pesquisa. O próprio programa Coleta Capes sabia-
mente prevê essa possibilidade.
Pesquisadores com freqüência listam suas linhas de pesquisa, sem qualquer preo-
cupação com fazê-las equivalentes às linhas de seus Programas de Pós-Graduação 
ou grupos de pesquisa. Na verdade, eles estão listando seus interesses pessoais de 
pesquisa. Contudo é bom lembrar o que está, neste caso, sendo efetivamente men-
cionado, copiando o que existe na ajuda do programa do Curriculum Lattes: linhas 
de pesquisa representam temas aglutinadores de estudos técnico-científicos que se 
fundamentam em tradição investigativa, de onde se originam projetos cujos resulta-
dos guardam relação entre si.
Do ponto de vista do funcionamento do Programa, a definição de linhas de pesquisa 
não pode ter influência no sentido de cercear a liberdade criativa ou a experimen-
tação de novos caminhos que se mostrarem promissores, até mesmo em virtude de 
identificação de expressiva demanda por uma especialidade não prevista na propos-
ta original de criação do Programa. Exatamente por isso, a desativação de linhas de 
pesquisa e a criação de outras são procedimentos encarados com naturalidade, e ex-
plicitamente previstos na burocracia da Capes. A especificação de linhas de pesquisa 
muito abrangentes também não vai alterar a natureza das atividades de pesquisa 
efetivamente desempenhadas pelos pesquisadores do Programa. Tal tipo de espe-
cificação, portanto, não vai garantir maior coesão ou homogeneidade no Programa”.
A organização do conhecimento humano e as estruturas das linhas de pesquisa e 
dos métodos educacionais definem, para a universidade, uma matriz de interdepen-
dência entre as áreas básicas, comuns a grandes ramos do conhecimento e a todas 
as linhas de trabalho científico, e áreas profissionais. 
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SUMÁRIO
A instituição que oferece o curso de mestrado e doutorado deve apresentar, por oca-
sião dos contatos pessoais com os candidatos, as informações sobre suas linhas cur-
riculares e projetos de pesquisa em andamento e em preparo; com isto é possível 
elaborar, em conjunto com os candidatos, planos de trabalho na forma de um com-
promisso recíproco, flexível e responsável.
LEITuRA RECOMENDADA:
GIL, Antonio Carlos. Como elaborar projetos de pesquisa. São Paulo: Atlas, 
2007. (Realizar uma leitura do capítulo 4). 
suGEsTÕEs DE FILMEs 
Sugerem-se alguns filmes que podem ajudá-lo a entender melhor 
o sobre pesquisa.
Filme: CRIAÇÃO. Direção: Jon Amiel. Produção: Jeremy Thomas.Reino Unido: 
Han Way Film, 2009. 1 DVD (108 min). 
Trailer: http://www.youtube.com/watch?v=ZcRP822h22A
Foco: Charles Darwin e a “Origem das Espécies”. 
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Chegou o momento de fazermos uma parada, para refletir.
Você entendeu a definição de pesquisa e a classificação dos diferentes tipos de 
pesquisa? Então, faça a auto-avaliação.
ANOTAÇÕEs
METODOLOGIA DE pEsquIsA
OBJETIVO 
Ao final desta 
unidade, 
esperamos 
que possa:
> Entender a 
estrutura de um 
Projeto de Pesquisa; 
> Distinguir os 
diferentes itens da 
construção de um 
projeto de Pesquisa; 
> Identificar as etapas 
fundamentais à 
elaboração do 
projeto de pesquisa.
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2 PROJETO DE PESQUISA: 
ESTRUTURA
Caro aluno, você sabe como é a elaboração de um projeto de Pesquisa? Ao pensar 
em pesquisa, devemos, antes de tudo, planejar as fases de investigação, de forma que 
seja garantida a viabilidade da pesquisa. Aproveite para aprender um assunto impor-
tante para a sua área profissional.
De acordo com Rauen (2002, p. 47):
quando alguém quer construir uma casa, pode fazê-lo sem planejar? Não, 
primeiro terá de fazer uma planta, com um plano de como será a casa, um 
cronograma de tempo para construir, um orçamento que antecipa os gastos 
necessários para a construção.
Para o desenvolvimento de uma pesquisa, não é muito diferente; devemos primei-
ro fazer um projeto, que é uma seqüência de etapas metodológicas estabelecidas 
pelo pesquisador; essas etapas devem ser adequadas aos procedimentos da meto-
dologia científica. 
Durante a sua vida acadêmica, você desenvolverá muitas pesquisas e precisará elaborar 
muitos projetos, necessitando aplicar os conhecimentos adquiridos nesta disciplina.
2.1 PROJETO DE PESQUISA: ESTRUTURA
O pesquisador, uma vez definido o objeto da pesquisa, deve pesquisar buscando 
conhecimento para avaliar a questão em estudo. Deverá efetuar um levantamen-
to bibliográfico e fazer uma análise do que já foi produzido sobre o assunto e tam-
bém promover uma discussão do problema com outros profissionais, principalmente 
aqueles ligados à área, para amadurecimento, obtenção de novas interpretações e 
sugestões referentes à questão. Após cumpridas essas premissas básicas o pesquisa-
dor está apto a elaborar uma proposta de projeto.
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METODOLOGIA DE pEsquIsA
SUMÁRIO
O primeiro passo a ser dado, por aquele 
que se propõe adesenvolver uma pesqui-
sa, é a escolha do assunto; isso dá início ao 
planejamento. A escolha certa do assun-
to tema é fundamental, segundo Martins 
(2000, p. 19), mas, selecionar um tema, 
não é tarefa tão fácil! O assunto de uma 
pesquisa deve tratar de um tema que ne-
cessite de melhores definições, novos relacionamentos entre variáveis, maior preci-
são, enfim, um tema que exija maior aprofundamento ou dilatação de suas fronteiras.
Lembre que, em qualquer área, o campo para pesquisas é vasto e pode causar an-
gústia durante o período que precede a opção por um assunto e não por inúmeros 
outros. Mesmo quando o próprio curso sugere a área, incumbirá sempre ao aluno 
delimitá-lo, circunscrevê-lo e determinar o aspecto sob o qual o focalizará.
Na elaboração do projeto, o autor deve ter conhecimento profundo sobre a área que 
pretende pesquisar, precisa definir e delimitar o assunto que trabalhará, deve conhe-
cer a hipótese que será testada no estudo. Os conhecimentos teóricos da área de 
“... o ponto inicial de uma pesquisa 
não pode e não deve ser a meto-
dologia, mas antes a relevância do 
problema”. (ALVES, 1981)
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atuação são adquiridos através de muitas leituras, cursos, contatos com outros profis-
sionais, visitas a outras instituições, enfim, através das experiências de toda uma vida 
profissional direcionada para os princípios científicos.
O projeto é um documento técnico, científico e administrativo, através do qual o pes-
quisador formaliza o compromisso de usar a sua inteligência e o seu talento, na busca 
de soluções científicas para o problema. Através dele, identificam-se as qualidades 
profissionais e de caráter como: espírito científico, inteligência, objetividade, intelec-
tualidade, maturidade profissional, criatividade, originalidade, honestidade, zelo pro-
fissional, humildade e organização (FERRÃO, 2008).
Todo trabalho de pesquisa científica inicia-se pelo projeto, nele descreve-se e detalha-
-se as fases da pesquisa, oferecendo subsídio para efetuar um bom planejamento refe-
rente a pessoal, equipamentos, tempo, materiais de consumo, recursos financeiros, etc.
Na elaboração de um projeto deve-se ter objetivos bem definidos, planos de coleta, 
e se necessário, de análise dos dados, precisão de tempo de execução e de recursos 
para sua viabilização. O projeto serve de ponto de partida para a elaboração de uma 
pesquisa, para o planejamento geral do trabalho, para a obtenção de bolsas de es-
tudos, para o financiamento de pesquisas e para apresentar ao professor/orientador 
com intenção de elaboração de uma monografia, dissertação ou tese. 
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SUMÁRIO
O planejamento da pesquisa científica se completa com a montagem do projeto de 
pesquisa, que traça o caminho intelectual inicial de todo o processo posterior. A cole-
ta de dados e a redação final do trabalho são planejados aqui. São sugeridos como 
indispensáveis (devendo estar absolutamente claros para o pesquisador) o planeja-
mento de sete itens:
INTRODUÇÃO (O que se vai fazer? e “por quê”?).
Neste item será apresentado o tema de 
pesquisa, o problema a ser pesquisado e 
a justificativa. 
Contextualize, abordando o tema de for-
ma a identificar os motivos ou o contexto 
no qual o problema ou a(s) questão(ões) de 
pesquisa foram identificados.
Permita que se tenha uma visualização si-
tuacional do problema. Restrinja sua abor-
dagem apresentando a(s) questão(ões) que 
fizeram você propor esta pesquisa.
Na pesquisa, o tema é universal, 
mas não é possível, principalmente 
em trabalho acadêmicos, pesqui-
sar algo muito amplo, até mesmo 
pela limitação de tempo que te-
mos. Então, primeiramente, deve-
mos analisar os aspectos direta-
mente relacionados à questão e, 
em seguida, ir focando, até afunilar, 
ou delimitar o assunto. 
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Indique as hipóteses ou os pressupostos que estão guiando a execução da pesquisa. 
Hipóteses ou pressupostos são respostas provisórias para as questões colocadas acima. 
Apresente os argumentos que indiquem que sua pesquisa é significativa, importante 
e/ou relevante. 
Indique os resultados esperados com a elaboração da pesquisa. 
Na escolha do tema e delimitação do tema: podem ser utilizados alguns critérios 
para ajudar na escolha do tema, como originalidade (mesmo que o trabalho não 
seja original deve apresentar alguma novidade, novo enfoque, novos argumentos ou 
pontos de vista), relevância (importância ou utilidade), viabilidade (econômica e de 
tempo), preparo técnico e existência de fontes;
Segundo Andrade (2001, p. 24-25), na escolha do tema:
você deve levar em conta a atualidade e relevância, seu conhecimento a res-
peito, sua preferência e a aptidão pessoal para lidar com o assunto, o tem-
po disponível e necessário para levar a bom termo a pesquisa (não podemos 
optar por um assunto que exija muito mais tempo de pesquisa do que dis-
pomos) e o fator econômico para disponibilizar recursos materiais que serão 
utilizados na pesquisa, analisando se há possibilidade financeira para arcar 
com todos os custos orçados.
JUSTIFICATIVA DO TEMA: consiste em apresentar motivos bons o bastante para o 
desenvolvimento da pesquisa. O que se pretende é que o leitor adquira convicção 
semelhante à do pesquisador: o tema é relevante e abrangente o bastante para me-
recer uma investigação científica. Um tema pode ter importância social, científica ou 
acadêmica. O desenvolvimento dele pode trazer benefício direto para a sociedade 
em geral, ou para um grupo social específico, ao resolver ou encaminhar a solução 
para a necessidade ali instalada. Pode também beneficiar de imediato uma ciência 
contribuindo com informações para o avanço de determinado estudo científico. Pode 
ainda beneficiar o processo acadêmico, facilitando ou inovando o ensino-aprendiza-
do de um assunto;
 > problematização (delimitação do problema): transformação de uma ne-
cessidade humana em problema. O pesquisador deve ter idéia clara do pro-
blema que pretende resolver, da dúvida a ser superada, caso contrário sua 
pesquisa correrá o risco da prolixidade, da falta de direção, da ausência de 
Highlight
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SUMÁRIO
algo para se resolver. Se o problema é estabelecido de forma clara, ele desen-
cadeará a formulação da hipótese geral, que será comprovada no desenvolvi-
mento do texto. Ao optar por uma solução que deseja demonstrar (ou seja, a 
hipótese, nascida do problema apontado), tem-se uma tese;
 > seleção /delimitação do assunto: deve-se escolher o “pedaço” do problema 
que se quer ou se precisa estudar para estudá-lo em profundidade. Mesmo 
que todos os aspectos sejam considerados importantes, devem ser tratados 
um por vez e, ao escolher um deles, abandonam-se ou outros. É uma impo-
sição do método;
OBJETIVOS (para quê?) Objetivos (geral e específicos): é a espinha dorsal do proje-
to de pesquisa. Não é o que o pesquisador vai fazer (isto se prevê nos procedimentos), 
mas o que ele pretende conseguir como resultado intelectual final de sua investiga-
ção. São eles que delimitam e dirigem os raciocínios a serem desenvolvidos. O obje-
tivo geral será subdividido em tantos objetivos específicos quantos necessários para o 
estudo e solução satisfatória do problema contido no objetivo geral. Cada um dos 
objetivos específicos será uma parte distinta da futura redação (um capítulo, um seg-
mento). Todo objetivo, seja geral ou específico,

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