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Você acertou 10 de 10 questões Verifique o seu desempenho e continue treinando! Você pode refazer o exercício quantas vezes quiser. Verificar Desempenho A B C D E A B C D E A B C D E A B C D E A B C D E A B C D E A B C D E A B C D E A B C D E A B C D E 1 Marcar para revisão �IF/MS/ 2019 - adaptada) A Lei nº 12.288, de 20 de julho de 2010, "institui o Estatuto da Igualdade Racial, destinado a garantir à população negra a efetivação da igualdade de oportunidades, a defesa dos direitos étnicos individuais, coletivos e difusos e o combate à discriminação e às demais formas de intolerância étnica". Sobre o racismo no Brasil, analise as afirmativas abaixo. I. A discriminação racial ou étnico-racial equivale a toda distinção, exclusão, restrição ou preferência baseada em raça, cor, descendência ou origem nacional ou étnica que tenha por objeto anular ou restringir o reconhecimento, gozo ou exercício, em igualdade de condições, de direitos humanos e liberdades fundamentais nos campos político, econômico, social, cultural ou em qualquer outro campo da vida pública ou privada. II. No Brasil não existe desigualdade de gênero e raça, só existe uma pequena assimetria no âmbito da sociedade que acentua a distância social entre mulheres negras e os demais segmentos sociais. III. As políticas públicas em relação à discriminação racial visam as ações, iniciativas e programas adotados pelo Estado no cumprimento de suas atribuições institucionais. Marque a alternativa que apresenta a(s) afirmativa(s) correta(s). Apenas a afirmativa I está correta. Apenas a afirmativa II está correta. Apenas as afirmativas I e II estão corretas. Apenas as afirmativas I e III estão corretas. As afirmativas I, II e III estão corretas. Resposta correta Parabéns, você selecionou a alternativa correta. Confira o gabarito comentado! Gabarito Comentado A alternativa correta é a letra D, que afirma que apenas as afirmativas I e III estão corretas. A afirmativa I está correta pois define corretamente o que é discriminação racial ou étnico-racial, enquanto a afirmativa III também está correta ao afirmar que as políticas públicas em relação à discriminação racial visam as ações, iniciativas e programas adotados pelo Estado no cumprimento de suas atribuições institucionais. No entanto, a afirmativa II está incorreta, pois no Brasil existe sim desigualdade de gênero e raça, que se reflete como uma assimetria no âmbito da sociedade que acentua a distância social entre mulheres negras e os demais segmentos sociais. 2 Marcar para revisão Leia o trecho abaixo: Podemos dizer que a Sociologia nos convida a ir além da simples condenação e exclusão dos estudantes que fracassam. Ela nos mostra, em primeiro lugar, que esse fracasso não resulta de uma decisão livre do indivíduo de não ser um bom aluno ou da falta natural de talentos. Isso afasta o julgamento do sujeito e relativiza a noção de mérito individual. Em segundo lugar, ela nos mostra que a atuação das instituições escolares e dos professores pode criar pontes para o sucesso daqueles com mais dificuldades. Afasta, assim, certo tipo de fatalismo e qualquer justificativa para o imobilismo. Ao contrário, impõe ao professor a tarefa profissional e, ao mesmo tempo, ética e moral de atuação em prol da superação ou pelo menos da diminuição das desigualdades de desempenho e de trajetória escolar entre seus alunos. O contexto atual marcado pela expansão do acesso ao ensino superior e pelas políticas de inclusão de novos públicos nesse nível de ensino, torna o desafio de lidar com a desigualdade essencial e inadiável. O acesso à universidade foi expandido, mas ainda é necessário garantir a permanência e o bom desempenho dos seus estudantes. A responsabilidade por encarar esse desafio não pode ser apenas do professor. É importante que existam políticas públicas e institucionais de acolhimento, de integração social e acadêmica (cursos de nivelamento ou de fortalecimento de conteúdos básicos, por exemplo), e também uma política de apoio e de formação para os professores. (p. 17�18� �Fonte: NONATO, Bréscia França et al. Mudanças no perfil dos estudantes da UFMG: desafios para a prática docente. Revista Docência do Ensino Superior, v. 10, p. 1�21, 2020.) Tomando como referência o trecho acima e a discussão sobre Ações Afirmativas no âmbito universitário, é correto afirmar que a responsabilidade pelas lógicas de inclusão são: Apenas dos alunos que acessam as políticas afirmativas. Apenas dos professores. Apenas dos familiares dos alunos de ação afirmativa. Apenas do Estado. De toda a comunidade acadêmica. Resposta correta Parabéns, você selecionou a alternativa correta. Confira o gabarito comentado! Gabarito Comentado Gabarito: De toda a comunidade acadêmica. Justificativa: As Ações Afirmativas são políticas de inclusão que demandam uma constante revisão dos fundamentos institucionais da universidade pública e do ensino superior como um todo. Nenhum processo de democratização ocorre sem a necessidade de alterar as regras vigentes. A democratização requer que toda a comunidade acadêmica se mobilize para lidar com a trajetória daqueles alunos que não estão em "pé de igualdade" com aqueles de trajetórias escolares mais privilegiadas e lineares. O aluno beneficiado por ações afirmativas pode enfrentar algumas dificuldades diante dos códigos do ensino superior, mas isso não o impede de ser devidamente acolhido pelas instituições acadêmicas e preparado para enfrentar seus anos de estudo. Se a comunidade acadêmica reconhece que durante muito tempo ela impediu e dificultou a vida de alunos negros, pobres, indígenas, pessoas com deficiência, entre outros, é justo que ela mesma se repense e se transforme junto ao processo educativo dos alunos beneficiados por ações afirmativas. 3 Marcar para revisão Veja a reportagem a seguir: "Senado constrói primeiro banheiro feminino no plenário Plenário do Senado em obras para construção de um banheiro feminino. Desde a inauguração do prédio do Congresso, em 1960, só existia no plenário banheiro masculino. A diretoria do Senado Federal decidiu aproveitar o recesso parlamentar para começar uma obra cuja necessidade é antiga na Casa: a construção de um banheiro feminino no plenário. Embora o Congresso Nacional tenha 55 anos, somente agora as senadoras terão um banheiro privativo para mulheres. A obra, orçada em R$ 35, 8 mil consiste basicamente em dividir e adaptar o banheiro masculino já existente. Assim, as senadoras não precisarão mais se dirigir ao chamado cafezinho, restaurante anexo ao plenário, e deixar a sessão quando precisarem ir ao banheiro. Atualmente, 12 senadoras exercem mandato, o que equivale a 15% do total de 81 senadores. A expectativa é que o percentual suba nos próximos anos, uma vez que os partidos políticos são obrigados a ter 30% de candidatas nas eleições. Há ainda uma proposta de emenda à Constituição aprovada no Senado, ainda pendente de análise da Câmara, que prevê a reserva de vagas nas casas legislativas para as mulheres. A primeira senadora eleita no Brasil foi Eunice Michilis, que representava o Amazonas. Eunice foi eleita em 1979 e assumiu o cargo após a morte do titular, concluindo o mandato em 1987. Desde então, mais 32 mulheres ocuparam o posto." Fonte: JUNGMANN, M. Senado constrói primeiro banheiro feminino no plenário. [cL1] Publicado em 06/01/2016, 19�06. Repórter da Agência Brasil, Brasília. Consultado na internet em: 17 set. 2021. De acordo com a reportagem, houve uma demora significativa para a construção de um banheiro feminino no prédio do Congresso. Tendo em vista o texto apresentado e as discussões em torno das minorias sociais, avalie as afirmativas a seguir: I � A ausência de banheiros femininos no prédio do Congresso Nacional implica que as mulheres têm menos necessidades fisiológicas do que os homens. II � A construção arquitetônica de um prédio que desconsidera banheiros femininos parte do pressuposto que as mulheres estarão em menor quantidade ou nãocircularão nesses espaços. III � A reserva de vagas para mulheres, nas casas legislativas, é uma tentativa de garantir a presença dessas existências historicamente tão pouco representadas em espaços de poder político. É correto apenas o que se afirma em: I, II, III II e III II, apenas III, apenas I, apenas Resposta correta Parabéns, você selecionou a alternativa correta. Confira o gabarito comentado! Gabarito Comentado A reportagem destaca a demora na construção de um banheiro feminino no plenário do Senado, um espaço de poder político. A ausência de um banheiro feminino até 2016, conforme a reportagem, não implica que as mulheres têm menos necessidades fisiológicas do que os homens, como sugere a afirmativa I, que é incorreta. A construção de um prédio que não considera banheiros femininos, como afirmado na alternativa II, realmente sugere a presunção de que as mulheres estarão em menor quantidade ou não circularão nesses espaços. A alternativa III também é correta, pois a reserva de vagas para mulheres nas casas legislativas é uma tentativa de garantir a presença de mulheres, que historicamente são pouco representadas em espaços de poder político. Portanto, as afirmativas II e III estão corretas, tornando a alternativa B a resposta correta para a questão. 4 Marcar para revisão Leia o texto a seguir: "Desde logo, o conceito de gênero é uma designação altamente problemática, não cobrindo um campo semântico pacífico, nem sendo pacífica a sua inclusão no âmbito dos Estudos sobre as mulheres. Pelo contrário, é alvo das mais intrincadas controvérsias epistemológicas e ideológicas. Para algumas perspectivas é uma categoria fundamental de análise; para outras é um instrumento útil em algumas circunstâncias, mas, mesmo assim, usado com muitas limitações e reservas; para outras, ainda, não tem qualquer alcance real, podendo até ser escamoteador de uma autêntica investigação feminista. E que dizer do vocábulo desejo? Que conceito está a convocar? Tem a ver com o sentido genérico de necessidade ou necessidades? Está pensado no horizonte da psicanálise, ligado, portanto, ao inconsciente e aos sinais que este emite no corpo e no espírito? É antes recortado de um plano erótico ou estritamente sexual?" (p. 1). Fonte: HENRIQUES, F. Gênero e desejo. Da biologia à cultura. Cadernos de Bioética, n. 35, 2004. Inspirados pelo trecho acima e pelas discussões em torno das identidades de gênero e da orientação sexual (desejo), avaliem as afirmativas a seguir: I � Identidade de gênero e orientação sexual (desejo) não podem ser tomados a partir de uma norma linear, já que se rearranjam de formas muitas variadas. II � A distinção entre identidade de gênero e desejo é importante para que não se confunda a construção simbólica e material do corpo com o prazer afetivo-sexual, respectivamente. III � Todo transexual foi antes de ser um sujeito trans, um sujeito homossexual. IV � O segmento T (travesti e transexuais) se refere a indivíduos cuja identidade de gênero corresponde ao sexo designado ao nascer. É correto apenas o que se afirma em: I e II II e III III e IV II e IV I e IV Resposta correta Parabéns, você selecionou a alternativa correta. Confira o gabarito comentado! Gabarito Comentado A sexualidade humana é composta por diferentes elementos, como o sexo, a identidade de gênero e o desejo. O sexo é a matriz biológica ou cromossômica do corpo humano. A identidade de gênero é uma construção material e simbólica do corpo, baseada nos modelos de masculinidade e feminilidade presentes em uma cultura. Já a orientação sexual é o desejo, o tesão, o direcionamento afetivo-sexual dos sujeitos. Esses elementos podem se combinar de maneiras complexas, resultando em uma ampla gama de experiências de sexualidade. Não existe uma norma ou uma linha "correta" a seguir, pois não há uma direção certa ou normal. Portanto, um sujeito trans pode ter sempre apresentado desejo heterossexual e continuar assim após a transexualização. Por fim, é importante ressaltar que os sujeitos trans são aqueles que rompem com a prescrição de uma ordem binária, ou seja, de uma linha reta entre o sexo designado ao nascer e o gênero. Nesse sentido, um homem trans é alguém que nasceu com genitália designada como feminina, mas se identifica com o gênero masculino. Da mesma forma, uma mulher trans é alguém que nasceu com genitália designada como masculina, mas se identifica com o gênero feminino. Portanto, as afirmações corretas são as contidas nas alternativas I e II. 5 Marcar para revisão Veja o trecho abaixo: Há um quarto genocídio/epistemicídio no século XVI que não é relatado com frequência na história dos três genocídios/epistemicídios já mencionados. Trata-se da conquista e do genocídio das mulheres que transmitiam, de geração para geração, o conhecimento indo-europeu nos territórios europeus. Essas mulheres dominavam conhecimentos xamânicos de tempos ancestrais. O conhecimento que acumulavam abrangia diferentes áreas, tais como astronomia, biologia, ética etc. Elas eram empoderadas por resguardarem um conhecimento ancestral e o seu principal papel dentro das comunidades era o de estabelecer formas comunais de organização da política e da economia. A perseguição dessas mulheres começou na Baixa Idade Média. Entretanto, intensificou-se nos séculos XVI e XVII, com o advento das estruturas "modernas, coloniais, capitalistas e patriarcais" de poder. Milhões de mulheres foram queimadas vivas, acusadas de bruxaria, ainda nos primórdios da Modernidade. Dadas as suas qualidades de autoridade e liderança, os ataques constituíram uma estratégia de consolidação do patriarcado centrado na cristandade, que também destruía formas autônomas e comunais de relação com a terra. A Inquisição foi a vanguarda dos ataques. A acusação era um ataque a milhares de mulheres, cuja autonomia, liderança e conhecimento ameaçavam o poder da aristocracia, que se tornava a classe capitalista transnacional tanto nas colônias quanto na agricultura europeia . Silvia Federici �2004� defende que esta caça às bruxas se intensificou entre 1550 e 1660. A tese da autora é de que a caça às mulheres, em território europeu, relacionava-se à acumulação primitiva durante o início da expansão capitalista na formação de reserva de trabalho para o capitalismo global. Ela relacionou a escravização de africanos nas Américas e a caça de mulheres na Europa como dois lados da mesma moeda: a acumulação de capital, em escala global, com a necessidade de incorporar trabalho no processo de acumulação capitalista. Para atingir este objetivo, as instituições usaram métodos extremamente violentos. Ao contrário do que ocorreu com o epistemicídio contra as populações indígenas e muçulmanas, quando milhares de livros foram queimados, no caso do genocídio contra as mulheres indo-europeias não houve livros queimados, pois, a transmissão de conhecimento acontecia, de geração para geração, por meio da tradição oral. (p.41�42� �Fonte: GROSFOGUEL, Ramón. A estrutura do conhecimento nas universidades ocidentalizadas: racismo/sexismo epistêmico e os quatro genocídios/epistemicídios do longo século XVI. Sociedade e Estado, v. 31, p. 25�49, 2016.) Levando-se em consideração o texto acima, conclui-se que as mulheres indo-europeias foram queimadas como estratégia epistemicida porque: 9 Os "livros" eram os corpos das mulheres e, de modo análogo ao que aconteceu com livros de alguns povos, elas foram queimadas vivas. Eram consideradas existências frágeis que não colocavam nenhum risco à hegemonia do capital masculino. A lógica de acumulação do capital dos homens adotou uma postura de impedimento às mulheres a partir de critérios racionais muito pouco relacionados a questões religiosas. Os homens com poder da época queriam expandir a autonomia dessas mulheres consideradas inteligentes. Já havia muita mão-de-obra disponível para acumulação do capital europeu e elas se tornaram dispensáveis. Resposta correta Parabéns, você selecionou a alternativa correta. Confira o gabarito comentado! Gabarito ComentadoGabarito: Os "livros" eram os corpos das mulheres e, de modo análogo ao que aconteceu com livros de alguns povos, elas foram queimadas vivas. Justificativa: A questão se trata, basicamente, de uma interpretação da metáfora que o texto apresenta em suas últimas linhas tendo em vista o cenário de epistemicídio adotado pelos homens capitalistas da Europa. Para impedir que outros grupos pudessem ascender e disputar o poder com o grupo masculino, burguês, branco e cristão; esses homens adotaram uma postura genocida/epistemicida com vários grupos 6 Marcar para revisão Leia o texto a seguir: "Podemos dizer que a Sociologia nos convida a ir além da simples condenação e exclusão dos estudantes que fracassam. Ela nos mostra, em primeiro lugar, que esse fracasso não resulta de uma decisão livre do indivíduo de não ser um bom aluno ou da falta natural de talentos. Isso afasta o julgamento do sujeito e relativiza a noção de mérito individual. Em segundo lugar, ela nos mostra que a atuação das instituições escolares e dos professores pode criar pontes para o sucesso daqueles com mais dificuldades. Afasta, assim, certo tipo de fatalismo e qualquer justificativa para o imobilismo. Ao contrário, impõe ao professor a tarefa profissional e, ao mesmo tempo, ética e moral de atuação em prol da superação ou pelo menos da diminuição das desigualdades de desempenho e de trajetória escolar entre seus alunos. O contexto atual marcado pela expansão do acesso ao ensino superior e pelas políticas de inclusão de novos públicos nesse nível de ensino, torna o desafio de lidar com a desigualdade essencial e inadiável. O acesso à universidade foi expandido, mas ainda é necessário garantir a permanência e o bom desempenho dos seus estudantes. A responsabilidade por encarar esse desafio não pode ser apenas do professor. É importante que existam políticas públicas e institucionais de acolhimento, de integração social e acadêmica (cursos de nivelamento ou de fortalecimento de conteúdos básicos, por exemplo), e também uma política de apoio e de formação para os professores" (p. 17�18�. Fonte: NONATO, B. F. et al. Mudanças no perfil dos estudantes da UFMG: desafios para a prática docente. Revista Docência do Ensino Superior, v. 10, p. 1�21, 2020. Tomando como referência o trecho apresentado e a discussão sobre ações afirmativas no âmbito universitário, é correto afirmar que a responsabilidade pelas lógicas de inclusão é: Apenas dos alunos que acessam as políticas afirmativas. Apenas dos professores Apenas dos familiares dos alunos de ação afirmativa Apenas do Estado De toda a comunidade acadêmica Resposta correta Parabéns, você selecionou a alternativa correta. Confira o gabarito comentado! Gabarito Comentado Conforme o texto apresentado, a responsabilidade pelas lógicas de inclusão não recai apenas sobre um único grupo, mas sim sobre toda a comunidade acadêmica. Isso inclui não apenas os professores, mas também os alunos, os familiares, o Estado e todas as partes envolvidas no processo educacional. As ações afirmativas são políticas de inclusão que demandam uma constante revisão dos fundamentos institucionais da universidade pública e do ensino superior como um todo. A democratização do ensino exige que todos os membros da comunidade acadêmica se mobilizem para lidar com a trajetória dos alunos que não se encontram em "pé de igualdade" com aqueles de trajetórias escolares mais privilegiadas e lineares. Portanto, é fundamental que existam políticas públicas e institucionais de acolhimento, de integração social e acadêmica, bem como uma política de apoio e de formação para os professores. Assim, a comunidade acadêmica deve se repensar e se transformar junto ao processo educativo dos alunos afirmativos. 7 Marcar para revisão Veja os dois trechos abaixo: Para Foucault �2002�, a sexualidade é um elemento-chave no processo da modificação da psiquiatria alienista, voltada apenas às pessoas consideradas "loucas", para a subsequente, que abarca todo o corpo social, em meados da metade do século XIX. Em torno do conceito de "instinto", todos os seres humanos passam a ser psiquiatrizáveis, passando-se a se buscar em seu interior, seja qual for a "anormalidade", as causas de ordem sexual subjacentes. Passa a haver uma explosão do campo sintomatológico, tendo como referência os "desvios" sexuais. A patologização da sexualidade, porém, não é homogênea, nem atinge a todos os sujeitos igualmente. Gênero, raça, classe e geração são marcadores sociais da diferença importantes para entendermos essas especificidades (p. 51) Levando este cenário em consideração, e reiterando o posicionamento de 1990 da Organização Mundial da Saúde �OMS, 1990) de que a homossexualidade não é uma condição patológica �Macedo, 2018�, o CFP publicou a Resolução no 001/1999, que determina que profissionais de Psicologia não podem desenvolver ou contribuir com ações que patologizem as homossexualidades, ou oferecer tratamentos de cura das homossexualidades �CFP, 1999�. Tal Resolução tem funcionado como importante instrumento no combate a práticas violentas contra pessoas LGBTI+ no âmbito da Psicologia. A Resolução no 001/1999 do CFP estabelece um marco no debate sobre as terapias conversivas no Brasil. Ela mobilizou - e, com isso, visibilizou - uma série de movimentos e articulações entre Psicologia e religiões cristãs, e sua manutenção não tem sido feita sem confrontos. Em nosso país, a defesa da "legalidade" das terapias de reversão da orientação sexual dá-se a partir do fortalecimento de grupos religiosos fundamentalistas, que passaram a questionar juridicamente a Resolução. Observamos nas últimas décadas um crescente movimento de profissionais que se denominam "psicólogos cristãos" e que têm pautado o direito de oferecer terapias conversivas em suas clínicas e centros de tratamento (p. 57) �Fonte: GARCIA, Marcos Roberto Vieira; MATTOS, Amana Rocha. "Terapias de Conversão": Histórico da �Des� Patologização das Homossexualidades e Embates Jurídicos Contemporâneos. Psicologia: Ciência e Profissão, v. 39, 2020.) Levando-se em consideração os trechos acima e discussão em torno da (des)patologização das sexualidades LGBTQIA+ que acontecem no âmbito do Conselho Federal de Psicologia, avalie as asserções a seguir e a relação proposta entre elas: I � É legítimo e assegurado, a partir dos princípios de liberdades individuais, que psicólogos se autonomeiem cristãos e pautem o direito de oferecer terapias conversivas em suas clínicas e centros de tratamento. PORQUE II � As reflexões acerca da história da patologização das sexualidades dissidentes mostram o quanto o saber científico contribuiu para esse processo de criação de pretensas normas padronizadas de sexualidade. A respeito dessas asserções, assinale a alternativa correta: As asserções I e II são proposições verdadeiras, e a II é uma justificativa correta da I. As asserções I e II são proposições verdadeiras, mas a II não é uma justificativa correta da I. A asserção I é uma proposição verdadeira, e a II é uma proposição falsa. A asserção I é uma proposição falsa, e a II é uma proposição verdadeira. As asserções I e II são proposições falsas. Resposta correta Parabéns, você selecionou a alternativa correta. Confira o gabarito comentado! Gabarito Comentado A asserção I é falsa, pois, apesar de os psicólogos terem o direito de se autodenominarem cristãos, eles não têm o direito de oferecer terapias conversivas em suas clínicas e centros de tratamento. Isso é devido à Resolução nº 001/1999 do Conselho Federal de Psicologia, que proíbe a patologização das homossexualidades e a oferta de tratamentos de cura para as homossexualidades. Portanto, a liberdade individual dos psicólogos não pode sobrepor-se à ética profissional e aos direitos humanos. A asserção II é verdadeira, pois a história da patologização das sexualidades dissidentes mostra como o saber científico contribuiu para a criação de normas padronizadas de sexualidade. Isso é evidenciado pela discussão de Foucault sobre a transformação da psiquiatriae a patologização da sexualidade. Portanto, a asserção II não justifica a asserção I, pois a ética profissional e os direitos humanos devem prevalecer sobre as liberdades individuais dos psicólogos. 8 Marcar para revisão Leia o trecho a seguir: "Se, no caso dos médicos, a submissão ao saber e às práticas terapêuticas da medicina não se configura em barreiras para o exercício dos homens, no caso da enfermagem, existe essa resistência. A medicina, enquanto prática terapêutica, não tem sexo; a enfermagem, enquanto prática do cuidado, tem apenas um sexo no imaginário social - o feminino. Homens cuidando e desempenhando práticas com o corpo biológico (mais próximos às práticas domésticas, maternas, de cuidado e higienização) não são homens ou são menos valorizados socialmente" (p. 119�120�. Fonte: LOPES, M. J. M.; LEAL, S. M. C. A feminização persistente na qualificação profissional da enfermagem brasileira. Cadernos pagu, n. 24, p. 105�125, 2005. A problematização, realizada por Lopes e Leal �2005�, em torno da persistente feminização na qualificação dos profissionais de saúde, do cuidado e da assistência argumenta, principalmente, que: As questões biológicas são determinantes para que se tenha mais mulheres nas profissões de cuidado. As questões genéticas têm uma função central para organizar a divisão social e de gênero do trabalho. Algumas práticas trabalhistas, culturalmente associadas às funções de uma mulher-mãe, terminam por valorizar homens e mulheres em atividades laborais distintas. Homens e mulheres têm criado, no âmbito da medicina e da enfermagem, expectativas iguais no ambiente de trabalho. Não há nenhum sexismo explícito na divisão social do trabalho em relação à medicina e à enfermagem. Resposta correta Parabéns, você selecionou a alternativa correta. Confira o gabarito comentado! Gabarito Comentado A problematização feita por Lopes e Leal �2005) sobre a persistente feminização na qualificação dos profissionais de saúde, do cuidado e da assistência, argumenta que algumas práticas trabalhistas, culturalmente associadas às funções de uma mulher-mãe, acabam por valorizar homens e mulheres em atividades laborais distintas. Isso ocorre porque, no imaginário social, a enfermagem, enquanto prática do cuidado, é associada ao sexo feminino, enquanto a medicina, enquanto prática terapêutica, é vista como neutra em termos de gênero. Isso resulta em uma desvalorização social dos homens que atuam na enfermagem, pois eles são vistos como menos masculinos ou são demandados apenas para tarefas mais pesadas. Portanto, a resposta correta é a alternativa C. 9 Marcar para revisão Leia o texto a seguir: "Chegamos à conclusão de que as políticas públicas e ações afirmativas são de suma importância para a correção das desigualdades raciais e para a promoção da igualdade de oportunidades em relação à população negra no mercado de trabalho. A contratação exclusiva de trabalhadores negros, realizada pelo Magazine Luiza, tem o objetivo de promover mais diversidade para a liderança da empresa, pois, como já foi apresentado, apesar de ter em seu quadro de funcionários 53% de pretos e pardos, somente 16% deles ocupam cargos de liderança. Não podemos esquecer que as desigualdades étnico-raciais presentes em nosso país têm sua origem baseada em nossa história e continuam até hoje ao ponto de a população negra sofrer severas desvantagens em uma série de indicadores em relação aos brancos como o acesso ao mercado de trabalho, acesso à saúde, à educação, entre outros. A medida tem grande amparo legislativo, como foi mostrado, com previsões na Constituição, no Estatuto da Igualdade Racial e na Convenção Internacional sobre a Eliminação de Todas as Formas de Discriminação. Assim, fica claro que o processo não é discriminatório, mas sim uma oportunidade de inserção dos negros nos cargos de liderança das empresas" (p. 46�47�. Fonte: SILVA, G. F.; SILVA, I. M. Ações afirmativas contra o racismo no Brasil: a polêmica do processo seletivo de trainee do magazine luiza. Revista de Iniciação Científica e Extensão da Faculdade de Direito de Franca, v. 5, n. 2, 2020. Tendo em vista o trecho apresentado, é correto afirmar que: A reserva de vagas para negros é algo inconstitucional. As oportunidades de acesso a vagas de liderança são desiguais entre brancos e negros. Negros ocupam lugares de gestão e decisão em grandes empresas. O racismo não opera diferenças em cargos de brancos e negros. O acesso à saúde e educação da população negra indica privilégios. Resposta correta Parabéns, você selecionou a alternativa correta. Confira o gabarito comentado! Gabarito Comentado A empresa em questão reconheceu que, em seu quadro de funcionários, havia sujeitos negros, no entanto, a grande parte deles não se encontrava em cargos de liderança. Tendo em vista o reconhecimento dessa ausência de profissionais negros em cargos de gestão e decisão, a empresa promove um processo seletivo com recorte racial para garantir democracia racial nos quadros estratégicos da empresa. O trecho reconhece que a política de cotas não fere nenhum princípio constitucional. Na verdade, faz valer o princípio democrático de igualdade de oportunidades, uma vez que negros, em função do racismo, são menos selecionados para cargos de poder, por não serem associados ao sucesso e à competência. Ademais, a população negra costuma estar em desigualdade em relação à população branca em vários elementos da vida social: com acesso à saúde, escolaridade e outros. 10 Marcar para revisão Observe o caso descrito a seguir: Há uma cidade, no interior de Minas, que é fundamentalmente conhecida pelo histórico secular de escravização da população negra, o que terminou por torná-la uma cidade, majoritariamente, de pretos e pardos. Desse modo, 72% dos habitantes se autodeclaram negros. Ao retomar a história de constituição dessa cidade, no pós-abolição, percebe-se que esses descendentes livres dos negros escravizados não foram incluídos como mão de obra em outros setores econômicos da cidade, tampouco foram bem-vindos no sistema educacional público em função de um processo discriminatório e preconceituoso. Em função disso, vários desses sujeitos negros se tornaram semianalfabetos e analfabetos com baixa qualidade de formação técnico- intelectual. Com o histórico de uma mineração escravocrata, a população branca se acostumou a enxergar os negros da cidade em lugares subalternizados e braçais, de modo que os comerciantes brancos não se sentissem à vontade contratando parte da população negra. Nesse momento, a maioria da população negra, então, encontra-se desempregada e em condições econômicas muito precárias. Com a chegada de uma multinacional para extração de minério, abre-se uma brecha para que grande parte dessa população negra consiga emprego e saia da sua situação de miserabilidade. A empresa constrói um setor de Diversidade e Inclusão junto ao Recursos Humanos, encabeçado por psicólogos, para tentar garantir que a companhia cumpra com princípios democráticos, cidadãos e equitativos dos seus funcionários. Em relação às possíveis estratégias do setor de Diversidade e Inclusão, avalie as asserções a seguir e a relação proposta entre elas: I � O setor em questão poderia se aproveitar da baixa escolaridade e do histórico escravocrata para promover recrutamento e seleção de jovens negros da cidade para os cargos que exigem força física e que são menos remunerados. PORQUE II � Tendo em vista que a empresa é uma multinacional, é importante que a área de Recursos Humanos seja gerenciada por psicólogos que garantam o lucro em detrimento da qualidade de vida e dignidade dos seus empregados. A respeito dessas asserções, assinale a alternativa correta. As asserções I e II são proposições verdadeiras, e a II é uma justificativa correta da I. As asserções I e II são proposições verdadeiras, mas a II não é uma justificativa correta da I. A asserção I é uma proposição verdadeira, e a II é uma proposição falsa. A asserção I é uma proposição falsa, e a II é uma proposiçãoverdadeira. As asserções I e II são proposições falsas. Resposta correta Parabéns, você selecionou a alternativa correta. Confira o gabarito comentado! Gabarito Comentado Tendo em vista que, em seus princípios fundamentais, o Código de Ética de Psicologia assume o trabalho do profissional de Psicologia no amplo respeito ao projeto democrático de sociedade, é primordial que o profissional dessa área colabore para a eliminação de quaisquer formas de negligência, discriminação, exploração, violência, crueldade e opressão. Nesse âmbito, e levando em conta a história dessa comunidade e a sua relação com o trabalho escravo e a miserabilidade, o setor de Recursos Humanos deve-se colocar contra qualquer lógica de desumanização que aloque as pessoas em situações humilhantes. Em se tratando de um setor de Diversidade e Inclusão de uma multinacional ¿ certamente, com uma receita considerável ¿, seria mais prudente tentar investir em programas que formassem esses sujeitos para que eles pudessem ocupar cargos menos degradantes. Ainda que fosse preciso alocar sujeitos em cargos mais simplórios, a empresa poderia investir em alfabetização, por exemplo. Diante dos sistemas desiguais, a criatividade de um psicólogo não tem limites. Certamente, o lucro da empresa importa, mas essa mediação entre trabalhador e lucro não precisa custar a vida e a dignidade das pessoas. Questão 1 de 10 Corretas �10� Em branco �0� 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 Lista de exercícios O Respeito À Diversidade, À Inclusão e À Multicultura Sair