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EXAME FÍSICO CARDIOVASCULAR 
(paciente em decúbito dorsal) 
 
1. INSPEÇÃO 
Atitude do paciente 
• Posição de Blechmann 
o posição do paciente abraçado ao 
travesseiro, que também ajudam a 
aliviar a dor torácica 
• Prece maometana 
o doente se ajoelha e inclina-se para 
frente, apoiando as mãos no chão, 
o que ajuda a aliviar a dor e a 
melhorar a respiração 
• Sinal de Levine =síndrome coronariana 
o paciente com dor torácica, 
normalmente uma dor de aperto 
ou desconforto no peito, segura o 
punho fechado sobre a região 
torácica. 
Estase/Turgência de Jugulares 
• Colocar o paciente em 30 a 45º e analisar 
os dois lados do pescoço 
• Indica: 
o ICC 
Ictus Cordis VE 
• Observar na diagonal direita se é 
possível perceber a pulsação do ápice do 
coração 
o Brevelíneos = 4º esp. intercostal 
o Mediolíneos = 5º esp. Intercostal 
o Longilíneos = 6º esp. Intercostal 
Face 
• Cianose 
• Palidez 
• Xantelasma 
Sinal de Frank 
• Fenda/sulco diagonal do lóbulo da orelha 
• Indica 
o Doenças coronarianas 
(ateroscleroses graves) 
Membros Inferiores 
• Seco ou úmido 
o Seco: TVP 
o Úmido: erisipela 
• Bilateral o unilateral 
o Bilateral: estase venosa 
o Unilateral: TVP 
Batimentos ou Movimentos 
 
Forma do Tórax 
• Chato (diminuição do diâmetro anteroposterior) 
• Tonel (aumento do diâmetro anteroposterior) 
• Excavatum (retração esternal inferior) 
• Carinatum (protusão esternal) 
• Cifótico (aumento da curvatura dorsal da coluna vertebral) 
• Escoliótico (desvio lateral da coluna vertebral) 
• Em sino (porção inferior alargada) 
 
Abaulamentos, depressões, cicatrizes, 
manchas ou lesões, circulação colateral (veias 
dilatadas e tortuosas) 
o Sim 
o Não 
2. PALPAÇÃO 
Pulso arterial (bilateral) 
• Frequência: 
o Normosfigmia (60-100 ppm) 
o Bradisfigmia 
o Taquisfigmia 
• Ritmo: 
o Regular 
o Irregular 
• Amplitude (enchimento capilar): 
o Cheio 
o Fino 
• Força 
o Forte 
o Fraco 
o Ausente 
 
Membros Inferiores 
• Cacifo (1 a 4 +) 
o Pressionar por 20 seg. 
Ictus VE (palpação com paciente lateralizado à esquerda em 
linha hemiclavicular) 
• Localização 
o Brevelíneos = 4º esp. intercostal 
o Mediolíneos = 5º esp. Intercostal 
o Longilíneos = 6º esp. Intercostal 
• Extensão: 
o Normal = 1 a 2 cm (1-2 polpas) 
o Hipertrofia = acima de 3cm (3 
polpas ou mais) 
• Amplitude: 
o Normal = forte e vibratório 
Ictus VD 
• Ausente 
• Presente (alteração no VD como 
hipertrofia ou dilatação) 
 
Focos valvares 
• Sem alterações 
• Frêmito 
• Choque valvar 
• Outros batimentos anormais 
 
3. AUSCULTA 
Ritmo 
• Regular em 2T ou 3T 
• Irregular 
Frequência Cardíaca 
o Normocardia (60-100bpm) 
o Bradicardia 
o Taquicardia 
Bulhas 
• INTENSIDADE 
o Normofonese 
o Hipofonese 
o Hiperfonese 
 
 
• DESDOBRAMENTOS (TLUM/TLA) = 
atraso no fechamento das valvas 
o B1: atrioventriculares 
o B2: pulmonar e aórtica 
▪ na inspiração = fisiológico 
o 3T (sempre na diástole; podem ser 
fisiológicas ou patológicas e isso 
depende da clínica) 
▪ B3 = protodiastole 
▪ B4 = telediastole 
 
Soprologia 
• Sem sopro 
• Sopro cardíaco 
o Sistólico: vum + ta 
▪ Mitral ou tricúspide: 
manobra Riveiro Carvalho 
▪ Pede ao paciente uma 
inspiração profunda com 
apneia e ausculta o foco 
tricúspide 
▪ Se intensifica é positivo e o 
problema está nela 
▪ Se não altera ou diminui é 
negativo e o problema é 
mitral 
o Diastólico: Tum + vum 
o COMO DESCREVER 
 
o APLICAÇÃO: 
 
 
 
 
EXAME FÍSICO RESPIRATÓRIO 
(paciente sentado ou em decúbito dorsal) 
 
1. INSPEÇÃO 
ESTÁTICA 
• Forma 
o Chato (diminuição do diâmetro anteroposterior) 
o Tonel (aumento do diâmetro anteroposterior) 
o Excavatum (retração esternal inferior) 
o Carinatum (protusão esternal) 
o Cifótico (aumento da curvatura dorsal da coluna 
vertebral) 
o Escoliótico (desvio lateral da coluna vertebral) 
o Em sino (porção inferior alargada) 
 
• Abaulamentos, depressões, 
cicatrizes, manchas ou lesões, 
circulação colateral (veias dilatadas e 
tortuosas) 
o Sim 
o Não 
DINÂMICA 
• FR (16-20 irpm): 
o Apneia 
o Eupneia 
o Taquipneia 
o Bradipneia 
• Tipo respiratório: 
o Abdominal 
o Torácico 
o Toracoabdominal 
• Padrão respiratório 
o Regular 
 
o Dispneia (Frequência e amplitude 
aumentadas) 
 
o Biot (Amplitude e frequência variáveis) = 
iminência de para respiratória, traumatismo 
cranioencefálico, estado comatoso e depressão do 
SNC 
 
 
 
o Cheyne-stokes (frequência e amplitude 
crescente, seguida de uma frequência e amplitude 
decrescente com posterior momento de apneia) = 
IC grave, AVE, traumatismos cranioencefálicos, 
intoxicações por opioides ou barbitúricos 
 
o Kussmaul (inspiração curta seguida de 
momento de apneia) = acidose metabólica 
 
• Tiragem intercostal (presença de depressão 
inspiratória dos espaços intercostais e das regiões 
supraesternal e batimento de asas de nariz) = dificuldade na 
expansão pulmonar 
o Sim 
o Não 
• Toracometria (medição em cm da caixa torácica 
na expiração e inspiração) = diferença normal é de 6 a 
8 cm: 
• Cianose 
o Sim 
o Não 
 
2. PALPAÇÃO 
Expansibilidade (avaliar simetria com a manobra de Ruault) 
• Preservada 
• Alterada (indicar se uni ou bilateral) = diminuída em 
enfisema, derrame, obesidade e dor pleurítica 
Elasticidade (pressionar o tórax do paciente com as duas mãos 
no sentido: anteroposterior e látero-lateral) 
• Preservada 
• Alterada (pode indicar fibrose e enfisema) 
 
Frêmito toracovocal (inicia no tórax posterior, depois lateral 
e por fim anterior) 
• Preservada 
• Alterada (indicar a localização) 
o FTV aumentado = patologias que acometem o 
parênquima, consolidando-o (pneumonias e 
tuberculose) 
o FTV diminuído = patologias que acometem a pleura, 
afastando-a do parênquima (pneumotórax e 
derrame pleural) 
 
3. PERCUSSÃO (técnica direta em ápice e indireta no 
restante) 
• Som claro pulmonar (tórax posterior e lateral) 
• Macicez (região densa e desprovida de ar) 
o Normal 
▪ Lado direito entre o 5º e 6º espaço = região de 
fígado 
▪ Lado esquerdo entre o 3º e 4º espaço = região 
de coração 
o Anormal 
▪ Pneumonia, cisto, hepatização, 
atelectasia 
• Timpânico (região com ar e membrana flexível) 
o Normal 
▪ 6º espaço = espaço de Traube 
▪ Estômago e alças intestinais 
o Anormal 
▪ Pneumotórax hipertensivo 
• Submacicez (transição de maciço para claro pulmonar) 
o DPOC = submaciço onde deveria ser claro 
pulmonar 
• Hiper-ressonante (transição de timpânico para claro 
pulmonar) 
o Enfisema pulmonar e crise de asma 
o Acima de um derrame pleural 
o Ao redor de uma consolidação 
 
4. AUSCULTA 
Bronquial/Traqueal (pescoço e fúrcula) 
• Inspiração curta + pausa + expiração longa e forte 
Broncovesicular (1º e 2º esp. Intercostais. e lnterescapular) 
• Inspiração = expiração 
• Em regiões não previstas: 
o Condensações 
o Atelectasias 
o Cavernas 
Murmúrio vesicular (periferia dos pulmões) 
• Inspiração LONGA + expiração CURTA 
• O QUE AVALIAR 
o Universalmente audível 
o Reduzido (pneumotórax, derrame, enfisema, 
obstrução de VAS oclusão parcial ou total) 
o Aumentado 
Ruídos adventícios 
• Ausentes 
• CONTÍNUOS (obstruções nas VA por 
secreção, espasmos ou corpo estranho) 
 
o Sibilo 
i. Agudos 
(assobios/chiados) 
ii. Expiração e inspiração 
iii. Múltiplos e disseminados 
iv. Indica: 
1. Asma 
2. DPOC 
3. Bronquite 
4. Neoplasia 
5. Corpo estranho 
o Ronco 
i. Grave 
ii. Expiração 
iii. Intensidade muda após 
tosse/expectoração 
o Estridor 
i. Agudos e intensos 
ii. MAIS INTENSOS quando 
em respiração forçada 
iii. Ouvidos sem 
estetoscópio 
iv. Obstrução parcial da 
laringe ou traqueia 
v. Indica: 
1. Difteria 
2. Laringites agudas 
3. Câncer de laringe 
4. Estenose da 
traqueia 
5. Aspiração de corpo 
estranho 
o Atrito pleural (bem localizado 
em regiões axilares) 
 
o Sopro• DESCONTÍNUOS (não musicais; 
explosivos e curtos) 
o Estertor Crepitante/Finos (SOM 
DE VELCRO) 
i. Não altera com tosse 
ii. Final da inspiração 
iii. Curto 
iv. Audíveis nas bases 
pulmonares 
v. Indica: (VA fechadas por 
líquido/exsudato) 
1. Pneumonia 
2. Congestão 
3. Doença intersticial 
(GRASNIDO) 
o Estertor Grossos/Bolhosos 
i. Altera com a tosse 
ii. Som grave 
iii. Audível em todo tórax 
iv. Início da inspiração e 
durante toda a expiração 
v. Indica: (VA c/ secreções 
viscosas e espessas) 
1. Bronquite crônica 
2. Bronquiectasias 
• SONS VOCAIS 
o Normal = sons incompreensíveis 
o Pectoriloquia Afônica = voz 
sussurrada 
o Pectoriloquia Fônica = voz falada 
nítida 
o Broncofonia = aumento da 
ressonância vocal (voz sem 
nitidez) 
o Egofonia = característica nasalada 
e metálica 
• Localização:

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