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Elasticidades
A sensibilidade da procura e da 
oferta
Economia azul
• A elasticidade preço cruzada da procura mede
a variação percentual na quantidade
procurada de um bem resultante de uma
variação percentual unitária no preço de um
outro bem.
• É uma medida de quanto a quantidade
procurada do bem X responde a uma variação
no preço de outro bem Y.
Elasticidade preço cruzada da procura
• A elasticidade preço cruzada é calculada como
a variação percentual na quantidade
procurada do bem X em resposta a uma
variação percentual no preço do bem Y.
Cálculo da elasticidade preço cruzada da 
procura
YY
D
X
D
X
YX
PP
QQ
E
/
/
Y bem do preçonopercentualVariação
X bem doprocuradaquantidadenapercentualVariação
,


==
A elasticidade preço cruzada da procura pode
também ser calcula no arco e no ponto
Elasticidade no arco – mede a sensibilidade média
da quantidade procurada do bem X às variações do
preço do bem Y num dado intervalo da curva obtida
a partir da função [ ].
Cálculo da elasticidade preço cruzada da 
procura
)( Y
D
X PfQ =
X
Y
Y
X
YX
YY
D
X
D
X
YX
Q
P
P
Q
E
PP
QQ
E 


==


= ,, ou
/
/
Elasticidade no ponto – mede a sensibilidade da
quantidade procurada do bem X às variações do
preço do bem Y num ponto específico da curva
obtida a partir da função [ ].
Cálculo da elasticidade preço cruzada da 
procura
)( Y
D
X PfQ =
X
Y
Y
X
YX
YY
D
X
D
X
YX
Q
P
P
Q
E
PP
QQ
E 


==


= ,, ou
/
/
Nota: Para o cálculo da elasticidade preço cruzada
torna-se necessário conhecer a função .)( Y
D
X PfQ =
Se a elasticidade preço cruzada for positiva ( ), os
bens X e Y dizem-se substitutos.
Um aumento no preço do bem Y gera um aumento da procura
do bem X (alguns consumidores deixam de consumir o bem Y e
passam a consumir o bem X).
Se a elasticidade preço cruzada for negativa ( ), os
bens X e Y dizem-se complementares.
Um aumento no preço do bem Y gera uma diminuição da
procura do bem X (os dois bens são consumidos conjuntamente).
Bens substitutos e bens complementares
0, YXE
0, YXE
• A elasticidade rendimento da procura mede a
variação percentual na quantidade procurada de
um bem resultante de uma variação percentual
unitária no rendimento disponível dos
consumidores.
• É uma medida de quanto a quantidade
procurada do bem X responde a uma variação
no rendimento disponível.
Elasticidade rendimento da procura
• A elasticidade rendimento da procura é
calculada como a variação percentual na
quantidade procurada do bem X como
resposta a uma variação percentual unitária
no rendimento.
Cálculo da elasticidade rendimento da 
procura
RR
QQ
E
D
X
D
X
R
/
/
rendimentonopercentualVariação
procuradaquantidadenapercentualVariação


==
A elasticidade rendimento da procura pode ser
calculada no arco e no ponto
Elasticidade no arco – mede a sensibilidade média da
quantidade procurada de um bem às variações do
rendimento num dado intervalo da curva obtida a
partir da função [ ].
Cálculo da elasticidade rendimento da 
procura
)(RfQD
X =
X
X
R
D
X
D
X
R
Q
R
R
Q
E
RR
QQ
E 


==


= ou
/
/
Elasticidade no ponto – mede a sensibilidade da
quantidade procurada do bem X às variações do
rendimento num ponto específico da curva
obtida a partir da função [ ].
Nota: Para o cálculo da elasticidade rendimento torna-
se necessário conhecer a função .
Cálculo da elasticidade rendimento da 
procura
)(RfQD
X =
X
X
R
D
X
D
X
R
Q
R
R
Q
E
RR
QQ
E 


==


= ou
/
/
)(RfQD
X =
Se a elasticidade rendimento for positiva ( ),
o bem diz-se normal.
Um aumento no rendimento gera um aumento da
procura do bem.
Se a elasticidade rendimento for negativa ( ),
o bem diz-se inferior.
Um aumento no rendimento gera uma diminuição da
procura do bem X.
Bens normais e bens inferiores
0RE
0RE
• O consumo referente a bens essenciais ou bens de
primeira necessidade ( ) tende a ser inelástico
no que respeita à elasticidade rendimento.
Exemplos: alimentos básicos, combustíveis, vestuário e
serviços médicos.
• O consumo referente a bens de luxo ( ) tende a
ser elástico no que respeita à elasticidade rendimento.
Exemplos: viaturas desportivas, jóias, alimentos
gourmet.
Bens essenciais e bens de luxo
10  RE
1RE
Elasticidade preço direta da oferta
A elasticidade preço direta da oferta (ou, de forma
abreviada, elasticidade da oferta) mede a variação
percentual na quantidade oferecida resultante de uma
variação percentual unitária no preço.
É uma medida de quanto a quantidade oferecida de
um produto (bem ou serviço) responde a uma variação
no preço desse produto.
• A elasticidade da oferta é calculada como a
variação percentual na quantidade oferecida
em resposta à variação percentual no preço.
Cálculo da elasticidade preço direta da 
oferta
PP
QQ
E
SS
S
/
/
preçonopercentualVariação
oferecidaquantidadenapercentualVariação


==
• Duas maneiras diferentes de calcular a
elasticidade:
Elasticidade no arco – mede a sensibilidade da
quantidade oferecida às variações do preço num dado
intervalo da curva da oferta (entre dois pontos).
onde ∆Q designa a variação na quantidade oferecida; ∆P a
variação no preço; a quantidade média oferecida no intervalo
e o preço médio no intervalo.
Cálculo da elasticidade preço direta da oferta
Q
P
P
Q
E
PP
QQ
E S
SS
S 


==


= ou
/
/
Q
P
Elasticidade no ponto – mede a sensibilidade da
quantidade oferecida às variações do preço num
ponto específico da curva da oferta.
sendo a inclinação da curva da oferta.
Cálculo da elasticidade preço direta da 
oferta
Q
P
dE
Q
P
P
Q
E SS =


=
d
P
Q
=


Oferta perfeitamente inelástica ou rígida
• A quantidade oferecida não responde às
variações do preço.
• A elasticidade preço da oferta é nula.
Elasticidade e classificação da oferta
0=SE
Figure 9 - The Price Elasticity of Supply
(a) Perfectly Inelastic Supply: Elasticity Equals 0
$5
4
Supply
Quantity1000
1. An
increase
in price . . .
2. . . . leaves the quantity supplied unchanged.
Price
48
Oferta inelástica ou rígida
• A quantidade oferecida é pouco sensível às
variações do preço.
• A elasticidade preço da oferta é inferior a 1.
Elasticidade e classificação da oferta
10  SE
Figure 10 - The Price Elasticity of Supply
(b) Inelastic Supply: Elasticity Is Less Than 1
110
$5
100
4
Quantity0
1. A 22%
increase
in price . . .
Price
2. . . . leads to a 10% increase in quantity supplied.
Supply
50
Oferta unitária
• A quantidade oferecida varia na mesma
percentagem que a alteração do preço.
• A elasticidade preço da oferta é igual à
unidade.
Elasticidade e classificação da oferta
1=SE
Figure 11 - The Price Elasticity of Supply
(c) Unit Elastic Supply: Elasticity Equals 1
125
$5
100
4
Quantity0
Price
2. . . . leads to a 22% increase in quantity supplied.
1. A 22%
increase
in price . . .
Supply
52
Oferta elástica
• A quantidade oferecida é muito sensível a
variações no preço.
• A elasticidade preço da oferta é superior a 1.
Elasticidade e classificação da oferta
 SE1
Figure 12 - The Price Elasticity of Supply
(d) Elastic Supply: Elasticity Is Greater Than 1
Quantity0
Price
1. A 22%
increase
in price . . .
2. . . . leads to a 67% increase in quantity supplied.
4
100
$5
200
Supply
54
Oferta perfeitamente elástica
• A quantidade oferecida é muitíssimo sensível a
variações no preço.
• A elasticidade preço da oferta é igual a infinito
– as empresas estão dispostos a vender
qualquer quantidade do bem a um determinado
preço mas nada a um preço que seja inferior.
Elasticidade e classificação da oferta
=SE
Figure 13 - The Price Elasticity of Supply
(e) Perfectly Elastic Supply: Elasticity Equals Infinity
Quantity0
Price
$4 Supply
3. At a price below $4,
quantity supplied is zero.
2. At exactly $4,
producers will
supply any quantity.
1. At any price
above $4, quantity
supplied is infinite.
56
• Capacidadedos vendedores para alterar a
quantidade de bens que oferecem.
̶ Parcelas de terreno na 1ª linha de praia – oferta
inelástica.
̶ Bens manufaturados, livros – oferta elástica.
• Horizonte temporal.
̶ A oferta é mais elástica no longo prazo.
Determinantes da elasticidade da oferta
Elasticidades
A sensibilidade da procura e da 
oferta
Economia azul
Elasticidade no arco
Qd(x) = -5.Px + 3.Ps – 2.Pc + 4.Rd
Qd(x) - quantidade procurada do bem x 
Px o preço do bem
Ps o preço dos bens substitutos -10 €
Pc o preço dos bens complementares -12€
Rd o rendimento disponível – 50€ 
Px Qd(x) 
1
5
10
20
Se Px = 5
Ps Qd(x) Pc Qd(x) Rd Qd(x) 
5 6 25
10 12 50
15 18 75
20 24 100
Qd(x) = -5*Px + 3*Ps – 2*Pc + 4*Rd
Qd(x) - quantidade procurada do bem x 
Px o preço do bem
Ps o preço dos bens substitutos -10 €
Pc o preço dos bens complementares -12€
Rd o rendimento disponível – 50€ 
Px Qd(x) 
1 201
5 181
10 156
20 106
Se Px = 5
Ps Qd(x) Pc Qd(x) Rd Qd(x) 
5 166 6 193 25 81
10 181 12 181 50 181
15 196 18 169 75 281
20 211 24 157 100 381
Qd(x) = -5*Px + 3*Ps – 2*Pc + 4*Rd
Px Qd(x) 
1 201
5 181
10 156
20 106
Elasticidade da procura no arco
(5,10) (181,156)?
𝐸𝐷 =
∆𝑄𝐷/𝑄𝐷
∆𝑃/𝑃
=
(156−181)/168,5
5/7,5
=
−0,15
0,67
= 0,22
Procura inelástica
Qd(x) = -5*Px + 3*Ps – 2*Pc + 4*Rd
Se Px = 5
Ps Qd(x) Pc Qd(x) Rd Qd(x) 
5 166 6 187 25 81
10 181 12 169 50 181
15 196 18 151 75 281
20 211 24 133 100 381
Elasticidade procura rendimento no ponto (50, 181)?
𝐸𝐷 =
𝑑𝑄𝐷
𝑑𝑅
∗
𝑅
𝑄𝐷
= 4 ∗
50
181
= 1,1
Elasticidade no ponto
Qd(x) = -5*Px + 3*Ps – 2*Pc + 4*R
Se:
Px=10; Ps=5; Pc=4; R=75; => Qd(x) = 257
Elasticidade preço cruzada da procura
Exs no ponto Qd(x) =257, Ps=5:
Exs=
𝑑𝑄
𝑑
(𝑥)
𝑑𝑃
𝑠
×
𝑃
𝑠
𝑄
𝑑
(𝑥)
= 3*(5/257) = 0,058
Qd(x) = -5*Px + 3*Ps – 2*Pc + 4*R
Se:
Px=10; Ps=5; Pc=4; R=75; => Qd(x) = 257
Exc no ponto Qd(x) =257, Pc=4:
Exc=
𝑑𝑄
𝑑
(𝑥)
𝑑𝑃
𝑐
×
𝑃
𝑐
𝑄
𝑑
(𝑥)
=-2*(4/257) = -0,031
Elasticidade preço cruzada da procura
Qd(x) = -5*Px + 3*Ps – 2*Pc + 4*R
Se:
Px=10; Ps=5; Pc=4; R=75; => Qd(x) = 257
ER no ponto Qd(x) =257, R=75:
ER =
𝑑𝑄
𝑑
(𝑥)
𝑑𝑅
×
𝑅
𝑄
𝑑
(𝑥)
=4*(75/257) = 1,167
Elasticidade procura rendimento
Externalidades e bens públicos
Bens de acesso público e de uso
comum
Economia azul
• Os três principais recursos naturais são a terra, a água
e a atmosfera. Estes três grandes grupos de recursos
produzem uma variedade de bens e serviços úteis.
• Os recursos naturais e o ambiente podem mesmo ser
encarados, no seu conjunto, como um dos conjuntos de
factores de produção – em vez da classificação clássica
de terra, trabalho e capital, teremos recursos naturais,
trabalho e capital.
Introdução
• Como se forma o preço?
O preço é o resultado do equilíbrio da
oferta e da procura, num ambiente de
escassez.
Introdução
Se a oferta for ilimitada, se não houver escassez, o bem
não é económico, não tem um preço, porque as
pessoas não estão dispostas a pagar nada por ele.
• 1ª questão – os recursos naturais são
escassos?
• 2ª questão – o equilíbrio de mercado
está a considerar todos os custos e todos
os proveitos?
• 3ª questão – o estado deve intervir?
Introdução
• Relativamente à 1ª questão, é necessário que
as pessoas sintam a ameaça da degradação
dos recursos naturais, para que os possam
valorizar (e lhes possam dar um preço).
Os recursos naturais são escassos?
• No que diz respeito à 2ª questão, em
economia nós confiamos nos mercados, de
uma forma geral, para juntar a procura dos
consumidores com oferta dos produtores.
• O problema é que as questões com os
recursos naturais são muitas vezes exteriores
aos mercados, ou seja, no caso destes
recursos, o mercado falha.
O equilíbrio de mercado está a considerar todos 
os custos e todos os proveitos?
• Finalmente, quanto à 3ª questão, os economistas,
embora acreditem no poder do mercado -
quando um recurso se tornar muito escasso o seu
o preço subirá, de modo a levar o homem a
procurar alternativas, podendo desenvolver
novas tecnologias e aproveitar novos recursos -,
tendem a achar também que o governo deve
intervir, sendo a conjugação da intervenção do
governo com as forças de mercado que
determinará a sobrevivência ambiental.
O estado deve intervir?
• Os recursos naturais podem ser privados (por
exemplo a terra, ou as concessões de pesca da
Ria Formosa), podem ter características de
bens públicos, como por ex. o ar que
respiramos ou a biodiversidade, ou podem ter
características de bens comuns, como os
pesqueiros ou os baldios.
Recursos naturais
• Primeira distinção essencial:
– Recursos naturais apropriáveis
– Recursos naturais não apropriáveis.
Um recurso é apropriável quando as empresas ou os
consumidores podem captar a totalidade do seu valor
económico.
Recursos naturais
Ex. de recursos naturais apropriáveis
A terra, cuja fertilidade pode ser aproveitada pelos
agricultores, que depois vendem aquilo que lá
produziram, captando o seu valor económico – e a
terra tem mais valor se for mais fértil e de melhor
qualidade, o que se traduz no preço que o seu detentor
pode esperar receber por ela.
As jazidas minerais - o petróleo, ou o gás, que podem
ser vendidos no mercado.
Recursos naturais
Ex. de recursos naturais não apropriáveis
Os recursos não apropriáveis são os que são
livres para um indivíduo, mas têm custos para a
sociedade. No fundo, são os que podem
envolver externalidades, ou seja são aqueles em
que há uma utilização não compensada pelo
mercado, por exemplo os bens ambientais, os
serviços dos ecossistemas ou a paisagem.
Recursos naturais
• Segunda distinção essencial:
– Recursos naturais renováveis
– Recursos naturais não renováveis.
Um recurso é não renovável quando a sua oferta é, no
essencial, fixa, ou seja, mesmo quando se reconstitui,
esta reconstituição não é suficientemente rápida para
ser economicamente relevante. Em contrapartida, um
recurso será renovável quando é reconstituído
regularmente podendo, no caso de ser bem gerido,
proporcionar serviços úteis indefinidamente.
Recursos naturais
Ex. de recursos naturais não renováveis
Os combustíveis fósseis, o gás natural, as jazidas
de minerais.
Ex. de recursos renováveis
Energia solar, terrenos agrícolas, água dos rios,
pesqueiros
Recursos naturais
Para esta UC de Economia Azul, interessam-nos
particularmente as questões na fronteira entre
estes recursos naturais e o mercado.
Por isso, com esta percepção sobre recursos
naturais, vamos olhar para as falhas de mercado
e pensar na intersecção com os recursos
naturais.
Porque falha o 
mercado?
Tintin na América
Hergé, 1931
Porque falha o mercado?
O mercado funciona bem quando o preço reflete o
valor (custo de oportunidade). Mas quando alguns
custos ou benefícios não são totalmente
considerados pelo mercado, temos uma falha de
mercado.
As falhas de mercado são comuns no caso dos bens
e serviços ambientais (biodiversidade, limpeza do
oceano, etc., etc.). Nestes casos, o mercado falha
porque os recursos, e os serviços que eles
providenciam, estão muitas vezes fora do mercado,
não são trocados no mercado, e por isso é difícil
que o preço de mercado reflita o seu valor.
Falha de mercado
• Uma falha de mercado ocorre quando os
recursos não são distribuídos da maneira mais
eficiente (geralmente porque os agentes no
mercado têm conhecimento imperfeito).
• A falha de mercado é definida como a falta de
capacidade dos mercados para refletirem
totalmente o custo ou proveito social de um
determinado bem ou serviço (que pode ser
simplesmente o estado da natureza).
• Quando o mercado falha, somos ineficientes a
produzir ou ineficientes a distribuir.
• Não conseguimos determinar corretamente o
que produzir, ou como produzir ou, ainda, para
quem produzir.
• Se um mercado a funcionar livremente nos dá
demasiada quantidade de um determinado bem,
ou nos dá pouca quantidade de outro, estamos a
fazer uma distribuição errada dos nossos
recursos.
Falhas de mercado
Falhas demercado
• Principais causas de falhas de mercado:
✓Direitos de propriedade fracos ou mal definidos;
✓Externalidades;
✓Bens públicos e/ou de propriedade comum;
✓O poder de mercado;
Porque falha o mercado? 
DIREITOS DE PROPRIEDADE FRACOS OU MAL DEFINIDOS
Quando alguém compra um bem, este vem
geralmente com um conjunto de direitos de
propriedade, que têm as seguintes
características:
- São bem definidos
- Exclusivos
- Transferíveis
- São seguros e podem ser forçados
Imaginem que isto não acontece. Imaginem uma
sociedade em que o estado detém todos os
meios de transporte.
Qualquer pessoa
pode guiar qualquer
carro disponível, que
veja na rua, chegar
ao seu destino e
abandonar o carro
no estacionamento,
para ser usado por
outra pessoa.
Neste cenário, as pessoas
comprariam apenas o
combustível necessário para
as levar ao seu destino e só
fariam aos carros reparações
básicas indispensáveis, se é
que faziam alguma
reparação
Porque falha o mercado? 
DIREITOS DE PROPRIEDADE FRACOS OU MAL DEFINIDOS
Bens e 
serviços
Bens 
privados
Bens 
congestionáveis
Bens 
públicos
Bens de livre 
acesso e bens de 
propriedade 
comum
Bens semi-
públicos
Bens públicos 
puros
Há diferentes regimes de direitos de propriedade para diferentes 
tipos de bens e serviços
Porque falha o mercado? 
DIREITOS DE PROPRIEDADE FRACOS OU MAL DEFINIDOS
BENS PÚBLICOS
PUROS
Não exclusivos e não rivais Ninguém tem opção de não consumir
BENS DE ACESSO
LIVRE
Não exclusivos e rivais no 
consumo
Não transferíveis e não executáveis
BENS DE
PROPRIEDADE
COMUM
Exclusivos para um grupo de 
pessoas e rivais no consumo
Direito de uso pode ser transferível e o 
grupo pode forçar a execução através de 
sanções sociais
BENS
CONGESTIONÁVEIS
Não exclusivos e rivais ou não 
rivais no consumo
Podem ter características de bens 
privados ou bens públicos para diferentes 
níveis de consumo
BENS SEMI-PÚBLICOS Não rivais no consumo e não 
exclusivos, embora existam 
direitos de propriedade
O Detentor do bem/serviço não pode 
excluir outros do consumo, mas os 
consumidores podem escolher não
consumir. 
Porque falha o mercado? 
DIREITOS DE PROPRIEDADE FRACOS OU MAL DEFINIDOS
Bens públicos puros Biodiversidade, ar 
puro, oceano limpo
Bens de acesso livre Pesca, caça em regime 
livre
Bens de propriedade 
comum
Pesqueiros, prados 
comunitários
Bens congestionáveis Uma praia
Bens semi-públicos Televisão de sinal 
aberto, faróis
Porque falha o mercado? 
DIREITOS DE PROPRIEDADE FRACOS OU MAL DEFINIDOS
Porque falha o mercado? 
DIREITOS DE PROPRIEDADE FRACOS OU MAL DEFINIDOS
No caso dos bens ambientais, a não existência
de direitos de propriedade é fundamental:
Por exemplo, um
agricultor tem o
direito de impedir
alguém de poluir a
sua terra, mas não
pode impedir
ninguém de poluir o
rio que passa nessa
terra.
Além disso, pode
nem sequer ter o
direito legal de
receber uma
compensação do
poluidor.
O poluidor, que não suporta o custo da sua atividade
poluente, não tem incentivos económicos que o levem
a limitar a quantidade de poluição que produz,
especialmente sabendo que o agricultor não
possui direitos de propriedade sobre o rio.
Uma externalidade ocorre quando uma pessoa
ou uma empresa atuando num determinado
mercado afeta outra pessoa/empresa, externa a
esse mercado. As externalidades podem ser
positivas ou negativas.
Porque falha o mercado? 
EXTERNALIDADES
EXTERNALIDADE NEGATIVA
Porque falha o mercado? 
EXTERNALIDADES
Bill Waterson
EXTERNALIDADE POSITIVA
Porque falha o mercado? 
EXTERNALIDADES
Brian Crane
Causas de externalidades
• Interdependência entre os agentes económicos: a
atividade de um afeta a atividade do outro.
• Direitos de propriedade ausentes ou fracos: a parte
afetada não pode pedir uma compensação ou a
redução da externalidade.
• Custos de transação altos: o custo de negociar,
implementar ou forçar um acordo pode ser demasiado
alto.
Porque falha o mercado? 
EXTERNALIDADES
• Imaginem que vocês que têm uma aquacultura
ao pé de uma fábrica de pneus. Com o objectivo
de diminuir os custos, a fábrica deita fora os seus
resíduos sem tratamento adequado. Do ponto de
vista estritamente económico, sem considerações
morais ou éticas, e para os envolvidos na questão
dos pneus, isto é bom: para o produtor, porque
diminui os custos e para o consumidor, porque
poderá comprar pneus a um preço mais barato.
O custo da poluição
Mas a vossa aquacultura, que não está
envolvida nesta transação, porque não compra
pneus, sofre as consequências da poluição
causada por estes resíduos não tratados. Vocês
são exteriores ao mercado de pneus mas estão a
pagar alguns dos custos desta transação.
O custo da poluição
Esta externalidade negativa resulta portanto
num preço abaixo do que devia ser para os
pneus, o que certamente resultará numa maior
procura de pneus e num aumento da produção
(com mais poluição associada) e mais custos
para vocês – o mercado falha.
O custo da poluição
De volta às externalidades:
abordagem gráfica
Economia azul
SEMINÁRIOS
10/03: MARINAS: ÂNCORAS PARA O ORDENAMENTO DO TERRITÓRIO COSTEIRO (Dr.ª 
Ana Leote/Diretora da Marina de Vilamoura)
17/03: PESCAS - EVOLUÇÃO DA POLÍTICA DA PESCA NA UE E DESAFIOS PARA
A ESTRATÉGIA 2030 (Doutor Miguel Gaspar/IPMA)
24/03: CONSTRUÇÃO E REPARAÇÃO NAVAL – NOVOS MATERIAIS E NOVAS TECNOLOGIAS
(Engº Rui Roque/Nautiber)
31/03: AQUACULTURA
07/04: TURISMO COSTEIRO – PERSPETIVAS FUTURAS PARA O TURISMO COSTEIRO EM
PORTUGAL (Dr. Pedro Machado/SE Turismo)
21/04: DOCAPESCA – VALORIZAÇÃO DO PESCADO EM CONTEXTO DE PRESSÃO
AMBIENTAL CRESCENTE: O PAPEL DA MODERNIZAÇÃO DAS INFRAESTRUTURAS PORTUÁRIAS
E DA INOVAÇÃO NO SETOR (Engº Sérgio Faias / Docapesca)
28/04: PORTOS E TRANSPORTE MARÍTIMO- INOVAÇÃO, NOVAS TENDÊNCIAS E A
RELEVÂNCIA DA ECONOMIA CIRCULAR (Engº José Simão /APS)
A poluição é uma externalidade negativa que
resulta num preço abaixo do que devia ser, o
que certamente terá como consequência uma
maior procura e um aumento da produção (com
mais poluição associada) e mais custos para os
consumidores – o mercado falha.
O custo da poluição
Extração de hidrocarbonetos a partir 
de xisto betuminoso
Hidrocarbonetos Subprodutos da produção, 
poluentes.
O custo da poluição
Vamos pensar graficamente sobre isto. 
Imaginem que temos uma curva da procura de hidrocarbonetos e uma 
curva da oferta de hidrocarbonetos 
O custo da poluição
A curva da oferta
corresponde à curva do
custo marginal da
empresa. A empresa está
disposta a vender a
quantidade Y ao preço P,
porque o seu custo
marginal, para produzir a
quantidade Y, é P.
Vamos chamar-lhe custo
marginal privado.
Preço do fator
12 €/unidade
Preço do 
produto
2 €/unidade
X*Pf CT/Y D CT/D Y
Quantidade de 
fator (X)
Quantidade de 
produto (Y)
Custo 
total (CT)
Custo 
Médio
Custo 
marginal
1 12 12 1,00 -
2 30 24 0,80 0,67
3 44 36 0,82 0,86
4 54 48 0,89 1,20
5 62 60 0,97 1,50
6 68 72 1,06 2,00
7 72 84 1,17 3,00
8 74 96 1,30 6,00
Preço/custo
(€)
MCp
D
b
Quantidade (q)
q0
p0
O custo da poluição
Podemos agora considerar uma outra curva, que é a
curva do custo marginal social, uma vez que a sociedade
considera não apenas o custo direto da produção, mas
também o custo da poluição. O custo marginal social é
sempre superior ao custo marginal privado. Seria o
mesmo que dizer que a sociedade quer mais dinheiro
por cada unidade, porque tem mais custos – tem o custo
de produção mais o custo da poluição.
O custo da poluição
D = Curva da procura de hidrocarbonetos
MCp = Curva da oferta da empresa, que de facto
corresponde ao custo marginal privado de produzir
hidrocarbonetos
MSC = Custo marginal social (de facto, corresponde ao
custo marginal externo – o custo da externalidade – mais
o custo marginal privado).
O custo da poluição
Preço/custo
(€)
MCp
D
MSC
a
b
c
Quantidade (q)
q0q*
p0
p*
O custo da poluição
1 – O nível social ótimo de poluição (que é
proporcional à quantidade de
hidrocarbonetos produzida) não é zero.
power production) isn Portanto, pode não ser socialmente ótimo
ter uma poluição de zero.
2 – Quando não valorizamos a poluição, a produção, num mercado
perfeitamente competitivo resulta em mais poluição do que é
socialmente desejável.
3 – Se o custo da poluição for considerado, será produzida uma
menor quantidade de hidrocarbonetos e o seu preço será superior.
No entanto, este é o resultado socialmente eficiente.
O custo da poluição
O Poder de mercado também pode provocar ineficiência
e, por isso, uma falha do mercado.
Imaginem que estamos a falar de uma indústria de
produção de rochas ornamentais
Porque falha o mercado? 
PODER DE MERCADO
Podemos definir as seguintes variáveis:
D = Curva da procura de rochas ornamentais
MCp = Custo marginal privado de produzir rochas
ornamentais (que, na verdade, corresponde à curva da
oferta da empresa).
Porque falha o mercado? 
PODER DE MERCADO
Preço/Custo
(€)
MCp
D
Quantidade(q)
q*
p*
Porque falha o mercado? 
PODER DE MERCADO – MERCADO PERFEITAMENTE
COMPETITIVO
Preço/Custo
(€)
MCp
D
Quantidade(q)q*
p*
Porque falha o mercado? 
PODER DE MERCADO – MERCADO PERFEITAMENTE
COMPETITIVO
D
Quantidade(q)
Preço/Custo
(€)
P Q
3,0 2,5
3,0 3,5
3,0 4,5
3,0 5,5
3,0 6,5
P Q RT
(p*q)
Rm (=DRT)
3,0 2,5 7,5 = p
3,0 3,5 10,5 = 3,0
3,0 4,5 13,5 = 3,0
3,0 5,5 16,5 = 3,0
3,0 6,5 19,5 = 3,0
D
a
b
q1+1q1
p1
p2
Porque falha o mercado? 
PODER DE MERCADO – MONOPÓLIO
Preço/Custo
(€)
Quantidade(q)
D
a
b
q1+1q1
p1
p2
Porque falha o mercado? 
PODER DE MERCADO – MONOPÓLIO
Preço/Custo
(€)
Quantidade(q)
dp
Quando põe mais uma unidade no mercado:
Perde:
Passa a ganhar:
-
=
1
p2dp
q1
= -q1 x dp + p2 x 1
+
P Q
3,4 2,5
3,2 3,5
3,0 4,5
2,8 5,5
2,6 6,5
P Q RT
(p*q)
Rm (=DRT)
3,4 2,5 8,5 = -qi*dp+p*1
3,2 3,5 11,2
= -2,5*0,2+3,2*1=
2,7
3,0 4,5 13,5
= -3,5*0,2+3,0*1=
2,3
2,8 5,5 15,4
= -4,5*.0,2+2,8*1=
1,9
2,6 6,5 16,9
= -5,5*.0,2+2,6*1=
1,5
D
q
p
Porque falha o mercado? 
PODER DE MERCADO – MONOPÓLIO
Preço/Custo
(€)
Quantidade(q)
Rm
MCp
D
a
b
c
q*qm
pm
p*
RM
Porque falha o mercado? 
PODER DE MERCADO – MONOPÓLIO
Preço/Custo
(€)
Quantidade(q)
O Teorema de Coase; 
Taxas Pigouvianas e outras
alternativas
Há dois tipos de abordagens usadas para lidar com os
problemas de externalidades: a abordagem dos direitos
de propriedade (teorema de Coase) e políticas do
Estado.
Soluções para os problemas de poluição 
ambiental
Abordagem dos direitos de 
propriedade – Teorema de Coase
Possibilidade 
de 
negociação 
sem custos 
de transação
Direitos de 
propriedade 
bem 
definidos e 
garantidos
As externalidades ou 
ineficiências económicas 
podem, em certas 
circunstâncias, ser 
corrigidas e 
internalizadas pela 
negociação entre as 
partes, sem intervenção 
do regulador.
http://www.youtube.com/watch?v=PgMvGhj8KBY&featur
e=related
Abordagem dos direitos de 
propriedade – Teorema de Coase
http://www.youtube.com/watch?v=PgMvGhj8KBY&feature=related
A intervenção do Estado para controlar a poluição é feita,
normalmente, de uma de duas maneiras:
Instrumentos baseados no mercado (MBI)
Instrumentos de comando e controlo (CAC)
Os MBI podem ser taxas, subsídios, licenças
transacionáveis, depósitos e reembolso e classificação de
desempenho.
Políticas do Estado
Em 1920, Arthur Pigou argumentou que se deviam impôr
taxas aos poluentes. Uma vez que o custo social da
poluição é superior ao custo do poluidor (o que significa
que, de facto, os poluidores poupam dinheiro por
poluirem), o Estado devia impor uma taxa.
As taxas são baseadas no princípio do poluidor-pagador
e podemos encontrar pelo menos quatro tipos de taxas:
taxas de emissão, taxas no produto, taxas de utilização e
taxas administrativas.
Políticas do Estado – Taxas
Taxas sobre produtos produzidos com emissão de
poluentes. Exemplos deste tipo de taxas são a taxa sobre
produtos petrolíferos, que aumenta o preço da gasolina,
ou a taxa sobre os sacos de plástico.
Taxas no produto
Taxas pelo uso de um recurso ambiental. Em muitos casos,
estas taxas não estão relacionadas com o nível de poluição
mas visam cobrir parte do custo do abate.
Taxas de utilização
Políticas do Estado – Taxas
Taxas de utilizaçãoaaa
In “Público”, 10 de setembro de 2018
Europa lança taxas sobre
navios para tirar lixo do fundo
do mar
Políticas do Estado – Taxas
Estes são um tipo de taxas de serviço que o governo
impõe para financiar a implementação ou monitorização
de uma lei/regulamento.
Taxas administrativas
Estas são taxas cobradas pelo governo por cada unidade
de poluente emitida. As empresas pagarão um total igual
à taxa x quantidade de poluição emitida.
Taxas de emissão
Políticas do Estado – Taxas
Políticas do Estado – Taxas
Preço dos 
Pneus (€)
2.00
Quantidade de pneus
1. Uma taxa aumenta os
custos de produção, 
pelo que reduz a 
quantidade oferecida, a 
cada preço
Novo equilíbrio
2. ...resultando
num aumento
do preço
1.50
3. ...e numa diminuição
da quantidade vendida.
Equilíbrio
Inicial
S1
S2
As taxas Pigouvianas (particularmente as taxas de
emissão) criam mais eficiência na economia porque
oferecem às empresas um incentivo para reduzir a
poluição. De facto, induzem as empresas a adotar
soluções custo-efetivas para os seus problemas de
poluição.
Pros e Contras
Políticas do Estado – Taxas
Pros e Contras
Políticas do Estado – Taxas
Pode ser difícil fixar o nível da taxa, devido a incerteza
quando à oferta e procura.
As empresas podem transferir a taxa, ou pelo menos
uma parte da taxa, para os consumidores. Como é uma
taxa fixa, os consumidores com rendimentos mais baixos
pagarão uma maior percentagem dos seus rendimentos
e serão portanto mais afetados.
€/t Quantidade 
procurada (t)
Quantidade 
Oferecida (t)
30 130,0 5,0
60 100,0 46,0
90 77,5 77,5
120 57,5 100,0
150 40,0 115,0
180 30,0 122,5
Baseando-se nas seguintes curvas da oferta e da
procura, explique, com recurso ao gráfico da oferta e
procura, o que aconteceria se o governo aplicasse
administrativamente um imposto de 30 €/ton sobre a
oferta deste produto.
€/t €/t após o imposto Quantidade 
Oferecida (t)
30 60 5,0
60 90 46,0
90 120 77,5
120 150 100,0
150 180 115,0
180 210 122,5
Tal como tínhamos visto antes, o que este imposto
provoca é uma deslocação da curva da oferta. Para
oferecer determinada quantidade, os produtores
têm agora que receber mais.
0
50
100
150
200
250
0 20 40 60 80 100 120 140
Procura
Oferta
Oferta após
imposto
P (€/t)
Q (t)
Neste caso, o impacto económico final do imposto, será
repartida em 56,7% pelos consumidores e 43,3% pelos
produtores.
Preço de equilíbrio original: 90 €/t Quantidade transacionada: 77,5 t
Após o imposto , a quantidade procurada diminuiria, haveria 
excesso de oferta, e o preço aumentaria, no mercado, até se 
atingir um novo equilíbrio.
Neste exemplo, o novo preço de equilíbrio é 107€/t, ao qual 
são transacionadas 66,5 t.
Os consumidores pagam agora mais 17€/t do que antes.
E quanto recebem os produtores? Os produtores recebem 107-
30, ou seja, 77€/t, o que significa que recebem menos 13€ do 
que antes.
A valorização dos serviços 
ecossistémicos
Serviços ecossistémicos
• O que é que são serviços ecossistémicos?
• Quais são as questões de medição particulares
que têm que se ter em conta na valorização ?
Questões relevantes:
Serviços ecossistémicos
• Benefícios que as pessoas obtêm de determinado
ecossistema:
“condições e processos através dos quais os
ecossistemas naturais e as espécies que deles fazem
parte sustentam e completam a vida humana”
Benefícios
- Bens
- Serviços
- Benefícios
culturais
Serviços
ecossistémicos
Bens – por exemplo,
produtos obtidos a partir dos
ecossistemas, como as
produções agrícolas, a água
ou o material genético.
Serviços – por exemplo, benefícios obtidos a partir
de serviços recreativos (pesca, caça) ou turismo
(passeios pedestres), ou funções de regulação
ecológica, como a purificação da água, a regulação
climática ou o controlo da erosão.Benefícios culturais – por
exemplo a herança cultural
proporcionada por alguns
ecossistemas.
Desafio fundamental
Estrutura dos 
sistemas 
naturais
Funções dos 
sistemas 
naturais
Benefícios 
obtidos para o 
Homem 
Valores
subsequentes 
Sermos capazes de dar uma descrição explícita dos 
serviços ecossistémicos
Dadas as diferenças nos serviços ecossistémicos
proporcionados, a dificuldade de valorização é
também diferente: os bens são, de uma forma
geral, mais fáceis de valorizar, porque são muitas
vezes trocados no mercado, as funções-chave
dos ecossistemas – as funções de regulação e de
habitat – são, por natureza, bastante difíceis de
valorizar.
Serviços ecossistémicos
O caminho para a avaliação
Funções do ecossistemas
Processos e 
componentes
Serviços do ecosistema
(beneficíos)
Regulação climática
Influência do coberto vegetal 
e dos processos biológicos
Manutenção dos padrões de 
temperatura e precipitação
Retenção do solo Papel das raízes e do biota do solo 
na estrutura do solo
Manutenção da terra arável
Prevenção das perdas por erosão e 
assoreamento
Ecossistemas = ativos da humanidade = bens e
serviços de que a humanidade dispõe
O desafio da valorização
Ecossistemas
Fluxo de bens e serviços produzidos pelo ecossistema
t=0 t=∞
Fonte: Hanley, N. & Barbier, E. (2009) Princing Nature – Cost-Benefit Analysis and Environmental Policy. Edward Elgar Publishing Limited, Cheltenham, UK.
Fonte: Hanley, N. & Barbier, E. (2009) Princing Nature – Cost-Benefit Analysis and Environmental Policy. Edward Elgar Publishing Limited, Cheltenham, UK.
Fonte: Hanley, N. & Barbier, E. (2009) Princing Nature – Cost-Benefit Analysis and Environmental Policy. Edward Elgar Publishing Limited, Cheltenham, UK.
Fonte: Hanley, N. & Barbier, E. (2009) Princing Nature – Cost-Benefit Analysis and Environmental Policy. Edward Elgar Publishing Limited, Cheltenham, UK.
PRIMEIRA 
QUESTÃO 
RELEVANTE:
SERÁ QUE
CONHECEMOS MBT? 
Fonte: Hanley, N. & Barbier, E. (2009) Princing Nature – Cost-Benefit Analysis and Environmental Policy. Edward Elgar Publishing Limited, Cheltenham, UK.
SEGUNDA 
QUESTÃO 
RELEVANTE:
SERÁ QUE MBT ESTÁ
CERTO? 
Fonte: Hanley, N. & Barbier, E. (2009) Princing Nature – Cost-Benefit Analysis and Environmental Policy. Edward Elgar Publishing Limited, Cheltenham, UK.
Métodos de valorização
Tipos de valor económico
Valor direto (bens 
usados diretamente: 
madeira, água)
Valores indiretos: 
serviços (reciclagem
de resíduos ou
regulação hídrica)
Valor 
de uso Valor de existência
(valor intrínseco de 
alguns recursos e da 
paisagem: valor 
estético, património
cultural) 
Valor de opção (bens e 
serviços para uso
futuro: património
genético)
Valor 
de não-
uso
Três tipos de métodos de valorização
• Modelos de preferência revelada
• Modelos de preferência expressa
• Combinação destes dois
Modelos de preferência revelada
Utilizam o comportamento dos indivíduos em
mercados reais ou simulados para inferir o valor 
de um bem ou serviço ambiental
O valor de uma área natural pode ser
inferido pelos gastos em que os
viajantes incorrem para viajar para
essa área.
Modelos de preferência revelada
SÃO MÉTODOS INDIRETOS
Exemplos:
Método do custo de viagem (travel cost 
method)
Método dos preços hedónicos (hedonic price 
method)
Métodos de custos (ou gastos)
Métodos de transferência de benefícios
Método do custo de viagem
- O custo de viajar para visitar um parque, ou outro sítio
de recreio reflete o valor que uma pessoa dá a esse
sítio.
- As pessoas reagirão a um agravamento no custo de
entrada para lugar recreativo como reagiriam a um
aumento no custo de viajar para esse lugar.
Fazendo aos visitantes perguntas sobre o sítio de onde eles vêm e os
custos suportados para chegar ao sítio a visitar, e relacionar essas
informações com o número de visitas / ano, é possível gerar uma curva
de procura para esse sítio específico.
Método do custo de viagem
https://www.youtube.com/watch?v=UbrrAzhU
MyE&list=PLBfu1mD9hk64fFwG0R4hXvwFCSK3
OBx-Z
https://www.youtube.com/watch?v=UbrrAzhUMyE&list=PLBfu1mD9hk64fFwG0R4hXvwFCSK3OBx-Z
Método do preço hedónico
- Identificamos as qualidade que agregam valor ao
preço de um determinado bem;
- Calculamos a fração desse valor que está
relacionada com bens e serviços ambientais;
- O cálculo é feito eliminando os valores que
correspondem aos outros atributos (questões
estruturais, socioeconómicas, etc.);
- O valor a que chegarmos corresponde à
disposição a pagar (WTP) por alterações nos
atributos que correspondem aos bens e serviços
ambientais.
Método do preço hedónico
- Este método é particularmente usado para
estimar o valor de propriedades.
https://www.youtube.com/watch?v=KBJ6bulHJmY
https://www.youtube.com/watch?v=KBJ6bulHJmY
Modelos de preferência expressa
Calculam valor de um bem ou serviço ambiental
através de respostas diretas; estes métodos são
bastante flexíveis e podem ser aplicados a uma
enorme variedade de bens e serviços
ambientais.
O mais comum é perguntar às pessoas
quanto estariam dispostas a pagar
para usar ou preservar um 
determinado bem ou serviço.
Modelos de preferência expressa
SÃO MÉTODOS DIRETOS
Exemplo:
Método da avaliação contingente
Método da avaliação contingente
- Este método usa questionários para valorizar
os bens e serviços ambientais.
A palavra contingente sugere que a avaliação
está sujeita à hipotética simulação de um
mercado para o bem em causa.
Método da avaliação contingente
Procedimento:
• Estabelecer o mercado hipotético
• Escolher a alternativa de pagamento (p.e., devemos 
propor um imposto sobre o rendimento, um imposto 
sobre a propriedade, um pagamento para entrar no 
espaço, etc.) 
• Estimar um valor médio
• Estimar as curvas de disposição a pagar (WTP), para 
estimar os valores agregados. 
Método de avaliação contingente
https://www.youtube.com/watch?v=__xzmIG4L
8s
https://www.youtube.com/watch?v=__xzmIG4L8s
Links úteis:
INE (base de dados): https://www.ine.pt/xportal/xmain?xpid=INE&xpgid=ine_base_dados&contexto=bd&selTab=tab2
PORDATA: https://www.pordata.pt/
INE (glossário): https://smi.ine.pt/Conceito?clear=True
https://www.ine.pt/xportal/xmain?xpid=INE&xpgid=ine_base_dados&contexto=bd&selTab=tab2
https://www.pordata.pt/
https://smi.ine.pt/Conceito?clear=True
UC - FACTORES SOCIOECONÓMICOS DAS ZONAS COSTEIRAS
A ZEE COM MAIOR ÁREA PERTENCE AOS ESTADOS UNIDOS, OCUPANDO UM ESPAÇO EQUIVALENTE A 137 X 
PORTUGAL CONTINENTAL. SEGUE-SE A FRANÇA, AUSTRÁLIA, FEDERAÇÃO RUSSA, NOVA ZELÂNDIA E REINO 
UNIDO.
UC - FACTORES SOCIOECONÓMICOS DAS ZONAS COSTEIRAS
UC - FACTORES SOCIOECONÓMICOS DAS ZONAS COSTEIRAS
UC - FACTORES SOCIOECONÓMICOS DAS ZONAS COSTEIRAS
O conceito de Cluster foi introduzido pelo economista Michel Porter em 1990, no seu livro Competitive
Advantages of Nations ('As vantagens competitivas das nações').
Porter define Clusters como “concentrações geográficas de empresas interligadas, fornecedores especializados 
de produtos e serviços, empresas em setores afins e entidades que lhe estão associadas - universidades, 
entidades públicas, associações empresariais - em áreas específicas que concorrem, mas que também cooperam 
entre si”.
A política de clusters é um instrumento muito importante no estímulo ao processo de inovação, de 
internacionalização de empresas e cadeias de valor. Porter refere que os clusters têm o potencial de melhorar a 
competitividade industrial de três formas diferentes: i) Incrementando a produtividade das empresas ligadas ao 
cluster; ii) Aportando inovação; iii) Estimulando a criação de novas empresas.
Nos últimos anos, são muitos os estudos efetuados a nível internacional sobre a relevância das políticas de 
clusterização no que se refere ao aumento da competitividade da economia de um país ou de uma região. Autores 
como Paul Krugman ou Michael Porter têm estudado as vantagens da localização geográfica e da cooperação para a 
competitividade de uma região ou país. Emmuitos desses estudos são referidos contributos como o aumento da 
produtividade das empresas, a facilitação do acesso das empresas ao mercado, o estímulo à inovação e ao 
desenvolvimento tecnológico, a promoção do empreendedorismo de base tecnológica, entre outros.
Cluster Map Diagram
Designed by PoweredTemplate
Information
Text
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Text
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Text
Text
Tex
t
Text
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UC - FACTORES SOCIOECONÓMICOS DAS ZONAS COSTEIRAS
INE_Conta Satélite do Mar
Modelo do Cluster do Mar no Algarve (situação de partida e de chegada)
Fonte: Elaboração própria.
OUTROS
SECTORES
ECONÓMICOS
REGIONAIS
PORTOS, 
LOGÍSTICA 
E TRANSPORTE
MARÍTIMO
CONSTRUÇÃO /
REPARAÇÃO
NAVAL
TURISMO 
NÁUTICO E 
NÁUTICA DE
RECREIO
PESCAS
(aquicultura e 
indústria
transformadora) 
CLUSTER do
MAR no
ALGARVESistemas 
de 
Incentivos
Conhecimento
disponível
Fontes 
de 
KISA
Clientes
F
o
rn
e
c
e
d
o
re
s
Distri
buid
ore
s
E
x
p
e
d
id
o
re
s
Concorrentes
Condições 
naturais
Marca
“Algarve”OUTROS
SECTORES
ECONÓMICOS
REGIONAIS
PORTOS, 
LOGÍSTICA 
E TRANSPORTE
MARÍTIMO
CONSTRUÇÃO /
REPARAÇÃO
NAVAL
TURISMO 
NÁUTICO E 
NÁUTICA DE
RECREIO
PESCAS
(aquicultura e 
indústria
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CLUSTER do
MAR no
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de 
Incentivos
Conhecimento
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Fontes 
de 
KISA
OUTROS
SECTORES
ECONÓMICOS
REGIONAIS
PORTOS, 
LOGÍSTICA 
E TRANSPORTE
MARÍTIMO
CONSTRUÇÃO /
REPARAÇÃO
NAVAL
TURISMO 
NÁUTICO E 
NÁUTICA DE
RECREIO
PESCAS
(aquicultura e 
indústria
transformadora) 
CLUSTER do
MAR no
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de 
Incentivos
Conhecimento
disponível
Fontes 
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Clientes
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s
Concorrentes
Condições 
naturais
Marca
“Algarve”
.FORNECEDORES
.EXPEDIDORES (DA PRODUÇÃO)
.DISTRIBUIDORES
.CONCORRENTES 
.CLIENTES 
ENTIDADES DO 
SISTEMA CIENTÍFICO 
E TECNOLÓGICO 
REGIONAL
ENTIDADES DO 
SISTEMA DE 
EDUCAÇÃO E 
FORMAÇÃO REGIONAL
Aglomeração 
Geográfica
Infra-estruturas 
e Equipamentos
Know-how
disponível nos 
Centros de 
Investigação 
Regionais
Condições Naturais
/ Ambiente 
Marca 
"Mar do Algarve" 
Pescas (inc. Aquicultura 
e Transformação / 
Comercialização 
de Pescado)
Turismo Náutico e 
Náutica de Recreio
Construção e 
Reparação 
Naval
Sectores de actividade principais
Sectores de actividade complementares
Factores distintivos regionais
Portos, Logística 
e Transporte 
Marítimo
C
om
ercializa
ção 
de 
E
quipam
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N
áutico
Pat
rim
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hi
st
óric
o-c
ul
tu
ra
l
lig
ad
o 
ao
 M
ar
ADMINISTRAÇÃO LOCAL
E CENTRAL 
Exploração 
de 
recursos 
offshore
Provas de Doutoramento de João Pedro Valadas da Silva Monteiro
O Cluster do Mar no Algarve: Contributos para uma Visão Estratégica das Pescas e da Aquicultura
Universidade de Évora, 5 de Junho de 2012

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