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DIREITO PENAL ESPECIAL E LEGISLAÇÃO EXTRAVAGANTE1 
PROF. ALEX RIBEIRO CABRAL 
 
AULA 09 - ESTUPRO 
 
1. CRIMES CONTRA A LIBERDADE SEXUAL 
 
O título VI da parte especial do Código Penal traz os crimes contra a 
dignidade sexual. 
 
O capítulo I do referido título, por sua vez, apresenta as primeiras espécies 
do gênero de crime contra a dignidade sexual, quais sejam os crimes contra a liberdade 
sexual, os quais atingem a liberdade de escolha da vítima em relação a: a) quem deseja como 
parceiro sexual; b) momento do ato sexual; c) atos sexuais que deseja praticar. 
 
Logo, haverá estupro quando a vítima é constrangida, mediante violência ou 
grave ameaça, a: i) ter relações sexuais ou a praticar atos libidinosos diversos da conjunção 
carnal com pessoa que não deseja; ii) quando a vítima tem parceiro sexual, mas é obrigada 
a ter relações em momento indesejado; iii) bem como nas situações em que a vítima assente 
com a relação sexual, mas não com a prática de certo ato, sendo obrigada a fazê-lo. 
 
Importante frisar que tais afrontas à liberdade sexual podem se dar mediante 
violência ou grave ameaça, hipótese em que ficará configurado o crime de estupro (art. 213, 
CP), como exemplificado acima ou podem ocorrer sem violência e grave ameaça, situação 
a partir da qual restará configurada a violação sexual mediante fraude (art. 215, CP). 
 
 
 
1 Elaborado com base, precipuamente, nas obras: I. SANCHES, Rogerio. Manual de Direito Penal: Volume 
Único. II. ROQUE, Fabio. Direito Penal Didático. III. GONÇALVEZ, Victor Eduardo Rios. Direito Penal 
Esquematizado: Parte Especial. IV. GRECO, Rogério. Código Penal Comentado; V. CAPEZ, Fernando. Curso 
de Direito Penal; VI. DA COSTA, Álvaro Mayrink. Direito Penal: Parte Especial. 
 
2 
 
2. BREVE HISTÓRICO 
 
Quando da edição do Código Penal de 1940, o estupro era considerado crime 
de ação penal de iniciativa privada, o que gerava situação de enorme injustiça, pois a vítima 
(mulher) dependia da contratação de advogado para ajuizar ação em face do agente, isso 
numa época em que o acesso da mulher à própria independência financeira era menor, o 
número de profissionais do direito também era menor e cuja contratação exigia dispêndio 
de quantias consideráveis, proporcionalmente maiores do que as praticadas atualmente. 
 
A vítima também poderia se socorrer da Defensoria Pública, mas se 
atualmente tal órgão ainda sofre com o assoberbamento de trabalho, o que dizer de décadas 
passadas, na quais a atuação da Defensoria era muito restrita e não chegava a grande maioria 
das cidades brasileiras? 
 
Como resultado dessa grave falha legislativa, pode-se dizer que muitos crimes 
de estupro, por décadas, passavam impunes por nossa sociedade. 
 
Na década de 60, o STF, objetivando corrigir a falha do legislador, aprovou 
a Súmula 608, que estabelecia: "No crime de estupro, praticado mediante violência 
real, a ação penal é pública incondicionada". 
 
A partir de então, os crimes de estupro com violência física (real) passaram a 
ser considerados de ação penal pública incondicionada, permanecendo como de ação penal 
de iniciativa privada aqueles cometidos mediante grave ameaça. 
 
Após, houve alteração legislativa para prever outras exceções à iniciativa 
privada da ação, como aquelas nas quais a vítima provasse não ter condições de arcar com 
as despesas do processo ou se o crime fosse praticado com abuso do pátrio poder, ocasiões 
nas quais o estupro passava a ser de ação penal pública incondicionada. 
 
Fato é que a partir da Lei 12.015/2009, o legislador passou a prever que os 
crimes contra a liberdade sexual seriam de ação penal pública condicionada à representação. 
3 
 
 
E, finalmente, com o advento da Lei 13.718/2018 todos os crimes contra a 
liberdade sexual passaram a ser de ação penal pública incondicionada. 
 
3. PREVISÃO LEGAL 
Estupro 
Art. 213. Constranger alguém, mediante 
violência ou grave ameaça, a ter conjunção carnal ou a 
praticar ou permitir que com ele se pratique outro ato 
libidinoso: (Redação dada pela Lei nº 12.015, de 2009) 
Pena - reclusão, de 6 (seis) a 10 (dez) 
anos. (Redação dada pela Lei nº 12.015, de 2009) 
§ 1o Se da conduta resulta lesão corporal de 
natureza grave ou se a vítima é menor de 18 (dezoito) ou 
maior de 14 (catorze) anos: (Incluído pela Lei nº 12.015, 
de 2009) 
Pena - reclusão, de 8 (oito) a 12 (doze) 
anos. (Incluído pela Lei nº 12.015, de 2009) 
§ 2o Se da conduta resulta morte: (Incluído 
pela Lei nº 12.015, de 2009) 
Pena - reclusão, de 12 (doze) a 30 (trinta) 
anos (Incluído pela Lei nº 12.015, de 2009) 
 
4. OBJETO JURÍDICO TUTELADO 
 
O bem jurídico protegido é liberdade sexual da vítima, no aspecto da escolha 
do parceiro sexual, do momento do ato e de qual ato deseja praticar. 
 
5. SUJEITOS ATIVO E PASSIVO 
 
Ativo: qualquer pessoa. 
 
https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2007-2010/2009/Lei/L12015.htm#art2
https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2007-2010/2009/Lei/L12015.htm#art2
https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2007-2010/2009/Lei/L12015.htm#art2
https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2007-2010/2009/Lei/L12015.htm#art2
https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2007-2010/2009/Lei/L12015.htm#art2
https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2007-2010/2009/Lei/L12015.htm#art2
https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2007-2010/2009/Lei/L12015.htm#art2
https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2007-2010/2009/Lei/L12015.htm#art2
4 
 
Na redação do artigo 213 ANTES1 da entrada em vigor da Lei 12.015/2009, 
o crime de estupro somente podia ser praticado por homem contra a mulher, pois o tipo 
penal exigia constrangimento mediante violência ou grave ameaça contra a mulher para a 
prática de conjunção carnal (penetração do pênis na vagina), estando outros atos libidinosos 
enquadrados no então vigente art. 2142. 
 
Atualmente, como o tipo penal prevê a conjunção carnal ou outro ato 
libidinoso forçado como próprios do crime de estupro, qualquer pessoa pode ser sujeito 
ativo e sujeito passivo do crime. 
 
Passivo: qualquer pessoa, desde que maior de 14 anos e não vulnerável. Caso 
menor de 14 e/ou vulnerável, será sujeito passivo de crime do artigo 217-A do CP (estupro 
de vulnerável – pena de 8 a 15 anos). 
 
Exemplos: homem que ameaça mulher com arma de fogo, obrigando-a a 
prática de conjunção carnal ou a prática de sexo oral. 
 
De igual modo, também ocorre o crime se o agente obriga a vítima a realizar 
ato libidinoso no agente ou obriga a vítima a permitir que o ato libidinoso seja nela 
praticado, o que torna evidente que tanto homem quanto mulher podem ser sujeitos ativos 
e passivos do crime. 
 
6. TIPO OBJETIVO E MEIOS DE EXECUÇÃO 
 
6.1 Constrangimento Mediante Violência ou Grave Ameaça 
 
 
1 Art. 213 antes da Lei 12.015/2019: Constranger mulher à conjunção carnal, mediante violência ou grave 
ameaça: 
 
Pena: reclusão, de seis a dez anos. 
 
2 Art. 214 - Constranger alguém, mediante violência ou grave ameaça, a praticar ou permitir que com ele 
se pratique ato libidinoso diverso da conjunção carnal: 
 
Pena: reclusão, de seis a dez anos. 
 
5 
 
Constranger equivale a submeter, obrigar a vítima à prática do ato. 
 
A violência mencionada pelo artigo é a violência física, também chamada de 
real, exigindo o uso de agressão ou força física para forçar a vítima a realizar a conjunção 
carnal ou outro ato libidinoso. Ex.: amarrar a vítima, aplicar-lhe golpes, derrubar a vítima e 
sobre ela se deitar. 
 
A grave ameaça corresponde à promessa de mal grave e injusto a ser causado 
na própria vítima ou em terceiro. Ex: ameaça de morte contra a vítima ou contra ente 
querido desta, caso a vítima não realize o ato sexual com o agente. A ameaça não será 
necessariamente relacionada à prática de um ilícito, mas sim a qualquer conduta que venha 
a gerar temor da vítima em que um mal lhe ocorra.6.2 Conjunção Carnal ou outro Ato Libidinoso 
 
A conjunção carnal prevista no tipo penal equivale, tão somente, à introdução 
do pênis na vagina. 
 
Antes da Lei 12.015/2009, conviviam em nosso ordenamento os artigos 213 
e 214 do Código Penal, sendo que o artigo 214 (atentado violento ao pudor) equivalia ao 
constrangimento da vítima (homem ou mulher) à prática de ato libidinoso diverso da 
conjunção carnal, mediante violência ou grave ameaça. 
 
A partir da Lei 12.015/2009, o artigo 214 foi revogado, passando a sua 
redação a ser incorporada pelo artigo 213. 
 
Eis exemplos de outros atos libidinosos forçados pelo agente em detrimento 
da vítima: prática de sexo oral da vítima no agente ou vice-versa, sexo anal, beijo lascivo 
(segundo jurisprudência do STJ). 
 
6 
 
Atenção: o STJ também tem considerado que pode ocorrer o estupro na 
ausência de contato físico, situação na qual o agente, por exemplo, constrangeria a vítima a 
praticar masturbação. Tal crime pode se dar, inclusive, por meios virtuais. 
 
Doutrina minoritária defende que o ato libidinoso deve ser proporcional à 
conjunção carnal, a fim de que se configure o crime de estupro. Caso não o seja, deveria a 
conduta ser enquadrada como importunação sexual, previsto pelo artigo 215-A, do CP: 
 
Art. 215-A. Praticar contra alguém e sem a sua anuência ato libidinoso com o objetivo de 
satisfazer a própria lascívia ou a de terceiro: (Incluído pela Lei nº 13.718, de 2018) 
Pena - reclusão, de 1 (um) a 5 (cinco) anos, se o ato não constitui crime mais grave. 
(Incluído pela Lei nº 13.718, de 2018) 
 
A jurisprudência posiciona-se em sentido contrário ao entendimento da 
doutrina minoritária. 
 
Importante observar, inclusive, que no tocante ao estupro de vulnerável 
menor de 14 anos, o STJ tem assim decidido: 
 
Informativo 740. Presente o dolo específico de satisfazer à lascívia, própria ou de terceiro, 
a prática de ato libidinoso com menor de 14 anos configura o crime de estupro de vulnerável (art. 217-A 
do CP), independentemente da ligeireza ou da superficialidade da conduta, não sendo possível a 
desclassificação para o delito de importunação sexual. 
 
O STF tem seguido a mesma linha de raciocínio. 
 
7. ELEMENTO SUBJETIVO: DOLO 
 
O elemento subjetivo é o dolo, não exigindo o tipo penal que o agente tenha 
a intenção específica de satisfazer a própria libido/lascívia/desejo sexual. Tanto inexiste o 
dolo específico que há casos de estupro corretivo, na qual o ato sexual é forçado como 
mera forma de punição à vítima ou como ato de humilhação (art. 226, IV, b, Código Penal). 
https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2015-2018/2018/Lei/L13718.htm#art1
https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2015-2018/2018/Lei/L13718.htm#art1
7 
 
 
 
8. CONSUMAÇÃO E TENTATIVA 
 
O crime se consuma com a concretização do ato libidinoso ou, na 
modalidade conjunção carnal, com a penetração do pênis na vagina, ainda que de forma 
parcial. 
 
Caso o ato ou a conjunção não ocorram por motivo diverso da vontade do 
agente, teremos a forma tentada do crime. Ex.: agente armado que ameaça a vítima para 
que tire a roupa, mas que ao avançar sobre a vítima recebe golpe desta e cai desmaiado. 
 
A tentativa já estará demonstrada com a violência ou grave ameaça realizadas 
para que o ato sexual se realize, não sendo necessário o início do ato sexual. 
 
9. CONJUNÇÃO CARNAL E ATO LIBIDINOSO DIVERSO CONTRA A 
MESMA VÍTIMA NO MESMO CONTEXTO FÁTICO 
 
Há dúvida doutrinária sobre a existência de crime único ou de mais de um 
crime de estupro em continuidade delitiva na situação em que o agente constrange a vítima 
mulher à prática de conjunção carnal e, no mesmo contexto fático, realiza outros atos 
libidinosos forçados. 
 
Haveria crime único ou crimes de estupro continuados? 
 
Quando ainda era vigente o artigo 214 do CP, entendia-se que tal situação 
deveria ser interpretada como concurso material de crimes, havendo estupro (conjunção 
carnal) + atentado violento ao pudor (atos libidinosos diversos da conjunção carnal). 
 
Atualmente, o posicionamento jurisprudencial do STJ é o da existência de 
crime único, pois as condutas antes previstas em dois crimes (arts. 213 e 214) hoje 
compõem um único tipo penal e, desde que praticadas no mesmo contexto fático-temporal, 
8 
 
não podem ser consideradas continuadas, até mesmo porque trata-se de tipo penal misto 
alternativo. 
 
A pluralidade de atos, no entanto, pode ser utilizada pelo juiz para o aumento 
da pena-base na primeira fase de fixação da pena, haja vista as circunstâncias através das 
quais o crime foi praticado, segundo o previsto no artigo 59 do CP.3 
 
O STF, todavia, tem um julgado, relativamente recente sobre o tema (HC 
100.181/RS - 2019), considerando a existência de concurso material de crimes de estupro 
quando ocorre sexo vaginal e sexo anal. 
 
10. ESTUPRO X VIOLÊNCIA SEXUAL MEDIANTE FRAUDE 
 
Não se pode confundir o crime de estupro com o de violência sexual 
mediante fraude, pois no segundo a vítima assente de livre e espontânea vontade para o ato 
sexual, tendo sido, todavia, alvo de fraude praticada pelo agente (ex.: gêmeo idêntico que 
se passa pelo irmão para praticar ato sexual com a namorada deste) ou tem sua liberdade 
de manifestação dificultada pelo agente (ex.: médico que se aproveita de exame ginecológico 
para passar o pênis na vítima sem que esta perceba, pois tem a visão encoberta por um 
lençol). 
 
3 Art. 59 - O juiz, atendendo à culpabilidade, aos antecedentes, à conduta social, à personalidade do 
agente, aos motivos, às circunstâncias e conseqüências do crime, bem como ao comportamento da 
vítima, estabelecerá, conforme seja necessário e suficiente para reprovação e prevenção do crime: 
(Redação dada pela Lei nº 7.209, de 11.7.1984) 
I - as penas aplicáveis dentre as cominadas;(Redação dada pela Lei nº 7.209, de 11.7.1984) 
II - a quantidade de pena aplicável, dentro dos limites previstos;(Redação dada pela Lei nº 7.209, de 
11.7.1984) 
III - o regime inicial de cumprimento da pena privativa de liberdade;(Redação dada pela Lei nº 7.209, de 
11.7.1984) 
IV - a substituição da pena privativa da liberdade aplicada, por outra espécie de pena, se cabível. (Redação 
dada pela Lei nº 7.209, de 11.7.1984) 
 
 
https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/LEIS/1980-1988/L7209.htm#art59
https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/LEIS/1980-1988/L7209.htm#art59
https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/LEIS/1980-1988/L7209.htm#art59
https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/LEIS/1980-1988/L7209.htm#art59
https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/LEIS/1980-1988/L7209.htm#art59
https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/LEIS/1980-1988/L7209.htm#art59
https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/LEIS/1980-1988/L7209.htm#art59
https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/LEIS/1980-1988/L7209.htm#art59
9 
 
 
11. ESTUPRO X ESTUPRO DE VULNERÁVEL 
 
No crime de estupro de vulnerável, previsto pelo artigo 217-A, caput e §1º, 
subtende-se uma vulnerabilidade na vítima que a torna incapaz de resistir ou de se opor 
deliberadamente à prática do ato sexual, razão pela qual o legislador sequer previu o 
constrangimento da vítima, mediante violência ou grave ameaça, para a prática do ato 
sexual, bastando ter conjunção carnal ou praticar outro ato libidinoso com a vítima 
vulnerável para que o crime se configure: 
 
Art. 217-A. Ter conjunção carnal ou praticar outro 
ato libidinoso com menor de 14 (catorze) anos: (Incluído 
pela Lei nº 12.015, de 2009) 
 
Pena - reclusão, de 8 (oito) a 15 (quinze) anos. 
(Incluído pela Lei nº 12.015, de 2009) 
 
§ 1o Incorre na mesma pena quem pratica as 
ações descritas no caput com alguém que, por enfermidade 
ou deficiência mental, não tem o necessário discernimento 
para a prática do ato, ou que, por qualquer outra causa, não 
pode oferecer resistência. (Incluído pela Lei nº 12.015, de 
2009) 
 
§ 2o (VETADO) (Incluído pela Lei nº 12.015, de 
2009) 
§ 3o Se da condutahttps://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2015-2018/2018/Lei/L13718.htm#art1
https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2015-2018/2018/Lei/L13718.htm#art1
https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2015-2018/2018/Lei/L13718.htm#art1
https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2007-2010/2009/Lei/L12015.htm#art3
https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2007-2010/2009/Msg/VEP-640-09.htm
https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2007-2010/2009/Lei/L12015.htm#art3
https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2007-2010/2009/Lei/L12015.htm#art3
https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2007-2010/2009/Msg/VEP-640-09.htm
https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2007-2010/2009/Lei/L12015.htm#art3
https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2007-2010/2009/Lei/L12015.htm#art3
https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2015-2018/2018/Lei/L13718.htm#art1
https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2015-2018/2018/Lei/L13718.htm#art1
14 
 
 
15. AÇÃO PENAL 
 
Todos os crimes contra a dignidade sexual são de ação penal pública 
incondicionada. Anteriormente, tais crimes eram de ação penal pública condicionada à 
representação, exceto se a vítima fosse vulnerável. 
 
Mas a partir da Lei 13.718/2018 o artigo 225 ganhou a seguinte redação: 
 
Art. 225. Nos crimes definidos nos Capítulos I e II deste Título, procede-se mediante 
ação penal pública incondicionada. 
 
16. LEI DE CRIMES HEDIONDOS 
 
Por fim, cabe lembrar que o estupro nas formas simples e qualificadas (art. 
213, caput e §§1º e 2º), bem como o estupro de vulnerável, nas formas simples e qualificadas 
(art. 217-A, caput e §§§1º, 3º e 4º) são considerados crimes hediondos, vide artigo 1º, incisos 
V e VI, da Lei 8.072/90.https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2015-2018/2018/Lei/L13718.htm#art1
https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2015-2018/2018/Lei/L13718.htm#art1
https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2015-2018/2018/Lei/L13718.htm#art1
https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2007-2010/2009/Lei/L12015.htm#art3
https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2007-2010/2009/Msg/VEP-640-09.htm
https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2007-2010/2009/Lei/L12015.htm#art3
https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2007-2010/2009/Lei/L12015.htm#art3
https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2007-2010/2009/Msg/VEP-640-09.htm
https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2007-2010/2009/Lei/L12015.htm#art3
https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2007-2010/2009/Lei/L12015.htm#art3
https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2015-2018/2018/Lei/L13718.htm#art1
https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2015-2018/2018/Lei/L13718.htm#art1
14 
 
 
15. AÇÃO PENAL 
 
Todos os crimes contra a dignidade sexual são de ação penal pública 
incondicionada. Anteriormente, tais crimes eram de ação penal pública condicionada à 
representação, exceto se a vítima fosse vulnerável. 
 
Mas a partir da Lei 13.718/2018 o artigo 225 ganhou a seguinte redação: 
 
Art. 225. Nos crimes definidos nos Capítulos I e II deste Título, procede-se mediante 
ação penal pública incondicionada. 
 
16. LEI DE CRIMES HEDIONDOS 
 
Por fim, cabe lembrar que o estupro nas formas simples e qualificadas (art. 
213, caput e §§1º e 2º), bem como o estupro de vulnerável, nas formas simples e qualificadas 
(art. 217-A, caput e §§§1º, 3º e 4º) são considerados crimes hediondos, vide artigo 1º, incisos 
V e VI, da Lei 8.072/90.

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