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UNIVERSIDADE PITÁGORAS UNOPAR ANHANGUERA BACHARELADO EM ENFERMAGEM VIOLÊNCIA OBSTÉTRICA E SUAS IMPLICAÇÕES NA SAÚDE PÚBLICA: Desafios e Estratégias de Enfrentamento DISCENTE: Valquíria da Silva Silva ORIENTADOR: Gabriel Itaparica de Oliveira CASTANHAL – PA 2025 1. INTRODUÇÃO AUTOR 1 NUNES et al., 2020 O parto é um momento significante na vida das mulheres, o nascimento de um filho agrega experiências importantes. Entretanto para um número considerável de mulheres essas lembranças são marcadas por situações de violência no trabalho de parto, parto e puerpério. AUTOR 2 CARVALHO et al., 2019 A violência obstétrica é definida como qualquer ato ou omissão profissional que leva a apropriação indevida dos processos corporais e reprodutivos das mulheres, sendo realizados sem a necessidade ou consentimento. AUTOR 3 MPSC, 2019 Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), o termo refere-se à “apropriação do corpo da mulher e dos processos reprodutivos por profissionais de saúde, na forma de um tratamento desumanizado, medicação abusiva ou patologização dos processos naturais, reduzindo a autonomia da paciente e a capacidade de tomar suas próprias decisões livremente sobre seu corpo e sua sexualidade. 1. INTRODUÇÃO Assim este trabalho de pesquisa visa disseminar informações para os profissionais da enfermagem buscando promover a conscientização para a necessidade de humanizar os procedimentos realizados durante o parto. 1.1 PROBLEMA A importância do tema violência obstétrica, esclarecer as mulheres sobre os tipos de violência obstétrica, a busca pela melhoria na assistência ao parto Qual a importância do profissional de Enfermagem no combate a violência obstétrica? 2. JUSTIFICATIVA Número expressivo de mulheres tem sido vítimas da violência obstétrica a falta de sensibilidade e às ações não humanizadas ocorridas durante o trabalho de parto, causando transtornos e negligenciando os direitos fundamentais tanto da parturiente quanto do bebê. Profissionais que atuam diretamente no acompanhamento da mulher no período gestacional. 2. JUSTIFICATIVA O agente que atua para a promoção de saúde e prevenção de qualquer tipo de violência é o enfermeiro, pois acompanha a gestante desde o pré-natal até o pós-parto. A finalidade deste é demonstrar que o parto é um momento único na vida de uma mulher e nesse momento entende-se a importância de um enfermeiro 3. OBJETIVOS 3.1 OBJETIVO GERAL Evidenciar como o profissional de enfermagem pode ajudar no combate a violência obstétrica. 3.2 OBJETIVO ESPECÍFICOS 1. Identificar as principais formas de violência obstétrica; 2. Relatar as prováveis consequências deixadas nas parturientes vítimas de violência obstétrica; 3. Explanar a atuação do enfermeiro desde o pré-natal até o puerpério. 4. FUNDAMENTAÇÃO TEÓRICA 4.1 HISTÓRICO DA VIOLÊNCIA OBSTÉTRICA O termo “violência obstétrica” reúne várias formas de violência e danos causados pelo profissional de saúde durante a assistência no pré-natal, parto, puerpério e abortamento A violência obstétrica é um fenômeno que vem acontecendo há algumas décadas na América Latina. Outro fator que implica para a ocorrência da violência obstétrica é falta de preparo profissional e institucional, sendo que tipos muito comuns são: ofensa verbal e psicológica, expropriação do corpo feminino, privação de acompanhantes, não fornecimento de informações banalização da dor e a falta de privacidade. Diante disso, percebe-se a necessidade urgente de ações educativas direcionadas aos profissionais da saúde, a fim de garantir os cuidados adequados antes, durante e após o parto. 4. FUNDAMENTAÇÃO TEÓRICA 4.2 CONSEQUÊNCIAS DEIXADAS NAS PARTURIENTES VÍTIMAS DE VIOLÊNCIA OBSTÉTRICA Fatores considerados grandes contribuintes para o excesso de cesarianas no Brasil a solidão da mulher sem acompanhante no parto, as interferências na fisiologia do trabalho de parto que aumentam o seu desconforto, a falta de privacidade e o controle profissional e institucional sobre o processo do parto. Parte física, moral, psíquica, verbal e sexual. A partir disso, tende a se intensificar, a sensação de inferioridade, medo e insegurança, por meio da humilhação praticada por profissionais de saúde, em decorrência disso criam e reforçam os sentimentos de incapacidade, inadequação e impotência da mulher e de seu físico. 4. FUNDAMENTAÇÃO TEÓRICA 4.2 CONSEQUÊNCIAS DEIXADAS NAS PARTURIENTES VÍTIMAS DE VIOLÊNCIA OBSTÉTRICA A OMS defende que “todas as mulheres têm direito ao mais alto padrão de saúde possível, incluindo o direito a uma assistência digna e respeitosa durante toda a gravidez e parto, assim como o direito de estar livre da violência e discriminação”. A violência obstétrica ocorre durante o parto e o pós-parto, quando a mulher está vulnerável, sem condições de se defender ou mesmo interromper a violência sofrida, acreditarem que o parto é um processo doloroso faz com que elas não percebam quando são submetidas a experiências ruins, naturalizando e mantendo essa prática presente. 4. FUNDAMENTAÇÃO TEÓRICA 4.3 ASSISTÊNCIA DE ENFERMAGEM EM COMBATE À VIOLÊNCIA OBSTÉTRICA Em 1990, o Ministério da Saúde (MS) investiu na qualificação e formação do(a)s enfermeiro(a)s obstétrico(a)s, determinando normas para criação de cursos de Especialização em Enfermagem Obstétrica e a iniciativa foi fortalecida com a criação de políticas nacionais de atenção à saúde da mulher. Outra forma para auxiliar no combate à violência obstétrica, está em compreender a gestante como um todo, ou seja, aprimorar a atenção ao binômio mãe-bebê. Durante as consultas do pré-natal, os profissionais da área da saúde, devem analisar o perfil clínico e psicológico da gestante, para desmistificar dúvidas e o medo do desconhecido que permeia o período gravídico puerperal. 4. FUNDAMENTAÇÃO TEÓRICA 4.3 ASSISTÊNCIA DE ENFERMAGEM EM COMBATE À VIOLÊNCIA OBSTÉTRICA O enfermeiro tem importante papel nos programas de educação em saúde e durante o pré-natal, no pós-parto e o processo de adaptação da puérpera. 5. METODOLOGIA Para análise do conteúdo, foi usada a propostas por Bardin (2011), sendo elas, a pré-análise, exploração do material e o tratamento dos resultados. Tratar-se-á de uma pesquisa de revisão da literatura com abordagem integrativa, todo o material relevante que é escrito sobre um tema: livros, artigos de periódicos, artigos de jornais, registros históricos, relatórios governamentais, teses e dissertações e outros tipos Na primeira etapa, realizada a separação e organização dos materiais. A segunda etapa corresponderá à exploração do material. A última etapa será constituída pela interpretação dos dados obtidos 5. METODOLOGIA CRITÉRIOS DE INCLUSÃO Artigos datados com o ano de 2019 e mais recentes Artigos com que entre os autores citados existem um denominador comum na prevalência pelo tema escolhido CRITÉRIOS DE EXCLUSÃO Artigos antigos datados com o ano de 2018 e mais antigos e sem relevância ao tema escolhido 6. CRONOGRAMA REFERÊNCIAS 1. BARROS, J. A. S. F.; SILVA, S. E. H. L; FARIAS, T. A. F. ATUAÇÃO DO ENFERMEIRO NO PRÉ-NATAL. RECIMA - Revista Científica Multidisciplinar - ISSN 2675-6218, 1(1), e211976, 2021. Disponivel em https://doi.org/10.47820/recima21.v1i1.976. 2. BARDIN, L. Análise de Conteúdo. 1. ed., 3. reimp. – São Paulo: Edições 70, 2011. 3. CARVALHO, Isaiane. Rosineide Santana Brito. Formas de violência obstétricas vivenciadas por mães que tiveram parto normal. Rio Grande do Norte-RN, 2019. Disponível em: https://dx.doi.org/10.6018/eglobal.16.3.250481. 4. GARCÍA, Diarios; Zoe Diaz e Marlen Acosta (2023). El nacimiento en Cuba: análisis de la experiencia del parto medicalizado desde una perspectiva antropológica. Revista Cubana de Salud Pública, 39(4), 718-732. Disponível em: http://dx.doi.org/10.1590/ S1413-81232012000700029. 5. LANSKY, Sônia.Kleyde Ventura de Souza, et al. LANSKY, Sônia.Kleyde Ventura de Souza, et al. Violência obstétrica: Influência da exposição sentidos do nascer navivência das gestantes-2019. Disponível em: Disponívelem:http://www.scielo.br/scielo.phpscript=sci_arttextπd=S141381232019008028 11〈=pt. 6. MARQUES, Gabriela. Diego Zapelini do Nascimento. Alternativas que contribuem para a redução da violência obstétrica. Disponívelem:http://www.scielo.br/scielo.phpscript=sci_arttextπd=S141381320190012047 43〈=p. 7. MARTINS, Fabiana. Bruno de Oliveira Silva et al (2019). Violência obstétrica: Uma expressão nova para um problema histórico. Rev. Saúde em Foco. Disponível em: https://portal.unisepe.com.br/unifia/wpcontent/uploads/sites/10001/2019/03/034_VIOL%C3%8ANCIAOBST%C3%89TRICA -Uma-express%C3%A3o-nova-para-um-problema-hist%C3%B3rico.pdf. 8. MATOS, Marina. Andrea Seixas Magalhães, et.al. Violência obstétrica e trauma no parto: O relato das mães. Disponível em: http://www.scielo.br/scielo.phpscript=sci_arttextπd=S141498932021000100110〈=pt 9. MENEZES, Fabiana. Gabriela Maciel dos Reis, et.al. O olhar de residentes em Enfermagem obstétrica para o contexto da violência obstétrica nas instituições-2020. Disponível em: http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttextπd=S1414328320200001002 04〈=pt.) 10. MENEZES, J. C. Violência obstétrica: mais um exemplo de violação aos direitos das mulheres. 2020. 54 f. Monografia (Graduação) – Universidade Federal da Paraíba. Departamento de Ciências Jurídicas, Santa Rita, 2020. 11. MPSC, LEI 13431/2017.Ministério Público de Santa Catarina , 2019. Disponívelem:https://saudenacomunidade.files.wordpress.com/2014/05/relatorio_pre_semestral_r red_ cegonha_ouvidoria-sus_que-deu-a-notc3adcia-de-64-porcento-semacompanhantes.pd. 12. NUNES, G.F.O; MELO, D.E.B; ESPÍNOLA, M.M.M; MATOS, K.K.C; VIANA, L.S.S. Violência obstétrica na visão de mulheres no parto e puerpério. Perspectivas Online: Biológicas & Saúde, v.10, n.35, p.12-29, 2020. Disponivel em: file:///C:/Users/PC/Downloads/2086-Texto%20do%20artigo-9412-4-10-20210224.pdf. 13. SENS,Thalita.Ana Maria Nunes de Faria Stamm. A percepção dos médicos sobre as dimensões da violência obstétrica e/ou institucional. Disponível em: http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttextπd=S0103- 21002020000100473〈=pt. 14. SOUZA, A. C. A. T.; et al. Violência obstétrica: uma revisão integrativa. Revista de enfermagem - UERJ, Rio de Janeiro, 2019; Disponível em: DOI: http://dx.doi.org/10.12957/reuerj.2019.45746. 15. TELLES, Marta. O que é depressão. Primeiros passos-258.Recife: 2022 16. TEMPESTA, Giovana.Ruhana Luciano de França. Nomeando o inominável. A problematização da violência obstétrica e o delineamento de uma pedagogia reprodutiva contra-hegemônica. Disponível em: https://doi.org/10.1590/S0104- 71832021000300009. image1.png image2.png image3.png