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AULA 4 
SITES DE ALTA PERFORMANCE 
Profª Maura Oliveira Martins 
 
 
2 
INTRODUÇÃO 
Nas aulas anteriores, descobrimos por que é tão importante, na hora de 
gerenciar um site ou uma estratégia para redes sociais, garantir que ele seja bem 
posicionado dentro do Google. Estudamos, portanto, como funciona a lógica do 
SEO. Nesta aula, faremos um aprofundamento maior nas técnicas e nas 
ferramentas que auxiliam o trabalho de quem busca este objetivo: estar nas 
primeiras páginas da página de resultados do Google. 
TEMA 1 – PRINCIPAIS FATORES PARA RANQUEAMENTO DE UM SITE 
Ao chegar até aqui, já temos uma série de conhecimentos acerca de como 
funcionam os algoritmos do Google (o chamado Google Bot), e por isso já temos 
a clara noção de que o buscador não “adivinha” nada: tudo o que o Google sabe 
é, na verdade, resultado de muita tecnologia avançada. Sendo, portanto, fruto de 
ferramentas tecnológicas, é possível assegurar que nós também podemos 
aprender essas técnicas e tentar usá-las em prol de nossa meta, que é conseguir 
ranquear bem um site que estamos criando e/ou coordenando. 
Antes disso, precisamos esclarecer alguns fatores: 
• Os algoritmos do Google não são estanques, ou seja, eles estão sempre 
mudando; 
• Nem sempre todas essas mudanças são comunicadas abertamente para 
os usuários; 
• Novamente, ressaltamos que SEO não é fórmula, mas sim técnica, 
planejamento, execução, monitoramento e readequação da rota quando 
necessário. Por isso, toda a estratégia que for aplicada precisa estar 
sempre sendo observada. 
Vejamos, novamente, alguns dos principais fatores1 que poderão levar a 
um ranqueamento bom (ou seja, nas primeiras posições de resultados) dentro do 
Google: 
• Idade do domínio do site – quanto mais antigo, maiores as chances de 
ser ranqueado; 
 
1 Lembramos aqui que o Google tem mais de 200 algoritmos diferentes, por isso é muito difícil 
controlar todos, sem contar que eles são frequentemente alterados. É possível fazer um bom 
trabalho de SEO adequando um site aos principais fatores. 
 
 
3 
• Histórico do domínio – um domínio que muda com muita frequência ou 
que costuma “cair” (sair do ar) tende a ser penalizado pelo Google; 
• Localização do domínio – a geolocalização é importante: o Google tende 
a considerar que um domínio finalizado em .br será relevante para os 
usuários no Brasil2; 
• Palavras-chave no site – uso adequado de palavras-chave dentro do site. 
Neste ponto, cabe uma recomendação: é sempre recomendado que a 
palavra-chave, quando possível, apareça na própria URL. Por exemplo: 
uma loja que vende cerveja e que tenha como domínio cervejaboa.com.br 
terá muito mais chances de ranqueamento do que uma que tenha como 
domínio, por exemplo, barfulano.com.br; 
• Qualidade do conteúdo – é claro que falar de qualidade de conteúdo 
sempre beira a subjetividade. No entanto, há alguns fatores controláveis 
que determinam essa qualidade. Segundo Hines (2020), conteúdo de 
qualidade é o que resolve um problema específico do usuário; é tudo aquilo 
que consegue ser relevante para ele; tem ritmo e linguagem adequada; 
respeita as normas gramaticais; traz links de referência; é visualmente 
agradável; é mobile friendly (ou seja, funciona bem em aparelhos mobile, 
como celulares); 
• Tamanho do conteúdo – novamente, entramos na subjetividade, pois o 
que significa qualidade de tamanho do conteúdo? Os especialistas 
recomendam bom senso: é muito difícil que um texto muito curto, por 
exemplo, aborde com profundidade um assunto; 
• Priorizar a esquerda – na hora de escrever títulos, domínio, legendas, etc., 
é importante sempre priorizar que as palavras-chave apareçam mais à 
esquerda. Um exemplo, voltando à loja de cerveja citada acima: um título 
de um texto que fosse “Cervejas artesanais: um guia completo” tem mais 
valor para SEO do que “Saiba tudo sobre cervejas artesanais” por causa 
da posição das palavras-chave “cervejas artesanais”; 
• Título interno – esse é o título que aparece quando estamos dentro do 
site. Deve ser provocativo e, sempre que possível, conter palavras-chave; 
• SEO title – título que aparecerá para os usuários nos mecanismos de 
busca. Ele é colocado internamente (no Wordpress, por exemplo, ele é 
 
2 Tal fator precisa ser especialmente considerado no caso de sites que pretendem se 
internacionalizar. 
 
 
4 
colocado no próprio template do publicador) e pode ser diferente do título 
público (que aparece direto no navegador). Algumas orientações: esse 
título deve ter no máximo 60 caracteres; a palavra-chave, se possível, deve 
aparecer à esquerda; deve ser conciso e objetivo; 
• URL amigáveis – sempre ajustar as URLs de forma que elas se tornem 
legíveis tanto para o Google quanto para os usuários. Vejamos um 
exemplo: se tivéssemos um site chamado Resenhas de livro, e esse site 
fizesse uma resenha do livro Harry Potter e a Pedra Filosofal, uma URL 
amigável seria resenhadelivros.com/resenha-harry-potter-e-a-pedra-
filosofal-j-k-rowling/, enquanto uma URL não amigável seria algo como 
resenhadelivros.com/textodafulana; 
• Tempo de permanência na página – quanto mais tempo um usuário ficar 
dentro de um site, melhor ele será visto pelo Google. Por isso, recomenda-
se sempre mapear quais são os elementos que fazem uma pessoa ficar 
pouco ou muito tempo navegando em uma página. Alguns fatores: a página 
ser lenta; o conteúdo ser ruim; a navegabilidade ser inapropriada, etc. 
• Velocidade do site – a velocidade do carregamento de um site é um fator 
importante no ranqueamento: páginas muito pesadas costumam ser 
penalizadas; 
• Mobile friendly – o Google irá priorizar sites que têm boa usabilidade no 
mobile (os dispositivos móveis, como celulares e tablets)3; 
• Links quebrados – excesso de links quebrados (erro 404) pode levar o 
Google a rebaixar uma página; 
• Qualidade gramatical – textos mal escritos, com erros ortográficos, de 
sintaxe ou pontuação tendem a desvalorizar as páginas perante o Google4; 
• Conteúdo duplicado – páginas que replicam conteúdos de outras 
páginas, o que pode configurar plágio, tendem a ser penalizadas; 
• Conteúdos multimídia – páginas que usam diferentes linguagens (como 
imagens, vídeos, GIFs, infográficos, além de textos) têm mais chance de 
serem indexadas; 
 
3 Há, inclusive, uma indexação do Google chamada mobile-first index, que prioriza a qualidade do 
carregamento no mobile como fator primordial. Saiba mais em: 
. 
4 Ressalta-se aqui a importância de que tudo que seja postado profissionalmente na internet seja 
revisado por alguém com bastante domínio da língua. 
 
 
5 
• Atualização – o Google usa algoritmos que valorizam o “frescor” dos 
conteúdos postados. Sites que não costumam ser atualizados tendem a 
cair no ranqueamento;5 
• Intenção da busca – o Google tem mecanismos inteligentes que 
conseguem identificar com razoável precisão a intenção do usuário quando 
procura um assunto. Por exemplo: quem digita “academia” no Google 
geralmente está buscando a localização de academias na sua região, e o 
buscador consegue identificar isso. Neste caso, conteúdos que usam a 
palavra-chave “academia” ou “ginástica” e atendem a essa necessidade de 
localização costumam ser valorizados pelo Google; 
• Reputação – se os usuários falarem “mal” de um site ou de uma marca em 
seus canais, ou em páginas específicas de reclamação, é possível que o 
Google o puna. Este fator é chamado de Quality Rate Guidelines6; 
• TrustRank – fator de ranqueamento que classifica determinado site de 
acordo com o grau de confiabilidade afiançado por “votos”, ou seja, quais 
são os outros sites que o indexam também. Isso quer dizer que quanto mais 
um site for referenciado por outros sites importantes, melhor o algoritmo 
TrustRank irá categorizar o site original; 
• Taxa de rejeição – analisa a quantidade de pessoas que apenas entra em 
um sitee não permanece muito tempo dentro dele, geralmente 
permanecendo em apenas uma página. Isso indica que provavelmente o 
site em questão não foi útil aos usuários, e por isso o Google tende a 
ranqueá-lo mal. 
Saiba mais 
No artigo Google’s 200 ranking factors: the complete list, de 2021, você 
encontra uma boa abordagem sobre o que sabemos desses fatores de 
ranqueamento. Acesso o artigo em: . (em inglês). 
 
 
5 Para saber mais, acesse: . 
6 Saiba mais sobre o Quality Rate Guidelines aqui: 
. 
 
 
6 
TEMA 2 – PRINCIPAIS FERRAMENTAS PARA APLICAÇÃO DE SEO 
Ao longo do percurso percorrido até aqui, já pudemos compreender que o 
SEO tem mais a ver com planejamento, estratégia e execução do que, 
necessariamente, o domínio avançado de tecnologias específicas. Como 
tentamos deixar claro, trata-se de um conhecimento humano, por isso estratégico, 
para poder tirar proveito de dispositivos geridos por máquinas (no caso, os robôs 
presentes no Google). 
Isso não quer dizer que qualquer pessoa que trabalhe com isso não poderá 
fazer bom uso de ferramentas que o auxiliarão neste trabalho. Nesta parte do 
curso, abordamos com mais detalhes alguns desses aparatos que serão aliados 
na execução de um plano de SEO: 
• Google Analytics – essa é a ferramenta mais básica, pois é a ofertada 
pelo próprio Google. Ao usá-la, o usuário consegue mapear informações 
importantes sobre o tráfego em um site, como: número total de visitantes; 
quantos visitantes entraram no site mais de uma vez; de onde os usuários 
vieram (sites de busca, sites específicos, etc.); redes sociais que estão 
tendo mais acesso; taxa de rejeição; horários e dias em que há mais 
acesso, etc. Disponível em: . 
• Ubersuggest – ferramenta que auxilia sobretudo na análise das melhores 
palavras-chave para se explorar numa estratégia de SEO. Também 
possibilita fazer uma análise dos backlinks, os links recebidos e concedidos 
a páginas “vizinhas” dentro de um site. Disponível em: 
. 
• SEMRush – auxilia na identificação de termos que costumam ser 
associados a uma pesquisa, o volume (quantidade de vezes) que uma 
palavra-chave é acessada e o custo por clique (que é o valor cobrado por 
cada clique naquele “leilão” feito no Google Ads). Disponível em: 
. 
• Google Search Console – parecida com o Google Analytics, mas com foco 
maior na experiência do usuário. Traz dados que esclarecem o que pode 
estar atrapalhando o tráfego orgânico – ou seja, as pessoas que chegam 
espontaneamente no site. Disponível em: 
. 
 
 
7 
• Google Trends – ferramenta gratuita do Google que identifica tendências 
de busca relacionadas a determinadas palavras-chave. É uma plataforma 
extremamente útil para auxiliar a identificar mercados e comportamento do 
consumidor. Disponível em: 
. 
• Answer the public – essa é uma ferramenta bem útil para identificar a 
intenção de uma busca. A partir dela, é possível verificar quais perguntas 
os usuários mais colocam no Google quando buscam certo assunto. Veja 
na Figura 1 um exemplo que mostra as perguntas feitas no Brasil com a 
palavra-chave “ensino”. 
• Google Keyword Planner – é também um planejador de palavras-chave, 
mas criado pelo próprio Google. A ferramenta sugere as melhores palavras-
chave para se usar num anúncio. Disponível em: 
. 
• PageSpeed Insights – ferramenta do Google que auxilia a analisar como 
é o desempenho de uma página tanto em mobile (dispositivos móveis, 
como celulares) como desktop (dispositivos fixos, como computadores). 
Disponível em: 
. 
 
 
 
 
8 
Figura 1 – Resultado da palavra-chave "ensino" com a ferramenta Answer The 
Public 
 
Fonte: Answer the public. 
TEMA 3 – FUNCIONAMENTO DAS PALAVRAS-CHAVE 
O quesito “palavras-chave” talvez seja o elemento crucial para começar a 
realizar um planejamento bem-sucedido de SEO. Caso você ainda tenha dúvidas 
sobre o que são essas palavras-chave, esclarecemos: são aquelas palavras 
digitadas na caixa de busca do Google ou de outros buscadores. Ou seja, as 
palavras-chave são o começo de toda pesquisa que fazemos. 
Sendo assim, fica claro que entender como elas funcionam é o primeiro 
passo para saber como trabalhar com um site de uma maneira tática, sempre 
buscando formas para fazer com que mais usuários cheguem até ele. 
 
 
9 
Para deixar mais claro, vamos voltar a um exemplo. Digamos que o seu 
site seja de uma padaria artesanal. Suas palavras-chave (os termos que os 
usuários costumam jogar no Google em busca de padarias artesanais) poderiam 
ser “pão”, “pão”, “pães artesanais”, “padaria artesanal” e outras derivadas. Deste 
modo, é bem importante que essas palavras apareçam, pelo menos: 
• No domínio (a URL), caso seja possível; 
• No título dos artigos que estão dentro do site; 
• Em subtítulos; 
• Dentro dos textos, de forma orgânica. 
Entretanto, a definição das palavras-chave precisa ser bem estudada para 
que se encontre os termos mais adequados para aquilo que se busca com o site. 
O risco quando esse estudo não é bem feito é talvez atrair pessoas para o site 
que não cumpram o seu objetivo. Por exemplo: se o site é de uma padaria 
artesanal, conforme o exemplo que criamos, certamente o objetivo de usar SEO 
é converter em vendas de pães, e não simplesmente gerar tráfego (ou seja, que 
muitas pessoas entrem no site, mas não comprem nada). A isso chamamos de 
tráfego qualificado (Avis, 2019), atrair pessoas que cumpram o intuito a que o site 
se destina. 
Entraremos agora em algumas indicações concretas de locais em que será 
importante que as palavras-chave apareçam, em prol de uma boa indexação pelo 
Google. Vejamos: 
• Palavra-chave no texto principal – assegure que suas palavras-chave 
estejam sempre aparecendo na parte principal do seu site. Garanta ainda 
que as palavras apareçam no começo do texto (100 primeiros termos). 
Caso esteja em dúvida a respeito de onde fica o texto principal, veja a figura 
a seguir: 
 
 
 
10 
Figura 2 – Print do software MOZ 
 
Fonte: moz.com. 
• Title tag e meta description – garanta que suas palavras-chave apareçam 
nessas duas partes do site. Ambas são colocadas diretamente no código 
HTML quando se monta o site. Se as palavras-chave forem identificadas 
nesses locais, as chances de serem bem ranqueadas e clicadas pelos 
usuários são maiores. Veja abaixo onde essas informações aparecem no 
site: 
Figura 3 – Print de página do Google 
 
• Heading tags H1, H2, H3, H4, H5, H6 – as heading tags também aparecem 
programadas no código HTML e são como subtítulos que hierarquizam 
internamente as informações. São como se fossem uma “escada” interna 
 
 
11 
em que os assuntos do site estarão escalonados devido à sua importância. 
Graficamente, elas seriam mais ou menos assim: 
Figura 4 – Print de página da Internet 
 
 E o que deve aparecer nas heading tags? Entenda que elas precisam 
seguir uma lógica de acordo com os temas abordados no site. Mais ou menos 
como uma escala decrescente. Um exemplo para ficar mais claro: 
• H1 – Planeta Terra; 
• H2 – América do Sul; 
• H3 – Brasil; 
• H4 – Paraná; 
• H5 – Curitiba; 
• H6 – Centro Cívico. 
Neste momento, é possível que você esteja pensando: mas como posso 
definir as palavras-chave? Não é tão óbvio quanto possa parecer. É preciso ter 
alguns cuidados básicos para manter algum controle que a estratégia poderá ser 
bem-sucedida. Vejamos algumas dicas: 
• Palavras-chaveabrangentes e de cauda longa: na primeira aula deste 
curso, falamos sobre o princípio da cauda longa (Anderson, 2006) e como 
é inteligente hoje investir em nichos mais específicos e não apenas nos 
mercados genéricos. Isso se aplica também às palavras-chave: avalie se 
não é mais estratégico investir em palavras-chave de cauda longa (por 
exemplo: “padaria artesanal em Curitiba”, “padaria artesanal no bairro Alto 
da XV”) do que nas abrangentes (como apenas “padaria artesanal” ou 
“padaria em Curitiba”). 
 
 
12 
• Definição de palavras-chave: para defini-las, você pode também fazer 
uso das ferramentas que já abordamos anteriormente, como a plataforma 
do Google Ads, que auxilia no gerenciamento de campanhas, o Google 
Trends, que traz informações úteis sobre as movimentações no interesse 
do público, e o Answer The Public, que ajudará a identificar a intenção dos 
usuários quando buscam determinadas palavras-chave. 
• Explore o recurso autocomplete: o Google faz uso de um recurso 
chamado autocomplete, no qual “autocompleta” uma palavra que é jogada 
pelo usuário na caixa de busca, “prevendo” o que ele quer saber. Ele serve 
para otimizar o tempo do usuário e sugere possíveis frases que ele esteja 
procurando, de acordo com a maior quantidade de pesquisas anteriores 
que foram feitas. Portanto, é possível analisar essas sugestões do 
autocomplete para conseguir entender melhor as intenções de um usuário 
que procura determinadas palavras-chave. 
TEMA 4 – OTIMIZAÇÃO DE IMAGENS 
Até aqui, boa parte do que falamos tem a ver com a otimização 
especialmente do texto (com uso das palavras-chave, por exemplo) e com 
técnicas que envolvem o site como um todo (como carregamento, usabilidade, 
tamanho dos conteúdos, etc.). Vale a pena, então, pensarmos também na questão 
das imagens, uma vez que muitos usuários podem chegar a um site por meio 
delas. Uma das razões fortes para isso é o aumento do uso de softwares de 
comando de voz, como a Siri, no sistema iOS, em que as pessoas buscam coisas 
em seus celulares sem nem mesmo clicar em nada. 
Pense, por exemplo, no caso de você estar procurando um produto 
específico que deseja comprar, como um tênis de uma determinada marca. É 
bastante provável que, ao fazer a busca, você se guie prioritariamente pelas 
imagens que aparecem nos recursos Google Imagens ou Google Shopping. Por 
isso, é bastante interessante (tanto para quem coordena o site quanto para o 
usuário) que as imagens estejam otimizadas. 
Veja, a seguir, algumas informações importantes para tratar as imagens do 
seu site: 
• Nomeie as imagens – pode parecer óbvio, mas muita gente esquece de 
fazer isso. Salve as imagens que irá carregar no seu site com nomes 
 
 
13 
indicativos do que elas contêm, ao invés de nomes genéricos (por exemplo: 
Tenis-Nike-preto.jpg ao invés de IMG1928.jpg). Isso facilitará que o Google 
possa indexá-la; 
• Carregue imagens com o nome do site – dessa forma, os usuários terão 
mais facilidade de chegar até seu site quando buscam imagens; 
• Use legendas nas imagens – elas são usadas pelo Google para extrair 
informações que serão usadas na indexação; 
• Posicionamento da imagem – prefira colocar imagens logo no topo do 
texto, pois isso favorecerá também a indexação; 
• Use hífen para separar as palavras – isso facilitará a leitura feita pelo 
Google Bot. Evite usar underline. Exemplo: prefira Tenis-Nike-preto.jpg a 
Tenis_Nike_preto.jpg; 
• Priorize formatos de imagens que são encontrados pelo Google – são 
eles: JPEG, PNG, GIF, MBP, WebP, SVG. O Google não encontra os 
formatos TIFF e Raw; 
• Explore o recurso do tributo Alt – este recurso é uma forma 
complementar de nomear as imagens dentro de um site, para caso elas 
não carreguem. Ele funciona como um texto alternativo que descreve a 
imagem e auxilia também para a navegação de pessoas com deficiência 
visual. Isso significa que é preciso seguir os princípios da audiodescrição 
ao escrever esse texto do tributo Alt. Por exemplo: em vez de escrever 
“tênis preto”, descrever a imagem como “tênis preto da marca Nike em cima 
de um banco marrom”; 
• Imagens compactas – cuide para que as imagens não sejam pesadas e 
não cooperem para diminuir a velocidade do site – o que, como sabemos, 
desvaloriza o site perante o Google; 
• Prefira imagens atraentes – páginas com imagem costumam ser muito 
mais acessadas e compartilhadas do que as que não têm. Por isso, usar 
boas imagens ajudará na “viralização” (ou seja, no ato de um 
compartilhamento coletivo em massa, como um “vírus”) e 
consequentemente na indexação da página. 
 
 
 
 
14 
TEMA 5 – BLACK HAT SEO: O QUE NÃO FAZER? 
Quando falamos anteriormente sobre o quesito “palavras-chave”, é 
possível que tenha passado em sua cabeça: “se quanto mais uma palavra-chave 
aparecer no meu texto, maior a chance de meu site entrar no Google, eu não 
poderia, então, criar uma página inteira com a minha principal palavra-chave?”. 
Poderia – no entanto, o Google já é suficientemente sofisticado para identificar 
quando algum site tenta “trapaceá-lo”. 
A isso chamamos de black hat SEO7, que são métodos de SEO 
considerados questionáveis ou antiéticos pelo Google. Por isso, cada vez que o 
algoritmo encontra alguma prática de black hat, o site tende a ser punido. Isso se 
dá porque os robôs do Google entendem que as estratégias questionáveis visam 
burlar o funcionamento da plataforma, que prioriza trazer resultados orgânicos na 
SERP, baseados na relevância e na autoridade (“natural”, e não paga ou forjada) 
dos sites. 
Em outras palavras, o Google entende que quem usa práticas de black hat 
está tentando tirar vantagem da plataforma, mas faz isso ao custo do prejuízo ao 
usuário, uma vez que tenta “desorganizar” o algoritmo – pois tenta fazer um site 
parecer mais importante que outros, mesmo que, na prática, não seja. 
Vamos então conhecer algumas dessas ações entendidas como antiéticas 
– dessa forma, você pode cuidar para não as executar: 
• Doorway pages – ato de criar primeiras páginas otimizadas com palavras-
chave que encaminham o usuário a outras páginas, com conteúdo 
malicioso. 
• Conteúdo oculto – tenta-se enganar o Google colocando um texto oculto, 
em tamanho mínimo ou usando uma fonte com a mesma cor do fundo do 
site. É a prática indicada no início desse tópico, sobre o uso exacerbado de 
palavras-chave. Esse ato de encher uma página com palavras é também 
chamado de keyword stuffing. 
• Sneaky redirects – ato de criar domínios que indicam determinado 
conteúdos, mas na prática, os usuários são redirecionados para outra 
coisa, como uma página de spam. 
 
7 O nome black hat (em português, “chapéu preto”) remete aos filmes de faroeste e à cor que 
normalmente era associada aos vilões nesses filmes. 
 
 
15 
• Link farms – criação de vários sites correlatos que funcionam como 
backlinks uns para os outros. Ocorre que nesses sites não se encontra 
nada além destes próprios links. 
• Links para sites ruins – colocar links dentro de um site para páginas 
entendidas como de má qualidade prejudicam o ranqueamento do site 
original. 
• Anúncios excessivos – também podem ser indícios de black hat para o 
Google. 
• Conteúdo duplicado – forma-se um site que apenas copia conteúdos já 
publicados em outros sites. 
• SEO negativo – em vez de mexer no seu próprio site, o gerenciador de um 
site tenta prejudicar os seus concorrentes. Faz isso, por exemplo, ao dar 
avaliações negativas aos rivais ou gerando links de má qualidade para eles. 
 
 
 
 
16 
REFERÊNCIAS 
ANDERSON, C. A cauda longa: do mercado de massa para o mercado de nicho. 
Rio de Janeiro: Elsevier, 2006. 
AVIS, M. C. SEO de verdade: se não está no Google, não existe. Curitiba: 
InterSaberes, 2019. 
KORILO, A. F. Estratégias de mídias sociais. Curitiba: Contentus, 2020. 
HINES, K. Um passo a passo simples para SEO. Neil Patel, 21 abr. 2020. 
Disponível em:seo/>. Acesso em: 8 abr. 2021.

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