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CENTRO UNIVERSITÁRIO MAURÍCIO DE NASSAU - UNINASSAU CAMPINA GRANDE
ARQUITETURA E URBANISMO
ELLINE MILLENE SILVA BARBOSA
TRABALHO DE CONCLUSÃO DE CURSO
ARQUITETURA SUSTENTÁVEL EM EDIFICAÇÕES PÚBLICAS NO MUNICÍPIO DE MASSARANDUBA
Campina Grande
2021
ELLINE MILLENE SILVA BARBOSA
ARQUITETURA SUSTENTÁVEL EM EDIFICAÇÕES PÚBLICAS NO MUNICÍPIO DE MASSARANDUBA
Trabalho de Conclusão de Curso apresentado como
requisito parcial para conclusão do curso de ARQUITETURA
E URBANISMO da CENTRO UNIVERSITÁRIO MAURÍCIO DE
NASSAU - UNINASSAU CAMPINA GRANDE
Campina Grande
2021
Ficha catalográfica gerada pelo Sistema de Bibliotecas do REPOSITORIVM do Grupo SER EDUCACIONAL
B238
Barbosa, Elline Millene Silva. 
 Arquitetura Sustentável em Edificações Públicas no
Município de Massaranduba / Elline Millene Silva Barbosa. -
UNINASSAU CAMPINA GRANDE: Campina Grande - 2021
 54 f. : il
 TCC (Curso de Arquitetura e Urbanismo) - Centro
Universitário Maurício de Nassau - Uninassau Campina
Grande - Orientador(es): Dr(a) Claudio Luis de Araujo Neto
 1. Construção Civil. 2. Edificações Públicas. 3. Impactos
Ambientais. 4. Massaranduba. 5. Sustentabilidade. 6.
Sustainability. 7. Construction.. 8. Environment. 9.
Environmental Impacts. 10. Public Buildings. 
I.Título 
II.Dr(a) Claudio Luis de Araujo Neto
UNINASSAU CAMPINA GRANDE - CAM CDU - 72
 
 
 
 
 
ELLINE MILLENE SILVA BARBOSA 
 
 
 
 
 
ARQUITETURA SUSTENTÁVEL EM EDIFICAÇÕES PÚBLICAS NO 
MUNICÍPIO DE MASSARANDUBA 
 
 
Trabalho de Conclusão de Curso apresentado 
ao Curso de Arquitetura e Urbanismo, do Centro 
Universitário Maurício de Nassau, como requisito 
para obtenção do título de Arquiteto(a) e 
Urbanista pela referida instituição. 
 
Orientador(a): Prof. Dr. Cláudio de Luis Araújo 
Neto 
 
 
 
Aprovado em 15/12/2021 
 
 
BANCA EXAMINADORA 
 
 
______________________________________________________________ 
Orientador(a): Prof(ª). Dr. Cláudio Luis de Araújo Neto 
(Centro Universitário Maurício de Nassau) 
 
 
 
_______________________________________________________________ 
Prof(ª). Me. Mayara Cynthia Brasileiro de Sousa 
(Centro Universitário Maurício de Nassau) 
 
 
 
______________________________________________________________ 
Prof(ª). Me. Lízia Agra Villarim 
(Centro Universitário Maurício de Nassau) 
 
 
 
CAMPINA GRANDE 
2021 
 
DEDICATÓRIA 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Dedico o êxito alcançado com a conclusão desse trabalho ao 
meu pai Edmar Barbosa, que com grande esforço sempre fez 
todo o possível para me ver realizando meus sonhos. 
 
 
AGRADECIMENTOS 
 
Agradeço primeiramente a Deus, o autor e consumador da minha fé por ter me 
dado forças para realizar mais esse sonho. 
Agradeço a minha família, ao meu pai, Edmar Barbosa por tudo, por todo apoio, 
incentivo, pelos esforços para fazer de mim quem sou hoje, a minha madrasta Cida, 
por todo apoio e incentivo. Ao meu namorado, Manuel Júnior, por acreditar em mim 
mesmo quando eu mesma não acredito e nunca me deixar desistir. As minhas irmãs, 
Antônia Alves e Josicleide Alves, por me motivarem e sempre me ajudarem quando 
eu preciso. Aos meus tios, Edilza e Jefferson, pelo apoio e momentos de descontração 
que tive na casa de vocês sempre que estava sobrecarregada, bem como os seus 
filhos, meus queridos primos, Diedja obrigada pelas conversas e conselhos, Humberto 
obrigada por sempre me fazer sorrir. Obrigada Renato e Rafael pelas incontáveis 
vezes que me levaram e buscaram na faculdade. Obrigada tio Márcio por estar sempre 
por perto quando eu preciso. 
Agradeço em especial ao Sr. Laelson, um homem de bom coração que me 
permitiu realizar meu sonho de entrar na faculdade quando eu achei que seria 
impossível. 
Agradeço aos meus professores e em especial a Ciro Leite por toda ajuda, 
atenção e por sempre me chamar para participar de eventos, e Cláudio Luis, meu 
orientador, obrigada por toda paciência e troca de conhecimento. 
Agradeço as minhas colegas de classe por todos os momentos vividos nesses 
anos, todas as conversas, os aprendizados, as confusões e acima de tudo todo amor 
e carinho, em especial a Katalyne Paulino, você é um anjo de Deus na minha vida, 
obrigada. 
E a todos que tive a honra de conhecer e que de alguma maneira fazem parte 
dessa história que foi construída ao longo desse curso. 
Essa conquista não é apenas minha, mas nossa, eu não teria conseguido 
chegar até aqui sem vocês, meu muito obrigada a todos. 
 
 
 
 
 
 
BARBOSA, Elline Millene Silva. Arquitetura Sustentável em Edificações Públicas 
No Município de Massaranduba 54f. Trabalho de conclusão de curso (Graduação 
em Arquitetura e Urbanismo) – Centro Universitário Maurício de Nassau, unidade 
Campina Grande, PB, 2021. 
 
 
 
RESUMO 
 
 
A sustentabilidade, que visa a preservação do meio ambiente e tem sido debatida com 
muita frequência, também se faz presente na construção civil, visto que essa área é 
uma causadora de impactos ambientais com a utilização de insumos naturais e a 
grande geração de resíduos. A utilização da sustentabilidade nas construções é ainda 
mais precária nas edificações públicas, nas quais muitas vezes são construídas com 
produtos de má qualidade, que não se sabe a procedência e sem se atentar para o 
uso de técnicas que deixe a edificação mais sustentável. Este trabalho tem como 
objetivo avaliar aspectos sustentáveis em edificações públicas no município de 
Massaranduba. Para alcançar esse objetivo foi escolhido o método qualitativo para 
obtenção de dados, utilizando um questionário para analisar a utilização desses 
aspectos em duas edificações públicas no município de Massaranduba, sendo elas 
uma escola municipal de ensino infantil e um Posto de Saúde Familiar. Com isso foi 
observado em ambas as edificações, que apesar de terem passados por reformas 
pouco foi feito para torná-las mais sustentáveis. 
 
Palavras-chave: Sustentabilidade. Edificações Públicas. Massaranduba. Impactos 
Ambientais. Construção Civil. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
ABSTRACT 
 
 
The sustainability, which aims to preserve the environment and has been debated 
frequently, is also present in civil construction, as this area causes environmental 
impacts with the use of natural materials and the large generation of waste. The use 
of sustainability in constructions is even more precarious in public buildings, which are 
often built with poor quality products, whose origin is unknown and without paying 
attention to the use of techniques that make the building more sustainable. This work 
aims to evaluate the sustainable aspects of public buildings in the municipality of 
Massaranduba. To achieve this objective, the qualitative method was chosen to obtain 
data, using a questionnaire to analyze the use of these aspects in two public buildings 
in the city of Massaranduba, which are a municipal elementary school and a Family 
Health Center. Thus, it was observed in both buildings, that despite having gone 
through renovations, little was done to make them more sustainable. 
 
 
Keywords: Sustainability. Public Buildings. Massaranduba. Environmental impacts. 
Construction. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
LISTA DE FIGURAS 
 
 
Figura 1- Praça4 Apartamentos ................................................................................ 20 
Figura 2-Praças ......................................................................................................... 21 
Figura 3- Casa Contêiner .......................................................................................... 22 
Figura 4- Acabamento Sofisticado ............................................................................ 22 
Figura 5-Grande biblioteca ........................................................................................ 23 
Figura 6- Painéis Fotovoltaicos.............................................................................: 
1. A edificação possui captação de água da chuva? 
2. A edificação possui reservatório de água (cisternas, caixa d’água)? 
3. Onde são utilizadas as águas armazenadas nos reservatórios? 
4. A água armazenada nesses reservatórios é suficiente para atender a demanda da 
edificação? 
5. A edificação tem coleta e tratamento de águas cinza? 
6. Essas águas são aproveitadas na edificação? 
 
Sobre os resíduos: 
7. No local há coleta seletiva dos resíduos? 
 
8. Para onde são destinados esses resíduos? 
 
Sobre a energia: 
9. A edificação possui geração de energia? (Fotovoltaica, eólica) 
 
10. Qual o tipo de iluminação é utilizada na edificação? (Lâmpadas de LED, fluorescentes) 
 
11. A edificação possui aberturas para iluminação e ventilação natural? 
 
12. Na sua percepção essas aberturas são suficientes? 
 
13. A edificação possui ventilação artificial? (ventiladores ou ar-condicionado) 
 
 
Sobre a edificação: 
14. Qual o horário de funcionamento da edificação? 
 
15. Quantos funcionários trabalham na edificação? 
 
16. Em média qual o número de pessoas são atendidas na edificação? 
 
17. A edificação já passou por reforma? 
 
18. Você mudaria algo na edificação para deixá-la mais sustentável?..... 24 
Figura 7-Grandes 
Janelas..................................................................................................25 
Figura 8-Tetris Hostel ................................................................................................ 25 
Figura 9- Área Externa do Tetris ............................................................................... 26 
Figura 10-Mapa de área a ser estudada ................................................................... 27 
Figura 11- Fachada Escola ....................................................................................... 30 
Figura 12-Fachada UBS ............................................................................................ 31 
Figura 13- Reformas ................................................................................................. 32 
Figura 14- Mudanças sustentáveis ............................................................................ 32 
Figura 15- Captação de água .................................................................................... 33 
Figura 16- Condutores de escoamento ..................................................................... 34 
Figura 17- Cisterna .................................................................................................... 34 
Figura 18- Reservatórios de água ............................................................................. 35 
Figura 19- Utilização da água.................................................................................... 35 
Figura 20- Caixa d'água Escola ................................................................................ 36 
Figura 21- Águas dos reservatórios .......................................................................... 36 
Figura 22- Águas Cinzas ........................................................................................... 37 
Figura 23- Aproveitamento das águas cinzas ........................................................... 37 
Figura 24- Coleta Seletiva ......................................................................................... 38 
Figura 25- Destino dos Resíduos .............................................................................. 39 
Figura 26-Caixa para materiais contaminados .......................................................... 40 
Figura 27- Geração de energia ................................................................................. 40 
Figura 28- Iluminação ................................................................................................ 41 
Figura 29-Lâmpadas de LED .................................................................................... 41 
Figura 31- Cobogós Sala de espera superior ............................................................ 42 
Figura 30- Cobogós Laterais ..................................................................................... 42 
Figura 32- Aberturas na edificação ........................................................................... 42 
Figura 33- Aberturas suficentes ................................................................................ 43 
Figura 34- Ventilação Artificial ................................................................................... 44 
Figura 35- Ar-condicionado ....................................................................................... 44 
Figura 36- Tripé da sustentabilidade ......................................................................... 45 
 
 
 
 
LISTA DE QUADROS 
 
 
 
 
Quadro 1- Funcionamento da escola ........................................................................ 30 
Quadro 2- Funcionamento da UBS ........................................................................... 31 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
LISTA DE SIGLAS E ABREVIATURAS 
 
TCC – Trabalho de Conclusão de Curso 
PSF- Posto de Saúde Familiar 
ONU- Organização das Nações Unidas 
PIB- Produto Interno Bruto 
CF- Constituição Federal 
ART- Artigo 
CONAMA- Conselho Nacional do Meio Ambiente 
LEED- Leadership in Energy and Environmental Design 
GBCB- Green Building Council Brasil 
HQE- Haute Qualité Environnementale 
SGE- Sistema de Gestão do Empreendimento 
BRE- Building Research Establishment 
IPTU- Imposto Predial e Territorial Urbano 
IBDA- Instituto Brasileiro de Desenvolvimento da arquitetura 
LED- Light Emitting Diode 
IBGE - Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
SUMÁRIO 
1 INTRODUÇÃO .................................................................................................... 11 
2 OBJETIVOS ........................................................................................................ 13 
2.1 OBJETIVO GERAL ...................................................................................... 13 
2.2 OBJETIVOS ESPECÍFICOS ........................................................................ 13 
3 FUNDAMENTAÇÃO TEÓRICA .......................................................................... 14 
3.1 PRINCÍPIOS DA ARQUITETURA SUSTENTÁVEL ..................................... 14 
3.1.1 ATENDER AS NECESSIDADES DO USUÁRIO: ..................................... 14 
3.1.2 USO RACIONAL DA ENERGIA: ............................................................... 15 
3.1.3 EFICIÊNCIA HÍDRICA .............................................................................. 16 
3.1.4 REUTILIZAÇÃO DE RECURSOS ............................................................. 16 
3.1.5 VIABILIDADE ECONÔMICA: .................................................................... 17 
3.2 EDIFICAÇÕES PÚBLICAS E A SUSTENTABILIDADE ............................... 18 
3.2.1 LEIS E NORMATIVAS .............................................................................. 18 
4 ESTUDOS DE REFERÊNCIA ............................................................................ 20 
4.1 Praça4 Apartamentos- Hype Studio (2020) .............................................. 20 
4.2 Casa Contêiner- Marilia Pellegrini Arquitetura (2019) ............................... 21 
4.3 Centro Comunitário Springvale- Lyons (2020) .......................................... 23 
4.4 Tetris Hostel- Karin Nisiide e Carlos Eduardo Salamanca (2014) ............. 25 
5 METODOLOGIA ................................................................................................. 27 
6 RESULTADOS E DISCUSSÕES ........................................................................ 29 
6.1 Apresentação das Edificações ..................................................................... 29 
6.1.1 Escola Municipal de Ensino Infantil ........................................................... 29 
6.1.2 Unidade Básica de Saúde ......................................................................... 30 
6.2 Sobre a Edificação ........................................................................................... 31 
6.3 Sobre a água ................................................................................................ 33 
6.4 Sobre os Resíduos: ...................................................................................... 38 
6.5 Sobre a Energia e a Ventilação .................................................................... 40 
6.7 Diretrizes Projetuais Sustentáveis ................................................................ 44 
6.7.1 Social ........................................................................................................ 45 
6.7.2 Econômico ................................................................................................ 46 
6.7.3 Ambiental .................................................................................................. 47 
7 CONSIDERAÇÕES FINAIS ................................................................................ 48 
REFERÊNCIAS .........................................................................................................49 
APÊNDECE ............................................................................................................... 54 
11 
1 INTRODUÇÃO 
 
A sustentabilidade tem sua definição relacionada ao desenvolvimento 
sustentável, o qual visa que a geração presente supra suas necessidades sem 
comprometer as gerações futuras. Essa definição foi oficialmente declarada em 1972 
na Conferência de Estocolmo, uma conferência sobre o meio ambiente e de grande 
importância para preservação da natureza realizada pela ONU (Organização das 
Nações Unidas) em Estocolmo, Suécia. (FREITAS, 2021) 
No Brasil, o assunto teve mais visibilidade em 1987 com a elaboração do 
relatório Nosso Futuro Comum, que ficou mais conhecido como relatório de 
Brundtland, no qual foi formalizada a definição de desenvolvimento sustentável a 
tornando mundialmente conhecida. Em 1992, no Rio de Janeiro, foi organizada pela 
ONU um evento que ficou conhecido como ECO-92, (Francisco, 2021), no qual foram 
debatidos os problemas e os progressos existentes no meio ambiente, além disso 
foram elaborados documentos importantes como a Agenda21, (Freitas, 2021), um 
documento que visa que o crescimento socioeconômico dos países devem está 
ligados não apenas na quantidade, mas também na qualidade e conservação humana 
e da natureza. 
Esta discussão também se faz presente no meio da construção civil, visto que 
essa área é responsável por deter grande parte do PIB (Produto Interno Bruto) 
brasileiro, cerca de 6,2% segundo dados de Cerqueira (2017), além da grande 
quantidade de emprego que a mesma gera no país. Apesar de ser uma área de grande 
importância para o país ela também é uma área que causa grandes impactos 
ambientais, que vão desde a utilização de insumos naturais nas construções até a 
grande quantidade de resíduos que são gerados. 
De acordo com Cardoso e Araujo (2007) esses resíduos representam um 
grande percentual dos resíduos sólidos gerados em áreas urbanas, sendo 
principalmente os entulhos, que além de representar um alto custo ao construtor, tem 
grande impacto no meio ambiente. Uma vez que além de causar um maior consumo 
de produtos, gera mais espaços para destinação dos mesmos, muitas vezes sendo 
esses espaços irregulares, os quais deveriam ser devidamente reaproveitados. 
“Considerando a demanda ambiental do constante reaproveitamento 
dos resíduos gerados, é preciso utilizar estratégias de reutilização 
(replicação de um resíduo sem transformação), reciclagem (processo 
12 
de reaproveitamento de um resíduo), beneficiamento (ato de submeter 
um resíduo a operações e/ ou processos que tenham por objetivo dotá-
los de condições que permitam sua utilização como matéria-prima ou 
produto) ou, quando necessário, definição do seu destino” 
Nagalli,2014, pg.14 
Embora a construção movimente grande parte do PIB, segundo dados de 
2018 apenas 530 projetos foram registrados como sendo projetos sustentáveis (Green 
Building Council Brasil, 2018) e um grande exemplo desse baixo número de projetos 
sustentáveis são as edificações públicas, existentes em todos os municípios e 
frequentadas diariamente pela população e que apesar disso não se nota o uso de 
técnicas sustentáveis. Frequentemente os edifícios públicos são construídos de 
formas mais econômicas, com materiais mais baratos, de pouca qualidade e que não 
se sabe a procedência dos mesmos, dos quais muitas vezes são fabricados de forma 
a impactar o meio ambiente. 
A aplicação da sustentabilidade em edificações públicas é ainda mais 
insatisfatória em cidades menores que não possuem leis ou normas construtivas e 
não utilizam como exemplo as de cidades maiores. Como o caso da cidade de 
Massaranduba, que possui uma população estimada em 14.077 habitantes segundo 
dados do IBGE (2021) e que até o presente momento não conta com código de obras 
ou leis que regulamentem a construção civil. 
Desde 1993 a Lei n° 8.666 sobre Licitações (Brasil,1993), em seu Art 6°, inciso 
IX sobre projetos básicos, aborda sobre um conjunto de elementos necessários para 
caracterizar obras ou serviços, elaborado com base nas indicações dos estudos 
técnicos preliminares, que assegurem a viabilidade técnica e o adequado tratamento 
do impacto ambiental do empreendimento, sendo um desses elementos a 
identificação sobre os tipos de materiais e equipamentos a incorporar a obra, bem 
como suas especificações. 
Apesar disso, Souza (2018) fala sobre a pouca aplicabilidade da 
sustentabilidade em obras públicas “Embora a sustentabilidade venha sendo 
amplamente discutida nos últimos tempos em diversas áreas, as instituições publicas 
tem aplicado muito pouco desses conhecimentos em suas práticas, principalmente 
nas obras...” ou seja, ainda a muito a se fazer sobre essa área e falar sobre esse 
assunto é o primeiro passo para uma mudança e conscientização da população. 
13 
2 OBJETIVOS 
 
2.1 OBJETIVO GERAL 
 
Avaliar aspectos sustentáveis em edificações públicas no município de 
Massaranduba. 
 
2.2 OBJETIVOS ESPECÍFICOS 
 
● Avaliar, através de questionários, a percepção dos usuários de edificações 
públicas sobre os aspectos sustentáveis; 
● Realizar inspeção em campo para observar a utilização da sustentabilidade em 
edificações públicas; 
● Propor diretrizes de sustentabilidade para edificações públicas. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
14 
3 FUNDAMENTAÇÃO TEÓRICA 
 
3.1 PRINCÍPIOS DA ARQUITETURA SUSTENTÁVEL 
 
Desde os anos 70 se fala sobre a arquitetura sustentável, mas o que antes 
era uma mera preocupação com a escassez de recursos e o desgaste ambiental em 
um futuro distante, se tornou realidade. Com isso, o assunto se tornou ainda mais 
relevante, tendo destaque em conferências por todo o mundo que debatem sobre o 
tema buscando diminuir os impactos gerados ao meio ambiente e uma melhor 
qualidade de vida para a sociedade. 
Neste aspecto, a arquitetura e a construção tem grande destaque visto que 
os edifícios são responsáveis por 40% do consumo de energia mundial, 16% da água 
potável e 25 % da madeira das florestas (SOLANO, 2008) e a muito se buscam formas 
de minimizar esses impactos e maneiras de incentivar o uso de soluções que 
contribuam para isso. 
Desde 1993 existe uma lei que aborda sobre a obrigatoriedade de projetos 
com características sustentáveis em edificações públicas, a Lei n° 8.666 sobre 
Licitações (Brasil,1993). É possível ver a interação de prefeituras que incentivam a 
elaboração de novos projetos tenham características sustentáveis, como é o caso da 
prefeitura do Rio de Janeiro que emite certificados mediante aos recursos 
sustentáveis utilizados na edificação, o QualiVerde. Outra iniciativa que pode ser 
destacada é o IPTU Verde, existente em várias cidades brasileiras e que 
proporcionam descontos de 5% a 20% no IPTU para edificações que adotarem a 
sustentabilidade. 
Entender sobre os princípios da sustentabilidade é o primeiro passo para 
termos mais edificações que preservem a natureza e seus recursos, bem como a 
qualidade de vida da sociedade. 
 
3.1.1 ATENDER AS NECESSIDADES DO USUÁRIO 
 
Atender as necessidades do usuário esta relacioando aos pilares da 
sustentabilidade que são divididos em três, sendo um deles o social, que esta 
associado com o bem esta geral da sociedade, ou seja, ações que estão ligadas 
15 
diretamente com a sociedade devem visar o seu conforto e bem-estar. 
No caso da arquitetura, atender as necessidades do usuário significa, entre 
outras coisas, desenvolver projetos que sejam flexíveis e que possam se adaptar a 
médio e longo prazo conforme as necessidades dos usuários forem sendo mudadas, 
sem esquecer da preservação do meio ambiente. 
 
3.1.2 USO RACIONAL DA ENERGIA: 
 
Segundo dados do Stan referentes ao ano de 2020, 44% da energia elétrica 
consumida no Brasil é designada ao setor da construção civil, seja ela em setores 
comerciais, residenciais oupúblicos. 
Neste caso, a arquitetura sustentável visa a elaboração de projetos que faça 
o mínimo uso de energia, durante todo o seu ciclo de vida, mas que ofereça o mesmo 
conforto. Atrelado a isso temos a utilização de tecnologias inovadoras, que também é 
classificado como um dos princípios da arquitetura sustentável e um dos recursos 
mais utilizados quando o assunto é uso racional da energia. 
Novas tecnologias mais eficientes em refrigeradores, aparelhos de ar 
condicionado, motores e lâmpadas já são produzidas e/ou comercializadas 
no país. A conservação de eletricidade reduz o consumo e posterga a 
necessidade de investimentos em expansão da capacidade instalada, sem 
comprometer a qualidade dos serviços prestados aos usuários finais. A 
eficiência energética é, sem dúvida, a maneira mais efetiva de ao mesmo 
tempo reduzir os custos e os impactos ambientais locais e globais. 
(GOLDEMBERG, LUCON, 2007, pg 16, 17) 
As placas solares fotovoltaicas são exemplos dessas novas tecnologias e de 
energia limpa e renovável, além de reduzirem em até 95% na conta de energia elétrica 
de uma residência, elas também possuem vida útil de aproximadamente 25 anos, o 
módulo de 315 watts-pico (SUNERGIA, 2019). Essas placas são frequentemente 
instaladas nos telhados das edificações para ter uma captação solar mais livre, a 
energia gerada por elas passa por um conversor que converte essa energia na energia 
elétrica que utilizamos e a distribui por toda residência, podendo ser utilizada por 
qualquer aparelho eletrônico.
16 
3.1.3 EFICIÊNCIA HÍDRICA 
 
Como já descrito, o conceito de sustentabilidade visa que as necessidades 
dessa geração sejam supridas sem comprometer nos recursos para geração futura, 
mas segundo Fernandes, Nogueira e Rabelo (2008, pg.3) existe uma preocupação 
sobre a disponibilidade de água potável para o próximo século em decorrência do 
aumento populacional e a poluição dos reservatórios de água, isso porque apesar da 
água ser um recurso natural renovável, não é finito. 
Um agravante a essa preocupação é a utilização da água como “material de 
construção”, como é citado pelo Instituto Brasileiro de Desenvolvimento da Arquitetura 
(IBDA) para se fazer um metro cubico de concreto são gastos cerca de 160 a 200 
litros de água. Neste contexto, a arquitetura sustentável busca a criação de projetos 
que minimizem esse consumo de água com sistemas de reuso, como por exemplo o 
reaproveitamento de água da chuva, que pode ser utilizado desde a construção até o 
uso da mesma. 
O reaproveitamento ou reuso da água é o processo pelo qual a água, 
tratada ou não, é reutilizada para o mesmo ou outros fins menos nobres, 
tais como lavagem de vias e pátios industriais, irrigação de jardins e 
pomares, nas descargas dos banheiros etc. (MINOWA, et al., 2007, Pg. 3) 
 
A reutilização da água é um recurso bastante utilizado quando se trata das 
águas da chuva, no qual essa água é captada e armazenada em caixas d’água ou 
cisternas e podem ser utilizadas para lavar roupas, casas, carros, entre outros. Outro 
tipo de reutilização de água é das chamadas águas cinzas, que são águas de banho, 
de máquina de lavar roupas, que devem passar por tratamento e podem ser utilizadas 
para descargas e irrigação de jardins, além de ser uma solução econômica, segundo 
Minowa, et al., (2007, Pg. 7) o reuso dessas águas podem gerar a redução de 29% 
da captação de água. 
 
3.1.4 REUTILIZAÇÃO DE RECURSOS 
 
A reciclagem de resíduos sólidos carrega consigo vantagens econômicas 
ao vender os produtos recolhidos, e ambientais ao passo que esta ação 
17 
possibilita a menor degradação dos recursos naturais. (CALIFE, 2018, Pg. 
17) 
Um dos grandes problemas encontrados hoje em dia que vai contra a 
arquitetura sustentável é a grande utilização de insumos naturais na construção, 
insumos esses que muitas vezes são calculados de formas erradas gerando um 
grande desperdício de materiais e acarretando em mais degradação natural. 
A reutilização de recursos vem justamente como aliado para a sociedade, 
desde profissionais da área, até a população que deseja fazer uso desse recurso, 
visto que pequenas coisas como pneus, paletes, garrafas pet, entre outros, podem ser 
reutilizados como decoração e insumos. 
Na construção, podemos destacar como exemplo dessa reutilização de 
recursos o uso de containers para criação de edificações, visto que ele é um grande 
aliado no combate a grande geração de resíduos gerados pela construção, além de 
ter um tempo de construção mais rápido e um exemplo de construção limpa. Esse tipo 
de construção apresenta também uma viabilidade econômica, segundo o site 
Archtrends Portobello “Uma obra feita em container com 15m² custa cerca de R$ 39 
mil (já incluindo o acabamento e a mobília), enquanto uma de alvenaria custaria 
aproximadamente 20% a mais, ou seja, quase R$ 47 mil.” (Archtrends Portobello, 
2017). 
 
3.1.5 VIABILIDADE ECONÔMICA: 
 
Falar sobre sustentabilidade na arquitetura e construção civil ainda é um 
assunto que diverge opiniões, como já falado é de extrema importância visto que por 
um lado afeta não só o meio ambiente, bem como toda a sociedade. Um dos aspectos 
que mais fazem haver resistência no uso dessas técnicas além da falta de informação, 
é também a viabilidade econômica. 
Para a arquitetura sustentável a construção deve ser atraente também no seu 
valor agregado, além de possibilitar a diminuição de futuros gastos de manutenção e 
operação. Mas, como descrito em soluções anteriores, é possível construir de forma 
sustentável, ter uma edificação com acabamento sofisticado, ser atraente, e ser viável 
economicamente. Como citado por Oliveira e Farias (2019, pg. 1) o uso de energia 
elétrica e o reaproveitamento de água são pontos sustentáveis responsáveis por 
grandes economias anuais. 
18 
3.2 EDIFICAÇÕES PÚBLICAS E A SUSTENTABILIDADE 
 
Com o intuito de atender os pilares da sustentabilidade (social, econômico e 
ambiental) em suas edificações, o poder público está inserido em um contexto de leis 
e normativas que os orienta quanto a importância e obrigatoriedade de se preservar o 
meio ambiente, principalmente quanto os serviços e recursos utilizados. Segundo 
Viggiano (2010, pg.5) 10% do PIB brasileiro é de responsabilidade das compras 
governamentais e por isso é de grande importância a busca por novos paradigmas 
nas contratações feitas pela Administração Pública. 
Neste capítulo será analisado um ponto importante para relação entre 
edificações públicas e a sustentabilidade, sendo ele as leis e normativas que servem 
de auxílio. 
 
3.2.1 LEIS E NORMATIVAS 
Diante da importância da sustentabilidade se fez necessário a criação de leis 
e normas que regulem a implantação de edificações, principalmente os aspectos 
sustentáveis utilizadas nelas, a preservação do meio ambiente e de que maneira deve 
ser feita a administração pública em relação ao meio ambiente. 
A Constituição Federal abordando no capítulo sobre o meio ambiente, (Art. 
225 da CF), diz que apesar de todos terem direito a um meio ambiente equilibrado, 
visto que é um bem de uso comum e de importância a qualidade de vida, cabe ao 
poder público e a coletividade o dever de defender e preservar o mesmo para 
gerações do presente e do futuro. 
Ainda no mesmo capítulo é possível observar que para preservar esse direito 
o poder público deve exigir, na forma da lei, para instalações de obra ou atividade 
potencialmente causadora de significativa degradação do meio ambiente, estudo 
prévio de impacto ambiental, a que se dará publicidade, ( Art. 225, § 1, inciso IV, da 
CF), além de controlar a produção, a comercialização e o emprego de técnicas, 
métodos e substâncias que comportem risco para a vida, qualidade de vida e meio 
ambiente, ( Art. 225, § 1, inciso V, da CF) e proteger a fauna e flora, vedadas, na forma 
da lei, as práticas que coloquem em risco sua função ecológica, provoquema extinção 
de espécies ( Art. 225, § 1, inciso VII, da CF). 
 É possível observar a relação do §1 desse artigo com a elaboração dos 
19 
projetos arquitetônicos, principalmente a fase de estudo prévio da implantação do 
projeto, o qual requer bastante atenção quanto aos impactos que podem causar ao 
meio ambiente. Quanto a relação com a execução de projetos, vemos o destaque 
quanto as técnicas construtivas e os métodos utilizados, onde está inserido também 
os materiais selecionados para essa execução, que possam agredir de forma 
expressiva o meio ambiente. 
Para reforçar o compromisso incumbido ao Poder Público o § 3 do mesmo 
Artigo 225, informa que as condutas e atividades consideradas lesivas ao meio 
ambiente sujeitarão os infratores, pessoas físicas ou jurídicas, a sanções penais e 
administrativas, independentemente da obrigação de reparar os danos causados. 
A Lei N° 8.666 de 1993, já citada anteriormente, expressa no art. 12 requisitos 
a serem seguidos na elaboração e execução de projetos básicos e executivos, 
podendo ser destacado a possibilidade de emprego de mão-de-obra, materiais, 
tecnologia e matérias-primas existentes no local para execução, conservação e 
operação (Inciso IV), visto que utilizar materiais regionais é um dos princípios da 
arquitetura sustentável e também apoia a economia local. No inciso VII do mesmo 
artigo é destacado como requisito a ser considerado o impacto ambiental causado por 
esses projetos. 
Atrelado ao inciso VII do art, 12 da Lei n° 8.666/93, a 1° Resolução de 1986 
do Conama (Conselho Nacional do Meio Ambiente) em seu art 5 trata da necessidade 
da elaboração de estudos de impacto ambiental e do seguimento das legislações, 
principalmente os princípios e objetivos expostos na Lei de Política Nacional do Meio 
Ambiente. Ainda no mesmo artigo, é abordado como diretriz identificar e avaliar 
sistematicamente os impactos ambientais gerados nas fases de implantação e 
operação da atividade (Inciso II). 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
20 
4 ESTUDOS DE REFERÊNCIA 
 
Os projetos a seguir foram escolhidos como referência, pois possuem 
características dos princípios da arquitetura sustentável como base de seus projetos, 
independente de suas finalidades, nos servirão de parâmetro e ampliará nossos 
conhecimentos acerca do assunto. 
 
 4.1 Praça4 Apartamentos- Hype Studio (2020) 
 
O Praça4 Apartamentos surgiu da ideia de trazer a natureza para um edifício 
dentro da cidade, possibilitando aos moradores um contato com a natureza e uma 
maior interação com seus vizinhos. Localizado em Porto Alegre, O Praça4 foi 
projetado em grelha modular e a retirada de alguns módulos possibilitou a criação de 
3 praças que ligam a calçada até a porta da casa com bastante iluminação natural 
(Figura 1), além da vegetação presente nessas praças. 
Ficha Técnica: 
Arquitetos: Hype Studio 
Localização: Porto Alegre RS, Brasil 
Área: 2850 m² 
Ano: 2020 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Fonte: Archdaily, 2021 
 
Figura 1- Praça4 Apartamentos 
21 
Motivo da escolha do projeto: 
 
O Praça 4 foi escolhido para ser analisado por se tratar de um edifício 
sustentável dentro da cidade, trazendo principalmente uma notável vegetação para o 
mesmo. Nesse mesmo edifício podemos perceber também uma grande quantidade 
de janelas e espaços abertos que possibilitam uma maior iluminação e ventilação 
natural, é utilizado também uma central solar térmica principalmente para o 
aquecimento de água. 
O ponto forte do projeto é a criação das 3 praças entre os andares, que 
interligam as áreas comuns do edifício, essas praças contam com árvores frutíferas, 
espaço projetado para o trabalho ao ar livre e espaço relaxante sendo possível ter 
uma contemplação do sol, bem como do entorno (Figura 2). 
 
Fonte: Archdaily, 2021 
 
4.2 Casa Container- Marilia Pellegrini Arquitetura (2019) 
 
A Casa Container é um projeto da Arquiteta Marilia Pellegrini feito para edição 
da Casacor São Paulo 2019 com o objetivo de apresentar um projeto sustentável, 
utilizando container como modelo de construção, tendo como missão mostrar que é 
possível ser ter uma edificação em container sem ficar preso a acabamentos simples 
e industriais, como mostrado na Figura 3. 
Ficha Técnica: 
Arquitetos: Marilia Pellegrini 
Localização: Cidade Jardim- SP, Brasil 
Figura 2-Praças 
22 
Área: 60m² 
Ano: 2021 
Figura 3- Casa Container 
 
Fonte: Archdaily,2021 
 
Motivo da escolha do projeto: 
O projeto Casa Container foi escolhido por ser um grande exemplo de 
construção limpa, além de ser um tipo de construção mais rápida que o convencional, 
ela tem o reaproveitamento de materiais e não se utiliza no processamento insumos 
naturais. Apesar de ser feita em container a arquiteta teve todo um cuidado com o 
acabamento da construção, visto que um dos problemas encontrado pela maioria das 
pessoas sobre esse tipo de construção é o acabamento e na Figura 4 podemos 
observar como esse aspecto tornou a obra mais sofisticada. 
Fonte: Archdaily 
 
Figura 4- Acabamento Sofisticado 
23 
Pode-se observar também a presença de grandes aberturas que 
proporcionam uma ventilação e iluminação natural a edificação. Foi feito o uso da cor 
branca em todo os acabamentos, transmitindo a sensação de amplitude e o clima 
minimalista atrelado a móveis planejados para que ficasse imperceptível aos olhos 
que a edificação tem como base um container. 
 
4.3 Centro Comunitário Springvale- Lyons (2020) 
 
A combinação de diversos espaços públicos resultou na criação do 
Springvale, um parque público lúdico localizado na cidade de Victoria na Austrália. 
Conta com espaços cívicos, escritórios municipais e uma grande biblioteca como 
mostrado na Figura 5. De acordo com o site Achdaily (2021), o objetivo do Springvale 
é fomentar um senso de propriedade cívica e insere a importância da representação 
e conexão. 
Ficha Técnica: Arquitetos:Lyons 
Localização: Victoria, Austrália 
Área: 3.800 m² 
Ano: 2020 
 
 
Fonte: Achdaily,2021 
 
 
Figura 5-Grande biblioteca 
24 
Motivo da escolha do projeto: 
A escolha do Springvale baseou-se no desempenho ecológico alcançado pela 
edificação, apesar de ser grande e com vários setores, a mesma possui 6 estrelas na 
classificação Green Star além de gerenciamento de água da chuva, sistemas de 
aquecimento, resfriamento e painéis fotovoltaicos localizados em toda a cobertura, 
(Figura 6) além de fachadas com grandes janelas que melhoram o bem-estar 
proporcionando uma maior ventilação e iluminação natural e consequentemente 
reduzindo o uso de energia elétrica, Figura 7. 
 
Figura 6- Painéis Fotovoltaicos 
 
Fonte: Archdaily,2021 
 
Figura 7-Grandes Janelas 
 
Fonte: Archdaily,2021 
 
25 
4.4 Tetris Hostel- Karin Nisiide e Carlos Eduardo Salamanca (2014) 
O Tetris Hostel fica na cidade de Foz do Iguaçu- Paraná, surgiu da ideia de 
transformar o famoso jogo eletrônico russo de empilhar e encaixar peças em um hostel 
com capacidade de abrigar 70 hóspedes e se tornou o primeiro hostel do Brasil feito 
em containers e o maior do mundo, sendo toda sua estrutura feita apartir de 15 
containers encaixados de forma funcional e criativa, permitindo um acesso fácil a 
todos os espaços da construção, Figura 8. 
Ficha Técnica: 
Arquitetos: Karin Nisiide e Carlos Eduardo Salamanca 
Localização: Foz do Iguaçu- PR, Brasil 
Área: 1000 m² 
Ano: 2014 
Fonte: Revista Hotéis,2014 
 
Motivo da escolha do projeto: 
Com o intuito de analisar a utilização do container como alternativa de 
construção limpa, o Tetris Hostel foi escolhido por ser inovador na utilização desse 
recurso em larga escala, visto que todo o empreendimento foi pensado de forma 
sustentável utilizando-se de 15 containers empilhados para abranger todos os 
espaços do hostel e até mesmo a piscina como mostrado na figura 9. 
 
Figura 8-Tetris Hostel 
26 
 Figura 9- Área Externado Tetris 
 
Fonte: Gazeta do Povo,2015 
Ademais, a construção conta com outras soluções sustentáveis que além de 
criativas geram economia em sua criação e desenvolvimento, dentre elas podemos 
destacar a reciclagem de mais de 1000 garrafas petes que foram utilizadas como 
manta térmica nas paredes, proporcionando o conforto térmico e acústico. Foi feito 
também a utilização de um telhado verde que auxilia no conforto térmico dos quartos. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
27 
5 METODOLOGIA 
 
Neste capítulo é descrito a metodologia utilizada para realizar a pesquisa, os 
procedimentos metodológicos utilizados e as pessoas que cooperaram na coleta de 
dados, além do campo onde essa coleta de dados se passou. 
Para realização dessa pesquisa o pesquisador teve contato direto com o 
ambiente e o objeto de estudo, pois o ambiente foi a fonte direta dos dados a serem 
coletados, Prodanov e Freitas (2013). Como instrumentos metodológicos para coleta 
de dados foram utilizados a observação in loco e registro fotográfico, além de uma 
entrevista com o auxílio de um questionário. 
Este questionário foi elaborado com o intuito de analisar os aspectos 
sustentáveis em dois edifícios públicos localizados no município de Massaranduba- 
PB, Figura 10, sendo esses edifícios uma UBS (Unidade Básica de Saúde) e uma 
escola municipal de ensino infantil. O mesmo foi feito para ser debatido com 
profissionais dos respectivos edifícios. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 Fonte: Google Maps 
 
 
Os aspectos que foram analisados nessas edificações foram a reutilização de 
água (águas cinzas e águas da chuva), a geração de energia, o uso de iluminação e 
ventilação natural e quanto ao gerenciamento dos resíduos sólidos. 
Figura 10-Mapa de área estudada 
28 
As visitas à essas edificações aconteceram nos dias 29 e 30 de setembro de 
2021, foram aplicados 9 questionários sendo 2 na UBS e 7 na Escola. Essas 
edificações foram escolhidas por serem as mais acessíveis para visitação e coleta de 
dados. Os dados coletados serviram de base para o desenvolvimento das diretrizes 
que tem como intuito auxiliar na elaboração de futuros projetos de edificações 
públicas, foi utilizado também os pontos positivos das edificações do estudo de 
referência para auxiliar nessas diretrizes. 
Essas diretrizes foram elaboradas a partir das necessidades que foram 
observadas nas edificações estudadas, tendo em consideração a opinião dos 
funcionários de cada edificação sobre o funcionamento das mesmas. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
29 
6 RESULTADOS E DISCUSSÕES 
 
Neste capítulo será apresentado e debatido os resultados dos dados 
coletados através de observação e questionários (Apêndice) aplicados na Escola 
Municipal de Ensino Infantil Pedacinho do Céu e na UBS Francisco Roberto de Souza. 
Serão apresentados em forma de seções conforme o questionário, com Figuras 
analisando as respostas e imagens reais do local para a comparação dessas 
respostas. 
Será também feito a comparação com o que é exigido por lei com o auxílio do 
Código de Obras de Campina Grande (Lei N° 5410/13) e o seu Plano Diretor (LEI 
COMPLEMENTAR Nº 003, 2006), uma vez que, como já mencionado, a cidade de 
Massaranduba não possui, até o presente momento, leis que regulamentem a 
execução de obras. 
 
6.2 Apresentação das Edificações 
 
Nesse tópico será feita uma breve apresentação das edificações estudadas 
bem como informações básicas sobre seu funcionamento. 
6.2.1 Escola Municipal de Ensino Infantil 
 
A Escola Municipal de Ensino Infantil Pedacinho do Céu está localizada na 
rua Hélio Moura, S/N, no distrito de Santa Terezinha, Massaranduba. Ela é constituída 
apenas de pavimento térreo, Figura 11, contendo 8 salas de aula, cantina, 4 banheiros 
e secretaria/direção. 
 
 
 
 
 
 
 
 
30 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Fonte: Arquivo Pessoal 
 
No Quadro 1 pode-se observar que a edificação funciona nos turnos da manhã 
e da tarde atendendo a cerca de 332 a 400 alunos, com mais de 25 funcionários 
divididos entre esses turnos. 
Quadro 1- Funcionamento da escola 
 
Qual o horário de funcionamento da edificação? 
Manhã e tarde (7:00h às 
17:30h) 
Quantos funcionários trabalham na edificação? 25-42 Funcionários 
Em média qual o número de pessoas são atendidas na 
edificação? 
332-400 alunos 
 
6.1.2 Unidade Básica de Saúde 
 
Localizado na BR 230, n° 7554 no distrito de Santa Terezinha, Massaranduba, 
a Unidade Básica de Saúde Francisco Roberto de Souza funciona em uma edificação 
de três pavimentos, Figura 12, sendo um pavimento semi enterrado onde funciona a 
área de fisioterapia. Além dessa área, a UBS conta com serviços de vacinação, 
odontologia, consultas médicas e entre outras. 
 
 
 
Figura 11- Fachada Escola 
31 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Fonte: Arquivo Pessoal 
 
A UBS funciona de segunda a sexta das 6:45h às 17:00h, como visto no 
Quadro 2, com 13 funcionários e atendendo entre 60 e 80 pacientes por dia. 
Quadro 2- Funcionamento da UBS 
 
Qual o horário de funcionamento da edificação? 6:45 às 17:00 
Quantos funcionários trabalham na edificação? 13 Funcionários 
Em média qual o número de pessoas são atendidas na 
edificação? 
60-80 pacientes 
 
6.2 Sobre a Edificação 
 
Apesar de ambas as edificações estarem bem conservadas e serem 
aparentemente novas, visto que ambas já passaram por reformas como é visto na 
Figura 13, foi observado que as mesmas não possuem características sustentáveis, 
das quais os funcionários pontuaram como modificação sustentável a utilização de 
placas solares fotovoltáicas, Figura 14. 
 
Figura 12-Fachada UBS 
32 
Figura 13- Reformas 
 
Fonte: Arquivo Pessoal 
 
É observado na Figura 14 o quanto ainda existe de pessoas que não tem 
informação acerca da sustentabilidade, visto que alguns funcionários da UBS 
pontuaram como mudança sustentável para a edificação a instalação de ar 
condicionados. 
 
Figura 14- Mudanças sustentáveis 
 
Fonte: Arquivo Pessoal 
33 
De acordo com o Plano Diretor “A sustentabilidade urbana e rural é entendida 
como desenvolvimento local equilibrado, nas dimensões social, econômica e 
ambiental, embasado nos valores culturais e no fortalecimento político-institucional, 
orientado para melhoria contínua da qualidade de vida das gerações presentes e 
futuras, apoiando-se:” (Art. 8° do Plano Diretor de Campina Grande), “na valorização 
e requalificação dos espaços públicos, da habitabilidade e da acessibilidade para 
todos;” ( Art. 8°, parágrafo II do Plano Diretor de Campina Grande). 
 
6.3 Sobre a água 
 
Foi observado em ambas as edificações, respostas bem semelhantes quanto 
ao aspecto do uso e captação de água, como mostrado abaixo. Entretanto, foi 
verificado que na UBS não possui a captação da água das chuvas, Figura 15, nem os 
condutores para o escoamento das mesmas, como observado na Figura 16, tendo em 
vista o destacamento no Código de Obras de Campina Grande sobre esse aspecto, 
“As edificações situadas no alinhamento deverão ser dotadas de calhas e condutores, 
com a respectiva canalização de água efetuada abaixo do passeio.”( Art.244, Seção 
VII do Código de Obras de Campina Grande) e ainda “Nas construções dos beirais, 
não será permitido o escoamento das águas pluviais sobre terrenos vizinhos nem 
sobre o passeio público.” (Art.272, Seção XI do Código de Obras de Campina Grande). 
Figura 15- Captação de água 
 
Fonte: Arquivo Pessoal 
 
34 
 
 
 
 
 
 
 
 
Fonte: Arquivo Pessoal 
 
Diferente do que foi observado na UBS, na escola de ensino infantil possui 
captação de água das chuvas e as mesmas são armazenadas em uma cisterna como 
mostrado na Figura 17. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Fonte: Arquivo Pessoal 
 
Em ambas as edificações foi possível notar apresença de reservatórios de 
água do tipo caixa d’água, Figura 18, na qual a água armazenada nas mesmas vem 
de encanamento da rua e são utilizadas em sua maioria para manutenção das 
edificações, Figura 19, é possível observar essas caixas d’água, Figuras 16 e 20. 
 
Figura 16- Ausência de Condutores de escoamento 
Figura 17- Cisterna 
35 
Figura 18- Reservatórios de água 
 
Fonte: Aqruivo Pessoal 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Fonte: Arquivo Pessoal 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Figura 19- Utilização da água 
36 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Fonte: Arquivo Pessoal 
E foi observado que as águas armazanadas nesses reservatórios são 
suficientes para atender as necessidades das edificações, Figura 21. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Fonte: Arquivo Pessoal 
 
Quanto ao reaproveitamento das águas cinza, que são águas de torneiras de 
banheiros ou de torneiras da cozinha, etc., foi analisado que essas águas são 
captadas, Figura 22, e não são reaproveitadas, Figura 23, mas descartadas para rede 
de esgoto, embora o Plano Diretor coloque como ação prioritária para o serviço de 
abastecimento de água a reutilização dessas águas: “a definição de metas para 
redução das perdas de água e de programa de reutilização da água servida de pia e 
Figura 20- Caixa d'água Escola 
Figura 21- Águas dos reservatórios 
37 
chuveiro, bem como da utilização da água pluvial para uso doméstico não potável.” 
(Art. 110, parágrafo IV do Plano Diretor de Campina Grande). 
 
Figura 22- Águas Cinzas 
 
Fonte: Arquivo Pessoal 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Fonte: Arquivo Pessoal 
 
 
Figura 23- Aproveitamento das águas cinzas 
38 
6.4 Sobre os Resíduos: 
 
Os resíduos são importantes a serem observados do ponto de vista da 
sustentabilidade, visto que se descartados de forma errada, o que acontece 
frequentemente, são causadores de contaminação do meio ambiente e principalmente 
do solo. 
Nas edificações que foram feitas a pesquisa foi possível observar que existe 
a coleta de resíduos, Figura 24, mas que esses resíduos não são reciclados e sim 
destinados a um lixão, Figura 25, designado pela prefeitura (resposta da maioria). No 
Plano Diretor é considerado ação prioritária o reuso e reciclagem desses resídos, “o 
estimulo ao uso, reuso e reciclagem de resíduos sólidos, em especial, ao 
reaproveitamento de resíduos inertes da construção civil.” (Art. 118, paragráfo VI do 
Plano Diretor de Campina Grande), o mesmo ainda fala que os programas de 
educação ambiental visam a importância do uso de materiais que gerem o menor 
número de resíduos, bem como a correta separação para coleta e reciclagem dos 
mesmos ( Art.118, § 1° do Plano Diretor de Campina Grande). 
 
Figura 24- Coleta Seletiva 
 
Fonte: Arquivo Pessoal 
39 
Figura 25- Destino dos Resíduos 
 
Fonte: Arquivo Pessoal 
 
Na visita a UBS e o contato com os funcionários da edificação foi informado 
que existe dois tipos de coleta de resíduos, além dos resíduos comuns é feito também 
a separação e coleta dos resíduos de serviço de saúde, que são agulhas, seringas e 
entre outros, esses resíduos são armazenados em caixas específicas, Figura 26, e 
destinados ao hospital de Massaranduba onde é feito o descarte correto. Como 
previsto no Código de Obras de Campina Grande “As edificações destinadas a 
hospitais e congêneres, aeroportos e terminais rodoviários, deverão gerenciar o 
tratamento dos seus resíduos sólidos, desde a geração até a disposição final, de 
maneira a atender aos requisitos ambientais e de saúde pública” (Art. 394 do Código 
de Obras de Campina Grande). 
 
 
 
 
 
 
 
40 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Fonte: Arquivo Pessoal 
 
6.5 Sobre a Energia e a Ventilação 
 
Quanto a energia e a ventilação foram observados pontos bem críticos do 
ponto de vista da sustentabilidade em ambas as edificações, visto que ambas não 
possuem geração de energia limpa, como observado na Figura 27, apesar de 
utilizarem em sua maioria as lâmpadas de LED, que tem um menor gasto energético, 
como observado na Figura 28 e na Figura 29. 
 
Figura 27- Geração de energia 
 
Fonte: Arquivo Pessoal 
 
Figura 26-Caixa para materiais contaminados 
41 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Fonte: Arquivo Pessoal 
 
Foi possivel observar também que na UBS, as aberturas de iluminação e 
ventilação são suficientes para atender as áreas de espera dos usuários, como é 
observado na Figura 29. Existem várias aberturas com cobogós, Figuras 30 e 31, além 
de um um portão que fica totalmente aberto, permitindo a utilização do espaço sem a 
necessidade de iluminação e/ou ventilação artificial. O mesmo não pode-se dizer das 
salas e consultórios, que apesar de possuírem janelas (apenas uma por ambiente), 
foi observado que não são suficientes, principalmente quanto a circulação do ar. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 Fonte: Arquivo Pessoal 
 
 
Figura 28- Iluminação 
Figura 29-Lâmpadas de LED 
42 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Fonte: Arquivo Pessoal 
 
 
 
 Fonte: Arquivo Pessoal 
 
Quanto as aberturas para iluminação e ventilação naturais existentes nas 
edificações, como visto na Figura 32, é previsto no Código de Obras de Campina 
Grande que em todos os compartimentos devem existir aberturas para ventilação e 
iluminação naturais de forma que não seja afetado o conforto do recinto (Art. 300, 
Seção XVII do Código de Obras de Campina Grande). 
Figura 32- Aberturas na edificação 
 
Figura 30- Cobogós Sala de espera superior Figura 31- Cobogós Laterais 
43 
Fonte: Arquivo Pessoal 
 
Figura 33- Aberturas suficentes 
 
Fonte: Arquivo Pessoal 
 
Conforme visto na Figura 33, os voluntários da Escola de Ensino Infantil não 
acham as aberturas existentes na edificação suficientes e isso foi observado durante 
a visita a edificação. Como é analisado na Figura 34, todas as salas de aulas possuem 
condicionamento artificial do tipo ar-condicionado, Figura 35, pois as únicas janelas 
existentes na mesma são do tipo basculante que pouco ajudam na ventilação dos 
espaços e segundo o Código de Obras “As salas de aula das escolas deverão ter 
abertura de, no mínimo, 1/3 (um terço) de sua área.” (Art. 309, Seção XVII, Subseção 
I do Código de Obras de Campina Grande). 
 
 
 
 
44 
Figura 34- Ventilação Artificial 
 
Fonte: Arquivo Pessoal 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Fonte: Arquivo Pessoal 
 
6.7 Diretrizes Projetuais Sustentáveis 
 
De acordo com o dicionário Aurélio as diretrizes são conjunto de normas e 
critérios que determinam e direcionam o desenvolvimento ou a criação de alguma 
coisa; procedimentos. (FERREIRA, 1999) 
Na arquitetura, as diretrizes auxiliam o processo projetual direncionando os 
melhores caminhos para se desenvolver cada vez mais melhores edificações, elas 
também serve de parâmetro para o desenvolvimento de projetos em lugares onde não 
Figura 35- Ar-condicionado 
45 
possuem normas a serem seguidas, direcionando o arquiteto sobre a melhor forma 
de atender as necessidades da edificação na região. 
Nesse capítulo será proposto diretrizes projetuais sustentáveis, que visam 
auxiliar o desenvolvimento de projetos de edificações públicas, com base no tripé da 
sustentabilidade, conceito idealizado por John Elkington, o qual tem por objetivo a 
relação entre sociedade, economia e ambiente para a criação de uma empresa, Figura 
36, nesse caso faremos a relação entre o tripé com as edificações. (FERREIRA,2019) 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 Fonte: Terra Ambiental, 2020 
 
6.7.1 Social 
 
No âmbito social a sustentabilidade prevê que a relação entre o local de 
trabalho e o funcionário precisa ser harmoniosa, saudável e justa, dito isto, 
entendemos que as edificações precisam fornecer aos seus usuários ambientes 
agradáveis,levando em consideração o bem estar das pessoas na hora de projetar, 
bem como medidas que ajudem a comunidade onde esta edficação será inserida. 
Aqui serão destacadas diretrizes com foco na quastão social, sendo elas: 
 Resfriamento da edificação através das cores: aqui a intenção é fazer o 
uso de cores claras, principalmente o branco em fachadas, com o intuito de absorver 
menos radiação solar, tendo um grande impacto positivo no conforto térmico dos 
ambientes. 
Figura 36- Tripé da sustentabilidade 
46 
 Elementos que possibilitem a entrada de iluminação e ventilação natural: 
A utilização de elementos como cobogós e brises são um ótimo recurso para um maior 
aproveitamento da iluminação e ventilação natural, quando bem utilizados pode ser 
diminuindo a utilização de equipamentos de iluminação e ventilação artificial durante 
o dia. Foi observado no estudo de referência 4.2 como os elementos de acabamento 
também tem o intuito de melhorar a experiência do usuário de cada edificação. 
 Reutilização de resíduos: Esse ponto pode ser tido também como 
ambiental, mas aqui o destaque é utilizar os resíduos que podem ser reutilizados para 
atividades nas edificações, como por exemplo guarrafas de refrigerantes utilizadas por 
alunos como matrerial de aula. 
 
6.7.2 Econômico 
 
Aqui a sustentabilidade visa a relação entre a elaboração de projetos 
sustentáveis mas que sejam economicamente viáveis, bem como a responsabilidade 
de fazer orçamentos e escolha de materiais da forma correta e é nesse ponto em que 
se baseia a diretriz: 
 Escolha correta de materiais: Na hora da execusão do projeto precisa 
de muita atenção quanto a origem dos materiais escolhidos, bem como a utilização 
de processos que causem o mínimo impacto ambiental. Como por exemplo o uso dos 
containers, como foi visto no estudo de referência 4.4, que além de fazer reuso o 
container causa menos impacto ao meio ambiente por nao gerar resíduos da obra. 
 Mão de obra local: relacionado também com o ponto social, a intenção 
de optar pela mão de obra local é a economia, tendo em vista que não precisa pagar 
pelo delocamento dos funcionários até a obra, além dos mesmo conhecerem a região 
e desenvolverem a obra com mais facilidade. No âmbito social, essa intenção gera 
mais empregos na região. 
 Projetar para a continuidade: Projetar para a continuidade vai muito além 
do que as pessoas pensam de como projetar para durar por muitos anos, aqui esta 
inserido também projetar para que possa se fazer o menor gasto com gestão, 
operação e ciclo de vida, bem como ser uma edificação adaptável e/ou renovado. 
Juntamente com essa ideia tem o uso de novas tecnologias que podem auxiliar na 
manutenção das edificações. 
47 
6.7.3 Ambiental 
 
Esse ponto chega a ser um dos mais debatidos hoje em dia, como ja foi falado 
a construção civil é uma grande causadora de impactos ambientais. Aqui a 
sustentabilidade visa além de uma obra que cause menos impactos ambientais, 
também o uso do conscientes dos rescuros naturais, bem como o incentivo de práticas 
que ajudem o meio ambiente. 
 Reutilização de áreas abandonadas: Fazer a reutiliação de áreas 
abandonadas das cidades, que não possua valor ecológico, para novas construções 
permite que hajam menos geração de entulho, como também o maior conforto para a 
população do entorno, visto que muita das vezes essas dificações abandonadas são 
utilizadas para descarte irregular de lixo. 
 Vegetação: Utilizar vegetação que proporcionem abrigo para a 
população, ajuda também na permeabilidade do solo, já que muita das vezes não é 
atentado para esse ponto. Como foi observado no estudo de referência 4.1 a 
vegetação faz toda diferença em uma edificação e essas vegetações podem ser 
utilizadas de forma estratégicas para incentivar a população a cuidar delas, como por 
exemplo hortas em escolas e hospitais, e plantas que possuam efeito repelente. 
 Utilização de recursos naturais: Um ponto muito falado mas que precisa 
ser constantimente lembrado é quanto a reutiliação de água, que podem ser 
reutilizadas para a irrigação de plantas, como também a limpeza de ambientes, 
reduzindo o consumo de água potável nessas atividades. Aqui também está inserido 
a captação de energia solar, a qual pode ajudar a minimizar o uso de água na geração 
de energia elétrica e vimos no estudo de referência 4.3 que esse artifíco pode ser 
utiliado independente do tamanho da obra. 
 
 
 
 
 
 
 
 
48 
7 CONSIDERAÇÕES FINAIS 
 
Neste trabalho foram analisados pontos importantes para a propagação da 
arquitetura sustentável em edificações públicas,bem como um maior conhecimento 
da mesma. Apesar disso, é notório que muito ainda precisa ser feito para se ter um 
maior número de edificações públicas que atenda aos príncipios da arquitetura 
sustentável. 
Ter um contato direto com as edificações e os funcionários das mesmas 
proporcionou um maior conhecimento, principalmente sobre o funcionamento e as 
necessidades dessas edificações. 
Foi observado que apesar da existência de leis que incentivem as práticas 
sustentáveis em edificações públicas, é perceptível que as mesmas não são aplicadas 
de forma correta em todas as edificações. Diante disso, se faz necessária a 
fiscalização para que as mesmas sejam cada vez mais aplicadas e com maior eficácia, 
garantido assim seu cumprimento de forma correta. 
Como foi visto nos questionários aplicados nas edificações estudadas, apenas 
3 perguntas apresentaram respostas satisfatórias quanto a sustentabilidade, sendo 
elas a coleta seletiva de residuos, a reulização de águas armazenadas para a 
manutenção dessas edificações e a utilização de lâmpadas de LED (que tem uma 
maior economia de energia). 
É preocupante perceber que as pessoas/edificações que mais deveriam dar 
exemplo quanto a sustentabilidade não tem feito nada acerca do assunto, não 
mostrando o minímo de interesse quanto a isso. Chega a ser ainda mais preocupante 
a falta de conhecimento da população, visto que se não se tem conhecimento sobre 
o assunto não é possível haver cobrança de melhorias. 
Por esse fato que ainda temos um grande caminho para ser percorrido com 
relação a esse assunto, contudo esse é o primeiro passo para uma maior 
conscientização da população e das autoridades, tendo esperança de dias melhores 
e com menores impactos ambientais gerados pela construção. 
 
 
 
49 
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APÊNDECE 
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Sobre a água

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