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Disciplina: Enfermagem Cirúrgica
Professora: Elisângela
Enfermagem
 A enfermagem perioperatória "inclui os períodos pré-
operatório, intra-operatório e pós-operatório da experiência 
cirúrgica do paciente. 
 O enfermeiro elabora o levantamento de dados sobre o 
paciente; coleta, organiza e prioriza os dados do paciente; 
estabelece o diagnóstico de enfermagem; desenvolve e 
implementa um plano de cuidados de enfermagem; e avalia 
aqueles cuidados em termos dos resultados alcançados pelo 
paciente.
Período pré-
operatório
Decisão 
Cirúrgica
Entrada no 
Centro Cirúrgico
Intra/trans
operatório
Encaminhamento 
a RPA
Termina com a 
saída do paciente 
do Centro 
Cirúrgico
Observação e avaliação das necessidades individuais, com o 
objetivo de:
 Identificar alterações físicas (presença de feridas).
 Identificar alterações emocionais (ansiedade, expectativas, 
condições afetadas), esta compromete o bom êxito da cirurgia 
ou até mesmo pode provocar a sua suspensão.
 Fatores físicos que aumentem o risco operatório: tabagismo, 
desnutrição, obesidade, faixa etária elevada, HAS e outras 
doenças.
 Devem proporcionar conforto, segurança e o menor risco de
infecção ao cliente, devendo o mesmo ser esclarecido sobre o
que está e será realizado. No caso de experiência anterior
negativa, deve-se respeitar este fato e estimular o paciente a
identificar fatores que favoreçam a nova intervenção. Tanto o
cliente e a família têm direitos à orientação clara e precisa sobre
o diagnóstico clínico, proposta cirúrgica e possível prognóstico e,
condições para assinar o termo de responsabilidade
(consentimento para a cirurgia). Código de Ética, Art. 27:
respeitar e reconhecer o direito do cliente de decidir sobre
sua pessoa seu tratamento e seu bem-estar.
 O aspecto da humanização como fator beneficente, ou seja,
interfere diretamente num bom pós-operatório (melhor
recuperação da saúde).
 Não esquecer quanto ao aspecto religioso do paciente (muito
importante!).
A ocorrência ou não de infecções pós-operatórias depende de
vários fatores, mas principalmente da quantidade e virulência dos
microorganismos e da capacidade de defesa do cliente. A equipe
de Enfermagem deve:
 Manter os uniformes limpos.
 Unhas limpas e curtas.
 Lavagem das mãos antes e após cada procedimento.
 Técnica asséptica.
 Ambiente limpo.
 Observar sinais infecção.
OMS
 Diretrizes para 
prevenção de 
infecção de sítio 
cirúrgico: pré-
operatório
 Recomendação 4: o painel recomenda a administração de 
profilaxia antibiótica antes da incisão cirúrgica quando 
indicado (dependendo do tipo de cirurgia). 
 Recomendação 5: o painel recomenda a administração de 
profilaxia antibiótica em até 120 minutos antes da incisão, 
considerando a meia-vida do antibiótico. 
Obs: uma análise dos dados comparando diferentes intervalos 
de tempo (com 120min, 60min ou 30 min antes da incisão) não 
demonstra diferença significativa, sendo importante apenas 
observar a meia-vida do antibiótico para escolher o melhor 
momento para administração.
 A preparação mecânica do intestino sozinha (sem
administração de antibióticos orais) não deve ser utilizada com
a finalidade de reduzir ISS em pacientes adultos submetidos a
cirurgia colorretal eletiva. É recomendado o uso de
antibióticos orais pré-operatórios combinados com a
preparação mecânica do intestino
 Esvaziamento Intestinal
 Depende do cliente, tipo de cirurgia, da equipe que o assiste –
utilização de laxativos, lavagem intestinal ou ambos, 8 a 12
horas antes do ato cirúrgico, com o objetivo de destruir
microorganismos entéricos.
 Clister Glicerinado.
 Soluções Prescritas: soro fisiológico, água morna, com ou sem
glicerina/vaselina – 2000 ml – uso de sondas retais (números
variando de 14 a 20 – crianças e adolescentes / 22 a 24 –
mulheres / 24 a 26 – homens).
 Procedimento: privacidade – orientação do procedimento –
lubrificação – posição de sims: decúbito lateral esquerdo,
perna direita flexionada e ligeiramente apoiada na perna
esquerda-orientações quanto ao relaxamento da musculatura
anal (inspirando e prendendo a respiração). O efeito ideal é
obtido retendo o líquido por 15 minutos.
 É recomenda soluções antissépticas alcoólicas baseadas em 
gluconato de clorexidina para a preparação da pele do sítio 
cirúrgico em pacientes que serão submetidos a cirurgia
Pele_ alcoólico
Mucosa _ Aquoso
 Os selantes antimicrobianos não devem ser usados após a
preparação da pele do sítio cirúrgico com a finalidade de
reduzir ISS.
 Campo cirúrgico incisional
antimicrobiano com adesivo 
acrílico hipoalergênico 
impregnado de iodo sensível 
a pressão, utilizado para 
promover uma superfície 
estéril ao redor da incisão 
cirúrgica.
 Recomendação 11: o painel recomenda que a preparação das 
mãos para a cirurgia seja realizada esfregando-as com 
sabonete antimicrobiano apropriado e água ou usando uma 
escova adequada à base de álcool antes de colocar luvas 
estéreis. 
 Cuidados na transferência da mesa cirúrgica para a maca.
 Observar necessidade de cobertores, manutenção acesso
venoso, condições do curativo, funcionamento de sondas e
drenos.
 Geralmente o encaminhamento para RPA é feito pelo
anestesista e circulante.
 Ao término da cirurgia, providenciar limpeza da sala,
normalmente cirurgião ou outro profissional informa familiares
sobre o ato cirúrgico e estado geral do paciente.
Período crítico, o paciente está bastante vulnerável as 
complicações, sob efeito da anestesia geral, raquianestesia, 
peridural ou mesmo local. É fundamental a atuação da equipe de 
Enfermagem para:
 Restabelecer as funções vitais.
 Proporcionar alívio da dor e desconforto pós-operatório.
 Manter integridade da pele.
 Prevenir infecções.
 Tranqüilizá-lo orientá-lo, questioná-lo (queixas).
 Observar seu estado de consciência: Sonolento/inconsciente: 
cuidado com o que se fala (audição pode estar presente).
 Ler atentamente informações contidas no prontuário 
(intercorrências e recomendações).
 Posicionar soros, sondas, cateteres adequadamente, controlar 
gotejamento – balanço hídrico.
 Posicionar paciente com sonda nasogástrica: posição semi-
fowler (esofagite de reflexo).
 Colocar grades laterais elevadas (prevenção de quedas –
sonolência ou agitação).
 Providenciar aquecimento: cobertores (risco de hipotermia 
devido à ação anestésica).
 Contra-indicado = bolsa de água quente devido à 
possibilidade de ocorrer queimaduras.
 Controlar os sinais vitais: de 15 em 15 minutos; 30 em 30 
minutos; uma em uma hora e de duas em duas horas.
 Realizar cuidados com curativos.
_Apertar demais gera edema.
_Frouxo ou solto, sujo de sangue é sugestivo de hemorragia, 
solicitar avaliação médica ou refazê-lo mantendo vigilância 
especial ao paciente que apresenta sangramento.
 Observar se os reflexos estão presentes, sinais vitais 
estabilizados, drenos e sondas funcionantes: alta médica da 
RPA.
 Encaminhar para Unidade de Internação.
 Orientar, tranqüilizar o paciente em caso de 
ansiedade/agitação: administrar analgésicos/tranqüilizantes
prescritos.
 Registrar em folha própria todos os dados necessários: balanço 
hídrico, sinais vitais, tempo de recobro e assistência prestada.
ANORMALIDADES E COMPLICAÇÕES DO PÓS-
OPERATÓRIO
Complicações
• Piora do quadro clínico
Aumento do período de recuperação 
cirúrgica
Em Alguns casos
• Óbito
 Alterações dos Sinais Vitais
 Temperatura corporal: Controle freqüente, estar atento para a 
instalação do quadro convulsivo nas crianças principalmente. 
Alterações térmicas modificam o sistema cardiovascular e 
respiratório, por esse motivo deve ser feito controle freqüente
dos sinais vitais o que possibilita identificar precocemente o 
“choque”, o qual pode ser fatal (hiper ou hipotermia).
 Respiração: Depressão do sistema nervoso (apnéia) ou 
obstrução das vias aéreas superiores (aspiração de vômitos ou 
secreção).
 Pressão Arterial: Pressão arterial baixa é indicativode perda de 
sangue, efeito anestésico, mudança brusca de posição. 
Freqüente nas raquianestesias, utilizando para tratamento a 
hidratação venosa, oxigenoterapia e posição de 
trendelemburg. Medicação vasopressora somente se não 
normalizar a pressão arterial com essas medidas (Efedrina).
 Dor: Observar níveis de consciência e as funções: motora e 
sensitiva – agitação ou confusão mental (pesquisar se não está 
sendo provocado pela dor que surge à medida que o 
anestésico é eliminado pelo organismo). Medicá-lo conforme 
prescrição médica. Outras manobras: afrouxar ou trocar 
curativos; aliviar retenção urinária; mudar decúbito; 
proporcionar conforto; ambiente calmo; as ações devem ser 
implementadas conforme necessidade, tipo de cliente e 
recursos disponíveis (TV, música relaxante, etc). 
 ANALGESIA PRECOCE, OU SEJA, O ALÍVIO DA DOR AJUDA O 
CLIENTE A MOVIMENTAR-SE SEM RESTRIÇÕES, O QUE 
AUXILIA E AGILIZA SUA RECUPERAÇÃO
 Sonolência: característica freqüente sendo importante certificar o 
nível de consciência mediante estímulos (perguntas, estímulo tátil), 
comunicar alterações o mais rápido, pois podem indicar 
complicações (hemorragia interna).
 Soluços: Espasmos intermitentes do diafragma provocados pela 
irritação do nervo frênico (inerva o diafragma junto com o 3º, 4º e 5º
segmentos cervicais). No geral, terminam espontaneamente ou por 
condutas simples: aspiração ou lavagem gástrica (diminui a 
distensão abdominal), deambulação, aquecimento quando 
hipotérmico, mudança de decúbito, administração de antiemético 
(metoclopramida), conforme prescrição médica.
 São mais sérias e frequentes, principalmente em obesos, 
fumantes, idosas e com outros agravos.
 Intervenção de enfermagem: reconhecer precocemente os 
sinais e sintomas: cianose, dispnéia, tiragem intercostal, 
batimentos de asas do nariz.
 Conduta: Proporcionar movimentação e deambulação 
precoces, lateralização da cabeça do paciente com vômitos, 
não infusão de soluções endovenosas pelos membros 
inferiores (evitar embolia).
 Infecção urinária: Falhas na técnica de sondagem vesical e refluxo
urinário. Hipertermia, disúria e alterações na característica da urina.
Intervenções de enfermagem: usar de técnica asséptica, e sempre
utilizar o sistema fechado em coletores urinários.
 Retenção urinária: Intervenções de enfermagem: eliminar possíveis
causas, promover privacidade, posicionar o paciente (se não for
contra-indicado). Avaliar dobraduras e grumos na extensão das
sondas. Aplicar de calor local, estimular diurese com o som da água
saindo da torneira. Caso não haja êxito, discutir e avaliar
possibilidade de cateterismo vesical de alívio.
 Náuseas e Vômitos: Efeitos colaterais dos anestésicos, diminuição do 
peristaltismo, distensão abdominal, acúmulo de líquidos e restos 
alimentares no trato digestório (náuseas e vômitos).
 Intervenções de Enfermagem:
 Em pacientes com sonda nasogástrica: abrir sonda nasogástrica, 
mantê-la aberta, aspirar para esvaziar conteúdo gástrico.
 Em pacientes sem sonda nasogástrica: Posicionar em decúbito lateral 
ou lateralizar a cabeça para facilitar a drenagem do vômito pela boca. 
O vômito deve ser aparado em cuba rim, toalha lençol e a seguir, 
proceder à higiene do paciente, troca de roupas e higiene oral o mais 
rápido possível. Pode ser necessário administrar antieméticos ou 
passar sonda nasogástrica, conforme prescrito ou protocolo do serviço. 
Causada pela permanência prolongada no leito mais 
imobilidade após cirurgia. Estase venosa predispõe o 
aparecimento de trombose, tromboflebite e embolia. 
 Intervenções de Enfermagem:
 Mudança de decúbito a cada duas horas.
 Movimentação, realização de movimentos ativos no leito.
 Estimular a deambulação o mais precoce possível.
 Observar presença de hipotensão postural.
 Administrar analgésicos prescritos, se necessário.
 Hemorragia: Externa (visível) ou Interna (não visível, mais difícil de 
identificar). Ocorre frequentemente nas primeiras 24 horas após 
cirurgia, podendo apresentar: desconforto, palidez intensa, mucosas 
descoradas, taquicardia, dispnéia e choque hipovolêmico, nos casos 
de hemorragia interna, pode haver presença de dor.
 Intervenções de Enfermagem:
 Observar sangramento no curativo, roupas de cama.
 Comunicar alterações com urgência.
 Preparar o paciente para possível revisão cirúrgica.
 Verificação dos sinais vitais para prevenção do choque hemorrágico.
 Infecção da ferida Cirúrgica: Presença de secreção purulenta,
que varia de clara inodora ao pus espesso com odor fétido,
com presença ou não de necrose nas bordas da ferida. Ocorre
um processo inflamatório, normalmente os sintomas se
manifestam entre 36 a 48 horas após cirurgia, mas podem
passar despercebidos devido ao uso de antibióticoterapia.
 Deiscência cirúrgica: É a abertura 
total ou parcial da incisão cirúrgica, 
provocada por infecção, rompimento 
da sutura, distensão abdominal, 
ascite e estado nutricional precário.
 Intervenções de Enfermagem:
 Lavar ou irrigar o local com solução fisiológica, podendo haver 
necessidade de revisar os pontos cirúrgicos.
 A troca do curativo pode ser ou não atribuição da equipe de 
enfermagem e, o tempo de permanência dos curativos 
fechados depende da rotina da instituição ou equipe médica. 
Curativos com secreção devem ser “fechados” e nos casos de 
sangramento o curativo deve ser compressivo.

 Choque Hipovolêmico: Mais comum no Pós-operatório imediato provocado 
pela perda sangüínea excessiva ou reposição hídrica ou sangüínea
inadequada durante ou após a cirurgia.
 Choque Séptico: Decorrente de cirurgias contaminadas, infecções crônicas 
ou adquiridas durante ou após o ato cirúrgico. Sinais/sintomas: pulso 
taquicárdico e filiforme, hipotensão arterial, dispnéia, palidez, sudorese 
fria, hipotermia, cianose de extremidades, agitação, oligúria ou anúria.
 Intervenções de Enfermagem:
 Detectar e notificar precocemente. 
 Estar atento à variação do nível de consciência, bem como o controle da 
temperatura, pressão arterial, freqüência respiratória, principalmente 
pulso e pressão arterial. 
 Observar focos hemorrágicos, se necessário, fazer curativos compressivo. 
 Realizar acesso venoso o mais rápido possível, enquanto se aguarda 
conduta médica, pois, após instalação do choque haverá dificuldade para 
visualizar a mesma.
 Providenciar o material de emergência.
•A HIPERTERMIA MALÍGNA
É UMA AFECÇÃO
HEREDITÁRIA E LATENTE,
CARACTERIZADA
CLASSICAMENTE POR UMA
SÍNDROME
HIPERMETABÓLICA EM
RESPOSTA À EXPOSIÇÃO
AOS ANESTÉSICOS
VOLÁTEIS (HALOTANO,
EUFURANO,ISOFURANO,
SEROFLURANO E
DESFLURANO) E OU
SUCCINILCOLINA
EM GERAL, A HM INCIDE CADA 50 MIL ANESTESIAS
REALIZADAS EM ADULTOS, E 15 MIL APLICADAS A
CRIANÇAS, RARAMENTE PODE OCORRER EXTREMOS DE
IDADE.
AFETA TODOS OS GRUPOS RACIAIS.
OCORRE EM AMBOS OS SEXOS, AINDA QUE AS CRISES SEJAM
MAIS COMUNS AOS HOMENS
FISIOPATOLOGIA:
 Os mecanismos podem envolver potenciação induzida por
anestésico da saída do cálcio (Ca) a partir do retículo
sarcoplásmico do músculo esquelético em pacientes
suscetíveis. Como resultado, as reações bioquímicas induzidas
por cálcio são aceleradas, causando várias contrações
musculares intensas e elevação da taxa metabólica, resultando
em acidose metabólica e respiratória. Em resposta à acidose,
os pacientes respirando em ar ambiente apresentam
espontaneamente taquipneia cuja compensação é apenas
parcial.
 O retículo sarcoplasmático é o 
retículo endoplasmático das 
células musculares. É 
especializado no armazenamento 
de íons cálcio, e quando libera 
esse cálcio para o citoplasma dá-
se a contração muscular. O 
retículo sarcoplasmático encontra-
se disposto em formato de redes a 
circundar um grupo de 
miofilamentos.
 A hipertermia maligna pode se desenvolver durante anestesia 
ou no início do período pós-operatório. A apresentação clínica 
varia de acordo com os fármacos usados e a suscetibilidade do 
paciente. 
 O primeiro sinalé rigidez muscular, especialmente no maxilar, 
seguido de taquicardia, outras arritimias, taquipneia, acidose, 
choque e hipertermia. 
 Hipercapnia (detectada pelo aumento de CO2 expirado final) 
pode ser um sinal precoce. A temperatura é 
normalmente ≥ 40°C e pode ser extremamente alta 
(i.e., > 43°C). 
 A urina pode parecer marrom ou sangrenta, caso tenha 
ocorrido rabdomiólise e mioglobinúria.
Rabdomiolse
 A Rabdomiólise (RM) e 
uma síndrome 
caracterizada por uma 
destruição das fibras 
musculares esqueléticas 
e que resulta na 
liberação dos 
constituintes 
intracelulares das fibras 
para a circulação 
sanguínea.
Mioglobínuria
 Mioglobinúria é a eliminação de 
mioglobina (pequena proteína 
transportadora de oxigênio 
encontrada nos músculos 
esqueléticos e cardíaco. 
Sua função é acumular oxigênio nas 
células musculares para a produção 
de energia necessária à contração 
muscular.) pela urina depois dela ter 
sido liberada dos músculos e caído 
na corrente sanguínea.
• Avaliação clínica
• Testes para complicações
• Teste de suscetibilidade para pessoas com risco
Suspeita-se do diagnóstico quando os sinais e sintomas típicos 
ocorrem em 10 min a, ocasionalmente, várias horas após o início 
da anestesia inalatória. O diagnóstico precoce pode ser 
facilitado pelo pronto reconhecimento da rigidez maxilar, 
taquipneia, taquicardia e aumento do CO2 expirado.
 Não há testes confirmatórios imediatos, mas os pacientes
devem ser testados para complicações, incluindo
eletrocardiograma, testes sanguíneos (hemograma com
plaquetas, eletrólitos, ureia sanguínea, creatinina, creatina
fosfoquinase, Ca, tempo de protrombina, tempo de
tromboplastina, fibrinogênio, dímero D) e teste de urina para
mioglobinúria.
 Outros diagnósticos devem ser excluídos. Sepse
perioperatória pode causar hipertermia, mas raramente logo
após a indução anestésica. Anestesia inadequada pode causar
aumento do tônus muscular e taquicardia, mas não elevar a
temperatura. Crises da tireoide e feocromocitomas raramente
se manifestam imediatamente após a indução anestésica.
EXAMES DE SENSIBILIDADE
 O teste para suscetibilidade a hipertermia maligna é
recomendado para pessoas com risco, tomando por base a
história familiar de distúrbio ou uma história pessoal de reação
adversa à anestesia geral grave ou incompletamente
caracterizada.
 O teste de contratura ao halotano e cafeína (TCHC) é o mais
preciso. Ele mede a resposta de uma amostra do tecido
muscular à cafeína e halotano. Esse teste pode ser feito
somente em certos centros de referência e requer excisão de
cerca de 2 g de tecido muscular. Uma vez que várias mutações
podem estar envolvidas, o exame genético tem sensibilidade
limitada (cerca de 30%), mas é bastante específico; pacientes
nos quais a mutação é identificada não precisam de TCHC.
• Resfriamento rápido e medidas de suporte
• Dantroleno
É importante resfriar os pacientes da forma mais rápida e efetiva 
possível para prevenir danos ao SNC e também para dar tratamento de 
suporte aos pacientes a fim de corrigir anormalidades metabólicas . O 
resultado é melhor quando o tratamento começa antes da rigidez 
muscular se tornar generalizada e antes do desenvolvimento de 
rabdomiólise, hipertermia grave e CID. Dantroleno 2,5 mg/kg IV a cada 5 
min ou conforme necessário, até uma dose total de 10 mg/kg deve ser 
dado além das medidas de resfriamento físico normais. A dose de 
dantroleno é titulada com base na frequência cardíaca e concentração 
final de CO2. Em alguns pacientes, intubação traqueal ( Intubação 
traqueal), paralisia e coma induzido são necessários para controlar os 
sintomas e dar suporte. Para controlar agitação, benzodiazepínicos IV 
são administradas em altas doses. 
Hipertermia maligna tem alta mortalidade e pode não responde à 
terapia agressiva, mesmo que precoce.
https://www.msdmanuals.com/pt/profissional/hematologia-e-oncologia/dist%C3%BArbios-de-coagula%C3%A7%C3%A3o/coagula%C3%A7%C3%A3o-intravascular-disseminada-cid
https://www.msdmanuals.com/pt/profissional/medicina-de-cuidados-cr%C3%ADticos/parada-respirat%C3%B3ria/intuba%C3%A7%C3%A3o-traqueal
O prazo de validade é 
de 36 meses.