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UNIVERSIDADE VEIGA DE ALMEIDA LETRAS – PORTUGUÊS/INGLÊS Bianca Cruz Mello Pitta Trabalho da Disciplina: Morfofonologia e o Ensino da Língua Portuguesa [AVA 2] São Gonçalo Setembro – 2021 Os estudos gerativistas se baseiam em dois níveis de traços: os traços fonológicos e os traços fonéticos. Os traços fonológicos são aqueles que opõem entre si dois morfemas. Os traços fonéticos são designados pela performance da pronúncia. Na letra de “Língua”, música de Caetano Veloso, podemos identificar alguns aspectos. No primeiro verso: “Gosto de sentir a minha língua roçar a língua de Luís de Camões” É entregue de forma direta sobre o que a música se trata, deixando estreita a interpretação. Ele quer associar o encontro das línguas como um objeto de comunicação; falar a mesma língua. “E quero me dedicar a criar confusões de prosódias E uma profusão de paródias” Nessa parte, podemos entender ainda como referência à Luís de Camões e suas obras. Destaque para a performance quanto a letra falada, de forma corrida e quase sem traços fonéticos. “Gosto do Pessoa na pessoa Da rosa no Rosa E sei que a poesia está para a prosa Assim como o amor está para a amizade” Neste verso, o cantor recorre aos poetas Fernando Pessoa, poeta da nossa herança portuguesa, e Guimarães Rosa, escritor nacional. “E deixe os Portugais morrerem à míngua Minha pátria é minha língua Fala Mangueira! Fala!” Retorna ao nacional, exaltando a língua materna e nossa cultura. “Vamos atentar para a sintaxe dos paulistas E o falso inglês relax dos surfistas Sejamos imperialistas! Cadê? Sejamos imperialistas! Vamos na velô da dicção choo-choo de Carmem Miranda E que o Chico Buarque de Holanda nos resgate E (xeque-mate) explique-nos Luanda Ouçamos com atenção os deles e os delas da TV Globo Sejamos o lobo do lobo do homem Lobo do lobo do lobo do homem Adoro nomes Nomes em ã De coisas como rã e ímã Ímã ímã ímã ímã ímã ímã ímã Nomes de nomes Como Scarlet Moon de Chevalier Glauco Mattoso e Arrigo Barnabé E Maria da Fé E Arrigo Barnabé” Novamente exaltando o que é nacional; nossa língua. Destaque para a pronúncia nos traços fonéticos, na “sintaxe dos paulistas” e o “falso inglês relax dos surfistas” (cariocas). “A língua é minha pátria E eu não tenho pátria, tenho mátria E quero frátria Poesia concreta, prosa caótica Ótica futura Samba-rap Chic-left com banana Será que ele está no Pão de Açúcar? Tá craude brô Você e tu Lhe amo Qué queu te faço, nego? Bote ligeiro!” As diferentes pronúncias dentro de uma só língua predominante. Nós canto-falamos como quem inveja negros Que sofrem horrores no Gueto do Harlem Livros, discos, vídeos à mancheia E deixa que digam, que pensem, que falem Finaliza com uma crítica; Seguimos cantando, disseminando a língua por meios diversos (livros, discos, vídeos).