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Feridas Perda da integridade ou continuidade do revestimento cutâneo decorrente de um trauma, podendo ter acometimento de vasos, nervos, tec. ósseo ou tendões. Pode haver complicações como uma artrite. TIPOS DE FERIDAS: 1 DIMENSÃO: Pequena extensão, grande profundidade, podem ser superficiais ou profundas. Cuidado com o ambiente de anaeróbios, limpeza água oxigenada e soro antitetânico (profilaxia). Sinal clinico é claudicação. Farpa -> reação inflamatória -> fístula 2 DIMENSÕES: largura e profundidade · INCISAS – ferida cirúrgica provocada por bisturi, tendo pouca contaminação e cicatrização por primeira intenção com fechamento plano a plano. Se houver decência de sutura pode ser que a cicatrização seja por 2° intenção ou até por 3° intenção se houver necessidade de fazer reaproximação dos bordos. · LACERAÇÕES – Similares à ferida incisa, porem tem os bordos irregulares então é ocasionada por objeto cortante (arame, tampa de lata). É uma ferida acidental, as margens são irregulares (rasgos, arrancamento tecidual). A largura e a profundidade podem variar. · ABRASÃO – São feridas extensas e superficiais. Vão cicatrizar por segunda intenção (por causa da contaminação). É uma lesão de escoriação, ralado (principalmente em equinos). Exemplos: cólica animal com dor se joga no chão/ regiões de proeminência óssea/ contaminadas – segunda intenção. · CONTUSAS – É uma forma de trauma que é ocasionada por um objeto rombo, pancada ou até mesmo uma ferida por mordedura que pode levar a uma ferida contusa ou uma contusão. O que diferencia uma ferida contusa de contusão é a presença da ferida (solução de continuidade). Hemorragia, edema ou otohematomas, sem lesão, são exemplos de contusão. OBS: Corpo estranho, em alguns casos tem a formação da reação inflamatória e formação de fístula (que é quando o organismo tenta expulsar o corpo estranho através de inflamação intensa - reação inflamatória, orifício e formação do trajeto para colocar o corpo estranho para fora do corpo = mais fácil de identificar). A abordagem a ser seguida é a retirada do corpo estranho, antibioticoterapia, anti-inflamatório para evitar que a ferida avance mais. TIPOS DE FERIDA – PROFUNDIDADE SUPERFICIAL - Escoriações: normalmente são feridas que irão cicatrizar por 2°intenção (lesões em epiderme e derme) levando ao extravasamento celular e tecidual, podendo ter formação de crostas; - Incisional: ferida de pele, podendo ser profunda, ou seja, indo além da pele do animal, sendo estas cirúrgicas. - Contusão: pode ser profunda. PROFUNDA: - Lacerações - acometem tecido subcutâneo além de musculatura, ou seja, acometem as camadas de tecido de maneira geral. - Contusão e Incisional: podem ser superficiais e profundas. TIPOS DE FERIDAS – COMPROMETIMENTO SIMPLES: ferida superficial, de pouca extensão, vai observar uma cicatrização por 2°intenção (queimaduras).hjhjhjjjjhjhjjjjjjjjjjjjjjjjjjjjjjjjjjjjjjjjjjjjjjjjjjjjjjjjjjjjjjjjjjjjjjjjjjjjjjjjjjjjjjjjjjjjjjjjjjjjjjjjjjjjj COMPLEXAS: Profundas Superficial - Contaminada/ tecido necrosado (debridamento). Articulação – da ferida estender para uma artrite microbiana, que seria uma complicação. Lesão superficial – fatores: vaso/ nervo/ tendões/ ossos/ músculos FERIDAS POR ARMA DE FOGO Histórico de onde mora, cavalos/cachorros militares. Procurar orifícios de entrada (bordas da ferida invertidas) e de saída (bordas da ferida evertidas). Varia de acordo com o calibre e tipo de projétil. TRAUMATISMOS TÉRMICOS Queimaduras: Diferente dos humanos os animais não possuem formação de bolha logo no primeiro momento. Em animais se tem a proteção do pelo, não sendo uma lesão imediata. Pode ser por calor ou frio em excesso. Feridas doloridas pelo grande acometimento de terminações nervosas. Podem ser superficiais ou profundas, como a marcação a ferro quente, que acomete até o folículo piloso. TIPO DE FERIDA – GRAU DE CONTAMINAÇÃO Limpa: baixo risco de infecção Que não contamine o plano cirúrgico, podendo optar por tratamento apenas, com abordagem às vezes sem necessidade de antibióticos (muitas vezes profilática). Contaminada quando, por exemplo, vai abrir uma cavidade abdominal para abrir o trato digestivo. Sem sinais de infecção. Não atinge trato respiratório, digestivo, genital ou urinário. Probabilidade baixa de infecção Potencialmente contaminada: Atingem o trato respiratório, digestivo, genial e urinário. Situações controladas, risco de infecção não ultrapassa 10% quando utilizado todos os procedimentos de assepsia e antissepsia. OBS: Contaminada: Feridas acidentais (corte, trauma, laceração) com mais de 6 horas de trauma, Houve contato com substâncias contaminadas (fezes ou terra) ou por cirurgias que não respeitam técnicas assépticas.j Infectada: Sinais nítidos de infecção já instalada. TIPOS DE FERIDAS – COMPROMETIMENTO TECIDUAL · Estagio I - Não há perda tecidual, apenas acometimento da epiderme. · Estágio II – Há perda tecidual, comprometimento de epiderme. · Estágio III – Comprometimento pele, necrose de tecido subcutâneo, não atinge músculo. · Estágio IV – Grande destruição tecidual - ossos, musuculatura, circulação, articulações. SINAIS CLÍNICOS Ocorre trauma -> ferida -> sangramento -> sinais de inflamação -> dor, hemorragia (capilar, artéria e/ou veia), solução de continuidade. Claudicação ou outra alteração da função do tecido acometido. FASES DE CICATRIZAÇÃO Fatores que interferem: fatores nutricionais, ambientais ou de manejo. Tratamento mais efetivo pro tipo de ferida. Reduzir tempo de cicatrização – custo/função. Pode haver reposição tecidual através de reparação ou regeneração. A reparação (fibrose) pode não haver recuperação da função. O objetivo é minimizar a formação de tec. cicatricial para preservar a função tecidual. Se já tiver ocorrido a cicatrização total, pode reavivar a ferida (com sangramento). 1- INFLAMATÓRIA/EXSUDATIVA · Com dor, rubor e calor. Dura cerca de 72 horas. · Traumas -> hemorragia -> catecolaminas (vasoconstrição) -> coagulação (ativação plaquetária – muita sujidades, cél. mortas) -> inflamação local -> histamina (vasodilatação) -> chegada das células de função fagocítica e enzimática -> limpeza de coágulos e chegada de fibroblastos que formarão colágeno. · Hemograma com cél. leucócitos PMN, macrófagos e linfócitos aumentadas. Processo crônico de inflamação: monocitose e monócitos ativados (alta demanda). 2- PROLIFERATIVA · Formação do tecido cicatricial através da formação de colágeno pelos fibroblastos junto a formação de fibrina -> ambas ser aderem devido a ação da fibronectina (“cola”) -> arcabolso da ferida -> formação do tec. de granulação (vermelho, brilhante, diferente do tec. original). Angiogenese. 3- MATURAÇÃO/CONTRAÇÃO DA PELE · Tec. de granulação cria resistência por miofibroblastos para a ferida conseguir se retrair, aproximando bordas (movimento centrípeto). 4- REPITELIZAÇÃO · Cobertura pela derme através da migração de queratinócitos até que as bordas se unam. · Favorecida pela umidade OBS: Equinos tem muita quelóide: proliferação exarcebada do tec. de granulação. Não há aproximação das bordas. Muita formação de colágeno, devido a ausência de fatores inibitórios. Prevenção: retirada do tec. exarcebado cirugicamente, substancial ou por uso de malhas. Remodelação: pode ocorrer em meses ou anos. Retração da ferida, dependendo do organismo e do tipo de material utilizado. Diminui a espessura e aumenta a resistência. TIPOS DE CICATRIZAÇÃO 1º INTENÇÃO: união dos bordos cirurgicamente (plano a plano). Perda mínima de tec. com geralmente ausência de infecção, edema mínimo e tec. de granulação não visível. Cicatrização de 4 a 10 dias. 2º INTENÇÃO: Em deiscência de sutura ou perda tecidual grande. Cicatrização de dentro pra fora. Visualização do tec. de granulação e pré disposição a infecção. Processo mais demorado. 3º INTENÇÃO: Faz nova ferida e sutura. Reaviva os bordos. Presença de tec. de granulação. Geralmente em deiscência de sutura. 4º INTENÇÃO: Enxertos (biológicos ou não) SUBCROSTÁCEA (abaixoda crosta): gera um ambiente de anaerobiose, facilitando crescimento de algumas bactérias. Por isso normalmente é debridado para a cicatrização de 2º intenção. OBS: A cicatrização depende da presença ou ausência de bactérias, do grau de vascularização do local (ex: articulações – baixa vasc.) e do tipo de tec. lesado. FATORES QUE INTERFEREM: LOCAIS: Falta de aporte sanguíneo Pode ter bactérias produtoras de colagenase que atrasam a cicatrização. Além de um ph dificultador. Fatores ambientais Presença de tec. necrosado ou residual (debridar). Edema ou seroma Uso de antisséptico. Localização, mobilidade, tensão na ferida, fio utilizado, sutura errada (apertada -> necrose). GERAIS: Idoso, cardiopata, anêmicos, uso de esteroides, leucopenico, temperatura, doenças metabólicas, drogas citotóxicas, hiperatividade do paciente em repouso. DIAGNÓSTICO HISTÓRICO/ANAMNESE: tempo do ocorrido, qual a causa, se foi algo de alta contaminação EXAME FÍSICO: aspecto da lesão, o que foi atingido, quadro clinico geral do animal. Dano tecidual, extensão, profundidade, tecido desvitalizado, lavagem da ferida, tricotomia AUSCULTA] RAIO X E ULTRA COMPLICAÇÕES Infecção Hemorragia Presença de pus ou corpo estranho..........................................................................Miíase **EQUINOS: falta de tec. de revestimento, má circulação, movimento articular, maior oportunidade para contaminação. TRATAMENTO · CURATIVO: - Tem como objetivo remover excesso de exsudato, permitir troca gasosa (hipóxia pode estimular angiogênese), fornecer isolamento térmico (atividade mitótica, soluções aquecidas de soro fisiológico), proteção da ferida a bactérias do ambiente, retirada do curativo sem traumas. · CONTROLE DA HEMORRAGIA: sutura do vaso, pinçamento de vaso com torção, compressão de gelo, lavagem após hemostasia. · LIMPEZA: com solução iodada (exceto se já tiver tecido de granulação, o qual são tóxicas), uso de clorexidine (dependendo da concentração é anulada pelo iodo e anula o iodo) e peróxido de hidrogênio (ajuda a debridar, mas é tóxico aos fibroblastos e microcirculação). · SUTURAS · ANTINFLAMATÓRIOS: gelo, flunixin meglumine, fenilbutazona. · ANTIBIÓTICO: quando ainda não há tec. de granulação, furanil. · POMADAS: colagenase e fibrolisinas – para debridamento (tec. necrosado) ác. graxo essencial – estimula mitose e proliferação. ureia – estimula a migração celular. OBS: Água oxigenada – para feridas perfurantes Açúcar – favorece a granulação Ozônio – antibactericida, fungicida, larvicida, antinflamatório e analgésico. Paratopias Deslocamento de estruturas anatômicas ou órgãos para local adjacente, sendo esporádica ou permanente. Ex: hérnias, eventração, evisceração, prolapsos (retal/vaginal). HÉRNIA Insinuação ou passagem de um órgão ou parte dele, de sua cavidade original para outra vizinha, por abertura natural (não fechamento do umbigo) ou defeituosa, podendo ser de origem congênita ou adquirida. Verdadeira = não fechamento de algum orifício. Com anel, saco e conteúdo herniário. Falsa = abertura gerada por algo externo. Um defeito estrutural, porém sem algum elemento que caracteriza um hérnia. EVENTRAÇÃO Vísceras ficam contidas na pele, pele íntegra. EVISCERAÇÃO Vísceras em contato com o ambiente. FATORES PRÉ DISPONENTES: idade, sexo (fêmeas: risco em gestação pelo aumento do abdômen e afastamento dos músculos), obesidade (afastamento dos músculos). CLASSIFICAÇÃO 1. ESTRUTURA: verdadeira ou falsa 2. ORIGEM: congênita ou adquirida 3. LOCALIZAÇÃO: perineal, inguinal, inguino escrotal, diafragmática, umbilical 4. ALTERAÇÃO FUNCIONAL: obstrução ou gestação ectópica – redutível (palpando retorna) ou irredutível (não retorna á cavidade só palpando) 5. CONTEUDO: bexiga, intestino, omento, etc. Simples ou múltiplo. 6. NOMENCLATURA: ex: hérnia inguino-escrotal congênita com encarceramento de alça intestinal. Ajuda a entender o que aconteceu, definindo uma conduta. OBS: Hérnias irredutíveis: Estranguladas: garroteamento de vísceras -> isquemia -> necrose -> emergência. Inflamada: atrito da víscera com o saco herniario, levando a aderência. Obstrução: alça intestinal produziu gás e não consegue mais voltar. Outros: útero gravídico, bexiga com litíase (cálculos). DIAGNÓSTICO Histórico/anamnese Ex. físico Sinais – dor abdominal, depressão, hipertemia, alteração respiratória, tumefação, redução ou não, permanente ou transitório. Ultra, raio x, sondagem COMPLICAÇÕES H. diafragmática: dispneia H. inguinal ou perineal: uremia Histerocele gravídica: distocia Piometra: toxemia Alto trânsito intestinal: vômito, desnutrição Obstrução intestinal: constipação FASES DE EVOLUÇÃO 1. CONGESTÃO: alteração da circulação (coloração), aumento da inflamação, edema, líquido (formação de transudato), dor, cólica intermitente. 2. INFLAMAÇÃO: começa a ter um vermelho mais escuro, isquemia, dor abdominal intensa ou permanente, mais transudato. 3. GANGRENA: órgãos friáveis e enigrecidos, esfarelamento da parede dos órgãos, diminuição da dor devido a perda de sensibilidade no tec., choque e até sepse. TRATAMENTO PRÉ OPERATÓRIO: jejum hídrico e alimentar, tricotomia/antissepsia, correção metabólica e anestesia. HERNIORRAFIA incisão em elipse no local da hérnia -> divulsão até chegar ao saco herniario (peritônio) -> examinar e devolver o conteúdo a cavidade, abrindo ou não o saco -> redução do espaço morto (síntese da pele). HERNIAS UMBILICAIS Geralmente congênita, ocorrendo devido a fusão incompleta do músculo reto do abdômen. Pode ser também devido a menejo inadequado do umbigo (adquirida). Há aumento da pressão abdominal. Ocorre em cães, suínos, bovinos e equinos. PRINCIPAIS EM EQUINOS - H. inguino- escrotal em garanhão devido a cólica (gases). Conteúdo abdominal no espaço inguinal, podendo ir até o saco escrotal. Gerado por complicações após castração, movimentos bruscos (cobertura), transporte, excessivo esforço. Geralmente o ID se projeta para essa região -> dilata -> desconforto abdominal -> estrangulamento e interrupção do fluxo -> cólica grave. Tratamento cirúrgico (aproximação inguinal com ou sem castração ou aproximação abdominal com fechamento do anel inguinal) ou por laparoscopia. Geralmente o animal também é castrado, onde nesse caso, se fecha a túnica vaginal, o que não ocorre numa castração comum. - H. umbilical congênita em potros - Há maior volume abdominal, podendo ser redutível ou não (técnica aberta ou não) - Pós – antibiótico, antinflamatório, curativo e soro antitetânico. HERNIA INGUINAL EM BOVINOS: - Técnica aberta ou fechada. Animal não é castrado. - Ponto de sutura cranial ao cordão espermático para não garrotear HERNIA INCISIONAL: - Complicação comum nos fechamentos de laparotomias (equinos em cirurgia de cólica), gerando um defeito na parede abdominal. Pelo uso excessivo de bisturi elétrico, fechamento com categute (absorção rápida), laparotomia repetida, edema incisional excessivo. - Gerado por infecção da linha cirúrgica (deiscência de sutura) - Pode ser feito fechamento com uso de tela e com o máximo de aproximação da parede abdominal. Se já houver cicatrização é necessário reavivar as bordas antes de suturar. DIAGNÓSTICO DIFERENCIAL - LIGAMENTO PRÉ-PÚBICO – ligamento se descola da parede, devido a uma alta pressão abdominal, trauma ou deficiência de colágeno, parecendo uma hérnia. Há perda da inserção da musculatura abdominal com o púbis. Incomum, mais em éguas com muitas gestações. Cirurgia complicada. - DIÁSTASE - musculatura esgarça, fica fraca. Secundária a gestação, obesidade ou aumento da pressão abdominal. Conteúdo se insinua através das fibras musculares, não de um orifício. Distrofias Cirurgicas 1. FÍSTULAS - Com fundo, trajeto e orifício, geralmente carreando líquido – fisiológico (saliva), patológico (pus), ou congênito. - Não cicatriza sozinho. - FÍSTULAS SECRETÓRIAS: inflamações e feridas de glândulas. Ex: cisto de fistulou - FÍSTULAS PURULENTAS: reação inflamatória por presença de corpo estranho (fio) que dificulta a cicatrização.DIAGNÓSTICO Saída de liquido, sondagem, fistulografica (aplicar contraste e fazer raio x). Ex. bacteriológico e clínico Ultra. TRATAMENTO Secretória: irrita o trajeto com substância -> inflamação -> fibrose (fechamento) Purulenta: retirada do corpo estranho + debridamento ou substâncias irritantes para o fechamento, caso necessário. Substâncias irritantes: albocresil ou polvidine tópico. Antibióticos Ex: Fístula ruminal (ruminostomia) – a fístula é provocada propositalmente e temporariamente para ter acesso ao rúmen. É uma fístula terapêutica, apena com orifício e fundo. Fístula abomaso umbilical – abomaso aderiu a uma hérnia umbilical, secretando conteúdo. - EQUINOS: Auriculares: cisto de dente (congênitos) que pode fistular ou só aumentar, afetando a bolsa aurícula. O dente vai estar integro (fístula na raiz), porem vai haver secreção nasal. Fístula oronasal por doença periodontal – de origem infecciosa Lacerações perineais: traumatismo do trajeto pós parto (vestíbulo vaginal com reto). Conteúdo retal vai para a vulva. Enterocutânea: hérnia umbilical estrangulada ou umbigo mal tratado, gerando aderência ao intestino, que libera seu conteúdo. Congênitas (animal jovem): uretrorretal, vesucorretal; Fístula submandibular (por linfoadenite gerada por Streptococcus) – inflamação intensa dos linfonodos, gerando secundariamente uma fistula. 2. ÚLCERAS - Equinos - muita facilidade de crescimento de tec. de granulação que não cicatriza. - -- Origem traumática (habronemose, neoplasias, gastrite, lambedura, decúbito prolongado), nervosa (neurites, alterações celulares) ou especificas (origem infecciosa). - DIAGNÓSTICO: lesão com dificuldade de cicatrização, histórico/anamnese, biópsia, citologia - TRATAMENTO: remoção da causa, uso de anti-sépticos, antibióticos e quimioterápicos, remoção do tec. desvitalizado e criocirurgia. - EX: Úlcera em região do teto – por endoparasita (filaria) Úlcera de talão – retira tec. necrosado com animal anestesiado, realizado em ambiente limpo e com repouso e uso de sola ou piso liso no pós. 3. GANGRENA - Forma de ferida com intensa morte tecidual (presença de tec.necrosado), podendo ser profunda (derme, epiderme e tec. subcutâneo) ou superficial (derme). - Depende do tempo de instalação, morfologia e infecção, podendo ser séptica ou asséptica. - Ovinos – por pasteurela e mastite - Bovinos – por clostridiose ou estafilococose - GANGRENA SECA: obstrução da circulação arterial (não recebe sangue). Ex: cordão umbilical que cicatrizou Ergotismo gangrenoso (intoxicação por alcaloides produzido por fungos em plantas): intoxicação pro ergot (fungo) que libera alcaloides que fazem vasoconstrição periférica - GANGRENA ÚMIDA: obstrução na circulação, afetando o retorno venoso e consequentemente a drenagem, resultando no acúmulo de líquido. - GANGRENA GASOSA (carbúnculo sintomático): causada pelo Clostridium, animal apresenta febre, depressão, lesão que pode aparecer só mais pra frente e edema. É feito o debridamento da ferida, com o uso de antibióticos tópicos e cicatrização por segunda intenção. Neoplasias Clones de cél. alteradas -> multiplicação tecidual de forma descontrolada e mutável. TRATAMENTO Ressecção cirúrgica completa, com margem grande, quimioterapia local, radioterapia, imunoterapia (gerar imunidade contra a lesão – vacina, BCG intratumoral, autovacinas e corticoides) e quimioterapia sistêmica. EQUINOS: melanomas, sarcóide, carcinoma de cél. escamosas, papilomas e linfomas. BOVINOS: Fibropapilomas ou papilomatose – transmissão direta ou indireta (fômites, vetores). Vírus invade cél. basais e fica em latência ou gera hiperplasia, liberando partículas virais pela esfoliação das camadas teciduais. Vários tipos diferentes de locais e abordagens. É diagnosticado através de biopsia e histopatologia, sendo autolimitante ou realizando imunoterapia (vacinas, homeopatias) e uso de levansol ou papilomax. Fibroma interdigital – retira com bisturi e cauteriza. CARCINOMA DE CÉLULAS ESCAMOSAS (2º mais comum em bovinos): tumor malígno de queratinócitos, facilitado devido a falta de pigmento na pele e pouco pelo. Muito em 3º pálpebra de equinos. SARCÓIDE EQUINO: proliferação do tecido mesenquimal (geralmente em membros ou cervical). HABRONEMOSE (feridas de verão, por mosquitos): Atinge extremidade de membros, pálpebre, pescoço, prepúcio, pênis (dificuldade de urinar). Gera irritação tecidual, com proliferação do tec. de granulação. Lesão única e bem característica. Uso de albocresil ou solução de dakin (anti-séptico local). PITIOSE: ulcerações granulamatosas com células mortas (alta inflamação). Uso de antifúngicos, cirurgia + cauterização/iodeto de potássio, imunoterapia. OZONIOTERAPIA: aumenta a liberação de O² na ferida (maior aborde sanguíneo). Ação antinflamatória e analgésica. CRIOCIRUGIA: destruição controlada dos tecidos pelada aplicação de baixas temperaturas (nitrogênio). Congelamente da região, gerando uma crionecrose (destruição celular) e uma ativação de células de defesa para o local. Indicado para casos de piodermite, granulomas, fístulas, hiperplasia, cistos, neoplasias cutâneas e dermatoviroses. É contraindicado para região óssea, mastocitomas ou grandes neoplasias. A quantidade de ciclos depende da extensão e malignidade da lesão. Cicatrização geralmente em 4 semanas. Cabeca e Pescoco Bloqueios regionais feitos com animal em estação ou deitado, para abordagens como, por exemplo enucleação, extração de dentes, etc.. EQUINOS: - INERVASÃO: supraorbital ou frontas; infraorbital (olho, pálpebra, enucleação); auriculo-palpebral(olho,); mentoniano; alvéolo-mandibular são os principais nervos na cabeça de equinos onde fazemos os bloqueios. - Suturas de feridas como lacerações palpebrais ou traumas em pálpebra superior e peleda fronte se faz uma sedação normalmente usando-se Lidocaina ou Mepvacaina 2%, fase de latência é 3-5 min e com duração de 1-2h. - PALPEBRA: Bloqueio tanto no canto quanto na lateral: nervo lacrimal; nervo infratroclear (3° pálpebra e órgãos lacrimais) e nervo zigomático. Bloqueio auriculo-palpebral (mesmo que e faz em base de chifre) para órbita (retirada de corpo estranho, exame de fundo de olho) com lidocaína. - LABIOS, DENTES SUPERIORES E MAXILA: nervo infraorbital (abaixo da orbita) para fazer uma trepanação ou retirada de dente e no mandibular podemos usar o nervo mentoniano para fazer extração de dente inferior. BOVINOS: - O bloqueio regional é o mais utilizado, animal em decúbito (lado esquerdo para cima). Comum a lesão de inervação e timpanismo. - Preferência para animais produtores de alimentos - Método seguro e humanitário -combinação com contenção física, tranquilizantes ou sedativos. - Os três principais nervos: auriculo-palpebral, infra-orbital e o ramo cornual do nervo zigomático-temporal - Descorna - bloqueio do auriculo-palpebral associado com o ramo cornual do nervo zigomático-temporal. Em cabras, que o chifre é maior, tem que fazer um bloqueio na ramificação do nervo zigomático-temporal e do nervo infra-troclear MOCHAÇÃO Sem formação óssea ainda Destruição no botão córneo evitando que o animal desenvolva o chifre. Precisa ser feita de maneira adequada para que não fique nenhum resíduo córneo senão pode crescer um chifre defeituoso. Pode ser feita por destruição térmica (calor ou alicate quente e cauteriza) ou pela ação química (pasta de hidróxido de sódio). Preferencialmente fazer antes de 3 meses de vida pois depois disso já tem o desenvolvimento desse corno e já é considerado uma descorna. DESCORNA Com formação óssea, sendo mais doloroso e invasivo. Contenção manual com o auxilio de cordas e cabresto Sedação e anestesia local com xilazina 0,05 à 0,10 mg/kg) Cuidados: Piso macio para evitar uma lesão do nervo radial, lado esquerdo voltado para cima preservando o rúmen e realização de tricotomia e antissepsia . Técnica: incisão de pele ao redor do chifre ou elipse (quando há maior mobilidade da cabeça) suficiente para permitir a colocação da serra ou do fio serra.Cuidado com a profundidade das incisões para não seccionar o músculo auricular (principalmente em equino). Sutura de pele com fio inabsorvível, pontos simples e descontínuos. Hemostasia – sangra bastante, pinçar a artéria córnea a torcendo e se não funcionar faz ligadura do vaso com fio absorvível. Pós-operatório – limpeza com solução fisiológica para retirar farelo de osso e excesso de coagulo para diminuir a reação inflamatória por corpo estranho; curativos locais e uso de AINE, antimicrobiano de amplo espectro e antibiótico. ANESTESIA DO OLHO (nervo retrobulbar): entra com cateter ou agulha flexível rente ao osso até chegar à região retrobulbar do olho. Para fazer enucleação em equinos, bovinos e pequenos ruminantes. ENUCLEAÇÃO indicado para neoplasias terceira pálpebra ou membrana nictitante, exposto ao sol o tempo todo (produção extensiva). Bloqueio do nervo supra-orbitario ou retrobulbar para retirada a 3° pálpebra, pinça a 3° pálpebra, traciona, hemostasia apenas com a compreensão da pinça. Não tem a retirada da glândula. PROLAPSO DE ÍRIS EM EQUINOS (perfuração do olho que tem a exposição da íris): Suturado padrão simples interrompido com fio de espessura parcial (Vicryl 5-0 a 7-0). Aplicação de soro, atropina e antibióticos no pós. Caso não tiver como corrigir cirurgicamente, faz a enucleação. OTOHEMATOMA EM EQUINOS (comum pelo tipo e conformação da orelha): - Devido a trauma gerados por movimentação excessiva, contínua e vigorosa da cabeça, por causa de inflamações, parasitas, alergias e/ou corpos estranhos. - Normalmente limitado pela cartilagem, sugerindo que fissura desta, seja fonte causadora. - Faz a drenagem e remover a causa primária pois pe uma afecção secundaria. SINUSITES TRATAMENTO - Uso de antibioticoterapia, antiinflamatorio e mucolíticos. - Faz a drenagem cirúrgica do seio nasal dependo da gravidade (pode ser secundário a um corpo estranho), com bloqueio local. - Exercícios contínuos para aumentar o fluxo sanguíneo que consequentemente aumenta o aporte celular para melhorar a retirada. DIAGNOSTICO - Exame nasal detalhado - Endoscopia nasal - Radiografias face - Cintolografia / tomografia ODONTOLOGIA EQUINA Equino tem de 4 pré molares, podendo não desenvolver adequadamente o 1°. Se houver resquício desse dente (dente de lobo) é colocado o freio para correção desse dente (pois fere a língua e as bochechas), podendo promover dor ao animal (não come e fica prostrado). CISTO DENTÍGERO Encontrado na base da orelha é resultado de anormalidade congênita, que aumenta a base da orelha do animal jovem. É realizada a retirada cirúrgica com bloqueio local e tampão na orelha para proteger de sangramento. ABCESSO DENTÁRIO – DOENÇA PERAPICAL Uma das lesões dentárias mais graves em equinos, podendo ser primária (até 7 anos de idade) ou secundária (resultado da evolução da cárie dentária até a ponta da raiz). SINTOMAS: emagrecimento, salivação, cólicas secundaria por impactção, quedas de alimento durante a mastigação, halitose, rejeição da embocadura, epífora e aumento facial. TRATAMENTO: Extração dentária com prognóstico conservardor, podendo recidivar devido o dificil acesso para o antibiótico chegar. Exodontia por bucotomia lateral facilita o acesso ao dente afetado Após a extração é feita alimpeza do osso alveolar para a retirada de possíveis fragmentos dentários Preenchimento da cavidade alveolar com substâncias que acelerem a cicatrização e a formação óssea, facilitando também a colocação da resina de Metilmetacrilato para evitar acumulo de comida. Após a exodontia a entrada e o acúmulo de alimentos na cavidade alveolar é um fator limitante para a cicatrização. PALATITE CRÔNICA EM EQUINOS Lesão inflamatória devido à erupção dentária em potros ou a ingestão de alimentos abasivos, que leva ao aumento de volume do palato duro tendo dificuldade de comer (tumefação da mucosa do palato duro ultrapassando os limites do nível da margem oclusal dos dentes incisivos superiores). TRATAMENTO: Cirúrgico: com 2 pinças alis, traciona o excesso de tecido faz a remoção e pode utilizar bisturir elétrico ou ferro quente para cauterizar Soro antitetânico por via subcutânea, sedação com detomidina, anestesia dos nervos infraorbitários, posição quadrupedal. Pós cirúrgico: cicatrização por segunda intenção. HEMIPLEGIA LARÍNGEA (síndrome do cavalo roncador) Ocorre por algum processo inflamatório/ infeccioso/ trauma em bolsa gutural que vai levar alteração na inervação da laringe e consequentemente não terá abdução/adução adequadas, gerando o ronco no momento da respiração. Possível sequela de garrotilho, pode ser por abscessos perineurais, afecções de bolsa gutural, intoxicações, deficiência de tiamina, etc. Pode apresentar também o empiema de bolsa gutural devido o acumulo de pus na região assim inflamando toda a região. A hemiplegia pode ser em sinais clínicos (77%), com sinais clínicos (diminuição da performance, intolerância ao exercício e ruídos) ou avançada (paralisia dos dois lados da laringe, hipóxia, hipercapnia, acidose, colapso respiratória e perda de força). GRAUS Grau I: Adução e abdução completas Grau II: Movimentos assimétricos Grau III: Movimentos assimétricos sem abdução completa Grau IV: Paralisia completa (+ grave) DIAGNÓSTICO: Palpação externa da laringe – atrofia de musculatura Exame – em repouso, em exercício, após exercício avalia o quanto a cartilagem está funcionando Endoscopia - identificar e graduar a hemiplegia Microscopicamente é difícil serem encontradas lesões, mas quando são encontradas observa-se perda acentuada das fibras mielinizadas da porção média e distal do nervo laringeal recorrente esquerdo. TRATAMENTO CIRÚRGICO ( tentar fazer uma abertura maior) - laringoplastia, ventriculectomia, ventriculocordectomia e reinervação do músculo cricoaritenóide dorsal. A escolha depende da queixa apresentada, idade, tipo de trabalho em que o animal é submetido e do grau Traqueostomia: abertura da parede anterior da traquéia, comunicando-a com o meio externo. Animal em pé, incisão de 10 cm ao lado direito, identificação e divulsão músculos esterno tireoideos, visualização dos anéis traqueais e incisão entre 2 anéis e entrada da sonda. Pós-operatório: Limpar ferida, uso de antibiótico, confinamento por 2-3 semanas, limpeza pela sonda Complicações: tosse, refluxo nasal, edema RESSECÇÃO PARCIAL DE PALATO MOLE Indicações: Deslocamento dorsal palato mole (DDPM), ressecção granulomas e cistos (margem livre), cavalos de corrida com alterações respiratórias. TRATAMENTO: cirúrgico com entrada ventral-cervical lateral para retirar o excesso de palato mole que está dorsalidado (usar afastadores auto estáticos que rebate tecido da musculatura). ACESSO E DRENAGEM DE BOLSAS GUTURAIS: conectam o ouvido médio à faringe. Reprodutor Masculino ENVOLTÓRIOS TESTICULARES 1. Pele 2. Túnica Dartos 3. Fáscia espermática externa e interna 4. Folheto parietal (envolve testículo e cordão) e folheto visceral da túnica vaginal (envolve apenas o testículo – o que determina o tipo de cirurgia). EQUINOS: o criptorquidismo hereditário é comum ORQUIECTOMIA INDICAÇÕES: melhorar manejo, diminuir agressividade, aumentar ganho de peso em bovinos e evitar condições hereditárias. TÉCNICAS 1. Aberta: incide na túnica vaginal, expondo completamente o testículo e cordão espermático. 2. Fechada: ligadura com túnica vaginal intacta. Em testículos pequenos (animais jovens) 3. Semi-fechada: incisão no cordão para acessar o anel inguinal. Testículo se mantém fechado. Utilizado mais em casos de hérnia. **Em criptorquidas a túnica vaginal deve ser fechada para evitar eventração. Não se costuma fechar a túnica vaginal, pois precisa de drenagem. O não fechamento evita edemas. ANESTESIA E PREPARO Animal em decúbito lateral ou em estação (tronco ou brete), dependendo da sua agressividade. Equinos sedados e em estação Feita a tricotomia e antissepsia Bloqueio local com lidocaína a 2%: incisão de pele e no cordão, ou na bolsa escrotal (próximo a rafe ou lateral abolsa). TÉCNICA CIRÚRGICA Incisão das camadas com exposição do testículo -> separação da túnica vaginal com o cordão -> ligadura da porção fibrosa da túnica e seccionar -> ligadura do cordão e seccionar. Incisão em tampa de laranja: Único corte expondo os dois testículos ao mesmo tempo, porém a incisão é grande, tendo maior sangramento, maior edema e mais risco de infecção. Uso do emasculador por 5 minutos ou ligadura e não fechamento da túnica. OBS: Nos equinos faz ligadura da túnica vaginal parietal por ter parte fibrosa, utilizando emasculador nela. No cordão usa-se fio absorvível. Em bovinos não é necessário a ligadura da porção fibrosa da túnica. PÓS-OPERATÓRIO Equinos: soro antitetânico antes e depois da cirurgia, antinflamatório (flunixim meglumine – diminui edema), antibiótico (penicilina), lavagem com soro fisiológico, caminhadas nos primeiros 3-4 dias para ativar a circulação e diminuir edema, repouso sexual de 1 semana e uso de repelentes ao redor da incisão. Bovinos: antibiótico (penicilina), antinflamatório e repelente. COMPLICAÇÕES: hemorragias, edemas, funiculite, eventração/evisceração. A técnica utilizada varia a complicação. Ex: a aberta tem maior sangramento e risco de eventração, porém é mais segura por ver melhor as estruturas e facilitar a drenagem. CRIPTORQUIDISMO Testículo fora da bolsa escrotal, podendo estar na cavidade abdominal ou na região inguinal Anarquida: sem testículo Monorquida: com um testículo Em equinos e suínos: Origem hereditária, tendo que realizar orquiectomia bilateral para não gerar tumor ou problemas hormonais. Diagnóstico dado por palpação ou ultrassonografia, tendo que esperar o tempo de descida dos testículos (2 a 3 anos) TÉCNICA CIRURGICA (quando está em região inguinal): anestesia geral em equinos e bloqueio local no cordão. Decúbito latero-dorsal, incisão em região inguinal identificando o cordão, o ligando e fechando o anel inguinal externo. * Na técnica que há abertura da cavidade abdominal, o acesso é pelo anel inguinal interno. RUFIÃO Animal que identifica a fêmea que está no cio. TÉCNICAS COM CÓPULA: 1. Vasectomia – resecção do segmento do ducto deferente ao expor todo o cordão. Espera-se o tempo em que os espermatozoides no cordão são eliminados. O macho continua com libido, porém estéril. 2. Remoção da cauda do epidídimo (antes do ducto deferente) – bloqueio da bolsa escrotal, ligadura do ducto deferente e fechamento da túnica vaginal. * Ambas tem duas ligadura e fecham a túnica vaginal. TÉCNICAS SEM CÓPULA 1. Aderência (não consegue expor o pênis) – faz bloqueio local e escarifica o pênis e a parede abdominal, fixando os dois com fio absorvível. Aquele local vai fazer fibrose e cicatrizar, gerando aderência permanente. 2. Desvio – Laterização do pênis em 45° a 90°. Sedação e bloqueio infiltrativo do estojo prepucial e na pele lateral, onde vai ser fixado. O estojo prepucial é todo descolado, o levando para a lateral, onde será suturado. Sutura de pele na lateral e do local em que tirou o estojo 3. Neo-óstio: incisão na extremidado do prepúcio -> faz túnel descolando todo ele -> pinça entra em novo orifício e o puxa -> sutura somente na extremidade do novo orifício com o prepúcio. 4. Encurtamento do músculo retrator do pênis AMPUTAÇÃO DE PÊNIS EM EQUINOS INDICAÇÕES: traumas (coices, arames), feridas, neoplasias, priaprismo (devido ao uso de acepromazina - relaxamento do pênis e o não retorno) e edema. PREPARO: diminuir edema, uso de antinflamatório e antibiótico, anestesia geral, desinfecção, torniquete próximo ao local de amputação e sondagem uretral. TECNICA: Incisão triangular ventral, favorecendo a abertura triangular a uretra evitando seu posterior fechamento. Colocar 4 pontos de reparo para segurar o prepúcio. PÓS: ducha, gelo, AB, AI, caminhada. AMPUTAÇÃO DO PREPUCIO EM TOUROS Retirada da extremidade do prepúcio pendulado (arrasta no chão e dificulta a exposição do pênis) Feito em casos de acrobustite, parafimose ou dificuldade de urinar e expor o pênis após trauma. TECNICA: jejum de 24h, sedação com xilazina, tricotomia e antissepsia, bloqueio local e incisão obliqua para evitar estenose. 4 pontos de reparo caudal a parte que será amputada para não retrair quando cortar. Secciona entre os pontos de reparo e fecha o neo-óstio prepucial. PÓS: repouso sexual de 60 dias, duchas frias, curativos e repelentes, AB e AI. ACROBUSTITE Principal patologia que leva a retirada do prepúcio, devido a processo inflamatório crônico da extremidade do mesmo. Fatores pré disponentes: tamanho do prepúcio, raças zebuínas, capins lenhosos e miíases. Complicações em caso de não tratamento: estreitamento do óstio prepucial, abscesso prepucial, estrangúria e disúria, fibrose, necrose, deformação. Sistema Urinario NEFROTOMIA: abertura e fechamento do rim, normalmente para retirada de calculo NEFRECTOMIA TOTAL OU PARCIAL: retirada cirúrgica do rim URETEROTOMIA: abertura de ureter CISTOTOMIA: abertura da bexiga urinária CISTOSTOMIA: nova abertura da vesícula urinária, colocação de sonda pelo abdômen URETROTOMIA: abertura da uretra, normalmente para retirada de calculo URETROSTOMIA: nova abertura, saída da uretra. Em grandes animais geralmente acometimentos urinários são motivos para o abate do animal, já em pequenos animais utilza-se a uretrostomia e cistostomia e a cistotomia. URILITÍASE EM PEQUENOS RUMINANTES: - São cálculos em uretra, bexiga ou rins. É muito comum ver esses animais obstruídos devido a precipitação de minerais ou substâncias orgânicas, principalmente em ovinos que tem uma uretra longa e estreita e nesses pequenos ruminantes que tem o “S” peniano, então se tem uma dificuldade para sondar o animal para empurrar esse calculo de volta para a bexiga, além disso, tem a uretra pequena e estreita que facilita essa obstrução. FATORES PRÉ DISPONENTES: machos jovens mantidos em confinamento, castração precoce (ideal é após 6 meses) e pouca oferta de água + dietas ricas em concentrados aporte excessivo de fósforo com desequilíbrio na relação Ca e P da dieta. O desequilíbrio entre cálcio e fósforo: Os grãos, de modo geral, têm elevado teor de fósforo (P) e de magnésio (Mg), mas baixo teor de cálcio (Ca), resultando em elevada excreção de fósforo pela urina, sendo importante fator para a gênese da urolitíase. Normalmente o fósforo é absorvido pela alimentação e é eliminado pelas fezes, quando se tem um excesso de fósforo na alimentação essa excreção acaba sendo renal, favorecendo a precipitação e formação desses cálculos (estruvita). Esses cálculos são formados na bexiga e descem e se instalam na uretra antes da flexura segmóide, então vai ter essa obstrução da flexura segmóide e do apêndice vermiforme ou processo uretral, que está presente nos ovinos. Em fêmeas não ocorre urolitíase obstrutiva pois a uretra é curta e calibrosa e o rápido fluxo da urina, facilitando a eliminação.Pode haver recidiva porque o trauma da presença do cálculo vai levar a uma inflamação, a uma ferida, cicatrização e conseqüentemente uma estenose. SINAIS CLÍNICOS Precoces: Hematúria, esforço para urinar, diminuição da produção de urina, disúria, micção prolongada, gotejamento da urina, cauda em bandeira, dor abdominal. Tardios: Perda de apetite, letargia, aumento de volume abdominal (ruptura de bexiga) , levando a um uroperitônio e edema em torno do prepúcio. OBS: Cálculos= pequeno deposito mineral na urina -> acumulo de secreção e muco -> calculo maior (geralmente irregular) -> fixação na mucosa uretral ->inflamação -> cicatrização -> concreções -> adere na mucosa uretral -> obstrução. TRATAMENTO Reversão da obstrução, se possível. Conserto do manejo alimentar Clinico – jejum alimentar de 24h + administrar via oral o cloreto de amônio para acidificar a urina. Pode-se utilizar analgésicos, antiespasmódicas, antiinflamatórios e antibióticos para eliminação do cálculo, mas a chance de êxito é baixa. Também podemos sondar o animal e empurrar o calculo para a bexiga. Cirúrgico Amputação do processo uretral - Se esta no processo uretral pode fazer uma amputaçãodesse processo, que é o segmento mais estreito dessa uretra e favorecer a retirada desses possíveis cálculos que estejam nessa região estreita. Uretrotomia e Uretrostomia - Esta relacionada quando se tem uma obstrução mais cranial acima do processo segmóide ou quando se tem ruptura da uretra. Na região do períneo cranial ao pênis e a flexura segmóide se faz a abertura dessa uretra e fixação direta com a pele................................................................................................. Cistotomia e cistostomia - Abertura da bexiga pra colocação da sonda de foley. Utilizada para dar tempo de desinflamar, do animal se recuperar e não vai obstruir, mas esse animal tem que ficar separado, longe do trabalho, a ferida precisa ser tratada e isso tem um custo. Laparatomia lateral ao pênis utilizada para ter acesso à cavidade abdominal, identificação da bexiga, colocação da sonda e fixação na parede. UROLITÍASE EM EQÜINOS Predisposição à formação de carbonato de cálcio e vai apresentar disúria, gotejamento, cólica e costumam acometer a bexiga. O urólitos em eqüinos costumam causar obstrução na bexiga, uretra pélvica ou perianal. SINAIS CLINICOS: cistite, desconforto abdominal, cifose, tenesmo, disúria, oliguria e incontinência, perda de peso de forma crônica e coloração anormal da urina. DIAGNÓSTICO: Exame clínico, palpação retal (achar o local da obstrução), é possível fazer a sondagem da uretra e consegue saber a região onde está o calculo, pode-se usar a US, urinálise. *O que vai determinar o tipo de acesso que vamos fazer? O tamanho do calculo, a textura do calculo, se é irregular, se está muito aderido, se já tem lesão extensa da parede. TÉCNICAS Laparotomia exploratória Cistotomia Uretrotomia............................. Uretrostomia................................................................Laparotomia – Cistorrafia: Secundária a uma ruptura de bexiga. Incisão lateral ao pênis, rebate o pênis, expõe a bexiga rompida, por dois pontos de reparo, avalia os bordos da ferida para ver se precisa revitalizar e fazer a cistorrafia com fio absorvível. PERSISTÊNCIA DO ÚRACO O úraco fetal é a comunicação da bexiga com o cordão umbilical para fazer sua excreta, quando tem esse defeito esse canal não é fechado e fica com um canal da bexiga até o umbigo e o animal urina por esse orifício na pele. O tratamento seria uma laparotomia – cistoplastia.