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Semiologia AV2 Semiologia dos membros inferiores Inspeção 1. avaliar marcha e edema 2. O examinador deve comparar articulações homólogas, procurando reconhecer aumento de volume, rubor, atrofia, desalinhamento articular, deformidades, nódulos e fístulas. 3. Pela análise da postura (com o paciente em posição ortostática), é possível reconhecer genu varum, genu valgum, pé plano ou cavo, cifose, escoliose e cifoescoliose. Palpação 1. hipersensibilidade 2. crepitação 3. volume articular → Teste de apreensão patelar a) paciente em decúbito dorsal b) ficar ao lado contrário da perna com luxação patelar c) empurrar com o dedão e dar o suporte com os outros dedos → Teste de Clarke 1. Paciente: em decúbito dorsal (deitado de barriga para cima), com as pernas estendidas e relaxadas. 2. Examinador: ○ Posiciona o polegar ou a mão logo acima da patela (bordo superior). ○ Aplica uma pressão suave para baixo e para baixo/inferior, tentando estabilizar a patela contra o fêmur. 3. O examinador então pede ao paciente que contraia o quadríceps, como se fosse "empurrar o joelho contra a maca", sem levantar a perna. 4. Durante essa contração, o examinador resiste ao movimento da patela para cima. ✅ Sinal positivo: ● O teste é considerado positivo quando o paciente relata dor retropatelar (atrás da patela) ou incômodo significativo durante a contração do quadríceps. ● Também pode haver fraqueza ou dificuldade em manter a contração por dor. → Teste de McMarray Menisco Paciente: em decúbito dorsal (deitado de barriga para cima), com o joelho relaxado. Examinador: ● Segura o calcanhar com uma mão (controlando rotação da tíbia). ● A outra mão fica sobre o joelho, com os dedos palpando a linha articular medial e lateral. O examinador então: ● Flete o joelho completamente. ● Roda a tíbia medialmente (para dentro) para testar o menisco lateral, e lateralmente (para fora) para testar o menisco medial. ● Em seguida, realiza uma extensão lenta do joelho, mantendo a rotação. → Teste de Apley → Teste de Steimann 1. Paciente: pode estar sentado com o joelho flexionado a 90°, ou em decúbito dorsal com o joelho também flexionado. 2. Examinador: ○ Segura o calcanhar ou tornozelo do paciente. ○ Gira a perna medialmente e lateralmente (rotação da tíbia sobre o fêmur), com o joelho a 90° de flexão. ✅ Sinal positivo: ● Dor na interlinha articular medial durante rotação lateral → sugere lesão do menisco medial. ● Dor na interlinha lateral durante rotação medial → sugere lesão do menisco lateral. A dor acontece no lado comprimido pela rotação: ● Rodou para fora (lateral) → pressiona menisco medial ● Rodou para dentro (medial) → pressiona menisco lateral → Teste da Gaveta Anterior e Posterior 🧪 Teste da Gaveta Anterior e Posterior 🔍 Posição inicial (para ambos): 1. Paciente: em decúbito dorsal (deitado de barriga para cima), com o joelho flexionado a 90° e o pé apoiado na maca (pode ser estabilizado pelo examinador). 2. Examinador: ○ Senta-se sobre o pé do paciente para estabilizá-lo. ○ Coloca as duas mãos na parte superior da tíbia (área da tuberosidade tibial anterior), com os polegares apontando para cima. ▶ 1. Teste da Gaveta Anterior ● Movimento: o examinador puxa a tíbia para frente, em direção ao tórax do paciente. ● ✅ Sinal positivo: se a tíbia desliza excessivamente para frente em relação ao fêmur, indica lesão do: ○ Ligamento cruzado anterior (LCA) ◀ 2. Teste da Gaveta Posterior ● Movimento: o examinador empurra a tíbia para trás, em direção à maca. ● ✅ Sinal positivo: se a tíbia desliza excessivamente para trás, indica lesão do: ○ Ligamento cruzado posterior (LCP) → Teste do estresse em valgo e varo Estresse em valgo → avalia o ligamento colateral medial (LCM) Estresse em varo → avalia o ligamento colateral lateral (LCL) Valgo Varo → Rechaço Patelar Trombose Venosa Profunda (TVP) A Trombose Venosa Profunda (TVP) é a formação de um coágulo sanguíneo (trombo) no interior de uma veia profunda, geralmente nas pernas (panturrilhas ou coxas). Ela é uma condição potencialmente grave, pois o coágulo pode se desprender e viajar até os pulmões, causando uma embolia pulmonar, que pode ser fatal. A TVP está associada à chamada tríade de Virchow, que são três fatores que favorecem a formação de coágulos: 1. Estase venosa – fluxo sanguíneo lento ou parado (ex: imobilidade prolongada, longas viagens, repouso no leito); 2. Lesão endotelial – dano na parede do vaso (ex: cirurgia, trauma); 3. Hipercoagulabilidade – aumento da tendência do sangue a coagular (ex: uso de anticoncepcionais, câncer, doenças genéticas, gravidez). Nem sempre a TVP apresenta sintomas, mas quando aparecem, os mais comuns incluem: ● Dor na perna (geralmente na panturrilha); ● Inchaço (edema) ● Rigidez na musculatura; ● Vermelhidão e calor local; → Exame Físico 1. Medição a. Higienizar as mãos e ficar ao lado direito do paciente; b. Pedir ao paciente para ficar em decúbito dorsal e alinhar as duas pernas c. Medir com a fita métrica a distância entre a espinha ilíaca anterossuperior ao maléolo medial d. Fazer na outra perna, anotar e comunicar ao paciente 2. Assimetria a. Usar a fita métrica para medir o diâmetro das duas panturrilhas b. Se a diferença for >3cm, é favor da trombose 3. Sinal de Homans: a. Realizar a dorsiflexão dos pés (trazer os dedos dos pés em direção ao joelho) enquanto comprime a região central da panturrilha b. O sinal é positivo quando o paciente refere dor na região da panturrilha.; 4. Sinal da Bandeira a. O paciente deve permanecer em decúbito dorsal horizontal; b. O avaliador realiza leve flexão do joelho do paciente ou leve elevação do membro e realiza palpação da panturrilha; c. Repetir do outro lado d. O sinal é positivo quando o avaliador percebe menor mobilidade da panturrilha (“empastamento”) quando comparada com o outro membro. 5. Sinal de Olow a. Paciente deitado, O avaliador realiza compressão da musculatura da panturrilha contra a estrutura óssea; b. Sinal +: dor 6. SINAL DE DENECKE PAYER a. O examinador realiza a compressão com o polegar da plantado pé contra o plano ósseo; b. Sinal +: dor 7. Sinal de bancroft a. O avaliador realiza palpação da musculatura da panturrilha com a mão em garra; b. Sinal +: dor Semiologia do Ombro → Teste de Gerber Posição inicial: ● Peça ao paciente para colocar o dorso da mão na região lombar, como se estivesse tentando “alcançar o bolso de trás pela lateral”. ● Isso posiciona o braço em rotação interna. Instrução ao paciente: ● Solicite que o paciente afaste a mão das costas, ou seja, tente “levantar” a mão para trás, sem ajudar com o outro braço. Observação: ● Observe se o paciente consegue realizar o movimento e com que força. Resultado: ● Normal (negativo): o paciente consegue afastar a mão das costas com facilidade. ● Alterado (positivo): o paciente não consegue levantar a mão das costas ou sente dor intensa ao tentar — isso sugere lesão ou fraqueza do subescapular. Cotovelo → Teste de Cozen - Teste para identificar epicondilite lateral - Paciente sentado com o cotovelo em 90º e com punho cerrado e pronado. Médico segura com o dedão no epicondilo lateral e faz força para baixo e o paciente pra cima. - O teste é positivo caso haja dor no epicôndilo lateral por tendinite dos extensores, o chamado “cotovelo de tenista”. → Teste de Mill - Paciente fica com o braço em extensão e punho cerrado em posição neutra. Médico faz movimento de flexão enquanto o médico faz força de extensão. O teste é positivo se o paciente referirdor no epicôndilo lateral.→ Teste do Golfista Paciente com o braço fletido, médico segura o cotovelo com uma mão e a segunda faz força Epicondilite medial Manobras de Punho → Teste de Wartenberg Pedir ao paciente realizar a abdução do 5 dedo nervo ulnar → Teste de Preensão em pinça Paciente faz o sinal de pinça e o médico passa o dedo entre eles. Isso avalia a funcionaldade do musculo do indicador e dedão, inervado pelo mediano. → Teste de Finkelstein tendão do músculo do polegar O teste é positivo se o paciente relatar dor com forte sensação de “agulhada” sobre o processo → Teste de Phallen O avaliador instrui o paciente para realizar uma flexão do punho e colocar o dorso da mão em contato com a outra mão, permanecendo por 1 minuto. O aparecimento de formigamento ou dormência na mão, principalmente na região que vai até o 3o dedo, demonstra positividade → Teste de Tinel o paciente refere à sensação de formigamento ou choque irradiado para o 3o dedo no caso de síndrome do túnel do carpo e no 5o dedo no caso da inflamação do túnel do nervo ulnar. ✅ Sinal positivo: ✅ Sinal positivo: 🧪 Teste da Gaveta Anterior e Posterior 🔍 Posição inicial (para ambos): ▶️ 1. Teste da Gaveta Anterior ◀️ 2. Teste da Gaveta Posterior