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1/3/2011 1 TÉCNICAS ANESTÉSICAS Anestesiologia Anestesiologia TIPOS PRINCIPAIS Infiltração Terminal Bloqueio de Nervo Bloqueio de Campo 1/3/2011 2 TÉCNICAS Intraligamentar Intraseptal Intrapulpar Intraóssea Supraperiosteal TÉCNICA SUPRAPERIOSTEAL Geralmente chamada de infiltrativa terminal Técnica anestésica mais usada para maxila para se obter anestesia pulpar Usada em mandíbula como complemento principalmente na área dos incisivos inferiores 1/3/2011 3 TÉCNICA SUPRAPERIOSTEAL Áreas Anestesiadas: Indicações: Anestesia pulpar maxilar (incisivos inf.) e de tecido duros e tecidos moles bucais Contra-indicações: Infecção ou inflamação Osso denso no ápice dentário (1° molar superior em crianças e incisivos superiores) 0,6ml (1/3) 1/3/2011 4 TÉCNICA SUPRAPERIOSTEAL Vantagens: Fácil Atraumática Alto sucesso Desvantagens : Área pequena Alternativas: TÉCNICA INTRALIGAMENTAR Área anestesiada: Polpa, L.P e tecidos moles na área cervical do dente Indicações Anestesia pulpar em 1 ou 2 dentes Tratamento Isolado de dentes em diferentes arcos Pacientes com contra-indicação de anestesia residual em tecido mole Como complementos de técnicas de bloqueio Contra-indicações: Infecção ou Inflamação Local Dentes Decíduos 1/3/2011 5 0,2ml 1/9 INTRASEPTAL Muito utilizada em procedimentos periodontais Áreas anestesiadas Osso Tecido mole Raiz Indicações: Controle de dor Hemostasia Contra-indicações: Infecção inflamação do local 1/3/2011 6 0,2ml a 0,4ml Vantagens: Atraumática Fácil execução Produz hemostasia Desvantagens: Multiplas perfurações Vazamento de anestésico Àrea limitada de anestesia Sinais Clínicos de Sucesso: Resistência Isquemia 1/3/2011 7 ANESTESIA INTRAPULPAR Produz analgesia pela ação farmacológica e pressão aplicada. Usada sempre como suplemento a outra técnica Indicações: Procedimentos que se tem acesso a polpa e não se tem anestesia efetiva Desvantagens: Dor Intensa Gosto amargo Vantagens: Anestesia só a polpa Volume pequeno Ação rápida 0,2ml a 0,3ml 1/3/2011 8 TÉCNICAS ANESTÉSICAS EM MANDÍBULA Bloqueio do Nervo Alveolar Inferior Bucal Mentoniano Incisivo Gow-Gates / Vazirani-Akinosi BLOQUEIO DO NERVO ALVEOLAR INFERIOR É a técnica mais usada na odontologia Área anestesiada Áreas críticas: Supraperiosteal nos incisivos LP na raiz MV do 1 Molar 1/3/2011 9 BLOQUEIO DO NERVO ALVEOLAR INFERIOR Indicação: Procedimentos em múltiplos dentes mandibulares em 1 quadrante Anestesia dos tecidos moles da boca (anterior ao 1 molar) Anestesia da língua Contra-Indicação: Infecção ou inflamação aguda na área Pacientes que podem morder o lábio Vantagens: Produz grande área de anestesia Desvantagens Uso em procedimentos pequenos Aspiração postiva (15%) Alta taxa de insucesso Pontos de reparo não confiáveis Anestesia parcial (2%) Desconforto em tecido mole REPAROS ANATÔMICOS 1/3/2011 10 Técnica de Jorgensen e Hayden • 1- Com a polpa do dedo indicador palpa-se o ponto de maior depressão na região da incisura coronóide. • 2- Palpa-se a crista temporal e ao mesmo tempo tenta- se afastar o tendão profundo do músculo temporal. • 3- O local de punção é lateral à rafe pterigomandibular na altura do centro da incisura coronóide, medial à crista temporal. Técnica de Jorgensen e Hayden • 4- A seringa deve ser direcionada da região de pré- molares do lado oposto para a rafe pterigomandibular. • 5- Introduzir a agulha até sentir resistência óssea ( sulco do colo do côndilo) • 6- Recua-se cerca de 1mm para evitar injeção intravascular. 1/3/2011 11 Técnica de Jorgensen e Hayden • 7- Injetar lentamente • 8- Retirar a seringa lentamente até a metade do comprimento da agulha e injetar para anestesiar o Nervo Lingual. • 9- Aguardar 5 minutos. 1/3/2011 12 BLOQUEIO DO NERVO BUCAL Não é anestesiado pelo bloqueio do Nervo AIveolar Inf. Áreas anestesiadas: Contra-Indicação: Infecção ou inflamação na área da injeção Indicação: Quando necessária a anestesia de tecidos moles em procedimentos na área vestibular aos molares Desvantagem: Possibilidade de dor se tocar no periósteo Vantagens Alta taxa de sucesso Facilidade de execução 1/3/2011 13 Bloqueio do Nervo Bucal 1- Técnica dos 3 Botões anestésicos: infiltrações em três regiões - 3° , 2° e 1° molar. 2- Técnica II (Malamed): puncionar na mucosa distal e bucal ao último molar 0,3ml 1/3/2011 14 BLOQUEIO DO N.A.I. - Três Posições BLOQUEIO DO N.A.I. - Três Posições 1/3/2011 15 BLOQUEIO DO N.A.I. - Três Posições BLOQUEIO DO NERVO MENTONIANO Inerva apenas tecido mole Áreas anestesiadas Indicações: Porcedimentos em tecido mole da região, tais com biópsias e suturas Contra- Indicações: Infecções ou inflamação aguda na região da área da injeção Vantagens: Técnica fácil Atraumática Alto sucesso Desvantagens: Risco de hematoma 1/3/2011 16 Bloqueio do Nervo Mentoniano Técnica: • 1- Localizar o forame Mentoniano • 2- O ponto de punção é no fundo de vestíbulo, anteriormente ao forame. • 3- A agulha deve ser inserida de cima para baixo, de fora para dentro, de trás para frente. Bloqueio do Nervo Mentoniano Técnica: • 4- A penetração da agulha é em torno de 6mm • 5- Aspirar • 6- Injetar 1/3/2011 17 0,6ml Bloqueio do Nervo Incisivo Técnica: Semelhante ao do nervo mentoniano. 1/3/2011 18 Técnica de Gow-Gates • Insucesso das técnicas convencionais (20%) • Sucesso de 99% em mãos experientes. • Bloqueia o ramo Mandibular V3 (N.A.I. , N. Lingual, N. Bucal, N. Milohioideo, N. Aurículo-Temporal, N. Incisivo e N. Mentoniano) Técnica: • 1- Paciente em posição supina com a cabeça virada para o lado do operador. • 2- Boca aberta tanto quanto possível. • 3- Localizar: incisura intertragus e ângulo da boca. • 4- Palpação da borda anterior do ramo. Técnica de Gow-Gates 1/3/2011 19 Técnica: • 5- Visualizar: Cúspide mesiopalatina do 2º molar superior. • 6- Local de penetração: distal ao 2º molar sup. • 7- Alinhar a seringa com o plano de inserção (linha que une Tragus ao canto da boca). Técnica de Gow-Gates Técnica: • 8- Introduzir a agulha (ref: canino do lado oposto) até tocar no colo do côndilo.(cerca de 25mm) • 9- Recuar 1mm • 10- Aspirar • 11- Injetar lentamente Técnica de Gow-Gates 1/3/2011 20 Técnica de Vazirani e Akinosi Nervos Anestesiados: • Alveolar Inferior • Incisivo • Mentoniano • Lingual • Milo-hióideo 1/3/2011 21 Técnica de Vazirani e Akinosi Técnica: • 1- Boca fechada • 2- Palpa-se a largura do ramo ascendente. Metade desta distância nos dá a distância de penetração da agulha. Técnica de Vazirani e Akinosi Técnica: • 3- A agulha penetra paralela ao plano oclusal e na altura da união mucogengival na distal do 2º molar superior, justamedialmente ao ramo ascendente (com bisel voltado para alinha média). • 4- O curso da seringa é tangente ao processo alveolar. 1/3/2011 22 Técnica de Vazirani e Akinosi Técnica: • 5- Aspirar • 6- Injetar (1 min.) Obs: O paciente desdentado não reabilitado fecha a boca até atingir a dimensão vertical aproximada. 1/3/2011 23 TÉCNICAS ANESTÉSICAS EM MAXILA Bloqueio do Nervo Alveolar Sup. Posterior Bloqueio do Nervo Alveolar Sup. Médio Bloqueio do Nervo Alveolar Sup. Anterior Bloqueio do Nervo Palatino Maior Bloqueio do Nervo Nasopalatino Bloqueio do Nervo Maxilar BLOQUEIO DO N.A.S.P Área Anestesiada: Polpa do 3°, 2° e 1°molar* Tecido Periodontal Bucal e Osso Indicações: Tratamento de 2 ou mais dentes Quando a injeção supraperióstea não está indicada Contra-Indicações: Pacientes com discrasias sanguíneas. Vantagens: Atraumático Alta taxa de sucesso Única punção Pouco vol. de anestésico Desvantagens: Necessária segunda punção nos 1 molares em 28% dos casos. 1/3/2011 24 Técnica: • 1- A agulha é inserida na distal do 2º molar com a agulha inclinada 45º com o plano oclusal (de baixo para cima, de frente para trás e de forapara dentro) • 2- Introduzir • 3- Aspirar • 4- Injetar lentamente BLOQUEIO DO N.A.S.P 0,9 a 1,8 ml 45° 45° 1/3/2011 25 BLOQUEIO DO N.A.S.M Presente em 28% da população Áreas Anestesiadas: Indicações: Procedimento em 2 dentes Impossibilidade de realizar téc. supraperióstea pela densidade óssea alta Contra-Indicações: Inflamação ou Infecção na área 0,6 a 0,9 ml 1/3/2011 26 BLOQUEIO DO N.A.S.A Também denominado Bloqueio no Nervo Infra-Orbitário Áreas Anestesiadas: Indicações: Procedimentos em 2 dentes ou mais Inflamação e Infecções Quando anestesias supra periósteas forem ineficazes Contra-Indicações: Área de tratamento reduzida Procedimentos que necessitem de Hemostasia Vantagens: Simples Seguro Desvantagens: Psicológica tanto para o paciente quanto para o profissional Técnica: 1- Localizar o forame Infra-orbitário 2- Inserir a agulha no fundo de sulco vestibular diretamente sobre o 1º pré-molar, distante cerca de 1 cm do osso 3- Orientar a seringa em direção ao forame 4- Avançar a agulha até tocar suavemente a projeção anterior do forame (borda sup.) 5- Aspirar 6- Infiltrar lentamente BLOQUEIO DO N.A.S.A 1/3/2011 27 0,9 a 1,2ml 1/3/2011 28 ANESTESIAS PALATINAS Causam bastante desconforto ao paciente Medidas: 1/3/2011 29 BLOQUEIO NO NERVO PALATINO MAIOR Áreas Anestesiadas: Indicações: Procedimentos que envolvam a área palatina (tec. duro e mole) Contra-Indicações: Inflamação ou infecção local Áreas menores de tratamento Vantagens: Menos punções e volume de solução Desconforto mínimo Desvantagens Muito traumático Não promove hemostasia 0,45 a 0,6ml 1/3/2011 30 BLOQUEIO DO NERVO NASOPALATINO Mais desconfortável que a anestesia do Nervo Palatino Maior. Áreas anestesiadas: Indicação: Procedimentos em tecido mole e duro na região anterior do palato Contra-Indicação: Inflamação ou infecção Área menor de tratamento Vantagens: Menos punções e volume de solução Desconforto mínimo Desvantagens É a injeção intrabucal mais traumática Não promove hemostasia 0,45ml 1/3/2011 31 Complicações Locais Fratura da Agulha. Anestesia persistente ou parestesia. Paralisia do nervo facial. Trismo. Lesões dos tecidos moles. Hematoma. Dor à injeção. Infecção. Edema. Necrose. Fratura da Agulha 1/3/2011 32 • Hiperestesia: aumento da sensibilidade a estímulos nocivos. • Disestesia: sensação de dor ocorrendo normalmente associada a estímulos não-nocivos) Anestesia persistente ou parestesia Anestesia persistente ou parestesia • Soluções anestésicas contaminadas (álcool, soluções de esterilização fria) • Infiltração intramuscular. • Hemorragia. • Infecção de baixo grau. • Penetração da agulha com farpa. • Volumes excessivos de solução. Trismo 1/3/2011 33 Lesões dos tecidos moles • NASP / NAI / Nervo Mentoniano. Hematoma Dor à injeção 1/3/2011 34 • Traumatismo durante a injeção. • Infecção. • Alergia. • Hemorragia. • Injeção de soluções irritantes. Infecção Edema Necrose dos tecidos 1/3/2011 35 • Malamed, S F. Manual de Anestesia Local. 5ª ed. Rio de Janeiro: Elsevier, 2005. • Marzola, C. Técnica Anestésica • GRAZIANI, M. Cirurgia Bucomaxilofacial. 7a ed. Rio de Janeiro; Guanabara Koogan,1986. Referências Ainda que eu tenha o dom de profetizar e conheça todos os mistérios e toda a ciência; ainda que eu tenha tamanha fé, a ponto de transportar montes, se não tiver amor, nada serei. (1 Cor 13, 2)