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AO2 Iniciado: 3 jun em 17:51 Instruções do teste Pergunta 1 0,6 pts Importante: Caso você esteja realizando a atividade através do aplicativo "Canvas Student", é necessário que você clique em "FAZER O QUESTIONÁRIO", no final da página. Leia o texto a seguir: Concebo na espécie humana dois tipos de desigualdade: uma a que chamo natural ou física, por se estabelecida pela natureza, e que consiste na diferença das idades, da saúde, das forças do corpo e das qualidades do espírito ou da alma; a outra, a que se pode chamar desigualdade moral ou política, por depender de uma espécie de convenção e ser estabelecida, ou pelo menos autorizada, pelo consentimento dos homens. Esta consiste nos diferentes privilégios que alguns usufruem em prejuízo dos outros, como de serem mais ricos, mais reverenciados, mais poderosos do que eles, ou mesmo em se fazerem obedecer por eles. ROUSSEAU, J. Discurso sobre a origem e os fundamentos da desigualdade entre os homens. Tradução de Maria Ermantina Galvão. São Paulo: Martins Fontes, 1999. p. 159. Considerando esse contexto, avalie as seguintes asserções e a relação proposta entre elas. 1. A partir dos escritos de Rousseau, e com base nas atualizações modernas realizadas pela Antropologia, é possível afirmar a existência de ao menos dois tipos de desigualdades humanas. PORQUE 2. Os seres humanos possuem características naturais e físicas que os tornam desiguais, bem como também características morais e políticas, nomeadas nos dias de hoje como culturais e sociais. A respeito dessas asserções, assinale a opção correta: A asserção I é uma proposição verdadeira, e a II é uma proposição falsa. As asserções I e II são proposições falsas. As asserções I e II são proposições verdadeiras, e a II é uma justificativa da I. A+ A A- 03/06/25, 18:14 Teste: AO2 https://famonline.instructure.com/courses/44553/quizzes/213113/take 1/10 Pergunta 2 0,6 pts Pergunta 3 0,6 pts A asserção I é uma proposição falsa, e a II é uma proposição verdadeira. As asserções I e II são proposições verdadeiras, mas a II não é uma justificativa da I. Leia o texto a seguir: Pierre Bourdieu, em seu livro ‘A Distinção: crítica social do julgamento’, publicado em 1979, trata a cultura no sentido antropológico, analisando os gostos, julgamentos e a própria percepção estética como produzidos através de um sofisticado sistema social que perpassa o capitalismo. Para tanto, Bourdieu aborda um importante conceito, que é o de: ethos, ou seja, sistemas de disposições duráveis e intransponíveis, infraestruturas predispostas a funcionar como estruturas estruturantes, isto é, a funcionar como princípios geradores e organizadores de práticas e de representações. habitus, ou seja, sistemas de disposições duráveis e transponíveis, estruturas estruturadas predispostas a funcionar como estruturas estruturantes, isto é, a funcionar como princípios geradores e organizadores de práticas e de representações. ethos, ou seja, sistemas de disposições efêmeros, porque são intercambiáveis, estruturas estruturadas predispostas a funcionar como estruturas estruturantes, isto é, a funcionar como princípios geradores e organizadores de práticas e de representações de significados materiais e simbólicos. trocas simbólicas, ou seja, sistemas de disposições duráveis e transponíveis, estruturas estruturadas dispostas a operar como mercadorias materiais e simbólicas no universo semântico do signo. habitus, ou seja, sistemas de disposições permeáveis e efêmeros, estruturas estruturadas dispostas a funcionar como estruturas estruturantes, isto é, a funcionar como princípios operadores de lógicas de mercado e de trocas simbólicas. Leia o texto a seguir: Nas partes mais remotas do mundo, sob condições históricas muito diferentes daquelas que fizeram Grécia e Roma florescer e declinar, grupos de seres humanos desenvolveram padrões de vida tão diferentes dos nossos que não podemos arriscar a conjectura de que iriam chegar algum dia às nossas próprias soluções. Cada povo primitivo escolheu um conjunto de valores humanos e moldou para si mesmo uma arte, uma organização social, uma religião, que são sua contribuição singular para a história do espírito humano. Samoa é apenas um desses padrões diversos e graciosos, mas, assim como viajante que um dia se afastou de casa é mais sábio que o homem que nunca foi além A+ A A- 03/06/25, 18:14 Teste: AO2 https://famonline.instructure.com/courses/44553/quizzes/213113/take 2/10 Pergunta 4 0,6 pts da soleira da própria porta, o conhecimento de outra cultura deveria aguçar nossa capacidade de esquadrinhar com mais sobriedade, de apreciar mais amorosamente, a nossa própria cultura. MEAD, Margaret. Adolescência em Samoa. In: CASTRO, Celso (org.). Cultura e personalidade: Ruth Benedict, Margaret Mead e Edward Sapir. Rio de Janeiro: Zahar, 2015, p. 28. A partir dessa consideração feita pela autora, é correto afirmar: O estudo de nossa própria cultura está estreitamente vinculado aos padrões de sociabilidade das comunidades nativas aborígenes, daí a importância dos habitantes da ilha de Samoa para os estudos antropológicos no Ocidente. Observar as práticas culturais e todo o sistema de valores de uma sociedade que estruturalmente diferencia-se dos padrões referenciais de quem observa, permite não só compreender as dinâmicas sociais dos grupos observados, como também refletir sobre as categorias de análise que possibilitam a mesma observação. A antropologia demonstra que as práticas culturais da ilha de Samoa, situada no Pacífico Sul, foram imprescindíveis na composição dos valores e da visão de mundo que orientou a formação das sociedades grega e romana. Uma cultura não ocidental será de extrema importância para os estudos antropológicos, pelo fato de o isolamento geográfico permitir ao antropólogo o despojamento de seus referenciais e, por conseguinte, produzir uma ciência neutra, sem viés ideológico. Samoa constituiu um padrão importante de dinâmica social, e considerá-lo nas análises antropológicas é constatar que a etnografia precisa ser aprimorada, a fim de que a história das sociedades primitivas não seja relegada ao esquecimento com o avanço da civilização. Leia o trecho a seguir, extraído de uma entrevista concedida pela historiadora e antropóloga Lilia Schwarcz, sobre a Abolição da escravidão, para a BBC Brasil: Lilia Schwarcz - A lei simplesmente abolia. Dizia que a partir desta data não há mais escravos no Brasil. Ponto final. A República, que viria um ano e meio depois, tentaria colocar uma pedra no tema da escravidão. Como se tivesse ficado morto no passado junto com o Império. Temos um hino da República, aquele que canta "liberdade, liberdade, abre as asas sobre nós". E há uma estrofe que diz: "Nós nem cremos que escravos outrora tenha havido em tão nobre país". Ou seja, um ano e meio depois, (os republicanos) afirmavam não acreditar mais (que tivesse havido escravidão). Era um processo de amnésia nacional. BBC Brasil - Quais foram as consequências imediatas desta abolição sem salvaguardas? Lilia Schwarcz - O (momento) pós-emancipação não teve nenhuma preocupação com inclusão dessas populações (de ex-escravos). Eu me refiro à educação, saúde, habitação, todos os problemas estruturais. A+ A A- 03/06/25, 18:14 Teste: AO2 https://famonline.instructure.com/courses/44553/quizzes/213113/take 3/10 Pergunta 5 0,6 pts Mas isso não quer dizer que a gente só deva culpar o passado. O que vemos hoje no país é uma recriação, uma reconstrução do racismo estrutural. Nós não somos só vítimas do passado. O que nós temos feito nesses 130 anos é não apenas dar continuidade, mas radicalizar o racismo estrutural. Brasil viveu um processo de amnésia nacional sobre a escravidão, diz historiadora. BBC Brasil, 10 mai. 2018. Disponível em: https://www.bbc.com/portuguese/brasil-44034767 Acesso em 22/03/2024. Considerando esse contexto, avalie as seguintes asserções e a relação proposta entre elas. 1. O racismo estrutural está presentena sociedade brasileira contemporânea. PORQUE 2. O país não soube lidar com o passado escravista, de modo que a mentalidade escravista ainda permanece em nosso presente, pois atualmente não ocorrem esforços suficientes por parte da sociedade de compreensão dos efeitos perversos da escravidão em nosso país. A respeito dessas asserções, assinale a opção correta: A asserção I é uma proposição verdadeira, e a II é uma proposição falsa. As asserções I e II são proposições verdadeiras, mas a II não é uma justificativa da I. As asserções I e II são proposições falsas. A asserção I é uma proposição falsa, e a II é uma proposição verdadeira. As asserções I e II são proposições verdadeiras, e a II é uma justificativa da I. Leia os textos e veja a imagem a seguir: Texto 1: Depois da independência do Brasil, e sob pressão de nações europeias, especialmente da Inglaterra, vários acordos e leis foram aprovados no sentido de extinguir o tráfico de escravos. Assim, o tratado de aliança e amizade entre o príncipe regente D João VI e Jorge III da Inglaterra reconhecia a injustiça do comércio de escravos e prometia sua abolição gradual [...] o tráfico foi proibido formalmente pela lei de 7 de novembro de 1831, mas somente foi suprimido real e definitivamente em 4 de setembro de 1850, pela Lei Eusébio de Queirós, como ficou conhecida. MOURA, C.. Dicionário da escravidão negra no Brasil. Edusp, 2004. p. 241. A+ A A- 03/06/25, 18:14 Teste: AO2 https://famonline.instructure.com/courses/44553/quizzes/213113/take 4/10 Imagem: Escravo com escarificações no rosto. Foto de Augusto Stahl. Cerca de 1864. Fonte: http://fotografia.ims.com.br Acesso em 22/03/2024. Texto 2: A PNAD Contínua de 2017 mostra que há forte desigualdade na renda média do trabalho: R$ 1.570 para negros, R$ 1.606 para pardos e R$ 2.814 para brancos. O desemprego também é fator de desigualdade: a PNAD Contínua do 3º trimestre de 2018 registrou um desemprego mais alto entre pardos (13,8%) e pretos (14,6%) do que na média da população (11,9%). Dados também da PNAD só que mais antigos, de 2015, mostram que apesar dos negros e pardos representarem 54% da população na época, a sua participação no grupo dos 10% mais pobres era muito maior: 75%. Já no grupo do 1% mais rico da população, a porcentagem de negros e pardos era de apenas 17,8%. CALEIRO, J. P. Os dados que mostram a desigualdade entre brancos e negros no Brasil. Revista Exame. 20 nov. 2018. Disponível em: https://exame.abril.com.br/brasil/os-dados-que-mostram-a-desigualdade-entre-brancos-e-negros-no-brasil Acesso em 22/03/2024. Dentre os marcos que colocaram fim à escravidão no país, a Lei Eusébio de Queirós, de 1850, e a Lei Áurea, de 1888, foram fundamentais para impor o fim do tráfico de pessoas negras e a abolição do regime escravista. Na foto acima, temos uma imagem que data aproximadamente de 1864 e que apresenta um homem negro com marcas provavelmente decorrentes das torturas sofridas enquanto pessoa escravizada. Considerando o conjunto de discussões realizadas a respeito das relações étnico-raciais no Brasil, é possível afirmar que: A estrutura étnico-racial decorrente do período escravista não se reproduziu durante a Primeira República, uma vez que foram empreendidos notáveis esforços para a integração dos ex-escravizados e a restauração de sua dignidade na sociedade brasileira, bem como patamares adequados de renda e consumo. As marcas deixadas pelo sistema escravista no Brasil foram progressivamente se apagando devido à intensa miscigenação entre brancos e negros. A+ A A- 03/06/25, 18:14 Teste: AO2 https://famonline.instructure.com/courses/44553/quizzes/213113/take 5/10 Pergunta 6 0,6 pts O fim do tráfico de pessoas negras escravizadas e a Abolição delimitaram um recomeço digno para os negros no país, deixando para trás todos os estigmas definidos pela escravidão. Concedida pela Princesa Isabel, a liberdade dos negros escravizados instaurou uma nova dinâmica de concorrência equilibrada entre negros e brancos no mercado de trabalho e no acesso a bens e serviços. As marcas deixadas pela escravidão no Brasil permaneceram mesmo após o encerramento oficial do tráfico de pessoas escravizadas, bem como após a Abolição, consolidando-se como elemento estrutural de nossa cultura. Leia o texto a seguir. [...] Algumas famílias brasileiras rejeitaram, e até mesmo hospitalizaram, membros masculinos que se desviaram das normas sociais aceitas por uma sociedade heterocêntrica, enquanto outros lares mantiveram filhos transviados em seu seio [...] Além do mais, as correntes migratórias de homossexuais masculinos do Nordeste para o Rio e São Paulo, ou do campo para a cidade, desafiam o modelo padrão apresentado por sociólogos e historiadores, segundo o qual as pessoas dependem essencialmente de laços familiares para mudar-se de uma área do Brasil para outra. Para muitos jovens que fugiram do controle e condenação da família, dos parentes e de uma cidade pequena em busca do anonimato das metrópoles, a amizade baseada numa identidade compartilhada e em experiências eróticas similares propiciou laços mais fortes que os sanguíneos. GREEN, J. Além do Carnaval: a homossexualidade masculina no Brasil do século XX. Trad. de Cristina Fino e Cássio Arantes Leite. São Paulo: Unesp, 1999. pp. 34-35. De acordo com o texto, analise as afirmações a seguir: I. Determinadas identidades, como a identidade homossexual, possibilitam a criação de vínculos afetivos e de compartilhamento de experiências que, em muitos casos, sobrepõem-se aos laços definidos pela consanguinidade. II. Segundo James Green, os violentos processos de segregação decorrentes de ações homofóbicas podem resultar em migrações forçadas de pessoas que buscam a auto preservação física e identitária. III. Diferente do que certos padrões migratórios apontam, a transferência de localidades por determinadas pessoas pode ser também motivada por questões identitárias. IV. As cidades grandes possibilitam um certo anonimato que pode ser visto como algo positivo para quem deseja se distanciar de grupos que compartilham práticas e posicionamentos homofóbicos. É correto apenas o que se afirma em: IV. A+ A A- 03/06/25, 18:14 Teste: AO2 https://famonline.instructure.com/courses/44553/quizzes/213113/take 6/10 Pergunta 7 0,6 pts I, II e III. II e IV. I, II, III e IV. I e III. Leia o texto a seguir: Um xamã ou cacique, embora tenha um nome próprio, ao falar com os brancos fala de si como “índio” porque quer se fazer entender pelos não-índios. Assim as mulheres e as feministas que já desconstruíram o natural também falam de si com intenção política, e também didática, de fazer o outro entender. Foi a partir daí que se começou a sustentar a ideia de um lugar de fala atualmente em voga na vida contemporânea. Ora, uma característica de nossa época é a sustentação da singularidade, a forma subjetiva que expressa a existência de cada um como um ser de diferença. Por meio da singularidade fica claro que cada um quer conquistar um lugar. Esse lugar tornou-se, pela autoafirmação da singularidade que se expressa, um lugar de fala. TIBURI, M. Lugar de fala, lugar de dor. 29 mar. 2017. Revista Cult. Disponível em: https://revistacult.uol.com.br/home/lugar-de-fala-e-etico-politica- da-luta/ (https://revistacult.uol.com.br/home/lugar-de-fala-e-etico-politica-da-luta/) Link verificado em 22/03/2024. A propósito da noção de “lugar de fala”, analise as afirmações a seguir. I. Trata-se de uma noção que busca tornar indiscernível o espaço de produção de certos discursos produzidos por grupos específicos. II. É uma noção voltada à censura, impedindo que pessoas deem suas opiniões sobre temas específicos relacionados a grupos particulares. III. Possibilita uma identificação da posição que um determinado enunciador ocupa ao proferir seu discurso. IV. Contribui para a delimitação do universo social e cultural que determinadas pessoas ocupam. Não se trata de impedir que outras pessoas falem sobre certosgrupos, mas sim de reconhecer os limites aos quais determinados discursos estão circunscritos. É correto apenas o que se afirma em: II, III e IV. I e II. A+ A A- 03/06/25, 18:14 Teste: AO2 https://famonline.instructure.com/courses/44553/quizzes/213113/take 7/10 https://revistacult.uol.com.br/home/lugar-de-fala-e-etico-politica-da-luta/ https://revistacult.uol.com.br/home/lugar-de-fala-e-etico-politica-da-luta/ https://revistacult.uol.com.br/home/lugar-de-fala-e-etico-politica-da-luta/ https://revistacult.uol.com.br/home/lugar-de-fala-e-etico-politica-da-luta/ Pergunta 8 0,6 pts I e IV. I, II e III. III e IV. Leia o texto a seguir: O interesse teórico e epistemológico de articular sexo e raça, por exemplo, fica claro nos achados de pesquisas que não olham apenas para as diferenças entre homens e mulheres, mas para as diferenças entre homens brancos e negros e mulheres brancas e negras, como fica claro nos trabalhos realizados no Brasil, mobilizando raça e gênero para explicar desigualdades salariais ou diferenças quanto ao desemprego (GUIMARÃES, 2002; GUIMARÃES; BRITTO, 2008). A partir dos dados da pnad 1989 e 1999, Nadya Araújo Guimarães mostra que, considerando sexo e raça, os homens brancos possuem os salários mais altos; em seguida, os homens negros e as mulheres brancas; e, por último, as mulheres negras têm salários significativamente inferiores (GUIMARÃES, 2002, p. 13). HIRATA, H. Gênero, classe e raça: interseccionalidade e consubstancialidade das relações sociais. Revista Tempo Social. São Paulo, v. 26, n. 1, p. 61- 73, 2014. Considerando esse contexto, avalie as seguintes asserções e a relação proposta entre elas. 1. As mulheres negras recebem salários inferiores aos salários recebidos por homens negros, mulheres brancas e homens brancos. PORQUE 2. As mulheres negras são mais afetadas nas relações de trabalho e nas dinâmicas de exploração e desigualdades no Brasil contemporâneo. A respeito dessas asserções, assinale a opção correta: As asserções I e II são proposições falsas. As asserções I e II são proposições verdadeiras, e a II é uma justificativa da I. A asserção I é uma proposição falsa, e a II é uma proposição verdadeira. A asserção I é uma proposição verdadeira, e a II é uma proposição falsa. As asserções I e II são proposições verdadeiras, mas a II não é uma justificativa da I. A+ A A- 03/06/25, 18:14 Teste: AO2 https://famonline.instructure.com/courses/44553/quizzes/213113/take 8/10 Pergunta 9 0,6 pts Pergunta 10 0,6 pts Leia o texto a seguir: Do etnocentrismo à relativização, a Antropologia foi criando seus instrumentos de abertura. Ideias, métodos, teorias de compreensão da diferença foram fazendo das sociedades do “outro” um espelho para a sociedade do “eu” e não um fantasma a ser exorcizado. O “outro” é, cada vez mais, a “diferença” feita alternativa possível de existência. ROCHA, E. P. G. O que é etnocentrismo. São Paulo: Brasiliense, 1984. p. 29. Com base no texto e em seus conhecimentos sobre Antropologia, é correto afirmar que: De acordo com o texto, o “outro” passa a ser compreendido pela Antropologia como aquele indivíduo ou grupo em estágio de evolução necessariamente distinto das sociedades industriais e urbanas. Embora os estudos antropológicos tenham como objeto de investigação a diversidade humana, essa diversidade não é a diversidade do “outro”, mas sim a do próprio meio cultural do qual o antropólogo faz parte. Ao investigar os seus próprios padrões culturais, o antropólogo deve deixar de lado os métodos e as técnicas utilizadas para a análise dos grupos distantes. A Antropologia é um campo de estudos que prioriza a alteridade, sendo este conceito entendido como o reconhecimento da identidade do “outro”. A passagem da visão etnocêntrica para a visão relativista, na Antropologia, ocorreu sem mudanças significativas dos métodos e técnicas empregados pelos antropólogos. Leia o texto a seguir: Os resultados da pesquisa científica, em qualquer ramo do conhecimento humano, devem ser apresentados de maneira clara e absolutamente honesta. Ninguém sonharia em fazer uma contribuição às ciências físicas ou químicas sem apresentar um relato detalhado de todos os arranjos experimentais, uma descrição exata dos aparelhos utilizados, a maneira pela qual se conduziram as observações o número de observações, o tempo a elas devotado e, finalmente, o grau de aproximação com que se realizou cada uma das medidas”. MALINOWSKI, B.. Argonautas do Pacífico ocidental: um relato do empreendimento e da aventura dos nativos nos arquipélagos da Nova Guiné melanésia. Traduções de Anton P. Carr e Lígia Aparecida Cardieri Mendonça. São Paulo: Abril Cultural, 1978. p. 18. Considerando esse contexto, avalie as seguintes asserções e a relação proposta entre elas.1. A Antropologia se distancia do senso comum cotidiano e se define como ciência. PORQUE A+ A A- 03/06/25, 18:14 Teste: AO2 https://famonline.instructure.com/courses/44553/quizzes/213113/take 9/10 Salvo em 18:14 2. A Antropologia apresenta procedimentos específicos de investigação sistemática, incluindo relatos detalhados e rigor na observação empírica realizada. A respeito dessas asserções, assinale a opção correta: As asserções I e II são proposições verdadeiras, e a II é uma justificativa da I. As asserções I e II são proposições falsas. A asserção I é uma proposição verdadeira, e a II é uma proposição falsa. As asserções I e II são proposições verdadeiras, mas a II não é uma justificativa da I. A asserção I é uma proposição falsa, e a II é uma proposição verdadeira. Enviar teste A+ A A- 03/06/25, 18:14 Teste: AO2 https://famonline.instructure.com/courses/44553/quizzes/213113/take 10/10