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Prévia do material em texto

Conteudista
Prof.ª Ruth Cássia Schreiner e 
Prof.ª M.ª Maria do Carmo Teles F. Stringhetta
Revisão Textual
Camila Yukari Kawamura
Estatuto da Criança e do Adolescente
2
Sumário
Sumário ................................................................................................................................... 2
Objetivos da Unidade ............................................................................................................3
Introdução .............................................................................................................................. 4
Considerações Iniciais sobre o ECA .................................................................................. 4
Direitos e Deveres ................................................................................................................. 9
Estatuto da Criança e do Adolescente e a Educação ...................................................13
Em Síntese .............................................................................................................................17
Atividades de Fixação .........................................................................................................18
Material Complementar..................................................................................................... 25
Referências ........................................................................................................................... 26
Gabarito ................................................................................................................................ 27
3
Atenção, estudante! Aqui, reforçamos o acesso ao conteúdo on-line para 
que você assista à videoaula. Será muito importante para o entendimento 
do conteúdo.
Este arquivo PDF contém o mesmo conteúdo visto on-line. Sua disponibili-
zação é para consulta off-line e possibilidade de impressão. No entanto, re-
comendamos que acesse o conteúdo on-line para melhor aproveitamento.
• Compreender a importância do Estatuto da Criança e do Adolescente;
• Analisar o estatuto no que se refere à escolarização;
• Verificar os principais direitos assegurados às crianças e adolescentes no 
estatuto.
Objetivos da Unidade
4
Introdução
Seja muito bem-vindo(a) a mais uma unidade de estudos! Neste momento, os tex-
tos aqui propostos contemplarão o Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA).
Compreender em que consiste esse estatuto, como eram assistidas as crianças e ado-
lescentes antes dessa lei e em que termos ela oportunizou melhorias para esse público, 
assegurando-lhes dignidade e acesso a tudo o que for necessário ao seu desenvolvi-
mento, é parte fundamental da compreensão do que de fato o ECA representa.
Sabe-se que o ECA é um marco no contexto de valorização e garantia da dignidade 
humana às crianças e adolescentes no país. Mas para além disso, algumas questões 
precisam ser refletidas:
Em que consiste um Estatuto?
Havia alguma legislação para as crianças e adolescentes antes do ECA?
A respeito de quais direitos esse estatuto se refere?
E quanto à educação e escolarização das crianças e adolescentes, como o ECA 
contribui?
Esses são apenas alguns, dos muitos questionamentos que podem ser desenvol-
vidos, refletidos e debatidos a respeito do Estatuto. Desse modo, serão analisadas 
características desde o seu surgimento até os reflexos dessa lei para o amparo às 
crianças e adolescentes que há na atualidade.
Boa leitura!
Considerações Iniciais sobre 
o ECA
O ECA (Estatuto da Criança e do Adolescente) surgiu no ano de 1990, representado 
pela Lei n.º 8.069, de 13 de julho de 1990. Ele trata, essencialmente, dos direitos e de-
veres das crianças e adolescentes e possui grande representatividade no que tange 
às conquistas legais para esse público, assegurando, dentre outros fatores, saúde, 
educação e dignidade.
5
Dessa forma, é válido compreender, inicialmente, em que consiste um estatuto e 
uma lei. O estatuto é caracterizado por um conjunto de normas, regras e determi-
nações, que organizam aspectos voltados a determinado grupo de indivíduos, ins-
tituição, empresa, localidade etc. Nesse sentido, a lei que rege o ECA determina os 
direitos e deveres das e para as crianças e adolescentes no Brasil.
É oportuno destacar aqui que o período em que o ECA foi criado, foi um período de 
mudanças no país, que possibilitaram novos olhares para a sociedade e, principal-
mente, para as crianças e adolescentes. Antecedendo o ECA, tem-se a Constituição 
de 1988 e, ao longo da década de 1990, muitas foram as leis que surgiram e nor-
matizaram a vida em sociedade no país. No âmbito da educação, por exemplo, na 
Constituição já contemplava a educação como direito de todos e dever do Estado 
e das famílias. No ECA, há um trecho que contempla o direito de acesso e perma-
nência na escolarização e, a Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional (LDB), 
complementa tais leis ao contemplar exclusivamente a educação.
O conceito de criança e adolescente foi se modificando ao longo dos anos e isso 
implicou no surgimento de regras e leis adaptadas a cada período, o estatuto, re-
flete assim, as necessidades voltadas ao grupo que contempla e que precisavam 
ser estabelecidas em lei a fim de que fossem efetivamente colocadas em prática. 
Contudo, antes da promulgação do ECA, outras leis vigoraram voltadas às crianças 
e adolescentes no país.
Com o ECA, ficou estabelecido que “Art. 2º Considera-se criança, para os efeitos 
desta Lei, a pessoa até doze anos de idade incompletos, e adolescente aquela entre 
doze e dezoito anos de idade” (Brasil, 1990, on-line). 
Voltando-se para uma breve contextualização histórica no que se refere às políticas 
direcionadas às crianças e adolescentes, observa-se a existência de atribuições legais 
voltadas à infância e à juventude, com o foco específico à parcela populacional menos 
favorecida. A partir das contribuições de Romão (2015, p. 297), fica evidente que:
[...] até a Constituição da República de 1988 vigorava no Brasil o Direito 
do Menor. Através do Código de Menores de 1927 consolidou-se as leis 
de assistência e proteção vigentes na Primeira República dedicadas ao 
menor de 18 anos de idade e abandonado ou delinquente.
Nesse período, as ações voltadas às crianças e adolescentes tinham cunho assisten-
cialista e contavam também com algumas entidades que desenvolviam o mesmo 
papel, de oferecer a assistência necessária básica aos menores em condições des-
favorecidas na sociedade. Essa assistência considerava desde o aspecto educativo, 
formativo de ofícios e também assistência corretiva. Após esse período e com o 
Estado Novo,
6
[...] o menor delinquente passou a ser considerado infrator, a partir do 
Decreto-Lei n.º 6.026/1943 que dispunha sobre as medidas aplicáveis aos 
menores de 18 anos pela prática de fatos considerados infrações penais. 
Este primeiro código ficou conhecido como Mello Mattos [...]. 
Fonte: Romão, 2015, p. 297.
Com o passar dos anos e de acordo com as novas tendências, os direitos e deveres 
das crianças e adolescentes foram crescendo, percebendo-os enquanto sujeitos so-
ciais que são, e então, cabíveis de oportunidades de direitos e obrigações que lhes 
responsabiliza os deveres.
Na década de 1970, em detrimento das novas condições políticas do país, foi desen-
volvido um novo Código de Menores, substituindo o que existia até então.
Sujeito ou objeto de medidas judiciais, esse código considerava ainda uma par-
cela de indivíduos menores de 18 anos, assim como nas políticas sociais antece-
dentes para esse grupo. Contudo, no código de 1979, verificava-se uma atenção 
especial ao menor que se encontrava em situação irregular. De acordo com o 
Código de Menores, sob a Lei n.º 6.697, de 10 de outubro de 1979, verifica-se que, 
de acordo com o “Art. 2º Para os efeitos deste Código” (Brasil, 1979), considera-
-se em situação irregular o menor:
I - privado de condições essenciais à sua subsistência, saúde e instrução 
obrigatória,ainda que eventualmente, em razão de:
a) falta, ação ou omissão dos pais ou responsável;
b) manifesta impossibilidade dos pais ou responsável para provê-las;
II - vítima de maus-tratos ou castigos imoderados impostos pelos pais ou 
responsável;
III - em perigo moral, devido a:
a) encontrar-se, de modo habitual, em ambiente contrário aos bons 
costumes;
b) exploração em atividade contrária aos bons costumes;
IV - privado de representação ou assistência legal, pela falta eventual dos 
pais ou responsável;
7
V - Com desvio de conduta, em virtude de grave inadaptação familiar ou 
comunitária;
VI - autor de infração penal. 
Fonte: Brasil, 1979.
Dessa forma, por situação irregular, pode-se entender como aqueles menores que 
encontravam-se em situação precária, de marginalização, de abandono, de violação 
de direitos, ou que tivessem cometido ato infracional. Dessa forma, o menor em 
situação regular não estava inserido nas medidas previstas neste código.
Vale ressaltar que o Código de Menores foi o que entendeu e, posteriormente, foi 
revogado com o surgimento do Estatuto da Criança e do Adolescente. A grande 
distinção do ECA para o código que o antecedeu foi o fato do ECA estar direcionado 
para todas as crianças e adolescentes menores de 18 anos, conforme o excerto:
Art. 3º A criança e o adolescente gozam de todos os direitos fundamen-
tais inerentes à pessoa humana, sem prejuízo da proteção integral de que 
trata esta Lei, assegurando-se-lhes, por lei ou por outros meios, todas as 
oportunidades e facilidades, a fim de lhes facultar o desenvolvimento fí-
sico, mental, moral, espiritual e social, em condições de liberdade e de 
dignidade.
Parágrafo único. Os direitos enunciados nesta Lei aplicam-se a todas as 
crianças e adolescentes, sem discriminação de nascimento, situação fa-
miliar, idade, sexo, raça, etnia ou cor, religião ou crença, deficiência, con-
dição pessoal de desenvolvimento e aprendizagem, condição econômica, 
ambiente social, região e local de moradia ou outra condição que diferen-
cie as pessoas, as famílias ou a comunidade em que vivem (incluído pela 
Lei n.º 13.257, de 2016).
Fonte: Brasil, 1990. 
Fica evidente que a essência do ECA consiste na normatização e legalização dos 
direitos e deveres das crianças e adolescentes e também da sociedade e do Estado 
para com eles. A partir de 1990, o Código de Menores perdeu sua validade ao ser 
revogado pelo ECA que, por sua vez, tornou-se a lei que vigora até hoje para esse 
grupo. Por estar em vigência desde a década de 1990, várias foram as adaptações e 
modificações feitas no texto da Lei n.º 8.069/1990. Por conta disso, não é difícil se 
deparar ao longo da leitura inclusões feitas em seu texto por novas leis.
8
Quadro 1 – Diferenças entre o Código de Menores e o 
Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA)
Código de Menores ECA
Lei n.º 6.697/1979 Lei n.º 8.069/1990
Menor em situação irregular
Proteção Integral para crianças e 
adolescentes
Objeto de medidas judiciais Sujeito de direitos
Fonte: Acervo da conteudista.
Desde o Código de Menores até o ECA, se observa o auxílio e a assistência dire-
cionados para as crianças e adolescentes, e que com a efetivação do ECA como a 
lei nacional que ampara esse grupo, outras novas conquistas foram possíveis, es-
pecialmente pelo fato de que seu foco de atuação está no todo que compreende 
esse grupo. Dessa forma, todas as crianças e adolescentes passam a ser sujeitos 
de direitos perante o estatuto, de modo que, legalmente, possuem todo o respaldo 
para o pleno desenvolvimento.
Leitura
Para compreender um pouco mais do processo 
de atendimento às crianças e adolescentes no 
país, acesse e realize a leitura do texto “História 
dos direitos da criança”. 
https://www.unicef.org/brazil/historia-dos-direitos-da-crianca
9
Direitos e Deveres
Ao pensar o ECA como um grande marco para as crianças e adolescentes, surge sem-
pre a ideia de direitos assegurados legalmente. Contudo, vale ressaltar que o referido 
estatuto considera os direitos e também os deveres que as crianças e adolescentes 
possuem na sociedade brasileira. De modo geral, o ECA visa assegurar os direitos 
básicos para a manutenção da dignidade humana e desenvolvimento das crianças e 
adolescentes, bem como as medidas socioeducativas, caso seja necessário.
Das mais expressivas contribuições do ECA, podem ser destacadas a roupagem 
mais descentralizadora e emancipatória que possui, bem como a garantia de direitos 
que são fundamentais ao desenvolvimento na infância e juventude, como a saúde, 
educação e outros.
Ainda nas disposições preliminares no início da lei, fica claro que um dos fatores de-
terminantes do ECA é o direito à prioridade. Nele considera-se uma série de fatores 
em que são assegurados às crianças e adolescentes, incluindo-se o fato de puni-
ção aos que não garantirem a esse público os direitos fundamentais, de modo que 
não haja negligências ou qualquer forma de discriminação, violência e exploração. 
Verifique o direito à prioridade contido no artigo 4º da Lei.
Art. 4º É dever da família, da comunidade, da sociedade em geral e do po-
der público assegurar, com absoluta prioridade, a efetivação dos direitos 
referentes à vida, à saúde, à alimentação, à educação, ao esporte, ao lazer, 
à profissionalização, à cultura, à dignidade, ao respeito, à liberdade e à 
convivência familiar e comunitária. A garantia de prioridade compreende: 
a) primazia de receber proteção e socorro em quaisquer circunstâncias; 
b) precedência de atendimento nos serviços públicos ou de relevância 
pública; c) preferência na formulação e na execução das políticas sociais 
públicas; d) destinação privilegiada de recursos públicos nas áreas rela-
cionadas com a proteção à infância e à juventude.
Fonte: Brasil, 1990.
Dentre as várias determinações contidas na lei, ao tratar dos direitos fundamentais 
voltados às crianças e adolescentes, e que devem ser considerados pela família, res-
ponsáveis, da comunidade, do Estado e da sociedade em geral, verifica-se o direito 
à saúde desde a gravidez, ao nascimento e desenvolvimento infantojuvenil, ao opor-
tunizar acesso à saúde pública por meio de programas e políticas voltadas à área, 
abarcando o Sistema Único de Saúde (SUS) bem como os serviços de assistência 
médica, odontológica e social, ofertando o atendimento e demais ações necessárias 
ao desenvolvimento de maneira gratuita.
10
Do Direito à Liberdade, ao Respeito e à Dignidade, compreende conforme a Lei em 
seu Art. 15 “A criança e o adolescente têm direito à liberdade, ao respeito e à digni-
dade como pessoas humanas em processo de desenvolvimento e como sujeitos de 
direitos civis, humanos e sociais garantidos na Constituição e nas leis” (Brasil, 1990, 
on-line). Assegurando, assim, a liberdade, a autonomia e o respeito, mantendo-os a 
salvo de qualquer forma discriminatória, violenta ou de exploração.
A menção ao direito à Convivência Familiar e Comunitária, inclui o fato de que toda 
criança ou adolescente deve ter assegurado o convívio familiar e com a comunidade, 
seja na família original ou em caso específicos com famílias substitutas, bem como 
o respeito da guarda, tutela e adoção, com todo o suporte necessário oferecido por 
programas e políticas para tal fim.
Outro direito contido na lei, diz respeito à Educação, Cultura, Esporte e Lazer, do qual 
as crianças e adolescentes precisam ter acesso para seu pleno desenvolvimento, 
enquanto cidadãos. Quanto ao Direito à Profissionalização e à Proteção no Trabalho, 
enquadra-se, basicamente, o fato de o trabalho ser proibido a menores de 14 anos 
de idade, bem como o direcionamento para ações profissionalizantes quando devi-
do, de modo a direcionar os jovens ao mercado de trabalho, sem que isso prejudique 
seus demais direitos como o de educação, por exemplo.
Figura 1 – Direitos fundamentais contidos no ECA
Fonte: Acervo da conteudista. 
#ParaTodosVerem: infográfico com retângulos interligados por linhas sobre os direitos fundamentais contidosno Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA). À esquerda, Direitos Fundamentais. À direita, coluna com cinco 
retângulos. De cima para baixo, Direito à vida e à saúde; Direito à liberdade, ao respeito e à dignidade; Direito à 
convivência familiar e comunitária; Direito à educação, à cultura, ao esporte e ao lazer; Direito à profissionaliza-
ção e à proteção no trabalho. Fim da descrição.
11
Na sequência dos direitos que são fundamentais das crianças e dos adolescentes, a 
lei contempla um capítulo específico para tratar da prevenção, que abarca diversos 
aspectos relacionados a esse tema. Como característica principal, o artigo 70 enfa-
tiza que “é dever de todos prevenir a ocorrência de ameaça ou violação dos direitos 
da criança e do adolescente” (Brasil, 1990, on-line). Contém também as particulari-
dades deste item, incluindo as entidades de atendimento, a fiscalização, bem como 
medidas de proteção.
Outro ponto muito importante a ser tratado são os atos infracionais cometidos pelas 
crianças e adolescentes que, caso necessário, terão medidas e penalidades especí-
ficas e consequentes de seus atos, dentre elas medidas socioeducativas, conforme 
legislação para tal fim.
Art. 112. Verificada a prática de ato infracional, a autoridade competente 
poderá aplicar ao adolescente as seguintes medidas:
I - advertência;
II - obrigação de reparar o dano;
III - prestação de serviços à comunidade;
IV - liberdade assistida;
V - inserção em regime de semiliberdade;
VI - internação em estabelecimento educacional;
VII - qualquer uma das previstas no art. 101, I a VI.
§ 1º A medida aplicada ao adolescente levará em conta a sua capacidade 
de cumpri-la, as circunstâncias e a gravidade da infração.
§ 2º Em hipótese alguma e sob pretexto algum, será admitida a prestação 
de trabalho forçado.
§ 3º Os adolescentes portadores de doença ou deficiência mental rece-
berão tratamento individual e especializado, em local adequado às suas 
condições. 
Fonte: Brasil, 1990.
12
Dessa forma, ao passo que o Estatuto prevê os direitos, considera também os deve-
res e, sobretudo, as consequências de atos infracionais que, porventura, crianças e 
adolescentes venham a cometer.
Em continuidade ao que contempla o Estatuto da Criança e do Adolescente, encon-
tram-se as medidas direcionadas aos pais ou responsáveis. Além disso, por meio do 
ECA surgem conselhos de direito, como o Conselho Tutelar, encarregado de zelar 
pelas crianças e adolescentes com relação aos direitos que possuem. De acordo 
com a Lei n.º 8.069/90, em seu Art. 131, verifica-se que “O Conselho Tutelar é órgão 
permanente e autônomo, não jurisdicional, encarregado pela sociedade de zelar pelo 
cumprimento dos direitos da criança e do adolescente, definidos nesta Lei”. Está in-
cluída neste item a escolha dos conselheiros, assim como as atribuições cabíveis ao 
conselho em questão.
São consideradas também na lei, o acesso à justiça por parte das crianças e adoles-
centes e as particularidades cabíveis a esse atendimento, e a respeito dos crimes e 
das infrações administrativas.
Importante
De modo geral, pode-se compreender que o ECA estabelece 
direitos às crianças e adolescentes. Tais direitos estão relacio-
nados à vida, saúde, alimentação, educação, lazer, profissio-
nalização, cultura, dignidade humana, o respeito, assim como 
a liberdade, o convívio familiar e comunitário, igualmente está 
voltado para atender aspectos voltados às políticas de atendi-
mento, medidas protetivas ou socioeducativas, e diversas ou-
tras providências.
Consoante as considerações apresentadas, ainda que brevemente a respeito do 
Estatuto da Criança e do Adolescente, fica evidente que ele representa uma con-
quista legal que ampara e principalmente esclarece em determinações legais os di-
reitos e deveres voltados para esse público, reconhecendo-o como sujeito social.
Trocando Ideias
Como visto, o ECA foi estabelecido pela Lei no 8.069 de 1990. 
Você considera que todas as suas atribuições estão sendo apli-
cadas e as crianças estão com seus direitos garantidos plena-
mente? Considera que ainda hoje é um desafio implementá-lo 
em sua completude?
13
Estatuto da Criança e do 
Adolescente e a Educação
Dentre as várias atribuições legais para as crianças e adolescentes, o ECA determina 
o direito à educação, mas o que de fato se relaciona à educação e quais as contribui-
ções do estatuto nesse sentido?
A partir de seu estudo, torna-se evidente que o ECA também representou um marco de 
desenvolvimento no âmbito da educação básica no Brasil, primeiro porque foi desenvol-
vido em um período em que muitas mudanças estavam sendo pensadas para essa área. 
Em segundo lugar, porque foi estabelecido, após as determinações da Constituição 
Federal de 1988 e, ademais, antecede a Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional.
Verifique o que consta no ECA com relação à educação:
Art. 53. A criança e o adolescente têm direito à educação, visando ao ple-
no desenvolvimento de sua pessoa, preparo para o exercício da cidadania 
e qualificação para o trabalho, assegurando-se-lhes:
I - igualdade de condições para o acesso e permanência na escola;
II - direito de ser respeitado por seus educadores;
III - direito de contestar critérios avaliativos, podendo recorrer às instân-
cias escolares superiores;
IV - direito de organização e participação em entidades estudantis; 
V - acesso à escola pública e gratuita próxima de sua residência.
Parágrafo único. É direito dos pais ou responsáveis ter ciência do processo 
pedagógico, bem como participar da definição das propostas educacionais. 
Fonte: Brasil, 1990.
Ao assegurar tais direitos e tratar especificamente da educação nos Art. 53 ao 59, é 
possível identificar as várias caracterizações desse direito à educação por parte das 
crianças e adolescentes. Trata-se, assim, de aspectos gerais, bem como do dever 
do Estado, do respeito por parte dos alunos no processo educativo, assim como a 
obrigatoriedade dos pais ou responsáveis de efetivarem matrículas, na escola, das 
crianças e adolescentes que estão sob suas responsabilidade.
14
Para além dessas atribuições, há uma relação da educação estabelecida entre a es-
cola e o Conselho Tutelar, em que o Conselho deverá ser avisado em caso de faltas 
excessivas, repetência ou percepção de maus-tratos.
Conforme o ECA e a educação como um direito, pode-se considerar com base nas 
contribuições de Lamenza e Machado (2012, p. 95), que:
a educação infanto juvenil compreende o processo de transmissão de co-
nhecimentos à criança e ao adolescente sobre os mais variados ramos do 
saber humano, tarefa de competência do Estado (por si só ou por delega-
ção), fazendo com que sejam estimuladas a capacidade de aprendizado, 
a criação e difusão de idéias próprias e a formação do público infantoju-
venil para o exercício da cidadania plena, com preparo suficiente para o 
ingresso no mercado de trabalho.
Tais considerações possuem também embasamento na Constituição Federal, que 
promulga:
Art. 205. A educação, direito de todos e dever do Estado e da família, 
será promovida e incentivada com a colaboração da sociedade, visando 
ao pleno desenvolvimento da pessoa, seu preparo para o exercício da ci-
dadania e sua qualificação para o trabalho 
Fonte: Brasil, 1988.
O direito à educação está diretamente vinculado a outros direitos como o respeito, 
inclusão, igualdade e outros tantos, relacionados à inserção e permanência do es-
tudante na escola que, por sua vez, deve manter foco democrático e dinâmico que 
capacite e forme indivíduos para a sociedade enquanto cidadãos atuantes.
Ao passo que o ECA assegura legalmente o direito das crianças e adolescentes à 
educação, a LDB n.º 9.394/1996, irá tratar, dentre outras condicionantes da educa-
ção, sobre a educação que deve ser ofertada a todos. Dentre os diversos condicio-
nantes educativos contidos na LDB, constam o papel das instituições de ensino e 
também dos professores. Observe o Quadro a seguir.
15
Quadro 2 – Incumbênciasdas Instituições de ensino e dos professores, segundo a LDB
Incumbências
Instituições de Ensino Professores
Elaborar e executar sua proposta 
pedagógica e administrar seu pessoal 
e recursos materiais e financeiros.
Participar da elaboração da proposta 
pedagógica do estabelecimento.
Assegurar o cumprimento dos dias 
letivos e horas-aula estabelecidas.
Elaborar e cumprir plano de trabalho, 
conforme a proposta pedagógica da 
instituição.
Cumprir com o plano de trabalho de 
cada docente e prover meios para 
a recuperação dos alunos de menor 
rendimento. 
Zelar pela aprendizagem dos alunos.
Articular-se com as famílias e a 
comunidade, criando processos 
de integração da sociedade com 
a escola, e manter os pais ou 
responsáveis cientes do cotidiano 
escolar do estudante.
Estabelecer estratégias de 
recuperação para os alunos de menor 
rendimento.
Notificar o Conselho Tutelar em 
casos específicos e previstos por lei, 
como o excesso de faltas.
Ministrar os dias letivos e horas-aula 
estabelecidos.
Promover medidas de 
conscientização, prevenção e 
combate a todos os tipos de 
violência, no âmbito escolar.
Participar dos períodos dedicados 
ao planejamento, à avaliação e ao 
desenvolvimento profissional.
Estabelecer ações destinadas a 
promover a cultura de paz nas 
escolas.
Colaborar com as atividades de 
articulação da escola com as famílias e 
a comunidade
Fonte: Adaptado de LDB, 1996.
A gestão democrática é outro aspecto fundamental para a educação e que mantém 
a relação entre a LDB e o ECA, ao possibilitar a participação e o reconhecimento do 
aluno enquanto sujeito atuante de sua formação, integrando também a escola e a 
comunidade de maneira democrática, inclusiva e igualitária.
16
Importante
O ECA, no contexto escolar, reforça e reassegura o direito que 
as crianças e adolescentes têm à educação e para além disso, 
na prática, esse acesso à educação deve assegurar também a 
permanência, a integração, interação e inclusão, para que efeti-
vamente a aprendizagem seja significativa e prazerosa, forma-
dora de cidadãos.
Quanto às medidas protetivas das crianças e adolescentes, também podem ser dire-
cionadas na escola para o Conselho Tutelar, caso sejam percebidos indícios de maus-
-tratos ou em casos como faltas excessivas, além de comportamento inadequado.
Na educação, pode-se considerar que a LDB e o ECA caminham juntos no que se 
refere ao direito de acesso e permanência nas instituições de ensino, bem como a 
obrigatoriedade da oferta de vagas gratuita atendendo a demanda e premissa de que 
a educação é um direito de todos e um dever do Estado e da família em assegurar aos 
estudantes tais direitos que culmine em uma formação cidadã, crítica e reflexiva.
Mediante informações anteriores, ressalta-se que tão importante quanto a existên-
cia das leis aqui contempladas é a sua aplicabilidade efetiva, que assegure realmente 
tais direitos às crianças e adolescentes. Pois embora várias ações sejam, ainda hoje, 
desafiadoras, precisam ser implementadas com eficácia para que os objetivos de 
tais medidas sejam atingidos com excelência.
A partir dessas leituras, foi possível compreender que o ECA é um grande marco de 
direitos para esse grupo, entendendo-os como cidadãos de direitos, assegurando-
-lhes o desenvolvimento pleno para a cidadania. Ainda que desafiador, as premissas 
contidas no ECA possibilitaram e ainda possibilitam a muitas crianças e adolescen-
tes o amparo quanto a saúde, lazer, cultura, educação, dignidade humana, liberdade, 
convívio familiar e profissionalização.
O direito à educação preconizado no ECA, aliado a outras leis como a Constituição 
Federal, a LDB e tantas outras políticas que atendam a diversidade da qual o país é 
composto no que tange a educação, fomentam o desenvolvimento e capacitação 
infantojuvenil de maneira democrática e inclusiva, possibilitando a esses indivíduos 
a formação para a cidadania.
Que estes textos tenham possibilitado inquietações que motivem a aprofundar ain-
da mais e manter-se sempre atualizado sobre os assuntos aqui tratados.
17
O Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA) é uma legislação fundamental que 
reconhece a importância da proteção integral, garantindo direitos e delineando res-
ponsabilidades em relação às crianças e adolescentes. No contexto da escolariza-
ção, o ECA estabelece diretrizes essenciais para a garantia do acesso, permanência 
e qualidade na educação, assegurando um ambiente seguro e propício ao desenvol-
vimento pleno desses jovens.
Dentro do ECA, encontramos uma série de direitos assegurados às crianças e ado-
lescentes, incluindo o direito à educação de qualidade, à proteção contra qualquer 
forma de violência, à saúde, à convivência familiar e comunitária saudável, entre ou-
tros. Esses direitos formam a base para uma vivência digna e para o pleno desenvol-
vimento físico, mental, moral, espiritual e social das crianças e adolescentes.
Ao considerar o estatuto no contexto da escolarização, percebe-se a sua relevância 
na promoção de um ambiente educacional que respeita e promove os direitos fun-
damentais desses indivíduos em formação. A aplicação e o cumprimento do ECA 
são essenciais para garantir não apenas o acesso à educação, mas também o res-
peito à dignidade e à integridade das crianças e adolescentes, construindo bases 
sólidas para uma sociedade mais justa e igualitária.
Em Síntese
18
1 – Ao longo dos anos, no país, outras ações previstas em lei vigoraram no que se 
refere às crianças e aos adolescentes, uma delas, e que antecedeu a promulgação 
do ECA foi o Código de Menores sob a Lei n.º 6.697, de 10 de outubro de 1979. De 
acordo com esse Código, previam-se ações para o menor em situação irregular. 
Analise as afirmativas a seguir quanto ao que caracterizava essa situação irregular:
I. Privado de condições essenciais à sua subsistência, como a saúde e instrução 
obrigatória.
II. Com desvio de conduta, devido não adaptação com a família ou comunidade, 
bem como quando comete ato infracional.
III. Vítima de maus tratos ou castigos imoderados impostos pelos pais ou responsável.
IV. Privado de representação ou assistência legal, pela falta eventual dos pais ou 
responsável.
Está correto o que se afirma em:
a) I, apenas.
b) I e IV, apenas.
c) II e III, apenas.
d) I, II e IV, apenas.
e) I, II, III e IV.
2 – Muitas foram as contribuições do ECA (Estatuto da Criança e do Adolescente), 
mudando as concepções e o atendimento direcionado a esse público, anterior-
mente. A respeito do estatuto, analise as afirmativas que seguem, considerando V 
para o que for verdadeiro e F para falso:
Atividades de Fixação
19
I. O ECA é uma lei voltada à atenção das crianças e adolescentes, contudo não 
vigora mais na atualidade.
II. Ele trata, essencialmente, dos direitos e deveres das crianças e adolescentes e 
possui grande representatividade no que tange conquistas legais para esse pú-
blico, assegurando, entre outros fatores, saúde, educação e dignidade.
III. O Estatuto da Criança e do Adolescente trata, exclusivamente, dos direitos desse 
público, seu texto não contém medidas socioeducativas para o menor quando 
comete ação passível de infração.
IV. Ele contém em seu texto os direitos das crianças e adolescentes em diversas 
áreas, considerando como sujeito de direitos e lhe assegurando a dignidade hu-
mana e o desenvolvimento para a cidadania.
As afirmativas são, respectivamente:
a) V, V, F, F.
b) F, V, F, V.
c) F, F, F, V.
d) V, F, F, V.
e) F, F, F, V.
3 – O conceito de criança e adolescente é algo que mudou ao longo da história, 
bem como sua função perante a sociedade. No Estatuto da Criança e do Adoles-
cente, consta no artigo 2º uma determinação com relação à faixa etária que repre-
senta a fase da infância e da adolescência. Nesse sentido, analise as afirmativas 
e assinale a que condiz com a idade cronológica para ser considerado criança e 
adolescente pelo ECA:
a) Considera-se criança a pessoa até dez anos de idade incompletos, e adolescente 
aquelaentre doze e vinte anos de idade.
b) Considera-se criança, para os efeitos desta Lei, a pessoa até doze anos de idade 
completos, e adolescente aquela entre doze e dezesseis anos de idade.
c) De acordo com o ECA, considera-se criança a pessoa até doze anos de idade 
incompletos, e adolescente aquela entre doze e dezoito anos de idade.
d) De acordo com o ECA, considera-se criança a pessoa até nove anos de idade 
completos, e adolescente aquela entre dez e dezoito anos de idade.
e) Considera-se criança, para os efeitos desta Lei, a pessoa até quinze anos de ida-
de, e adolescente aquela entre quinze e dezoito anos de idade.
20
4 – Ao visar o desenvolvimento para a cidadania, o ECA atribui uma série de direi-
tos, que, ao passo que assegura conquistas para esse grupo, os direciona também 
a deveres de modo que esses direitos se façam valer, contudo ainda ocorre de o 
menor cometer atos infracionais. Nesse sentido, analise as afirmativas conside-
rando quais medidas devem ser tomadas pelas autoridades competentes, diante 
de ato infracional cometido pelo adolescente:
 
I. Advertência e a obrigação de reparar o dano.
II. Liberdade assistida; inserção somente em regime fechado; internação em esta-
belecimento educacional.
III. Prestação de serviços à comunidade.
IV. Liberdade assistida; inserção em regime de semiliberdade; internação em esta-
belecimento educacional.
V. O adolescente infrator não tem penalidade.
Está correto o que se afirma em:
a) I, apenas.
b) I e IV, apenas.
c) II e III, apenas.
d) I, II e III, apenas.
e) I, III e IV, apenas.
5 – Ao ser instituído no país, o Estatuto da Criança e do Adolescente trouxe inova-
ções e conquistas significativas no que tange o atendimento a esse grupo. Ante-
riormente, vigorava o Código de Menores, que foi revogado com a promulgação 
do ECA. Com relação a essas duas leis que os compreende, analise as afirmativas 
que seguem:
I. O Código de Menores atendia todas as crianças e adolescentes do país e, por 
isso, era mais completo que o ECA.
II. O ECA atende somente o menor em situação irregular e vê no menor um sujeito 
de direitos.
III. O Código de Menores atende o menor em situação irregular e o compreende 
como um objeto de medidas judiciais.
IV. O ECA tem por finalidade a proteção integral às crianças e aos adolescentes, 
reconhecendo-os como sujeito de direitos.
Está correto o que se afirma em:
21
a) I, apenas.
b) I e II, apenas.
c) III e IV, apenas.
d) I, II e III, apenas.
e) I, III e IV, apenas.
6 – No decorrer do texto do Estatuto da Criança e do Adolescente, observam-se 
diversas atribuições, entre elas podem-se destacar os direitos fundamentais, que 
vão discorrer a respeito dos direitos que possuem, nas diversas áreas, necessários 
para o pleno desenvolvimento, que se objetiva assegurar com essa lei. Sobre o 
tema, analise as asserções que seguem:
I. Dos direitos fundamentais previstos no ECA, estão inseridos a saúde, a educação, 
a educação, o lazer, o esporte, a dignidade, a liberdade e outros, sendo eles de fun-
damental importância.
PORQUE
II. Sobretudo, as crianças e adolescentes menos favorecidos sofreriam com as dis-
criminações, os preconceitos e, muitas vezes, acabariam negligenciadas, dado o 
fato de que é pela lei que seus direitos fundamentais são assegurados.
A respeito das asserções, é correto afirmar que:
a) As asserções I e II são proposições verdadeiras, e a II é justificativa correta da I.
b) As asserções I e II são proposições verdadeiras, e a II não é justificativa correta da I.
c) A asserção I é proposição verdadeira, e a II é proposição falsa.
d) A asserção I é proposição falsa, e a II é proposição verdadeira.
e) As asserções I e II são proposições falsas.
7 – Priorizar a infância e a adolescência é primar pelo desenvolvimento de uma 
sociedade melhor, pois, ao passo que crianças e adolescentes tenham acesso à 
saúde, à educação, ao convívio em comunidade e outros, tornam-se cidadãos mais 
críticos e reflexivos frente às adversidades sociais enfrentadas. 
No contexto dos direitos fundamentais contidos no ECA, analise as afirmativas a 
seguir, considerando V para o que for verdadeiro e F para falso:
22
I. O direito à vida e à saúde trata do acesso à saúde pública desde o período gesta-
cional, assegurando que essa criança e o adolescente tenham acompanhamento 
médico sempre que necessário.
II. Quanto ao direito à liberdade, ao respeito e à dignidade compreende o desen-
volvimento das crianças e dos adolescentes enquanto sujeitos de direitos civis, 
humanos e sociais que são.
III. O direito à convivência familiar e comunitária está relacionado à família original, 
e não às famílias substitutas ou para os casos de guarda, tutela e adoção.
IV. Há, também, o direito à profissionalização, que abarca a proteção da criança e do 
adolescente, proibindo-os de trabalhar antes dos 14 anos de idade.
As afirmativas são, respectivamente:
a) V, V, F, V.
b) F, V, F, V.
c) F, F, F, V.
d) V, F, F, V.
e) F, F, F, V.
8 – Para além dos direitos das crianças, o Estatuto da Criança e do Adolescente 
traz as atribuições, ou seja, os deveres que os pais ou responsáveis bem como o 
que o Estado tem com eles. Um órgão público bastante citado é o Conselho Tute-
lar. A respeito dele, analise as afirmativas a seguir:
I. Em casos de suspeita de maus tratos à criança ou ao adolescente, o Conselho 
Tutelar deve ser informado.
II. O Conselho Tutelar está encarregado pela sociedade de zelar pelo cumprimento 
dos direitos da criança e do adolescente.
III. No ECA, observa-se a função do Conselho Tutelar, contudo não contém atribui-
ções, como a escolha dos conselheiros.
IV. Faz parte das atribuições do Conselho Tutelar atender e aconselhar os pais ou 
responsáveis.
Está correto o que se afirma em:
a) I, apenas.
b) I e IV, apenas.
c) II e III, apenas.
d) I, II e IV, apenas.
e) I, II, III e IV.
23
9 – Elaborado conforme o que apregoa a Constituição Federal de 1988, o ECA trata 
a educação como um direito de todos, mais especificamente em seu texto, um 
direito de toda a criança e adolescente de ter acesso e permanência na escolariza-
ção como meio para seu desenvolvimento enquanto cidadão. 
A respeito do ECA e da educação, analise as afirmativas e considere V para o que 
for verdadeiro e F para falso:
I. Está previsto no ECA igualdade de condições para o acesso e a permanência na 
escola.
II. Acesso à escola gratuita e pública longe da residência.
III. Conforme o ECA, os alunos não podem contestar os critérios avaliativos usados 
pelos docentes.
IV. O ECA prevê a educação como um preparo para o exercício da cidadania.
As afirmativas são, respectivamente:
a) V, V, F, V.
b) F, V, F, V.
c) F, F, F, V.
d) V, F, F, V.
e) F, F, F, V.
10 – A educação e a escolarização precisam fazer parte da infância e da adoles-
cência. De acordo com o ECA e com as Leis que regem o país, como a Constitui-
ção Federal e a Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional, a educação é um 
direito e, por isso, deve haver oferta que supra toda a demanda educativa do país 
de tal modo que crianças e adolescentes estejam frequentando a escola e, para 
além disso, estejam compreendendo os conteúdos e aprofundando seus saberes. 
A esse respeito, considere as asserções:
I. O direito de acesso e permanência na escolarização encontra-se diretamente vin-
culado a alguns outros direitos importantes aos indivíduos, como o respeito, a inclu-
são, a igualdade e a equidade, vivenciados no ambiente escolar.
PORQUE
II. A escola que possui gestão democrática dentro e fora de sala de aula e que per-
mite a participação dos estudantes em processos de ensino dinâmicos, estimulam a 
interação, a integração e o respeito, formando cidadãos atuantes e críticos.
24
A respeito das asserções, é correto afirmar que:
a) As asserções I e II são proposições verdadeiras, e a II é justificativa correta da I.
b) As asserções I e II são proposições verdadeiras, e a II não é justificativa correta da I.
c) A asserção I é proposição verdadeira,e a II é proposição falsa.
d) A asserção I é proposição falsa, e a II é proposição verdadeira.
e) As asserções I e II são proposições falsas.
Atenção, estudante! Veja o gabarito desta atividade de fixação no fim 
deste conteúdo.
25
ECA
Esse material consiste em um livro que traz o Estatuto da Criança e do Ado-
lescente com alguns breves comentários que irão esclarecer e facilitar a com-
preensão da lei que o constitui.
EQUIPE EUREKA. ECA: estatuto da criança e do adolescente. São Paulo: Eu-
reka, 2015.
A proteção constitucional de crianças e adolescentes e os direitos humanos
Neste livro é possível ter uma visão geral da proteção aos direitos da criança 
e do adolescente sob a ótica da Constituição Brasileira de 1988, ao anali-
sar em seu texto os direitos fundamentais de crianças e adolescentes, bem 
como as principais características dessa proteção, os motivos e os principais 
aspectos que a fundamentam.
MACHADO, M. de T. A proteção constitucional de crianças e adolescentes e 
os direitos humanos. Barueri, SP: Manole, 2003.
Livros
Material Complementar
Entrevista Antonio Carlos Gomes da Costa
Segue a indicação de leitura da entrevista concedida por Antonio Carlos Go-
mes da Costa, que foi um dos redatores da lei do estatuto em 1990. Nessa 
entrevista, ele apresentará seu posicionamento e conhecimentos relaciona-
dos ao Estatuto da Criança e do Adolescente.
ECA na escola – entrevista com o pedagogo Antonio Carlos Gomes da Costa. 
Disponível em:
https://bit.ly/3SsXQJq
Salvar o ECA
VIEIRA, Ana Luisa; PANI, Francisca; ABREU, Janaina. Salvar o ECA. 1. ed. São 
Paulo: Instituto Paulo Freire, 2015. 
Clique aqui para acessar.
Leituras
https://bit.ly/3SsXQJq
https://prosaber.org.br/comunidade/?p=7286
26
BRASIL. [Constituição Federal de 1988]. Constituição da República Federativa 
do Brasil de 1988. Brasília, DF: Presidência da República, [2023]. Disponível em: 
. Acesso em: 
13/12/2023.
BRASIL. Lei n.º 6.697, de 10 de outubro de 1979. Institui o Código de Menores. 
Brasília, DF: Presidência da República, [1979]. Disponível em: . Acesso em: 13/12/2023.
BRASIL. Lei n.º 8.069, de 13 de julho de 1990. Dispõe sobre o Estatuto da Criança 
e do Adolescente. Brasília, DF: Presidência da República, [2023]. Disponível em: 
. Acesso em: 13/12/2023.
BRASIL. Lei n.º 9.394, de 20 de dezembro de 1996. Lei de Diretrizes e Bases da 
Educação Nacional. Estabelece as diretrizes e bases da educação nacional. Brasília, 
DF: Presidência da República, [2009]. Disponível em: . Acesso em: 13/12/2023.
BRASIL. Lei n.º 13.257, de 8 de março de 2016. Dispõe sobre as políticas públicas para 
a primeira infância e altera a Lei n.º 8.069, de 13 de julho de 1990 (Estatuto da Criança 
e do Adolescente), o Decreto-Lei n.º 3.689, de 3 de outubro de 1941 (Código de 
Processo Penal), a Consolidação das Leis do Trabalho (CLT), aprovada pelo Decreto-
Lei n.º 5.452, de 1º de maio de 1943, a Lei n.º 11.770, de 9 de setembro de 2008, e a 
Lei n.º 12.662, de 5 de junho de 2012. Brasília, DF: Presidência da República, [2009]. 
Disponível em: . Acesso em: 13/12/2023.
LAMENZA, F.; MACHADO, A. C. da C. (orgs.). Estatuto da Criança e do Adolescente 
interpretado: artigo por artigo, parágrafo por parágrafo. Barueri, SP: Manole, 2012.
ROMÃO, L. F. de F. O Estatuto da Criança e do Adolescente no direito brasileiro: 
significados e desafios decorridos 25 anos da lei. In: ZAGAGLIA, R. A. et al. (orgs.). 
Criança e adolescente. Rio de Janeiro: Freitas Bastos, 2015, pp. 297-316.
Referências
27
Questão 1
e) I, II, III e IV.
Justificativa: Todas estão corretas, pois o menor em situação irregular é aquele que, 
por motivos diversos, encontra-se em condições mais precárias, de marginalização, 
abandono, de violação de direitos, ou que tenha cometido ato infracional.
Questão 2
b) F, V, F, V.
Justificativa: Ele trata, essencialmente, dos direitos e deveres das crianças e ado-
lescentes e possui grande representatividade no que tange conquistas legais para 
esse público, assegurando, entre outros fatores, saúde, educação e dignidade, bem 
como os considera sujeitos de direitos e lhe assegurando a dignidade humana e o 
desenvolvimento para a cidadania.
Questão 3
c) De acordo com o ECA, considera-se criança a pessoa até doze anos de idade 
incompletos, e adolescente aquela entre doze e dezoito anos de idade.
Justificativa: De acordo com o artigo 2º do ECA: “Art. 2º Considera-se criança, para 
os efeitos desta Lei, a pessoa até doze anos de idade incompletos, e adolescente 
aquela entre doze e dezoito anos de idade”. 
 
Questão 4
e) I, III e IV, apenas.
Justificativa: De acordo com o ECA: Art. 112. Verificada a prática de ato infracional, 
a autoridade competente poderá aplicar ao adolescente as seguintes medidas:
I - advertência;
II - obrigação de reparar o dano;
III - prestação de serviços à comunidade;
IV - liberdade assistida;
V - inserção em regime de semiliberdade;
VI - internação em estabelecimento educacional;
VII - qualquer uma das previstas no art. 101, I a VI.
Gabarito
28
Questão 5
c) III e IV, apenas.
Justificativa: Para o Código de Menores, o atendimento era direcionado somente 
ao menor em situação irregular, ou seja, em vulnerabilidade social, percebendo-os 
como objeto de medidas judiciais, já o ECA tem por finalidade atender todas as 
crianças e adolescentes, pois prevê a proteção integral para crianças e adolescentes, 
entendendo-os como sujeitos de direitos.
Questão 6
a) As asserções I e II são proposições verdadeiras, e a II é justificativa correta da I.
Justificativa: Os direitos fundamentais contidos no ECA legalizam e asseguram que 
todas as crianças tenham direito para que possam crescer e se desenvolver em uma 
sociedade mais justa e igualitária, que possibilite, de fato, o acesso à saúde e à edu-
cação e aos vários outros aspectos dos quais necessitam.
Questão 7
a) V, V, F, V.
Justificativa: O direito à saúde irá assegurar-lhes acesso e os devidos cuidados no 
que tange o acompanhamento da saúde da criança e do adolescente; a liberdade e 
dignidade humana reforçam a percepção desses indivíduos enquanto sujeitos de 
direitos, mantendo-os a salvo de qualquer forma discriminatória, violenta ou de ex-
ploração. O direito à convivência familiar e comunitária está relacionado tanto às 
famílias originais quanto às substitutas e para os casos de guarda, tutela e adoção.
Questão 8
d) I, II e IV, apenas.
Justificativa: Várias são as atribuições dadas ao Conselho Tutelar e contidas no 
Estatuto da Criança e do Adolescente, entre elas sempre comunicar o Conselho 
Tutelar em caso de suspeita de maus tratos, pois ele está encarregado de zelar pelo 
cumprimento dos direitos da criança e do adolescente, por isso, faz parte das suas 
atribuições atender e aconselhar os pais ou responsável. Além disso, no ECA, cons-
tam também particularidades de itens, como a escolha dos conselheiros.
29
Questão 9
d) V, F, F, V.
Justificativa: Conforme o Artigo 53 do ECA, observa-se: Art. 53. A criança e 
o adolescente têm direito à educação, visando ao pleno desenvolvimento de 
sua pessoa, preparo para o exercício da cidadania e qualificação para o trabalho, 
assegurando-se-lhes:
I - igualdade de condições para o acesso e permanência na escola;
II - direito de ser respeitado por seus educadores;
III - direito de contestarcritérios avaliativos, podendo recorrer às instâncias escola-
res superiores;
IV - direito de organização e participação em entidades estudantis;
V - acesso à escola pública e gratuita próxima de sua residência.
Questão 10
a) As asserções I e II são proposições verdadeiras, e a II é justificativa correta da I.
Justificativa: O direito à educação precisa assegurar também os direitos de intera-
ção, respeito, igualdade e equidade, que, no ambiente escolar, possibilitará forma-
ção muito mais completa se aliada à gestão e um fazer pedagógico democráticos, 
efetivem tais ações e formem indivíduos críticos e reflexivos, cidadãos que possam 
contribuir com a sociedade.
	Objetivos da Unidade
	Introdução
	Considerações Iniciais sobre o ECA
	Direitos e Deveres
	Estatuto da Criança e do 
Adolescente e a Educação
	Em Síntese
	Atividades de Fixação
	Material Complementar
	Referências
	Gabarito
	Marcador 11
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