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Ementa e Acórdão
22/04/2024 PRIMEIRA TURMA
REFERENDO NA RECLAMAÇÃO 66.527 PARAÍBA
RELATOR : MIN. FLÁVIO DINO
RECLTE.(S) : INSTITUTO DE PSICOL CLINICA EDUCACIONAL E 
PROFISSIONAL 
ADV.(A/S) :EDUARDO GOMES DE CARVALHO E OUTRO(A/S)
RECLDO.(A/S) : JUIZ DE DIREITO DA 6º VARA CÍVEL DA 
COMARCA DA CAPITAL DO ESTADO DA PARAÍBA 
ADV.(A/S) :SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS 
BENEF.(A/S) :DIMPI GESTAO EM SAUDE LTDA 
ADV.(A/S) :VITOR ALVES FORTES E OUTRO(A/S)
EMENTA
REFERENDO EM MEDIDA CAUTELAR EM RECLAMAÇÃO. 
BLOQUEIO DE RECURSOS DE ORGANIZAÇÃO SOCIAL. CONTAS 
VINCULADAS A CONTRATOS DE GESTÃO PARA EXECUÇÃO DE 
AÇÕES DE SAÚDE PÚBLICA. DESCUMPRIMENTO DAS TESES 
FIXADAS NAS ADPF nº 275, nº 664 E nº 1.012. VIOLAÇÃO AO 
PRINCÍPIO DA SEPARAÇÃO DOS PODERES, DA EFICIÊNCIA E DA 
CONTINUIDADE DOS SERVIÇOS PÚBLICOS. MEDIDA 
CAUTELAR REFERENDADA.
1. Na ADPF 664, esta Corte declarou a inconstitucionalidade das 
decisões judiciais que determinam o bloqueio de verbas públicas 
destinadas à saúde em contas vinculadas a contratos de gestão para 
execução de ações de saúde pública.
2. A jurisprudência do Supremo Tribunal Federal não admite o 
bloqueio indiscriminado de verbas públicas por meio de decisões 
judiciais, sob pena de afronta ao art. 167, VI, da CF, e ao modelo 
constitucional de organização das finanças públicas, ao princípio da 
separação dos poderes (art. 2º, CF), ao princípio da eficiência (art. 37, 
caput, CF) e ao princípio da continuidade dos serviços públicos (art. 175, 
CF).
3. Medida cautelar referendada.
Supremo Tribunal Federal
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço
http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 880A-966A-C4CB-1900 e senha 905F-F253-4A07-0078
Supremo Tribunal FederalSupremo Tribunal Federal
Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 9
Ementa e Acórdão
RCL 66527 REF / PB 
ACÓRDÃO
Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros do 
Supremo Tribunal Federal, por unanimidade de votos, em referendar a 
medida cautelar concedida, nos termos do voto do Relator e em sessão 
virtual da Primeira Turma de 12 a 19 de abril de 2024, na conformidade 
da ata de julgamento.
Brasília, 12 a 19 de abril de 2024.
Ministro Flávio Dino
Relator
2 
Supremo Tribunal Federal
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço
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Supremo Tribunal Federal
RCL 66527 REF / PB 
ACÓRDÃO
Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros do 
Supremo Tribunal Federal, por unanimidade de votos, em referendar a 
medida cautelar concedida, nos termos do voto do Relator e em sessão 
virtual da Primeira Turma de 12 a 19 de abril de 2024, na conformidade 
da ata de julgamento.
Brasília, 12 a 19 de abril de 2024.
Ministro Flávio Dino
Relator
2 
Supremo Tribunal Federal
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 9
Relatório
22/04/2024 PRIMEIRA TURMA
REFERENDO NA RECLAMAÇÃO 66.527 PARAÍBA
RELATOR : MIN. FLÁVIO DINO
RECLTE.(S) : INSTITUTO DE PSICOL CLINICA EDUCACIONAL E 
PROFISSIONAL 
ADV.(A/S) :EDUARDO GOMES DE CARVALHO E OUTRO(A/S)
RECLDO.(A/S) : JUIZ DE DIREITO DA 6º VARA CÍVEL DA 
COMARCA DA CAPITAL DO ESTADO DA PARAÍBA 
ADV.(A/S) :SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS 
BENEF.(A/S) :DIMPI GESTAO EM SAUDE LTDA 
ADV.(A/S) :VITOR ALVES FORTES E OUTRO(A/S)
RELATÓRIO
O SENHOR MINISTRO FLÁVIO DINO (Relator): Trata-se de 
referendo de medida cautelar por mim concedida em reclamação assim 
relatada:
“O Instituto de Psicologia Clínica Educacional e 
Profissional ajuizou reclamação contra decisão proferida em 
cumprimento de sentença na Ação Monitória nº 0855839-
33.2019.8.15.2001, que determinou o bloqueio de R$1.681.508,51 
de conta bancária de titularidade do reclamante.
O reclamante afirma que é associação civil de direito 
privado, sem fins lucrativos, de natureza filantrópica, que tem 
por objetivos gerais apoiar, gerir e desenvolver ações nas áreas 
da assistência, saúde, educação, promovendo a inclusão social, 
razão pela qual atua em colaboração com o poder público por 
meio de contratos de gestão.
Relata que, no ano de 2019, ‘mantinha relação contratual com 
o Estado da Paraíba decorrente dos Contratos de Gestão para 
gerenciamento e operacionalização do Hospital Geral de Mamanguape 
e o Hospital Metropolitano Dom José Maria Pires’.
Afirma que em, 26 de janeiro de 2020, foi finalizada a 
Supremo Tribunal Federal
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço
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22/04/2024 PRIMEIRA TURMA
REFERENDO NA RECLAMAÇÃO 66.527 PARAÍBA
RELATOR : MIN. FLÁVIO DINO
RECLTE.(S) : INSTITUTO DE PSICOL CLINICA EDUCACIONAL E 
PROFISSIONAL 
ADV.(A/S) :EDUARDO GOMES DE CARVALHO E OUTRO(A/S)
RECLDO.(A/S) : JUIZ DE DIREITO DA 6º VARA CÍVEL DA 
COMARCA DA CAPITAL DO ESTADO DA PARAÍBA 
ADV.(A/S) :SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS 
BENEF.(A/S) :DIMPI GESTAO EM SAUDE LTDA 
ADV.(A/S) :VITOR ALVES FORTES E OUTRO(A/S)
RELATÓRIO
O SENHOR MINISTRO FLÁVIO DINO (Relator): Trata-se de 
referendo de medida cautelar por mim concedida em reclamação assim 
relatada:
“O Instituto de Psicologia Clínica Educacional e 
Profissional ajuizou reclamação contra decisão proferida em 
cumprimento de sentença na Ação Monitória nº 0855839-
33.2019.8.15.2001, que determinou o bloqueio de R$1.681.508,51 
de conta bancária de titularidade do reclamante.
O reclamante afirma que é associação civil de direito 
privado, sem fins lucrativos, de natureza filantrópica, que tem 
por objetivos gerais apoiar, gerir e desenvolver ações nas áreas 
da assistência, saúde, educação, promovendo a inclusão social, 
razão pela qual atua em colaboração com o poder público por 
meio de contratos de gestão.
Relata que, no ano de 2019, ‘mantinha relação contratual com 
o Estado da Paraíba decorrente dos Contratos de Gestão para 
gerenciamento e operacionalização do Hospital Geral de Mamanguape 
e o Hospital Metropolitano Dom José Maria Pires’.
Afirma que em, 26 de janeiro de 2020, foi finalizada a 
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 9
Relatório
RCL 66527 REF / PB 
execução do último contrato de gestão vigente, rescindido de 
forma unilateral pelo Estado da Paraíba, sem que o ente 
realizasse o repasse das verbas em atraso, necessárias à quitação 
dos valores devidos aos trabalhadores, empresas contratadas e 
fornecedores, o que ensejou na propositura de diversas ações 
trabalhistas e cíveis, ensejando na penhora ora discutida.
Ressalta que ‘em muitos casos o Estado devedor não foi 
condenado solidariamente e até a presente data não realizou os devidos 
repasses, perpetrando verdadeiro calote’.
Cita que passou a firmar acordos para pagamento das 
condenações, o que viabilizava a quitação parcelada. No 
entanto, tendo em vista a existência de contrato de gestão entre 
a peticionária e o Estado do Rio de Janeiro, com repasse mensal 
de R$ 15.000.000,00, as partes passarama recusar os acordos.
Requer a concessão da tutela de urgência a fim de que seja 
revogada a constrição judicial. Pleiteia a procedência da 
reclamação a fim de que seja cassada a decisão de origem e 
devolvido o dinheiro objeto de bloqueio.”
É o relatório.
2 
Supremo Tribunal Federal
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço
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Supremo Tribunal Federal
RCL 66527 REF / PB 
execução do último contrato de gestão vigente, rescindido de 
forma unilateral pelo Estado da Paraíba, sem que o ente 
realizasse o repasse das verbas em atraso, necessárias à quitação 
dos valores devidos aos trabalhadores, empresas contratadas e 
fornecedores, o que ensejou na propositura de diversas ações 
trabalhistas e cíveis, ensejando na penhora ora discutida.
Ressalta que ‘em muitos casos o Estado devedor não foi 
condenado solidariamente e até a presente data não realizou os devidos 
repasses, perpetrando verdadeiro calote’.
Cita que passou a firmar acordos para pagamento das 
condenações, o que viabilizava a quitação parcelada. No 
entanto, tendo em vista a existência de contrato de gestão entre 
a peticionária e o Estado do Rio de Janeiro, com repasse mensal 
de R$ 15.000.000,00, as partes passaram a recusar os acordos.
Requer a concessão da tutela de urgência a fim de que seja 
revogada a constrição judicial. Pleiteia a procedência da 
reclamação a fim de que seja cassada a decisão de origem e 
devolvido o dinheiro objeto de bloqueio.”
É o relatório.
2 
Supremo Tribunal Federal
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 9
Voto - MIN. FLÁVIO DINO
22/04/2024 PRIMEIRA TURMA
REFERENDO NA RECLAMAÇÃO 66.527 PARAÍBA
VOTO
O SENHOR MINISTRO FLÁVIO DINO (Relator): Deferi a medida 
cautelar nos seguintes termos:
“Os paradigmas de controle apontados pelo reclamante 
são as decisões proferidas nos autos da ADPF 275 (Rel. Min. 
Alexandre de Moraes), ADPF 664 (Rel. Min. Alexandre de 
Moraes) e ADPF 1.012 (Rel. Min. Edson Fachin).
No julgamento da ADPF 485, esta Corte decidiu que 
‘verbas estaduais não podem ser objeto de bloqueio, penhora e/ou 
sequestro para pagamento de valores devidos em ações trabalhistas, 
ainda que as empresas reclamadas detenham créditos a receber da 
administração pública estadual, em virtude do disposto no art. 167, VI 
e X, da CF, e do princípio da separação de poderes (art. 2º da CF)’ . Na 
ADPF 275, o STF reafirmou seu entendimento.
A jurisprudência do Supremo Tribunal Federal não admite 
a constrição indiscriminada de verbas públicas por meio de 
decisões judiciais, sob pena de afronta ao art. 167, VI, da CF, e 
ao modelo constitucional de organização orçamentária das 
finanças públicas, ao princípio da separação dos poderes (art. 
2º, CF), ao princípio da eficiência (art. 37, caput, CF) e ao 
princípio da continuidade dos serviços públicos (art. 175, CF).
Na ADPF 664, esta Corte julgou procedente o pedido para 
declarar a inconstitucionalidade das decisões judiciais que 
determinaram a constrição de verbas públicas oriundas do 
Fundo Estadual de Saúde em contas vinculadas a contratos de 
gestão ou termos de parceria para a execução de ações de 
saúde pública:
‘A Jurisprudência da CORTE não admite a constrição 
indiscriminada de verbas públicas por meio de decisões 
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Supremo Tribunal Federal
22/04/2024 PRIMEIRA TURMA
REFERENDO NA RECLAMAÇÃO 66.527 PARAÍBA
VOTO
O SENHOR MINISTRO FLÁVIO DINO (Relator): Deferi a medida 
cautelar nos seguintes termos:
“Os paradigmas de controle apontados pelo reclamante 
são as decisões proferidas nos autos da ADPF 275 (Rel. Min. 
Alexandre de Moraes), ADPF 664 (Rel. Min. Alexandre de 
Moraes) e ADPF 1.012 (Rel. Min. Edson Fachin).
No julgamento da ADPF 485, esta Corte decidiu que 
‘verbas estaduais não podem ser objeto de bloqueio, penhora e/ou 
sequestro para pagamento de valores devidos em ações trabalhistas, 
ainda que as empresas reclamadas detenham créditos a receber da 
administração pública estadual, em virtude do disposto no art. 167, VI 
e X, da CF, e do princípio da separação de poderes (art. 2º da CF)’ . Na 
ADPF 275, o STF reafirmou seu entendimento.
A jurisprudência do Supremo Tribunal Federal não admite 
a constrição indiscriminada de verbas públicas por meio de 
decisões judiciais, sob pena de afronta ao art. 167, VI, da CF, e 
ao modelo constitucional de organização orçamentária das 
finanças públicas, ao princípio da separação dos poderes (art. 
2º, CF), ao princípio da eficiência (art. 37, caput, CF) e ao 
princípio da continuidade dos serviços públicos (art. 175, CF).
Na ADPF 664, esta Corte julgou procedente o pedido para 
declarar a inconstitucionalidade das decisões judiciais que 
determinaram a constrição de verbas públicas oriundas do 
Fundo Estadual de Saúde em contas vinculadas a contratos de 
gestão ou termos de parceria para a execução de ações de 
saúde pública:
‘A Jurisprudência da CORTE não admite a constrição 
indiscriminada de verbas públicas por meio de decisões 
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 9
Voto - MIN. FLÁVIO DINO
RCL 66527 REF / PB 
judiciais, sob pena de afronta ao preceito contido no art. 
167, VI, da CF, e ao modelo constitucional de organização 
orçamentária das finanças públicas. Além disso, as 
decisões impugnadas na presente arguição afrontam o 
preceito da separação funcional de poderes (art. 2º c/c art. 
60, § 4º, III, da CF), o princípio da eficiência da 
Administração Pública (art. 37, caput, da CF) e o princípio 
da continuidade dos serviços públicos (art. 175 da CF).
A possibilidade de constrição judicial de receita 
pública é absolutamente excepcional. O texto 
constitucional o permite apenas em hipóteses que 
envolvem o pagamento de dívidas do Poder Público 
mediante o sistema de precatórios, conforme o art. 100, § 
6º, da CF, ao tratar da possibilidade de sequestro de verbas 
em caso de preterição da ordem de pagamento.
Conforme apreciado pelo SUPREMO TRIBUNAL 
FEDERAL no julgamento da ADI 1662 (Rel. Min. 
MAURÍCIO CORRÊA, Tribunal Pleno, DJ de 19/9/2003), é 
inconstitucional a ampliação dessas hipóteses 
constitucionais de sequestro, tal como pretendido na 
hipótese.
[…] 
Na ADPF 1.012, a Corte reafirmou o entendimento 
exposto acima.
No presente caso, há ordem de bloqueio de R$1.681.508,51 
de ativos de titularidade do reclamante de forma indistinta 
(eDoc. 23). O reclamante pediu a reconsideração da decisão 
reclamada. O Juízo de 1º grau indeferiu o pedido:
‘não logrou êxito a impugnante em demonstrar que a 
quantia bloqueada na aludida conta bancária da Promovida, de 
fato, é destinada para receber tais recursos públicos, uma vez 
que o extrato ID 53258263 demonstra apenas a realização e 
recebimento de transferência, não evidenciando qualquer relaçãocom o contrato de gestão em referência.
2 
Supremo Tribunal Federal
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Supremo Tribunal Federal
RCL 66527 REF / PB 
judiciais, sob pena de afronta ao preceito contido no art. 
167, VI, da CF, e ao modelo constitucional de organização 
orçamentária das finanças públicas. Além disso, as 
decisões impugnadas na presente arguição afrontam o 
preceito da separação funcional de poderes (art. 2º c/c art. 
60, § 4º, III, da CF), o princípio da eficiência da 
Administração Pública (art. 37, caput, da CF) e o princípio 
da continuidade dos serviços públicos (art. 175 da CF).
A possibilidade de constrição judicial de receita 
pública é absolutamente excepcional. O texto 
constitucional o permite apenas em hipóteses que 
envolvem o pagamento de dívidas do Poder Público 
mediante o sistema de precatórios, conforme o art. 100, § 
6º, da CF, ao tratar da possibilidade de sequestro de verbas 
em caso de preterição da ordem de pagamento.
Conforme apreciado pelo SUPREMO TRIBUNAL 
FEDERAL no julgamento da ADI 1662 (Rel. Min. 
MAURÍCIO CORRÊA, Tribunal Pleno, DJ de 19/9/2003), é 
inconstitucional a ampliação dessas hipóteses 
constitucionais de sequestro, tal como pretendido na 
hipótese.
[…] 
Na ADPF 1.012, a Corte reafirmou o entendimento 
exposto acima.
No presente caso, há ordem de bloqueio de R$1.681.508,51 
de ativos de titularidade do reclamante de forma indistinta 
(eDoc. 23). O reclamante pediu a reconsideração da decisão 
reclamada. O Juízo de 1º grau indeferiu o pedido:
‘não logrou êxito a impugnante em demonstrar que a 
quantia bloqueada na aludida conta bancária da Promovida, de 
fato, é destinada para receber tais recursos públicos, uma vez 
que o extrato ID 53258263 demonstra apenas a realização e 
recebimento de transferência, não evidenciando qualquer relação 
com o contrato de gestão em referência.
2 
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 9
Voto - MIN. FLÁVIO DINO
RCL 66527 REF / PB 
(…)
ainda que houvesse prova de que os valores bloqueados 
eram oriundos de repasses públicos, os serviços de diagnósticos 
realizados pelo autor, ora, impugnado, por força do contrato ID 
24455692, compõem o próprio serviço de saúde prestado pelo 
impugnante, de modo que os recursos bloqueados mostram-se 
penhoráveis por serem destinados para aplicação na saúde, ou 
seja, para quitação do débito advindo do serviço de saúde 
prestado pela autora/impugnada.’
A reclamação foi instruída de prova documental pré-
constituída de que a conta corrente nº 0003619-6, Agência 1631, 
objeto do bloqueio, é a mesma para a qual o Estado do Rio de 
Janeiro efetua repasses financeiros relativos à execução do 
Contrato de Gestão nº 004/2021.
As provas documentais são: Ofício por meio do qual o 
Diretor Executivo do IPCEP informa à Subsecretaria de 
Acompanhamento de Contratos de Gestão do Estado do Rio de 
Janeiro que a conta 0003619-6 será utilizada para a execução do 
Contrato nº 004/2021 (eDOC. 10); Ofício enviado pela Secretaria 
de Estado de Saúde para o IPCEP em que informa que foram 
identificados bloqueios por ordem judicial na conta 0003619-6 
(eDOC. 12); Comunicação Interna emitida pelo Subsecretário de 
Auditoria e Controle na qual declara que o valor bloqueado da 
conta bancária ‘trata de repasse da Secretaria de Estado de Saúde 
(SES/RJ) para gerir o Complexo da Penha, tendo em vista o Contrato 
de Gestão nº 004/2021 firmado com a OSS IPCEP’ (eDOC. 13); 
Petição da PGE-RJ, nos autos do cumprimento de sentença, por 
meio da qual afirma que a conta é utilizada para ‘repasse dos 
montantes vinculados ao Contrato de Gestão’ (eDOC. 21).
O reclamante comprovou, por meio de prova documental 
pré-constituída, que a conta corrente 1631/0003619-6 é utilizada 
pelo Estado do Rio de Janeiro para pagar a contraprestação 
pelos serviços objeto do Contrato de Gestão (eDOC. 6), mais 
especificamente, para operacionalização do Complexo Estadual 
de Saúde da Penha – Hospital Estadual Getúlio Vargas e UPA 
3 
Supremo Tribunal Federal
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço
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Supremo Tribunal Federal
RCL 66527 REF / PB 
(…)
ainda que houvesse prova de que os valores bloqueados 
eram oriundos de repasses públicos, os serviços de diagnósticos 
realizados pelo autor, ora, impugnado, por força do contrato ID 
24455692, compõem o próprio serviço de saúde prestado pelo 
impugnante, de modo que os recursos bloqueados mostram-se 
penhoráveis por serem destinados para aplicação na saúde, ou 
seja, para quitação do débito advindo do serviço de saúde 
prestado pela autora/impugnada.’
A reclamação foi instruída de prova documental pré-
constituída de que a conta corrente nº 0003619-6, Agência 1631, 
objeto do bloqueio, é a mesma para a qual o Estado do Rio de 
Janeiro efetua repasses financeiros relativos à execução do 
Contrato de Gestão nº 004/2021.
As provas documentais são: Ofício por meio do qual o 
Diretor Executivo do IPCEP informa à Subsecretaria de 
Acompanhamento de Contratos de Gestão do Estado do Rio de 
Janeiro que a conta 0003619-6 será utilizada para a execução do 
Contrato nº 004/2021 (eDOC. 10); Ofício enviado pela Secretaria 
de Estado de Saúde para o IPCEP em que informa que foram 
identificados bloqueios por ordem judicial na conta 0003619-6 
(eDOC. 12); Comunicação Interna emitida pelo Subsecretário de 
Auditoria e Controle na qual declara que o valor bloqueado da 
conta bancária ‘trata de repasse da Secretaria de Estado de Saúde 
(SES/RJ) para gerir o Complexo da Penha, tendo em vista o Contrato 
de Gestão nº 004/2021 firmado com a OSS IPCEP’ (eDOC. 13); 
Petição da PGE-RJ, nos autos do cumprimento de sentença, por 
meio da qual afirma que a conta é utilizada para ‘repasse dos 
montantes vinculados ao Contrato de Gestão’ (eDOC. 21).
O reclamante comprovou, por meio de prova documental 
pré-constituída, que a conta corrente 1631/0003619-6 é utilizada 
pelo Estado do Rio de Janeiro para pagar a contraprestação 
pelos serviços objeto do Contrato de Gestão (eDOC. 6), mais 
especificamente, para operacionalização do Complexo Estadual 
de Saúde da Penha – Hospital Estadual Getúlio Vargas e UPA 
3 
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 9
Voto - MIN. FLÁVIO DINO
RCL 66527 REF / PB 
24h da Penha –, cujos valores foram bloqueados por ordem 
judicial (eDocs. 22 e 30).
Diante da probabilidade do direito e do risco de prejuízo 
aos serviços públicos de saúde, defiro a liminar para suspender 
as ordens de bloqueio de valores nos autos do Cumprimento de 
Sentença nº 0855839-33.2019.8.15.2001.
Comunique-se com urgência a 6ª Vara Cível da Capital 
do Estado da Paraíba.
Intime-se o Juízo reclamado para que preste informações, 
nos termos do art. 989, I, do CPC, assim como o Estado do Rio 
de Janeiro.
Verifico, por fim, que o reclamante é pessoa jurídica de 
direitoprivado e que não comprovou pagamento 
das custas processuais (art. 290 do CPC). Ao contrário do que 
ocorre relativamente às pessoas naturais, não basta a pessoa 
jurídica asseverar a insuficiência de recursos, devendo 
comprovar que se encontra em situação inviabilizadora do 
pagamento das custas processuais (Rcl 1.905-ED-AgR, DJe 
20.09.2002). Com base no art. 321 do CPC, intime-se o 
reclamante para que efetue o recolhimento das custas 
processuais sobre o valor da causa, sob pena de extinção do 
feito, visto que é pessoa jurídica e não comprovou a 
impossibilidade de arcar com a despesa.”
Ante o exposto, voto pelo referendo da medida cautelar.
É como voto.
4 
Supremo Tribunal Federal
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço
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Supremo Tribunal Federal
RCL 66527 REF / PB 
24h da Penha –, cujos valores foram bloqueados por ordem 
judicial (eDocs. 22 e 30).
Diante da probabilidade do direito e do risco de prejuízo 
aos serviços públicos de saúde, defiro a liminar para suspender 
as ordens de bloqueio de valores nos autos do Cumprimento de 
Sentença nº 0855839-33.2019.8.15.2001.
Comunique-se com urgência a 6ª Vara Cível da Capital 
do Estado da Paraíba.
Intime-se o Juízo reclamado para que preste informações, 
nos termos do art. 989, I, do CPC, assim como o Estado do Rio 
de Janeiro.
Verifico, por fim, que o reclamante é pessoa jurídica de 
direito privado e que não comprovou pagamento 
das custas processuais (art. 290 do CPC). Ao contrário do que 
ocorre relativamente às pessoas naturais, não basta a pessoa 
jurídica asseverar a insuficiência de recursos, devendo 
comprovar que se encontra em situação inviabilizadora do 
pagamento das custas processuais (Rcl 1.905-ED-AgR, DJe 
20.09.2002). Com base no art. 321 do CPC, intime-se o 
reclamante para que efetue o recolhimento das custas 
processuais sobre o valor da causa, sob pena de extinção do 
feito, visto que é pessoa jurídica e não comprovou a 
impossibilidade de arcar com a despesa.”
Ante o exposto, voto pelo referendo da medida cautelar.
É como voto.
4 
Supremo Tribunal Federal
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 9
Extrato de Ata - 22/04/2024
PRIMEIRA TURMA
EXTRATO DE ATA
REFERENDO NA RECLAMAÇÃO 66.527
PROCED. : PARAÍBA
RELATOR : MIN. FLÁVIO DINO
RECLTE.(S) : INSTITUTO DE PSICOL CLINICA EDUCACIONAL E 
PROFISSIONAL
ADV.(A/S) : EDUARDO GOMES DE CARVALHO (182720/RJ) E OUTRO(A/S)
RECLDO.(A/S) : JUIZ DE DIREITO DA 6º VARA CÍVEL DA COMARCA DA 
CAPITAL DO ESTADO DA PARAÍBA
ADV.(A/S) : SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS
BENEF.(A/S) : DIMPI GESTAO EM SAUDE LTDA
ADV.(A/S) : VITOR ALVES FORTES (220500/RJ, 429838/SP) E OUTRO(A/S)
Decisão: A Turma, por unanimidade, referendou a medida 
cautelar concedida, nos termos do voto do Relator. Primeira Turma, 
Sessão Virtual de 12.4.2024 a 19.4.2024.
 Composição: Ministros Alexandre de Moraes (Presidente), 
Cármen Lúcia, Luiz Fux, Cristiano Zanin e Flávio Dino. 
Luiz Gustavo Silva Almeida
Secretário da Primeira Turma
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Supremo Tribunal Federal
PRIMEIRA TURMA
EXTRATO DE ATA
REFERENDO NA RECLAMAÇÃO 66.527
PROCED. : PARAÍBA
RELATOR : MIN. FLÁVIO DINO
RECLTE.(S) : INSTITUTO DE PSICOL CLINICA EDUCACIONAL E 
PROFISSIONAL
ADV.(A/S) : EDUARDO GOMES DE CARVALHO (182720/RJ) E OUTRO(A/S)
RECLDO.(A/S) : JUIZ DE DIREITO DA 6º VARA CÍVEL DA COMARCA DA 
CAPITAL DO ESTADO DA PARAÍBA
ADV.(A/S) : SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS
BENEF.(A/S) : DIMPI GESTAO EM SAUDE LTDA
ADV.(A/S) : VITOR ALVES FORTES (220500/RJ, 429838/SP) E OUTRO(A/S)
Decisão: A Turma, por unanimidade, referendou a medida 
cautelar concedida, nos termos do voto do Relator. Primeira Turma, 
Sessão Virtual de 12.4.2024 a 19.4.2024.
 Composição: Ministros Alexandre de Moraes (Presidente), 
Cármen Lúcia, Luiz Fux, Cristiano Zanin e Flávio Dino. 
Luiz Gustavo Silva Almeida
Secretário da Primeira Turma
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 9 de 9
	Ementa e Acórdão
	Relatório
	Voto - MIN. FLÁVIO DINO
	Extrato de Ata - 22/04/2024

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