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CARBOIDRATOS Compostos orgânicos: C H O Função dos carboidratos • Armazenamento de energia – o amido e o glicogênio são os carboidratos responsáveis pelo armazenamento de energia dos animais e vegetais, respectivamente • Produção de energia – os carboidratos são as principais fontes de energia (4 kcal/g) • Estruturais – Forma as paredes celulares plantas, alguns fungos e artrópodes (ex.: celulose, quitina) • Sinalizadores: conjugados a proteínas e lipídios, podem atuar como sinalizadores nas paredes das células (glicoproteínas, glicolipídios). Tipos de carboidratos Monossacarídeos Se diferenciam pelo número de C na cadeia e pela presença ou de um grupo aldeído ou um grupo cetona. • Função orgânica do tipo: polihidroxialdeídos e polihidroxicetonas. • As aldoses possuem um grupo aldeído na extremidade da cadeia de carbono. • As cetoses possuem o grupo carbonila em um outro carbono, que não numa extremidade, formando então um grupamento cetona. Os monossacarídeos podem ser classificados quanto ao número de carbonos e à presença de grupos funcionais, sendo os aldoses caracterizados pela presença de um grupo aldeído e os cetoses pela presença de um grupo cetona. Monossacarídeos - série aldoses - importantes Pentose (5 C) • Desoxirribose – DNA • Ribose - RNA Função: informação genética Glicose: Hexose (6C) • É a forma de açúcar que está presente no sangue e se oxida para fornecer energia. • No metabolismo humano, todos os tipos de açúcar se transformam em glicose. • Pode ser encontrada nos alimentos: pão, frutas, vegetais, etc. Galactose: : Hexose (6C) • É a forma de açúcar que está presente no leite. Frutose: : Hexose (6C) • É a forma de açúcar que está presente nas frutas. Ciclização Monossacarídeos possuem grupos cetona/aldeído e hidroxilas: • Esses grupos podem reagir dentro da molécula. • Açúcares especialmente os que possuem quatro ou mais carbonos em solução aquosa existem em uma forma cíclica decorrente da reação entre: C1 (Aldeído) ou C2(cetona) reagem com a hidroxila do C4, C5 ou C6 • Formas cíclicas diferentes de moléculas – anéis com 5 ou 6 vértices (furano ou pirano). A CICLIZAÇÃO PODE OCORRE EM QUALQUER SENTIDO DESSA FORMA SÃO GERADOS DOIS ESTEROISÔMEROS DIFERENTES CICLIZAÇÃO DEALDEÍDOS: -GRUPAMENTO ALDEÍDO INTERAGE COM HIDROXILA MAIS TERMINAIS -A INTERAÇÃO PODE SER TANTO A ESQUERDA QUANTO A DIREITA -AO FECHAR O ANEL PODEMOS TER A HIDROXILA NO CARBONO ANOMÉRICO TANTO ACIMA QUANTO ABAIXO FORMA α HIDROXILA ABAIXO FORMA β HIDROXILA ACIMA IMPORTÂNCIA: ENZIMAS TEM PREFERÊNCIAS ESTEROISOMÉRICAS O CARBONO ANOMÉRICO É AQUELE QUE •FAZ PARTE DO GRUPO CARBONILA (C=O) NA FORMA ABERTA DO AÇÚCAR. •AO FECHAR O ANEL (CICLIZAÇÃO), SE LIGA A UM GRUPO HIDROXILA (-OH). ESTÁ PRÓXIMO AO OXIGÊNIO DO ANEL E É O ÚNICO CARBONO LIGADO A DOIS OXIGÊNIOS. A ligação glicosídica ocorre entre dois monossacarídeos e a forma alfa é formada quando o grupo -OH no carbono anomérico está acima do plano do anel. Dissacarídeos Os dissacarídeos são carboidratos compostos por 2 unidades de monossacarídeos, unidos por ligações glicosídicas. Oligossacarídeos • Apresentem de 3 a 9 unidades de monossacarídeo ligados por ligações glicosídicas. • Importantes no reconhecimento e na adesão celular. • Ocorrendo principalmente como cadeias nas proteínas de membrana (glicoproteínas) e em glicolipídeos inseridos na bicamada de fosfolipídeos da membrana celular. GLICOPROTEÍNAS Proteínas + OLIGOSSACARÍDEOS FUNÇÃO ALTERA A SOLUBILIDADE DAS PROTEÍNAS SÃO SINAIS DE RECONHECIMENTO CELULAR E ENDEREÇAMENTO PARTICIPAM DO CONTROLE DE QUALIDADE DAS PROTEÍNAS PROTEÇÃO DAS PROTEÍNAS GLICOLIPÍDEOS FUNÇÃO: RECONHECIMENTO CELULAR ANTIGENICIDADE BARREIRA DE REFORÇO E PROTEÇÃO DO ENVELOPE CELULAR LIPOLISSACARÍDEOS PRESENTEM NO ENVELOPE CELULAR DE BACTÉRIAS GRAM NEGATIVAS RECONHECIDAS PELO SISTEMA IMUNE PODEM CAUSAR TOXIDADE EXTREMA LECTINAS AS LECTINAS E SELECTINAS SÃO PROTEÍNAS QUE SE LIGAM A CARBOIDRATOS COM ALTA ESPECIFICIDADE PROTEÍNAS QUE SE LIGAM COM ALTA ESPECIFICIDADE A CARBOIDRATOS PERMITEM O RECONHECIMENTO CELULAR ADESÃO CELULAR DESESENCADEIA RESPOSTAS DE SINALIZAÇÃO CELULAR Aminoácidos, Proteínas e Enzimas Os aminoácidos são compostos orgânicos que se ligam entre si por meio de qual tipo de ligação química? Ligações peptídicas. Aminoácidos essenciais devem ser obtidos na alimentação, pois o organismo não é capaz de sintetizá-los. Os aminoácidos são moléculas que servem como unidades básicas para a construção de proteínas Classificação dos aminoácidos • Conforme a natureza da cadeia lateral -Apolares -Polares sem carga elétrica -Ácidos (presença de carga negativa na cadeia lateral) -Básicos (presença de carga positiva na cadeia lateral) Estrutura dos aminoácidos polares sem carga elétrica na cadeia lateral (em pH 7,0) • Aminoácidos polares; • Radical hidrofílico; • Solúveis em água porque apresentam em suas cadeias laterais grupos polares como OH (hidroxila), NH (amina) e C=O (carbonila), que fazem pontes de hidrogênio com a água; • Estabilizam a estrutura da proteína, mantém o pH e o equilíbrio celular. Aminoácidos com grupos R polares sem carga são solúveis em água, contribuem para a formação de pontes de hidrogênio, estabilizam a estrutura das proteínas e auxiliam na manutenção do pH e do equilíbrio celular. Em pH próximo ao ponto isoelétrico (pI), o aminoácido apresenta carga líquida zero, com o grupo carboxila desprotonado (COO⁻) e o grupo amino protonado (NH₃⁺). Enzimas • Todas as enzimas são proteínas (exceção grupo de RNA catalítico chamado de ribozimas) Função: catalisadores biológicos (acelerar reações químicas) Características importantes: Atuam em concentrações muito baixas; Atuam em condições específicas de temperatura e pH; Podem ter sua concentração e atividade reguladas; Estão quase sempre dentro da célula, e compartimentalizadas. Cada classe de enzima está relacionada a um tipo específico de reação química, e cada enzima reconhece e atua sobre um substrato específico. Enzimas atuam apenas fora do organismo, em processos laboratoriais. Cofatores • Substâncias que ajudam algumas enzimas a realizarem suas funções; • Os cofatores se ligam (transitória e frouxamente) ao sítio ativo da enzima por interações químicas não-covalente, como também podem se ligar (permanentemente) por ligação covalente; • Podem ser íons metálicos (Ca, Mg, Mn, Fe, Cu, Ni, Co, Zn, Se e outros) ou moléculas orgânicas, não proteicas (coenzimas); Coenzimas: moléculas orgânicas não proteicas que se ligam a enzimas e auxiliam nas reações catalíticas Cofatores auxiliam a enzima na sua atividade catalítica, tornando a reação mais eficiente. Atividade Enzimática Reversíveis • Divididos em dois grupos: • competitivos • não competitivos • Baseando-se na competição (ou não) entre o inibidor e o substrato pelo centro ativo da enzima. Competitivo: • Ocorre quando o inibidor competitivo tem estrutura semelhante à do substrato. • Ele se liga ao sítio ativo da enzima, impedindo que o substrato se ligue. • Pode ser revertida ao aumentar a concentração do substrato, que compete com o inibidor pelo sítio ativo. Não competitivo: • Os inibidores não competitivos não se parecem estruturalmente com o substrato. • Eles se ligam a outros locais da enzima (fora do sítio ativo), alterando sua forma e reduzindo a atividade enzimática, mesmo que o substrato esteja presente. Irreversíveis: • O inibidor se liga através de ligação covalente ao sítio ativo da enzima, impedindo a ligação do substrato, levando a uma inativação praticamente definitiva. A inibição irreversível é caracterizada por uma ligação forte e permanente do inibidor à enzima, levando a uma inativação praticamente definitiva. Fatores que interferem na atividade enzimática • pH • A atividade enzimática depende do pH; • Cada enzima possui um pH ótimo, no qual sua atividade é máxima. • Variações bruscas de pH (ácidas ou alcalinas) podem desnaturar a enzima e causar perda de função. Cada enzima possui um pH ótimo, e fora desse valor a atividade tende a diminuir. Ácidos graxos Características dos ácidos graxos• Saturados: cadeia hidrocarbônica estendida (máximo de interações de van der Waals), maior compactação entre os ácidos graxos Ácidos graxos saturados não possuem ligações duplas entre carbonos e tendem a ser sólidos à temperatura ambiente. • Insaturados: ligações duplas inserem curvaturas nas cadeias hidrocarbônicas (menor interação de van der Waals), menor compactação entre os ácidos graxos • Ácido Linoleico (Ômega-6): Encontrado em óleos vegetais, como soja, algodão, girassol, linhaça e milho. • Convertido no organismo em ácido araquidônico (principalmente no fígado). • Ácido Araquidônico (AA, C20:4): Encontrado em gorduras animais, como banha e carnes. • Derivado do ácido linoleico e importante para a produção de eicosanoides (mediadores inflamatórios e imunológicos) O ácido linoleico, presente em óleos vegetais como o de soja e milho, é um ácido graxo poli-insaturado do tipo ômega-6 e precursor do ácido araquidônico. Os esfingolipídeos possuem uma molécula de esfingosina como base estrutural, podendo estar envolvidos na composição das membranas celulares. Esteroides • Lipídeos que desempenham funções essenciais no corpo, como regulação hormonal e manutenção das membranas celulares. Colesterol • Presente em todas as células. • Mantém a fluidez e a estruturalidade das membranas celulares. • Precursor para a produção de diversas substâncias importantes no organismo. • Hormônios Esteroides: Cortisol, estrogênios, testosterona. • Sais Biliares: Auxiliam na digestão de gorduras. • Vitamina D: Importante para a saúde óssea e imune. O colesterol é um lipídeo essencial, presente em todas as células animais, onde contribui para a fluidez e estabilidade das membranas, além de ser precursor de hormônios, sais biliares e vitamina D. LIPIDEO - Fosfoacilgliceróis e Glicerofosfolipídeos: Apresentam estrutura formada por um esqueleto de glicerol ligado a dois ácidos graxos (cauda apolar) e a um grupo fosfato, que por sua vez está ligado a uma molécula de álcool, formando a chamada cabeça polar substituinte. PROTEÍNAS As proteínas apresentam 4 níveis de organização Estrutura primária: • Consiste na sequência de aminoácidos na cadeia; • A estrutura primária define uma proteína (determina como a proteína vai se dobrar e qual função terá); • Forma um arranjo linear, semelhante a um “colar de contas”. Estruturas secundárias • É dada pelo arranjo espacial de aminoácidos próximos entre si na sequência primária da proteína; • Ocorre graças à possibilidade de rotação das ligações entre os carbonos a dos aminoácidos e seus grupamentos amino e carboxila; • Arranjos locais mais comuns nas proteínas: Hélice-α Folhas-β Estrutura terciária • As estruturas secundárias (α-hélice e folhas pregueadas β) se combinam enquanto a cadeia polipeptídica se dobra sobre si mesma. • Esse dobramento forma uma estrutura tridimensional. • Interações que que mantêm a estrutura terciária das proteínas: A estrutura terciária representa o arranjo tridimensional final de uma única cadeia polipeptídica, resultante do dobramento sobre si mesma. Estrutura quaternária • Associação de duas ou mais cadeias polipeptídicas; Proteínas fibrosas • Apresentam funções estruturais; • São repetições de uma estrutura secundária simples que se repete. • Organização estrutural do colágeno Queratina: • Função: Confere resistência e flexibilidade ao cabelo, unhas e pele. • Estrutura: Predominância de alfa-hélice (estrutura secundária), que se organiza em superhélices. • Colágeno: • Função: Fornece resistência e estrutura a tecidos como pele, ossos e tendões. • Estrutura: três cadeias polipeptídicas (chamadas de cadeias α), que se entrelaçam em hélice tripla. Proteínas globulares • Polipeptídeos firmemente dobrados em forma de “bola” e solúveis em água; • Diferente das proteínas fibrosas (estruturais), as globulares são dinâmicas, com papéis ativos no metabolismo. • Apresentam funções biológicas dinâmicas como: • Proteínas de transporte (ex.: hemoglobina) • Catalisadores biológicos (ex.: lactase) • Proteínas reguladoras (ex.:insulina) • Proteínas nutricionais (ex.:albumina) Proteínas globulares possuem estrutura dobrada tridimensionalmente, são solúveis em água e atuam em processos metabólicos como catálise e transporte. Forças internas e externas que podem alterar a forma e função das proteínas Desnaturação: • Fatores: • Temperatura • pH • Substâncias químicas • Quebra das ligações entre as cadeias; • Perda do seu enovelamento; • As ligações peptídicas se mantém; Nem toda proteína desnaturada irá conseguir se renaturar novamente. Mudanças extremas de pH ou aumento de temperatura podem desnaturar proteínas, fazendo com que percam sua forma e função. EQUILIBRIO ACIDO BASE REGULAÇÃO NOS FLUIDOS CORPORAIS O sangue mantém um pH entre 7,35 e 7,45 para equilíbrio fisiológico. • tampões biológicos evitam variações bruscas no pH (exemplo: tampão bicarbonato) Sistema-tampão Sistema tampão é composto por: Um ácido fraco (como o H₂CO₃) • E sua base conjugada (como o HCO₃⁻) O sistema tampão bicarbonato é formado por um ácido fraco (H₂CO₃) e sua base conjugada (HCO₃⁻), que juntos atuam regulando o pH sanguíneo. Sistema-tampão bicarbonato QUANDO HÁ EXCESSO DE H⁺ (MEIO ÁCIDO) • ISSO DERRUBARIA O PH – TORNARIA O MEIO ÁCIDO • O BICARBONATO (HCO₃⁻) CAPTA H⁺ PARA FORMAR ÁCIDO CARBÔNICO (H₂CO₃), EVITANDO ACIDIFICAÇÃO. QUANDO HÁ EXCESSO DE OH- (MEIO BÁSICO) • QUANDO HÁ EXCESSO DE OH⁻ (MEIO BÁSICO): • O ÁCIDO CARBÔNICO (H₂CO₃) DOA H⁺, NEUTRALIZANDO OH⁻ E FORMANDO BICARBONATO E ÁGUA. O pH no sangue arterial varia numa faixa muito restrita que deve ser rigidamente controlada COMPATÍVEL COM A VIDA • MÍNIMO DE 6,80 • MÁXIMO DE 7,80 ACIDOSE - PH ABAIXO DE 7,35 DEPRESSÃO DO SNC DESORIENTAÇÃO ESTADO DE COMA MORTE APÓS O COMA ALCALOSE - PH ACIMA DE 7,45 TETANIA (CONTRAÇÕES MUSCULARES INVOLUNT) CONVULSÃO MORTE POR TETANIA DOS MÚSCULOS RESPIRATÓRIOS I. A acidose metabólica é caracterizada por queda nos níveis de bicarbonato (HCO₃⁻), resultando em maior acidez sanguínea. III. A alcalose está relacionada à perda excessiva de íons H⁺ nos líquidos corporais. Acidose respiratória • Distúrbio do equilíbrio ácido-base; • Diminuição do pH sanguíneo por alterações respiratórias, causado por uma retenção de CO₂ no sangue; • O CO₂ se combina com a água, formando ácido carbônico (H₂CO₃), que libera H⁺ → isso abaixa o pH e gera acidose. Causas: • Edema pulmonar agudo – acúmulo de líquido nos pulmões. • Doença do músculo respiratório – fraqueza muscular que atrapalha a respiração. • DPOC – obstrução crônica do fluxo de ar. • Parada cardiorrespiratória – cessação da ventilação. • Depressão do SNC – sedação ou lesões que reduzem o estímulo respiratório. • Quadro Laboratorial: • ↓ pH: sangue mais ácido. • ↑ pCO₂: retenção de gás carbônico. • ↓ pO₂: oxigenação do sangue reduzida. Alcalose respiratória • Distúrbio do equilíbrio ácido-base; • Eliminação excessiva de CO₂ • Redução na formação de ácido carbônico (H₂CO₃), diminuindo os íons H⁺ e alcalinizando o sangue. Causas: • Ansiedade – comum em crises de pânico. • Embolia pulmonar – obstrução de vasos nos pulmões. • Lesão no centro respiratório – pode aumentar a frequência respiratória. • Febre – eleva o metabolismo e pode causar hiperventilação. • Quadro Laboratorial: • ↑ pH: sangue mais alcalino. • ↓ pCO₂: menos gás carbônico circulante. • ↑ pO₂: mais oxigênio no sangue devido à hiperventilação. Quadros clínicos: I. Acidose respiratória II. Alcalose respiratória Características laboratoriais: ( I) Redução da eliminação de CO₂, aumento de H⁺ e queda do pH. (II ) Hiperventilação com aumento da eliminação de CO₂, levando à alcalinização do sangue. (I ) Aumento da pCO₂ e redução da pO₂. ( II) Queda da pCO₂ e aumento da pO₂. ACIDOSE METABOLICA - Na acidose metabólica, o organismo compensa por meio da hiperventilação, que promove a eliminação de CO₂, elevando o pH sanguíneo. Durante a análise da gasometria arterial de um paciente, observou-se um pH diminuído, bicarbonato (HCO₃⁻) reduzido e pCO₂ também diminuído.Com base nesses achados, qual é a interpretação mais adequada para o distúrbio ácido-base apresentado? Acidose metabólica com compensação respiratória O rim é responsável pela regulação da concentração sanguínea do HCO3 AUMENTANDO OU DIMINUINDO A REABSORÇÃO DO BICARBONATO ACIDIFICANDO OU ALCALINIZANDO A URINA Os ínons H+ na urina são tamponados pelo fosfato e amônia. O tamponamento com âmônio está acoplado a reabsorção de bicarbonato • O CO₂ entra na célula tubular e forma H₂CO₃, que se dissocia em H⁺ e HCO₃⁻. • O H⁺ é excretado na urina e o HCO₃⁻ volta para o sangue. • Reposição do bicarbonato e manutenção do pH do sangue estável • O HCO₃⁻ filtrado no túbulo se junta a H⁺ e vira H₂CO₃, que se quebra em CO₂ + H₂O. • O CO₂ entra na célula, onde forma novo H₂CO₃ → se dissocia e gera HCO₃⁻, que volta para o sangue. • Assim, o rim impede a perda de bicarbonato na urina e mantém o pH do sangue. • O rim excreta H⁺, que se liga ao HPO₄ ²⁻(hidrogenofosfato ) no túbulo, formando H₂PO₄⁻dihidrogenofosfato. • Ajuda a eliminar H⁺ pela urina, mantendo o pH sanguíneo estável. • O rim também reabsorve bicarbonato (HCO₃⁻) para o sangue. • NH₃ (amônia) é produzida nas células renais. • Se liga ao H⁺ excretado, formando NH₄⁺ (íon amônio). • Assim, o rim elimina H⁺ na urina, ajudando a manter o pH do sangue estável. (V ) O rim excreta íons H⁺, que se ligam ao HPO₄²⁻ formando H₂PO₄⁻, ajudando a manter o pH do sangue estável. ( F) O NH₃ (amônia) é produzido no fígado e transportado até o rim para tamponar H⁺ na urina. (V ) A regeneração do bicarbonato ocorre quando o CO₂ entra na célula tubular, forma H₂CO₃ e este se dissocia em H⁺ (excretado) e HCO₃⁻ (reabsorvido). (V ) A recuperação do bicarbonato evita sua perda na urina, mantendo o equilíbrio ácido-base do sangue. (F ) O bicarbonato filtrado no túbulo é eliminado diretamente na urina como forma de tamponamento ácido. A reabsorção renal de bicarbonato (HCO₃⁻) contribui para elevar o pH sanguíneo, atuando contra processos de acidose METABOLISMO DA GLICOSE • Quebra da glicose: • A glicose (C₆H₁₂O₆) é degradada para gerar energia. • Equação geral: C₆H₁₂O₆ → 6 CO₂ + 6 H₂O (ocorre na mitocôndria). Formação do ácido carbônico: • CO₂ + H₂O → H₂CO₃ (com auxílio da anidrase carbônica) • Essa reação ocorre no sangue, principalmente nas hemácias. • O CO₂ reage com a água formando ácido carbônico (H₂CO₃), um ácido volátil, que pode ser eliminado pelos pulmões. Equilíbrio ácido-base • H₂CO₃ H⁺ + HCO₃⁻ (também com ação da anidrase carbônica) • O H⁺ pode se ligar à hemoglobina, ajudando a tamponar o sangue. • O HCO₃⁻ (bicarbonato) vai para o plasma e transporta CO₂ até os pulmões. O H⁺ liberado na dissociação do H₂CO₃ não interfere no pH sanguíneo, pois é rapidamente eliminado pela urina. INCORRETO VITAMINAS E MINERAIS Vitaminas • Substâncias orgânicas • Organismo não pode sintetizar (exceções D e K); • Não produzem energia; • Nutrientes importantes para o funcionamento do organismo (pequenas quantidades); • Regulam os processos metabólicos do organismo; • Podem atuar como coenzimas; • Fortalecem o sistema imunológico; • Alguns atuam como antioxidantes (proteção contra os radicais livres) HIDROSSOLÚVEIS SOLÚVEIS EM ÁGUA SÃO FACILMENTE EXCRETADAS NA URINA, POR ISSO A TOXICIDADES É RARA DEFICIÊNCIAS PODEM OCORRER RAPIDAMENTE LIPOSSOLÚVEIS SÃO LIBERADA, ABSORVIDAS E TRANSPORTADS POR LIPOPROTEÍNAS PRESENTES COM A GORDURA DA DIETA NÃO SÃO FACILMENTE EXCRETADAS GRANDES QUANTIDAES SÃO ARMAZENADAS NO FÍGADO E TECIDO ADIPOSO PODEM LEVAR A TOXICIDADE Lipossolúveis Vitamina A • A vitamina A, do grupo dos retinoides, inclui três compostos com atividade metabólica: • Retinol: Grupo funcional álcool. • Retinal (Retinaldeído): Grupo funcional aldeído. • Ácido retinoico: Grupo funcional ácido. Fontes Forma ativa: • Vitamina A pré-formada (Retinol) • Fígado, gema de ovo; leite integral, produtos lácteos (manteiga, creme de leite e queijo); leite materno. • Precursores: • Pró-vitamina A (principalmente betacaroteno) • Forma pigmentos na retina (compõe a rodopsina nos bastonetes) (retinal); • Manutenção da integridade epitelial (ác. retinoico); • Fortalecimento do sistema imunológico (ác. retinoico); • Crescimento e diferenciação celular no feto (ác. retinoico); • Antioxidante (carotenoides). Deficiência: • Infecções recorrentes (queratinização dos epitélios, facilitando penetração de patógenos); • Cegueira noturna e xeroftalmia (olhos secos); • Fotofobia (sensibilidade à luz); • Retardo no crescimento em crianças; • Desidratação da pele (xerodermia). Vitamina D • Compostos esteroides lipossolúveis em duas formas moleculares: • Colecalciferol (D3 ): produzida na pele; • Ergocalciferol (D2 ): derivada de fontes vegetais. • 80 a 90% da vitamina D corpórea adquirida pela síntese cutânea, e o restante pela alimentação. Fontes alimentares • Óleo de fígado de bacalhau; • Gordura de peixe (salmão, sardinha); • Gema de ovo; • Manteiga ; • Alimentos fortificados. CALCITRIOL Aumenta a absorção intestinal de cálcio. Mobiliza cálcio dos ossos quando necessário. Estimula o depósito de cálcio no tecido ósseo Funções no organismo: • Contração muscular: • O calcitriol garante a disponibilidade de cálcio para os músculos, essencial para contração e relaxamento. • Diferenciação celular: • Atua como regulador gênico via receptores nucleares ( se ligara receptores no núcleo celular). • Estimula a maturação e função celular. • Imunidade: • O receptor da vitamina D está presente nos linfócitos T, auxiliando na resposta imune. • Deficiência: • Raquitismo em crianças (alterações na placa de crescimento e atraso na maturação óssea). • Osteomalácia em adultos (mineralização deficiente do osso cortical e trabecular). Insuficiência • Induz AUMENTO PTH: aceleração da perda óssea Osteoporose. Vitamina E • Termo genérico para um grupo de 8 substâncias que possuem atividade antioxidante, divididas em 2 séries de compostos: • Tocoferóis (α, β, ץe δ) possuem uma cadeia lateral saturada. • Tocotrienóis (α, β, ץe δ) apresentam uma cadeia lateral insaturada, com 3 duplas ligações. • Fontes: • Principalmente α tocoferol: • Óleos vegetais (principalmente com ácidos graxos poliinsaturados); • Germe do trigo; • Amêndoas e avelãs. • Alimentos de origem animal (quantidade de α tocoferol depende da quantidade vit. E na ração): • Manteiga, toucinho e ovos Metabolismo • Absorvida junto com as gorduras da dieta, forma micelas (estruturas criadas pela bile) e é incorporada aos quilomícrons no intestino. • Quilomícrons chegam ao fígado; apenas o αtocoferol é selecionado para circulação pelo αTTP (Proteína de Transferência de α-Tocoferol). • O α-tocoferol é distribuído via VLDL, LDL e HDL para os tecidos (músculos, fígado, coração, tecidos adiposos). • As demais formas (β, γ, δ) são excretadas via bile ou urina após metabolismo Tocoferol • Função: • Previne danos celulares nas membranas (antioxidante); • Participa na formação de células sexuais e sanguíneas; • Promove a fertilidade (saúde dos espermatozoides e dos folículos ovarianos); • Aumenta utilização da vita K (competem na via metabólica hepática); • Importante para atividade muscular (protege do estresse oxidativo). Deficiência: • Esterilidade; • Aborto; • Anemia hemolítica (membranas das hemácias mais frágeis). Vitamina K • Ocorre em duas formas principais: • Filoquinona (K1): encontrada em plantas verdes; • Menaquinona (K2): produzida por bactérias intestinais (metabolismo liberam k2). • Forma sintética: • Menadiona (K3): não ocorre naturalmente no organismo humano (forma sintética). Metabolismo • Absorção: intestino delgado (necessidade de bile, suco pancreático e gorduras); • Incorporada aos quilomícrons; • Transportada pelas vias linfáticas; • Armazenada no fígado (filoquinona é reduzida a hidronaquinona; • Fígado tecidos: lipoproteínas plasmáticas (principalmente VLDL). O paciente José Alves foi encaminhado para uma cirurgia eletiva. Durante a avaliação pré-operatória, os exames laboratoriais indicaram alterações nos parâmetrosde coagulação. A equipe multidisciplinar investigou possíveis causas, e o nutricionista levantou a hipótese de deficiência de uma vitamina lipossolúvel, fundamental para a ativação de fatores de coagulação dependentes de cálcio, por atuar como coenzima na carboxilação de resíduos de ácido glutâmico nas proteínas envolvidas nesse processo. Vitamina K Hidroquinona Função: Importante na coagulação do sangue. • Coagulação sanguínea (via ativação de fatores de coagulação); • Saúde óssea (atua na ativação da osteocalcina); • Saúde cardiovascular (ajuda a evitar a deposição de cálcio em artérias). • Manutenção da função hepática. • Ação antioxidante (efeito complementar). Deficiência: • Coagulação (hemorragias); • Problemas ósseos (desmineralização, risco de fraturas); • Em recém-nascidos: hemorragia do recém-nascido. Vitamina K e Varfarina • Vitamina K • Participa da ativação de fatores de coagulação no fígado. • Atua na forma ativa: hidroquinona. • Varfarina • Inibe a reciclagem da vitamina K, impedindo a coagulação normal. • Usada como anticoagulante oral. Dieta • Alimentos ricos em vitamina K (ex: vegetais verdes) podem interferir no efeito da varfarina. • Manter ingestão regular e controlada. Apenas vitaminas lipossolúveis: Vitaminas A, D, E e K Vitaminas hidrossolúveis • Solúveis em água (hidrossolúveis) • Vitamina C (Ácido ascórbico) Vitaminas do complexo B: • B1 (Tiamina) • B2 (Riboflavina) • B3 (Niacina) • B5 (Ácido pantatênico) • B6 (Piridoxina) • B9 (Ácido fólico) • B12 (Cianocobalamina) Vitamina C • Fontes: • Frutas cítricas (acerola, laranja, limão, etc). • Folhas verdes (couve, espinafre, etc). Fonte: google imagens • Metabolismo • Hidrossolúvel; • Dissolvidas nas partes aquosas; • Absorção direta (intestino delgado); • Fatores que afetam: uso crônico de salicilatos (anti-inflamatórios) e barbitúricos (indutores enzimáticos). • Transporte livre no plasma. Função: • Auxilia na formação de colágeno (coenzima das enzimas prolil e lisil hidroxilase, que fazem a hidroxilação dos aminoácidos prolina e lisina); • Mantem a integridade dos vasos sanguíneos (colágeno reforça as paredes dos vasos); • Auxilia na absorção do ferro não-heme (reduz o ferro não-heme (Fe³⁺ para Fe²⁺); • Auxilia no sistema imunológico; • Antioxidante potente (neutraliza radicais livres). Deficiência: • Escorbuto; • Alterações gengivais e dentárias.; • Afeta a produção de colágeno Vitamina B1 (Tiamina) Deficiência: • Beribéri (extrema fraqueza); • Fadiga muscular; • Perda do apetite As vitaminas são compostos orgânicos essenciais que atuam em diversas vias metabólicas e fisiológicas, possuindo funções específicas e muitas vezes agindo como cofatores ou antioxidantes. Suas deficiências podem causar sérios prejuízos à saúde. Sabendo que as vitaminas desempenham papéis essenciais em várias funções fisiológicas do organismo, avalie as afirmativas a seguir: (V ) A vitamina A atua na formação de pigmentos visuais na retina, manutenção da integridade epitelial e regulação gênica, sendo sua deficiência associada à cegueira noturna e à xerodermia. (V ) A vitamina D necessita passar por duas hidroxilações (hepática e renal) para se tornar ativa, e sua forma ativa, o calcitriol, participa da regulação da calcemia. (F ) A deficiência de vitamina A está associada apenas a alterações imunológicas, não afetando o crescimento ou a visão. ( F) A principal fonte de vitamina D é alimentar, sendo desprezível sua síntese cutânea. (V ) O calcitriol atua estimulando a absorção intestinal de cálcio, mobilizando o cálcio dos ossos quando necessário e estimulando a função muscular. O ferro participa do transporte de oxigênio ao integrar a hemoglobina, sendo essencial para a respiração celular. A riboflavina (vitamina B2) atua como precursora das coenzimas, como a FAD, que participam de reações de oxirredução no metabolismo de carboidratos, lipídios e proteínas. image1.png image2.png image3.png