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AO JUÍZO DA VARA CÍVEL DA COMARCA DE SERRAVILLE DO RIO GRANDE DO SUL
FLÁVIO DUTRA, brasileiro, desempregado, portador da Carteira de CNH nº: xxxxxxxx, inscrito no CPF sob o nº: xxxxxxx, residente e domiciliado na rua dos Lestrigões Épicos, 725, apto 42, Serraville/RS, CEP: XXXX, e-mail: XXXXX, vem, à presença de Vossa Excelência, propor a presente
AÇÃO DE REPARAÇÃO DE DANOS MATERIAIS C/C DANOS MORAIS
em face de JOANA BRADIBURGO DUMONT, brasileira, Empresária, portadora da Carteira de Identidade nº:XXXXX, órgão expedidor/UF:XXXXX, data da expedição:XXXXX, inscrita no CPF sob o nº:XXXXX, residente e domiciliada na rua das Margaridas, 34, Condomínio Vale Verde, Serraville/RS, CEP:XXXXX, pelas razões de fato e de direito a seguir aduzidas.
1-DA GRATUIDADE DA JUSTIÇA 
Inicialmente, o Autor vem requerer a Vossa Excelência os benefícios da GRATUIDADE DA JUSTIÇA, asseguradas pela lei 1.060/50, e artigo 98 e seguintes do Código de Processo Civil de 2015, tendo-se em vista que não possui condições financeiras para arcar com as custas, despesas processuais, e honorários advocatícios. 
Art. 98. A pessoa natural ou jurídica, brasileira ou estrangeira, com insuficiência de recursos para pagar as custas, as despesas processuais e os honorários advocatícios tem direito à gratuidade da justiça, na forma da lei. 
Portanto, requer a juntada da Declaração de Hipossuficiência em anexo, bem como que sejam deferidos os benefícios da Assistência Judiciária Gratuita.
2-DOS FATOS
A parte requerente informa que no dia 15 de março de 2023, por volta das XX:XX, na via xxxxx, teve seu veículo, de marca: XXXXX, modelo: XXXXX, ano: XXXXX, cor: XXXXX, placa: XXXXX,danificado pelo veículo conduzido pela parte requerida, de marca: XXXXX, modelo: XXXXX, ano: XXXXX, cor: XXXXX, placa: XXXXX. O fato foi registrado por meio do boletim de ocorrência de nº XXXXX, registrado na  xxª DP.
A parte requerente transitava seu veículo, com velocidade estável e dentro do limite da via, enquanto o veículo da parte requerida trafegava de forma negligente e, como resultado, colidiu violentamente com seu veículo, causando-lhe lesões físicas e danos morais graves. Afirma ainda que, no momento do acidente, seguia todas as regras de trânsito, respeitando os limites de velocidade e mantendo a devida distância do veículo à sua frente. Por outro lado, Joana teria sido negligente ao dirigir em alta velocidade, fazendo uma ultrapassagem perigosa e, finalmente, colidindo com o veículo do requerente, causando-lhe prejuízo de R$ 72.000,00 (setenta e dois mil reais), referente ao conserto do veículo, conforme nota fiscal em anexo. 
Em decorrência ao acidente, o requerente sofreu várias lesões físicas, incluindo fraturas ósseas, contusões e ferimentos que o obrigaram a ser hospitalizado e a passar por procedimentos cirúrgicos. Além disso, afirma que desenvolveu quadros de ansiedade e depressão severos devido ao trauma emocional causado pelo acidente, o entende que faz jus por uma indenização a título de danos materiais por todos transtornos narrados acima, que considera ter impactado significativamente sua qualidade de vida, relacionamentos e capacidade de trabalho, razão pela qual requer medidas para ser devidamente indenizado, considerando R$ 5.000,00 (cinco mil reais) um valor justo pelo dano moral causado.
Desse modo, tendo-se em vista que restou infrutífera, a tentativa amigável entre as partes, não resta ao Requerente senão propor a presente demanda. 
3-DOS DANOS MATERIAIS
O autor teve sérios prejuízos materiais, conforme nota fiscal em anexo no valor de R$72.000,00 (setenta e dois mil reais), referente aos reparos no veículo. Assim, a ré deve ser condenada ao pagamento do dano material causado ao autor. 
Artigo 28 da Lei nº 9.503 de 23 de Setembro de 1997 Art. 28-O condutor deverá, a todo momento, ter domínio de seu veículo, dirigindo-o com atenção e cuidados indispensáveis à segurança do trânsito.Ademais é dever de todo condutor de veículo, além de dirigir com cuidado indispensável à segurança no trânsito, obedecer a sinalização. 
Da mesma forma está assegurado na Constituição Federal de 1988 o direito relativo à reparação de danos materiais.
Portanto, não resta dúvida que a ré dirigia o seu veículo em desacordo com a legislação, por imprudência, infringiu as mais elementares normas de trânsito, tendo sido a sua ação culposa como causa exclusiva do evento danoso. 
Em consonância expressa os artigos 186 e 927 atual Civil Brasileiro: Art. 186. Aquele que, por ação ou omissão voluntária, negligência ou imprudência, violar direito e causar dano a outrem, ainda que exclusivamente moral, comete ato ilícito. Art. 927. Aquele que, por ato ilícito (arts. 186 e 187), causar dano a outrem, fica obrigado a repará-lo.
Assim, a ré deve ser condenada ao pagamento de R$72.000.00 (setenta e dois mil) a título de danos materiais.
4-DO DANO MORAL
O artigo 5º, inciso X da Constituição Federal dispõe:
Art. 5º Todos são iguais perante a lei, sem distinção de qualquer natureza, garantindo-se aos brasileiros e aos estrangeiros residentes no País a inviolabilidade do direito à vida, à liberdade, à igualdade, à segurança e à propriedade, nos termos seguintes: X - São invioláveis a intimidade, a vida privada, a honra e a imagem das pessoas, assegurado o direito à indenização pelo dano material ou moral decorrente de sua violação.
Nesse diapasão, a responsabilidade pelo cometimento de ato ilícito vem expressa nos artigos 186 e 927 do Diploma Civil Brasileiro, ora invocados: 
Art. 186. Aquele que, por ação ou omissão voluntária, negligência ou imprudência, violar direito e causar dano a outrem, ainda que exclusivamente moral, comete ato ilícito. 
Art. 927. Aquele que, por ato ilícito (arts. 186 e 187), causar dano a outrem, fica obrigado a repará-lo.
A legislação, portanto, determina que no caso de ilícito cometido, a reparação é patente, inclusive por danos morais. 
Assim, a ré deve ser condenada ao pagamento de R$5.000,00 (cinco mil reais) a título de danos materiais.
5-DOS PEDIDOS
Com base no exposto, requer a V.Exa::
a) Que a parte requerida seja citada da presente ação e intimada para comparecer à Audiência de Conciliação, a ser designada no ato da distribuição, sendo que o não comparecimento importará a pena de revelia;
b) Que seja julgado procedente o pedido do autor, para condenar a parte requerida a pagar à parte requerente o valor de R$72.000,00 (setenta e dois mil reais), devidamente atualizado e corrigido com os juros legais desde o respectivo inadimplemento, a título de danos materiais;
c) Que seja julgado procedente o pedido do autor, para condenar a parte requerida a pagar à parte requerente o valor de R$5.000,00, a título de danos morais, por todos os transtornos sofridos; 
d) Requer a concessão dos benefícios da justiça gratuita ao autor;
e) Seja a requerida condenada a pagar as custas processuais e honorários advocatícios, na base de 20% (vinte por cento) sobre o valor da condenação, e demais cominações legais, na hipótese de recurso. 
Pretende demonstrar o alegado por todos os meios de prova admitidos em Direito. 
Dá-se a causa o valor de R$77.000,00 (setenta e sete mil reais).
 Nestes termos, pede deferimento.
 Data e local.
 _________________________________
 ADVOGADO-OAB

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