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EXCELENTÍSSIMO(A) SENHOR(A) JUIZ(ÍZA) DE DIREITO DA ___ VARA 
CÍVEL DA COMARCA DE SERRAVILLE-RS 
 
FLÁVIO DUTRA, brasileiro, desempregado, solteiro, portador da Carteira de 
Identidade número xxxxxx-xx, e CPF sob o número xxx.xxx.xxx-xx, com 
endereço eletrônico: flaviodutra@gmail.com, residente e domiciliado na Rua dos 
Lestrigões Épicos, 725, apartamento 42, na cidade de Serraville, no estado do 
Rio Grande do Sul, vem à presença de Vossa Excelência, através de sua 
advogada Vitória Malu Acácio Oliveira, brasileira, solteira, inscrita na OAB sob 
número XXX.XXX, com escritório profissional na Rua XXXX, nº XX, bairro 
XXXXX, na cidade de Serraville- RS, endereço eletrônico 
vitória.malu@gmail,com, propor a presente 
 
AÇÃO DE RESPONSABILIDADE CIVIL POR DANOS MORAIS E MATERIAIS 
 
Em face de JOANA BRADIBURGO DUMONT, empresária, casada, inscrita no 
CPF sob número XXX.XXX.XXX-XX, residente e domiciliada no endereço: Rua 
das Margaridas, 34, no Condomínio Vale Verde, localizado no Sul, na cidade de 
Serraville- RS, pelas razões de fato e direito a seguir aduzidas. 
 
DA GRATUIDADE DE JUSTIÇA 
 
Com fundamento no artigo 98 do CPC, o Autor requer que lhe seja concedido o 
benefício da assistência gratuita em virtude de não poder arcar com ônus 
financeiro decorrente do presente processo sem que isso prejudique o seu 
sustento, tendo em vista que o mesmo se encontra atualmente desempregado. 
 
DOS FATOS 
 
No dia 15 de março de 2023, enquanto dirigia seu veículo particular por uma rua 
movimentada da cidade, o autor foi surpreendido por uma colisão envolvendo 
violentamente seu veículo, causado pela requerida, Sra. Joana Bradiburgo 
Dumont, que estava dirigindo seu carro de forma negligente. 
O fato foi registrado por meio do boletim de ocorrência de nº XXX. A parte autora 
aduz que no momento do acidente, seguia todas as regras de trânsito, 
respeitando os limites de velocidade e mantendo a devida distância do veículo à 
mailto:vitória.malu@gmail,com
sua frente. Por outro lado, a requerida teria sido negligente ao dirigir em alta 
velocidade, fazendo uma ultrapassagem perigosa e, finalmente, vindo a colidir 
com seu veículo. 
Com certeza, a requerida deixou de adotar as cautelas necessárias para sua 
manobra, vindo a causar o acidente. Decerto que três fatores foram 
determinantes para a ocorrência do sinistro: 1) não observação a recomendado 
espaçamento de segurança em relação ao veículo da autora, posicionado à sua 
frente; 2) aceleração para imprimir velocidade bastante para a ultrapassagem 
pretendida; 3) tentativa de ultrapassar pelo lado direito do veículo que trafegava 
à sua frente. O conjunto de tais imprudências levaram ao abalroamento entre os 
veículos das partes, o que autoriza concluir que a ocorrência do sinistro se deu 
por culpa exclusiva da requerida. 
Como consequência do acidente, o autor sofreu várias lesões físicas, incluindo 
fraturas ósseas, contusões e ferimentos que o obrigaram a ser hospitalizado e a 
passar por procedimentos cirúrgicos. Além disso, desenvolveu quadros de 
ansiedade e depressão severos devido ao trauma emocional causado pelo 
acidente, conforme prontuário anexo. Os danos morais impactaram 
significativamente sua qualidade de vida, relacionamentos e capacidade de 
trabalho, razão pela qual requer medidas para ser devidamente indenizado, 
considerando R$ 5.000,00 (cinco mil reais) um valor justo pelo dano moral lhe 
causado. 
Após levantamento do prejuízo material causado, o autor contabilizou o valor de 
R$ 72.000,00 (setenta e dois mil reais). Importante ressaltar que foi realizado 
três orçamentos em locais diversos, conforme devidamente anexados nos autos. 
O autor tentou reiteradas vezes obter o ressarcimento com a ré, que tinha total 
ciência do fato ocorrido, e, não obtendo êxito o obrigando a buscar apelo ao 
Judiciário. 
 
DO DIREITO 
 
Os fatos, tais como minuciosamente descritos acima, foram devidamente 
registrados pela Autoridade Policial competente através do Boletim de 
ocorrência n° XXX, que segue anexo. 
De início exsurge o direito do Autor à indenização material e moral, posto que a 
Ré, por certo, promoveu manobra sem se atentar para as regras de trânsito. Ao 
contrário, teria nexo de causalidade entre o dano causado ao Autor e a atitude 
imprudente da Ré, restou configurado o dever de indenizar 
O artigo 5º, inciso X da Constituição Federal dispõe: 
Art. 5º Todos são iguais perante a lei, sem distinção de qualquer natureza, 
garantindo-se aos brasileiros e aos estrangeiros residentes no País a 
inviolabilidade do direito à vida, à liberdade, à igualdade, à segurança e à 
propriedade, nos termos seguintes: 
X - São invioláveis a intimidade, a vida privada, a honra e a imagem das 
pessoas, assegurado o direito à indenização pelo dano material ou moral 
decorrente de sua violação. 
Na mesma linha, dispõem os artigos 186 e 927 do Diploma Civil Brasileiro, ora 
invocados: 
 Art. 186. Aquele que, por ação ou omissão voluntária, negligência ou 
 imprudência, violar direito e causar dano a outrem, ainda que 
 exclusivamente moral, comete ato ilícito. 
 Art. 927. Aquele que, por ato ilícito (arts. 186 e 187), causar dano a 
 outrem, fica obrigado a repará-lo.” 
 
 De acordo com o artigo 28 e 29 do Código de Trânsito Brasileiro, temos que: 
Art. 28. O condutor deverá, a todo momento, ter domínio de seu 
 veículo, dirigindo-o com atenção e cuidados indispensáveis à 
 segurança do trânsito. 
 Art. 29. O trânsito de veículos nas vias terrestres abertas à circulação 
 obedecerá às seguintes normas: [...] 
 II - o condutor deverá guardar distância de segurança lateral e frontal 
 entre o seu e os demais veículos, bem como em relação ao bordo da 
 pista, considerando-se, no momento, a velocidade e as condições 
 do local, da circulação, do veículo e as condições climáticas; 
 
Temos por cristalino que a ré não manteve observância aos cuidados 
indispensáveis à segurança do trânsito, agindo com total falta de atenção e 
notória imprudência. 
A conduta praticada pela ré, conforme dispositivos avocados, afrontou direito do 
autor causando-lhe dano, o que por conseguinte, carece de reparação. 
A Ré deve reparar integralmente os danos materiais e morais em relação aos 
diretos sofridos pelo Autor, porque é pacífico que no nosso ordenamento jurídico 
pode haver indenizações cumuláveis por danos materiais e danos morais 
oriundos do mesmo fato (Súmula 37 do STJ). 
 “São cumuláveis as indenizações por dano material e dano moral 
 oriundos do mesmo fato.” 
 
E os valores dessas indenizações devem ser medidos pelas extensões, 
gravidades e repercussões dos danos, não se olvidando de que na fixação do 
valor da reparação pelos danos morais puros também deve ser levado em 
consideração o grau de culpa do agente que cometeu o ato ilícito. 
 
 
DOS PEDIDOS 
 
Diante de todo o exposto, tem-se como pedido: 
a) A gratuidade judiciária, nos termos do art. 5º, inc. LXXIV da CF/88, tendo 
em vista que o Autor não pode arcar com as despesas processuais sem 
prejudicar o seu sustento, e o mesmo encontra-se desempregado. 
 
b) Determinar a citação da ré no endereço apontado para que, em 
querendo, apresente resposta à presente, sob as penas de revelia e 
confissão; 
 
c) A produção de todos os meios de prova em direito admitidos, nos termos 
do artigo 369 do CPC; 
 
 
d) Condenação ao pagamento dos honorários advocatícios no importe de 
20% (vinte por cento) sobre o valor da condenação e custas processuais; 
 
e) A procedência total da presente ação, condenando a Ré ao pagamento 
dos danos materiais no montante de R$ 72.000,00 (setenta e dois mil) 
para conserto do veículo, com as devidas atualizações até o efetivo 
pagamento; 
 
f) A procedência total da presente ação, condenando a Ré ao pagamento 
dos Danos Morais no montante de R$ 5.000,00 (cinco mil reais) em 
decorrência dos transtornos causados ao Autor.Dá-se à causa o valor de R$ 77.000,00 (setenta e sete mil reais). 
Termos em que, pede deferimento. 
 
Serraville, XX de XX de XX. 
 
 
Vitoria Malu Acácio Oliveira 
OAB/MG XXX.XXX

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