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Macapá-AP 2025 FACULDADE ANHANGUERA DE MACAPÁ Cidade Ano ADRIEL WALISSON AMARAL FERREIRA O HISTÓRICO DAS LEIS DE PROTEÇÃO AO DIREITO DA MULHER NO BRASIL Macapá-AP 2025 O HISTÓRICO DAS LEIS DE PROTEÇÃO AO DIREITO DA MULHER NO BRASIL Trabalho de Conclusão de Curso apresentado à Projeto apresentado ao Curso de Direito da Instituição Faculdade Anhanguera Macapá, como requisito parcial para a obtenção do título de graduado em Bacharelado em Direito. Orientador: Daniela Dos Santos ADRIEL WALISSON AMARAL FERREIRA ADRIEL WALISSON AMARAL FERREIRA O HISTÓRICO DAS LEIS DE PROTEÇÃO AO DIREITO DA MULHER NO BRASIL Trabalho de Conclusão de Curso apresentado à Projeto apresentado ao Curso de Direito da Instituição Faculdade Anhanguera Macapá, como requisito parcial para a obtenção do título de graduado em Bacharelado em Direito. BANCA EXAMINADORA Prof(a). Titulação Nome do Professor(a) Prof(a). Titulação Nome do Professor(a) Prof(a). Titulação Nome do Professor(a) Macapá, __de___________ 2025 Dedico este trabalho... A Deus, meu criador e a minha família, principalmente Mãe, Maria Jose Balieiro e minha avó Sebastiana Costa, pela criação, conselhos e incentivos, ao meu Pai José da Silva Pantoja, minha esposa, Yubisay Del Valle e meus filhos por me mostrar uma nova perspectiva de vida e aos meus amados irmãos. AGRADECIMENTOS Agradeço também aos meus principais professores, Aline, Arruda, Grace e Ester. Ao meu amigo Luiz Costa por acreditar em mim FERREIRA, Adriel Walisson Amaral. O HISTÓRICO DAS LEIS DE PROTEÇÃO AO DIREITO DA MULHER NO BRASIL. 2025. 30 páginas. Trabalho de Conclusão de Curso de Graduação em Bacharelado em Direito – FACULDADE ANHANGUERA DE MACAPÁ, Macapá, 2025. RESUMO Esta monografia objetiva analisar, O HISTÓRICO DAS LEIS DE PROTEÇÃO AO DIREITO DA MULHER NO BRASIL, tratando do tema desde do início das primeiras leis sancionadas até as atuais. Por meio de revisão de literaturas, onde se abordou aspectos jurídicos sobre as leis criadas para defesa dos direitos das mulheres, o método utilizado é uma pesquisa qualitativa visto que as informações ali levantadas serão de natureza descritiva, serão pesquisados, livros, trabalhos, artigos científicos, publicados e sites online, nos últimos dez anos. Nesse estudo, pautado na Lei M aria da Penha (2006) como referência mundial, Cavalcante (2016), Mello (2016), dentre outros, abordou o histórico de violência doméstica contra mulher, e as legislações de proteção à mulher que surgiram ao longo dos anos em busca de diminuir tal violência. Com tudo, a identidade feminina e o direito à vida resguardado pela Constituição Federal do Brasil de 1988. O trabalho monográfico revelou que as mulheres tiveram certa ascensão social, no entanto, não se igualaram por completo ao sexo masculino. Apesar das mudanças na legislação atual, elas ainda sofrem violência doméstica, feminicídio, discriminação no trabalho, por buscar cada vez mais seu espaço, apenas por serem do sexo feminino. Houve um aumento e combate a denúncias e punições contra os que praticam a violência doméstica, mas ainda, por medo da reação do agressor, muitos casos ficam sem registro. No Brasil, a pesquisa mostrou uma notória evolução das leis a seu favor. Porém conclui-se que só as leis não são capazes de acabar com essa cultura patriarcal; é preciso uma fiscalização por parte do Estado e uma divulgação maior das leis nos meios de comunicação para que se possa tentar inibir os agressores na prática de qualquer ato violento. Palavras-chave: Violência Doméstica. Feminicídio. Maria da Penha. FERREIRA, Adriel Walisson Amaral. THE HISTORY OF LAWS PROTECTING WOMEN´S RIGHTS IN BRAZIL: 2025. 30 pages. Undergraduate Course Conclusion Work in Bachelor of Laws – ANHANGUERA FACULTY OF MACAPÁ, Macapá, 2025. ABSTRACT This monograph aims to analyze THE HISTORY OF LAWS PROTECTING WOMEN'S RIGHTS IN BRAZIL, dealing with the subject from the beginning of the first laws sanctioned to the current ones. Through a literature review, where legal aspects of the laws created to defend women's rights were addressed, the method used is a qualitative research since the information collected there will be of a descriptive nature, books, papers, scientific articles, published and online sites will be researched, in the last ten years. In this study, based on the Maria da Penha Law (2006) as a world reference, Cavalcante (2016), Mello (2016), among others, addressed the history of domestic violence against women, and the legislation to protect women that has emerged over the years in search of reducing such violence. However, the female identity and the right to life are protected by the Brazilian Federal Constitution of 1988. The monographic work revealed that women have had some social advancement, however, they have not completely equaled the male sex. Despite changes in current legislation, they still suffer domestic violence, femicide, and discrimination in the workplace, as they increasingly seek their space, simply because they are female. There has been an increase in the number of reports and punishments against those who practice domestic violence, but still, for fear of the aggressor's reaction, many cases go unreported. In Brazil, the research showed a notable evolution of laws in their favor. However, it is concluded that laws alone are not capable of ending this patriarchal culture; there is a need for oversight by the State and greater dissemination of laws in the media in order to try to deter aggressors from carrying out any violent act. Keywords: Domestic Violence. Femicide. Maria da Penha. SUMÁRIO 1. INTRODUÇÃO ................................................................................................... 13 2. O HISTÓRICO DA LEGISLAÇÃO DE PROTEÇÃO AO DIREITO DA MULHER PELO ESTADO BRASILEIRO .................................................................................. 15 3. AÇÕES PREVISTA EM LEI PARA EVITAR OS ABUSOS CONTRA OS DIREITOS DAS MULHERES .................................................................................... 20 4. AÇÕES EDUCATIVAS PROMOVIDA PELO ESTADO BRASILEIRO PARA EVITAR OS ABUSOS CONTRA OS DIREITOS DAS MULHERES. ........................ 25 5. CONSIDERAÇÕES FINAIS ............................................................................... 28 6. REFERÊNCIAS.................................................................................................. 29 13 1. INTRODUÇÃO Após a Segunda Guerra Mundial, a sociedade europeia encontrava-se arrasada, o cenário era de destruições e havia muitos danos causados em seus territórios, economia, cultura e populações. Em todo o mundo que de certo modo foi impactado com as grandes violações de Direitos Humanos cometidas pela guerra. Diante disso, diversas nações se uniram, incluindo o Brasil, e fundaram a Organização das Nações Unidas (ONU), em 1945, com a assinatura da Carta das Nações Unidas. A organização nasce com o objetivo de estabelecer a paz e a segurança mundial, servindo como um órgão mundial com o objetivo de solucionar os conflitos e divergências entre os países de maneira pacífica e diplomática. Nesse sentido, a ONU elaborou a Declaração Universal dos Direitos Humanos, em 1948, reconhecendo o caráter universal dos Direitos Humanos, em que todas as pessoas do mundo, sem exceção, devem ter direitos fundamentais garantidospara viver uma vida digna. Assim, nasce o Sistema Internacional de Proteção dos Direitos Humanos, sendo considerado um marco no direito internacional pela proteção da dignidade da pessoa humana na busca pela igualdade entre todos. Porém, apesar da amplitude dos Direitos Humanos, a comunidade internacional, principalmente por pressão de movimentos de mulheres no mundo, que possuíam vozes poderosas como Eleanor Roosevelt, foi primeira-dama dos Estados Unidos de 1933 a 1945, tomou consciência de que era preciso estabelecer direitos específicos para as mulheres. Na Declaração Universal, pouco é citado sobre questões envolvendo gênero e na primeira Conferência Mundial sobre a Mulher, realizada no México em 1975, foi discutido que não era possível nem justo tratar um grupo que historicamente foi oprimido e subjugado da mesma maneira que o grupo que sempre foi dominante e privilegiado. A crítica partia da ideia de que os direitos internacionais dos Direitos Humanos estabelecidos não conseguiam suprir de maneira adequada às necessidades das mulheres ao redor do mundo, que ainda sofriam com a desigualdade de gênero e discriminações. A consequência da discussão foi a promulgação da Convenção sobre a Eliminação de Todas as Formas de Discriminação contra a Mulher (CEDAW), em https://www.politize.com.br/segunda-guerra-mundial/ https://www.politize.com.br/onu-organizacao-das-nacoes-unidas/ https://www.politize.com.br/onu-organizacao-das-nacoes-unidas/ https://www.unicef.org/brazil/declaracao-universal-dos-direitos-humanos https://www.politize.com.br/equidade/blogpost/tratados-internacionais-de-direitos-humanos/ https://www.politize.com.br/equidade/blogpost/equidade-de-genero/ http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/decreto/2002/d4377.htm http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/decreto/2002/d4377.htm 14 1979, pela ONU. Esta Convenção é um marco na história dos direitos das mulheres, foi o primeiro tratado internacional responsável por determinar que os Estados membros da ONU devem tomar ações na promoção da igualdade de gênero e no combate às violações dos direitos das mulheres, com o objetivo de eliminar a discriminação e práticas que estejam baseadas na ideia da inferioridade de gênero ao redor do mundo. No problema da pesquisa foi realizada a seguinte abordagem: Como o Estado Democrático de Direito tem, ao longo dos anos e por meio de leis, atuado para garantir a proteção aos direitos das mulheres? O Objetivo Geral se propôs a analisar como o Estado Democrático de Direito Brasileiro tem combatido, através de edições de Leis, os abusos contra os direitos das mulheres. Quanto aos objetivos específicos a pesquisa buscou compreender o histórico da legislação de proteção ao direito da mulher; descrever as ações de educação promovida pelo Estado Democrático De Direito para evitar os abusos contra os direitos das mulheres e principalmente analisar o histórico das leis de proteção ao direito da mulher no Brasil. No que diz respeito à Metodologia utilizou-se a revisão de literatura, onde se abordou aspectos jurídicos sobre as leis criadas para defesa dos direitos das mulheres, o método utilizado é uma pesquisa qualitativa visto que as informações ali levantadas serão de natureza descritiva, serão pesquisados, livros, trabalhos, artigos científicos, publicados e sites online, nos últimos dez anos. https://www.politize.com.br/tratados-internacionais/ https://www.politize.com.br/estado-o-que-e/ https://www.politize.com.br/artigo-5/igualdade-de-genero/ https://www.politize.com.br/artigo-5/igualdade-de-genero/ https://www.politize.com.br/vamos-falar-sobre-genero/#:~:text=Toda%20informa%C3%A7%C3%A3o%20deve%20ser%20democratizada&text=Comunicadora%20do%20Embaixadores%20Politize! 15 2. O HISTÓRICO DA LEGISLAÇÃO DE PROTEÇÃO AO DIREITO DA MULHER PELO ESTADO BRASILEIRO O estado brasileiro anos atrás na década de 40, pós-guerra e assinatura da carta universal dos direitos humanos, tiveram mudanças radicais e uma delas foi a voz da mulher na contestação de mais direitos e liberdade igualitária. E certo que até um certo período a mulher sofreu muito a ausência destes direitos, de forma que ela tinha apenas que dedicar-se ao trabalho doméstico e costumeiros do dia-dia. A mulher esteve em um estado de dormência durante várias gerações, aceitando essa espécie de dependência e subordinação. A sua luta, inicialmente, foi esparsa, começando por pequenas revoltas a fim de expressar sua opinião sobre a situação e luta por seus direitos. Mas na sociedade atual, a mulher moderna possui plena consciência do seu potencial e seus direitos e passa a demonstrar grande interesse pela valorização e melhoria de seus direitos como cidadã, mãe e trabalhadora. (BARRETO,2017, online) O grande ponto de partida para ver de fato essas diferenças serem cobradas pelas mulheres, vão muito além do que o direito ao voto, mas, sim a inclusão no mercado de trabalho e independência financeira, na questão de igualdade entre os homens no surgimento da organização das nações unidas (ONU). Mais para que isso fosse consumado a mulher dispôs a lutar em movimentos feministas na revolução industrial nesse cenário. 2.2 VIOLÊNCIA DOMÉSTICA CONTRA A MULHER Não é de hoje que as mulheres sofrem agressões no âmbito doméstico. Trata-se e de um fenômeno antigo que vem tomando grande proporção ao longo da história, presente em todas as classes sociais e em todas as sociedades, das mais desenvolvidas às mais vulneráveis economicamente, além disso, como o feminicídio é, em sua maioria, a forma de crime mais comum existente no espaço doméstico, é importante abordar essa conduta cometida, por questões de gênero (quando envolve violência doméstica e familiar ou menos prezo e discriminação à condição de mulher), pelo próprio parceiro da vítima a fim de diminuir a incidência desse crime. Essa violência contra a mulher normalmente é cometida pelos cônjuges que, inconformados, não aceitam o término do relacionamento, e se aproveitam das 16 relações de confiança com as vítimas para perpetrarem tamanha crueldade. Nesse sentido, este estudo visa analisar a violência doméstica contra a mulher, a mulher sempre sofreu e continua sofrendo violência doméstica física, mental, patrimonial e até mesmo a mais selvagem das agressões, a capaz de ceifar a sua vida, o feminicídio, em razão de uma cultura machista, hierárquica e patriarcal que tem permanecido ao longo da história. Clarividente que, no decurso dos acontecimentos, as mulheres vêm ganhando destaque na legislação brasileira graças ao surgimento dos movimentos feministas. Com isso, é necessário abordar o feminismo e seu lugar no Direito. A violência contra a mulher ocorre desde os tempos mais primitivos, mas só, na Década de 70, foi possível visualizá-la graças aos movimentos feministas. As ações por parte das feministas e outras atividades sociais trouxeram à tona as atrocidades cometidas dentro dos lares. Antes do surgimento desse momento marcante no Brasil, as mulheres sequer tinham direitos resguardados pela legislação de forma igualitária ao homem. Ainda, nesse período, a legislação penal criminalizava as mulheres consideradas “desonestas” com punições severas como se elas fossem homens. Entretanto, no Código Civil era diferente, pois, se, por um lado, punia-se a mulher, por outro, a mulher tinha seus direitos civis restringidos, afinal eram consideradas frágeis e, por essa razão, precisavam de permanente tutela. O marido, considerado provedor do lar, podia castigar sua esposa e até mesmo matá-la quando acusada de adultério. Os papéis entre homens e mulheres eram devidamente definidos na sociedade patriarcal, ao longo do século XXIII e meados do século XIX, como preceitua Gilberto Freyre: Da mulher-esposa, quando vivoou ativo o marido, não se queira ouvir a voz na sala, entre conversas de homens, a não se pedindo vestido novo, cantando modinha, rezando pelos homens; quase nunca aconselhando ou sugerindo o que quer que fosse de menos doméstico, de menos gracioso, de menos gentil; quase nunca metendo-se e m assuntos de homem (FREYRE, 2002, p 819 apud MONTENEGRO, 2015, p. 33). O homem sempre se apresentava superior forte, sábio, provedor, era o dono de todas as decisões e a mulher deveria obedecê-lo sem questioná-lo, pois, era vista como um sexo frágil, sensível, doméstica, ou seja, era apenas um objeto. 17 Para Zaffaroni (1997, p.30 MONTENEGRO, 2015, p.35), “As mulheres estão super- representadas nas pesquisas de vitimização. Ninguém ignora que todo o sistema penal tem sua origem histórica num esforço para subordinar a mulher a inquisição. O poder punitivo é basicamente machista”. No período colonial de 1532 até os anos de 1822, o Brasil era coordenado pela Coroa de Portugal, que ditava as regras e costumes que deveriam ser seguidos pelos moradores da colônia. Dessa forma, todos regimes políticos, jurídicos, econômicos e religiosos de Portugal foram implantados no Brasil. Além disso, para que a vida em sociedade se desenvolvesse de forma mais igualitária e para que os crimes fossem punidos de forma padrão, as normas adotadas eram as Ordenações Afonsinas, Manuelinas e Filipinas. As regras Filipinas do século XVI ao XIX garantiam ao marido o direito de matar sua esposa caso a encontrasse em adultério. Além de poder matar sua esposa se houvesse suspeita de traição, a submissão da mulher naquela época era considerada natural. Os homens eram vistos como figuras de autoridade e exerciam poder sobre as mulheres, controlavam suas vidas e as limitavam ao âmbito doméstico. 2.3 A MULHER EO DIREITO TRABALHISTA BRASILEIRO Com a promulgação da constituição brasileira de 1988 a mulher brasileira deixa de ser apenas um símbolo de procriação e obediência ao marido e começa a escrever a sua nova história de vida, encerrando a vida oprimida nas décadas passadas, na legislação brasileira esse é o grande marco notório ao mundo moderno. A mulher sempre foi vista como uma dona do lar, o critério de diferenciação entre os sexos é muito grande. Antigamente, os homens as viam como objeto de posse. Ou seja, lugar de mulher é dentro de casa, fazendo seus a fazeres domésticos e não trabalhando fora ganhando a sua independência. Sendo assim, de que adiantava uma legislação que trazia que não devemos tratar com diferença as pessoas de sexo distinto, cores distintas ou classe social superior e inferior, por exemplo, se ninguém agia dessa forma. E, como não havia uma punição, continuava com esses clichês. Por muitos anos, as mulheres continuaram a ser tratadas de modo inferior. Até que pouco a pouco, legislação após legislação, elas vieram conquistando o seu devido 18 lugar. Cada momento que sessava, ela adquiria um conhecimento maior. Conforme as Constituições se alteravam, os seus direitos cresciam. Grandes exemplos disso são as jornadas de trabalho e salários. Mulheres e homens possuindo direitos iguais. Tratando de forma igual. Os adicionais também foram regulamentados da mesma forma. Cargos que hoje em dia muito defendem o protótipo de que é apenas para o sexo masculino, são ocupados por mulheres. A chefia e gerência é o maior exemplo disso. Entretanto, a partir da igualdade entre os serviços, acabaram-se e criando as exceções. Trabalhos mais pesados, com excesso nível de prejuízo a saúde das mulheres acabaram provocando uma legislação mais específica para elas, ou seja, devem tomar cuidados mais extremos e precisavam que a legislação a protegesse nesse período. Proteção que não cabe apenas para a mãe, mais principalmente para o filho. Pensando nisso, criaram a licença maternidade. A criança quando está no ventre de sua mãe, no caso em questão da empregada, necessita de cuidados especiais. Não apenas quando foi gerada, mas também logo após o seu nascimento. A amamentação é uma das coisas mais importantes para um bebê. Pensando nisso, a legislação alimentou seu conteúdo, dando um limite de idade para que a empregada após o parto descanse por um tempo determinado e amamente seu filho. Esse cuidado não foi criado apenas para os filhos que nascem do ventre das mulheres, incluindo-se aqueles que foram adotados. Ato esse que foi muito criticado, mesmo que tenha sido realizado para que a adoção aumentasse no país. Com tanta proteção, muitos homens passaram a perder aquele sentimento de superioridade, visto que a independência feminina cresce a cada dia. Por isso, acabava descontando esse sentimento nelas, tratando de formas bruscas, intimidando-as, denegrindo a sua imagem, ou seja, é daí que surgem o assédio no ambiente de trabalho. Homens tiravam vantagens de estarem em cargos superiores para que obtivessem algum tipo de benefício delas, seja moral, psicológico ou sexual. Esse último é o principal deles e o mais comum. Passavam dos preceitos éticos e acabavam por menosprezadas. Sendo assim, o presente trabalho buscou realizar uma linha histórica desde o primeiro direito conquistado até os mais recentes das mulheres. 19 A discriminação do trabalho entre homens e mulheres infelizmente ainda existe, porém, a legislação busca diminuir, faz com que ambos tenham seus direitos protegidos. 20 3. AÇÕES PREVISTA EM LEI PARA EVITAR OS ABUSOS CONTRA OS DIREITOS DAS MULHERES A constituição Federal de 1988 estabeleceu em seu texto legal os direitos e garantias fundamentais ao homem. O direito à vida é um princípio basilar de todos os direitos infraconstitucionais existente no Ordenamento Jurídico, pois é do direito à vida que se estabelece direitos à liberdade, integridade física, moral e a igualdade entre homens e mulheres. Para Hungria e Heleno (1979, v.5 p.15), “o direito à vida é o direito de não ter interrompido o processo vital, senão pela morte espontânea e inevitável”. Este capítulo examina as medidas e instrumentos estabelecidos pela legislação brasileira, com base nas fontes consultadas, para evitar e enfrentar abusos contra os direitos das mulheres. A salvaguarda dos direitos fundamentais e a mitigação de abusos constituem fundamentos de um Estado Democrático de Direito, onde o acesso à justiça e os instrumentos de proteção são cruciais para assegurar a efetividade desses direitos. Não obstante, além das garantias fundamentais trazidas pela Carta Magna, o código penal, também, criou mecanismos como o Juizado Especial Criminal para garantir proteção à mulher, em se tratando do maior bem jurídico tutelado pelo Direito brasileiro, à vida. Evidências disponíveis destacam um conjunto de ações e normas legais destinadas à proteção de direitos e à prevenção de abusos. A Lei nº 11.340, é um exemplo importante, pois estabelece um sistema integrado para enfrentar a violência doméstica e familiar contra a mulher. Esse sistema inclui desde o atendimento inicial e a intervenção policial até a criação de juizados especializados, a atuação do Ministério Público, medidas de proteção às vítimas e iniciativas de prevenção e reabilitação. Além disso, as garantias constitucionais referentes ao acesso à justiça, o direito de fazer petições e as proteções aos direitos da personalidade oferecem uma base legal sólida. Os órgãos de supervisão do Poder Judiciário e do Ministério Público asseguram o controle interno dessas instituições, enquanto os mecanismos estabelecidos por convenções internacionais disponibilizam alternativas para petições e monitoramento do cumprimento das responsabilidades do Estado. Essasações e estruturas, embora com objetivos variados, convergem para a meta comum de evitar 21 violações ou ameaças aos direitos, incluindo os das mulheres, além de assegurar a responsabilização em casos de abuso. 3.1 ESTRUTURA LEGAL E DELIMITAÇÕES Em essência, a legislação garante que qualquer pessoa possa recorrer ao Poder Judiciário quando seus direitos estiverem sendo agredidos ou ameaçados. Essa proteção é garantida a todos, sem a exigência de pagamento de taxas, e inclui o direito de solicitar ações aos órgãos públicos em defesa de seus direitos ou para contestar ilegalidades e abusos de autoridade, além da obtenção de certidões em órgãos públicos para salvaguardar direitos e esclarecer questões de interesse pessoal. No contexto da violência dirigida às mulheres, a Lei nº 11.340 caracteriza a violência doméstica e familiar como qualquer ato ou omissão que, fundamentada na questão de gênero, resulte em morte, ferimentos, dor física, sexual ou psicológica, além de danos morais ou materiais. Essa definição inclui o ambiente do lar, as relações familiares e qualquer vínculo afetivo íntimo, mesmo que não haja convivência. O objetivo da proteção legal é combater os estereótipos que sustentam ou intensificam a violência doméstica e familiar. Além das proteções internacionais, o Brasil ratificou tratados globais relacionados aos direitos humanos, incluindo a Convenção Americana sobre Direitos Humanos, que assegura direitos processuais como a presunção de inocência e o direito à defesa. O país também se comprometeu com convenções voltadas para acabar com a discriminação e a violência contra as mulheres. Uma dessas convenções cria um Comitê responsável por avaliar o avanço na implementação da Convenção para a Eliminação da Discriminação. 3.2 PROTEÇÕES LEGAIS E INSTITUCIONAIS Atendimento Especializado: É direito da mulher em situação de violência doméstica e familiar o atendimento policial e pericial especializado, ininterrupto e prestado por servidores – preferencialmente do sexo feminino – previamente 22 capacitados. O inquérito a mulheres ou testemunhas de violência doméstica, em crimes contra a mulher, obedecerá às diretrizes específicas. Ação Policial Imediata: Na hipótese de iminência ou de prática de violência doméstica e familiar contra uma mulher, a autoridade policial que tomar conhecimento da ocorrência adotará, de imediato, as providências legais cabíveis. Isso se aplica também ao cumprimento de medidas protetivas de urgência contra feridas. Criação de Juizados Especializados: Juizados de Violência Doméstica e Familiar contra a Mulher, órgãos de Justiça Ordinária com competência cível e criminal, poderão ser criados pela União, no Distrito Federal e nos Territórios, e pelos Estados, para o processo, o julgamento e a execução das causas decorrentes da prática de violência doméstica e familiar contra a mulher. Ações de Prevenção e Reabilitação: A União, os Estados, o Distrito Federal e os Municípios poderão criar e promover campanhas educativas de prevenção, difusão da lei e instrumentos de proteção aos direitos humanos das mulheres, bem como centros de educação e de reabilitação para os agressores.... Eles também promoverão a adaptação de seus órgãos e programas às diretrizes e princípios da lei. 3.3 A IMPORTÂNCIA DA LEI DO FEMINICÍDIO (LEI Nº13.104/15) As políticas públicas objetivam o atendimento, prevenção e proteção da população no ordenamento jurídico brasileiro a existência da Lei Maria da Penha representou um grande avanço na proteção contra os abusos perpetrados contra as mulheres, contudo a sua eficiência na punição deles apresentou-se como Insuficiente e que em alguma linha não punia diretamente o agressor quando da morte da vítima mulher (NUNES, 2018, p.8). É dever do Estado zelar pela integridade física e punição contra os crimes de ódio, gênero, entre outros que atentem contra os direitos humanos, e esses direitos muito menos correspondem de forma direta às suas a atribuições, e muito menos num 23 país onde as raízes culturais são vincadas pela escravatura, machismo, sexíssimos e comportamentos socioculturais patriarcais. O exposto Nunes (2018, p.8) afirma. Proteger as mulheres com uma lei é o mínimo que o Estado pode fazer para garantir a dignidade de quem, por tantos anos, vem sofrendo com a imposição retrógrada de que mulher foi feita para ser um objeto nas mãos de homens possessivos. Impor uma penalidade mais rígida não desiguala os direitos entre os dois gêneros, apenas protege os direitos dos iguais na mesma medida de sua desigualdade (NUNES, 2018, p.8). Entende-se que através da pesquisa efetuada e pelos números de agressões domésticas e crimes letais contra a mulher que o mérito da lei do feminicídio é imensurável, não só pelo fato que punir de forma severa a morte por gênero, mas também pelo lado preventivo e educacional que esta promove, sendo que o mais importante do que tudo isso é a ação do estado na proteção das mulheres, o que se entende é o mínimo que pode fazer. Medidas protetivas como forma de evitar o feminicídio no tocante às conquistas legislativas alcançadas nos últimos 30 anos, pode -se dizer que, ainda existe certa apreensão quando do assunto é violência doméstica, o medo de vítimas em que, casos denunciados permaneçam impunes, contudo, nesse contexto um grande passo do legislador para combater a violência contra as mulheres Se deu com a edição da Lei nº 11.340/2006 – a Lei Maria da Penha, com a implantação de medidas protetivas de apoio à mulher, ajudou na percepção de mudança da cultura patriarcal, esse medo vem gradativamente diminuindo quando o assunto é denunciar, quando se tem um arcabouço jurídico que atentem a essas mudanças. Tais medidas protetivas visam coibir e prevenir a violência doméstica e familiar contra a mulher, propiciando os meios necessários, através de decisão judicial, que determinam que o homem agressor se afaste da mulher, para que ela possa viver sem violência física, psicológica, sexual, moral ou patrimonial, cumprindo um papel fundamental, garantindo a essa mulher a dignidade de e meios para que ela não se sinta ameaçada ou não possa a exercer o seu papel na sociedade. 24 Expressas no art. 19 da lei em tela, nos permitem que as medidas protetivas sejam deferidas a requerimento do Ministério Público ou a pedido da ofendida, e constatadas as práticas de violência, o juiz poderá aplicar algumas medidas no rol do artigo 22 da lei. Caso o agressor venha a descumprir a decisão judicial referentes as medidas Protetivas de urgência em seu artigo 24-A, que foram incluídos pela Lei nº 13.641, de 2018 dispõe: Art. 24-A Descumprir decisão judicial que defere medidas protetivas de urgência previstas nesta Lei: Pena – detenção, de 3 (três) meses a 2 (dois) anos. § 1º A configuração do crime independe da competência civil ou criminal do juiz que deferiu as medidas. § 2º Na hipótese de prisão em flagrante, apenas a autoridade judicial poderá conceder fiança. § 3º O disposto neste artigo não exclui a aplicação de outras sanções cabíveis. A lei Maria da Penha é um microssistema de proteção integral autônomo, que se sobrepõe a outras regras, e não diz respeito somente às mulheres em situação de violência doméstica e familiar, mas visa, com a garantia de direitos, prevenir que a violência doméstica e familiar aconteça. (VERAS, 2018, p.111). Nesse contexto sabemos que a Lei Maria da Penha constitui um amparo essencial no combate a violência e que toda e qualquer forma de violência contra a mulher deve ser imediatamente comunicada às autoridades competentes como forma de prevenir o feminicídio e preservar a integridade física e mental da vítima. 25 4. AÇÕES EDUCATIVASPROMOVIDA PELO ESTADO BRASILEIRO PARA EVITAR OS ABUSOS CONTRA OS DIREITOS DAS MULHERES. O objetivo a ser perseguido é que a mulher não seja vista como ser de segunda categoria, nem como cidadã de segunda categoria. O que se almeja não é apenas mais mulheres neste ou naquele espaço, mas igualdade de oportunidades, de condições, equilíbrio entre os sexos em todas as esferas e responsabilidades da vida. O que se pretende é que a mulher tenha o direito de querer ser e de conseguir ser o que desejar, sem exclusão, sem preferência, sem limitação ou restrição baseados em seu sexo, sem estereótipos ou rótulos. O governo brasileiro, ao cumprir suas obrigações e buscando a proteção total dos direitos humanos, especialmente na prevenção de violações aos direitos das mulheres, institui e incentiva diversas iniciativas educativas. A atuação dos órgãos públicos, em conjunto com as famílias e a sociedade, tem o intuito de estabelecer condições que possibilitem o exercício real desses direitos e proteger as mulheres de qualquer tipo de descaso, discriminação, exploração, violência, crueldade e opressão dentro das relações familiares e domésticas. A interpretação das leis aplicáveis deve levar em conta os objetivos sociais a que se destinam, assim como as circunstâncias específicas das mulheres que enfrentam a violência doméstica e familiar. Entre as ações destinadas ao enfrentamento da violência contra a mulher em contextos familiares e domésticos, destacam-se de forma clara as iniciativas voltadas para a educação: 4.2 CAMPANHAS DE CONSCIENTIZAÇÃO PREVENTIVAS O governo deve realizar e promover campanhas de conscientização com foco na prevenção da violência contra a mulher no lar e na família. Essas iniciativas são direcionadas tanto para estudantes quanto para a comunidade em geral. Além disso, essas campanhas têm como propósito divulgar a Lei Maria da Penha e os mecanismos de proteção dos direitos humanos das mulheres. Para esse tipo de ação geralmente se tem a participação de vários órgãos governamentais e sociedade civil. 26 4.3 INICIATIVAS EDUCACIONAIS A promoção de programas educacionais que disseminem valores éticos é prevista, com foco na total valorização da dignidade humana, incorporando a perspectiva de gênero e de raça ou etnia. 4.4 INCLUSÃO NOS CURRÍCULOS A legislação em vigor exige que os currículos escolares, em todos os níveis, incluam conteúdos relacionados aos direitos humanos, equidade de gênero e de raça ou etnia, além da questão da violência doméstica e familiar contra a mulher. Essa ação visa incorporar o tema à formação dos alunos, desde a educação básica até a educação superior. 4.5 CENTROS DE EDUCAÇÃO E REABILITAÇÃO PARA AGRESSÕES Dentro de suas competências, a União, o Distrito Federal, os Estados e os Municípios podem estabelecer e promover centros especializados para a educação e reabilitação dos agressores. Essas iniciativas educacionais específicas estão em sintonia com a responsabilidade mais ampla do governo de fomentar a educação, que é um direito de todos e uma obrigação do Estado e da família, com apoio da sociedade. A educação é essencial para o desenvolvimento integral do indivíduo, seu preparo para a cidadania e sua capacitação para o mercado de trabalho. O plano nacional de educação, criado por meio de legislação, organiza o sistema educacional do país para estabelecer diretrizes, metas, objetivos e estratégias de execução, além de promover alterações na preservação e evolução do ensino. A elevação da qualidade da educação é uma das metas a ser alcançada. Por exemplo, o ensino da História do Brasil deve considerar as influências de diferentes culturas e etnias que contribuíram para a formação da população brasileira. Adicionalmente, medidas protetivas dentro do contexto de violência doméstica e familiar podem abarcar o setor educacional. O juiz pode, como uma ação protetiva emergencial, ordenar a matrícula dos dependentes da vítima na escola básica mais próxima de sua residência, ou sua transferência para essa instituição, 27 independentemente da disponibilidade de vagas. A mulher que vive em uma situação de violência doméstica e familiar tem prioridade nesse processo de matrícula ou transferência, mediante a apresentação de documentos que comprovem o registro da ocorrência policial ou o andamento do processo. Os serviços de educação públicos podem ser solicitados pelo juiz para oferecer suporte à mulher que está enfrentando a violência doméstica e familiar. Equipes multidisciplinares que prestam suporte a juízes e varas com competência em casos de violência doméstica e familiar também têm um papel significativo na prevenção e orientação. Essas equipes realizam atividades de aconselhamento, encaminhamento, prevenção e outras intervenções externas para as vítimas, os agressores e suas famílias, com foco especial em crianças e adolescentes. Em relação aos princípios e diretrizes legais, a União, os Estados, o Distrito Federal e os Municípios devem adaptar seus órgãos e programas para cumprir as exigências da legislação de combate à violência contra a mulher. A responsabilidade do Estado em assegurar os direitos de crianças e adolescentes inclui garantir educação e proteção contra violência e discriminação. Portanto, as iniciativas educacionais implementadas pelo governo brasileiro para prevenir abusos contra os direitos das mulheres incluem desde campanhas de conscientização e mudanças curriculares até programas de reabilitação para agressores e medidas protetivas específicas nas escolas, refletindo um compromisso legal em várias áreas da administração pública. 28 5. CONSIDERAÇÕES FINAIS Este estudo abordou na introdução aspectos históricos das leis, de violência doméstica no âmbito familiar, ao longo dos anos, destacando as medidas de proteção à mulher nesse ambiente em busca de uma igualdade de direitos e obrigações entre os sexos e as conquistas legislativas alcançadas por elas, mas tendo ainda que se sujeitar, superar e combater diferentes tipos de agressões. Constata-se que, desde o Brasil Colonial, época em que o sexo feminino era apenas sinônimo de “propriedade do homem” e esposa, responsável por tarefas extremamente femininas e submetidas às ordens de seus maridos, na maioria das vezes, sem direito a exercer a sua cidadania, a mulher vem lutando por direitos igualitários aos do sexo masculino. Tais direitos só foram legalmente reconhecidos com o surgimento de leis e diretrizes que começaram a pra isonomia entre homens e mulheres, no século XVIII, ampliados com a constituição de 1988 e demais leis, nas quais as mulheres conquistaram diversos direitos, citando a igualdade entre homens e mulheres trazidas pela carta magna, importantes conquistas que proporcionaram a ela exercer, de forma mais tranquila, o seu papel em sociedade. Contudo, apesar de relevantes conquistas alcançadas pela mulher no âmbito social, legislativo e familiar, depara-se ainda, com situações de violência doméstica, as quais mantêm as velhas dicotomias de gênero, permitindo concluir que as mulheres não são cidadãs de pleno direito nem mesmo em sociedade democrática, sendo tratada como um sexo inferior e, às vezes, menosprezando-se a sua capacidade. E, ainda, é nesse ambiente doméstico que acontecem à maioria das mortes, segundo a monografia aqui apresentada. Esse homicídio contra a mulher pode ser praticado por qualquer pessoa desde que esteja no âmbito doméstico e o motivo do crime seja por razões da condição de gênero, mas comumente é praticado pelo próprio companheiro da vítima. As legislações atuais, por suas mudanças e renovações, determinam puniçõesaqueles que cometem o feminicídio, no intuito de proteger e fortalecer a mulher contratais agressões, fato que colaborou para o aumento de denúncias e punições contra os praticantes de violência doméstica, seja ela física ou moral. Mas, na contramão dessa realidade, existem aquelas mulheres que ainda convivem com o medo da reação do agressor ao faze a denúncia na Delegacia da Mulher e, assim, muitos casos ficam sem registro. 29 6. REFERÊNCIAS BRASIL. Constituição da República Federativa do Brasil de 1988. Diário Oficial [da] União, Brasília, 5 out. 1988. Disponível em: https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/constituicao/constituicao.htm. Acesso em 22 mai. 2025 BRASIL. Decreto Lei n. 11340, de 7 de agosto de 2006. Cria mecanismos para coibir a violência doméstica e familiar contra a mulher, nos termos do § 8º do art. 226 da Constituição Federal, da Convenção sobre a Eliminação de Todas as Formas de Discriminação contra as Mulheres e da Convenção Interamericana para Prevenir, Punir e Erradicar a Violência contra a Mulher; dispõe sobre a criação dos Juizados de Violência Doméstica e Familiar contra a Mulher; altera o Código de Processo Penal, o Código Penal e a Lei de Execução Penal; e dá outras providências. Disponível em: https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_ato2004-2006/2006/lei/l11340.htm. Acesso em 22 mai. 2025 CAVALCANTE, Márcio André Lopes. Comentário ao Tipo penal do Feminicídio. Disponível em: . Acesso em 22 mai. 2025 CONVENÇÃO SOBRE A ELIMINAÇÃO DE TODAS AS FORMAS DE DISCRIMINAÇÃO CONTRA A MULHER (CEDAW), EM 1979, PELA ONU. Disponível em: https://www.un.org/womenwatch/daw/cedaw/committee.htm. Acesso em 22 mai. 2025 HISTÓRIA DA LEI MARIA DA PENHA. Disponível em: https://www.fundobrasil.org.br/blog/lei-maria-da-penha-historia-e-fatos- principais/?gclid=CjwKCAjwv-2pBhB-EiwAtsQZFCwhgcXU3MYn21hhP- cH8OsgJlESSKmmjBshfKH7XXTYjqm7E2t_MRoC5ykQAvD_BwE. Acesso em 22 mai. 2025 MONTENEGRO, Marília. Lei Maria da Penha: uma análise criminológica- crítica. Rio de Janeiro: Revan, 2015. Acesso em 22 mai. 2025 ONU - Organização das Nações Unidas. Declaração Universal dos Direitos Humanos da ONU. Disponível em: https://brasil.un.org/pt-br/91601-declara%C3%A7%C3%A3o- universal-dos-direitos-humanos. Acesso em 22 mai. 2025 ORGANIZAÇÃO DAS NAÇÕES UNIDAS. Disponível em: http://www.onumulheres.org.br/planeta5050-2030/conferencias. Acesso em 22 mai. 2025 https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/constituicao/constituicao.htm https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_ato2004-2006/2006/lei/l11340.htm http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/decreto/2002/d4377.htm http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/decreto/2002/d4377.htm https://www.un.org/womenwatch/daw/cedaw/committee.htm https://www.fundobrasil.org.br/blog/lei-maria-da-penha-historia-e-fatos-principais/?gclid=CjwKCAjwv-2pBhB-EiwAtsQZFCwhgcXU3MYn21hhP-cH8OsgJlESSKmmjBshfKH7XXTYjqm7E2t_MRoC5ykQAvD_BwE https://www.fundobrasil.org.br/blog/lei-maria-da-penha-historia-e-fatos-principais/?gclid=CjwKCAjwv-2pBhB-EiwAtsQZFCwhgcXU3MYn21hhP-cH8OsgJlESSKmmjBshfKH7XXTYjqm7E2t_MRoC5ykQAvD_BwE https://www.fundobrasil.org.br/blog/lei-maria-da-penha-historia-e-fatos-principais/?gclid=CjwKCAjwv-2pBhB-EiwAtsQZFCwhgcXU3MYn21hhP-cH8OsgJlESSKmmjBshfKH7XXTYjqm7E2t_MRoC5ykQAvD_BwE https://brasil.un.org/pt-br/91601-declara%C3%A7%C3%A3o-universal-dos-direitos-humanos https://brasil.un.org/pt-br/91601-declara%C3%A7%C3%A3o-universal-dos-direitos-humanos https://www.nescon.medicina.ufmg.br/biblioteca/pesquisa/simples/ORGANIZA%C3%87%C3%83O%20DAS%20NA%C3%87%C3%95ES%20UNIDAS/1010 http://www.onumulheres.org.br/planeta5050-2030/conferencias 30 OS DIREITOS DAS MULHERES NO BRASIL. Disponível em: https://www.politize.com.br/equidade/blogpost/direitos-das-mulheres-no-brasil. Acesso em 22 mai. 2025 https://www.politize.com.br/equidade/blogpost/direitos-das-mulheres-no-brasil 1. INTRODUÇÃO 2. o histórico da legislação de proteção ao direito da mulher pelo estado brasileiro 3. ações prevista em lei para evitar os abusos contra os direitos das mulheres 4. ações educativas promovida pelo Estado brasileiro para evitar os abusos contra os direitos das mulheres. 5. CONSIDERAÇÕES FINAIS 6. REFERÊNCIAS