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ELTON LIMA - 5° PERÍODO DE 
ODONTOLOGIA, UFAL 
 
 
 
 
1ª AULA (28/01/2025): Clínica I - Dentística 
I. Adequação do meio bucal; II. Remoção da dentina cariada e III. Proteção do complexo dentinopulpar 
↻ Essas aulas se tratam de ligeiras repetições de disciplinas já vistas como Materiais Dentários, Dentística de laboratório, 
Cariologia e Histologia. Serão agregadas bastante informações que já foram vistas ao longo do curso. 
 
I. ADEQUAÇÃO DO MEIO BUCAL 
 
CONCEITO: Conjunto de medidas que visam o controle dos fatores causais da doença cárie e deve ser dividida com 
uma fase inicial, intermediária e de recuperação da cavidade bucal em condições de saúde e condição de saúde estética, 
no caso de normalidade. 
→ Essas medidas seriam de recuperação do meu direito biológico perdido, ou seja, 
se a gente tem uma situação de desbiose (desequilíbrio), precisamos ter técnicas para 
retornar ao equilíbrio do meio bucal. E esses “fatores causais da doença cárie”, 
podem causar não só a doença cárie, mas também a doença periodontal. 
FONTE: Conceição, E. N. Dentística: Saúde e Estética. 3. ed. ampl. e rev. São Paulo: Quintessence, 2018. 
❃ Necessário que diminua a dieta cariogênica; (Paciente chega em nossa 
cadeira com lesões de cárie, sejam elas cavitadas ou não cavitadas. Portanto, 
devemos ver formas para diminuir a microbiota cariogênica .) 
❃ Eliminar nichos retentivos; 
❃ Remoção de dentes condenados; 
❃ Excesso de restaurações ou restaurações com sobrecontornos; 
❃ Tratamentos endodônticos; 
❃ Fechamento de cavidades; 
❃ Controle do biofilme e da doença periodontal. 
↑ Fazendo tudo isso estamos reestabelecendo a normalidade do paciente a normalidade do paciente. Portanto, readequando o meio 
bucal dele. Às vezes, paciente chega à sua cadeira com diversas lesões abertas, é necessário que a gente adeque o meio, restaure 
essas cavidades ou remova uma doença periodontal pré-instalada. 
 
FASES DE ADEQUAÇÃO DO MEIO BUCAL 
 
1. Controle da placa bacteriana por meios químicos e mecânicos - (é interessante quando a gente tem todas essas fases 
unidas, como por exemplo, um atendimento em periodontia e em seguida dentística, com isso a gente tem a integralidade das fases. 
Em nossa clínica é separado, então de fato, há uma quebra dessas fases. Paciente vai primeiro a uma clínica de periodontia, ele é 
adequado com o dentista periodontal e em seguida ele vai para clínica de dentística .) 
 
2. Profilaxia - (seja ela para o controle da superfície dental ou seja do ponto de vista diagnóstico): 
▹Modulação do paciente e instrução de higiene oral; 
▹Raspagem periodontal; 
▹Alisamento e polimento coronoradicular; 
▹Adequação da saúde periodontal do paciente; 
▹Visualização das superfícies; 
▹Preenchimento adequado do odontograma; 
▹Acesso a possíveis lesões de caries cavitadas; 
▹Aconselhamento dietético. 
 
↑ Tudo isso através da PROFILAXIA. Assim como o aconselhamento dietético, o paciente tem diversas lesões de cárie. De onde 
isso está vindo??? Será que não é frequência do consumo de alimentos cariogênicos? Então, temos de fazer essas investigações. 
 
ELTON LIMA - 5° PERÍODO DE 
ODONTOLOGIA, UFAL 
 
 
 
 
❃ Paciente tem uma lesão de cárie. O que está gerando? Sabemos que a cárie se forma a partir da presença de biofilme bacteriano 
já associado/aderido à superfície dental, nutrido por carboidratos fermentados. E ainda, ligado a isso, nós temos uma disponibilidade 
baixa de flúor. Sendo assim, uma resistência baixa a esses desafios cariogênicos. 
 
3. Selamento das cavidades ativas cavitadas: 
▹Impedir a progressão do metabolismo das bactérias cariogênicas; 
▹Diminuir a qualidade e quantidade bacteriana presente; 
▹Remoção parcial da dentina cariada; 
▹Restaurações provisórias com CIV 
 
❃ Se por exemplo, meu paciente tem muitas cavidades abertas, num primeiro momento é interessante que eu sele todas essas 
cavidades com CIV. Por quê? Porque estou adequando o meio bucal do meu paciente. Não estou com aquela mentalidade de 
restaurar só com resina composta, e as outras cavidades abertas? Certamente não teremos em tempo hábil de, numa primeira sessão 
fechar todas as cavidades do paciente. Mas ter essa mentalidade: ⚠️ Evitar que meu paciente saia do meu consultório com lesões 
de cárie abertas e ativas ⚠️. 
 
❃ O tópico “Remoção parcial da dentina cariada” veremos a seguir e discutiremos muito sobre isso. Quanto a “Diminuir a 
qualidade e quantidade bacteriana presente” significa que, dentro da cavidade, dentro de uma lesão de cárie radicada, a gente tem 
uma quantidade significativa de bactérias (em técnicas de remoção de dentina cariada parcial veremos melhor como diminuir essa 
qualidade e quantidade bacteriana). 
 
❃ A gente pode, por exemplo, nesses selamentos de lesões que não são cavitadas, que são oclusais – está ali só o sulco pigmentado 
ou atingindo o esmalte, ou até mesmo no terço externo da dentina. Podemos pensar nesses casos em SELANTES RESINOSOS ou 
CIV. *Mas o que mais usamos na clínica é selante resinoso, que é utilizado na face oclusal ou em pacientes com alto risco de cárie, 
mas não é necessário em um paciente que tem uma baixa atividade de cárie. Como por exemplo, indivíduo chega ao seu consultório 
sem nenhuma cárie, só com sulcos pigmentados... você irá selar esses sulcos?? Não é necessário. No entanto, se o paciente possuir 
diversas lesões de cárie, do ponto de vista preventivo é preciso SELAR. 
 
▲ Selantes Resinosos: 
Uso consciente; Irrigação adequada; compatível com a situação do paciente. 
→ [Exibiu imagens] pequenos selamentos, conseguimos selar muito bem essas fissuras evitando progressão que chegue à lesão de 
cárie. 
Podemos usar também CIV – cimento de ionômero de vidro, que é material de proteção do complexo dentino-pulpar. 
Mas se formos dizer o material de proteção que é mais eficiente comparado com outros, certamente é o CIV. Pois ele tem adesiv idade 
às estruturas denta is (tudo bem que essa adesividade é “mais fraca” que uma resina composta), mas nós temos cimentos de ionômero 
de vidro modificados por resina que apresentam sim uma boa adesividade à estrutura dental. 
Características do CIV – Eles são ✓ BIOCOMPATÍVEIS; ✓FONTES DE ÍON FLÚOR (ou seja, gera potencial remineralizador) 
✓ COEFICIENTE DE EXPANSÃO TÉRMICA LINEAR COMPATÍVEL À ESTRUTURA DENTAL (+ especificamente ao 
da dentina); ✓ ISOLANTE TÉRMICO; ✓ QUIMICAMENTE ATIVADO OU FOTOATIVADO. 
 
4. Uso de fluoretos: 
▹Uso de acordo com a necessidade; 
▹Gel/Verniz ou enxaguante fluoretado; 
▹Paralisação do desenvolvimento de uma lesão de cárie; 
▹Promover remineralização. 
 
→ Hoje, existem dentifrícios com uma efetividade bastante similar à organização do flúor. Justamente pensando nessa população 
que são mais resistentes à fluoretação. 
 
 
ELTON LIMA - 5° PERÍODO DE 
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PROTOCOLO CLÍNICO (para pacientes com alto risco): 
 
✓ Exterminar a dor; *eliminar sintomatologia dolorosa 
✓ Paralisação e diminuição da atividade da doença; *seja ela periodontal ou cariogênica 
✓ Diminuir o grau de infecção; 
✓ Reduzir a possibilidade de recidiva da lesão; 
✓ Impedir a progressão da lesão já existente; 
✓ Facilitar a higiene oral do paciente; 
✓ Favorecer a autoestima do paciente; 
✓ Correção da estética. 
✓ Educação; 
✓ Motivação; 
✓ Terapia periodontal básica; 
✓ Realização de exodontias; 
✓ Tratamento endodôntico; 
✓ Controle do biofilme; 
✓ Fechamento de lesão com CIV; 
✓ Tratamentos restauradores que causem a preservação 
 
PERGUNTA: Quando a adequação do meio bucal é realizada fora do ambiente clínico, ou seja, em locais que fogem do 
tratamento odontológico convencional por meio de restaura ções em dentes cariados com CIV de alta viscosidade visando 
diminuir a progressão da doença cárie e consequentemente tratamentos endodônticos, além de caracterizar-se como 
estratégia de saúde pública, a que técnica restauradorase relaciona? 
↪ ART – TRATAMENTO RESTAURADOR ATRAUMÁTICO. 
 
✍ ATUAÇÃO DA DENTÍSTICA NA CARIOLOGIA – hoje em dia temos a filosofia que a dentística é minimamente 
invasiva, diferentemente de antigamente, onde tínhamos “extensão para proteção”. Acreditava-se que a doença cárie era 
infectocontagiosa, ou seja, se beijasse uma pessoa que tivesse cárie, estaria pegando cárie, se uma mãe que tivesse cárie 
e beijasse o filho, ele pegaria cárie. Essa mentalidade e filosofia estão ultrapassadas. 
 
❃ Caso clínico: alta atividade cárie, diversas lesões de mancha branca ativa, lesões de cárie. O que fazer? Remover todo tecido 
cariado. Mas com qual instrumental? Broca Carbide esférica em baixa rotação para remover todo tecido cariado, cureta de dentina. 
E faço a restauração com CIV e isolamento absoluto. Depois, vou fazendo minha restauração com resina composta . Mas 
inicialmente: faço a adequação do meio bucal. 
 
EM RESUMO: É de suma importância realizar a adequação do meio bucal, controle da dieta e motivação 
do paciente com sua higienização bucal antes de realizar procedimentos restauradores. Apesar da melhora 
das propriedades físico-química dos materiais restauradores e dos sistemas adesivos, o êxito no 
reestabelecimento da função e da estética só é possível quando realizado o controle efetivo em toda a cadeia 
do procedimento restaurador. 
 
 
 
 
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II. REMOÇÃO DA DENTINA CARIADA 
 
CONCEITO (doença cárie) - partindo do princípio: DOENÇA: é definida como um distúrbio das funções de um órgão, 
(em nosso caso, o dente), na psique, ou no organismo como um todo, que causa dor, disfunção, desconforto ou problema 
psicossocial ou morte. ⤷ Ao atrelar isso à doença cárie, nós temos uma doença biofilme-açúcar-dependente. Ou seja, é 
uma doença que está dependente da presença de um biofilme e da nutrição de açúcar. Biofilme: comunidade de 
microrganismos (estreptococos e lactobacilos) em uma matriz extracelular. Açúcar: exposição a carboidratos 
fermentáveis, alteração da estrutura e incorporação de microrganismos e, consequente metabolização desse açúcar 
gerando uma queda pH, conhecida como DESMINERALIZAÇÃO. 
CONCEITO DE DOENÇA CÁRIE DE ACORDO COM A OMS: Doença crônica, mutiladora, de alta prevalência 
na população. Principal responsável pela dor e perda de dentes ao longo da história . 
CONCEITO DE DOENÇA CÁRIE DE ACORDO COM PEREIRA et. al. 2014: Doença multifatorial, modulada 
pelos comportamentos individuais os quais resultam em perda mineral, localizada no tecido dentário (ou seja, 
desmineralização), causada por um ácido orgânico proveniente da fermentação de carboidratos e da dieta por um 
microbiota específica. 
↑ TODOS ESSES CONCEITOS SÃO BASICAMENTE A MESMA COISA E RESUMIMOS EM “DOENÇA BIOFILME-
AÇÚCAR-DEPENDENTE”. 
❃ É fundamental saber diferenciar os conceitos DOENÇA CÁRIE e LESÃO DE CÁRIE ⚠️ 
 
DOENÇA CÁRIE VS LESÃO DE CÁRIE: 
 
Doença cárie → Uma rede de causalidades com predomínio do processo de desmineralização. 
Lesão de cárie → É o sinal clínico. Uma dissolução química dos tecidos dentários duros como produtos bacterianos 
ácidos oriundos da degradação de açúcar de baixo peso molecular. 
☝CUIDADO: Na clínica, perguntas esporádicas a fim de nos avaliar podem ser feitas quando o professor for verificar 
nosso ODONTOGRAMA. “Se vocês me dizem o elemento 16 desse paciente é doença cárie! Está errado. O dente 16 
TEM uma de lesão de cárie. E o paciente TEM a doença cárie.” “Ex.: Lesão de cárie cavitada ativa na face tal...” 
Lesão de cárie é causada por diversos fatores como mostra o diagrama a seguir: 
 
Sejam esses fatores determinantes PROXIMAIS ou DISTAIS. 
Os fatores proximais estão relacionados diretamente ao paciente, como → 
FLÚOR; DIETA; ESPÉCIES MICROBIANAS, DESAFIOS ÁCIDOS DA 
DIETA; ÍNDICE SALIVAR (FLUXO SALIVAR); CAPACIDADE 
TAMPÃO; TAXA DE METABOLIZAÇÃO DO AÇÚCAR. 
Os fatores distais → ATITUDES; COMPORTAMENTO; EDUCAÇÃO; 
CLASSE SOCIAL; RENDA E CONHECIMENTO. 
 FONTE: PIZZATTO, E.; CARNEIRO LEÃO GABARDO, M. Saúde bucal coletiva: Uma abordagem 
ampliada, 2021. 
 
 
Eventos Físico-Químicos: DESMINERALIZAÇÃO E 
REMINERALIZAÇÃO: 
 
- DESMINERALIZAÇÃO: perda mineral a partir de uma dieta rica em carboidratos fermentados (a exemplo, a sacarose) 
e ao adentrar no biofilme cariogênico gera esse desafio ácido fazendo com que a hidroxiapatita desmin eralize. 
- REMINERALIZAÇÃO: processo que devolverá minerais aos dentes, reparando lesões e fortalecendo o esmalte. 
 
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❃ Quando a curva do pH fica abaixo de crítico temos uma fase de subsaturação. Portanto o dente começa a perder minerais para o 
meio. A partir do momento que interrompemos esse ciclo, onde o meio vai se tornar supersaturado em relação à minerais, tem -se o 
retorno dos minerais para estruturas dentais. Sendo assim, há uma quebra desses desafios ácidos pela nutrição cariogênica e aqui 
estamos falando de pH superior a 5.5 (para esmalte), já para dentina temos um pH superior. Se tenho uma lesão cervical não-cariosa, 
estou expondo dentina, se há um desafio ácido, presença de biofilme bacteriano aderido a essa LCNC e um desafio ácido abaixo de 
6.3 a 6.2, já começo meu processo de desmineralização. Diferentemente do meu esmalte que é mais resistente a esse meu desafio 
ácido, ou seja, pH até 5.5. 
 
Fontes: De Lorenzo – Microbiologia para o estudante de Odontologia e Fejerskov – Cárie dentária. 
 
ESTÁGIOS DO ESTABELECIMENTO DA DOENÇA CÁRIE 
 
I. BIOFILME DENTAL + SUPERFÍCIE DO DENTE + BACTÉRIAS = ESTÁGIO DE ESTABILIDADE DINÂMICA 
 
❓Mas como se estabelece a doença cárie?? [Explicação] (⤴I) 1° tenho BIOFILME DENTAL que está na SUPERFÍCIE DO 
DENTE que tem BACTÉRIAS, mas isso está em EQUILÍBRIO. Ou seja, não estou dentro da taxa de desmineralização superior a 
taxa de remineralização. E muito está relacionado com a frequência da dieta da gente. ⚠️ O problema é quando isso desregula, ou 
seja, tenho mais estágios de DESMINERALIZAÇÃO superior aos estágios de REMINERALIZAÇÃO. E, portanto, eu tenho, a 
partir de uma dieta de carboidratos fermentáveis aderidos ao biofilme dental que está na superfície do dente, vou favorecer que 
sejam formadas + bactérias acidogênicas, o pH do meio continua gerando processos de desmineralização (⤵ II). ⚠️ A partir do 
momento que tem-se o estabelecimento de um ambiente acidúrico com proliferação de bactérias acidogênicas, tenho um estágio 
acidúrico, formação de uma lesão de cárie ATIVA NÃO CAVITADA e veremos como sinal clínico MANCHA BRANCA (⤵ III). 
⚠️ E então, quando tenho um processo contínuo de desmineralização com quebra da camada superficial da lesão, eu formo a lesão 
cavitada por cárie ativa (⤵ IV). 
 
II. BIOFILME DENTAL (e CARBOIDRATOS FERMENTÁVEIS) + SUPERFÍCIE DO DENTE + BACTÉRIAS 
ACIDOGÊNICAS (baixo pH) = ESTÁGIO DE DESMINERALIZAÇÃO 
 
III. AMBIENTE ACIDÚRICO ESTABELECIDO + PROLIFERAÇÃO DE BACTÉRIAS ACIDOGÊNICAS = ESTÁGIO 
ACIDÚRICO - LESÃO DE CÁRIE ATIVA NÃO CAVITADA *lesão de mancha branca opaca e rugosa (sinal clínico) 
 
IV. CONTÍNUO PROCESSO DE DESMINERALIZAÇÃO + QUEBRA DA CAMADA SUPERFICIAL DA LESÃO = LESÃO 
DE CÁRIE ATIVA CAVITADA 
 
❃ Em ESMALTE teremos aspecto → rugoso e opaco com cavitação . ❃ Em DENTINA teremos aspecto → tecido amolecido 
com coloração amarelada . 
↻ E como remove esse tecido cariado? Colher de dentina (se ela estiver amolecida). Mas se minha dentina está parcialmente 
desmineralizada – afetada por cárie de alguma forma , mas está mais resistente e saindo em lascas = broca Carbide. 
❃ Na raiz terei lesão de cárie radicular, em alguns casos, recessão gengivalassociada. 
 
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 CARACTERÍSTICAS CLÍNICAS e LESÃO DE CÁRIE 
 
● Quando tenho LESÃO DE CÁRIE INATIVA (ou seja, teve sua atividade, mas consigo controlar de alguma forma: escovação, 
higiene bucal ou fluoretação do meio) ESMALTE ficará com aspecto: superfície lisa e brilhante (mancha branca não cavitada). 
*Essa mancha não irá sair, mas será lisa e brilhante porque eu remineralizei ela. E na DENTINA: aspecto endurecido, frequentemente escurecido. 
*Às vezes a cavidade está a tento tempo lá, teve sua atividade, formou cavitação e o pct não conseguiu estab ilizar, então será bem endurecida. Nas LESÕES 
RADICULARES: superfície endurecida e consistência escurecida. 
 
Classificar a LESÃO DE CÁRIE: 
Primária → não há restauração, mas desenvolve-se uma lesão. 
Secundária → associada a restauração. Paciente já teve lesão de cárie no passado, removi, restaurei e infiltrou. 
Residual → tecido desmineralizado deixado embaixo da restauração. *em algumas técnicas, teremos algum tipo de tecido facilmente 
desmineralizado abaixo da restauração. 
Então posso ter LESÃO DE CÁRIE PRIMÁRIA, SECUNDÁRIA E RESIDUAL. 
 
TÉCNICAS DE REMOÇÃO DA DENTINA CARIADA 
 
1. REMOÇÃO COMPLETA – técnica restauradora CONVENCIONAL/TRADICIONAL/NÃO CONSERVADORA. 
2. REMOÇÃO PARCIAL – mais conservadora e faremos + em nosso dia a dia clínico. 
3. SEM REMOÇÃO – é a mais conservadora de todas, não irei utilizar nada (broca, colher de dentina, NADA). 
 
❃ Para compreender, é bom lembrar de profundidade da cavidade: 
- Cav. que está atingindo o esmalte; 
- Terço externo da dentina; 
- Terço média da dentina; 
- Terço profundo da dentina; 
- Cavidade rasa, média, profunda e muito profunda; 
- Cav. que está atingindo o esmalte, a metade externa da dentina, metade interna da dentina 
 
DENTINA INFECTADA VS DENTINA AFETADA: 
 
Dentina infectada = está úmida e amolecida, removo ela com cureta de dentina, ela estará TOTALMENTE 
desmineralizada, desnaturada. (de forma alguma consegue-se REMINERALIZÁ-LA). 
 
Dentina afetada = a dentina afetada por cárie está PARCIALMENTE afetada por cárie/PARCIAMENTE 
desmineralizada. (*ao passar uma broca Carbide, sai “pozinho” dela e caso passe colher de dentina saem lascas). 
 
▲ Sabendo disso... 
TÉCNICA REM. COMPLETA irei remover dentina infectada e afetada. 
TÉCNICA PARCIAL em certos locais da cavidade se mantém a dentina afetada por cárie. 
TÉCNICA SEM REMOÇÃO não haverá dentina infectada. 
 
1. REMOÇÃO COMPLETA (Técnica não-seletiva) – remoção completa do tecido cariado com a técnica não-seletiva 
em sessão única ou em 2 sessões. *No laboratório, por exemplo, removíamos toda a dentina cariada, teoricamente. 
Sendo assim, todo tecido afetado, seja dentina, ou esmalte. 
❃ No paciente isso muda. Em certas situações, não removerei toda a dentina cariada do paciente , a afetada irei manter. 
 
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1.1. Sessão única – realiza-se em uma situação clínica em que a cavidade está atingindo a metade externa da dentina. 
Não há chance de expor a polpa já que está na metade externa. *Se estivesse na metade interna haveria chance de expor 
a polpa. 
❃ Se minha cavidade está visível na metade externa, e foi visualizado na radiografia INTERPROXIMAL, posso realizar 
a “técnica de remoção completa em sessão única”. E o que seria isso? Na cavidade, removi todo o tecido cariado, seja 
ele infectado ou afetado por cárie, e restaurei. 
❃ Indicação → Lesão cariosa sem risco de exposição pulpar e localizada na metade externa da dentina. Remoção 
completa da dentina cariada e restauração com CIV e resina composta . 
 
1.2. Duas sessões clínicas – Nessa situação existe risco de expor a polpa. *Quando há remoção completa em duas 
sessões chamamos de TRATAMENTO EXPECTANTE. Nessa técnica, na 1ª realiza-se a remoção da dentina infectada 
(amolecida, totalmente desmineralizada). Realiza-se a remoção da dentina cariada com colher de dentina, no entanto, se 
for remover a dentina afetada por cárie haverá exposição pulpar. Por isso, é necessário, técnicas de proteção do complexo 
dentinopulpar. Sendo assim, realiza-se a remoção da dentina infectada, restaura provisoriamente com CIV, aguarda de 
45 a 60 dias. Quando o paciente retornar, realiza a radiografia para visualizar como está a formação de dentina terciária 
abaixo da restauração. Depois desse processo, remove-se todo o CIV e então, remove a dentina afetada por cárie. 
❃ Cavidade profunda; Risco de expor a polpa; existe risco de infecção. 
❃ Essa técnica é uma remoção completa = dentina cariada é afetada e infectada. Mas a dentina afetada só é removida 
na segunda sessão clínica. 
❃ Um outro ponto a é avaliar a sintomatologia dolorosa, pois a cavidade é muito profunda e certamente já existe algum 
processo de risco de infecção pulpar, de a cárie atingir o tecido pulpar. *Se o paciente não estiver com nenhum tipo de 
sintomatologia dolorosa, houver formação de dentina terciária e ao realizar teste de vitalidade pulpar o diagnóstico for 
positivo, então pode remover a dentina afetada restaurar com resina composta e sistema adesivo. 
❃ Indicação → Lesão cariosa com risco de exposição pulpar. 
 
↻ A gente faz o tratamento expectante? É mais difícil fazermos, pois é necessário remover toda dentina afetada por 
cárie. E hoje em dia a filosofia é mais conservadora. Atualmente, pode-se manter dentina afetada por cárie na parede de 
fundo da cavidade!!! 
 
DESVANTAGENS DO TRATAMENTO EXPECTANTE: 
-Risco de exposição na 2ª sessão; 
-Risco de perda de retenção do material provisório; 
-Maior afeto químico; 
-Maior custo; 
-Maior desconforto ao paciente; 
-Retorno do paciente. 
 
2. REMOÇÃO PARCIAL (Técnica seletiva) – Tentará manter a dentina afetada por cárie na parede de fundo da 
cavidade. (*Parede de fundo = pulpar e axial. Pulpar classe I, axial classe II.). Nesse caso, manteremos toda a dentina 
afetada por cárie e todas as demais paredes de fundo da cavidade. 
❃ Como técnica seletiva poderemos ter o capeamento pulpar indireto ou de fato essa técnica de remoção parcial da 
dentina cariada. 
 
2.1. Capeamento pulpar indireto – Cavidade é tão profunda que existe a chance de expor a polpa. Então será uma 
remoção quase completa da dentina cariada, contendo uma fina camada de dentina afetada por cárie na parede de fundo. 
❃ Materiais restauradores: agente de forramento (cimento de hidróxido), sistema adesivo, resina composta. 
 
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❃ Capeamento pulpar indireto quer dizer que existe a chance de expor a polpa. *Coloco meu forramento de cimento de 
hidróxido de cálcio, posso até utilizar CIV e depois resina composta e sistema adesivo. 
 
❓ Qual a diferença do capeamento pulpar indireto e do tratamento expectante? 
Capeamento pulpar indireto mantém-se a dentina afetada na parede fundo já no tratamento expectante remove-se dentina afetada na 
segunda sessão; Tratamento expectante são duas sessões, capeamento pulpar em uma sessão, no entanto, não necessariamente, 
porque pode-se fazer um capeamento pulpar indireto com CIV, depois rebaixá-lo e colocar resina composta . Mas, o CIV não é 
completamente removido e sim rebaixado. 
 
Obs.1: Exposição pulpar é o evento de maior probabilidade nessa situação. 
Obs.2: Imprescindível a remoção de toda dentina cariada das paredes circundantes da cavidade. *E essa observação 
serve para toda técnica de remoção de dentina cariada. Das paredes circundantes, 100% das vezes, remove-se dentina 
afetada e dentina infectada por cárie. Só irei manter a dentina afetada por cárie nas técnicas de remoção parcial da 
dentina cariada. As paredes circundantes sempre precisam ser removidas, independentemente da técnica porque é 
necessário ter ADESÃO no ângulo cavossuperficial nas paredes da cavidade. Porque ao selar minha cavidade, posso 
manter dentina afetada por cárie embaixo,e essa dentina irá perder qualidade e quantidade de microrganismos (bactérias 
cariogênicas). Portanto, selar a cavidade, confiro qualidade restauradora. 
 
2.2. Remoção parcial da dentina cariada – Remoção da dentina cariada com apenas a camada de dentina afetada na 
parede de fundo da cavidade. (*ela é mais conservadora em relação a técnica de capeamento pulpar indireto). 
❃ Materiais restauradores: CIV, sistema adesivo, resina composta ou somente resina composta. 
❃ Quantidade de bactérias que diminuem é muito grande ao selar uma cavidade com uma técnica parcial. 
 
3. SEM REMOÇÃO – Pela filosofia dessa técnica se diz que a cavidade está atingindo a metade externa da dentina. 
❃ Imagine, por exemplo, que o pct de vocês tem uma cavidade que está atingindo a metade externa, uma dentina de 
rasa a média, eu não removo nada. tudo bem chegar no esmalte, tenho uma cavidade fininha ali, mas ainda há esmalte, 
ou seja, eu tenho tecido de proteção ali, então não removo nada. não removo esmalte, dentina e nem passo broca. 
❃ Coloco cimento resinoso ou resina composta. Não há remoção de tecido cariado. 
 
➩ REMOÇÃO SELETIVA PARCIAL DE CÁRIE DENTÁRIA haverá mais sucesso de manter a vitalidade pulpar comparada à 
TÉCNICA DE REMOÇÃO COMPLETA. *ou seja, remover parcialmente, tenho uma chance de “sobrevida” desse dente ou risco 
menor de expor a polpa . 
➩ Maior frequência de exposição pulpar é verificada durante a técnica não-seletiva completa de cárie. 
➩ Em remoção parcial de cárie é indicado para dentes permanentes desde que seja realizad a uma sessão única e preserve maior 
quantidade de estrutura dental. 
 
SELAMENTO DA LESÃO DE CÁRIE - se eu selo a cavidade, por mais que esteja muito profunda, existe uma grande chance de expor a polpa, 
mas se minha polpa e toda dentina afetada por cárie nas paredes circundantes, eu faço com que: 
- Aumente a dureza do conteúdo mineral afetado por cárie; 
- Aumente a radiopacidade; 
- Reduza o nível de contaminação; 
- Controle o processo de doença e contaminação da lesão cariosa. 
 
“O sucesso das terapias conservadoras dependerá de um adequado diagnóstico pulpar.” 
 
INSTRUMENTAIS UTILIZADOS PARA REMOÇÃO DE DENTINA CARIADA: 
- Instrumentos de corte manual (colher/cureta/escavador de dentina - sinônimos); 
- Instrumentos rotatórios de corte (broca de aço em baixa rotação - geralmente, tipo Carbide); 
 
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Colher de dentina ⤷ Inspeção de cavidade. *Em casos de cavidade aberta, nunca utilizar, por exemplo, sonda 
exploradora para colocar dentro (IATROGENIA). ⤷Remoção de dentina cariada. 
Broca Carbide em baixa rotação ⤷ Remoção de dentina cariada em parede circundante OU parede de fundo pela técnica 
de remoção completa. 
 
III. PROTEÇÃO DO COMPLEXO DENTINOPULPAR 
 
Algumas técnicas que realizamos são do complexo dentinopulpar e que vimos, inclusive, na histologia 
oral. Então a aplicação tanto nos tecidos dentinários quanto a polpa tem a sua função afim de manter 
ou recuperar a vitalidade desses órgãos. 
▪ Quais são os tecidos envolvidos no complexo dentinopulpar? DENTINA E POLPA. Elas 
apresentam uma natureza única, são originárias da papila dentária. Células ectomesenquimais que se diferenciam em 
odontoblastos que irão secretar dentina para dentro da câmara pulpar formando a dentina e a polpa. 
POLPA: tem a função de produzir, nutrir, manter a dentina continuamente. No geral, por essa estrutura tere função 
embriológica e funcional, denominamos esse complexo de dentinopulpar. 
 
➩ DENTINA – composição: 
 70% Matriz Inorgânica – Formada por: 
- TÚBULOS DENTINÁRIOS; 
- DENTINA INTERTUBULAR (está conectando os túbulos dentinários); 
- DENTINA PERITUBULAR (está na parede dos túbulos dentinários); 
20% Matriz Orgânica – Basicamente: 
- COLÁGENO TIPO I 
10% ÁGUA 
⤷ Por isso é tão desafiador fazer a aplicação de Sistema Adesivo em dentina, e mais ainda em dentina profunda. 
 
⚠️ Teoria hidrodinâmica de Brannstom ⚠️ – Teoria que explica a sensibilidade dentinária: Se eu tenho exposição 
da dentina ao meio – cavidade aberta – terei movimentações de fluidos dentro dos túbulos dentinários. Então, os 
mecanorreceptores na interface polpa-dentina estimulam a condução dos nervos sensibilizados para produzir dor e 
resposta a determinado estímulo. 
→ Então, se eu passo uma sonda, provoco estímulos aos meus túbulos dentinários que estão movimentando os fluídos dentro dos 
túbulos fazendo com que os mecanorreceptores propaguem o estímulo de sensibilidade. 
→ A dor é resultado dos esforços interno e externo do controle tubular dentinário. 
 
Um túbulo dentinário é formado por uma região HIPOMINERALIZADA EXTERNA, uma região 
HIPERMINERALIZADA MÉDIA e uma região HIPOMINERALIZADA INTERNA. E é na dentina interna 
que terei a constante deposição de minerais até obliterar o túbulo dentinário , então forma-se a dentina 
ESCLEROSADA. 
 
DENTINAS FISIOLÓGICAS: 
 
- Primária → Formada até o fechamento do ápice radicular; 
- Secundária → É de menor espessura. Formada após o fechamento do ápice radicular. 
- Esclerosada → É resultado da obliteração do túbulo dentinário pela constante deposição de minerais . 
- Terciária → São dentinas patológicas formadas frente a um estímulo nocivo ao complexo dentino -pulpar: 
 ▫ Reacional: formada frente a estímulos suaves e nocivos ao dente. 
 ▫ Reparadora: formada frente a estímulos de alta intensidade e frequência. 
 *Clinicamente, vemos uma só: terciária, reacional ou reparadora. 
 
ELTON LIMA - 5° PERÍODO DE 
ODONTOLOGIA, UFAL 
 
 
 
 
 
 
FATORES CAPAZES DE PROMOVER INJURIAS À POLPA: 
⤷ Quando estamos com a cavidade aberta existem alguns estímulos que irão promover injúrias. 
 
▪ Desidratação ▪ Cárie ▪ Traumatismo ▪ Condicionamento ácido ▪ Preparo cavitário ▪ Interferência oclusal ▪ Hibridização ▪ 
Aplicação de algum sistema adesivo 
 
TRAUMA – paciente que sofreu algum acidente automobilístico. ❃ Comum em homens, possuem frequência maior de gerar 
traumas. Pacientes mais jovens, características comportamentais, atividades físicas, dentes antero-superiores (11 e 21) possuem 
maior chance de sofrer fraturas. 
PREPARO CAVITÁRIO – em amálgama, promovemos injúria, pois o preparo é retentivo, logo, o desgaste é maior. 
RESINA COMPOSTA – devemos fazer remoção seletiva do tecido cariado, o que irá gerar menos injúria ao complexo dentino-
pulpar. 
CONDICIONAMENTO ÁCIDO – aplicação do ácido é em dentina, na parede de fundo da cavidade. 
DESIDRATAÇÃO – secou a cavidade até deixar o dente “esturricado”, aqui estou gerando injúria. 
HIBRIDIZAÇÃO – presença de monômeros, S.A tem mônomeros livres, tóxicos. 
FONTE DE LUZ – gera excesso de temperatura (luz). 
INTERFERÊNCIA OCLUSAL – fez restauração e a deixou alta = injúria. 
 
▪ E como o complexo dentino-pulpar reage a esses fatores de injúrias? 
 
➩ ESCLEROSE DOS TÚBULOS DENTINÁRIOS; 
➩ FORMAÇÃO DE DENTINA TERCIÁRIA; 
➩ REAÇÃO INFLAMATÓRIA; 
➩ PROCESSO DEGENERATIVO DA POLPA 
.... Se dá aos poucos, começa formando dentina, esclerose pulpar, gerou uma pulpite reversível. E depois, gera um processo 
degenerativo significativo da polpa. 
▫ Sendo assim, precisamos diagnosticar muito bem esses casos: a condição pulpar, a imagem do elemento dental, 
profundidade cavitária, qualidade e tipo de dentina remanescente e a qualidade e quantidade do sangramento pulpar. 
Esses são fatores que devemos considerar para fechar um diagnóstico correto, e indicar uma técnica restauradora mais 
adequada. 
 
Condição Pulpar – Como vemos? 
➩ INSPEÇÃO; 
➩ EXPLORAÇÃO; 
➩ PALPAÇÃO; 
➩ EXAME RADIOGRÁFICO; *periapical 
➩ TESTE DE PERCUSSÃO HORIZONTAL E VERTICAL; 
➩ TESTE DE VITALIDADE A FRIO; 
➩ OBSERVAR A FREQUÊNCIA, LOCALIZAÇÃO E INTENSIDADE DA DOR; 
➩ IDADE DO ELEMENTO DENTAL; *certamente pacientes mais jovens terão uma formaçãode dentina terciária maior 
➩ PROFUNDIDADE DA CAVIDADE; 
➩ QUALIDADE E TIPO DE DENTINA REMANESCENTE; 
 
 
 
 
ELTON LIMA - 5° PERÍODO DE 
ODONTOLOGIA, UFAL 
 
 
 
 
QUALIDADES EXCELENTES DE UM MATERIAL DO COMPLEXO DENTINO-PULPAR: 
⤷ Mas nenhum material preencherá todos os pontos, o que chegará mais próximo é CIMENTO DE IONÔMERO DE VIDRO (CIV) 
 
1. BIOCOMPATÍVEIS; 
2. BACTERICIDA OU BACTERIOSTÁTICO; 
3. SELE OS TÚBULOS DENTINÁRIOS; 
4. PROTEJA A POLPA CONTRA ESTÍMULOS EXTERNOS ELÉTRICOS; 
5. SEJA ANÓDINO; 
6. REESTITUA A FORMAÇÃO DE DENTINA TERCIÁRIA/ESCLEROSADA; 
7. APRESENTE PROPRIEDADES MECÂNICAS ADEQUADAS; 
8. MANTENHA INTEGRIDADE ESTRUTURAL E BIOLÓGICA A LONGO PRAZO; 
9. NÃO INTERFIRA NAS PROPRIEDADES DO MATERIAL RESTAURADOR; 
10. APRESENTE PERFEITO SELAMENTO DA DENTINA; 
11. SEJA SOLÚVEL EM AMBIENTE BUCAL; 
12. APRESENTE ADESIVIDADE ÀS ESTRUTURAS BUCAIS E AO MATERIAL RESTAURADOR 
⤿ Essas seriam as características IDEIAIS, mas nem todos os materiais são assim. Então trabalhamos com o que temos. 
 
MATERIAIS DE SELAMENTO: 
 
- VERNIZ CAVITÁRIO (está caindo em desuso); 
- SISTEMAS ADESIVOS; 
MATERIAIS DE FORRAMENTO: 
⤷ São aplicados nas situações em que há o risco de exposição pulpar. 
 
- HIDRÓXIDO DE CÁLCIO; 
- MTA; 
MATERIAIS DE BASE: 
⤷ Hoje em dia utilizamos mais o primeiro: CIV modificado por resina. 
 
- CIMENTO DE IONÔMERO MODIFICADO POR RESINA; 
- ÓXIDO DE ZINCO E EUGENOL; 
- FOSFATO DE ZINCO; 
- POLICARBOXILATO DE ZINCO; 
 
✌ Exemplos clínicos: o HIDRÓXIDO DE CÁLCIO ainda é muito utilizado nos dias de hoje. Podemos utilizá -lo em pó em caso de 
uma exposição acidental do tecido pulpar em que está tendo sangramento. No entanto, não há nenhum tipo de infecção pulpar. Então 
podemos fazer um CAPEAMENTO PULPAR DIRETO. → Aplica pó de Hidróxido de cálcio na intenção de parar o sangramento, 
por cima Cimento de Hidróxido de Cálcio, por cima, como base, Cimento de Ionômero de Vidro. 
MTA: é um excelente material, só é muito caro, mais utilizado na endodontia. CIV: como já mencionado, é o que tem as maiores 
quantidades de propriedades favoráveis pa ra proteção do complexo dentino-pulpar. 
 
⚠ Algumas outras técnicas de proteção do complexo dentino-pulpar, quando exige um envolvimento pulpar, então lançamos mão 
do CAPEAMENTO PULPAR DIRETO, CURETAGEM PULPAR ou PULPOTOMIA. *são técnicas mais antigas, mas o 
capeamento pulpar direto a gente ainda pode fazer. 
 
✌ + Exemplos clínicos - CAPEAMENTO PULPAR DIRETO: Sangrou um pouquinho. O que eu faço? Coloco o Hidróxido de 
Cálcio P.A (“pózinho”), por cima uma pasta de MTA ou de Hidróxido de Cálcio. Depois, CIV, Sistema Adesivo e Resina Composta. 
*Depois observa o paciente. Isso pode ser em 2 ou mais sessões. 
- CURETAGEM PULPAR: Pequena exposição pulpar, sem contaminação direta ao tecido cariado. Inflamação pulpar ausente. 
Ausência de lesão periapical e sangramento abundante. 
- PULPOTOMIA: Exposição pulpar com cárie, inflamação pulpar reversível... *Desnecessário submeter o paciente a uma 
pulpotomia quando já existe infecção do tecido pulpar, já indica tratamento endodôntico. 
 
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❃ Caso clínico: paciente possuía restauração em amálgama bastante extensa que foi substituída. Com isolamento 
absoluto e ponta diamantada esférica em alta rotação removeu e tem-se a cavidade feita. Nesse caso, foram promovidas 
injúrias: utilização de uma ponta diamantada, utilização de adesivo na região de dentina ao máximo. Foi 
fotopolimerizado, outro tipo de injúria que poderia ser causada. 
❃ Caso clínico - capeamento pulpar direto: houve exposição. Ele colocou algodão para controlar, pó de Hidróxido de 
Cálcio, pasta de Hidróxido de Cálcio e CIV. 
 
“O entendimento sobre a relação entre as estruturas do complexo dentino -pulpar seriam as técnicas de tratamento e os materiais de 
proteção desse complexo devem ser levados em consideração e empregados de forma mais criteriosa possível os quais devem ser 
utilizados como forma correta em diagnóstico clínico.”

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