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FUNDEP – UFMG Curso de Elaboração de Projetos Sociais PROJETO NOVOS RUMOS ANDRÉ MAURÍCIO SANÁBIO FREESZ CHRISTIANE FERREIRA MEDEIROS MARLICÉIA CARDOSO GONZAGA TANIA MOREIRA DUARTE BELO HORIZONTE NOVEMBRO - 2005 2 Projeto Novos Rumos Apresentação A Fundação de Assistência Social Mariana Resende foi fundada em 1950 pela madre Mariana Resende da Congregação dos Franciscanos, que percebeu a necessidade de minimizar as diferenças sociais básicas na população do município de Sabará. A Fundação oferece programas de alimentação, moradia, saúde para famílias de baixa condição econômica. Este projeto, de iniciativa da Fundação, pretende qualificar todos os seus funcionários oferecendo oportunidade de elevar a escolaridade formal daqueles que não possuem o ensino fundamental completo e de capacitação profissional. Diagnóstico A Fundação de Assistência Social Mariana Rezende foi fundada na década de 50, época em que não havia exigência de escolaridade e qualificação para a contratação do corpo de funcionários. A partir de 2004 a política interna de recrutamento e seleção adotou como pré-requisito mínimo para admissão no quadro de funcionários o ensino fundamental completo. Atualmente, 80% do número de funcionários têm mais de 10 anos de instituição (levantamento realizado no departamento pessoal no ano de 2005), o que corresponde a 64 funcionários. Este grupo possui baixa escolaridade formal e poucos recursos para investir em capacitação e atualização profissional. Esta realidade gera retrabalho e consequentemente reclamações constantes dos clientes. Por outro lado, os funcionários manifestam sua insatisfação e desmotivação, o que também interfere na relação com os clientes. Estes fatores são indicados por pesquisa de satisfação do cliente e acompanhamento funcional realizado cotidianamente pelos supervisores de equipe. Tendo em vista estes problemas o projeto “Novos Rumos” propõe criar alternativas para superar esta realidade. 3 Justificativa A Fundação de Assistência Social Mariana Resende, por meio do Núcleo de Desenvolvimento Humano, composto por quatro profissionais, propõe reduzir a baixa qualificação dos funcionários com mais de 10 anos de empresa, por meio de oferecimento de oportunidades de educação formal (ensino fundamental) e aperfeiçoamento profissional. Para manter a qualificação a Fundação já adota desde 2004 a política de contratação com a escolaridade mínima do ensino fundamental. Pesquisas nas áreas de sociologia, psicologia e educação indicam que a qualificação profissional contribui diretamente para motivação e aumento da capacidade do aprendizado de novas atividades, impactando na satisfação dos clientes. Além disso o estímulo à convivência e à integração também favorecem a motivação e fortalecem as relações internas e externas. A vivência dos profissionais do Núcleo de Desenvolvimento Humano inclui projetos desta ordem com resultados significativos. Finalidade: • Contribuir para o desenvolvimento profissional e pessoal dos funcionários da Fundação de Assistência Social Mariana Resende. Objetivo geral: • Promover a qualificação dos funcionários da Fundação de Assistência Social Mariana Resende com mais de 10 anos de empresa. Objetivos específicos: • Elevar a escolaridade formal (ensino fundamental) dos funcionários da Fundação de Assistência Social Mariana Resende; • Oferecer capacitação profissional para os funcionários da Fundação de Assistência Social Mariana Resende. Público-alvo: • O projeto visa beneficiar diretamente os funcionários com mais de 10 anos de empresa e indiretamente todos os demais funcionários. Metas • 50% dos funcionários com o ensino fundamental concluído em 1 ano; • 80% dos funcionários capacitados em 2 anos. 4 Metodologia Este projeto está direcionado para a qualificação dos funcionários da Fundação de Assistência Social Mariana Resende. As atividades propõem curso de Supletivo para os 64 funcionários que não possuem o ensino fundamental completo. Será estabelecida parceria com o Sistema Fiemg que terá como responsabilidade oferecer espaço físico, material didático e contratação do professor qualificado. A Fundação de Assistência Social Mariana Resende montará 2 turmas e será responsável pelo monitoramento e acompanhamento dos resultados, além do recurso financeiro para custear o curso supletivo, o transporte e a alimentação dos funcionários. Além disso a Fundação liberará os funcionários 1 hora mais cedo do trabalho, 3 vezes por semana, para freqüentar o curso. Aquele que não faltar no semestre será premiado com um bônus de R$50,00 na sua remuneração. Para a definição dos cursos de capacitação realizaremos levantamento de necessidades para elaborarmos plano de ação. Neste plano de ação priorizaremos os 5 cursos mais solicitados para serem realizados nos anos de 2006 e 2007. Os cursos acontecerão no horário de expediente e oferecidos para 2 turmas, uma a cada ano, para não prejudicar o atendimento ao cliente. Após a definição dos cursos e a carga horária buscaremos instrutores qualificados. O espaço físico será a sala de treinamento da Fundação. Com a finalidade de propiciar a integração e descontração realizaremos encontros de convivência com todos os funcionários, que acontecerão semestralmente nos anos de 2006 e 2007. Os encontros acontecerão aos sábados, de 9 às 17h no Sesc de Venda Nova. A programação do evento ficará sob responsabilidade da equipe do Núcleo de Desenvolvimento Humano da Fundação que avaliará a necessidade de contratar outros serviços tais como alimentação, transporte, atividades recreativas, palestras e facilitadores de dinâmicas de grupo. A cada encontro será feita uma avaliação com os funcionários para medir o grau de satisfação e ouvir sugestões que possam aprimorar os próximos encontros. Monitoramento e avaliação do projeto Este projeto será monitorado pela equipe do NDH com o apoio de 2 estagiários. O monitoramento do curso supletivo acontecerá com o acompanhamento da freqüência de cada funcionário e dos resultados das avaliações teórico-práticas apresentadas pelo professor qualificado e 5 indicado pelo sistema Fiemg. A avaliação do curso supletivo acontecerá em dois momentos. A primeira avaliação será no final do 1º semestre com a participação da equipe do NDH, dos professores do sistema Fiemg e dos alunos do curso supletivo par promover o aprimoramento do curso. A avaliação final do curso Supletivo terá como indicador, do cumprimento da meta proposta, o percentual de aprovação dos alunos matriculados. A capacitação dos funcionários será monitorada também pela equipe do NDH, estagiários contratados e instrutores dos cursos. A avaliação da capacitação será feita no final de cada curso para verificar os resultados daquele grupo e também para aperfeiçoar os próximos cursos, que acontecerão no semestre seguinte. Esta avaliação terá a participação de todos os envolvidos (participantes, instrutores e equipe do NDH). Será de responsabilidade do coordenador do projeto monitorar, mensalmente, a verba orçada para os cursos de capacitação para, se necessário, redimensionar as prioridades. A avaliação final do projeto terá como indicador o percentual de funcionários capacitados, o que esperamos contribuir para a redução da reclamação dos clientes, constatação a ser realizada por meio de pesquisa de satisfação. Além disso, a equipe do NDH estará atenta para observar o acompanhamento funcional realizado pelos supervisores de equipe no que se refere, principalmente a melhoria na satisfação e motivação no trabalho.