Logo Passei Direto
Buscar

2 - Filosofia Antiga Sofismo

User badge image
demie nrv

em

Ferramentas de estudo

Questões resolvidas

Material
páginas com resultados encontrados.
páginas com resultados encontrados.
left-side-bubbles-backgroundright-side-bubbles-background

Crie sua conta grátis para liberar esse material. 🤩

Já tem uma conta?

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

left-side-bubbles-backgroundright-side-bubbles-background

Crie sua conta grátis para liberar esse material. 🤩

Já tem uma conta?

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

left-side-bubbles-backgroundright-side-bubbles-background

Crie sua conta grátis para liberar esse material. 🤩

Já tem uma conta?

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

left-side-bubbles-backgroundright-side-bubbles-background

Crie sua conta grátis para liberar esse material. 🤩

Já tem uma conta?

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

Questões resolvidas

Prévia do material em texto

1 
 
 
 
2 
 
 
(Enem 2023) Não tinha outra filosofia. Nem eu. Não digo 
que a Universidade me não tivesse ensinado alguma; 
mas eu decorei-lhe só as fórmulas, o vocabulário, o 
esqueleto. Tratei-a como tratei o latim; embolsei três 
versos de Virgílio, dois de Horácio, uma dúzia de 
locuções morais e políticas, para as despesas da 
conversação. Tratei-os como tratei a história e a 
jurisprudência. Colhi de todas as cousas a fraseologia, a 
casca, a ornamentação. 
 
ASSIS, M. Memórias póstumas de Brás Cubas. Belo Horizonte: Autêntica, 1995 
 
A descrição crítica do personagem de Machado de Assis 
assemelha-se às características dos sofistas, 
contestados pelos filósofos gregos da Antiguidade, 
porque se mostra alinhada à 
a) laboração conceitual de entendimentos. 
b) utilização persuasiva do discurso. 
c) narração alegórica dos rapsodos. 
d) investigação empírica da physis. 
e) expressão pictográfica da pólis. 
 
 
(Enem 2022) Advento da Polis, nascimento da filosofia: 
entre as duas ordens de fenômenos, os vínculos são 
demasiado estreitos para que o pensamento racional não 
apareça, em suas origens, solidário das estruturas 
sociais e mentais próprias da cidade grega. Assim 
recolocada na história, a filosofia despoja-se desse 
caráter de revelação absoluta que às vezes lhe foi 
atribuído, saudando, na jovem ciência dos jônios, a razão 
intemporal que veio encarnar-se no Tempo. A escola de 
Mileto não viu nascer a Razão; ela construiu uma Razão, 
uma primeira forma de racionalidade. Essa razão grega 
não é a razão experimental da ciência contemporânea. 
 
VERNANT, J. P. Origens do pensamento grego. Rio de Janeiro: Difel, 2002. 
 
Os vínculos entre os fenômenos indicados no trecho 
foram fortalecidos pelo surgimento de uma categoria de 
pensadores, a saber: 
a) Os epicuristas, envolvidos com o ideal de vida feliz. 
b) Os estoicos, dedicados à superação dos infortúnios. 
c) Os sofistas, comprometidos com o ensino da retórica. 
d) Os peripatéticos, empenhados na dinâmica do ensino. 
e) Os poetas rapsodos, responsáveis pela narrativa do 
mito. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
(Unesp 2021) A crítica de Sócrates aos sofistas consiste 
em mostrar que o ensinamento sofístico limita-se a uma 
mera técnica ou habilidade argumentativa que visa a 
convencer o oponente daquilo que se diz, mas não leva 
ao verdadeiro conhecimento. A consequência disso era 
que, devido à influência dos sofistas, as decisões 
políticas na Assembleia estavam sendo tomadas não 
com base em um saber, ou na posição dos mais sábios, 
mas na dos mais hábeis em retórica, que poderiam não 
ser os mais sábios ou virtuosos. 
 
(Danilo Marcondes. Iniciação à história da filosofia, 2010.) 
 
De acordo com o texto, a crítica socrática aos sofistas 
dizia respeito 
a) ao entendimento de que o verdadeiro conhecimento 
baseava-se no exercício da retórica. 
b) à desvalorização da pluralidade de opiniões e de 
posicionamentos político-ideológicos. 
c) ao prevalecimento das técnicas discursivas nas 
decisões da Assembleia acerca dos rumos das cidades-
Estado. 
d) ao predomínio de líderes pouco sábios e com poucas 
virtudes na composição da Assembleia. 
e) à defesa de formas tirânicas de exercício do poder 
desenvolvida pela retórica convincente. 
 
 
(Enem digital 2020) Os sofistas inventam a educação em 
ambiente artificial, o que se tornará uma das 
características de nossa civilização. Eles são os 
profissionais do ensino, antes de tudo pedagogos, ainda 
que seja necessário reconhecer a notável originalidade 
de um Protágoras, de um Górgias ou de um Antifonte, por 
exemplo. Por um salário, eles ensinavam a seus alunos 
receitas que lhes permitiam persuadir os ouvintes, 
defender, com a mesma habilidade, o pró e o contra, 
conforme o entendimento de cada um. 
 
HADOT, P. O que é a filosofia antiga? São Paulo: Loyola, 2010 (adaptado). 
 
O texto apresenta uma característica dos sofistas, 
mestres da oratória que defendiam a(o) 
a) ideia do bem, demonstrado na mente com base na 
teoria da reminiscência. 
b) relativismo, evidenciado na convencionalidade das 
instituições políticas. 
c) ética, aprimorada pela educação de cada indivíduo 
com base na virtude. 
d) ciência, comprovada empiricamente por meio de 
conceitos universais. 
e) religião, revelada pelos mandamentos das leis divinas. 
 
 
 
 
 
 
 
QUESTÃO 01 
QUESTÃO 02 
QUESTÃO 03 
QUESTÃO 04 
 
3 
 
 
(Enem (Libras) 2017) Alguns pensam que Protágoras de 
Abdera pertence também ao grupo daqueles que 
aboliram o critério, uma vez que ele afirma que todas as 
impressões dos sentidos e todas as opiniões são 
verdadeiras, e que a verdade é uma coisa relativa, uma 
vez que tudo o que aparece a alguém ou é opinado por 
alguém é imediatamente real para essa pessoa. 
 
KERFERD, G. B. O movimento sofista. São Paulo: Loyola, 2002 (adaptado). 
 
O grupo ao qual se associa o pensador mencionado no 
texto se caracteriza pelo objetivo de 
a) alcançar o conhecimento da natureza por meio da 
experiência. 
b) justificar a veracidade das afirmações com 
fundamentos universais. 
c) priorizar a diversidade de entendimentos acerca das 
coisas. 
d) preservar as regras de convivência entre os cidadãos. 
e) analisar o princípio do mundo conforme a teogonia. 
 
 
(Enem 2015) Trasímaco estava impaciente porque 
Sócrates e os seus amigos presumiam que a justiça era 
algo real e importante. Trasímaco negava isso. Em seu 
entender, as pessoas acreditavam no certo e no errado 
apenas por terem sido ensinadas a obedecer às regras 
da sua sociedade. No entanto, essas regras não 
passavam de invenções humanas. 
 
RACHELS. J. Problemas da filosofia. Lisboa: Gradiva, 2009. 
 
O sofista Trasímaco, personagem imortalizado no diálogo 
A República, de Platão, sustentava que a correlação 
entre justiça e ética é resultado de 
a) determinações biológicas impregnadas na natureza 
humana. 
b) verdades objetivas com fundamento anterior aos 
interesses sociais. 
c) mandamentos divinos inquestionáveis legados das 
tradições antigas. 
d) convenções sociais resultantes de interesses 
humanos contingentes. 
e) sentimentos experimentados diante de determinadas 
atitudes humanas. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
QUESTÃO 05 
QUESTÃO 06 
 
4 
 
 
 
1 – B 
A descrição crítica do personagem de Machado de Assis 
assemelha-se às características dos sofistas, 
contestados pelos filósofos gregos da Antiguidade, 
porque se mostra alinhada à: [B] utilização persuasiva do 
discurso. Os sofistas eram conhecidos por seu foco na 
retórica e na persuasão, muitas vezes em detrimento da 
busca pela verdade ou da filosofia mais abstrata. O 
personagem descrito por Machado de Assis parece 
enfatizar a aprendizagem de fórmulas e a utilização da 
retórica de maneira superficial. 
No que diz respeito as alternativas erradas, é correto 
afirmar: 
[A] Incorreta. A laboração conceitual de entendimentos 
não é o foco da descrição do personagem. 
[C] Incorreta. A narração alegórica dos rapsodos não está 
relacionada ao contexto da descrição do personagem 
[D] Incorreta. A investigação empírica da physis não se 
aplica à situação do personagem. 
[E] Incorreta. A expressão pictográfica da pólis não está 
relacionada à descrição do personagem. 
 
2 – C 
A alternativa correta é a [C], pois o vínculo entre os 
fenômenos indicados no texto, a saber, o surgimento da 
Pólis e o nascimento da filosofia, foram fortalecidos por 
uma categoria de pensadores, essa categoria era a dos 
sofistas, que estavam comprometidos com o ensino da 
retórica. Os sofistas acreditavam não existir verdade, de 
modo que, para eles, a verdade surgia através do 
consenso entre os homens. Um dos objetivos dos 
sofistas era iniciar o cidadãona política, o que corrobora 
a tese dos vínculos entre o surgimento da Pólis e o 
nascimento da filosofia. A alternativa que responde 
corretamente qual era a categoria de pensadores que 
surgiu do vínculo entre pólis e filosofia, é a alternativa [C]. 
 
3 – C 
Na concepção acerca das atividades humanas no mundo 
clássico, o uso da técnica corresponde à uma forma 
inferior de atividade, própria dos homens menos 
virtuosos e sábios. Dessa forma, o ensino da retórica 
pelos sofistas, por meio de técnicas para argumentar de 
maneira persuasiva, era visto por Sócrates como um 
ensino inferior e ilusório, prejudicial, portanto, à gestão da 
pólis. 
 
 
 
 
 
 
 
4 – B 
Os filósofos sofistas rompem com a reflexão filosófica 
que se voltava para a natureza, na busca por um princípio 
ou arché. A filosofia sofista coloca no centro de suas 
reflexões questões relacionadas aos cidadãos da pólis. 
O exercício da cidadania, nesse contexto, implicava o 
domínio da arte da retórica e da deliberação, de modo 
que os sofistas se voltam para uma educação centrada 
no preparo para esse exercício, buscando ensinar, 
sobretudo, a persuasão nas discussões. 
 
Com efeito, os sofistas não buscavam explicações para 
o cosmos ou sua origem, acusando tais especulações de 
produzir diferentes verdades que se pretendiam, cada 
uma, absoluta. Para esses pensadores, o objetivo da 
especulação filosófica deveria estar centrada, portanto, 
na compreensão da política e dos homens. Nessa 
perspectiva, os sofistas defendiam o pressuposto de que 
não se poder conhecer o Ser em absoluto, apenas 
compreender opiniões e percepções subjetivas acerca da 
realidade, de modo que defendiam o relativismo acerca 
da verdade e das coisas existentes. No que se refere à 
vida prática, como a política, por exemplo, os sofistas 
defendiam uma postura pragmática, buscando sempre as 
leis mais convenientes às instituições e à realidade 
política presente, mas que sempre poderia se modificar, 
e com isso, se modificarem também as leis e as verdades 
aceitas. 
 
5 – C 
O grupo ao qual Protágoras é associado é o dos sofistas, 
que consideravam não existir verdade absoluta, mas uma 
diversidade de pontos de vista acerca da verdade, ou 
seja, existiriam apenas verdades relativas. 
 
6 – D 
O sofista Trasímaco defendia a ideia de que não haveria 
uma concepção ideal de justiça nos homens. Para ele, a 
justiça não seria, portanto, algo universal, mas resultado 
de regras aprendidas socialmente pelos homens. Tal 
visão é diametralmente diferente da concepção platônica 
de justiça. 
 
GABARITO

Mais conteúdos dessa disciplina