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CENTRO UNIVERSITÁRIO DE CARATINGA GRADUAÇÃO 
UNEC / EAD DISCIPLINA: CONSTRUÇÕES E INSTALAÇÕES RURAIS 
 
NÚCLEO DE ENSINO A DISTÂNCIA - NEAD Página | 53 
Professor: M.Sc. Sanderson Dutra Rocha Gouvêa – sanderson.unec@gmail.com 
10. Fibrocimento 
O fibrocimento é composto por uma mistura de ligante hidráulico inorgânico 
(cimento), ligante de silicato de cálcio, reforçado com fibras orgânicas, minerais ou 
sintéticas (fibra de vidro, celulose). As aplicações comumente dadas a este material 
ao longo de sua vida têm sido na fabricação de chapas corrugadas ou lisas, destina-
das a revestimentos e isolamentos. 
O fibrocimento, pelas suas características e composição, passou a ser um 
dos principais materiais de construção a utilizar no setor. 
É leve, durável, resistente a mudanças de temperatura e agentes químicos, à 
prova de fogo, excelente isolante acústico, impermeável, fácil de trabalhar e instalar 
e boas propriedades mecânicas. 
 
10.1 Construção 
Sua composição é considerada por muitos como semelhante ao concreto ar-
mado, mas ao contrário do aço para reforço, são utilizadas fibras, que fornecem pro-
priedades de compressão, enquanto o cimento atua como um endurecedor. Em te-
lhados, atua de forma eficaz contra o ruído. É também considerado um ótimo isolan-
te contra umidade e agentes externos, razão pela qual costuma ser a solução ade-
quada para o revestimento de paredes externas e internas de residências e edifícios. 
Este material pode ser trabalhado em madeira ou aço, sendo está a estrutura de su-
porte. 
 
11. Madeira 
11.1 Tipos de madeira de construção 
As madeiras utilizadas em construção são obtidas de troncos de árvores. Dis-
tinguem-se duas categorias principais de madeiras: 
a) madeiras duras - provenientes de árvores frondosas (com folhas achatadas 
e largas), de crescimento lento, como a peroba, ipê, aroeira, carvalho etc.; as madei-
ras duras de melhor qualidade são também chamadas madeiras de lei; 
b) madeiras macias - provenientes em geral das árvores coníferas (com fo-
lhas em forma de agulhas ou escamas, e sementes agrupadas em forma de cones), 
de crescimento rápido, como pinheiro-do-paraná e pinheiro-bravo ou pinheirinho, 
pinheiros europeus, norte-americanos etc. 
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11.2 Estrutura e crescimento das madeiras 
As árvores produtoras de madeira de construção são do tipo exogênico, que 
crescem pela adição de camadas externas, sob a casca. A secção transversal de 
um tronco de árvore revela as seguintes camadas, de fora para dentro: casca; albur-
no ou branco; cerne ou durâmem e medula. As madeiras de construção devem ser 
tiradas de preferência do cerne, mais durável. O alburno produz madeira imatura, 
não endurecida, mais sujeita à decomposição. Não existe, entretanto, uma relação 
consistente entre as resistências dessas duas partes do tronco nas diversas espé-
cies vegetais. 
Figura 08 – Estrutura da madeira 
 
Fonte: Estágio na Obra, Blog. 
 
11.2.1 Madeira laminada 
Tábuas sobrepostas e coladas entre si, de maneira a compor peças com se-
ções adequadas. As peças podem ser retas ou curvas, de qualquer largura e com-
primento, de seção constante ou variável, produzidas, tratadas e prontas para o uso. 
Constituem vigas ou peças rígidas de madeira em estruturas pré-fabricadas, for-
mando pórticos ou arcos para quaisquer vãos e flechas. 
 
11.2.2 Madeira compensada 
Diversas lâminas finas de madeira, coladas uma sobre as outras, de maneira 
que as fibras de uma lâmina se disponham perpendicularmente sobre as da outra 
lâmina. Restrição da retratibilidade, relativa isotropia de comportamento mecânico. 
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Os compensados de três folhas são indicados apenas para serviços de marcenaria e 
revestimentos. Aplicados em móveis e formas para concreto. 
 
11.2.3 Madeira aglomerada 
Aglomeração de pequenos fragmentos de madeira, utilizando-se como aglo-
merantes materiais minerais (cimento, gesso) ou resinas sintéticas. Reduzida retrati-
bilidade, isolamento térmico e acústico e relativa resistência mecânica (dependendo 
da densidade). Podem ser utilizadas para a fabricação de móveis, esquadrias, pisos, 
divisórias, escadas, telhados. 
 
11.2.4 OSB (Chapas de partículas orientadas) 
Composta de três camadas de partículas com orientação alternada de 90°. 
Melhor comportamento à flexão e estabilidade dimensional. Mesmas aplicações dos 
aglomerados, além de formas e escoramentos, divisórias e tapumes. 
 
11.2.5 MDF (Média Densidade de Fibras) 
Chapas confeccionadas com fibras lignocelulósicas ligadas por adesivos sob 
determinadas condições de pressão e temperatura. Satisfatório desempenho à fle-
xão, homogeneidade, estabilidade dimensional, trabalhabilidade. Aceita todo o tipo 
de acabamento. Utilizado como integrante de divisórias, forros e outros componen-
tes da edificação. 
 
11.3 Propriedades mecânicas das madeiras 
 
a) Longitudinal 
• Compressão: provoca a separação das fibras e ruptura por flambagem. 
• Tração: produz contrações transversais, aumentando a aderência das fibras. 
• Flexão dinâmica ou resiliência: capacidade da madeira de resistir aos cho-
ques. 
• Cisalhamento: esforço que provoca deslizamento de um plano sobre o outro. 
 
 
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b) Transversal 
• Compressão: esforço de compressão no sentido normal às fibras, após a fase 
das deformações elásticas, a madeira pode sofrer esmagamento. 
• Torção: tende a torcer um corpo em torno de um eixo. 
• Fendilhamento: esforço de tração aplicado na extremidade de uma peça a fim 
de descolar as fibras. 
 
11.4 Propriedades físicas das madeiras 
a) Anisotropia da madeira: Devido à orientação das células, a madeira é um ma-
terial anisotrópico, apresentando três direções principais: longitudinal, radial e 
tangencial. 
b) Umidade: A umidade da madeira tem grande importância sobre as suas pro-
priedades. O grau de umidade é medido pelo peso de água dividido pelo peso 
de amostra seca na estufa. No Brasil e na Europa, adota-se 15 %, nos Esta-
dos Unidos 12 % como umidade padrão de referência. 
c) Retração da madeira: As madeiras sofrem retração ou inchamento com a va-
riação da umidade entre 0 % e o ponto de saturação da fibras (30%), sendo a 
variação aproximadamente linear. O fenômeno é mais importante na direção 
tangencial; para redução da umidade de 30% até 0%, a retração tangencial 
varia de 5% a 10% da dimensão verde, conforme as espécies. A retração na 
direção radial é cerca da metade da direção tangencial. 
d) Dilatação linear: O coeficiente de dilatação linear das madeiras, na direção 
longitudinal, varia de 0,3 x 10-5a 0,45 x 10-5 por oC -1, sendo pois, da ordem 
de ¼ do coeficiente de dilatação linear do aço. Na direção tangencial ou radi-
al, o coeficiente de dilatação varia com o peso específico da madeira, sendo 
da ordem de 4,5 x 10-5 oC -1 para madeiras duras e 8,0 x 10-5 oC -1 para 
madeira moles. 9.4. Defeito das madeiras As peças de madeira utilizadas nas 
construções apresentam uma série de defeitos que prejudicam a resistência, 
o aspecto ou a durabilidade. Os defeitos podem provir da constituição do 
tronco ou do processo de preparação das peças. Os principais defeitos da 
madeira são: nós, fendas, gretas ou ventas, abaulamento, arqueadura, fibras 
reversas, esmoada ou quina morta, furos de larva, bolor, apodrecimento, etc. 
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11.5 Madeiras de construção produtos comerciais 
11.5.1. Tipos de madeiras de construção 
As madeiras utilizadas nas construções podem ser classificadas em duas ca-
tegorias: 
a) madeiras maciças: 
• Madeira bruta ou roliça: É empregada em forma de tronco, servindo para es-
tacas, escoramentos, postes, colunas etc. As árvores devem ser abatidas de 
preferência na época da seca, quando o tronco tem menor teor de umidade. 
Após o abate, remove-se a casca, deixando-se o tronco secar em local areja-
do e protegido contra o sol. As madeiras roliças, que não passaram por um 
período mais ou menos longo de secagem, ficam sujeitas a retrações trans-
versais que provocam rachaduras nas extremidades; 
• Madeira falqueada: é a madeira que tem as faces laterais aparadas a macha-
do, formando secções maciças, quadradas ou retangulares; é utilizada em es-
tacas, cortinas cravadas, pontes etc.; 
• Madeira serrada: é o produto estrutural de madeira mais comum entre nós. 
• O tronco é cortado nas serrarias, em dimensões padronizadas para o comér-
cio, passando depois por um período de secagem; as madeiras serradas, são 
vendidas em secções padronizadas, com bitolas nominais em polegadas. A 
tabela abaixo apresenta os principais perfis, obedecendo à nomenclatura da 
ABNT (Padronização PB-5). 
 
Tabela 07 – Dimensões nominais comerciais das madeiras serradas 
 
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b) Madeiras industrializadas: 
• Madeira laminada e colada: é o produto estrutural de madeira mais importante 
nos países industrializados. A madeira selecionada é cortada em lâminas, de 
15 mm ou mais de espessura, que são coladas sob pressão, formando gran-
des vigas, em geral de secção retangular. As lâminas podem ser emendadas 
com cola nas extremidades, formando peças de grande comprimento; 
• Madeira compensada: A madeira compensada é formada pela colagem de 
três ou mais lâminas finas, alternando-se as direções das fibras em ângulo re-
to. Os compensados podem ter três, cinco ou mais lâminas, sempre em nú-
mero ímpar. 
 
11.5.2 Classificação das peças estruturais de madeira 
A madeira é um material compostos basicamente por celulose, hemicelulose 
e lignina. Ela é produzida por plantas lenhosas que comumente chamamos de árvo-
res. 
Ela é um produto versátil, de alta durabilidade, resistência e muito fácil de tra-
balhar e manusear. 
Estas características fazem a madeira estar presente em quase tudo, desde 
os móveis e revestimentos até a estruturas das construções e telhados. 
A madeira utilizada na construção civil é extraída de matas nativas com auto-
rização do órgão responsável ou de locais de reflorestamento. 
Depois de extraídas as toras de madeira são serradas e tratadas nas madei-
reiras. 
 
a) Primeira categoria: Madeira de qualidade excepcional, sem nós, retilínea, limpa 
em ambas as faces, corretamente serrada na bitola exata, com arestas no esquadro, 
sem esmoado, quase isenta de defeitos; 
b) Segunda categoria: Madeira de qualidade estrutural corrente, com pequena inci-
dência de nós firmes e outros defeitos. Deve satisfazer em uma das faces às carac-
terísticas da primeira categoria; 
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c) Terceira categoria: Madeira de qualidade estrutural inferior, com nós e furos de 
larvas em ambas as faces, com manchas e bolores ou de outra 
 
11.5.3 Principais vantagens 
 Alta resistência a tração e compressão: A madeira resiste bem aos dois ti-
pos de esforço, apresentando uma boa aplicabilidade em várias situações es-
truturais. 
 Durabilidade: Se forem feitos todos os tratamentos a madeira pode durar por 
muitos anos, tanto quanto as construções de alvenaria tradicional; 
 Isolamento térmico: A madeira é um isolante térmico natural de bom de-
sempenho; 
 Resistência a choques elétricos: Além de isolar o ambiente das trocas de 
calor excessivas, ela apresenta-se como um péssimo condutor de correntes 
elétricas, diminuindo o risco de choques. 
 Material leve: Por ser mais leve que o concreto e o aço, apresentar uma me-
lhor trabalhabilidade e facilidade de manuseio para a execução de obras. 
 Esteticamente agradável: É um material que proporciona um conforto visual 
e em geral é um material de agrado dos arquitetos(as), pois sua ampla aplica-
ção se encaixa em diversas propostas arquitetônicas; 
 Conforto tátil: Apresenta uma ótima sensação ao toque, desde que tratada 
de forma correta. Esse é um grande aliado da estética da madeira; 
 Velocidade na construção: De forma geral, quando se trabalha com madei-
ra, as estruturas são pré-moldadas, o que acelera e muito o tempo de obra 
graças ao fácil processo de montagem. 
 
11.5.4 Principais desvantagens 
 Altamente inflamável: Devido a sua alta inflamabilidade, sempre é preciso 
tratar a madeira com produtos químicos que retardam as chamas; 
 Suscetível a fungos e insetos: Esse é um dos pontos que as pessoas mais 
se preocupam ao fazer obras em madeira, não por acaso. Para que as obras 
em madeiras fiquem livres desses agentes é preciso sempre fazer tratamen-
tos contra fungos, pragas e insetos; 
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 Dilata em umidades elevadas: Na presença de grandes umidades de forma 
frequente a madeira dilata, podendo trazer problemas aos elementos e fican-
do mais susceptível a fungos e pragas; 
 Manutenção periódica: Como uma grande quantidade de produtos são colo-
cados para amenizar alguns dos pontos fracos da madeira, é necessário fazer 
sempre manutenções, inclusive para verificar possíveis focos de proble-
mas. Recomenda-se fazer manutenções anuais em coberturas e estruturas 
de madeira. Para demais elementosexternos, recomenda-se manutenções a 
cada 5 anos e em elementos internos, a cada 10 anos; 
• Ruídos: A madeira, no geral, se dilata e se contrai de acordo com variações 
térmicas. A mudança de temperatura entre o dia e a noite em alguns locais 
pode ser o suficiente para ocasionar essas dilatações e contrações, o que 
provoca ruídos que são mais perceptíveis durante a noite ou momentos mais 
silenciosos. 
 
11.5.5 Tipos de peças de madeira 
Ainda segundo a norma, as peças de madeira são classificadas como qua-
drados quando a espessura e largura são iguais e acima de 10 cm. 
dez 
 
Existem muitas espécies de árvores com diferentes tipos de madeira e carac-
terísticas. Entre as muitas características da madeira, as mais importantes para a 
construção civil são densidade (leve ou pesada) e resistência. 
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Com base nestas duas características, analisaremos os tipos de madeiras 
nos 4 grupos abaixo. Porém, isso não quer dizer que uma determinada espécie não 
posso ser usada em mais de uma função. 
11.5.5.1 Madeira de ciclo curto 
As espécies de ciclo curto possuem crescimento acelerado, atingindo grandes 
alturas em poucos anos. Por terem um crescimento rápido, a sua madeira é leve, de 
baixa densidade, e dessa forma menos resistente a grandes pressões ou cargas. 
A madeira provinda dessas espécies é utilizada na construção de estrutura de 
uso temporário, como tábuas, sarrafos, pontaletes e ripas. 
As espécies mais comuns são: angico-preto, cambará, eucalipto, pinus, pau-
amarelo, mandioqueira, cumaru, cedrinho, quariba e tatujuba. 
 
11.5.5.2 Madeira de ciclo médio 
As espécies de ciclo médio, possuem crescimento mais lento que as de ciclo 
curto e dessa forma sua madeira possui densidade e resistência maiores. 
Este tipo de madeira é utilizado na construção das estruturas dos telhados na 
forma de caibros e vigas. 
As espécies mais comuns são: cedro, cuíúba, guarapeira, peroba, peroba do 
norte, angelim, garapa, jatobá, mogno, pau-roxo e tauari. 
 
11.5.5.3 Madeira de ciclo longo 
As espécies de ciclo longo possuem crescimento lento e devido a isso sua 
madeira possui alta densidade e resistência. 
Estas madeiras são utilizadas em construções submersas, trilhos para trens e 
pontes de madeira na forma de estacas e mourões. 
As principais espécies desse grupo são a Angelim, Ipê e Cupiúba. 
 
11.5.5.4 Madeira para mobílias 
As espécies mais utilizadas para montagem de mobílias são conhecidas como 
madeiras de lei. 
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Neste grupo, as árvores têm crescimento médio ou longo e são muitos requisi-
tadas pela coloração ou desenhos em sua madeira. 
As espécies mais conhecidas são o: mogno, ipê, jatobá, pau-brasil, angico, pe-
roba-rosa e jacarandá. 
 
11.6 Tipos de peça de madeira 
Segundo a norma NBR 14807 – Peças de madeira serrada, as dimensões 
das peças de madeira para uso geral devem se enquadrar nos intervalos de medi-
das que falaremos a seguir. 
 
Caibro 
Os caibros são peças retangulares de madeira utiliza-
das principalmente na montagem da estrutura do telha-
do. Eles ficam acima das terças e abaixo das ripas. 
Segundo a norma o caibro deve ter de 4 a 8 cm de es-
pessura e de 5 a 8 cm de largura. Geralmente as peças 
são vendidas com 3 a 6 metros de comprimento. 
 
Viga 
As vigas e vigotas também são peças retangulares 
de madeira utilizadas na montagem da estrutura do 
telhado. Elas são responsáveis por suportar os pesos 
dos telhados e direcionar as cargas para as colunas 
e fundações. 
A diferença entre a viga e o caibro está na largura 
das peças. Segundo a NBR 14807 a viga tem de 8,1 
a 16 cm de largura. Já a espessura é a mesma do 
caibro, variando de 4 a 8 cm. 
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Ripa e Ripão 
As ripas e ripões são peças retangulares de 
madeira utilizadas principalmente na monta-
gem da estrutura do telhado. Elas ficam aci-
ma dos caibros e servem de suporte para as 
telhas. Segundo a NBR a ripa deve ter entre 
1 e 2 cm de espessura e de 2 a 5 cm de lar-
gura. Já o ripão deve ter de 1,5 e 2 cm de 
espessura e de 5,1 a 7 cm de largura. 
Prancha 
As pranchas, também são peças retangulares de madei-
ra parecidas com tábuas, porém a espessura e largura 
são maiores. Ela também é utilizada na estrutura de te-
lhados. 
A NBR classifica as pranchas em 3 categorias, sendo: 
• Pranchinha: peças com 3,8 cm de espessura e mais de 10 cm de largura; 
• Prancha: peças com espessura de 3,9 a 7,0 cm e largura acima de 16, 1cm; 
• Pranchão: peças com espessura de 7,1 a 16, 1cm e largura acima de 16,1cm. 
 
Tábua e sarrafos 
As tábuas e sarrafos são peças retangulares 
de madeira utilizadas principalmente para 
montagem das fôrmas de concreto e andai-
mes. 
A diferença entre a tábua e sarrafo está na 
largura das peças, segundo a NBR 14807 as peças com menos de 10 cm de largura 
são denominadas por sarrafo. Já as peças com mais de 10 cm de largura são as 
tábuas. Ambas têm espessura de 1 a 3,7 cm e são vendidas com 3 metros de com-
primento. 
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Pontalete 
Os pontaletes são peças compridas de madeira mui-
to resistentes. Eles são utilizados desde a monta-
gem do gabarito da obra até o escoramento da laje. 
Segundo a NBR 14807 os pontaletes devem ter de 7 
a 8 cm de espessura e largura. Você encontra no 
mercado peças brutas e roliças de eucalipto e peça 
serradas e quadradas de pinus e cedrinho. O com-
primento varia de 3 a 6 metros também. 
Quadrado 
Os quadrados são peças compridas de madeira 
muito resistentes. Eles são utilizados como pilares 
e podem suportar o peso das edificações. 
Ainda segundo a norma, as peças de madeira são 
classificadas como quadrados quando a espessu-
ra e largura são iguais e acima de 10 cm. 
 
 
 
 
 
 
 
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1) As árvores produtoras de madeira de construção são do tipo exogênico, que 
crescem pela adição de camadas externas, sob a casca. A secção transversal 
de umtronco de árvore revela as seguintes camadas, de fora para dentro: 
casca; alburno ou branco; cerne ou durâmem e medula. As madeiras de 
construção devem ser tiradas de preferência de qual camada? 
a) casca 
b) alburno 
c) cerne 
d) medula 
e) branco 
 
2) Dentre as vantagens de se usar a madeira, podemos citar, exceto: 
a) isolamento térmico 
b) alta resistência a tração e compressão 
c) material leve 
d) manutenção periódica 
e) velocidade na construção 
 
3) Qual o melhor tipo de madeira para utilização na construção das estruturas 
dos telhados na forma de caibros e vigas? 
a) Madeira de ciclo curto 
b) Madeira de ciclo médio 
c) Madeira de ciclo longo 
 
 
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RURAIS 
Atividades de Fixação 
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REVISÃO BIBLIOGRÁFICA 
 
ALVA, Gerson Moacyr Sisniegas. Estruturas de Concreto - Projeto Estrutural de 
Sapatas. Universidade Federal de Santa Maria. Santa Maria, dezembro de 2007. 
 
ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE NORMAS TÉCNICAS. NBR 6122: Projeto e Execu-
ção de Fundações. Rio de Janeiro, 2019.fund 
 
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em 2023. 
 
CELERE. Tipos de blocos de concreto e suas aplicações na construção civil. 
Disponível em: , acessado em 2023. 
 
HERRERA. Corners, Álvaro. O fibrocimento como recurso material para a con-
cepção de produtos de uso coletivo. Projeto final de mestrado, julho de 
2019. Mestrando em Engenharia de Projetos. Tutor. Molina-Siles, Pe-
dro Cotutor. González Aurignac, Esther. 
 
REMADE. Conheça os tipos de peças de madeira. Disponível em: 
, 
acessado em 2023. 
 
SOUZA, Jorge Luiz Moretti de. Manual de Construções rurais. / Jorge Luiz Moretti 
de Souza, -- Curitiba : DETR/SCA/UFPR, 1997. 165 p. 
 
mailto:sanderson.unec@gmail.com
http://www.remade.com.br/noticias/17311/conheca-os-tipos-de-pecas-de-madeira
	11.5.3 Principais vantagens

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