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Módulo 1 - 9a e 10 Semanas (Integração 1 e 2)

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Módulo 1: 9ª e 10ª Semanas
Prof. Luiz Teves
luizteves@souunisuam.com.br
ABR/2025
(3ªC)
PONTOS DAS AULAS
1. Mundo de Normas.
2. Funções do Direito.
3. Direito e Moral.
4. Ciência do Direito: Zetética e Dogmática.
5. Teoria da Norma.
UAs – 9ª SEMANA
1.Relação entre sociedade, Direito e Estado.
2.Ciência do direito.
3.Origens e funções do Direito.
4.Normas jurídicas e evolução social.
UAs – 10ª SEMANA
1.Atributos, classificações e dimensões
das normas jurídicas.
2.Norma jurídica.
3.Eficácia social e jurídica.
QUESTÕES FUNDAMENTAIS
 O mundo normativo e o Direito:
entre o ser e o dever-ser.
 Quais são as funções do Direito?
 Direito e Moral.
 Identificar os campos de estudo
sobre o Direito.
 Ciência do Direito: entre as
Teorias Zetética e Dogmática.
MUNDO DE
NORMAS
MUNDO NORMATIVO
MUNDO DE NORMAS
• A vida como experiência normativa,
composta por diferentes normas de
conduta que se sobrepõem (religiosa,
moral, etiqueta etc.), sendo o direito a
parte mais visível e notável.
• Norberto Bobbio: “a nossa vida se
desenvolve em um mundo de normas.
acreditamos que somos livres, mas na
realidade, estamos envoltos em uma
rede muito espessa de regras de
conduta que, desde o nosso
nascimento até a morte, dirigem
nesta ou naquela direção as nossas
ações”.
• DESCRIÇÃO.
• Como são os comportamentos de
fato: o que acontece no mundo, as
condutas e os fenômenos.
• Nesse campo, a Sociologia e a
Antropologia se debruçam para
descrever o funcionamento
concreto da sociedade.
• Por exemplo, as condutas
concretas, como as pessoas
efetivamente agem.
• PRESCRIÇÃO.
• A realidade projetada pelas 
normas. 
• Aquilo que a norma projeta para o 
futuro. O comportamento a ser 
obedecido (constrange a 
obediência pela sanção).
• Pode ser uma norma moral, uma 
jurídica ou mesmo de etiqueta: 
todas se projetam e dizem como 
devemos nos comportar. 
SER DEVER-SER
DOIS PONTOS DE VISTA DIFERENTES
• Como as pessoas agem 
efetivamente em sociedade.
• Quando há uma ação social, 
quando agimos perante 
outras pessoas, acabamos 
entrando no mundo das 
normas, do dever-ser.
• De alguma forma, qualquer 
conduta em sociedade é 
moldada por uma norma. 
• Influencia como as pessoas se 
comportam (fato social).
• Religião: valorização dos 
hábitos da vida religiosa, 
sacerdócio etc.
• Moral: fazer o que é certo.
• Etiqueta: ser respeitoso à mesa.
• Moda: vestir-se da forma 
socialmente aceita.
• Direito: mas, o que ele é?
SER DEVER-SER
DOIS PONTOS DE VISTA DIFERENTES
DIREITO E 
SUAS FUNÇÕES
O QUE É O DIREITO?
 SIGNIFICADOS POSSÍVEIS
1. Pode ser lei, como regra social 
obrigatória.
2. Pode ser o justo: "fazer o que é direito".
3. Sistema jurídico: civil ou common law.
4. Pode ser o que o sujeito acredita ser sua
prerrogativa: “eu tenho direito a...”.
5. Pode ser o comportamento social
regrado: como obedecemos e o 
Judiciário funciona.
6. Como norma jurídica ou ramo: 
conjunto de atos que compõem o 
sistema jurídico.
7. Pode ser abordado como ciência, como 
uma área de estudos.
DIREITO COMO PRERROGATIVA: 
CÓDIGO DE DEFESA DO CONSUMIDOR
Art. 18. Os fornecedores de produtos de consumo duráveis ou não duráveis 
respondem solidariamente pelos vícios de qualidade ou quantidade que os tornem 
impróprios ou inadequados ao consumo (...) ou lhes diminuam o valor, assim 
como por aqueles decorrentes da disparidade, com a indicações constantes do 
recipiente (...), podendo o consumidor exigir a substituição das partes viciadas. 
§ 1° Não sendo o vício sanado no prazo máximo de trinta dias, pode o consumidor 
exigir, alternativamente e à sua escolha: 
I - a substituição do produto por outro da mesma espécie, em perfeitas condições 
de uso; 
II - a restituição imediata da quantia paga, monetariamente atualizada, sem 
prejuízo de eventuais perdas e danos; 
III - o abatimento proporcional do preço. 
O QUE É O DIREITO?
 COMO NORMA JURÍDICA
Direito como conjunto de normas 
jurídicas derivadas de autoridades 
competentes (Poder Executivo ou 
Legislativo):
1. Constituição Federal e Estadual
2. Emenda constitucional
3. Lei federal, estadual, municipal
4. Lei orgânica
5. Lei complementar e ordinária
6. Medida provisória
7. Decreto e decreto-lei (LINDB)
8. Portaria
9. Resolução
O QUE É O DIREITO?
 COMO RAMOS DO DIREITO
• Direito Público
1. Constitucional;
2. Administrativo;
3. Tributário;
4. Penal;
5. Previdenciário;
6. Internacional Público.
• Direito Privado
1. Civil;
2. Empresarial;
3. Trabalho;
4. Internacional Privado.
FUNÇÕES DO DIREITO
 LIMITADOR
• ubi societas, ibi jus: onde está a 
sociedade, está o Direito. O 
Direito apenas surge da sociedade 
e a sociedade precisa sempre de 
um Direito. 
• Norberto Bobbio acaba 
reforçando o senso comum do 
Direito como a limite: como 
conjunto de regras que garante a 
convivência social graças ao 
estabelecimento de limites à ação 
de cada um dos seus membros.
NORBERTO BOBBIO –
DIREITO COMO LIMITE
As barragens são as regras de conduta (dentre as 
quais, as jurídicas) que detiveram a corrente das 
paixões, dos interesses, dos instintos, dentro de 
certos limites, e que permitiram a formação 
daquelas sociedades estáveis, com as suas 
instituições e com os seus ordenamentos, que 
chamamos de “civilização”.
FUNÇÕES DO DIREITO
 LIMITADOR
• Separação entre aqueles que 
agem de acordo com o Direito, 
sendo corretos, e quem não o faz, 
os errados. 
• Mas, o Direito não é apenas
comando que impõe limites, 
como uma ferramenta apenas 
para a paz. 
• O Direito não pode ser visto como 
apenas um Código Penal amplo, 
um código que proíbe certas 
condutas com alguma pena. 
FUNÇÕES DO DIREITO
 PROTETOR
• Pode ser percebido como uma 
criação social de regras de convívio 
que promovem um valor importante 
para a sociedade. 
• Exemplo: a promoção do equilíbrio 
social, do bem-estar, saúde, do meio 
ambiente, a moradia etc. De uma 
forma geral, podemos pensar nos 
Direito Sociais e de Fraternidade.
• Direito passa a ser um manto
protetor de organização do 
comportamento social, que 
qualifica o que é importante.
FUNÇÕES DO DIREITO
 PROTETOR
• Escolhemos aquilo que queremos 
tratar como jurídico (manto), na 
medida em que é importante para a 
sociedade, para limitar, mas 
também para proteger e valorizar. 
• Exemplo: o médico quando receita, 
pratica um ato de ciência, mas 
também um ato jurídico, pois 
precisa ter a profissão e diploma 
reconhecidos por lei. 
• Exemplo: quem paga a passagem de 
transporte, realiza um contrato, que 
tem direitos e garantias (empresa).
DIREITO E MORAL
MORAL E ÉTICA
 MORAL 
• São regras de avaliação de 
condutas, juízos que realizamos 
sobre outras pessoas, com base 
em um código ou conjunto de 
valores.
• “Ele mentiu para você” e “ele é 
uma pessoa ruim por mentir”. Os 
dois dizem algo sobre outra 
pessoa, mas um descreve um fato 
e o outro faz um juízo de valor, 
identificando o bom e o ruim, o 
certo e o errado no outro.
MORAL E ÉTICA
 MORAL 
• Esses valores são aqueles 
compartilhados pelos indivíduos, 
servindo para organizar a 
sociedade. Funcionam como um
critério regulador da nossa 
conduta.
• A moral não pode ser confundida 
com a regra de moda, pois se 
relaciona com a identificação do 
que a pessoa e a sociedade 
consideram como um bem, 
constituindo o que chamamos de 
caráter (ser moral).
DIREITO E MORAL
 DIFERENÇAS
• É apresentada a partir de dicotomias:
1) Interioridade X Exterioridade: diz 
respeito ao modo de avaliação das 
ações.
2) Autonomia X Heteronomia: questão da 
fonte da determinação ou imposição 
normativa. 
3) Incoercibilidade X Coercibilidade: 
questão do poder coercitivo, de fazer 
uso da força para exigir o cumprimento 
da regra.
4) Unilateralidade X Bilateralidade: diz 
respeito à estrutura vinculativa (um 
indivíduo ou uma relação). 
CIÊNCIA DO
DIREITO
ESTUDOS NO DIREITO
1. Direito como fenômeno cultural: estuda 
como resultado da complexidade do 
convívio humano (Competência I).
2. Direito e linguagem: estuda o papel da 
linguagemno campo (sua face prescritiva 
e descritiva).
3. Direito e ética: destaca a interrelação 
entre o campo da moral e a codificação 
jurídica, se há contágio e em qual medida.
4. Direito e poder: recorta o papel do Estado 
frente à sociedade, seu monopólio do uso 
da força e as relações para dentro e para 
fora.
5. Direito e política: a divisão dos poderes, os 
sistemas de freios e contrapesos, a 
superfície de contato entre sociedade e 
Estado. 
CIÊNCIA DO DIREITO
 DOIS PONTOS DE VISTA
• Teoria Dogmática: desenvolver-se a 
partir de dogmas, com certas 
premissas sendo inquestionáveis.
• Inquestionáveis e irrefutáveis porque 
dotadas de uma autoridade. A religião 
tem dogmas porque envolve a crença 
ou fé inquestionáveis em suas ideias 
fundamentais: a de que Deus existe, 
por exemplo.
• No caso do Direito, podemos estudar e 
aplicar determinados conceitos e leis 
como dogmas, tornando-os um objeto 
de análise, mas sem qualquer 
possibilidade de questionamento ou 
modificação.
CIÊNCIA DO DIREITO
 DOIS PONTOS DE VISTA
• Teoria Zetética: tem por finalidade 
estudar o Direito sem considerar 
qualquer dogma.
• Parte da necessidade de fundamentar 
o conhecimento na evidência, na 
pesquisa empírica ou teórica que se 
organiza a partir de premissas sempre 
questionáveis.
• Contato com outras áreas: filosofia, 
economia, sociologia, história etc.
• Toda a pesquisa jurídica que não parta 
da verdade do Direito e de suas leis, 
pode ser identificada com uma 
perspectiva zetética. 
CIÊNCIA DO DIREITO
 DOIS PONTOS DE VISTA
• 1º Exemplo: uma lei de condomínio 
nova que proíbe animais domésticos. 
• Zetética: qual a necessidade dessa lei? 
Ela é justa em termos de liberdade das 
pessoas? Podemos pesquisar aqueles 
que pensam contra os animais, 
entender o seu raciocínio etc.
• Dogmática: não adianta questionar a 
lei, devemos pensar sua interpretação, 
aplicação e possíveis lacunas: fere 
outra norma, mesmo jurídica (Direito 
Civil)? Trata-se de qualquer animal ou 
apenas aqueles que perturbam 
(peixes)? E aqueles que já possuíam 
animais, o que fazer?
CIÊNCIA DO DIREITO
 DOIS PONTOS DE VISTA
• 2º Exemplo: Constituição F. de 1988.
• Zetético: entender qual filosofia 
revestiu seus princípios, qual a 
dimensão do custo econômico de seus 
direitos, quais movimentos sociais 
deram origem aos seus direitos etc.
• Dogmático: parte do fato 
inquestionável de que a Constituição é 
aquela escrita e que as decisões 
judiciais são realizadas com base nela 
(princípio da legalidade). 
• O conhecimento dogmático surge para 
suprimir incertezas no funcionamento 
do Direito. Mas, não há uma linha 
divisória radical, as duas coexistem.
• Significa pesquisar ou perquirir.
• Dissolve todo ponto de partida, 
para pesquisar a partir de 
evidências: questões infinitas.
• Acentua a pergunta diante de um 
problema: os elementos da questão 
são analisados.
• Questiona o ser das coisas. 
• Concentra na produção de 
evidências sólidas para o 
conhecimento (subtração de 
dúvidas sucessivas).
• Significa ensinar ou doutrinar.
• Parte de verdades inquestionáveis, 
dogmas, para construir uma 
pesquisa.
• Acentua a resposta diante de um 
problema: os elementos da questão 
são inquestionáveis. 
• Já parte do dever-ser disposto. 
• Concentra em resolver as 
incertezas para possibilitar uma 
decisão ou orientar uma ação: trata 
de questões finitas.
ZETÉTICA DOGMÁTICA
DUAS CIÊNCIAS DO DIREITO
HERMENÊUTICA 
OU TEORIA DA 
INTERPRETAÇÃO
DA DECISÃO OU TEORIA 
DA ARGUMENTAÇÃO 
JURÍDICA
ANALÍTICA OU 
TEORIA DA NORMA
DOGMÁTICA 
JURÍDICA
TEORIA DA
NORMA
ESTUDO DA NORMA
 PERCURSO
• Podemos estudar a norma jurídica de 
maneira isolada (célula do corpo). 
Entender o que compreende, como 
ela carrega uma sanção, como ela 
possui como característica um 
elemento hipotético etc.
• Também podemos estudar a norma 
inserida em um conjunto de outras 
normas (relação entre as células em 
um corpo). Tal conjunto é chamado 
no Direito de ordenamento jurídico 
ou sistema jurídico.
• Estudaremos primeiro a norma 
jurídica e suas três perspectivas. 
Depois, o ordenamento jurídico.
SANÇÃO
 DEFINIÇÃO
• Todas as regras são formuladas 
para serem cumpridas, sejam 
quais forem: religiosas, morais, 
jurídicas, de etiqueta etc. 
• Não existe regra que não implique 
um desejo de ser obedecida, de que 
o comportamento desejado (dever-
ser) seja efetivamente realizado.
• É o que as distinguem de meras 
expectativas ou promessas. 
• Sanção é, então, todo e qualquer
processo de garantia daquilo que
se determina em uma regra. 
SANÇÃO
 MORAL E DIREITO
• São tão variadas quanto os tipos de 
regras possíveis. Por exemplo, a 
sanção moral envolve: 
A.Remorso ou exame de consciência 
pesado (de foro íntimo); 
B. Crítica, condenação, opinião 
contrária (sanção externa).
• O Direito também possui as suas, 
impondo algo penoso ou um prêmio 
(desconto por pagamento antecipado): 
A.Pecuniária ou financeira (civil);
B. Privativa de liberdade ou 
restritiva de direito (limitação de 
fim de semana, de dirigir, serviços 
etc.).
SANÇÃO JURÍDICA
 ESPÉCIE DA SANÇÃO GERAL
• O fenômeno jurídico representa uma 
forma de organização da sanção. 
• A sanção é o gênero do qual a sanção 
jurídica é a espécie. 
• O que a caracteriza é a sua
predeterminação e organização 
(escrita e clara), contendo o monopólio 
do uso da força pelo Estado (coerção).
• Exemplo: matar alguém é um ato que 
fere tanto um mandamento religioso e 
moral, como um dispositivo penal. A 
diferença está em que, no plano 
jurídico, a sociedade se organiza contra 
o homicida, através do aparelho 
judiciário e policial. 
COERÇÃO
 DEFINIÇÃO
 Coação é um termo técnico 
empregado pelos juristas com duas 
acepções diferentes: 
a) Aplicação da força organizada
para fins do direito: normas 
jurídicas visam a preservar o 
convívio, não podem ficar à mercê 
da boa vontade. "Vale-se do 
veneno da força para impedir que 
ela triunfe".
b) Violência física ou psíquica feita 
contra uma pessoa ou grupo que, 
quando contrária ao direito, torna 
anulável um ato jurídico ou 
implica em um crime.
VIOLÊNCIA
 CÓDIGO CIVIL
 ART. 104. A validade do negócio jurídico 
requer: I - agente capaz; II - objeto lícito, 
possível, determinado ou determinável; 
III - forma prescrita ou não defesa em lei.
 ART. 151. A coação, para viciar a 
declaração da vontade, há de ser tal que 
incuta ao paciente fundado temor de 
dano iminente e considerável à sua 
pessoa, à sua família, ou aos seus bens.
 CÓDIGO PENAL
 Art. 22. Se o fato é cometido sob coação 
irresistível ou em estrita obediência a 
ordem, não manifestamente ilegal, de 
superior hierárquico, só é punível o autor 
da coação ou da ordem.
DIFERENÇA DO DIREITO
 HETERONOMIA
• As normas jurídicas são postas pelo 
legislador, juízes etc. Podemos criticá-las, 
não concordar com elas, mas somos 
obrigados a obedecê-las, pois valem 
objetivamente e de forma transpessoal. 
 COERCIBILIDADE
• Como vimos, no mundo da moral há uma 
dimensão de conduta espontânea, por mais 
que haja uma sanção. Espera-se que a 
pessoa seja boa. A moral é incoercível. 
• Diferente é o direito: é coercível. 
• Entretanto, se o que o distingue é a 
coercibilidade, o direito é apenas força? 
("Teoria da coação"). Qual a diferença do 
Estado para um bando armado? Não há 
consenso político no Direito?
NORMA JURÍDICA
A norma jurídica pode ser 
reduzida a um juízo ou 
proposição hipotética: 
elenca-se um fato (F) ligado 
a uma consequência (C). 
Dispõe “Se F é, deve ser C”.
Ou seja, a regra do direito 
tem uma previsão genérica 
de um fato e, em caso de sua 
ocorrência, uma 
consequência. Trata-se da 
formulação de um 
enunciado normativo.
Então, temos o fato-tipo, 
que é um fato passível de 
ocorrer no futuro 
(abstrato), que o direito
vem a recortar. 
A previsão de uma consequência, que no direito 
será chamada de sanção, indica o desejo social de 
que aquele comportamento ou conduta humana 
seja obedecido, seguidode fato em sociedade.
E, a esse fato, corresponde 
uma consequência. 
Atribui-se a esse fato um 
efeito jurídico. 
Todo fato recortado pelo 
direito é jurídico, mas 
nem todo acontecimento 
do mundo é jurídico. 
NORMA JURÍDICA
EXEMPLOS
O Código Penal é repleto de 
normas jurídicas de condutas 
abstratas e genéricas. 
Artigo 121 (Homicídio simples)
Matar alguém:
Pena – reclusão, de seis a vinte 
anos.
Artigo 129 (Lesão Corporal)
Ofender a integridade corporal 
ou saúde de outrem:
Pena – detenção, de três meses 
a um ano.
SUBSUNÇÃO
Um determinado evento 
acontece no mundo 
(situação fática) e entra 
em conflito com a norma. 
Exemplo: alguém matou 
outra pessoa.
O papel do operador surge 
nesse momento: a sanção 
jurídica é sempre 
mediada. A relação entre 
a norma e a situação 
conflitiva ou a conduta 
proibida é estabelecida 
por um procedimento. 
Nessas normas de conduta, o procedimento é a 
realização da aproximação do caso à norma, a 
subsunção: incluir uma coisa em algo maior, o 
caso exposto em uma fato-tipo abstrato. São 
processos de ligações e diferenciações (lego).
NORMA OU 
VALIDADE
VALOR OU 
JUSTIÇA
FATO OU 
EFICÁCIA
ÁREAS DA 
NORMA JURÍDICA
ESTUDOS DA NJ
 NORBERTO BOBBIO
• Podemos estudar a norma: 
1. Pela sua justiça: se a norma é 
justa ou injusta;
2. Pela sua validade: se a norma é 
válida ou inválida;
3. Pela sua eficácia: se a norma é 
eficaz ou ineficaz. 
• Cada uma dessas perspectivas surgiu 
em um determinado momento 
histórico e implicou uma maneira de 
perceber o fenômeno jurídico.
• O desenvolvimento da Teoria do 
Direito passa por elas, com os seus 
movimentos exclusivos (1ª análise) e, 
depois, certas misturas (2ª análise).
NJ APENAS PELA JUSTIÇA
 DIREITO NATURAL 
• O Direito Natural ou jusnaturalismo 
adquire força no momento da 
formação do Estado Moderno. 
• Era uma importante fonte de crítica 
aos abusos cometidos por parte do 
poder político (Estado Absolutista).
• Pergunta fundamental: como o Direito 
deve ser?
• Definição geral: conjunto de leis de 
ordem superior que supostamente 
fundamenta a validade do Direito 
Positivo.
• Origem: uma ordem divina (por 
revelação: teológico) ou uma ordem 
humana (pela razão: antropológico).
NJ APENAS PELA JUSTIÇA
 DIREITO NATURAL 
• Reduz-se, então, a existência da 
norma jurídica a uma questão de 
equivalência ao Direito Natural.
• Foi importante para se opor ao 
ordenamento dos reis que não 
reconheciam a primeira geração de 
direitos, aqueles de Liberdade.
• Entretanto, depois de positivados, o 
discurso sobre a necessidade de 
reconhecer o Direito Natural se 
transformou.
• Passou-se a desconsiderar a 
necessidade do Direto Natural, uma 
vez que as suas leis já constavam no 
Direito Positivo (DDHC).
Gustav Radbruch
Quando uma lei nega conscientemente a vontade de justiça, 
por exemplo concede arbitrariamente ou refuta os direitos 
do homem, carece de validade (...) até mesmo os juristas 
devem encontrar coragem para refutar-lhe o caráter 
jurídico (...). Onde a justiça não é nem mesmo perseguida, 
onde a igualdade, que constitui o núcleo da justiça, é 
conscientemente negada em nome do direito positivo, a lei 
não somente é direito injusto como carece em geral de 
juridicidade.
SERÁ QUE NÃO HÁ UMA RELAÇÃO 
ENTRE DIREITO E MORAL?
DEVEMOS OBEDIÊNCIA A UM 
DIREITO IMORAL?
QUAL A RELAÇÃO ENTRE DIREITO 
E JUSTIÇA?
LEIS DE JIM CROW
No fim da Guerra Civil nos 
EUA (1865), foram 
promulgadas Emendas à 
Constituição dando fim à 
escravatura no país. 
Chamadas de leis de Jim Crow, eram leis que impunham 
uma separação de corpos e de espaços na sociedade 
americana. Os estabelecimentos eram diferenciados 
entre aqueles para brancos e para “coloridos”. Quem 
desrespeitasse não era atendido e poderia até ser 
expulso do estabelecimento.
Em 1896, o caso chegou à Suprema Corte (Plessy 
vs. Ferguson). Mas, tais leis foram mantidas pela 
criação da doutrina legal "separados, mas iguais". 
Apenas em 1960, um novo precedente surge e 
outras leis são criadas (Civil Rights Act of 1964 e
Voting Rights Act of 1965).
Afirmou-se a igualdade na 
cidadania e a proibição de 
distinção no direito ao voto 
pela cor da pele. Entretanto, 
isso não evitou a criação de 
leis raciais entre 1870 e 1960 
em muitos estados do sul 
dos EUA (tensão da guerra 
que vai para o direito). 
NJ APENAS PELA VALIDADE
 POSITIVISMO JURÍDICO
• Entre o Estado Liberal e o Estado 
Social (séculos XIX e XX), surgiu essa 
nova Teoria do Direito.
• Ao invés de olhar como o Direito 
deveria ser, algo que seus defensores 
viam como subjetivo (vai de cada um), 
propunham considerar Direito aquilo 
que é emanado do Estado. 
• Definição geral: é Direito apena o 
ordenamento jurídico vigente em 
certo Estado, que o dota de coerção.
• Então, aquilo que constitui o Direito é 
a sua validade. Ela decorre do 
ordenamento jurídico como um todo, 
conforme veremos.
NJ APENAS PELA VALIDADE
 VALIDADE
• Para que a norma exista, é necessário 
ter validade: ser criada por um órgão 
legítimo e competente, em respeito ao 
procedimento legal previsto para sua 
elaboração em uma norma superior. 
• Órgão legítimo e competente + devido 
processo = norma válida. 
• Aquele que produziu a norma tinha 
alguma autoridade conferida pelo 
ordenamento? Ele tinha a capacidade 
dada por uma lei ou pela Constituição 
para promulgar tal matéria? 
• Não obedecemos da mesma forma a 
ordem de um fiscal e de um bandido 
quando pedem dinheiro (validade). 
Constituição Federal de 1988
Art. 22. Compete privativamente à União legislar sobre:
I - direito civil, comercial, penal, processual, eleitoral, agrário, 
marítimo, aeronáutico, espacial e do trabalho;
IV - águas, energia, informática, telecomunicações e radiodifusão;
VI - sistema monetário e de medidas, títulos e garantias dos metais;
VII - política de crédito, câmbio, seguros e transferência de valores;
VIII - comércio exterior e interestadual;
IX - diretrizes da política nacional de transportes;
XI - trânsito e transporte;
XIII - nacionalidade, cidadania e naturalização;
Constituição Federal de 1988
Art. 48. Cabe ao Congresso Nacional, com a sanção do Presidente da 
República, não exigida esta para o especificado nos arts. 49, 51 e 52, 
dispor sobre todas as matérias de competência da União, 
especialmente sobre:
I - sistema tributário, arrecadação e distribuição de rendas;
III - fixação e modificação do efetivo das Forças Armadas;
IV - planos e programas nacionais, regionais e setoriais de 
desenvolvimento;
V - limites do território nacional, espaço aéreo e marítimo e bens do 
domínio da União;
HANS KELSEN
 TEORIA PURA DO DIREITO
• Teoria Pura do Direito era o nome da 
sua principal obra. Kelsen foi um 
importante pilar do movimento do 
Positivismo Jurídico.
• O autor propôs uma forma de estudar o 
Direito de forma “pura”, sem se guiar 
pelo que o Direito deveria ser.
• Tal seria o papel da ciência do direito: 
estudar as normas (objeto privilegiado) 
de forma neutra (mesmo impulso da 
formação da sociologia com Comte).
• Uma Teoria Pura destituída do estudo 
da moral, da justiça (jusnaturalismo) e 
da política: juízo de validade das 
normas, não de valor. 
HANS KELSEN
 TEORIA PURA DO DIREITO
• Exemplo: as leis de nazistas. A conduta 
prescrita não deve ser julgada pelo 
cientista. Apenas será avaliado se a 
norma integra corretamente o 
Ordenamento do Estado. 
• Faz-se um juízo (avaliação) de validade. 
Não se olhar o conteúdo da norma. 
Tudo pode ser jurídico, depende do 
critério adotado por cada Estado. 
• Pergunta fundamental: como podemos 
identificar algo como jurídico se 
existem tanto tipos de Direito? 
• Assim, confere um enfoque ao aspecto 
formal, extraindo os elementos 
constantes na forma do Direito.
HANS KELSEN
 ORDENAMENTO (NJ) + COERÇÃO
• Ao estudar a forma da norma, Kelsen 
destaca a norma jurídica como norma 
de conduta: fato-tipo + sanção. Mas, o 
que a diferencia da moral?
• São dois os elementos fundamentais do 
Direitopara Kelsen: se a norma tem 
validade decorrente do Ordenamento 
(autoridade dada por uma norma 
superior) e se possui coercibilidade 
(força do Estado para garantir a 
obediência).
• Assim, para Kelsen e o positivismo, 
podemos identificar o Direito quando 
estamos diante de uma norma 
integrada em um Ordenamento e que 
possui coerção do Estado.
HANS KELSEN
Há mais de duas décadas que empreendi desenvolver uma teoria 
jurídica pura, isto é, purificada de toda a ideologia política e de 
todos os elementos de ciência natural, uma teoria jurídica 
consciente da sua especificidade porque consciente da legalidade 
específica do seu objeto. Logo, desde o começo foi meu intento 
elevar o estudo do Direito (...) à altura de uma genuína ciência, de 
uma ciência do espírito. Importava explicar (...) as suas tendências 
exclusivamente dirigidas ao conhecimento do Direito, e aproximar 
tanto quanto possível os seus resultados do ideal de toda a ciência: 
objetividade e exatidão.
NJ PELA EFICÁCIA
 REALISMO JURÍDICO
• Trata-se de uma Teoria do Direito que 
surgiu ao longo do século XIX, 
principalmente nos EUA, e que 
criticava as duas outras Teorias.
• Para essa Teoria, o que importa não é 
se o Direito é justo ou se ele é válido. 
Tais posições focam no aspecto ideal 
ou formal (ordenamento).
• O contraste entre o Jusnaturalismo e o 
Juspositivismo é entre o direito justo e 
o válido. 
• Definição geral: para o Realismo, as 
duas posições focam no direito que é 
imposto, quando a questão seria focar 
no direito efetivamente aplicado.
NJ PELA EFICÁCIA
 REALISMO JURÍDICO
• O positivismo jurídico acaba por focar 
demais na figura do legislador: quem 
possui a competência para editar a lei.
• O Realismo focará no Judiciário, na 
atuação de fato dos juízes. Não por 
menos, será em um país de tradição da 
common law (jurisprudência). 
• Assim, não existe um Direito objetivo 
do qual se realiza a subsunção. O 
Direito é a contínua criação dos juízes 
no ato de decidir um caso. 
• O Direito de fato é aquele produzido 
pelas sentenças, o juiz atualiza o tempo 
todo o Direito diante do caso concreto 
(juiz-sociólogo).
ESTUDOS RECENTES
 TRÊS TEORIAS DO SÉCULO XX
• Após a 2ª Guerra Mundial, 
questionamentos foram feitos 
sobre a separação radical entre 
Direito e Moral ou Justiça.
• Além disso, novas teorias 
surgiram sobre o espaço da 
eficácia das normas.
• Podemos citar três: 
 Neoconstitucionalismo;
 Análise Econômica do Direito 
(AED);
 Teoria Tridimensional do 
Direito.
ESTUDOS RECENTES
 TRÊS TEORIAS DO SÉCULO XX
• Neoconstitucionalismo: por entre o 
jusnaturalismo e o juspositivismo 
nasceu o chamado pós-positivismo. 
Tratava-se de reconhecer a presença e 
eficácia dos valores já positivados no 
Direito, principalmente na 
Constituição (Direitos Fundamentais). 
Surgiu toda uma nova Teoria da 
Constituição e ferramentas para 
interpretação de tais princípios 
(ponderação e não mais subsunção).
• AED: usar das teorias 
comportamentais econômicas para 
pensar o Direito. Como pensar e 
calcular o interesse na obediência de 
fato das leis e o custo do Direito. 
TEORIA TRIDIMENSIONAL
 MIGUEL REALE
• Autor brasileiro, ele elaborou três 
críticas ao positivismo jurídico de 
Hans Kelsen: 
1. Direito não tem apenas norma 
de conduta (possui normas de 
organização);
2. Direito não é apenas coerção 
(bilateralidade atributiva);
3. Direito não é apenas norma, 
também carrega fato e valor 
(Tridimensional).
TIPOS DE NORMAS
 NORMAS DE ORGANIZAÇÃO
• Mas será que existem apenas 
normas prescritivas e coercitivas 
relacionadas aos comportamentos? 
• A restrição de Kelsen a essas 
normas não dava conta das normas 
que dispunham sobre a organização 
dos poderes do Estado, as que 
estruturam órgãos e distribuem 
competências e atribuições. 
• Reale então divide as normas em 
duas espécies: as primárias, que são 
as normas de conduta; secundárias, 
as normas de organização do 
próprio Estado.
Constituição Federal de 1988
Art. 18. A organização político-administrativa da República 
Federativa do Brasil compreende a União, os Estados, o Distrito 
Federal e os Municípios, todos autônomos, nos termos desta 
Constituição.
Art. 21. Compete à União: I - manter relações com Estados 
estrangeiros e participar de organizações internacionais; II - 
declarar a guerra e celebrar a paz; III - assegurar a defesa 
nacional; VII - emitir moeda; X - manter o serviço postal e o 
correio aéreo nacional (...).
ALÉM DA COERÇÃO
 BILATERALIDADE
• Antes de ser só coerção, Reale 
ressalta a bilateralidade atributiva: 
“quando duas ou mais pessoas se 
relacionam segundo uma proporção 
objetiva que as autoriza a pretender 
ou a fazer garantidamente algo". 
• É a dimensão intersubjetiva do 
direito: direito apenas existe na 
relação, que seja objetiva (não 
redutível unilateralmente a um dos 
polos) e que implica uma ação ou 
pretensão garantida entre as duas 
partes, podendo se estender a 
terceiros. É o que impede o direito de 
ser arbitrário (esmola x serviço).
TEORIA TRIDIMENSIONAL 
1. FENÔMENO JURÍDICO
• Onde quer que haja um fenômeno jurídico, há, 
sempre e necessariamente: um fato subjacente 
(fato econômico, geográfico, demográfico, de 
ordem técnica etc.); um valor, que confere 
determinada significação a esse fato, inclinando 
ou determinando a ação dos homens no sentido 
de atingir ou preservar certa finalidade ou 
objetivo; e, finalmente, uma norma, que 
representa a relação ou medida que integra um 
daqueles elementos ao outro, o fato ao valor.
3. CAMPOS DE ESTUDO
• O Direito, enquanto fato, é a realidade concreta, 
os aspectos sociais e históricos que cercam o 
mundo jurídico (Sociologia); o Direito, enquanto 
valor, é a busca constante pelos seus 
fundamentos, a ideia de Justiça (Filosofia); o 
Direito, enquanto norma, é o Ordenamento 
Jurídico, forma de controle social (Ciência).
2. COEXISTÊNCIA
• Tais elementos não existem separados 
uns dos outros mas coexistem numa 
unidade concreta. E, não só exigem 
reciprocidade, mas atuam como elos de 
um processo de tal modo que a vida do 
direito resulta na interação dinâmica dos 
três elementos que a integram.
FATO
VALOR NORMA
DIREITO
NOMOGÊNESE
Criação de uma norma: o direito 
sempre se atualiza como fato, valor 
e norma. Integra uma classe de 
fatos a uma ordem de valores a 
partir de uma estrutura normativa. 
Acontecimento que pode ser social, 
cultural etc. Esse fato gera 
repercussão na sociedade, gera 
valores novos sobre ele.
FATO
Cada sociedade possui os seus, 
mudando com o tempo, novos 
fatos implicam mudanças.
VALOR
Criada pelo Estado, sendo a mesma 
para toda sociedade, se ela muda, o 
fato também muda.
NORMA
EXPOSIÇÃO DE MOTIVOS -
LEI MARIA DA PENHA (2006)
O projeto delimita o atendimento às mulheres vítimas de violência 
doméstica e familiar, por entender que a lógica da hierarquia de 
poder em nossa sociedade não privilegia as mulheres. Assim, 
busca atender aos princípios de ação afirmativa que têm por 
objetivo implementar “ações direcionadas a segmentos sociais, 
historicamente discriminados (...), dando a estes grupos um 
tratamento diferenciado que possibilite compensar as 
desvantagens sociais oriundas da situação de discriminação e 
exclusão a que foram expostas”.
EXPOSIÇÃO DE MOTIVOS -
LEI MARIA DA PENHA (2006)
As iniciativas de ações afirmativas visam “corrigir a defasagem 
entre o ideal igualitário predominante e/ou legitimado nas 
sociedades democráticas modernas e um sistema de relações 
sociais marcado pela desigualdade e hierarquia”. A necessidade de 
se criar uma legislação que coíba a violência doméstica e familiar 
contra a mulher, prevista tanto na Constituição como nos tratados 
internacionais dos quais o Brasil é signatário, é reforçada pelos 
dados que comprovam sua ocorrência no cotidiano da mulher 
brasileira.
EXPOSIÇÃO DE MOTIVOS -
LEI DO FEMINICÍDIO (2015)
A importância de tipificar o feminicídio é reconhecer, na forma da 
lei, que mulheres estão sendo mortaspela razão de serem 
mulheres, expondo a fratura da desigualdade de gênero que 
persiste em nossa sociedade, e é social, por combater a 
impunidade, evitando que feminicidas sejam beneficiados por 
intepretações jurídicas anacrônicas e moralmente inaceitáveis, 
como o de terem cometido “crime passional”. Envia, outrossim, 
mensagem positiva à sociedade de que o direito à vida é universal 
e de que não haverá impunidade.
EXPOSIÇÃO DE MOTIVOS -
LEI HENRY BOREL (2022)
Caso da Lei: O menino Henry Borel, de quatro anos de idade, foi 
assassinado em 2021 no Rio de Janeiro, por sua mãe e pelo 
padrasto. O caso ocorreu depois de muitas outras mortes torpes de 
crianças por seus responsáveis, como aquelas da Isabella Nardoni 
(2008) e de Bernardo Boldrini (2014).
Exposição de Motivos: "Estabelece medidas protetivas específicas 
para crianças e adolescentes vítimas de violência doméstica e 
familiar e considera crime hediondo o assassinato de menores de 
14 anos".
OAB 2024
A regra da igualdade não consiste senão em quinhoar desigualmente aos 
desiguais, na medida em que se desigualam. [...] Tratar com desigualdade a iguais, 
ou a desiguais com igualdade, seria desigualdade f lagrante, e não igualdade real.
Rui Barbosa. Oração aos moços.
É comum encontrar frases de Rui Barbosa reproduzidas em sentenças, petições, 
sustentações orais ou mesmo estampadas em escritórios de advocacia ou gabinetes de 
juízes. O trecho acima é uma das frases mais conhecidas de Rui Barbosa. A ideia central 
contida no trecho citado tem clara inspiração em:
a) República, de Platão.
b) Ética a Nicômaco, de Aristóteles.
c) Crítica da Razão Prática, de Kant.
d) Teoria Pura do Direito, de Kelsen.
OAB 2024 - XLI
OAB 2024 - XLI
A obra de Hans Kelsen é de fundamental importância para o Direito e segue estudada e 
discutida até os dias atuais. Acerca de sua Teoria Pura do Direito, assinale a afirmativa 
correta.
a) O autor nega a inf luência e a conexão entre Sociologia, Ética e Política com o Direito, de 
modo que apenas ignorando essas disciplinas seria possível construir uma teoria 
verdadeiramente pura.
b) A pureza a que o autor alude possui sentido metodológico, diferenciando Direito da 
Ciência do Direito, a fim de excluir de sua análise tudo aquilo que não pertença ao seu 
objeto de estudo.
c) Em sua obra Teoria Pura do Direito, Kelsen trata de ciência jurídica e não política do 
Direito, motivo pelo qual busca responder como deve ser o Direito e como ele deve ser feito.
d) A conexão entre o Direito e os elementos essenciais à sua compreensão, como a Teoria 
Política, motivou Kelsen a incorporar esses elementos na elaboração da Teoria Pura do 
Direito, pois indissociáveis. 
OAB 2024 - XL
Uma norma jurídica não vale porque tem um determinado conteúdo... (Hans 
Kelsen)
O que faz uma norma jurídica ser válida é tema central para a teoria e a Filosofia do 
Direito. Segundo o Normativismo Jurídico de Hans Kelsen, conforme apresentado em 
seu livro Teoria Pura do Direito, a validade da norma jurídica recai logicamente sobre 
uma categoria que é o ponto de partida do processo de criação do direito positivo. 
Assinale a opção que apresenta essa categoria:
a) O legislador democrático.
b) A soberania popular. 
c) A norma fundamental pressuposta.
d) O direito das gentes. 
OAB 2023 - XXXIX
O Código Civil de Napoleão, de 1804, representou um momento de grande expectativa e 
confiança nos poderes da lei escrita. Nesse contexto, surge um importante movimento no 
Direito, chamado “Escola da Exegese”. Assinale a opção que, segundo Miguel Reale em seu 
livro Lições Preliminares do Direito, define este movimento:
a) A afirmação de que a lei é uma realidade histórica, que se situa na progressão do tempo e, 
por isso, deve ser interpretada segundo as tradições e o próprio espírito do povo. 
b) A crença de que a lei é importante, mas se não corresponder mais aos fatos 
supervenientes, deve-se procurar a solução em outras fontes, como o costume, por exemplo.
c) A concepção segundo a qual cabe ao juiz julgar segundo os ditames da ciência e de sua 
consciência, de forma a prevalecer um direito justo, seja na falta da lei, seja contra aquilo 
que dispõe a lei. 
d) A sustentação de que na lei positiva, e de maneira especial no Código Civil, já se encontra 
a possibilidade de uma solução para todos os eventuais casos ou ocorrências da vida social. 
OAB 2022 - XXXVI
“O problema da eficácia nos leva ao terreno da aplicação das normas jurídicas, que é o terreno 
dos comportamentos efetivos dos homens que vivem em sociedade...” Norberto Bobbio
Norberto Bobbio, em seu livro Teoria da Norma Jurídica, ao tratar dos critérios de valoração da norma 
jurídica, fala de três critérios possíveis: justiça, validade e eficácia. Com relação ao critério da eficácia 
na obra em referência, assinale a afirmativa correta:
a) Relaciona-se ao problema da interdependência necessária entre os critérios, isto é, para que uma 
regra seja eficaz, ela deve também ser válida e ser justa.
b) Diz respeito ao problema de uma norma ser ou não seguida pelas pessoas a quem é dirigida e, no caso 
de violação, ser imposta por via coercitiva pela autoridade que a evocou.
c) Trata-se do problema da correspondência ou não da norma aos valores últimos ou finais que 
inspiram um determinado ordenamento jurídico, expressos pelo legislador de maneira mais ou menos 
explícita.
d) Refere-se ao problema da existência da regra enquanto tal e se resolve com um juízo de fato, isto é, 
trata-se de constatar se uma regra assim determinada pertence ou não a um ordenamento jurídico. 
OAB 2022 - XXXV
É possível que, diante de um caso concreto, seja aceitável a aplicação tanto de uma lei geral 
quanto de uma lei especial. Isso, segundo Norberto Bobbio, em seu livro Teoria do 
Ordenamento Jurídico, caracteriza uma situação de antinomia.
Assinale a opção que, segundo o autor na obra em referência, apresenta a solução que deve 
ser adotada.
a) Deve ser feita uma ponderação de princípios entre a lei geral e a lei especial, de forma que 
a lei que se revelar menos razoável seja revogada.
b) Deve prevalecer a lei especial sobre a lei geral, de forma que a lei geral seja derrogada, 
isto é, caia parcialmente. 
c) Deve ser verificada a data de edição de ambas as leis, pois, nesse tipo de conf lito entre lei 
geral e lei especial, deve prevalecer aquela que for posterior. 
d) Deve prevalecer a lei geral sobre a lei especial, pois essa prevalência da lei geral é um 
momento ineliminável de desenvolvimento de um ordenamento jurídico.
OAB 2021 - XXXIII
Norberto Bobbio, em seu livro Teoria da Norma Jurídica, considera a sanção uma das mais 
significativas características da norma jurídica. Ele diferencia a sanção jurídica da sanção 
moral e da sanção social, pelo fato de a sanção jurídica ser institucionalizada. Assinale a opção 
que, segundo Bobbio na obra em referência, expressa as características da sanção 
institucionalizada. 
a) A sanção que obriga a consciência dos destinatários da norma e que produz um sentimento de 
culpa, que é a consequência negativa ou desagradável decorrente da eventual violação da norma. 
b) A sanção que resulta dos costumes e da vida em sociedade em geral, e que possui como fim 
tornar mais fácil ou menos difícil a convivência social.
c) A sanção que foi feita para os casos de violação de uma regra primária e que tem sua medida 
estabelecida dentro de certos termos, para ser executada por pessoas previamente 
determinadas. 
d) A sanção instituída pelo direito natural e que decorre da natureza mesma das coisas, da 
vontade de Deus e da razão humana. 
OAB 2021 - XXXII
Miguel Reale, ao tratar do tema da validade da norma jurídica em seu livro Lições Preliminares de 
Direito, fala de uma dimensão denominada por ele validade social ou, ainda, eficácia ou 
efetividade. Segundo Reale, a eficácia seria a regra jurídica enquanto momento da conduta 
humana. Com base no livro em referência, assinale a opção que apresenta a ideia de eficácia ou 
efetividade danorma jurídica.
a) Executoriedade compulsória de uma regra de direito, por haver preenchido os requisitos 
essenciais à sua feitura ou elaboração.
b) Obediência das normas jurídicas às determinações formais e materiais da Constituição Federal, 
sem o que uma norma jurídica não teria capacidade de produzir efeitos.
c) O fundamento da norma jurídica, isto é, o valor ou o fim objetivado pela regra de direito; a razão 
de ser da norma, pois é impossível conceber uma regra jurídica desvinculada de sua finalidade.
d) A norma em sua dimensão experimental, pois se refere ao cumprimento efetivo do direito por 
parte de uma sociedade ou, ainda, aos efeitos sociais que uma regra suscita por meio de seu 
cumprimento. 
	Módulo 1: 9ª e 10ª Semanas
	PONTOS DAS AULAS
	UAs – 9ª SEMANA
	UAs – 10ª SEMANA
	QUESTÕES FUNDAMENTAIS
	MUNDO DE NORMAS
	MUNDO NORMATIVO
	SER
	SER
	DIREITO E �SUAS FUNÇÕES
	O QUE É O DIREITO?
	Número do slide 12
	O QUE É O DIREITO?
	O QUE É O DIREITO?
	FUNÇÕES DO DIREITO
	Número do slide 16
	FUNÇÕES DO DIREITO
	FUNÇÕES DO DIREITO
	FUNÇÕES DO DIREITO
	DIREITO E MORAL
	MORAL E ÉTICA
	MORAL E ÉTICA
	DIREITO E MORAL
	CIÊNCIA DO DIREITO
	ESTUDOS NO DIREITO
	CIÊNCIA DO DIREITO
	CIÊNCIA DO DIREITO
	CIÊNCIA DO DIREITO
	CIÊNCIA DO DIREITO
	ZETÉTICA
	ANALÍTICA OU TEORIA DA NORMA
	TEORIA DA NORMA
	ESTUDO DA NORMA
	SANÇÃO
	SANÇÃO
	SANÇÃO JURÍDICA
	COERÇÃO
	VIOLÊNCIA
	DIFERENÇA DO DIREITO
	Número do slide 40
	Número do slide 41
	Número do slide 42
	Número do slide 43
	FATO OU EFICÁCIA
	ESTUDOS DA NJ
	NJ APENAS PELA JUSTIÇA
	NJ APENAS PELA JUSTIÇA
	Número do slide 48
	SERÁ QUE NÃO HÁ UMA RELAÇÃO ENTRE DIREITO E MORAL?��DEVEMOS OBEDIÊNCIA A UM DIREITO IMORAL?��QUAL A RELAÇÃO ENTRE DIREITO E JUSTIÇA?
	Número do slide 50
	NJ APENAS PELA VALIDADE
	NJ APENAS PELA VALIDADE
	Número do slide 53
	Número do slide 54
	HANS KELSEN
	HANS KELSEN
	HANS KELSEN
	Número do slide 58
	Número do slide 59
	NJ PELA EFICÁCIA
	NJ PELA EFICÁCIA
	ESTUDOS RECENTES
	ESTUDOS RECENTES
	TEORIA TRIDIMENSIONAL
	TIPOS DE NORMAS
	Número do slide 66
	ALÉM DA COERÇÃO
	TEORIA TRIDIMENSIONAL 
	Número do slide 69
	Número do slide 70
	Número do slide 71
	Número do slide 72
	Número do slide 73
	Número do slide 74
	Número do slide 75
	Número do slide 76
	Número do slide 77
	Número do slide 78
	Número do slide 79
	Número do slide 80
	Número do slide 81
	Número do slide 82

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