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Semiologia Respiratória
Tosse
O que é: inspiração rápida e profunda → fechamento da glote → contração de músculos espiratórios = 
expiração forçada → saída de ar com mais velocidade e pressão 
Tipos: 
tosse seca ou improdutiva: origem fora da árvore brônquica (pode ser canal auditivo externo, faringe, 
seios paranasais, palato mole, pleura parietal e mediastino)
tosse produtiva: acompanha de expectoração
tosse rouca: comum em tabagistas, indica laringite crônica ou aguda
tosse metálica: tosse de cachorro ou tosse ladrante, indica edema de laringe e tecidos circundantes
tosse bitonal: paresia ou paralisia das cordas vocais
tosse quintosa: surge em acessos, mais frequente na madrugada, acompanha vômitos e sensação de 
asfixia (sugestiva de coqueluche)
tosse síncope: acompanhada de perda de consciência
tosse crônica: persiste mais do que 3 meses
O que perguntar: 
Início
Intensidade - leve, moderada e grave (relação com interferência das atividades diárias e sua relação com 
outros sintomas como vômito)
Duração 
Caráter ou tipo de tosse
Timbre (agudo ou grave)
Período do dia que ocorre mais
Relação com decúbito 
Fenômenos que acompanham o sintoma
Asma - tosse serosa
Pneumonia - tosse purulenta 
Expectoração
Normalmente consequência da tosse
Tipos: 
Hialina
Mucoide
Purulenta
Mucopurulenta (verde-amarelado)
Sanguinolenta/hemoptise VAS/VAI
Vômica (muito volume de expectoração)
Tuberculose causa muita expectoração vômica
O que perguntar: 
volume
cor
Semiologia Respiratória 1
odor
transparência
consistência
Dispneia 
O que é: dificuldade para respirar (falta de ar, cansaço respiratório)
Tipos: 
Ortopneia → dispneia que melhora em posição ortostática)
Dispneia paroxística noturna → paciente acorda a noite com falta de ar, sufocado → insuficiência cardíaca 
congestiva
Platipneia → dispneia que piora em posição ortostática
O que perguntar: 
Intensidade (em repouso, média e grandes esforços → de acordo com tipo de esforço)
Início - súbita, decorrente de outro sintoma
Horário preferencial
Evolução
Frequência que ocorre 1 vez ao dia ou mais)
Dor torácica 
O que perguntar: 
Origem: cardíaca, pulmonar, gastrointestinal
Onde é a dor (descrever de acordo com limites e linhas anatômicas)
Irradiação
Intensidade 
Característica (queimação, pontada)
Duração 
Horário preferencial
Fator desencadeante 
Fator agravante 
Fator melhora 
Uso de Medicamentos
Sibilância
Quando o paciente refere a um ruído que ele pode perceber na fase expiratória, quase sempre acompanhada 
de dispneia (som de miado de gato)
Resulta da redução do calibre da árvore brônquica por broncoespasmo ou edema da parede
Pode ser uni ou bilateral 
Cornagem
Dificuldade inspiratória por redução do calibre das vias respiratórias superiores (laringe)
Manifesta com um ruído alto 
Paciente pode deslocar a cabeça para trás para facilitar entrada de ar
Estridor
Respiração ruidosa (parece com cornagem). Característica na laringite estridulosa de RN. 
Tiragem 
Aumento da retração dos espaços intercostais
Pode ser na inspiração ou expiração
Tipos: 
Semiologia Respiratória 2
intercostal
subcostal 
na fúrcula
Limites Anatômicos do Pulmão 
Regiões Torácicas
Supraclavicular 
Clavicular 
Infraclavicular 
Mamária 
Inframamária 
Supraesternal 
Esternal Superior
Esternal Inferior
Axilar
Infra-axilar
Supraescapular
Supraespinhosa
Infraespinhosa
Infraescapular
Interescapulovertebral 
Pontos de Referência Anatômicos
Linha hemiclavicular
Linha escapular
Linha axilar média anterior e posterior
Regiões
Anterior 
Posterior
Lateral 
Subclavicular
Clavicular 
Infracavicular 
Inframamária 
Supraescapular 
Interescapulo vertebral
Tipos de Tórax 
Semiologia Respiratória 3
Tórax chato 
Tórax em tonel ou barril 
Tórax infundibuliforme (pectus excavatum)
Tórax cariniforme (pectus carinatum)
Tórax em sino ou piriforme
Tórax cifótico 
Tórax escoliótico 
Tórax cifoescoliótico
Ordem
Inspeção estática 
Inspeção dinâmica
Palpação 
Percussão 
Ausculta 
🗣 Como falar: 
Tórax simétrico, com configuração e distribuição de pelos normais, sem retrações, abaulamentos,
lesões ou cicatrizes.
Movimentos respiratórios em ritmo normal, respiração preferencialmente torácica.
Expansibilidade bilateral e simétrica. Frêmito toraco-vocal normal.
Som claro pulmonar à percussão em todo o tórax.
Murmúrio vesicular fisiológico, sem ruídos adventícios.
Inspeção
Estática
Forma do tórax
Pectus carinatum
Pectus escavatum 
Escoliose
Cifose
Torax em tonel ou barril 
Deformidades da coluna 
Lordose
Cifose
Lesões elementares 
máculas, pápulas, bolhas
Abaulamentos e retrações 
onde é localizado 
Implantação dos mamilos 
Semiologia Respiratória 4
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simétrico, se existe retração
Cianose, cicatrizes
avaliar localização
Dinâmica
Tipo respiratório 
Observa a movimentação do tórax e do abdome 
Respiração costal superior → comum em mulheres
Respiração paradoxal → respiração abdominal 
Respiração toracoabdominal → comum em homens e crianças
Ritmo respiratório
Fisiológico → tempo inspiração menor que expiração 1 para 2 
Dispneia → dificuldade de respirar (ex: insuficiência cardíaca, enfisema pulmonar, bronquite, pneumotórax)
Platpneia → dificuldade de respirar em posição ereta, que alivia em posição deitada (ex: pneumectomia)
Ortopneia → dificuldade de respirar mesmo em posição deitada
Dispneia paroxística noturna → insuficiência cardíaca 
Trepopneia - mais confortável respirar em decúbito lateral (ex: ICC e derrame pleural)
Respiração Cheyne-Stokes - dispneia periódica (pacientes pós AVC  ciclos seguidos de momentos de 
apneia, não tem padrão respiratório 
Biot - irregular, característica por períodos de apneia. Modifica os movimentos respiratórios (ex: meningite)
Kussmaul - ritmo respiratório amplo e rápidas inspirações interrompidas por períodos de apneia após as quais 
ocorrem expirações profundas e ruidosas, seguidas de apneia (ex: acetoacidose diabética)
Semiologia Respiratória 5
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Amplitude da respiração
Observa os movimentos respiratórios e avalia aumento ou redução de amplitude
Respiração profunda
Respiração superficial 
Frequência respiratória
Eupineia- normal  16 a 20
Taquipneia - aumentado 
Bradipneia- diminuído 
Apneia - parada respiratória
Semiologia Respiratória 6
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Uso de musculatura acessória
Tiragem: intercostal ou subcostal 
Retração das fossas subclaviculares 
Batimento de asa de nariz
Palpação do Tórax
Pontos dolorosos
Pode ser com a ponta dos dedos 
Expansibilidade 
Médico fica atrás do paciente, coloca uma mão do lado da outra (posição da camisa) avaliação sentido 
crânio-caudal
Simétrico ou não simétrico 
Expansibilidade maior na base
Atelectasia pode reduzir amplitude 
Derrame pleural → não é simétrico 
Frêmito Toracovocal 
Espalmar a mão no tórax do paciente e pedir para falar “33ˮ evitando os osso. Usa a mesma mão e faz 
comparativamente
De cima para baixo de um lado para o outro 
É a reverberação do ar 
Frêmito maior na base do pulmão 
Na frente só faz análise infraclavicular 
Aumentado: Consolidação - infarto pulmonar e pneumonia 
Diminuído: derrame pleural, atelectasia, pneumotorax, enfisema → o líquido entre as pleuras faz com que 
haja a diminuição do som 
Percussão 
Técnica → dedo médio no dedo médio, somente duas percussões por espaço intercostal, evitar os ossos (anterior 
e posterior). De cima pra baixo e de um lado para o outro 
Na mulher pode fazer mais lateral, evitando as mamas
Som normal - som claro pulmonar
Som anormal - hipersonoridade em todo o pulmão - enfisema, pneumotórax 
Submacicez ou macicez - pneumonia, tuberculose, infarto pulmonar, atelectasia, derrame pleural 
Timpânico - pneumotórax, caverna tuberculosa
Semiologia Respiratória 7
Ausculta do Tórax
Começa com a ausculta traqueal, som forte de entrada 
e saída de ar
Reconhecer os ruídos respiratórios normais, sons 
traqueais ou brônquicos, bronco-vesicular e 
murmúrio-vesicularDe cima para baixo
Comparar um lado com o outro
Instruir o paciente a respirar pela boca um pouco mais 
forte
Posterior - evitar os ossos, cima pra baixo 
Broncofonia ou ressonância vocal 
falar "33ˮ enquanto percorre o tórax com o 
estetoscópio 
Patologias que diminuem o FTV também diminuem a 
ausculta da voz
Sons anormais: 
Estertor ou criptante - som inspiratório, baixo, 
roçar o cabelo perto do ouvido, pneumonia → 
pneumonia
Estridor - alto, obstrução via aérea superior → 
obstrução
Ronco - sons mais graves e agressivos, bronquite, 
DPOC, paciente acamado → pneumonia
Sibilo - som expiratório agudo, generalizado, 
obstrução das pequenas vias aéreas (asma, 
bronquite, pode ter na pneumonia) → asma
Consolidação - criptação (estertores) e roncos 
💡 Normal - murmúrios vesiculares presentes 
bilateralmente sem ruídos adventícios 
Semiologia Respiratória 8
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