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Comparação entre os currículos do 
Brasil, Camboja, Finlândia, Quênia e 
Peru
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Comparação entre os currículos do Brasil, Camboja, Finlândia, Quênia e Peru • 2/17
Objetivos de Aprendizagem
• Comparar os currículos do Brasil, do Camboja, da Finlândia, do Quênia e 
do Peru.
Comparação entre os currículos do Brasil, Camboja, 
Finlândia, Quênia e Peru
Conteúdo organizado por Natasha Young Buesa em 2022 do livro 
Convergências entre Currículo e Tecnologias, publicado em 2019 por Siderly 
do Carmo Dahle de Almeida.
https://player.vimeo.com/video/734141303
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Introdução 
Nesta unidade, estamos tendo a oportunidade de conhecer alguns dos quadros 
curriculares de países que passaram por reformas inovadoras nos últimos 
anos. Esses quadros foram analisados pela Unesco, em 2018, por intermédio do 
Bureau Internacional de Educação (IBE), de forma a analisar o quanto os países 
apresentam e discutem seus sistemas educacionais e procuram evoluir ao longo do 
tempo. 
Os países escolhidos foram Camboja, Finlândia, Quênia, Peru e o Brasil, este último 
já estudado na Unidade 2, e são países que apresentam realidades muito diferentes, 
que vão desde o modelo de governo ao grau de investimento do Produto Interno 
Bruto (PIB) em Educação, porém, que em matéria de educação, demonstraram o 
mesmo nível de preocupação com seus estudantes. 
O estudo definiu o currículo como a ferramenta que guia todos os aspectos 
básicos da educação, que definem a qualidade, a inclusão, a relevância, o 
conteúdo, a aprendizagem, o ensino, a avaliação e também os ambientes de ensino e 
aprendizagem, entre outros. É com ele que torna-se possível entender os 
objetivos, os anseios e os desejos de um país. 
O objetivo do IBE foi conseguir compreender, de forma geral e aprofundada, 
as tendências mundiais e regionais do quadro curricular contemporâneo, 
verificando, dentre outras questões, quais países inseriram em suas práticas novas 
tecnologias e metodologias de ensino e quais as suas principais preocupações.
Oliveira (2019) se aprofundou nas informações desse estudo da Unesco e 
apresentou uma comparação entre os currículos. Vejamos como ficou essa 
comparação. 
Vale ressaltar que ela foi realizada em 2019 e levou em consideração o ano em 
que ocorreu a reforma curricular em cada um dos países estudados, sendo que no 
Brasil foi em 2017, no Camboja em 2015, na Finlândia em 2014, no Quênia em 
2017 e no Peru em 2016, o que significa que podemos ter alguns dados mais atuais 
no caso de um novo estudo a ser realizado.
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O Currículo do Brasil
Nome do documento: Base Nacional Comum Curricular (BNCC) 
Criação: 2017 
Visão geral: foi estruturada com base em 10 competências, e foi discutida durante 
quatro anos, passando por várias modificações, até a elaboração de sua versão final. 
Pontos positivos: coloca a igualdade, a diversidade e a equidade como os valores 
fundamentais da educação. Os conteúdos das disciplinas precisam ser adaptados 
conforme o contexto local, devem ser organizados de forma interdisciplinar e 
ensinados visando envolver o discente no aprendizado. 
Pontos negativos: ainda que os currículos devam abranger todas as modalidades de 
ensino, incluindo a Educação para Jovens e Adultos (EJA), os indígenas, os estudantes 
da área rural e os quilombolas, a BNCC não especifica essas modalidades em seu 
texto.
Forma de governo: república federativa constitucional 
Nº de habitantes: 208 milhões 
Alfabetizados: 92% 
Nº de professores: 2,2 milhões 
Nº de matrículas: 48,5 milhões 
Investimento em educação: 5,9% do PIB (2014)
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O Currículo de Camboja
Nome do documento: Projeto Quadro Curricular da Educação Geral e Técnica 
Criação: 2015 
Visão geral: contempla oito objetivos, que são o desenvolvimento de 
habilidades em línguas (khmer e estrangeiras), a ciência, a tecnologia em geral, as 
tecnologias de informação e comunicação (TIC), o civismo, o pensamento crítico e 
a aprendizagem ao longo da vida. 
Pontos positivos: descreve as competências indicando que os estudantes devem 
estar munidos de habilidades práticas que favoreçam sua vida cotidiana, tanto no 
país quanto no mundo. 
Pontos negativos: não inclui claramente os temas transversais em todas as disciplinas, 
como no caso da educação em direitos humanos e da igualdade de gênero. 
Forma de governo: monarquia constitucional parlamentarista 
Nº de habitantes: 16,4 milhões 
Alfabetizados: 80,5% 
Nº de professores: 600 mil 
Nº de matrículas: 3,2 milhões 
Investimento em educação: 1,9% do PIB (2014)
O Currículo da Finlândia
Nome do documento: Base Nacional Curricular para a Educação Básica 
Criação: 2014 
Visão geral: contempla quatro valores principais, que são a singularidade do 
estudante e o direito a uma boa educação; a humanidade, os conhecimentos gerais, 
a igualdade e a democracia; a diversidade cultural como riqueza; e a necessidade de 
uma forma de vida que seja sustentável. 
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Pontos positivos: descreve as competências transversais existentes em quase todas 
as disciplinas e também amplia seu foco para além das escolas, estimulando ações em 
clubes, em bibliotecas, nos refeitórios e no meio de transporte escolar, agindo em 
todas as áreas que possam influenciar, de alguma forma, o aprendizado dos alunos. 
Pontos negativos: não apresenta mensagem de um diretor-geral. 
Forma de governo: república parlamentarista 
Nº de habitantes 5,5 milhões 
Alfabetizados: 99% 
Nº de professores: 44 mil 
Nº de matrículas: 539 mil (2016) 
Investimento em educação: 7,2% do PIB (2014)
https://player.vimeo.com/video/734141578
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O Currículo do Quênia
Nome do documento: Quadro Curricular da Educação Básica do Quênia 
Criação: 2017 
Visão geral: apresenta sete competências, que são a comunicação e a colaboração, 
a autoeficiência, o pensamento crítico e a solução de problemas, a criatividade 
e a imaginação, a cidadania, a alfabetização digital e especialmente o ‘aprender a 
aprender’. 
Pontos positivos: apresenta uma seção destinada aos discentes com deficiências, 
com um currículo específico para eles. O currículo está orientado para atender às 
necessidades dos indivíduos, possibilitando que tenham uma vida independente. 
Pontos negativos: não determina nenhum processo específico de monitoramento e 
de avaliação do quadro curricular. 
Forma de governo: república presidencialista 
Nº de habitantes: 49,7 milhões 
Alfabetizados: 78% 
Nº de professores: 242 mil 
Nº de matrículas: 12,2 milhões (2016) 
Investimento em educação: 5,3% do PIB (2015) 
O Currículo do Peru
Nome do documento: Currículo Nacional da Educação Básica (CNEB) 
Criação: 2016 
Visão geral: apresenta 31 competências que devem ser desenvolvidas, sendo 29 
para todos os níveis educacionais e 2 que são específicas da educação religiosa, que 
é uma disciplina optativa. 
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Pontos positivos: estimula a existência de laços emocionais entre os professores e os 
alunos, de forma a desenvolver habilidades sociais, emocionais e cognitivas. Também 
enfatiza a importância do compromisso ativo da família no processo de ensino e 
aprendizagem do estudante.
Pontos negativos: não apresenta mensagem do ministro da Educação. Ainda que 
cite a avaliação em sala de aula e a avaliação nacional, não especifica como será feito 
o monitoramento do currículo.
Forma de Governo: república presidencialista
Nº de Habitantes: 32 milhõesAlfabetizados: 94%
Nº de professores: 510 mil (2018)
Nº de matrículas: 7,8 milhões (2018)
Investimento em educação: 3,8% do PIB (2015)
Análise da Comparação
Foi possível observar, que, em geral, os documentos dos países analisados destacam 
como eles valorizam os impactos de um currículo bem planejado para atingir a 
qualidade da aprendizagem que desejam para todos os seus estudantes. 
Os países que anseiam por estabelecer estruturas de currículo que conduzam à 
qualidade do processo de ensino e aprendizagem precisam prover seus estudantes 
com conhecimento de excelência e com capacidades práticas, de forma que 
se transformem em cidadãos ativos, que vivam de forma saudável e que estejam 
preparados para serem cidadãos competentes tanto para a sua nação, quanto 
para o mundo. Essa preocupação com a qualidade do ensino e com a inserção de 
tecnologias e metodologias atuais, necessárias ao desenvolvimento dos países, foi 
vista em todos os currículos abordados.
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A análise verificou também as implicações do quadro curricular em cada país, 
especialmente no que diz respeito ao processo de reforma e ao desenvolvimento 
educacional. O que foi possível assimilar da análise de cada país é que cada um 
elaborou seu currículo conforme as necessidades, os contextos e as visões nacionais, 
mas, também mostrou tendências e questões que levam em consideração a agenda 
internacional de educação. (Opertti, Kang & Magni, 2018)
O estudo também revela, em diversos níveis de especificidade entre os cinco países, 
como o quadro curricular orienta o processo de ensino e aprendizagem, bem como 
a avaliação dos estudantes. (Oliveira, 2019)
A ideia de abordar esta análise comparativa foi verificarmos que apesar de cada 
país ter suas especificidades e focos diversificados e de serem bastante diferentes, 
de maneira geral todos se preocupam em formar cidadãos ativos e éticos, capazes 
de se capacitarem para suas vidas profissionais em sociedade, mas também para 
serem capazes de se comunicar e se interrelacionar com o mundo de maneira geral, 
e para tanto é necessário que conheçam tecnologias e que aprendam com novas 
metodologias. Claro que a pesquisa foi feita com apenas 5 países, porém, podemos 
vislumbrar que a cada reforma curricular realizada pelos demais países, provavelmente 
as mesmas preocupações estarão em pauta, e assim, com o tempo, a tendência é que 
todos os países (ou a maioria pelo menos) inovem em sua forma de fazer educação.
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Saiba Mais
Que tal fecharmos este conteúdo conhecendo um pouco mais sobre 
alguns exemplos inovadores?
Os estudantes da rede municipal de ensino de Jundiaí estudam em 
escolas inovadoras, que contam com vários novos equipamentos de 
tecnologia. A Unidade de Educação (UGE), por meio do Projeto Escola 
Inovadora, fez um investimento de mais de R$ 12 milhões com recursos 
municipais para formar uma geração maker de estudantes, preparada 
para o futuro.
As escolas receberam no ano de 2022 chromebooks (cujo sistema 
operacional é o Chrome OS), carrinhos de suporte, kits de material 
maker e tablets, e alunos e professores já começaram a usar essas novas 
tecnologias dentro e fora de sala de aula.
Quer saber mais sobre o Projeto Escola Inovadora? Então acesse: 
Estudantes recebem educação tecnológica em Jundiaí (SP) – 
Disponível em: https://bit.ly/sp avessado em outubro/2024 
https://www.metropoles.com/dino/estudantes-recebem-educacao-tecnologica-em-jundiai-sp
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Em Resumo
Conhecemos, ao longo desta aula, um pouco mais sobre 5 países do mundo 
que decidiram fazer reformas curriculares inovadoras, buscando capacitar seus 
estudantes para a vida profissional, a vida em sociedade e a convivência com os 
demais países do mundo, em um planeta globalizado. Tivemos uma ideia da visão 
geral de seus quadros curriculares, dos pontos positivos e negativos, verificando 
suas diferenças em função das formas de governo, número de habitantes, 
porcentagem de alfabetizados, número de professores e de matrículas escolares, 
assim como o investimento que elas realizam em educação. Os números são 
bastante diferentes, assim como suas especificidades, até em função das 
características de cada país, mas o que ficou claro é a preocupação de todos com a 
formação de seus educandos para que possam fazer parte do mercado de trabalho 
local, mas também para que sejam cidadãos do mundo, éticos, que aceitam a 
diversidade e que conhecem sobre saúde, necessidades especiais, questões 
ambientais e tecnologias, dentre outras temáticas importantes. Espero que tenha 
desfrutado deste conteúdo e que tenha lhe ajudado a refletir sobre suas próprias 
práticas.
Saiba Mais
Segue um artigo muito interessante para fecharmos este conteúdo sobre 
Escolas inovadoras. Acesse:
Escolas inovadoras: Tudo sobre a educação inovadora. https://
sae. digital/escolas-inovadoras/ Acessado em 06 de outubro de 2023. 
https://sae.digital/escolas-inovadoras/
https://sae.digital/escolas-inovadoras/
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Na ponta da língua
https://player.vimeo.com/video/734141913
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Referências Bibliográficas
Oliveira, Tory. (2019). Como se organiza o currículo de outros países? Pesquisa da 
Unesco compara bases comuns curriculares de Brasil, Finlândia, Camboja, Quênia 
e Peru, mostrando pontos positivos e negativos de cada proposta. Nova Escola. ed. 
321.
https://novaescola.org.br/conteudo/16547/como-se-organiza-o-curriculo-de-
outros-paises Acessado em 06 de outubro de 2023. 
Opertti, Renato, Kang, Hyekyung Kang & Magni, Giorgia. (2018) Análise comparativa 
dos quadros curriculares nacionais de cinco países: Brasil, Camboja, Finlândia, 
Quênia e Peru. UNESCO International Bureau of Education. 
https://unesdoc.unesco.org/ark:/48223/pf0000263831_por Acessado em 06 de 
outubro de 2023. 
https://novaescola.org.br/conteudo/16547/como-se-organiza-o-curriculo-de-outros-paises
https://novaescola.org.br/conteudo/16547/como-se-organiza-o-curriculo-de-outros-paises
https://unesdoc.unesco.org/query?q=Corporate:%20%22UNESCO%20International%20Bureau%20of%20Education%22&sf=sf:*
https://unesdoc.unesco.org/ark:/48223/pf0000263831_por
https://unesdoc.unesco.org/ark:/48223/pf0000263831_por
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LIVRO DE REFERÊNCIA:
Convergências entre Currículo e Tecnologias
Siderly do Carmo Dahle de Almeida.
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