Logo Passei Direto
Buscar
Material
páginas com resultados encontrados.
páginas com resultados encontrados.

Escolha uma das opções e acesse esse e outros materiais sem bloqueio. 🤩

Cadastre-se ou realize login

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

Escolha uma das opções e acesse esse e outros materiais sem bloqueio. 🤩

Cadastre-se ou realize login

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

Escolha uma das opções e acesse esse e outros materiais sem bloqueio. 🤩

Cadastre-se ou realize login

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

Escolha uma das opções e acesse esse e outros materiais sem bloqueio. 🤩

Cadastre-se ou realize login

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

Escolha uma das opções e acesse esse e outros materiais sem bloqueio. 🤩

Cadastre-se ou realize login

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

Escolha uma das opções e acesse esse e outros materiais sem bloqueio. 🤩

Cadastre-se ou realize login

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

Escolha uma das opções e acesse esse e outros materiais sem bloqueio. 🤩

Cadastre-se ou realize login

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

Escolha uma das opções e acesse esse e outros materiais sem bloqueio. 🤩

Cadastre-se ou realize login

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

Escolha uma das opções e acesse esse e outros materiais sem bloqueio. 🤩

Cadastre-se ou realize login

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

Escolha uma das opções e acesse esse e outros materiais sem bloqueio. 🤩

Cadastre-se ou realize login

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

Prévia do material em texto

DOCUMENTAÇÃO DIGITAL 
CAP- AD 2024 
PROFESSOR MOZART 
1 
 
 
@PROFESSORMOZART 
@MOZARTROCHA 
 
INTRODUÇÃO 
As tecnologias da informação e comunicação (TICs) são parte cada vez mais importante 
do cotidiano das pessoas, seja em suas vidas pessoais, seja no ambiente corporativo. Estão 
presentes nos mais diversos serviços governamentais e privados, incluindo educação, saúde, 
transportes, comércio, entre outros. 
Recentemente, o mundo inteiro foi tomado de surpresa pelo lançamento do ChatGPT, um 
serviço de inteligência artificial (IA) generativa capaz de produzir textos similares aos criados por 
seres humanos. 
A IA pode ser um tema que gera interesse na imprensa e na sociedade, entretanto, esta 
tecnologia só tem potencial de impactar a produtividade quando aliada a várias outras TICs, tais 
como: internet das coisas (internet of things – IoT), conectividade, plataformas digitais, análise 
de grandes quantidades de dados (big data) e segurança cibernética. 
 
GLOSSÁRIO – DOCUMENTAÇÃO DIGITAL 
 
Assinatura digital: modalidade de assinatura eletrônica, resultado de uma operação matemática, que 
utiliza algoritmos de criptografia e permite aferir, com segurança, a origem e a integridade do documento. 
 
Conceitos relacionados: 
- assinatura eletrônica 
- autenticação 
 
Assinatura eletrônica: geração, por computador, de qualquer símbolo ou série de símbolos executados, 
adotados ou autorizados por um indivíduo para ser o laço legalmente equivalente à assinatura manual do 
indivíduo. 
 
Conceitos relacionados: 
- assinatura digital 
- autenticação 
 
Autenticação: declaração de que um documento original é autêntico – ou que uma cópia reproduz 
fielmente o original – feita por uma pessoa jurídica com autoridade para tal (servidor público, notário, 
autoridade certificadora) num determinado momento. 
 
Conceitos relacionados: 
- assinatura digital 
- assinatura eletrônica 
- documento legalmente autêntico 
 
Autenticidade: credibilidade de um documento enquanto documento, isto é, qualidade de um documento 
ser o que diz ser e que está livre de adulteração ou qualquer outro tipo de corrupção. A autenticidade é 
composta de identidade e integridade. A autenticidade de documentos arquivísticos envolve três aspectos: 
legal, diplomático e histórico. 
 
Conceitos relacionados: 
- autenticação 
- documento diplomaticamente autêntico 
- documento historicamente autêntico 
DOCUMENTAÇÃO DIGITAL 
CAP- AD 2024 
PROFESSOR MOZART 
2 
 
 
@PROFESSORMOZART 
@MOZARTROCHA 
 
- documento legalmente autêntico 
- identidade 
- integridade 
 
 Cadeia de Custódia: documento ou trilha que demonstra a sucessão de entidades coletivas ou pessoas 
que tiveram posse, custódia e controle sobre os documentos. 
 
Conceitos relacionados: 
- autenticidade 
- cadeia de preservação 
 
 
Cadeia de Preservação: sistema de controles que se estende por todo o ciclo de vida dos documentos, 
a fim de assegurar sua autenticidade (identidade e integridade) ao longo do tempo. 
 
Conceitos relacionados: 
- autenticidade 
- cadeia de custódia 
- preservação digital 
 
Conteúdo estável: característica de um documento arquivístico que torna a informação e os dados nele 
contidos imutáveis e exige que eventuais mudanças sejam feitas por meio do acréscimo de atualização ou 
da produção de uma nova versão. 
 
Conceitos relacionados: 
- forma fixa 
- variabilidade limitada 
 
Custodiador confiável: preservador que pode demonstrar que não tem interesse para alterar os 
documentos arquivísticos preservados, ou para permitir que outros os alterem. Pode ser um profissional – 
ou um grupo de profissionais, como um arquivo – que tem formação em manutenção e preservação de 
documentos. 
 
 
Conceitos relacionados: 
- Autenticidade 
- Repositório Arquivístico Digital Confiável 
 
Digitalização: processo de conversão de um documento para o formato digital, por meio de dispositivo 
apropriado. 
 
Conceitos relacionados: 
- representante digital 
 
Diplomática: disciplina que tem como objetivo o estudo da estrutura formal e da confidencialidade e 
autenticidade dos documentos. 
 
Conceitos relacionados: 
- autenticidade. 
 
Documento analógico (não digital): componente analógico, ou grupo de componentes, que é fixado em 
um suporte analógico, não sendo constituído por dígitos binários. 
 
DOCUMENTAÇÃO DIGITAL 
CAP- AD 2024 
PROFESSOR MOZART 
3 
 
 
@PROFESSORMOZART 
@MOZARTROCHA 
 
Conceitos relacionados: 
- documento eletrônico 
 
Documento eletrônico: informação registrada, codificada em forma analógica ou em dígitos 
binários, acessível e interpretável por meio de um equipamento eletrônico. 
 
Conceitos relacionados: 
- documento analógico 
- documento digital 
 
Documento digital: informação registrada, codificada em dígitos binários, acessível e interpretável por 
meio de sistema computacional. 
 
Conceitos relacionados: 
- documento eletrônico 
 
Documento diplomaticamente autêntico: escritos de acordo com a prática do tempo e do lugar indicados 
no texto e assinados pela pessoa (ou pessoas) competente para produzi-los. 
 
Conceitos relacionados: 
- autenticidade 
- documento historicamente autêntico 
- documento legalmente autêntico 
- diplomática 
 
Documento historicamente autêntico: atestam eventos que de fato aconteceram ou informações 
verdadeiras. 
 
Conceitos relacionados: 
- autenticidade 
- documento diplomaticamente autêntico 
- documento legalmente autêntico 
 
Documento legalmente autêntico: dão testemunhos sobre si mesmos em virtude da intervenção, durante 
ou após sua produção, de uma autoridade pública representativa, garantindo sua genuinidade. 
 
Conceitos relacionados: 
- autenticação. 
- autenticidade. 
- documento diplomaticamente autêntico. 
- documento legalmente autêntico. 
 
Forma documental: regras de representação de acordo com as quais o conteúdo de um documento 
arquivístico, seu contexto administrativo e documental, e sua autoridade são comunicados. 
 
Conceitos relacionados: 
- conteúdo estável. 
- forma fixa. 
- variabilidade limitada 
 
 
DOCUMENTAÇÃO DIGITAL 
CAP- AD 2024 
PROFESSOR MOZART 
4 
 
 
@PROFESSORMOZART 
@MOZARTROCHA 
 
Forma fixa: característica de um documento arquivístico que assegura que sua aparência ou 
apresentação documental permanece a mesma cada vez que o documento é manifestado, ou pode ser 
alterada segundo regras fixas. 
 
Conceitos relacionados: 
- conteúdo estável 
- forma documental 
- variabilidade limitada 
 
 
Identidade: conjunto de atributos de um documento arquivístico que o caracterizam como único e o 
diferenciam de outros documentos arquivísticos (ex.: data, autor, destinatário, assunto, número 
identificador, número de protocolo). 
 
Conceitos relacionados: 
- autenticidade 
- integridade 
 
 
Integridade: estado dos documentos que se encontram completos e que não sofreram nenhum tipo de 
corrupção ou alteração não autorizada nem documentada. 
 
Conceitos relacionados: 
- autenticidade 
- identidade 
 
 
Preservação digital: conjunto de ações gerenciais e técnicas exigidas para superar as mudanças 
tecnológicas e a fragilidade dos suportes, garantindo o acesso e a interpretação de documentos digitais 
pelo tempo que for necessário. 
 
Conceitos relacionados: 
- repositório arquivístico digital confiável 
 
Repositório Arquivístico Digital Confiável (RDC-Arq): Repositório digital que armazena e gerencia 
documentos arquivísticos, seja nas fases corrente e intermediária, seja na fase permanente, mantendo 
autênticos, preserváveis e provendo acesso aos materiais digitais pelo tempo necessário. 
 
Conceitos relacionados: 
- preservação digital 
 
Representante digital: comumente denominado “documento digitalizado”, é a representação em formato 
de arquivo digital de um documento originalmente não digital. 
 
Conceitos relacionados: 
- digitalização 
 
 
 
 
 
DOCUMENTAÇÃO DIGITAL 
CAP- AD 2024 
PROFESSOR MOZART 
5 
 
 
@PROFESSORMOZART 
@MOZARTROCHA 
 
Sistema de negócio: é um sistema informatizadoprojetado e construído para atender a processo 
específico da organização. Por exemplo, sistema acadêmico, sistema de recursos humanos, sistema para 
processos administrativos (como no caso do SEI), etc. 
 
Conceitos relacionados: 
- autenticação 
- sistema informatizado de gestão arquivística de documentos (SIGAD) 
 
Sistema Informatizado de Gestão Arquivística de Documentos (SIGAD): conjunto de procedimentos e 
operações técnicas característico do sistema de gestão arquivística de documentos, processado 
eletronicamente e aplicável em ambientes digitais ou em ambiente híbridos, isto é, em que existem 
documentos digitais e não digitais ao mesmo tempo. 
 
Conceitos relacionados: 
- autenticidade 
- sistema de negócio 
 
Variabilidade limitada: mudanças na forma e/ou no conteúdo de um documento digital que são limitadas 
e controladas por meio de regras fixas, de maneira que a mesma consulta ou interação gere sempre o 
mesmo resultado. 
 
Conceitos relacionados: 
- conteúdo estável 
- forma fixa 
 
 
INTELIGÊNCIA ARTIFICIAL NO BRASIL: ADOÇÃO, 
PRODUÇÃO CIENTÍFICA E REGULAMENTAÇÃO 
Entre as oportunidades para o desenvolvimento da inteligência artificial (IA) no Brasil, os dados 
mostram que a adoção dessa tecnologia por empresas brasileiras e a disponibilidade de cientistas de 
dados e especialistas em aprendizado de máquina estão em linha com os países europeus. A adoção por 
organizações governamentais também é significativa. A análise bibliométrica apresentada neste capítulo 
revela que os Estados Unidos e a China estão isolados em sua disputa pela liderança na produção 
científica em IA, com o Brasil atrás da maioria dos países desenvolvidos. O recente lançamento do Chat 
Generative Pre-Trained Transformer (ChatGPT) gerou um alvoroço em torno da IA, em geral, e dos 
grandes modelos de linguagem generativa, em particular. 
Personalidades como os empresários Elon Musk e Steve Wozniak, além de especialistas em IA, 
como Yoshua Bengio e Stuart Russell, assinaram uma carta aberta pedindo uma pausa de seis meses no 
desenvolvimento da tecnologia. Enquanto isso, vários países estão se apressando para desenvolver 
regulamentações na área. O Parlamento Europeu acabou de aprovar sua posição de negociação sobre a 
proposta da Lei de Inteligência Artificial. 
 
PANORAMA DA ADOÇÃO DE IA NO BRASIL 
Se comparado com países europeus, o Brasil não fica atrás da maioria deles, com 13% de suas 
empresas utilizando algum tipo de IA. A Dinamarca é líder no continente europeu, com 24% de suas 
empresas declarando usar algum tipo de tecnologia de IA, seguida por Portugal e Finlândia. O baixo nível 
de adoção em países como Alemanha, Noruega e Suécia sugere que a fronteira de desenvolvimento de 
DOCUMENTAÇÃO DIGITAL 
CAP- AD 2024 
PROFESSOR MOZART 
6 
 
 
@PROFESSORMOZART 
@MOZARTROCHA 
 
IA não está no continente europeu (Kubota e Lins, 2022). Em termos de tamanho da firma, os valores do 
Brasil são sempre superiores ao da média europeia. 
 
O Brasil se destaca em relação à Europa com um número maior de empresas que utilizaram IA para 
automação do fluxo de trabalho, seguido por reconhecimento e processamento de imagens. Para outros 
tipos de uso, não há muita diferença entre firmas brasileiras e europeias. No continente europeu, os 
diferentes tipos de uso de IA estão mais distribuídos, embora em proporções muito pequenas (Kubota e 
Lins, 2022). 
 
Setor público brasileiro A Estratégia Brasileira de Inteligência Artificial (Ebia) menciona exemplos de 
adoção de IA no setor público (Brasil, 2021a). Também existe um inventário de casos de uso na 
administração pública brasileira feito pela Organização para a Cooperação e o Desenvolvimento 
Econômico (OCDE). 
A ferramenta de inteligência de negócios está disponível para qualquer usuário. No restante desta 
seção, apresenta-se uma análise bibliométrica com o objetivo de caracterizar a literatura sobre IA. O 
crescimento exponencial no número de documentos nas últimas décadas tornou a análise bibliométrica 
uma ferramenta poderosa para investigar assuntos de interesse e identificar áreas de pesquisa futuras 
(Bonilla, Merigó e Torres-Abad, 2015). Além disso, como afirmado por Donthu et al. (2021), a análise 
bibliométrica é útil para decifrar e mapear o conhecimento científico acumulado e as nuances 
evolucionárias de áreas do conhecimento bem-estabelecidas, ao dar sentido a grandes volumes de dados 
desestruturados de forma rigorosa. Estudos bibliométricos bem conduzidos podem fornecer as fundações 
para o avanço da área de conhecimento de modelo significativo, ao empoderar os pesquisadores a ganhar 
uma visão geral, identificar as lacunas de conhecimento, apresentar novas ideias de investigação e 
posicionar as contribuições que pretendem fazer à área. Outras análises bibliométricas têm sido feitas 
sobre IA; no entanto, esses estudos geralmente estão focados em setores ou aplicações específicas. Por 
exemplo, Dhamija e Bag (2020) realizaram uma avaliação da IA no ambiente de operações, Guo et al. 
(2020) realizaram uma análise da literatura de IA relacionada à saúde e Goodell et al. (2021) identificaram 
as bases, os temas e os grupos de pesquisa relacionados tanto à IA quanto ao aprendizado de máquina 
no campo das finanças. Esta seção tem como foco a literatura sobre IA de forma mais ampla. Existem 
opiniões divergentes sobre a base de dados mais adequada para caracterizar efetivamente cada assunto, 
sendo as bases Scopus e Web of Science (WoS) as mais amplamente utilizadas.13 Riahi et al. (2021) 
argumentam que a Scopus oferece uma cobertura mais ampla em comparação com a WoS, abrangendo 
diversos campos de ciência, tecnologia, entre outros, garantindo, assim, alta precisão e uma vasta gama 
de documentos. Em contrapartida, Bircan e Salah (2022) afirmam que a WoS, como o serviço de indexação 
mais antigo para publicações científicas, é amplamente utilizada e indexa periódicos de alta qualidade. 
Portanto, para aproveitar suas respectivas vantagens, tanto a base de dados Scopus quanto a WoS são 
utilizadas nesta análise. 
Além de possuir maior quantidade de documentos, a base de dados Scopus demonstra uma 
tendência de crescimento mais acentuada desde 2000, com uma inclinação maior observada após 2019. 
Os números na WoS, por sua vez, parecem seguir uma tendência linear de 2000 até 2017, seguida por 
um aumento substancial de 3 mil para mais de 25 mil documentos nos últimos cinco anos. China e Estados 
Unidos competem consistentemente pela primeira posição, estando próximos um do outro em ambos os 
casos. Merecem destaque a Índia, o Reino Unido e a Alemanha como proeminentes na pesquisa em IA. 
É notável que a maioria dos países representados no top 10 é classificada como de alta renda, com todas 
as nações do G7 incluídas. 
 
 
DOCUMENTAÇÃO DIGITAL 
CAP- AD 2024 
PROFESSOR MOZART 
7 
 
 
@PROFESSORMOZART 
@MOZARTROCHA 
 
A Academia Chinesa de Ciências ocupa a primeira posição em ambas as bases de dados, e muitas 
universidades da China, bem como dos Estados Unidos, lideram o ranking. Há também instituições do 
Reino Unido, do Canadá, da França e da Índia entre as quinze primeiras posições. A Universidade de São 
Paulo (USP) é a primeira a representar o Brasil e ocupa as posições 41 e 67 em Scopus e WoS, 
respectivamente. Avalia-se também as principais agências de fomento, embora sem representação em 
formato de tabela. A Fundação Nacional de Ciências Naturais da China ocupa a primeira posição tanto na 
base Scopus quanto na WoS. A segunda e a terceira posição são ocupadas pela Fundação Nacional de 
Ciências e pelo Programa Nacional de Pesquisa e Desenvolvimento da China, na Scopus, e pela Comissão 
Europeia e pelo Departamento de Saúde e Serviços Humanos dos Estados Unidos, na WoS. As primeiras 
instituições brasileiras ocupam as posições 15 e 22 na Scopus – Conselho Nacional de Desenvolvimento 
Científico e Tecnológico (CNPq) e Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior 
(Capes), respectivamente – e 19 e 25 naWoS – CNPq e Capes, respectivamente. 
 
A EXPERIÊNCIA BRASILEIRA E DE PAÍSES DO G7 NA REGULAÇÃO DE IA E O GUIA PARA O 
PODER EXECUTIVO 
Vários estudos recentes têm se dedicado a analisar a regulação e as estratégias de IA em diferentes 
países. Cueva et al. (2022), por exemplo, desenvolveram um amplo benchmarking da regulação da IA em 
um grupo de diversos países. Melo et al. (2022) o fizeram para um grupo selecionado de países: União 
Europeia (UE), Reino Unido, Estados Unidos, Austrália e Japão. Chiarini e Silveira (2022) avaliaram as 
estratégias de IA em países latino-americanos, juntamente com a Coreia do Sul. Filgueiras (2023) também 
examinou as estratégias de IA em países latino-americanos. Radu (2021) analisou essas estratégias em 
um grupo de nações, enquanto Filgueiras (2022) concentrou-se em Estados Unidos, Brasil, Arábia Saudita, 
China, Singapura e Rússia. Nesta seção, trazemos algumas informações atualizadas até 2023 para o 
Brasil e os países do G7. Japão e Reino Unido foram os países com estudos mais aprofundados sobre 
diferentes modelos de regulação (Cueva et al., 2022). Habuka (2023) classificou os países do G7 em dois 
grupos em relação à governança da IA. O primeiro, composto por França, Alemanha, Itália e Canadá, está 
tentando adotar uma abordagem holística e baseada em leis rígidas, estabelecendo obrigações e sanções 
rigorosas em caso de violação. O segundo grupo, formado por Japão, Reino Unido e Estados Unidos, 
segue uma abordagem setorial e baseada em leis flexíveis.18 4.1 Brasil Legislação, regulamentação e uso 
ético compõem o primeiro eixo (transversal) da Ebia, que destaca a importância de encontrar um equilíbrio 
entre: i) proteção e salvaguarda dos direitos; ii) estruturas adequadas para incentivar o desenvolvimento 
de uma tecnologia cujo potencial ainda não foi totalmente compreendido; e iii) estabelecimento de 
parâmetros legais para fornecer segurança jurídica aos diferentes atores na cadeia de valor dos sistemas 
autônomos (Brasil, 2021a). A Ebia afirma que é necessário estudar os impactos da IA em diferentes 
setores, evitando ações regulatórias que possam limitar desnecessariamente a inovação, a adoção e o 
desenvolvimento da IA. Em contrapartida, princípios éticos devem ser seguidos em todas as etapas de 
uso e desenvolvimento da IA, podendo, até mesmo, ser elevados a requisitos normativos 
nda, a Agência Nacional de Proteção de Dados elaborou dois documentos sobre IA, um deles sobre 
sandboxes regulatórios, e tem se envolvido nos debates sobre o tema 
Sumário da experiência brasileira e do G7 Analisando as diferentes experiências, é possível destacar 
alguns pontos de interesse. Nos casos da França e da Alemanha, houve uma parceria estreita entre os 
poderes Executivo e Legislativo. Embora Japão e Reino Unido também sejam países parlamentaristas, a 
análise dos documentos sugere que os Executivos foram mais autônomos em suas iniciativas referentes 
à IA. O caso do Canadá destaca a complexa divisão de responsabilidades entre os níveis federal e 
provincial. O caso britânico, por sua vez, é aquele em que a IA parece ser considerada de forma mais 
estratégica pelo alto escalão do Poder Executivo. A Ebia propõe várias ações estratégicas coerentes 
relacionadas à legislação, à regulamentação e ao uso ético da IA, mas parece haver uma falta de 
implementação. 
DOCUMENTAÇÃO DIGITAL 
CAP- AD 2024 
PROFESSOR MOZART 
8 
 
 
@PROFESSORMOZART 
@MOZARTROCHA 
 
RAZÕES PELAS QUAIS O EXECUTIVO BRASILEIRO DEVE PROMOVER E GUIAR 
REGULAMENTAÇÕES DE IA 
Por um lado, a primeira razão para a promoção da regulamentação é que a IA pode ser usada para 
melhorar a prestação de serviços públicos, por exemplo, quando os cidadãos solicitam informações ou 
precisam preencher e buscar documentos. Por outro, no entanto, ela pode potencialmente agravar 
questões relacionadas à prestação de serviços, à privacidade e à ética (Mehr, 2017). No Reino Unido, ela 
está sendo utilizada para melhorar o atendimento médico do Sistema Nacional de Saúde e tornar o 
transporte mais seguro (United Kingdom, 2023). uma regulamentação sólida pode ser uma ferramenta 
para promover a adoção dessas tecnologias pelo governo e pelo setor privado. A segunda razão é a 
realidade do federalismo de facto40 brasileiro. Quando se trata de questões relacionadas à tecnologia, é 
comum que o governo federal lidere a implementação de muitas políticas públicas. Portanto, as políticas 
de IA do governo federal podem ter um efeito exemplar sobre as entidades subnacionais. O cenário parece 
ser muito mais simples do que no caso canadense mencionado anteriormente. A terceira razão é a 
regulamentação vertical. Como esperado, ambos os PLs em discussão no Congresso Nacional têm uma 
natureza mais conceitual e não detalham a regulamentação setorial de IA. Essa regulamentação vertical 
é tradicionalmente desenvolvida pelos ministérios setoriais e pelas agências reguladoras. Seguindo o 
arcabouço regulatório do Reino Unido, acreditamos que os reguladores especializados são os mais 
adequados para entender os riscos em seus setores e podem adotar uma abordagem proporcional para a 
regulamentação da IA (United Kingdom, 2023). Nesse ponto, é interessante destacar a proposta dos 
sandboxes regulatórios, que são componente importante dos PLs de regulação da IA, da UE e do Senado 
Federal brasileiro. Conforme ressalta OECD (2023), várias autoridades regulatórias – tipicamente partes 
da esfera do Executivo – podem estar envolvidas nos testes, tais como autoridades de regulação, de 
proteção da propriedade intelectual, de padronização, de proteção de dados, entre outras. As experiências 
mais avançadas de uso de sandboxes regulatórios no Brasil se dão no âmbito do sistema financeiro. Em 
13 de junho de 2019, houve a publicação de Comunicado Conjunto da Secretaria Especial de Fazenda do 
Ministério da Economia, do Banco Central do Brasil (BCB), da Comissão de Valores Mobiliários (CVM) e 
da Superintendência de Seguros Privados (Susep), tornando pública a intenção de implantar um modelo 
de sandbox regulatório no Brasil. Os princípios do sandbox regulatório do BCB, da CVM e da Susep são 
similares, porém essas autoridades possuem competências legais distintas, aplicáveis aos seguintes 
âmbitos: BCB, aos sistemas financeiro e de pagamento; CVM, ao mercado de capitais; e Susep, ao 
mercado de seguros privados.41 A quarta razão para a promoção da regulamentação da IA é que os três 
poderes do governo são usuários intensivos dessa tecnologia. Grandes modelos de IA estão sendo 
desenvolvidos por entidades governamentais, explorando as enormes quantidades de dados produzidos 
pela prestação de serviços públicos. 
A regulamentação federal deve orientar não apenas o desenvolvimento interno desses modelos, mas 
também a aquisição de serviços de IA. Além disso, o governo também está promovendo o 
desenvolvimento tecnológico da IA (Silva, 2023).42 Por fim, a quinta razão – conforme mencionado 
anteriormente – é que a Ebia propõe várias ações estratégicas sólidas relacionadas à legislação, à 
regulamentação e ao uso ético da IA, mas parece haver deficiência na sua implementação. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
DOCUMENTAÇÃO DIGITAL 
CAP- AD 2024 
PROFESSOR MOZART 
9 
 
 
@PROFESSORMOZART 
@MOZARTROCHA 
 
CONSIDERAÇÕES FINAIS 
O Congresso Brasileiro tem avançado significativamente na discussão da regulamentação da IA. 
Kubota e Lins (2022) mostraram que as empresas brasileiras, quando comparadas às suas contrapartes 
europeias, estão relativamente bem posicionadas na adoção de tecnologias de IA e na disponibilidade de 
cientistas de dados e especialistas em aprendizado de máquina. O Brasil também possui exemplos 
interessantes de adoção de IA no setor público (Brasil, 2021a). Em contrapartida, o volume de produção 
científica brasileira não é tão significativo quanto o observado em países desenvolvidos. Além disso, o 
governo parece estar ficando para trás em relação à regulamentação e às orientações de IA quando 
comparado ao Japão, aosEstados Unidos, à França e ao Reino Unido. Apresentamos uma série de razões 
pelas quais deve haver um esforço para fechar essa lacuna, visando ao bem-estar dos cidadãos, ao 
avanço dos serviços públicos e ao desenvolvimento das empresas. Desenhar sistemas de governança 
para tecnologias de propósito geral não é tarefa fácil (Radu, 2021), e recomendações a respeito são 
sugestões para pesquisas futuras 
 
 
DIGITALIZAÇÃO CONCEITOS 
A digitalização é procedimento amplamente utilizado para inserção de documentos físicos em processos 
eletrônicos ou para conversão de suporte de processos e documentos que passarão a tramitar ou ser 
disponibilizados em meio digital. 
No artigo 2º da Resolução CNJ nº 469/2022 (CNJ, 2022b), foram adotados os seguintes conceitos: ● 
digitalização: conversão da fiel imagem de um documento físico para código digital; 
● documento digital: informação registrada, codificada em dígitos binários, acessível e interpretável por 
meio de sistema computacional, podendo ser nato-digital ou digitalizado; 
● documento digitalizado: representante digital resultante do procedimento de digitalização do documento 
físico associado a seus metadados; 
● documento nato-digital: aquele criado originariamente em meio eletrônico; e 
● metadado: dado estruturado, que permite classificar, descrever e gerenciar documentos e processos. 
Os Decretos nos 8.539/2015 (BRASIL, 2015a) e 10.278/2020 (BRASIL, 2020a) apresentam importantes 
conceitos sobre digitalização e aspectos relacionados, constituindo fonte complementar ao estudo e à 
aplicação da temática, especialmente o último, que estabelece requisitos para a digitalização de 
documentos e para que os digitalizados produzam os mesmos efeitos legais dos originais. O documento 
digitalizado é ontologicamente diverso do documento nato-digital. Enquanto o documento digitalizado é 
um representante digital, resultante do processo de digitalização do documento físico associado a seus 
metadados, o documento nato-digital é produzido a partir de sistema informatizado, ou seja, é criado 
originalmente em meio eletrônico, não existindo, portanto, documentação física correspondente. À 
compreensão da matéria e sua aplicação são também de interesse as definições constantes do Glossário 
dos Documentos Arquivísticos Digitais, elaborado pela Câmara Técnica de Documentos Eletrônicos 
(CTDE) do Conarq (CONARQ, 2020). Por fim, os conceitos referidos neste Manual encontram-se indicados 
no Glossário e no Dicionário Brasileiro de Terminologia Arquivística (ARQUIVO NACIONAL, 2005). 
 
 
 
 
 
 
DOCUMENTAÇÃO DIGITAL 
CAP- AD 2024 
PROFESSOR MOZART 
10 
 
 
@PROFESSORMOZART 
@MOZARTROCHA 
 
 
 
 
 
METADADOS 
O metadado é um “dado estruturado, que permite classificar, descrever e gerenciar documentos e 
processos” (CNJ, 2022b). Os metadados associados aos documentos apoiam a gestão, a presunção de 
autenticidade de documentos arquivísticos e a preservação. Em razão de conterem dados sobre os 
documentos, possuem papel essencial na gestão de documentos digitais. No caso de documentos 
digitalizados, agregam dados que auxiliam na identificação e contextualização do representante digital que 
está sendo capturado ao sistema, assim como sua vinculação ao conjunto físico originário. Os metadados 
apresentados no artigo 10 da Resolução CNJ n.º 469/2022, orientados ao propósito da conversão de 
suporte, devem ser trabalhados conjuntamente com os demais metadados de gestão e de preservação de 
um Sistema Informatizado de Gestão de Processos e Documentos (GestãoDoc) previstos no MoReq-Jus. 
Na conversão de suporte, devem ser observados os seguintes metadados mínimos: a) identificador do 
documento: sinal distintivo atribuído ao documento no ato de sua captura para o sistema informatizado. 
Em outras palavras, no momento da inserção do documento digitalizado no sistema, ele recebe um 
identificador, que o diferencia dos demais; b)classificação: especificação do elemento de organização 
lógica do documento com o intuito de agrupá-lo na estrutura do(s) plano(s) de classificação adotado(s), 
nas áreas meio ou fim; c) data e hora da digitalização: especificação cronológica do evento de digitalização; 
d)pessoa física executora da digitalização: usuário responsável pelo evento de conversão do documento; 
e) referência ao documento originário: identificação do documento objeto da conversão, que permita a 
relação entre o representante digital e o seu original físico; e f) hash (checksum) da imagem: código 
numérico que tem por objetivo permitir a verificação da fixidade e integridade dos dados após sua 
transmissão ou armazenamento e ao longo do tempo. 
ATENÇÃO: além dos metadados mínimos acima indicados, outros que permitam classificar, descrever e 
gerenciar os documentos e processos, tais como os previstos no MoReq-Jus e no Anexo II do Decreto nº 
10.278/2020 (BRASIL, 2020a) poderão ser adotados nas atividades de conversão de suporte. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
DOCUMENTAÇÃO DIGITAL 
CAP- AD 2024 
PROFESSOR MOZART 
11 
 
 
@PROFESSORMOZART 
@MOZARTROCHA 
 
DECRETO Nº 8.539, DE 8 DE OUTUBRO DE 2015 
 
Dispõe sobre o uso do meio eletrônico para a 
realização do processo administrativo no âmbito 
dos órgãos e das entidades da administração 
pública federal direta, autárquica e fundacional. 
A PRESIDENTA DA REPÚBLICA , no uso das atribuições que lhe confere o art. 84, caput , inciso 
IV e inciso VI, alínea “a”, da Constituição, e tendo em vista o disposto na Lei nº 9.784, de 29 de janeiro de 
1999, na Medida Provisória nº 2.200-2, de 24 de agosto de 2001, na Lei nº 12.682, de 9 de julho de 2012, 
DECRETA: 
Art. 1º Este Decreto dispõe sobre o uso do meio eletrônico para a realização do processo 
administrativo no âmbito dos órgãos e das entidades da administração pública federal direta, autárquica e 
fundacional. 
Art. 2 º Para o disposto neste Decreto, consideram-se as seguintes definições: 
I - documento - unidade de registro de informações, independentemente do formato, do suporte ou 
da natureza; 
II - documento digital - informação registrada, codificada em dígitos binários, acessível e 
interpretável por meio de sistema computacional, podendo ser: 
a) documento nato-digital - documento criado originariamente em meio eletrônico; ou 
b) documento digitalizado - documento obtido a partir da conversão de um documento não digital, 
gerando uma fiel representação em código digital; e 
III - processo administrativo eletrônico - aquele em que os atos processuais são registrados e 
disponibilizados em meio eletrônico. 
Art. 3 º São objetivos deste Decreto: 
I - assegurar a eficiência, a eficácia e a efetividade da ação governamental e promover a adequação 
entre meios, ações, impactos e resultados; 
II - promover a utilização de meios eletrônicos para a realização dos processos administrativos com 
segurança, transparência e economicidade; 
III - ampliar a sustentabilidade ambiental com o uso da tecnologia da informação e da comunicação; 
e 
IV - facilitar o acesso do cidadão às instâncias administrativas. 
Art. 4º Para o atendimento ao disposto neste Decreto, os órgãos e as entidades da administração 
pública federal direta, autárquica e fundacional utilizarão sistemas informatizados para a gestão e o trâmite 
de processos administrativos eletrônicos. 
DOCUMENTAÇÃO DIGITAL 
CAP- AD 2024 
PROFESSOR MOZART 
12 
 
 
@PROFESSORMOZART 
@MOZARTROCHA 
 
Parágrafo único. Os sistemas a que se refere o caput deverão utilizar, preferencialmente, programas 
com código aberto e prover mecanismos para a verificação da autoria e da integridade dos documentos 
em processos administrativos eletrônicos. 
Art. 5 º Nos processos administrativos eletrônicos, os atos processuais deverão ser realizados em 
meio eletrônico, exceto nas situações em que este procedimento for inviável ou em caso de 
indisponibilidade do meio eletrônico cujo prolongamento cause dano relevante à celeridade do processo. 
Parágrafo único. No caso das exceções previstasno caput, os atos processuais poderão ser 
praticados segundo as regras aplicáveis aos processos em papel, desde que posteriormente o documento-
base correspondente seja digitalizado, conforme procedimento previsto no art. 12. 
Art. 6º A autoria, a autenticidade e a integridade dos documentos e da assinatura, nos processos 
administrativos eletrônicos, poderão ser obtidas por meio dos padrões de assinatura eletrônica definidos 
no Decreto nº 10.543, de 13 de novembro de 2020. (Redação dada pelo Decreto nº 10.543, de 2020) 
Art. 7º Os atos processuais em meio eletrônico consideram-se realizados no dia e na hora do 
recebimento pelo sistema informatizado de gestão de processo administrativo eletrônico do órgão ou da 
entidade, o qual deverá fornecer recibo eletrônico de protocolo que os identifique. 
§ 1 º Quando o ato processual tiver que ser praticado em determinado prazo, por meio eletrônico, 
serão considerados tempestivos os efetivados, salvo disposição em contrário, até as vinte e três horas e 
cinquenta e nove minutos do último dia do prazo, no horário oficial de Brasília. 
§ 2 º Na hipótese prevista no § 1 º , se o sistema informatizado de gestão de processo administrativo 
eletrônico do órgão ou entidade se tornar indisponível por motivo técnico, o prazo fica automaticamente 
prorrogado até as vinte e três horas e cinquenta e nove minutos do primeiro dia útil seguinte ao da 
resolução do problema. 
Art. 8º O acesso à íntegra do processo para vista pessoal do interessado pode ocorrer por intermédio 
da disponibilização de sistema informatizado de gestão a que se refere o art. 4º ou por acesso à cópia do 
documento, preferencialmente, em meio eletrônico. 
Art. 9º A classificação da informação quanto ao grau de sigilo e a possibilidade de limitação do 
acesso aos servidores autorizados e aos interessados no processo observarão os termos da Lei nº 12.527, 
de 18 de novembro de 2011 , e das demais normas vigentes. 
Art. 10. Os documentos nato-digitais e assinados eletronicamente na forma do art. 6º são 
considerados originais para todos os efeitos legais. 
Art. 11. O interessado poderá enviar eletronicamente documentos digitais para juntada aos autos. 
§ 1º O teor e a integridade dos documentos digitalizados são de responsabilidade do interessado, 
que responderá nos termos da legislação civil, penal e administrativa por eventuais fraudes. 
§ 2º Os documentos digitalizados enviados pelo interessado terão valor de cópia simples. 
§ 3 º A apresentação do original do documento digitalizado será necessária quando a lei 
expressamente o exigir ou nas hipóteses previstas nos art. 13 e art. 14. 
DOCUMENTAÇÃO DIGITAL 
CAP- AD 2024 
PROFESSOR MOZART 
13 
 
 
@PROFESSORMOZART 
@MOZARTROCHA 
 
Art. 12. A digitalização de documentos recebidos ou produzidos no âmbito dos órgãos e das 
entidades da administração pública federal direta, autárquica e fundacional deverá ser acompanhada da 
conferência da integridade do documento digitalizado. 
§ 1º A conferência prevista no caput deverá registrar se foi apresentado documento original, cópia 
autenticada em cartório, cópia autenticada administrativamente ou cópia simples. 
§ 2º Os documentos resultantes da digitalização de originais serão considerados cópia autenticada 
administrativamente, e os resultantes da digitalização de cópia autenticada em cartório, de cópia 
autenticada administrativamente ou de cópia simples terão valor de cópia simples. 
§ 3º A administração poderá, conforme definido em ato de cada órgão ou entidade: 
I - proceder à digitalização imediata do documento apresentado e devolvê-lo imediatamente ao 
interessado; 
II - determinar que a protocolização de documento original seja acompanhada de cópia simples, 
hipótese em que o protocolo atestará a conferência da cópia com o original, devolverá o documento original 
imediatamente ao interessado e descartará a cópia simples após a sua digitalização; e 
III - receber o documento em papel para posterior digitalização, considerando que: 
a) os documentos em papel recebidos que sejam originais ou cópias autenticadas em cartório devem 
ser devolvidos ao interessado, preferencialmente, ou ser mantidos sob guarda do órgão ou da entidade, 
nos termos da sua tabela de temporalidade e destinação; e 
b) os documentos em papel recebidos que sejam cópias autenticadas administrativamente ou cópias 
simples podem ser descartados após realizada a sua digitalização, nos termos do caput e do § 1º. 
§ 4º Na hipótese de ser impossível ou inviável a digitalização do documento recebido, este ficará 
sob guarda da administração e será admitido o trâmite do processo de forma híbrida, conforme definido 
em ato de cada órgão ou entidade. 
Art. 13. Impugnada a integridade do documento digitalizado, mediante alegação motivada e 
fundamentada de adulteração, deverá ser instaurada diligência para a verificação do documento objeto de 
controvérsia. 
Art. 14. A administração poderá exigir, a seu critério, até que decaia o seu direito de rever os atos 
praticados no processo, a exibição do original de documento digitalizado no âmbito dos órgãos ou das 
entidades ou enviado eletronicamente pelo interessado. 
Art. 15. Deverão ser associados elementos descritivos aos documentos digitais que integram 
processos eletrônicos, a fim de apoiar sua identificação, sua indexação, sua presunção de autenticidade, 
sua preservação e sua interoperabilidade. 
 
 
 
DOCUMENTAÇÃO DIGITAL 
CAP- AD 2024 
PROFESSOR MOZART 
14 
 
 
@PROFESSORMOZART 
@MOZARTROCHA 
 
Art. 16. Os documentos que integram os processos administrativos eletrônicos deverão ser 
classificados e avaliados de acordo com o plano de classificação e a tabela de temporalidade e destinação 
adotados no órgão ou na entidade, conforme a legislação arquivística em vigor. 
§ 1º A eliminação de documentos digitais deve seguir as diretrizes previstas na legislação. 
§ 2º Os documentos digitais e processos administrativos eletrônicos cuja atividade já tenha sido 
encerrada e que estejam aguardando o cumprimento dos prazos de guarda e destinação final poderão ser 
transferidos para uma área de armazenamento específica, sob controle do órgão ou da entidade que os 
produziu, a fim de garantir a preservação, a segurança e o acesso pelo tempo necessário. 
Art. 17. A definição dos formatos de arquivo dos documentos digitais deverá obedecer às políticas 
e diretrizes estabelecidas nos Padrões de Interoperabilidade de Governo Eletrônico - ePING e oferecer as 
melhores expectativas de garantia com relação ao acesso e à preservação. 
Parágrafo único. Para os casos ainda não contemplados nos padrões mencionados no caput, 
deverão ser adotados formatos interoperáveis, abertos, independentes de plataforma tecnológica e 
amplamente utilizados. 
Art. 18. Os órgãos ou as entidades deverão estabelecer políticas, estratégias e ações que garantam 
a preservação de longo prazo, o acesso e o uso contínuo dos documentos digitais. 
Parágrafo único. O estabelecido no caput deverá prever, no mínimo: 
I - proteção contra a deterioração e a obsolescência de equipamentos e programas; e 
II - mecanismos para garantir a autenticidade, a integridade e a legibilidade dos documentos 
eletrônicos ou digitais. 
Art. 19. A guarda dos documentos digitais e processos administrativos eletrônicos considerados de 
valor permanente deverá estar de acordo com as normas previstas pela instituição arquivística pública 
responsável por sua custódia, incluindo a compatibilidade de suporte e de formato, a documentação 
técnica necessária para interpretar o documento e os instrumentos que permitam a sua identificação e o 
controle no momento de seu recolhimento. 
Art. 20. Para os processos administrativos eletrônicos regidos por este Decreto, deverá ser 
observado o prazo definido em lei para a manifestação dos interessados e para a decisão do administrador. 
Art. 21. O Ministério do Planejamento, Orçamento e Gestão, o Ministério da Justiça e a Casa Civil 
da Presidência da Repúblicaeditarão, conjuntamente, normas complementares a este Decreto. 
Art. 22. No prazo de seis meses, contado da data de publicação deste Decreto, os órgãos e as 
entidades da administração pública federal direta, autárquica e fundacional deverão apresentar 
cronograma de implementação do uso do meio eletrônico para a realização do processo administrativo à 
Secretaria de Logística e Tecnologia da Informação do Ministério do Planejamento, Orçamento e Gestão. 
§ 1º O uso do meio eletrônico para a realização de processo administrativo deverá estar 
implementado no prazo de dois anos, contado da data de publicação deste Decreto . 
§ 2º Os órgãos e as entidades de que tratam o caput que já utilizam processo administrativo 
eletrônico deverão adaptar-se ao disposto neste Decreto no prazo de três anos, contado da data de sua 
publicação. 
DOCUMENTAÇÃO DIGITAL 
CAP- AD 2024 
PROFESSOR MOZART 
15 
 
 
@PROFESSORMOZART 
@MOZARTROCHA 
 
Art. 23. Este Decreto entra em vigor na data de sua publicação. 
Brasília, 8 de outubro de 2015; 194º da Independência e 127º da República. 
DILMA ROUSSEFF 
José Eduardo Cardozo 
Nelson Barbosa 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
DOCUMENTAÇÃO DIGITAL 
CAP- AD 2024 
PROFESSOR MOZART 
16 
 
 
@PROFESSORMOZART 
@MOZARTROCHA 
 
 
LEI Nº 12.682, DE 9 DE JULHO DE 2012. 
(Vide Decreto nº 8.539, de 2015) 
Dispõe sobre a elaboração e o arquivamento de 
documentos em meios eletromagnéticos. 
A PRESIDENTA DA REPÚBLICA Faço saber que o Congresso Nacional decreta e eu sanciono a 
seguinte Lei: 
Art. 1º A digitalização, o armazenamento em meio eletrônico, óptico ou equivalente e a reprodução 
de documentos públicos e privados serão regulados pelo disposto nesta Lei. 
Parágrafo único. Entende-se por digitalização a conversão da fiel imagem de um documento para 
código digital. 
Art. 2º-A. Fica autorizado o armazenamento, em meio eletrônico, óptico ou equivalente, de 
documentos públicos ou privados, compostos por dados ou por imagens, observado o disposto nesta 
Lei, nas legislações específicas e no regulamento. (Incluído pela Lei nº 13.874, de 
2019) (Regulamento) 
§ 1º Após a digitalização, constatada a integridade do documento digital nos termos estabelecidos 
no regulamento, o original poderá ser destruído, ressalvados os documentos de valor histórico, cuja 
preservação observará o disposto na legislação específica. (Incluído pela Lei nº 13.874, de 2019) 
§ 2º O documento digital e a sua reprodução, em qualquer meio, realizada de acordo com o 
disposto nesta Lei e na legislação específica, terão o mesmo valor probatório do documento original, 
para todos os fins de direito, inclusive para atender ao poder fiscalizatório do Estado. (Incluído pela Lei 
nº 13.874, de 2019) 
§ 3º Decorridos os respectivos prazos de decadência ou de prescrição, os documentos 
armazenados em meio eletrônico, óptico ou equivalente poderão ser eliminados. (Incluído pela Lei nº 
13.874, de 2019) 
§ 4º Os documentos digitalizados conforme o disposto neste artigo terão o mesmo efeito jurídico 
conferido aos documentos microfilmados, nos termos da Lei nº 5.433, de 8 de maio de 1968 , e de 
regulamentação posterior. (Incluído pela Lei nº 13.874, de 2019) 
§ 5º Ato do Secretário de Governo Digital da Secretaria Especial de Desburocratização, Gestão e 
Governo Digital do Ministério da Economia estabelecerá os documentos cuja reprodução conterá código 
de autenticação verificável. (Incluído pela Lei nº 13.874, de 2019) 
§ 6º Ato do Conselho Monetário Nacional disporá sobre o cumprimento do disposto no § 1º deste 
artigo, relativamente aos documentos referentes a operações e transações realizadas no sistema 
financeiro nacional. (Incluído pela Lei nº 13.874, de 2019) 
§ 7º É lícita a reprodução de documento digital, em papel ou em qualquer outro meio físico, que 
contiver mecanismo de verificação de integridade e autenticidade, na maneira e com a técnica definidas 
pelo mercado, e cabe ao particular o ônus de demonstrar integralmente a presença de tais 
requisitos. (Incluído pela Lei nº 13.874, de 2019) 
DOCUMENTAÇÃO DIGITAL 
CAP- AD 2024 
PROFESSOR MOZART 
17 
 
 
@PROFESSORMOZART 
@MOZARTROCHA 
 
§ 8º Para a garantia de preservação da integridade, da autenticidade e da confidencialidade de 
documentos públicos será usada certificação digital no padrão da Infraestrutura de Chaves Públicas 
Brasileira (ICP-Brasil). (Incluído pela Lei nº 13.874, de 2019) 
Art. 3º O processo de digitalização deverá ser realizado de forma a manter a integridade, a 
autenticidade e, se necessário, a confidencialidade do documento digital, com o emprego de assinatura 
eletrônica. (Redação dada pela Lei nº 14.129, de 2021) (Vigência) 
Parágrafo único. Os meios de armazenamento dos documentos digitais deverão protegê-los de 
acesso, uso, alteração, reprodução e destruição não autorizados. 
Art. 4º As empresas privadas ou os órgãos da Administração Pública direta ou indireta que 
utilizarem procedimentos de armazenamento de documentos em meio eletrônico, óptico ou equivalente 
deverão adotar sistema de indexação que possibilite a sua precisa localização, permitindo a posterior 
conferência da regularidade das etapas do processo adotado. 
Art. 5º (VETADO). 
Art. 6º Os registros públicos originais, ainda que digitalizados, deverão ser preservados de acordo 
com o disposto na legislação pertinente. 
Art. 7º (VETADO). 
Art. 8º Esta Lei entra em vigor na data de sua publicação. 
Brasília, 9 de julho de 2012; 191º da Independência e 124º da República. 
DILMA ROUSSEFF 
Márcia Pelegrini 
Guido Mantega 
Jorge Hage Sobrinho 
Luis Inácio Lucena Adams 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
DOCUMENTAÇÃO DIGITAL 
CAP- AD 2024 
PROFESSOR MOZART 
18 
 
 
@PROFESSORMOZART 
@MOZARTROCHA 
 
 
 
LEI Nº 14.063, DE 23 DE SETEMBRO DE 2020 - ASSINATURAS 
ELETRÔNICAS EM INTERAÇÕES COM ENTES PÚBLICOS, EM ATOS DE PESSOAS 
JURÍDICAS E EM QUESTÕES DE SAÚDE E SOBRE AS LICENÇAS DE SOFTWARES 
DESENVOLVIDOS POR ENTES PÚBLICOS. 
 
LEI Nº 14.063, DE 23 DE SETEMBRO DE 2020 
Dispõe sobre o uso de assinaturas eletrônicas em interações com entes públicos, em atos de pessoas 
jurídicas e em questões de saúde e sobre as licenças de softwares desenvolvidos por entes públicos; e altera 
a Lei nº 9.096, de 19 de setembro de 1995, a Lei nº 5.991, de 17 de dezembro de 1973, e a Medida Provisória nº 
2.200-2, de 24 de agosto de 2001. 
O PRESIDENTE DA REPÚBLICA 
Faço saber que o Congresso Nacional decreta e eu sanciono a seguinte Lei: 
CAPÍTULO I 
DISPOSIÇÃO PRELIMINAR 
Art. 1º Esta Lei dispõe sobre o uso de assinaturas eletrônicas em interações com entes públicos, em atos de 
pessoas jurídicas e em questões de saúde e sobre as licenças de softwares desenvolvidos por entes públicos, com 
o objetivo de proteger as informações pessoais e sensíveis dos cidadãos, com base nos incisos X e XII do caput do 
art. 5º da Constituição Federal e na Lei nº 13.709, de 14 de agosto de 2018 (Lei Geral de Proteção de Dados 
Pessoais), bem como de atribuir eficiência e segurança aos serviços públicos prestados sobretudo em ambiente 
eletrônico. 
CAPÍTULO II 
DA ASSINATURA ELETRÔNICA EM INTERAÇÕES COM ENTES PÚBLICOS 
Seção I 
Do Objeto, do Âmbito de Aplicação e das Definições 
Art. 2º Este Capítulo estabelece regras e procedimentos sobre o uso de assinaturas eletrônicas no âmbito da: 
I – interação interna dos órgãos e entidades da administração direta, autárquica e fundacional dos Poderes e 
órgãos constitucionalmente autônomos dos entes federativos; 
II – interação entre pessoas naturais ou pessoas jurídicas de direito privado e os entes públicos de que trata o 
inciso I do caput deste artigo; 
III – interação entre os entes públicos de que trata o inciso I do caput deste artigo. 
Parágrafo único. O disposto neste Capítulo não se aplica: 
I – aos processos judiciais; 
II – à interação: 
a) entre pessoas naturaisou entre pessoas jurídicas de direito privado; 
b) na qual seja permitido o anonimato; 
c) na qual seja dispensada a identificação do particular; 
III – aos sistemas de ouvidoria de entes públicos; 
DOCUMENTAÇÃO DIGITAL 
CAP- AD 2024 
PROFESSOR MOZART 
19 
 
 
@PROFESSORMOZART 
@MOZARTROCHA 
 
IV – aos programas de assistência a vítimas e a testemunhas ameaçadas; 
V – às outras hipóteses nas quais deva ser dada garantia de preservação de sigilo da identidade do particular 
na atuação perante o ente público. 
Art. 3º Para os fins desta Lei, considera-se: 
I – autenticação: o processo eletrônico que permite a identificação eletrônica de uma pessoa natural ou 
jurídica; 
II – assinatura eletrônica: os dados em formato eletrônico que se ligam ou estão logicamente associados a 
outros dados em formato eletrônico e que são utilizados pelo signatário para assinar, observados os níveis de 
assinaturas apropriados para os atos previstos nesta Lei; 
III – certificado digital: atestado eletrônico que associa os dados de validação da assinatura eletrônica a uma 
pessoa natural ou jurídica; 
IV – certificado digital ICP-Brasil: certificado digital emitido por uma Autoridade Certificadora (AC) 
credenciada na Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira (ICP-Brasil), na forma da legislação vigente. 
Seção II 
Da Classificação das Assinaturas Eletrônicas 
Art. 4º Para efeitos desta Lei, as assinaturas eletrônicas são classificadas em: 
I – assinatura eletrônica simples: 
a) a que permite identificar o seu signatário; 
b) a que anexa ou associa dados a outros dados em formato eletrônico do signatário; 
II – assinatura eletrônica avançada: a que utiliza certificados não emitidos pela ICP-Brasil ou outro meio de 
comprovação da autoria e da integridade de documentos em forma eletrônica, desde que admitido pelas partes 
como válido ou aceito pela pessoa a quem for oposto o documento, com as seguintes características: 
a) está associada ao signatário de maneira unívoca; 
b) utiliza dados para a criação de assinatura eletrônica cujo signatário pode, com elevado nível de confiança, 
operar sob o seu controle exclusivo; 
c) está relacionada aos dados a ela associados de tal modo que qualquer modificação posterior é detectável; 
III – assinatura eletrônica qualificada: a que utiliza certificado digital, nos termos do § 1º do art. 10 da Medida 
Provisória nº 2.200-2, de 24 de agosto de 2001. 
 
 
 
§ 1º Os 3 (três) tipos de assinatura referidos nos incisos I, II e III do caput deste artigo caracterizam o nível 
de confiança sobre a identidade e a manifestação de vontade de seu titular, e a assinatura eletrônica qualificada é a 
que possui nível mais elevado de confiabilidade a partir de suas normas, de seus padrões e de seus procedimentos 
específicos. 
§ 2º Devem ser asseguradas formas de revogação ou de cancelamento definitivo do meio utilizado para as 
assinaturas previstas nesta Lei, sobretudo em casos de comprometimento de sua segurança ou de vazamento de 
dados. 
Seção III 
DOCUMENTAÇÃO DIGITAL 
CAP- AD 2024 
PROFESSOR MOZART 
20 
 
 
@PROFESSORMOZART 
@MOZARTROCHA 
 
Da Aceitação e da Utilização de Assinaturas Eletrônicas pelos Entes Públicos 
Art. 5º No âmbito de suas competências, ato do titular do Poder ou do órgão constitucionalmente autônomo 
de cada ente federativo estabelecerá o nível mínimo exigido para a assinatura eletrônica em documentos e em 
interações com o ente público. 
§ 1º O ato de que trata o caput deste artigo observará o seguinte: 
I – a assinatura eletrônica simples poderá ser admitida nas interações com ente público de menor impacto e 
que não envolvam informações protegidas por grau de sigilo; 
II – a assinatura eletrônica avançada poderá ser admitida, inclusive: 
a) nas hipóteses de que trata o inciso I deste parágrafo; 
b) (VETADO); 
c) no registro de atos perante as juntas comerciais; 
III – a assinatura eletrônica qualificada será admitida em qualquer interação eletrônica com ente público, 
independentemente de cadastramento prévio, inclusive nas hipóteses mencionadas nos incisos I e II deste 
parágrafo. 
§ 2º É obrigatório o uso de assinatura eletrônica qualificada: 
I – nos atos assinados por chefes de Poder, por Ministros de Estado ou por titulares de Poder ou de órgão 
constitucionalmente autônomo de ente federativo; 
II – (VETADO); 
III – nas emissões de notas fiscais eletrônicas, com exceção daquelas cujos emitentes sejam pessoas físicas 
ou Microempreendedores Individuais (MEIs), situações em que o uso torna-se facultativo; 
IV – nos atos de transferência e de registro de bens imóveis, ressalvado o disposto na alínea "c" do inciso II 
do § 1º deste artigo; 
V – (VETADO); 
VI – nas demais hipóteses previstas em lei. 
§ 3º (VETADO). 
§ 4º O ente público informará em seu site os requisitos e os mecanismos estabelecidos internamente para 
reconhecimento de assinatura eletrônica avançada. 
§ 5º No caso de conflito entre normas vigentes ou de conflito entre normas editadas por entes distintos, 
prevalecerá o uso de assinaturas eletrônicas qualificadas. 
§ 6º As certidões emitidas por sistema eletrônico da Justiça Eleitoral possuem fé pública e, nos casos dos 
órgãos partidários, substituem os cartórios de registro de pessoas jurídicas para constituição dos órgãos partidários 
estaduais e municipais, dispensados quaisquer registros em cartórios da circunscrição do respectivo órgão 
partidário. 
Art. 6º O art. 7º da Medida Provisória nº 2.200-2, de 24 de agosto de 2001, passa a vigorar com a seguinte 
redação: 
“Art. 7º Compete às AR, entidades operacionalmente vinculadas a determinada AC, identificar e 
cadastrar usuários, encaminhar solicitações de certificados às AC e manter registros de suas 
operações. 
DOCUMENTAÇÃO DIGITAL 
CAP- AD 2024 
PROFESSOR MOZART 
21 
 
 
@PROFESSORMOZART 
@MOZARTROCHA 
 
Parágrafo único. A identificação a que se refere o caput deste artigo será feita presencialmente, 
mediante comparecimento pessoal do usuário, ou por outra forma que garanta nível de segurança 
equivalente, observadas as normas técnicas da ICP-Brasil.” (NR) 
Art. 7º O § 2º do art. 10 e o § 6º do art. 32 da Lei nº 9.096, de 19 de setembro de 1995, passam a vigorar 
com a seguinte redação: 
“Art. 10............................................................................................................................... 
............................................................................................................................................. 
§ 2º Após o recebimento da comunicação de constituição dos órgãos de direção regionais e 
municipais, definitivos ou provisórios, o Tribunal Superior Eleitoral, na condição de unidade 
cadastradora, deverá proceder à inscrição, ao restabelecimento e à alteração de dados cadastrais e 
da situação cadastral perante o CNPJ na Secretaria Especial da Receita Federal do Brasil.” (NR) 
“Art. 32............................................................................................................................... 
............................................................................................................................................. 
§ 6º O Tribunal Superior Eleitoral, na condição de unidade cadastradora, deverá proceder à 
reativação da inscrição perante o CNPJ na Secretaria Especial da Receita Federal do Brasil dos 
órgãos partidários municipais referidos no § 4º deste artigo que estejam com a inscrição baixada ou 
inativada, após o recebimento da comunicação de constituição de seus órgãos de direção regionais e 
municipais, definitivos ou provisórios. 
............................................................................................................................................” (NR) 
 
Seção IV 
Dos Atos Praticados por Particulares perante Entes Públicos 
Art. 8º As assinaturas eletrônicas qualificadas contidas em atas deliberativas de assembleias, de convenções 
e de reuniões das pessoas jurídicasde direito privado constantes do art. 44 da Lei nº 10.406, de 10 de janeiro de 
2002 (Código Civil), devem ser aceitas pelas pessoas jurídicas de direito público e pela administração pública direta 
e indireta pertencentes aos Poderes Executivo, Legislativo e Judiciário. 
Art. 9º (VETADO). 
Seção V 
Dos Atos Realizados durante a Pandemia 
Art. 10. O ato de que trata o caput do art. 5º desta Lei poderá prever nível de assinatura eletrônica 
incompatível com o previsto no § 1º do art. 5º para os atos realizados durante o período da emergência de saúde 
pública de importância internacional decorrente da pandemia da Covid-19, de que trata a Lei nº 13.979, de 6 de 
fevereiro de 2020, com vistas à redução de contatos presenciais ou para a realização de atos que, de outro modo, 
ficariam impossibilitados. 
CAPÍTULO III 
DA ATUAÇÃO DO COMITÊ GESTOR E DO INSTITUTO NACIONAL DE TECNOLOGIA DA INFORMAÇÃO 
PERANTE ENTES PÚBLICOS 
Art. 11. (VETADO). 
Art. 12. (VETADO). 
CAPÍTULO IV 
DOCUMENTAÇÃO DIGITAL 
CAP- AD 2024 
PROFESSOR MOZART 
22 
 
 
@PROFESSORMOZART 
@MOZARTROCHA 
 
DA ASSINATURA ELETRÔNICA EM QUESTÃO DE SAÚDE PÚBLICA 
Art. 13. Os receituários de medicamentos sujeitos a controle especial e os atestados médicos em meio 
eletrônico, previstos em ato do Ministério da Saúde, somente serão válidos quando subscritos com assinatura 
eletrônica qualificada do profissional de saúde. 
Parágrafo único. As exigências de nível mínimo de assinatura eletrônica previstas no caput deste artigo e no 
art. 14 desta Lei não se aplicam aos atos internos do ambiente hospitalar. 
Art. 14. Com exceção do disposto no art. 13 desta Lei, os documentos eletrônicos subscritos por profissionais 
de saúde e relacionados à sua área de atuação são válidos para todos os fins quando assinados por meio de: 
I –assinatura eletrônica avançada; ou 
II – assinatura eletrônica qualificada. 
Parágrafo único. Observada a legislação específica, o art. 13 desta Lei e o caput deste artigo, ato do Ministro 
de Estado da Saúde ou da Diretoria Colegiada da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), no âmbito de 
suas competências, especificará as hipóteses e os critérios para a validação dos documentos de que trata 
o caput deste artigo. 
Art. 15. O art. 35 da Lei nº 5.991, de 17 de dezembro de 1973, passa vigorar com as seguintes alterações, 
numerando-se o atual parágrafo único como § 1º: 
“Art. 35............................................................................................................................... 
a) (revogada); 
b) (revogada); 
c) (revogada). 
I – que seja escrita no vernáculo, redigida sem abreviações e de forma legível e que observe a 
nomenclatura e o sistema de pesos e medidas oficiais; 
II – que contenha o nome e o endereço residencial do paciente e, expressamente, o modo de usar 
a medicação; e 
III – que contenha a data e a assinatura do profissional de saúde, o endereço do seu consultório ou 
da sua residência e o seu número de inscrição no conselho profissional. 
§ 1º O receituário de medicamentos terá validade em todo o território nacional, independentemente 
do ente federativo em que tenha sido emitido, inclusive o de medicamentos sujeitos ao controle 
sanitário especial, nos termos da regulação. 
§ 2º As receitas em meio eletrônico, ressalvados os atos internos no ambiente hospitalar, somente 
serão válidas se contiverem a assinatura eletrônica avançada ou qualificada do profissional e 
atenderem aos requisitos de ato da Diretoria Colegiada da Agência Nacional de Vigilância Sanitária 
(Anvisa) ou do Ministro de Estado da Saúde, conforme as respectivas competências. 
§ 3º É obrigatória a utilização de assinaturas eletrônicas qualificadas para receituários de 
medicamentos sujeitos a controle especial e para atestados médicos em meio eletrônico.” (NR) 
CAPÍTULO V 
DOS SISTEMAS DE INFORMAÇÃO E DE COMUNICAÇÃO DOS ENTES PÚBLICOS 
Art. 16. Os sistemas de informação e de comunicação desenvolvidos exclusivamente por órgãos e entidades 
da administração direta, autárquica e fundacional dos Poderes e órgãos constitucionalmente autônomos dos entes 
federativos são regidos por licença de código aberto, permitida a sua utilização, cópia, alteração e distribuição sem 
restrições por todos os órgãos e entidades abrangidos por este artigo. 
DOCUMENTAÇÃO DIGITAL 
CAP- AD 2024 
PROFESSOR MOZART 
23 
 
 
@PROFESSORMOZART 
@MOZARTROCHA 
 
§ 1º O disposto no caput deste artigo aplica-se, inclusive, aos sistemas de informação e de comunicação em 
operação na data de entrada em vigor desta Lei. 
§ 2º Não estão sujeitos ao disposto neste artigo: 
I – os sistemas de informação e de comunicação cujo código-fonte possua restrição de acesso à informação, 
nos termos do Capítulo IV da Lei nº 12.527, de 18 de novembro de 2011; 
 
II – os dados armazenados pelos sistemas de informação e de comunicação; 
III – os componentes de propriedade de terceiros; e 
IV – os contratos de desenvolvimento de sistemas de informação e de comunicação que tenham sido 
firmados com terceiros antes da data de entrada em vigor desta Lei e que contenham cláusula de propriedade 
intelectual divergente do disposto no caput deste artigo. 
CAPÍTULO VI 
DISPOSIÇÕES FINAIS E TRANSITÓRIAS 
Art. 17. O disposto nesta Lei não estabelece obrigação aos órgãos e entidades da administração direta, 
indireta, autárquica e fundacional dos Poderes e órgãos constitucionalmente autônomos dos entes federativos de 
disponibilizarem mecanismos de comunicação eletrônica em todas as hipóteses de interação com pessoas naturais 
ou jurídicas. 
Art. 18. Os sistemas em uso na data de entrada em vigor desta Lei que utilizem assinaturas eletrônicas e que 
não atendam ao disposto no art. 5º desta Lei serão adaptados até 1º de julho de 2021. 
Art. 19. Revogam-se as alíneas "a", "b" e "c" do caput do art. 35 da Lei nº 5.991, de 17 de dezembro de 
1973. 
Art. 20. Esta Lei entra em vigor na data de sua publicação. 
Brasília, 23 de setembro de 2020; 199º da Independência e 132º da República. 
JAIR MESSIAS BOLSONARO 
Paulo Guedes 
Eduardo Pazuello 
Walter Souza Braga Netto 
 
 RESOLUÇÃO DE TESTES 
 
1. Geração, por computador, de qualquer símbolo ou série de símbolos executados, adotados ou 
autorizados por um indivíduo 
 
a) Assinatura eletrônica 
b) Assinatura digital 
c) Arquivo digital 
d) IA 
e) Arquivo físico 
 
 
 
 
DOCUMENTAÇÃO DIGITAL 
CAP- AD 2024 
PROFESSOR MOZART 
24 
 
 
@PROFESSORMOZART 
@MOZARTROCHA 
 
2. A __________de documentos arquivísticos envolve três aspectos: legal, diplomático e histórico. 
 
a) Autenticação 
b) Notoriedade 
c) Autenticidade 
d) Integridade 
e) Identidade 
 
3. Por meio da (o) _______________ é possível demonstrar a sucessão de entidades coletivas ou 
pessoas que tiveram posse, custódia e controle sobre os documentos 
 
a) Auditoria 
b) Trilha 
c) Sondagem 
d) Custodiador 
e) diplomática 
 
4. A análise bibliométrica apresentada neste capítulo revela que os _____________ estão isolados 
em sua disputa pela liderança na produção científica em IA 
 
a) Estados Unidos 
b) Estados Unidos e Rússia 
c) Rússia e China 
d) Estados Unidos e Brasil 
e) Estados Unidos e China 
 
5. Tem por objetivo de caracterizar a literatura sobre IA: 
 
a) Análise Digital 
b) Análise Bibliométrica 
c) Análise Científica Digital 
d) SWOT 
e) BSC 
 
6. A conversão da fiel imagem de um documento físico para código digital 
 
a) Metadados 
b) Metaverso 
c) Documentação digital 
d) Digitalização 
e) Documentação eletrônica 
 
 
7. Dado estruturado, que permite classificar, descrever e gerenciar documentos e processos 
 
a) Metadado 
b) Documento nato-digital 
c) Documento eletrônico 
d) Documento digital 
e) Arquivo digital 
 
DOCUMENTAÇÃO DIGITAL 
CAP- AD 2024 
PROFESSOR MOZART 
25 
 
 
@PROFESSORMOZART 
@MOZARTROCHA 
 
 
 
QUESTÕES COMENTADAS 
 
1. (FGV Analista Senado Federal 2022) Para garantir a presunção de autenticidade dos 
documentos arquivísticos digitais,deve-se avaliar os ambientes informatizados onde é feita a 
custódia desses documentos, na auditoria e na certificação destes ambientes. Assim, é preciso 
manter uma linha de custódia digital documental entre o Sigad e o 
 
a) GED. 
b) RDC-Arq. 
c) E-Arq. 
d) ICA-Atom. 
e) DIP. 
 
Comentário: 
 
 RDC-arq é um conjunto de procedimentos normativos e técnicos capazes de manter 
autênticos os materiais digitais nele custodiados, de modo a preservá-los e dar acesso a 
eles pelo tempo necessário. 
RDC-Arq deverá ser capaz de: 
 Proteger as características do documento arquivístico, em especial a autenticidade (identidade e 
integridade) e a relação orgânica dos documentos; 
 Preservar e dar acesso, pelo tempo necessário, a documentos arquivísticos digitais autênticos 
 Gerenciar os documentos e metadados de acordo com os princípios relacionados à descrição 
arquivística multinível e à preservação;; 
 Estar em conformidade com os critérios estabelecidos na ISO (International Organization for 
Standardization) nº 16363:2012 e na Norma Técnica brasileira – NBR nº 15.472; 
 Utilizar padrões abertos que não possuam restrições legais quanto ao uso, reconhecidos em 
âmbito nacional e internacional; 
 Adotar protocolos padronizados para comunicação automática, garantida a interoperabilidade 
 
2. O seguinte requisito garante a autenticidade dos documentos arquivísticos eletrônicos: 
 
a) metadados. 
b) marcas d´água. 
c) cifragem. 
d) criptografia. 
e) assinatura digital. 
 
 
Comentário: 
 
Assinatura em meio eletrônico, que permite aferir a origem e a integridade do 
documento. 
 
 
 
 
DOCUMENTAÇÃO DIGITAL 
CAP- AD 2024 
PROFESSOR MOZART 
26 
 
 
@PROFESSORMOZART 
@MOZARTROCHA 
 
3. Para a geração de matrizes digitais, não é recomendado que sejam utilizados recursos que 
resultam num aumento artificial da resolução óptica, com o propósito de fazer com que uma 
imagem digital pareça ter sido capturada originalmente com maior resolução. Esses recursos são 
conhecidos como 
 
a) reformatação. 
b) criptografia. 
c) captura digital. 
d) hipertexto. 
e) interpolação. 
Comentário: 
 
 A nossa resposta pode ser encontrada nas Recomendações para Digitalização de 
Documentos Arquivísticos Permanentes. Neste documento há explicação do processo 
utilizado para acrescentar pixels à imagem digitalizada, a partir dos pixels já existentes, com a finalidade 
de aumentar a resolução desta. Muito utilizada, por exemplo, em imagens pequenas para a internet, mas 
não pode ser utilizada para a geração de matrizes digitais. 
 
 
A reformatação é a técnica de mudança da forma de apresentação do documento, sobretudo o digital, 
com o objetivo de combater a obsolescência tecnológica e prover o acesso contínuo ao mesmo. Pode 
incluir atividades como a migração de suporte, a conversão de dados e formatos ou mesmo a 
digitalização. 
 
 
A criptografia é método de codificação de dados utilizando algoritmo específico e chave secreta, com o 
objetivo de restringir o acesso ao conteúdo informacional a pessoas não autorizadas. Quando utilizado 
em um documento, somente os usuários conhecedores e portadores dos algoritmos e chaves utilizadas 
(autorizados em potencial) podem decodificar o documento e conhecer o seu conteúdo. 
 
 
A captura digital é o ato de inserir os dados do documento em sistema de controle próprio. Em resumo, é 
quando o sistema "toma conhecimento" da existência do documento. 
 
 
O hypertexto é uma forma de estruturação de documentos que permite a leitura por meio de enlaces 
(links) que possibilitam a conexão direta entre as diversas partes do documento ou deste com outros 
documentos. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
DOCUMENTAÇÃO DIGITAL 
CAP- AD 2024 
PROFESSOR MOZART 
27 
 
 
@PROFESSORMOZART 
@MOZARTROCHA 
 
4. (CESPE Oficial ABIN 2018) Entre as principais características do documento de arquivo, a 
autenticidade é a que tem ganhado maior destaque com o cenário digital. 
 
Comentário: 
 
 
Nas Diretrizes para implementação de repositórios arquivísticos digitais confiáveis - RDC-Arq do CONARQ 
em sua apresentação temos o seguinte texto: 
"Os documentos arquivísticos caracterizam-se por registrarem e apoiarem as atividades do órgão ou 
entidade, servindo de evidência dessas atividades, bem como de fonte de informação para a pesquisa, e 
para assegurar os direitos dos cidadãos. Assim, é preciso garantir que os documentos sejam 
acessíveis e permaneçam autênticos em todo o seu ciclo de vida. 
5. Sobre documentos digitais em arquivos é correto afirmar: 
 
a) O documento digital é o objeto físico, ou seja, o conjunto de cadeias de bits registradas em um 
suporte. 
b) A autenticidade de um documento digital, segundo a perspectiva da Diplomática, independe da 
veracidade de seu conteúdo. 
c) A autenticação é o mecanismo que garante a autenticidade de um documento digital. 
d) As técnicas de autenticação baseadas em tecnologia são efetivas para a transmissão de longo 
prazo dos documentos digitais. 
e) A partir de um hash, é possível recompor o documento digital que o gerou. 
 
Comentário: 
 
 
 
A) ERRADA: "o documento arquivístico digital é o objeto conceitual, isto é, aquele normalmente 
apresentado em dispositivo de saída (monitor, caixa de som), e não o objeto físico (as cadeias de bits 
registradas em um suporte)." 
 B) CERTA: "no que tange ao ponto de vista da diplomática, a autenticidade se refere a não alteração do 
documento após sua produção, mesmo que o conteúdo não seja verdadeiro" 
 C) ERRADA: "a autenticação não garante necessariamente a autenticidade do documento, na medida 
em que se pode declarar como autêntico algo que não é." 
 D) ERRADA: "as técnicas de autenticação baseadas em tecnologia não são efetivas para a transmissão 
dos documentos no tempo, ou seja, quando são armazenados no longo prazo ou quando há 
atualização/substituição de hardware, software ou formatos." 
E) ERRADA: "a partir de um hash, não é possível recompor o documento digital que o gerou" 
 
 
 
 
DOCUMENTAÇÃO DIGITAL 
CAP- AD 2024 
PROFESSOR MOZART 
28 
 
 
@PROFESSORMOZART 
@MOZARTROCHA 
 
6. O registro das informações que permitem o rastreamento das tentativas de intervenção ou das 
intervenções efetivamente realizadas nos documentos digitais recebe o nome de 
 
a) trilha de auditoria. 
b) autoridade de registro. 
c) Infraestrutura de Chaves Públicas (ICP). 
d) sistema operacional. 
e) Digital Object Identifier (DOI). 
 
 
Comentário: 
 
 
 
Trilha de auditoria 
Consiste num histórico de todas as intervenções, ou tentativas de intervenção, 
feitas no documento e no próprio Sistema Informatizado de Gestão Arquivística 
de Documentos (SIGAD). Nesse sentido, é 
também um método sobre os documentos arquivísticos digitais e sobre sua 
autenticidade (E-arq). 
7. O resultado do processo de reprodução, em filme, de documentos, dados e imagens, por meios 
fotográficos ou eletrônicos, em diferentes graus de redução é conhecido como 
 
a) digitalização. 
b) emulação. 
c) teletipagem. 
d) certificação. 
e) microfilmagem. 
Comentário: 
 
 
Decreto nº 1799 
Art. 3° Entende-se por microfilme, para fins deste Decreto, o resultado do processo de 
reprodução em filme, de documentos, dados e imagens, por meios fotográficos ou eletrônicos, em 
diferentes graus de redução. 
Que o Senhor 
sobre ti levante o rosto e te dê a 
 tua aprovação!!!

Mais conteúdos dessa disciplina