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UNIVERSIDADE PAULISTA - UNIP RELATÓRIO DE AULAS PRÁTICAS CURSO: Biomedicina DISCIPLINA: Coleta de Material Biológico ALUNO: Emille de Souza Moura RA: 2446149 POLO DE MATRÍCULA: Universidade Paulista Carapicuíba Vila Dirce POLO DE PRÁTICA: Universidade Paulista de Alphaville AULAS PRÁTICAS: 31/08/2024 • 28/09/2024 • 26/10/2024 CARAPICUÍBA, 23 DE NOVEMBRO DE 2024 ATIVIDADE OBRIGATÓRIA 1 ATIVIDADE OBRIGATÓRIA 2 ATIVIDADE OBRIGATÓRIA 3 ATIVIDADE OBRIGATÓRIA 4 ATIVIDADE OBRIGATÓRIA 5 ATIVIDADE OBRIGATÓRIA 6 ATIVIDADE OBRIGATÓRIA 7 ATIVIDADE OBRIGATÓRIA 8 INTRODUÇÃO A coleta de material biológico é muito importante e deve ser feito de forma responsável visto que a manipulação de amostras biológicas é um processo sensível e qualquer erro ou inadequação nos métodos de manuseio, equipamentos e recipientes pode alterar o resultado das análises, trazendo transtornos tanto para o paciente quanto para a empresa que está realizando o procedimento. Sendo assim é de extrema importância que a equipe responsável por coletar as amostras estejam preparadas para que a análise final seja correta. Quando tratamos de coleta de material biológico é necessário que algumas boas práticas sejam seguidas, entre elas destacamos: Utilizar os materiais corretos e adequados no manuseio das amostras biológicas, não esquecendo de fazer a devida identificação das mesmas, padronizar os processos, estar sempre atendo as variações cronobiológicas. No curso de Biomedicina da UNIP a disciplina de coleta de material biológico é ministrada para que o educando tenha conhecimento sobre as técnicas e orientações para a realização de coleta de material biológico dos pacientes. AULA 1 ● Roteiro 1 - Lavagem das mãos Iniciamos a aula falando sobre a Higienização das mãos, onde é essencial para evitar a transmissão de doenças, eliminar germes, vírus e bactérias que se acumulam ao tocar em áreas externas. Entendemos que esse hábito protege nossa saúde e a das pessoas ao redor, evitando a propagação de infecções. Dentro da biomedicina é essencial para a segurança e prevenção de doenças na sociedade. Se enquadra também no uso dos EPIS, o uso adequado garante uma proteção individual e contribui para um ambiente de trabalho mais seguro e produtivo. ● Roteiro 2 - Tubos de coleta, agulhas e seringas Conhecemos os tubos de coleta de sangue e suas diferenças. Onde se diferenciam uns dos outros pelas cores da tampa, cada tubo contém substâncias específicas, como anticoagulantes ou ativadores de coágulo. São importantes porque eles possuem a capacidade de manter a integridade da amostra desde a coleta até a análise, reconhecemos os diferentes tipos de agulha como tamanho e calibres. Azul: possui citrato de sódio, e é utilizado para estimular a coagulação. Vermelho : ativador de coágulo e é utilizado para acelerar a coagulação da amostra de sangue. Amarelo: possui ativador de coágulo gel. Esses dois componentes agem fazendo com que o sangue coagule mais rapidamente e após a coagulação o gel realiza a separação física entre a porção celular e a líquida (soro). Rosa/roxo/lilás: as paredes desse tubo são jateadas com EDTA, conhecido como melhor anticoagulante para a preservação da morfologia celular. Verde: este tubo possui heparina de lítio, um aditivo que ativa as enzimas antiplaquetárias que bloqueiam a cascata da coagulação. Cinza: possui fluoreto de sódio e EDTA, com as funções de inibidor glicólico e anticoagulante ● Roteiro 3 - Punção digital A punção digital é uma forma inovadora de fazer testes para diversas condições de saúde, como diabetes e coagulação. Através dela, se extrai, com uma lanceta, uma pequena amostra de sangue, retirada geralmente da ponta dos dedos. Uma vez extraída a amostra, ela é colocada em uma tira com um reagente específico para que o aparelho medidor revele o resultado do teste. Com isso, é possível identificar rapidamente o estado de saúde no momento do teste. Dessa forma, podemos fazer diversas tomadas de amostras ao longo do dia, fazendo com que seu médico tenha uma visão mais ampla do seu quadro de saúde. Essa mesma técnica pode ser utilizada para exames de repetição, que sensibilizam o paciente durante um tratamento. Com esta técnica, é possível conseguir algumas poucas gotas de sangue, capazes de fornecer uma pequena amostra para a análise sanguínea. Como prática, coletamos o sangue da ponta do dedo e verificamos nossa glicemia no intuito de conhecer o tipo de amostra para cada tipo de análise. AULA 2 ● Roteiro 4 - Separação/fracionamento de amostras Fracionamento de sangue: para a realização deste procedimento é necessário a coleta do sangue e colocá- la em tubos específicos e em seguida utilizar a centrífuga para a separação da parte líquida do sangue (soro e/ou plasma) das hemácias. Também podemos usar esse procedimento para fazer a separação de células de amostras de urina entre outras matérias. Plasma sanguíneo: é composto em sua maioria por água, além de água estão presentes componentes orgânicos e inorgânicos e lipídeos e proteínas dentro delas a albumina, que é muito importante para o corpo humano, e também estão presentes os fatores de coagulação e fibrinogênio. Soro: o soro é obtido após a centrifugação do sangue coletado e m um tubo com ativador de coágulo. O soro não contém os fatores de coagulação e fibrinogênio devido a formação do coágulo. Sangue total: é o sangue que contém todos os componentes sanguíneos antes de ser submetido ao fracionamento. Padrão de cores dos tubos para a realização dos testes os tubos são diferenciados através de cores, sendo assim cada tubo possui uma cor que corresponde ao aditivo ou aos aditivos mais presentes dentro do recipiente. Esses aditivos são importantes pois alguns tem o objetivo de proporcionar a coagulação mais rápida do sangue enquanto outros evitam, ainda existem os que estabilizam analíticos ou células sanguíneas. ● Roteiro 5 - Venopunção com seringa e agulha descartáveis Esse é um dos tipos de coleta de sangue mais comum e também conhecido como coleta de sangue periférico. O sangue periférico é coletado para a realização de exames de tipagem sanguínea, exames de bioquímica, glicemia e coagulação e o sangue arterial é coletado para a realização da gastometria arterial. O sangue venoso pode ser coletado de preferência na fossa antecubital, porém é importante ressaltar que ele também pode ser coletado da veia mediana basílica, veia mediana cefálica e veia longitudinal. Em pacientes que possuem acesso venoso difícil nestas regiões é recomendado a punção no dorso das mãos e dos pés e em casos extremos pode ser coletada microcoleta de sangue capilar. O sangue da artéria pode ser coletado da artéria radial ou da artéria cubital. Sangue arterial, venoso e capilar Cada tipo de vaso sanguíneo fica responsável por uma função dentro do sistema circulatório. Enquanto as veias são mais finas e levam sangue do corpo para o coração, as artérias são mais espessas e saem do coração levando sangue para o corpo, já os capilares são responsáveis por ligar as artérias as veias estabelecendo trocas gasosas entre o sangue e o tecido. Para realizar a coleta do sangue é necessário acomodar o paciente em uma cadeira para coleta de sangue e verificar com atenção quais são os exames que deverão ser coletados. Verificar também a identificação do paciente. É importante organizar o material que será utilizado de forma que o paciente veja que todas as matérias são de uso descartável. Após a coleta, devemos transferir a amostra para o tubo e de forma delicada a fim de misturá-la com o reagente contido no tubo. AULA 3 ● Roteiro 6 - Venopunção com sistema a vácuo A coleta de sangue a vácuo é importante pois permite que com uma única punção seja retirada várias amostras garantindo ao paciente maior conforto e segurança na hora da coleta, visto que o sistema de coleta a vácuo é um sistema considerado mais seguro tanto para o paciente quanto para o profissional. O passo a passo da coleta das amostras segue o mesmo padrão da venopunção com seringae agulha descartável. Na coleta a vácuo é necessário fazer a punção numa angulação com patível com a profundidade da veia com bisel da agulha posicionado para cima em seguida introduzir o tubo a vácuo no adaptador e empurrar na direção da agulha até o final para perfurar o diafragma da tampa e aguardar o enchimento do tubo. O material para a coleta de sangue a vácuo é composto por um conjunto de tubos, adaptadores e agulhas e deve ser descartável e estar lacrado no momento da coleta. ● Roteiro 7 - Coleta e processamento de urina O exame de urina é muito importante pois através dele podemos descobrir o diagnóstico de várias doenças. A urina pode ser avaliada por sua aparência física, ou seja sua cor, turbidez, odor e volume, através de análise bioquímica que avalia as propriedades químicas da urina, identificando a ausência ou presença de determinada substância, pH e densidade e também pode ser avaliada através de análise microscópica para identificar a presença de células, cristais minerais e agentes patogênicos, como bactérias ou fungos. Análise física • Levemente amarelada: Normal • Amarelo escuro: indica que o paciente está ingerindo baixa quantidade de água e também pode indicar a presença de bilirrubina; • Esbranquiçada: pode indicar piúria (presença de dez ou mais células brancas por milímetro cúbico de uma amostra de urina), e também pode indicar infecção bacteriana ou fúngica do trato urinário; • Laranja: pode indicar a ingestão de alimentos ricos em betacaroteno e também pode indicar doenças no fígado ou uso de medicamentos; • Vermelha/marrom: indica a presença de sangue, hemácias, hemoglobina, mioglobina, excesso de bilirrubinas e porfirinas; • Verde/azul: indica corantes ou medicamentos. Análise bioquímica pH: a capacidade ou incapacidade dos rins de secretar ou reabsorver ácidos ou bases. Valores altos ou baixos podem indicar cálculos renais e presença de microrganismos. Densidade: capacidade de concentração de substâncias sólidas diluídas na urina. Baixa, pode representar uso excessivo de líquido, até diabetes e hipertensão. Já alta densidade pode ser indicativo de desidratação, insuficiência cardíaca etc. Bilirrubina: característico de doenças hepáticas e biliares. Urobilinogênio: indica danos ao fígado e distúrbios hemolíticos. Corpos cetônicos (cetona): produtos da metabolização das gorduras, comum durante jejum prolongado e pacientes diabéticos. Glicose: detecção e monitoramento de diabetes. Proteína: relacionada a doenças do trato urinário e renal. Sangue: indica hemorragia que atinge o sistema urinário (infecção, cálculo renal etc). Nitrito: infecção bacteriana nos rins ou do trato urinário. Leucócitos (glóbulos brancos): doença do trato urinário e inflamação renal. Análise microscópica • Leucócitos : indicando doença do trato urinário e inflamação renal; • Hemácias (glóbulos vermelhos): indica infecções, pedras nos rins e doenças renais graves; • Células epiteliais : pode indicar síndrome nefrótica ou problema renal grave; • Cristais: pode indicar cálculos renais; • Parasitas: infecção por cândida ou protozoários. • Bactérias ou leveduras: indica infecção urinária REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS Livro-Texto Interativa Universidade Paulista kasvi.com.br