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Profa. Maria Teresa UNIDADE I Mediação, Conciliação, Negociação e Arbitragem Métodos Alternativos de Resolução de Conflitos (MARCs): negociação, conciliação, mediação e arbitragem; são meios complementares à jurisdição e não são adequados para todos os litígios. Com a Constituição Federal/1988, ocorreu uma excessiva judicialização dos conflitos, devido ao maior acesso do cidadão e de sociedades empresárias ao Poder Judiciário para a reivindicação de seus direitos, sobrecarregando a Justiça. Poder Judiciário brasileiro tem se revelado sobrecarregado, insuficiente e ineficaz; gerando insatisfação quanto ao modelo tradicionalmente adotado para a resolução de conflitos em uma sociedade. MARCs são aliados ao Poder Judiciário e aptos a ampliar o acesso à justiça, de forma mais humana, equânime, legítima e capaz de produzir desfechos idôneos a gerar efetiva satisfação para todas as partes em um litígio. Métodos Alternativos de Resolução de Conflitos (MARCs) No início das civilizações, o homem utilizava seus instintos mais primitivos para resolver conflitos, predominando a chamada “justiça com as próprias mãos”. Posteriormente, para a convivência em sociedade, o homem passou a outorgar a um terceiro, o chefe ou à pessoa mais idosa da comunidade, poderes para solucionar conflitos por meio da sabedoria, do bom senso e também dos costumes. Justiça privada antecedeu à estatal. Arbitragem é um dos métodos mais antigos que se tem notícia na história do Direito, encontram-se as raízes do Juízo Arbitral no Direito Romano, com a criação de um quadro composto por membros idôneos e com representatividade dentro da sociedade, que tinham como objetivo dirimir extrajudicialmente conflitos decorrentes de negócios jurídicos realizados entre os cidadãos. Breve histórico – no mundo (1/2) Estado Romano foi se publicizando, o “arbitramento” foi cedendo lugar para o juízo estatal, surgindo o julgamento realizado pelo Imperador, na figura de um pretor. Na Idade Média (séc. XII) há diversos casos de arbitragem entre cavaleiros, barões e proprietários feudais. Nesse período surgiu a arbitragem comercial, os comerciantes preferiam ter seus litígios resolvidos por árbitros que eles mesmos escolhiam, muito mais rápidos e eficientes em suas decisões que os Tribunais da época. Com a Revolução Francesa (1789), a arbitragem teve seu apogeu, consolidando-se em decorrência da consagração dos Direitos do Homem, passando a ser obrigatória para solucionar várias questões. Posteriormente, a França substituiu essa forma de arbitragem forçada pela facultativa. Breve histórico – no mundo (2/2) Constituição do Império (1824) dispunha sobre juiz de paz, reconciliação, mediação e Juízo Arbitral. Leis Orgânicas de 1831 e 1837: obrigatória conciliação e arbitragem para matérias de seguro e locação comercial, estendidas a todos os conflitos de natureza mercantil com o Código Comercial de 1850. Área trabalhista: solução de conflitos mediante mediação e arbitragem em 1907. Código Civil (1916): previu solução de controvérsias por um Tribunal Arbitral. Constituição de 1934 previu Tribunal Arbitral, mas revogado pela Constituição de 1937. CLT (1943) prevê a obrigatoriedade de duas tentativas conciliatórias: 1ª após a abertura da audiência, antes da defesa; e a 2ª, após a apresentação das alegações finais, sob pena de nulidade processual. Breve histórico – no Brasil (1/3) Constituição de 1988, no art. 114, §§ 1º e 2º, prevê a possibilidade de entidades sindicais elegerem árbitros para solucionar suas questões. Lei de Arbitragem (Lei nº 9.307/1996). Lei dos Juizados Especiais (Lei nº 9.099/1995): conciliação é a primeira fase processual, que, se frustrado o acordo, iniciam a instrução e o julgamento da causa. Resolução nº 125/2010 do CNJ: dispôs sobre meios adequados à solução de conflitos, por meio de políticas públicas autocompositivas de litígio e da criação dos CEJUSC, bem como pelo incentivo ao diálogo das partes conflitantes voltado à solução de conflitos, objetivando a pacificação social. CPC/2015: nova concepção de participação cooperativa entre os sujeitos processuais na condução do processo, o que inclui formas autocompositivas de conciliação e mediação, e maior ênfase à arbitragem. Breve histórico – no Brasil (2/3) Lei de Mediação (Lei nº 13.140/2015): marco legal que dispõe sobre a mediação entre particulares como meio de solução de controvérsias e sobre a autocomposição de conflitos no âmbito da administração pública. Lei de Arbitragem (Lei nº 9.307/1996) atualizada pela Lei nº 13.129/2015: amplia o âmbito de aplicação da arbitragem e dispõe sobre a escolha dos árbitros quando as partes recorrem a órgão arbitral, a interrupção da prescrição pela instituição da arbitragem, a concessão de tutelas cautelares e de urgência nos casos de arbitragem, a carta arbitral e a sentença arbitral. Métodos Alternativos de Resolução de Conflitos (MARCs) são instrumentos de pacificação social, garantidos constitucionalmente, na medida em que permite o acesso à justiça, que é um direito fundamental consagrado em nossa Carta Maior. Breve histórico – no Brasil (3/3) O homem é o sujeito de interesses e o bem é o objetivo de interesse. Interesse é a satisfação das necessidades humanas corporificadas nos bens materiais e imateriais. Conflitos de interesses surgem com a possibilidade de que mais de uma pessoa eleja um determinado bem para a satisfação de suas necessidades e considerando que não haja bens disponíveis para todos. Conflitos dão origem a litígios, caracterizados pela resistência de uma pretensão entre, pelo menos, dois sujeitos no seio de relacionamentos em geral. Mudança é a causa do conflito. Exemplos de mudanças: casamento, divórcio, fusão de empresas, troca de chefia, falecimento, consumo, prestação de serviços, nova etapa de vida etc. Conflitos de interesses: origem, elementos, fatos e percepções, estratégias expectativa em relação à mudança; expectativas associadas aos relacionamentos; resistência à mudança; consequências para a estabilidade do sistema; aderência à realidade; diferenças de personalidades; efeitos da mudança sobre os valores; modificações na estrutura de poder. Conflitos podem ser influenciados por vários fatores: O direito fundamental ao acesso à Justiça implica em uma ordem jurídica justa e uma duração razoável do processo que tramita no Judiciário (CF, art. 5º, XXXV). Além da jurisdição, cabe ao Estado promover e difundir outras formas de solução dos conflitos, como a solução por arbitragem e métodos de solução consensuais de conciliação e mediação (CPC, art. 3º, §§ 1º, 2º e 3º). Arbitragem: substituição voluntária da jurisdição estatal pelas partes, por vontade negocial dos conflitantes (Lei nº 9.307/1996, alterada pela Lei nº 13.129/2015). CNJ objetiva introduzir instrumentos de pacificação social, solução e prevenção de litígios, para fins de reduzir a excessiva judicialização dos conflitos de interesses, a quantidade de recursos e de execução de sentenças (Resolução nº 125/2010). A judicialização dos conflitos de interesse e os meios alternativos de composição Qual é a causa do conflito de interesses? a) A mudança de uma situação já existente que provoca algum tipo de transformação, modificação ou extinção do que existia antes. b) O interesse que é a satisfação das necessidades humanas corporificadas nos bens materiais e imateriais. c) A ação judicial proposta perante o Poder Judiciário para solução do conflito. d) A existência de normas de regulamentação das relações sociais entre pessoas. e) A inexistência de normas de regulamentação das relações sociais entre pessoas. Interatividade Qual é a causa do conflito de interesses? a) A mudança de uma situação já existente que provoca algum tipo de transformação, modificação ou extinção do que existia antes. b) O interesse que é a satisfaçãodas necessidades humanas corporificadas nos bens materiais e imateriais. c) A ação judicial proposta perante o Poder Judiciário para solução do conflito. d) A existência de normas de regulamentação das relações sociais entre pessoas. e) A inexistência de normas de regulamentação das relações sociais entre pessoas. Resposta Autotutela ou autodefesa. Autocomposição: negociação, conciliação e mediação. Heterocomposição: jurisdição e arbitragem. Autodefesa ou autotutela É uma das formas de solução de conflitos mais primitivas, praticada em uma época em que inexistia Estado forte e capaz de impor o direito sobre a vontade das partes conflitantes. Autodefesa “consiste na solução direta entre os litigantes pela imposição de um sobre o outro” (NASCIMENTO, 2009, p. 5). É vedada por lei, mas há exceções: no Direito Penal são a legítima defesa e o estado de necessidade; no Direito Civil são o penhor legal e a retenção por benfeitorias; no Direito do Trabalho são as manifestações de greve. Métodos de resolução de conflitos – classificação do sistema de composição de conflitos (1/4): Autocomposição Consiste na solução direta entre os litigantes por meio de acordo firmado entre eles, isto é, o conflito é solucionado por ato das próprias partes, sem emprego de violência, sem a intervenção de um terceiro, mediante ajuste de vontades. Espécies de autocomposição: negociação, conciliação e mediação. Negociação: método que antecede todos os outros de resolução de conflitos, em que as partes desenvolvem uma série de reuniões para discutir as pretensões apresentadas umas às outras. É uma forma consensual de por fim a um conflito. Conciliação: as partes chegam a um acordo pela aceitação da proposta de uma delas, pela convergência e acerto das duas propostas ou pela aceitação da proposta de um terceiro facilitador. Métodos de resolução de conflitos – classificação do sistema de composição de conflitos (2/4): Tipos de conciliação: extrajudicial e judicial. Extrajudicial: realizada fora da Justiça, quando ainda não há processo judicial em andamento perante o Poder Judiciário. Judicial: quando há em andamento processo judicial perante o Poder Judiciário. Conciliação das partes é possível em todo momento e fase processual. Conciliação judicial depende da homologação judicial do acordo, que tem natureza irrecorrível. Acordo homologado judicialmente tem natureza de título executivo judicial. Mediação: “visa prioritariamente a trabalhar o conflito, constituindo na busca de um acordo objetivo secundário e é mais indicada para conflitos que se protraiam no tempo (relações de vizinhança, de família ou entre empresas etc.)” (CINTRA, 2012, p. 38). Métodos de resolução de conflitos – classificação do sistema de composição de conflitos (3/4): Heterocomposição Consiste na solução do conflito por uma fonte suprapartes, que decide com força obrigatória sobre os litigantes, que são submetidos à decisão. A decisão não é das partes, mas de uma pessoa ou órgão acima delas. Tipos de heterocomposição: jurisdição ou tutela e arbitragem. Jurisdição: forma heterocompositiva de solução dos conflitos por decisão judicial (sentença judicial) proferida pelo Poder Judiciário, que é um terceiro alheio às partes conflitantes, impondo a solução de forma definitiva e obrigatória. Arbitragem: forma de decisão extrajudicial dos conflitos, chamada sentença arbitral, proferida por um árbitro, que deve ser pessoa capaz, terceiro escolhido pelas partes, e atuar de forma imparcial na solução do conflito. Natureza jurídica de justiça privada. Métodos de resolução de conflitos – classificação do sistema de composição de conflitos (4/4): Existe desde os tempos em que o homem passou a viver em sociedade, eis que negócios e negociações fazem parte da rotina humana, da infância à velhice. Praticada para resolver questões pessoais, profissionais, em ambientes políticos, comerciais, diplomáticos, institucionais, gerenciais, jurídicos, trabalhistas, de libertação de reféns, entre outros. Negociação: é um processo bilateral e direto de resolução de impasses ou de controvérsias, no qual existe o objetivo de alcançar um acordo conjunto, por concessões mútuas, sem intervenção de terceiro como auxiliar ou facilitador. Método de Negociação de Harvard: tem como base quatro pontos: pessoas, interesses, opções e critérios. Na negociação, não há opositores ou adversários, e sim participantes; negociar não é discutir, mas sim conversar com um objetivo da solução de um conflito. Negociação Separar as pessoas do problema: separar as pessoas de suas emoções, que dificultam a comunicação com objetividade. Concentrar-se nos interesses, não nas pessoas: a comunicação deve se ater nos interesses das pessoas e não nas suas posições. Criar várias possibilidades antes de decidir o que fazer: quando a comunicação se dá sobre várias alternativas para solução de conflito, menor será a pressão por um resultado. Insistir em um resultado objetivo: aceitação de uma solução justa, rejeitando soluções arbitrárias e intransigentes. Negociação – método de negociação de Harvard: Na moderna negociação, não se deve permitir manipulação de pessoas e que as partes conflitantes se tratem com agressividade. Negociador deve apresentar elementos para sua atuação, a seguir: Legitimidade do negociador: titular do bem negociado ou do seu preposto ou representante, devidamente autorizado para tanto. Poderes: o negociador, se preposto ou representante do titular do bem, deve ter documento fornecido pelo titular conferindo poderes para transigir. Informação: o negociador deve ter toda a informação necessária sobre o bem ou assunto objeto de negociação. Procedimentos da negociação Abertura da negociação: primeiro valor apresentado por uma das partes. Valor limite: valor mínimo (para vendedores) ou o valor máximo (para compradores), que não deve ser ultrapassado na negociação. Posições: soluções preconcebidas para se obter um determinado resultado, defendidas em uma negociação; exemplos: dinheiro, prazos, condições e garantias. Interesses: motivos que sustentam as posições adotadas por um negociador, como desejos, preocupações, crenças conscientes, temores e aspirações. Alternativa de proposta: alternativa de proposta nova (fora da mesa), caso a negociação entre num impasse. Concessão: compreende no ato ou efeito de ceder algo de sua opinião ou direito à outra parte. Procedimentos da negociação – principais elementos: Ser um bom ouvinte. Desenvolver um espírito negocial. Planejar: estudar e entender as variáveis que possam interferir na negociação. Almejar o melhor resultado. Ser paciente: necessidade de várias rodadas de negociação para o acordo. Visar à satisfação: bom acordo para ambas as partes. Ter cuidado com a primeira oferta: planejar as bases limites de uma negociação. Ser ético: agir com correção e respeito. Trocar concessões. Ser empático: é fundamental que as partes sejam compreensivas quanto a possíveis dificuldades pessoais. Habilidades necessárias a um negociador Considerando a classificação do sistema de composição de conflitos, qual método de resolução de conflitos é um processo bilateral e direto de resolução de impasses ou de controvérsias, no qual existe o objetivo de alcançar um acordo conjunto, por meio de concessões mútuas, sem intervenção de terceiro como auxiliar ou facilitador? a) Autotutela ou autodefesa. b) Autocomposição mediação e conciliação. c) Autocomposição negociação. d) Heterocomposição jurisdição. e) Heterocomposição arbitragem. Interatividade Considerando a classificação do sistema de composição de conflitos, qual método de resolução de conflitos é um processo bilateral e direto de resolução de impasses ou de controvérsias, no qual existe o objetivo de alcançar um acordo conjunto, por meio de concessões mútuas, sem intervençãode terceiro como auxiliar ou facilitador? a) Autotutela ou autodefesa. b) Autocomposição mediação e conciliação. c) Autocomposição negociação. d) Heterocomposição jurisdição. e) Heterocomposição arbitragem. Resposta Conciliação e mediação: instrumentos de pacificação social, solução e prevenção de litígios, por meio da solução amigável dos conflitos pelas próprias partes conflitantes, disciplinada em programas implementados no país, com o objetivo de reduzir a excessiva judicialização dos conflitos de interesses, a quantidade de recursos e de execução de sentenças. Resolução nº 125/2010, da CNJ, dispõe sobre a política judiciária de tratamento adequado dos conflitos de interesses no âmbito do Poder Judiciário, por meio de mecanismos de solução consensual de controvérsias, como a mediação e a conciliação, e da prestação de atendimento e orientação ao cidadão. Fundamentados princípios constitucionais: Princípio do acesso à Justiça e pacificação social, e Princípio da dignidade da pessoa humana. Conciliação e mediação Organizar programas de incentivo à autocomposição de litígios e à pacificação social por meio da conciliação e da mediação. Promover o estímulo à conciliação nas demandas que envolvam matérias sedimentadas pela jurisprudência. Promover a mudança de mentalidade dos atores do Direito (juízes, promotores, defensores de justiça, advogados) e da população em geral. Estabelecer parcerias com entidades públicas e privadas, inclusive universidades e instituições de ensino, para ministrar disciplinas sobre solução consensual dos conflitos. Instalação de CEJUSCs junto ao Poder Judiciário. Autorizar cursos de capacitação para o exercício de conciliação e mediação. Conciliação e mediação – principais funções do CNJ: Conciliação: “um processo técnico (não intuitivo), desenvolvido pelo método consensual, na forma autocompositiva, destinado a casos em que não houver relacionamento anterior entre as partes, em que terceiro imparcial, após ouvir seus argumentos, as orienta, auxilia, com perguntas, propostas e sugestões a encontrar soluções (a partir da lide) que possam atender aos seus interesses e as materializa em um acordo que conduz à extinção do processo judicial” (BACELLAR, 2016, p. 84-85). Mediação: “um mecanismo para a obtenção da automcomposição caracterizado pela participação de um terceiro imparcial que auxilia, facilita e incentiva os envolvidos à realização de um acordo” (CALMON, 2015, p. 111). Há diferença entre conciliação e mediação. Conceitos de conciliação e mediação Diferença entre mediação e conciliação: “a mediação é adequada para vínculos de caráter mais permanente ou ao menos mais prolongado, e a conciliação para vínculos que decorrem do litígio propriamente, e não tem caráter de permanência” (GONÇALVES, 2017, p. 304). Diferenças na atuação do conciliador e do mediador (CPC, art. 165, §§ 2º e 3º): “O conciliador, que atuará preferencialmente nos casos em que não houver vínculo anterior entre as partes, poderá sugerir soluções para o litígio, sendo vedada a utilização de qualquer tipo de constrangimento ou intimidação para que as partes conciliem” (§ 2º). “O mediador, que atuará preferencialmente nos casos em que houver vínculo anterior entre as partes, auxiliará aos interessados a compreender as questões e os interesses em conflito, de modo que eles possam, pelo restabelecimento da comunicação, identificar, por si próprios, soluções consensuais que gerem benefícios mútuos” (§ 3º). Diferença entre conciliação e mediação Graduação há mais de 2 anos em curso de ensino superior. Certificado de capacitação de curso autorizado pelo CNJ e Ministério da Justiça. Inscrição de conciliadores e mediadores no cadastro nacional e no cadastro de Tribunal de Justiça ou de Tribunal Regional Federal ou por concurso público. Cadastro Núcleo Permanente de Métodos Consensuais de Solução de Conflitos. Se advogado ou sócio de sociedade de advogados impedidos de exercer a advocacia nos juízos em que desempenhem conciliação ou mediação. Remuneração prevista em lei, ainda não sancionada. Trabalho voluntário. Impedidos por 1 ano, contado do término da última sessão em que atuaram, de prestar serviços profissionais, de qualquer natureza, bem como assessorar, representar ou patrocinar qualquer das partes. Requisitos para atuação como conciliador e mediador, e características: Confidencialidade: manter sigilo sobre todas as informações obtidas na sessão. Decisão informada: manter os interessados informados sobre direitos. Competência: qualificação que o habilite à atuação judicial, com capacitação. Imparcialidade: agir com ausência de favoritismo, preferência ou preconceito. Independência e autonomia: atuar com liberdade, sem sofrer qualquer pressão interna ou externa, sendo permitido recusar, suspender ou interromper a sessão se ausentes as condições necessárias para seu bom desenvolvimento. Respeito à ordem pública e às leis vigentes: acordo não viole a ordem pública. Empoderamento: estimular os interessados a melhor resolverem seus conflitos. Validação: estimular os interessados a se perceberem reciprocamente como seres humanos merecedores de atenção e respeito. Princípios que regulam a conciliação e a mediação e que regulam a atuação dos conciliadores e dos mediadores (Resolução nº 125/2010, Anexo III, art. 1º) Informação: esclarecer os envolvidos sobre o método de trabalho de forma completa, clara e precisa; e as regras de conduta e as etapas do processo. Autonomia da vontade: respeitar os diferentes pontos de vista dos envolvidos, assegurando-lhes que cheguem a uma decisão voluntária e não coercitiva. Ausência de obrigação de resultado: não forçar um acordo e de não tomar decisões pelos envolvidos. Desvinculação da profissão de origem: esclarecer aos envolvidos que atuam desvinculados de sua profissão de origem. Compreensão quanto à conciliação e à mediação: assegurar que os envolvidos, ao chegarem a um acordo, compreendam perfeitamente suas disposições, gerando o comprometimento com seu cumprimento. Regras que regem o procedimento de conciliação e mediação (Resolução nº 125/2010, Anexo III, art. 2º) Processo técnico (não intuitivo), desenvolvido pelo método consensual, na forma autocompositiva, destinado a casos em que não houver relacionamento anterior entre as partes, em que terceiro imparcial, após ouvir seus argumentos, orienta-as, auxilia, com perguntas, propostas e sugestões a encontrar soluções (a partir da lide) que possam atender aos seus interesses e as materializa em um acordo que conduz à extinção do processo judicial. É conceito de qual método de resolução de conflitos? a) Jurisdição. b) Negociação. c) Arbitragem. d) Conciliação. e) Mediação. Interatividade Processo técnico (não intuitivo), desenvolvido pelo método consensual, na forma autocompositiva, destinado a casos em que não houver relacionamento anterior entre as partes, em que terceiro imparcial, após ouvir seus argumentos, orienta-as, auxilia, com perguntas, propostas e sugestões a encontrar soluções (a partir da lide) que possam atender aos seus interesses e as materializa em um acordo que conduz à extinção do processo judicial. É conceito de qual método de resolução de conflitos? a) Jurisdição. b) Negociação. c) Arbitragem. d) Conciliação. e) Mediação. Resposta CEJUSCs têm a função de realizar sessões e audiências de conciliação e mediação, e de desenvolver programas de auxílio, orientação e estimular a autocomposição de conflitos de interesses. Atuação do conciliador: atuar em casos em que não houver vínculo anterior entre as partes; sugerir soluções para o litígio; vedados constrangimento ou intimidação na conciliação das partes. Atuação do mediador: atuar preferencialmente nos casos em que houver vínculo anterior entre as partes; auxiliar na compreensão de questões pelos conflitantes, para que elespróprios cheguem à solução consensual de benefícios mútuos. Centros Judiciários de Solução Consensual de Conflitos (CEJUSCs) Partes podem escolher, de comum acordo, conciliador, mediador ou câmara privada de conciliação e de mediação. Conciliador ou mediador poderá ou não estar cadastrado no tribunal. Inexistindo acordo quanto à escolha do conciliador ou mediador, haverá distribuição entre aqueles cadastrados no registro do tribunal. Se recomendável, haverá a designação de mais de um mediador ou conciliador. Conciliador e mediador podem estar impedidos ou suspeitos. Se impedido, conciliador ou mediador comunica e se realiza nova distribuição. No caso de impossibilidade temporária do exercício da função, conciliador ou mediador deve informar o fato por meio eletrônico para nova distribuição. Centros Judiciários de Solução Consensual de Conflitos (CEJUSCs) – procedimento (CPC, art. 168 e parágrafos): Administração e supervisão dos serviços de conciliadores e mediadores: Um juiz coordenador. Um juiz adjunto, se necessário. Servidores. Conciliação e mediação: Conciliadores. Mediadores. Outros órgãos e instituições: Defensoria Pública, OAB e Ministério Público. Acordos firmados no CEJUSCs devem ser submetidos à homologação judicial, que tem natureza de título executivo judicial, podendo ser execução em caso de descumprimento. Centros Judiciários de Solução Consensual de Conflitos (CEJUSCs) – estrutura e atuação (1/2): Setor de solução de conflitos pré-processual: solução de conflito antes do ajuizamento do processo judicial, sobre direitos disponíveis em matéria cível, família e previdenciária. Provocado pelo interessado por meio da reclamação e emitida a carta convite à parte contrária para comparecer à sessão designada. Setor de solução de conflitos processual: solução de conflito com processo judicial em andamento, em qualquer grau de jurisdição, que versa sobre matéria cível em geral e família. Ação judicial distribuída, juiz recebe a inicial, encaminha o processo ao CEJUSC, designa audiência de tentativa de conciliação ou mediação, com antecedência mínima de 30 dias, e procede à citação do réu. Após a realização da sessão, o processo retorna à Vara. Setor de serviços de cidadania: serviços oferecidos por servidores e funcionários do CEJUSC de orientação jurídica, emissão de documentos, assistência social e psicológica etc. Centros Judiciários de Solução Consensual de Conflitos (CEJUSCs) – estrutura e atuação (2/2): Exercício da função com lisura e respeito aos princípios e às regras, assinando o termo de compromisso e submetendo-se às orientações do juiz coordenador. Observar os motivos de impedimento e suspeição (CPC, arts. 144 e 145). Informar em caso de impossibilidade temporária do exercício da função. Se advogados, impedidos de advogar nos juízos em que desempenhem suas funções, aplicando-se à sociedade de advogados da qual participa. Impedido de prestar serviços profissionais de qualquer natureza por 1 ano aos conflitantes em sessão em que atuou, contado do término da última sessão. Não pode atuar como árbitro e testemunha em processos judiciais ou arbitrais pertinentes a conflito. Sanção: responder à uma representação, afastamento de suas atividades por 180 dias e exoneração. Responsabilidades e sanções do conciliador e do mediador Considerando o procedimento do CEJUSC, ação judicial distribuída, juiz recebe a inicial. Qual é o procedimento seguinte? a) Designa audiência de tentativa de conciliação ou mediação na própria Vara Cível, com antecedência mínima de 30 dias, e procede à citação do réu. b) Encaminha o processo ao setor pré-processual do CEJUSC, designa audiência de conciliação ou mediação, com antecedência de 30 dias, e cita o réu. c) Designa audiência de instrução e procede à citação do réu. d) Processo fica suspenso até que a parte se manifeste sobre a realização da conciliação e mediação. e) Encaminha o processo ao CEJUSC, designa audiência de tentativa de conciliação ou mediação, com antecedência mínima de 30 dias, e procede à citação do réu. Interatividade Considerando o procedimento do CEJUSC, ação judicial distribuída, juiz recebe a inicial. Qual é o procedimento seguinte? a) Designa audiência de tentativa de conciliação ou mediação na própria Vara Cível, com antecedência mínima de 30 dias, e procede à citação do réu. b) Encaminha o processo ao setor pré-processual do CEJUSC, designa audiência de conciliação ou mediação, com antecedência de 30 dias, e cita o réu. c) Designa audiência de instrução e procede à citação do réu. d) Processo fica suspenso até que a parte se manifeste sobre a realização da conciliação e mediação. e) Encaminha o processo ao CEJUSC, designa audiência de tentativa de conciliação ou mediação, com antecedência mínima de 30 dias, e procede à citação do réu. Resposta ATÉ A PRÓXIMA!