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Profa. Maria Teresa
UNIDADE I
Mediação, Conciliação, 
Negociação e Arbitragem
 Métodos Alternativos de Resolução de Conflitos (MARCs): negociação, 
conciliação, mediação e arbitragem; são meios complementares à jurisdição e não 
são adequados para todos os litígios.
 Com a Constituição Federal/1988, ocorreu uma excessiva judicialização dos 
conflitos, devido ao maior acesso do cidadão e de sociedades empresárias ao 
Poder Judiciário para a reivindicação de seus direitos, sobrecarregando a Justiça.
 Poder Judiciário brasileiro tem se revelado sobrecarregado, insuficiente e ineficaz; 
gerando insatisfação quanto ao modelo tradicionalmente adotado para a resolução 
de conflitos em uma sociedade. 
 MARCs são aliados ao Poder Judiciário e aptos a 
ampliar o acesso à justiça, de forma mais humana, 
equânime, legítima e capaz de produzir desfechos 
idôneos a gerar efetiva satisfação para todas as partes 
em um litígio.
Métodos Alternativos de Resolução de Conflitos (MARCs)
 No início das civilizações, o homem utilizava seus instintos mais primitivos para 
resolver conflitos, predominando a chamada “justiça com as próprias mãos”.
 Posteriormente, para a convivência em sociedade, o homem passou a outorgar 
a um terceiro, o chefe ou à pessoa mais idosa da comunidade, poderes para 
solucionar conflitos por meio da sabedoria, do bom senso e também dos costumes.
 Justiça privada antecedeu à estatal.
 Arbitragem é um dos métodos mais antigos que se tem notícia na história do 
Direito, encontram-se as raízes do Juízo Arbitral no Direito Romano, com a criação 
de um quadro composto por membros idôneos e com 
representatividade dentro da sociedade, que tinham 
como objetivo dirimir extrajudicialmente conflitos 
decorrentes de negócios jurídicos realizados entre os 
cidadãos.
Breve histórico – no mundo (1/2)
 Estado Romano foi se publicizando, o “arbitramento” foi cedendo lugar para o juízo 
estatal, surgindo o julgamento realizado pelo Imperador, na figura de um pretor.
 Na Idade Média (séc. XII) há diversos casos de arbitragem entre cavaleiros, barões 
e proprietários feudais. 
 Nesse período surgiu a arbitragem comercial, os comerciantes preferiam ter seus 
litígios resolvidos por árbitros que eles mesmos escolhiam, muito mais rápidos e 
eficientes em suas decisões que os Tribunais da época.
 Com a Revolução Francesa (1789), a arbitragem teve seu apogeu, consolidando-se 
em decorrência da consagração dos Direitos do 
Homem, passando a ser obrigatória para solucionar 
várias questões. 
 Posteriormente, a França substituiu essa forma de 
arbitragem forçada pela facultativa.
Breve histórico – no mundo (2/2)
 Constituição do Império (1824) dispunha sobre juiz de paz, reconciliação, 
mediação e Juízo Arbitral.
 Leis Orgânicas de 1831 e 1837: obrigatória conciliação e arbitragem para matérias 
de seguro e locação comercial, estendidas a todos os conflitos de natureza 
mercantil com o Código Comercial de 1850.
 Área trabalhista: solução de conflitos mediante mediação e arbitragem em 1907.
 Código Civil (1916): previu solução de controvérsias por um Tribunal Arbitral.
 Constituição de 1934 previu Tribunal Arbitral, mas revogado pela Constituição de 
1937.
 CLT (1943) prevê a obrigatoriedade de duas tentativas 
conciliatórias: 1ª após a abertura da audiência, antes da 
defesa; e a 2ª, após a apresentação das alegações 
finais, sob pena de nulidade processual.
Breve histórico – no Brasil (1/3)
 Constituição de 1988, no art. 114, §§ 1º e 2º, prevê a possibilidade de entidades 
sindicais elegerem árbitros para solucionar suas questões.
 Lei de Arbitragem (Lei nº 9.307/1996).
 Lei dos Juizados Especiais (Lei nº 9.099/1995): conciliação é a primeira fase 
processual, que, se frustrado o acordo, iniciam a instrução e o julgamento da causa.
 Resolução nº 125/2010 do CNJ: dispôs sobre meios adequados à solução de 
conflitos, por meio de políticas públicas autocompositivas de litígio e da criação dos 
CEJUSC, bem como pelo incentivo ao diálogo das partes conflitantes voltado à 
solução de conflitos, objetivando a pacificação social.
 CPC/2015: nova concepção de participação cooperativa 
entre os sujeitos processuais na condução do processo, 
o que inclui formas autocompositivas de conciliação e 
mediação, e maior ênfase à arbitragem.
Breve histórico – no Brasil (2/3)
 Lei de Mediação (Lei nº 13.140/2015): marco legal que dispõe sobre a mediação 
entre particulares como meio de solução de controvérsias e sobre a 
autocomposição de conflitos no âmbito da administração pública.
 Lei de Arbitragem (Lei nº 9.307/1996) atualizada pela Lei nº 13.129/2015: amplia o 
âmbito de aplicação da arbitragem e dispõe sobre a escolha dos árbitros quando 
as partes recorrem a órgão arbitral, a interrupção da prescrição pela instituição da 
arbitragem, a concessão de tutelas cautelares e de urgência nos casos de 
arbitragem, a carta arbitral e a sentença arbitral.
 Métodos Alternativos de Resolução de Conflitos (MARCs) são instrumentos de 
pacificação social, garantidos constitucionalmente, na 
medida em que permite o acesso à justiça, que é um 
direito fundamental consagrado em nossa Carta Maior.
Breve histórico – no Brasil (3/3)
 O homem é o sujeito de interesses e o bem é o objetivo de interesse.
 Interesse é a satisfação das necessidades humanas corporificadas nos bens 
materiais e imateriais.
 Conflitos de interesses surgem com a possibilidade de que mais de uma pessoa 
eleja um determinado bem para a satisfação de suas necessidades e 
considerando que não haja bens disponíveis para todos.
 Conflitos dão origem a litígios, caracterizados pela resistência de uma pretensão 
entre, pelo menos, dois sujeitos no seio de relacionamentos em geral.
 Mudança é a causa do conflito.
 Exemplos de mudanças: casamento, divórcio, fusão de 
empresas, troca de chefia, falecimento, consumo, 
prestação de serviços, nova etapa de vida etc.
Conflitos de interesses: origem, elementos, fatos e percepções, 
estratégias
 expectativa em relação à mudança;
 expectativas associadas aos relacionamentos;
 resistência à mudança;
 consequências para a estabilidade do sistema;
 aderência à realidade;
 diferenças de personalidades;
 efeitos da mudança sobre os valores;
 modificações na estrutura de poder.
Conflitos podem ser influenciados por vários fatores:
 O direito fundamental ao acesso à Justiça implica em uma ordem jurídica justa e 
uma duração razoável do processo que tramita no Judiciário (CF, art. 5º, XXXV).
 Além da jurisdição, cabe ao Estado promover e difundir outras formas de solução 
dos conflitos, como a solução por arbitragem e métodos de solução consensuais 
de conciliação e mediação (CPC, art. 3º, §§ 1º, 2º e 3º).
 Arbitragem: substituição voluntária da jurisdição estatal pelas partes, por vontade 
negocial dos conflitantes (Lei nº 9.307/1996, alterada pela Lei nº 13.129/2015).
 CNJ objetiva introduzir instrumentos de pacificação social, solução e prevenção de 
litígios, para fins de reduzir a excessiva judicialização 
dos conflitos de interesses, a quantidade de recursos e 
de execução de sentenças (Resolução nº 125/2010).
A judicialização dos conflitos de interesse e os meios alternativos de 
composição
Qual é a causa do conflito de interesses?
a) A mudança de uma situação já existente que provoca algum tipo de 
transformação, modificação ou extinção do que existia antes.
b) O interesse que é a satisfação das necessidades humanas corporificadas nos 
bens materiais e imateriais.
c) A ação judicial proposta perante o Poder Judiciário para solução do conflito.
d) A existência de normas de regulamentação das relações sociais entre pessoas.
e) A inexistência de normas de regulamentação das relações sociais 
entre pessoas.
Interatividade
Qual é a causa do conflito de interesses?
a) A mudança de uma situação já existente que provoca algum tipo de 
transformação, modificação ou extinção do que existia antes.
b) O interesse que é a satisfaçãodas necessidades humanas corporificadas nos 
bens materiais e imateriais.
c) A ação judicial proposta perante o Poder Judiciário para solução do conflito.
d) A existência de normas de regulamentação das relações sociais entre pessoas.
e) A inexistência de normas de regulamentação das relações sociais 
entre pessoas.
Resposta
 Autotutela ou autodefesa.
 Autocomposição: negociação, conciliação e mediação.
 Heterocomposição: jurisdição e arbitragem.
Autodefesa ou autotutela
 É uma das formas de solução de conflitos mais primitivas, praticada em uma época 
em que inexistia Estado forte e capaz de impor o direito sobre a vontade das partes 
conflitantes. 
 Autodefesa “consiste na solução direta entre os litigantes pela imposição de um 
sobre o outro” (NASCIMENTO, 2009, p. 5).
 É vedada por lei, mas há exceções: no Direito Penal são 
a legítima defesa e o estado de necessidade; no Direito 
Civil são o penhor legal e a retenção por benfeitorias; no 
Direito do Trabalho são as manifestações de greve.
Métodos de resolução de conflitos –
classificação do sistema de composição de conflitos (1/4): 
Autocomposição
 Consiste na solução direta entre os litigantes por meio de acordo firmado entre 
eles, isto é, o conflito é solucionado por ato das próprias partes, sem emprego de 
violência, sem a intervenção de um terceiro, mediante ajuste de vontades.
 Espécies de autocomposição: negociação, conciliação e mediação.
 Negociação: método que antecede todos os outros de resolução de conflitos, em 
que as partes desenvolvem uma série de reuniões para discutir as pretensões 
apresentadas umas às outras. É uma forma consensual de por fim a um conflito.
 Conciliação: as partes chegam a um acordo pela 
aceitação da proposta de uma delas, pela convergência 
e acerto das duas propostas ou pela aceitação da 
proposta de um terceiro facilitador.
Métodos de resolução de conflitos –
classificação do sistema de composição de conflitos (2/4):
 Tipos de conciliação: extrajudicial e judicial. 
 Extrajudicial: realizada fora da Justiça, quando ainda não há processo judicial 
em andamento perante o Poder Judiciário. 
 Judicial: quando há em andamento processo judicial perante o Poder Judiciário.
 Conciliação das partes é possível em todo momento e fase processual. 
 Conciliação judicial depende da homologação judicial do acordo, que tem 
natureza irrecorrível.
 Acordo homologado judicialmente tem natureza de título executivo judicial.
 Mediação: “visa prioritariamente a trabalhar o conflito, 
constituindo na busca de um acordo objetivo secundário 
e é mais indicada para conflitos que se protraiam no 
tempo (relações de vizinhança, de família ou entre 
empresas etc.)” (CINTRA, 2012, p. 38).
Métodos de resolução de conflitos –
classificação do sistema de composição de conflitos (3/4):
 Heterocomposição
 Consiste na solução do conflito por uma fonte suprapartes, que decide com força 
obrigatória sobre os litigantes, que são submetidos à decisão. A decisão não é das 
partes, mas de uma pessoa ou órgão acima delas.
 Tipos de heterocomposição: jurisdição ou tutela e arbitragem.
 Jurisdição: forma heterocompositiva de solução dos conflitos por decisão judicial 
(sentença judicial) proferida pelo Poder Judiciário, que é um terceiro alheio às 
partes conflitantes, impondo a solução de forma definitiva e obrigatória.
 Arbitragem: forma de decisão extrajudicial dos conflitos, 
chamada sentença arbitral, proferida por um árbitro, 
que deve ser pessoa capaz, terceiro escolhido pelas 
partes, e atuar de forma imparcial na solução do 
conflito. Natureza jurídica de justiça privada.
Métodos de resolução de conflitos –
classificação do sistema de composição de conflitos (4/4):
 Existe desde os tempos em que o homem passou a viver em sociedade, eis que 
negócios e negociações fazem parte da rotina humana, da infância à velhice.
 Praticada para resolver questões pessoais, profissionais, em ambientes políticos, 
comerciais, diplomáticos, institucionais, gerenciais, jurídicos, trabalhistas, de 
libertação de reféns, entre outros. 
 Negociação: é um processo bilateral e direto de resolução de impasses ou de 
controvérsias, no qual existe o objetivo de alcançar um acordo conjunto, por 
concessões mútuas, sem intervenção de terceiro como auxiliar ou facilitador.
 Método de Negociação de Harvard: tem como base 
quatro pontos: pessoas, interesses, opções e critérios.
 Na negociação, não há opositores ou adversários, e sim 
participantes; negociar não é discutir, mas sim 
conversar com um objetivo da solução de um conflito.
Negociação
 Separar as pessoas do problema: separar as pessoas de suas emoções, que 
dificultam a comunicação com objetividade.
 Concentrar-se nos interesses, não nas pessoas: a comunicação deve se ater nos 
interesses das pessoas e não nas suas posições. 
 Criar várias possibilidades antes de decidir o que fazer: quando a comunicação 
se dá sobre várias alternativas para solução de conflito, menor será a pressão 
por um resultado. 
 Insistir em um resultado objetivo: aceitação de uma solução justa, rejeitando 
soluções arbitrárias e intransigentes.
Negociação – método de negociação de Harvard:
 Na moderna negociação, não se deve permitir manipulação de pessoas e que as 
partes conflitantes se tratem com agressividade. 
 Negociador deve apresentar elementos para sua atuação, a seguir: 
 Legitimidade do negociador: titular do bem negociado ou do seu preposto ou 
representante, devidamente autorizado para tanto.
 Poderes: o negociador, se preposto ou representante do titular do bem, deve ter 
documento fornecido pelo titular conferindo poderes para transigir. 
 Informação: o negociador deve ter toda a informação necessária sobre o bem 
ou assunto objeto de negociação.
Procedimentos da negociação
 Abertura da negociação: primeiro valor apresentado por uma das partes.
 Valor limite: valor mínimo (para vendedores) ou o valor máximo (para 
compradores), que não deve ser ultrapassado na negociação.
 Posições: soluções preconcebidas para se obter um determinado resultado, 
defendidas em uma negociação; exemplos: dinheiro, prazos, condições e garantias.
 Interesses: motivos que sustentam as posições adotadas por um negociador, como 
desejos, preocupações, crenças conscientes, temores e aspirações.
 Alternativa de proposta: alternativa de proposta nova (fora da mesa), caso a 
negociação entre num impasse.
 Concessão: compreende no ato ou efeito de ceder algo 
de sua opinião ou direito à outra parte. 
Procedimentos da negociação – principais elementos:
 Ser um bom ouvinte. 
 Desenvolver um espírito negocial. 
 Planejar: estudar e entender as variáveis que possam interferir na negociação. 
 Almejar o melhor resultado.
 Ser paciente: necessidade de várias rodadas de negociação para o acordo.
 Visar à satisfação: bom acordo para ambas as partes. 
 Ter cuidado com a primeira oferta: planejar as bases limites de uma negociação.
 Ser ético: agir com correção e respeito.
 Trocar concessões. 
 Ser empático: é fundamental que as partes sejam 
compreensivas quanto a possíveis dificuldades 
pessoais.
Habilidades necessárias a um negociador
Considerando a classificação do sistema de composição de conflitos, qual método de 
resolução de conflitos é um processo bilateral e direto de resolução de impasses ou 
de controvérsias, no qual existe o objetivo de alcançar um acordo conjunto, por meio 
de concessões mútuas, sem intervenção de terceiro como auxiliar ou facilitador?
a) Autotutela ou autodefesa.
b) Autocomposição mediação e conciliação.
c) Autocomposição negociação.
d) Heterocomposição jurisdição.
e) Heterocomposição arbitragem.
Interatividade
Considerando a classificação do sistema de composição de conflitos, qual método de 
resolução de conflitos é um processo bilateral e direto de resolução de impasses ou 
de controvérsias, no qual existe o objetivo de alcançar um acordo conjunto, por meio 
de concessões mútuas, sem intervençãode terceiro como auxiliar ou facilitador?
a) Autotutela ou autodefesa.
b) Autocomposição mediação e conciliação.
c) Autocomposição negociação.
d) Heterocomposição jurisdição.
e) Heterocomposição arbitragem.
Resposta
 Conciliação e mediação: instrumentos de pacificação social, solução e prevenção 
de litígios, por meio da solução amigável dos conflitos pelas próprias partes 
conflitantes, disciplinada em programas implementados no país, com o objetivo de 
reduzir a excessiva judicialização dos conflitos de interesses, a quantidade de 
recursos e de execução de sentenças.
 Resolução nº 125/2010, da CNJ, dispõe sobre a política judiciária de tratamento 
adequado dos conflitos de interesses no âmbito do Poder Judiciário, por meio de 
mecanismos de solução consensual de controvérsias, como a mediação e a 
conciliação, e da prestação de atendimento e orientação ao cidadão.
Fundamentados princípios constitucionais:
 Princípio do acesso à Justiça e pacificação social, e
 Princípio da dignidade da pessoa humana.
Conciliação e mediação
 Organizar programas de incentivo à autocomposição de litígios e à pacificação 
social por meio da conciliação e da mediação.
 Promover o estímulo à conciliação nas demandas que envolvam matérias 
sedimentadas pela jurisprudência.
 Promover a mudança de mentalidade dos atores do Direito (juízes, promotores, 
defensores de justiça, advogados) e da população em geral.
 Estabelecer parcerias com entidades públicas e privadas, inclusive universidades 
e instituições de ensino, para ministrar disciplinas sobre solução consensual 
dos conflitos.
 Instalação de CEJUSCs junto ao Poder Judiciário.
 Autorizar cursos de capacitação para o exercício de 
conciliação e mediação.
Conciliação e mediação – principais funções do CNJ:
 Conciliação: “um processo técnico (não intuitivo), desenvolvido pelo método 
consensual, na forma autocompositiva, destinado a casos em que não houver 
relacionamento anterior entre as partes, em que terceiro imparcial, após ouvir seus 
argumentos, as orienta, auxilia, com perguntas, propostas e sugestões a encontrar 
soluções (a partir da lide) que possam atender aos seus interesses e as 
materializa em um acordo que conduz à extinção do processo judicial” 
(BACELLAR, 2016, p. 84-85).
 Mediação: “um mecanismo para a obtenção da automcomposição caracterizado 
pela participação de um terceiro imparcial que auxilia, facilita e incentiva os 
envolvidos à realização de um acordo” 
(CALMON, 2015, p. 111).
 Há diferença entre conciliação e mediação.
Conceitos de conciliação e mediação 
 Diferença entre mediação e conciliação: “a mediação é adequada para vínculos de caráter 
mais permanente ou ao menos mais prolongado, e a conciliação para vínculos que 
decorrem do litígio propriamente, e não tem caráter de permanência” (GONÇALVES, 2017, 
p. 304).
 Diferenças na atuação do conciliador e do mediador (CPC, art. 165, §§ 2º e 3º):
 “O conciliador, que atuará preferencialmente nos casos em que não houver vínculo anterior 
entre as partes, poderá sugerir soluções para o litígio, sendo vedada a utilização de 
qualquer tipo de constrangimento ou intimidação para que as partes conciliem” (§ 2º).
 “O mediador, que atuará preferencialmente nos casos em que 
houver vínculo anterior entre as partes, auxiliará aos 
interessados a compreender as questões e os interesses em 
conflito, de modo que eles possam, pelo restabelecimento da 
comunicação, identificar, por si próprios, soluções 
consensuais que gerem benefícios mútuos” (§ 3º).
Diferença entre conciliação e mediação
 Graduação há mais de 2 anos em curso de ensino superior.
 Certificado de capacitação de curso autorizado pelo CNJ e Ministério da Justiça. 
 Inscrição de conciliadores e mediadores no cadastro nacional e no cadastro de 
Tribunal de Justiça ou de Tribunal Regional Federal ou por concurso público.
 Cadastro Núcleo Permanente de Métodos Consensuais de Solução de Conflitos. 
 Se advogado ou sócio de sociedade de advogados impedidos de exercer a 
advocacia nos juízos em que desempenhem conciliação ou mediação.
 Remuneração prevista em lei, ainda não sancionada. Trabalho voluntário. 
 Impedidos por 1 ano, contado do término da última 
sessão em que atuaram, de prestar serviços 
profissionais, de qualquer natureza, bem como 
assessorar, representar ou patrocinar qualquer das 
partes.
Requisitos para atuação como conciliador e mediador, e características:
 Confidencialidade: manter sigilo sobre todas as informações obtidas na sessão.
 Decisão informada: manter os interessados informados sobre direitos.
 Competência: qualificação que o habilite à atuação judicial, com capacitação.
 Imparcialidade: agir com ausência de favoritismo, preferência ou preconceito.
 Independência e autonomia: atuar com liberdade, sem sofrer qualquer pressão 
interna ou externa, sendo permitido recusar, suspender ou interromper a sessão se 
ausentes as condições necessárias para seu bom desenvolvimento.
 Respeito à ordem pública e às leis vigentes: acordo não viole a ordem pública.
 Empoderamento: estimular os interessados a melhor 
resolverem seus conflitos.
 Validação: estimular os interessados a se perceberem 
reciprocamente como seres humanos merecedores de 
atenção e respeito.
Princípios que regulam a conciliação e a mediação e que regulam a 
atuação dos conciliadores e dos mediadores (Resolução nº 125/2010, 
Anexo III, art. 1º)
 Informação: esclarecer os envolvidos sobre o método de trabalho de forma 
completa, clara e precisa; e as regras de conduta e as etapas do processo.
 Autonomia da vontade: respeitar os diferentes pontos de vista dos envolvidos, 
assegurando-lhes que cheguem a uma decisão voluntária e não coercitiva.
 Ausência de obrigação de resultado: não forçar um acordo e de não tomar 
decisões pelos envolvidos.
 Desvinculação da profissão de origem: esclarecer aos envolvidos que atuam 
desvinculados de sua profissão de origem.
 Compreensão quanto à conciliação e à mediação: 
assegurar que os envolvidos, ao chegarem a um 
acordo, compreendam perfeitamente suas disposições, 
gerando o comprometimento com seu cumprimento.
Regras que regem o procedimento de conciliação e mediação 
(Resolução nº 125/2010, Anexo III, art. 2º)
Processo técnico (não intuitivo), desenvolvido pelo método consensual, na forma 
autocompositiva, destinado a casos em que não houver relacionamento anterior 
entre as partes, em que terceiro imparcial, após ouvir seus argumentos, orienta-as, 
auxilia, com perguntas, propostas e sugestões a encontrar soluções (a partir da lide) 
que possam atender aos seus interesses e as materializa em um acordo que conduz 
à extinção do processo judicial. É conceito de qual método de resolução de conflitos?
a) Jurisdição.
b) Negociação.
c) Arbitragem.
d) Conciliação.
e) Mediação.
Interatividade
Processo técnico (não intuitivo), desenvolvido pelo método consensual, na forma 
autocompositiva, destinado a casos em que não houver relacionamento anterior 
entre as partes, em que terceiro imparcial, após ouvir seus argumentos, orienta-as, 
auxilia, com perguntas, propostas e sugestões a encontrar soluções (a partir da lide) 
que possam atender aos seus interesses e as materializa em um acordo que conduz 
à extinção do processo judicial. É conceito de qual método de resolução de conflitos?
a) Jurisdição.
b) Negociação.
c) Arbitragem.
d) Conciliação.
e) Mediação.
Resposta
 CEJUSCs têm a função de realizar sessões e audiências de conciliação e 
mediação, e de desenvolver programas de auxílio, orientação e estimular a 
autocomposição de conflitos de interesses.
 Atuação do conciliador:
 atuar em casos em que não houver vínculo anterior entre as partes;
 sugerir soluções para o litígio;
 vedados constrangimento ou intimidação na conciliação das partes.
 Atuação do mediador:
 atuar preferencialmente nos casos em que houver 
vínculo anterior entre as partes;
 auxiliar na compreensão de questões pelos 
conflitantes, para que elespróprios cheguem à 
solução consensual de benefícios mútuos.
Centros Judiciários de Solução Consensual de Conflitos (CEJUSCs)
 Partes podem escolher, de comum acordo, conciliador, mediador ou câmara 
privada de conciliação e de mediação.
 Conciliador ou mediador poderá ou não estar cadastrado no tribunal.
 Inexistindo acordo quanto à escolha do conciliador ou mediador, haverá 
distribuição entre aqueles cadastrados no registro do tribunal.
 Se recomendável, haverá a designação de mais de um mediador ou conciliador.
 Conciliador e mediador podem estar impedidos ou suspeitos.
 Se impedido, conciliador ou mediador comunica e se realiza nova distribuição.
 No caso de impossibilidade temporária do exercício da 
função, conciliador ou mediador deve informar o fato 
por meio eletrônico para nova distribuição.
Centros Judiciários de Solução Consensual de Conflitos (CEJUSCs) –
procedimento (CPC, art. 168 e parágrafos):
 Administração e supervisão dos serviços de conciliadores e mediadores:
 Um juiz coordenador.
 Um juiz adjunto, se necessário.
 Servidores.
 Conciliação e mediação:
 Conciliadores.
 Mediadores.
 Outros órgãos e instituições: Defensoria Pública, OAB e Ministério Público.
 Acordos firmados no CEJUSCs devem ser submetidos 
à homologação judicial, que tem natureza de título 
executivo judicial, podendo ser execução em caso 
de descumprimento.
Centros Judiciários de Solução Consensual de Conflitos (CEJUSCs) –
estrutura e atuação (1/2):
 Setor de solução de conflitos pré-processual: solução de conflito antes do 
ajuizamento do processo judicial, sobre direitos disponíveis em matéria cível, 
família e previdenciária. Provocado pelo interessado por meio da reclamação e 
emitida a carta convite à parte contrária para comparecer à sessão designada.
 Setor de solução de conflitos processual: solução de conflito com processo judicial 
em andamento, em qualquer grau de jurisdição, que versa sobre matéria cível em 
geral e família. Ação judicial distribuída, juiz recebe a inicial, encaminha o processo 
ao CEJUSC, designa audiência de tentativa de conciliação ou mediação, com 
antecedência mínima de 30 dias, e procede à citação do réu. Após a realização da 
sessão, o processo retorna à Vara.
 Setor de serviços de cidadania: serviços oferecidos por 
servidores e funcionários do CEJUSC de orientação 
jurídica, emissão de documentos, assistência social e 
psicológica etc.
Centros Judiciários de Solução Consensual de Conflitos (CEJUSCs) –
estrutura e atuação (2/2):
 Exercício da função com lisura e respeito aos princípios e às regras, assinando o 
termo de compromisso e submetendo-se às orientações do juiz coordenador.
 Observar os motivos de impedimento e suspeição (CPC, arts. 144 e 145).
 Informar em caso de impossibilidade temporária do exercício da função.
 Se advogados, impedidos de advogar nos juízos em que desempenhem suas 
funções, aplicando-se à sociedade de advogados da qual participa.
 Impedido de prestar serviços profissionais de qualquer natureza por 1 ano aos 
conflitantes em sessão em que atuou, contado do término da última sessão.
 Não pode atuar como árbitro e testemunha em 
processos judiciais ou arbitrais pertinentes a conflito.
 Sanção: responder à uma representação, afastamento 
de suas atividades por 180 dias e exoneração.
Responsabilidades e sanções do conciliador e do mediador
Considerando o procedimento do CEJUSC, ação judicial distribuída, juiz recebe a 
inicial. Qual é o procedimento seguinte?
a) Designa audiência de tentativa de conciliação ou mediação na própria Vara Cível, 
com antecedência mínima de 30 dias, e procede à citação do réu. 
b) Encaminha o processo ao setor pré-processual do CEJUSC, designa audiência 
de conciliação ou mediação, com antecedência de 30 dias, e cita o réu. 
c) Designa audiência de instrução e procede à citação do réu. 
d) Processo fica suspenso até que a parte se manifeste 
sobre a realização da conciliação e mediação.
e) Encaminha o processo ao CEJUSC, designa audiência 
de tentativa de conciliação ou mediação, com 
antecedência mínima de 30 dias, e procede à 
citação do réu. 
Interatividade
Considerando o procedimento do CEJUSC, ação judicial distribuída, juiz recebe a 
inicial. Qual é o procedimento seguinte?
a) Designa audiência de tentativa de conciliação ou mediação na própria Vara Cível, 
com antecedência mínima de 30 dias, e procede à citação do réu. 
b) Encaminha o processo ao setor pré-processual do CEJUSC, designa audiência 
de conciliação ou mediação, com antecedência de 30 dias, e cita o réu. 
c) Designa audiência de instrução e procede à citação do réu. 
d) Processo fica suspenso até que a parte se manifeste 
sobre a realização da conciliação e mediação.
e) Encaminha o processo ao CEJUSC, designa audiência 
de tentativa de conciliação ou mediação, com 
antecedência mínima de 30 dias, e procede à 
citação do réu. 
Resposta
ATÉ A PRÓXIMA!

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