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Gênero textual 
poema
Um poema é um texto literário composto de versos, e que podem
conter rimas ou não. Os versos que se agrupam em estrofes.
Os poetas escrevem para emocionar, divertir, convencer, fazer
pensar o mundo de um jeito novo. Eles usam diferentes recursos,
como rimas, repetições, metáforas e até formas diferentes de
colocar as palavras no papel. Tudo para transmitir ideias,
experiências e emoções ao leitor.
Definindo o gênero e sua função 
comunicativa
Meus oito anos – Casimiro de Abreu
Oh! que saudades que tenho
Da aurora da minha vida,
Da minha infância querida
Que os anos não trazem mais!
Que amor, que sonhos, que flores,
Naquelas tardes fagueiras
À sombra das bananeiras,
Debaixo dos laranjais!
Como são belos os dias
Do despontar da existência!
— Respira a alma inocência
Como perfumes a flor;
O mar é — lago sereno,
O céu — um manto azulado,
O mundo — um sonho dourado,
A vida — um hino d'amor!
Verso: Linha de uma composição
poética, dotada de um ritmo.
Estrutura do poema
Estrofe: Grupo de versos que
formam geralmente sentido
completo num poema. As estrofes
do mesmo poema são separadas
uma das outras por um espaço em
branco.
Rima é a sonoridade
semelhante que pode
existir no fim ou no meio
dos versos. Há versos que
não rimam e são chamados
de versos brancos.
Rima no poema
Exemplo de poema com rima
Amor é fogo que arde sem se ver,
é ferida que dói, e não se sente;
é um contentamento descontente,
é dor que desatina sem doer.
É um não querer mais que bem querer;
é um andar solitário entre a gente;
é nunca contentar-se de contente;
é um cuidar que ganha em se perder.
É querer estar preso por vontade;
é servir a quem vence, o vencedor;
é ter com quem nos mata, lealdade.
Mas como causar pode seu favor
nos corações humanos amizade,
se tão contrário a si é o mesmo Amor
(Amor é fogo que arde sem se ver, de 
Luiz Vaz de Camões)
Emparelhadas ou paralelas (1º com 2º, 3º com 4º 
- esquema: AABB):
No rio caudaloso que a solidão retalha,
na funda correnteza na límpida toalha,
deslizam mansamente as garças alvejantes;
nos trêmulos cipós de orvalho gotejantes...
(Fagundes Varela)
Alternadas ou cruzadas (1º com 3 º, 2º com 4º -
esquema: ABAB):
Amor, essência da vida,
é uma expressão de Deus.
Alma, não fique perdida!
Ele luz os dias seus.
(Josete)
Opostas (1º com 4º, 2º com 3º - esquema: ABBA):
Mais de mil anos-luz já separado,
Naquela hora, do meu pensamento.
O filme de uma vida, ínfimo momento,
O derradeiro instante havia impregnado.
(Ferraz)
Encadeadas ou internas (a palavra final do verso 
rima com uma palavra do meio do verso seguinte):
"Quando alta noite n'amplidão flutua
Pálida a lua com fatal palor,
Não sabes, virgem, que eu te suspiro
E que deliro a suspirar de amor."
(Castro Alves)
Misturadas (não possuem posição regular):
De uma, eu sei, entretanto,
Que cheguei a estimar
Por ser tão desgraçada!
Tive-a hospedada a um canto
Do pequeno jardim;
Era toda riscada
De um traço cor de mar
E um traço carmesim.
(Alberto de Oliveira)
TIPOS DE RIMAS
Exemplo de poema sem rima
Sonhe com aquilo que você quer ser,
porque você possui apenas uma vida
e nela só se tem uma chance
de fazer aquilo que quer.
Tenha felicidade bastante para fazê-la doce.
Dificuldades para fazê-la forte.
Tristeza para fazê-la humana.
E esperança suficiente para fazê-la feliz.
As pessoas mais felizes não tem as melhores coisas.
Elas sabem fazer o melhor das oportunidades
que aparecem em seus caminhos.
A felicidade aparece para aqueles que choram.
Para aqueles que se machucam
Para aqueles que buscam e tentam sempre.
E para aqueles que reconhecem
a importância das pessoas que passaram por suas vidas.
(O sonho, de Clarice Lispector)
Ritmo
O ritmo do poema é a sucessão de
sons fortes (sílabas tônicas) e
sons fracos (sílabas átonas),
repetidas com intervalos
regulares ou variados que dão
musicalidade (melodia) ao poema.
Exemplo de poema com ritmo
Meu canto de morte,
Guerreiros, ouvi:
Sou filho das selvas,
Nas selvas cresci;
Guerreiros, descendo
Da tribo tupi.
Da tribo pujante,
Que agora anda errante
Por fado inconstante,
Guerreiros, nasci:
Sou bravo, sou forte,
Sou filho do Norte;
Meu canto de morte,
Guerreiros, ouvi.
(...)
(Trecho do poema I-Juca-Pirama, 
de Gonçalves Dias)

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