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Riscos Químicos
Muitas substâncias químicas presentes na natureza ou produzidas em 
laboratório fazem parte da vida das pessoas, e muitas vezes elas nem se 
dão conta disso. Nos dias de hoje, há muita preocupação com a saúde 
relacionada aos produtos industrializados, não é verdade? E a química faz 
parte disso. Porém, há substâncias químicas benéficas ao ser humano, 
como extrato de plantas, remédios, alimentos e aquelas que causam 
prejuízos à saúde e ao meio ambiente. O que é preciso para evitar danos à 
saúde é ter consciência do que faz bem e do que faz mal à saúde, sendo o 
mais importante conhecer a dose de exposição, ou seja, conhecer o limite 
seguro ao qual se expor. Há um ditado que diz: “O que difere o veneno do 
remédio é a dose”! Exatamente isso! É preciso refletir sobre os riscos 
químicos, aquilo que é preciso daquilo que se pode evitar. Assim como na 
Química, deve haver um equilíbrio!
De agora em diante, você terá a oportunidade de aprofundar seus 
conhecimentos sobre os riscos químicos.
Definição Risco Químico
Quando tratamos dos ambientes industriais, não é diferente da 
vida cotidiana, pois é preciso conhecer os riscos dos produtos que 
os trabalhadores manuseiam para atuar na prevenção, levando em 
consideração os limites de tolerância. Muitas vezes, não há como evitar a 
exposição aos riscos químicos, e sim atuar nas medidas de prevenção de 
riscos para que eles não causem danos à saúde do trabalhador.
Se você analisar onde é possível encontrar produtos químicos, 
perceberá que eles estão em sua mesa do café da manhã, no leite, na 
margarina, nos embutidos, no sal, no açúcar, no vinagre, no detergente, na 
pasta de dente, no desodorante, na tinta da sua casa, no asfalto da sua rua 
e, por fim, no seu trabalho. 
Você seria capaz de viver sem tudo isso ou poderia substituir aqueles 
que causam danos à saúde? 
Mediar a exposição é ter equilíbrio! A Avaliação Preliminar de Risco é o 
início do controle da exposição do trabalhador.
Portanto, ao analisar os riscos químicos nos ambientes de trabalho, 
você perceberá que será da mesma forma e que é fundamental entender o 
que é risco químico!
2 - 38
Risco químico pode ser definido como a probabilidade do indivíduo de 
sofrer agravo à saúde quando exposto a substâncias químicas perigosas. 
Podem ser citados como agentes de risco químico:
As substâncias, compostos ou produtos que possam ser entrar em 
contato com o organismo do trabalhador, principalmente pela via 
respiratória, nas formas de poeiras, fumos, gases, neblinas, névoas, 
vapores ou pela natureza da atividade, de exposição, com os quais 
possam ter contato ou que possam ser absorvidos pelo organismo 
através da pele ou por ingestão. 
No ambiente industrial, muitas substâncias químicas podem fazer parte 
dos processos produtivos, desde a matéria-prima, na fabricação ou no 
acabamento de produtos industrializados. Reconhecer a presença dos 
agentes de risco e controlar a exposição dos trabalhadores a eles é o que 
irá garantir que eles não adoeçam.
Quais são os tipos de agentes de risco químico?
Os agentes de risco químico são as substâncias, compostos ou produtos 
químicos que possam causar danos à saúde, penetrando no organismo 
humano por via respiratória, pela digestão, via ocular e pelo contato.
Os agentes de risco químico que penetram no organismo humano pelas 
vias aéreas são:
• Poeiras;
• Fumos;
• Gases;
• Vapores;
• Névoas;
• Neblinas.
3 - 38
Confira a seguir:
Poeira de madeira Fumos metálicos Gás oxigênio
Névoa de tinta Neblina Vapor de água
Quadro 1 - Tipos de agentes químicos que penetram no organismo por via respiratória
Fonte: Da autora (2024)
Segundo Silva Filho (1999), os aerodispersoides podem ser classificados 
em sólidos e líquidos. Entre os sólidos, estão as poeiras, as fumaças e os 
fumos. Já entre os líquidos, estão as névoas e a neblina. Observe a figura a 
seguir.
Líquido névoa
neblina
Sólido
poeiras
fumaças
fumos metálicos
Figura 1 - Tipos de aerodispersóides
Fonte: Adaptado de Senai (2017)
4 - 38
Acompanhe, a seguir, as características de cada uma dessas partículas. 
De acordo com a Cartilha de Segurança (3M, 2011), têm-se as seguintes 
definições:
• Poeiras: formadas quando um material sólido é quebrado, moído 
ou triturado. Quanto menor a partícula, mais tempo ela ficará 
suspensa no ar.
• Névoas e neblinas: constituídas por particulados líquidos na 
forma de gotículas em suspensão na atmosfera. A diferença 
entre elas é que as névoas são geradas por processo mecânico, 
como ruptura física de um líquido durante processos de 
pulverização, nebulização ou borbulhamento; já as neblinas são 
produto da condensação na atmosfera de pequenas partículas 
líquidas provenientes de um líquido previamente volatilizado por 
processo térmico.
• Fumos: ocorrem quando um metal ou plástico é fundido 
(aquecido), vaporizado e se resfria rapidamente, criando 
partículas muito finas que ficam suspensas no ar. Os fumos, 
tais como as poeiras, são particulados originados a partir de 
materiais sólidos.
• Fumaças: partículas sólidas originadas em processos de 
combustão incompleta.
• Gases: são substâncias que, à temperatura ambiente, estão no 
estado gasoso e são geralmente invisíveis. Definem-se como 
gases as substâncias químicas que se apresentam no estado 
gasoso quando em Condições Normais de Temperatura e 
Pressão (CNTP), isto é, sob temperatura e pressão ambientes. 
• Vapores: são substâncias que evaporam de um líquido ou sólido, 
da mesma forma que a água transformada em vapor d’água. 
Geralmente, são caracterizados pelos odores: você não vê um 
vapor, mas sente o cheiro.
5 - 38
Fontes de risco químico
Após conhecer a definição dos agentes de risco químicos, você deve 
estar refletindo quantas vezes já esteve em contato com risco químico, não 
é mesmo?
As fontes de risco químico são diversas, e acredite, o contato pode ser 
nos locais mais variados como a nossa casa!
É possível citar como exemplos de fontes de risco químico:
• Lavação de peças;
• Processos de galvanização;
• Laboratório químico;
• Laboratório farmacêutico;
• Indústria alimentícia;
• Processos de pintura;
• Soldagem de peças metálicas;
• Lixamento de madeira;
• Lixamento de gesso;
• Queima de materiais;
• Construção civil;
• Mineração;
• Usinagem de peças metálicas.
Esses são alguns exemplos das 
possíveis fontes de risco químico. O 
reconhecimento das fontes deve 
ser criterioso, pois se o risco não 
for reconhecido, ele não será 
controlado. O avaliador deve ter 
conhecimento especializado em 
risco químico para realizar a APR HO – 
Análise Preliminar de Risco de Higiene 
Ocupacional.
6 - 38
A APR HO tem como objetivo reconhecer os possíveis riscos 
ocupacionais, sendo eles químico, físico e biológico, e caracterizar a 
exposição do trabalhador ao risco, prevenindo doenças relacionadas aos 
ambientes de trabalho e à ocupação.
Para aprofundar seus conhecimentos sobre APR HO, acesse o link 
ou código QR a seguir:
Quero Saber +
https://js.srv.br/reportagens/22_04_2020.pdf
Trajetória, meios de propagação e vias de absorção 
dos riscos químicos
A partir do reconhecimento do risco, é preciso identificar a trajetória, 
por onde esse risco se propaga e quais são as vias de absorção. Essas 
informações fazem parte da APR HO – é na hora da avaliação qualitativa, 
quando o avaliador está percorrendo o chão de fábrica, conhecendo os 
processos, fazendo as entrevistas com os colaboradores que se colhem 
essas informações.
7 - 38
https://js.srv.br/reportagens/22_04_2020.pdf
https://js.srv.br/reportagens/22_04_2020.pdf
Para realizar a APR HO, a avaliação qualitativa, é preciso ter 
em mãos formulários para coletar as informações. Crie o seu 
formulário para APR HO! Não se esqueça de criar campos para 
as entrevistas com os trabalhadores e com os responsáveis 
pelos processos produtivos. 
Dica
Como o trabalhador pode ter contato com os agentes químicos?
Os produtos químicos podem estar dispersos no ar onde o trabalhador 
respirao contaminante ou por contato com a pele, com os olhos e pela 
ingestão.
Pode haver uma intoxicação causada por um agente químico por 
meio venoso? Sim, é possível caso aconteça de uma substância 
química, um remédio, por exemplo, ser ministrado de forma 
incorreta ou o indivíduo ter uma alergia medicamentosa.
Reflita
Estranho pensar que um trabalhador poderá ingerir produto químico, 
não é mesmo?
Mas isso pode acontecer, principalmente ao levar a mão contaminada 
à boca, por ingestão acidental, por ambiente contaminado, entre outras 
formas de exposição. Fumar em locais de trabalho, comer com mãos 
sujas, usar talheres, copos ou quaisquer outros objetos contaminados, por 
exemplo, são hábitos que devem ser excluídos dos ambientes de trabalho. 
8 - 38
Os agentes de risco químico podem entrar em contato com o organismo 
através de quatro formas.
1. Via respiratória: o sistema respiratório do organismo humano é 
formado pela boca, nariz, laringe, brônquios e alvéolos pulmonares. 
A quantidade de uma contaminante absorvida por via respiratória 
pode variar de acordo com a concentração, com o tempo de 
exposição, a quantidade de ar e das características físico-químicas do 
contaminante (SILVA FILHO, 1999).
Bronquios
Pulmão
esquerdo
Diafragma
Pulmão
direito
Traquéia
LaringeLaringe
Cavidade bucalFaringe
Fossas nasais
Figura 2 - Sistema respiratório
Fonte: Adaptado de Senai (2017)
2. Via sistema tegumentar: segundo Silva Filho (1999), o tegumento 
reveste toda a superfície corporal (pele e tecidos subcutâneos). 
Alguns fatores podem influenciar a absorção por via cutânea. Veja 
quais são:
9 - 38
• lipossolubilidade (facilidade com que o produto químico pode 
penetrar em uma membrana biológica) do solvente; 
• grau de dissociação do agente; 
• volatilidade; 
• região e estado da pele do indivíduo; 
• vascularização do indivíduo; 
• tempo de exposição; 
• tipo de contato em relação à exposição; 
• temperatura local. 
3. Via digestiva: os órgãos do sistema digestivo humano são 
responsáveis pela mastigação, ingestão e absorção dos alimentos e a 
eliminação dos resíduos decorrentes da digestão.
4. Via parenteal: são contaminações que acontecem nas 
descontinuidades da pele (corte ou feridas), sendo rara a exposição 
por absorção via parental, pois necessita de grande concentração de 
agentes químicos (SILVA FILHO, 1999).
10 - 38
FDS – Ficha de Segurança de Produtos 
Químicos
Você sabia que cada produto químico deve ter uma Ficha de Segurança 
de Produtos Químicos?
Essa ficha tem como objetivo fornecer informações referentes à 
composição do produto químico, sobre os perigos, os meios de proteção, 
sobre armazenamento, reatividade, transporte, riscos ao meio ambiente, 
propriedades físico-químicas, emergências, entre outras.
É como o remédio e a bula. A FDS é como se fosse a “bula” do produto 
químico!
A Ficha de Segurança de Produtos Químicos – FDS era chamada de 
FISPQ – Ficha de Identificação de Segurança de Produtos Químicos antes 
da última atualização da norma brasileira que trata do assunto. Essa 
alteração deu-se devido à harmonização da nomenclatura desse material 
de segurança no mundo todo com a implementação do GHS – Sistema 
Globalmente Harmonizado.
A organização da FDS segue um padrão normativo, e a norma que trata 
desse assunto é a NBR 14725. Essa é uma norma da ABNT – Associação 
Brasileira de Normas Técnicas, portanto, os fabricantes devem adquiri-la 
para desenvolver a ficha de cada produto produzido por ele.
É com base na FDS que os usuários de produtos químicos buscam 
informações de saúde e segurança para desenvolver procedimentos, 
capacitar seus colaboradores, implementar medidas de proteção ao risco e 
conhecer os perigos dos produtos.
Todo fabricante de produto químico deve elaborar a ficha de seus 
produtos químicos e disponibilizá-las sempre que solicitada. 
Quem compra e utiliza produtos químicos deve manter um banco de 
dados de informações de seus produtos químicos através das fichas 
atualizadas.
A ABNT, através da NBR 14725, unificou os critérios de classificação, 
descrição e rotulagem dos produtos químicos seguindo as recomendações 
da ONU por meio do GHS – Globally Harmonized System of Classification 
and Labelling of Chemicals ou, em português, Sistema Globalmente 
Harmonizado.
11 - 38
As indústrias precisam de informações corretas, específicas e 
unificadas sobre as substâncias químicas, garantindo a saúde e segurança 
dos trabalhadores que manuseiam produtos químicos.
A identificação dos perigos das substâncias químicas deve acontecer 
por meio visual, com o uso dos pictogramas e pelas frases de perigo e 
frases de precaução. Confira a seguir, na figura.
Em 2003, a ONU – Organização das Nações Unidas publicou o Manual 
do GHS – Globally Harmonized System of Classification and Labelling 
of Chemicals, com o objetivo de apresentar de forma harmonizada a 
classificação de perigos dos produtos químicos, ampliando a proteção da 
saúde dos trabalhadores e do meio ambiente. O GHS não é uma obrigação, 
e sim uma recomendação, porém alguns países, como o Brasil, adotaram 
essa recomendação, inclusive por aqui essa decisão foi regulamentada.
12 - 38
Muito perigoso
para os organismos 
aquáticos.
Atenção
Para aprofundar seus conhecimentos a respeito do GHS, acesse o 
link ou código QR a seguir:
Quero Saber +
https://ghs-sga.com/?lang=pt-br
As empresas que fazem uso de produtos químicos devem manter um 
arquivo atualizado com as fichas de segurança e capacitar os profissionais 
que fizerem uso deste material. Os profissionais precisam conhecer 
sobre a FDS, saber manuseá-la e retirar as informações importantes para 
repassá-las aos trabalhadores em forma de treinamento, de procedimento 
operacional, equipamentos de proteção, emergências entre outros.
13 - 38
https://www.istockphoto.com/br/vetor/cuidado-muito-t%C3%B3xico-para-sinal-de-vida-aqu%C3%A1tica-em-fundo-branco-gm1407734248-458837277?searchscope=image%2Cfilm
https://ghs-sga.com/?lang=pt-br
Criar um banco de dados com as fichas de segurança em meio 
eletrônico e compartilhar o acesso com a medicina do trabalho, 
almoxarifado de produtos químicos e demais envolvidos facilita 
o repasse de informação e consulta aos documentos. Mas, não 
se esqueça de capacitar todas as pessoas que tiverem acesso ao 
banco de dados das fichas de segurança!
Dica
Na ficha de segurança, você encontrará as informações sobre a 
composição dos produtos químicos. É por meio dela que você saberá quais 
as substâncias químicas o trabalhador estará exposto e quais você irá 
monitorar de forma quantitativa. Também, é possível fazer a consulta sobre 
os limites de tolerância e as propriedades físico-química dos produtos 
químicos.
Atenção
A FDS deve estar em conformidade com a NBR 14725 e atualizada 
pelo fabricante do produto químico. Portanto, se você receber 
uma ficha desatualizada e fora dos padrões normativos, desconfie 
das informações e não aceite este documento!
14 - 38
Efeitos da Exposição
É sabido que os agentes químicos podem causar danos à saúde. Mas, 
para que isso não aconteça, é preciso conhecer o potencial toxicológico do 
agente químico, qual seu limite de exposição, se a pessoa é suscetível ou 
não, entre outros fatores.
As ações dos agentes nocivos à saúde, em virtude de exposições, 
podem ser locais ou sistêmicas. As ações locais entram diretamente nas 
vias de penetração de caráter irritativo, e as sistêmicas concentram suas 
atividades em órgãos diversos.
Você sabe quais são os principais efeitos fisiopatológicos dos agentes 
químicos? 
Quanto aos aerodispersoides, eles podem ser: 
• incômodos; 
• fibrogênicos; 
• irritantes; 
• produtores de febre; 
• sistêmicos; 
• alergênicos; 
• cancerígenos; 
• mutagênicos/teratogênicos. 
Quanto aos gases e vapores, eles podem ser: 
• irritantes; 
• tóxicos; 
• anestésicos e narcóticos; 
• alergógenos; 
• asfixiantes; 
• carcinogênicos; 
• pneumoconióticos; 
• dermacóticos; 
• efeitos combinados. 
15- 38
É fundamental a análise dos efeitos combinados dos produtos, da 
concentração dos produtos, do tempo de exposição. 
Segundo a ACGIH (2013), deve-se dar atenção especial às misturas, 
que podem ocasionar riscos associados com a exposição de duas ou 
mais substâncias. No manual dos TLVs (Threshold Limit Values), é possível 
encontrar informações sobre os limites de tolerância para misturas.
Você sabia que algumas substâncias químicas quando em contato com a 
pele podem causar dermatite de contato?
De acordo com a Sociedade Brasileira de Dermatologia (2023), a 
dermatite de contato é uma reação inflamatória na pele decorrente da 
exposição a um agente capaz de causar irritação ou alergia. A dermatite de 
contato pode ser irritativa ou alérgica.  
Irritativa: causada por substâncias ácidas ou alcalinas, como 
sabonetes, detergentes, solventes ou outras substâncias químicas. 
As lesões da pele geralmente são restritas ao local do contato. 
Alérgica: surge após repetidas exposições a um 
produto ou substância. Depende de ações do 
sistema de defesa do organismo e, por esse 
motivo, pode demorar de meses a anos para 
ocorrer, após o contato inicial. Essa forma de 
dermatite de contato aparece, em geral, pelo 
contato com produtos de uso diário e frequente, 
como perfumes, cremes hidratantes, esmaltes de 
unha e medicamentos de uso tópico, entre outros. 
As lesões da pele acometem o local de contato com a 
pele, podendo se estender a distância.
Conhecer quais são os efeitos que os agentes químicos podem causar ao 
organismo humano é essencial para a determinação da medida de proteção.
As informações sobre os possíveis danos à saúde podem ser 
encontradas nas FDS, no manual dos TLVs (Threshold Limit Values), da 
ACGIH, e através do número CAS de cada substância química.
O número CAS é um número de identificação das substâncias químicas 
atribuída pelo US Chemical Abstracts Service (CAS). Esse número deve 
constar na FDS, no item de identificação das substâncias químicas 
presentes na composição de cada produto químico.
16 - 38
De acordo com CAS (2024), todos os dias os seus cientistas coletam 
e analisam a literatura científica publicada mundialmente, construindo o 
acervo de informações científicas da mais alta qualidade e mais atualizado 
do mundo. Um CAS Registry Number é um identificador único e inequívoco 
para uma substância específica que permite uma comunicação clara e, com 
a ajuda dos cientistas do CAS, vincula todos os dados e pesquisas disponíveis 
sobre a substância. As agências governamentais confiam nos CAS Registry 
Numbers para a identificação de substâncias em pedidos regulatórios, 
porque são únicos, fáceis de validar e reconhecidos internacionalmente.
Limites de Tolerância (LTs)
Você sabe o que são os limites de tolerância ou limites de exposição 
para as substâncias químicas? Essa é uma questão muito importante em 
seus estudos sobre risco químico.
É preciso compreender como os TLVs são aplicados e quais informações 
eles nos trazem em comparação aos resultados das avaliações quantitativas.
Os limites de exposição se referem às concentrações das substâncias 
químicas ou dos contaminantes que estão presentes no ar. Eles 
representam condições às quais, acredita-se, que a maioria dos 
trabalhadores possa estar exposta, repetidamente, dia após dia, durante 
toda uma vida de trabalho, sem sofrer efeitos adversos à saúde, ou seja, 
é a concentração ou intensidade máxima ou mínima, relacionada com a 
natureza e o tempo de exposição ao agente, que não causará danos à saúde 
do trabalhador, durante a sua vida laboral (BRASIL, 2022b)
Entre as entidades internacionais mais importantes que definem 
limites de exposição, podem ser citados: os TLVs (Threshold Limit Values), 
da ACGIH; os REL (Recommended Exposure Limit), da NIOSH; e os PEL 
(Permissible Exposure Limit), da OSHA. No Brasil, os limites de tolerância 
são estabelecidos pela NR-15, em seu Anexo 11.
A ACGIH é uma associação profissional, e não uma agência do governo 
dos Estados Unidos, constituída por membros, voltada à promoção da 
saúde ocupacional e ambiental. Esse grupo de profissionais especialistas 
em Higiene Ocupacional estuda os contaminantes e os efeitos que estes 
podem causar ao organismo humano, definem quais são os limites 
seguros de exposição para a maioria das pessoas expostas e divulgam as 
informações, com o objetivo de prevenção de doenças.
17 - 38
O NIOSH – National Institute for Occupational Safety and Health, ou 
Instituto Nacional de Segurança e Saúde Ocupacional, é uma agência do 
governo dos EUA responsável por realizar pesquisas e divulgar materiais de 
recomendação para a prevenção de lesões e doenças relacionada ao trabalho. 
A OSHA é responsável pela Administração de Segurança e Saúde 
Ocupacional nos EUA, estabelecendo e fiscalizando as normas de 
saúde e segurança do trabalho.
Segundo a NR-9 (BRASIL, 2021, p. 3), “Na ausência de 
limites de tolerância previstos na NR-15 e seus anexos, 
devem ser utilizados como referência para a adoção 
de medidas de prevenção aqueles previstos pela 
American Conference of Governmental Industrial 
Higyenists - ACGIH.”
A ACGIH (2013, segunda página), em seu livreto 
dos TLVs, destaca que os “TLVs são desenvolvidos 
como guias de orientação para o controle dos riscos à 
saúde. Estas recomendações ou guias têm como objetivo uso 
na prática da Higiene Ocupacional, devendo, portanto, ser utilizadas e 
interpretadas somente por pessoas treinadas nesta disciplina.” Todos os 
anos, a ACGIH publica seus TLVs em um livro que não são adotados como 
padrões de consenso, pois cada órgão governamental estabelece seus 
padrões de saúde pública.
Para saber mais a respeito das substâncias químicas e os TLVs, 
acesse o link ou código QR a seguir.
Quero Saber +
https://www.acgih.org/science/tlv-bei-
guidelines/tlv-chemical-substances-
introduction/
18 - 38
https://pt.wikipedia.org/wiki/Doen%C3%A7a_ocupacional
https://www.acgih.org/science/tlv-bei-guidelines/tlv-chemical-substances-introduction/
https://www.acgih.org/science/tlv-bei-guidelines/tlv-chemical-substances-introduction/
https://www.acgih.org/science/tlv-bei-guidelines/tlv-chemical-substances-introduction/
https://www.acgih.org/science/tlv-bei-guidelines/tlv-chemical-substances-introduction/
Os Limites de Tolerância (LT) contidos no quadro n.º 1 do Anexo 11 da NR-
15 tem como finalidade servir como base para classificar as atividades ou 
operações nas quais os trabalhadores ficam expostos a agentes químicos 
como insalubres, caso os LTs sejam ultrapassados. Os limites de tolerância 
fixados por essa norma são válidos para jornadas de trabalho de até 48 
(quarenta e oito) horas por semana.
Você já se perguntou como são utilizados os limites de exposição?
Após a etapa de reconhecimento do risco, vem a etapa de avaliação, em 
que é preciso analisar todas as informações obtidas na APR HO, verificar o 
tipo de exposição dos trabalhadores ao risco, verificar a possibilidade de 
formação dos grupos de similaridade de risco, definir uma estratégia de 
amostragem e quantificar o risco.
É aí que entra a aplicação dos limites de exposição. O avaliador irá 
analisar os resultados das medições dos contaminantes presentes no ar e 
compará-los aos limites permitidos.
Exemplificando, é como se você fizesse um exame de sangue e o 
resultado do laboratório fosse comparado ao padrão de referência, 
indicando se você está saudável ou com algum problema de saúde.
A ACGIH adota os valores TWA e STEL. “Limite de Exposição – Média 
Ponderada pelo Tempo (TLV-TWA) é a concentração média ponderada no 
tempo, para uma jornada normal de 8 horas diárias e 40 horas semanais, 
à qual, exposta, dia após dia, durante toda a vida de trabalho, sem sofrer 
efeitos adversos à saúde.” (ACGIH, 2013, p. 4).
Para muitas substâncias com o limite média-ponderada (TWA), não 
existe um TLV-STEL. Você poderá perceber que a NR-15 não adota o valor 
STEL, e sim a média ponderada e o VALOR TETO. Também, é possível 
identificar se oagente químico é absorvido pela pele.
O valor de Limite de Exposição – Exposição de Curta Duração (TLV-
STEL), estabelecido pela ACGIH (2013, p. 5), “É um limite de exposição 
média ponderada em 15 minutos, que não deve ser ultrapassado em 
nenhum momento da jornada de trabalho, mesmo que a concentração 
média ponderada (TWA) em 8 horas esteja dentro dos limites de exposição-
média [...]”. 
19 - 38
Outro tipo de aerodispersoide que possui um anexo 
específico para limite de tolerância está associado às 
poeiras minerais. O Anexo 12 da NR-15 apresenta os 
limites de tolerância para as poeiras minerais. Esse 
Anexo aplica-se a todas e quaisquer atividades nas 
quais os trabalhadores estão expostos ao asbesto, 
manganês e seus compostos, e sílica livre cristalizada 
no exercício do trabalho. Confira, na figura a seguir, o 
trabalhador exposto à poeira mineral.
Atenção
O asbesto e a sílica cristalina podem causar câncer de pulmão. Por 
esse motivo, cuidar da exposição do trabalhador exposto a esses 
riscos é de extrema importância.
Complicação de 
Pneumonicose
Pulmão saldável
Silicose
Pneumonicose
Antes de avançarmos para a quantificação dos contaminantes no ar, é 
preciso entender a etapa de avaliação dos agentes de risco químico. 
20 - 38
https://www.istockphoto.com/br/foto/pedras-de-serra-gm89330308-2423088?searchscope=image%2Cfilm
Avaliação dos Agentes de Risco Químico
A etapa da avaliação pode ser dividida em:
• Avaliação qualitativa – obtenção de informações sobre os riscos 
de forma qualitativa.
• Avaliação quantitativa – obtenção de dados quantificáveis, medi-
ções dos contaminantes presentes no ar.
O principal objetivo de uma avaliação ambiental de agentes químicos é 
a determinação da existência de riscos através da análise da concentração 
do agente em função do ciclo de trabalho, em que serão avaliados os vários 
aspectos que envolvem a caracterização da exposição. Para tanto, serão 
necessários conhecimentos sobre os agentes presentes, suas interações, 
as medidas de controle existentes, os ciclos de trabalho, condições de 
manuseio e operação e outras variáveis que podem influir na avaliação 
(temperatura, velocidade do ar etc.) (PEIXOTO; FERREIRA, 2013).
Através da avaliação, é possível verificar se as medidas de controle 
existentes estão sendo efetivas e às relações entre a exposição e os 
possíveis efeitos à saúde do trabalhador.
Quando se trata da avaliação quantitativa, é preciso um planejamento 
do que se irá realizar, monitorar e quantificar, ter definido qual é o objetivo 
da avaliação quantitativa em questão. Esse planejamento faz parte da 
definição da estratégia de amostragem.
As questões clássicas no planejamento de uma estratégia de 
amostragem são:
21 - 38
• O que amostrar?
• Para que amostrar?
• Quem amostrar?
• Onde amostrar? 
• Como amostrar?
• Quando realizar a amostragem? 
• Qual o tempo de amostragem? 
• Quantas amostras são necessárias?
• Preciso repetir a amostragem?
Como você já pôde perceber, realizar a amostragem de agentes 
químicos é complexa, precisa ser muito bem realizada e ser confiável. Deve 
ser representativa da real exposição do trabalhador, bem dimensionada, 
baseando-se na formação de Grupos de Exposição Similar (GES) ou GHE 
(Grupo Homogêneo de Exposição) ao risco, fazendo uso de equipamentos 
de medição com menor índice de erros, equipamentos certificados, 
calibrados, aferidos, posicionados corretamente, fazendo a verificação dos 
turnos de trabalho, entre outros fatores fundamentais para a exatidão dos 
resultados obtidos na avaliação. 
Você sabe o que é um Grupo de Exposição Similar (GES) ou um GHE? 
De acordo com a NHO-08 (FUNDACENTRO, 2009), é um grupo de 
trabalhadores que experimentam situações de exposição semelhantes de 
forma que o resultado fornecido pela avaliação da exposição de qualquer 
trabalhador desse grupo seja representativo da exposição dos demais 
trabalhadores.
Muitos contaminantes podem estar presentes no ambiente e em 
concentrações diferentes, quer seja na forma de gases e vapores, quer 
seja na forma de partículas. Vários processos, operações e equipamentos 
utilizados na indústria podem gerar a emissão de aerossóis, poeiras, 
fumos, gases e vapores no local de trabalho, expondo o trabalhador a 
concentrações variáveis dos poluentes. Confira, na figura a seguir, um 
trabalhador realizando jateamento de peças com areia.
22 - 38
De acordo com Peixoto e Ferreira (2013), o objetivo básico de uma 
amostragem de agente químico é obter uma amostra do contaminante 
presente no ambiente de trabalho para quantificar a exposição, e, para um 
dimensionamento correto da amostragem de agentes químicos, alguns 
parâmetros deverão ser considerados; entre os mais importantes, é 
possível citar: o tempo de amostragem, quantidades de amostras, os tipos 
de amostragem, o amostrador a ser utilizado e o método de coleta.
É possível amostrar de forma instantânea e de forma contínua. Conheça 
a seguir os dois tipos:
1. Amostragens instantâneas – são amostras realizadas em um curto 
espaço de tempo. Após o ar entrar em contato com o reagente, já se 
pode fazer a leitura e os resultados correspondem à concentração 
existente nesse intervalo. 
A vantagem deste método de amostragem é o registro das 
concentrações mais altas e mais baixas durante a jornada de trabalho 
e cálculo da concentração média, por meio da média das amostras 
instantâneas. É útil quando se avalia concentração de substâncias 
irritantes e outras que tenham valor-teto e máximo. 
Figura 3 - Tubos colorimétricos utilizados para gases e vapores
Fonte: Adaptado de Dräger (2024)
23 - 38
Você sabia que o bafômetro é um medidor de agente químico de leitura 
instantânea? Este equipamento testa os níveis de álcool no organismo.
2. Amostragem contínua – é realizada em período variando de 30 
minutos até uma jornada de trabalho.
Figura 4 - Amostradores ativos: cassetes para avaliação de particulados em amostragem contínua
Fonte: Adaptado de Peixoto e Ferreira (2013)
Esse tipo de amostragem tem como objetivo fornecer como resultado 
a média ponderada das condições existentes no período de avaliação 
do ambiente, porém pode não ser vantajoso, pois não há registro das 
variações da concentração durante o período, o que impossibilita a 
determinação das máximas concentrações, não podendo ser verificado se 
o valor máximo foi ultrapassado.
24 - 38
A quantidade de amostras vai depender muito da variabilidade da 
exposição e do objetivo da avaliação. Pode ser necessário um grande 
número de amostragens em horários e dias diferentes para maior 
confiabilidade da avaliação.
É possível classificar os tipos de amostragem quanto à posição do 
amostrador em: 
1. Pessoal – o amostrador permanece fixado no corpo trabalhador 
próximo à zona respiratória, durante todo o período de trabalho. 
Esse tipo de avaliação fornece informações da real exposição do 
trabalhador ao agente químico. 
Figura 5 - Amostragem pessoal
Fonte: Adaptado de Peixoto e Ferreira (2013)
2. Ambiental, de área ou estática – o amostrador é fixado em um 
determinado local próximo à fonte de risco tem como objetivo 
fornecer informações sobre a emissividade dessa fonte, quando se 
quer conhecer a concentração de um contaminante no ambiente, para 
fins de avaliação de emissão de poluentes. 
A bomba de amostragem é um equipamento de medição utilizado para 
coleta de aerodispersoides. Esses equipamentos são importantes por 
serem um meio adequado para a coleta de diferentes tipos de produtos 
contaminantes, podendo ser classificados em: 
• coletores de agentes químicos líquidos (névoas, neblinas); e
25 - 38
• coletores de agentes químicos sólidos (poeiras, fumaças e fumos metá-
licos).
São encontradas no mercado bombas de amostragem de baixa vazão 
(que englobam a faixa de 5 ml/min até 500 ml/min) e de alta vazão (acima 
de 500 ml/min até 6 l/min). Alguns modelos de alta vazão possuem recursos 
ou acessórios para trabalhar em baixa vazão. No entanto, as específicas 
parabaixa vazão não são capazes de fornecer alta vazão.
Figura 6 - Bomba de amostragem de agentes químicos 
Fonte: Adaptado de Formis (2024)
Nas avaliações para a caracterização da exposição ocupacional a agentes 
químicos, a coleta ou medição deve ser realizada dentro da chamada zona 
respiratória (região próxima das narinas sob a influência da respiração), 
e o tempo de amostragem deve ser maior do que pelo menos um ciclo de 
trabalho, a fim de evitar que alguma parte da operação não seja avaliada. 
Assim como todos os instrumentos de medição, as bombas de 
amostragem individual devem ser calibradas seguindo o procedimento 
técnico de calibração. Esses equipamentos devem produzir uma vazão 
de ar constante, permitindo que o ar ambiente passe por um sistema 
denominado dispositivo de coleta, onde os contaminantes ficam retidos. 
Há modernos tipos de calibradores de bombas gravimétricas que permitem 
a calibração quase que instantânea. 
A bomba de amostragem é o equipamento que suga o ar contaminado, 
e o amostrador é onde o contaminante fica depositado. É um conjunto que 
compreende bomba, mais amostrador. A bomba força o ar a passar pelo 
26 - 38
https://www.formis.com.br/seguranca-do-trabalho/bombas-de-amostragem/bomba-de-amostragem-de-poeira-bdx-ii-certificacao-acreditada-ao-inmetrorbc
interior do tubo, ficando o contaminante retido pelo processo denominado 
adsorção que é o processo físico-químico em que as moléculas, átomos ou 
íons ficam retidos na superfície de uma substância, em geral, substâncias 
sólidas. (LIMA, 2019) 
Para cada tipo de contaminante há um método de coleta, um 
equipamento e um amostrado adequado. O material contendo o 
contaminante será analisado, posteriormente, em laboratório, mediante 
análise química específica.
A amostragem de agentes químicos também pode ser realizada por 
meio do uso de amostradores passivos, os quais contêm em seu interior 
uma determinada quantidade de material adsorvente (geralmente carvão 
ativo). Os amostradores são fixados na lapela do trabalhador, na zona 
respiratória, e o processo de adsorção do contaminante se dá por difusão. 
Difusão é o fenômeno pelo qual um soluto no fluido passa de uma região de 
concentração mais alta para uma região de concentração mais baixa. Após 
a avaliação ambiental, esses amostradores devem ser encaminhados para 
análise em laboratório mantendo os cuidados com o envio da amostra.
Figura 7 - Amostrador passivo
Fonte: Adaptado de Senai (2017) 
A Norma de Higiene Ocupacional 08 determina o procedimento técnico 
para coleta de material particulado sólido suspenso no ar de ambientes 
de trabalho, portanto, é preciso conhecer e estudar essa norma antes de 
quantificar qualquer agente de risco químico.
27 - 38
Tão importante quanto a NHO-08 são os métodos de amostragem 
ambiental do NIOSH. Atualmente, está disponível para consulta o manual de 
estratégia de amostragem do NIOSH em português com acesso gratuito na 
internet, além da metodologia utilizada para quantificar os agentes químicos 
e analisar os resultados das avaliações quantitativas em laboratório.
É preciso que o profissional tenha conhecimento na área de higiene 
ocupacional, química e/ou engenharia para quantificar os agentes químicos.
Realizar e analisar as amostragens é fundamental para garantir a 
integridade física do trabalhador, por meio das quais é possível conhecer a 
real exposição dele ao risco e garantir a salubridade da atividade. Registar 
os resultados das amostragens é um requisito legal, devendo constar 
no PGR (Programa de Gerenciamento de Riscos), no e-Social, no PPR 
(Programa de Proteção Respiratória), entre outros programas de segurança 
do trabalho. É essencial para o gerenciamento dos riscos e estudos de 
dados estatísticos sobre os riscos ambientais.
Medidas de Controle Preventivas e Corretivas
A avaliação quantitativa de um ambiente de trabalho é o ponto de 
partida para o planejamento das medidas de controle a serem adotadas 
para a eliminação ou atenuação de riscos presentes e para a avaliação 
das medidas de controle adotadas. Esse tipo de avaliação requer muito 
planejamento e investimento, tendo em vista que para cada agente existe 
um método de coleta e/ou análise, utilizando equipamentos analíticos 
bastante diversificados. 
Em algumas situações, em que a presença dos agentes em grandes 
concentrações é visível, pode-se adotar apenas a avaliação qualitativa para 
dar início a implantação de medidas de controle de risco. 
A prioridade deve ser dada às medidas de proteção coletiva, podendo 
ser adotadas como medida preventiva:
1. eliminação do risco;
2. neutralização do risco; e
3. sinalização do risco.
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O empregador deve sempre priorizar atitudes prevencionistas em 
relação aos riscos ambientais. Deve-se buscar sempre pela eliminação ou 
neutralização do risco, porém nem sempre a eliminação é possível, sendo 
essenciais as medidas de controle do risco. 
A eliminação do risco pode ser possível e ocorrer em vários níveis da 
produção através de: 
• Substituição de uma matéria-prima nociva por outra que ofereça 
menos riscos à saúde do trabalhador;
• Modificação dos processos produtivos que envolvem riscos; 
• Melhoria das condições físicas das instalações do local de 
trabalho. 
Na impossibilidade da eliminação de um risco, é preciso buscar 
alternativas para neutralização dos efeitos do agente de risco através de 
medidas administrativas e de engenharia. 
Entre as medidas preventivas que podem ser adotadas pela empresa 
para controlar a exposição aos agentes químicos, podem ser citadas as 
seguintes: 
• Fazer uso da ventilação natural e/ou da ventilação local exaustora, com 
o objetivo de retirar o contaminante presente no ambiente de trabalho; 
• Armazenar adequadamente os produtos químicos, evitando recipientes 
abertos, sem rotulagem e sem identificação de perigo;
• Substituir o produto químico utilizado por outro menos tóxico;
• Reduzir o tempo de exposição aos produtos químicos;
• Avaliar as possibilidades de alteração no processo de trabalho, retirando 
o risco químico do processo ou substituindo-o;
• Isolar as operações que envolvem aerodispersoides dos demais setores 
da fábrica;
• Manter os produtos tóxicos em recipientes hermeticamente fechados, 
evitando a dispersão no ambiente mesmo durante seu uso;
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• Conscientizar os trabalhadores dos riscos presentes no ambiente de 
trabalho através de treinamentos, diálogo de segurança e procedimento 
operacional;
• Sinalizar os riscos no posto de trabalho;
• Sinalizar os EPIs necessários para a atividade;
• Disponibilizar informações de segurança sobre os riscos dos produtos 
químicos através de painéis de segurança;
• Controle da saúde ocupacional do trabalhador.
Confira, na figura a seguir, um painel com instruções de segurança.
Sempre que esgotadas todas as possibilidades de implantação das 
medidas de controle coletivas, aplicam-se as medidas de controle 
individual.
Cabe ao profissional de segurança do trabalho definir as medidas 
protetivas adequadas, fazer a implantação delas, realizar a capacitação 
dos trabalhadores sobre as medidas implantadas, definir a forma de 
manutenção, de substituição do EPI (Equipamento de Proteção Individual) 
implantado e descarte do mesmo. 
Entre as medidas de proteção individual, podem ser citadas:
• Proteção respiratória adequada ao risco;
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https://www.istockphoto.com/br/vetor/instru%C3%A7%C3%B5es-de-seguran%C3%A7a-assinam-chap%C3%A9us-duros-%C3%B3culos-de-seguran%C3%A7a-sapatos-de-dedo-gm1283707755-381061865
• Proteção para os olhos adequada ao risco;
• Proteção para o corpo – vestimentas adequadas ao tipo de contaminan-
te;
• Proteção para as mãos adequadas ao tipo de contaminante;
• Proteção para os pés de acordo com o tipo de contaminante.
Para garantir a salubridade das atividades e manter a saúde dos 
trabalhadores que estão expostos aos agentes químicos, cumprir as medidas 
de controle é essencial. Não basta apenas reconhecer os riscos presentesnas atividades; é preciso realizar a avaliação correta e controlar a exposição 
do trabalhador a estes riscos. Os profissionais da área de saúde, de 
segurança do trabalho, juntamente com o empregador, devem buscar pela 
manutenção da integridade física do trabalhador durante sua vida laboral.
A gestão dos riscos é primordial, portanto, manter o PGR, o PPR e o 
controle da saúde ocupacional do trabalhador garante a salubridade das 
atividades nos ambientes de trabalho. As atividades que ultrapassarem 
os limites permitidos, mesmo adotando todas as medidas preventivas 
e corretivas, devem ser inspecionadas, bem como deve ser verificada 
a insalubridade das operações e dos locais de trabalho, avaliando a 
necessidade do pagamento do adicional de insalubridade de acordo com o 
estabelecido pela NR-15. Porém, não se espera por isso!
31 - 38
Hora de Praticar
Você é o Técnico de Segurança de sua empresa e está atuando 
em parceria com a equipe de Higiene Ocupacional para implantar 
medidas de proteção aos riscos químicos que foram reconhecidos 
e avaliados nos locais de trabalho, mapeados durante a APR HO. 
Após realizadas todas as etapas de antecipação, de reconhecimento 
e de avaliação dos riscos ambientais, faz-se a escolha da melhor 
medida protetiva para evitar danos à saúde dos trabalhadores. Entre 
as medidas preventivas podem ser adotadas para exposição aos 
agentes químicos, quais você adotaria em sua empresa? 
Assinale as alternativas que correspondem às medidas 
preventivas que poderiam ser adotadas no controle dos agentes 
químicos.
(   ) Fazer uso da ventilação natural e/ou da ventilação local 
exaustora para retirada de contaminante.
(  ) Substituir o produto químico utilizado por outro tóxico sem 
analisar a Ficha de Segurança.
(   ) Armazenar adequadamente os produtos químicos.
(   ) Reduzir o tempo de exposição do trabalhador ao risco químico.
(   ) Sinalização de risco no posto de trabalho.
(   ) Gerenciar o plano de ação contido no PPRA.
(   ) Isolar as operações que envolvem aerodispersoides dos demais 
setores da fábrica ou indústria.
Obs.: Gabarito disponível no final do book – seção Atenção.
Acesse, na biblioteca, o arquivo Registro de Prática 
e anote suas reflexões e experiências relacionadas a 
esta atividade.
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Atenção
Gabarito Hora de Praticar
( x ) Fazer uso da ventilação natural e/ou da ventilação local 
exaustora para retirada de contaminante.
( x ) Substituir o produto químico utilizado por outro tóxico sem 
analisar a Ficha de Segurança.
( x ) Armazenar adequadamente os produtos químicos.
(x  ) Reduzir o tempo de exposição do trabalhador ao risco químico.
( x ) Sinalização de risco no posto de trabalho.
(    ) Gerenciar o plano de ação contido no PPRA.
( x  ) Isolar as operações que envolvem aerodispersoides dos 
demais setores da fábrica ou indústria.
O estudo realizado aqui trouxe muitos conhecimentos sobre os riscos 
químicos. Foi possível aprender o que são os agentes de risco químico 
e como o trabalhador pode se expor a eles, estudando sobre a avaliação 
de risco, e sobre as medidas de controle e prevenção. Você aprendeu 
sobre a importância do planejamento da avaliação quantitativa, viu 
quais são os tipos de equipamentos e amostradores necessários para 
quantificar os contaminantes químicos, conferiu que existem maneiras 
de eliminar o risco presente no local de trabalho e que há possibilidade de 
neutralizar a exposição e controlá-la através da implantação de controle 
individual. Aprendeu que a gestão do risco e o controle médico da saúde 
do trabalhador são fundamentais para garantir atividades salubres e 
trabalhadores saudáveis.
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O produto químico identifico e o risco eu indico. Na ficha de segurança, 
você pode me encontrar porque ele traz um número. Quem sou eu?
A SAS
B CAS
C BAS
Lembre-se: guarde sua sugestão de resposta, pois 
você irá responder essa charada ao final destes 
estudos no Desafio. E, caso acerte todas as charadas, 
você ganhará um bônus!
Desafio - Charada do Book
34 - 38
Referências
ACGIH – American Conference Governmental Industrial Hygienists. TLVs 
E BEIs – Limites de Exposição Ocupacional para Substâncias Químicas 
e Agentes Físicos & Índices Biológicos de Exposição (BEIs). Tradução 
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Disponível em: https://www.gov.br/inca/pt-br/assuntos/causas-e-
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Acesso em: 16 abr. 2024.
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abr. 2024.
BRASIL. Ministério do Trabalho e Emprego. NR 09 – Avaliação e Controle 
das Exposições Ocupacionais a Agentes Físicos, Químicos e Biológicos. 
Brasília: Portaria MTE n.º 426, de 07 de dezembro de 2021. Disponível em: 
https://www.gov.br/trabalho-e-emprego/pt-br/acesso-a-informacao/
participacao-social/conselhos-e-orgaos-colegiados/comissao-tripartite-
partitaria-permanente/arquivos/normas-regulamentadoras/nr-09-
atualizada-2021-com-anexos-vibra-e-calor.pdf. Acesso em: 07 abr. 2024.
BRASIL. Ministério do Trabalho e Emprego. NR 15 – Atividades e 
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de 2022b. Disponível em: https://www.gov.br/trabalho-e-emprego/
pt-br/acesso-a-informacao/participacao-social/conselhos-e-orgaos-
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https://www.educamaisbrasil.com.br/enem/quimica/adsorcao
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https://multimedia.3m.com/mws/media/784789O/security-booklet.pdf
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https://www.ufsm.br/app/uploads/sites/413/2018/11/16_higiene_ocupacional_3.pdf
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https://www.sbd.org.br/doencas/dermatite-de-contato/
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