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SISTEMA URINÁRIO
Profa. Dra. Maria Talita Soares Frade
maria.frade@ufca.edu.br
UNIVERSIDADE FEDERAL DO CARIRI - UFCA
CENTRO DE CIÊNCIAS AGRÁRIAS E DA BIODIVERSIDADE - CCAB
CURSO DE MEDICINA VETERINÁRIA
Histologia Veterinária
2024
Crato - CE
mailto:Maria.frade@ufca.edu.br
SISTEMA URINÁRIO
 O sistema urinário é composto por dois rins, dois
ureteres, uma bexiga e uma uretra.
Introdução
A urina é produzida nos rins, passa
pelos ureteres até a bexiga, onde é
armazenada, e é lançada ao
exterior por meio da uretra.
Trato urinário superior: rins; 
Trato urinário inferior: ureteres, bexiga e uretra.
SISTEMA URINÁRIO
 Funções:
 Formar a urina;
 Filtração do sangue;
 Reabsorção da água e dos solutos filtrados;
 Secreção de eletrólitos.
 Manter a integridade fisiológica do volume e dos
constituintes do líquido extracelular.
 Eliminar substâncias tóxicas;
 Manter o equilíbrio de eletrólitos;
 Excreção de substâncias exógenas - medicações;
 Produção de hormônios.
Introdução
http://pt.wikipedia.org/w/index.php?title=Ex%C3%B3gena&action=edit
http://pt.wikipedia.org/wiki/Horm%C3%B4nios
SISTEMA URINÁRIO
 Funções endócrinas
 Síntese de eritropoetina: produção pelas células
intersticiais ou endoteliais dos capilares peritubulares:
O2 => Eritropoiese pela medula óssea (hemácias).
 Regulam a pressão sanguínea: da síntese de Renina -
Sistema Renina-Angiotensina-Aldosterona.
Introdução
SISTEMA URINÁRIO
 Funções endócrinas:
 Ativam 1,25 diidroxicolecalciferol (deravido da
vitamina D) – etapa final de transformação da forma
inativa da vitamina D, na forma ativa => importante na
absorção de cálcio intestinal.
 metabolismo ósseo/regula a concentração de Ca e P.
Introdução
RIM – ORGANIZAÇÃO GERAL
 Em todas as espécies, os dois rins estão situados
em uma posição retroperitonial, encostados contra
os músculos lombares ou suspensos desde a
porção dorsal do abdômen.
 Em geral, o rim direito está ligeiramente mais
cranial do que o esquerdo.
 A artéria e a veia renais, vasos linfáticos, nervos e
ureter passam através do hilo.
Introdução
RIM – ORGANIZAÇÃO GERAL
 A superfície do rim está coberta por uma cápsula
fibrosa, a qual se compõe basicamente de fibras de
colágeno, mas que também pode conter músculo
liso e vasos sanguíneos;
 A superfície externa pode ser simples (lisa) ou
multilobada;
 Parênquima é constituído por:
 Zona cortical (Córtex);
 Zona medular (Medula).
Introdução
Nos bovinos os rins são alongados e com superfície
marcada por sulcos, que delimitam os lobos renais.
RIM – ORGANIZAÇÃO GERAL
Variação morfológica entre as espécies
Forma de grão de feijão: Cão, gato e pequenos ruminantes.
GatoCão
Equinos – achatados e cordiformes.
Suíno - achatados
RIM – ORGANIZAÇÃO GERAL
CaprinoCão
Variação morfológica entre as espécies
RIM – ORGANIZAÇÃO GERAL
Classificados em unipiramidal e multipiramidal
 Superfície externa e interna
 Rim liso unipiramidal
 Rim liso multipiramidal
 Rim lobado multipiramidal
Cães, pequenos ruminantes, equinos
Suínos
Bovinos, mamíferos aquáticos
RIM – CÓRTEX E MEDULA
 Uma secção longitudinal ou transversal ao longo do rim
revela o parênquima, que está dividido entre o córtex, a
parte externa vermelho-escura, e a medula, a parte interna
de cor mais clara.
Córtex
Medula
RIM – CÓRTEX E MEDULA
RIM – CÓRTEX RENAL
 As estruturas no interior do córtex renal estão dispostas em
raios medulares e labirinto cortical;
 Labirinto cortical - possui perfis irregulares de túbulos
contornados que incluem o túbulo contornado proximal, o
túbulo contornado distal e o segmento conector, além de
corpúsculos renais, ramo ascendente grosso distal;
 Raios medulares - contêm os ductos coletores corticais,
ramos ascendentes grossos corticais da alça de Henle, e o
túbulo reto proximal (corresponde ao ramo descendente
grosso da Alça de Henle)
RIM – MEDULA RENAL
 MEDULAR EXTERNA E INTERNA;
 Medular externa - localizada profundamente ao córtex; os vasos
sanguíneos arciformes assinalam o limite entre o córtex e a
medula externa;
 A medula externa está subdividida em faixas externa e interna.
 A faixa externa é a região mais externa da medula externa e contém
túbulos retos proximais, ramos ascendentes grossos e ductos
coletores.
 A faixa interna é a parte interna da medula externa. Contém os
ductos coletores, os ramos ascendentes grossos e os ramos
descendentes finos da alça de Henle.
 Essa faixa não contém túbulos proximais; a transição dos túbulos retos
proximais para os ramos descendentes finos da alça de Henle assinala o
limite entre as faixas externa e interna.
RIM – MEDULA RENAL
 MEDULAR EXTERNA E INTERNA;
 Medular interna - está localizada profundamente à medula externa.
 As transições entre os ramos finos e os ramos ascendentes
grossos da alça de Henle assinalam o limite entre as medulas
interna e externa.
 Contém ductos coletores e ramos finos descendentes e
ascendentes da alça de Henle, além de capilares e linfáticos.
 Macroscopicamente, a medula interna pode ser subdividida em
base e papila ou crista renal (pirâmides renais).
 A base fica adjacente à medula externa. A papila (ou crista renal) é
a parte terminal da medula interna que se estende até a pelve renal
ou cálices renais.
RIM – NÉFRON
 Tradicionalmente, o néfron é considerado como a unidade
estrutural e funcional do rim e abrange o glomérulo e todos
os segmentos de túbulos renais através do segmento
conector.
 O número de néfrons varia entre as espécies.
 Cães têm aproximadamente 400.000 néfrons por rim;
 Gatos possuem cerca de 200.000.
 Em carnívoros e suínos, espécies nas quais os filhotes
recém-nascidos são razoavelmente imaturos, a formação
dos néfrons poderá ter continuidade por diversas semanas
após o nascimento. Depois de alcançada a maturidade renal,
não ocorrerá formação de novos néfrons.
Unidade funcional: Túbulo urinífero, composto pelo néfron e pelo
túbulo coletor.
Cada néfron é constituído pelo corpúsculo renal e um longo
túbulo diferenciado em vários segmentos sucessivos:
- Túbulo proximal;
- Alça de Henle;
- Túbulo distal.
RIM – ORGANIZAÇÃO GERAL
RIM - UNIDADE FUNCIONAL
I. Néfron
A. Corpúsculo renal
1. Glomérulo
a. Capilares glomerulares
b. Mesângio
2. Cápsula glomerular (cápsula de Bowman)
a. Camada visceral da cápsula de Bowman
b. Camada parietal da cápsula de Bowman
B. Túbulo proximal
1. Túbulo contorcido/contornado proximal
2. Túbulo reto proximal (Ramo descend. grosso da Alça de Henle)
C. Ramos finos (delgados) da alça de Henle
1. Parte descendente
2. Parte ascendente
D. Ramo ascendente grosso (espesso) da alça de Henle
E. Túbulo contorcido/contornado distal
F. Segmento conector/Túbulo coletor
RIM – MEDULA RENAL
II. Ducto coletor
A. Túbulo coletor inicial
B. Partes retas
1. Ducto coletor cortical
2. Ducto coletor medular externo
3. Ducto coletor medular interno
RIM – CÓRPÚSCULO RENAL
 O corpúsculo renal é formado pelo tufo de capilares
glomerulares, mesângio e cápsula glomerular, a qual
também é conhecida como cápsula de Bowman;
 O corpúsculo renal é esférico e varia quanto ao tamanho
entre as espécies;
 Vasos sanguíneos entram e saem do glomérulo no polo
vascular. O polo urinário se situa em posição oposta ao polo
vascular, onde a cápsula glomerular se abre para o túbulo
contornado proximal.
Corpúsculo renal
Corpúsculo Renal
 Cápsula de Bowmann
 Visceral
 Parietal
 Glomérulo
Néfron 
Espaço capsular ou espaço
de Bowman ou espaço
urinário: Pré-urina
Polo vascular
Polo Urinário
O espaço capsular é contínuo com lúmen do túbulo
contorcido proximal no polo urinário.
Corpúsculo renal
Corpúsculo renal: Glomérulo, que se
constitui de um tufo de capilares
ramificados e anastomosados, com uma
região central denominada mesângio,
envoltos pela cápsula de Bowman.
Polo vascular: entrada e
saída das arteríolas
glomerulares: penetra a
arteríola aferente e sai a
arteríolaeferente.
Polo urinário:
origina-se túbulo
contorcido
proximal.
RIM – CÓRPÚSCULO RENAL
 Capilares glomerulares
 O tufo capilar glomerular (ou rede glomerular) é uma rede de
capilares ramificantes e anastomosantes.
 Esses capilares são revestidos por uma camada extremamente
fina de endotélio fenestrado;
 O diâmetro das fenestrações endoteliais (ou poros) varia de 50 a
150 nm;
 Sem diafragma nos poros.
 O sangue entra pela arteríola aferente e deixa a estrutura por meio
da arteríola eferente no polo vascular.
RIM – CORPÚSCULO RENAL
 Mesângio
 O mesângio é uma estrutura interposta entre os capilares
glomerulares que forma o centro do glomérulo e é composto
de células mesangiais imersas em uma matriz mesangial
(acelular).
 As células mesangiais são células especializadas possuem
processos celulares irregulares e alongados, contêm feixes
de microfilamentos formados por proteínas contráteis.
 Funções: fagocitose, produção da matriz mesangial, suporte e
manutenção da coesão das alças capilares e regulação do fluxo
sanguíneo glomerular por meio da regulação da resistência
capilar/atividade contrátil.
Células Mesangiais
 Funções: Regulação do fluxo sanguíneo glomerular 
por meio da regulação da resistência 
capilar/atividade contrátil.
 Receptores
 Angiotensina II
 Reduz o fluxo sanguíneo
 Natriurético
 Aumenta o fluxo sanguíneo
 Produz
 Endotelina
 Contração da musculatura lisa das arteríolas
RIM – CORPÚSCULO RENAL
RIM – CÓRPÚSCULO RENAL
 Cápsula de Bowman
 A cápsula glomerular (cápsula de Bowman) circunda o glomérulo;
 Apresenta dois folhetos ou camadas:
 Camada parietal, que forma a camada externa, formado por
epitélio pavimentoso simples;
 Não entra em contato com o glomérulo, representa o epitélio parietal;
 É contínuo com o epitélio simples cúbico do túbulo contornado/contorcido
proximal
 Camada visceral que reveste o glomérulo, formado por células
epiteliais denominadas podócitos, reforçado por uma lâmina basal;
 O espaço entre as camadas visceral e parietal é o espaço capsular
ou espaço urinário (espaço de Bowman).
RIM – CÓRPÚSCULO RENAL
 Cápsula de Bowman – Camada parietal
 O epitélio parietal é uma camada de epitélio simples
pavimentoso que reveste a cápsula;
 Há uma transição abrupta no polo urinário para o epitélio cuboide do
túbulo proximal.
RIM – CÓRPÚSCULO RENAL
 Cápsula de Bowman – Camada visceral
 As células epiteliais viscerais, ou podócitos, revestem a
superfície externa dos capilares glomerulares;
 O corpo da célula epitelial visceral contém o núcleo e é
origem de diversos processos primários de grandes
dimensões dos quais emanam processos secundários e
terciários menores;
 Os menores desses processos são denominados processos
podálicos ou pedicelos;
 Os processos podálicos secundários e terciários de uma célula
fazem interdigitação com os processos de células adjacentes.
Os espaços estreitos (25 a 60 nm) entre os processos podálicos
são denominados fendas de filtração, as quais são fechadas
pelo diafragma da fenda.
RIM – CÓRPÚSCULO RENAL
RIM – CÓRPÚSCULO RENAL
A membrana basal glomerular
(MBG) separa as células endoteliais
em sua superfície interna das
células epiteliais viscerais, ou
podócitos, que revestem sua
superfície externa
Capilares glomerulares
 A MBG consiste em três camadas:
 Lâmina rara interna, a camada adjacente ao endotélio;
 Lâmina rara externa, a camada adjacente aos podócitos;
 Lâmina densa, a camada entre as lâminas raras.
•Lâmina rara externa 
(fibronectina)
•Lâmina densa (Colágeno IV, 
laminina)
•Lâmina rara interna
(fibronectina)
Membrana basal glomerular:
O col IV + laminina = barreira física
Filtro de macromoléculas
Filtração do plasma sanguíneo:
Fenda de filtração, o diafragma de
filtração dos podócitos, a
membrana basal e os poros do
endotélio
RIM – CORPÚSCULO RENAL
• Barreira de filtração glomerular
- células endoteliais fenestradas do
capilar glomerular, lâmina basal de ambos
(membrana basal) e podócitos.
•Pedicelos separados por lacunas: fendas
de filtração.
RIM – CÓRPÚSCULO RENAL
RIM – CÓRPÚSCULO RENAL
Barreira de filtração do rim
RIM – TÚBULO PROXIMAL
 Túbulo proximal
 O túbulo proximal se inicia no polo urinário do corpúsculo
renal;
 O túbulo proximal é, por uma margem considerável, o mais
longo segmento tubular cortical;
 A primeira parte do túbulo proximal é denominada túbulo
contornado ou contorcido proximal (TCP), porque se torce e
vira no labirinto cortical até entrar no raio medular, onde se
transforma no túbulo reto proximal (TRP), mais comumente
chamado de ramo descendente grosso da Alça de Henle;
 Em gatos, as células do TCP possuem numerosas gotículas
lipídicas.
Túbulo Contorcido Proximal
 Epitélio cubóide ou colunar baixo;
 Microvilosidades
 Lúmen amplo, porém em preparados
histológicos aparecem com o lúmen
reduzido.
 No TCP inicia-se processo de
reabsorção do filtrado glomerular:
glicose, aminoácidos, e mais de 70% de
H2O, bicarbonato e cloreto de sódio
(NaCl), íons cálcio e fosfato;
 Reabsorvidos por proteínas transportadoras,
por transporte ativo, através das células do
túbulo para o interstício renal.
 Excreção
 Creatinina – secreção tubular (processo
ativo), retirando do plasma intersticial do
rim.
Túbulo Contorcido Proximal
- A superfície apical: borda em escova - microvilosidades.
- As microvilosidades e interdigitações de processos laterais e
basais da membrana plasmática basolateral aumentam
significativamente a área de superfície da célula; permitindo altos
índices de transporte transepitelial que ocorrem nesse segmento.
- O mais longo segmento tubular
cortical;
- As interdigitações laterais com as
células adjacentes, dificulta a
observação do limite citoplasmático
dessas células histologicamente.
ALÇA DE HENLE
 É uma estrutura em forma de U, que consiste em um
segmento delgado interposto a dois segmentos espessos,
formando quatro segmentos tubulares:
 Ramo descendente grosso, agora
mais comumente referido como
túbulo reto proximal;
 O RDG ou TRP se estende em
direção à medula externa e,
tipicamente, faz uma transição
abrupta para o epitélio pavimentoso
simples do ramo descendente fino;
 Ramo descendente fino;
 Ramo ascendente fino, que está
presente em néfrons de alça longa;
 Ramo ascendente grosso, que às
vezes é chamado de túbulo reto
distal.
 Descendente
 Permeável H2O
 Ascendente
 Impermeável H2O
 Excreta NaCl
Alça de Henle
 Segmentos
 Espesso/Grosso
 Células cubóides simples
 Delgado/Fino
 Células pavimentosas
Néfron 
Alça de Henle
Néfron 
TÚBULO CONTORCIDO DISTAL
 A parte espessa da alça de Henle penetra na região cortical e, após
curto trajeto, torna-se tortuosa e passa a se chamar túbulo
contorcido distal, revestido por epitélio simples cúbico.
 Absorção: Sódio (Na);
 Excreção: Potássio (K), Hidrogênio (H)
e amônia.
 Propriedade importante dos túbulos
distais: segmento que se aproxima do
corpúsculo renal do mesmo néfron
sofre modificação na parede, as
células se tornam cilíndricas, altas e
com núcleos alongados próximos um
dos outros, formando uma estrutura
chamada mácula densa.
Mácula 
densa
TÚBULO CONTORCIDO DISTAL: 
Mácula densa
A mácula densa é sensível ao conteúdo iônico e ao volume de água no fluido
tubular, produzindo moléculas sinalizadoras que promovem a liberação de
enzima renina.
APARELHO JUSTAGLOMERULAR
 Regula a velocidade do fluxo e a pressão de perfusão em
glomérulos individuais, mas também contribui para a regulação da
pressão sanguínea sistêmica.
 Células justaglomerulares: células
musculares modificadas situadas
predominantemente na arteríola aferente,
próximo ao corpúsculo renal;
 Citoplasma com grânulos de secreção que
participa da regulação da pressão
sanguínea: enzima renina.
 Mácula densa: estrutura modificada do
túbulo contorcido distal, próximo ao às
células justaglomerulares, formando com
elas o conjunto, aparelhojustaglomerular.
 Modula a secreção de renina depois de
detectar o teor de NaCl na urina.
 Também fazem parte, células mesangiais
extraglomerulares, com função pouco
conhecida.
Sistema renina-angiotensina-aldosterona
 Esse sistema é um componente importante do sistema de
retroalimentação tubuloglomerular, essencial para
manutenção da pressão arterial sistêmica quando ocorre
redução do volume vascular.
 Em que situações é estimuladas a secreção de
renina?
 As células justaglomerulares liberam renina em
resposta à :
 Reduzida pressão de perfusão renal (hipotensão);
 Depleção do compartimento do líquido extracelular
(hipovolemia)
 Estimulação nervosa simpática;
 Sinalização proveniente da mácula densa (redução da
concentração de Na+ na mácula densa).
Sistema renina-angiotensina-aldosterona
Sistema renina-angiotensina-aldosterona
 Formado pelos componentes:
 Angiotensinogênio, proteína circulante no plasma produzida
pelo fígado;
 Renina, enzima proteolítica produzida pelas células
justaglomerulares, que converte o angiotensinogênio em
angiotensina I;
 Enzima conversora da angiotensina (ECA), produto das
células endoteliais pulmonares e renais, que converte
angiotensina I em angiotensina II.
Sistema renina-angiotensina-aldosterona
 Funções da angiotensina II:
 Estimula a produção de aldosterona pelo córtex da adrenal;
 Reduz a excreção de NaCl estimulando a reabsorção pelo ramo
ascendente espesso da alça de Henle e pelo TCD e pelo túbulo
coletor;
 Causa vasoconstrição, que aumenta a pressão arterial;
 Intensifica a reabsorção de NaCl pelo TCP do néfron;
 Estimula a neuro-hipófise liberar hormônio antidiurético (ADH).
 Reabsorção de água no túbulo coletor aumenta.
Túbulo Contorcido Distal 
# 
Túbulo Contorcido Proximal
TÚBULOS E DUCTOS COLETORES
 O conteúdo dos túbulos distais passa para os túbulos coletores,
que desembocam em tubos mais calibrosos, os ductos coletores,
que se dirigem para as papilas renais. Essas estruturas seguem
um trajeto retilíneo.
 Os ductos coletores mais delgados
são revestidos por epitélio cúbico;
 À medida que se fundem ou se
aproximam das papilas, suas células
tornam-se mais altas, até se
transformarem em cilíndricas.
 Ductos coletores da medula, sob a
influência do hormônio antidiurético
(ADH), retém H2O, concentrando a
urina.
TÚBULOS E DUCTOS COLETORES
 São referidas dois tipos celulares nessas estruturas: células
principais e células intercaladas. São importantes
reguladoras do equilíbrio ácido-básico.
 Células principais:
 Reabsorvem sódio e água e
secretam potássio;
 Células intercaladas:
 Secretam bicarbonato e reabsorvem
potássio.
Ductos Coletores
Interstício renal
 O espaço entre os componentes do néfron, vasos sanguíneos e
linfáticos se chama interstício renal;
 Contém pequena quantidade de tecido conjuntivo, com
fibroblastos, algumas fibras colágenas e, principalmente na
medular, uma substância fundamental muito hidratada rica em
proteoglicanos;
 Também são encontradas no interstício, células secretoras
chamadas de células intersticiais: participam da produção de
prostaglandinas, prostaciclinas e 85% da eritropoetina do
organismo.
 Doenças renais podem levar a anemia, pela deficiência na produção
de eritropoetina.
Vias urinárias
 As vias urinárias abrangem: Cálices (grandes ruminantes e suínos);
Pelve renal (equinos, carnívoros, pequenos ruminantes e suínos);
Ureteres; Bexiga; e Uretra.
 Essas estruturas possuem organização histológica similar:
 Camada mucosa: Epitélio de transição (urotélio) com até oito células
de profundidade + uma camada de tecido conjuntivo que varia de
frouxo a denso não modelado subjacente (própria-submucosa)
 Em algumas espécies pode ser observada a camada submucosa.
 Camada muscular: Músculo liso formando camadas longitudinal
interna, circular intermediária e longitudinal externa;
 Camada adventícia de tecido conjuntivo frouxo ou uma camada
serosa de mesotélio e tecido conjuntivo quando estiver presente um
revestimento peritonial visceral. As variações desse padrão geral
são:
Pelve renal: em cavalos,
apresenta glândulas mucosas
(glândulas tubuloalveolares
ramificadas simples) na mucosa
contribuem para a natureza
viscosa/filamentosa da urina
equina.
Vias urinárias
Ureter
 Possui lúmen estreito, conduz a urina
formada nos rins até a bexiga;
 Organização histológica:
 Camada mucosa formada por epitélio
de transição e por uma lâmina própria
de tecido conjuntivo frouxo;
 Camada muscular: feixes de fibras
musculares lisas, longitudinal interna e
uma circular externa. Na porção
inferior, aparece uma longitudinal
externa.
 Adventícia: Tecido conjuntivo
O ureter atravessa a bexiga
obliquamente, de modo que se
forma uma válvula que impede o
refluxo de urina. A parte do ureter
inserida na parede da bexiga
mostra apenas o músculo
longitudinal.
Em cavalos, estão presentes glândulas
mucosas no ureter proximal.
Bexiga
 A bexiga armazena a urina formada pelos rins por algum tempo e a
conduz ao exterior pelas vias urinárias.
 A mucosa é formada por epitélio de transição e por uma lâmina
própria de tecido conjuntivo que varia de frouxo a denso não
modelado.
 Em cavalos, ruminantes, cães e suínos, observa-se músculo liso
formando uma lâmina (muscular da mucosa). A lâmina muscular
divide a camada de tecido conjuntivo frouxo em uma lâmina própria
interna e uma submucosa externa. Está ausente em gatos.
 Camada muscular de feixes de fibras musculares lisas em três
subcamadas.
 Essas camadas são mal definidas, havendo camadas longitudinais
externa e interna e uma circular intermediária.
 A adventícia, de tecido conjuntivo;
 Na parte superior da bexiga, há o revestimento por mesotélio
(peritônio visceral).
Bexiga
Uretra
 É um tubo que transporta a urina da
bexiga para o exterior no ato da
micção.
 Organização histológica:
 Camada mucosa formada
predominantemente por epitélio de
transição e por uma lâmina própria ou
lâmina própria-submucosa de tecido
conjuntivo frouxo;
 Camada muscular de músculo liso;
 Adventícia: Tecido conjuntivo que varia
de frouxo a denso não modelado.
Apenas o gato possui a própria
submucosa. Demais espécies
domésticas a submucosa é
distinguida da mucosa pela
lâmina muscular da mucosa.
 Predomínio de epitélio transição
na mucosa:
 Prostática:
 Desde a bexiga urinária até a
borda caudal do corpo da
próstata;
 Pélvica
 Inicia-se caudal a prostática e
termina onde a uretra ingressa
no bulbo peniano,
 Peniana
 Tem continuidade até a abertura
uretral.
• Epitélio de transição, que
muda para estratificado
pavimentoso na proximidade
do oríficio uretral.
• Próximo a sua abertura no
exterior, contém um esfíncter de
músculo estriado, o esfíncter
externo da uretra.
Uretra do 
macho
Uretra da 
fêmea
Obrigada!

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