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21/05/2024 1 Prof. Guilherme M. Gelfuso Disciplina de Farmacotécnica Curso Noturno | 1º/2024 EMULSÕES 1 Sistemas dispersos Tipo de dispersão Tamanho partículas dispersas Sistemas Moleculares 1 µm Suspensões, Emulsões + Fármaco Veículo líquido 2 EMULSÕES Definição Sistema heterogêneo formado por duas fases líquidas imiscíveis, em que uma fase dispersa está distribuída em um veículo (fase dispersante) na forma de gotículas 3 21/05/2024 2 Composição o Fase dispersa (interna) o Fase dispersante (externa) o Agente emulsificante Sistema termodinamicamente instável Gotículas de 1 a 100 µm de diâmetro EMULSÕES 4 § Fácil absorção § Fármacos lipo e hidrossolúveis na mesma preparação § Melhor estabilidade do fármaco (oxidação, hidrólise) § Boa aceitabilidade § Proteção da pele (fármacos irritantes) § Ação hidratante § Viscosidade, aparência, grau de oleosidade adequados para uso tópico Vantagens EMULSÕES 5 Classificação Quanto às fases O/AA/O A/O/AO/A/O EMULSÕES 6 21/05/2024 3 INTERNO EXTERNO - Oral - Parenteral - Produtos dermatológicos - Produtos cosméticos Classificação Quanto ao uso EMULSÕES 7 o Cremes: 5000 a 20000 cP o Loções cremosas: 2000 a 5000 cP o Leites: 1000 a 2000 cP Classificação Quanto à consistência EMULSÕES 8 Teorias da emulsificação Tensão interfacial Cunha Orientada Película Interfacial ou Plástica EMULSÕES 9 21/05/2024 4 Força que faz líquidos imiscíveis resistirem à fragmentação em pequenas gotículas Tensão Superficial Tensão Interfacial Teorias da emulsificação Tensão interfacial EMULSÕES 10 Teorias da emulsificação Tensão interfacial Cunha Orientada Película Interfacial ou Plástica EMULSÕES 11 Pressupõe camadas monomoleculares do agente emulsificante em torno de uma gotícula da fase interna da emulsão Agentes emulsificantes: § Parte hidrófoba/parte hidrófila § Reduzem tensão interfacial entre dois líquidos imiscíveis § Reduzem forças de repulsão entre as fases § Diminuem atração de cada fase por suas próprias moléculas Teorias da emulsificação Cunha orientada EMULSÕES 12 21/05/2024 5 Teorias da emulsificação Tensão interfacial Cunha Orientada Película Interfacial ou Plástica EMULSÕES 13 Agente emulsivo orienta-se na interface óleo/água circundando a gotícula da fase interna da emulsão como uma fina película adsorvida na superfície Teorias da emulsificação Película Interfacial EMULSÕES 14 Componentes das emulsões Agente emulsificante Fase oleosa Fase aquosaHidrocarbonetos Álcoois/ ácidos/ ésteres graxos Triglicerídeos Derivados de lanolina Silicones Água purificada Umectantes Conservantes EMULSÕES 15 21/05/2024 6 EMULSÕES Agentes emulsificantes o Compatíveis com outros componentes da formulação o Não interferir na estabilidade ou eficácia do ativo o Estáveis o Atóxicos o Sem odor, sabor ou cores fortes o Capazes de produzir emulsificação e manter a estabilidade 16 TIPOS DE EMULSIFICANTES EXEMPLOS A base de carboidratos Goma arábica, adraganta, ágar, pectina e celulose microcristalina Substâncias proteicas Gelatina, gema de ovo, caseína Álcoois de alta massa molecular Álcool estearílico e cetílico, monoestearato de glicerila e colesterol (uso externo, A/O) Tensoativos Aniônicos, catiônicos, anfotéricos e não- iônicos Sólidos finamente divididos Argilas coloidais: benitonite, hidróxido de alumínio e magnésio EMULSÕES Agentes emulsificantes 17 - - -- - - -+ + ++ + + ++ § Uso externo, certa toxicidade § Incompatíveis com cátions § Baixo custo § Alto poder espumante e detergente Sabões monovalentes, polivalentes e orgânicos - Estearato de sódio (C17H35COO -Na+) - Ácido oléico + hidróxido de cálcio - Oleato de trietanolamina Sulfonatos (ROSO3-M+) - Lauril sulfato de sódio [CH3(CH2) 10CH2OSO3-]Na+ EMULSÕES Agentes emulsificantes Tensoativos Aniônicos 18 21/05/2024 7 § Uso externo, certa toxicidade § Bactericida § Desinfetante § Conservante § Anti-estático § pH 3,0 – 7,0 Sais de amônio quaternário - Cloreto de benzalcônio - Cloreto de cetilpiridíneo - Cetrimide (brometo de cetil trimetilamônio) EMULSÕES Agentes emulsificantes Tensoativos Catiônicos 19 § Uso interno e externo § Menos tóxicos § Menos sensíveis a variações de pH § Menos sensíveis a presença de eletrólitos § Mais caros Ésteres de sorbitano (Spans) - Esterificação de grupos -OH do sorbitano Ésteres de polioxietileno sorbitano (Tweens) - Polissorbatos EMULSÕES Agentes emulsificantes Tensoativos Não-Iônicos 20 § Álcool cetoestearílico + cetomacrogol (éter de polioxietileno monohexadecílico) § Álcool cetoestearílico + monoestearato de sorbitano polioxietileno 20 (Polawax®) § Álcool cetoestearílico + seu derivado etoxilado (Crodabase®CR2, Paramul ®J) § Álcool cetoestearílico + lauril dodecil sulfato de sódio (Lanete® N) § Álcool cetílico + Tween 80 EMULSÕES Agentes emulsificantes Ceras Autoemulsionantes 21 21/05/2024 8 Determinação do tipo de emulsão Miscibilidade Coloração de fases Condutividade do sistema Solubilidade do agente emulsivo Avaliação macroscópica Avaliação microscópica EMULSÕES 22 Solubilidade do agente emulsivo (Regra de Bancroft, 1913) Sistema EHL (Griffin, 1948) Agente solubilizantes………………….......15 - 18 Detergentes ………………….....................13 - 18 Agentes emulsivos O/A………………….…08 - 16 Agentes molhantes ………………...…...... 07 - 09 Agentes emulsivos A/O ………………...... 03 - 06 Agentes espumantes.…………………...... 02 - 03 EMULSÕES 23 Formulação de emulsões pelo método EHL Valores de EHL para alguns agentes emulsivos Monooleato de sorbitano……………4,3 Monoestearato de sorbitano………..4,7 Monolaurato de sorbitano………..…8,6 Polissorbato 60……………………..14,9 Polissorbato 80 …………………….15,0 Polissorbato 20 …………………….16,7 Valores de EHL para alguns óleos e cera A/O O/A Cera de abelha 5 12 Álcool cetílico - 15 Parafina líquida 4 12 Lanolina 8 10 EMULSÕES 24 21/05/2024 9 Parafina líquida………………..35% Lanolina…………………..……...1% Álcool cetílico…………………..1% Sistema emulsificante.………..5% Água………….........qsp……..100% FO = 37% da emulsão Parafina líquida: 94,6% da FO Lanolina: 2,7% da FO Álcool cetílico: 2,7% da FO Parafina líquida: 94,6% x 12 = 11,35 Lanolina: 2,7% x 10 = 0,27 Álcool cetílico: 2,7% x 15 = 0,40 EHL requerido pela FO = ~12 EMULSÕES 25 EHLmist = x EHLA + (100 - x) EHLB 100 § EHLmist = valor de EHL da mistura desejada § EHLA = valor de EHL do emulsificante lipofílico § EHLB = valor de EHL do emulsificante hidrofílico § x = porcentagem do emulsificante lipofílico § (100 – x) = porcentagem do emulsificante hidrofílico EMULSÕES Formulação de emulsões pelo método EHL 26 o Inertes, conferem viscosidade ao creme sem adição de substâncias graxas (Emulgéis ou Géis-creme) o Gomas vegetais: goma adraganta, alginato de sódio, caseína, pectina, amido o Derivados celulósicos: metilcelulose (MC), carboximetilcelulose (CMC), hidroxietilcelulose (HEC, Natrosol®) o Polímeros sintéticos de elevado peso molecular: poliacrilatos (Carbopol®), polivinilpirrolidona, álcool polivinílico o Espessantes inorgânicos: silicato coloidal de alumínio e magnésio (Veegum), silicato hidratado de magnésio e alumínio (Caulin) Espessantes hidrofílicos EMULSÕES 27 21/05/2024 10 Reduzem a perda de água pela formulação Umectantes EMULSÕES Concentração de uso: 2 a 5% Propilenoglicol, glicerina, sorbitol 28 o Largo espectro o Bactericida o Atóxico e não-irritante o Baixo coeficiente de partição O/A o Compatível com os componentes o Estabilidade e efetividade ampla faixa de pHs o Sem cor e odor o Manter atividade MESMO na presença de no elevado de micro-organismos Conservantes EMULSÕES 29 Antioxidantes § Aprovados no país § Compatível com as fases § Alto coeficiente de partição O/A § Solubilização no emulsificante § Cuidado com adsorção na embalagem § Concentração de uso de 0,001 a 0,1% §Testes de eficácia e toxicidade são requeridos EMULSÕES 30 21/05/2024 11 Antioxidantes verdadeiros: reagem com radicais livres Hidroxianisol butilado (BHA), hidroxitolueno butilado (BHT), ácido norhidroguaiarético (NDGA), tocoferóis Agentes redutores: ácido ascórbico, sais de potássio e sódio do ácido sulfuroso, metabissulfito de sódio Antioxidantes sinérgicos: ácido cítrico, ácido tartárico, EDTA EMULSÕES Antioxidantes 31 o Sistema estável: glóbulos retêm sua característica inicial e continuam uniformemente distribuídos ao longo da fase contínua o Emulsão instável: Estabilidade física EMULSÕES 32 Lei de Stokes: § Tamanho das gotículas (r) § Diferença densidade entre as fases (rp – rf) § Viscosidade da fase externa (h) Estabilidade física EMULSÕES 33 21/05/2024 12 Contaminação microbiana Adição de químicos incompatíveis Mudança de temperatura § Emulsificantes com carga oposta § Íons grandes com carga oposta ao emulsificante § Adição de sais eletrólitos Perda de estabilidade EMULSÕES § Desidratação de tensoativos § Desnaturação de agentes emulsificantes proteicos 34 Avaliação da estabilidade o Exame macroscópico Proveta o Exame microscópico Tamanho e no de glóbulos o Alteração na viscosidade o Centrifugação (2000 a 3000 rpm) EMULSÕES 35 Gral de porcelana e pistilo Homogeneização em béquer com bastão de vidroMisturador mecânico Liquidificador ou homogeinizador manual Ultrassom EMULSÕES Preparo de emulsões 36 21/05/2024 13 EMULSÕES Produção em pequena escala 37 Batedeiras planetárias Produção em larga escala EMULSÕES Moinho coloidal Etapa de refinamento Grandes tanques misturadores 38 Produção em larga escala EMULSÕES Misturador 39 21/05/2024 14 Bibliografia oANSEL, H.C.; POPOVICH, N.G.; ALLEN JR., L.V. Formas farmacêuticas e sistemas de liberação de fármacos. 8ª ed. São Paulo: Premier, 2007. oAULTON, M.E. Delineamento de formas farmacêuticas. 2ª ed. Porto Alegre: Artmed, 2005. 40