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Módulo 02 – Aposentadoria Programáveis Tema 01: Aposentadoria por idade urbana O que a doutrina entende? A aposentadoria por idade, criada pela Lei Orgânica da Previdência Social – Lei n. 3.807/1960 – e mantida pela EC n. 103/2019, era devida ao segurado que, cumprida a carência exigida, completasse 65 anos de idade, se homem, ou 60 anos de idade, se mulher. A partir da vigência da EC n. 103/2019, a idade do homem permaneceu em 65 anos, mas a da mulher foi elevada para 62 anos. A denominação “aposentadoria por idade” surgiu com a Lei n. 8.213/1991, conforme se observa do comentário de Sergio Pinto Martins: “No sistema anterior falava-se em aposentadoria por velhice. A expressão aposentadoria por idade surge com a Lei n. 8.213. A denominação utilizada atualmente é mais correta, pois o fato de a pessoa ter 60 ou 65 anos não quer dizer que seja velha. Há pessoas com essa idade que têm aparência de dez, vinte anos mais moça, além do que, a expectativa de vida das pessoas hoje tem atingido muito mais de 60 anos. Daí porque se falar em aposentadoria por idade, quando a pessoa atinge a idade especificada na lei”. No que diz respeito à comprovação dos requisitos para obtenção da aposentadoria por idade urbana, a jurisprudência é assente no sentido de que a idade e a carência não necessitam ser preenchidas simultaneamente. Nesse sentido: TNU, PEDILEF 200872650011307, Juiz Federal Paulo Ricardo Arena Filho, DOU de 30.8.2011; STJ, REsp 1412566/RS, 2ª Turma, Relator Ministro Mauro Campbell Marques, DJe 2.4.2014). O mesmo vale para o direito da pensionista do falecido segurado que já havia implementado os requisitos para a aposentadoria por idade, a saber: idade e carência, ainda que não de forma simultânea. Vejamos: AGRAVO INTERNO. PENSÃO POR MORTE. CUMPRIMENTO DOS REQUISITOS PARA APOSENTADORIA POR IDADE ANTES DO ÓBITO DO SEGURADO. DESNECESSIDADE DA IMPLEMENTAÇÃO SIMULTÂNEA. PRECEDENTES. 1. Desnecessária a implementação simultânea dos requisitos para aposentadoria por idade. 2. O preenchimento dos requisitos para aposentadoria por idade, antes do óbito do segurado, torna possível a concessão de pensão por morte aos dependentes. 3. Agravo ao qual se nega provimento. (STJ. AGA 200601773314. Sexta Turma. Rel. Min. Celso Limongi – Desembargador Convocado do TJ/SP. DJe 7.6.2010). No que diz respeito à apuração dos requisitos para a concessão da aposentadoria por idade, a jurisprudência da TNU é no sentido de ser o momento em que o requisito etário é implementado ou aquele em que o requerimento administrativo é protocolizado. No caso em referência, o relator do processo, Juiz Federal Otávio Port, considerou que levar em conta a data em que a pessoa formulou o requerimento administrativo seria uma afronta ao princípio da isonomia uma vez que distinguiria, de forma indevida, duas pessoas que, embora tendo a mesma idade e o mesmo tempo de contribuição, formularam seus requerimentos administrativos em momentos distintos (Proc. 2005.72.95.01.7041-4, DJ de 13.10.2009). As regras gerais sobre a aposentadoria por idade estão disciplinadas no art. 19 da EC n. 103/2019 (regra transitória), nos arts. 48 a 51 da Lei n. 8.213/1991 e nos arts. 51 a 55 do Decreto n. 3.048/1999. 1 Carência de contribuições Houve uma alteração legislativa: a partir da Lei 8213/91, o requisito era de apenas 60 contribuições. Após a promulgação da lei, passa a ser necessária a observância de 180 meses para a concessão da aposentadoria por idade urbana. Alterações muito significativas, há regras de transições, ou seja, atenuam o reflexo das alterações para as pessoas que já pertenciam ao sistema. São os segurados que estavam muito perto de se aposentar: Regras de transição – art. 142 Lei 8213/91: 1 CASTRO, Carlos Alberto Pereira de. João Batista LAZZARI. Manual de Direito Previdenciário. Rio de Janeiro: Forense, 2020. p. 964 Art. 142. Para o segurado inscrito na Previdência Social Urbana até 24 de julho de 1991, bem como para o trabalhador e o empregador rural cobertos pela Previdência Social Rural, a carência das aposentadorias por idade, por tempo de serviço e especial obedecerá à seguinte tabela, levando-se em conta o ano em que o segurado implementou todas as condições necessárias à obtenção do benefício: (Redação dada pela Lei nº 9.032, de 1995) Exemplo: Fernanda caso preenchesse os requisitos após a publicação da lei, mas ainda em 1991 ou 1992 seriam mantidos a necessidade de 60 meses apenas. Fábio iria se aposentar com carência de 1993, precisando acrescentar mais 6 meses. São 6 meses a mais para cada ano em que o segurado preencheu o requisito para a concessão. Dúvidas Em 1998 ele não tiver a carência, não seriam 102 contribuições e apenas 90, por exemplo? Se ele não tinha, vai precisar cumprir 180? Ainda depois, se mantém 102 contribuições ou só 180? http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/L9032.htm#art3 http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/L9032.htm#art3 Essas dúvidas chegaram ao Poder Judiciário sobre o congelamento do tempo de contribuição: “Carência congelada” – Súmula 44 da TNU. Se chegou em 2006, preencheu o requisito etário, mas não tinha as contribuições, quando ela fizer as contribuições, o benefício será concedido com base na tabela da regra de transição. Súmula 44 TNU: Para efeito de aposentadoria urbana por idade, a tabela progressiva de carência prevista no art. 142 da Lei nº 8.213/91 deve ser aplicada em função do ano em que o segurado completa a idade mínima para concessão do benefício, ainda que o período de carência só seja preenchido posteriormente. A partir de 2011 não há mais carência congelada, pois são 180 meses. Importante Para prazo decadencial de 10 anos para buscar a reversão desse indeferimento, segundo a lei. ADI 6096: não existe prazo decadencial para o ato de indeferimento. Prazo prescricional de cinco anos para receber as parcelas atrasadas. Aposentadoria por idade compulsória Art. 228 IN 77/2015 Art. 228 A aposentadoria por idade pode ser requerida pela empresa, desde que o segurado tenha cumprido a carência, quando este completar setenta anos de idade, se do sexo masculino, ou 65 (sessenta e cinco), se do sexo feminino, sendo compulsória, caso em que será garantida ao empregado a indenização prevista na legislação trabalhista, considerada como data da rescisão do contrato de trabalho a imediatamente anterior à do início da aposentadoria Pode ser requirida pela empresa. 70 anos para homens e 65 para mulheres. A redação é anterior à reforma da previdência. Surgimento dessa temática: a ideia inicial era fazer que a empresa pudesse aposentar compulsoriamente e ficasse dispensada de fazer o pagamento dos encargos trabalhistas, desoneração das verbas trabalhistas. Só que essa parte foi rejeita. Houve um esvaziamento da norma, pois não há nenhum benefício prático para a empresa. Cálculo do benefício: há uma fórmula geral que é aplicada para a maioria dos benefícios: RMI = SB X COEF SB = salário de contribuição RMI é a renda mensal inicial, valor inicial do benefício, é calculado pela média salarial do salário de contribuição. A contribuição é com base em determinado valor. Exemplo: o segurado empregado contribui com base no seu salário. Se ele tiver uma remuneração de 5000 ele vai contribuir sobre 5000. O salário de contribuição é sobre o qual ele faz o recolhimento, essa base utilizada para esse recolhimento é chamada de salário de contribuição. O salário de benefício é a medida do salário de contribuição a partir do surgimento do plano real, ou seja, julho de 1994. As contribuições anteriores a esta data só não valem para o cálculo do benefício. Vai listar todas as remunerações a partir de 1994, atualizadas monetariamente.Antes da reforma (EC 103/19), essa média era calculada: todos os salários de contribuição atualizados monetariamente: Exemplo: média dos 80% salários de contribuições. Se você tem 100 salários de contribuição, vai fazer a média das 80% maiores contribuições e chega a uma média e será o salário de benefício. Esses 20% contribuições menores serão descartadas. Cada benefício tem um coeficiente diferente, no caso da aposentadoria urbana. Havia um coeficiente base dos 70% + 1% para cada grupo de 12 contribuições mensais. Importante: O cálculo não é feito com o tempo de contribuição e sim com a carência. O que entende a doutrina? Aposentadoria compulsória dos empregados públicos Os segurados do RGPS, empregados dos consórcios públicos, das empresas públicas, das sociedades de economia mista e das suas subsidiárias, segundo o disposto no art. 201, § 16, introduzido pela EC n. 103/2019, serão aposentados compulsoriamente, observado o cumprimento do tempo mínimo de contribuição, ao atingir a idade máxima de que trata o inciso II do § 1º do art. 40, na forma estabelecida em lei. Essa norma visa à unificação de regras do serviço público, uma vez que os comandos em questão já prevaleciam no âmbito dos RPPS. O inciso II do § 1º do art. 40 da CF estabelece que a aposentadoria compulsória dos agentes públicos titulares de cargos efetivos ocorre aos 70 (setenta) anos de idade, ou aos 75 (setenta e cinco) anos de idade, na forma de lei complementar. Essa aposentadoria é com proventos proporcionais ao tempo de contribuição. Por sua vez, a Lei Complementar n. 152/2015, ao dispor sobre a aposentadoria compulsória por idade no âmbito da União, dos Estados, do Distrito Federal e dos Municípios, estendeu a idade de 75 (setenta e cinco) anos para todos os agentes públicos aos quais se aplica o inciso II do § 1º do art. 40 da Constituição Federal. Do exame do novel dispositivo criado pela EC n. 103/2019, pode-se chegar às seguintes conclusões: - a aposentadoria compulsória será aos 75 (setenta e cinco) anos para os empregados públicos referidos no art. 201, § 16, da CF; - para ter direito à aposentadoria, será necessário ter cumprido o tempo mínimo de contribuição, que, no caso de segurados que ingressam no RGPS após a EC n. 103/2019, será de 20 (vinte) anos, para homens, e 15 (quinze) anos, para mulheres (na regra de transição aplica-se a carência de 15 anos para ambos os sexos); - na hipótese de o empregado público não ter cumprido o tempo mínimo de contribuição até os 75 (setenta e cinco) anos de idade, ele será desligado/afastado do cargo e não receberá aposentadoria, salvo se continuar contribuindo após essa idade de forma voluntária ou por força de outra atividade.2 Aposentadoria por Idade Urbana após a EC 103/19 Regra definitiva: Art. 201, § 7 CRFB: art. 201§ 7º É assegurada aposentadoria no regime geral de previdência social, nos termos da lei, obedecidas as seguintes 2 CASTRO, Carlos Alberto Pereira de. João Batista LAZZARI. Manual de Direito Previdenciário. Rio de Janeiro: Forense, 2020. p. 965 condições: (Redação dada pela Emenda Constitucional nº 20, de 1998) I - trinta e cinco anos de contribuição, se homem, e trinta anos de contribuição, se mulher; (Incluído dada pela Emenda Constitucional nº 20, de 1998) I - 65 (sessenta e cinco) anos de idade, se homem, e 62 (sessenta e dois) anos de idade, se mulher, observado tempo mínimo de contribuição; (Redação dada pela Emenda Constitucional nº 103, de 2019) II - sessenta e cinco anos de idade, se homem, e sessenta anos de idade, se mulher, reduzido em cinco anos o limite para os trabalhadores rurais de ambos os sexos e para os que exerçam suas atividades em regime de economia familiar, nestes incluídos o produtor rural, o garimpeiro e o pescador artesanal. (Incluído dada pela Emenda Constitucional nº 20, de 1998) II - 60 (sessenta) anos de idade, se homem, e 55 (cinquenta e cinco) anos de idade, se mulher, para os trabalhadores rurais e para os que exerçam suas atividades em regime de economia familiar, nestes incluídos o produtor rural, o garimpeiro e o pescador artesanal. (Redação dada pela Emenda Constitucional nº 103, de 2019) São três os requisitos para a aposentadoria por idade: idade, tempo de contribuição e carência. Quem começou a contribuir após a reforma. Homem: 65 anos. tempo de contribuição 20 anos. carência de 180 contribuições. Mulher: 62 anos. tempo de contribuição, 15 anos e 180 meses. Discussão: A EC 103/19 não traz o requisito carência para a concessão das aposentadorias programas. Houve uma constitucionalização dos requisitos de concessão de aposentadoria por idade e lá não consta carência e neste caso não poderia ter o requisito http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/constituicao/Emendas/Emc/emc20.htm#art1 http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/constituicao/Emendas/Emc/emc20.htm#art1 http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/constituicao/Emendas/Emc/emc20.htm#art1 http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/constituicao/Emendas/Emc/emc20.htm#art1 http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/constituicao/Emendas/Emc/emc103.htm#art1 http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/constituicao/Emendas/Emc/emc103.htm#art1 http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/constituicao/Emendas/Emc/emc20.htm#art1 http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/constituicao/Emendas/Emc/emc20.htm#art1 http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/constituicao/Emendas/Emc/emc103.htm#art1 http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/constituicao/Emendas/Emc/emc103.htm#art1 carência. Na prática, o INSS tem aplicado o requisito carência. Ainda não há nenhuma decisão de discussão do requisito carência na aposentadoria por idade. RMI = SB x COEF. Salário de benefício: média de 100% os salários de contribuição a partir de jul./94. A reforma traz a possibilidade de descarte, desde que sejam contribuições que não vai utilizar: reduz o valor dos benefícios e ainda assim continua tendo o mínimo das contribuições. Art. 26. Coeficiente: alíquota base de 60% + 2% para cada ano que ultrapassar os 20 anos de contribuição para o homem ou 15 anos para mulher. Regra de transição – art. 18 EC 103 Art. 18. O segurado de que trata o inciso I do § 7º do art. 201 da Constituição Federal filiado ao Regime Geral de Previdência Social até a data de entrada em vigor desta Emenda Constitucional poderá aposentar-se quando preencher, cumulativamente, os seguintes requisitos: I - 60 (sessenta) anos de idade, se mulher, e 65 (sessenta e cinco) anos de idade, se homem; e II - 15 (quinze) anos de contribuição, para ambos os sexos. § 1º A partir de 1º de janeiro de 2020, a idade de 60 (sessenta) anos da mulher, prevista no inciso I do caput, será acrescida em 6 (seis) meses a cada ano, até atingir 62 (sessenta e dois) anos de idade. § 2º O valor da aposentadoria de que trata este artigo será apurado na forma da lei. Homem: carência de 180 meses. Idade 65 anos, 15 anos de tempo de contribuição. Mulher: carência de 180 meses. Idade 60 anos. 15 anos de tempo de contribuição. A partir de jan./20, a idade de 60 anos da mulher será acrescida em 06 meses a cada ano, até atingir 62 anos de idade. RMI = SB x COEF. Salário de benefício: média de 100% os salários de contribuição a partir de jul./94. http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/constituicao/Constituicao.htm#art201§7i.0 http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/constituicao/Constituicao.htm#art201§7i.0 Coeficiente: alíquota base de 60% + 2% para cada ano que ultrapassar os 20 anos de contribuição para o homem ou 15 anos para mulher. Pela regra de transição, o coeficiente é calculado pelo tempo de contribuição. Se tem tempo especial, poderá converter em tempo comum. Termo inicial do benefício Em regra, a partir da DER: Data de entrada do requerimento.Atenção: se o segurado for empregado ou empregado doméstico e foi desligado em até 90 dias da data do pedido de aposentadoria, o termo inicial retroagirá à data do desligamento. Atenção!! Continua mantida a regra de carência congelada, mesmo após a reforma, portaria 450. Decreto 10410/20. O que entende a doutrina? Aposentado que retorna à atividade O aposentado pelo RGPS que estiver exercendo ou que voltar a exercer atividade abrangida por este Regime é segurado obrigatório em relação a essa atividade, ficando sujeito às contribuições de que trata a Lei n. 8.212/1991. Por outro lado, prevê o art. 18, § 2º, da Lei 8.213/1991 que o aposentado que pretenda permanecer em atividade ou a ela retornar não terá direito a novas prestações previdenciárias, exceto o salário-família e a reabilitação profissional, quando for o caso. A esse respeito, o Supremo Tribunal Federal, em sessão de 26.10.2016, apreciando a chamada “desaposentação” em sede de repercussão geral, reafirmou a validade da limitação prevista na norma, estabelecendo, no julgamento dos Recursos Extraordinários nos autos n. 381.367, 661.256 e 827.833, que: “No âmbito do Regime Geral de Previdência Social (RGPS), somente lei pode criar benefícios e vantagens previdenciárias, não havendo, por ora, previsão legal do direito à ‘desaposentação’, sendo constitucional a regra do artigo 18, parágrafo 2º, da Lei 8.213/1991”. O julgamento da desaposentação não encerrou por completo a discussão quanto ao direito dos aposentados que continuam a contribuir, já que se determinou apenas que prescindiria de Lei a criação da regra, e não que ela seria inconstitucional. Além disso, o julgamento trouxe novas teses ao debate, agora na busca da devolução dos valores contribuídos, ou seja, para que se declare que não há dever de contribuição para os segurados já aposentados.3 Isso porque, com a extinção do instituto do pecúlio (que consistia na devolução das contribuições do aposentado quando não fosse possível a concessão de benefício), e considerada a natureza sinalagmática da relação contributiva, vale dizer (impondo-se a reciprocidade de obrigações), considera-se contestável a exigência da contribuição para os segurados aposentados. Comunga desse entendimento Marcelo Leonardo Tavares: A norma, além de possuir caráter extremamente injusto, desrespeita o princípio da contraprestação relativo às contribuições devidas pelos segurados, tendo em vista que as prestações oferecidas ao aposentado que retorna à atividade são insignificantes, diante dos valores a serem recolhidos. Pode-se afirmar, inclusive, que, pela natureza das prestações oferecidas (salário-família, reabilitação profissional e salário-maternidade), não haveria filiação a regime previdenciário; pois a lei não admite nova aposentação do segurado, recálculo da aposentadoria anterior ou prevê o pagamento de pecúlio – as novas prestações vertidas não garantem as espécies mínimas de benefícios para que se tenha um regime previdenciário: nova aposentadoria e nova pensão Tema 02: Trabalhadores Rurais O que entende a doutrina? A redução de cinco anos para aposentadoria do trabalhador e da trabalhadora rural foi prevista na Constituição de 1988 (art. 202, inciso I – redação original; art. 201, § 7º, inciso II, na redação atual). No entanto, o Supremo Tribunal Federal não considerou autoaplicável esse preceito constitucional: “Aposentadoria. Trabalhadores rurais. Inciso I do art. 202 da Constituição Federal. Conforme decisão do Plenário, não é autoaplicável o preceito inserto no inciso I do art. 202 da Constituição Federal, concernente à redução da idade para aposentadoria considerados ambos os sexos, isto quanto aos trabalhadores rurais e àqueles que exerçam atividade em regime 3 CASTRO, Carlos Alberto Pereira de. João Batista LAZZARI. Manual de Direito Previdenciário. Rio de Janeiro: Forense, 2020. p. 288