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COMUNICAÇÃO (INTRODUÇÃO) 1. O Que É Comunicação? Deriva do latim communicare, significando o ato de compartilhar, tornar comum, associar. A comunicação se desenvolve para facilitar a ação conjunta, visto que a comunicação é uma ação em comum. Quando se comunica nós compartilhamos o que nós somos, o que sentimos (objeto de consciência), o que acreditamos. Inevitavelmente, é uma interação processual, que se molda por passos (um emissor que passa uma mensagem para o receptor). Além disso, a comunicação é baseada em símbolos e significados (Ex. marcas de celular) que podem ser diferentes para cada pessoa e podem causar diferentes interações e reações. 2. Comunicação e Socialização A comunicação é um meio de socialização. Existe uma relação íntima entre a comunicação e a socialização através da passagem de elementos culturais, valores, o sentimento de pertencimento de um grupo e da sociedade. A família, a escola e a religião são importantes vetores na transmissão de valores. Através da comunicação aprendemos e fazemos parte desses vetores. 3. Algumas Funções da Comunicação · Principais funções da comunicação: alimentação, defesa e reprodução, abrigo, ser entendido e se fazer entender · Função instrumental: utilizar a comunicação com algum propósito, com algum fim; · Função Informativa: passar algum conhecimento, algum conteúdo; · Função regulatória: regular comportamento. Fazer o gesto de silêncio, olhar o relógio em uma conversa para demonstrar que tem pressa; · Expressão pessoal: transmitir um estado de consciência; um sentimento. · Função imaginativa: conseguir compartilhar a criatividade, ideias que se tem; · Função interacional: sempre tem interação 4. É Possível Não Se Comunicar? Se pensarmos do ponto de vista da eficácia, é possível, pois para se concluir a comunicação é necessário o entendimento. Se pensarmos do ponto de vista que a tentativa de se comunicar, já é considerado comunicação, afinal, algumas vezes até o silencio é comunicação, então não é possível. O CAMPO DA COMUNICAÇÃO 1. Origem Do Campo De Estudo É um estudo estruturado na retórica da Grécia antiga, necessária para a participação dos processos democráticos daquela região. Que em seguida foi bastante usada no liberalismo das expansões mercantilistas, afinal é necessário falar bem para conseguir negociar e se adequar à lógica liberal. Em seguida surgem as associações voltadas para a comunicação e disciplina na década de 40 como a ICA e a COMPÓS. Comunicação vem sendo usada como ferramenta de empoderamento e vem se fortalecendo nos dias de hoje, como forma de permitir uma maior participação popular. 2. Abrangência do Campo de Estudo A comunicação deve ser estuda para que seja possível compreender as relações complexas da sociedade, permeada por uma série de processos comunicativos. · Comunicação intrapessoal, interpessoal, grupos e equipes · Performance · Pública · Organizacional · Comunicação de massa · Comunicação Intercultural · Ética e comunicação O PROCESSO DE COMUNICAÇÃO A comunicação está inserida em nossa estrutura a partir de um processo interativo. A comunicação busca modelos explicativos para como as pessoas se comunicam. 1. Modelo Linear Eficácia é conseguir realizar algo, atingir o objetivo, eficiência é conseguir fazer algo de maneira excelente, mais rápido, fazer bem. A primeira se relaciona com o resultado e a segunda com o processo. 2. Modelo Interativo Pegou o modelo linear e introduziu o feedback, que no caso é a resposta do decodificador, que passa a ser receptor. Nesse modelo ocorre um maior grau de interação. 3. Modelo Transacional Os indivíduos dividem/compartilham áreas de experiência que se interceptam, sendo assim os feedbacks são simultâneos e não bate e volta. Todas as experiências e sensações estão envolvidas, e o contexto também. Esse modelo acredita na resposta simultânea dos feedbacks durante a comunicação, de forma que as experiências de vida, vivência e percepções são transpassadas entre o emissor e receptor. É impossível que a pessoa se desvencilhe de todas as suas experiências para dar um feedback. Além disso, existe um contexto que domina as relações comunicativas, porque a forma em que as pessoas se comunicam depende de onde elas estão inseridas. Ex. O professor e o aluno não conversam da mesma forma na sala de aula e no corredor. Obs: · 1 Muitos - comunicação de massa (rádio, TV, jornais) · 1 1 (padrão) · Muitos Muitos (internet) 4. Barreiras do processo eficaz de comunicação Qualquer elemento que intefira na eficacia da comunicação · Filtragem: se relaciona mais diretamente com o emissor a partir do momento que ele seleciona o que será compartilhado no processo de comunicação. Ao se pesar essa barreira de maneira subjetiva, não há tanto impacto, entretanto ao se pesar este fato de maneira mais ampla m jornal ao filtrar as informações que divulga priva os telespectadores de conhecer fatos importantes; Importante para os meios de massa, pois o emissor escolhe a mensagem que vai transmitir. · Perceção seletiva: O receptor escolhe aquilo que quer ouvir, percebe coisas que lhe interessam de forma mais direta; escolhe o que quer absorver. · Sobrecarga de informação: questão do e-mail sobrecarregado, muita informação para ser internalizada; · Linguagem: entendimento do código o que dar maior eficácia e eficiência no processo; · Jargões: expressões próprias, termos técnicos de áreas profissionais; · Atitudes: a atitude do receptor em relação ao emissor afeta diretamente a forma pela qual serão absorvidas as informações passadas. · Etc. 5. Níveis de comunicação · Intrapessoal; · Interpessoal; · Grupal; · Coletivo. A PERCEPÇÃO E A COMUNICAÇÃO 1. Definição “[…] processo ativo de selecionar, organizar e interpretar pessoas, objetos, eventos, situações e atividades.” (WOOD, 2009, p. 79) É o processo ativo de selecionar, organizar e interpretar pessoas, objetos, eventos, situações e atividades. Na seleção ocorre a escolha do que se pode absorver, internalizar. Organizar ocorre após realizar a seleção, através do estabelecimento de protótipos (modelo de bom professor), concepção pessoal (avaliação numa perspectiva bipolar), scripts (plano de ação), estereótipos (assumir que as pessoas se enquadram em padrões genéricos). Por fim, a interpretação tem a ver com entender compreender o que vivenciamos. A percepção pode ser consciente ou inconsciente 2. Organização · Protótipos – exemplos claros e represetativos (o que é um bom professor?) · Concepção pessoal – avaliação numa perspectiva bipolar (inteligente/não inteligente) · Scripts – guia de ação · Estereótipo – generalização antecipada 3. Interpretação Criação de explicações para o que vivenciamos Atribuição – atribuímos uma causa a um comportamento Viés em proveito próprio – atribuições que atendem aos nossos interesses COMUNICAÇÃO VERBAL E COMUNICAÇÃO NÃO-VERBAL Comunicação vocal Comunicação não-vocal Comunicação verbal Palavras faladas Palavras escritas Comunicação não-verbal Tom de voz, volume, altura do som Gestos, movimentos, aparência, expressão facial 1. Comunicação verbal Uso do verbo através da expressão vocal ou não escrita 1.1. A Linguagem Pode ser arbitrária, ambígua (interesses, experiências, identidade, formação pessoal) e abstrata (as palavras não são as coisas que representem) 2. Comunicação Não- Verbal Comunicação que não envolve palavras, mas também contém ambigüidade. 3. Alguns Significados do Silencio · Concordância · Preocupação, consideração de uma situação · Revelação (entendemos as pessoas pelo que elas omitem) · Cordialidade · Submissão · Discordância · Ignorância · Frieza · Segredo · Tédio · Desconsideração · Consideração · Submissão 4. Tipos de Comportamento Não- Verbal · Cinestesia (movimentos faciais e corporais) · Sistema háptico (contato físico) · Sistema proxêmico (espaço físico) · Sistema olfativo (odores) · Aparência física · Fatores ambientais · Fatores cronológicos (percepção e utilização do tempo) · Para linguagem(qualidades vocais) 5. Funções da Comunicação Não-Verbal · Repetir (apontar com o dedo para indicar direção, sim com a cabeça) · Substituir (dar de ombros sem falar nada) · Complementar (coçar a cabeça) · Acentuar (“A idéia foi sua!”) · Regular (gestos para pedir silêncio) · Contradizer (Rosto zangado, mas dizendo: “Zangado? Eu? Eu não estou zangado.” – mensagem mista) DISCURSO PERSUASIVO 1. Persuasão Apresentar dados e conversar bastante com as pessoas durante o processo de convencimento. O primeiro passo é convencer a pessoa a negociar, para isso é preciso aproximar os pontos de vistas e colocar na mesa as espectativas. O fechamneto é so atingido quando as partes concordam com a negociação. Não se começa negociações com os valores Maximo, nem com os valores mínimos, porque o Maximo assusta e o mínimo dá idéia de fácil e deixa margem para mais descontos. Os descontos são importantes, pois dão margem para que se estabeleça concessões, que precisam ser justificadas. As concessões não precisam ser mantidas, pois se a outra parte não sumprir, não é preciso cumpri-las. Muitas vezes a confiança no outro mantem a promessa. 2. Teoria do Julgamento Social Escala Likert Utiliza-se a escala para se compreender qual é o público alvo ou público fidelizado. 3. Persuasão e Ética Marqueteiros insistentes, políticos inescrupulosos que usam a comunicação como ferramenta de manipulação e ideias falsa para conseguir convencer um público, não se encaixando em uma forma de persuasão ética. NEGOCIAÇÃO Processo para atingir um objetivo comum. 1. Etapas Etapa Propósito Abertura · Adequar expectativas · Estabelecer regras básicas · Motivação para o processo Processamento · Aproximar pontos de vista · Buscar soluções: fixe metas, estabeleça prazos · Alternativas Fechamento · Gerar consenso e ação · Implementar decisões acertadas 2. Concessões · Deixe espaço para concessões · Justifique as suas concessões · Troque concessões · Não conceda nada de graça · Valorize suas concessões · Faça o outro lutar por suas concessões · Uma concessão não precisa ser mantida · Não conceda demais ou muito rápido 3. Confiança · Crença de que a outra parte vai cumprir promessas e compromissos · Crença de que a outra parte não vai ser oportunista 4. Construção de Clima Saudavel · Confirmar os outros (reconhecer e perceber o outro + levar a sério e endossar) · Confirmar a si (assertividade) · Respeitar a diversidade · Lidar com o conflito · Demonstrar boa vontade 5. Escuta Eficaz · Preste atenção · Controle as barreiras · Faça perguntas · Organize as informações · Entenda o ponto de vista do outro 6. Gestão do tempo em negociações · Concisão e simplicidade – não perca seu tempo · Parar de descrever os meios e passar a descrever os benefícios · Aumentar eficiência · A frase menos e mais não tem efeitos – “menos com qualidade e tendo confiança da audiência tem possibilidade de ser mais” · Pitch- apresentar sua proposta de negocio em poucos minutos 7. Encantamento X Convencimento A apresentação tem que ser organizada e movida a lógica. Claro que quando se fala de um produto que envolva o belo (moda, carros) é claro que o belo tem valor. Mas quando se quer passar conteúdo ele não é necessário. O belo é perda de tempo quando se foca em convencer de forma lógica. valorizar não só a beleza da apresentação, mas o caráter lógico e organizacional 8. Conhecimento X Conhecimento de Dados Diferenciar dado, informação e conhecimento: ou você expõe os números e dados ou a experiencia que você teve através do contato com os dados e informações. Refletir sobre aquilo que se encontra, buscar estruturar o conhecimento para que ele possa ser repassado*; O conhecimento é a informação culminada na reflexão. Conhecimento X conhecimento estruturado – a ponto que os cerca é a reflexão, pois ela organiza e estrutura o mero conhecimento, de forma que seja capaz de um terceiro entender. Ex. tabela. “Take a way” o que devo deduzir (terceiro) – O que reter das informações. Precisa ter conhecimento e precisa saber passar/transmitir/apresentar esse conhecimento. Fator de retenção permite que as pessoas gravem o que esta sendo informado e gerado. Da algo que retenha pontos importantes é muito importante, pois estamos em um mundo que cospe informações. Preservar a informação em uma folha e não em muitos slides. Uma folha é o meio para a visualização simultânea de informações, diferente do Word que é sequencial. Quem consegue fechar tudo em uma folha deve ser ovacionado– Isso é um fator de retençao *Dado = fato; Dado + contextualização relevante = informação Informação + interpretação + conhecimento próprio (experiências, vivências, estudo) = conhecimento Informação – dados dotados de significado que servem para que pessoas olhem essas informações e pensem, interpretem, analisem estratégias e etc. COMUNICAÇÃO E CULTURA 1. Cultura […] cultura é um estilo de vida – um sistema de ideias, valores, crenças, costumes e linguagens que é transmitido de uma geração para outra e que sustenta um estilo de vida específico. (Spencer, 1982, p. 562 apud Wood 2009, p. 205) Cultura- Comunidades sociais. Teoria do ponto de vista (percepções distintas dos grupos sociais). Alguns autores usam subcultutas, mas a autora entendeu isso como hierarquização e preferiu usar comunidades sociais. 2. Comunicação e Cultura A cultura é aprendida através do processo de comunicação. A comunicação é um indicador cultural (ex. sotaque, gestos, olhar). A comunicação é expressa e mantém uma cultura A comunicação promove a mudança cultural Cultura mais individualista é aquela centrada mais na pessoa. Ex. EUA Cultura mais coletivista é aquela centrada na comunidade. Ex. Japão Cultura de baixo contexto é aquela que o que vale mais é o que está firmado no contrato, aquilo que é mais impessoal e independe de relações (pessoal, interpessoal) Cultura de alto contexto é o oposto. 3. Comunicação Intercultural Semânticas – certas palavras, por exemplo, não tem tradução. Gestos com significados diferentes. Ex. Hook em horns. Elementos transmitidos na fala e no gestual que devem ser levados em consideração no contexto cultural. 3.1. Reações Possíveis Resistência, assimilação, tolerância, compreensão, respeitar, participar, espaço para negociação. Hibridismo cultural. 3.2. Dicas Assuma que há diferenças ate serem comprovadas as similaridades; procure se ate ao discurso em termos descritivos; busque empatia; trate suas interpretações como uma hipótese a ser testada. CRIATIVIDADE 1. O Que É? · Pensar de forma nova, desde os princípios · Envolve experimentação, re-escrita de regras e uma visão nova de futuro (Landry, 2005, p. 233) · É algo que é pessoal, original, significativo e útil (Howkins, 2005, p. 118) · A capacidade de pensar de forma inventiva e imaginativa – vai além das formas tradicionais de fazer, pensar, agir (Bryant & Throsby, 2006) · Habilidade de criar algo novo (original e inesperado) e útil face a problemas específicos · Criatividade é definida como algo novo, uma novidade, que é consequência da necessidade interior dos seres humanos de criar novas formas, produtos, idéias e símbolos (Sternberg & Lubart, 1999) · Podemos concluir que: Criatividade = novo, inventivo, diferente, original, Atrelada a contextos históricos, sociais e culturais · A criatividade é multidimensional (família, educação, processo emocionais, cultura, sociedade) – Feldman (1999) · A criatividade é afetada por questões sociais, políticas, econômicas e culturais – não depende apenas do indivíduo, mas também do ambiente (Simonton, 2003) · Definição de trabalho para o termo: Criatividade é a habilidade que os seres humanos possuem de criar ou recriar formas, símbolos, produtos, idéias, aplicações, serviços, etc., via mudanças radicais ou incrementais. Além disso, acredita-se que a criatividade beneficia-se de ambiente diverso e tolerante que aceita o novo e é capaz de transformar as diferenças em práticas convergentes. (Ferreira, 2008) COMUNICAÇÃO ORGANIZACIONAL – INTRODUÇÃO 1. Estruturada Estratégia da Comunicação Organizacional Aplica-se a qualquer tipo de aglomerado (grupo humano). Tem que ser pensada como um circulo com fronteiras porosas no qual a troca de comunicação é constante 2. Estratégia de Comunicação Organizacional Principal Secundário Clientes Mídia Investidores Fornecedores Colaboradores Governo Comunidades Credores Etc. Etc. Conceitos básicos: as organizações se comunicam por mensagens para o seu público alvo que depois dará um feedback dessa comunicação. A comunicação deve fazer parte dos fins e objetivos que a organização tem, que ações serão utilizadas e que recursos existem para que esses objetivos sejam alcançados e as ações executadas. Stakeholders, as pessoas que são o público alvo do negócio, que contribuem para a manutenção da organização (Stakeholders principais – clientes, investidores, colaboradores, comunidades – e secundários – mídia, fornecedores, governo, credores – o fato de um stakeholder ser primário ou secundário depende também do momento em que a organização se encontra (Ex. escândalo da Petrobras). A comunicação organizacional pode ser interna ou externa, essa separação é feita por questões didáticas. 3. Comunicação Externa Algo externo que influencia no externo 4. Comunicação Interna A comunicação interna é a comunicação existente dentro da empresa. 4.1. Objetivo O objetivo dessa comunicação é contribuir para o desenvolvimento e a manutenção de um clima positivo, propício ao cumprimento das metas estratégicas da organização. 4.2. Direção da comunicação interna: · Comunicação descendente: aquela que vem do topo hierárquica para a parte de baixo dessa pirâmide; · Comunicação ascendente: depende da hierarquia e vai de baixo para cima; · Comunicação lateral: entre pessoas da mesma hierarquia; · Comunicação diagonal: entre setores da organização. 4.3. Implementando um Programa de Comunicação Interna Eficaz · Comunique-se em todos os níveis · Crie tempo para reuniões presenciais · Comunique-se online · Crie publicações orientadas aos orientadores · Comunique-se visualmente (webcast) · Desenvolva a marca internamente · Pense nos canais informais de comunicação 4.4. Rede de Comunicação - Redes Formais · Tendem a ser verticais · Seguem a hierarquia · Limitam-se ao trabalho - Redes Informais · Rumores · Fluem em qualquer direção · Passam por cima da autoridade · Qualquer assunto de interesse · Líderes informais Obs.: Análise de redes sociais – Wasserman; Gephi, ucinet. É necessário que exista tempo para reuniões presenciais, apesar da facilidade promovida pelas redes online. Fazer o endomarketing para que as pessoas que trabalham a empresa comprem a missão o produto que vendem. Deve-se pensar em que canal de comunicação será feita a comunicação, existindo redes formais e redes informais (Líderes informais) de comunicação. 5. Estratégia de Comunicação · Analise de custo beneficio · Stakeholders · Eficiencia e eficácia · Analise de redes sociais IDENTIDADE, IMAGEM E REPUTAÇÃO 1. Identidade A identidade de uma organização está diretamente ligada ao nome, a logomarca, produtos, serviços, lema, instalações, uniformes, nos valores, na filosofia, na história desta. A identidade da organização reflete diretamente na imagem. 2. Imagem “A imagem é reflexo da identidade da organização”, depende da percepção dos diversos públicos. 3. Reputação A reputação é a imagem consolidada ao longo do tempo, seja ela positiva ou negativa. PROPAGANDA CORPORATIVA Uso pago da mídia para fortalecer a reputação, recrutar e manter colaboradores, aumentar vendas, através do fortalecimento da imagem da corporação. Promove a empresa e não o produto. Ex. Propaganda sobre a Nestlé e não sobre determinado produto COMUNICAÇÃO NA CRISE 1. A Crise Acontece As crises acontecem em função de desastres naturais ou ações humanas, mas isso não quer dizer que essas duas causas não se entrelaçam, como foi o caso da Samarco. Os desastres naturais ou as ações humana destroem vidas, ativos e reputação da organização. Ações humanas não é so o que as pessoas fazem, mas o que elas deixam de fazer. O impacto na imagem da organização é direto, pois ela deveria ser responsável por prevenir. Ações preventivas: para evitar as crises. As empresas deveriam sempre trabalhar com o preventivo Ações corretivas: para resolver os problemas oriundos da crise, seja ela de desastre humano ou natural A palavra chave para o gerenciamento de crise é a prevenção, pois a hora da crise é um momento de agir e não de planejar As crises podem afetar em três coisas na organização: perda de reputação; ativos; perda de vidas (a pior) A maioria das organizações têm seguro e por isso são mais fácil de se recuperar, já as vidas são irreparáveis. A reputação pode levar ao fim de uma organização. Ex. Arthur Andersen O improviso e a falta de preparo costumam ser a semente das grandes crises. As crises têm um padrão, logo a determinados impasses e dilemas que se repetem de uma forma regular. 2. Alguns elementos das crises · Surpresa: pois se você soubesse que iria acontecer, haveria uma prevenção para que não acontecesse, salvo se a pessoa for negligente · Informações insuficientes: por ser algo inesperado · Ritmo acelerado de eventos: da noite para o dia · Investigação detalhada: para entender a causa do problema 3. Preparação para a Crise · Avaliar os riscos: mapear quais são os problemas possíveis para criar um plano · Plano para crises: Plano que prepara a organização para caso aconteça alguma coisa. Nesse plano é preciso saber o publico que deve ser informado e é preciso ter objetivos claros e de que forma vinculá-las · Efeitos para os diversos públicos: · Definir objetivos de comunicação -> Crises potenciais 4. O que fazer · Assumir o controle: para não deixar que a crise corra solta, para isso se faz plano de ação · Coletar o máximo de informações: como vem de uma surpresa, é necessário coletar informações para a partir daí tentar corrigir · Montar um centro de gerenciamento: serve mais para empresas grandes · Comunicar-se com rapidez e frenquencia: repassar pareceres a cerca da crise, tanto para mídia quanto para os afetados. O papel da mídia nas crises é primário. · Entender a missão da mídia numa crise · Comunicar-se diretamente com o publico afetado · Lembrar que os negócios devem continuar: para não gerar pane e mostrar que a crise foi pontual · Fazer planos para evitar outras crises: aprenda com as crises. E passe a planejar e a saber como agir caso nova crise aconteça · Ser claro e objetivo · O importante não é o somente o fazer, mas o como fazer. As ações que serão tomadas pela empresa e seus lideres contam muito 5. O Plano de Gerenciamento de Crise 5.1. A Avaliação das Crises Mais Prováveis Analisar quais crises podem abater uma organização ou um líder. É necessário estar preparado para manifestação de pelo menos um tipo de crise 5.2. O Comando das Situações de Crise Para que a empresa possa funcionar normalmente durante a crise, e para que haja um comando trinado que possa lidar com acontecimentos dessa natureza, é necessário definir os lideres que enfrentaram esse processo e criaram a cultura para essa ação. 5.3. A Doutrina de Crise Definir o que fazer, como se organizar, quais as ações, quais as pessoas contatar. 5.4. Base de Dados Preparação previa de documentos e informações vitais para a crise. Ex. medidas de segurança, telefone e etc. 5.5. Definição do Porta-Voz Figura chave de elevada exposição 5.6. Auditoria de Crises Auditar permanentemente a organização tentando descobrir potenciais focos de crise TECNOLOGIAS DE INFORMAÇÃO E COMUNICAÇÃO 1. Tecnologias de informação e comunicação (TICs) Tecnologia é o conhecimento transformado em ciência que facilita as pessoas a se comunicarem. Alguns dizem que é o encontro da tecnologia é o encontro com a engenharia. A tecnologia tem vantagens e desvantagens: a comunicação ponta a ponta; o fim do limite entre o intimo, o publico e o privado; pode trazer poluição, desemprego · Tecnologia · Informação · Comunicação2. Novas Tecnologias de informação e comunicação (TICs) Tecnologias de inovação e comunicação sempre surgiram. Mas as novas tecnologias vieram para dar uma horizontalizada na comunicação. Essas novas tecnologias surgem na evolução telemarketing. Ex. miniaturização, digitalização, convergência, redes, virtualização. · Miniaturização · Digitalização · Convergência · Redes · Virtualização 3. TICs e Possibilidades Dentro de empresas normalmente tem princípios gerais, mais vivenciados no âmbito das redes sociais. Ex. EAD, Intranets, Extranets. Tem utilização em diversos espaços, por exemplo o EAD pode ser usado dentro de uma empresa. · Audiência · Redes sociais · Marketing · Intranets · Extranets · EAD · e-commerce · Alcance · Disponibilidade · Tele-trabalho 4. Web 2.0 e Empresa 2.0 Era da produção compartilhada de conteúdo, era das redes sociais. Empresas se apropriaram muito dela, se conectaram com seus clientes pela internet. Geração de conteúdo informativo RSS (Really Simple Sindication: Agregar conteúdos de outros sites num feed sem acessá-los diretamente Empresa 2.0: Agregar feeds de notícias sobre a empresa Wikis: Desenvolvimento colaborativo de um website ou página Empresa 2.0: Colaboração entre trabalhadores. Interação entre áreas (em projetos, etc.) 4.1. Web 2.0 · Inteligência coletiva · Experiência do usuário enriquecida · Participação e interação · Aplicações web Blog: Página web armazenada em ordem cronológica reversa Empresa 2.0: Postar notícias, Criar uma lista de seguidores, Colher opiniões Facebook (e demais redes sociais): Perfil online que permite interação em rede Empresa 2.0: Criar uma rede da qual a empresa faz parte, Fazer parte de outras redes, Monitorar tendências, Etc. Whatsapp: Compartilhar pensamentos, informações, etc. Meio instantâneo e barato de comunicação Empresa 2.0: Enviar e receber text messaging para clientes Twitter: Compartilhar pensamentos, informações, etc. em até 140 caracteres Empresa 2.0: Enviar e receber text messaging para clientes Podcats: Similar ao RSS Feed – áudio e vídeo (MP3) Empresa 2.0: Sobre produtos e serviços da empresa 4.2. Criatividade Conceito · Criatividade = novo, inventivo, diferente, original · Atrelada a contextos históricos, sociais e culturais 5. Web 3.0 A web inteligente: reúne tudo que já se tinha na 2.0 só que de uma forma organizada semanticamente, conversando a tecnologia diretamente com os indivíduos. Viver a web inteligente tanto no pessoal como no corporativo. Ex. customização do produto baseado na vivencia e experiência do cliente. Criatividade, tecnologia de informação e comunicação: esta dentro de revolução 3.0. As tecnologias têm que ser adaptadas e customizadas de acordo com o que se precisa para o trabalho e para a vida pessoal. Conceito criatividade: é a reinvenção dentro de cada contexto. Ex. pegar uma ferramenta e adaptá-la para o uso do local e daquela cultura/meio. Geração y: casado com o que se tem que mobilizar: jovens da geração Millennium, nativos digitais (alfabetizados no cenário digital) 6. Mensagem Virtual · Mediadora da comunicação por meio digital. · A internet virou de ponta cabeça a maneira como trabalhamos, fazemos negócios e nos relacionamentos com o mundo. A internet mudou a lógica das empresas de fazer negócios. · Nossos colegas de trabalho são virtuais · Falamos uma língua estranha em horários improváveis · Compramos sem conhecer os produtos ao Vico · Nossas mensagens ainda chegam em forma de texto (email, torpedos, SMS facebook, twitter, blogs, sites, skype, wpp) · “ A comunicação escrita ocupa a terceira posição na lista de qualidades que empregadores buscam em novos contratados.” (NACE, 2014). Capacidade de trabalhar em equipe e liderança são as duas primeiras qualidades. · A escrita ainda é muito forte e precisamos nos atentar a escrita correta, pois isso é fator de eliminação em uma entrevista de emprego, por exemplo. · A língua digital pode ser repetida no escritório? Depende 7. O Texto Digital 7.1. Características Desejadas · Objetividade · Concisão · Correção 7.2. Desafios · Falta amabilidade no tratar com as novas tecnologias. Embrutecimento das relações. · Customização: pegar ferramentas disponíveis e adaptá-las para o uso coorporativo. 7.3. Hierarquia Entre As Novas Ferramentas De Comunicação · E-mail: Status de documento oficial. Em 2014, 108,7 bilhões de e-mails profissionais /dia (The Radicati Group). 60% das pessoas usam smartphones apenas para checar e-mails · Redes Sociais: Facebook; Twitter; Instagram; LinkedIn · Aplicativos para conversas instantâneas: Viber; Line; WhatApp 7.4. Teor da mensagem · Cuidado com a ironia · Sinceridade com jeitinho · Abreviaturas · Correção gramatical · A hora do adeus · Imagens TEXTO IDENTIDADE ORGANIZACIONAL • Dimensão do objeto focal: distingue o objeto sobre o qual o conceito é aplicado • Dimensão da observação: distingue as formas pelas quais a identidade é observada • Identidade organizacional tem diversas dimensões, basicamente consiste em como sou visto, como me vejo e como sou • A imagem externa é uma das formas de identidade. Sua alteração pode afetar de forma positiva, pode frustrar e pode gerar dificuldades • Transformações no nível macro provocam questionamentos e reconceituação em cadeia do nível organizacional ao individual • Identidade: conceito complexo e de amplo sentido • Origens do conceito de identidade: o emprego original do termo identidade é muito antigo e pode estar relacionado a igualdade (x sempre será igual a x), pode estar relacionado a permanência, singularidade e unicidade. Até hoje o termo identidade vem ganhando novos significados. No dicionário traz idéia de mesma entidade. A noção psicanalítica de identidade individual tomou o sentido de unicidade e continuidade de um processo localizado no individuo, porem influenciado pelo seu meio e pela sua cultura. • Self significa o eu de cada um, então enquanto a identidade refere-se a um conteúdo ou propriedade, o self pode representar a entidade que a incorpora. • O conceito mais popularizado de identidade define-a como uma classificação do self que expressa o individuo como reconhecidamente diferente dos demais e como similar a membros da mesma classe. • Desenvolvimento de um primeiro quadro conceitual: As duas dimensões básicas: dimensão do objeto (distingue as perspectivas existentes sobre identidade através da diferenciação do objeto sobre o qual o conceito é utilizado; diferencia as abordagens que enfocam identidade do individuo, grupo etc.) e dimensão da observação ( distingue conceitos de identidade a partir de diferentes pontos de observação, qualquer que seja o objeto analisado sua identidade pode ser observada externa e internamente) O primeiro quadro conceitual: a combinação das duas dimensões resultam nesse plano • O primeiro agrupamento é o do ego, da identidade interior, do self, identidade individual expressa. • Segundo agrupamento refere-se a identidade como autoconhecimento de grupo, relaciona a identidade individual com a grupal. Identidade como um fenômeno social que deriva dos significados que os indivíduos atribuem a sua interação com os grupos durante sua vida. Identidade como atributo sócio-cognitivo. • Terceiro agrupamento reúne as concepções mais clássicas de identidade no âmbito organizacional. A organização também possui um caráter central. A identidade organizacional compreende as crenças compartilhadas pelos membros sobre o que é central (essência), distintivo (o que a distingui das outras) e duradouro (estável no tempo) na organização. • Quarto agrupamento trata da identidade VS. Autoconceito organizacional. A identidade organizacional cimo uma função da forma pela qual a organização percebe a si mesma. Identidade do individuo no ambiente organizacional • Quinto agrupamento discute identidade corporativa através da imagem corporativa. Como a organização administra sua imagem externa e como isso a afeta. • Sexto agrupamento traz a identidade em nível macro, o self humano e a identidade nacional. Permiteidentificar os padrões evolutivos do estudo acerca de identidade e os campos de pesquisa a serem explorados. • O quadro conceitual traz algumas limitações, como o fato de algumas perspectivas não podem ser bem representadas no modelo; outra limitação esta na natureza dos agrupamentos, pois eles não são fechado como o quadro deixa a entender; o pressuposto básico também é uma limitação • Para tornar mais fácil e mais aplicável o quadro conceitual se aplica um terceiro eixo de definição de identidade, que parte da sua definição como central, distintivo e duradouro e dos seus opostos. • Hoje a identidade individual é vista como um vazio preenchido pelo bombardeio de imagens produzidas pela cultura de massa. Vista como um processo de construção e não mais como autônoma, estática e duradoura. Desta forma a identidade pode ser adquirida e perdida • As organizações estão deixando de serem fechadas e estão se tornando mais abertas tanto verticalmente (hierarquia), horizontalmente (processos), externamente (fornecedores e clientes) e geograficamente (mundo dos negócios) • A organização virtual é fruto do desenvolvimento tecnológico da realidade virtual, que expandiu as fronteiras das organizações. Nelas a identidade só pode ser vista como fragmentada, não distintiva e efêmera. TEXTO IMAGEM CORPORATIVA- UMA VANTAGEM COMPETITIVA SUSTENTÁVEL • É um recurso estratégico para o desempenho empresarial • Intangível e abstrata. Existe somente como um conceito de cabeça • Imagem que o consumidor tem acerca da empresa e que os influenciam na decisão de compra • É necessário estar ligado ao consumidor, tendo perante ele uma reputação favorável • É preciso verificar a consistência da mensagem e imagem emitida • Uma boa imagem é a chave para a vantagem competitiva de qualquer empresa • Uma solida reputação o consumidor desejoso por pagar mais • Os oito atributos chave da reputação: 1. Habilidade para atrair, desenvolver e manter pessoas talentosas 2. Capacidade de inovação 3. Solidez financeira 4. Responsabilidade comunitária e ambiental 5.valor com investimento a longo prazo 6. Qualidade de gerenciamento 7. Qualidade dos produtos e serviços 8. Uso dos ativos da empresa. • Empresas com melhor imagem desfrutam de uma maior participação no mercado • Imagem: soma de crenças, atitudes e impressões que uma pessoa ou grupo tem de algo. É o resultado da percepção, seja ela falsa ou verdadeira • Fatores formadores da imagem coorporativa: identidade coorporativa, nome da corporação, a marca e o logo tipo, relação com o publico interno, acidentes, fraudes e etc. • O processo de dispensa de empregados pode ter forte impacto na imagem da empresa • Mudança e gerenciamento da imagem coorporativa: alterar a imagem junto aos seus funcionários, aos revendedores e aos funcionários dos revendedores; alterar a estrutura interna da empresa; avaliação da satisfação dos consumidores, dos revendedores e dos funcionários; estabelecer um programa de prêmios para os revendedores, baseado na imagem coorporativa e na satisfação do consumidor; estabelecimento de vantagens tangíveis para os consumidores • Quanto maior é a empresa mais difícil é a construção de uma imagem • Imagem subposicionada: quando o publico só tem uma vaga idéia da empresa • Imagem superposicionada: quando se transmite uma imagem limitada e focada • Imagem confusa: tem mensagens ambíguas e não planejadas • Imagem duvidosa: não merece credito • Muitas empresas acabam por definir não claramente sua própria imagem em função de uma fraca estratégia de comunicação. Tentam significar tudo para todos. image1.png image2.png image3.png