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Conceitos 
Sucessão: Substituição por meio da qual uma pessoa assume o lugar da outra. Pode ocorrer entre 
vivos (na titularidade de bens, contratos, obrigações) ou por causa mortis (na administração e na 
titularidade do patrimônio). 
Direito das sucessões: 
é a parte do Direito Civil que irá estudar o regramento geral da sucessão causa mortis e suas 
diferentes espécies: Sucessão legítima e sucessão testamentária (de acordo com a vontade da 
parte falecida, desde que respeitado o limite legal) , dispondo as bases do direito material para o 
inventário (parte processual) para a partilha (objetivo final do inventário) 
Sucessão legítima é indisponível, disposto legalmente -
Para Clovis Belivaqua
direito dos sucessões é o complexo dos princípios segundo os quais se realiza a transmissão do 
patrimônio de alguém que deixa de existir.
Figuras 
De cujus: é a nomenclatura utilizada no direito das sucessões para designar o morto/ 
falecido. É a pessoa de cujo o direito sucessório irá tratar 
-
Herança: conjunto de bens, direitos e obrigações -
Espólio: representação processual da herança (âmbito judicial). O espólio é representado 
pelo inventariante. 
-
Herdeiro: quem recebe a herança a título universal. Pode ser legítimo ou testamentário. -
Legado: bem específico destinado, por meio de testamento, a uma pessoa específica. -
Legatário: beneficiário do testamento a título singular -
Saisine: transmissão do patrimônio aos herdeiros deve ser imediata (na data da morte). Art. 
1784, CC
-
Aberta a sucessão? 
O ordenamento jurídico não admite a existência de direito subjetivo sem titular, logo, a lei 
determinou a transferência imediata da herança aos herdeiros.
Assim, a abertura da sucessão ocorre no momento da morte (comprovada por atestado de óbito).
Art. 6°, CC. Com a morte se encerra a existência da pessoa natural-
Situações reais
Inexistência do herdeiro --> a herança é recolhida pelo município, DF ou união (Art. 1844, CC)-
A pessoa sumiu, não se sabe se morreu ou não, estará aberta a sucessão sem a certeza da 
morte? Há previsão legal da "morte presumida", em caso de pessoa ausente, mas há um 
procedimento específico para esse reconhecimento 
-
Para o direito civil, a denominação dessa pessoa é "ausente", Art. 22, CC "é aquele que sem deixar 
representante legal ou procurador para administrar-lhe os bens, desaparece de seu domicílio, sem 
dar notícias de seu paradeiro"
Morte: 
Real: atestado de óbito. Atestada a morte, há a abertura da sucessão com a transmissão dos 
bens desde logo. 
A)
Presumida —— ausência (Arts. 26 a 39)B)
Não há atestado de óbito, mas a pessoa está sumida;-
Sucessões 
quarta-feira, 8 de janeiro de 2025 14:06
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Não há atestado de óbito, mas a pessoa está sumida;-
Existem alguns casos em que é possível presumir a morte sem a decretação de ausência -
nos casos do Art. 7°, CC;
-
Existem casos que, para presumir a morte, é necessário iniciar um procedimento 
denominado a ausência 
-
Ausência:
A abertura da sucessão ocorre no momento da morte-
Art. 6° A existência da pessoa natural termina com a morte; presume-se esta, quanto aos 
ausentes, nos casos em que a lei autoriza a abertura de sucessão definitiva.
Art. 7° Pode ser declarada a morte presumida, sem decretação de ausência:
I - se for extremamente provável a morte de quem estava em perigo de vida;
II - se alguém, desaparecido em campanha ou feito prisioneiro, não for encontrado até dois anos 
após o término da guerra.
Parágrafo único. A declaração da morte presumida, nesses casos, somente poderá ser requerida 
depois de esgotadas as buscas e averiguações, devendo a sentença fixar a data provável do 
falecimento.
Perigo de vida —> extremamente provável a morte (depois de esgotadas as buscas e 
averiguações)
-
Guerra —> não foi achado após 2 anos-
Nesses casos, é possível começar a sucessão sem o atestado. 
Art. 22. Desaparecendo uma pessoa do seu domicílio sem dela haver notícia, se não houver 
deixado representante ou procurador a quem caiba administrar-lhe os bens, o juiz, a 
requerimento de qualquer interessado ou do Ministério Público, declarará a ausência, e nomear-
lhe-á curador.
Com procurador: tem que ter poderes para administrar os bens -
Sem procurador: deverá ser nomeado pelo juiz, qualquer interessado ou pelo MP -
A pessoa desaparece — o primeiro passo é ter um procurador -
Art. 23. Também se declarará a ausência, e se nomeará curador, quando o ausente deixar 
mandatário que não queira ou não possa exercer ou continuar o mandato, ou se os seus poderes 
forem insuficientes.
Sucessão provisória
1°) petição: declaração de ausência 
Legitimados: Art. 7°, CC2)
Prazo de 1 ano da arrecadação de o ausente não deixou procurador; ou de 3 anos caso tenha 
deixado
3)
Prazo de 180 dias para que a sentença produza efeitos — petição - no prazo de 30 dias PARA 
abertura do inventário, do testamento e realização da partilha dos bens
4)
PONTO DIFERENCIAL: OS HERDEIROS PARA IMITIREM NA POSSE DEVEM DAR GARANTIA DA 
RESTITUIÇÃO
5)
Comoriência
Prevista no art. 8o do CC, a comoriência ocorre quando dois ou mais indivíduos falecem na mesma 
ocasião não se podendo verificar quem faleceu primeiro, para esses casos, a lei estabelece uma 
presunção, qual seja a que faleceram simultaneamente.
Em termos de provas, muitas questões colocam como exigência para configuração da 
comoriência, que os falecidos sejam herdeiros entre si, MAS NÃO HÁ ESSA CONDIÇÃO NO ART. 8, 
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comoriência, que os falecidos sejam herdeiros entre si, MAS NÃO HÁ ESSA CONDIÇÃO NO ART. 8, 
embora em termos de efeitos práticos, a comoriência adquiri maior relevância quando os 
falecidos forem herdeiros entre si.
É necessário que o laudo não consiga verificar quem faleceu primeiro.
Com decretação 
Nomeia-se curador para os bens do ausente 1.
Início da sucessão provisória com pedido de decretação de ausência 2.
Prazos: -
1 ano (se não houver procurador) -
3 anos (de deixou procurador)-
Ler arts. 26 a 39.
Caso retorne, pode receber seus bens -
A provisoriedade da sucessão é protegida pela lei por duas formas: -
Exigência de garantia: para ingressar em um bem imóvel, o herdeiro fornece uma hipoteca 
ou, para bens móveis, o herdeiro oferece penhor
A)
exceto para herdeiros necessários -
Capitalização dos frutos: os herdeiros devem capitalizar 50% dos frutos dos bens recebidos a 
título provisório 
B)
Tais exigências se encontram previstas nos arts 30, CC e 33. Ambos excluem os herdeiros 
necessários dessas obrigações. Isso significa que cônjuge, ascendentes e descentes não precisam, 
por previsão expressa da lei, nem prestar garantia nem capitalização dos frutos para imitirem na 
posse provisória do ausente. 
Capitalizar: colocar os frutos em uma reserva com rendimentos (guardar com juros - não 
pode deixar perder o valor. Devolve ao ausente com o msm valor)
-
Imitir: termo utilizado para dar a posse aquele que ainda não possui (ex: leilão)-
Art. 33. O descendente, ascendente ou cônjuge que for sucessor provisório do ausente, fará seus 
todos os frutos e rendimentos dos bens que a este couberem; os outros sucessores, porém, 
deverão capitalizar metade desses frutos e rendimentos, segundo o disposto no art. 29, de acordo 
com o representante do Ministério Público, e prestar anualmente contas ao juiz competente.
Parágrafo único. Se o ausente aparecer, e ficar provado que a ausência foi voluntária e 
injustificada, perderá ele, em favor do sucessor, sua parte nos frutos e rendimentos.
Art. 30. Os herdeiros, para se imitirem na posse dos bens do ausente, darão garantias da 
restituição deles, mediante penhores ou hipotecas equivalentes aos quinhões respectivos.
§ 1 o Aquele que tiver direito à posse provisória, mas não puder prestar a garantia exigida neste 
artigo, será excluído, mantendo-se os bens que lhe deviam caber sob a administração do curador, 
ou de outro herdeiro designado pelo juiz, e que preste essa garantia.
Se o herdeiro não consiga prestargarantia, será excluído da sucessão provisória-
Esses bens ou vão pro representante curador ou pra um outro herdeiro que possa prestar a 
garantia 
-
§ 2 o Os ascendentes, os descendentes e o cônjuge, uma vez provada a sua qualidade de 
herdeiros, poderão, independentemente de garantia, entrar na posse dos bens do ausente.
Descoberta da data exata do falecimento -> considerar-se-à aberta a sucessão nesta data, em 
favor dos herdeiros que o eram àquele tempo
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favor dos herdeiros que o eram àquele tempo
O ausente aparecer -> cessarão as vantagens dos sucessores até a entrega dos bens ao dono. Ele 
só perderá sua parte nos frutos e rendimentos dos sucessores que capitalizaram se ficar provado 
que a ausência foi voluntária e injustificada 
Art. 34. O excluído, segundo o art. 30, da posse provisória poderá, justificando falta de meios, 
requerer lhe seja entregue metade dos rendimentos do quinhão que lhe tocaria.
Se esse herdeiro excluído comprovar que não prestou garantia por ausência de meios, a lei 
assegura o direito de receber metade dos rendimentos do quinhão que lhe tocaria 
-
Ex: teria direito a um studio na MA que está alugado por 3 mil reais. Pela falta de garantia, 
não poderá imitir na posse; mas terá direito a receber 1500 reais 
Art. 35. Se durante a posse provisória se provar a época exata do falecimento do ausente, 
considerar-se-á, nessa data, aberta a sucessão em favor dos herdeiros, que o eram àquele tempo.
Art. 36. Se o ausente aparecer, ou se lhe provar a existência, depois de estabelecida a posse 
provisória, cessarão para logo as vantagens dos sucessores nela imitidos, ficando, todavia, 
obrigados a tomar as medidas assecuratórias precisas, até a entrega dos bens a seu dono.
O sucessores provisórios deverão entregar os frutos capitalizados ao ausente, salvo se ficar 
provado que a ausência foi voluntária e injustificada (Art. 33 §único)
-
Sucessão Definitiva 
Caso o ausente não apareça decorridos 10 anos do trânsito em julgado da sentença que concede a 
abertura da sucessão provisório, iniciar-se-á a sucessão definitiva. 
Art. 37. Dez anos depois de passada em julgado a sentença que concede a abertura da sucessão 
provisória, poderão os interessados requerer a sucessão definitiva e o levantamento das cauções 
prestadas.
Esse prazo pode ser diminuído reduzido para 5 anos se:
O ausente estiver com 80 anos;-
Já fizer 5 anos das últimas notícias -
Art. 38. Pode-se requerer a sucessão definitiva, também, provando-se que o ausente conta oitenta 
anos de idade, e que de cinco datam as últimas notícias dele.
Art. 39. Regressando o ausente nos dez anos seguintes à abertura da sucessão definitiva, ou algum 
de seus descendentes ou ascendentes, aquele ou estes haverão só os bens existentes no estado 
em que se acharem, os sub-rogados em seu lugar, ou o preço que os herdeiros e demais 
interessados houverem recebido pelos bens alienados depois daquele tempo.
Parágrafo único. Se, nos dez anos a que se refere este artigo, o ausente não regressar, e nenhum 
interessado promover a sucessão definitiva, os bens arrecadados passarão ao domínio do 
Município ou do Distrito Federal, se localizados nas respectivas circunscrições, incorporando-se ao 
domínio da União, quando situados em território federal.
Para finalizar a sucessão definitiva, aplica-se o § único do 39, isto é, os bens arrecadados 
passarão a domínio do município e do DF 
-
Contagem do Prazo 
A contagem de 10 anos para a transmissão definitiva do patrimônio começa com a abertura da 
sucessão definitiva
Restituição de bens
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Restituição de bens
Se o ausente aparecer antes dos 10 anos, o bem será restituído conforme seu estado ou sub-
rogados
Início da sucessão definitiva
O prazo de 10 anos para início da sucessão definitiva (Art. 37)
Lugar da abertura da sucessão - Art. 1785, Art. 48, CPC
Regra geral:
De acordo com o CC a sucessão se abre no lugar do último domicílio - 1785 do CC;
Já o CPC disciplina os casos de competência da justiça brasileira, ao prever no art. 48 que será competente 
o foro no domicílio no brasil para inventário, partilha (ou anulação) e para todas as ações em que o espólio 
for réu ainda que óbito tenham ocorrido no exterior.
Sendo assim, vamos aprofundar nos casos práticos em que tais regra devem ser aplicadas.
DOMICÍLIO INCERTO:
Na prática quando não for possível identificar o domicílio, será competente o foro da situação dos bens 
imóveis e sendo vários qualquer um deles - art. 48, p.u. incisos I e II;
PLURALIDADE DOMICILIAR:
Art. 46, p. 1o, ocorrendo a pluralidade domiciliar, isto é, o falecido possui mais um. de um domicílio, será 
competente o foro de qualquer um deles. a competência para o processo sucessório é relativa, e por tanto 
não pode ser arguida de oficio, caso concreto no material de aula. 
INVENTÁRIO CONJUNTO: fundamento economia processual, logo se na prática a conjunta dos inventários 
tumultuar o andamento processual, é recomendável que se separe os inventários, a tramitação não é 
obrigatória, deve ser viável com base no principio que a norteia;
É possível a acumulação de inventário de pessoas diversas, quando:
as pessoas entre as quais devem ter repartidos os bens são as mesmas; -
quando se tratar de herança deixada por cônjuges ou companheiros; -
quando uma partilha depender da outra;-
COMPETÊNCIA INTERNACIONAL:
De acordo com o art. 23 do CPC, quando houver bens situados no Brasil, a competência da justiça brasileira 
será exclusiva, ou seja, ainda que o autor da herança seja de nacionalidade estrangeira ou tenha domicílio 
no exterior, será o juízo brasileiro competente para a partilha dos bens situados no Brasil.
A competência pra o processo sucessório é relativa, não podendo ser arguida de ofício. 
Administração da Herança - Art. 1791
A herança defere-se como um todo unitário, ainda que vários sejam herdeiros. 
§ Único: Até a partilha, o direito dos coerdeiros, quanto à propriedade e posse da herança, será 
indivisível, e regular-se- á pelas normas relativas ao condomínio. 
Com a morte há a transmissão da herança aos herdeiros desde logo No entanto, a regularização 
jurídica dessa transmissão depende da conclusão do processo de inventário ou do procedimento 
de inventário (extrajudicial) com a efetiva partilha Com a partilha, há a conclusão dessa 
transmissão, passando o bem a integrar o patrimônio do herdeiro
Natureza jurídica da herança. Artigo 1.791 do CC. A herança defere-se como um todo unitário, 
razão pela qual terá natureza de bem indivisível, ainda que vários sejam os herdeiros
ATÉ A PARTILHA NENHUM HERDEIRO TERÁ A POSSE OU A PROPRIEDADE EXCLUSIVA DE UM 
DETERMINADO BEM DO
MONTE PARTILHÁVEL.
COM A PARTILHA, FICARÁ O DIREITO DE CADA UM DOS HERDEIROS LIMITADOS AO SEU 
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COM A PARTILHA, FICARÁ O DIREITO DE CADA UM DOS HERDEIROS LIMITADOS AO SEU 
QUINHÃO - ISTO É, AO PERCENTUAL DO PATRIMÔNIO QUE LHE SERÁ ATRIBUÍDO SEGUNDO OS 
DITAMES DA LEI (SUCESSÃO LEGÍTIMA) OU DO TESTAMENTO (SUCESSÃO FOR TESTAMENTÁRIA), 
RESPEITADAS AS REGRAS E OS DIREITOS DOS HERDEIROS NECESSÁRIOS - NESSE MOMENTO NASCE 
O DIREITO INDIVIDUALIZADO.
Até a partilha —> condomínio 
O que o herdeiro pode fazer nesse período? 
Apenas vender a sua cota ideal —> COMO? 
Logo, até a partilha, os bens ficam em condomínio e o desafio, na prática, será a venda da cota 
ideal antes da partilha. 
Condômino: quando mais de um herdeiro é proprietário 
herança é um todo unitário nesse momento 1)
tem natureza de bem imóvel mantido em condomínio 2)
A vende deverá, portanto, seguir as formalidades exigidas pra venda de bem imóvel: 
escritura pública, outorga uxória, respeito ao direito de preferência 
3)
Não é permitida a transferência de bem determinado. Apenas da aurora ideal sobre um 
único todo 
4)
Indivisibilidade: 
Compreendido o pressuposto de que até a partilha a herança se comporta como um bem imóvel e 
indivisível, mantido em condomínio pelos coerdeiros, conclui-se que a vendada quota parte do 
herdeiro nessa fase é possível, desde que siga as formalidades exigidas para venda de um bem 
imóvel, mantido em condomínio 
Escritura pública 1)
Outorga compulsória 2)
Respeito ao direito de preferência 3)
Venda de um bem específico: 
Será ineficaz nos termos do Art. 1793. 
As partes são capazes, o objeto é lícito. Logo, existem requisitos de validade. O que não 
existe é a condição de eficácia. 
-
Art. 1793
"é ineficaz a cessão, pelo coerdeiro, de seu direito hereditário sobre qualquer bem da herança 
considerado singularmente".
Isso significa que o risco da venda do bem individual está na oposição dos demais herdeiros, 
pois, em relação a eles, a venda não produzirá efeitos. A solução possível para dar segurança 
jurídica a essa venda é pedir a anuência dos demais herdeiros 
-
Nesse momento todos optam em vender e o comprador aceita comprar o todo. Qual a 
consequência? 
O preço recebido, até ser dividido entre os interessados, sub-roga-se no lugar da coisa vendida, 
pelo princípio da sub-rogação- legal. 
Ainda que nesse momento haja concordância da substituição dos bens por dinheiro, até a partilha, 
esse bem se comportará como indivisível 
Responsabilidade dos Herdeiros
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Responsabilidade dos Herdeiros
É possível que hajam dívidas a serem quitadas nesse período. Por isso é importante lembrar que, o 
herdeiro não responde por encargos superiores às forças da herança. Isso significa que as dívidas 
do falecido são pagas pelo espólio mas, se o herdeiro já tiver recebido algum valor nesse meio 
tempo, lhe caberá provar que o espólio tem dinheiro suficiente para saldar a dívida. Afinal, só será 
transmitida ao herdeiro se houver algum saldo positivo. 
Por isso, o Art. 1792 diz: 
“incumbe-lhe, porém, a prova do excesso, salvo se houver inventário que a escuse, demonstrando 
o valor dos bens herdados” ou seja, que o credor cobra do herdeiro algo superior ao que ele 
recebeu. 
Tal prova pode ser feita mediante apresentação no inventário, pois nele haverá descrição do valor 
dos bens. 
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