Prévia do material em texto
APLICAÇÕES DA RADIOTIVIDADE DIAGNÓSTICOS Discentes: Edina Cardoso da Silva Isabela Cristina Gonçalves de Assis Karina Ferreira da Silva Kauany Stephany Mendes Dourado Mônica Ellen Regis de Oliveira SUMÁRIO Introdução Radiografia Medicina nuclear Radiofármacos e radiotraçadores Mamografia Tomografia por emissão de positrões Tomografia computadorizada Angiografia Densitometria Óssea Conclusão INTRODUÇÃO A radioatividade já foi vista como algo complexo e até perigoso, porém através dos anos foi se descobrindo diversas utilidades para a radiação que contribuíram numerosamente para a vida humana. Entre essas novidades surgiu diferentes maneiras de aplicar a radiação nos corpos humanos para obter diagnóstico médico através das imagens resultantes da absorção ou não dessa radioatividade nos diferentes tecidos corporais. O Raio-X foi descoberto em 1895 por Wilhelm C. Rontgen que chegou a ganhar o Nobel de física em 1901 por seu feito. RAIO-X Os raios-x são radiações eletromagnéticas onde transportam sua energia por ondas eletromagnéticas é também uma radiação ionizante com uma frequência de 0.1 a 100 Å (angström) A Radiografia é uma imagem obtida, por um feixe de raios X que atravessa a região de estudo e interage com uma emulsão fotográfica ou tela fluorescente. É comumente utilizado na medicina para diagnosticar problemas ou anormalidades no corpo do paciente. RADIOGRAFIA Os raios X são muito usados para identificar fraturas nos ossos e para diagnosticar doenças em tecidos moles, como no aparelho gastroesofágico e nos pulmões Existem diferentes tipos de radiografias sendo elas divididas em duas: radiografia convencional e a radiografia contrastada. Além disso temos os raios-x por área atuando especificadamente em alguma área do corpo como: Raio-x do abdome Raio-x do tórax Raio-x da coluna Raio-x de ossos Raio-x do crânio Raio-x renal Raio-x da bacia https://rdicom.com.br/blog/tipos-de-raio-x/#raio-x-do-abdome https://rdicom.com.br/blog/tipos-de-raio-x/#raio-x-do-torax https://rdicom.com.br/blog/tipos-de-raio-x/#raio-x-da-coluna https://rdicom.com.br/blog/tipos-de-raio-x/#raio-x-de-ossos https://rdicom.com.br/blog/tipos-de-raio-x/#raio-x-do-cranio https://rdicom.com.br/blog/tipos-de-raio-x/#raio-x-renal https://rdicom.com.br/blog/tipos-de-raio-x/#raio-x-da-bacia MEDICINA NUCLEAR A medicina nuclear é a modalidade na radiologia médica que usa pequenas quantidades de substâncias radioativas(radionuclídeos) para a formação de diagnóstico por imagem e para tratamentos de patologias. Medicina nuclear se baseia na emissão de radiação ionizante, na forma não selada que deve ser ligada à moléculas de interesse biológico, compondo substâncias chamadas de radiofármacos, que são administrados aos pacientes para diagnósticos ou terapia. CARACTERÍSTICAS DOS ELEMENTOS NA MEDICINA NUCLEAR Os elementos utilizados na medicina nuclear emitem a radiação gama e diminuem a sua energia pela metade (meia -vida)em fração de horas ou dias. O Tecnécio 99m é o isótopo utilizado para marcação de muitos radiofármacos e diminui a sua energia de 140 kev pela metade (meia-vida)a cada 6 horas. EXAME DIAGNÓSTICO O radiofármaco é distribuido no corpo do paciente emitindo energia e,um equipamento denominado câmera cintilográfica realiza a leitura desta energia. Alguns radioisótopos emitem radiação beta e quando administrados com altas doses são utilizados para tratamento de tumores. RADIOFÁRMACOS E RADIOTRAÇADORES Radiofármacos são moléculas ligadas a elementos radioativos(radioisótopos ou radionuclídeos) que são usados no diagnóstico e tratamento . Radifármacos são fontes radiotivas não seladas , que são introduzidas no corpo do paciente por ingestão, inalação ou injeção. RADIOFÁRMACOS E RADIOTRAÇADORES Os radioisótopos artificiais usados nos radiofármacos são utilizados em quantidades de traços . No diagnóstico de patologias,o paciente recebe uma dose de determinado radiofármaco e visto que os radiotraçadores emitem radiações. tecnécio 99m É um isótopo utilizado para marcação de muitos radiofármacos e diminui a sua energia de 140 kev pela metade (meia vida) a cada 6 horas. É o método mais tradiocinal utilizado no diagnóstico na cintilografia para exames de tireoide e nos rins. MAMOGRAFIA É o método mais importante no diagnóstico do câncer de mama e teve início em 1913 com alguns estudos radiográficos de um cirurgião alemão; Em 1920 ocorreram as primeiras tentativas de diagnóstico de doenças da mama por meio da radiografia e a partir da década de 60, com a evolução das técnicas, foi padronizado os parâmetros de exposição e posicionamento dos pacientes; Uma mamografia com alto padrão de qualidade deve possuir: - Contraste radiográfico de todas as partes da mama para detectar as diferenças na atenuação do feixe de raios X entre tecidos sadios e doentes. - Resolução espacial para permitir a visualização de detalhes associados com sinais de câncer de mama. A imagem deve ter uma ótima qualidade diagnóstica mas deve se manter a dose absorvida na mama o mais baixo possível. MAMOGRAFIA FORMAÇÃO DA IMAGEM É formada do mesmo modo que a imagem em radiografia convencional; Um feixe de raios X, proveniente de uma fonte quase pontual, incide sobre a mama comprimida, e a fração deste feixe que é transmitida através do tecido é registrada em um receptor de imagem. Outra fração sofre um processo de espalhamento, o qual não contribuirá para a formação da imagem. A fração restante é absorvida pelos tecidos da mama. Fonte: Google imagens Tubo de Raios X Filtro Bandeja para compressão Grade Antidifusora Receptor da imagem Feixe de Raios X Feixe de elétrons Cátodo MAMOGRAFIA MAMÓGRAFO - FUNCIONAMENTO É composto por um gerador de alta tensão, uma torre mecânica com um braço em forma de C e um painel de controle; Cabeçote / tubo Bandeja para compressão Bucky Torre mecânica Fonte: Google imagens Fonte: Google imagens O cátodo emite um feixe de elétrons e o campo elétrico faz com que eles se direcionem ao ânodo. O impacto produz calor e raio X. TOMOGRAFIA POR EMISSÃO DE PÓSITRONS Fonte: Revista Saùde Fo nt e: R es ea rc hG at e Fonte: Instituto vencer o cancer Utiliza compostos contendo radioisótopos que apresentam decaimento, liberando um pósitron. Os pósitrons liberados se associam a um elétron e produzem 2 fótons cujas vias estão separados a 180°. Sistemas detectores em anel, ao redor da fonte emissora de pósitrons, detectam 2 fótons simultaneamente para localizar a fonte e produzir imagens coloridas da área. Por meio da incorporação de radioisótopos emissores de pósitrons em compostos ativos metabolicamente, a PET fornece informações sobre a função do tecido. O valor convencional de absorção (SUV, do inglês Standard Uptake Value) indica a atividade metabólica de uma lesão; a intensidade da cor aumenta tipicamente diante de SUVs mais elevados. Tomagrafia por emissão de pósitrons Tomagrafia por emissão de pósitrons As limitações do seu uso incluem: Alto custo do exame; Pequena disponibilidade de centros produtores dos radioisótopos e de centros equipados com a aparelhagem adequada. Entre as aplicações clínicas da PET, destaca-se a pesquisa da viabilidade miocárdica, um tema de extrema relevância, se considerarmos sua estreita relação com a insuficiência cardíaca, que é uma doença de proporções epidêmicas. Tomagrafia por emissão de pósitrons Procedimentos da PET A substância marcada com radionuclídeo é injetada na veia da pessoa. As substâncias demoram de 30 a 60 minutos para atingir a área a ser avaliada. Dependendo da área do corpo a ser avaliada, é possível que seja pedido à pessoa que faça determinadas atividades, como exercícios mentais, para estimular a atividade no cérebro. Fonte: Revista cubana de hematologia Usos da PET Câncer: para estadiamento e avaliação de tipos de cânceres específicos e avaliação da respostaao tratamento, que o corresponde a 80% da utilização da PET. Função cardíaca: para avaliar a viabilidade miocárdica e detectar miocárdio hibernante. Função neurológica: avaliação de demência e convulsões. Desvantagens Quando a PET e a TC são realizadas durante um único exame, a dose de radiação é aumentada de forma significativa; Como os radionuclídeos usados na PET liberam radiação por apenas pouco tempo, a PET pode ser realizada somente se o radionuclídeo for produzido em um local próximo e pode ser obtida rapidamente; A PET é relativamente cara e não é amplamente disponível. Tomagrafia por emissão de pósitrons TOMOGRAFIA COMPUTADORIZADA É um exame de imagem não invasivo; Associa o equipamento de raio X com computadores programados, capazes de produzir imagens de altíssima qualidade de qualquer estrutura interna; Pode diagnosticar diversos tumores já que, consegue combinar a imagem de vários raios X; É útil para detectar AVC, embolia pulmonar, hemorragias... até mesmo pequenos nódulos que podem se tornar em tumores; Tipos de tomografia: com contraste, do tórax, da caluna e de crânio. TOMOGRAFIA COMPUTADORIZADA Aparelho grande, semelhante a um túnel com abertura no centro, nessa abertura tem uma mesa, onde o paciente é colocado. Conforme necessidade, a mesa pode ser rolada para dentro ou para fora; O tubo de raios x tem o funcionamento similar aos aparelhos convencionais de radiografia, porém eles podem fazer um movimento contínuo; Os detectores dos raios que atravessam o paciente, transformam essa informação em sinal elétrico que pode ser digitalizado e lido pelo computador; A mesa de comando faz o processamento das imagens e pode ainda enviar informações para o aparelho; Bomba injetora administra o contraste no paciente de acordo com o protocolo de cada exame. TOMÓGRAFO Fonte: Google imagens Angiografia é um exame que utiliza raios x e cateteres para visualizar e analisar alterações relacionadas aos vasos sanguíneos. É utilizada para diagnosticar doenças como aneurismas e estenoses. Pode ser feita em várias partes do corpo, porém, os locais mais utilizados para a realização do exame são: cérebro, pulmão, coração e membros inferiores. Utiliza-se produto para realçar os vasos sanguíneos , sendo introduzido um cateter em uma veia com maior calibre , com um equipamento que emite radiação ionizante para captar fotografias internas. Em geral, a angiografia é considerada um exame invasivo e é indicada quando os outros exames por imagem não são suficientes para dar o diagnóstico. ANGIOGRAFIA Angiografia cerebral - acidente vascular Angiografia cerebral - acidente vascular, Angiografia Ilíaca e femoral - antes da intervenção a tratamento de doença arterial periférica Aortografia - utilizada para diagnosticar e obter detalhes sobre aneurismas de aorta, regurgitação aórtica Angiografia digital por subtração Uso da Angiografia A densitometria óssea é um exame realizado para quantificar a densidade mineral dos ossos. É utilizada para o diagnóstico de osteoporose. Utiliza-se uma pequena quantidade de radiação ionizante para gerar as imagens através de feixes de raios-X simultâneos com diferentes energias, que interagem de forma diferente com os tecidos ósseos e com os tecidos não ósseos do paciente. Densitometria Óssea CONCLUSÃO Dentre as inumeras aplicações da radiotividade uma das principais é na área médica, como por exemplo na parte de diagnóstico, onde a medicina nuclear nos ajuda a localizar tumores, com a tomografia. Ela também nos ajuda a tratar alguns tumores, com a radioterapia . REFERÊNCIAS Atualização em mamografia para técnicos em radiologia / Instituto Nacional do Câncer José Alencar Gomes da Silva. – 2. ed. rev. atual. Rio de Janeiro: INCA, 2019. 181 p.; il. Disponível em. Acesso em: 03 de abr. de 2022 FÉLIX, Renata et al. Impacto clínico da Tomografia por Emissão de Pósitrons realizada pelo sistema de coincidência com FDG-18F, na conduta terapêutica de pacientes com cardiopatia isquêmica pós-infarto do miocárdio. SciELO, Rio de Janeiro, 2006. DOI: https://doi.org/10.1590/S0066-782X2006000500003. Acesso em: 02.abr.2022 FILHO, Aurélio. Medicina Nuclear no Diagnóstico e Tratamento de Doenças Cardiovasculares.Seu Cardio+. Disponível em: . Acesso em: 03.abr.2022 REFERÊNCIAS JALES, Rodrigo Menezes. Bases físicas da mamografia. Dr.Pixel. Campinas: Dr Pixel, 2015. Disponível em: . Acesso em: 03 Abr. 2022 KOCAK, Mehmet. Tomografia por emissão de pósitrons. Manual MSD, 2019: Disponivel em: . Acesso em: 02.abr.2022 KOCAK, Mehmet. Angiografia. Manual MSD,2019: Disponível em: https://www.msdmanuals.com/pt-br/profissional/t%C3%B3picos-especiais/princ%C3%ADpios- de-imagens-radiol%C3%B3gicas/angiografia. Acesso em: 29.mar.2022 https://www.msdmanuals.com/pt/profissional/t%C3%B3picos-especiais/princ%C3%ADpios-de-imagens-radiol%C3%B3gicas/tomografia-por-emiss%C3%A3o-de-p%C3%B3sitrons-pet https://www.msdmanuals.com/pt/profissional/t%C3%B3picos-especiais/princ%C3%ADpios-de-imagens-radiol%C3%B3gicas/tomografia-por-emiss%C3%A3o-de-p%C3%B3sitrons-pet https://www.msdmanuals.com/pt/profissional/t%C3%B3picos-especiais/princ%C3%ADpios-de-imagens-radiol%C3%B3gicas/tomografia-por-emiss%C3%A3o-de-p%C3%B3sitrons-pet https://www.msdmanuals.com/pt/profissional/t%C3%B3picos-especiais/princ%C3%ADpios-de-imagens-radiol%C3%B3gicas/tomografia-por-emiss%C3%A3o-de-p%C3%B3sitrons-pet https://www.msdmanuals.com/pt/profissional/t%C3%B3picos-especiais/princ%C3%ADpios-de-imagens-radiol%C3%B3gicas/tomografia-por-emiss%C3%A3o-de-p%C3%B3sitrons-pet https://www.msdmanuals.com/pt-br/profissional/t%C3%B3picos-especiais/princ%C3%ADpios-de-imagens-radiol%C3%B3gicas/angiografia https://www.msdmanuals.com/pt-br/profissional/t%C3%B3picos-especiais/princ%C3%ADpios-de-imagens-radiol%C3%B3gicas/angiografia REFERÊNCIAS MEDICINA NUCLEAR.Hospital Santa clara.Disponível em:. Acesso em: 03.br.2022 MORSCH, José.O que são e para que servem os radiofármacos e radioisótopos na medicina. Morsch Telemedicina,2019. Disponível em: . Acesso em: 03.abr.2022 OLIVEIRA, Rita et al. Preparações radiofarmacêuticas e suas aplicações.SciELO,Portugal,2006.https://doi.org/10.1590/S1516-93322006000200002. Acesso em: 03.abr.2022 PEREIRA, Flávio. O que é Tomografia Computadorizada. State Of The Art Radiology. Disponível em: . Acesso em: 03 de abr. de 2022. https://www.researchgate.net/figure/Figura-217-Espectro-eletromagnetico-e-a-localizacao-dos-raios-X-e- raios-g-em-relacao-as_fig18_335639923 REFERÊNCIAS https://journals.openedition.org/laboreal/444 http://www.fiocruz.br/biosseguranca/Bis/lab_virtual/radiacao.html https://rdicom.com.br/blog/tipos-de-raio-x/ Eduardo A. C. Garcia. Biofísica. 2 ed. https://super.abril.com.br/ciencia/como-funcionam-os-contrastes-como-o-celobar/ https://journals.openedition.org/laboreal/444 http://www.fiocruz.br/biosseguranca/Bis/lab_virtual/radiacao.html https://rdicom.com.br/blog/tipos-de-raio-x/