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Indicadores de Risco 
 para Deficiência Auditiva
 
PROFESSORA
JANAICA RIBEIRO 
Indicadores de Risco para Deficiência Auditiva (IRDA)
Os Indicadores de Risco para Deficiência Auditiva (IRDA) são sinais que podem indicar a possibilidade de uma deficiência auditiva em bebês, crianças e adultos e desencadeiam a necessidade de avaliação auditiva especializada.
	Em 2018, a Organização Mundial da Saúde (OMS) lançou uma estimativa da magnitude da perda auditiva na população mundial
 466 milhões de pessoas com deficiência auditiva
 Sendo 432 milhões de adultos 
 34 milhões de crianças. 
De cada 1.000 crianças , uma nasce com prblema de surdez 
A previsão é que esse número chegue a 900 milhões de pessoas em 2050.
OMS 2018
É um comitê internacional
 Recomendações acerca da saúde auditiva infantil. 
 Compreende que são intercorrências pré, peri e pós-natais 
 Apenas um indicador no histórico clínico da criança é considerado sinal de alerta de risco auditivo 
Mais de um indicador aumenta a probabilidade de perda auditiva, sendo importante o cuidado com a saúde auditiva desses sujeitos
 Joint Committee on Infant Hearing
O Joint Committee on Infant Hearing (JCIH), desde 1972, identifica fatores de risco específicos associados à perda auditiva em recém-nascidos e crianças com dois propósitos: 
1- Identificar crianças que têm prioridade para avaliação audiológica
2- Crianças que devem receber acompanhamento audiológico e acompanhamento médico após a triagem neonatal devido à possibilidade de perda auditiva progressiva ou déficit auditivo de início tardio. 
Joint Committee on Infant Hearing
O Joint Committee on Infant Hearing
1
Intercorrências pré-natais
Alterações auditivas na criança
2
Intercorrências peri-natais
Alerta de risco auditivo
3
Intercorrências pós-natais
Aumento da probabilidade de perda auditiva
Joint Committee on Infant Hearing (1994)
História familiar de DA congênita;
Infecção congênita: Sífilis, Toxoplasmose, Rubéola, Citomegalovírus e Herpes;
Anomalias crânio-faciais-deformações de orelha e/ou o canal auditivo;
Peso ao nascimento 5 dias;
Síndromes associadas à DA condutiva ou neurossensorial.
 Joint Committee on Infant Hearing (2000)
Neonatos que ficam mais que 48 horas na UTI neonatal;
Malformação de cabeça e pescoço;
Síndromes associadas a alterações auditivas;
História familiar de deficiência auditiva congênita;
Infecções neonatais (STORCH).
 (IRDA) 
Preocupação dos Pais
Com o desenvolvimento da criança, audição, fala ou linguagem.
Antecedentes Familiares para Surdez
Preocupação dos pais com o desenvolvimento da criança, audição, fala ou linguagem.
Prematuridade
Peso ao nascimento menor que 1500 gramas.
Permanência em Unidade de Terapia Intensiva (UTI)
Por mais de cinco dias.
Uso de Ototóxicos
Ventilação mecânica; hiperbilirrubinemia.
Anomalias Craniofaciais
Envolvendo orelha e osso temporal; síndromes associadas à perda auditiva.
Infecções Congênitas
Sífilis, toxoplasmose, rubéola, citomegalovírus e vírus da imunodeficiência humana-HIV.
Traumatismo Craniano
Quimioterapia; infecções bacterianas ou virais pós-natais (citomegalovírus, herpes, sarampo, varicela e meningite).
Apgar de 0 a 4 no 1º minuto ou de 0 a 6 no 5º minuto
Alcoolismo ou uso de drogas durante a gestação.
Os Indicadores de Risco para a Deficiência Auditiva (IRDA)
1
Influência na Prevalência da DA em RN de Risco
Os Indicadores de Risco para a Deficiência Auditiva (IRDA) devem ser levados em consideração na TAN, pois podem influenciar 20 vezes a prevalência da DA em RN de risco em relação aos RN sem risco (JCIH, 2000; VIEIRA et al., 2007).
2
Avaliação Audiológica Regular
Sendo que as crianças com IRDA requerem avaliação audiológica pelo menos a cada 6 meses, até os 3 anos de idade, pois mesmo não apresentando alterações na TAN podem vir a desenvolver DA tardia (NORTHERN; DOWNS, 1989; CBPAI, 2000)
Desenvolvimento da Audição em Bebês
1
Comportamento Reflexo
Há semelhança na reação de um bebê DA e um bebê normouvinte até o sexto mês de vida devido ao comportamento reflexo ( KAUFFMAN 1996)
2
Desenvolvimento da Fala
Às crianças normouvintes as primeiras palavras aparecem por volta de um ano de idade, inicia-se com a associação de consoante e vogal e duplicação das sílabas formadas (mama, dada...), além de jargões e palavras inventadas. (MENYUK; MENN 1979 apud KAUFMAN 1996). 
Grande parte dos casos de perda auditiva em crianças pode ser evitada com medidas simples, como:
Imunização de crianças
Proteger as crianças contra doenças típicas da infância, como sarampo, meningite, rubéola e caxumba, é essencial para prevenir a perda auditiva.
Imunização de mulheres
A imunização de meninas e mulheres em idade fértil contra a rubéola é crucial para evitar complicações que possam levar à perda auditiva em bebês.
Cuidado perinatal
O cuidado perinatal adequado desempenha um papel fundamental na prevenção de problemas auditivos em bebês e crianças.
Tratamento para otite média crônica
A detecção e o tratamento adequado para otite média crônica são essenciais para prevenir a perda auditiva em crianças.
Indicadores de Risco para Deficiência Auditiva (IRDA)
Detecção e Intervenção Precoces
São os fatores mais importantes para minimizar o impacto da perda auditiva no desenvolvimento e na educação das crianças.
Diretrizes de Atenção da TAN
.
Prevenção e Cuidados
Imunização 
Triagem Auditiva Neonatal Universal –Teste da Orelhinhaa 
Como identificar os IRDA em bebês e crianças
1
Observação Visual
Observar as reações do bebê a sons e a presença de alertas visuais.
2
Testes de Triagem
Realizar testes como o da orelhinha nos primeiros dias do nascimento.
3
Avaliação Comportamental
Identificar comportamentos atípicos em relação à resposta a estímulos sonoros.
Comportamento durante Sono
Observar se o bebê é acordado por sons ou se apresenta reações a ruídos.
Reações a Estímulos Sonoros
Verificar se o recém-nascido se assusta com sons ou reage a vozes familiares.
Exames Neonatais
Incluir avaliações auditivas como parte dos testes de triagem neonatal.
Testes e exames para avaliar a audição
Teste de Triagem
Rápido e indolor, geralmente realizado em recém-nascidos ou em consultas pediátricas.
Testes Comportamentais
Avaliam a resposta do paciente a diferentes estímulos sonoros por meio de comportamentos visuais ou motoros.
Exames de Imagem
Ressonância Magnética e Tomografia Computadorizada podem identificar a causa da perda auditiva.
Intervenção e tratamento para deficiência auditiva
Adaptações no Ambiente
Implementação de estratégias para minimizar impactos da perda auditiva.
Aparelhos Auditivos
Uso de tecnologia adequada para amplificar sons e facilitar a comunicação.
Terapia Fonoaudiológica
Desenvolvimento de estratégias para aprimorar a percepção e produção de sons.
Importância da detecção precoce dos IRDA
Prevenção de Complicações
Identificar problemas auditivos precocemente evita complicações no desenvolvimento da linguagem.
Impacto na Família
Permite intervenções adequadas que apoiam a família no suporte à criança.
Bem-Estar Emocional
Contribui para a segurança emocional e autoestima da criança e seus familiares.
A IMPORTÂNCIA DA FONOAUDIOLOGIA NA DEFICIÊNCIA AUDITIVA
1
Prevenção
Educando sobre práticas seguras para preservar a audição.
2
Diagnóstico
Realizando testes e identificando a natureza da perda auditiva.
3
Reabilitação
Fornecendo suporte terapêutico personalizado para cada paciente.
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