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Por meio do sindicato, o trabalhador fica em pé de igualdade com o 
empregador. 
 
A criação de sindicatos é livre, conforme as regras constitucionais e desde que 
respeitada a unicidade sindical (existência de apenas um sindicato em cada base 
territorial). 
 
 
- II - é vedada a criação de mais de uma organização sindical, em qualquer grau, 
representativa de categoria profissional ou econômica, na mesma base territorial, que 
será definida pelos trabalhadores ou empregadores interessados, não podendo ser 
inferior à área de um Município; 
 
 
Pela liberdade associativa, o trabalhador fica livre para se associar (sindicalizar), ou 
não, ao sindicato de sua categoria. Assim, não são permitidas cláusulas contratuais a 
respeito de sindicalização forçada (estimular ilicitamente a sindicalização dos 
funcionários) ou de práticas antissindicais (desestimular a sindicalização do empregado). 
 
I - A lei não poderá exigir autorização do Estado para a fundação de sindicato, 
ressalvado o registro no órgão competente, vedadas ao Poder Público a interferência 
e a intervenção na organização sindical. 
 
Intervenção sindical 
Deve haver intervenção sindical para que haja convenção ou acordo coletivos. O 
sindicato dos trabalhadores deve, obrigatoriamente, participar da negociação. 
 
(o acordo é firmado entre o sindicato e uma empresa, a convenção é feita 
entre sindicato da categoria profissional e o sindicato da categoria 
econômica.) 
 
Os sindicatos (representantes dos trabalhadores) agem em pé de igualdade com os 
empregadores durante as negociações. 
 
As normas coletivas negociadas (convenções coletivas) são fontes de direito do 
trabalho e regem a relação entre as partes enquanto estiverem em vigor. 
 
A negociação coletiva tem objetivo de: 
 
• Implementar um padrão setorial de direitos superior ao padrão da legislação estatal 
• Negociar direitos relativos 
 
Confederações 
Nesse contexto, as confederações estão presentes em âmbito nacional (exemplo: 
confederação nacional dos trabalhadores metalúrgicos) e podem ser definidas como 
associações/entidades sindicais em grau superior 
 
Federações 
No que se refere às federações, também são formações sindicais a nível superior e criadas 
pela união de, no mínimo, 5 (cinco) sindicatos a nível estadual. 
 
Sindicatos 
Os sindicatos, por sua vez, estão na base da pirâmide e são muito numerosos no Brasil, 
possuindo importante função de representar os trabalhadores. São, portanto, entidades 
associativas permanentes que atuam na representação e proteção dos trabalhadores. Na 
definição de Mauricio Godinho Delgado: 
 Visando tratar de problemas coletivos das respectivas bases representadas, defendendo 
seus interesses trabalhistas conexos, com o objetivo de lhes alcançar melhores condições 
de labor e vida. 
 
Condutas Antissindicais 
afrontam a liberdade sindical e podem ser praticadas por: 
 
Empregador ou sindicato que o represente 
• Sindicato de trabalhadores 
• Estado 
 
- Por exemplo, um sindicato de trabalhadores que permita, em negociação coletiva, o 
desconto da contribuição sindical na folha de pagamento de todos os trabalhadores. 
A cobrança é uma conduta antissindical, já que a contribuição depende de prévia e 
expressa anuência do trabalhador 
 
- Cláusula do contrato de trabalho que prevê a contratação e manutenção do emprego 
apenas na ausência de sindicalização do trabalhador 
 
- Sindicato organizado pela própria empresa, que interfere diretamente na entidade 
sindical então formada. 
 
- Quando a empresa se compromete com o sindicato dos trabalhadores a contratar 
apenas os empregados sindicalizados e filiados àquela entidade sindical. 
 
- Parecida com a prática imediatamente anterior, faz com que a empresa contrate 
trabalhadores que venham a se sindicalizar depois de um período de trabalho. 
 
- A empresa preferencialmente contrata trabalhadores sindicalizados 
 
- Por meio desta prática, é imposto ao trabalhador que se mantenha sindicalizado 
durante a vigência de determinada negociação coletiva. 
 
- Prática antissindical por meio da qual o sindicato atua em favor do Estado e não em 
benefício ou proteção ao trabalhador. É uma figura que surge no princípio do 
sindicalismo brasileiro, quando os sindicatos agiam em benefício governamental. 
 
 
 
Vigência dos instrumentos coletivos 
 
A previsão legal relativa ao prazo de vigência dos instrumentos coletivos (convenções e 
acordos coletivos de trabalho) também foi alterada pela Reforma Trabalhista. Os 
instrumentos serão vigentes por dois anos (contados de sua celebração) vedada a 
ultratividade. Ou seja, o prazo máximo é de dois anos. A previsão está no §3º do art. 
614 da CLT: 
 
§3º Não será permitido estipular duração de convenção coletiva ou acordo coletivo de 
trabalho superior a dois anos, sendo vedada a ultratividade 
 
Após esse período, a relação entre empregador e empregado será regida pelo que dispuser 
a lei e não mais pelo que foi negociado. Dessa forma, há a aplicação da teoria da aderência 
limitada ao prazo (ou seja, não haverá ultratividade nos instrumentos negociados). Essa 
aplicação supera a Súmula nº 277 do TST, que estabelecia que o instrumento coletivo 
celebrado vigeria até que outro acordo ou convenção coletiva de trabalho o substituísse. 
 
 
TST, n„o È v·lida cl·usula de instrumento coletivo que preveja desconto obrigatório de 
contribuição assistencial de empregado não sindicalizado, ainda que a ele seja garantido o 
direito de oposição 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
GREVE 
 
Art. 9º. É assegurado o direito de greve, competindo aos trabalhadores decidir sobre a 
oportunidade de exercê-lo e sobre os interesses que devam por meio dele defender. 
§1º A lei definirá os serviços ou atividades essenciais e disporá sobre o atendimento das 
necessidades inadiáveis da comunidade. 
§2º Os abusos cometidos sujeitam os responsáveis às penas da lei. 
Conceito e características 
 
Art. 2º Para os fins desta Lei, considera-se legítimo exercício do direito de greve a 
suspensão coletiva, temporária e pacífica, total ou parcial, de prestação pessoal de 
serviços a empregador. 
A greve é uma hipótese de suspensão do contrato de trabalho (em que não se 
trabalha e não se recebe remuneração). Porém, excepcionalmente, o sindicato dos 
trabalhadores pode negociar o recebimento do salário ao final da greve, 
configurando apenas interrupção do contrato de trabalho. A greve é uma autotutela 
com as seguintes características: 
● Coletiva: realizada pelos empregados em conjunto; 
● Temporária: com período determinado, para atingir os objetivos estipulados; 
● Pacífica: são vedadas as práticas de vandalismo e violência. 
A Reforma Trabalhista também trouxe as seguintes previsões de objeto ilícito da 
greve: 
Art. 611-B, CLT. Constituem objeto ilícito de convenção coletiva ou de acordo coletivo de 
trabalho, exclusivamente, a supressão ou a redução dos seguintes direitos: [...] 
XXVII - direito de greve, competindo aos trabalhadores decidir sobre a oportunidade de 
exercê-lo e sobre os interesses que devam por meio dele defender; 
XXVIII - definição legal sobre os serviços ou atividades essenciais e disposições legais 
sobre o atendimento das necessidades inadiáveis da comunidade em caso de greve; 
Requisitos 
São requisitos para o exercício do direito de greve (para que seja considerada legal e 
legítima): 
1. Convocação e realização prévia de Assembleia Geral; 
2. Comunicação prévia ao empregador (em regra 48h antes, mas de 72h para 
serviços considerados essenciais); e 
3. Manutenção do maquinário (garantindo que não haverá prejuízo para a 
atividade da empresa). 
Greve em serviços essenciais 
O art. 10 da Lei nº 7.783/1989 (Lei de Greve) elenca as atividades consideradas 
como essenciais: 
Art.10. [...] 
I - tratamento e abastecimento de água; produção e distribuição de energia elétrica, gás e 
combustíveis; 
II - assistência médica e hospitalar; 
III - distribuição e comercialização de medicamentose alimentos; 
IV - funerários; 
V - transporte coletivo; 
VI - captação e tratamento de esgoto e lixo; 
VII - telecomunicações; 
VIII - guarda, uso e controle de substâncias radioativas, equipamentos e materiais nucleares; 
IX - processamento de dados ligados a serviços essenciais; 
X - controle de tráfego aéreo e navegação aérea; 
XI compensação bancária. 
XII - atividades médico-periciais relacionadas com o regime geral de previdência social e a 
assistência social; 
XIII - atividades médico-periciais relacionadas com a caracterização do impedimento físico, 
mental, intelectual ou sensorial da pessoa com deficiência, por meio da integração de 
equipes multiprofissionais e interdisciplinares, para fins de reconhecimento de direitos 
previstos em lei, em especial na Lei nº 13.146, de 6 de julho de 2015 (Estatuto da Pessoa 
com Deficiência); 
XIV - outras prestações médico-periciais da carreira de Perito Médico Federal indispensáveis 
ao atendimento das necessidades inadiáveis da comunidade. 
XV - atividades portuárias. 
Nos serviços essenciais há mais um requisito para a realização da greve: a 
manutenção mínima do serviço. Como a atividade é um serviço essencial à 
população, é necessária a manutenção de um mínimo da prestação dos serviços, 
mediante comum acordo entre o sindicato e o empregador, para que a atividade 
não pare totalmente. Se esse mínimo não for respeitado, a greve será considerada 
abusiva (OJ n° 38 da SDC). 
 
	Conceito e características 
	Requisitos 
	Greve em serviços essenciais