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UNIVERSIDADE ESTÁCIO DE SÁ JERFERSON SOUZA DA CUNHA Extratégias práticas para a promoção da Sustentabilidade e Responsabilidade Social ARACAJU 2024 UNIVERSIDADE ESTÁCIO DE SÁ JERFERSON SOUZA DA CUNHA Extratégias práticas para a promoção da Sustentabilidade e Responsabilidade Social Trabalho apresentado como requisito obrigatório para conclusão do curso de Licenciatura Geografia, no formato de artigo científico, resultante da pesquisa desenvolvida no ano de 2024, sob a orientação do tutor: Rafael da Silva Deslandes. ARACAJU 2024 1 Extratégias práticas para a promoção da Sustentabilidade e Responsabilidade Social JERFERSON SOUZA DA CUNHA RESUMO Esta pesquisa de artigos e revistas cientificas buscou informações e examina ações práticas de reciclagem que podem ser incorporadas ao cotidiano para fomentar um mundo mais sustentável e socialmente justo. Baseado em pesquisa de artigos científicos e relatórios de organismos internacionais, o estudo abrange práticas de sustentabilidade ambiental, responsabilidade social e consumo consciente. O objetivo é investigar até que ponto pequenas mudanças individuais podem gerar benefícios significativos para a conservação ambiental e o bem-estar social. Os resultados apontaram que ações simples, como a preservação de recursos naturais e o envolvimento em iniciativas sociais, são essenciais para o desenvolvimento sustentável e inclusivo. A importancia da reciclagem para o meio ambiente, prolonga o fim dos recursos naturais disponiveis e não renovovais para as proximas gerações.O uso racional desses recursos prolonga a existencia humana no planeta.O método prático de reciclagem, reaproveitamento, reutilazação utilizado pela cooperativa reviravolta provou que a mudança trazem importante beneficios e melhoria na vida economicos das pessoas, economia sustentáveis e qualidade de vida. O tipo de pequisa bibliografica, que considerou mais indicada e trouxe inspiração através do acesso ao sites, blogs e redes socias da cooperativa reviravolta do municipio de Nossa Senhora do Socorro em Sergipe trouxe mudanças significativas e importantes para a comunidade e a sociedade local. Palavras-chave: Sustentabilidade, Responsabilidade Social, Consumo Consciente, Ações Cotidianas . 2 INTRODUÇÃO Mudanças nos desenvolvimentos ambientais e sociais aumentaram a pressão sobre empresas e indivíduos para realizarem suas atividades de maneira sustentável e socialmente responsável. O desenvolvimento sustentável, conforme discutido por Ignacy Sachs (2015), levanta um ponto sobre a garantia de recursos equivalentes aos da atualidade para as gerações futuras sem destruir o equilíbrio ecológico. As Nações Unidas (2020) observaram que a degradação do ecossistema, o aquecimento global e o aumento das disparidades sociais estão entre os maiores desafios que as pessoas enfrentam hoje. Igualmente importante é o tema da educação e da consciência em relação ao meio ambiente para o desenvolvimento sustentável e social. A introdução de programas de treinamento relacionados à sustentabilidade, nos níveis escolar e empresarial, tem o potencial de mudar mentalidades em relação ao consumo e à ecologia. Conforme enfatizado pela ONU (2019), o desenvolvimento de cidadãos informados e conscientes permite decisões em favor do meio ambiente e da justiça social, integrando currículos que fomentam a consciência ambiental e social em escolas e corporações. O conhecimento é fundamental para que as pessoas façam mudanças em larga escala. Outro ponto essencial é o incentivo às inovações tecnológicas que promovem a sustentabilidade. O uso de tecnologias limpas, como energias renováveis, e a adoção de processos de produção mais eficientes ajudam a reduzir a pegada ecológica de indústrias e empresas. Segundo a IEA (2020), a transição para fontes de energia sustentáveis, como a solar e a eólica, pode mitigar os efeitos das mudanças climáticas e promover um futuro mais verde. Além disso, tecnologias que melhoram a eficiência no uso de recursos, como a água e a energia, contribuem para um desenvolvimento mais responsável, garantindo que as gerações futuras possam usufruir desses recursos. Pequenas ações individuais também desempenham um papel vital. A responsabilidade de melhorar nosso mundo não é exclusiva dos governos e grandes corporações, mas também de cada pessoa. De acordo com o Relatório Global de Sustentabilidade (ONU, 2020), é fundamental que as pessoas se envolvam em práticas diárias como reciclagem, consumo responsável e economia de água para combater crises ambientais e sociais. O desenvolvimento sustentável, segundo Schmidheiny (1992), requer o esforço conjunto de indivíduos, empresas e governos em uma coordenação que fortaleça práticas responsáveis. Este artigo tem como objetivo analisar práticas sustentáveis e de responsabilidade social que podem ser aplicadas no cotidiano para promover um desenvolvimento ambientalmente 3 responsável e socialmente inclusivo. Serão abordadas práticas que podem ser adotadas por qualquer pessoa, independentemente de sua situação econômica ou social, para destacar como atitudes simples e conscientes fazem a diferença e contribuem para a preservação ambiental e a construção de uma sociedade mais justa e inclusiva. Com efeito, essas ações não apenas minimizam o impacto ambiental, mas também promovem mais inclusão e justiça social METODOLOGIA 2.1. Sustentabilidade Ambiental A dimensão ambiental do desenvolvimento sustentável se tornou uma das maiores preocupações globais no século XXI devido aos efeitos visíveis das mudanças climáticas e da degradação do ecossistema. É por essa razão que Ignacy Sachs (2015) afirma a abordagem do desenvolvimento sustentável como um equilíbrio entre as atuais atividades econômicas necessárias usando recursos naturais e a preservação para sua disponibilidade para as gerações futuras. A disponibilidade de recursos naturais a longo prazo só pode ser garantida se as pessoas viverem de forma sustentável na Terra. O principal meio de atingir a sustentabilidade ambiental é usar a água racionalmente, que é um recurso vital para a manutenção da vida humana. Segundo a Agência Nacional de Águas (ANA, 2020), o Brasil é um dos países que sofre crises em várias regiões devido ao desperdício e à má gestão da água, apesar de ter a maior proporção de recursos hídricos do planeta. Reduzir o tempo de banho e usar água da chuva, além de consertar vazamentos, já é uma prática mais do que suficiente que pode trazer uma economia considerável de água. De acordo com o relatório da Agência Internacional de Energia (IEA, 2020), o setor residencial é uma das principais áreas de consumo final. Por exemplo, substituir lâmpadas incandescentes por LED, otimizar o uso da luz do dia e desligar dispositivos eletrônicos quando não estiverem em uso permite reduzir o consumo de energia em 20%. Além disso, agora é bem possível instalar energia solar ou eólica em casa como uma escolha alternativa, e bem mais barata também. A reciclagem é outra prática que tem ganhado força na busca por um ambiente mais saudável. Segundo o Instituto Akatu (2019), o Brasil recicla apenas uma pequena parcela dos resíduos sólidos que gera. Isso representa uma oportunidade de mudar as práticas de gestão de resíduos. Quando materiais recicláveis, como plástico, papel e vidro, entre outros, são separados, a quantidade de resíduos em aterros sanitários diminui e novos recursos naturais 4 deixam de ser extraídos. Além da reciclagem, a compostagem pode ser uma solução verde para resíduos orgânicos. Ela pode sercomposta inteiramente de restos de comida, transformando-se em esterco, que mais tarde pode ser usado para fertilizar o solo. Isso não apenas reduz o volume de seus resíduos, mas também reduz as emissões de gases poluentes de aterros sanitários. É algo que pode ser feito em casa, muito fácil e prático em termos de como reduzir o impacto ambiental dos resíduos orgânicos. O consumo consciente é um dos fatores relacionados à sustentabilidade ambiental. Segundo a ONU (2020), o menor consumo de bens descartáveis e, mais importante, o aumento da durabilidade dos bens adquiridos podem reduzir a pegada ecológica em muitas vezes. Optar por bens reutilizáveis, não utilizar muitas embalagens plásticas e dar preferência a produtos de materiais recicláveis são algumas atitudes que todos podem adotar para alcançar a preservação do meio ambiente. Outros aspectos fundamentais são a preservação das áreas verdes. Como reguladoras do clima e mantenedoras da biodiversidade, as florestas absorvem carbono; assim, elas são armazenadas e mantidas em boas condições. Portanto, projetos de reflorestamento e a defesa do plantio de árvores urbanas criam algumas maneiras melhores de combater o desmatamento e seus impactos. A restauração de ecossistemas florestais pode sequestrar bilhões de toneladas de carbono e ajudar a neutralizar os impactos das mudanças climáticas. Outro fator que contribui diretamente para a sustentabilidade ambiental é o uso de meios de transporte sustentáveis. O setor de transporte, segundo a IEA (2020), está entre os maiores emissores de gases de efeito estufa. A escolha de um meio de transporte mais sustentável, que envolva bicicletas e transporte público e incentive carros elétricos, reduz a poluição do ar. Consequentemente, ajuda a melhorar a qualidade do ar em grandes cidades. É uma tendência ascendente, a economia circular busca prolongar o uso de produtos e diminuir o desperdício. Nessa abordagem, os produtos são feitos de maneiras que podem ser reutilizados, reformados ou reciclados em vez de serem jogados fora quando seu ciclo de vida termina. Novos requisitos de recursos podem ser reduzidos drasticamente, assim como os impactos ambientais da produção e do consumo, de acordo com um relatório da Ellen MacArthur Foundation (2020). Políticas públicas formam outros fatores que melhorariam muito o meio ambiente para se tornar sustentável. Leis que iniciam o uso de energia de fontes limpas e reciclagem, bem como a conservação de recursos naturais, podem eventualmente trazer uma escala maior de mudança para o meio ambiente. Conforme mencionado por Porter e Kramer (2011), deve haver valor compartilhado para que o meio ambiente se torne mais sustentável, governos, indivíduos e 5 empresas precisam trabalhar juntos para criar um meio ambiente sustentável. A "educação ambiental" é uma oportunidade que não pode ser deixada de lado. Ela envolve não apenas os currículos acadêmicos, mas toda a consciência das pessoas em direção à conservação e ao consumo ambiental consciente. Assim, os chefes e funcionários formam campanhas nas escolas e na comunidade. Portanto, é o caminho para mudar atitudes se isso traz resultados benéficos ao homem, em sua ação sobre o entorno, como preconiza Silva (2017). Por fim, a sustentabilidade ambiental precisa ser uma responsabilidade de todos, com todos tentando fazer a sua parte. As pessoas precisam adotar práticas simples e disponíveis, como economizar água, reciclar e consumir de forma consciente. Elas terão resultados de longo prazo. De acordo com Sachs (2015), “sustentabilidade não é uma escolha, mas uma necessidade”. Toda ação que todos podem tomar para construir um futuro mais equilibrado e sustentável é bem-vinda. 2.1. Responsabilidade Social É uma prática de bem-estar coletivo que vai muito além dos interesses individuais ou corporativos. Segundo uma definição de Schmidheiny (1992), empresas e indivíduos precisam tomar parte ativa na formação de uma sociedade mais justa, igualitária e diversificada. Assim, a responsabilidade social é uma ação que apoia o desenvolvimento social e econômico dentro das comunidades, respeitando a ecologia ao seu redor. Isso exige uma atitude que favoreça o interesse coletivo, seja comprando produtos localmente, participando de projetos voluntários ou implementando políticas inclusivas. Apoiar bens e serviços produzidos localmente ajuda a construir uma economia mais forte para uma comunidade e minimiza os impactos ambientais relacionados ao transporte de bens de outras regiões. Essas são algumas das formas eficazes de exercer a responsabilidade social. Segundo Dias (2012), valorizar os negócios locais cria um incentivo para a formação de empregos, o que desencadeia a redistribuição de renda e, portanto, maior equidade social, pois o exercício do empreendedorismo reduz as disparidades econômicas de renda. Além de dar apoio financeiro, o voluntariado é outra forma muito poderosa de participar do trabalho social. Ele permite que os indivíduos usem suas habilidades e parte de seu tempo livre para ajudar aqueles que mais precisam, seja por meio de projetos educacionais, trabalho para serviço comunitário ou trabalho de caridade. De acordo com o relatório da ONU (2020), o voluntariado é um elemento muito importante na construção da coesão social porque cria redes de apoio que são benéficas tanto para a pessoa que é voluntária quanto para a comunidade que se beneficia de suas ações. Isso promove sentimentos de empatia, responsabilidade cívica e pertencimento. 6 Outro aspecto crucial da responsabilidade social é a luta contra a desigualdade social. Como Porter e Kramer (2011) colocam, desenvolver valor compartilhado entre empresas e a comunidade é uma das maneiras mais eficazes pelas quais as empresas podem reduzir os funcionarios. 2.1. Consumir de forma Consciente É outro aspecto do consumo consciente mais da escolha de bens e serviços devido ao efeito que tem na natureza e na sociedade. Conforme colocado por Dias (2012), o consumo consciente é um canal muito poderoso de mudança da economia em direção à sustentabilidade. Repensar suas escolhas de consumo ajudará os consumidores a desempenhar um papel na criação de um mundo mais justo e sustentável. Consumo consciente significa consumo que evita desperdícios, o que talvez seja uma das formas mais diretas de colocá-lo em prática. Conforme relatado pela FAO em 2020, um terço dos alimentos produzidos no mundo vai para o lixo, não apenas como perda de recursos naturais, mas como um problema ético, encontramos milhões de pessoas passando fome. Planejar suas compras e armazenar e aproveitar adequadamente as sobras para o preparo dos alimentos. desequilíbrios sociais e, no processo, apoiar o desenvolvimento econômico. Isso pode ser por meio de programas como treinamento profissional, bolsas de estudo para alunos de famílias de baixa renda e apoio a políticas de inclusão social, entre outros. Outro fator importante na responsabilidade social é a educação. O relatório da UNESCO (2019) considera a educação de qualidade um dos mais fundamentais dos três principais pilares do desenvolvimento sustentável. Campanhas de marketing social que endossam e aumentam a vontade pública de investir em programas focados em equidade e acesso à educação em todos os níveis podem mudar a face de cada sociedade por meio de sua juventude, equipando-a com as ferramentas necessárias para construir um futuro melhor. A criação de políticas públicas para acesso garantido à educação é o caminho para reduzir as desigualdades e melhorar os estilos de vida da população mais vulnerável. Valorizar a diversidade e a inclusão no local de trabalho e na sociedade é outra responsabilidade social básica. Como afirma o Fórum Econômico Mundial (2020), as empresas que oferecem diversidade de gênero, raça e cultura superam seus concorrenteseconomicamente. A implementação de políticas que melhorariam o recrutamento de profissionais que se enquadram em alguns dos grupos historicamente marginalizados não apenas promove o bem- 7 estar econômico e social, mas também é um aspecto de igualdade de oportunidades. Outra prática importante é promover o consumo consciente que se conecta com a responsabilidade social no cerne. É quando as pessoas escolhem produtos e serviços que atenderão às suas necessidades, bem como respeitarão os direitos humanos e o meio ambiente. Conforme mencionado por Dias (2012), os consumidores conscientes trouxeram mudanças à dinâmica dos negócios ao pressionar os mercados a entregar práticas comerciais justas e responsáveis que poderiam levar a alguma mudança positiva em todo o mundo. Uma iniciativa, como o comércio justo, garante e busca condições de trabalho justas, além de compensação para pequenos produtores e trabalhadores de comunidades rurais. Em um relatório da Fairtrade International (2019), o comércio justo fornece uma plataforma onde pode haver compensação justa ao produtor por seu trabalho, além de ter garantias de práticas sustentáveis. Os consumidores também podem comprar produtos de comércio justo, pois eles ajudam, de uma forma ou de outra, a combater a exploração por meio da cooperação para o desenvolvimento e, ao mesmo tempo, incentivam o desenvolvimento econômico sustentável em áreas vulneráveis. A responsabilidade social corporativa também é um campo crescente. Muitas empresas estão expressando a importância das práticas não apenas para buscar lucro, mas também para investir em projetos que beneficiem a comunidade local e o meio ambiente. De acordo com Porter e Kramer (2011), as empresas que adotam políticas de responsabilidade social são vistas de forma mais positiva pelos consumidores e investidores. Isso reflete positivamente uma vantagem competitiva no mercado que pode ser traduzida em avenidas de melhoria. Práticas que podem ser consideradas são iniciativas neutras em carbono, voluntariado corporativo e programas de inclusão, para mencionar algumas. Ser um ator transparente e ético em relações comerciais e sociais também faz parte de ser socialmente responsável. Esse nível de transparência permite o acesso de consumidores, investidores e sociedade às atividades das corporações e, portanto, exige um modo de comportamento mais ético. Como Sachs (2015) coloca, a responsabilidade social só pode ser baseada em princípios éticos que garantam o devido respeito aos direitos humanos e ao meio ambiente, encorajando a integridade e a justiça social. Fazer parte de atividades comunitárias é outra via pela qual se exerce responsabilidade social diretamente na vida cotidiana. Alguns dos projetos incluem jardins comunitários, feiras de troca e eventos culturais que, à sua maneira, fortalecem esse tecido social enquanto criam solidariedade entre todos os membros. Além de serem vias pelas quais o desenvolvimento local é fomentado, tais iniciativas também se tornam canais pelos quais redes de apoio podem ser desenvolvidas para melhorar a qualidade de vida de todos os envolvidos. 8 Concluindo, a responsabilidade social é um compromisso que todos os setores da sociedade devem assumir. Seja por meio de ações individuais, como consumir conscientemente, ou por meio de trabalho corporativo que melhora o estado da natureza e das pessoas, todas as ações são blocos de construção em direção a um mundo mais justo e igualitário. De acordo com Schmidheiny (1992), “a responsabilidade social é um investimento no futuro, e sua prática constante é essencial para garantir o desenvolvimento sustentável das sociedades. novas refeições são práticas simples que ajudam a reduzir o desperdício de alimentos e, assim, incentivar o consumo consciente. Escolha produtos que tenham menor impacto ambiental. Escolha produtos que tenham suas matérias-primas recicladas ou sejam biodegradáveis para que a produção de resíduos seja reduzida e o impacto no meio ambiente seja menor. O Greenpeace (2018) argumenta que escolher itens sustentáveis, por exemplo, aqueles com certificação ambiental, é uma boa maneira do consumidor reduzir sua pegada ecológica. Além disso, diminuir o uso de plásticos descartáveis é uma lição básica de consumo com consciência. Segundo o relatório da ONU Meio Ambiente (2019), é apontado que oito milhões de toneladas de plástico são despejadas no mar a cada ano, destruindo a vida marinha de forma irrevogável. Essas ações, substituir sacolas plásticas por reutilizáveis, usar garrafas e copos de água reutilizáveis e optar por embalagens com menos plástico, reduzem o impacto ambiental desse material. O comércio justo é, claro, outro componente importante do consumo consciente. O movimento do comércio justo busca garantir que pequenos produtores ganhem um bom preço por seus produtos, portanto, equidade nas relações de comércio, de outra forma muito discriminatórias. Conforme relatado pela Fairtrade International (2019), produtos certificados de comércio justo garantem não apenas um salário digno para os trabalhadores, mas também práticas de produção ambientalmente sustentáveis. Ao comprá-los, o consumidor dá algum apoio à causa da justiça social e econômica. O consumo local é outra coisa: comprar de produtores e comerciantes locais significaria que os bens não teriam que viajar longas distâncias e, portanto, não gerariam tantas emissões de gases de efeito estufa. Também ajuda a construir a economia de dentro de cada comunidade individual, criando mais empregos locais. Conforme proclamado por Sachs (2015), "impulsionar as economias locais é um dos princípios centrais do desenvolvimento sustentável e um método produtivo de redução dos desequilíbrios sociais". Outra coisa que está aumentando em importância no consumo é o consumo responsável de energia. Optar por eletrônicos mais eficientes em termos de energia, trabalhando na luz por tudo o que tem e não usar energia quando não for necessário são três passos práticos que podem ser tomados e que impactarão diretamente o meio ambiente. A IEA (2020) diz que com o uso 9 consciente de energia, os gases de efeito estufa podem ser reduzidos, o que é a maneira mais eficaz de combater e diminuir as mudanças climáticas. Além disso, o consumo consciente requer o uso eficiente da água. Por exemplo, reduzir o tempo gasto no banho, adotar o reuso da água da chuva e consertar vazamentos contribui muito para conservar esse recurso tão importante. De acordo com a Agência Nacional de Águas (ANA, 2020), em termos mais práticos, também é muito importante para garantir a disponibilidade desse recurso para as gerações futuras, especialmente nas regiões onde há escassez geral de água. O consumo consciente de moda também vem ganhando cada vez mais visibilidade. A indústria da moda, uma das mais poluentes do mundo, também relaciona o impacto ambiental negativo à compra de muitas roupas. Segundo o relatório da Ellen MacArthur Foundation, 2020, a adoção de uma economia circular no setor da moda, que significa reutilizar e reciclar materiais, pode reduzir drasticamente os efeitos da produção de vestuário no meio ambiente. Comprar roupas de segunda mão, escolher marcas que trabalham sob princípios sustentáveis e não consumir moda em excesso são atitudes de consumo consciente. A educação para o consumo consciente pode otimizar a transformação comportamental e oferecer caminhos pelos quais uma sociedade responsável pode ser expressa. Existem sistemas de educação para o consumo consciente que podem ser amplamente inculcados, como em escolas, comunidades ou mesmo por empresas. Mais importante, Dias (2012) afirma que a educação se destaca como o passo mais básico em direção à consciência. Portanto, o conhecimento sobre o efeito do consumo no meio ambiente e na sociedade é indispensável para a reversão dehábitos. Além de outros fatores, o papel da tecnologia não pode ser subestimado. Indivíduos podem usar aplicativos em seus celulares e acessar o quão sustentável um determinado produto ou empresa é. Além disso, soluções tecnológicas também podem estar relacionadas ao planejamento de compras ou redução de desperdício como algumas das formas de integração. Recuperar tais ferramentas dá aos usuários maior controle sobre suas escolhas e garante que a adoção de estilos de vida sustentáveis nas rotinas dos usuários não seja incômoda. Por fim, o consumo consciente é uma ação que se estabelece em uma plataforma coletiva que depende do despertar e do comprometimento de todos os setores da sociedade. Governos, empresas e consumidores devem trabalhar juntos para promover práticas de consumo mais responsáveis e garantir que a geração futura possa se beneficiar de recursos semelhantes disponíveis hoje. Como afirma Sachs (2015), o consumo consciente é uma demanda que vai muito além de uma mera moda passageira, tornando-se parte do chamado urgente pela conservação planetária e pelo estabelecimento de uma sociedade equitativa. 10 2.1. Inovações Tecnológicas para a Sustentabilidade Os avanços tecnológicos também provaram ser uma solução sustentável para problemas ambientais, o que a longo prazo ajuda o planeta a sobreviver com menos impacto negativo. As inovações tecnológicas otimizaram o uso de recursos naturais, fazendo assim melhorias de eficiência em energia, agricultura e gestão de resíduos. A tecnologia limpa inclui energia solar e eólica que são capazes de atender à demanda urgente por mudanças muito além da capacidade de adaptação atual dos combustíveis fósseis tradicionais. Além disso, o estudo se concentrou muito em como melhor registrar novas fontes de energia renovável e aumentar a capacidade de armazenamento de energia. Com essas tecnologias se tornando mais comuns e populares por meio de políticas de marketing para deixar benefícios ambientais e econômicos positivos, isso prova a rápida oportunidade para a transição para uma economia de baixo carbono. Por último, mas não menos importante, a ascensão da revolução digital abriu outra fronteira no monitoramento e gerenciamento ambientalavaliações mais sensíveis para análise quase em tempo real do impacto antropogênico no meio ambiente. Sensores inteligentes e sistemas de big data podem realizar monitoramento detalhado de parâmetros ambientais relativos ao consumo de energia, bem como níveis de qualidade do ar e da água em relação à poluição, para auxiliar governos e empresas a tomarem decisões mais rápidas e informadas sobre a preservação de recursos naturais. Isso pode ser encontrado em um relatório da IEA (2020), que indica que a automação residencial e a IoT industrial têm grande eficiência porque são capazes de criar sistemas remotos de eficiência energética. Esses sistemas tornam o gerenciamento de recursos mais eficaz, mais barato e menos impactante ambientalmente. No setor de resíduos, as inovações tecnológicas também têm desempenhado um papel transformador nas práticas de reciclagem e gestão de lixo, promovendo soluções mais eficientes e sustentáveis. Máquinas de reciclagem automatizadas, como as desenvolvidas pela startup AMP Robotics, utilizam inteligência artificial e aprendizado de máquina para identificar e separar resíduos recicláveis com maior precisão e rapidez do que os métodos convencionais. Essa inovação não apenas melhora as taxas de reciclagem, mas também diminui a dependência de matérias-primas virgens, preservando os recursos naturais e reduzindo o volume de lixo encaminhado para aterros sanitários. Além disso, a automação do processo de reciclagem pode reduzir os custos operacionais, incentivando mais empresas e governos a adotarem práticas sustentáveis de gestão de resíduos. Outro exemplo importante de inovação tecnológica são os sistemas de agricultura de precisão, que têm revolucionado a maneira como os recursos são utilizados no campo, promovendo práticas agrícolas mais sustentáveis. Com o uso de sensores que monitoram a 11 umidade do solo, as condições climáticas e a saúde das plantações, os agricultores podem tomar decisões mais acertadas sobre a irrigação e o uso de fertilizantes, reduzindo o desperdício de água e o uso excessivo de pesticidas. Isso, por sua vez, minimiza os impactos ambientais da agricultura e melhora a produtividade das safras. Segundo a FAO (2020), essas tecnologias são fundamentais para garantir a segurança alimentar em um cenário de crescimento populacional e mudanças climáticas, ao mesmo tempo em que promovem a preservação dos ecossistemas locais. A eficiência trazida pela agricultura de precisão também pode contribuir para a redução de custos de produção, tornando a prática sustentável mais acessível. Finalmente, as plataformas digitais de compartilhamento e economia colaborativa também têm desempenhado um papel crucial na promoção de práticas mais conscientes e sustentáveis de consumo. Aplicativos que facilitam o aluguel, a troca e o compartilhamento de produtos e serviços, como bicicletas, carros e moradias, têm ajudado a reduzir o consumo excessivo e a produção de resíduos, promovendo uma economia circular. Essas plataformas permitem que os indivíduos utilizem melhor os recursos já existentes, diminuindo a necessidade de produção de novos produtos e, consequentemente, os impactos ambientais relacionados à extração de matérias-primas e à fabricação. Além disso, de acordo com Sachs (2015), a economia colaborativa fortalece as redes sociais e a solidariedade nas comunidades, criando modelos de negócios baseados na sustentabilidade e na cooperação entre os cidadãos CONSIDERAÇÕES FINAIS O presente trabalho apresentou uma análise sobre a importância da adoção de práticas sustentáveis e socialmente responsáveis para a construção de um mundo melhor. Através de dicas práticas sobre sustentabilidade ambiental, responsabilidade social e consumo consciente, procurou-se demonstrar que pequenas mudanças no cotidiano podem gerar impactos significativos para o meio ambiente e para a sociedade como um todo. Essas ações, apesar de simples, têm o potencial de contribuir para a preservação dos recursos naturais, a redução das desigualdades sociais e o fortalecimento das comunidades. Conforme explorado, a sustentabilidade ambiental envolve a aplicação de práticas conscientes no uso de água, energia e recursos naturais. Quando implementadas em larga escala, tais práticas podem proteger os efeitos das mudanças climáticas e garantir a conservação da ecosfera para as gerações vindouras. Por sua vez, a responsabilidade social se relaciona com o bem-estar coletivo e, portanto, vincula uns aos outros em direção a atos que reduzem a desigualdade e valorizam a diversidade. O apoio a negócios locais e trabalho voluntário representam dois possíveis exemplos concretos na criação de uma sociedade mais justa e coerente para cada indivíduo. 12 O consumo consciente é talvez a via mais direta de responsabilidade social e ambiental. Escolha um produto sustentável, desperdice menos e apoie o comércio justo; dessa forma, os consumidores se fazem sentir no mercado. Essas mudanças são necessárias para que o modo de desenvolvimento econômico se torne sustentável, para que o meio ambiente seja preservado e para que as condições de trabalho sejam justas para todos os trabalhadores. Além das práticas individuais, é fundamental reconhecer o papel das políticas públicas na promoção da sustentabilidade e da responsabilidade social. Governos precisam implementar políticas que incentivem o uso de energias renováveis, a reciclagem e a redução de resíduos, além de criar subsídios para práticas empresariais mais sustentáveis. A criação de programas de conscientização também desempenha um papel crucial, educando a população sobre os impactos desuas escolhas de consumo e como podem contribuir para um mundo mais equilibrado e justo. O alinhamento entre governos, empresas e sociedade civil é essencial para que essas práticas se tornem mais acessíveis e eficazes, garantindo que os benefícios sejam compartilhados por todos. Empresas, por sua vez, têm uma responsabilidade significativa nesse processo. Ao adotarem práticas de responsabilidade social corporativa, elas podem liderar pelo exemplo, implementando iniciativas que não apenas aumentam sua eficiência econômica, mas também beneficiam o meio ambiente e a sociedade. Programas que priorizam a sustentabilidade ambiental e a inclusão social, como a neutralidade de carbono e o apoio ao comércio justo, são exemplos claros de como o setor privado pode promover mudanças positivas. Além disso, consumidores cada vez mais exigem transparência e compromisso das empresas com causas ambientais e sociais, o que reforça a importância de práticas empresariais responsáveis. A educação também surge como um pilar essencial na transformação rumo a um futuro mais sustentável. O ensino de sustentabilidade e consumo consciente nas escolas pode formar uma nova geração mais comprometida com o meio ambiente e mais consciente de seu papel social. Campanhas comunitárias de conscientização e capacitação são igualmente importantes para levar essas práticas a públicos mais amplos. Dessa forma, a mudança de mentalidade se enraíza não apenas nas esferas governamentais e empresariais, mas também no cotidiano das pessoas, fortalecendo o caminho para a criação de uma sociedade mais justa e ecologicamente equilibrada. A cooperativa reviravolta pode nos ensinar a se reeducar com iniciativas que transforma atraves da coleta seletiva, reciclagem de plástios, papelão, papel, isopor oléo, roupas, etc. Separar alimentos que podem ser reaproveitados em materiais orgânicos, adubos e compostaveis. Em conclusão, a construção de um mundo melhor requer a colaboração de todos os setores da sociedade. Governos, empresas e indivíduos devem agir juntos para promover práticas sustentáveis e socialmente responsáveis. As dicas apresentadas neste trabalho oferecem um guia prático para aqueles que desejam fazer a diferença, mostrando que a mudança começa 13 com pequenas atitudes no dia a dia. A sustentabilidade e a responsabilidade social não são escolhas opcionais, mas necessidades urgentes para garantir o futuro do planeta e das próximas gerações. 14 REVISÃO BIBLIOGRÁFICA DIAS, Genauto Carvalho. Consumo Sustentável e Responsabilidade Social: um guia prático. São Paulo: Editora Sustentável, 2012. FAO. Relatório sobre desperdício de alimentos no mundo 2020. Roma: Organização das Nações Unidas para a Alimentação e Agricultura, 2020. GOMES, J. C.; GROTTO, D. E. Desenvolvimento sustentável empresarial: práticas e concepções sobre sustentabilidade na cadeia produtiva do plástico verde. Estudos Avançados, São Paulo, v. 26, n. 74, p. 187-205, 2012. Disponível em: https://doi.org/10.1590/S0103-40142012000200012. Acesso em: 14 out. 2024 GREENPEACE. Relatório Energias Renováveis 2018. 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Sustentabilidade Ambiental 2.1. Responsabilidade Social 2.1. Consumir de forma Consciente 2.1. Inovações Tecnológicas para a Sustentabilidade CONSIDERAÇÕES FINAIS REVISÃO BIBLIOGRÁFICA